quinta-feira, 9 de maio de 2024

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Por Joaquim A. Rocha 

Freguesia de São Paio


// continuação de 18/01/2024.



CORTES, Alberto Brasílio. Filho de Manuel José Cortes, natural de Paderne, e de Laurinda de Sousa Araújo, natural de São Paio, jornaleiros, moradores no lugar da Carpinteira. Neto paterno de Brás Quintino Cortes e de Marcelina Rosa Gonçalves; neto paterno de Manuel Joaquim de Sousa Araújo e de Joaquina Rosa Meleiro. Nasceu em São Paio a 7/11/1907 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos, lavradores. // Morreu a 20 de Agosto de 1908 e foi sepultado no cemitério paroquial.   

 

CORTES, Alzira (!). Filha de Henriques Alves Cortes, natural de Arnoia, bispado de Ourense, Galiza, e de Rosa da Conceição Fernandes, natural de São Paio de Melgaço, moradores no lugar de Carvalha Furada. Neta paterna de Manuel Joaquim Alves e de Isabel Alves Cortes; neta materna de Manuel Caetano Fernandes e de Maria Rosa Alves. Nasceu em São Paio a 21/5/1910 e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria Fernandes e Maria Angélica Esteves, solteiros, camponeses.   

 

CORTES, António Joaquim. Filho de Francisco José Cortes e de Maria Rosa Codesso (ou Codesseira), moradores na Carpinteira. N.p. de João Manuel Cortes e de Rosa Rodrigues (ou Rosa Maria Domingues), do Barral; n.m. de José Maria Codesso (ou Codesseira) e de Rosa Domingues, de Barata. Nasceu em São Paio a 27/4/1828 e foi batizado pelo padre JVC a 1 de Maio desse ano. Padrinhos: António José Domingues e sua irmã Joaquina Rosa Domingues, solteiros, de Lourenços. // Morreu a 14/2/1832 e foi sepultado na igreja no dia seguinte.

 

CORTES, António Luís. Filho de António Luís Cortes e de Teresa Alves. Nasceu em São Paio por volta de 1824. // Alfaiate. // Casou com Balbina de Castro, natural de Paços. // Faleceu a 22/2/1890, em sua casa de morada, sita no lugar de Gondufe, freguesia de Chaviães, com todos os sacramentos, com 66 anos de idade, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja de Chaviães. // A sua viúva finou-se em Chaviães a 11/8/1908, com 67 anos de idade.

 

CORTES, Áurea da Purificação. Filha de Albano Joaquim Cortes, natural de Paderne, e de Laurinda de Jesus de Sousa Araújo, natural de São Paio, lavradores, residentes no lugar da Carpinteira. Neta paterna de Brás Quintino Cortes e de Marcelina Quintela; neta materna de Manuel Joaquim de Sousa Araújo e de Joaquina Rosa Meleiro. Nasceu em São Paio a 23/6/1909 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos, rurais. // Tinha 18 anos de idade quando casou na CRCM a 3/12/1927 com o seu conterrâneo António do Alívio Rei Rodrigues, de 24 anos de idade, filho de José Rei Rodrigues e de Alexandrina Rosa Alves. // Enviuvou a 19/7/1980. // Faleceu na residência de seu filho, no lugar da Costa, São Paio, a 25/3/1992, com 82 anos de idade, no estado de viúva. // Mãe de Alberto Francisco (*), industrial em Almancil, Algarve; de Maria Leonor; de Idália Rosa; e de Julieta de Jesus. // Sogra de Rosa de Oliveira; de Manuel Joaquim Afonso; de Norberto Rodrigues; e de Manuel Cardoso (ver A Voz de Melgaço n.º 961, de 15/4/1992). /// (*) Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1025, de 18/5/1952: «Voltaram de Coimbra, para onde tinham ido curar-se, os menores Alberto Reis e Idália Reis, filhos da senhora Áurea Cortes, da Carpinteira

 

CORTES, Deolinda. Filha de Henrique Alves Cortes, galego, natural do bispado de Ourense, e de Rosa da Conceição Fernandes, sampaiense, lavradores, residentes no lugar da Veiga. Neta paterna de Manuel Joaquim Alves e de Isabel Alves Cortes; neto materno de Manuel Caetano Fernandes e de Joaquina Rosa Vaz. Nasceu em São Paio a 26/2/1903 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Vicente Gonçalves e Joaquina de Freitas, solteiros, camponeses.   

 

CORTES, Domingos. // De Barata. // Faleceu a 16/3/1854, só com os sacramentos da penitência e extrema-unção, sem o sagrado viático, por impedimento da doença, e foi sepultado na igreja a 18 desse mês e ano. 

 

CORTES, Francisco José. Filho de João Manuel Cortes e de Rosa Rodrigues (ou Rosa Maria Domingues), lavradores, de São Paio, moradores que foram em Barata. // Casou com Maria Rosa Codesso, de quem ficou viúvo. // Faleceu em Barata a 3/12/1872, com todos os sacramentos. // Tinha 85 anos de idade. // Foi sepultado na igreja. // Não fizera testamento. // Com geração.

 

CORTES, Hermínia de Jesus. Filha de José Joaquim Cortes, natural de Paderne, e de Clemência Rosa Soares, natural de São Paio, lavradores-caseiros, residentes no lugar das Devandeiras. Neta paterna de Manuel Luís Cortes e de Maria Teresa Gonçalves; neta materna de Joaquina Rosa Soares. Nasceu em São Paio a 25/3/1904 e no dia seguinte foi batizada na igreja. Padrinhos: Joaquim Daniel de Fontes, casado, da freguesia de Paderne, e Maria das Dores Fontes, casada, sampaiense, ambos proprietários.

 

CORTES, Joaquim. Filho de ------- Cortes e de ----------------------------------------. Nasceu em São Paio a --/--/18--. // Em 1913 foi nomeado zelador da sua freguesia (Correio de Melgaço n.º 40, de 9/3/1913).  

 

CORTES, Joaquim Daniel. Filho de José Joaquim Cortes e de Clemência Rosa Soares, caseiros, moradores em Devandouras. N.p. de Manuel Luís Cortes e de Maria Teresa Gonçalves; n.m. de Joaquina Rosa Soares. Nasceu no dito lugar de São Paio a 17/12/1901 e foi batizado pelo padre António Esteves no dia seguinte. Padrinhos: Joaquim Daniel de Fontes, casado, proprietário, e Maria das Dores de Fontes, casada, proprietária. // Morreu na freguesia de Chaviães a 4/12/1979. 

 

CORTES, Joaquina Rosa. Filha de Francisco José Cortes e de Maria Rosa Codesso (ou Codesseira), da Carpinteira. N.p. de João Manuel Cortes e de Rosa Rodrigues, do Barral, Paderne; n.m. de José Maria Codesso (ou Codesseira) e de Rosa Domingues, de Barata. Nasceu em São Paio a 15/8/1824 e foi batizada no mesmo dia. Padrinhos: Luís Joaquim Garcia e Maria Rosa Gonçalves, ambos do lugar da Ponte. 

 

CORTES, Joaquina Rosa. // Faleceu em Barata, solteira, com todos os sacramentos, a 13/4/1853; foi sepultada na igreja no dia 14, com ofício de corpo presente. // Não testou, por ser filha-família.

 

CORTES, Luís António. Filho de Teresa -----------. Nasceu em São Paio por volta de 1823. // Tinha 40 anos de idade, era viúvo de Joana Maria Alves, falecida em Chaviães, onde moravam, no lugar de Gondufe, quando casou na igreja de Paços a 13/5/1863, com Balbina, de 25 anos de idade, solteira, lavradora, pacense, moradora em Sá, filha (por subsequente matrimónio de seus pais), de António Luís de Castro e de Ana Luísa Rodrigues, pacenses. Testemunhas: padre José Douteiro e Francisco da Silva Trancoso, lavrador, pacenses.

 

CORTES, Manuel António. Filho de José Joaquim Cortes e de Clemência Rosa Soares, caseiros. Neta paterna de Manuel Luís Cortes e de Maria Teresa Gonçalves; n.m. de Joaquina Rosa Soares. Nasceu na Gaia, São Paio, a 30/12/1899 e foi batizado pelo padre António Esteves no dito dia. Padrinhos: António Joaquim Rodrigues Torres e Caetana dos Ramos, casados, lavradores, do dito lugar da Gaia. // Casou na CRCM a 23/3/1929 com Julieta da Conceição, natural da Vila de Melgaço, filha de Gaspar Manuel de Araújo e de Belmira Amélia Ribeiro Esteves. // A sua esposa morreu em Viana a 21/10/1974. // Ele morreu em Prado a 17/4/1984. // Com geração.  

 

CORTES, Maria. Filha de Henrique Alves Cortes, galego, e de Rosa da Conceição Fernandes, natural de São Paio de Melgaço, lavradores, residentes no lugar de Carvalha Furada. Neta paterna de Manuel Joaquim Alves e de Isabel Alves Cortes; neta materna de Manuel Caetano Fernandes e de Joaquina Rosa Vaz. Nasceu em São Paio a 6/2/1906 e no dia seguinte foi batizada na igreja. Padrinhos: António Augusto de Carvalho e Maria Angélica Esteves, solteiros, camponeses. 

 

CORTES, Rosa Joaquina. Filha de Francisco José Cortes e de Maria Rosa Codesso (ou Codesseira), moradores na Carpinteira. Neta paterna de João Manuel Cortes e de Rosa Rodrigues, do Barral, Paderne; neta materna de José Maria Codesso (ou Codesseira) e de Rosa Domingues, de Barata. Nasceu em São Paio a 7/1/1823 e foi batizada a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Joaquim -------------- e Maria Rosa Gonçalves, do lugar da Ponte.

 

CORTES, Sara Augusta. Filha de Henrique Alves Cortes, natural de Arnoia, bispado de Ourense, e de Rosa da Conceição Fernandes, natural de São Paio de Melgaço, lavradores, residentes no lugar de Carvalha Furada. Neta paterna de Manuel Joaquim Alves e de Isabel Alves Cortes; neta materna de Manuel Caetano Fernandes e de Joaquina Rosa Vaz. Nasceu em São Paio a 14 de Abril de 1908. Padrinhos: António Augusto de Carvalho, agricultor, e Maria Angélica Esteves, serviçal, ambos solteiros.

 

CORTES, Zulmira da Luz. Filha de Henrique Alves Cortes, de Arnoia, Ourense, lavrador, e de Rosa da Conceição Fernandes, de São Paio de Melgaço, moradores no lugar da Veiga. Neta paterna de Manuel Joaquim Alves e de Isabel Alves Cortes; neta materna de Manuel Caetano Fernandes e de Joaquina Rosa Vaz. Nasceu na Veiga, São Paio, a 12/3/1901 e foi batizada pelo padre António Esteves a 20 desse mês e ano. Padrinhos: António José Esteves e Maria Angélica Esteves, solteiros, lavradores.

 

COSTA

 

COSTA, Adelaide. Filha de António José Domingues Costa e de Maria das Dores de Fontes, proprietários, moradores no Cruzeiro de São Paio. Neta paterna de António José Domingues Costa e de Joaquina Rosa Durães; neta materna de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro. Nasceu no dito lugar do Cruzeiro a 19/12/1899 e foi batizada pelo padre António Esteves no dia seguinte. Padrinhos: o padre José Bento de Fontes e Teresa de Jesus de Fontes, solteira, proprietária, ambos do Cruzeiro, São Paio.

 

COSTA, Aníbal Augusto. Filho de António José da Costa e de Maria Joaquina Marques, jornaleiros, de São Paio, moradores nos Lourenços. N.p. de Tomás Joaquim da Costa e de Rosa [Teresa] Alves; n.m. de Domingos José Marques e de Emília Andreza Afonso. Nasceu no dito lugar de São Paio a 16/6/1901 e foi batizado pelo padre António Esteves a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Albano José Sérvio e Maria Rosa Sérvio, solteiros, jornaleiros.

 

COSTA, Aniceto. Filho de António José Domingues Costa e de Maria das Dores de Fontes, proprietários e moradores no Cruzeiro. N.p. de António José Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, lavradores, residentes que foram em Barata; n.m. de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro, proprietários, moradores no Cruzeiro. Nasceu no lugar do Cruzeiro de São Paio a 18/5/1885 e foi batizado pelo padre JAF nesse dia. Padrinhos: os seus avós maternos.        

 

COSTA, António. Filho de Felipe Domingues e de Maria Costas, de Alveios, bispado de Tui, moradores que foram em Barata, São Paio de Melgaço. Nasceu na década de 90 do século XVIII. // Lavrador. // Casou com Joaquina Rosa Durães. // Moraram em Barata, onde ele faleceu a 23/4/1866, com todos os sacramentos. // Tinha 74 anos de idade. // Foi sepultado na igreja de São Paio. // Fizera testamento. // Deixou filhos. 

 

COSTA, António Augusto. Filho de Diniz Augusto da Costa e de Maria dos Anjos Gomes. Nasceu em São Paio a --/--/1938 (NM 411).

 

COSTA, António Joaquim. Filho de António José Domingues Costa e de Maria das Dores de Fontes, proprietários. N.p. de António José Domingues Costa e de Joaquina Rosa Durães; n.m. de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro. Nasceu no Cruzeiro de São Paio a 20/3/1892 e foi batizado pelo padre António Esteves a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Daniel Fontes e Teresa de Jesus Fontes, solteiros, proprietários, do Cruzeiro. // Morreu a 2/1/1894 e foi sepultado no adro da igreja.

 

COSTA, António José. Filho de António José Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, lavradores, residentes no lugar de Barata. N.p. de Felipe Domingues e de Maria Costas, de Santa Marta, Alveios, Tui; n.m. de António Luís Durães e Rosa Alves. Nasceu em São Paio a 29/12/1853 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre José Joaquim Domingues, da Carpinteira, e Rosa Alves, avó materna. // Casou a 21/11/1881 com a sua parente em 3.º e 4.º grau de consanguinidade, Maria das Dores, filha de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro, proprietários, do Cruzeiro. Testemunhas: José Eusébio Gonçalves Ribeiro, residente na Carpinteira, e António Joaquim Gomes, de Barata, ambos casados, lavradores. // Proprietário. // Com geração. // Nota: parece ser o senhor que foi jurado por São Paio em 1908; em 1913 foi nomeado jurado para as causas-crime durante o 2.º semestre desse ano (Correio de Melgaço n.º 56, de 6/7/1913).

 

COSTA, António José. Filho de Tomaz Joaquim da Costa e de Rosa Teresa Alves, moradores em Lourenços. Neto paterno de Manuel da Costa e de Maria Joana Fernandes (?), do Cruzeiro; neto materno de Manuel José Alves e de Rosa Afonso, de Lourenços. Nasceu em São Paio a 17/8/1867 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: António José Domingues, de Lourenços, e Florinda Rosa Domingues, de Carvalha Furada, solteiros, todos lavradores. // Casou na igreja de São Paio a 23/6/1890 com Maria Joaquina Marques, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar dos Lourenços, filha de Domingos Marques e de Emília Rosa Afonso, rurais. Testemunhas: João Manuel Vaz, casado, do lugar do Requeixo, e Francisco José Fernandes, solteiro, do lugar dos Lourenços, lavradores. // Com geração.

 

COSTA, Áurea de Jesus. Filha de António José Domingues da Costa e de Maria das Dores de Fontes. Neta paterna de António José Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães; neta materna de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro. Nasceu no Cruzeiro de São Paio a 14/11/1896 e foi batizada pelo padre António Esteves a 17 desse mês e ano. Padrinhos: presbítero José Bento de Fontes e Teresa de Jesus de Fontes, solteira, proprietária, do dito lugar do Cruzeiro. // Casou com Manuel António de Barros, natural de Prado. // Faleceu na sua terra a 8/3/1993, com 96 anos de idade (VM 981). // Avó de Áurea Maria Fontes.   

 

COSTA, Aurélio Augusto. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 950, de 8/10/1950: «No passado dia 24 do mês de setembro faleceu na sua casa de residência no lugar de Barata o senhor Aurélio Augusto da Costa, de 56 anos de idade, sargento do exército, reformado. O funeral do extinto – que no nosso meio gozava de gerais simpatias – realizou-se no dia seguinte com grande concorrência de pessoas de ambas as camadas sociais…»

 

COSTA, Carlos Augusto. Filho de António José Domingues da Costa e de Maria das Dores de Fontes. N.p. de António José Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães; n.m. de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro, proprietários. Nasceu no lugar do Cruzeiro, São Paio, a 22/2/1887, e foi batizado pelo padre JAF no mesmo dia. Padrinhos: os seus avós maternos. // Foi militar do exército colonial. // Emigrou para o Brasil, onde foi sócio gerente da firma comercial «Eduardo Grijó & C.ª», sita no Rio de Janeiro. // Em 1937 visitou, acompanhado pela esposa Teresa, e pelo filho Armando, a sua terra natal, onde morava ainda a mãe e irmãs (NM 355). // Em 1947 voltou a visitar Melgaço (NM 820, de 15/6/1947).  

 

COSTA, Delfina da Conceição. Filha de Luís Manuel da Costa e de Rosa Joaquina Codesseira, lavradores, residentes no lugar da Carreira. N.p. de Manuel Luís Costa e de Isabel Ventura, de Santo Amaro, Prado; n.m. de Manuel José Codesseira e de Maria Rosa Afonso, da Granja. Nasceu em São Paio a 3/4/1856. Padrinhos de batismo: padre Manuel José Durão, da Granja, e Maria Joaquina Codesseira, do mesmo lugar. // Casou 1/3/1881 com Adjuto Manuel, filho de Escolástica Maria Vaz. // Com geração.    

 

COSTA, Delfina da Conceição. Filha de António José Domingues Costa e de Joaquina Rosa Durães, residentes no lugar de Barata, lavradores. N.p. de Felipe Domingues e de Maria Costas, de Alveios, Tui; n.m. de António Luís Durães e de Rosa Alves, de Barata. Nasceu em São Paio a 18/2/1850 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: padre José Joaquim Domingues Ribeiro, encomendado de São Paio, e Rosa Alves, de Barata, avó materna da criança. // Casou a 25/10/1874 com António Joaquim, de 34 anos de idade, filho de Manuel Gomes e de Ana Joaquina Vaz. // Enviuvou a 9/12/1897. // Com geração.   

 

COSTA, Eduardo. Filho de ------- Costa e de ------------------------. Nasceu em São Paio a --/--/189-. // Fez exame do 1.º grau a 17/7/1908.

 

COSTA, Elisete Maria. Filha de ---------- Costa e de ---------------. Nasceu em São Paio a --/--/19--. // Casou com Fernando Amorim Costa, de Vascões, Paredes de Coura. // Por volta de 1965 compraram, verbalmente, uma casa de morada, sita na Granja de Cima, São Paio, a Abel Lourenço Caldas e sua esposa, Amélia Vieites, da Carpinteira. // Em 1998 moravam na Rua Dr. António Durães, Vila de Melgaço.

 

COSTA, Emília. Filha de Luís José da Costa, soldado n.º 79 do Batalhão n.º 18, e de Longarda (?) Josefa ------------. Neta paterna de José da Costa e de Maria Joaquina; neta materna de José Joaquim --------- e de Ana Maria da Silva Pedras, todos da freguesia de ------- Tiago (?) de Arcas (ou Arcos), julgado do Porto, bispado do Porto. Nasceu «nas casas da residência desta freguesia de São Paio de Melgaço, onde estavam de quartel» a 31/3/1839, e foi batizada na igreja de São Paio a 2 de Abril desse ano. Padrinhos: António José Cardoso, cabo n.º 12, e Jerónimo (?) Caria Pinto, n.º 82, soldado do dito Batalhão. // Nota: estes soldados estavam em Melgaço a dar caça à quadrilha do Tomás das Quingostas; foram estes militares, em princípio, que abateram o Tomaz no dia 30/1/1839.   

 

COSTA, Francisco. Filho de Manuel da Costa e de Maria Joana Fernandes, lavradores, residentes no lugar do Cruzeiro. Nasceu por volta de 1821. // Faleceu no dito lugar a 16/3/1869, com todos os sacramentos, solteiro. // Tinha 48 anos de idade. // Foi sepultado na igreja de São Paio. // Não fizera testamento. // Não deixou filhos. // Também foi agricultor, tal como seus pais.

 

COSTA, Francisco. Filho de Luís Manuel da Costa e de Rosa Maria Codesseira, lavradores, do lugar da Granja, São Paio. Nasceu por volta de 1835. // Rural. // Morreu no lugar dos Lourenços a 2/10/1896, com todos os sacramentos, no estado de casado com Rosa Maria Gonçalves, com 61 anos de idade, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no adro.  

 

COSTA, Francisco António. Filho de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, moradores no lugar de Barata. Neto paterno de Felipe Domingues e de Maria da Costa, de Alveios, Tui; neto materno de António Luís Durães e de Rosa Alves, de Barata. Nasceu em São Paio a 28/4/1847 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: o padre Manuel José Durão, encomendado de São Paio, e Rosa Alves, de Barata, avó do bebé. // Casou na igreja de Prado a 10/10/1881 com Rosa Joaquina, filha de Lourenço Manuel de Sousa Palhares e de Maria Joaquina Lourenço. // Enviuvou a 5/1/1907. // Morreu no lugar de Barata a 22/6/1915 (Correio de Melgaço n.º 154, de 27/6/1915). // Sem geração. // Era irmão de António e de José Domingues da Costa, proprietários, e tio de Manuel José da Costa, aspirante de Finanças em Melgaço, e de Manuel Francisco Gomes, professor oficial em São Paio.  

 

COSTA, João. Filho de ------------ Costa e de ---------------- Alves. Nasceu a --/--/19--. // Morreu nos Lourenços, São Paio, a --/--/1994 (VM 1004).  

 

COSTA, João Manuel. // Do Cruzeiro, São Paio. // Faleceu no bispado de Ourense, Galiza, quando andava a trabalhar nas estradas, na serra do Faro; foi sepultado numa igreja galega, com ofício de corpo presente, a 20/3/1808.  

 

COSTA, Joaquina Rosa. Filha de Luís Manuel da Costa e de Rosa Joaquina Codesseira, lavradores, residentes no lugar da Granja. Nasceu em São Paio por volta de 1862. // Camponesa. // Faleceu a 15/1/1896, no lugar da Granja, com todos os sacramentos, com 34 anos de idade, no estado de solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro da igreja.

 

COSTA, José. // Le-se no Correio de Melgaço n.º 202, de 9/6/1916: «Ofereceram-se voluntariamente para o serviço militar o senhor José Costa, de São Paio, e António Fernandes, de Penso, tendo sido já chamado este último. Ainda é o sangue de Inês Negra a escachoar nas veias dos seus descendentes. Viva Melgaço! Viva Portugal  

 

COSTA, José António. Filho de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, moradores no lugar de Barata. N.p. de Felipe Domingues de Puga e de Maria Costas da Ribeira, de Alveios, Tui; n.m. de António Luís Durães e de Rosa Alves, de Barata. Nasceu em São Paio a 4/7/1841 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: padre Manuel José Durães, da Granja, e Rosa Alves, de Barata. // Casou a 2/8/1866 com Maria, de 37 anos de idade, solteira, costureira, nascida em Cristóval, moradora no lugar do Cruzeiro, São Paio, filha de Bento Vasques e de Francisca Esteves, lavradores, residentes em Cristóval. Testemunhas: padre Manuel José Durão, reitor da Ermida, concelho da Barca, natural da Granja, São Paio, e o presbítero José Joaquim Rodrigues, de Soutulho, São Paio. // Foi durante muitos anos professor do ensino primário na escola da Vila. // Em 1895 era professor de 1.ª categoria. // Morreu no lugar de Barata a --/--/1915, na situação de aposentado; o seu funeral realizou-se a 23/10/1915 (Correio de Melgaço n.º 171, de 24/10/1915, e n.º 172, de 31/10/1915). // Pai de Manuel José da Costa e tio de Justina da Costa, casada com Frederico José de Puga.  

 

COSTA, José Augusto. Filho de Manuel José da Costa e da professora Maria Augusta Passos Brito. Nasceu a --/--/1----. // Casou em segundas núpcias, só pelo civil, com Isabel da Glória, filha de António Pereira e de Júlia Morais, natural de Paderne. // Em 1933 tinha à venda uma casa em construção, no lugar da Igreja, Remoães (Notícias de Melgaço n.º 214, de 19/11/1933).

 

COSTA, José Manuel. Filho de João Alves da Costa e de Rosa da Conceição Sérvio. Nasceu em São Paio a --/--/19--. // Casou na igreja da sua freguesia a 28/12/1997 com Maria do Céu, do Requeijo, filha de José Gonçalves e de Duartina dos Prazeres Táboas. Padrinhos da boda: Alberta Maria Gonçalves, irmã da noiva, e seu marido, José Agostinho Pires; João Alves Costa, irmão do noivo, e esposa, Idalina Baleixo. O almoço foi servido no restaurante «Adérito». // Passaram a residir no lugar de Lourenços, São Paio (VM 1094).

 

COSTA, Julieta da Conceição. Filha de Manuel José da Costa, secretário de finanças, e da professora Maria Augusta de Passos Brito. Nasceu a 18/10/1906. // Fez exame de Estado em 1926, obtendo a classificação de 18 valores. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 71, de 3/8/1930: «Acaba de ser transferida da escola de Rendufe, --------- do Lima, para a freguesia do Vale, Arcos de Valdevez, JCC…» // Em 1933 foi colocada como professora oficial em Barbeita, Monção. // Mais t32arde foi transferida, a seu pedido, para o lugar da Carpinteira, São Paio (NM 285 e 411). // Casou com Asdrúbal Carolino Sotomaior Braga, aspirante de finanças em Melgaço.   

 

COSTA, Justina Augusta. Filha de António José Domingues da Costa e de Maria das Dores de Fontes, proprietários, moradores no lugar do Cruzeiro. Neta paterna de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, lavradores, residentes que foram em Barata; neta materna de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro, proprietários, do Cruzeiro. Nasceu em São Paio a 26/9/1882 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos. (A madrinha era analfabeta). // Casou na igreja da sua terra a 16/11/1903 com Frederico José «brasileiro de água doce», de 31 anos de idade, solteiro, capitalista, sampaiense, morador em Barata, filho de José Joaquim de Puga e de Margarida Vieites, lavradores, de São Paio. // Enviuvou a 22/6/1925. // Faleceu na sua freguesia natal a 22/6/1947. // Sem geração.  

 

COSTA, Laurinda da Pureza. Filha de António José Costa e de Maria Joaquina Marques. Neta paterna de Tomaz Joaquim Costa e de Rosa Teresa Alves; neta materna de Domingos José Marques e de Emília Andreza Afonso. Nasceu nos Lourenços, São Paio, a 29/7/1894 e foi batizada pelo padre António Esteves a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: Domingos José Marques e Felicidade dos Anjos, ele casado e ela solteira, ambos do dito lugar.

 

COSTA, Luís Manuel. Filho de Manuel Luís da Costa e de Isabel Luísa Gonçalves, lavradores, sampaienses. Nasceu em São Paio por volta de 1815. // Lavrador. // Morreu a 13/12/1899, no lugar da Granja, São Paio, onde residia, com todos os sacramentos, com 84 anos de idade, no estado de viúvo de Rosa Joaquina Codesseira, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro.

 

COSTA, Manuel. Filho de João da Costa e de Joana Maria Alves. N.p. de João da Costa e de Maria Lourenço, lavradores, de Real; n.m. de Manuel José Fernandes e de Maria Joana Soares, da Gaia. Nasceu em São Paio por volta de 1792. // Casou com Maria Joana Fernandes. // Faleceu em casa de Manuel da Costa, do Cruzeiro, a 8/3/1860, com 68 anos de idade. // Recebera apenas a extrema-unção, por impedimento da língua (fala) e perturbação do entendimento. // Não fez testamento e deixou seis filhos. // Foi sepultado na igreja no dia seguinte à sua morte. 

 

COSTA, Manuel António (Padre). Filho de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, rurais, moradores no lugar de Barata. Neto paterno de Felipe Domingues e de Maria da Costa (ou Maria Costas), de Alveios, Tui; neto materno de António Luís Durães e de Rosa Alves, de Barata. Nasceu em São Paio a 21/3/1838 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: padre Manuel José Durão, da Granja, e a avó materna da criança. // Foi pároco de Chaviães, de Cubalhão (onde chegou a ser presidente da Junta, em 1874), e capelão do Convento das Carvalhiças. // Em Agosto de 1883 era pároco encomendado da freguesia de São Paio. // Em 1888 exercia o seu munus em Cubalhão. // Morreu tuberculoso, na sua casa de Barata, a 14/9/1902, com todos os sacramentos, com testamento, e foi sepultado no adro da igreja. // Irmão de Maria Luísa das Dores, que o acompanhou durante a vida.   

 

COSTA, Manuel Joaquim. Filho de Manuel da Costa e de Maria Joana Soares Fernandes, jornaleiros, moradores no lugar do Cruzeiro. Neto paterno de João da Costa e de Joana Maria Alves; neto materno de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares. Nasceu em São Paio a 31/10/1832 e foi batizado a 2 de Novembro desse ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Afonso, do lugar de Lourenços, e Joaquina Matildes Codesso, solteira, filha de José Codesso, das Quingostas, e irmã do “Tomás das Quingostas”. // Lavrador. // Casou a 20/6/1869 com [Florinda] Rosa, de 44 (!) anos de idade, solteira, lavradora, de Troporiz, Monção, filha de Luís Manuel Domingues e de Luísa Teresa Pereira da Silva. Testemunhas: Tomaz Joaquim da Costa, de Lourenços, e José Bento Alves, de Baratas, casados. // Enviuvou a 7/10/1896. // Estava viúvo de Florinda Rosa Domingues, morava no lugar do Cruzeiro, quando casou na igreja de São Paio a 23/4/1897 com Joana Bamonde, de 46 (!) anos de idade, solteira, serviçal, natural da freguesia de Santa Leocádia de Bronza (!), Espanha, filha de António Bamonde e de Bernarda Conde, mendigos, espanhóis. Testemunhas: António Costa, casado, jornaleiro, do lugar dos Lourenços, e Germano dos Santos Pires, solteiro, camponês, do lugar do Cruzeiro. // Morreu em São Paio a --/--/1913, com 81 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 41, de 16/3/1913).

 

COSTA, Manuel Joaquim. Filho de António José (ou Joaquim) da Costa e de Maria Joaquina Marques. N.p. de Tomás Joaquim Costa e de Rosa Teresa Alves; n.m. de Domingos José Marques e de Emília Andreza Afonso. Nasceu no lugar dos Lourenços, São Paio, a 19/11/1891 e foi batizado pelo padre MJV a 21 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Lutou na I Grande Guerra. Foi soldado do batalhão de infantaria número 3, Viana do Castelo, quarta brigada do Corpo Expedicionário Português, segunda divisão. Embarcou para França a 7/4/1917, integrado no CEP, Brigada do Minho. Entregaram-lhe a chapa de identificação número 49517. Supõe-se que combateu na famosa batalha de La Lys, que ocorreu a 9/4/1918, integrando o segundo grupo de pioneiros. Baixou ao hospital a 1/2/1919; teve alta no dia dez desse mês e ano. Embarcou no porto de Cherbourg, França, com destino à sua querida terra natal, por volta de trinta de Março de 1919. Desembarcou em Lisboa, no cais de Alcântara, a 3 de Abril de 1919. // Casou na CRCM a 5/2/1921 com Carlota da Pureza Fernandes. // Faleceu em Paderne a 16/10/1969. 

 

COSTA, Manuel José. Filho de José António Domingues da Costa e de Maria das Dores Vasques, ele natural de São Paio e ela natural de Cristóval, moradores no lugar de Barata. Neto paterno de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, do dito lugar; neto materno de Bento Vasques e de Francisca Esteves, dos Casais, Cristóval, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 2/7/1870 e foi batizado a 4 desse mês e ano. Padrinho: padre Manuel José Durão. // Casou na igreja de São Paio a 24/9/1893 com Maria Augusta Passos de Brito, de 26 anos de idade, professora oficial da instrução primária, a lecionar na vila de Melgaço, natural da freguesia de Santa Maria Maior, Viana do Castelo, filha de António Fortunato de Brito e de Ana Joaquina, comerciantes em Viana. Testemunhas presentes: o padre José Maria Fernandes, do lugar do Regueiro, e José António Domingues Costa, professor do ensino primário, casado, do lugar de Barata. // Nomearam-no júri para servir nas causas-crime durante o 2.º semestre de 1913 (Correio de Melgaço n.º 56, de 6/7/1913). // Nesse ano de 1913 era aspirante de finanças no concelho de Melgaço; nesse mesmo ano foi transferido para Monção (Correio de Melgaço n.º 73, de 2/11/1913). // Em 1914 reassumiu as funções do seu cargo na repartição de finanças em Melgaço, com a categoria de aspirante (Correio de Melgaço n.º 104, de 23/6/1914). // Foi secretário de finanças em vários concelhos do país. // Foi chefe da Fazenda Pública em Melgaço, sendo promovido à 2.ª classe a 13/4/1927. // Em Janeiro ou Fevereiro de 1932, e depois de ter estado oito anos à frente da Repartição de Finanças de Melgaço, foi substituído por Luís Augusto Cardoso, vindo de Caminha, onde exercia as mesmas funções. A 14/2/1932 o pessoal das Finanças, e várias figuras do concelho, prestaram-lhe homenagem, oferecendo-lhe um jantar no Hotel Aliança (NM 139, de 17/2/1932). // Aposentou-se em 1934. // Em 1937 já se encontrava muito doente (NM 353, de 16/5/1937). // Morreu no lugar de Barata a 20/1/1938 (NM 385, de 30/1/1938). // Uma filha do casal foi casada com o “Pé d’Anjo”, sócio de uma farmácia na Vila.   

 

COSTA, Maria da Conceição. Filha de ------------ Costa e de -----------------------------------. Nasceu em São Paio por volta de 1875. // Morou em Real. // Casada, lavradeira. // A 25/12/1935, pelas doze horas, foi atropelada, no lugar dos Esparizes, pela caminheta que transportava as malas do correio e passageiros para Monção, conduzida por António Armada; foi apanhada pelo guarda-lamas e arremessada contra o muro da «Vila Solheiro», tendo fracturado a cabeça e sofrendo comoção cerebral; deu entrada no hospital em estado grave; o motorista não chegou a ser preso, pois segundo parece não teve culpa.  

 

COSTA, Maria da Conceição. Filha de António José Domingues da Costa e de Maria das Dores de Fontes, proprietários. N.p. de António José Domingues Costa e de Joaquina Rosa Durães; n.m. de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro. Nasceu no Cruzeiro, São Paio, a 14/3/1884 e foi batizada pelo padre JAF no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos. // Faleceu no lugar do Cruzeiro a 14/4/1884 e foi sepultada no cemitério.    

 

COSTA, Maria da Conceição. Filha de António José Domingues da Costa e de Maria das Dores de Fontes, proprietários. N.p. de António José Domingues Costa e de Joaquina Rosa Durães; n.m. de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro. Nasceu no lugar do Cruzeiro a 27/2/1889 e foi batizada pelo padre JAF a 1 de Março desse ano. Padrinhos: o avô materno e sua filha Teresa de Jesus de Fontes, proprietários, moradores no Cruzeiro de São Paio. // Faleceu a 2/1/1894 e foi sepultada no adro da igreja.

 

COSTA, Maria da Conceição. Filha de António José Domingues da Costa e de Maria das Dores de Fontes. N.p. de Antonio José Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães; n.m. de Policarpo José de Fontes e de Maria José Gomes Pinheiro. Nasceu no lugar do Cruzeiro, São Paio, a 11/9/1894 e foi batizada pelo padre António Esteves a 25/12/1894 (com licença do arcebispo). Padrinhos: Joaquim Daniel de Fontes e Teresa de Jesus de Fontes, solteiros, proprietários, do lugar do Cruzeiro. // Casou na CRCM a 27/7/1921 com José Bernardino Rodrigues. // Faleceu em São Paio a 19/1/1974.     

 

COSTA, Maria das Dores. Filha de José António Domingues Costa e de Maria das Dores Vasques, ele de São Paio e ela natural de Cristóval, moradores no lugar do Cruzeiro. Neta paterna de António Domingues Costa e de Joaquina Rosa Durães, de Barata; neta materna de Bento Vasques e de Francisca Esteves, dos Casais, Cristóval, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 26/4/1868 e foi batizada no dia seguinte. Padrinho: padre Manuel José Durão, da Granja, representado por Policarpo José de Fontes, casado, negociante, do Cruzeiro. // Casou a 22/11/1896 com o seu conterrâneo Bento Vieites, lavrador. // O seu marido finou-se a 17/7/1937. // Ela faleceu no lugar da Carreira, São Paio, a 1/8/1946. // Deixou bens. // Fizera testamento.     

 

COSTA, Maria de Jesus. Filha de Manuel José da Costa e de Maria Joana Fernandes, moradores no lugar da Carreira. N.p. de João Manuel da Costa e de Teresa Maria Alves, do dito lugar; n.m. de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares, do Pinheiro, Paderne. Nasceu em São Paio a 10/10/1822 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: padre Francisco da Lapa Machado Araújo e sua criada, Maria Xavier. // Casou a 21/4/1858 com Boaventura Lourenço, do Granjão, Paderne. // Faleceu antes de 1860, pois nesse ano o seu viúvo casou-se com Maria Joaquina Gomes.

 

COSTA, Maria de Jesus. Filha de Abel José da Costa e de Luciana da Conceição Caldas. Nasceu em São Paio a --/--/1931 (NM 95, de 25/1/1931). // Faleceu em São Paio a --/--/2020, com 89 anos de idade (“A Voz de Melgaço” n.º 1445, de 1/12/2020).

 

COSTA, Maria Joaquina. // Faleceu a 15/9/1849, com todos os sacramentos, sem testamento; foi sepultada na igreja de São Paio.

 

COSTA, Maria Joaquina. Filha de Manuel José da Costa e de Maria Joana Fernandes. N.p. de João Manuel da Costa e de Teresa Maria Alves; n.m. de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares, todos do Cruzeiro. Nasceu em São Paio a 31/1/1816 e foi batizada a 9 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: padre Francisco da Lapa e sua ama, Rita Joaquina da Rocha. Lavradeira. // Faleceu no lugar do Cruzeiro a 25/8/1886, com os sacramentos da penitência e extrema-unção, solteira, e foi sepultada na igreja. // Não fizera testamento.    

 

COSTA, Maria Joaquina Domingues. // De Barata. // Morreu a 8/1/1854, com os sacramentos da penitência e extrema-unção, não recebendo o sagrado viático por impedimento da moléstia, e foi sepultada na igreja, com ofício de corpo presente, no dia 9.  

 

COSTA, Maria de La Salete. Filha de Manuel José da Costa e da professora Maria Augusta Passos Brito. Nasceu a 22/10/190-. // Casou a 29/7/1933, na capela de São Bento, lugar de Baratas, com António José Alves (Pé-de-Anjo), castrejo, capitalista e sócio da Farmácia Barreiros, farmacêutico na Vila de Melgaço. // O seu marido suicidou-se a 4/3/1945 (ver a sua biografia). 

 

COSTA, Maria Luísa das Dores. Filha de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, moradores no lugar de Barata. N.p. de Felipe Domingues e de Maria da Costa (ou Costas), de Alveios, Tui; n.m. de António Luís Durães e de Rosa Alves, de Barata. Nasceu em São Paio a 24/4/1835 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: padre Francisco António Soares Coutinho, reitor de Paderne, e sua irmã Quitéria Luísa das Dores. // Viveu solteira na companhia do irmão padre. // Faleceu na sua casa de Barata pelas sete horas de 10/2/1915 e o seu funeral realizou-se no dia 13 desse mês e ano. // Era irmã de José António, professor oficial aposentado, e tia de Manuel José da Costa, aspirante de Finanças em Melgaço. 

 

COSTA, Maria Rosa. Filha de Luís Manuel da Costa e de Rosa Joaquina Codesseira, lavradores, sampaienses. Nasceu por volta de 1840. // Faleceu no lugar da Granja, São Paio, a 23/10/1900, com todos os sacramentos, com 60 anos de idade, no estado de casada com Luís Manuel dos Ramos, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.

 

COSTA, Maria Teresa. Filha de Manuel José (ou Manuel Joaquim) da Costa e de Maria Joana (ou Maria Teresa) Fernandes, lavradores. Neta paterna de João Manuel da Costa e de Teresa Maria Alves; neta materna de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares, todos do Cruzeiro. Nasceu em São Paio a 25/7/1820 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Francisco da Lapa Machado de Araújo, abade de São Paio, e Joaquina Coutinho, solteira, de Baratas. // Casou no estado de solteira a 6/9/1866 com José Bento, viúvo de Maria Angélica, morador em Baratas, São Paio, lavrador, natural de São Cristovo, bispado de Tui, filho de José Álvares e de Rosa Gil, da dita freguesia galega, moradores em Baratas, São Paio de Melgaço. Testemunhas: Francisco Rebelo, casado, e Francisco Joaquim da Costa, solteiro, lavradores, residentes no lugar do Cruzeiro. // Faleceu a 14/11/1899, em sua casa de morada, sita no lugar do Barral, com todos os sacramentos, no estado de casada, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja de Paderne.   

 

COSTA, Nair Aurélia. // Casou com Gulherme Lopes da Silva, natural da freguesia de Loureira, Vila Verde (ver A Voz de Melgaço de 1/11/2022, página 16).   

 

COSTA, Rita Joaquina. Filha de Manuel José da Costa e de Maria Joana Fernandes, jornaleiros, moradores no lugar da Carreira. N.p. de João Manuel da Costa e de Teresa Maria Alves; n.m. de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares. Nasceu em São Paio a 4/1/1818 e foi batizada no dia seguinte. Madrinha: Rita Joaquina, do lugar de Botafora, Paderne. // Mendiga. // Faleceu a 19/5/1902, no lugar do Cruzeiro, com todos os sacramentos, no estado de solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro da igreja.   

 

COSTA, Teresa de Jesus. Filha de António Domingues da Costa e de Joaquina Rosa Durães, moradores no lugar de Barata. N.p. de Felipe Domingues e de Maria da Costa, de Alveios, Tui; n.m. de António Luís Durães e de Rosa Alves, de Barata. Nasceu em São Paio a 4/12/1843 e foi batizada 6 desse mês e ano. Padrinhos: padre José Joaquim Domingues, da Carpinteira, e a avó materna da criança. // Casou com José Eusébio Gonçalves [Ribeiro], da Carpinteira. // Com geração. // Era irmã do padre Manuel António.

 

COSTA, Tomaz Joaquim. Filho de Manuel da Costa e de Maria Joana Fernandes, moradores no lugar do Cruzeiro, São Paio. N.p. de João Manuel da Costa e de Teresa Maria Alves; n.m. de Manuel José Fernandes e de Joana Maria Soares, do Pinheiro, Paderne. Nasceu em São Paio a 4/8/1829 e foi batizado pelo padre Manuel José Meleiro de Castro. Padrinhos: Manuel Joaquim Afonso, solteiro, do lugar dos Lourenços, e Teresa Joaquina Codesso, irmã do “Tomás das Quingostas”. // Casou a 29/5/1865 com Rosa Teresa, de 38 anos de idade, solteira, lavradora, do dito lugar dos Lourenços, filha de Manuel José Alves e de Rosa Maria Afonso. Testemunhas: Manuel Joaquim Costa e Francisco da Costa, solteiros, lavradores, do Cruzeiro. // Faleceu no lugar dos Lourenços a 19/4/1886, com todos os sacramentos, e foi sepultado na igreja. // Não fizera testamento. // Deixou um filho.        

 

COSTA, Vítor José. Filho de António José da Costa e de Maria Joaquina Marques, jornaleiros. Neto paterno de Tomás Joaquim da Costa e de Rosa Teresa Alves; neto materno de Domingos José Marques e de Emília Andreza Afonso. Nasceu no lugar dos Lourenços, São Paio, a 30/4/1898, e foi batizado pelo padre António Esteves a 2/5/1898. Padrinhos: os seus avós maternos, jornaleiros, do dito lugar. // Morreu a 16/9/1900 e foi sepultado no adro da igreja paroquial.    

 

COUTINHO

 

COUTINHO, Antónia. Filha de Francisco José Coutinho e de Maria Teresa de Freitas, de Baratas. N.p. de Teresa Samaritana (?), da Vila de Monção; n.m. de Ana Maria de Freitas, de Covelo, Paderne. Nasceu em São Paio a 24/8/1798 e foi batizada a 26 desse mês. Padrinhos: António Fintelos (?), da freguesia de Santa Cristina, bispado de Tui, e Antónia, solteira, filha de Diogo Ferreira, de Baratas.

 

COUTINHO, Domingos José. Filho de Francisco José Coutinho e de Maria Teresa de Freitas (ou Gomes), de São Paio. Nasceu no lugar das Quingostas por volta de 1788. // Foi oficial da Câmara Municipal. // Casou na igreja de SMP a 5/2/1826 com Maria Joaquina Cerdeira, filha de Maria Gertrudes Cerdeira, viúva, moradora na Vila, intramuros. Testemunhas: padre Manuel J. Quintela, Bento José Dias, do Campo da Feira de Fora, e António Joaquim Rodrigues, sacristão. Antes de casarem nasceu-lhes uma filha, em 1822, Maria Joaquina, que viria a casar a 4/5/1869 com João Nepomuceno Pereira de Castro Marinho, ela com 47 e ele com 60 anos de idade (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, vol. I, p. 403, de A.C.E.) // Faleceu na Vila a 13/12/1868, com 80 anos de idade, casado, e foi sepultado na igreja matriz.

 

COUTINHO, Francisco José. Filho de Teresa Samaritana (?). // Casou com Maria Teresa, filha de Ana Maria de Freitas. // Ele e a esposa levaram a batizar a 25/7/1803, na igreja de São Paio, uma criança que fora exposta nessa altura. A madrinha foi a dita Maria Teresa. // Nota: parece ser o mesmo senhor que faleceu em Baratas, já viúvo, a 8/6/1837, sendo sepultado na igreja no dia 9, com ofício de corpo presente.      

 

COUTINHO, José Bento. // Morou no lugar do Cruzeiro. // Faleceu a 18/1/1816.

 

COUTINHO, Maria Joaquina. Filha de Francisco José Coutinho e de Maria Teresa Gomes (ou Freitas), de Baratas. // Casou na Vila a 29/9/1822 com João José, filho de Francisco Rodrigues e de Maria Gertrudes Cerdeira, moradores na Vila. // Será a Antónia Coutinho, acima registada?  

 

COUTINHO, Rosa Joaquina. // Faleceu no estado de casada, a 17/10/1845, com todos os sacramentos, e foi sepultada na igreja, com ofício de corpo presente, no dia seguinte.

 

COUTO

 

COUTO, João José (Padre). // Em 1797 era o cura da igreja de São Paio; o abade era José Vaz de Carvalho. Depois do afastamento deste, ocupou ele esse cargo. // Faleceu a 6/3/1806, com testamento escrito, sendo sepultado na igreja, com ofício de corpo presente.       

 

COUTO, Maria Rosa. Filha do Dr. Manuel Rodrigues Couto e de Ana Alves, de Sante, Paderne. // Casou com António Luís da Cunha Araújo, da Casa e Quinta da Gaia. // Em 1850 já o seu marido tinha morrido; assim consta no assento de batismo de José Joaquim Fernandes, nascido no Barral, Paderne, a 4/3/1850, e batizado dois dias depois, sendo ela a madrinha. // Faleceu no estado de viúva, com todos os sacramentos, com testamento, a 11/8/1858, e foi sepultada na igreja a treze, com ofício de corpo presente. // No dia seguinte teve dois ofícios do número excedente a vinte do testamento, satisfeitos estes conforme a determinação testamentária. // Com geração.

 

COVELO

 

COVELO, José. Filho de José Covelo e de Maria Albina Fernandes. Nasceu em São Paio em 1874. // Casou com Angelina, filha de Manuel António Pereira e de Maria das Dores Costa Coelho. // Ele morreu a 11/5/1939, no lugar de Paçô, freguesia de Rouças, e sua mulher faleceu a 6/10/1942, com setenta e cinco anos de idade. // Com geração. // Nota: o seu sogro, filho de Manuel António Pereira e de Isabel Fernandes, falecera a 24/11/1930, com noventa e cinco anos de idade!

 

CRESPIM

 

CRESPIM, Maria dos Anjos. Filha de José Crespim, lavrador, natural de Rouças, e de Glória de Jesus Esteves, doméstica, do lugar de Barreira, São Paio. N.p. de Manuel Crespim e de Rita Cardoso; n.m. de António Joaquim Esteves e de Teresa de Jesus Domingues. Nasceu no sobredito lugar a 11/12/1933. // Casou na igreja de São Paio a 9/10/1952 com David Perfeito de Castro, natural de Chaviães. // Foram emigrantes em França, onde lhe nasceram alguns dos seus filhos. // Faleceu no lugar da Pena, Chaviães, a 9/8/1994, e foi sepultada no cemitério dessa freguesia. Na mesma campa foi inumado o seu viúvo (1928-2006). // Mãe de Amélia Cândida, António Artur, Artur José (nasceu em França), Glória de Fátima, David Augusto (nasceu em França), José Alberto, Lurdes (nasceu em França), Manuel Augusto, e de Maria Carmem.      

 

CUNHA

 

CUNHA, Abel. Filho de ------------- Cunha e de --------------- Pinto. Nasceu a --/--/18--. // Em 1913 seguiu para os hospitais de Lisboa devido a ter sido mordido em uma perna por um cão hidrófobo; levou com ele a cabeça do animal, que fora abatido pelos habitantes do lugar da Igreja, São Paio, a fim de ser analisada pelos especialistas (Correio de Melgaço n.º 46, de 20/4/1913).   

 

CUNHA, Ambrósio Custódio de Araújo (Padre). Nasceu em São Paio de Melgaço. // Em 1830 era vigário em Remoães.

 

CUNHA, Américo Augusto. Filho de Manuel Francisco Alves da Cunha e de Maria José Gonçalves, jornaleiros, sampaienses, moradores no lugar da Carreira. Neto paterno de Francisco Alves da Cunha e de Joaquina Rosa Domingues; neto materno de António Augusto Gonçalves e de Florinda de Jesus Cunha. Nasceu em São Paio a 16/12/1909 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: César Augusto Rodrigues Torres e Ana Joaquina Gonçalves, casados, jornaleiros. // À margem: «registado no livro de óbitos de 1911».

 

CUNHA, Ana Joaquina. Filha de Luís Manuel da Cunha e de Inácia Monteiro. Nasceu no Barral, São Paio, por volta de 1838. // Lavradeira. // Casou a 24/7/1856 com Luís Manuel Rodrigues (ver em Paderne). // Em mil oitocentos e noventa e tal pediu dinheiro emprestado a João António Pereira, dando como hipoteca um campo seu, que confinava com terrenos do credor e de Manuel Joaquim da Cunha Sotomaior. // Faleceu a 16/10/1908, no lugar do Barral, com todos os sacramentos, com 70 anos de idade, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no cemitério paroquial.    

 

CUNHA, Angelina de Jesus. Filha de José Manuel da Cunha e de Maria Joaquina Durães, lavradores-proprietários. N.p. de Manuel José da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues, lavradores, com casa nos Lourenços; n.m. de Manuel José Durães e de Joaquina Rosa Gomes. Nasceu no lugar do Regueiro a 25/8/1890 e foi batizada pelo padre MJV nesse dia. Padrinhos: os seus avós maternos. // Faleceu a 6/2/1907, no lugar onde nascera, com todos os sacramentos, e foi sepultada no cemitério paroquial.  

 

CUNHA, Florinda Rosa. Filha de -------- Cunha e de -------------------------------. Nasceu por volta de 1843. // Faleceu no lugar da Gaia a --/--/1913, com 70 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 69, de 5/10/1913).

 

CUNHA, Joaquina Rosa. Filha de Manuel José da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues, moradores no lugar de Lourenços. Neta paterna de Francisca Lourenço, natural da Vila; neta materna de Manuel António Domingues e de Maria Teresa Codesseira, do lugar dos Lourenços. Nasceu em São Paio a 8/5/1856 e foi batizada na igreja a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Lourenço e sua mulher, Joaquina Rosa Domingues, do lugar da Carpinteira.

 

CUNHA, José Manuel. Filho de Manuel José (Exposto) da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues, lavradores, residentes no lugar dos Lourenços. Nasceu a 13/1/1852. // Lavrador. // Casou na igreja de São Paio a 20/4/1887 com Maria Joaquina, de 28 anos de idade, solteira, filha de Manuel José Durães e de Joaquina Rosa Gomes, lavradores, do Regueiro. Testemunhas: Manuel José Gomes, solteiro, artista, do Regueiro, e Manuel Joaquim da Costa, casado, lavrador, do Cruzeiro. // Em 1908 era substituto de Manuel José Gonçalves, regedor de São Paio. // Em 1914 era delegado paroquial, juntamente com Manuel José Gomes (Correio de Melgaço n.º 90, de 8/3/1914).    

 

CUNHA, José Maria. Filho de José Manuel da Cunha e de Maria Joaquina Durães, proprietários. N.p. de Manuel José da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues; n.m. de Manuel José Durães e de Joaquina Rosa Gomes. Nasceu no lugar do Regueiro, São Paio, a 23/2/1894 e foi batizado pelo padre António Esteves no dia seguinte. Padrinhos: Manuel José Durães e Joaquina Rosa Gomes, avós maternos, lavradores, do dito lugar. // Morreu a 18/6/1906, no lugar do Regueiro, com todos os sacramentos, e foi sepultado no cemitério.  

 

CUNHA, Ludovina Rosa. // Faleceu no lugar de Requeijo, São Paio, a --/--/1938, com 85 anos de idade (NM 386, de 6/2/1938).

 

CUNHA, Manuel Francisco. Filho de Francisco Alves da Cunha e de Joaquina Rosa Domingues, artistas, sampaienses. Nasceu em São Paio por volta de 1887. // Tinha 22 anos de idade, era solteiro, jornaleiro, morava no lugar da Carreira, quando casou na igreja local a 6/3/1909 com a sua conterrânea Maria José Gonçalves, de 24 anos de idade, solteira, costureira, residente no lugar da Gaia, filha de António Augusto Gonçalves e de Florinda de Jesus da Cunha, caseiros. Testemunhas: César Augusto Rodrigues Torres e José António Gonçalves, casados, jornaleiros. // Com geração.

 

CUNHA, Maria das Dores. Filha de José Manuel da Cunha e de Maria Joaquina Durães. N.p. de Manuel José da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues; n.m. de Manuel José Durães e de Joaquina Rosa Gomes. Nasceu no Regueiro, São Paio, a 6/6/1892 e foi batizada pelo padre António Esteves no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou na CRCM a 14/11/1923 com António, nascido em Rouças a 13/3/1900, filho de Manuel Lourenço e de Ludovina Pires. // Ambos se finaram em São Paio: o marido a 2/4/1964 e ela a 17/3/1971. // Com geração.

 

CUNHA, Reinaldo da Ascensão. Filho de ----------- Cunha e de ------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // A 19/7/1913 fez exame do 1.º grau na escola de São Paio, obtendo um «bom».

 

CUNHA, Rosa Joaquina. Filha de José Manuel da Cunha e de Maria Joaquina Durães. N.p. de Manuel José da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues; n.m. de Manuel José Durães e de Joaquina Rosa Gomes. Nasceu no Regueiro, São Paio, a 12/11/1888 e foi batizada pelo padre JAF no dia seguinte. Padrinhos: os avós maternos. // Casou na CRCM a 31/1/1917 com Manuel António, de 28 anos de idade, seu conterrâneo, filho de Francisco José Fernandes e de Teresa de Jesus Gonçalves. // Faleceu em São Paio a 28/7/1962.

 

CUNHA, Teresa de Jesus. Filha de José Manuel da Cunha e de Maria Joaquina Durães. N.p. de Manuel José da Cunha e de Marcelina Rosa Domingues; n.m. de Manuel José Durães e de Joaquina Rosa Gomes. Nasceu no Regueiro, São Paio, a 22/11/1899 e foi batizada pelo padre AE no mesmo dia. Padrinhos: os avós maternos. // Casou na CRCM a 23/7/1925 com António José Ferreira, seu conterrâneo. // Faleceu em Paderne a 27/11/1958 (?).

 

DANTAS

 

DANTAS, António. Filho de ---------- Dantas e de -------------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Morreu em São Paio em Dezembro de 2008 (VM n.º 1304, de 1/1/2009).

 

DIAS

 

DIAS, Abílio Augusto. Filho de Filomena Augusta Dias. Nasceu em São Paio a --/--/1927. // Aos vinte e sete anos de idade, casado com Elisa Gonçalves, lavrador, a morar nos Lourenços, foi internado no hospital por ter esfacelado a mão direita com um foguete. // Faleceu antes de 1972. // Pai de Manuel Paulo. 

 

DIAS, Albano José. Filho de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues, jornaleiros, de São Paio, moradores em Baratas. N.p. de Vicência Dias; n.m. de Carlota Rodrigues. Nasceu em Baratas, São Paio, a 10/7/1901, e foi batizado pelo padre AE a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Albano Fernandes e Miquelina Rodrigues, solteiros, jornaleiros. // Casou a 10 ou 18/12/1924 com Ermelinda Rosa, de 21 anos de idade, natural de Chaviães, filha de Serafim dos Anjos Domingues e de Joaquina Rosa Esteves. // O casal a partir de certa altura foi para a freguesia de Cristóval trabalhar como caseiros. // Faleceu em Cristóval a 1/2/1985. // Com geração.  

 

DIAS, Alberto. Filho de Filomena Augusta Dias. Nasceu na freguesia de São Paio a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 126, de 24/11/1914). // Faleceu com apenas vinte e cinco horas de vida.

 

DIAS, Alfredo. Filho de Delfina Rosa Dias, solteira, lavradora, de Baratas. N.m. de Ana Rosa Dias, solteira, lavradora, residente que foi no dito lugar. Nasceu em Baratas, São Paio, a 26/5/1887 e foi batizado pelo padre JAF a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Martins, natural de Paderne, e Maria Luísa Afonso, de São Paio, solteiros, lavradores. // Faleceu a 7/9/1887 e foi sepultado na igreja.     

 

DIAS, Américo Augusto. Filho de Filomena Augusta Dias, solteira, criada de servir, sampaiense. Neto paterno de Manuel Caetano Dias e de Rosa Domingues. Nasceu no lugar da Rasa, São Paio, a 23/1/1908, e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Manuel Carpinteiro e Maria Rosa Sérvio, solteiros, jornaleiros.  

 

DIAS, Ana. // Da Carreira. // Faleceu a 15/5/1844, solteira, com todos os sacramentos, e foi sepultada na igreja, com ofício de corpo presente, a 17.

 

DIAS, Ana. Filha de João Manuel Dias e de Maria Fernandes. // Os seus avós eram do Alto Douro. // Nasceu em São Paio por volta de 1780. // Casou com José Maria Dias. // Morou em Soutulho. // Faleceu no estado de viúva, a 11/1/1860, em casa de Manuel José Freitas e mulher, Maria de Carvalho, do Regueiro, com todos os sacramentos, com cerca de 80 anos de idade. // Não fizera testamento; foi sepultada na igreja, no dia seguinte, com ofício de corpo presente de 10 sacerdotes. // Mãe de José Dias. 

 

DIAS, Ana Rosa. Filha de Manuel José (ou Manuel Joaquim) Dias e de Rosa Maria Esteves, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Maria Madalena Rodrigues, de Soutulho; n.m. de João Esteves e de Maria Domingues, do Barral. Nasceu em São Paio a 17/8/1814 e foi batizada a 25 desse mês. Padrinhos: António de Sousa e Gama e Teresa de Meleiros (?), residentes na Quinta da Serra, Prado, representados pelo padre Manuel José Torres, do lugar da Oliveira, e Ana Rosa, solteira, todos da Bouça Nova, Prado. // Mãe de José Manuel, de Maria Teresa e de Joaquina Rosa. // Lavradeira. // Faleceu em Baratas a 21/11/1884, com todos os sacramentos, solteira, e foi sepultada no cemitério.   

 

DIAS, Aníbal Augusto. Filho de Manuel Joaquim Dias e de Felizarda Soares Calheiros, proprietários, ele natural de Paderne e ela natural de São Paio, moradores na Carpinteira. N.p. de Manuel Joaquim Dias e de Teresa de Jesus Ferreira; n.m. de Joaquim Vicente Soares Calheiros e de Francisca Castro. Nasceu na Carpinteira, São Paio, a 12/12/1898, e foi batizado pelo padre António Esteves a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Maximiano Augusto Soares Calheiros e Belarmina de Nazaré Soares Calheiros, solteiros, lavradores, da Carpinteira. // Casou a 31 de --------- de 1919 (?), com Maria Angélica Vaz, natural de Paderne. // Faleceu em Paderne a 29/1/1958.

 

DIAS, Anselmo. Filho de Albano José Dias e de Ermelinda Rosa dos Anjos Domingues. N.p. de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues; n.m. de Serafim dos Anjos Domingues e de Joaquina Rosa Esteves. Nasceu em São Paio a --/--/1940. // É possível que tenha ido com seus pais para Cristóval quando eles para ali foram trabalhar como caseiros.

 

DIAS, António. Filho de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues, jornaleiros, sampaienses, moradores no lugar das Baratas. Neto paterno de Vicência Dias; neto materno de Carlota Rodrigues. Nasceu em São Paio a 7/3/1905 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: António Rodrigues e Delfina Dias, solteiros, jornaleiros. // Morreu a 3/6/1907 e foi sepultado no cemitério.  

 

DIAS, António Alberto. Filho de ---------- Dias e de ------------------------------------. Nasceu em São Paio a –/--/189-. // Fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, Vila, a 15/7/1907, obtendo um «ótimo». // Casou a --/--/1914 com Áurea Rebelo (Correio de Melgaço n.º 116, de 15/9/1914). // Com geração.  

 

DIAS, António Joaquim. Filho de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso, de Baratas. Nasceu em São Paio a 20/4/1824.  

 

DIAS, António José. Filho de José Joaquim Dias e de Maria do Carmo de Araújo Azevedo, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, do dito lugar; n.m. de Manuel Narciso de Araújo Azevedo, da Nogueira, Paderne, e de Francisca Luísa Esteves, de -------------. Nasceu em São Paio a 4/10/1852 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Manuel António Freitas e sua mulher, Maria Teresa Domingues, do Lagendo. 

 

DIAS, António Manuel. Filho de Manuel José Dias e de Maria Rosa Domingues, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de Manuel Dias e de Rosa Maria Esteves, de Baratas; n.m. de Manuel José Domingues e de Joana Maria, da Gaia. Nasceu em São Paio a 21/8/1835 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Manuel, solteiro, filho de António José dos Ramos, do Barral, e Maria Rosa Rodrigues Couto, da Gaia. // Lavrador. // Faleceu na Gaia a 27/11/1866, com todos os sacramentos, solteiro, e foi sepultado na igreja. // Não fizera testamento. // Sem geração.   

 

DIAS, Carlota Joaquina. Filha de Francisco Dias (Mano) e de Mariana Domingues, moradores no lugar de Sante. N.p. de Manuel Dias (Mano) e de Rosa Lourenço; n.m. de Manuel Domingues Casal e de Rosa Gonçalves. Nasceu em São Paio a 27/9/1838 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Tomaz Joaquim Codesso (Tomaz das Quingostas) e Maria Luísa Dias, solteira, tia da criança. // Lavradeira. // Casou a 24/12/1870 com Manuel Joaquim de Carvalho, de 44 anos de idade, lavrador, residente em Sante, onde fora casado com Florinda Lourenço, de quem enviuvou, filho de José Carvalho e de Joaquina Lourenço, moradores em Covelo, Paderne. // Era ama matriculada. // A 1/11/1889 tomou conta, para criar, da criança desvalida, Maria Teresa Domingues Casal, de Sante. // Com geração.

 

DIAS, Delfina Rosa. Filha de Ana Rosa Dias, solteira, lavradora, residente no lugar de Baratas. N.m. de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 3/4/1860 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Manuel José Gomes e mulher, Ana Joaquina de Freitas. // Faleceu em Baratas a --/--/1933 (NM 201, de 16/7/1933). 

 

DIAS, Domingos. // Do lugar de Soutulho. // Faleceu solteiro, a 16 de Março de 1830, e foi sepultado com ofício de corpo presente de quatro padres, e por ser pobre fizeram-lhe tudo por esmola, ou seja, de graça. 

 

DIAS, Domingos. // De Baratas. // Faleceu viúvo, a 1 de Agosto de 1834, e foi sepultado na igreja no dia seguinte. // Nota: é possível que seja o mesmo senhor de baixo.

 

DIAS, Domingos José. Filho de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, moradores em Soutulho. Deve ter nascido na década de oitenta do século XVIII. // Casou com Antónia Joaquina, filha de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso, de Baratas. // Enviuvou a 10/12/1829. // Com geração.

 

DIAS, Domingos José. Filho de Maria Rosa Dias, moradora no lugar de Sante. Neto materno de Manuel Dias “Chasco” e de Teresa (?) de Carvalho. Nasceu em São Paio a 24/5/1835 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim, solteiro, filho de Pedro Afonso e de Sebastiana Carvalho, de Sante, e Marcelina Rosa, solteira, filha de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Codesso Pereira, de Baratas.

 

DIAS, Emília de Jesus. Filha de José Domingues Dias e de Maria da Conceição Domingues, lavradores, ele de Rouças e ela de São Paio, residentes no lugar de Ponte. N.p. de Damião Domingues e de Antónia Dias; n.m. de Vitorino Joaquim Domingues e de Ana Rosa Domingues. Nasceu no lugar da Ponte, São Paio, a 28/2/1898 e foi batizada pelo padre António Esteves a 2 de Março desse ano. Padrinhos: António Domingues e Emília Rosa Sousa, casados, lavradores, de Rouças. // Casou na CRCM a 27/3/1922 com José Meleiro. // Faleceu na sua freguesia a 6/1/1976.

 

DIAS, Emília dos Prazeres. Filha de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues, jornaleiros, de São Paio, moradores em Baratas. Neta paterna de Vicência Dias; neta materna de Carlota Rodrigues. Nasceu em Baratas, São Paio, a 17/4/1898 e foi batizada pelo padre AE a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Alberto de Sousa Araújo e Emília de Jesus Sousa Araújo, solteiros, lavradores, da Carpinteira, São Paio. // Casou com José Augusto Gomes de Sousa, natural de Prado, relojoeiro. // Faleceu na Vila a 21/3/1980. // Com geração.      

 

DIAS, Emília Rosa. Filha de Joaquina Rosa Dias, solteira, serviçal, da Rasa. Neta materna de Manuel Caetano Dias e de Rosa Domingues. Nasceu na Raza, São Paio, a 15/4/1895 e foi batizada pelo padre AE a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Simão António Alves, casado, do lugar da Rasa, e Emília Rosa Domingues, solteira, lavradora, do lugar da Deveza, ambos de São Paio.

 

DIAS, Felisménia. Filha de --------- Dias e de -------------------------------------------. Nasceu por volta de 1886. // Faleceu no lugar dos Lourenços, São Paio, em 1939, com 53 anos de idade.

 

DIAS, Filomena Augusta. Filha de Manuel Caetano Dias, natural de Rouças, e de Rosa Emília Domingues, natural de São Paio. Nasceu em São Paio a --/--/18--. // Criada de servir. // A 23/1/1908 nasceu-lhe o filho Américo Augusto Dias. // Em 1913 morava no lugar dos Lourenços; nesse ano deu à luz um nado-morto (Correio de Melgaço n.º 74, de 9/11/1913). // Em 1914 nasceu-lhe outra criança, Alberto, que morreu com apenas 25 horas de vida.

 

DIAS, Francisco. // De Sante. // Faleceu no estado de viúvo, somente com o sacramento da extrema-unção, não recebendo os demais por causa da sua doença, sem testamento, a 11/10/1856, e na igreja foi sepultado, com ofício de corpo presente, no dia seguinte.  

 

DIAS, Francisco. Filho de Vicência Dias, solteira, doméstica, sampaiense. Nasceu em São Paio por volta de 1867. // Tinha 24 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava no lugar de Sante, quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 26/12/1891 com a sua conterrânea Miquelina dos Remédios Rodrigues, de 29 anos de idade, solteira, doméstica, residente no lugar de Baratas, filha de Carlota Joaquina Rodrigues, solteira, sampaiense. // Faleceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço a 31/1/1953, com 85 anos de idade. // Com geração.  

 

DIAS, Francisco Joaquim. Filho de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de João Manuel Dias e de Luísa Maria Rodrigues, de Nogueira, Paderne; n.m. de Manuel Fernandes e de Domingas Alves, de Soutulho. Nasceu em São Paio a 31/7/1813 e foi batizado a 1 de Agosto desse ano. Padrinhos: padre Francisco da Lapa, abade de São Paio, e Rita Joaquina da Rocha, solteira «presentemente sua ama, de Botafora, Paderne». // Nota: deve ter falecido ainda bebé.  

 

DIAS, Francisco Joaquim. Filho de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de João Manuel Dias e de Luísa Maria Rodrigues, da Nogueira, Paderne; n.m. de Manuel Fernandes e de Domingas Alves, de Soutulho. Nasceu em São Paio a 16/11/1814 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre Francisco da Lapa e Rita Joaquina da Rocha, solteira «presentemente sua ama».   

 

DIAS, Francisco José. // Do lugar de Sante. // Faleceu a 14/10/1840 e foi sepultado na igreja no dia seguinte.

 

DIAS, Francisco José. Filho de Manuel Dias e de Rosa Maria Lourenço, moradores em Sante. N.p. de António Dias e de Domingas Esteves, de Soutulho; n.m. de José Lourenço e de Madalena Mendes, de Sante. Nasceu em São Paio a 19/6/1808 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José Lourenço, solteiro, e sua irmã Rosa, filhos de Manuel Fernandes e de Rosa Alves, de Sante. // (Gémeo de Maria Luísa). // Faleceu ainda bebé.   

 

DIAS, Francisco José. Filho de Manuel Dias e de Rosa Maria Lourenço, moradores no lugar de Sante. N.p. de António Dias e de Domingas Esteves, de Soutulho; n.m. de José Lourenço e de Madalena Mendes, de Sante. Nasceu em São Paio a 12/5/1811 e foi batizado a 19 desse mês pelo padre Domingos Gonçalves Caldas, do Pinheiro, Paderne. Padrinhos: Francisco José Cela, e sua irmã Rosa Maria, solteiros, de Sante.  

 

DIAS, Francisco Luís. Filho de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso, de Baratas. Nasceu em São Paio a 20/2/1818 e foi batizado a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José Elias Codesso e sua irmã Joaquina Matildes, do lugar de Quingostas.

 

DIAS, Francisco Xavier. Filho de José Joaquim Dias e de Maria do Carmo de Araújo Azevedo. Neto paterno de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, de Soutulho, São Paio; n.m. de Manuel Narciso Araújo Azevedo e de Francisca Luísa Esteves, da Nogueira, Paderne. Nasceu em São Paio a 1/12/1842 e foi batizado a 3 desse mês e ano. Padrinhos: padre Manuel José Domingues, de Paderne, e a avó paterna do bebé. 

 

DIAS, Guiomar Augusta. Filha de Francisco Dias e de Miquelina dos Remédios Rodrigues, jornaleiros, moradores em Baratas. Neta paterna de Vicência Dias; neta materna de Carlota Rodrigues. Nasceu em Baratas, São Paio, a 26/4/1895 e foi batizada pelo padre António Esteves a 3 de Maio desse ano. Padrinhos: Alberto de Sousa Araújo e Emília de Jesus de Sousa Araújo, lavradores, solteiros, da Carpinteira, São Paio. // Casou a 20/3/1955, na igreja da Vila de Melgaço, com Alberto Alves de Melo (o Cuco, ou o Tota). // Era uma mulher baixinha, teria um metro e cinquenta de altura, simpática. // Morou com o marido, caiador, nas Carvalhiças, SMP; como não tiveram filhos, criaram duas sobrinhas dela. // Faleceu em Rouças, no Asilo de Eiró, a 3 ou 8/2/1972.

 

DIAS, Helena Rosa. Filha de Francisco José Dias e de Maria Alves, moradores no lugar do Souto. Nasceu em São Paio por volta de 1832. // Camponesa. // Faleceu no dito lugar do Souto a 9/12/1892, com todos os sacramentos, com 60 anos de idade, no estado de viúva de José Joaquim Alves, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja paroquial.  

 

DIAS, Jaime Joaquim. Filho de António Alberto Dias e de Áurea Rebelo. Nasceu em São Paio a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 192, de 26/3/1916).

 

DIAS, Joana Rosa. Filha de Manuel Dias e de Rosa Esteves, moradores em Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Maria Madalena Rodrigues, de Soutulho; n.m. de João Esteves e de Maria Esteves, do Barral. Nasceu em São Paio a 15/3/1809 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: José Bento Coutinho Sarmento e sua mulher Joana Rosa Pereira Castro, do Cruzeiro. 

 

DIAS, João Manuel. Filho de José Dias e de Antónia Soares, de Orjais, Cubalhão. Neto paterno de Manuel Dias e de Domingas Pires, do mesmo lugar e freguesia; neto materno de Francisco José Soares, casado, de Prado, e de (ignorava-se o seu nome), todos lavradores. Nasceu no século XVIII. // Casou com Rosa Maria Alves, do lugar de Real, onde faleceu, com todos os sacramentos, no estado de viúvo, a 7/2/1861, com 78 anos de idade, mais ou menos. // Foi sepultado na igreja de São Paio no dia seguinte. // Não fizera testamento, nem deixou descendência.   

 

DIAS, João Manuel. Filho de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso. Nasceu em São Paio a 10/7/1821 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: padre João Manuel Esteves e padre Francisco da Lapa Machado de Araújo, abade de São Paio, que serviu de madrinha, por procuração de Maria Rosa do Couto, da Casa da Gaia.

 

DIAS, João Manuel. Filho de Manuel José Dias e de Maria Rosa Domingues, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves, de Baratas; n.m. de Manuel José Domingues e de Joana Maria dos Santos, da Gaia. Nasceu em São Paio a 26/11/1828 e foi batizado pelo padre JVC a 29 desse mês e ano. Padrinhos: padre João Manuel Esteves, cura de Paderne, e Maria Rosa Rodrigues do Couto, viúva, da Gaia (a qual passou procuração a seu filho, José António, para a substituir no acto).

 

DIAS, Joaquina Matildes. Filha de Mariana Dias, moradora no lugar de Soutulho, solteira. Neta materna de José Dias e de Ana Ventura Gonçalves, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 20/5/1820 e foi batizada a 22 desse mês e ano. Madrinha: Joaquina Matildes Codesso, solteira, irmã do “Tomás das Quingostas”. // Casou com Manuel Luís, filho de Joaquim Martins e de Maria Joaquina Dias. // Lavradeira. // O seu marido faleceu em Soutulho a 17/4/1876. // Ela morreu no mesmo lugar, a 8/4/1885, com todos os sacramentos, e foi sepultada no cemitério. // Fizera testamento. // Sem geração.

 

DIAS, Joaquina Rosa. Filha de Ana Rosa Dias, moradora no lugar de Baratas. Neta materna de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 4/1/1845 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinho: Manuel António de Freitas, do lugar do Lagendo. // Casou com Manuel Joaquim Cardoso, natural de Rouças. // Enviuvou a 22/7/1905. // Com geração.     

 

DIAS, Joaquina Rosa. Filha de Manuel Caetano Dias e de Rosa Emília Domingues, ele de Rouças e ela de São Paio, moradores no lugar da Granja. N.p. de Manuel Vicente Dias e de Maria Teresa de Castro, de Cavaleiros, Rouças; n.m. de António Joaquim Domingues e de Marcelina Rosa Gonçalves, da Granja, todos lavradores. Nasceu em São Paio a --/--/1871 e foi batizada a 20 de Julho desse ano. Padrinhos: padre Manuel José Vaz e Joaquina Rosa da Costa, solteira, do lugar da Granja, São Paio.  

 

DIAS, José. // Do lugar de Soutulho. // Faleceu no estado de viúvo a 19/9/1820.

 

DIAS, José António. Filho de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso, de Baratas. Nasceu em São Paio a 28/3/1815 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: José Codesso e sua mulher Maria Teresa de Castro, do lugar das Quingostas. 

 

DIAS, José Bento. Filho de Maria Ana Dias, solteira, moradora no lugar de Soutulho. N.m. de José Dias e de Ana Fernandes, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 11/2/1814 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: José Bento Coutinho e sua mulher Joana Rosa, do Cruzeiro. 

 

DIAS, José Bernardino. Filho de António Manuel Dias e de Mariana Esteves, ele de Paderne e ela de São Paio, moradores no lugar de Verdelha. N.p. de Rosa Maria Dias, solteira, da Nogueira, Paderne; n.m. de Agostinho Esteves e de Maria Teresa Mendes, de Verdelha. Nasceu em São Paio a 8/3/1869 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: António José Gonçalves e mulher, Maria Joaquina Afonso, de Baratas, todos lavradores. // Casou na igreja do mosteiro de Paderne a 21/9/1891 com Maria do Carmo Alves, de 36 anos de idade, solteira, doméstica, natural da Gave, filha de Maria Alves, solteira. Testemunhas: Miguel Augusto Ferreira, casado, escrivão de direito, e Viriato Luso Augusto Ferreira, solteiro, proprietário, moradores na vila de Melgaço.     

 

DIAS, José Joaquim. Filho de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, rurais, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de João Manuel Dias e de Luísa Maria, do Barral, Paderne; n.m. de Manuel Fernandes e de Domingas Alves, de Soutulho. Nasceu em São Paio a 29/6/1818 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre Francisco da Lapa Machado de Araújo e Rita Joaquina da Rocha, de Botafora, Paderne. // Lavrador. // Casou com Maria do Carmo, filha de Manuel Narciso de Araújo Azevedo e de Francisca Luísa Esteves, da Nogueira, Paderne. // Morreu a 8/11/1892, apenas com a extrema-unção, no estado de casado, sem testamento, com geração, e foi sepultado na igreja.

 

DIAS, José Luís. Filho de Manuel Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, moradores na Carreira. N.p. de José Dias e de Ana Ventura, de Soutulho; n.m. de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, da Boavista, Rouças. Nasceu em São Paio a 1/12/1817. Padrinhos de batismo: padre Francisco da Lapa Machado de Araújo, abade de São Paio, e Maria Josefa, solteira, do lugar da Boavista, Rouças.    

 

DIAS, José Manuel. // Do lugar de Soutulho. // Faleceu no estado de casado, a 31/8/1831, sendo amortalhado em túnica de São Francisco e sepultado na igreja com ofício de corpo presente. 

 

DIAS, José Manuel. Filho de Ana Rosa Dias, moradora no lugar de Baratas. N.m. de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves. Nasceu em São Paio a 17/4/1838 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: José Manuel Dias e Marcelina Dias, solteiros. // À margem: «falecido». 

 

DIAS, Josefa. // Casou com Manuel José Rebelo, do lugar do Cruzeiro. // Faleceu a 14/1/1814. // Deixou testamento.

 

DIAS, Júlio. Filho de António Manuel Dias e de Maria Ana Mendes Esteves, lavradores. Neto paterno de Maria Joaquina Dias, solteira; neto materno de Agostinho Esteves e de Maria Teresa Mendes, do lugar da Verdelha. Nasceu nesse lugar a --/10/1871 e foi batizado a 8/10/1871. // Era solteiro, jornaleiro, morava no dito lugar de Verdelha, quando casou na igreja de São Paio a 19 de Abril de 1902 com Maria Luísa Rodrigues, de 42 anos de idade, camponesa, viúva de António José Gonçalves, moradora no lugar de Baratas, filha de António José Rodrigues e de Maria Angélica Afonso, rurais. Testemunhas: José Dias, casado, e Manuel Dias, solteiro, jornaleiros. // Morreu na freguesia de São Paio a 25/2/1945.

 

DIAS, Luísa Manuela. Filha de Manuel José Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, jornaleiros, moradores no lugar da Carreira. N.p. de José Dias e de Ana Ventura, de Soutulho; n.m. de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, da Carreira. Nasceu em São Paio a 13/6/1823 e foi batizada a 17 desse mês e ano. Padrinhos: António ----------- e Manuela Luísa (casados?), de São Gregório, Cristóval. // Faleceu na Carreira, São Paio, a 27/2/1889, sem sacramentos, solteira. // Era lavradora. // Foi sepultada na igreja. // Não fizera testamento.   

 

DIAS, Manuel. // Do lugar de Sante. // Faleceu com os sacramentos da penitência e extrema-unção, não recebendo o sagrado viático porque a enfermidade o impediu, a 28/2/1845, e foi sepultado na igreja, com ofício de corpo presente, a 1 de Março desse ano. 

 

DIAS, Manuel. Filho de José Dias e de Ana Ventura, moradores em Soutulho. Nasceu na década de 70 do século XVIII. // Lavrador. // Casou com Rosa Alves. // Faleceu no lugar da Carreira, com todos os sacramentos, com 92 anos de idade, a 13/5/1863, e a 15 foi sepultado na igreja. // Não fizera testamento. // Deixou filhos.

 

DIAS, Manuel. Filho de António Luís Dias e de Joana Maria Carvalho, moradores em Sante. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de António Carvalho e de Maria Afonso, de Sante. Nasceu em São Paio a 11/1/1807 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: José Carvalho, de Sante, e sua irmã Maria Rosa, da Vinha de Cima, Rouças.  

 

DIAS, Manuel. Nasceu no lugar das Baratas, São Paio, a --/--/1---. // Em Julho de 1958 foi ferido.

 

DIAS, Manuel Caetano. // Do lugar da Gaia. // Casado. // Faleceu, apenas com o sacramento da penitência, não recebendo os demais por brevidade da doença, com testamento, apenas para o espiritual, a 10/5/1858, e foi sepultado na igreja, com ofício de corpo presente de seis padres. 

 

DIAS, Manuel Francisco. Filho de Francisco Dias e de Margarida Vieites. Nasceu em São Paio a --/--/1915 (Correio de Melgaço n.º 171, de 24/10/1915).

 

DIAS, Manuel Joaquim. Filho de Manuel José Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, moradores no lugar da Carreira, São Paio. N.p. de José Dias e de Ana Ventura Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, de Corujeiras, SMP. Nasceu em São Paio a 8/2/1809 e foi batizado no dia seguinte pelo padre-cura João Durães. Padrinhos: Manuel Joaquim Domingues e sua irmã Vicência Rosa, solteiros, da Carreira.      

 

DIAS, Manuel Joaquim. Filho de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso, de Baratas. Nasceu em São Paio a 6/10/1811 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Codesso e sua filha Rosa Joaquina, solteira, das Quingostas. 

 

DIAS, Manuel Joaquim. Filho de Vicência Dias, solteira. Neto materno de Rosa Maria Dias, solteira, ambas de Sante, lavradeiras. Nasceu em São Paio a 21/1/1875 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Madrinha: Rosa Maria Dias, solteira, tia do bebé. // Aquando do casamento dos pais, Francisco Domingues Casal e Vicência Dias, ocorrido a 26/1/1882, ficou reconhecido como filho legitimado. Por isso, é neto paterno de José Joaquim Domingues Casal e de Custódia Maria Dias, lavradores, de Sante.    

 

DIAS, Manuel Joaquim. Filho de Ludovina Rosa Dias, solteira, moradora no lugar da Carreira. N.m. de Sebastião Dias e de Domingas Pires, do lugar da Costa, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 6/2/1877 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Joaquim Vieites, casado, e Luísa Dias, solteira, do sobredito lugar da Costa. 

 

DIAS, Manuel Joaquim. Filho de António Manuel Dias e de Mariana Esteves, moradores no lugar de Verdelha. N.p. de Rosa Maria Dias, solteira, da Nogueira, Paderne; n.m. de Agostinho Esteves e de Maria Teresa Mendes, de Verdelha, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 7/7/1878 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Esteves, casado, de Verdelha, e Joaquina Rosa Codesseira, solteira, de Soutulho. 

 

DIAS, Manuel José. Filho de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves, lavradores, residentes no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Maria Madalena Rodrigues, de Soutulho; n.m. de João Esteves, da Costa, e de Maria Esteves, do Barral. Nasceu em São Paio a 11/6/1807 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel José Rebelo e sua mulher Josefa Dias, do Cruzeiro. // Lavrador. // Casou com Maria Rosa Domingues, de quem ficou viúvo. // Faleceu na Gaia, a 12/9/1869, com todos os sacramentos, e foi sepultado na igreja. // Não fizera testamento. // Com geração.

 

DIAS, Manuel José. // Filho de José Joaquim Dias e de Maria do Carmo de Araújo, moradores em Soutulho. // Faleceu de menor idade, a 8/10/1852, e foi sepultado na igreja no dia seguinte. (Deve tratar-se de Manuel Tomás, que segue; o padre registou, no assento de óbito, o nome “Manuel José” certamente por lapso).

 

DIAS, Manuel Paulo. Filho de Abílio Dias e de Elisa Gonçalves. Nasceu por volta de 1953. // A 23/9/1972, com 19 anos de idade, foi atropelado em França.

 

DIAS, Manuel Tomaz. Filho de José Joaquim Dias e de Maria do Carmo Araújo, jornaleiros, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, do dito lugar; n.m. de Manuel Narciso de Araújo e de Francisca Luísa Esteves da Ribeira, da Nogueira, Paderne. Nasceu em São Paio a 28/12/1845 e foi batizado no dia seguinte. Padrinho: padre Manuel José Domingues, de Longarinha, Paderne. // Mendigo. // Morreu a 7/5/1907, no lugar de Soutulho, com todos os sacramentos, no estado de solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério paroquial.    

 

DIAS, Marcelina Luísa. Filha de Manuel Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, moradores no lugar da Carreira. N.p. de José Dias e de Ana Ventura Gonçalves; n.m. de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, caseiros na Quinta de Matias de Sousa e Castro, da Casa de Galvão, SMP. Nasceu em São Paio a 19/1/1812 e foi batizada a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Lourenço e sua irmã Maria, solteiros, filhos dos avós maternos da criança.      

 

DIAS, Marcelina Rosa. Filha de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar de Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso. Nasceu em São Paio a 1/1/1809 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: João Manuel Sousa Caldas Menezes, da Portela de Paderne, e Maria Teresa de Castro, casada com José Codesso, do lugar das Quingostas. // Em 1835 estava solteira; nesse ano, a 27 de Maio, foi madrinha de Domingos José Dias.   

 

DIAS, Maria. // De Soutulho. // Faleceu, sem sacramentos, devido a ter perdido o juízo, e também por não terem dado parte, a 19/6/1845, e foi sepultada na igreja, com ofício de corpo presente de oito sacerdotes, no dia seguinte.

 

DIAS, Maria. Filha de ------------ Dias e de -----------------------------------------------. Nasceu por volta de 1856. // Faleceu em Sante, São Paio, a --/--/1914, com 58 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 124, de 10/11/1914).

 

DIAS, Maria da Anunciação. Filha de José Joaquim Dias e de Maria do Carmo Araújo, moradores no lugar de Soutulho. N.p. de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, do dito lugar; n.m. de Manuel Narciso Araújo e de Francisca Luísa Esteves da Ribeira, de Nogueira, Paderne. Nasceu em São Paio a 2/2/1849 e foi batizada a 4 desse mês e ano. Padrinho: padre Manuel José Domingues, de Longarinha.

 

DIAS, Maria Cândida de Jesus. Filha de Albano José Dias e de Ermelinda Rosa dos Anjos Domingues, jornaleiros. Neta paterna de Francisco Dias e de Miquelina dos Remédios Rodrigues; neta materna de Serafim dos Anjos Domingues e de Joaquina Rosa Esteves. Nasceu em São Paio a --/--/1927. // Quando seus pais foram para Cristóval trabalhar como caseiros, ela acompanhou-os. // Casou com António ---------. // Nota: não sei se foi ela que acompanhou a sua irmã, Maria de Lurdes, quando esta foi para Lisboa; se foi, morreu-lhe o marido a uma sexta-feira, 8/7/2011.  

 

DIAS, Maria da Conceição. Filha de Filomena Augusta Dias. Nasceu em São Paio a --/--/1923.

 

DIAS, Maria das Dores. Filha de Manuel Caetano Dias e de Maria Joana dos Ramos, lavradores, moradores na Gaia. N.p. de Domingos José Dias e de Joana Maria Domingues, de Nogueira, Paderne; n.m. de Diogo dos Ramos e de Josefa Maria Esteves, da Gaia. Nasceu em São Paio 13/6/1837 e foi batizada no dia seguinte. Padrinho: padre Ambrósio Custódio Araújo e Cunha, vigário de Remoães. // Casou com António Júlio, filho de Manuel António da Silva e de Maria Manuela Ferreira, moradores em Várzea, Paderne. // Morreu na Gaia a 16/3/1875, com todos os sacramentos, e foi sepultada na igreja. Não fizera testamento. // Deixou filhos. // O seu viúvo casou a 18/4/1883 com Ana Gonçalves, viúva de Manuel Joaquim Gomes, do Granjão, Paderne.   

 

DIAS, Maria de Jesus. Filha de Maria Rosa Dias, moradora no lugar de Sante. N.m. de Manuel Dias e de Benta Carvalho, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 6/7/1838 e foi batizada a 8 desse mês. Padrinhos: Manuel Joaquim Afonso, de Lourenços, e Marcelina Dias, de Baratas.

 

DIAS, Maria Joaquina. Filha de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves, moradores em Baratas. N.p. de António Luís Dias e de Maria Madalena Rodrigues, de Soutulho; n.m. de João Esteves e de Maria Esteves, do Barral. Nasceu em São Paio a 5/5/1812 e foi batizada no dia seguinte pelo padre Francisco da Lapa. Padrinhos: Domingos José Coutinho e sua irmã Maria Joaquina, solteira, de Baratas. // Casou com Manuel Joaquim, filho de João Manuel Gonçalves e de Ana Maria Fernandes, do Granjão, Paderne. // Lavradeira. // Faleceu em Soutulho a 28/11/1864, com todos os sacramentos, e foi sepultada na igreja. // Não fizera testamento. // Deixou filhos.   

 

DIAS, Maria Joaquina. Filha de José Manuel Dias e de Ana Rosa Fernandes, moradores em Soutulho. N.p. de João Manuel Dias e de Maria Luísa Rodrigues; n.m. de Manuel Fernandes e de Domingas Alves. Nasceu em São Paio em Setembro de 1816 e parece que morreu logo a seguir ao seu nascimento.

 

DIAS, Maria Joaquina. Filha de Ludovina Rosa Dias, solteira, natural de Prado, moradora na Carreira, São Paio. N.m. de Sebastião Dias e de Domingas Pires, do Souto, Prado, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 2/7/1872 e foi batizada a nove desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Vieites, casado, e Luísa Manuela Dias, solteira, moradores na Carreira. // Faleceu em Paderne a 11/12/1941. // (ver, em São Paio, José Roque Domingues).

 

DIAS, Maria Luísa. Filha de José Dias e de Ana Ventura. Nasceu na década de noventa do século XVIII. // Lavradeira. // Faleceu na sua casa do lugar de Soutulho a 4/9/1860, solteira, com todos os sacramentos, com cerca de 70 anos de idade. // Não fizera testamento, nem deixou filhos; foi sepultada na igreja no dia 6, com ofício de corpo presente.    

 

DIAS, Maria Luísa. Filha de Manuel Dias e de Rosa Maria Lourenço, moradores em Sante. N.p. de António Dias e de Domingas Esteves, de Soutulho; n.m. de José Lourenço e de Madalena Mendes, de Sante. Nasceu em São Paio a 19/6/1808 e foi batizada a 26 desse mês pelo reverendo Domingos Gonçalves Caldas, do Pinheiro, Paderne. Padrinhos: o padre batizante e Maria Teresa, solteira, filha de Sebastião Gonçalves, de Sante. (Gémea de Francisco José).   

 

DIAS, Maria de Lurdes. Filha de Albano José Dias e de Ermelinda (*)Rosa dos Anjos Domingues, jornaleiros. Neta paterna de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues; neta materna de Serafim dos Anjos Domingues e de Joaquina Rosa Esteves. Nasceu em São Paio a 6/2/1931 (Notícias de Melgaço n.º 100, de 8/3/1931). // A partir de certa altura os seus pais foram para Cristóval, trabalhar como caseiros, e ela seguiu-os, juntamente com seus irmãos. // Vendo que aquela vida não correspondia às suas expectativas, um dia mete-se a caminho de Lisboa. Serviu em diversas casas e por fim foi parar à residência do Professor Dr. Diogo Freitas do Amaral, onde esteve até à sua aposentação. // Casou com ---------------------------, de quem se divorciou. // Tem uma filha e dois netos. // Nota: é sobrinha de Guiomar Augusta Dias, que casou em 1955 com Alberto Alves de Melo (Alberto Cuco, ou Alberto Tota). /// (*) No Notícias de Melgaço aparece o nome Deolinda dos Anjos Domingues.

 

DIAS, Maria Rita. Filha de Manuel Dias e de Rosa Lourenço, moradores em Sante. Neta paterna de António Dias e de Domingas Esteves, de Soutulho; neta materna de José Lourenço e de Madalena Mendes, de Sante. Nasceu em São Paio a 24/12/1806 e foi batizada a 27 desse mês e ano. Padrinhos: padre Domingos Gonçalves Caldas, do Pinheiro, Paderne, e Domingos Gonçalves, de Sante.

 

DIAS, Maria Rosa. Filha de Francisco Dias e de Maria Alves, lavradores, residentes que foram em Sante. // Lavradeira. // Casou com Manuel Ventura Fernandes, de quem ficou viúva. // Faleceu em Cavencas, a 1/12/1881, com todos os sacramentos. // Tinha 74 anos de idade e foi sepultada na igreja de São Paio. // Não fizera testamento. // Deixou filhos. 

 

DIAS, Maria Teresa. Filha de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira, moradores no lugar das Baratas. Neta paterna de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; neta materna de Diogo António Pereira e de Maria Rosa Codesso, de Baratas. Nasceu em São Paio a 28/1/1806 e foi batizada a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Pereira, solteiro, e Francisca Domingues, viúva, por procuração de Maria Teresa de Castro, mulher de José Codesso.

 

DIAS, Maria Teresa. Filha de ----------- Dias e de --------------------------------------. Nasceu por volta de 1833. // Faleceu no lugar de Carreira a --/--/1914, com 81 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 94, de 5/4/1914, e Correio de Melgaço n.º 95, de 12/4/1914).

 

DIAS, Maria Teresa. // Filha de Francisco José Dias (Mana) e de Mariana Domingues, moradores no lugar de Sante. // Faleceu de menor idade, a 29/3/1835, e foi sepultada na igreja paroquial no dia seguinte. // Nota: ou o padre não fez o seu assento de batismo, ou é a mesma de baixo, e quem casou com Caetano Maria Pereira é outra Maria Teresa!

 

DIAS, Maria Teresa. Filha de Francisco José Dias e de Mariana Domingues. N.p. de Manuel Dias (Mana) e de Rosa Maria Lourenço; n.m. de Manuel Domingues Casal e de Rosa Gonçalves, todos de Sante. Nasceu em São Paio a 19/3/1835 e foi batizada a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Tomaz Joaquim Codesso, da Casa das Quingostas, e Maria Luísa, solteira, filha de Manuel Dias (Mana), de Sante. // Casou com Caetano Maria, filho de Francisco Manuel Pereira e de Joana Rosa Lourenço, de Apião, Paderne. // Com geração.  

 

DIAS, Maria Teresa. Filha de Ana Rosa Dias, moradora no lugar de Baratas. N.m. de Manuel José Dias e de Rosa Maria Esteves, do dito lugar, lavradores. Nasceu em São Paio a 25/7/1841 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Manuel António de Freitas e sua mulher, Maria Teresa Domingues, sampaienses. // Lavradeira. // Faleceu em Baratas a 17/1/1866, com todos os sacramentos, solteira, e foi sepultada na igreja. 

 

DIAS, Maria Tomásia. Filha de Manuel Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, moradores no lugar da Carreira. N.p. de José Dias e de Ana Ventura, de Soutulho; n.m. de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, da Carreira. Nasceu em São Paio a 11/4/1821 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Sebastião Dias e sua mulher Maria Tomásia, de Prado. 

 

DIAS, Mariana. Filha de José Dias e de Ana Ventura, lavradores, residentes que foram no lugar de Soutulho. Nasceu na década de 80 do século XVIII. // Lavradeira. // Faleceu no dito lugar a 21/4/1864, com todos os sacramentos, solteira, com 75 anos de idade, e foi sepultada na igreja. // Não fizera testamento. // Deixou uma filha.

 

DIAS, Pureza de Nazaré. Filha de Manuel Joaquim Dias e de Felizarda Soares Calheiros, da Carpinteira, recebidos em Riba de Mouro. N.p. de Manuel Joaquim Dias e de Teresa de Jesus Ferreira; n.m. de Joaquim Vicente Soares Calheiros e de Francisca Castro. Nasceu na Carpinteira, São Paio, a 20/8/1895 e foi batizada pelo padre António Esteves a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Maximiano Augusto Soares Calheiros e Belarmina de Nazaré Soares Calheiros, solteiros, lavradores, da Carpinteira.    

 

DIAS, Rosa. Filha de Delfina Rosa Dias, solteira, jornaleira, moradora em Baratas. Neta materna de Ana Rosa Dias, solteira, jornaleira, residente que fora no dito lugar. Nasceu em Baratas, São Paio, a 31/7/1888, e foi batizada pelo padre JAF a 1 de Agosto desse ano. Padrinhos: Tomaz Joaquim Gonçalves, casado, serviçal em casa de Policarpo José de Fontes, do lugar do Cruzeiro, e Maria Teresa Domingues, solteira, lavradora, residente no lugar da Ponte. // Faleceu na sua terra natal a 15/2/1955. // Nota: deve ser a mesma senhora que casou em 1912 com António Augusto Domingues (ver Correio de Melgaço n.º 8, de 28/7/1912); em 1913, quando nasceu António Augusto Domingues (filho), chamaram-lhe Rosa de Jesus Dias (ver Correio de Melgaço n.º 55, de 29/6/1913).

 

DIAS, Rosa Maria. Filha de Antónia Luísa Dias, moradora no lugar de Soutulho. N.m. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 24/2/1806 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Bento José Vieites e sua irmã Rosa Maria Vieites, solteiros. // Casou com Luís António Rodrigues, filho de Manuel Luís Rodrigues e de Ana Rodrigues do Val, do lugar do Barral, de quem ficou viúva. // Lavradeira. // Faleceu em Soutulho a 25/8/1867, com todos os sacramentos, e foi sepultada na igreja. // Não fizera testamento. // Deixou filhos.     

 

DIAS, Rosa Maria. Filha de Maria Rosa Dias, solteira, moradora no lugar de Sante. Neta materna de Manuel José Dias e de Benta Luísa Carvalho, do dito lugar. Nasceu em São Paio a 2/2/1831 e foi batizada pelo padre JD a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Luís António Rodrigues e sua mulher Rosa Maria Dias, de Soutulho. // Jornaleira. // Faleceu a 13/6/1906, no lugar de Sante, com todos os sacramentos, no estado de solteira, com testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério paroquial.     

 

DIAS, Rosa Maria. Filha de Manuel Caetano Dias e de Maria Joana dos Ramos, moradores no lugar da Gaia. N.p. de Domingos José Dias e de Joana Maria Domingues, da Nogueira, Paderne; n.m. de Diogo dos Ramos e de Josefa Maria Esteves, da Gaia. Nasceu em São Paio a 11/7/1841 e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: o padre Ambrósio Couto e Maria Rosa Rodrigues Couto, ambos da Quinta da Gaia. 

 

DIAS, Sebastião Tomaz. Filho de Manuel José Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, rurais, moradores no lugar da Carreira. Neta paterna de José Dias e de Ana Ventura Gonçalves, de Soutulho; neta materna de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, da Carreira. Nasceu em São Paio a 19/11/1813 e foi batizado na igreja a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Sebastião Dias e sua companheira, Maria Lourenço (ou Maria Tomázia), do lugar da Serra, Prado. // Lavrador. // Casou com Domingas José Rodrigues. Moraram no lugar do Souto. // Foi admitido na Confraria das Almas de Prado a 1/1/1851, por 1.200 réis. // Morreu no lugar do Souto, Prado, onde morava, viúvo, a 14/11/1905, com 91 anos de idade, sem testamento, e foi sepultado no cemitério de Prado. // Com geração. // Nota: no seu assento de óbito, elaborado pelo pároco de Prado, está escrito que ele morreu com cento e sete anos de idade!    

 

DIAS, Teresa. // De Baratas. // Faleceu a 27/1/1844, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja, com ofício de corpo presente, no dia seguinte.

 

DIAS, Teresa de Jesus. Filha de Manuel Joaquim Dias e de Felizarda Soares Calheiros, lavradores, residentes no lugar da Carpinteira. N.p. de Manuel Joaquim Dias e de Teresa de Jesus Ferreira; n.m. de Joaquim Vicente Soares Calheiros e de Francisca da Trindade de Castro. Nasceu na Carpinteira, São Paio, a 8/2/1893 e foi batizada pelo padre António Esteves a 16 desse mês e ano. Padrinhos: presbítero Francisco José Dias e Teresa de Jesus Ferreira, viúva, proprietária, ambos de Queirão, Paderne.

 

DIAS, Tomaz. Filho de Manuel José Dias e de Rosa Joaquina Lourenço, moradores no lugar da Carreira. N.p. de José Dias e de Ana Ventura Gonçalves, de Soutulho; n.m. de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, residente em Corujeiras, SMP. Nasceu em São Paio a 7/11/1815 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Sebastião Dias e sua mulher Maria Tomásia, do lugar da Serra, freguesia de Prado.

 

DIAS, Tomaz Joaquim. Filho de Domingos José Dias e de Antónia Joaquina Pereira. N.p. de António Luís Dias e de Joana Maria Gonçalves, de Soutulho; n.m. de António Diogo Pereira e de Maria Rosa Codesso, das Baratas. Nasceu em São Paio a 25/6/1827 e foi batizado pelo padre JVC dois dias depois. Padrinhos: padre João Esteves, cura de Paderne, e Maria Rosa Rodrigues do Couto, viúva, da Casa da Gaia.

 

DIAS, Valenciano Augusto. Filho de Filomena Augusta Dias, jornaleira, sampaiense, moradora no lugar dos Lourenços. Neto materno de Manuel Caetano Dias e de Rosa Domingues. Nasceu em São Paio a 14/7/1910 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Marques, casado, lavrador, e Virgínia Rosa Gonçalves, solteira, jornaleira. // Nota: foi perfilhado por Manuel Sérvio, viúvo, do lugar dos Lourenços, São Paio, no dia 12/4/1922. // Casou na CRCM a 1/10/1933 com a sua conterrânea Pureza de Jesus Esteves. // Morreu na sua freguesia de nascimento a 7/12/1985. // Com geração (ver em Sérvio).

 

DIAS, Vicência. Filha de Francisco Dias e de Maria Alves, lavradores, residentes que foram no lugar de Sante. // Casou com Francisco Codesso, de quem ficou viúva. // Lavradeira. // Faleceu no dito lugar, a 26/9/1888, só com a extrema-unção. // Tinha 74 anos de idade. // Foi sepultada na igreja de São Paio. // Não fizera testamento. // Deixou um filho.

 

DIAS, Vicência. Filha de Maria Rosa Dias, solteira, de Sante. Nasceu por volta de 1845. // Jornaleira. // Casou a 26/1/1882, na igreja de São Paio, com Francisco José, de 37 anos de idade, seu parente em 4.º grau de consanguinidade, solteiro, lavrador, filho de José Joaquim Domingues Casal e de Custódia Maria Dias, lavradores, de Sante. // Nota: antes do casamento geraram a Manuel Joaquim e a Ermelinda da Conceição, que reconheceram no ato do matrimónio. // Continua...

 

sábado, 4 de maio de 2024

ENTRE  MORTOS E FERIDOS

(Dois anos de Guerra na Guiné-Bissau)

Romance histórico

Por Joaquim A. Rocha


// continuação de 2/01/2024...

16.º Capítulo

CACHEU

 

     Mais uma semana passara. Velozmente. Lisboa estava a transformar-se. Viam-se por todo o lado estrangeiros – queriam conhecer a cidade da revolução, do 25 de Abril. Os negros também eram cada vez em maior número. Vinham de África à procura de um trabalho, de uma ocupação, fugindo à fome e à guerra civil. Até se dizia que metade dos cabo-verdianos já estava em Portugal! Os dois amigos continuavam, como sempre, a encontrar-se:

 

- Boa tarde, amigo Cândido. Então hoje vai-me falar de Cacheu. Era uma vila ou cidade?

- Uma pequeníssima cidade; berço de nascimento de Honório Barreto, nascido ali a 24/4/1813 e falecido em Bissau a 26/4/1859. Um homem negro que ascendeu a Governador da Província e que ofereceu a Portugal algumas parcelas do território da Guiné, sua pertença, ou adquiridos aos nativos. Foi também tenente-coronel do exército (2.ª linha). A sua estátua ainda lá permanecia, não imponente, apenas uma simples estátua de granito, com dois metros e meio de altura.

- O mais certo é que ela tenha sido destruída depois da independência?!

- Duvido. Trata-se de um conterrâneo, a sua vida decorreu no transato século. Se fosse agora, o Partido de Nino Vieira jamais perdoaria a sua fidelidade à pátria de Eça de Queirós e de Aquilino. Quereria realçar a diferença, destacar-se, destronar os heróis alheios, destruir os símbolos do colonialismo.               

- Tudo bem, mas ponhamos essas especulações de lado – interrompe Henrique, com receio de voltar à conversa fiada.

    

     Cândido quase não o ouviu. Quando estava inspirado, nada, nem ninguém, o parava. Era um conversador nato. Continua ele:     

 

- Cacheu, no ano de 1966, não era uma cidade feia nem bonita. Aliás, chamar àquele conjunto de casebres escuros, embora banhados por um sol resplandecente e pródigo, algumas ruas de terra batida, uma miniatura de loja – taberna e mercearia – poucas centenas de habitantes, cidade, mesmo no atrasado continente africano, tornava-se abusivo. Na maior habitação abrigava-se a tropa. Ali perto existia um humilde mercado, onde se vendia peixe e carne, e demais produtos da região. Havia também a antiga fortaleza, com os seus canhões apontados para o mar. Junto à “cidade” viam-se palhoças que albergavam numerosas famílias de autóctones: manjacos, brames e mancanhas.

- Tantas etnias! – exclama Henrique, estupefacto.

- E sabes que se distinguiam pelo físico e pela cor?!

- Não, não sabia – confessa o jovem lisboeta.

- Contudo é verdade. Mas do que mais gostei em Cacheu foi do rio que lhe deu o nome: largo e majestoso. Nele pescava-se peixe e marisco com abundância. De vez, em quando, chegavam os barcos da marinha, trazendo cerveja e víveres para os militares ali colocados. Uma festa, quando aportavam! Bem-dispostos, folgazões, os marinheiros transportavam com eles a alegria de viver – até parecia que não estávamos em guerra!

     Em Cacheu arranjei logo um fio de pesca e anzóis. O isco ia comprá-lo ao mercado: peixes, que cortava em pequenos bocados. Sentava-me na frágil estrutura de madeira – pomposamente designada por cais – onde atracavam os navios, e aí lançava a linha e ficava à espera que algum peixe esfomeado caísse na ratoeira que eu lhe armara. Em todas as espécies animais existem criaturas imprudentes e ingénuas – são essas as vítimas dos predadores. A natureza assim nos moldou e nós não podemos alterar seja o que for, sob pena de provocarmos a nossa autodestruição. Tudo obedece a uma lógica e a um ritmo constante; tudo caminha para um equilíbrio, que pode ser instável se o ser humano adquirir mais poder e contrariar as forças do universo. Mas que sei eu? Onde estão as certezas?

- Julgo que se o Homem não interviesse, destruindo, algumas espécies tornar-se-iam autênticas pragas – diz Henrique, exibindo os seus conhecimentos.

- És capaz de ter razão, mas o que é de mais é moléstia. O ser humano tem de conter os seus ímpetos, não eliminando à toa, senão a natureza vingar-se-á, e até – não tenhas disso quaisquer dúvidas – os inocentes pagarão por um mal que não fizeram.   

 

- E chegou a pescar alguma coisa de jeito?! – pergunta Henrique, a rir, ignorando os arrazoados do amigo.

- Pesquei alguns exemplares enormes! Um deles, furioso por ter sido apanhado, furou-me o dedo mindinho da mão direita quando o estava a tirar do anzol. Chamei-lhe todos os nomes feios que no momento me vieram à ideia! Fui à enfermaria a correr e tive de apanhar uma “pica” contra uma mais que provável infeção. Não havia muito tempo que levara outra: uma carraça tinha-se-me pegado à pele, camuflada com os pelos da púbis, a sugar-me o sangue, como se eu fosse um boi pastando tranquilamente na savana. O paciente enfermeiro, de seu nome Ferreira, com uma pinça, meticulosamente, arrancou-a do meu corpo. Disse-me: «Safaste-te de boa; a cabrona não queria sair

- Os perigos que encerra África! E que fazia ao peixe que pescava?!

- O que conseguia pescar, levava-o à cozinha, grelhava-se e bem regado com umas cervejas transformava-se num verdadeiro petisco.

- Até parecia que estavam no paraíso!

- Não obstante toda esta aparente calma, continuávamos em acérrima zaragata com os “turras”. Daí partíamos para as matas de São Domingos, Susana, Varela… que só falar delas os nossos cabelos ficavam em pé!

- Eram mais perigosas do que as anteriores?!

- Todas elas eram problemáticas, mas estas tinham a agravante de se situarem na fronteira com o Senegal, país que – tal como a República da Guiné – apoiava aberta e decididamente o nosso adversário.

     Numa das operações deparámos com os Felupes. Eu tremia como varas verdes, sacudidas pelo vento, porque tinha ouvido dizer que os membros dessa tribo usavam setas envenenadas e que não havia cura para esse veneno. Porém, nada havia a temer. Eles, pelos vistos, eram neutrais, não tomavam partido. Só não queriam que os brancos os prejudicassem, que os obrigassem a alterar a sua maneira de viver. Se o tentassem, aí sim, teriam de enfrentar um inimigo poderoso.

- É um povo especial!

- Sem dúvida. Roupa, não usavam: apenas uma simples tanga – feita de fibra natural, salvo erro – lhes cobria o pirilau e o rabo.

     Apesar de essa zona ser perigosíssima, como já te disse algures, não era, mesmo assim, considerada a pior das piores; contudo, tivemos alguns recontros com o mafarrico; sofremos algumas emboscadas, perdemos dois camaradas; imensos feridos; continuámos a queimar, a destruir sem piedade, diversas aldeias conotadas com os guerrilheiros do PAIGC, e fizemos também alguns prisioneiros – a rotina!   

- Que faziam aos presos?                                

- Os detidos eram geralmente interrogados por indivíduos civis, por um agente (suponho que pertencente aos quadros da polícia política), de cor negra, verdadeiro gigante. Um dia assisti, por casualidade, a um desses bárbaros interrogatórios e fiquei estupefacto, de boca aberta: o brutamontes ia matando o homem – até para cima dele saltou!

- Incrível! Desumano!

- Outros prisioneiros eram levados connosco às operações, com o fim de nos indicarem (prometia-se-lhes a liberdade e proteção da tropa se aceitassem) os locais onde se encontravam os postos avançados dos seus correligionários.

- E colaboraram convosco?!

- Nunca cederam. Pagaram, contudo, com a vida tal recusa. A coerência exige muitos sacrifícios.

     Numa dessas batidas pelo mato (há tanto tempo e parece que foi ontem) levámos três suspeitos. Os nossos guias, servindo-se da língua deles, pediram-lhes que denunciassem os seus irmãos de Partido e nos conduzissem às suas posições. Responderam à solicitação de forma ambígua. No entanto, lá os seguimos e às tantas os guias informam o capitão: «Nosso capitão, os prisioneiros estão a fazer-nos andar às voltas; nós já passámos por aqui há pouco

     O caudilho, arrebatado, ferido no seu orgulho de oficial de carreira, ordena: «Matem esses filhos da mãe. Pensam que brincam connosco?!» Logo se ofereceram uns quantos voluntários. Pasme-se: quase todos eles de cor negra! Usou-se um estratagema indigno para os abater. De acordo com instruções do graduado, os guias informaram os cativos de que «podiam ir embora em liberdade, já não eram necessários, tinham cumprido com eficiência a sua tarefa.» Duvido que eles tivessem acreditado. Não pareciam parvos e sabiam que em tempo de guerra mercês, dádivas, não existem. Não tinham, todavia, alternativa. O destino deles estava de antemão traçado. Olharam uns para os outros e iniciaram a caminhada lentamente. Os guias, com um vozeirão de assustar o mais destemido, berram: «Corram; o nosso capitão pode arrepender-se!» Os homens começaram a correr como lebres, como danados, em ziguezague, na esperança vã de salvarem a pele, mas as balas são mais rápidas. Uma verdadeira chuva delas cai sobre as costas dos desgraçados. Nem sequer tempo os desgraçados tiveram para dizer ai ou ui!

- Um verdadeiro assassínio – comenta Henrique.

- É também a minha opinião, mas de que vale?! Esses crimes ficarão impunes para sempre. Mais: daqui a uns anos os oficiais de um e de outro exército abraçar-se-ão como amigos! Tudo esquece.

 

*

 

     O relógio continuou a dar as horas ininterruptamente, os dias sucediam-se, embora parecessem longos, intermináveis, e nós começámos a ficar “velhos”, isto é, veteranos de guerra.

     Para terminar este capítulo da minha passagem por Cacheu vou contar-te o episódio do sargento Gordo: num desses patrulhamentos pela selva africana deparámos com danoso pantanal – quase nos cobria! Pusemos a arma e a sacola dos carregadores à cabeça e toca a atravessá-lo. Levantávamos com mil dificuldades um pé para assim podermos colocá-lo mais à frente. Os militares mais altos tinham, obviamente, menos problemas do que os baixos. Em fila indiana lá fomos vencendo esse tétrico espaço que parecia nunca acabar. Se os “turras” aparecessem estaríamos tramados!

     Eu, apesar de média estatura, tinha a vantagem de ser leve. O sargento Gordo, pescoço de hipopótamo, o suor a escorrer-lhe pela careca abaixo, esse, coitado, via-se aflito para conseguir mexer-se. Um a um, os homens iam avançando, à exceção dele.

     Como não suscitava nenhuma simpatia aos soldados (e quiçá aos outros sargentos e até aos oficiais), estes, quando passavam por ele, sorriam disfarçadamente. Talvez pensassem: «Eis a nossa vingança; vai ter de se humilhar, pedindo-nos auxílio.» De facto, e já convencido de que por si só nada conseguiria, usando uma hipócrita máscara de menino bem comportado, pede amavelmente: «Ajudem-me aqui, por favor; não sou capaz de me ver livre desta lama pegajosa e repugnante.» Prestámos-lhe socorro de seguida, porém, aquele sorriso zombeteiro, não abandonou os lábios dos magalas.

 

- Ótima lição – exagera Henrique. – Espero bem que a tenha aprendido.

- O seu intelecto já estava demasiado enferrujado para aprender fosse o que fosse. Mas, como as palavras são como as cerejas, tenho mais um triste episódio para te narrar. Queres ouvir, ou já estás cansado?

- Cansado, sim; mas ansioso por tudo saber. Conte, conte; pode crer que fazia uma ideia errada do que lá tinha ocorrido.

- Até 25 de Abril de 1974 estes eventos não podiam ser descritos, não podiam circular livremente; depois o tempo passou, cada qual foi para seu lado, a construir o futuro, a criar a família, enfim!... Mas ouve:

     Uma das operações mais traiçoeiras foi aquela em que se desencadeou uma terrível tempestade: chuva, vento, trovoada – o inferno! O nosso objetivo seria desalojar o inimigo de uma zona determinada, considerada estratégica pelos peritos. Sabia-se que ele aí era forte e nós teríamos de lhe reduzir as forças ou até torná-las nulas. Avançámos a pé, por entre caminhos estreitos, autênticas veredas, e capim avantajado. De vez, em quando, ouvia-se o ruído da avioneta, dentro da qual se encontrava, além do piloto, o segundo comandante do batalhão, um major de estatura elevada e cheio de peneiras. Achava-se o máximo! Nem Narciso, o da mitologia, filho de um rio e de uma ninfa, se adorava tanto! Esse dito major, em aziago dia, na Vila de Teixeira Pinto, com toda a sua déspota autoridade, chama-me e sarcasticamente pergunta: «Por que é que o soldado não traz o bivaque na cabeça?!» «Meu major – respondi eu, tremendo como folhas de uma árvore em dia de vento – esqueci-me dele, mas também não saio do quartel, só vou ali ao bar.» «Não quero saber aonde o soldado vai; volte para trás e ponha-o na cabeça.» Não me deixava qualquer alternativa: «Sim, meu major

- Era severo – diz Henrique, agastado.

- Estes indivíduos, com o seu feitio autoritário, têm a carreira garantida. Hoje é general e tem um cargo importante!

    

*

     Lá do alto, do céu, falava com o nosso capitão, dando-lhe instruções acerca da missão: «Vão muito bem, avancem» - dizia num vozeirão que não deixava margem para dúvidas: era o líder! O capitão, com uma voz vacilante, mas simultaneamente firme, respondia: «Meu major, com esta tempestade, julgo prudente não continuar!» «Capitão: avance com os seus homens; não será uma simples tempestade que nos impedirá de cumprir com êxito os objetivos previamente delineados. Não admito hesitações: avancem

     O oficial olhava para nós com uma certa insistência, notando-se-lhe nos olhos a chama da revolta. Estava entre a espada e a parede: não podia desobedecer ao seu superior hierárquico, mas custava-lhe mandar avançar, talvez para o sepulcro, aqueles homens encharcados até à raiz dos cabelos e enervados com a trovoada, cada vez mais ameaçadora, ventos ciclónicos, e chuvas como só caem nessa parte do mundo. «Capitão!» – novamente a voz do major – «o piloto diz que tem de se retirar sob pena da avioneta cair; continue a cumprir as minhas instruções e anule o poder inimigo; não aceito, nem admito, quaisquer desculpas, nem fracassos, nem acanhamentos; amanhã conversamos

     O aparelho voador retirou-se apressadamente. O meu comandante, colérico, enraivecido, descarregou toda a sua fúria: «Seu prepotente; pensas que estás a lidar com animálias?!» Virando-se para os alferes e sargentos, diz-lhes: «Vamos prosseguir, mas lentamente; pode ser que a tempestade amaine.» Felizmente, ou talvez não, a chuva resolveu deixar de cair, e o céu, até então cinzento e zangado, olhou para nós com outra cara. Lá fomos indo, e às tantas começámos a notar que o carreiro se alargava, bifurcando-se em seguida, sinal de que estava próxima uma tabanca. Não demorou muito a ouvir-se alguns tiros dispersos – os vigias da aldeia (quase sempre empoleirados em cima de altas árvores) comunicavam com os seus camaradas. Habituados como estávamos a este tipo de receção, continuámos a marcha, não já como homens, mas como verdadeiros predadores: a presa não estava longe! Mais cem metros e deparámos com umas quantas habitações: dentro apenas existiam objetos sem qualquer valor. O capitão recomenda: «Antes de pegarmos fogo a esta bugiganga toda vamos primeiro verificar se há mais palhoças; não quero que fique de pé uma que seja.» Ainda não acabara de falar e eis que se faz ouvir, ali bem perto, o rebentamento de uma granada de morteiro. «Abriguem-se!» - grita o capitão a plenos pulmões.

     Os rebentamentos não tinham fim. A bronca começara. Os “turras” conheciam a nossa posição no terreno e massacravam-nos sem dó nem piedade. Das árvores tombavam estilhaços, como de fruta madura se tratasse! Mais de meia hora depois o silêncio cúmplice visitou-nos. Silêncio perverso. Mais morteiradas. «Pulhas!» Estavam mesmo dispostos a cavar ali a nossa sepultura, cobrir-nos com a mortalha derradeira. E nem bazuca, nem os nossos terríveis morteiros, muito menos as metralhadoras, serviriam em uma situação destas! Estávamos na designada «zona de morte!» Caímos nela que nem patinhos!

- Afinal o tal major não era tão bom estratega como dera a entender!

- Pelos vistos não, amigo Henrique. Bazófia tinha muita, mas saber… Continuando: julgo que esgotaram as munições, ou então pensaram que para lição bastava! Fez-se o balanço da tragédia: seis feridos, nenhum morto. E agora? Os helicópteros não levantavam voo devido às rajadas de vento, e nós no coração, no âmago da floresta! Os enfermeiros fizeram o que tinham a fazer; nós improvisamos macas e toca a transportar os colegas atingidos – naquele local não podíamos permanecer mais tempo. O lugarejo ficou para trás. Intacto! A nossa missão terminou em um fiasco, em uma derrota humilhante!

 

*     

     Quando chegámos ao quartel tínhamos à nossa espera o correio da metrópole: da família, dos amigos, das madrinhas de guerra.

- E aquela moça, nunca mais recebeu carta dela? – pergunta Henrique, com subtil curiosidade.

- Sim, recebi. Estás a pensar em quê?! Em namoro?! Nada disso, meu amigo. Eu ia alimentando um certo mistério, mas não passava disso. Não pretendia prender-me tão cedo.

- Leia, leia, uma cartinha da Fernanda.

- Ainda te lembras do nome dela! Vou fazer-te a vontade, mas não estejas já a ver vestidos brancos, flores de laranjeira! Fica, atento:

 

Querido afilhado  

 

     A continuação de boa saúde é esse o meu desejo. Fiquei muito triste por ver que realmente demorei a escrever, mas isso deve-se ao facto de ter andado adoentada, com gripe, sem vontade de coisa alguma. Sabe que se tem apossado de mim uma certa nostalgia, uma tristeza profunda que não sei explicar?! Mas não se aflija, são coisas passageiras, sem importância, próprias das raparigas da minha idade. Mando-lhe um postal da minha Vila, para a ficar a conhecer. É uma das mais lindas do nosso país. O castelo é monumento nacional, a sua construção remonta ao século XII, segundo dizem. À torre de menagem nunca subi, não que tenha medo, mas aquilo é muito escuro, por isso não passei da porta por onde se entra; ora às muralhas já tenho ido dezenas de vezes; e para mais, eu, que a minha casa não fica longe. Daí avistam-se paisagens de sonho. Se algum dia cá vier vai ver que não minto, nem exagero. Então a sua labuta tem sido muita? Deus queira que não, mas também nós não podemos viver sem fazer nada, pois até distrai bastante e faz-nos sentir responsável por aquilo que fazemos; eu, por exemplo, ando a praticar, devido a não ter experiência, mas logo que me seja possível lutarei por um lugar de categoria, bem pago. Quero ter uma boa posição, sou ambiciosa, sabe? Por hoje é tudo, só lhe peço que tenha confiança em Deus, pois qualquer dia há de regressar à sua terra, muito feliz e honrado por ter cumprido o dever para com a nossa pátria. Receba muitos abraços da madrinha muito amiga.

                                                                     Fernanda   

 

     Henrique ficou boquiaberto com o conteúdo da missiva. Não esperava, de uma provinciana, uma prosa tão escorreita. Comenta:

 

- A sua madrinha de guerra estava politizada. Não obstante ser uma jovem, considerava o serviço militar uma honra, até parece que sentia orgulho em si só pelo facto de se encontrar em África! Não acha?

- Concordo plenamente contigo. Até te digo mais: ela estava muito mais esclarecida politicamente do que eu. Quando deixei a minha terra tinha os olhos completamente vedados à política. Queria lá saber quem governava o país, se o fazia corretamente… - além de Salazar e do Carmona, que só vira nos retratos, não conhecia mais nenhum governante! Ela sim, usava uma linguagem cheia de subtileza, próxima da doutrina corporativista. Provavelmente convivia, no trabalho e em casa, com pessoas afetas ao regime então vigente.

- E as outras?!

- As outras madrinhas só pensavam no namoro, no casamento. Esta era de facto especial, um mimo!

 

*

 

     Ainda permanecemos mais algum tempo no burgo de Cacheu. Operações de rotina, como lhe chamavam, havia-as de vez, em quando. Entrávamos nas tabancas com a fúria do demo, e no regresso as labaredas avistavam-se a léguas de distância. Alguns colegas traziam com eles catanas e outros objetos, sobretudo figuras esculpidas em madeira, que por lá encontravam; eu nunca peguei em nada – por escrúpulos, ou por superstição, não sei explicar. Continuei as minhas pescarias no rio e a escrever cartas, muitas cartas: devia ser o soldado que mais escrevia! Através dessa correspondência acompanhava o desenrolar do conflito em Angola e Moçambique. Escreviam os meus conterrâneos:

 

 «… Quanto a isso, eu também não tive melhor sorte, pois encontro-me no norte, numa das piores zonas, estou na região dos Dembos; no local onde estou só há dois civis e uma sanzala de pretos, e o acampamento mais próximo do nosso fica a cinquenta e sete quilómetros, de maneira que também tenho de alinhar para as operações, já fui a algumas e temos tido bastantes problemas com os turras, mas o que é preciso é chegarmos ao fim da comissão com o canastro direito e mais nada

 

     «Por aqui continua tudo mais ou menos na mesma, embora às vezes com bastante azar, pois em quase todas as batidas tem havido porrada, e temos também a lamentar mais um morto…»

 

- Três frentes, três cemitérios!... – lamentava-se Henrique, bastante pungido.

- É verdade. As estatísticas oficiais não divulgavam os números certos; temiam uma reação violenta do povo. Tomava também conhecimento de tudo o que se passava na metrópole, sobretudo na minha nunca esquecida terrinha. Sabes do que mais gostava? De ir fazer compras às aldeias indígenas, àquelas, claro, onde se podia entrar sem correr grande risco. Lá chegados, começava-se a discutir o preço: o porco, tanto; a galinha, tanto; a vitela, tanto! Regateava-se como nas feiras portuguesas, por vezes não se chegava a acordo. Contudo, regressava-se quase sempre com a camioneta a abarrotar de géneros.

- Vocês não recebiam os víveres da Manutenção Militar?

- Certamente, meu caro; tratava-se aqui de adquirir produtos frescos e a baixo custo, quase ao preço da uva-mijona! Nem sequer podes imaginar…

- Então os nativos não tinham noção do valor das coisas?!

- Não te esqueças que essa gente nunca fizera antes comércio; viviam no interior da mata africana, poucos eram aqueles que nos entendiam. Por outro lado, julgo que tinham medo da tropa branca. Até te digo mais: quando o nosso exército precisava de limpar as margens de uma picada, de um caminho ou vereda, contratava vários homens de cor e sabes como lhes pagavam? Com arroz! Um dia de trabalho, sol a sol, valia dois ou três quilos de arroz! Consideravam-no a base da sua alimentação.

- Tão pouco? E eles não reclamavam?

- Penso que não; mas o que podiam eles fazer? Queixar-se a quem? O exército português é que mandava, agia como bem lhe apetecia e entendesse. E como era perigoso aquele trabalho! Os indígenas andavam descalços, quase nus, a derrubar todo aquele imenso capim e arbustos à catanada; por vezes eram mordidos pelas serpentes e desatavam aos gritos, pensando que iam morrer – e decerto que alguns deles pereciam devido a essas causas. Sabes que não podiam matar a pequena cobra verde?

- Porquê?! – interroga Henrique, com alguma curiosidade.

- Porque ela representava para a sua crença um deus, ou o espírito de um seu antepassado. No princípio não compreendia o seu pavor, só depois é que perguntei e me esclareceram.

- A mitologia africana, pelos vistos, é mais rica do que os europeus pensavam.

- Podes crê-lo, meu amigo; podes crê-lo. E ainda muita coisa está por descobrir e pesquisar. Os estudiosos desta matéria têm em África um vastíssimo manancial de investigação. Tinha muita pena desses desgraçados, mas o que podia fazer? Nós próprios, soldados, como te disse, éramos no dia-a-dia maltratados, humilhados, pelos oficiais e por alguns sargentos! As coisas agora são muito diferentes, dizem; há uma certa dignidade, respeito pelo inferior hierárquico. A democracia pluralista assim o aconselha, embora dentro dos quartéis a disciplina militar tenha de ser mantida de acordo com os velhos parâmetros, sob pena de tudo desmoronar.      

- Não se iluda, meu caro Cândido. Melhorou, mas «tropa é tropa!» A disciplina militar, como disse, e bem, terá sempre de existir, de outro modo alguns subordinados perderiam o respeito pelos seus superiores, o exército esfrangalhava-se. Quer que lhe conte o que se passou num conhecido quartel, já depois do 25 de Abril? É óbvio que eu não assisti, mas contaram-me. Ouça então: o comandante do aquartelamento achou por bem que todas as praças e sargentos, bem como os oficiais, passassem a comer do mesmo rancho e nas mesmas mesas – a democracia assim o impunha. Ora, o que aconteceu? Nos primeiros dias as coisas correram bem; os soldados estavam um pouco inibidos, desconfiados, pensavam que aquela decisão tinha provindo de um doido ou de alguém que temia represálias políticas.

     Passou-se uma semana; os soldados, à medida que os dias decorriam, iam adquirindo uma postura diferente, um certo à-vontade. Ao cabo de duas semanas começaram a abusar: primeiro com dichotes e gargalhadas; depois atirando caroços de azeitonas uns aos outros; a partir daí deixaram de respeitar fosse quem fosse. O comandante teve de suspender a ordem dada e fez voltar tudo ao modelo anterior.      

- Conclusão: os soldados (na sua maior parte com ínfimas habilitações literárias), oriundos de famílias humildes, não estão preparados para conviver com pessoas mais civilizadas, mais educadas. São o espelho do povo português, etc.

- Conclui bem, amigo Cândido. Tiveram uma oportunidade e não a souberam agarrar; dificilmente terão outra. A democracia não é compatível com a vida militar.

- Por isso é que eu defendo com convicção o fim dos exércitos. Quando estes se extinguirem (e segundo as minhas previsões isso levará muito tempo), também terminarão as guerras. Mas agora, e para desanuviar um pouco, vou ler-te mais uma carta da madrinha Fernanda. Lá vai:

 

 

Querido afilhado

 

                Recebi a sua carta e fiquei muito contente por saber que estava de perfeita saúde, pois é esse o meu maior desejo. Ficou muito triste por não lhe ter mandado a minha foto, pois bem, vou satisfazer o seu desejo, mando-lhe uma de meio corpo, só agora é que a consegui, sei que o vou desiludir, pois não sou nenhuma cara bonita, bem pelo contrário, depois mando-lhe uma de corpo inteiro, e não há de demorar muito tempo. Cá na minha terrinha não há muitas distrações para a gente se divertir, principalmente no verão, vai todo o mundo para a praia, só fica aqui a que não pode ir, ou não quer. De inverno, apesar de não se poder andar sempre a passear, vai-se ao cinema. Não julgue que tenho namorado, não, ainda sou muito nova e se tiver de me casar não há de ser antes dos vinte e tal anos, mas não se pode afirmar isso, pois nós não sabemos o dia de amanhã; amigos e amigas tenho muitos, mas para namorar nem pensar nisso, considero que não são o feitio de homem que eu quero. Então não pôde continuar os seus estudos, quando sair da tropa poderá continuá-los, só é preciso força de vontade. Eu estou a pensar acabar o quinto ano, já o podia ter feito se deixasse as brincadeiras e estudasse, mas quando se é novo não se pensa muito no futuro. Vou fazer-lhe uma pergunta e quero que me responda na próxima carta: em que dia do mês o meu afilhado faz anos? Penso que a pergunta não é indiscreta, seria se fosse dirigida a uma senhora, mas como não é, mande-me dizer; a sua querida madrinha comemora as suas dezanove risonhas primaveras a cinco de Abril e Deus queira que isso aconteça por muitos e muitos anos. Não acha? Muitos abraços da sua madrinha, muito amiga.

                                                    

                                                                                  Fernanda

 

 

- Uma madrinha muito espevitada, não há dúvidas! Mas o meu amigo Cândido também alimentava esse princípio de “flirt”. Estou certo?

- Se tivesses estado na guerra colonial com certeza que não estarias agora com esse ar irónico. Nós precisávamos destas coisas, alimentar ilusões, fazer nascer sonhos que só durariam o tempo da comissão, ou o das rosas de Malherbe, poeta que viveu entre 1555 e 1628. Escreveu ele: «Mais elle était du monde où les plus belles choses/Ont le pire destin/Et rose elle a vécu ce que vivent les roses/L’espace d’un matin O espaço de uma manhã! Quem se apaixona vendo uma fotografia, lendo meia dúzia de palavras mais ou menos bem escritas? Ninguém!  

- Não é bem assim; você próprio me disse que alguns soldados acabaram por casar com as madrinhas de guerra.

- Disse, disse; mas não te esqueças que eram todos da mesma terra ou da região das madrinhas. Eu não escrevi a raparigas de Melgaço porque não sabia nessa ocasião se para lá voltava. Por outro lado, conhecendo-as, não teria coragem de as iludir. Regressemos à guerra…

- Antes de prosseguir, e embora pareça mesquinho o que lhe vou perguntar, uma das coisas que me têm dito é que vocês em África entregavam a roupa para lavar e passar a ferro a lavadeiras profissionais. Há quem diga também que essas mulheres se tornavam vossas amantes. É verdade?!

- Não me quero furtar à tua questão, mas essa resposta fica para depois, se não te importas. Agora vamos à vida que se faz tarde.

 

*

17.º Capítulo

 

AS LAVADEIRAS

 

     Após uns dias sem se verem, os dois amigos retomam a conversa, como habitualmente à mesa de um Café na Baixa Lisboeta. O verão já se fora, e agora tinham de ficar na parte de dentro, respirando o ar impuro, poluído, motivado sobretudo pelo maldito fumo do tabaco. Não sei que dera aos portugueses, cada vez fumavam mais, agora até as raparigas e senhoras o faziam, mesmo na rua, numa exibição bacoca, parola, prejudicando a sua saúde e a dos outros! O efeito já se começava a notar, sobretudo nos dentes. O dinheiro para essa droga não sei aonde o iam buscar, pois cada maço custava os olhos da cara e a malta nova não tinha quaisquer rendimentos. É provável que fosse parte do dinheiro que os pais lhe davam para se alimentarem na cantina da Escola, eu sei lá! Alguns médicos iam aconselhando os jovens a deixarem de fumar, pois, o mais certo, era virem a sofrer do coração, cancro, e até os dentes perdem o protetor esmalte e tornam-se amarelados! Depois de se cumprimentarem, Cândido dirigiu-se ao amigo com estas palavras simpáticas:

 

- Louvo a tua insaciável curiosidade relativamente à vida do soldado enquanto combatente nas matas africanas. Quanto às lavadeiras vou contar-te aquilo que sei. No que me diz respeito, eu entregava de facto a roupa a lavadeiras, mas jamais olhei para elas como potenciais amantes. Digo-te mais: sempre manifestei algum receio em ter relações de tipo íntimo com essas mulheres. Não por me achar superior, ou um anjo, mas sim por causa das doenças venéreas. Preferia a abstinência. Nesse tempo não distribuíam preservativos, mas sim umas bisnagas para se usarem após a cópula. A sua eficácia era diminuta, não ofereciam grandes garantias.

- Os seus colegas da altura não seriam assim tão castos… - tenta tirar nabos da púcara o jovem interlocutor.

- É provável que um ou outro, os mais aventureiros, quiçá os mais imprudentes, esquecessem os perigos que desse ato adviriam; arriscavam a sua saúde pelo simples prazer carnal – era com eles! As lavadeiras negras sempre me mereceram o máximo respeito e consideração. Trabalhadoras conscientes, procuravam servir o melhor possível, nunca tive queixa delas. Muitas dessas mulheres tinham uma caterva de filhos, provavelmente mães solteiras, dava-lhes as minhas rações de combate (carne de porco e de vaca, atum, sardinhas, chouriço, etc., tudo isso em latas de conserva), além de lhes pagar o preço de tabela.

- Que era baixo, suponho – quis saber Henrique.

- Tudo é relativo; se levassem muito caro também não lhe poderíamos entregar a roupa. Os nossos ordenados eram curtos, como sabes. Moravam quase sempre perto dos tropas e os seus rendimentos provinham exclusivamente desse trabalho. As inúmeras crianças aguardavam pacientemente que acabássemos de comer para depois requisitarem os restos, não os das marmitas, mas sim aquela comida que sobrava nas terrinas e caldeirões.      

- Depois da independência, essas crianças ficaram sem essa fonte de alimentos…

- É verdade; mas isso já não é problema nosso. Por outro lado, aquilo não se podia prolongar eternamente. Que estudem, que trabalhem, que se tornem independentes economicamente. Ninguém pode, nem deve, viver uma vida inteira à sombra do rancho dos militares: é aviltante, indigno de um ser humano. A igualdade entre as raças passa sem dúvida pela negação da subserviência. A mendicidade submerge a dignidade; o homem negro tem de compreender isso.

- Você exalta-se com facilidade!... – observa Henrique.

- Empolgo-me um bocado, é certo; mas a minha indignação é motivada pelo servilismo de alguns: sejam amarelos, brancos, negros, vermelhos, ou de outra qualquer cor ou raça. O ser humano deve emancipar-se; somos todos donos do planeta e, por isso, sem exceção, temos direito a nele residir com dignidade.

- Estou plenamente de acordo consigo, amigo Cândido. O planeta Terra é de todos os seus habitantes, mas nem todos pensam assim... Mas falava-me das lavadeiras…

- Como já te disse anteriormente, a maioria dos soldados, cabos, furriéis e sargentos, dava a sua roupa a lavar às lavadeiras africanas. Os oficiais, como ganhavam bem, contratavam, a maior parte deles, empregada doméstica; as esposas, quando casados, habitavam numa das cidades mais próximas do acampamento. Sabes que se contava uma história de adultério acerca de um destes casais, separados periodicamente devido à guerra?      

- Uma história de faca e alguidar, calculo!

- Mais ou menos. Queres ouvir?

- Quero, quero… – diz Henrique, eufórico.

- Pois bem: um oficial, suponho que alferes miliciano, foi mobilizado para a Guiné logo depois de ter rebentado a insurreição armada. Como era casado, e a mulher pouco mais de vinte anos teria, resolveu chamá-la para a sua beira, não fosse um gabiru rondar-lhe a porta. Arrendou uma casa numa pequena cidade, Mansoa, salvo erro, e espera com ansiedade e pacientemente que a esposa chegue. Abraços e beijos, misturados com grossas lágrimas de alegria. Passava um dia ou dois em casa, quinze dias no mato, e o tempo ia assim decorrendo. Certo dia, ou melhor, certa noite, aparece de surpresa no lar. Metralhadora a tiracolo, fatigado, mete a chave à porta e entra. Ouve uns suspiros estranhos, pensou que a sua mulherzinha sonhava: «sonha comigo, possivelmente!» - sussurrou.

     Pousa a arma nas costas de uma cadeira e prepara-se para se descalçar. Os gemidos e ais aumentam de intensidade e ele fica confuso. Pega na arma, pé ante pé, e dirige-se para o quarto de dormir. Parece-lhe ser de lá que provêm os tais ruídos. Arreda a porta e o que os seus olhos veem, embora numa meio escuridão, são dois corpos nus, juntos, enleados, movendo-se, ora lenta, ora com frenesim. As suas bocas ora se beijam ora deixam escapar gritinhos de prazer e êxtase. O nosso homem ficou bloqueado, estupefacto, não querendo acreditar no que via: «Não, não estou aqui, deliro

     Ergue a arma e aponta: pum! Dispara todas as balas do carregador. O sangue dos amantes esguichou por todo o quarto, a cama ficou num poço de líquido vermelho, vermelho!

- Terrífico desfecho, esse! E o oficial, que fez a seguir? – pergunta Henrique, bastante comovido, quase não acreditando naquilo que ouvira.

- Há quem diga que ele se suicidou após esse ato de desespero. Uma outra versão diz que ele se entregou às autoridades militares, cujo tribunal o condenou a uma comissão em Angola ou Moçambique, onde morreu em combate.

- Se soubessem o nome dele, seria fácil seguir-lhe o rasto…

- Ninguém sabe, somente os militares, e esses abafaram o caso.

- Que ela lembra outras histórias similares, verídicas, isso lembra. E tomaram conhecimento, ao menos, do nome do alvejado, do amante da adúltera?

- Aí as coisas complicam-se. Há quem diga que se tratava de um rapaz negro, de vinte anos de idade, criado do casal, muito habilidoso na cozinha, sorridente, simpático, bem-parecido.

- Pelos vistos, também era exímio na cama…

- São apenas boatos. Se foi esse rapaz, fora batizado não havia muito tempo, a solicitação da senhora, por sinal bastante religiosa, muito temente a Deus.

- Então, se o moço recebeu o banho na pia batismal, o pecado era menor…

- Brinca, brinca, maroto!

- Contudo, apontam outros suspeitos?

- Também se falava em colegas: solteiros, com um clima quentíssimo, muito piripiri na comida, afrodisíaco por excelência, enfim! São apenas suposições. A verdade, só os altos graduados a souberam.

- Muito interessante essa sua historieta. E as…

- Já sei: as lavadeiras. Algumas delas estragavam uma camisa, umas calças, mas que se havia de fazer? Não possuíam os ferros de engomar que agora existem, a eletricidade, e a vapor, e não dominavam ainda todas as técnicas de tal mester. Mas também os preços que cobravam não eram de molde a exigir-lhes perfeição. Quanto ao resto, bem: algumas viram aumentar o rol de filhos, os mulatos, a cor que não pode negar a sua origem. São eles que atestam a passagem do homem branco pela terra dos negros. Até se dizia que uma dessas mulheres veio com seu filho a Portugal à procura do militar que lho arranjara… Tretas!

- Repugnava-lhe casar com uma mulher de cor negra?

- A essa pergunta não é fácil responder. Penso, no entanto, que seria um verdadeiro disparate um branco casar com uma negra do mato se tencionasse vir para Portugal. Sabes por quê? Porque ela não iria adaptar-se facilmente à vida europeia. E como apresentá-la aos pais? «Eis aqui a minha esposa. Não fala a nossa língua, não sabe o que é morar numa casa de pedra, como a nossa, com divisórias, ignora o que é uma casa de banho! Vivia em uma palhota de barro amassado, coberta de capim.» E depois? Seria uma confusão tremenda.

- Até podia dar certo – retruca Henrique.

- Desde que ele ficasse a residir em África, não digo que não. E isto que te estou a dizer nada tem a ver com racismo, mas sim com culturas, com maneiras de gerir a vida: os negros que residem na selva são muito infelizes quando se encontram longe de África, do seu meio natural.

 

*

 

18.º Capítulo

 

A CAMINHO DE CONTUBOEL

 

            Alguns dias depois do último aperto de mão, os dois amigos voltam a reencontrar-se. Henrique está cada vez mais familiarizado com a história de Cândido, começa a compreender melhor aquilo que se passou na guerra colonial. Nunca lhe passara pela cabeça que os soldados tivessem penado tanto. «De factopensava ele –, não há nada como a pazDirigindo-se ao amigo, saúda-o cordialmente:

 

- Boa tarde, Cândido. Então, vamos continuar a história?

- De boa vontade; já está quase a chegar ao fim. Tu já deves estar saturado de ouvi-la…

- Pelo contrário, estou entusiasmado; até merecia ser publicada em romance.

- Quem sabe! Mas uma coisa é narrar-ta assim, oralmente; outra coisa bem diferente é escrevê-la. Os verdadeiros escritores já nascem com esse dom, têm apenas de desenvolver as técnicas narrativas e adquirir um vocabulário rico e adequado à história que vão contar. Camilo e Eça na prosa, e Camões e Antero na poesia, são raros, apenas aparecem de quando, em vez. Eu, até hoje, somente escrevi umas cartas, uns pequenos artigos e poemas para a Revista dos Serviços Sociais da minha Empresa, nada mais! Terei um caminho imenso a percorrer para lá chegar.

- Nada se alcança sem sacrifícios e persistência - filosofa o jovem.

- Isso é verdade. Mas continuemos: encontrávamo-nos na colónia há cerca de catorze meses quando veio a ordem de Bissau para irmos para Contuboel, pequena localidade a alguns quilómetros da cidade de Bafatá; esta pequeníssima cidade situa-se junto ao rio Geba – o purgatório, depois do inferno em chamas! Perto dessa simpática aldeia achava-se a fronteira com o Senegal. Nessa altura era seu Presidente da República o poeta Léopold Sédar Senghor.

- Político e poeta – acrescenta Henrique.

- Nunca li nada dele, mas há quem diga que escreve bem. Nessa região, a prática da guerra, se é lícito dizê-lo, tinha um cariz diferente. A razão dessa diferença consistia sobretudo no facto de nessa zona a mata ser menos densa, com mais espaços abertos, talvez com mais população ligada ao homem branco, isto é, mais dependente materialmente do negócio, do comércio em geral, em suma: uma população mais europeizada, e também islamizada. Aqui até era mais fácil lidar com os africanos, pois alguns deles falavam a nossa língua, o que não acontecia no norte. A Companhia seguiu então para o seu novo destino e a mim enviaram-me para os adidos, unidade perto do Hospital, a fim de ser submetido a tratamento e arrancar os dentes cariados.

- Finalmente! Deve ter sofrido muito.

- Se sofri. Só eu é que sei quanto. Não me lembro quantos dias lá estive, presumo que uma semana. Dos adidos (quartel onde iam parar centenas de militares de todas as Companhias que atuavam na Guiné-Bissau) saíam a toda a hora viaturas para a capital, a estrada era asfaltada, não corríamos nenhuns riscos, a não ser o que provinha das altas velocidades que os condutores, embriagados pela emotividade, imprimiam às máquinas. Pelo que me disseram, e depois eu confirmei isso mesmo, os desastres ocorriam nesse troço com alguma regularidade. Depois daquela curta convivência com camaradas de todos os batalhões repartidos pela ex-colónia, ouvindo relatos de duras batalhas e pequenos episódios do quotidiano, e depois de ter feito tratamento ao estômago e me extraírem dois dentes, chegou o dia da partida. Tinha de me juntar novamente à Companhia. De Bissau até perto de Bafatá fui, ao longo do rio, em um barco da marinha. A lancha, a certa altura, não pôde prosseguir porque a partir daí o rio tinha pouca profundidade e apresentava-se demasiado estreito. Desembarcámos, eu e demais colegas de outros regimentos, e dirigimo-nos para o quartel ali próximo. O nome desse belo lugar, não o conservei na minha memória.

- Talvez tenha o nome do rio! – aventou Henrique.

- Não sei. É possível. Dali fui transportado em jipe até Bafatá por uma estrada novinha em folha que, apesar de ser de terra batida, poder-se-ia considerar uma das melhores da ex-província. Pelo caminho avistámos alguns macacos, tão corpulentos que até pareciam chimpanzés. Olharam para nós com alguma desconfiança e desataram a correr, aos guinchos, pelo interior da floresta. Por graça, disse ao motorista: «E se lhes déssemos uns tiros?!» Parou o jipe e, mais entusiasmado ainda do que eu, aquiesceu: «É para já, camarada!» Descemos e andámos uns bons metros, atirando, atirando, sem acertar em nenhum. Fiquei satisfeito. Apesar de ter sido eu a sugerir tal disparate, tal tolice, não gostaria de ver morrer um bicho que nenhum mal nos fizera e que se encontrava a passear tranquilamente no seu habitat natural. Regressámos ao jipe e seguimos caminho. Bafatá parecia estar em festa. Gente movimentando-se, lojas escancaradas ao público, viaturas militares de um lado para o outro. Enfim, via-se bem que não estávamos no mato. Cidade é cidade, mesmo sendo, como esta, uma pequena urbe.

- Até parece que tinha terminado a malvada guerra!

- Não, não acabara, infelizmente. No entanto ali havia mais sossego. Os militares não pareciam tão acabrunhados como no norte; riam-se, diziam chalaças acerca dos guerrilheiros, embora os temessem, pois com frequência havia tremendas escaramuças, das quais resultavam feridos e mortos. Constava que os homens de Amílcar Cabral…

- Viria a ser assassinado a 20 de Janeiro de 1973 – lembra Henrique, com alguma tristeza no seu semblante, pois simpatizava com ele.

- É verdade. Oxalá essa morte nunca tivesse acontecido; mas isso já é outra história. Quando ele foi abatido já eu tinha regressado da Guiné havia seis anos! Ia então dizer-te que os paigecês afixavam avisos nos caminhos, ameaçando de morte a nossa gente; nunca li nenhum, mas acredito que seja autêntica essa informação. Algumas vezes desloquei-me em serviço a esta minúscula cidade, altura em que todos aproveitavam para visitar as «pegas», como ironicamente as designava o furriel Galhardo, o “escangalhado”, como entre nós, praças, era conhecido, porque ao andar, e devido talvez à sua coluna pouco direita, dava sempre a sensação de ir cair ora para um lado, ora para outro!

 

     Cândido levantou-se da cadeira e tentou imitar o furriel, mas desajeitadamente. Henrique achou graça, e riu-se a bom rir. Depois de um momento hilariante, continuou:

 

     No princípio eu não sabia do que se tratava; pega, para mim, era uma ave dos campos. Por que razão chamariam esse nome a estas mulheres de vida fácil?!              

- Caríssimo Cândido: afinal a maldita prostituição está espalhada por todos os continentes!

- Infelizmente é verdade; olha que a tendência é para aumentar. E arrasta consigo outros malefícios… A droga, por exemplo! A dicotomia entre pobres e ricos acentua-se dia a dia assustadoramente. Em muitos países: de África, Ásia, América Latina, as raparigas iniciam a sua prática aos doze, treze anos! É o fim das civilizações alicerçadas na moral!

- Isso acontece sobretudo no chamado terceiro mundo…

- No segundo, e até no primeiro! A prostituição é uma praga que acompanha o ser humano ao longo dos séculos. E não há uma explicação racional para este fenómeno. Como é que uma mulher vende o seu corpo por dinheiro? E como é que um homem vai manter relações sexuais com uma fulana que pertence por uns minutos a quem lhe paga?!

- E o risco que correm… as doenças, devidas quase sempre por falta de higiene.    

- E a dignidade, Henrique, a dignidade! E acima de tudo as crianças que nascem desses atos impuros. Não foram desejadas, ninguém as quer, nem a mãe nem a sociedade. Nascem com um estigma, com a marca da maldição. Salvo raríssimas exceções, serão umas miseráveis, a escumalha, a cloaca…

- E por sua vez trarão ao mundo outros seres!

 

     A noite aproximava-se vertiginosamente, e os dois amigos tiveram de se despedir mais uma vez. // continua...