terça-feira, 3 de março de 2026

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia da Vila

Por Joaquim A. Rocha 





OGIA

 

OGIA, Maria Joaquina. Filha de António Ogia (*), de Ribadávia, e de Maria Fernandes, do lugar de Mereins, ambos do bispado de Ourense, Galiza. N.p. de Manuel Ogia e de Maria Garcia; n.m. de Francisco Fernandes e de Rosa do Outeiro, todos galegos. Nasceu a 1/8/1790 e foi batizada na igreja matriz de SMP a cinco desse mês e ano. Padrinhos: António Eusébio e Maria de Sibedans, melgacenses. /// (*) Este estranho apelido deve estar relacionado com Ogígia, ilha onde aportou Ulisses após a guerra de Tróia, e cuja rainha, Calipso, o reteve durante sete anos!

 

OLIVEIRA

 

OLIVEIRA, Álvaro Joaquim. Filho de António Joaquim de Oliveira, sapateiro, de Monção, e de Floripes da Silva Cintrão, peixeira, de Melgaço. Nasceu na Vila a --/--/1934 (NM 235, de 10/6/1934). // Casou a 7/4/1958 com Guilhermina, nascida a 18/10/1939, filha de Indalécio Rodrigues e de Ângela Oliveira da Silva. // Emigraram para França. // A sua esposa apanhou nesse país uma terrível doença dos nervos, ficando apática. // Enviuvou a 24/12/1998. // Em 2002, já aposentado, e a residir em Melgaço, juntou-se com uma senhora solteira, mãe de três filhos, de quem se separou passado algum tempo. // Morreu na Quinta dos Frades, Vila de Melgaço, a --/--/2022, com 87 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/3/2022). // Pai de José, nascido (em Melgaço?) por volta de 1960, o qual vive em França.   

  

OLIVEIRA, Amândio Joaquim (Marroto). Filho de António Joaquim de Oliveira e de Floripes da Silva Cintrão. Nasceu a --/--/1940. // Foi guarda-redes do Sport Clube Melgacense durante várias épocas. // Casou em São Paio a 31/12/1960 com Adozinda de Jesus, filha de Isaías Augusto Soares e de Delfina Rosa Carvalho, do lugar da Granja. Padrinhos da boda: José Simplício Moreira e sua esposa, Flaviana dos Anjos Soares, tios da noiva, e os pais do noivo. // Emigrou para França, onde trabalhou na construção civil, chegando a chefe de chantier. // Depois da aposentação veio para Melgaço: venderam uns terrenos na freguesia da esposa e compraram um apartamento na Vila. // Morreu na vila de Melgaço a 24 de Maio de 2025, com 84 anos de idade (agência funerária Mira). // Pai de José António, casado desde 15/9/1990 com Nathalie Delphine Denis, e avô de Silvy. 

           

OLIVEIRA, Ana Maria. Filha de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina de Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--.

 

OLIVEIRA, Ângela. Filha de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina de Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--.

 

OLIVEIRA, António. Filho de ---------------- Oliveira e de ------------------------ Gomes. Nasceu em -----------, a --/--/17--. // Deve ter sido dono da Quinta da Oliveira, na freguesia da Vila, a qual certamente seria designada “Quinta do Oliveira”. // Foi ele que mandou erigir o oratório votivo ao Senhor dos Aflitos em 1795, privilegiado pelo Núncio Apostólico em 1799, com «cem dias de indulgência perpétua diária» a quem o visitasse, como está gravado… // Consta que faleceu em 1806 ou 1807.

 

 OLIVEIRA, António. Filho de -------------- Oliveira e de --------------------- Rodrigues. Nasceu em ------------, a --/--/18--. // Em 1908 era professor oficial na escola de Paderne; segundo o Jornal de Melgaço n.º 728 tratava-se de um mestre-escola «muito considerado.» Também lecionou na escola de São Paio (1913), de onde saiu para dar aulas em Valença, permutando com o professor Manuel António Rodrigues, que ali dava aulas na escola central, ou seja, na Vila de Valença. // A 9/6/1912 aceitou o lugar de redator (ou secretário da redação) e editor do jornal “Correio de Melgaço”, cujo proprietário e editor era Hermenegildo José Solheiro. Aí se manteve até ao número 63; a partir do número 64, inclusive, com data de 31/8/1913, já figura como editor Adelino Pacheco Almada. // Trabalhara em Melgaço durante nove anos. // A 21/1/1915 (era então professor oficial da escola central masculina de Valença), foi julgado no tribunal de Melgaço, acusado de ter faltado como presidente sorteado à eleição da Junta de Paróquia de Cubalhão; era seu advogado de defesa o Dr. António Augusto Durães, o qual alegou que o réu já não pertencia ao quadro dos professores do concelho, não devendo por isso ter sido sorteado para presidir àquela eleição, conseguindo dessa maneira que o seu cliente fosse absolvido (Correio de Melgaço n.º 134, de 26/1/1915). // Ainda em 1915 foi julgado outra vez no tribunal de Monção com base em artigos que escrevera no Correio de Melgaço contra a justiça que se praticava, ou não, em Melgaço; era seu defensor, o Dr. Durães. O juiz mandou anular o processo (Correio de Melgaço n.º 160, de 8/8/1915). // Em 1935 visitou o nosso concelho, acompanhado de Maria Luísa Monteiro, casada com Alfredo Ramos, funcionário da Alfândega do Porto (ler o seu artigo publicado no NM 276, de 30/6/1935). 

          

OLIVEIRA, António. Filho de David Augusto de Oliveira (*), natural de Prado, e de Constância Esteves, natural do Barral, Paderne, caseiros na Quinta do Convento das Carvalhiças, pertencente ao médico Esteves. Nasceu na Pigarra, Vila, a 3/7/1944. // Emigrou para França na década de sessenta; fugia-se à tropa, sobretudo à guerra colonial, e à vida mal remunerada do campo; em França por essa altura ganhava-se, nas obras, dez vezes mais do que em Melgaço. Na década de setenta regressou à terra natal, dedicando-se à construção civil, com o estatuto de pequeno construtor. // Casou com a viúva de seu irmão, natural de Alvaredo, Maria de Fátima, filha de Armando Francisco Alves e de Idalina Mendes. // O seu irmão deixou um filho, José Augusto, e ele é pai de Paula Cristina, nascida a 11/7/1981. // Mora no lugar da Granja, Alvaredo. /// (*) Casou em Paderne em 1935.    

            

OLIVEIRA, António Joaquim (Cerinha). Filho de -------- de Oliveira e de -------------------. Nasceu em Monção a 9/6/1894. // Aprendeu a arte de sapateiro e ainda novo veio para Melgaço, onde abriu uma oficina, que ficou famosa, graças às brincadeiras que ali se faziam; junto à sapataria estava a oficina de latoeiro de Edmundo Dias e, juntos, faziam rir meio mundo. // Casou em Setembro de 1916 na Vila de Melgaço com Floripes da Silva Cintrão, peixeira, nascida na Vila a 29/12/1898, a qual lhe deu um rancho de filhos. // Enviuvou a 29/10/1974. // Morreu em França a 17/6/1976, tendo sido sepultado no cemitério de Creil; os seus restos mortais foram transladados em 1990 para o cemitério municipal de Melgaço, onde já repousava a sua defunta esposa (A Voz de Melgaço n.º 926). // As suas brincadeiras, com o auxílio de Edmundo Dias, cuja oficina de latoeiro ficava ao lado da sua, ficaram famosas.         

                    

OLIVEIRA, Artur Cândido. Filho de Josefa de Oliveira, solteira, moleira, de Desteriz, Tui, moradora na Vila de Melgaço. Neto materno de Bernardo de Oliveira e de Maria Cerqueira, residentes em São Gregório, Cristóval. Nasceu intramuros a 11/3/1875, e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar António da Cruz, amanuense da Fazenda, e Filomena Rosa Sousa, solteira, costureira.  

 

OLIVEIRA, Augusto Borges (Dr.) // Tomou posse de juiz de direito na comarca de Melgaço a 27/3/1917, terça-feira (Correio de Melgaço n.º 243, de 1/4/1917). // Em Janeiro de 1918 teve direito a gozar em Coimbra 30 dias de licença. // A 14/5/1918 retirou-se da comarca melgacense a fim de tomar posse do cargo de ajudante do Procurador da República na nova Relação de Coimbra (JM 1207, de 25/5/1918).

 

OLIVEIRA, Belmira (ou Belarmina), mais conhecida por Bina. Filha de David Augusto de Oliveira e de Constância Esteves, caseiros do médico, Dr. Esteves. Nasceu em SMP a --/--/1946. // Casou por volta de 1970 com Luís Augusto Ribeiro, natural de Prado, na altura funcionário da Farmácia Durães. // Mãe de Carlos Luís, farmacêutico, e de Fernanda Maria, enfermeira.   

 

OLIVEIRA, Carlos Indalécio. Filho de Eduardo António Oliveira e de Mirandolina Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/196-. // Diplomou-se em Conservação e Restauro de Bens Culturais e de Pintura. // Em 1997 residia em Vigo onde, com o Professor Doutor Ramon Chantada Acosta, estava a realizar investigações na Universidade de Santiago de Compostela sobre a aplicação dos métodos de [inv……] geográfica na conservação das obras de arte (VM 1082, de 1/11/1997). // É muito talentoso; alguns dos seus trabalhos já foram expostos nas Festas da Cultura de Melgaço.  

 

OLIVEIRA, Eduardo. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 969, de 11/3/1951: «Morte súbita. Em 25 do pretérito mês foi encontrado morto numa corte do senhor Gaspar Pereira de Castro, da Casa de Galvão, Eduardo de Oliveira, de 68 anos de idade, natural de Ceivães, do concelho de Monção, cujo cadáver, após as formalidades legais, foi transportado para o cemitério desta Vila.»   

 

OLIVEIRA, Eduardo António. Filho de António Joaquim de Oliveira, de Monção, e de Floripes da Silva Cintrão, de Melgaço. Nasceu a --/--/1924. // Em 1938 fez exame do 2.º grau na escola da Vila, com o professor Abílio Domingues, ficando aprovado (NM 413). // Depois do serviço militar ingressou na polícia, em Goa, regressando a Melgaço após a ocupação indiana, sem emprego e sem dinheiro. Trabalhou então na oficina de sapateiro do pai, mas não se adaptou; o João do Hilário arranjou-lhe trabalho nas camionetas que iam para Paris e outras cidades europeias, nas cargas e descargas, aguentado-se ali vários anos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1472, de 26/5/1963: «No 34.º concurso realizado no passado dia 12 do corrente foram premiadas duas matrizes com o 2.º prémio sendo contemplados o Dr António José Pinto Trigo e Eduardo António de Oliveira, ambos moradores nesta vila, os quais entregaram as suas apostas por intermédio do agente nesta vila Miguel Henrique Gonçalves Pereira. Parabéns aos contemplados.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1496, de 29/12/1963: «TOTOBOLA. Apostas mútuas desportivas. Acaba de ser premiado com a quantia de (3.84$70) ? o senhor E.A.O., desta vila, o qual entregou a sua matriz por intermédio da agência () a cargo do senhor Miguel Henrique G. Pereira, na rua da Calçada. O premiado obteve 12 resultados certos …» // Na Índia vivera maritalmente com uma goesa, e dessa relação nasceram três crianças: duas meninas e um rapaz, de nome Francisco. Uma das filhas veio buscá-lo a Melgaço em 2003, a fim de ele passar uns meses com a família de Goa. // Em Melgaço casou com Mirandolina, filha de Indalécio Rodrigues e de Ângela Oliveira Silva; deste casamento nasceram oito filhos – um deles, o Carlos, é um excelente artista no restauro de peças antigas. // Apesar de ter voltado com 37 anos de idade, ainda foi um bom jogador de futebol, chegando a jogar durante uma época, salvo erro, em uma equipa da 2.ª divisão. No Sport Clube Melgacense – onde jogavam dois dos seus irmãos, Àlvaro e Amândio – foi um dos melhores. // Enviuvou a 28/11/2002. // Morreu em Janeiro de 2017, com 93 anos de idade.    

                          

OLIVEIRA, Fátima. Filha de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina de Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--. // Parece que é mãe de uma menina (Luciana?).

 

OLIVEIRA, Frederico. Filho de António Joaquim de Oliveira, sapateiro, de Monção, e de Floripes da Silva Cintrão, peixeira, de Melgaço. N.p. de Francisco Joaquim de Oliveira e de Maria Rita de Jesus; n.m. de António da Silva Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu na Vila a 10/3/1922 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Frederico Esteves, casado, latoeiro, e Amália (Esménia) da Silva Cintrão, solteira, ambos da Vila, onde moravam. // Sem mais notícias.    

 

OLIVEIRA, Horácio César (Careca). Filho de -------------- Oliveira e de Gabriela Cândida Pereira (*). Nasceu em Cerveira a 24/4/1919. // A 12/4/1930, na Escola Conde de Ferreira, em uma festa que ali realizaram, declamou o poema “Uma Coroa Infantil” (Notícias de Melgaço n.º 58, de 27/4/1930). // Em Julho de 1932 fez exame do segundo grau, quarta classe, na dita escola Conde de Ferreira, Vila de Melgaço, ficando distinto (NM 158, de 24/7/1932). // Viera novo para a Vila de Melgaço, trabalhar no estabelecimento comercial do tio materno, José Maria Pereira, designado a “Loja dos Pereiras”, sito na Calçada. // A 10/12/1945 abriu loja junto à igreja matriz da Vila (estabelecimento de ferragens, drogas, louças e miudezas). // Casou na igreja matriz da Vila a 29/3/1948 com Adélia Esteves Carreira. Padrinhos da boda: Manuel Pereira e sua esposa, Madalena. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 869, de 22/8/1948: «Pela Guarda Nacional Republicana. Foi no passado dia catorze roubada do estabelecimento do comerciante desta vila senhor Horácio César de Oliveira uma sua bicicleta, que imediatamente este comerciante e o comandante do posto da G.N.R. perseguiu o gatuno, que foi encontrado em um milheiral, mas conseguiu pôr-se em fuga. O larápio, que se presume ser o cadastrado Manuel do Coto, da freguesia de Tangil, anda sendo perseguido pela mesma guarda // Como o negócio andava pelas ruas da amargura, emigrou para África e mais tarde para França. // Morreu no concelho de Monção, a 5/9/1997, mas foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // A sua viúva residiu na Vila de Melgaço. /// (*) – Gabriela Cândida Pereira faleceu em Lisboa em 1959, com 66 anos de idade. 

                            

OLIVEIRA, João. Filho de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--. // S.m.n.

 

OLIVEIRA, João Maria (João dos Canos). Filho de ------- Oliveira e de ---------------------. Nasceu em -------------, a 2/11/1914. // Veio para Melgaço em finais da década de quarenta, contratado pela Câmara Municipal, a fim de realizar trabalhos de canalização no concelho. // Em 1950 abriu na Rua Direita, Vila, uma oficina de picheleiro, à qual batizou de “A Renascença”. «… de João Maria de Oliveira. Rua Direita. Melgaço. Nesta oficina executam-se todos os trabalhos de picheleiro, instalações de quartos de banho com água quente e fria; funileiro e serralheiro; fogões e grades, e todos os trabalhos de construção civil, etc. () Orçamentos grátis.» // Embora sendo homem casado, apaixonou-se pela melgacense Leonídia Augusta Alves, mais conhecida por “Lili”, com quem passou a viver maritalmente. Um dia a esposa soube, e apareceu em Melgaço com os filhos. A Lili deu-lhe dinheiro e mandou o amante para França, para onde ela se dirigiu logo que pôde. // Morreu em -----, a 6/3/1984. // A Leonídia Augusta finou-se na Vila de Melgaço a 26/1/1994; no seu testamento não esqueceu os filhos do amante. // Ambos jazem na mesma campa, no cemitério municipal de Melgaço. 

                         

OLIVEIRA, Joaquim. Filho de Francisco José de Oliveira e de Josefa Maria, da freguesia de Oliveira do Castelo (Nossa Senhora da Oliveira), Vila de Guimarães. // Era 2.º sargento de infantaria quando casou, em SMP, a 5/3/1849, com Ana Joaquina, filha de Luís Manuel Monteiro e de Maria Teresa Fernandes, da Vila de Melgaço. Testemunhas: Carlos Câncio Gomes da Ribeira, José Luís Soares Calheiros, e AJR, todos da Vila.   

 

OLIVEIRA, Joaquina do Carmo. // Morou na Corga, SMP. // Finou-se, no estado de solteira, a 30/9/1859, e foi sepultada na igreja da SCMM com ofício de sepultura «porque era muito pobre

 

OLIVEIRA, José (*). Filho de Joaquim Pires Louro e de Rita Duarte de Oliveira. Nasceu em Cebolais de Cima, Castelo Branco, a 1882. // Assumiu o comando da Guarda-Fiscal em Melgaço em Dezembro de 1922, ou em Janeiro de 1923, provavelmente com a patente de alferes. // Casou no Porto a 24/4/1926 com Alice Vieira Andrade Meireles, nascida por volta de 1891 na cidade de Belém, Brasil. // Em 1929 já era tenente (ver NM 5, de 17/3/1929). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 90, de 14/12/1930: «Em serviço de justiça foi a Ponte da Barca o nosso particular amigo, senhor tenente da Guarda-Fiscal, José Pires Louro de Oliveira. No impedimento do distinto oficial comandou a secção o senhor José Ferreira, digno 2.º sargento da mesma guarda.» //  

Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 116, de 5/7/1931: «há dias foi promovido a capitão o nosso prezadíssimo amigo, senhor José Pires Louro de Oliveira, tenente da Guarda-Fiscal, que há cerca de oito anos vinha comandando a secção fiscal de Megaço. Como capitão foi colocado na companhia, em Valença. Melgaço inteiro, sem distinção de classe e de cores políticas, quis mostrar-lhe o quanto o estimava pelas suas grandes qualidades e extrema bondade. Para este fim ofereceu-lhe um lauto banquete que foi servido debaixo de uma ramada da vivenda Vila Verde. A ele assistiram trinta pessoas. Se tem havido homenagem justa nunca outra mais do que esta o foi. O “nosso tenente”, como todos lhe chamávamos, traduz expressivamente todo o íntimo carinho e estima que lhe votávamos. Cúmulo de bondade, de desprendimento e abnegação, ele só se encontra feliz espalhando o bem por quantos o cercam. Alma de eleição, de princípios absolutamente infalíveis, todo nós lhe desejamos a maior das felicidades de que é digno, quem entre nós passou (?). Ao grande amigo um saudoso abraço.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 123, de 6/9/1931: «encontra-se entre nós, em gozo de licença, com sua esposa, o nosso prezadíssimo amigo e assinante senhor capitão José Pires Louro de Oliveira que, por largo tempo, foi comandante da secção fiscal desta vila e, até há dias, comandante de companhia da mesma guarda em Valença. Acaba de ser transferido para a Horta, ilhas adjacentes. Com pesar o vemos afastar-se para longe de nós; no entanto, não deixamos de o felicitar, desejando-lhe muitas prosperidades.» Em 1938 regressou a Melgaço com a esposa; vinham da Horta, Faial, depois de longa permanência nessa ilha (NM 394, de 17/4/1938). // Chegou a ser presidente da Câmara Municipal de Melgaço; foi nomeado em 1943 (Notícias de Melgaço n.º 615). Era na altura capitão na reserva. // Morreu na rua da Calçada, Vila de Melgaço, a 11/12/1947, com sessenta e cinco anos de idade, tendo sido sepultado no cemitério municipal (ver Notícias de Melgaço n.º 842, de 14/12/1947). /// (*) Capitão José Pires Louro de Oliveira.

 

OLIVEIRA, José. Filho de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina de Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--. // Pai de (Pedro?).

 

OLIVEIRA, José António. Filho de António Joaquim de Oliveira e de Floripes da Silva Cintrão. Nasceu em SMP a --/--/1931 (NM 123, de 6/9/1931).

 

OLIVEIRA, José Augusto. Filho de David Augusto de Oliveira, natural de Prado, e de Constância Esteves, natural de Paderne, lavradores-caseiros. Nasceu na Vila de Melgaço a 9/3/1949. // Casou com Maria de Fátima Alves, natural de São Martinho de Alvaredo, onde ele passou a residir, no lugar da Granja. // Morreu a 10 de Novembro de 1975 e foi sepultado no cemitério daquela freguesia melgacense. // Deixou esposa e um filho, José Augusto Alves de Oliveira. // O seu irmão, António de Oliveira, casou com a viúva. // Esteve na guerra colonial, em Angola, depois de 1970.

   

OLIVEIRA, José Joaquim. Filho de António Joaquim de Oliveira, sapateiro, e de Floripes da Silva Cintrão, peixeira. Nasceu na Vila a --/--/1917 (Jornal de Melgaço n.º 1175, de 15/9/1917). // Faleceu a 9/10/1918.  

 

OLIVEIRA, José Manuel. Filho de ------------- Oliveira e de ------------ Alves. Nasceu em Badim, Monção, a --/--/18--. // Foi ele o responsável pelo empedramento da estrada de Paderne em 1915; arrematara essa obra a 11/11/1914 por 608$00. // A 30/6/1915 arrematou por 187$00 a construção do alpendre do lavadouro público da Vila de Melgaço. 

 

OLIVEIRA, Josefa. Filha de Bernardo de Oliveira e de Maria Cerqueira. Nasceu em Melgaço por volta de 1848. // Casou com José Maria Pereira, industrial. // Faleceu na Vila a 2/9/1916, com sessenta e oito anos de idade, já no estado de viúva. // Mãe de Artur Cândido Pereira, residente em Santos, Brasil (CM 214, de 3/9/1916). // Tia de Mâncio do Nascimento Pereira.   

 

OLIVEIRA, Lucinda Maria. Filha de António Joaquim de Oliveira e de Floripes da Silva Cintrão. Neta paterna de Francisco Joaquim de Oliveira e de Maria Rita de Jesus; neta materna de António da Silva Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu em Galvão de Cima a 19/11/1919. // Casou a 29/12/1948 com Manuel da Anunciação Pereira, mais conhecido por “Pé-Nojo”, barbeiro. // Deu à luz em 1943 e em 1951 (ver Notícias de Melgaço n.º 1001, de 18/11/1951). // Enviuvou a --/--/19--. // Depois de viúva partiu para Angola; deve ter regressado para Lisboa após o 25 de Abril. // Um dos seus filhos, Alfredo Pereira, muito franzino, morreu em Luanda, Angola, a 26/2/1971, com apenas vinte e oito anos de idade.

 

OLIVEIRA, Luís Manuel. Filho de David Augusto de Oliveira e de Constância Esteves, moradores no lugar das Carvalhiças. Nasceu na maternidade do hospital da Santa da Misericórdia de Melgaço a 5/5/1952 (Notícias de Melgaço n.º 1024, de 11/5/1952). // Desde criança que tem tido problemas de saúde. // Em 2019 morava no lugar das Carvalhiças. // Lê-se em A Voz de Melgaço n.º 1426, de 1/4/2019: «Comarca de Viana do Castelo. Anúncio. Processo: 40/19.6T8MLG. Data: 07.03.2019. Requerente: Ministério Público. Beneficiário: Luís Manuel de Oliveira (...) com vista à determinação de medidas de acompanhamento adequadas. A juiz de direito: Dra. Gisela Maria Costa Ferreira Marques. A oficial de justiça: Almerinda Esteves   

 

OLIVEIRA, Lurdes. Filha de António Joaquim de Oliveira (Cerinha) e de Floripes da Silva Cintrão. Nasceu a --/--/19--. // Foi viver para Lisboa.  

 

OLIVEIRA, Lurdes. Filha de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina de Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--. // Mãe de José, de Patrícia, e de Francisco.

 

OLIVEIRA, Mâncio. Filho de ------------- Oliveira e de --------------- Silva. Nasceu em Melgaço a --/--/19--. // Emigrante em França. // Casou com (Patrícia?). // Pai de Oliver, estudante em 2000. // (VM 1144). 

 

OLIVEIRA, Manuel José (Dr.) // Em 1908 candidatou-se às eleições como republicano, pelo círculo de Melgaço, obtendo apenas 65 votos em todo o concelho (JM 728). O professor conselheiro Queiroz Veloso conseguiu ser eleito deputado por este círculo com 1327 votos (JM 729, de 9/4/1908).   

 

OLIVEIRA, Manuel José. Filho de António Joaquim de Oliveira, sapateiro, natural de Monção, e de Floripes da Silva Cintrão, peixeira, natural de Melgaço. Neto paterno de Francisco Joaquim Oliveira e de Maria de Jesus; neto materno de António da Silva Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu no lugar de Galvão, Vila de Melgaço, a 13/2/1929 (Notícias de Melgaço n.º 6, de 24/3/1929) e foi batizado na igreja a 25 de Setembro desse ano. Padrinhos: Elpídio António Gomes e Maria Alcinda Gomes, solteiros, ambos de Rouças. // Morreu no lugar de Galvão, SMP, a --/--/1929, com apenas oito meses de idade (Notícias de Melgaço n.º 37, de 10/11/1929).

 

OLIVEIRA, Manuel José. Filho de António Joaquim de Oliveira, sapateiro, natural de Monção, e de Floripes da Silva Cintrão, peixeira, natural de Melgaço. Neto paterno de Francisco Joaquim Oliveira e de Maria de Jesus; neto materno de António da Silva Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu na Vila de Melgaço a 10/4/1930 (Notícias de Melgaço n.º 67, de 6/7//1930). // Casou na igreja de SMP a 23/12/1951 com Marieta Fernandes. Padrinhos: António de Sousa e Marieta da Cunha (NM 1007, de 5/1/1952). // Quando jovem foi um bom ciclista; participou numa corrida, realizada a um domingo, 10/9/1950, com prémios de montanha, e tudo! Ficou em 1.º lugar, com 30 pontos; o 2.º foi José Gonçalves, com 20 pontos; e o 3.º foi Manuel Igrejas, com 10 pontos. // Foi viver para a Galiza, onde morreu.

                       

OLIVEIRA, Manuel Marques (Dr.) // Desempenhou o cargo de juiz de fora em Melgaço de 19/10/1727 a --/--/1731 (?). // No dia seguinte à sua chegada mandou lançar na arca dos órfãos a importância de cinquenta mil réis em dinheiro, preço por que foram vendidos, ou arrematados, nesse dia a negra Ângela e o negro Lizardo, ambos propriedade do órfão Agostinho, filho do falecido coronel Miguel de Castro Soares. // (OJM, de Augusto César Esteves, p.p. 66 e 67).     

 

OLIVEIRA, Maria dos Anjos (Mimi). Filha de António Joaquim de Oliveira, sapateiro, de Monção, e de Floripes da Silva Cintrão, peixeira, de Melgaço. N.p. de Francisco Joaquim de Oliveira e de Maria Rita de Jesus; n.m. de António Silva Cintrão e de Filomena Augusta Costas. Nasceu na vila de Melgaço a 19/11/1926 e foi batizada na igreja de SMP a 6/10/1927. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas, casado, alfaiate, e sua filha, Maria Natércia Igrejas, solteira, moradores na Rua Nova de Melo, Vila. // Casou em 1945 com um galego e foi viver para a Notária, Galiza. // Faleceu ali a 20/5/2013. // Tem vários filhos: um deles é dono de um Café na Notária.

 

OLIVEIRA, Maria Esperança Antunes. Filha de ------------------ e de -----------------------. Nasceu em ----------, a 8/06/1945. // Faleceu em França a 11/10/2017, com 72 anos de idade, mas foi sepultada no cemitério da vila de Melgaço (CFAM).

  

OLIVEIRA, Maria Helena. Filha de Maria Branca de Oliveira, que dizia ser de Lisboa e ter vindo para a Vila de Melgaço com um preso (!). Nasceu a 24 de Março de 1843 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. // Faleceu a 26/3/1843, dois dias depois de ter nascido.     

 

OLIVEIRA, Paulino. Filho de ----------- Oliveira e de ---------------- Antunes. Nasceu em ----------------, a 31 de Dezembro de 1959. // Casou com --------------------------------. // Morreu em ------------- a 15 de Junho de 2009 e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // Deixou viúva e filhos.

                                               

OLIVEIRA, Paulo. Filho de Eduardo António de Oliveira e de Mirandolina de Oliveira da Silva. Nasceu na Vila a --/--/19--.   

 

OLIVEIRA, Serafim José. // Morreu no dia 21/11/1847. // Estava casado com Maria Francisca Alves. // Eram caseiros no sítio e Quinta do Louridal, SMP. // Foi sepultado na igreja matriz com ofício da Confraria das Almas, por ser pobre.

 

OSÓRIO

 

OSÓRIO, Delarmando Alípio. Filho de Estefânia Olívia da Cunha Osório, doméstica, natural de SMP. Neto materno de Severino António da Cunha Osório e de Ana Joaquina Monteiro. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 19/11/1903, e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Carmo Álvares de Barros, solteiro, proprietário, e Ludovina da Glória Álvares de Barros, casada, proprietária. // A 1/7/1914 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de «ótimo»; era aluno do Colégio de Nossa Senhora de Lurdes, cuja diretora era Maria das Dores Teixeira da Costa (CM 106). // A 22/8/1916 fez exame do 2.º grau na dita escola, ficando aprovado (CM 213, de 27/8/1916). // Casou a 22/10/1927, na Missão Católica de Cuando-Huambo, Angola, com Maria José Perestrelo. // Viveu parte da sua vida em África, falecendo no Bailundo, Vila Teixeira da Silva, Angola, a 26/6/1973 (ver A Voz de Melgaço n.º 1041, de 1/12/1995); fora ele o fundador da Associação Recreativa e Desportiva do Bailundo e seu presidente durante muitos anos. Era ele que enviava de vez, em quando, quilos de açúcar e de chá, para o hospital da Misericórdia de Melgaço.

 

OSÓRIO, Estefânia Olívia. Filha de Severino António da Cunha Osório, natural de Cepões, Ponte de Lima, e de Ana Joaquina Monteiro de Oliveira, natural de Melgaço, onde residiam. Nasceu na Vila de Melgaço a 14/4/1871. // Foi professora do ensino primário particular, não oficial, pois certamente não teria habilitações adequadas, embora tivessem dito, quem a conheceu, que era uma boa mestra das primeiras letras. // Em 1915 arrendou uma casa à Associação de Comerciantes de Melgaço a fim dos seus sócios se reunirem (Correio de Melgaço n.º 174, de 14/11/1915). // Apesar de não ter casado, foi mãe de um filho, Delarmando Alípio Osório, nascido na Vila em 1903, e de uma filha, Maria Amélia Osório, nascida também na Vila em 1892. // Finou-se a 23/2/1948, na Rua Direita, no estado de solteira, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço. // Avó do «Zeca», entre outros. // Nota: parece que foi ela que ajudou a criar Flávia Maria Gregório (1906-1968), mais conhecida por “Flavinha”, filha do marido de Maria Amélia Osório e de uma angolana. // (Ver A Voz de Melgaço 1126, de 1/11/1999, página 10).    

                    

OSÓRIO, Francisco António. Filho de Clara Joaquina Rodrigues, solteira, moradores intramuros, Vila de Melgaço. // Casou na igreja matriz de SMP, a 1/11/1852, com Josefa, filha de Baltazar Couto e de Teresa Gil, de Santa Cristina de Baleixe, Tui, Galiza. Testemunhas: Caetano Maria de Abreu Mosqueira, solteiro, e Caetano Celestino de Sousa. 

 

OSÓRIO, Francisco Manuel. // Faleceu em SMP, a 28/12/1833, no estado de viúvo. // Era ajudante da Praça de Melgaço. // Foi amortalhado com hábitos militares e sepultado na igreja matriz com ofício de corpo presente de vinte padres, pago pela Confraria das Almas, de que era irmão, e como pobre.

 

OSÓRIO, Joaquim Maria. Filho de ----------- Osório e de ----------------------------. Nasceu em Melgaço a --/--/18--. // Concorreu a deputado pelo círculo de Melgaço em 1865; o seu adversário era, salvo erro, Rocha Páris // (ver o jornal «Aurora do Lima» n.º 1360, de 13/1/1865). 

 

OSÓRIO, José Cândido. Filho de Severino António da Cunha Osório, de Cepões, Ponte de Lima, e de Ana Joaquina Monteiro de Oliveira, de Melgaço, onde moravam. Nasceu a --/--/18--. // Emigrou para o Brasil, onde foi comerciante em Pará. // Em 1908 foi para junto dele a sua irmã, Estefânia Olívia da Cunha Osório. // (ver Jornal de Melgaço n.º 738). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 79, de 23/9/1930: «Estefânia Olívia da Cunha Osório e família agradecem a todas as pessoas que a cumprimentaram, por o falecimento do seu chorado irmão, José Cândido da Cunha Osório     

 

OSÓRIO, Maria Amélia. Filha de Estefânia Olívia da Cunha Osório, solteira, filha-família, natural de Melgaço, e aqui moradora. Neta materna de Severino António da Cunha Osório, da freguesia de Cepões, Ponte de Lima, residente na Vila de Melgaço, e de Ana Joaquina Monteiro de Oliveira, de SMP. Nasceu na Rua Direita a 19/4/1892 e foi batizada na igreja matriz da Vila a 8 de Maio desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, negociante, e Ludovina da Glória de Araújo, solteira, ambos da Vila. // A 10/7/1912 foi madrinha de Óscar Alípio Rodrigues, nascido na Vila a 6 de Maio desse ano. // Casou no regime de comunhão de bens a 3/9/1913, em casa de sua mãe, na presença do Conservador, e na igreja de SMP a 8/9/1913, com José Augusto, de 28 anos de idade, negociante, nascido no Souto, Sabugal, filho de Manuel Gregório, pedreiro, de Castro Laboreiro, já falecido em 1913, e de Isabel João, doméstica, do Souto, Sabugal. Testemunhas: Luís Barreto de Lara, casado, comandante da Secção Fiscal, Rita de Matos Lara, casada, proprietária, Abel Gouveia Barreto de Lara, solteiro, comerciante, e Casimira Barreto de Lara, solteira, proprietária, moradores em Melgaço. // Seguiu com o marido para a África Ocidental. // Em Novo Redondo, Ambuim, deu à luz uma menina (JM n.º 1058, de 5/11/1914). // Uns tempos depois deu à luz um menino (Jornal de Melgaço n.º 1112, de 6/1/1916); este número do Jornal de Melgaço trazia a notícia da morte da sua filha Ivone, nascida em 1914. // Em 1929 deu à luz uma criança do sexo feminino; residia em Nova Lisboa, Quimbala (NM 42, de 15/12/1929). // O seu marido morreu em Nova Lisboa em 1930 (ver Notícias de Melgaço n.º 52, de 2/3/1930): «Por notícias vindas de Lisboa Nova, Quimbale, África Portuguesa, sabemos ter falecido o senhor José Augusto Gregório, comerciante, pai de Flávia Gregório, desta Vila. À sua filha e à sua viúva MACO, bem como às restantes pessoas de família, os nossos sentidos pêsames

 

OTERO

 

OTERO, Constantino de Jesus. Filho de Agostinho Otero (em português Outeiro), moleiro, de Santa Maria de Juvencos, e de Maria Alexandrina Fernandes (*), de São Julião de Asturezes, ambos do bispado de Ourense, moradores no lugar das Carvalhiças, Vila de Melgaço. N.p. de João António Otero e de Sebastiana Namim; n.m. de André Fernandes e de Hipólita Godás. Nasceu na Vila a 27/7/1863 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: José Lopes e esposa, Manuela Ferreira, moleiros, ambos da freguesia de São Pedro Felix de Broes, Galiza, residentes nas Carvalhiças. // Operário. // Faleceu nas Carvalhiças a 6/3/1898, solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério municipal. /// (*) Maria Alexandrina Fernandes faleceu a 23/8/1903, nas Carvalhiças, onde morava, com todos os sacramentos, com 81 anos de idade, no estado de viúva do sobredito Agostinho Otero, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço. 

 

OTERO, Francisco Augusto. Filho de Agostinho Otero e de Maria Alexandra Fernandes, moleiros, naturais de Santa Maria de Juvencos, Ourense, moradores nas Carvalhiças, Vila de Melgaço. N.p. de João António Otero e de Sebastiana Namim; n.m. de André Fernandes e de Hipólita Godás. Nasceu nas Carvalhiças, a 15/4/1867, e foi batizado na igreja matriz a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Inácio José Gonçalves e sua filha, Florinda Rosa, lavradores, de Rouças. // Faleceu a 11/9/1869.

 

OUTEIRO

 

OUTEIRO, Manuel. Filho de Raimunda Outeiro, da freguesia de (Beliozo?), bispado de Santiago, Galiza, «a qual está amancebada com um guarda da Saboaria na Vila de Melgaço.» N.m. de Romão Outeiro e de Teresa Pastorissa, de Santiago. Nasceu na Vila de Melgaço, a 7/11/1854, e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Domingos António da Silva, guarda da alfândega, morador na Vila, e Ana Maria Marques, solteira, amancebada com um oficial de justiça, José Custódio.   

 

PACHECO

 

PACHECO, Abraão. Filho de Josefa Rodrigues Borges Pacheco, costureira, dos Arcos de Valdevez, «a qual morou na Rua da Calçada, Melgaço.» Neto materno de Joaquim Rodrigues Borges Pacheco e de Maria Rosa Teixeira. Nasceu na Vila a 20/2/1871, e foi batizado dias depois pelo presbítero Manuel António Esteves, que paroquiava SMP no impedimento do pároco colado, João Evangelista de Sá. Padrinhos: GASPAR da ROCHA e BRITO, empregado da Alfândega, e Ana Joaquina Vasques de Abreu, proprietária. // Nota: este assento foi feito a 4/1/1898 pelo padre Caetano Fernandes.   

 

PACHECO, Florimundo da Silva (Dr.) // A 16/2/1937 tomou posse de delegado do Procurador da República em Melgaço. // (NM 344, de 28/2/1937).

 

PAÇO

 

PAÇO, Adriano. Filho de Lourenço do Paço, ferrador, da Vila de Monção, e de Albina Cândida Moreira, padeira, da Vila de Melgaço, moradores na Rua Nova de Melo. N.p. de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, da Vila de Monção; n.m. de Mariana Vasques, solteira, padeira, da Vila de Melgaço. Nasceu na Rua Nova de Melo, Vila, a 16/2/1894 e foi batizado a 17 de Março desse ano. Padrinho: António Pires Teixeira, solteiro, “brasileiro”, da Vila de Melgaço. // Andou na escola primária dos sete aos doze anos; fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, Vila, a 15/7/1907, obtendo um «bom». // Depois da escola, aprendeu a arte de sapateiro com o mestre Zorobabel Martins Rodrigues, mais conhecido por “Abel Sapateiro”, cuja oficina estava instalada na Praça do Comércio, mantendo-se ali até ir para a tropa – seria alistado no quartel de Valença a 18/7/1914, tendo sido combatente na I Grande Guerra (1914-1918). Em Janeiro de 1918 já se encontrava em França há oito meses; era o soldado n.º 566. Mandou nessa altura uma carta para o Jornal de Melgaço a pedir uma madrinha de guerra (JM 1192, de 26/1/1918). // Seria alistado no quartel de Valença a 18/7/1914, tendo sido combatente na I Grande Guerra (1914-1918). Foi soldado do batalhão de infantaria número 3, Viana do Castelo, 4.ª brigada do Corpo Expedicionário Português, segunda divisão. Embarcou para França integrado no CEP, Brigada do Minho, a 15 de Abril de 1917. Já em território francês, sabe-se que foi colocado no Depósito de Material de Bagagens, na base de retaguarda, a 6 de Novembro de 1917 «a fim de fazer serviço nas oficinas anexas à secção de fardamento.» Em Janeiro de 1918 já se encontrava em França havia oito meses; era o soldado n.º 566. Mandou nessa altura uma carta para o Jornal de Melgaço a pedir uma madrinha de guerra (JM 1192, de 26/1/1918). // Foi punido a 15 de Abril de 1918 pelo diretor do Depósito de Fardamentos e Bagagens «com seis dias de detenção por ter faltado à formatura do recolher do dia catorze, apresentando-se às seis horas do dia seguinte…» Baixou ao hospital número trinta a 29/4/1918, tendo alta a 4/5/1918. Foi punido a 21 de Junho de 1918 pelo diretor do Depósito de Fardamento «com seis dias de detenção, tendo em atenção o seu comportamento anterior, porque estando nomeado para serviço de ronda no dia dezassete do corrente, apresentando-se dez minutos mais tarde depois da hora determinada…» Já depois de terminada a ignominiosa guerra, baixou ao hospital inglês de Calais a 19 de Janeiro de 1919, tendo alta no dia 25 do dito mês e ano. Embarcou rumo a Portugal a 9 de Agosto de 1919, desembarcando no cais de Alcântara, Lisboa, a 12/8/1919. // A 5/11/1920 ingressou, como soldado, na Guarda-Fiscal, no batalhão n.º 3, Porto, com o n.º 2307/20. Andou por Matosinhos, Póvoa de Varzim, Peneda, Tibo, Várzea, Paradela, e São Gregório, Cristóval, acabando por se reformar a 1/4/1945, com 25 anos de serviço. // Casou na igreja de Santa Eulália, Monção, a 28/11/1925, com Arminda da Glória, de 26 anos de idade, filha de Florinda Pereira Caldas, da freguesia de São João de Sá, Monção. // Morreu na sua casa de São Gregório a 17/10/1959 ou 15 ou 17/11/1959. // A sua viúva faleceu também em São Gregório a --/2/1973, com 71 anos de idade. // Pai de Armanda, de Honório, de Maria Ermelinda, de Maria da Glória, e de Henrique. // Contam-se dele inúmeras histórias, algumas pouco asseadas, outras que fazem rir o mais sisudo.

                            

PAÇO, Alfredo. Filho de António do Paço, da Vila de Melgaço, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila a --/--/1929 (NM 5, de 17/3/1929). // Morreu nesse dito ano, com apenas três meses de vida (NM 13, de 19/5/1929).  

 

PAÇO, Alfredo Cândido. Filho de Lourenço do Paço, ferrador, de Santa Maria dos Anjos, Monção, e de Albina Cândida Moreira, doméstica, moradores na Praça do Comércio, Vila de Melgaço. N.p. de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires; n.m. de Mariana Antónia Moreira. Nasceu em SMP a 4/12/1898 e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, negociante, e sua mulher, Ana Joaquina Vasques. // Foi aprendiz de alfaiate na oficina do pai de Ângelo Ribeiro. // Faleceu em uma casa da Praça da República, Vila, a 1/2/1915 (Correio de Melgaço n.º 136, de 9/2/1915).  

 

PAÇO, Alfredo Lourenço. Filho de António do Paço, da Vila, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Neto paterno de Lourenço do Paço (Ferrador) e de Albina Cândida Moreira; neto materno de Jerónimo Rodrigues Rego (Cascalheiro) e de Rosa Esteves. Nasceu na Vila a 29/1/1930 (NM 53, de 9/3/1930). Foi batizado na igreja matriz pelo padre Firmino Augusto Gonçalves Meleiro, mais conhecido por “Queixadas”, natural de Rouças. // Na escola primária teve por professores Ana Cândida de Magalhães e Abílio Domingues. // Exerceu a profissão de barbeiro, com oficina na Calçada, Vila. // Ficou isento do serviço militar. // Casou na igreja matriz a 2/3/1952, domingo, com Perpétua da Purificação Ferreira, natural de Remoães. Padrinhos da boda: António do Paço, solteiro, motorista, e Maria Noémia do Paço, solteira (irmãos do noivo). // Foi colaborador durante muitos anos, assiduamente, e com alguma qualidade, dos jornais “Notícias de Melgaço”, “A Voz de Melgaço” e “A Peneira”, este galego; também foi correspondente do “Jornal de Notícias” em Melgaço. // Contam-se acerca dele imensas historietas: umas serão verdadeiras, outras falsas, mas da fama não se livra. // Era conhecido por “Pachorrego”, devido a pronunciar mal o apelido quando era miúdo – em lugar de dizer Paço Rego, dizia «Pachorrego»! // Em 2012, devido a grave doença, ficou entrevado. // Morreu no hospital de Viana do Castelo a 25/1/2015, da parte da manhã. // A sua viúva finou-se em Setembro de 2015. // É pai de cinco raparigas (uma delas nasceu em 1952 – NM 1035, de 3/8/1952).

                         

PAÇO, Ana Cândida. Filha de Isidoro Artur do Paço, natural da Vila, e de Belarmina de Jesus de Sousa, natural de Chaviães. Nasceu a 11/6/1904 (ver em Chaviães).

 

PAÇO, António. Filho de Lourenço do Paço, ferrador, da Vila de Monção, e de Albina Cândida Moreira, doméstica, da Vila de Melgaço. N.p. de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, da Vila de Monção; n.m. de Mariana Antónia Moreira, solteira, padeira, da Vila de Melgaço. Nasceu na Rua Nova de Melo a 4/10/1889 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinho: António Maria Alves, casado, ferreiro, da Vila, que assinou. // Casou a 22/11/1922, na Vila, com Maria, natural de Barbeita, Monção, filha de Jerónimo Rodrigues Rego (Cascalheiro) e de Rosa Esteves. // Foi motorista de praça, e chegou a ser sócio de José Félix Igrejas. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 933, de 21/5/1950: «Declaração: António do Paço e mulher Maria Rego tendo chegado a acordo com o Dr. Santos Gomes, no litígo que traziam pendente e tinha por objeto a dependência sita nesta vila, na Praça da República, confrontando com o prédio dos declarantes e com o prédio do Dr. Santos Gomes, definitivamente e melhor informados sobre o direito que assistia a este senhor Dr., para todos os efeitos declaram a consideração que lhes merecem a D. Maria Leonor da Mota Solheiro e os senhores Duarte Augusto de Magalhães e Dr. João de Barros Durães, que depuseram como testemunhas do Dr. Santos Gomes no julgamento da ação ocorrida no tribunal desta comarca, retirando quaisquer termos então proferidos que possam ser tomados como intencionalmente ofensivos, explicando-os como impensadamente ditos no calor e entusiasmo da discussão travada no pretório; por isso esperam ver relevada a sua falta. // António do Paço e Maria Rego.   

     A sua esposa, na década de cinquenta (1951), tomou de trespasse a Adega Regional a Domingos da Rocha, ex-sapateiro, negócio desastroso, segundo consta. // Morreu na Calçada, Vila, a 19/6/1968. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1686, de 30/06/1968: «Na sua residência da Rua da Calçada, desta vila, faleceu no passado dia 19 António do Paço, antigo motorista da praça… Finou-se com a idade de 79 anos. Pai de António e de Armando, ausentes em França, de Alfredo e Carlos Alberto, desta vila, de Maria de Lurdes e de Maria Noémia, ausentes em Lisboa e França, respetivamente, sogro de José Correia Ferreira e de José Luís Baleixo, … // Pai de Alfredo, de António, de Armando, de Carlos Alberto, de Maria de Lurdes, e de Maria Noémia. // (ver VM 954). // Nota: deve ter sido este senhor que gerou duas filhas em Sofia de Jesus Alves de Melo.   

 

PAÇO, António. Filho de António do Paço, da Vila, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila a --/--/1926. // Em 1938 fez exame do ensino primário elementar na escola da Vila, com o professor Abílio Domingues, ficando aprovado. // (NM 409). // Emigrante em França. // Casou nesse país com Wanda Rombel. // Morreu no hospital provincial de Dijon a --/--/1993 e foi sepultado no cemitério de Moutchanin, localidade onde estava a morar havia 41 anos, exercendo ali o mester de cabeleireiro até se aposentar. // Pai de Marie Claude, inspetora da Agência Comercial Telecom em França, e de António, residente em Lisboa. // Irmão de Alfredo, de Armando, de Carlos Alberto, de Maria de Lurdes, e de Maria Noémia. // Cunhado de Perpétua Ferreira, de Ivete, de Palmira Costa Velho, de José Correia Ferreira, e de José Luís Baleixo. // (VM 999).   

 

PAÇO, António Augusto (Chivinho). Filho de Isidoro Artur do Paço, ferrador e cocheiro, natural da Vila de Melgaço, e de Belarmina de Jesus de Sousa, doméstica, natural da freguesia de Chaviães, moradores em SMP, na Rua da Calçada. Neto paterno de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira; neto materno de Carlos Maria de Sousa e de Maria Joaquina de Sousa. Nasceu na Vila, SMP, a 24/2/1911 e foi batizado na igreja a 30 de Abril desse ano. Padrinhos: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Ana Cândida da Silva. // Em 1949 trespassou o seu talho, sito na Praça da República, a Manuel Alves, natural de Rouças. // Na década de cinquenta foi dono do “Café dos Caçadores”, antiga Adega Regional, sita na Rua Afonso Costa. // Era considerado bom caçador e razoável – médio - contrabandista. // Casou na Vila a 30/12/1961 com Ana Rosa (ou Ana de Jesus), Alves, natural de Chaviães, mais conhecida por “Toupeira”, devido em princípio por ver mal, com quem vivia há muitos anos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1552, de 25/4/1965: «Numa das melhores clínicas da cidade de Ourense encontra-se desde há dias António Augusto do Paço, proprietário de “O Nosso Café”, desta vila, que foi acometido de doença súbita…» // Enviuvou a 5/2/1968. // Depois de viúvo namorou com a “Naná Pires”, mas a morte surprendeu-o a 11/11/1968. // Os bens deixados por ele foram herdados pelo seu sobrinho Isidoro Artur do Paço, e pela filha da esposa, que tivera antes de se juntar com ele, de seu nome Gomesinda Manuela Alves. // Ele não deixou geração.   

                         

PAÇO, António Manuel. Filho de Isidoro Artur do Paço e de Graziela Deolinda Fernandes, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu a 27/4/1961. // Fez alguns estudos, talvez o 9.º ano de escolaridade. // Casou com Graça de Melo, filha de José Albano de Melo, soldado da Guarda-Fiscal, e de Umbelina Rosa Afonso. // Tiveram um mini-mercado na Rua do Rio do Porto, Vila, mas acabaram por se divorciar, devido às aventuras tresloucadas em que ele se metia, arruinando o negócio. Deste seu primeiro matrimónio nasceu Natércia Maria (fez a 1ª comunhão em 1999 - VM 1131). // Em 1995 foi nomeado delegado de vendas da empresa holandesa “Delporex, Ld.”, com armazéns na Lagoa, Monção; viveiros da Gafanha, em Aveiro (comércio de produtos alimentares): peixe congelado, marisco vivo, etc. // A partir de certa altura resolveu residir em Braga, onde arranjou emprego como técnico de vendas e uma segunda esposa. // (ver VM 1026). // Morreu em Braga a 27 ou 28/12/2015 e foi sepultado no cemitério de Melgaço (confirmar).

                           

PAÇO, Arlete Augusta. Filha de Lourenço do Paço, ferrador, da Vila de Monção, e de Albina Cândida Moreira, doméstica, de SMP, Melgaço. Neta paterna de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, naturais da cidade de Tui, Galiza; neta materna de Mariana Antónia Moreira, de Melgaço. Nasceu na Praça do Comércio, Vila, a 28/10/1902, e foi batizada a 23 de Novembro desse ano. Padrinhos: Bento Fernandes Pinto, solteiro, empregado, e a Senhora do Rosário, com cuja coroa tocou António Pires Teixeira, solteiro, capitalista, ambos residentes na Vila de Melgaço. // Casou na CRCM a 31/5/1922 com João Rodrigues de Sousa (João do Gabriel), nascido no Porto em 1900; o seu marido viera nesse ano de 1922 da sua terra natal para Melgaço, a fim de trabalhar com seu tio, Gabriel Serafim. Foi proprietário da oficina de barbeiro, sita na Calçada, onde o casal morava, que depois da sua morte, ocorrida em SMP a 18/11/1969, pertenceu a Alfredo Lourenço do Paço. // Ela faleceu também na Vila a 8/4/1983. // Com geração.   

 

PAÇO, Armanda. Filha de --------------- Paço e de -------------------------------. // Faleceu na Vila a --/--/1931, com apenas quinze dias de vida (Notícias de Melgaço n.º 106, de 26/4/1931).   

PAÇO, Armando Lourenço. Filho de António do Paço, da Vila, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila a --/--/1933 (NM 198, de 18/6/1933). // Emigrou para França, onde casou com Yvette. // Em 2012 ainda vivia.

 

PAÇO, Aurélio. Filho de Lourenço do Paço, ferrador, de Monção, e de Albina Cândida Moreira, doméstica, de SMP, Melgaço. N.p. de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, naturais da cidade de Tui; n.m. de Mariana Antónia Moreira, da Vila de Melgaço. Nasceu na Praça do Comércio, Vila, a 5/3/1901 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Aurélio Araújo Azevedo, solteiro, empregado comercial, natural de Chaviães, e Cândida Laurinda Pinto, casada, da Vila.

 

PAÇO, Carlos Alberto. Filho de António do Paço, da Vila, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila a --/--/1938, ou 1939 (NM 430). // Emigrou para França. // Casou na Vila de Melgaço a 14/8/1968 com Palmira Ângela, filha de Adelino Manuel da Costa Velho e de Rosa de Jesus da Rocha. // Em 2012 ainda vivia. // Pai de António Carlos, técnico da construção civil, nascido em Melgaço a 15/4/1969, residente em França; de João Miguel, nascido em França a 27/1/1972, economista; de Paulo Jorge, nascido em França a 5/1/1973, técnico de vendas; de Samuel António e de Filipe Miguel gémeos, nascidos em França a 28/11/1980.   

 

PAÇO, Eduardo. Filho de Domingos Alves do Paço, caiador, e de Emília Eufrasina Borges Pacheco, costureira. N.p. de José Alves do Paço, estucador, e de Maria Florinda Rodrigues Borges, lavradeira, moradores em (Afife?); n.m. de Joaquim Manuel Borges Pacheco, mestre serralheiro, e de ----------, sua mulher, naturais dos Arcos de Valdevez e moradores no Campo da Feira de Fora, Vila de Melgaço. Nasceu no Campo da Feira de Fora, SMP, a 7/3/1870, e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Eduardo Policiano Pires, casado, engenheiro das obras públicas, espanhol, e Maria Rodrigues Borges Pacheco, costureira, da Vila dos Arcos, moradora na Vila de Melgaço.  

 

PAÇO, Erquíria. Filha de António do Paço e de Maria Rodrigues Rego. Nasceu na Vila a --/--/1931 (Notícias de Melgaço n.º 106, de 26/4/1931).  

 

PAÇO, Felícia de Jesus. Filha de Lourenço do Paço, ferrador, e de Albina Cândida Moreira, moradores na Rua da Calçada. N.p. de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, da freguesia de Santa Maria dos Anjos, Monção; n.m. de Mariana Antónia Moreira, da Vila de Melgaço. Nasceu a 8/11/1887 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Avelino Otero Fernandes, solteiro, e José Dias, casado, residentes em SMP. // Faleceu na Vila de Melgaço a 3/4/1957, solteira e sem geração.

 

PAÇO, Fernando. Filho de Lourenço do Paço, ferrador, da Vila de Monção, e de Albina Cândida Moreira, padeira, da Vila de Melgaço, onde moravam. Neto paterno de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, lavradores, de Monção; neto materno de Mariana Antónia Moreira, padeira, solteira, de Melgaço. Nasceu na Rua Nova de Melo, SMP, a 27/12/1891, e foi batizado a 10/1/1892. Padrinhos: Salvador Fernandes da Silva, casado, proprietário, da freguesia de Vergada, concelho da Feira, diocese do Porto, invocando-se a Senhora do Rosário para madrinha, em cuja coroa tocou Adriano Cândido Moreira, casado, negociante, residente no Porto, tio materno do batizando. // O Correio de Melgaço n.º 67, de 21/9/1913, fala dele, dizendo que era suspeito de ter roubado a casa de Francisco de Jesus Vaz, juntamente com Amadeu Dias e Abílio Dias. Todos os três foram condenados. // Em 1914, e a seu pedido, a Junta de Paróquia da Vila passou-lhe um atestado de pobreza (Correio de Melgaço n.º 86, de 8/2/1914). // O Notícias de Melgaço n.º 4, de 8/4/1923, traz a seguinte notícia: «Facadas – entre Fernando do Paço e António Silva, cocheiros, por causa de quererem ambos transportar uns caixeiros-viajantes a São Gregório. Testemunha: Gabriel Serafim, barbeiro.» // Casou a 5/11/1925 com Laurinda Rodrigues Rego, de Ceivães, Monção. // Residiu em São Gregório, Cristóval, onde casara. // Foi cobrador da empresa “Auto Viação Melgaço, L.da” até à sua aposentação. // Morreu na Vila de Melgaço a 18/8/1969.

 

PAÇO, Henrique Lourenço. Filho de Adriano do Paço e de Arminda da Glória Caldas, moradores na Vila. N.p. de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira; n.m. de Florinda Pereira Caldas. Nasceu na Vila a 14/9/1926 e foi batizado a 20 de Outubro desse ano. Padrinhos: António do Paço e Ana do Paço. // Residiu em Almada.

 

PAÇO, Isidoro Artur. Filho de Lourenço do Paço, ferrador, natural de Monção, e de Albina Cândida Moreira, doméstica, natural de Melgaço, moradores na Rua do Rio do Porto, SMP. Neto paterno de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, naturais da cidade de Tui, Galiza (!!!), residentes que foram em Monção; neto materno de Mariana Antónia Moreira, padeira, de Melgaço. Nasceu a 20/12/1880 e foi batizado a 2/1/1881. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, negociante, e Filomena Rosa de Sousa, solteiros, da Vila. // Teve a profissão de ferrador e de cocheiro. // Casou na igreja de Chaviães a 29/7/1903 com Belarmina de Jesus, de 29 anos de idade, solteira, jornaleira, natural de Chaviães, filha de Carlos Maria de Sousa e de Maria Joaquina de Sousa, residentes no lugar de Fonte. Testemunhas: Vitorino José Alves e Manuel Augusto de Sousa, casados, lavradores, do lugar do Cortinhal. // A 8/8/1912 foi julgado em processo correcional e condenado em 40 dias de prisão, 15 dias de multa a 100 réis/dia, custas e selos de processo (Correio de Melgaço n.º 10, de 11/8/1912). // Em 1918 foi nomeado pela Comissão Administrativa da Câmara, juntamente com Jerónimo Rego (Cascalheiro) «para examinar quem pretenda seguir a profissão de cocheiro» (JM 1198, de 9/3/1918). // Em Setembro de 1919 tomou conta da carreira Vila-São Gregório, «encarregando-se da condução de quaisquer encomendas particulares»; substituía Jerónimo Rego, mais conhecido por Cascalheiro (Jornal de Melgaço n.º 1262, de 14/9/1919). // Morreu na Calçada, Vila de Melgaço, a 25/2/1950.

     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 927, de 12/3/1950: «No passado dia 25 do mês findo, faleceu nesta vila, com a idade de 69 anos, Isidoro Artur do Paço, pai de António Augusto, Ana, e de Maria do Paço; irmão de Adriano, Fernando, António, Rufina, Felícia, e Arlete do Paço…» /// (*) Além dos filhos do matrimónio, teve uma filha natural, Rosa [Augusta do Paço], que perfilhou, a qual nasceu em Cristóval em 1929 e faleceu antes de 2000. A mãe da Rosa Augusta era natural de Cristóval e chamava-se Merenciana (ou Emerenciana) Maria Esteves, viúva.

 

PAÇO, Isidoro Artur. Filho de Maria Teresa do Paço (e de Belmiro Nabeiro). Nasceu na Vila de Melgaço a 5/11/1935. // Como a sua mãe foi trabalhar para o Porto ele foi criado pelo tio, António Augusto do Paço, e pela companheira deste, Ana Rosa Alves (Toupeira), donos do “Café dos Caçadores”. // Segundo consta, a sua primeira namorada foi a Maria do Carmo de Sousa, também da Vila de Melgaço. // Em 1966 andava pela França (ver Notícias de Melgaço n.º 1590, de 20/3/1966). // Teve um Café no Terreiro (Praça da República), e negócios aqui e acolá; quando o tio morreu, sem deixar descendência, foi ele que herdou metade dos seus bens, passando a viver de rendas e de rendimentos. // Casou na igreja do Sameiro, Braga, 26/3/1960, com a conterrânea Graziela Deolinda Fernandes. // A sua esposa faleceu a --/--/19--. // Foi operado à próstata, numa clínica de Braga, pelo Dr. Vila Mendes. // Depois da morte da esposa passou a viver maritalmente com uma conterrânea, Petronila Rita, filha do tenente Peres. // Pai de António Manuel e de Maria da Conceição do Paço. 

                     

PAÇO, Jorge Manuel. Filho de -------------- Paço e de ------------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Lina Maria Miranda Lopes, proprietária da Livraria e Papelaria “Nova”, na Avenida General Roçadas, em Lisboa. // Ele é funcionário da TAP. // Pai de João Carlos, batizado na igreja paroquial do Cacém, Sintra, em 1993, tendo como padrinhos João de Deus Ferreira Rosas (primo) e Maria Fernanda do Paço Ferreira (tia). // (VM 994).

 

PAÇO, Lourenço. Filho de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires. Nasceu a --/--/1854 e foi batizado na freguesia de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção. // Tinha 25 anos de idade, era solteiro, ferrador, quando o padre José Joaquim de Abreu, com licença do padre Francisco Gomes Barreiros, abade de SMP, o casou na igreja matriz da Vila a 21/12/1879 com Albina Cândida, de 18 anos, nascida e batizada em SMP, solteira, filha de Mariana Antónia Moreira, solteira, padeira, moradora na Rua da Calçada. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, comerciante, e Caetano Celestino de Sousa, casado, mordomo da igreja. // Teve oficina na Rua Velha, Vila, cujo banco permanecia sempre em frente da casa onde depois se instalou a estação dos CTT; essa oficina, devido ao movimento de pessoas e cavalos, tornou-se uma lenda! // Durante anos foi examinador – espécie de veterinário da altura – das reses abatidas no matadouro municipal; fora nomeado em 1907 auxiliar do vereador que detinha esse pelouro, designado «consumo público» (JM 684). // Foi jurado pela Vila no 2.º semestre de 1907. // Teve uma casa de hospedagem (JM n.º 731, de 30/4/1908, página 1). // Faleceu a 3/10/1926. // A sua viúva finou-se a 13/10/1939, com 84 anos de idade. // Pai de Adriano, de Alfredo Cândido, de António, de Arlete Augusta, de Aurélio, de Felícia de Jesus, de Fernando, de Isidoro Artur, e de Rufina. // Sogro de João Rodrigues de Sousa…    

 

PAÇO, Lourenço Henrique. Filho de António do Paço e de Maria Esteves Rodrigues Rego. Nasceu na Vila em Agosto, ou Setembro, de 1927. // Faleceu na Vila a --/--/1928, com apenas sete meses de vida.

 

PAÇO, Maria Adelaide. Filha de Alfredo Lourenço do Paço, barbeiro, e de Perpétua da Purificação Ferreira, doméstica. Nasceu a --/--/195-. // Funcionária do Centro de Saúde de Melgaço. // Casou com António Manuel Esteves, nascido no Brasil, onde trabalhou na CGD, filho de António Esteves, de Cristóval, e de Glória Douteiro, de Paços, funcionário da Escola C+S de Melgaço, e depois funcionário da Segurança Social na delegação de Melgaço (VM 1126, de 1/11/1999). // O seu marido esteve internado no hospital de Braga em 2013; foi operado à cabeça no dia 4 de Junho desse ano; morreu no hospital de Braga a 20/3/2014, com 59 anos de idade. // Mãe de Ricardo Jorge, melgacense, nascido na década de oitenta, ou noventa, numa clínica de Braga, capital do Minho.

 

PAÇO, Maria Amélia. Filha de Isidoro Artur do Paço, natural da Vila, e de Belarmina de Jesus de Sousa, natural de Chaviães. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1913 (Correio de Melgaço n.º 80, de 21/12/1913).

 

PAÇO, Maria Arlete. Filha de Alfredo Lourenço do Paço, barbeiro, e de Perpétua da Purificação Ferreira. Nasceu na Vila a --/--/196-. // Faleceu após o nascimento, por volta de 1964.  

 

PAÇO, Maria da Conceição. Filha de Isidoro Artur do Paço e de Graziela Deolinda Fernandes, naturais e moradores na Vila. Nasceu a --/--/196-. // Em 1992 frequentava a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (A Voz de Melgaço n.º 974). 

 

PAÇO, Maria Fernanda. Filha de Alfredo Lourenço do Paço, barbeiro, e de Perpétua da Purificação Ferreira, doméstica. Nasceu a --/--/195-. // Casou com Jorge Alexandrino, técnico de telecomunicações da EDP, em Lisboa, filho de Carlos Alberto Afonso, de Chaviães, e de Matilde das Dores Fernandes. // Foi viver com o marido para Lisboa, onde arranjou emprego no Aeroporto de Lisboa. // Mãe de Ana Carolina e de João Carlos (nascido em 1993 na maternidade Dr. Magalhães Coutinho, em Lisboa, e batizado na igreja da Vila de Melgaço, tendo por padrinhos António Manuel Esteves e esposa, Maria Adelaide Ferreira do Paço, tios do neófito).    

 

PAÇO, Maria Helena. Filha de António do Paço e de Maria Esteves Rodrigues Rego. Nasceu na Vila em finais de 1937 ou inícios de 1938 (NM 385, de 30/1/1938). // Faleceu a --/--/1938, com apenas cinco meses de vida (NM 402, de 26/6/1938).

 

PAÇO, Maria Helena. Filha de Alfredo Lourenço do Paço, barbeiro, e de Perpétua da Purificação Ferreira, doméstica. Nasceu na Vila a --/--/195-. // Casou com António Manuel Pinto, gerente do restaurante “Brasserie de Malley”, sito em Renens, Lausanne, Suíça, país para onde ela também foi. // Em 1996 celebraram os 25 anos de casados (1971-1996). // Mãe de Alexandre Manuel e de António Jorge, este último casado com Carla Helena Casquinha, de Lisboa, e pai de Raquel Casquinha Pinto, batizada na igreja do convento das Carvalhiças em 1996, seguindo-se um almoço no Restaurante Adérito, acompanhado por fados de Vítor e Henrique, lisboetas. // (ver VM 1029; VM 1036; VM 1056; e VM 1057).

 

PAÇO, Maria de Lurdes. Filha de António do Paço, da Vila, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila a 2/10/1923. // Casou a 26/3/1944 com José Correia Ferreira, soldado da Guarda-Fiscal. // Faleceu em Lisboa a --/--/19--. // Mãe de António José, nascido em Seixas em 1944, mas registado em Melgaço; no batismo teve por padrinho o seu tio Alfredo; estudou na Academia Militar, atingindo o posto de capitão; como não quis continuar a carreira das armas, saiu e ingressou na TAP, onde teve o cargo de diretor; aposentou-se em 2013, salvo erro, e de Rui (em 2014 já estava aposentado e residia em Valença). 

 

PAÇO, Maria de Lurdes. Filha de Alfredo Lourenço do Paço, barbeiro na Calçada, e de Perpétua da Purificação Ferreira, doméstica. Nasceu na Vila a 00/00/195-. // Casou com Manuel Edmundo Ferreira. // O seu marido trabalhou no Centro de Estágios de Melgaço. // Mãe de Sandra Patrícia. 

 

PAÇO, Maria do Nascimento. Filha de Isidoro Artur do Paço, ferrador, da Vila, e de Belarmina de Jesus de Sousa, doméstica, de Chaviães. N.p. de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira; n.m. de Carlos Maria de Sousa e de Maria Joaquina de Sousa. Nasceu na Calçada, Vila, a 25/12/1906, e foi batizada a 2/1/1907. Padrinhos: António Joaquim Moreira, viúvo, proprietário, e Ana Cândida Fernandes, solteira, proprietária. // Faleceu a 10/1/1908, em uma casa da Rua da Calçada, e foi sepultada no cemitério municipal.   

 

PAÇO, Maria Noémia. Filha de António do Paço, da Vila, e de Maria Esteves Rodrigues Rego, de Barbeita, Monção. Neta paterna de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira; neta materna de Jerónimo Rodrigues Rego e de Rosa Esteves. Nasceu na Vila de Melgaço a 17/10/1924 e foi batizada a 11/12/1928 (!). Padrinhos: José Maria Pereira e Antónia Rodrigues. // Casou na Vila a 13/10/1962 com José Luís Augusto Baleixo (Mi da Sérgia), da mesma idade. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1450, de 21/10/1962: «Na igreja matriz desta vila realizou-se no passado dia 13 do corrente o enlace matrimonial de Maria Noémia, filha de (…), com J.L.A.B., filho de Sérgia Baleixo. Padrinhos: Vasco da Gama Almeida e a menina Maria José Esteves Teixeira. Findo o enlace foi servido em casa dos pais da noiva um finíssimo copo d’água. Aos recém-casados, que seguiram em viagem de núpcias para o Porto, desejamos as maiores felicidades.» // Emigraram para França. // Faleceu na sua casa de Montchanin, França, em Janeiro de 2012, com 87 anos de idade, no estado de viúva, e foi sepultada no cemitério daquela localidade. // Com geração.

 

PAÇO, Maria Teresa. Filha de Isidoro Artur do Paço, natural da Vila, e de Belarmina de Jesus de Sousa, natural de Chaviães. Nasceu na Vila a 21/11/1919. // Quando era jovem namorou com Belmiro Nabeiro, seu conterrâneo, e desse namoro nasceu em 1935 Isidoro Artur do Paço. // Ela finou-se no hospital de Santo António, Porto, a 7/10/1985. // Nessa cidade vivera muitos anos.  

 

PAÇO, Rufina. Filha de Lourenço do Paço, ferrador, e de Albina Cândida Moreira, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de João Manuel do Paço e de Maria Francisca Pires, naturais da cidade de Tui; n.m. de Mariana Antónia Moreira, padeira, da Vila de Melgaço. Nasceu a 27/5/1884 e foi batizada a 8 de Junho desse ano. Padrinhos: Luís Camilo Gomes de Abreu, solteiro, proprietário, e Júlia da Glória de Sousa, ambos da Vila. // Casou com Leopoldo Carlos de Alcântara Carreira, director da Escola Prática do Comércio. // O seu marido morreu no Porto a 16/6/1912. // Casou em segundas núpcias com ------------------------. // Ambos faleceram no Bonfim, Porto: o seu segundo marido a 21/9/1947 e ela a 15/10/1957. // Mãe de António José e de Leopolda Fernanda, nascida na Vila de Melgaço em 1912.    

 

PAÇOS

 

PAÇOS, Félix José. Filho de Manuel Francisco de Sousa Paços e de Miquelina Rosa de Matos. // Casou na Vila de Melgaço a 13/3/1839 com Joaquina Rosa, filha de Francisco Castanheira e de Teresa Antónia Rodrigues. Testemunha: AJR, mordomo da igreja.

 

PAÇOS, Miguel Alves. // Foi secretário de finanças em Melgaço. // Morreu em Vila Verde em Fevereiro de 1918 (JM 1195, de 16/2/1918).

 

PAES

 

PAES, Inês Antónia. Filha de Pedro Paes e de Rosa Delreo (Del Rio?) Monteiro (?), da freguesia de Santa Maria de São Clódio, bispado de Ourense. N.p. de Manuel Paes e de Maria Fernandes; n.m. de António (Del Rio?) e Montoro (?), ou Monteiro (?) e de Páscoa de Villarenho. Nasceu a 7/6/1774 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Manuel Ribeiro. Padrinhos: Domingos José (?) da Costa e sua sogra, Inês Antónia Pereira da Rosa, da Vila.

 

PALHÃES

 

PALHÃES, Sara Rebelo. Filha de Francisco António Rebelo Palhães e de Maria da Luz Alves, naturais da freguesia de Santo Estêvão (Alfama), Lisboa, a residirem temporariamente na Vila de Melgaço. N.p. de Firmino António Rebelo Palhães e de Maria Justina Rebelo Palhães; n.m. de Bernardo de Afonseca e de Maria de Jesus Afonseca. Nasceu a 13/5/1884 e foi batizada na igreja matriz da Vila de Melgaço a 15 de Julho desse dito ano. Padrinhos: Manuel de Jesus Puga, casado, recebedor do concelho de Melgaço, e Manuela Beatriz de Melo Alves Rebelo Palhães, irmã da batizanda.    

 

PARADA

 

PARADA, Francisco José. Filho de Ana Maria de Parada, solteira, do lugar das Guindeiras, São Sebastião de Achas, Tui, moradora na Vila de Melgaço, Portugal. Neto materno de João de Parada e de Francisca de Castro, moradores que foram no dito lugar da Galiza. Nasceu a 5/9/1766 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: António José Lopes e sua mulher, Francisca Domingues, residentes no Campo da Feira de Fora. Testemunhas: Francisco António Mogueimes e Manuel Rodrigues, ambos da Vila.   

 

PARAMEZ

 

PARAMEZ, Vitorino Augusto. Filho de Maria Enes Paramez, lavradeira, natural de Santa Maria de Lueda, Partido da Caniça, Galiza, e – em Maio de 1885 – presa na cadeia da Vila de Melgaço. Neto materno de João António e de Maria Joaquina Alves (defuntos). Nasceu a 4/5/1885 e foi batizado em SMP, Vila de Melgaço, a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Ilídio Augusto de Sousa (*), alfaiate, e Josefa de Oliveira, casados, de SMP. /// (*) O padrinho assinou Ilídio Vitorino de Sousa. // Nota: ver em Alves.  

PARDAL

 

PARDAL, José dos Santos (Eng.º) // Pode ler-se um seu artigo no Notícias de Melgaço n.º 1496, de 29/121963. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1502, de 23/2/1964: «Aquelas malditas croxas… Palestra proferida pelo senhor engenheiro Santos Pardal na reunião efetuada no Rotary Clube de Amarante…» - “Mesmo ao centro, ainda impante da velha arrogância, ergue-se a torre de menagem, à volta das muralhas meio esbarroncadas da antiga praceta de guerra. E mais adiante, no meio de um tufo de pinhal, a branquejar ao sol, a ermida da Senhora da Pastoriza parece uma pomba aquietada à sombra tranquila dos pinheiros rumorejantes. Levantando um pouco o nariz, coisa assim de mão-travessa, o olhar ganha maior lonjura; desaparecem os campos, pressente-se o sussurrar do rio, que do alto se não enxerga, a correr, manhoso e traiçoeiro, entre os penhascais; e lá mais adiante, a coisa assim de um voo de perdiz, a Galiza, essa Galiza irmã gémea do Minho, no dizer do poeta galego. – “Non, non pode ser qu’o Miño/nado em terra galician,/separe do nosso chan/o chan d´un povo veciño/e, más que veciño, hirmán”. // Ou, mais romanticamente, segundo a lira lusitana: (ler João Verde, poeta monçanense).              

     Ler no Notícias de Melgaço n.º 1520, de 26/7/1964, no Notícias de Melgaço n.º 1521 e no Notícias de Melgaço n.º 1522, o artigo ali publicado “POR TERRAS DE PRETOS”, escrito pelo engenheiro Santos Pardal. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1563, de 28/7/1965: «… com alta classificação fez exame de admissão ao liceu o menino José Luís, filho de Maria Ivone Ferreira da Silva e do engenheiro José dos Santos Pardal.» 

 

PARDAL, Maria José. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1451, de 28/10/1962:

 

PARDALINHA

 

PARDALINHA, Ovídio Higino (Dr.) // Nasceu em Trás-os-Montes. // Foi chefe da delegação aduaneira de São Gregório, Cristóval. // Em 1958 o Governador Civil de Viana do Castelo nomeou-o presidente da Câmara Municipal de Melgaço, exonerando-o a 11/2/1959 por ter sido preso em Cortegada, Ourense, a 8/2/1958, quando levava para Espanha, no seu carro, e em contrabando, duzentos e setenta quilos de prata em chapa, sendo-lhe então aplicada a multa de um milhão e oitocentas mil pesetas. // (Notícias de Melgaço n.º 1272).

 

PARRA

 

PARRA, Ana Joaquina. Filha de Francisco Manuel Parra, natural de São Tomé de Flegueiro, Vigo, e de Maria Luísa Rodrigues, de Chaviães, moradores no Rio do Porto, Vila de Melgaço. N.p. de Jacobo Parra e de Maria Catarina Fernandes, solteira, galegos; n.m. de João António Rodrigues e de Maria Benta Esteves, do lugar de Lages, Chaviães. Nasceu a 27/8/1806 e foi batizada na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Diogo Manuel de Castro, solteiro, e sua irmã, Ana de Castro, de Galvão.

 

PARRA, António Joaquim. Filho de Francisco Manuel Parra e de Maria Luísa Rodrigues, moradores no Rio do Porto. N.p. de Jacobo Parra e de Maria Catarina Fernandes; n.m. de João António Rodrigues e de Maria Benta Esteves. Nasceu a 21/5/1809 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: António da Costa, solteiro, e Maria Josefa Rodrigues, moradora no Campo da Feira.

 

PARRA, João Manuel. Filho de Francisco Manuel Parra e de Maria Luísa Rodrigues, moradores no Rio do Porto, Vila de Melgaço. N.p. de Jacobo Parra e de Maria Catarina Fernandes; n.m. de João António Rodrigues e de Maria Benta Esteves. Nasceu a 31/8/1801 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Setembro desse ano. Padrinho: João Manuel de Araújo Teixeira.

 

PARRA, José António. Filho de Francisco Manuel Parra, natural de São Tomé de Flegueira, termo de Vigo, e de Maria Luísa Rodrigues, natural de Chaviães, moradores no Rio do Porto. Neto paterno de Jacobo Parra e de Maria Catarina Fernandes; neto materno de João António Rodrigues e de Maria Benta Esteves. Nasceu a 16/6/1798 e foi batizado na igreja de SMP a 20 desse mês e ano. Padrinho: Jerónimo José Gomes de Magalhães, natural de Melgaço.

 

PARRA, Maria Teresa. Filha de Francisco Manuel Parra e de Maria Luísa Rodrigues, moradores no lugar da Assadura, Vila de Melgaço. N.p. de Jacobo Parra e de Maria Catarina Fernandes; n.m. de João António Rodrigues e de Maria Benta Esteves (Ribeira). Nasceu a 8/4/1804 e foi batizada na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinho: Bento José Gomes, solteiro, da Vila.   

 

PASSEK

 

PASSEK, Jean Loup. Filho de ---------------------e de ----------------. Nasceu em França a … Foi o criador do Museu do Cinema de Melgaço.

 

PASSOS

 

PASSOS, Albina Rosa. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues [Passos], médico-cirúrgico, natural de Paços, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, de Viana do Castelo, moradores na Rua do Rio do Porto, SMP. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu a 16/2/1878 e foi batizada a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Aníbal Bernardo (futuro padre), irmão da batizanda, e a avó materna, Albina Clara. // Casou a 22/3/1903 com o seu conterrâneo Gaspar Eduardo de Almeida, de 46 anos de idade, solteiro {mas com dois filhos que trouxera do Brasil, João Eduardo (casou com Amélia Tibúrcio da Silva) e Herculana (casou no Porto a 12/8/1911 com José Lobo da Silveira)}, filho de Maria Caetana Marques, natural de Cristóval, solteira, costureira, moradora na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, e neto materno de Ana Rosa Marques, solteira, natural de Paços. // Enviuvou a 15/1/1909. // Em 1935 a sua vivenda de Galvão foi assaltada: roubaram-lhe “pichons”, rede de arame e outros géneros que encontraram à mão, pelo que apresentou queixa na administração do concelho, visto não haver GNR em Melgaço (NM 277, de 14/7/1935). // Faleceu na sua casa de Galvão (*) a 22/2/1960. // Mãe de Eduardo Augusto, de Gaspar Octávio (comerciante em Lisboa), e de Adalgisa Maria (Gi). /// (*) Esse palecete em 1997 estava à venda; esse espaço foi urbanizado; no terreno à volta foram construidos vários prédios.

 

PASSOS, Ana Emília. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirurgião, de Paços, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, de Viana, moradores na Vila de Melgaço. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Rua da Calçada, Vila, a 22/12/1873, e foi batizada a 29/3/1874 pelo seu tio, padre Bernardo António Rodrigues [Passos]. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, negociante, e Ana Cândida Correia Feijó, solteira, da Quinta da Cordeira. (A madrinha não sabia escrever!) // Faleceu em Galvão, Vila, a 15/11/1953, solteira, e sem geração.

 

PASSOS, Aníbal Bernardo (Padre). Filho do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, natural de Paços, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, natural de Viana do Castelo, moradores na Vila de Melgaço. Neto paterno de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado, de Paços; neto materno de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão, de Vila Real, e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo, de Melgaço. Nasceu na Rua da Calçada, Vila, às sete horas da manhã de 23/12/1866 e foi batizado a 14/1/1867. Padrinhos: a sua avó materna e o padre Bernardo António Rodrigues Passos, seu tio paterno, pároco colado da freguesia de Arnoso, Famalicão, representado por seu procurador, Gaspar Eduardo Lopes da Fonseca, contador do Juízo de Direito. // Ordenou-se em 1890, ficando adido à corte do bispo de Meliapor como secretário particular até 1892, ano em que cantou missa nova. // Foi redator de “O Melgacense”, propriedade de José Cândido Gomes de Abreu; de “O Século”; e de “A Pátria”. // Colaborou nos jornais: “Jornal de Notícias”; “Jornal de Viagens”; “Zé-Povinho”; “Revistas das Escolas”, etc. // Como escritor sobressai a sua “Tragédia de Lisboa – A Política Portuguesa”, obra com 322 páginas, escrita logo após o regicídio de 1/2/1908 (Jornal de Melgaço n.º 733). Cada brochura custava 600 réis (se fosse pelo correio 630 réis); encadernado, em capas especiais, vendia-se a 800 réis (pelo correio 850 réis). // Era também um distinto orador sagrado, sendo notável o sermão “A Cruz”, por ele composto e pregado em Matosinhos a 7/5/1899. // Reconhecendo o seu mérito, nomearam-no sócio ordinário da Sociedade de Geografia de Lisboa. // Em 1915 era diretor do Colégio da Beira Mar, em Leça de Palmeira, Matosinhos. // No governo de Sidónio Pais foi chefe de gabinete ministerial do Dr. Alfredo de Magalhães. // Parece que foi professor na Universidade de Lisboa. // Faleceu no Campo Grande, Lisboa, a 8/1/1934; os seus restos mortais jazem no cemitério do Lumiar (NM 219, de 14/1/1934). // Nota: o padre Aníbal Bernardo teve, já sacerdote, uma aventura amorosa com uma jovem, talvez Afra de Castro Louzada, solteira, nascida na freguesia do Bomfim, Porto, por volta de 1873, surgindo dessa paixão um menino, a quem deram o nome de António Aníbal (Toi), o qual usou o apelido Rodrigues Passos; o moço estudou engenharia, concluindo o Curso. O Eng.º António Aníbal Rodrigues Passos (Toi) finou-se em Luanda, Angola, em 1975 (salvo erro), com cerca de 70 anos de idade. Fora criado por uma irmã do progenitor, talvez a Ludovina Augusta. Era anti-salazarista, tendo sido perseguido pelo regime corporativista. Trabalhou em Goa, Moçambique, em São Tomé e Príncipe, e finalmente em Angola, onde morreu solteiro. Era amante da leitura, deixando por sua morte uma riquíssima biblioteca. // (Estas valiosas informações foram-me fornecidas por João Carlos Magno de Castro, nascido na Vila de Melgaço em 1945, da Casa de Galvão, que conviveu com o dito engenheiro em Angola).                

 

PASSOS, Emerenciana Preciosa. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, moradores na Rua do Rio do Porto, Vila. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão e de Albina Clara Abreu Cunha Araújo. Nasceu a 10/11/1879 e foi batizada a 11/5/1880. Padrinhos: padre Bernardo António Rodrigues Passos, abade de Chaviães, tio da batizanda, e a sua avó materna, Albina Clara, viúva, da Vila de Melgaço. // Casou na Vila a 17/7/1904 com António Manuel, de quarenta e dois anos de idade, emigrante no Brasil, filho de Teresa Pires Teixeira, solteira (*). // Enviuvou a 4/2/1907. // Faleceu na Vila a 7/12/1952. // Mãe de Artur Teixeira. /// (*) Teresa Pires Teixeira era filha de José Teixeira e de Maria Pires; nascera em Melon de Ourense.

 

PASSOS, Francisca Amélia. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; n.m. de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão e de Albina Clara Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Rua da Calçada a 19/1/1869 e foi batizada a 5 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: a sua avó materna e António Augusto Gusmão Calheiros, delegado do procurador régio no concelho de Melgaço, por procuração legal de Francisco Joaquim de Araújo Guimarães, do Porto. // Faleceu a 20/7/1870.      

 

PASSOS, Francisco António (Chico Maluco). Filho do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro Vasconcelos Mourão, proprietária, moradores na Rua do Rio do Porto, Vila. N.p. de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; n.m. de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Vila a 4/9/1881 e foi batizado a 4 de Dezembro desse mesmo ano. Padrinhos: Domingos António de Pinho e Rosa Guilhermina Rodrigues Passos de Pinho, moradores na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, representados por seus procuradores: Aníbal Bernardo Rodrigues Passos e Josefina Augusta de Vasconcelos Rodrigues Passos, irmãos do batizando. // Era, como a alcunha o indicia, tarado, procurando sempre desempenhar os mesteres mais vis, tais como carrejão, etc. // Ainda chegou a ir ao Brasil, mas voltou logo a seguir, em 1909. // Faleceu na Vila de Melgaço a 31/8/1927, solteiro e sem geração.     

PASSOS, Horácio. Filho do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, moradores na Rua do Rio do Porto, SMP. Neto paterno de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; neto materno de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Vila a 26/7/1883 e foi batizado a 7 de Outubro desse ano. Padrinhos: Francisco António Cerdeira, proprietário, e Maria de Nazaré Esteves, casados, da Vila. // Faleceu a 4/3/1884 e foi sepultado no cemitério público.

 

PASSOS, José Júlio. Filho do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. N.p. de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; n.m. de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Rua da Calçada a 13/3/1872 e foi batizado a 14/5/1872 (já fora batizado em casa, logo após o nascimento, por o julgarem em perigo de vida). Padrinhos: José António Rodrigues Passos, tio paterno, e sua mulher, Júlia Maria Luísa Rodrigues Passos, residentes no Rio de Janeiro (representados pelo padre Bernardo António Rodrigues Passos, irmão do padrinho, e sua mãe, Albina Clara, avó materna da criança). // Morreu ainda na 1.ª idade.      

 

PASSOS, José Maria. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1443, de 5/8/1962: «Vítima de desastre, encontra-se internado no nosso hospital José Maria Passos, natural de Caminha e empregado da empresa Eletro do Coura, em serviço nesta vila.»

 

PASSOS, Josefina Augusta. Filha de Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Vasconcelos Mourão, moradores na Vila de Melgaço. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Calçada a 24/11/1867 e foi batizada a 5 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Dr. António Augusto de Gusmão Calheiros, delegado régio na comarca de Melgaço, e Ludovina, tia materna da neófita. (A madrinha não assinou!). // Casou na igreja de SMP a 8/12/1915 com Manuel José, nascido em São Paio a 9/2/1873, comerciante em Pará, Brasil, filho de Secundino José Alves e de Ana Joaquina Vieites. // Ambos faleceram na Vila de Melgaço: o marido a 12/10/1941 e ela a 20/2/1960.  

 

PASSOS, Leonídia Cândida. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro Vasconcelos Mourão. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu a 16/2/1876 e foi batizada a 13 de Julho desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, comerciante, por procuração do Comendador José dos Santos Oliveira, da cidade do Porto, e a avó da criança, Albina Clara. // Casou na igreja da Vila de Melgaço a 17/5/1899 com Francisco José Pereira, de quarenta e três anos de idade, solteiro, filho do comerciante António Luís Pereira e de Francisca de Araújo, do lugar dos Moinhos, Paderne, abastado proprietário e capitalista, e administrador substituto do concelho «em situações políticas regeneradoras.» // Ambos os cônjuges faleceram em Paderne: o marido a 17/11/ (1924?) e ela a 30/7/1962. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1443, de 5/8/1962: «Com a desusada idade de 86 anos faleceu em 29 de Julho findo, em sua casa dos Moinhos, da freguesia de Paderne, e após melindrosa operação cirúrgica realizada em Braga, a senhora D. Leonídia, viúva do senhor F.J.P., que foi abastado proprietário e administrador substituto do nosso concelho em situações políticas regeneradoras. Mãe de Armando Aníbal, Arnaldo, Damião António, Alberto, Aexandre, todos em plena carreira comercial nas Américas, e ainda de Maria da Glória, Estrela Preciosa, ambas casadas, de Ludovina do Céu, já viúva, e de Palmira; e irmã de Ludovina Augusta, professora em Parede, junto a Lisboa…» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1446, de 2/9/1962: (agradecimento). // (Mãe de Alberto, de Alexandre, de Armando Aníbal, de Arnaldo, de Damião António, de Estrela Preciosa, de Ludovina do Céu (já viúva aquando da morte da mãe), de Maria da Glória, e de Palmira). (Uma das filhas nasceu em Maio de 1908).      

PASSOS, Ludovina Augusta. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. N.p. de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; n.m. de Vitorino Monteiro Vasconcelos Mourão e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Rua do Rio do Porto, Vila, a 13/10/1889, e foi batizada a 10/1/1890. Padrinhos: Aníbal Bernardo de Vasconcelos Mourão Rodrigues Passos, clérigo de ordens menores, e Josefina Augusta de Vasconcelos Mourão Rodrigues Passos, solteira, irmãos da batizanda. // Enquanto o seu irmão e padrinho se conservou no Colégio da Beira, fez ela estudos de professora na Escola Normal do Porto e em Matosinhos. Em 1907 foi ao Porto fazer o exame de admissão à Escola Normal, obtendo 15 valores (JM 695). // Fundou em 1912 o Colégio de Santa Isabel para ensino exclusivo de raparigas. Pelos vistos as coisas não devem ter corrido lá muito bem, pois aceitou lecionar em um Colégio da Parede, perto de Lisboa. // Em 1914 era professora no Colégio da Beira Mar, cujo diretor era seu irmão, padre Aníbal. // Embora solteira, teve as suas aventuras amorosas, e daí nascerem rebentozinhos. // Faleceu na freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 15/1/1965. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1542, de 24/1/1965: « (…) no passado dia 15 faleceu naquela cidade com 75 anos a nossa conterrânea Ludovina de Vasconcelos Mourão Passos, tia de Artur Passos Teixeira e Gaspar Pereira de Castro, proprietários desta Vila, e Gaspar Passos de Almeida, industrial em Lisboa…» // Nota: deve ter sido ela que criou o filho do seu irmão padre.

 

PASSOS, Maria José. Filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico-cirúrgico, e de Ludovina Rosa Monteiro Vasconcelos Mourão, moradores na Rua do Rio do Porto, Vila de Melgaço. Neta paterna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Domingues Salgado; neta materna de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão e de Albina Clara Abreu Cunha Araújo. Nasceu na Vila a 11/10/1885 e foi batizada a 25/2/1886. Padrinhos: o “brasileiro” Francisco António Cerdeira, casado, proprietário, e Maria José de Abreu Cunha Araújo, solteira, ambos de SMP. // Casou na capela do Solar de Galvão a 3/11/1915, quarta-feira, com Alberto Magno Pereira de Castro; fora pedida em casamento em Setembro desse ano (Correio de Melgaço n.º 166, de 19/9/1915). // Faleceu a 11/9/1924. // O seu viúvo finou-se a 25/4/1944, com setenta e dois anos de idade. // Com geração.       

PAULA

 

PAULA, António Augusto. Filho de -------------- Paula e de --------------------------------. // Em 1908 era professor-ajudante na Escola Conde de Ferreira, na Vila de Melgaço. 

 

PAULOS

 

PAULOS, Beatriz. Filha de Francisco Paulos e de ------------ de Carvalho. Nasceu em Lobito, Angola, a 23 de Novembro de 1934. // Casou em Dezembro de 1956, em Nova Lisboa, Angola, com José Alfredo Cerdeira, da mesma idade, natural da Vila de Melgaço, sargento do exército. // Residiu em Melgaço de 1963 a 1969. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1525, de 6/9/1964: «Por ter sido vítima de acidente na sua residência deu entrada no banco do hospital desta vila Beatriz Paulos, esposa de José Augusto Cerdeira, 2.º sargento em serviço na província de Moçambique. Socorrida pelo Dr. Ribeiro e depois de radiografada foi transferida para o Pavilhão Cirúrgico de Viana do Castelo por ser portadora de fratura multiesquirolosa dos ossos da perna direita (terço inferior).»             Mãe de José Manuel, António Joaquim, e Carlos Fernando. // Faleceu na cidade de Braga a 13/8/1980, ficando sepultada no cemitério de Monte d’Arcos.  

 

PEDRA

 

PEDRA, Josefa da Conceição. Filha de Domingos José Pedra, natural de São Romão da Ucha, termo de Prado, distrito de Braga, e de Antónia Benta Lanzeira. N.p. de João Francisco Crespo e de Maria Josefa Queirós, de São Lourenço de Celeirós, Braga; n.m. de Francisco Lanzeiro e de Luísa, da mesma freguesia. Nasceu a 5/12/1818 e foi batizada na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Diogo António Soares, residente no Campo da Feira de Fora, e tocou como madrinha Francisco Manuel da Cunha. 

 

PEDREIRA

 

PEDREIRA, Francisco. // Nasceu em Santiago, Espanha, por volta de 1822. // Foi criado de servir. // Faleceu na sua casa da Rua do Rio do Porto, Vila de Melgaço, a 25/9/1905, com todos os sacramentos, com 83 anos de idade, solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço.

 

PEDRO

 

PEDRO, Adelaide. Filha de Simão Pedro, guarda-fiscal, da freguesia de Saldonha (São Martinho), Alfândega da Fé, e de Maria Templana, lavradeira (ou peixeira), de Barbeita, Monção, moradores em Melgaço. N.p. de António Manuel Borges e de Maria Carlota, lavradores, de Saldonha; n.m. de Miguel Templano e de Maria Joaquina Barreiros, lavradores, de Barbeita. Nasceu na Rua do Espírito Santo, SMP, a 13/11/1892, e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Templano, solteiro, lavrador, e Maria Joaquina Alves, casada, lavradeira, ambos de Barbeita. // Faleceu na Rua Direita, Vila de Melgaço, a 17/2/1896, e foi sepultada no cemitério público.     

 

PEDRO, Augusto Luís. Filho de Simão Pedro, soldado da Guarda-Fiscal, de Macedo de Cavaleiros, e de Maria Templana, lavradeira, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila de Melgaço. // Faleceu na Rua Direita, Vila, a 26/2/1896, com apenas dez dias de vida, e foi sepultado no cemitério público.

 

PEDRO, Augusto Luís. Filho de Simão Pedro, guarda-fiscal, de Macedo de Cavaleiros, e de Maria Templana, lavradeira, de Barbeita, Monção. Nasceu na Vila de Melgaço a 23/3/1899 e foi batizado na igreja de SMP a 25 desse mês. Padrinhos: Luís Templano e Elvira Joaquina Fernandes.

 

PEDRO, José. Filho de Simão Pedro, soldado da GF, e de Maria Templano. Nasceu em Barbeita, Monção. // Faleceu na Rua Direita, SMP, a 7/2/1896, com apenas seis anos idade, e foi sepultado no cemitério público.

 

PEDRO, Miguel. Filho de Simão Pedro, soldado da GF, e de Maria Templano, peixeira. // Nasceu em SMP. // Faleceu na Rua Direita, Vila de Melgaço, onde os pais moravam, a 22/2/1896, com apenas dezanove meses de vida, e foi sepultado no cemitério público.        

 

PEIXOTO

 

PEIXOTO, Berta Patrício. // Em 1936 foi colocada no cargo de chefe da Estação Telégrafo-Postal de Melgaço. // (NM 312).

 

PENHA

 

PENHA, Adriano Augusto. Filho de Inácio de Penha e de Maria Francisca, lavradores, residentes na Assadura. N.p. de Lourenço de Penha e de Madalena Gomes, do Carvalhinho, Galiza; n.m. de Maria Joana Alves (ou Joana Gomes), da Vila de Melgaço. Nasceu na Vila a 19/11/1839 e foi batizado na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Manuel Gomes de Abreu e sua sobrinha, Leopoldina Amélia, da Vila. // Tinha 28 anos de idade, morava na Assadura, quando casou na igreja de Prado, a 6/5/1867, com Rosa Emília (Tringuelheta), de 35 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Maria Rosa Martins, solteira, do Souto, Prado. Testemunhas: António Joaquim Dias, solteiro, negociante, morador no lugar da Serra, e Manuel Joaquim Gonçalves, casado, lavrador, do lugar de Ferreiros. // Com geração.   

 

PENHA, Amadeu Augusto (Lim). Filho de Bladimira Augusta da Penha, solteira, doméstica, de Prado, moradora nas Carvalhiças, e – segundo consta – de Feliciano Cândido Azevedo Barroso, comerciante. Neto materno de Maria Joaquina da Penha. Nasceu na Vila a 25/4/1923 e foi batizado a 29 de Agosto desse ano. Madrinha: Maria Joaquina da Penha. // Quando era rapaz chamavam-lhe o filho do pai-avô, pois isso correspondia ao facto da sua mãe ser (segundo se dizia) filha do tal Feliciano Cândido! // Viveu sempre como indivíduo apagado, quase anormal. // Foi criado de lavoura. // Nos últimos anos da sua vida residiu com a irmã e depois foi internado no Lar Pereira de Sousa. // Faleceu no hospital de Viana a 9/11/2001, tendo sido sepultado no cemitério de Monção, onde já estava sepultada sua mãe, segundo parece.   

 

PENHA, Inácio (Larudo). Filho de Lourenço da Peña e de Madalena Gomes, do lugar de Balboa, freguesia de São Pedro de Joreresaço (?), bispado de Ourense, Galiza. // Casou a 14/10/1835 na igreja matriz da Vila com Maria Francisca Alves, filha de Maria Joana Alves, de SMP. Testemunhas presentes: Francisco Manuel Gomes de Abreu e sua irmã, Maria Benedita, solteiros, da Vila de Melgaço. // A esposa faleceu em sua casa do Bairro do Carvalho, SMP, a 7/3/1852, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de seis padres. // Com geração.      

 

PENHA, João António. Filho de Inácio de Penha e de Maria Francisca Alves, moradores no Bairro do Carvalho, Vila. Nasceu a 21/9/1849 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Esteves, solteiro, sapateiro na Orada, e Maria Marcelina Gonçalves, solteira, criada do abade Tecla (ver António Bernardo Gomes da Cunha). // Em 1870 deve ter ido cumprir o serviço militar. // Sem mais notícias.   

 

PENHA, Manuel. Filho de Lourenço da Peña e de Madalena Gomes, de Balboa, São Pedro de Jorenzes (?), Ourense. // Casou a 14/10/1835, na igreja matriz da Vila, com Maria Amália, filha de Francisco Afonso e de Francisca Afonso, moradores na Vila de Melgaço. Testemunhas: padre António Joaquim de Abreu e sua irmã, Mariana de Abreu, de Vila Nova de Cerveira. // Pai de Maria Joaquina, nascida a 12/9/1836 e batizada a 15 desse mês e ano.

// continua...