terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

ESCRITOS SOBRE MELGAÇO

Por Joaquim A. Rocha 

convento dos frades franciscanos - Carvalhiças

// continuação...

 

AS FESTAS DE MELGAÇO: ANO DE 2005

 

   Neste ano de 2005 fui às festas do concelho. Tão diferentes daquelas que outrora – anos cinquenta e sessenta do século XX – se faziam nas diversas freguesias. A manhã estava destinada à missa: pagavam-se as promessas, rezava-se, ouvia-se o orador sacro com enorme atenção. Antes e depois da mesma a vedeta era o altifalante, cujos discos, com música do Trio Odemira, António Mafra, e outros mais, e pelo meio um fado de Amália e da Hermínia, a todos extasiava! Terminada a missa, toda a gente estendia, debaixo das frondosas árvores, o farnel com o frango estufado, panados, arroz do forno, com aquela cor amarela do açafrão, pão de milho e centeio, e o indispensável vinho verde, de preferência tinto. Depois do repasto os mais velhos, bem bebidos, dormiam a sesta; os jovens iam namorar, e a música continuava. À volta da igreja, no terreiro, instalavam-se os tendeiros, as doceiras, os tasqueiros, toda aquela gente vendia qualquer coisa; apareciam também os da “vermelhinha”, mas os fiscais da Câmara Municipal a esses não perdoava, escorraçava-os como a cães vadios. Jogo, só lotaria, ou roleta. Mas já nessa altura se jogava nos Cafés da vila a dinheiro, todo o mundo sabia, mas as autoridades de então fechavam os olhos. De vez, em quando, os altifalantes silenciavam-se para dar lugar à banda de música; a de Melgaço era famosa, pois tinha a dirigi-la o extraordinário maestro Morais, antigo sargento músico da marinha. À noite havia baile, mas só até à meia-noite, porque no dia seguinte toda a gente trabalhava, não é como agora que acabam de madrugada! A luz elétrica, fora da sede do concelho, era improvisada, ainda estávamos no tempo dos candeeiros a petróleo. A orquestra galega, bem afinada, transmitia uma onda de alegria contagiante. Como disse o “Mário de Prado”: «aquilo é que eram festas       

     As festas do concelho em nossos dias têm um programa riquíssimo de eventos, custam uma pequena fortuna, mas em contrapartida trazem a Melgaço centenas de turistas, emigrantes, pessoas de todo o lado. É quase impossível assistir-se a tudo: feira do vinho alvarinho, feira do livro, de artes e ofícios, diversas exposições, jogos de futebol, etc. Os Zés Pereiras por lá andavam e também os gaiteiros de Parada do Monte. Assisti, comovido, à representação da peça de teatro «São João vem a Melgaço», da autoria de Vasco de Almeida. Ao palco, erguido junto dos Paços do Concelho, subiu o grupo Os Simples, constituído por artistas amadores, alguns já na casa dos sessenta anos, mas ainda dinâmicos e brilhantes. A representação foi perfeita; o que correu mal não é culpa dos atores. E o que falhou foi o som – ouvia-se mal, a maior parte das pessoas não percebeu quase nada do que se dizia em palco. Para o ano, caso voltem a exibi-la, sugiro que distribuam pelos assistentes, uma hora antes do espetáculo, um folheto da peça, como se costuma fazer no teatro São Carlos de Lisboa. A seguir tivemos folclore internacional: Arménia, Bielorrússia, Roménia, Ilhas Fortuna e México, mostraram as suas danças populares. Eu não vi, embora aprecie, mas como gosto mais de cinema fui ver um filme ao ar livre junto ao Museu do Cinema, inaugurado recentemente. Que sorte teve Melgaço com a vinda de Jean Loup Passek, senhor de nacionalidade francesa. Qualquer cidade grande, Lisboa ou Porto, ficariam orgulhosas por terem ali o museu; mas não, é nosso! No dia seguinte, sábado, 6 de Agosto, houve rafting logo pela manhã – descida do rio Minho. Para quem gosta, é lindo. Às onze horas as ruas da vila foram animadas pelos pauliteiros de Fonte de Aldeia, Miranda do Douro. Aqueles homens, vestidos com saias, dançam, pulam, exibem coreografias espetaculares. Às dezasseis horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal, aconteceu um evento da maior relevância: a apresentação do Boletim Cultural, o número quatro. O Professor Doutor José Marques, tendo a seu lado a vereadora da cultura, professora Maria José Nóvoas de Pinho Gonçalves Codesso e o Professor Doutor Albertino Gonçalves apresentou-o, como só ele o sabe fazer. Os artigos aí inseridos são de uma riqueza incalculável, e aborda alguns assuntos preocupantes – a velhice, por exemplo. Todos os melgacenses deviam ter em sua casa o dito Boletim e lê-lo com particular cuidado. Nele estão escritas partes da história melgacense, história que todos nós, sem exceção, devíamos conhecer. Ainda nesse dia, e depois de uma breve visita ao Museu de Cinema, encaminhámo-nos para o castelo, onde iria decorrer, a partir das vinte e uma horas e trinta minutos, a já famosa ceia medieval. À entrada mostramos os bilhetes, ou convites, conforme o caso, e recebemos umas vestes parecidas com aquelas que se usavam na idade média, mais concretamente no século XIV, no tempo de D. João I. Têm uma vantagem: protegem a nossa roupa das nódoas do vinho e do molho da carne. No recinto do castelo encontrei o presidente da Câmara, Rui Solheiro, e o Dr. Sampaio, do Turismo, com quem tive o privilégio de conversar. O Dr. Sampaio ainda tem muita energia e sabe o que quer para o Alto Minho. Antes da refeição pudemos ver a peça A Lenda de Inês Negra, representada pela Companhia de Teatro “Comédias do Minho”. Foi pouco mais de meia hora de espetáculo, excelentemente representado. Os atores, ainda jovens, têm imenso talento. Por sorte, tive-os na mesma mesa onde eu e o meu irmão José nos sentáramos. Gente simpática e educada. Acerca da dita peça, sugeri ao senhor presidente da Câmara e ao Dr. Sampaio que para o ano se escolha outra, relacionada com a história do concelho, esta já vem sendo exibida há demasiado tempo, necessita de descanso.                 

     A ementa foi ótima: chouriço assado, perdiz, veado, pão de milho e de centeio, queijo, vinto tinto da região, e água. Tudo excelente. No fim as pessoas já tinham alguma dificuldade em erguer-se, estávamos pesados! Por ter ido à ceia não pude ouvir e ver, no Largo Hermenegildo Solheiro, Patrícia Cardoso e os Rabo de Saia. Fica para a próxima. No dia seguinte, domingo, foi um dia em cheio: às onze horas e trinta minutos, no salão nobre do Solar do Alvarinho, antigo tribunal e cadeia, entregaram-se os prémios do concurso “Jogos Florais”. Eu, que participei tantos anos nestes jogos, tendo obtido três prémios (ouro, prata e bronze), desta vez não estive lá! Levantei-me tarde e por isso não pude ir. Que pena! À mesma hora houve no convento das Carvalhiças, fundado pelos franciscanos no século XVIII, uma missa solene e sermão. Às quinze e trinta percorreu algumas ruas da vila um cortejo etnográfico e cultural. Às dezoito horas, no centro de estágios, aconteceu um jogo de futebol entre as equipas do Marítimo, que ali estagiava, e o Penafiel. Não fui ver, apesar de gostar muito dessa modalidade desportiva. Perto das vinte e três horas começou a ouvir-se, num palco instalado no Campo da Feira, o grupo “Mesa”. Nunca tinha ouvido falar desse conjunto musical; a vocalista, cujo nome não fixei, tem uma voz agradável. A seguir surgem no palco os “GNR”. Rui Reininho ainda canta bem, embora eu não goste desse tipo de música nem da sua voz. Quando terminaram, por volta da uma da manhã, assistiu-se a um fabuloso espetáculo de pirotecnia, controlado por computador e acompanhado por música clássica. Gostei. No entanto, uma espécie de nevoeiro prejudicou imenso a visibilidade; por outro lado, o lançamento fez-se muito próximo do público, não existindo praticamente horizonte. Os técnicos deveriam debruçar-se sobre este pormenor – uma distância razoável enriqueceria sobremaneira o dito espetáculo.

     E eis, em resumo, o que se passou na vigésima terceira edição das Festas de Melgaço. Está de parabéns a Câmara Municipal pela sua organização, e todas as pessoas que colaboraram, que a elas dedicaram muitos dias de entrega e o seu precioso saber. Quanto ao dinheiro gasto, isso já é tema para a oposição política.               

 

Artigo publicado no Fronteira Notícias n.º 15, de 10/9/2005.

 

// continua...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia de Fiães

Por Joaquim A. Rocha



// continuação de 18/10/2020...


 

CONDE

 

CONDE, António José (ou Manuel António). Filho de Domingos José Alves Conde e de Lina Teresa Esteves, lavradores, residentes no lugar de Alcobaça. Neto paterno de Antónia Alves Conde, de Portelinha, Castro Laboreiro; neto materno de Luís Esteves e de Maria Rosa Rodrigues, de Lamas de Mouro. Nasceu a 1/4/1880 e foi batizado nesse dia. Madrinha: Carolina Rosa Esteves, solteira, lavradora, de Alcobaça, Fiães, tia materna do batizando. // Faleceu com apenas oito dias de vida.     

 

CONDE, Clara. Filha de Ramona Conde, lavradeira. Foi batizada na igreja de Cristóval em 1860. // Casou com José Joaquim Domingues, natural de Paços, falecido em Pousafoles, Fiães, a 27/2/1895. // Faleceu em Soutomendo de Baixo a 25/3/1938, com 78 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 392). // Com geração.  

 

CONDE, Firmino. Filho de Serafim Alves Conde, lavrador, natural de Castro Laboreiro, e de Maria Albina Domingues, lavradeira, natural de Fiães, onde moravam, no lugar de Pousafoles. Neto paterno de Manuel José Alves Conde e de Ana Rosa Esteves; neto materno de Manuel Bento Domingues e de Maria Rodrigues. Nasceu em Fiães a 14/4/1899 e foi batizado na igreja católica local a 21 desse mês e ano. Madrinha: Maria Rodrigues, viúva, lavradeira, do lugar de Pousafoles. // Morreu a 27/4/1899 e foi sepultado no adro da igreja. 

 

CONDE, José (Padre). Filho de ------------- Alves Conde e de --------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Cantou missa nova na capela de Alcobaça a 1/1/1900.

 

CONDE, Leopoldina. Filha de Serafim Alves Conde, natural de Castro Laboreiro, e de Maria Albina Domingues, natural de Fiães, onde moravam, no lugar de Pousafoles. Neta paterna de Manuel José Alves Conde e de Ana Rosa Esteves; neta materna de Manuel Bento Domingues e de Maria Rodrigues. Nasceu em Fiães a 22/4/1900 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna, viúva, e Manuel José Henriques, casado, lavrador, ambos do lugar de Pousafoles. // Casou com Manuel Lourenço, de 27 anos de idade, natural de Ceivães, Monção, filho de Manuel José Lourenço e de Ludovina Rosa Fernandes. // Ambos os cônjuges faleceram em Fiães: o marido a 20/5/1951 e ela a 18/1/1985.

 

CONDE, Manuel José. Filho de Ramona Conde, lavradeira, de São João de Crespos, bispado de Ourense, viúva de Manuel Joaquim Esteves, moradora em Soutomendo de Baixo. N.m. de Maria Antónia Conde. Nasceu em 2/11/1865 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Tomaz Gonçalves da Guia, casado, lavrador, de Prado, e Maria Antónia Conde, avó materna, solteira, pobre, de Soutomendo de Baixo. // Faleceu com apenas oito meses ou oito anos de idade.

 

CONDE, Maria Antónia. Filha de Jacinto Conde e de Maria Alves. Nasceu em São João Batista de Crespos, Ourense. // Faleceu em Soutomendo de Baixo, Fiães, a 22/2/1867, com 60 anos de idade, solteira, pobre. // Deixou dois filhos.

 

CONDE, Maria Joaquina. Filha de Ramona Conde, lavradeira, de São João de Crespos, bispado de Ourense, viúva, moradora em Soutomendo de Baixo, Fiães. N.m. de Maria Antónia Conde. Nasceu a 1/6/1868 e foi batizada a 7 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Fernandes, casado, lavrador, de Prado, e Maria Teresa Rodrigues dos Santos, casada, do Campo do Souto, Cristóval.  

 

CONDE, Ramona. Filha de Maria Antónia Conde. Nasceu na Galiza por volta de 1834. // Casou com Manuel José Pinheiro, natural de Fiães. // Enviuvou a 7/3/1907. // Faleceu no lugar de Soutomendo de Baixo, Fiães, a --/--/1914, com oitenta anos de idade (Correio de Melgaço n.º 97, de 26/4/1914).

 

CONDE, Teresa Francisca. Filha de Rosa Conde, de São João de Monte Redondo, bispado de Ourense. N.m. de Luís Conde e de Maria Carameja, galegos. Nasceu a 14/9/1845 e foi batizada na igreja de Fiães a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Conde e (Teresa?) Alves, da dita freguesia galega. 

 

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CONSTÂNCIA ROSA. Filha de Camila de Jesus, exposta, jornaleira, moradora no lugar de Merelhe, Paços, solteira. Nasceu em Fiães a 26/8/1884 e foi batizada na igreja desta freguesia a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Aires Vaz, solteiro, alfaiate, natural de Cubalhão, e Joaquina Rosa Gonçalves, solteira, lavradora, da Jugaria, Fiães. // Casou com Daniel, de 20 anos de idade, natural de Paços, filho de Luís Rodrigues e de Joaquina Carolina Rodrigues, na igreja de Paços, a 9/1/1909. // Ambos os cônjuges faleceram na freguesia de Paços: o marido a 15/9/1947 e ela a 1/12/1966.   

 

CORTES

 

CORTES, Teresa. // Faleceu a 17/6/1842, no estado de casada com Domingos Esteves, de Balsada, e foi sepultada na igreja do mosteiro a 19 desse mês e ano. Teve ofício de corpo presente da irmandade. Os herdeiros encarregar-se-iam de fazer seu bem d’alma. 

 

COSTA

 

COSTA, Adelino. Filho de João Alves da Costa e de Emília Esteves, fenalenses. Nasceu em Fiães por volta de 1877. // Tinha 28 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja da sua freguesia natal, a 8/5/1905, com a sua parente e conterrânea, Maria Joaquina Esteves, de 21 anos de idade, solteira, camponesa, filha de António José Esteves, natural de Castro Laboreiro, e de Maria Joaquina Domingues, natural de Fiães. Testemunhas presentes: Manuel José Esteves, do lugar de Ladronqueira, e Vitorino Domingues, do lugar de Candosa, solteiros, lavradores, fenalenses. // Com geração.

 

COSTA, António. Filho de ----------- Costa e de ------------------------------------. Nasceu em Fiães a --/--/1--- (confirmar). // Foi guarda-florestal. // Em 1930 fazia serviço em Vila Pouca de Aguiar, Trás-os-Montes, pois em 1931 nascia-lhe um filho, Ricardo, gerado em Celeste Fernandes, natural daquela Vila transmontana, criança que não perfilhou. Pela mesma altura trazia outra rapariga grávida! // Dali foi transferido para a Lousã, onde seria obrigado a casar, pois engravidara uma moça de apenas dezasseis anos de idade. // O seu filho Ricardo trabalhou em Lisboa, na Academia Militar, e casou com Maria Alice da Rocha Zink, natural da Vila de Melgaço. 

 

COSTA, António José. Filho de João Alves da Costa e de Emília Esteves, lavradores, residentes no lugar de Vila do Conde, Fiães. N.p. de José Alves da Costa e de Isabel Gonçalves; n.m. de Daniel Esteves e de Joaquina Pires, do lugar da Igreja. Nasceu a 20/6/1882 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António José Esteves e sua mulher, Maria Joaquina Domingues, de Ladronqueira.

 

COSTA, Augusto. Filho de Adelino Alves da Costa e de Maria Joaquina Esteves. Nasceu em Fiães a --/--/1913 (Correio de Melgaço n.º 35, de 2/2/1913).

 

COSTA, João. Filho de José Alves da Costa e de Isabel Gonçalves. // Lavrador. // Faleceu em Vila do Conde, Fiães, a 10/6/1891, com 52 anos de idade, casado com Emília Esteves, com todos os sacramentos, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja.

 

COSTA, José. Filho de Domingos Alves [da Costa] e de Ana Lourenço. // Lavrador. // Faleceu em Vila do Conde a 18/12/1881, com 85 anos de idade, viúvo de Isabel Gonçalves, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado na igreja. // Deixou quatro filhos.

 

COSTA, José. Filho de ------- Alves da Costa e de -----------------------------------. Nasceu por volta de 1849. // Faleceu em Vila do Conde, Fiães, a --/--/1913, com 64 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 77, de 30/11/1913).

 

COSTA, Manuel. Filho de ------- Alves da Costa e de --------------------------------. Nasceu por volta de 1834. // Faleceu em Vila do Conde, Fiães, a --/--/1914, com 80 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 103, de 9/6/1914).

 

COSTA, Manuel António. Filho de Adelino Alves da Costa e de Maria Joaquina Esteves, lavradores, residentes no lugar de Vila do Conde. Neto paterno de João Alves da Costa e de Emília Esteves; neto materno de António José Esteves e de Maria Joaquina Domingues. Nasceu em Fiães a 9/6/1907 e foi batizado na igreja católica local a 16 desse mês e ano. Padrinhos: António José Esteves e Maria Joaquina Domingues, casados, camponeses. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 6/12/1926 com a sua conterrânea Teresa da Conceição Esteves, de 21 anos de idade, filha de Maria Albina Esteves. // Faleceu em Avallon (França?) a 3/4/1954.

 

COSTA, Maria Joaquina. Filha de Manuel Alves da Costa e de Ana Vaz, lavradores, residentes no lugar de Vila do Conde. N.p. de José Alves da Costa e de Isabel Gonçalves; n.m. de José Bento Vaz e de Maria Joaquina de Almeida. Nasceu a 13/5/1871 e foi batizada a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Vaz e sua mulher, Maria Luísa Marques, lavradores, de Lobiô, Rouças. // Casou na igreja de Fiães a 19/5/1898 com José Maria Pires, de 31 anos de idade, natural de São Paio. // Faleceu em Fiães a 27/2/1958. // Com geração (ver em Fiães).  

 

COSTA, Maria Joaquina. Filha de João Alves da Costa, natural de Fiães, e de Emília Esteves, natural de Castro Laboreiro, lavradores, residentes no lugar de Vila do Conde. N.p. de José Alves da Costa e de Isabel Gonçalves; n.m. de Daniel Esteves e de Joaquina Pires. Nasceu a 12/7/1872 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: António José Esteves, solteiro, lavrador, tio materno da batizanda, de Ladronqueira, e Maria Domingues, solteira, lavradora, do mesmo lugar.    

 

COSTA, Maria Joaquina. Filha de João Alves da Costa e de Emília Esteves, lavradores. // Faleceu no lugar de Vila do Conde, Fiães, a 7/10/1890, com vinte e um meses de idade, e foi sepultada na igreja paroquial.  

 

COSTA, Palmira Rosa. Filha de Adelino Alves da Costa e de Maria Joaquina Esteves. Nasceu em Fiães a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 113, de 25/8/1914).

 

COSTA, Vitorino José. Filho de João Alves da Costa e de Emília Esteves, lavradores, residentes em Vila do Conde. Neto paterno de José Alves da Costa e de Isabel Gonçalves; neto materno de Daniel Esteves e de Joaquina Pires. Nasceu a 8/1/1886 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: António José Esteves, tio materno do bebé, e sua mulher, Maria Joaquina Domingues, lavradores, residentes em Ladronqueira. // Faleceu a 7/10/1893, sem quaisquer sacramentos, tendo sido sepultado na igreja.  

 

CRESPIM

 

CRESPIM, Esperança. Filha de ------------- Crespim e de -----------------------------------. Nasceu em -----------. // Faleceu no lugar de Ladronqueira, freguesia de Fiães, a --/--/1996 (A Voz de Melgaço n.º 1046).

 

CRUZ

 

CRUZ, Manuel Gonçalves. // Faleceu a 22/6/1845, no estado de casado com Isabel Gregório, de Soutomendo de Baixo, e foi sepultado na igreja do mosteiro a 24 desse mês e ano.

 

CUNHA

 

CUNHA, Adelino Manuel. Filho de -------- Cunha e de -----------------. Nasceu a --/--/19--. // Casou a 21/8/1999, na igreja de Fiães, com Virgínia Fernanda Morgado. 

 

CUNHA, Ana Rosa. // Faleceu em Soutomendo de Baixo, solteira, a 16/5/1850, e foi sepultada na igreja do mosteiro a 18 desse mês e ano. (Será a de baixo?)

 

CUNHA, Ana Rosa. Filha de Maria da Cunha, solteira, de Soutomendo de Baixo. Neta materna de Ana Rosa da Cunha, solteira. Nasceu a 13/9/1846 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Madrinha: a sua avó materna.

 

CUNHA, António Joaquim. Filho de -------------- Cunha e de ------------------------------------. Nasceu por volta de 1872. // Faleceu em Chão da Cancela, Fiães, a --/--/1916, com 44 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 222, de 29/10/1916). 

 

CUNHA, António Joaquim. Filho de João António da Cunha e de Maria Joaquina Vaz, lavradores, residentes no Chão da Cancela. N.p. de João Tomé da Cunha e de Violante Exposta; n.m. de José Bento Vaz e de Maria Joaquina de Almeida. Nasceu a 4/12/1873 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Fernandes e sua mulher, Clara Vaz, de São Gregório, Cristóval. // Casou na igreja de Fiães a 24/1/1900 com Ludovina, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, fenalense, filha de Manuel José Alves e de Joaquina Domingues, rurais. // Testemunhas presentes: Francisco de Jesus Alves, casado, lavrador, e Vitorino Domingues, solteiro, lavrador, ambos do lugar de Candosa. // Faleceu em Fiães a 14 /10/1916 (a sua viúva deve ter morrido a 19/6/1962). // Com geração.   

 

CUNHA, João António. // Nasceu por volta de 1841. // A 6/8/1916 foi eleito membro substituto da Comissão Venatória Concelhia (Correio de Melgaço n.º 211, de 13/8/1916). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 19, de 30/6/1929: «Em casa de sua nora, e na avançada idade de 88 anos, faleceu no lugar do Chão da Cancela, desta freguesia, o senhor João António da Cunha, mais conhecido pelo “Peixe”. Bastante conhecido em todo o Melgaço, pode ser considerado um tipo popular, tendo sido o mais exímio caçador destes sítios, qualidade que muito concorreu para a sua popularidade.» // Ver também Notícias de Melgaço n.º 20, de 7/7/1929.

 

CUNHA, Laura de Jesus. Filha de António Joaquim da Cunha e de Ludovina Alves, trabalhadores, residentes no lugar de Chão da Cancela. Neta paterna de João António da Cunha e de Maria Joaquina Vaz; neta materna de Manuel José Alves e de Joaquina Domingues. Nasceu em Fiães a 8/10/1903 e foi batizada na igreja católica local a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Esteves, solteiro, lavrador, de Ladronqueira, e Maria Alves, solteira, camponesa, do lugar da Jugaria. // Casou na CRCM a 10/4/1935 com o seu conterrâneo António Vaz. // Ambos os cônjuges faleceram em Fiães: o marido a 13/4/1971 e ela a 13/5/1976.     

 

CUNHA, Manuel Joaquim. Filho de Cristina Cunha, de Soutomendo de Baixo. Neto materno de Ana Rosa Cunha, solteira, do mesmo lugar. Nasceu a 24/9/1858 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: São Bento e Maria Cunha, tia do batizando.  

 

CUNHA, Maria. Filha de ------------- Cunha e de ----------------------------------------. Nasceu por volta de 1830. // Faleceu em Soutomendo de Baixo, freguesia de Fiães, a --/--/1917, com 87 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 233, de 21/1/1917).

 

CUNHA, Maria. Filha de Maria da Cunha. Nasceu em Merufe, Monção, por volta de 1856. // Mendiga. // Faleceu a 3/9/1900, no lugar de Candosa, freguesia de Fiães, com 44 anos de idade, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casada com Bernardo da Silva, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro da igreja paroquial de Fiães. 

 

CUNHA, Maria Francisca. // Faleceu a 28/9/1838, no estado de casada com Manuel António Martins, do lugar de Soutomendo de Baixo, e foi sepultada na igreja no dia seguinte. // Teve ofício de corpo presente da irmandade. // Escreveu o pároco: «deixou a terra de Franco (*) para seu bem d’alma.» // Além disso, os seus herdeiros pagaram três ofícios e setenta missas. /// (*) “Franco” era o nome desse terreno. 

 

CUNHA, Maria Joaquina. Filha de Cristina da Cunha, solteira, de Soutomendo de Baixo. Neta materna de Rosa da Cunha, solteira. Nasceu a 3/3/1848 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Padrinhos: São Bento e Maria da Cunha, tia da batizanda. // Camponesa. // Faleceu a 6/3/1902, em sua casa de morada, sita em Soutomendo de Baixo, sem quaisquer sacramentos, por ter morte repentina, no estado de solteira, sem testamento, e foi sepultada no cemitério.

 

CUNHA, Maria Joaquina. Filha de António Joaquim da Cunha e de Ludovina Alves, lavradores, residentes no lugar de Chão da Cancela. Neta paterna de João António da Cunha e de Maria Joaquina Vaz; neta materna de Manuel José Alves e de Joaquina Domingues. Nasceu em Fiães a 25/4/1901 e foi batizada na igreja católica local a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Esteves, solteiro, camponês, e Maria Alves, solteira, camponesa, ambos naturais da freguesia de Fiães. // Casou na CRCM a 11/9/1922 com José Maria Rodrigues. // O seu marido morreu em França a 22/4/1955. // Ela faleceu na sua freguesia de nascimento a 27 de Julho de 1986.  

 

CUNHA, Salvador (Padre). // Faleceu em Fiães a 12/4/1725.

 

CUNHA, Ventura. Filha de Domingos da Cunha e de Maria Marques. // Lavradeira. // Faleceu em Soutomendo de Baixo, a 29/3/1873, com 65 anos de idade, viúva de Domingos Marques. // Deixou cinco filhos.

 

DANTAS

 

DANTAS, Abel António. Filho de Manuel António Dantas e de Ortelinda Marques. Nasceu em Fiães a --/--/1933 (NM 199, de 25/6/1933).

 

DANTAS, António. Filho de Vitorino José Dantas, natural de Rouças, e de Clara Albina de Almeida, de Fiães, lavradores, residentes em Portocarreiro. N.p. de Manuel Dantas e de Joaquina Rosa Aleixo; n.m. de Luís de Almeida e de Maria Joaquina Marques. Nasceu a 16/5/1883 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno, viúvo, lavrador, de Portocarreiro, e Claudina de Almeida, casada, lavradeira, da Cela de Cima, Padrenda, Galiza, tia do batizando. 

 

DANTAS, Constantino. Filho de Vitorino José Dantas, natural de Rouças, e de Clara Albina de Almeida, natural de Fiães, lavradores. // Faleceu em Portocarreiro a 9 de Março de 1892, com apenas um mês de idade, e foi sepultado na igreja.   

 

DANTAS, Delfina. Filha de Vitorino José Dantas, natural de Rouças, e de Clara Albina de Almeida, natural de Fiães, residentes no lugar de Portocarreiro, Fiães. N.p. de Manuel Dantas e de Joaquina Rosa Aleixo, de Rouças; n.m. de Luís de Almeida e de Maria Joaquina Marques, do lugar de Portocarreiro, todos lavradores. Nasceu a 24/12/1875 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: o seu avô materno e Claudina de Almeida, tia materna da batizanda. // Faleceu em Fiães a 9/3/1947.  

 

DANTAS, Felizarda Pereira. // Nasceu por volta de 1925. // Faleceu na freguesia de Fiães a --/--/2019, com 94 anos de idade (NM 1432, de 1/10/2019).

 

DANTAS, José Joaquim. Filho de Maria Rosa Dantas. Nasceu na freguesia de Fiães a --/--/1935 (Notícias de Melgaço n.º 292, de 24/11/1935).  

 

DANTAS, José Luís. Filho de Vitorino José Dantas, natural de Rouças, e de Clara Albina de Almeida, natural de Fiães, lavradores, residentes no lugar de Portocarreiro. N.p. de Manuel Dantas e de Joaquina Rosa Aleixo, de Rouças; n.m. de Luís de Almeida e de Maria Joaquina Marques, de Portocarreiro, Fiães. Nasceu a 9/3/1881 e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno e sua filha Claudina de Almeida. // Faleceu a 6/7/1887 e foi sepultado na igreja. 

 

DANTAS, Manuel Joaquim. Filho de Vitorino José Dantas e de Clara Albina de Almeida, ele de Rouças e ela de Fiães, moradores em Portocarreiro. N.p. de Manuel António Dantas e de Joaquina Rosa Baleixo; n.m. de Luís de Almeida e de Maria Joaquina Marques, todos lavradores. Nasceu a 28/9/1873 e foi batizado a 4 de Outubro desse dito ano. Padrinhos: Luís de Almeida e sua filha, Claudina de Almeida, avô e tia do neófito pela parte materna.  

 

DANTAS, Maria Albina. Filha de José Dantas e de Maria Esteves, lavradores, residentes no lugar do Fulão. N.p. de Manuel Joaquim Dantas e de Joaquina Baleixo, de Rouças; n.m. de José Esteves e de Vicência Gonçalves, de Portocarreiro. Nasceu a 12/2/1882 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Esteves e sua filha, Clara Esteves, solteira, do lugar do Fulão. // Faleceu em Fiães a 29/7/1947. 

 

DANTAS, Maria de Lurdes. Filha de Silvina Dantas. Nasceu na freguesia de Fiães a --/--/1939 (Notícias de Melgaço n.º 434).

 

DANTAS, Maria Requelinda. Filha de Maria Rosa Dantas. Nasceu em Fiães a --/--/1931 (NM 117, de 12/7/1931). // Faleceu no lugar de Portocarreiro a --/--/1932, com apenas catorze meses de idade (Notícias de Melgaço n.º 161, de 21/8/1932).

 

DANTAS, Rosa da Conceição. Filha de ------------ Dantas e de --------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Faleceu no lugar de Adavelha, freguesia de Fiães, a --/--/1996 (VM 1064).

 

DANTAS, Rosa da Conceição. Filha de Maria Albina Dantas. Nasceu em Fiães em Dezembro de 1915 ou em Janeiro de 1916 (Correio de Melgaço n.º 181, de 9/1/1916). // Casou com Manuel Fernandes. // Faleceu no estado de viúva, no lugar de Portocarreiro, Fiães, com oitenta e dois anos de idade (VM 1075, de 1/7/1997). // Mãe de Maria, Isaura de Lurdes, Ilda, Aida, e de Manuel José. // Sogra de Anastácio da Silva, Francisco Pereira, e de Alain Fernandes.    

 

DANTAS, Silvina. Filha de Manuel Francisco Dantas e de Maria das Dores Afonso. Nasceu em Fiães a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 209, de 30/7/1916). // Nota: deve ser a mesma senhora que faleceu em Fiães a --/--/1999 (VM 1121).

 

DIAS

 

DIAS, Avelino José. Filho de José do Nascimento, soldado da Guarda-Fiscal, natural da freguesia de Vila de Ala, Mogadouro, e de Albina Rosa Mana Dias, natural de Castro Laboreiro, moradores no lugar de Alcobaça, Fiães. Neto paterno de Manuel António e de Ana Maria; neto materno de Manuel Mana Dias e de Luciana Afonso. Nasceu em Fiães a 11/6/1899 e foi batizado na igreja católica local a 16 desse mês e ano. Padrinhos: José Vaz, cabo da Guarda-Fiscal, da freguesia de Cubalhão, e Mariana Pires, solteira, do lugar de Alcobaça, freguesia de Fiães. // Faleceu no lugar de Alcobaça, freguesia de Fiães, a 6/8/1899.

 

DIAS, Avelino José. Filho de José do Nascimento, soldado da Guarda-Fiscal aposentado, e de Albina Rosa Dias, lavradeira, moradores em Alcobaça, Fiães. Neto paterno de Manuel António Geraldes e de Ana Maria Fernandes; neto materno de Manuel Dias e de Luciana Afonso. Nasceu em Fiães a 10 de Agosto de 1900 e foi batizado na igreja de Lamas de Mouro a 12 desse mês e ano. Madrinha: Mariana Pires, solteira, camponesa, moradora no lugar de Alcobaça, freguesia de Fiães. // Faleceu a 6/6/1901 e foi sepultado no cemitério paroquial. 

 

DIAS, Cândida. Filha de José do Nascimento e de Albina Rosa Dias. Neta paterna de Manuel António Geraldes e de Ana Maria Fernandes; neta materna de Manuel Dias e de Luciana Afonso. Nasceu no lugar de Alcobaça, Fiães, a 20/7/1896, e foi batizada na igreja paroquial de Lamas de Mouro a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Vaz, casado, empregado da Guarda-Fiscal, nascido na freguesia de Cubalhão, e Umbelina Gonçalves, solteira, camponesa, do lugar da vila de Castro Laboreiro. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 28/3/1923 com Ernesto Alves, de 24 anos de idade, natural de Valadares, Monção, filho de João Alves e de Cândida Joaquina Soares. // O seu marido morreu em Lamas de Mouro a 7/8/1962.    

 

DIAS, José Joaquim. Filho de José do Nascimento, guarda da alfândega, da freguesia de Vila de Ala, Mogadouro, e de Albina Rosa Mana Dias, natural de Castro Laboreiro, residentes em Alcobaça, Fiães. Neto paterno de Manuel António e de Ana Maria; neto materno de Manuel Mana Dias e de Luciana Afonso. Nasceu a 14/3/1886 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou com Rosa Rodrigues, na CRCM, a 7/8/1919. // Faleceu no lugar de Alcobaça, freguesia de Lamas de Mouro, a 13/8/1940.    

 

DIAS, Manuel Mana. Filho de Manuel Mana Dias e de Rosa Maria Esteves, lavradores. Nasceu por volta de 1816. // Rural. // Faleceu no lugar de Alcobaça, Fiães, a 23/1/1898, com 82 anos de idade, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado com Luciana Afonso, sem testamento, e foi sepultado no adro da igreja. // Deixou uma filha.

 

DIAS, Maria Angelina. Filha de José do Nascimento, empregado da Guarda-Fiscal, e de Albina Rosa Dias, lavradeira, moradores no lugar da Alcobaça, Fiães. Neta paterna de Manuel António Geraldes e de Ana Maria Fernandes; neta materna de Manuel Dias e de Luciana Afonso. Nasceu em Fiães a 9/3/1893 e foi batizada na igreja paroquial de Lamas de Mouro a 12 desse dito mês e ano. Madrinha: Carolina Rosa Esteves, solteira, camponesa, moradora no lugar de Alcobaça, freguesia de Fiães. // Faleceu na sua freguesia natal a 19/5/1961 (confirmar).

 

DIAS, Olívia. Filha de Adriano Dias, natural de Lamas de Mouro, Melgaço, e de Sara Esteves, natural de Riba de Mouro, Monção. Nasceu na freguesia de Fiães a --/--/1933 (NM 199, de 25/6/1933). // Casou com João Barbosa Cerqueira, de Barbudo, Vila Verde. // Em 1996 o casal morava no lugar de Esquipa, Cristóval (VM 1050).

 

DIAS, Rosa Augusta. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 882, de 12/12/1948: «Foi enviada a juízo, pelo crime de furto, Rosa Augusta Dias e Preciosa Augusta, do lugar de Pousafoles, freguesia de Fiães 

 

DIAS, Rosa Teresa. Filha de José do Nascimento, guarda-fiscal jubilado, de Vila de Ala, Mogadouro, e de Albina Rosa Mana Dias, doméstica, natural de Castro Laboreiro, moradores no lugar de Alcobaça. Neta paterna de Manuel António Geraldes e de Ana Maria Fernandes; neta materna de Manuel Mana Dias e de Luciana Afonso. Nasceu em Fiães a 21/8/1905 e foi batizada na igreja católica local a 27 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim do Nascimento e Maria Teresa Afonso, solteiros, trabalhadores. // Faleceu na sua freguesia natal a 16/11/1938. 

 

DIAS, Simplício de Jesus. Filho de José do Nascimento e de Albina Rosa Dias, moradores no lugar de Alcobaça, Fiães. Neto paterno Manuel António Geraldes e de Ana Maria Fernandes; neto materno de Manuel Dias e de Luciana Afonso. Nasceu em Fiães a 17/6/1902 e foi batizado na igreja paroquial de Lamas de Mouro a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José Vaz, casado, guarda-fiscal, natural de Cubalhão, e Rosa Teresa Pires, solteira, camponesa, do lugar de Alcobaça, freguesia de Fiães.

 

DIREITO

 

DIREITO, Rosa Maria. Filha de Manuel Domingues Direito (*), natural do lugar de Lapela, freguesia de Fiães, e de Ana Maria Ferreira, viúva, natural da Cela de Cima, Padrenda, Galiza. Neta paterna de Francisco Domingues Direito e de Rosa Fernandes, de Lapela; neta materna de Manuel José Ferreira e de Isabel Esteves, da Cela de Cima, Padrenda. Nasceu a 15/4/1858 e foi batizada na igreja de Fiães a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Esteves, solteiro, do lugar de Adedela, e Maria Joaquina Ferreira, tia da batizanda. /// (*) – Ficou legitimada pelo matrimónio dos pais; já tinha corrido banhos para o casamento quando ela nasceu.  // continua...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

MELGAÇO: PADRES, MONGES E FRADES

Por Joaquim A. Rocha 

desenho de Luís Filipe Gonzaga Rodrigues



// continuação...


     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1425, de 4/2/1962: «Há dias, em um jornaleco de província, saiu a público esta verdade: “Portugal é o país mais anticlerical do mundo.” Pena foi, porém, que o escrevinhador enveredasse logo pelo caminho da asneira ao acrescentar à referida local estes períodos: “Para cima de cem anos de maçonaria no poder explicam a triste realidade; por isso, em tempo de monarquia liberal, a república democrática, ou mesmo no que se vê, da república orgânica, quando as coisas correram mal, houve apenas a pressa de encontrar, e apresentar como cabeça de turco, o padre.”» É que o anticlericalismo de Portugal não é fruto dos nossos dias, como julga essa gente do jornaleco; vem de longe, de muito longe mesmo, porquanto se o país, ao nascer, se viu enfeudado a Roma por obra e cálculo de Afonso Henriques, logo el-rei D. Sancho I curou de corrigir na nação portuguesa esse defeito de nascença e para tanto foi buscar a qualquer escola de França o hábil mestre Julião e dele fez o seu arguto chanceler. E este douto magíster não só levou o monarca a contrariar abertamente o predomínio do clero no país, mas ainda teve artes de ensinar ao rei D. Afonso II as manhas precisas para a coroa real levar de vencida a ganância e a manhosice clericais, já que não pôde impedir aquele Sancho, quando a morte lhe bateu à porta, de fazer a triste figura de um sendeiro, ele que era uma testa coroada! Os bons exemplos nunca se perdem e frutificam sempre; foi por isso que no resto da 1.ª dinastia não faltaram depois chanceleres, ministros, e até reis, a trilharem o caminho aberto pelo mestre Julião, como todos sabem, pois são demais conhecidos os nomes dos reis das Inquisições e até o daquele monarca que de Lisboa cavalgou até ao Porto só para azorragar um bispo desobediente às ordens régias, então quase sempre harmónicas com os interesses da nação. Para que no tal jornaleco se fez, pois, da maçonaria, da monarquia liberal, e das repúblicas, as causas principais do atual anticlericalismo se a luta contra a influência do padre na vida civil da nação vem de muito longe? Pois não é verdade que nas sedes episcopais portuguesas houve uns bispos que pagaram com a vida a sua traição à pátria e outros com a liberdade o seu antipatriotismo? Não houve acaso padres que dos seus benefícios fizeram meros balcões de mercancias alheias ao evangelho? Pois não se vê agora em Melgaço uns homenzinhos afetos à igreja a safarem de uma escritura pública o nome de um asilo criado pela caridade de uma senhora em honra e louvor de umas vidas de trabalho como foram a do médico António Pereira de Sousa e a do seu irmão Francisco e a substituírem esse Asilo Pereira de Sousa pelo Lar de São José?! Mas onde estamos nós e desde quando se deixa passar sem protesto uma coisa destas? Ora se a cada passo da vida – e este é um deles para os de Melgaço – o clero se encarrega de mostrar ao povo a sua aspiração ou tendência de pôr e dispor do civil no país, quem pode admirar-se de Portugal ser o país mais anticlerical do mundo? Eu, não! // A.    

*

Pequenas biografias dos sacerdotes:

  

ALPOIM, Luís Monteiro (Padre). // A 9/6/1820, na igreja de Penso, batizou Maria Joaquina, nascida três dias antes, filha de Francisco Fernandes e de Rosária Maria Rodrigues, moradores no lugar de Barro (ou Bairro) Grande. // A 20/5/1824, na igreja de Penso, batizou Maria Teresa, nascida nesse dito dia, filha de João Manuel Rodrigues e de Maria José Gomes, rurais, moradores no lugar das Lages. // A 11/11/1834, na igreja de Penso, batizou José Maria, nascido três dias antes, filho de Manuel António Afonso, natural de Parada do Monte, e de Maria Joaquina Rodrigues, natural de Penso, onde moravam.

 

ALVES, Américo (Padre). Filho de Júlio Alves e de Florinda da Rocha. Nasceu em Bela, Monção, a 19/7/1946. // Professor do Ensino Secundário. // Foi vice-presidente da Escola C+S de Melgaço depois de 1986, e presidente da Comissão Instaladora da Escola Secundária e Preparatória de Melgaço. // Dava aulas de latim. 

 

ALVES, António (Padre). // Natural do lugar de Sante, lugar meeiro das freguesias de Paderne e São Paio. // Faleceu na sua terra natal a 2/5/1804 e foi sepultado na igreja de São Paio, por assim o ter solicitado em testamento.

 

ALVES (ou Ávares), António da Cunha. Filho de Manuel da Cunha Álvares e de Benta Maria Barbosa, naturais da freguesia de Ferreira, concelho de Paredes de Coura. Neto paterno de Manuel da Cunha e de Isabel Rodrigues; neto materno de Frutuoso Barbosa e de Angélica Barbosa. Nasceu na dita freguesia e concelho no século XVIII. // Na segunda metade do dito século XVIII era pároco da freguesia de Lamas de Mouro. // Ver Prof. Dr. José Marques, in “A capela de Lamas de Mouro” (A Voz de Melgaço de 1/4/2020):

 

ALVES (ou Álvares), Diogo Manuel. Filho de António Álvares Ramos. // Em 1809 era cura da freguesia de Chaviães. // No dia 12/10/1809 batizou Maria Rita do Carmo, nascida em Chaviães dois dias antes, filha de Manuel José Gonçalves de Araújo e de Rosa Joana de Araújo, do lugar do Outeiro, da dita freguesia. // Morreu na sua casa de Soengas, Chaviães, a 9/12/1832 (ver Obras Completas de ACE, vol. I, tomo II, p. 519 e 520).   

 

ALVES, Domingos (Padre). // Natural do lugar de Sante, freguesia de São Paio. // Faleceu a 3/4/1773. 

 

ALVES (ou Álvares), Francisco Luís (Padre). // Com geração:

 

     [MAGALHÃES, Maria Joaquina. Filha do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, de Melgaço, e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso de Puga, de São Senjo, Santiago, Galiza. Neta paterna de Jerónimo Gomes de Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu; neta materna de Sefíbio Morfi Ervelle e Silva e de Joaquina Ervelle Gaioso de Puga. Nasceu a 2/11/1791 e foi batizada a 7 desse mês na igreja de SMP pelo padre Manuel Ferreira Lopes, pároco de Santa Eulália de Valadares, com licença do padre Manuel Pedro Loné, abade na Vila de Melgaço. Padrinhos: o sacerdote batizante e Mariana Gertrudes de Magalhães e Abreu, e ao sacramento assistiu o capitão-mor, Luís Caetano de Sousa Gama, com procuração. // Ainda novita, enamorou-se de um estudante de Teologia, Francisco Luís Álvares, natural de Chaviães, de quem teve dois filhos: Maria Joaquina e Francisco Luís. // Faleceu com apenas 36 anos de idade e solteira. // (ver “À la Recherche de mes Racines”, p.p. 94 e 95, e “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, II volume, p.p. 127 e 128).]     

 

     [MAGALHÃES, Maria Joaquina. Filha de Maria Joaquina de Magalhães, natural da Vila, e do padre Francisco Luís Álvares, natural de Chaviães. Neta paterna de Miguel Caetano Álvares e de Antónia Maria de Araújo Azevedo Gomes (Poderé); neta materna do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso de Puga. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1810. // Proprietária. // Casou com Manuel António Pereira de Castro. // Residiu na Quinta de Eiró, Rouças. // Faleceu a 28/1/1895, no lugar e Quinta de Eiró, com todos os sacramentos, com oitenta e cinco anos de idade, no estado de viúva, sem testamento, com dois filhos vivos: Bernardo António e Maria Joaquina Pereira de Castro, e foi sepultada no cemitério de Rouças.]   

 

ALVES, Francisco Manuel (Padre). Nasceu em Chaviães. // Com geração:

 

     [CASTRO, Manuel António. Filho de Maria Luísa Pereira de Castro, solteira, da Casa e Quinta de Eiró, Rouças. // Em 1827 era vereador e juiz pela ordenação (OJM, de ACE, p. 133). // Morava na dita Casa e Quinta quando casou na igreja de SMP, a 9/4/1834, com Maria Joaquina de Magalhães, filha de Maria Joaquina de Magalhães, solteira, natural da Vila, e do padre Francisco Manuel Álvares, natural de Chaviães. Testemunhas: Manuel da Cunha e Caetana Alves, de Chaviães. // Pai de Bernardo António, de Maria Joaquina, e de Manuel Vicente Pereira de Castro.]

 

ALVES, Gregório (Padre). Filho de Francisco Alves. Nasceu no século XVII. // Morou em Chaviães. Em 1679 a sua família tinha um conflito com Inês de Puga e Brito e sua irmã Maria de Brito Figueiroa, por causa da Quinta de Porto Vivo, sita em Chaviães (ver Obras Completas de Augusto César Esteves, vol. I, tomo II, página 514).

 

ALVES (ou Álvares), João Manuel. // Nasceu em Rouças. // Em 1778 era clérigo “in minoribus”. Nesse ano, a 28 de Março, serviu de testemunha no batismo de Manuel Francisco, nascido três dias antes, filho de Manuel Pedro Fernandes e de Maria Teresa Gomes, residentes na Rua da Misericórdia, SMP.  

 

ALVES, José Rodrigues (Padre). Filho de António José Alves e de Clara Maria Rodrigues Torres, moradores em Sante. Neto paterno de Manuel Alves e de Maria Manuela de Sousa; neto materno de António Codesso Rodrigues Torres e de Ana ou Joana Maria Gonçalves. Nasceu no lugar de Sante a --/--/18--. // O seu tio padre Miguel Rodrigues Torres deixou-lhe em testamento cinquenta mil réis, um relógio em ouro, cadeia também em ouro, e todos os livros que ele possuía. 

 

ALVES, José António (Padre). Filho de ---------------- Alves e de -------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Ordenou-se sacerdote no seminário de Braga no ano de 1906. // Em 1912 celebrou uma missa em honra de Santa Bárbara na capela de Anamão, sita em Castro Laboreiro. Nesse ano foi para Âncora, a banhos, regressando a 19 de Outubro.

 

ALVES, José Augusto (Padre). Filho de Manuel Alves, natural da Gave, Melgaço, e de Matilde Esteves, natural de Riba de Mouro, Monção, lavradores, residentes no lugar de Eiriz. Neto paterno de José Alves e de Maria Joaquina Esteves; neto materno de Manuel António Esteves Moreira e de Joaquina Rosa Afonso. Nasceu na Gave a 28/12/1906 e nesse dito dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Gonçalves, artista, e Germana Rosa Gonçalves, lavradeira, solteiros. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 36, de 4/11/1929: «Partiu para Braga o seminarista JAA para iniciar o 7.º e último ano de preparatórios.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 37, de 10/11/1929: «Gave, 28/10/1929. Empreendeu-se nesta freguesia a rifa de um belíssimo quadro de Nossa Senhora, cujo produto vai aumentar as parcas esmolas da nova capela de Nossa Senhora da Guia na Beleira para ali se inaugurar dentro em pouco a sua imagem. Contribuir, pois, de qualquer modo para este bom fim é fazer um benefício e um favor, não aos homens, mas à Nossa mãe que está no Céu sempre velando por nós. Dar uma esmola para tal fim é pôr dinheiro a render na melhor das mãos. Pois que, Nosso Senhor disse que um copo de água dado em seu nome ao mais pequenino de seus filhos não ficaria sem larga retribuição, com quanta generosidade uma esmola dada em honra de sua Mãe? Não é preciso dizer mais a tal respeito. A devoção dos fiéis fá-los-á prever a todas as necessidades da humilde capelinha. Que Nossa Senhora proteja e guie para o bem e para a verdade aqueles que tão carinhosamente concorrem para estas boas obras. Que sejam felizes! Nas colunas deste jornal se abre uma subscrição para tão boa empresa. E às pessoas que lerem estas obscuras linhas peço encarecidamente que ajudem com uma pequenina esmola a levar a cabo a realização desta obra. Sem outro motivo, mas aguardando o favor da benevolência dos fiéis e devotos de N. S. da Guia, somos muito obrigados. // SUBSCRIÇÃO: José Augusto Alves – 5$00. // Comentário: suponho que foi ele que escreveu este texto; tão novo que ele era e já pedia tão bem!

     A 11/1/1931 foi-lhe conferida a “prima tonsura” (ver Notícias de Melgaço n.º 94, de 18/1/1931). // Ordenou-se sacerdote no seminário de Braga no ano de 1934; cantou missa nova na igreja da sua freguesia de nascimento a 22/7/1934; quem dirigiu o coro foi o seminarista Manuel António Bernardo “Pintor”, natural do lugar do Ribeiro, Castro Laboreiro (ver Notícias de Melgaço n.º 239, de 22/7/1934, e Notícias de Melgaço n.º 240, de 29/7/1934). // Em Outubro de 1934 foi nomeado pároco encomendado para as freguesias de Bico e São Martinho de Vascões, concelho de Paredes de Coura (Notícias de Melgaço n.º 248, de 14/10/1934). // Morreu na freguesia de Estorãos, Ponte de Lima, a 30/1/1988. // Era conhecido por “Padre Estanqueiro”.   

 

ALVES, José Manuel (Padre). // Em Abril de 1859 era pároco encomendado de Lamas de Mouro. // Nota: um sacerdote com este nome assinou, em sessão camarária de 19/4/1834, o Auto de Aclamação da rainha D. Maria II. 

 

ALVES (ou Álvares), José Manuel (Padre). Filho de Manuel Álvares e de Maria Manuela de Sousa, lavradores, residentes que foram no lugar dos Lourenços, freguesia de São Paio. // A 9/5/1833, na igreja de São Paio, representou a Senhora do Rosário que foi madrinha de Joaquina Rosa Salgueira, nascida no dia anterior. // A --/--/1841, na igreja de São Paio, foi padrinho de seu sobrinho, José Manuel Alves, nascido a 17/1/1841; a criança fora batizada pelo reverendo Manuel José Domingues. // A 18/1/1843, na igreja de São Paio, foi padrinho de Maria Rosa Alves, nascida dois dias antes. // Em Novembro de 1845 era pároco encomendado na freguesia de São Paio de Melgaço. // Além de padre, também era proprietário. // A 13/8/1857, na igreja de São Paio, foi padrinho de seu sobrinho Francisco José, nascido no dia anterior, filho de Manuel Joaquim Meleiro e de Maria Rosa Alves. // A 7/7/1861, na igreja de São Paio, foi padrinho de Domingos José, nascido no dia anterior, filho de Manuel Joaquim Meleiro e de Maria Rosa Alves. // A 24/5/1865, na igreja de São Paio, serviu de testemunha no casamento de Manuel José Marques com Maria Josefa Marques. // A 3/11/1867, na igreja de São Paio, foi padrinho de Domingos José, nascido a 31/10/1867, filho de José Joaquim Meixeiro e de Joaquina Alves. // A 4/9/1870, na igreja de São Paio, foi padrinho de António Manuel, nascido no dia anterior, filho de José Joaquim Marques e de Joaquina Alves. // Em 1874 pertencia ao grupo dos quarenta maiores contribuintes do concelho (Organização Judicial de Melgaço, de Augusto César Esteves, página 157). // A 7/4/1874, na igreja de São Paio, foi padrinho de Francisco José Meixeiro, vindo ao mundo cinco dias antes. // Morreu no lugar dos Lourenços a 18/11/1888 com os sacramentos da penitência e extrema-unção. // Tinha oitenta e nove anos de idade. // Fizera testamento e foi sepultado na igreja de São Paio.   

 

ALVES, José Maria (Padre). Nasceu no lugar de Alcobaça (freguesia de Fiães ou Lamas de Mouro) a --/--/18--. // «… completou os preparatórios aí por 1876…» (Jornal de Melgaço n.º 1226, de 15/11/1918). // Em Maio de 1901 tomou posse da paróquia de Fiães, como encomendado, substituindo o padre encomendado José António Alves Salgueira. Manteve-se nesse cargo durante alguns meses, até Junho de 1902, ocupando o seu lugar, como reitor, o padre António Esteves, que se aguentou até ao final da monarquia. // Foi padre-cura da freguesia de Cubalhão. // Na madrugada de 31/12/1912 tentaram roubar-lhe a égua da cavalariça, usando de meios violentos, mas não o conseguiram (Correio de Melgaço n.º 31, de 5/1/1913). // Morreu a --/--/1918, devido à terrível epidemia que fustigou Melgaço. Era conhecido por «padre Conde.» // Segundo o referido Jornal de Melgaço n.º 1226 «ele era um bom pároco; prova-o o facto de em quaisquer eleições o eleitorado da sua freguesia quase na totalidade o acompanhar até à urna.» E mais à frente: «com o seu desaparecimento perde o Dr. Vitoriano [Figueiredo e Castro], e o Conde de Azevedo, um dos seus maiores influentes políticos

 

ALVES, Lourenço (Padre e Dr.) Filho de Lourenço Álvares e de Gregória do Souto Salgado, moradores em Ferreiros, Prado. Nasceu no século XVIII. // Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço em 1769. // Ordenou o seu testamento a 6/6/1784. // A 9/6/1775, na igreja de Prado, batizou Maria Joaquina, nascida na vila dois dias antes, filha de Manuel Baleixo e de Rosa Gonçalves, galegos. // Morreu a 10/1/1785. 

 

ALVES, Manuel (Padre). // Em 1834 era o abade de Cristóval.

 

ALVES, Manuel (Padre). // Na igreja de Alvaredo foi padrinho de sua sobrinha, Maria José, filha de Manuel Besteiro e de Maria Joaquina [Rodrigues], moradores no lugar da Carvalheira, a qual nasceu a 20/3/1825 e foi batizada pelo padre Francisco Vaz, do lugar da Granja. A madrinha foi Marcelina Alves, do dito lugar da Granja, também tia da criança.   

 

ALVES, Manuel António. // Natural de Golães, Paderne. // A 26 de Março de 1840, na igreja de Paderne, foi padrinho de Maria José Rodrigues, nascida a 24 desse mês e ano.

 

ALVES, Manuel Augusto (Padre Dr.) Filho de António Manuel Alves e de Maria Rosa Aires, moradores no lugar da Igreja, Rouças. Nasceu nesse lugar a 21/1/1948. // Ordenou-se no seminário de Braga no ano de 1973. // Foi pároco de Cousso e Gave, freguesias de Melgaço, desde 7/10/1973; em 1978 assumiu também a paróquia de Cubalhão, do dito concelho. // Em 1992 foi nomeado pároco de Riba de Mouro, freguesia de Monção, continuando contudo a paroquiar Cousso (VM 961). // A 29/8/1994 foi nomeado pároco da Vila de Melgaço (acumulando com Cousso), substituindo o padre Justino Domingues, que se retirara por limite de idade; tomou posse a 2/10/1994. // A 15/7/1998 comemorou as bodas de prata sacerdotais. // Faleceu a --/--/2008. // Nota: tinha comprado um “Mercedes” dias antes de morrer! // Há quem diga que era mulherengo, mas quanto a isso nada se pode provar. 

 

ALVES, Manuel José (Padre). // Em Setembro de 1845 era pároco encomendado na freguesia de São Paio.

 

ALVES, Manuel Rui (Padre). Filho de Manuel Lourenço Alves e de Silvéria Martins de Castro. Neto paterno de Carolina [Augusta] Alves; neto materno de Damião Martins de Castro e de Maria Esteves Costas. Nasceu em Rouças a --/--/1945. Por volta de 1960 foi com os pais e irmãos para Braga. // Ordenou-se sacerdote no seminário da capital minhota no ano de 1969. // Chegou a ser capelão da Força Aérea, com a patente de coronel. // Morreu com apenas 41 anos de idade, com fratura do crânio, devido a um acidente de viação que teve na freguesia da Pena, Lisboa, a 9/9/1986, e foi sepultado no cemitério de Benfica, tendo sido em 1992 trasladado para o cemitério do Alto de São João. // Morava na Reboleira Sul, Amadora.  

 

ANES, Estêvão (Padre). A 14/11/1431 era pároco da igreja de SMP; a 30/1/1448 ocupava esse dito lugar (ver Padroado Medieval Melgacense, de José Domingues, página 96, edição da CMM, 2004).

 

ANTÓNIO DE AZEVEDO (Frei). // A 19/4/1834, em sessão camarária, assinou o Auto de Aclamação da rainha D. Maria II.

 

ANTÓNIO DA RAINHA DOS ANJOS (Frei). // Foi o 24.º guardião do convento das Carvalhiças, SMP. Tomou posse a 15 de Agosto de 1803.

 

ANTÓNIO DE SANTA ISABEL (Frei). // A 19/7/1838, na igreja de SMP, foi padrinho de António Manuel de Barros, nascido nesse dito dia, filho de Maria Rita de Barros. 

 

ANTÓNIO DE SANTA RITA (Frei). Natural de São Paio de Águas Longas, termo de Paredes de Coura. Foi o 33.º guardião do convento das Carvalhiças, SMP. Tomou posse a 28/5/1819.

 

ANTÓNIO DE SÃO FÉLIX (Frei). // A 19/4/1834, em sessão camarária, assinou o Auto de Aclamação da rainha D. Maria II. // A 30/4/1843, na igreja de Alvaredo, batizou Manuel Pires, nascido dois dias antes.   

 

ANTÓNIO DE SÃO JOÃO (Frei). Natural da freguesia de São João Batista, termo dos Arcos de Valdevez. // Foi o 6.º guardião do convento das Carvalhiças. Tomou posse a 22/9/1768 e cessou funções a 26/5/1770 (Obras Completas de ACE, volume I, tomo II, página 387).

 

ANTÓNIO DE SÃO JOÃO DE DEUS (Frei). Natural da Cornelhã. Foi o 34.º guardião do convento das Carvalhiças, SMP. Tomou posse a 8/10/1819 e concluiu o seu mandato a 9 de Junho de 1821. 

 

ANTÓNIO DOS SERAFINS (Frei). Natural da freguesia de São Romão da Neiva, termo de Barcelos. // Confessor. // Foi o 29.º guardião do convento das Carvalhiças, SMP. Tomou posse a 9/7/1812. // Voltou a ocupar esse lugar, como 38.º guardião, tomando posse da guardiania a 26/1/1826.   

 

ARAÚJO, Albano Júlio de Castro (Padre). Filho de Manuel Joaquim de Castro Araújo e de Rosa Teresa Domingues, moradores no lugar da Portela, Paderne. Neto paterno de Manuel José de Castro Araújo e de Rosa Domingues, de esse lugar; neto materno de Bento José Domingues e de Maria Joana Pereira Bacelar, de Alvaredo. Nasceu e foi batizado a 12/7/1844. Padrinhos: padre FASC e a Senhora do Rosário. // A 26/10/1867, na igreja do mosteiro de Paderne, foi testemunha no casamento de Bento José Vale com Maria Joaquina Alves. // Em 1875 era pároco encomendado da freguesia de Paderne. // A 17 de Maio de 1877, na igreja de Paderne, foi padrinho de Júlio Augusto, nascido a 28 de Abril desse ano, filho de João Manuel Vaz de Abreu e de Ana Joaquina Rodrigues, moradores no lugar de Crastos. // A 5/8/1879, na igreja de São Paio, foi padrinho de Jerónimo Salvador, nascido no dia anterior, filho de Luís Manuel dos Reis Sousa Lobato e de Eulália Leonora Soares. // A 7/5/1883, na igreja de Prado, foi padrinho de Maria Bernardina, nascida em Prado cinco dias antes, filha de Manuel Pereira e de Delfina Cândida Fernandes, moradores no lugar da Corredoura. A madrinha era Bernardina Pereira de Caldas, solteira, camponesa, ambos os padrinhos residentes em Paderne. // A 1/4/1888, na igreja de Paderne, foi padrinho de Rosa, nascida quatro dias antes, filha de António Joaquim Gregório e de Constança Gonçalves, moradores na Costa dos Moinhos. // A 10/9/1889, na igreja de Paderne, foi padrinho de sua sobrinha materna, Rosa da Natividade, nascida três dias antes, filha de José Joaquim Esteves e de Claudina de Castro Araújo. // A 29/7/1893, na igreja de Paderne, foi padrinho de seu sobrinho materno, Faustino, nascido nesse dito dia, filho de José Joaquim Esteves e de Claudina de Castro Araújo. // A 3 de Setembro de 1894, na igreja de Paderne, foi padrinho de António Júlio, nascido a 29 de Agosto desse ano, filho de António Joaquim Gregório e de Constança Gonçalves. // A 4/12/1896, na igreja de Paderne, foi padrinho de Albano Gregório, nascido três dias antes. // Morreu na Portela de Paderne, onde residia, a --/--/1925. // continua...


ATENÇÃO: não se esqueça de ler os meus poemas em POESIA DO VENTO. Obrigado.