segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia de Cristóval

 


Ficha técnica

 

 

Título: Gentes do Concelho de Melgaço - Cristóval

 

Autor – Joaquim A. Rocha

 

Capa – Brasão da freguesia

 

Fotografias – vários autores

 

Execução gráfica –

 

Tiragem –

 

Depósito legal –

 

ISBN –

 

Data de edição –

 

Correio eletrónico: joaquim.a.rocha@sapo.pt

Blogue: Melgaço, Minha Terra

  

Obras do autor

  

Obras a publicar

 

Poemas do Vento

Sonetos do Sol e da Lua

Quadras ao deus dará

Escritos Sobre Melgaço

Entre Mortos e Feridos (romance)

Lembranças Amargas (romance)

Gentes de Melgaço (biografias)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço

A Minha Vida em Imagens

A minha religião e outros escritos

  Auto da Palina

Frágeis Elos (2.ª edição)

Melgaço: Padres, Monges e Frades

Escritores e Investigadores Melgacenses (e afins)

Os Ossos de Camões (tese de licenciatura)

Conto (O Fim de um Sonho)

Sob o Signo do Azar

Ferreira da Silva (…)

 

Obras publicadas

 

Livros

 

Frágeis Elos (uma história familiar)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço (I e II volumes)

Lina – Filha de Pã (romance)

Os Meus Sonetos e os do frade

Os Novos Lusíadas

Melgacenses na I Grande Guerra

(em parceria com Walter Alves)

 

Separatas

 

A Origem de Algumas Famílias Melgacenses

A Febre Tifoide e os seus Protagonistas

Tomás das Quingostas (200 anos do seu nascimento)

A Provável Origem de Melgaço e Paderne

 

Prefácios nos livros de José A. Cerdeira

e do Dr. Augusto César Esteves:

 

Tomaz das Quingostas

O Buraco da Serpe

A Adversidade por Madrasta

O Sonhador dos Montes da Aguieira

Nas Páginas do Notícias de Melgaço

 

Colaborações

 

No Boletim dos Serviços Sociais da CGD

No Boletim Cultural da Câmara Municipal de Melgaço

No jornal A Voz de Melgaço

No jornal Fronteira Notícias

Artigo sobre o santuário da Peneda no livro Lugares Sagrados

 de Portugal I, editado pelo Círculo de Leitores em 2016.

 

APRESENTAÇÃO

 

      O nome CRISTÓVAL é deturpação de Cristóvão. O padroeiro de Ribadávia, vila galega próxima desta freguesia é São Cristóvão. Isso significa que esse santo, apesar de lendário (foi excluído do calendário litúrgico pelo papa Paulo VI, a 9/5/1969), era venerado por estes sítios. Terá vivido, segundo a lenda, logo depois da morte de Cristo, e foi convertido ao cristianismo pelo apóstolo Bartolomeu.   

      A 13/8/1883 foi pela 1.ª vez sepultado um corpo fora da igreja (ver Maria Florinda Soeiro). // A partir de 3/5/1885 voltaram a ser enterrados dentro da igreja, devido à rebelião do povo, sobretudo das mulheres. Houve exceções: Francisco Esteves, que faleceu a 2/5/1886 (a seu pedido foi sepultado fora da igreja); e o guarda da alfândega, Atanásio de Melo, que morreu afogado no rio Trancoso a 13/3/1888 (também manifestara essa vontade). // Ver também Aurélio Melão, sepultado a 16/6/1889. // A 26/1/1892 foi sepultada fora da igreja, em jazigo próprio, Florinda Pereira. // A 24/12/1892 também foi sepultada fora da igreja Clara Luísa Rodrigues. // A 8/1/1893 também foi sepultada fora da igreja Josefa Vaz. // A 10/4/1894 foi sepultada em jazigo de família, fora da igreja, Delfina (ou Claudina) Gonçalves. // A 16/10/1894 foi sepultado fora da igreja Manuel do Outeiro. // A 6/1/1895 foi sepultado fora da igreja Miquelina Rosa da Silva. // A 21/6/1895 foi enterrada fora da igreja Miquelina Augusta de Almeida. // A 6/8/1895 foi sepultada fora da igreja Maria Garcia. // Mais três cadáveres enterrados fora da igreja: Manuel José Marques, falecido a 16/9/1895; José Fernandes, falecido a 2/10/1895; e António Vaz, falecido a 7/11/1895. // A partir de Janeiro de 1896 (ver Manuel Joaquim Fernandes) os corpos dos defuntos começaram a ser enterrados fora da igreja, salvo raras excepções.       

 

            Lugares: Aldeia do Souto, Arroteia, Calçada, Campo do Souto, Carvão, Casais (parte), Cevide, Coto, Coto do Sobreiro, Coule, Cruz, Doma, Esquipa, Facho, Ferraria, Fonte do Cabo, Gonte, Gorvela, Granja, Grova (parte), Igreja, Marga, Mouriga, Pedrugal, Pico, Porta, Portas de Paradela, Pousadas, Ramo, Ranhado, Regueiro, Rua Verde, São Gregório, Soalheira, Sobreiro, Sucastelo, Tortim.

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ABREU

 

ABREU, Abel Augusto. Filho do Dr. José Joaquim de Abreu e de Augusta Maria de Araújo, proprietários, moradores na Rua Verde de São Gregório. N.p. de Miquelina Rosa de Abreu; n.m. de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pires Pereira. Nasceu a 1/11/1907 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinho: Caetano Maria de Abreu, solteiro, proprietário. // A 26/7/1917 fez exame do 1.º grau e obteve a classificação de ótimo; era aluno do professor Abel Nogueira Dantas (Jornal de Melgaço n.º 1169, de 4/8/1917). // Em Julho ou Agosto de 1918 fez exame do 2.º grau, tendo sido aprovado com distinção (JM 1220, de 24/8/1918). // Ainda jovem ingressou no exército, tendo atingido a patente de sargento-ajudante. // Casou no Posto do Registo Civil de Vila Praia de Âncora, Caminha, a 18/12/1940, com Alda da Conceição Soares de Albergaria. // Faleceu a 11/10/1989 na freguesia da Ajuda, Lisboa.     

 

ABREU, Albina. Filha de Celestino de Jesus de Abreu, soldado da Guarda-Fiscal, e de Adelaide Estefânia Lopes, moradores no lugar de São Gregório. N.p. de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Maria do Carmo Durães. Nasceu em Cristóval a 31/12/1901 e foi batizada na igreja a 4/1/1902. Madrinha: Albina Rosa da Silva, solteira, proprietária.   

 

ABREU, Amadeu. Filho de Lucrécia Augusta de Abreu, solteira (*), proprietária, moradora na Rua Verde de São Gregório, e de António Joaquim da Cruz, solteiro, natural de Ganfei, Valença do Minho. Neto materno de Manuel Joaquim de Abreu (por adoção, ou reconhecimento, e não por ser casado) e de Maria da Pureza de Almeida, solteira, de São Gregório; neto paterno de Manuel José da Cruz e de Ana Joaquina Fernandes. Nasceu na Rua Verde a 4/10/1886 e foi batizado na igreja de Cristóval nesse dia. Padrinhos: António Joaquim Pacheco, casado, empregado, como guarda, no posto de São Gregório, e sua mulher, Miquelina de Almeida, tios maternos do bebé.     

 

ABREU, Ana da Conceição. Filha de Caetano de Abreu e de Ludovina Rosa Lopes, proprietários. N.p. de Francisca de Abreu, solteira; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos de São Gregório. Nasceu a 26/7/1884 e foi batizada na igreja de Cristóval a 29 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno, proprietário, e Beatriz de Jesus Lopes, solteira, tia materna da criança. // Faleceu em São João do Souto, Braga, a 22/8/1962. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1445, de 26/8/1962: «No passado dia 22 faleceu em Braga, em casa de sua residência, Ana da Conceição Abreu, moradora que foi em São Gregório, e que contava a idade de 79 anos. Era tia de Arnaldo Abreu Parente, comerciante em São Gregório…» 

 

ABREU, António Avelino. Filho de Celestino de Jesus de Abreu, soldado da Guarda-Fiscal, e de Adelaide Estefânia Lopes, doméstica, moradores no lugar de São Gregório. N.p. de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Carmen Durães. Nasceu em Cristóval a 10/4/1899 e foi batizado na igreja a 13 desse mês e ano. Padrinhos: António Avelino Lopes, solteiro, proprietário, e Albina Rosa da Silva, solteira. // Casou a 12/12/1918, na Conservatória do Registo Civil de Melgaço, com a sua conterrânea Merenciana (ou Emerenciana) Maria Esteves, de 21 anos de idade, filha de Rosa Esteves, solteira, peixeira, natural de Fiães, moradora em São Gregório. // Morreu a 7/10/1921 em Ciego de Ávila, República de Cuba. // Nota: a sua viúva finou-se a 26/2/1982, na freguesia de Paços; no ano de 1929 teve uma filha de Isidoro Artur do Paço (ver Rosa Augusta do Paço).

 

ABREU, António José Avelino. Filho de Caetano de Abreu e de Ludovina Rosa Lopes, artistas, moradores no lugar de São Gregório. Neto paterno de Francisca de Abreu; neto materno de Francisco Manuel Lopes e de Carmen Durães. Nasceu em Cristóval a 7/2/1898 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Cortes, solteiro, lavrador, e Ana Augusta de Jesus Cortes, solteira. // Casou a 23/11/1921, na CRCM, com a sua conterrânea Inês Sofia Esteves de Magalhães, de vinte e um (21) anos de idade, filha de Manuel Esteves de Magalhães e de Delfina Esteves de Amorim. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 30/9/1982.  

 

ABREU, António Severo. Filho de -------------- Abreu e de --------------- Lopes. Nasceu a --/--/19--. // A 17/7/1933 fez exame do 2.º grau, quarta classe, ficando distinto (Notícias de Melgaço n.º 204, de 13/8/1933).

 

ABREU, Arnaldo. Filho de Caetano de Abreu e de Ludovina Rosa Lopes, ele oficial de alfaiate. Neto paterno de Francisca de Abreu; neto materno de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos de São Gregório. Nasceu a 15/3/1888 e foi batizado na igreja de Cristóval a 20 desse mês e ano. Madrinha: Júlia Augusta Correia dos Santos, solteira, de São Gregório, maior de catorze anos. (Nota: por os pais do bebé serem pobres, o assento não levou estampilha). // Em 1962 ainda vivia; era comerciante em São Gregório, freguesia de Cristóval. // NOTA: ver no apelido Parente.    

 

ABREU, Berta Augusta. Filha de José Joaquim de Abreu e de Augusta Maria de Araújo, proprietários, moradores no lugar de São Gregório. N.p. de Miquelina de Abreu; n.m. de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pires Pereira. Nasceu em Cristóval a 25/5/1904 e foi batizada na igreja a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu, solteiro, proprietário, e Miquelina de Abreu, solteira, proprietária. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «ótima»; era sua professora Maria Cândida Lopes (Correio de Melgaço n.º 160, de 8/8/1915). // A 4/8/1917 fez exame do 2.º grau, ficando aprovada (Jornal de Melgaço n.º 1170, de 11/8/1917). // Casou a 24/9/1926, na CRCM, com Luís Jorge Maximiliano Sanches (?) de Mendegona.   

 

ABREU, Birgita. Filha de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida, do Coto de São Gregório. Neta paterna de Inácio Luís de Abreu e de Benta Durães, de São Gregório; neta materna de Manuel José de Almeida e de Maria do Outeiro, do Coto. Nasceu em Cristóval a 17/5/1866 e foi batizada a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Araújo, solteiro, negociante, e Birgita de Sousa, solteira, de São Gregório. 

 

ABREU, Caetano. Filho de Francisca de Abreu, solteira, moradora em São Gregório. Neto materno de Inácio José (ou Inácio Luís) de Abreu e de Maria Benta Rodrigues (ou Durães), do dito lugar. Nasceu a 27/12/1856 e foi batizado a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Domingues e sua irmã, Cândida, solteiros, do lugar do Coto. // Casou a 15/5/1882, com Ludovina Rosa, de 22 anos de idade, solteira, filha de Francisco Manuel Lopes e de Maria do Carmo Durães, proprietários na Rua Verde de São Gregório. Testemunhas: António Fernandes, casado, oficial de tacheiro, morador na Rua Verde, e Júlio Celestino Gonçalves, solteiro, a residir no lugar da Porta.   

 

ABREU, Caetano Maria. Filho de José Joaquim de Abreu (Lima e Castro) e de Francisca Rosa Gomes, de São Gregório. N.p. de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia de Araújo Lira e Abendanho; n.m. de Manuel José Gomes e de Ana Rosa Esteves, de Sá, Paços. Nasceu a 30/12/1841 e foi batizado a 1/1/1842. Padrinhos: Caetano Gomes e sua irmã, Ana, tios maternos do bebé. // Militou no Partido Regenerador. Lê-se em “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, de Augusto César Esteves, volume I, página 607: «… e como nas eleições camarárias de 1895 fez parte da mesa eleitoral na qualidade de escrutinador, foi processado criminalmente a requerimento do Dr. António Joaquim Durães, e em 17/11/1897 julgado e condenado em cinquenta mil réis de multa, fora as custas e selos do processo.» // Em 1912 encontrava-se muito doente (Correio de Melgaço n.º 6). // Faleceu em São Gregório a 4/2/1913 (Correio de Melgaço n.º 36, de 9/2/1913). // Era irmão do padre José Joaquim de Abreu. // S.g.

    

ABREU, Carlos Augusto. Filho de --------- Abreu e de ------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // A 17/7/1933 fez exame do 2.º grau, quarta classe, ficando aprovado (Notícias de Melgaço n.º 204, de 13/8/1933).

 

ABREU, Celestino de Jesus. Filho de Luís Manuel de Abreu, alfaiate, e de Albina Josefa de Almeida, moradores em São Gregório, na Rua Verde. N.p. de Inácio Luís de Abreu e de Benta Durães, lavradores, do dito lugar; n.m. de Manuel José de Almeida, tabelião público na Vila de Melgaço, e de Maria do Outeiro, residentes no Coto. Nasceu a 18/1/1863 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel de Almeida, solteiro, lavrador, e Maria de Almeida, solteira, do Coto, tios maternos do batizando. // Foi soldado da Guarda-Fiscal. // Casou a 21/4/1884, na igreja de Cristóval, com Adelaide Estefânia, solteira, de 21 anos de idade, filha de Francisco Manuel Lopes e de Carmen Durães, residentes na Rua Verde. Testemunhas presentes: Constantino Domingues, casado, lavrador, e Francisco José Rodrigues, solteiro, oficial de alfaiate, ambos moradores no lugar da Porta. // Faleceu em Fiães a 11/11/1942 (?). // Com geração (ver, também, na freguesia de Fiães).  

 

ABREU, Elvira de Jesus. Filha de Celestino de Jesus de Abreu, soldado da Guarda-Fiscal, e de Adelaide Estefânia Lopes, moradores no lugar da Rua Verde de São Gregório. Neta paterna de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; neta materna de Francisco Manuel Lopes e de Maria do Carmo Durães. Nasceu em Cristóval a 22/6/1904 e foi batizada na igreja a 26 desse mês e ano. Madrinha: Albina Rosa da Silva, solteira, proprietária. // A 15/7/1918 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de ótima (JM 1216, de 27/7/1918). // Casou a 21/12/1927, na CRCM, com Amaro de Lima. // O seu marido morreu a 10/1/1990. // Ela faleceu no Lar Pereira de Sousa a 18/6/1993, com 88 anos de idade. // Mãe de Idalina Alice de Lima, casada com Manuel José Esteves, comerciante na Vila, e de Maria Alice de Lima, casada com ---------------- Martins.  

 

ABREU, Emília Joaquina. Filha de Luís Manuel de Abreu (e Abendanho) e de Maria Teresa Benita de Puga, moradores no lugar de São Gregório. Neta paterna de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia de Araújo (Lira de Abendanho), de Alvaredo, termo de Valadares; neta materna de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves, naturais da Frieira, Desteriz. Nasceu na freguesia de Cristóval a 28/8/1833 e foi batizada na igreja a 1/9/1833. Padrinhos: Francisco Joaquim de Abreu e sua irmã, Maria Joaquina de Abreu, de Alvaredo. 

 

ABREU, Francisca. Filha de Inácio Luís de Abreu e de Maria Benta Durães, proprietários. // Faleceu em São Gregório a 15/1/1885, com cinquenta anos de idade, no estado de solteira, apenas com a extrema-unção, sem testamento, e foi sepultada no cemitério no dia seguinte. // Com geração.

 

ABREU, Francisco Manuel. Filho de Caetano de Abreu, alfaiate, e de Ludovina Rosa Lopes. Neto paterno de Francisca de Abreu; neto materno de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos de São Gregório. Nasceu a 20/2/1883 e foi batizado na igreja de Cristóval no dia seguinte. Padrinhos: o seu avô materno, casado, proprietário, e Adelaide Lopes, solteira, tia materna. 

 

ABREU, Helena (?) Rosa. Filha de José Joaquim de Abreu e de Francisca Rosa Gomes, de São Gregório. N.p. de Francisco José de Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia de Araújo Abendanho, de Alvaredo; n.m. de Manuel José Gomes e de Ana Rosa Esteves, de Sá, Paços. Nasceu a 3/8/1839 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Gomes e sua filha, Ana, avô e tia da neófita. 

 

ABREU, Hermínia da Anunciação. Filha de Celestino de Jesus Abreu e de Adelaide Estefânia Lopes, proprietários. Neta paterna de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; neta materna de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos da Rua Verde de São Gregório. Nasceu a 22/3/1885 e foi batizada na igreja de Cristóval a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim Pacheco, empregado da Alfândega de Melgaço, e mulher, Miquelina da Anunciação de Almeida, ambos tios da batizanda. // Casou com António Fernandes Correia, de 22 anos de idade, da freguesia de Arcozelo, Ponte de Lima, filho de Rosa da Conceição, na CRCM, a 26/8/1916 (Correio de Melgaço n.º 216). // Faleceu em Cristóval a 21/2/1965. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1546, de 28/2/1965: «No lugar de São Gregório, Cristóval, faleceu no passado dia 22, com 79 anos de idade, H.A., esposa de António Correia, comerciante naquele lugar, mãe de Júlio e de Augusto, e de Idalina da Luz, residente na vila de Melgaço, e avó de António Augusto Pires, agente técnico de engenharia, de Júlio Pires, aluno do 4.º ano da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e de Carlos e Hermínia Correia...»  

                              

ABREU, Isidoro Maria. Filho de Celestino de Jesus Abreu, soldado da Guarda-Fiscal, e de Adelaide Estefânia Lopes, residentes no lugar de São Gregório. N.p. de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Carmen Durães. Nasceu em Cristóval a 2/2/1894 e foi batizado na igreja católica a 4 do mesmo mês e ano. Madrinha: Maria Pureza de Almeida, solteira. 

 

ABREU, José António. Filho de Maria Joaquina de Abreu, moradora na Rua Verde. Neto materno de Luís Manuel de Abreu (de Abendanho) e de Maria Teresa Benito de Puga, do dito lugar. Nasceu em Cristóval a 4/7/1858 e foi batizado na igreja pelo pároco José Manuel Lopes a 12 desse mês e ano. Padrinhos: José António de Abreu Cunha Araújo, da Casa do Rio do Porto, Vila de Melgaço «capital deste concelho».

 

ABREU, José Joaquim. Filho de Francisco José de [Abreu] Lima e Castro e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho, do Maninho, Alvaredo. Nasceu por volta de 1795 (*). // Lavrador. // Morava em São Gregório, Cristóval, quando casou na igreja de Paços, a 26/11/1832, com Francisca Rosa Gomes, filha de Manuel José Gomes e de Ana Rosa Esteves, de Sá, Paços. Testemunhas: Joaquim do Outeiro e Manuel Domingues, de Sá. // Em 1838 era comerciante em São Gregório (ver ACE, página 184). // Morreu em São Gregório a 19/8/1881, com 86 anos de idade, no estado de casado, só com os sacramentos da penitência e da extrema-unção, com testamento, e foi sepultado na igreja no dia 20. // A sua viúva finou-se na Rua Verde a 3/4/1889, com 76 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja de Cristóval no dia 5. // Com geração. /// (*) Deve ter nascido em Alvaredo e vindo para Cristóval ainda novo, onde foi agricultor e comerciante.   

 

ABREU, José Joaquim. Filho de José Joaquim de Abreu e de Francisca Rosa Gomes, moradores no lugar de São Gregório. // Sem mais notícias.

 

ABREU, José Joaquim (Padre). Filho de José Joaquim de Abreu (Lima e Castro Abendanho), lavrador, natural de Alvaredo, e de Francisca Rosa Gomes, lavradeira, natural de Paços, moradores em São Gregório. Neto paterno de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho, de Alvaredo; neto materno de Manuel José Gomes e de Ana Rosa Esteves, de Paços. Nasceu em São Gregório, Cristóval, a 1/6/1837, e foi batizado a 4 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Estudou em Braga. // Em 1879 era encomendado em SMP. // Morreu em São Gregório, freguesia de Cristóval, a 21/8/1909, com todos os sacramentos, com testamento, sem filhos, e foi sepultado na capela do cemitério de Cristóval. // Era tio do Dr. José Joaquim de Abreu (1880/1938), o qual foi o primeiro Conservador do Registo Civil de Melgaço. 

 

ABREU, José Joaquim (Dr.) Filho de Miquelina Rosa de Abreu, solteira, proprietária, natural de Cristóval. Neto materno de José Joaquim de Abreu (Lima e Castro Abendanho), natural de Alvaredo, e de Francisca Rosa Gomes, natural de Paços. Foi nascer (para evitar um escândalo) na freguesia de Monte Redondo, província de Ourense, a --/--/1880. // Depois dos estudos secundários ingressou na Universidade, tendo concluído, em 1904, o Curso de Direito. // Fixou-se na Vila de Melgaço como advogado. // Casou na igreja de Cristóval a 3/4/1901 com Augusta Maria de Araújo, de 23 anos de idade, solteira, nascida em São Gregório, filha de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pires Pereira. Testemunhas presentes: Francisco Joaquim Pacheco, guarda-fiscal reformado, e Manuel Pereira da Costa, proprietário, ambos residentes em Cristóval. Moraram na Rua Verde de São Gregório (*), onde possuíam uma boa casa em granito, na qual lhe nasceram os filhos. // Em 1911 toma posse de Conservador do Registo Civil de Melgaço, o primeiro a fazê-lo, pois essa Conservatória fora criada nesse ano, lugar que ocupou até à sua morte. // Em 1912 foi administrador do concelho; nesse ano fazia parte da Comissão Municipal do Partido Republicano Evolucionista (Correio de Melgaço n.º 7). // A 12/1/1913 pediu a demissão de administrador do concelho, tendo sido substituído a 24 de Fevereiro desse ano pelo Dr. António Augusto Durães. // Em Junho de 1913 deu 2$50 para ajudar a escola de Cristóval (Correio de Melgaço n.º 55). // Foi jurado pela freguesia de Cristóval no 2.º semestre de 1915 (Correio de Melgaço n.º 157, de 18/7/1915). // Novamente administrador do concelho em 1919, a seguir à intentona monárquica, conhecida por «monarquia do norte»; tomou posse a 14 de Fevereiro (Jornal de Melgaço n.º 1235). // Voltou a ter esse cargo em 1921 e em 1923, tomando posse a 6 de Dezembro. Aguentava apenas uns escassos meses nesse espinhoso lugar. // A Companhia de Seguros “Adamastor”, com sede em Lisboa e filial no Porto, em 1919 nomeou-o seu agente em Melgaço (JM 12/42, de 13/4/1919). // Faleceu na sua casa de São Gregório a 20/10/1938, com cinquenta e oito anos de idade (NM 418, de 23/10/1938). Alguém comentou no “Notícias de Melgaço” n.º 419: «...figura de destaque no meio republicano.» // A sua viúva residiu depois em casa do seu filho, na Orada, freguesia da Vila, onde se finou a 9/2/1954, com setenta e seis anos de idade. // Pai do Dr. Abreu, advogado e Conservador do Registo Civil e Predial de Melgaço, e de Abel, militar. /// (*) Também possuía uma casa na Vila, onde residia a sua amante, Emília Rodrigues, mais conhecida por “Emília Barrenhas”, em quem gerou dois filhos: Eurico e José Augusto (ver as suas biografias em Rodrigues – Vila de Melgaço).        

 

ABREU, José Joaquim. Filho de Caetano de Abreu e de Ludovina Rosa Lopes, proprietários. N.p. de Francisca de Abreu, solteira; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos de São Gregório. Nasceu a 19/3/1886 e foi batizado na igreja de Cristóval a 21 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // S.m.n. 

 

ABREU, José Joaquim (Dr.) Filho do Dr. José Joaquim de Abreu e de Augusta Maria de Araújo, proprietários, moradores em São Gregório. Neto paterno de Miquelina Rosa de Abreu; neto materno de José Joaquim de Araújo e de Benedita Pires Pereira. Nasceu em Cristóval a 4/1/1906 e foi batizado na igreja a 12 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim de Araújo, viúvo, negociante, e Matilde Gonçalves de Araújo, casada, proprietária, representada por António Augusto de Araújo, viúvo, proprietário. // A 26/7/1917 fez exame do 1.º grau e obteve a classificação de ótimo; era aluno do professor Abel Nogueira Dantas (JM 1169, de 4/8/1917). // Em Julho ou Agosto de 1918 fez exame do 2.º grau, ficando aprovado com distinção (JM 1220, de 24/8/1918). // Em 1929 frequentava, na Universidade de Coimbra, o 4.º ano de Direito (Notícias de Melgaço n.º 19, de 30/6/1929). // Formou-se em Direito, na citada Universidade de Coimbra, em 1931. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 120, de 9/8/1931: «Na Universidade de Coimbra concluiu a sua formatura em Direito o nosso amigo e conterrâneo Sr. Dr. JJA, filho do nosso também amigo e digno Conservador do Registo Civil desta comarca, Sr. Dr. JJA. Ao novo bacharel e a seu pai apresentamos os nossos sinceros parabéns. // Em 1933 abriu escritório de advogado na Rua da Calçada, Vila de Melgaço (NM 182, de 5/2/1933). // Em 1936 foi nomeado Conservador do Registo Civil de Santa Cruz da Graciosa, Açores (NM 303, de 1 de Março). Foi também Conservador dos Registos Civil e Predial em Melgaço; tomou posse na sala da audiência do tribunal judicial da comarca de Melgaço a 3/12/1938; essa posse foi-lhe dada pelo delegado do Procurador da República, Dr. Abel de Campos Carvalho. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1005, de 16/12/1951: «Comarca de Melgaço, Secretaria Judicial. Anúncio (1.ª publicação). Faz-se público que pelo juízo de direito da comarca de Melgaço correm editos notificando o reu Manuel de Campos, cigano, sem residência conhecida, que se faz acompanhar por uma cigana alta, com dois filhos de tenra idade, para no prazo de 30 dias se apresentar neste tribunal a fim de assistir aos termos do processo de querela que lhe move o Ministério Público pelo crime de furto previsto pelo artigo 426, n.º 7, referido no artigo 421, ambos do código penal e punível pelo n.º 4 deste preceito por força do disposto do artigo 427, n.º 2, do mesmo diploma, pelo que se acha pronunciado provisoriamente com admissão de caução arbitrada em 20.000$00, com a cominação de que não se apresentando naquele prazo, com início após a última publicação deste anúncio, o processo seguirá à sua revelia e o reu pode ser preso por qualquer pessoa do povo e o deverá ser por qualquer autoridade. Mais se notifica o mesmo reu de que se acha aberta a instrução contraditória, que tem o prazo de cinco dias, findo o dos editos, para apresentar na secretaria deste tribunal articulação dos factos que pretenda provar, com a indicação dos respetivos elementos de prova, nos termos do artigo 36, § 2.º, do decreto n.º 35007, e de que lhe foi nomeado defensor oficioso o Dr. José Joaquim de Abreu, com domicílio nesta Vila. Melgaço, 12/12/1951. Costa Fernandes (juiz de direito); Arsénio Pinheiro (chefe de secção).» // Foi promovido à 2.ª classe em 1957. // Casou a 29/7/1933 na CRCM e no dia seguinte na capela da Orada, com a professora do ensino básico, Duartina Rosa, de 27 anos de idade, na altura a lecionar na escola do ensino primário em Cubalhão, filha de José Bento Domingues e de Ana Maria Rodrigues, castrejos, donos da Quinta da Orada. // Dizem que «filho de peixe sabe nadar» e este não escapou à regra: mulherengo exibicionista, teve como concubina uma das filhas da “Maria das Adegas”, além de ter outras amantes ocasionais, espalhadas um pouco por todo o lado! // Gerou polémica com os padres Vaz, residentes em Braga, proprietários de “A Voz de Melgaço”, além de conflitos que manteve com cão e gato, nunca iniciados por ele, segundo a sua versão, expressa nos seus livros. Para alguns conterrâneos tornou-se uma ameaça, pois, devido à profissão que exercia, tinha direito ao uso de arma de fogo, da qual se serviu certa altura para ameaçar um candidato a namorado da sua amante, segundo me contaram. Publicou diversos artigos no jornal “República” e “Notícias de Melgaço”, em tom agressivo e irónico, que posteriormente compilou e editou: «Vil Perseguição a um Advogado por um delegado do Ministério Público» (1955). Neste livro descreve pormenorizadamente a perseguição que lhe moveu o delegado do Procurador da República, Dr. Octávio Manuel Soares Medeiros, entre 1951 e 1953. Quando este chegou a Melgaço, tornaram-se grandes amigos, mas essa amizade tinha pés de barro, por isso transformou-se em ódio feroz. O Dr. Abreu chegou a estar preso, foi enxovalhado, levou uma tareia de dois indivíduos, os quais receberam dinheiro de alguém para lhe baterem, enfim, um período péssimo na sua vida. Brigou com o cambista Artur Teixeira, este acompanhado pelos seus capangas; viu-se envolvido em um caso de assinatura falsa, cujo final não ficou devidamente esclarecido, etc. Publicou também «Denúncia Caluniosa» (1957); «Padres Incríveis» (1976), uma autêntica batalha contra os padres Vaz, de Rouças; «Magistrados Indesejáveis» (1977). Este último livro é uma autêntica despedida deste mundo; desabafa, confessa a sua desilusão perante alguns seres humanos, conta-nos períodos menos bons da sua vida de advogado, etc. // Dizia-se republicano, mas alinhava em comezainas com os amigos do regime corporativista de Salazar e Marcelo, até com os agentes da PIDE! O “Notícias de Melgaço” n.º 556, de 14/9/1941, dá-nos conta da sua participação em uma homenagem ao chefe dessa polícia política do Peso – brindou e elogiou! // Lê-se no NM 1475, de 23/6/1963: «Teve de recolher à cama com um incómodo hepático o Dr. JJA, ilustre advogado e conservador do registo civil na comarca de Monção. Felizmente o seu estado de saúde está em vias de completo restabelecimento com o que muito folgamos…» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1526, de 13/9/1964: «No hotel de Santa Luzia, belo edifício implantado na montanha que domina a linda princesa do Lima, capital do nosso distrito, com a assistência de mais de 200 pessoas dos vários concelhos do Alto Minho, em representação das entidades oficiais, da sua vida económica e política, e promovido pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, realizou-se na passada quarta-feira, 9 do corrente, um banquete de homenagem ao Dr. Alfredo Pinto, Governador Civil, em comemoração do 1.º aniversário da sua investidura no alto cargo de 1.º magistrado do distrito. Durante o repasto receberam-se muitos telegramas e cartas de felicitações que foram lidas pelo vereador vianez Dr. José Alpuim e pelo reverendo António Quesado, prior de Vila Franca, que leu um telegrama do venerando antiste, arcebispo primaz da arquidiocese de Braga. O nosso concelho esteve representado pelo professor Manuel José Rodrigues, presidente do município, e pelo advogado e conservador do Registo Civil da comarca de Monção Dr. JJA, amigo pessoal do homenageado…» // Apesar de tudo, há quem afirme que foi um bom advogado. // Recorda ele no seu livro “Magistrados Indesejáveis”, de 1977, página 165, os tempos de estudante: «Fui preso pela Pide, tendo passado dois dias num antro fedorento, a cadeia de Monção da época, de onde fui transferido para o Aljube do Porto, onde passei mais de dois meses. E estava absolutamente inocente, desconhecendo por completo os factos de que era acusado. Eram maus, de insegurança e crueldade, os tempos da década de trinta.» // Morreu na Vila de Melgaço a 17/12/1979. // Pai de Rui de Abreu (193-/197-).                          

                           

ABREU, José Maria. Filho de Luís Manuel de Abreu (e Abendanho) e de Maria Teresa Benito de Puga, moradores no lugar de São Gregório. Neto paterno de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia Araújo Abendanho, de Alvaredo; neto materno de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves, de Desteriz, Galiza. Nasceu a 30/12/1839 e foi batizado a 1/1/1840. Padrinhos: José Miguel da Silva e sua mulher, Maria Josefa Ribeiro, de São Gregório. 

 

ABREU, Júlio de Jesus. Filho de Caetano de Abreu e de Ludovina Rosa Lopes, moradores em São Gregório. N.p. de Francisca de Abreu, solteira, do dito lugar; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, da Rua Verde. Nasceu a 20/2/1892 e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Júlio Augusto de Sousa Viana, solteiro, negociante e proprietário, e Maria de Brito, solteira, proprietária, ambos de São Gregório. (O padre não cobrou os seus direitos, nem pôs estampilhas no duplicado do assento, pelo facto dos pais da criança serem pobres). // Morreu no lugar de São Gregório, freguesia de Cristóval, a --/--/1929 (Notícias de Melgaço n.º 39, de 24/11/1929).   

 

ABREU, Júlio José. Filho de ------------ Abreu e de ----------------------------. Nasceu em Cristóval a 29/03/1927. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1420, de 17/12/1961: (consultar na Biblioteca da Casa da Cultura). // Morreu em Paços a 21/01/2020, com noventa e dois anos de idade (A Voz de Melgaço n.º 1435, de 1/2/2020, e CFAM).

 

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ABREU, Justino Júlio. Filho de Manuel Joaquim Abreu, solteiro, proprietário, e de Maria da Pureza de Almeida, solteira, moradores em São Gregório. Neto paterno de José Joaquim de Abreu e de Francisca Rosa Gomes, do dito lugar; neto materno de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, moradores na Vila de Melgaço, intramuros. Nasceu a 22/9/1870 e foi batizado na igreja de Cristóval a 27 desse mês e ano. Padrinhos: João Domingues Rodrigues, solteiro, de Chaviães, morador na Portela do Couto (representado por Luís Camilo Gomes de Abreu, solteiro, proprietário, morador na Vila de Melgaço, intramuros). // Morreu a 18/11/1872 e foi sepultado na igreja. 

 

ABREU, Lucrécia Augusta. Filha de Manuel Joaquim de Abreu, solteiro, proprietário, e de Maria da Pureza de Almeida, solteira, moradores em São Gregório. Neta paterna de José Joaquim de Abreu e de Francisca Rosa Gomes, do dito lugar; neta materna de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu a 10/9/1868 e foi batizada na igreja de Cristóval a 16 desse mês e ano. Padrinho: João Domingues Rodrigues, solteiro, negociante, natural de Chaviães, morador na Portela do Couto. (Não assinou o assento rectificativo, datado de 10/3/1869, por estar ausente no ultramar). // Mãe solteira de Amadeu Abreu (nasceu a 4/10/1886 mas foi legitimado depois do casamento dos pais). // Casou com António Joaquim da Cruz, na igreja paroquial de Ganfei, Valença, filho de Manuel José da Cruz e de Ana Joaquina Fernandes, valencianos. Moraram em São Gregório, Melgaço. // Depois do casamento nasceu Felisbela Augusta Abreu da Cruz.      

 

ABREU, Luís José. Filho de Manuel Joaquim de Abreu e de Joaquina Rosa Rodrigues (Táboas), rurais, moradores em São Gregório. Neto paterno de Frutuoso António de Abreu e de Rosa Teresa de Castro, do Outeiro, Paços; neto materno de Manuel Ventura Rodrigues “Táboas” e de Maria José de Abreu e Abendanho, residentes em São Gregório. Nasceu em Cristóval a 28/5/1864 e foi batizado no dia 29 do mesmo mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel Rodrigues, casado, lavrador, do lugar do Outeiro, Paços, e Carlota Rodrigues, solteira, de São Gregório. // Faleceu em São Gregório a 2/6/1892, no estado de solteiro, sem sacramentos, por ser demente, sem testamento, e foi sepultado na igreja no dia 4, ou seja, dois dias depois.

 

ABREU, Luís Manuel. Filho de Inácio Luís de Abreu e de Maria Benta Durães, moradores em São Gregório. Neto paterno de João Luís de Abreu e de Maria Rosa Gomes, da Vila de Melgaço; neto materno de Manuel António Feijó e de Maria Rosa Durães, de São Gregório. Foi batizado na igreja de Cristóval por volta de 1831. Aprendeu a profissão de alfaiate. // Tinha trinta e um anos de idade, era solteiro, quando casou a 3/3/1862 com Albina Josefa, de vinte e cinco anos de idade, solteira, cristovalense, filha de Manuel José de Almeida e de Maria do Outeiro, do Coto; neta paterna de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes de Araújo, da Vila de Melgaço; e neta materna de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, da Soalheira, Cristóval. Testemunhas: Francisco Rodrigues, casado, da Poça Velha, Desteriz, e Francisco José Rodrigues, casado, da Granja, Cristóval, e ainda Luís Manuel de Almeida, solteiro, do Coto. // Faleceu na Rua Verde a 17/11/1884, com 52 anos de idade, casado com a dita Albina Josefa, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério no dia 18. // Morreu com o estatuto de proprietário.   

 

ABREU, Manuel António. Filho de Luís Manuel de Abreu (e Abendanho) e de Maria Teresa Benito de Puga. Neto paterno de Francisco José de Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho; neto materno de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves. Nasceu em Cristóval a 30/3/1828.

 

ABREU, Manuel Joaquim. Filho de José Joaquim de Abreu (Lima e Castro Abendanho) e de Francisca Rosa Gomes, moradores em São Gregório. Neto paterno de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho, de Alvaredo; n.m. de Manuel José Gomes e de Ana Rosa Esteves, de Paços. Nasceu em São Gregório a 27/10/1834 e foi batizado na igreja a 29 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno e sua filha. // Morreu na Rua Verde a 26/10/1884, no estado de solteiro, sem sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério no dia 28. // Deixou uma filha de menor idade, Lucrécia Augusta, a quem reconhecera, e ainda Justino Júlio, que também reconhera, filhos de Maria da Pureza de Almeida. // Ficou com fama de mauzão, por ter batido na sua irmã e na sua amante (ver O Meu Livro das Geraçãos Melgacenses, de Augusto César Esteves, volume I, página 606).  

 

ABREU, Marcelina. Filha de Luís Manuel de Abreu (de Abendanho) e de Maria Teresa Benito de Puga. Neta paterna de Francisco José de Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho; neta materna de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves. Nasceu em Cristóval a 22/3/1831. // Faleceu em São Gregório a 23/11/1844. 

 

ABREU, Maria Constança. Filha de Manuel Joaquim de Abreu e de Joaquina Rosa Rodrigues, moradores em São Gregório. Neta paterna de Frutuoso António de Abreu e de Rosa Teresa de Castro, do lugar do Outeiro, Paços; neta materna de Manuel Ventura Rodrigues e de Maria José de Abreu e Abendanho, residentes em São Gregório, Cristóval. Nasceu a 27/5/1871 e foi batizada na igreja de Cristóval a 30 desse mês e ano. Madrinha: Carlota Rodrigues, solteira, moradora em São Gregório, tia da criança. // Casou na igreja da sua freguesia a 11/1/1897 com Manuel Joaquim Rodrigues, lavrador-jornaleiro, de 25 anos de idade, solteiro, filho de João António Rodrigues e de Carolina Rosa Gonçalves, natural de Chaviães. // Com geração.

 

ABREU, Maria das Dores. Filha de Luís Manuel de Abreu (e Abendanho) e de Maria Teresa Benito de Puga. Neta paterna de Francisco José de Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho; neta materna de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves. Nasceu em Cristóval a 28/3/1826.

 

ABREU, Maria da Glória. Filha de Caetano de Abreu, oficial de alfaiate, e de Ludovina Rosa Lopes. Neta paterna de Francisca de Abreu, viúva; neta materna de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos de São Gregório. Nasceu a 16/2/1890 e foi batizado na igreja de Cristóval 18 desse mês e ano. Padrinhos: António Adelino Lopes, solteiro, e Beatriz Lopes, casada, tios da criança, moradores na Rua Verde. // Faleceu na freguesia de São João do Souto, Braga, a 11/3/1970.

 

ABREU, Maria Joaquina. Filha de Luís Manuel de Abreu (e Abendanho) e de Maria Teresa Benito de Puga, residentes em São Gregório. Neta paterna de Francisco José de Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho, de Alvaredo; neta materna de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves, de Desteriz, Galiza. Nasceu em Cristóval a 31/1/1836 e foi batizada a 3/2/1836. Padrinho: padre Manuel Joaquim Fernandes, do lugar da Granja.

 

ABREU, Maria José. Filha de Francisco de Abreu e de Maria Engrácia de Abendanho. // Faleceu em São Gregório a 2/1/1871, com sessenta anos de idade, no estado de casada com Manuel Rodrigues, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja. // Mãe de Luís, Joaquina, e de Carlota.

 

ABREU, Maria José. Filha de Celestino de Jesus Abreu, guarda da Alfândega, e de Adelaide Estefânia Lopes. N.p. de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; n.m. de Francisco António Lopes e de Cármen Durães. Nasceu a 19/12/1889 e foi batizada na igreja de Cristóval a 26 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Fernandes, solteiro, guarda da fiscalização, de Gondarém, Vila Nova de Cerveira, e Maria Teresa Lopes, solteira, tia da criança, todos moradores em São Gregório.

 

ABREU, Maria do Nascimento. Filha de António Avelino de Abreu e de Inês Esteves de Magalhães. Nasceu em Cristóval a --/--/1930 (Notícias de Melgaço n.º 85, de 9/11/1930). // Nota: ver Maria Abreu Esteves.

 

ABREU, Miquelina Rosa. Filha de José Joaquim de Abreu (Lima e Castro Abendanho), natural de Alvaredo, e de Francisca Rosa Gomes, natural de Paços, moradores em São Gregório. Neta paterna de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia Araújo Lira de Abendanho, de Alvaredo; neta materna de Manuel José Gomes e de Ana Rosa Esteves, de Sá, Paços. Nasceu em São Gregório a 28/8/1833 (*) e foi batizada a 31 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno e sua filha Ana. // Proprietária. // Faleceu a 16/7/1905, em São Gregório, onde morava, sem sacramentos, no estado de solteira, sem testamento, e foi sepultada no cemitério paroquial. // Foi mãe solteira do Dr. José Joaquim de Abreu, 1.º Conservador da Conservatória do Registo Civil de Melgaço. /// (*) Em “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, de Augusto César Esteves, volume I, página 608, diz-se que ela nasceu a 3/8/1839.  

 

ABREU, Olívia. Filha de Celestino de Jesus Abreu e de Adelaide Estefânia Lopes, ele guarda da Alfândega. N.p. de Manuel Luís de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos a morar na Rua Verde de São Gregório. Nasceu a 28/12/1886 e foi batizada na igreja de Cristóval, pelo padre António José Afonso, de Pousafoles, Fiães, a 1/1/1887. Padrinhos: Caetano de Abreu, casado, oficial de alfaiate, e sua mulher, Ludovina Rosa Lopes, tios da criança, moradores no lugar de São Gregório. // Casou com Manuel Joaquim, de 22 anos de idade, cristovalense, filho de Augusto César Correia e de Benedita de Barros, na CRCM, a 7/8/1913. // Ambos faleceram em Cristóval: o marido a 20/8/1969 e ela a 21/4/1971.

 

ABREU, Rui. Filho do Dr. José Joaquim de Abreu, natural de Cristóval, advogado e Conservador do Registo Civil de Melgaço, e da professora do ensino básico, Duartina Rosa Domingues, natural de Castro Laboreiro. Neto paterno do Dr. José Joaquim de Abreu e de Augusta Maria de Araújo; neto materno de José Bento Domingues e de Ana Maria Rodrigues. Nasceu no lugar de São Gregório, Cristóval, a 12/4/1934. // Depois do ensino secundário, estudou no Porto (ver Notícias de Melgaço n.º 914, de 16/9/1949) entrou na Universidade (em 1956 estava na Faculdade de Direito em Coimbra) mas não concluiu o Curso, pois o seu espírito boémio não lhe permitia concentrar-se nos estudos. Publicou, na juventude, alguns poemas no “Notícias de Melgaço”. // Deixou Coimbra e foi para Lisboa, onde arranjou emprego num Banco, na Rua da Conceição. // Casou na 7.ª Conservatória de Lisboa a 23/6/1962 com a Dr.ª Maria Luísa Corte Real Nogueira, de vinte e tal anos de idade, natural da Sé, Faro, filha do Dr. João Moniz Nogueira e de Maria da Conceição Castel-Branco Corte Real. // Homem de “copos” e de farras, a sua vida não podia durar muito. Assim, a 23/05/1989, na capital do país, freguesia dos Prazeres, despede-se de todos e de tudo. // Deixou um ou dois filhos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 912, de 25/9/1949, as seguintes quadras da sua autoria: // Se algum dia te aprouver,/Passar um bocado à fresca,/Tens estância pitoresca,/E aprazível, a meu ver. // Podes ir até ao Peso,/Onde verás entre os mais,/Um diabético obeso,/Que quer águas minerais. // O diabético finge,/Que está fazendo dieta,/Mas come o que lhe impinge,/O hoteleiro forreta. // Se não comesse de tudo,/O diabético insano,/Não estaria barrigudo,/E não viria prò ano. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 944, de 27/8/1950:

 

Quando eu te vejo, tão resplandecente,

Toda a natureza, tudo me sorri;

E vai aumentando infinitamente,

Este amor tão grande, este amor crescente,

Que o meu peito julga já sentir por ti.

 

Essa tez morena, esse olhar dolente,

Que a todos nos deixa em contemplação,

Deram-me uma ânsia, um desejo ardente;

Que me faz irado, que me põe contente,

E apaga as tristezas do meu coração.

 

Até te imagino, «Virgem dos Rochedos»,

Mesmo sem rochedos à beira de ti,

E a contemplar-te, com os olhos quedos,

Vou tecendo histórias de belos enredos,

E cantarolando como um colibri.

 

Quando à noite passo pela tua rua,

Sinto-me a tremer, sinto-me a vibrar,

E da luz difusa que nos vem da lua,

Não vejo a beleza, pois só fito a tua,

Que tem mais candura que o próprio luar.

 

Esse olhar tão belo, e tão cristalino,

Essa tua cinta, esses alvos dentes,

Parece que têm algo de divino,

Parece indício dum estranho destino,

De um destino cheio de anelos pungentes.

 

Eu gostava imenso de te acompanhar,

A todas as horas, a todo o momento,

Mas tu não me ligas, não me queres falar,

E eu, acabrunhado, ao ver-te passar,

Não posso conter-me dum triste lamento.

 

«Eu já tinha um plano de vida futura,

Numa bela casa, prós lados do Minho,

Tudo eram rosas, tudo formosura,

Tu serias bela, tu serias pura,

E nós dois felizes naquele cantinho;

 

Tu dirias belas palavras de amor,

E eu escutava-as alegre e atento,

Tudo estava lindo, repleto de cor.»

Mas, oh! Realidade que só trazes dor,

Tudo era uma doce ilusão de momento.

 

    Também se pode ler no Notícias de Melgaço n.º 947, de 17/9/1950, escrito pelo jovem Rui Abreu:

 

Menina da Boavista,

D’olhitos de diamante;

O seu sorriso trocista

Fez-me logo seu amante.

 

Foi assim, desta maneira,

Que me cresceu uma dor;

Por não tê-la à minha beira,

Nem sentir o seu calor.

 

Um sentimento profundo,

Que já no meu peito avança,

Deu outro mundo ao meu mundo,

Fez-me nascer uma esp’rança.

 

Ao vê-la, só quando passa,

Sinto-a tão engraçadinha

Que eu chego a sentir desgraça

Por pensar que não é minha.

 

Eu sou feio, mas que importa,

Também posso amar assim,

Não me deixe a esp’rança morta…

Por dó! Responda que sim.

 

Vá lá! Não tenha receio,

Há um adágio que diz:

«Uma bela com um feio

Há de vir a ser feliz.»

 

Com esta divagação

Só fazer-lhe saber quero:

Que trago no coração

Por si um amor sincero.

 

          E no “Notícias de Melgaço” n.º 963, de 21 de Janeiro de 1951, pode-se ler:

 

Lourinha de olhos rasgados,

Formas leves, linhas puras,

Teus lábios tão engraçados,

Devem ser, quando beijados,

Como tâmaras maduras.

 

Ao lembrar teus olhos belos,

Cristalinos, contristados,

Meu coração tem anelos

De para sempre esquece-los,

Deixando-os apaixonados.

 

Tu és tão pura e tão bela

Que perduras na retina,

E a tua graça de “estrela”

Tem tal graça que nos pela,

Mas que também nos domina.

 

Sublime como um lamento

Que entristece e faz vibrar,

Tão leve que vai com o vento,

Mas que deixa um sentimento

No coração a pairar.

 

Desde o dia em que te vi,

(Que eu não sei bem quando foi),

Uma esperança me sorri,

E tenho, ao pensar em ti,

Uma dor que me não doi.

 

Essa dor, que não é dor,

É talvez mesmo um prazer,

Mas seja ela o que for,

Pode mesmo ser amor,

O certo é que faz sofrer.

 

     No Notícias de Melgaço n.º 976, de 6/5/1951, pode ler-se um soneto de sua autoria:

 

A sua tez morena, encantadora,

O seu olhar tão belo e sorridente,

Cativam e dominam toda a gente,

E toda a gente os ama e os adora.

 

Ao ve-la perto o meu coração sente

Os efeitos dos raios de uma aurora.

Então, posso dizer, fico contente,

Mas esse gozo esvai-se sem demora.

 

Agora oiça, eu já lhe tenho amor,

Eu já [a] vi nos sonhos mais diversos

Dos meus alegres tempos de criança.

 

Por isso quero dar-lhe este penhor.

Queira aceitar os meus humildes versos

E deixar-me-á com uma vaga esperança.

 

                      Lê-se no “Notícias de Melgaço” número 977, de 13/5/1951:

 

Voz maviosa, cútis morena,

Lábios garridos, boca pequena,

Leves meneios, algo divinos,

Olhos profundos e cristalinos.

Esses cabelos soltos ao vento

Mais delicados do que um lamento.

Quando te alegras, quando sorris

Teus olhos ficam como rubis.

Tuas mãos leves são mãos de fada,

Tu és tão bela, tão engraçada.

Ao ver a tua estreita cintura

Tenho alegria que pouco dura.

Eu queria ter-te por um segundo,

Pois pra mim vales mais do que um mundo.

Sempre te sigo, por onde sigas,

Mas não me falas, mas não me ligas.

Eu então fico desconsolado,

Pois queria ver-te sempre a meu lado.

Ficava contente… feliz, enfim…

Se tu estivesses perto de mim.

 

     Ler mais poemas da sua autoria em Notícias de Melgaço n.º 905, de 17/7/1949, n.º 912, de 25/9/1949, n.º 913, de 2/10/1949, n.º 946, de 10/9/1950, n.º 948, de 24/9/1950, n.º 978, de 20/5/1951, n.º 979, de 27/5/1951, n.º 980, de 3/6/1951, n.º 981, de 10/6/1951…

 

 

 

ABREU, Virgínia Augusta. Filha de Celestino de Jesus Abreu, soldado da Guarda-Fiscal, e de Adelaide Estefânia Lopes. N.p. de Luís Manuel de Abreu e de Albina Josefa de Almeida; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Cármen Durães, todos moradores em São Gregório. Nasceu a 2/4/1892 e foi batizada a 10 desse mês e ano. Madrinha: Teresa Lopes, solteira, tia materna da batizanda, moradora na Rua Verde. 

 

ACENSO

 

ACENSO, António José. Filho de António Acenso, guarda da alfândega de Valença, e de Adelina do Carmo, moradores, ocasionalmente, em Cevide. N.p. de Domingos Acenso e de Maria Francisca Rei, da Vila de Valença; n.m. de Maria Rodrigues, solteira, do lugar de Cristelo Carvão, freguesia de Cigadau (Será em Vieira do Minho?). Nasceu a 29/4/1874 e foi batizado na igreja de Cristóval a 11/5/1874. Padrinhos: António José Correia, casado, chapeleiro, e sua filha, Genoveva Maria, paroquianos de Desteriz, moradores no lugar de Lama, bispado de Tui.   

 

*

 

ADELAIDE JOAQUINA. Filha de pais incógnitos. Foi batizada na igreja de Cristóval a 25/2/1838. Padrinhos: Manuel António da Costa, de Vilar, Tangil, Valadares, e Maria Joaquina Pires, de Merelhe, Paços. // Sem mais notícias.  

 

AFONSO

 

AFONSO, Adriano. Filho de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, do Coto de São Gregório. N.p. de Bernardo Afonso e de Laura Monteiro; n.m. de Caetano José Marques e de Albina de Barros. Nasceu a 5/4/1885 e foi batizado na igreja de Cristóval a 11 desse mês e ano. Madrinha: a avó materna, proprietária, moradora em São Gregório. // Em Junho de 1913 deu 2$00 para a escola da freguesia (CM 55). // Casou com Rosa, de 34 anos de idade, da freguesia de Cameeira (?), Santa ------------ de Bande (?), filha de António Tojeira e de Maria Fernandes, a 30/11/1930. // Faleceu na sua freguesia natal a 15/3/1968. // Nota: parece ser o senhor que exerceu a atividade de comerciante; a ser verdade, foi pai de Maria [de Nazaré], que casou a 15/8/1954 com seu primo Manuel Afonso Marques, comerciante em Lisboa, filho de António Marques e de Rosa Marques, industriais em Espanha.   

 

AFONSO, Adriano Carlos. Filho de João Manuel Carlos, natural de Arcozelo, Ponte de Lima, e de Deolinda Marques Afonso, natural de Cristóval, concelho de Melgaço, jornaleiros. Nasceu em Cristóval a --/--/1913 (Correio de Melgaço n.º 41, de 16/3/1913). // Faleceu no lugar de São Gregório a --/--/1914, com apenas dezassete meses de idade (Correio de Melgaço n.º 113, de 25/8/1914).  

 

AFONSO, Albina. Filha de Josefa Afonso, solteira, da Soalheira, Cristóval. Neta materna de Tomás Afonso e de Marcelina Pires, do mesmo lugar. Nasceu a 5/5/1856 e foi batizada no dia seguinte. Padrinho: João Bermudes, de Sucastelo.  

 

AFONSO, Albina Augusta. Filha de Manuel Afonso e de Rosa de Jesus de Brito, lavradores, residentes no lugar do Sobreiro. N.p. de António Afonso e de Maria Rosa Domingues; n.m. de António José de Brito e de Maria Joaquina Durães. Nasceu em Cristóval a 17/3/1897 e foi batizada na igreja a 19 desse mês e ano. Padrinho: José Afonso, solteiro, lavrador, o qual (em virtude de se encontrar ausente), foi representado por Luís Domingues, casado, agricultor; e madrinha, Albina da Silva, solteira.   

 

AFONSO, Albina Cândida. Filha de ---------- Afonso e de ---------------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Faleceu em Cristóval a --/--/1914, com apenas quarenta meses de idade (Correio de Melgaço n.º 115, de 8/9/1914).

 

AFONSO, Alcina Olívia. Filha de Severo Afonso, galego, e de Joaquina Maria Dias, melgacense. Nasceu em Cristóval a --/--/1917 (Jornal de Melgaço n.º 1172, de 25/8/1917).

 

AFONSO, Alexandre Maria. Filho de António Afonso e de Elvira Rosa Garcia, do Rego. Nasceu a --/--/19-- e foi batizado na igreja de Cristóval a 11/4/1999. 

 

AFONSO, António Eduardo. Filho de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, residentes no Coto de São Gregório. N.p. de Bernardo Afonso e de Laura Monteiro; n.m. de Caetano José Marques e de Albina de Barros. Nasceu a 28/12/1889 e foi batizado na igreja de Cristóval a 1/1/1890. Madrinha: Claudina Marques, casada, tia do neófito, moradora na Rua Verde. // Casou com Rosa, de 23 (ou 25) anos de idade, natural de Fiães, filha de Manuel José Domingues e de Maria José Meleiro, na CRCM, a 11/1/1919. // Ambos faleceram em Fiães: a esposa a 22/2/1972 e ele a 23/6/1975.

 

AFONSO, António José. Filho de Manuel Afonso, natural de Lamas de Mouro, e de Rosa de Jesus de Brito, natural de Cristóval, lavradores, residentes no lugar do Sobreiro. N.p. de António Afonso e de Maria Rosa Domingues; n.m. de António de Brito e de Maria Joaquina Durães. Nasceu em Cristóval a 12/8/1901 e foi batizado na igreja a 18 desse mês e ano. Padrinhos: António José Dias, casado, lavrador, e Albina Rosa da Silva, solteira, proprietária. // Fez exame do 1.º grau a 3/7/1914, na escola do sexo masculino de Cristóval, com o professor Abel Nogueira Dantas, obtendo a classificação de «ótimo» (Correio de Melgaço n.º 106, de 7/7/1914). // A 9/5/1937 iriam à praça alguns bens penhorados nos autos de execução sumária em que eram exequentes ele, mais Laura Germana Afonso e marido, José Francisco Bernardo, do Sobreiro, Cristóval, e executados Adriano Dias e sua mulher, Sara Dias, de Alcobaça, Fiães, para pagamento da quantia exequenda de 846$04 e mais despesas acrescidas. 

 

AFONSO, Augusto. Filho de Josefa Afonso, solteira, moradora no lugar da Soalheira. Neto materno de Tomás Alonso e de Marcelina Pires, lavradores, do dito lugar. Nasceu a 21/2/1862 e foi batizado na igreja de Cristóval a 23 desse mês e ano. Padrinho: João Bermudes, casado, lavrador, do Outeiro, Paços. // Faleceu a 18/7/1873 e foi sepultado na igreja. 

 

AFONSO, Bernardino. Filho de Manuel Afonso e de Gertrudes Fernandes, do lugar de Jancebaez (?), São Pedro de Leirado, Ourense. // Casou na igreja de Cristóval a 25/6/1843, com Ana Monteiro, filha de Francisco Monteiro e de Ana Fernandes, do Coto, Cristóval. Testemunhas presentes: Manuel Marques, da Granja, e Manuel Afonso, do dito lugar da freguesia de Leirado, Galiza.  

 

AFONSO, Caetana. Filha de Manuel António Afonso e de Antónia Helena Domingues, da Granja, Cristóval. N.p. de Luís Afonso e de Maria José (?), de Quintela de Cima do Mouro; n.m. de Francisco Domingues e de Antónia Maria, da Granja. Nasceu a 11/6/1835 e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano José Domingues e Antónia Maria do Outeiro.

 

AFONSO, Caetano. Filho de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, residentes no lugar do Coto. N.p. de Bernardino Afonso e de Laura Monteiro; n.m. de Caetano José Marques e de Albina de Barros. Nasceu em Cristóval a 27/6/1894 e foi batizado na igreja a 2 de Julho desse mesmo ano. Padrinhos: António Eduardo Marques, casado, proprietário, e Albina Isabel de Araújo, solteira. // Faleceu no Coto de São Gregório a 9/1/1895, apenas com seis meses de idade, e foi sepultado na igreja no dia seguinte.

 

AFONSO, Cândida das Dores. Filha de ------------- Afonso e de -------------------------------. // Faleceu na freguesia de Cristóval a --/--/1993 (VM 995).

 

AFONSO, Constantino. Filho de José Maria Afonso, soldado da Guarda-Fiscal, natural da freguesia de São Lourenço de Canedo, arciprestado de Montalegre, e de Carolina Rosa Rodrigues, lavradeira, natural da freguesia de Arão, concelho de Valença, moradores em São Gregório, Melgaço. Neto paterno de Josefa Afonso; neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues e de Secundina Lizardo. Nasceu em Cristóval a 12/12/1895 e foi batizado na igreja a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Constantino José Domingues, casado, lavrador, e Rosa Marques, casada.    

 

AFONSO, Daniel Augusto. Filho de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, residentes no Coto da Encruzilhada. Neto paterno de Bernardino Afonso e de Luria Monteiro, de Santa Maria de Leirado, Galiza, moradores no dito lugar; n.m. de Caetano José Marques e de Albina Barros, de São Gregório. Nasceu a 6/9/1881 e foi batizado na igreja de Cristóval nesse dia. Padrinhos: Augusto Marques, solteiro, lavrador, residente em S. Gregório, tio do bebé, e Germana de Araújo, solteira (por procuração de Delfina de Sousa Viana, solteira, da Vila de Monção).  

 

AFONSO, Delfina. Filha de Josefa Alonso, solteira, moradora na Soalheira. Neta materna de Tomás Afonso e de Marcelina Pires, do mesmo lugar. Nasceu a 10/2/1869 e foi batizada na igreja de Cristóval no dia seguinte. Padrinho: João Bermudes, casado, lavrador, residente no Outeiro, Paços.

 

AFONSO, Deolinda. Filha de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, residentes no Coto da Encruzilhada. Neta paterna de Bernardo Afonso e de Luria Monteiro; neta materna de Caetano José Marques e de Albina de Barros. Nasceu a 11/6/1883 e foi batizada na igreja de Cristóval a 14 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno, proprietário, e Maria Pires, solteira, moradores em São Gregório. // Casou na igreja de Cristóval a 30/6/1906 com João Manuel Carlos, de 24 anos de idade, solteiro, jornaleiro, morador no lugar de São Gregório, natural de Arcozelo, Ponte de Lima, filho de Rosa da Conceição, daquela vila minhota. // Mãe de Adriano Carlos Afonso e de José Manuel Carlos Afonso.    

 

AFONSO, Eduardo. Filho de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, do Coto da Encruzilhada, São Gregório. Neto paterno de Bernardo Afonso e de Laura Monteiro; neto materno de Caetano José Marques e de Albina de Barros. Nasceu a 29/12/1887 e foi batizado na igreja de Cristóval a 1/1/1888. Padrinhos: Romão Alves, lavrador, e sua mulher, Benedita Pires, moradores no lugar de Santa Baía (?), freguesia de São Cipriano de Padrenda, bispado de Tui. 

 

AFONSO, Flávia do Nascimento. Filha de José Afonso e de Maria Marques, lavradores, residentes no lugar do Coto de São Gregório. Neta paterna de Bernardino Afonso e de Lauria Monteiro, de São Pedro de Leirado, Ourense; neta materna de Caetano José Marques e de Albina de Barros, de São Gregório. Nasceu a 20/12/1891 foi batizada a 30 desse mês e ano. Madrinha: Maria Restory de Araújo, solteira, parente em 3.º grau da neófita, moradora na Rua Verde. 

 

AFONSO, Francisca. Filha de Josefa Afonso, solteira, da Soalheira. Neta materna de Tomás Afonso e de Marcelina Pires, do dito lugar. Nasceu a 7/1/1858 e foi batizada na igreja de Cristóval a 9 desse mês e ano. Padrinho: João Bermudes, natural do lugar do Outeiro, Paços. // Faleceu a 26 de Janeiro (?) de 1858.

 

AFONSO, Glória Augusta. Filha de José Maria Afonso, guarda da fiscalização, em serviço no ponto de Pousafoles, Fiães, e de Carolina Rosa Rodrigues. Neta paterna de Josefa Afonso, solteira, do lugar de Sesserigo, freguesia de Codeçoso, comarca de Monte Alegre, arcebispado de Braga (atualmente pertence ao concelho de Boticas); neta materna de Manuel Joaquim Rodrigues e de ----------- Lizardo, de Arão, Valença. Nasceu a 9/3/1893 e foi batizada na igreja de Cristóval a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim Pires e sua mulher, Vicenta (?) do Outeiro, proprietários, do lugar do Outeiro, freguesia de Paços.    

 

AFONSO, Jaime Carlos (Cortinhas). Filho de João Manuel Carlos, natural de Arcozelo, Ponte de Lima, e de Deolinda Afonso, natural de Cristóval, Melgaço, lavradores, residentes em São Gregório. Neto paterno de Rosa da Conceição; neto materno de José Afonso e de Maria Marques. Nasceu em Cristóval a 12/4/1909 e foi batizado na igreja a 18 desse mês e ano. Padrinhos: António Afonso, solteiro, lavrador, e Albina Augusta de Araújo, solteira, proprietária. // Casou a 26/4/1932, em Padrenda, Ourense, com Purificación (Pura) Dominguez do Souto. // Foi padeiro em Ponte Barjas, Galiza. // Faleceu no lugar de Ferreiros, Padrenda, a --/--/1992, com 83 anos de idade. // Pai de Deolinda (casada com António Domingues); e de Glória (casada com António Santiago). // Irmão de João Carlos Afonso e de Bernardete de Lurdes Afonso. // Primo do Dr. Adriano Marques de Magalhães.  

 

AFONSO, João. Filho de Josefa Afonso, solteira, do lugar da Soalheira. Neto materno de Tomás Afonso e de Marcelina Pires, do mesmo lugar. Nasceu a 7/7/1865 e foi batizado na igreja de Cristóval a 9 desse mês e ano. Padrinho: João Bermudes, casado, lavrador, do lugar do Outeiro, Paços. 

 

AFONSO, José. Filho de Bernardino Afonso e de Lauria Monteiro, lavradores, residentes no lugar do Coto da Encruzilhada, freguesia de Cristóval. Nasceu e foi batizado em Santa Maria de Leirado, Ourense, Galiza, a 11/1/1844, mas veio para Portugal com os pais em tenra idade. // Era solteiro quando casou a 21/9/1881, na igreja de Cristóval, com Maria Marques, solteira, nascida a 31/1/1852, filha de Caetano José Marques e de Albina de Barros, lavradores, residentes em São Gregório. Testemunhas: Júlio de Sousa Viana, solteiro, negociante, de São Gregório, e Júlio Celestino Gonçalves, solteiro, morador no lugar da Porta.   

 

AFONSO, José Manuel. Filho de João Manuel Carlos, natural de Arcozelo, Ponte de Lima, e de Deolinda Marques Afonso, natural de Cristóval, Melgaço, jornaleiros. Nasceu em Cristóval a --/--/1917 (Correio de Melgaço n.º 247, de 29/4/1917).  

 

AFONSO, Josefa. Filha de Tomás Alonso, galego, e de Marcelina Gonçalves, cristovalense, moradores no lugar da Soalheira. N.p. de José Alonso e de Maria Alonso, de São Cipriano de Padrenda, Tui; n.m. de Maria Genoveva Pires, solteira, da Soalheira, Cristóval. Nasceu a 29/7/1833 e foi batizada pelo padre Manuel António Domingues, de Doma, a 2 de Agosto de esse mesmo ano. Padrinhos: Lourenço Alonso, tio da batizanda, e Josefa Bermudes, solteira, de Sucastelo. // Lavradeira. // Faleceu no dito lugar de Soalheira a 1/10/1901, no estado de solteira, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada no cemitério. // Com geração.  

 

AFONSO, Laura Germana. Filha de Manuel Afonso, natural de Lamas de Mouro, e de Rosa de Jesus de Brito, de Cristóval, lavradores, residentes no lugar do Sobreiro. N.p. de António Afonso e de Maria Rosa Domingues; n.m. de António José de Brito e de Maria Joaquina Durães. Nasceu em Cristóval a 15/6/1899 e foi batizada na igreja a 19 desse mês e ano. Padrinhos: José Afonso e Albina Rosa da Silva, solteiros, lavradores. // Casou a 14/10/1922, na CRCM, com José Francisco Bernardo. // Enviuvou a 24/1/1983. // Faleceu em Cristóval a 3/4/1984.

 

AFONSO, Manuel. Filho de ----------- Afonso e de ------------------------------------. Nasceu por volta de 1864. // Morreu no lugar do Sobreiro a --/--/1934, com setenta anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 225, de 11/3/1934).

 

AFONSO, Manuel António. Filho de João Manuel Carlos, natural de Arcozelo, Ponte de Lima, e de Deolinda Afonso, natural de Cristóval, lavradores, residentes no lugar de São Gregório. N.p. de Rosa da Conceição; n.m. de José Afonso e de Maria Marques. Nasceu em Cristóval a 28/8/1907 e foi batizado na igreja a 1 de Setembro desse mesmo ano. Padrinhos: António Afonso, solteiro, lavrador, e Albina Augusta de Araújo, solteira, proprietária.

 

AFONSO, Maria. Filha de Josefa Afonso, solteira, moradora no lugar da Soalheira. Neta materna de Tomás Afonso e de Marcelina Gonçalves, do dito lugar. Nasceu a 20/6/1859 e foi batizada na igreja de Cristóval a 22 desse mês e ano. Padrinho: João Bermudes, natural do lugar do Outeiro, freguesia de Paços. // Faleceu a 24/6/1873 e foi sepultada na igreja.

 

AFONSO, Maria de Lurdes. Filha de --------- Afonso e de -----------------------------. Nasceu no lugar de Arroteia a --/--/1934. // Casou com Indalécio Fernandes. // Divorciou-se antes de 1976, pois nesse ano efetuou partilhas amigáveis com o seu ex-marido. // Em 1998 residia no dito lugar de Cristóval (VM 1099). // Faleceu no lugar da Arroteia a --/--/2019, com 85 anos de idade (A Voz de Melgaço n.º 1431, de 1/9/2019).

 

AFONSO, Maria de Nazaré. Filha de Adriano Afonso e de Rosa Fernandes. Nasceu em Cristóval a --/--/1932 (NM 174, de 27/11/1932). // Casou em 1954 com seu primo Manuel Afonso Marques, comerciante em Lisboa.

 

AFONSO, Miquelina de Jesus. Filha de Manuel Afonso e de Rosa de Brito, lavradores, residentes no Sobreiro. N.p. de António Afonso e de Maria Rosa Domingues, de Gavião, Lamas de Mouro; n.m. de António José de Brito e de Maria Joaquina Durães, do Sobreiro. Nasceu a 6/6/1893 e foi batizada a 8 desse mês e ano. Padrinhos: José Marques e Miquelina Marques, solteiros, moradores no Sobreiro. 

 

AFONSO, Rita. Filha de Francisco Afonso e de Maria Benta Balasteros, naturais da freguesia de Pontedeva, Ourense. // Faleceu em Cevide, Cristóval, a 31/3/1870, com 70 anos de idade, casada com António José Guerreiro, com todos os sacramentos, com testamento, e foi sepultada na igreja. // Mãe de Manuel, de José, e de Teresa. 

 

AFONSO, Severo. Filho de --------------- Afonso e de --------------------------------------. // Nasceu por volta de 1885. // Morreu no lugar de São Gregório, freguesia de Cristóval, a --/--/1930, com 45 anos de idade (NM 75, de 31/8/1930).

 

AIRES

 

AIRES, António José. Filho de Guenaro Aires e de Maria Teresa Monteiro, moradores em São Gregório. Neto paterno de António Aires e de Rosa Sanches, moradores que foram na Rua do Assento, São Vítor, Braga, e residentes em São Pedro de Crecente, Tui; neto materno de Bento Monteiro e de Balbina Rosa Domingues, de São Gregório. Nasceu a 3/10/1864 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Sebastião Sotto, casado, lavrador, do lugar das Casas Grandes, Desteriz, e a avó paterna do bebé. // Faleceu em São Gregório a 8/1/1882, com todos os sacramentos, e foi sepultado na igreja no dia seguinte.  

 

AIRES, Constança. Filha de Guenaro Aires e de Maria Teresa Monteiro, moradores em São Gregório. Neta paterna de António Aires e de Rosa Sanches, da Vila de Alhariz, Ourense; neta materna de Bento Monteiro e de Balbina Rosa Domingues, de São Gregório. Nasceu a 15/1/1873 e foi batizada na igreja de Cristóval a 20 desse mês e ano. Padrinhos: António Correia, casado, chapeleiro, de Desteriz, Galiza, e Francisca Alves, casada, moradora em São Gregório. // Faleceu em São Gregório a 8/9/1877 e foi sepultada na igreja.  

 

AIRES, Guenaro. Filho de António Aires e de Rosa Sanches, da freguesia de Alhariz, bispado de Ourense. // Lavrador. // Casou na igreja de Cristóval a 2/6/1858, com Maria Teresa, filha de Bento Monteiro e de Balbina (ou Umbelina) Rosa Domingues, de São Gregório. Testemunhas do ato religioso: Concha Pedraja, casada, e Manuel da Costa Pinho, casado, de Desteriz, Tui. (Ambos assinaram). // Casou em segundas núpcias na igreja de Cristóval a 12/5/1884 com Dolores Branca, proprietária, viúva de Pedro José da Costa, moradora no lugar da Ponte de Cevido, freguesia de São Miguel de Desteriz, Galiza. Testemunhas: Manuel Francisco Rodrigues, viúvo, e Francisco José Rodrigues, solteiro, lavradores, residentes no lugar da Porta. // Com geração.  

 

AIRES, José. Filho de Guenaro Aires e de Maria Teresa Monteiro, residentes em São Gregório. Neto paterno de António Aires e de Rosa Sanches, moradores na Rua do Assento, Braga, e naturais da freguesia de Santo Estêvão de Alhariz, Ourense; neto materno de Bento Monteiro e de Balbina (ou Umbelina) Rosa Domingues, de São Gregório, Melgaço. Nasceu a 6/2/1859 e foi batizado na igreja de Cristóval a 8 desse mês e ano. Padrinho: Sebastião do Sotto, das Casas Grandes, Desteriz, Galiza. // Faleceu a 15/2/1867 e foi sepultado na igreja de Cristóval.

 

AIRES, Manuel António. Filho de Guenaro Aires e de Maria Teresa Monteiro, com a sua morada em São Gregório. Neto paterno de António Aires e de Rosa Sanches, de Crecente (São Pedro), Tui; neto materno de Bento Monteiro e de Balbina Rosa Domingues, de São Gregório. Nasceu a 18/3/1871 e foi batizado na igreja de Cristóval no dia seguinte. Padrinhos: António Correia, casado, chapeleiro, morador no lugar da Travessa, Desteriz, Tui, e Francisca Alves, casada, de São Gregório. // Faleceu a 5/10/1871 e foi sepultado na igreja.  

 

AIRES, Manuel Luís. Filho de Guenaro Aires e de Maria Teresa Monteiro, proprietários, moradores em São Gregório. // Faleceu a 5/9/1884, com sete anos de idade, e no dia seguinte foi sepultado no cemitério.

 

AIRES, Maria Josefa. Filha de Guenaro Aires, chapeleiro, e de Maria Teresa Monteiro, moradores em São Gregório. Neta paterna de António Aires e de Rosa Sanches, com a sua morada na Rua do Assento, Braga; neta materna de Bento Monteiro e de Balbina Rosa Domingues, de São Gregório. Nasceu a 11/8/1861 e foi batizada na igreja de Cristóval a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel da Costa Pinho, casado, chapeleiro, morador no lugar das Casas Grandes, Desteriz, e Josefa Antónia Rodrigues Passos, solteira, de São Gregório.

 

AIRES, Rosa. Filha de Guenaro Aires e de Maria Teresa Monteiro, moradores em São Gregório. N.p. de António Aires e de Rosa Sanches, de São Pedro de Crescente, Tui; n.m. de Bento Monteiro e de Balbina Rosa Domingues, moradores em São Gregório. Nasceu a 10/4/1867 e foi batizada na igreja de Cristóval a 12 desse mês e ano. Padrinhos: José Aires, solteiro, seu tio paterno, e a avó paterna, ambos residentes em Crescente, Galiza. // Casou na igreja de Cristóval a 4/9/1887 com João Umbelino Coelho, guarda, destacado em Cristóval, Melgaço, solteiro, nascido a 21/1/1860, filho de Joaquim Coelho e de Umbelina Antónia de Almeida, moradores na freguesia de Fornos de Algodres. Testemunhas presentes: o padre Luís Manuel Marques, morador em São Gregório, e Joaquim José Fernandes, casado, guarda da Alfândega, morador na Rua Verde. // Faleceu em Cristóval a 11/1/1953. // Com geração.

 

ALMEIDA

 

ALMEIDA, Adelaide Maria. Filha de Manuel José de Almeida, guarda de 2.ª classe da alfândega da fiscalização de Valença, e de Francisca Pereira, recebidos em Troporiz, Monção, e moradores em São Gregório. N.p. de José Matias de Almeida e de Teresa Joaquina da Cunha, de Santiago de Pias, Monção; n.m. de João Pereira e de Rosa Pereira, também de Monção. Nasceu a 3/10/1871 e foi batizada na igreja de Cristóval a 7 desse mês e ano. Padrinhos: António Maria Rodrigues, negociante, e sua mulher, Maria Rodrigues, moradores na Calçada de Cristóval.    

 

ALMEIDA, Alexandrina Francisca. Filha de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues [Passos], rurais, moradores no lugar de São Gregório. Neta paterna de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, do lugar do Coto; neta materna de Bento Isidoro Rodrigues, boticário, e de Rosa Maria Salgado, moradores em São Gregório. Nasceu a 9/3/1870 e foi batizada na igreja de Cristóval a 13 desse mês e ano. Padrinho: Francisco José Esteves, casado, lavrador, residente no lugar de Beleco, freguesia de Paços. // Proprietária. // Casou na igreja de Cristóval a 17 de Fevereiro de 1892 com Manuel António Esteves, viúvo de Rosa Teresa de Araújo e Sousa, da freguesia de Prado. Testemunhas: João Francisco Lopes, casado, professor, morador no lugar da Cruz de Carvão, e António Pires, solteiro, lavrador, residente no lugar de São Gregório. // Mãe de Augusta de Almeida (ver).

 

ALMEIDA, Alfredo. Filho de Francisco António de Almeida e de Maria Gonçalves, proprietários, moradores em São Gregório, ele guarda da Alfândega. N.p. de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues Passos, de São Gregório; n.m. de João Marcelino Gonçalves e de Isabel Rodrigues Lourenço, do lugar do Chão, freguesia de Santa Maria de Arbo, bispado de Tui. Nasceu a 5/3/1891 e foi batizado na igreja de Cristóval a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Codesseira e sua mulher, Rosa Gomes Viana, proprietários, moradores em São Gregório. 

 

ALMEIDA, António Joaquim. Filho de José de Almeida e de Rosa Monteiro, moradores no lugar da Cruz. Neto paterno de Maria Rita, solteira, de Fragosela, Viseu; neto materno de Manuel Monteiro e de Francisca da Silva, de São Gregório. Nasceu a 4/9/1878 e foi batizado na igreja de Cristóval a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Outeiro, lavrador, e sua mulher, Rosa Pires, de Doma.

 

ALMEIDA, Augusta. Filha de Alexandrina Francisca de Almeida, proprietária, casada com Manuel António Esteves, e judicialmente separada de seu marido, moradora no lugar de São Gregório. Neta materna de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues. Nasceu em Cristóval a 14/4/1905 e foi batizada na igreja a 18 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria da Silva Rodrigues e Maria Francisca de Sousa, casados, proprietários. 

 

ALMEIDA, Caetano José. Filho de Manuel José de Almeida e de Maria da Ribeira, moradores no lugar do Coto. Neto paterno de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes de Araújo, da Vila de Melgaço; neto materno de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, moradores na Soalheira. Nasceu em Cristóval por volta de 1837. // Tinha 23 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de Cristóval (onde fora batizado), a 8/10/1861, com Josefa Antónia, de 26 anos de idade, solteira, batizada em Paços, filha de Bento Isidoro Rodrigues, boticário, e de Rosa Maria Salgado, moradores em São Gregório; neta paterna de Domingos José Rodrigues e de Luísa Francisca Pires, da Vila de Melgaço; e neta materna de Manuel Joaquim Domingos Salgado e de Francisca Caetana Gomes, de Paços. Testemunhas: Francisco da Silva, casado, alfaiate, e Manuel António Rodrigues, casado, lavrador, moradores no lugar da Porta. // Faleceu a 7/1/1903, em São Gregório, com 66 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério paroquial. // A sua viúva finou-se a 23/2/1921, com 85 anos de idade. // Com geração.  

 

ALMEIDA, Carlota do Nascimento. Filha natural (*) de Maria Joaquina do Outeiro e de Manuel José de Almeida, do Coto. Neta paterna de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira, da Vila de Melgaço; neta materna de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do Ramo. Nasceu a 19/12/1845 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinho: padre Simão António Meleiro, do lugar da Rasa, freguesia de São Paio. /// (*) Os pais deviam ser, nessa altura, solteiros.  

 

ALMEIDA, Clara Rosa. Filha de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues, moradores em São Gregório. N.p. de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, do Coto; n.m. de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado, de São Gregório. Nasceu a 24/11/1868 e foi batizada na igreja de Cristóval a 26 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Lopes e sua mulher, Clara Domingues, lavradores, do Outeiro, Paços. // Faleceu a 8/12/1868 e foi sepultada na igreja.  

 

ALMEIDA, Eduardo Joaquim. Filho de Luís Manuel de Almeida e de Emília Gertrudes Gonçalves, recebidos em Prado, moradores em Doma. Neto paterno de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, paroquianos da Vila de Melgaço; neto materno de Manuel José Gonçalves e de Maria Gertrudes Meixeiro, de Prado. Nasceu a 10/10/1869 e foi batizado na igreja de Cristóval a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim António, solteiro, lavrador, exposto, morador no lugar da Serra, Prado, e Maria do Outeiro, casada, moradora em Doma, Cristóval. 

 

ALMEIDA, Ermelinda. Filha de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues, moradores em São Gregório. Neta paterna de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro; neta materna de Bento Isidoro Rodrigues e de Maria Rosa Salgado, de São Gregório. Nasceu a 17/4/1877 e foi batizada na igreja de Cristóval a 22 desse mês e ano. Padrinho: Francisco José Esteves Pires, solteiro, lavrador, residente no lugar da Corga, Paços.

 

ALMEIDA, Filomena Maria. Filha de Francisco António de Almeida e de Maria Josefa Gonçalves, ele cabo da guarda, moradores em São Gregório. Neta paterna de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues Passos; neta materna de João Marcelino Gonçalves e de Isabel Rodrigues Lourenço. Nasceu a 29/12/1889 e foi batizada na igreja de Cristóval a 1/1/1890. Padrinhos: Júlio Augusto Passos de Almeida, tio da criança, solteiro, de Cristóval, e Maria José de Abreu Cunha Araújo, solteira, do Rio do Porto, Vila de Melgaço. (Ambos assinaram).  

 

ALMEIDA, Francisco António. Filho de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues, de São Gregório. Neto paterno de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, do Coto; neto materno de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado, de São Gregório. Nasceu a 20/9/1866 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Francisco António Pires, solteiro, lavrador, do Govendo, Paços, e Maria Joaquina de Almeida, solteira, do lugar do Coto. 

 

ALMEIDA, Jesufina Francisca. Filha de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues, moradores em São Gregório. Neta paterna de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro; neta materna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado. Nasceu a 21/5/1873 e foi batizada na igreja de Cristóval no dia seguinte. Padrinhos: Caetano Esteves, solteiro, lavrador, de Beleco, Paços, e Francisca Monteiro, solteira, de São Gregório. 

 

ALMEIDA, Joaquina Maria. Filha de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, do Coto. N.p. de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira, da Vila de Melgaço; n.m. de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do Ramo. Nasceu a 19/2/1848 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: padre Simão António Meleiro e sua irmã, Joaquina Maria, da Rasa, São Paio.  

 

ALMEIDA, José. Filho de Maria, solteira, moradora em Fragosela, Viseu. Foi batizado na dita freguesia viseense. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, soldado de Caçadores n.º 7, estacionado na Vila e Praça de Valença, quando casou na igreja de Cristóval, a 18/10/1874, com a cristovalense Rosa, de 24 anos de idade, filha de Manuel Monteiro e de Francisca da Silva, de São Gregório. Testemunhas: Joaquim do Outeiro, casado, lavrador; Francisco Lopes, casado, lavrador, ambos de Doma; e José Joaquim Trancoso, solteiro, lavrador, do Ramo.

 

ALMEIDA, Júlia Augusta. Filha de Vitorino de Almeida, natural de Fiães, e de Miquelina Rosa Gomes, natural de Cristóval, lavradores, residentes no lugar de Soalheira. N.p. de João Manuel de Almeida e de Rosa Domingues; n.m. de José Joaquim Gomes e de Maria Francisca da Silva. Nasceu em Cristóval a 28/7/1905 e foi batizada na igreja a 3 de Agosto desse mesmo ano. Padrinhos: Domingos António Alves e Maria Teresa Gomes, casados, negociantes. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «ótima»; era sua professora Maria Cândida Lopes (Correio de Melgaço n.º 160, de 8/8/1915). // A 15/8/1916 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, Vila, ficando aprovada. // Casou a 14/12/1926, na CRCM, com José Joaquim Alves.  

 

ALMEIDA, Júlio Augusto. Filho de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues, lavradores, de São Gregório. N.p. de Manuel José de Almeida, escrivão do público, e de Maria Joaquina do Outeiro, moradores no lugar do Coto; n.m. de Bento Isidoro Rodrigues, boticário, e de Rosa Maria Salgado, de São Gregório. Nasceu a 27/1/1864 e foi batizado a 30 do dito mês e ano. Padrinho: Júlio Augusto de Sousa Viana, solteiro, estudante, de São Gregório. // Casou com Filomena da Fortuna (*) filha do Dr. José António Abreu Cunha de Araújo (1827-1885), solteiro, da Casa do Rio do Porto, e de Angelina de Jesus Monteiro Guimarães, solteira, de Monção. // Foi redator do jornal “Melgacense”, amador teatral de mérito, exímio pintor de retratos a óleo, etc. // Residiu em Prado, na casa que depois seria de Anselmo Dantas. // Devido ao seu temperamento, viveu dias e dias de carências financeiras, arranjou alguns empregos, mas logo se libertava deles, decidindo então emigrar para o Brasil, onde morreu ainda novo, na cidade de Pará (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, de ACE, volume I, página 430). // Com geração. /// (*) Essa senhora foi gerada na Casa do Rio Porto, SMP, nasceu em 1868, mas os progenitores decidiram expô-la; foi batizada na igreja paroquial de Cunha, junto à Caniça, província de Pontevedra; deve ter sido levada para a dita Casa do Rio do Porto, pois seus pais, apesar de solteiros, viviam juntos; o Dr. José António perfilhou esta filha, mais a irmã, Maria José, a 19/4/1875. 

 

ALMEIDA, Ladislau Benvenuto. Filho de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, do Coto. Neto paterno de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira, da Vila de Melgaço; neto materno de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do Ramo. Nasceu a 5/12/1850 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinho: padre Manuel José Meleiro de Castro, de São Paio.

 

ALMEIDA, Luís Tinoco Antunes. Filho de -------------- Almeida e de -------------------------------------------. // Nasceu a --/--/1956. // Morreu no lugar de Cevide, freguesia de Cristóval, a 29/10/2024, com 68 anos de idade (agência funerária Vilarinho e “A Voz de Melgaço” de 1 de Dezembro de 2024).

 

ALMEIDA, Manuel Joaquim. Filho de José de Almeida e de Rosa Monteiro, moradores no lugar da Cruz. N.p. de Maria Rita, solteira, de Fragosela, Viseu; n.m. de Manuel Monteiro e de Francisca da Silva, de São Gregório. Nasceu a 6/7/1876 e foi batizado na igreja de Cristóval a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Outeiro e sua mulher, Rosa Pires, lavradores, de Doma. // Faleceu a 16/8/1877 e foi sepultado na igreja. 

 

ALMEIDA, Manuel José. Filho de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1796. // Estava viúvo quando casou na igreja de Cristóval, a 4/4/1846, com Maria Joaquina, filha de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do lugar do Ramo. Testemunhas: padre Simão António Meleiro, de São Paio, e José Marques, de São Gregório. // Faleceu no Coto a 10/12/1876, com oitenta anos de idade, no estado de casado, tendo recebido os últimos socorros espirituais, sem testamento, e foi sepultado na igreja de Cristóval. // A sua viúva finou-se no dito lugar a 20/2/1877, com 65 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja. // Deixaram sete filhos: Caetano, Luís, Ladislau, Maria da Pureza, Joaquina, Albina, e Miquelina.

 

ALMEIDA, Maria Caetana. Filha de Ana Rosa Marques, «administradora de casa». Nasceu em Cristóval a --/--/1824. // De serviço doméstico. // Faleceu em Galvão de Cima, Vila (SMP), onde morava, a 10/9/1901, com todos os sacramentos, no estado de solteira, com setenta e sete anos de idade, sem testamento, com geração, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço.

 

ALMEIDA, Maria da Pureza. Filha de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro. Nasceu em São Gregório por volta de 18--. // Foi amante de Manuel Joaquim de Abreu (ver em Cristóval), de quem teve dois filhos: Justino de Abreu e Lucrécia Augusta de Abreu. // Faleceu no hospital da Vila de Melgaço a 2/1/1899, com quarenta anos de idade (*), sem testamento, com filhos, e foi sepultada no cemitério municipal. /// (*) Essa idade não está correta, pois a sua filha Lucrécia Augusta nasceu a 10/9/1868; ela, Maria da Pureza, deve ter nascido entre 1841 e 1850.   

 

ALMEIDA, Miquelina. Filha de Manuel José Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro, do Coto. Neta paterna de José Gonçalves de Almeida e de Isabel Maria Gomes Cerdeira, da Vila de Melgaço; neta materna de Joaquim do Outeiro e de Antónia da Ribeira, do lugar do Ramo. Nasceu a 15/3/1854 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinho: padre Manuel Pedro Vaz, pároco da freguesia de Fiães.

 

ALMEIDA, Miquelina Augusta. Filha de Caetano José de Almeida e de Josefa Antónia Rodrigues (Passos), moradores no lugar de São Gregório. Neta paterna de Manuel José de Almeida e de Maria Joaquina do Outeiro; neta materna de Bento Isidoro Rodrigues e de Rosa Maria Salgado. Nasceu a 26/10/1874 e foi batizada na igreja de Cristóval a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís do Outeiro, casado, lavrador, residente no Ramo, e Miquelina de Almeida, solteira, tia da batizanda, moradora em São Gregório. // Proprietária. // Faleceu em São Gregório a 21/6/1895, solteira, com todos os sacramentos, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada junto à capela do Senhor dos Passos a 23 desse mês e ano.


continua...