MELGAÇO, MINHA TERRA
Freguesia da Vila (SMP)
Por Joaquim A-Rocha
SIMÕES
SIMÕES, Antónia Gertrudes. Filha natural de José Francisco, soldado, natural de São Miguel do Outeiro, comarca de Viseu, e de Maria Josefa Simões, viúva de António José Cardoso, da Vila de Melgaço. N.p. de Manuel Francisco e de Joana Maria Este-ves, de Viseu; n.m. de Sebastião Simões e de Joana Gomes (ou Gonçalves), do Lou-ridal, Melgaço. Nasceu a 17/1/1776 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Francisco Gomes e Bárbara Gertrudes, da Vila de Melgaço.
SIMÕES, Antónia Maria. // Morou na Rua da Misericórdia, SMP. // Faleceu no estado de casada, a 6/9/1835, e foi sepultada na igreja matriz.
SIMÕES, António Joaquim. Filho de Teresa Simões, solteira, moradora no lugar da Corga, Vila. Neto materno de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes. Nasceu a 16/5/1800 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: António Peres e sua esposa, Domingas Simões, residentes na Calçada.
SIMÕES, Artiménio Portela. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1476, de 30/6/1963:
SIMÕES, Aurora. Filha de José Ferreira Simões e de Augusta Ferreira da Silva. Nas-ceu na Vila a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 229, de 17/12/1916).
SIMÕES, Domingas Joaquina. Filha de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes, resi-dentes em Regueiro dos Homens, Vila. N.p. de António Simões e de Jerónima Fer-nandes, do Louridal, arrabaldes da Vila; n.m. de Manuel Gomes e de Maria Gomes, do lugar da Corga, Vila. Nasceu a 4/4/1765 e foi batizada na igreja de SMP. Padri-nhos: padre Manuel Álvares e sua irmã, Domingas Álvares, ambos de Paçô, Rouças. Testemunhas: Salvador de Araújo, de Prado, e Ventura da Rocha, de Romarigães, Paredes de Coura.
SIMÕES, Domingos José. Filho de Ricardo Simões e de Gracinda de Jesus, morado-res na Praça da Alegria, Bonfim, Porto, de momento residentes na Vila de Melgaço (tinham vindo vender fazenda branca). N.p. de José Simões e de Maria da Costa, de Moimenta da Serra, Gouveia; n.m. de Manuel Ramada e de Ana Coelho, de Arouca de Castro Daire, Lamego. Nasceu a 11/11/1857 e foi batizado na igreja matriz de SMP nesse dia. Padrinhos: Domingos José Cerqueira e sua mulher, Rosa Maria do Barco, feirantes das ruas das Casas Novas, São Vítor, Braga.
SIMÕES, Helena Ana. Filha de Manuel José Simões e de Francisca Dias, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Manuel José Simões e de Maria Gomes; n.m. de Manuel Dias e de Isabel Vaz, de Pomares, Paderne. Nasceu a 19/10/1807 e foi batizada na igreja de SMP a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Caetano da Costa, solteiro, e Helena Ribeiro Codesso, mãe do padrinho, residentes no Campo da Feira, Vila.
SIMÕES, João António. Filho de Maria Josefa Simões, solteira, moradora no Louridal, Vila. Neto materno de Sebastião Simões e de Joana Gonçalves, do dito lugar. Nasceu a 1/5/1778 e foi batizado em casa por Diogo Sobrecaza, de nacionalidade francesa! A cerimónia na igreja ocorreu dois dias depois. Padrinhos: o dito Diogo e Bárbara Ger-trudes, moradora no Campo da Feira. Testemunhas: Francisco Pinto de Matos e MPF, sacristão.
SIMÕES, João Manuel. Filho de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes, moradores no lugar da Corga, Vila. Neto paterno de António Simões e de Jerónima Fernandes, do Louridal; neto materno de Manuel Gomes e de Maria Gomes, da Corga. Nasceu a 25/8/1756 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Setembro desse ano. Padrinhos: Manuel Gomes e sua mulher. // Sem mais notícias.
SIMÕES, João Vicente. Filho de Manuel José Simões e de Francisca Dias, morado-res na Vila. N.p. de Manuel Simões e de Maria Gomes; n.m. de Manuel Dias e de Isabel, de Pomares, Paderne. Nasceu a 8/4/1811 e foi batizado na igreja de SMP a 14 desse mês e ano. Padrinhos: João Vicente da Costa Freitas, e sua mãe, Helena Ribei-ro, moradores no Campo da Feira.
SIMÕES, José António. Filho de Antónia Maria Simões, solteira, natural e moradora na Corga, Vila. N.m. de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes, de esse lugar. Nasceu a 29/12/1791 e foi batizado na igreja a 2/1/1792. Padrinhos: António de Castro Sousa Meneses e sua irmã, Ana Joaquina de Sousa e Castro, ambos da Casa de Galvão. Testemunhas: Matias Joaquim e MPF.
SIMÕES, Manuel de Jesus. Filho de João Cardoso Simões e de Maria Rosa, do lugar de (Balchano?), Penajoia, Lamego. // Faleceu na Vila de Melgaço a 10/5/1857, em casa de João Luís, do Rio do Porto, com quase sete anos de idade. Era aleijado. Seu pai andava com ele por diversas terras, pedindo esmola. Com licença do pároco de SMP foi sepultado na igreja matriz.
SIMÕES, Manuel José. Filho de Manuel Simões e de Maria Gomes Ribeira, morado-res intramuros. Nasceu no século XVIII. // Casou na igreja de SMP a 4/5/1804 com Francisca, filha de Manuel Dias e de Isabel Vaz, de Pomares, Paderne. Testemunhas: Luís Manuel Domingues e Manuel Pereira Novais.
SIMÕES, Maria Joaquina. Filha de Antónia Maria Simões, solteira, moradora no lugar da Corga, Vila. Neta materna de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes. Nasceu a 22/11/1787 e foi batizada na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Matias de Sousa Castro Meneses e sua esposa, Maria Sebastiana Balhasteros.
SIMÕES, Maria Josefa. Filha de Teresa Simões, moradora no lugar da Corga. Neta materna de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes. Nasceu a 16/5/1796 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre António José Domingues, de Lamas de Mouro, a 22 da-quele mês e ano. Padrinhos: António Manuel Álvares e sua esposa, Maria Josefa Ro-drigues, ambos de Chaviães.
SIMÕES, Matias Joaquim. Filho de Domingas Joaquina Simões, solteira, moradora no lugar da Corga. Neto materno de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes. Nasceu a 7/3/1796 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinho: Matias Jo-aquim da Silva, melgacense.
SIMÕES, Miguel Bernardo. Filho de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes, morado-res em Regueiro dos Homens, arrabaldes da Vila. N.p. de António Simões e de Jeró-nima Fernandes; n.m. de Manuel e de Maria Gomes. Nasceu a 14/1/1759 e foi bati-zado na igreja de SMP a 17 desse mês e ano.
SIMÕES, Rosa Maria. Filha de Teresa de Jesus Simões, moradora na Corga. Neta materna de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes. Nasceu a 21/6/1803 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Bernardo António Rodrigues e sua es-posa, Rosa Maria Gomes, residentes no lugar da Corga.
SIMÕES, Teresa de Jesus. Filha de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes, morado-res no lugar da Corga. N.p. de António Simões e de Jerónima Fernandes, do Louridal, Vila; n.m. de Manuel Gomes e de Maria Gomes, da Corga, Vila. Nasceu a 15/10/1767 e foi batizada na igreja de SMP a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Salgado, de Cavaleiros, Rouças, e o padre batizante, MA.
SIMÕES, Vicenta Antónia. Filha de Domingas Gomes Simões, solteira, moradora no lugar da Corga, Vila. N.m. de Braz Simões e de Maria Rosa Gomes. Nasceu a 12/12/1789 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: António Eusé-bio Rodrigues e Vicenta Álvares, de Chaviães.
SISTELO
SISTELO, Contempla Antónia. Filha de --------- Sistelo e de -----------------------. Nas-ceu a --/--/18--. // Em 1912 morava na Vila de Melgaço. // Em sessão da Câmara Mu-nicipal de 18 de Setembro desse ano foi-lhe concedido um subsídio de lactação por seis meses (Correio de Melgaço n.º 16). // A Câmara concedeu-lhe mais cinco meses de subsídio (Correio de Melgaço n.º 45, de 13/4/1913).
SISTELO, Maria. Filha de Contempla Antónia Sistelo. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1912 (Correio de Melgaço n.º 16, de 22/9/1912).
SISTELO, Maria Ventura. Filha de Andreza Sistelo, de Arbo (São Bento), Galiza. N.m. de Sebastião Sistelo e de Domingas Fernandes. Nasceu a 1/12/1775 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: André Deparamos e Francisca Bernardes de Lagranga, todos de Arbo.
SOARES
SOARES, Alfredo Cândido. Filho de Maria Carolina Soares, solteira, moradora na Rua Direita, SMP. N.m. de Maria Teresa Soares, residente intramuros. Nasceu a 7/8/1876 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Alfredo Augusto da Silva, aspirante da Alfândega, e Rufina Cândida Pinto, costureira, solteiros.
SOARES, Álvaro Augusto. Filho de António Augusto Soares, polícia fiscal do real d’água, de Val Flores, Meda, Lamego, e de Josefina Rosalina Orge, lavradeira, de Ganfei, Valença, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Manuel António Soares e de Maria da Encarnação, rurais, de Val Flores; n.m. de Manuel Orge e de Maria Teresa de Jesus, rurais, de Ganfei. Nasceu na Rua da Misericórdia, SMP, a 8/7/1892, e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Viriato Luso Augusto Ferreira, solteiro, escrevente no Cartório de seu pai, e Alcinda Maria Augusta Ferreira, filha-família, sol-teira, ambos residentes na Vila. // De 12 a 15 de Janeiro de 1913 devia ser encorpora-do em Infantaria 3, Valença; atribuíram-lhe o n.º 6 (Correio de Melgaço n.º 31, de 5/1/1913).
SOARES, Amélia Joaquina do Espírito Santo. Filha de Manuel Joaquim Soares e de Maria Josefa Lopes. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Joaquina Fernandes; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Luísa Gonçalves. Nasceu a 22/5/1836 e foi ba-tizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinho: Domingos José Lopes, todos resi-dentes em Melgaço.
SOARES, Amélia Rodrigues. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 11, de 5/5/1929, página 5: «Pela estação postal. De visita à sua família, a Viana e Braga, ausentou-se a Ex.ma Sr.ª D. Amélia Rodrigues Soares, distinta chefe, que nesta Vila goza de ge-rais simpatias. Para a substituir durante o tempo que se encontrar de licença foi de-signado o senhor António Mendes, que desde há dias está entre nós e que aprovei-tamos a oportunidade de o cumprimentar.»
SOARES, Ana de Jesus. Filha de Luís Soares e de Maria Ventura Monteiro. N.p. de António Manuel Teixeira e de Maria Antónia Rodrigues; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benta Antónia, do lugar de Pousa, Galiza. Nasceu a 17/8/1812 e foi batizada na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Matias Joaquim Calheiros, soltei-ro, e Ana Joaquina Rodrigues, moradores na Vila de Melgaço.
SOARES, Ana Joaquina. Filha de Maria José Soares, moradora na Calçada, Vila. Neta materna de João António Soares, de Santa Cristina de Baleixe, e de Manuela Soares, de São João de Monte Redondo, bispado de Ourense. Nasceu a 8/2/1794 e foi batizada na igreja de SMP a 11 desse mês e ano. Padrinhos: padre Manuel José Gomes e Ana Joaquina, solteira, melgacenses. Testemunhas: Bento José Dias e Dio-go António Soares, também melgacenses.
SOARES, Ana Joaquina. // Nasceu por volta de 1808. // Faleceu na Rua da Calçada, SMP, a 22/9/1878, em sua casa, com 70 anos de idade, viúva de Agostinho José Co-elho, de SMP, lavradeira, e foi sepultada no cemitério municipal. // Deixou filhos.
SOARES, Ana José. Filha de Caetano Maria de Abreu Soares, da Vila de Melgaço, e de Maria José Moreira da Cunha, de Viana do Castelo. N.p. de Caetano José Abreu Soares e de Maria Teresa Mosqueira; n.m. de José António Moreira e de Ana To-másia da Cunha Rego. Nasceu na Vila a 2/5/1835 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José de Vasconcelos Sousa e Castro, do concelho de Prado, distrito de Braga, e a avó materna, Ana Tomásia da Cunha Rego. // Faleceu na infância.
SOARES, Ana Rosa. Filha de Domingas Soares, solteira, moradora no lugar do Car-valho, intramuros. // Faleceu a 6/9/1820, solteira, e em estado de pobreza.
SOARES, Ana Teresa. Filha de Maria Caetana Soares. N.m. de João António Soares e de Maria Josefa Soares, todos moradores na Calçada, Vila. Nasceu a 15/11/1821 e foi batizada na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Bento José Dias, da Vila, e esposa, Maria Josefa.
SOARES, Anacleto Correia. // Casou na igreja de SMP a 17/11/1811, com Mariana Antónia [de Araújo] da Costa, moradora na Vila. Testemunhas: João de Barros, João Manuel Rodrigues e Pedro António de Castanheira, todos da Vila. // Moraram no Campo da Feira de Dentro. // Morreu a 6/7/1832, casado; foi amortalhado em hábito de S. Francisco e sepultado na igreja matriz com ofício de corpo presente de 20 pa-dres.
SOARES, António (António da Silva Soares). // Foi capitão. // Em 1727 era vereador e juiz pela ordenação. // Em 1741 e em 1747 voltou a ter esses cargos. // Casou com Custódia Domingues. // Parece que morou na Rua da Misericórdia, Vila. // (Organiza-ção Judicial de Melgaço, de ACE, p. 126).
SOARES, António Augusto. Filho de Luís Caetano Soares e de Ana Joaquina Gomes. N.p. de Caetano Luís Soares e de Antónia Luísa Pinto, de Galvão; n.m. de José da Cunha e de Antónia Maria Gomes, da Barbosa. Nasceu a 21/6/1840 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: frei António Monteiro, de Cavaleiros, e Teresa da Gama, da Vila.
SOARES, António Caetano. Filho do Dr. João Vaz Soares, juiz de fora em Melgaço, e de Ana Luísa da Piedade Ruivo de Almeida. N.p. de José Vaz e de Helena Maria Vitó-ria; n.m. de Manuel Gonçalves Ruivo, de Rio de Moinhos, e de Ana Teresa de Almei-da, todos de Abrantes. Nasceu a 1/7/1798 e foi batizado na igreja de SMP a 15 desse mês pelo padre António José de Araújo, pároco de Cristóval, com licença de Carlos Domingos, abade da Vila. Padrinho: Caetano José de Abreu Soares, cavaleiro do há-bito de Santiago. Testemunhas: Joaquim Daniel Torres Salgado e o padre Carlos Domingues.
SOARES, António Luís. Filho de Joaquim José Soares e de Joana Cândida de Alma-da. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Josefa Rodrigues; n.m. de José Manuel de Almada e de Ana Joaquina Fernandes, todos da Vila. Nasceu por volta de 1850. // Foi o soldado n.º 55 da 8.ª Companhia de Caçadores n.º 7. // A 12/2/1874 – estando ele licenciado na reserva «um terrivel incêndio lavrara na vila, fora de portas (…), em «um [prédio] dos melhores e mais bem construídos» (Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, II parte, 2.º volume, páginas 189 e 190). Acontece que ele foi um dos primeiros a com-bate-lo; por isso, a 23/3/1874, recebeu – juntamente com outros – uma medalha de prata mandada atribuir pelo rei D. Luís. // Tinha 24 anos quando casou na igreja de SMP a 25/9/1874 com Maria das Dores, de 17 anos (incompletos), filha de Maria Amália e neta materna de Leonora, solteira, exposta. Os noivos eram solteiros. Tes-temunha: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda.
SOARES, António Manuel Caetano (Padre). Filho de Caetano de Abreu Soares de Novais e de Caetana Maria Gomes de Abreu. N.p. de António Soares da Nóboa e de Margarida Gomes de Abreu; n.m. do capitão frei Domingos Gomes de Abreu e de Isabel de Faria. Nasceu na Vila a 7/11/1746. // Licenciou-se em Cânones na Universi-dade de Coimbra a 18/6/1771. // Foi tesoureiro-mor da colegiada de Valença, toman-do posse desse cargo a 9/7/1773. // Inscreveu-se na Confraria do Espírito Santo a 30/5/1774, e na Confraria das Almas de Prado a 2/6/1774 «remido de anal e lutuosa e deu mil trezentos e cinquenta réis.» // Foi comissário do Santo Ofício da Inquisição de Coimbra, tendo sido nomeado por João da Cunha, arcebispo de Évora, inquisidor ge-ral do reino, a 21/10/1778. // Teve direito a brasão de armas, por carta passada a 25/8/1786. // Foi durante algum tempo arcipreste de Valadares. // Em 1793 assumiu a provedoria da SCMM. // Faleceu a 10/5/1815; o seu cadáver jaz na igreja do convento das Carvalhiças, Vila.
SOARES, Armando Urbano. // (ver em Araújo).
SOARES, Aurora Trigo. // Pintora, não profissional, de muito talento. // Faleceu na Vila de Melgaço a 16/8/1956, quando acidentalmente aqui se encontrava de visita a seu genro, na altura médico veterinário no nosso concelho.
SOARES, Benedito Cândido. Filho de Joaquim José Soares e de Joana Cândida de Almada, moradores na Rua de Baixo, Vila. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Josefa Rodrigues; n.m. de Manuel José de Almada e de Ana Joaquina Fernandes. Nasceu a 8/3/1854 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: JCGA e sua tia paterna, Maria Benedita Júlia Gomes de Abreu. // Faleceu no Carvalho, SMP, a 10/11/1860, e foi sepultado na igreja matriz no dia 12, à noite, como menor.
SOARES, Caetana Luísa. Filha de Anacleto Correia Soares e de Mariana Antónia Araújo, rurais, moradores no Campo da Feira. N.p. de Baltazar Correia Soares e de Teresa Soares, de Monção; n.m. de Isabel de Araújo solteira, de Val, Arcos de Valde-vez, residente no Campo da Feira de Fora, Melgaço. Nasceu a 28/3/1814 e foi batiza-da na igreja de SMP a 31 desse mês e ano. Padrinhos: João José Barros e sua espo-sa, Caetana Maria, residentes na Vila de Melgaço. // Costureira. // Faleceu no lugar de Ferrão, freguesia da Gave, onde morava, no dia 6/4/1868, casada com José Inácio Pontes, e foi sepultada na igreja daquela freguesia serrana. // Não deixou filhos.
SOARES, Caetana Maria. Filha de Caetano de Abreu Soares de Novais e de Caetana Maria Gomes de Abreu. N.p. de António Soares da Nóboa e de Margarida Gomes de Abreu; n.m. do capitão frei Domingos Gomes de Abreu e de Isabel de Faria. Nasceu na Vila a 29/9/1740. // Casou com seu primo em 4.º grau, Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, sargento-mor das ordenanças da Vila e seu termo. // Foi admiti-da, juntamente com seu irmão Caetano José, na Confraria das Almas de Prado a 18/12/1773.
SOARES, Caetano. // (ver em Novais).
SOARES, Caetano Bento. Filho de Caetano José Abreu Soares, cavaleiro-professo na Ordem de Santiago, da Vila de Melgaço, e de Maria Teresa Mosqueira e Lira, de São Cristóvão de Mourentão, Galiza, moradores na Vila. N.p. de Caetano de Abreu Soares, cavaleiro-professo na Ordem de Cristo, tenente de infantaria, e de Caetana Maria Gomes de Abreu, melgacenses; n.m. de Jacinto Mosqueira Tavares Sotomaior e de Teresa Antónia Lira e Pereira, da Casa e Quinta de Paravedra, S. Cristóvão de Mourentão, Tui. Nasceu a 11/7/1803 e foi batizado na igreja de SMP a 15 desse mês pelo seu tio, padre António Manuel Caetano Abreu Soares, tesoureiro-mor da Colegi-ada de Valença. Padrinhos: o batizante e Maria Ângela Mosqueira e Lira, tia materna do neófito, da freguesia de Levozendo, Galiza. // Morreu criança.
SOARES, Caetano José. Filho de Caetano de Abreu Soares, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, tenente de infantaria, e de Caetana Maria Gomes de Abreu. N.p. de António Soares da Nóvoa e de Margarida Gomes de Abreu; n.m. do capitão Domin-gos Gomes de Abreu, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de Isabel Faria. Nasceu na Vila a 18/2/1744. // Foi cadete no regimento de Valença. // Teve o cargo de almotacé, monteiro-mor, e provedor da SCMM. // Em 1783 e 1784 era vereador e juiz pela or-denação; voltou a sê-lo em 1796 e em 1802. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 131). // Pertenceu à Ordem de Santiago da Espada. // Casou em primeiras núpcias com Maria Teresa de Sousa Gouveia, filha de António Manuel Teixeira e de Joana Engrácia de Sousa Salgado, neta paterna de Silvestre Teixeira Torres e de Jacinta da Gama, e materna de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Moraram na Rua Direita, na casa armoriada ao lado da igreja matriz. // A sua esposa faleceu em Remoães a 29/3/1795, não deixando filhos, e foi sepultada na ca-pela da Senhora do Amparo, anexa à igreja matriz da Vila, que ele comprara a 24/11/1792 a João Monteiro Andrade e mulher, Ana Francisca do Espírito Santo. // Casou em segundas núpcias, na Casa de Paravedra, S. Cristóvão de Mourentão, Galiza, a 22/7/1798 com Maria Teresa, filha de Jacinto Mosqueira Tavares Sotomaior e de Teresa Antónia Lira e Pereira, neta paterna de José Mosqueira e Trancoso e de Beatriz Tavares Sotomaior, e neta materna de Basílio Lira Pereira e de Joana Mos-queira Baamonde. // Foi seu cunhado galego, António Maria Mosqueira de Lira, que a 9/6/1808, dia de feira, o entusiasmou a revoltar-se contra a presença dos franceses em território português. Era na altura juiz de fora em Melgaço o corregedor Filipe An-tónio de Freitas Machado (Jornal de Melgaço n.º 744, de 30/7/1908). Apoiou essa ideia An-tónio de Castro Sousa Meneses Sarmento, Tomaz José Gomes de Abreu, Jacinto Manuel da Rocha Pinto, capitão-mor João António de Abreu, e o Dr. Miguel Caetano. // Faleceu na Vila a 25/1/1813 e foi sepultado na igreja da Misericórdia. // A sua viúva finou-se a 17/12/1844. // Com geração.
SOARES, Caetano José. Filho de Caetano Maria Abreu Mosqueira Soares, da Vila de Melgaço, e de Maria José Moreira da Cunha Rego, de Viana do Castelo, moradores intramuros. Nasceu por volta de 1830. // Faleceu criança.
SOARES, Caetano Maria. Filho Caetano José de Abreu Soares e de Maria Teresa Mosqueira e Lira, moradores na Vila. Neto paterno de Caetano Abreu Soares e de Caetana Maria Gomes de Abreu, de Melgaço; neto materno de Jacinto Manuel Mos-queira e de Teresa Antónia Lira Pereira Mosqueira, da Galiza. Nasceu na Vila a 28/10/1809 (ou 1810) e foi batizado na igreja de SMP a 1 de Novembro desse ano pelo padre João Durães, de Prado. Padrinhos: padre António Manuel Caetano de Abreu Soares, tesoureiro-mor na Colegiada de Valença (representado pelo padre João Durães) e a avó materna do neófito, viúva. // Foi vice-consul de Espanha em Melgaço no rei-nado de Miguel I. // Casou na igreja do convento de Paderne a 22/1/1828 com Maria José, filha de José António Moreira e de Ana Tomásia da Cunha Rego, de Monserra-te, Viana do Castelo, de quem se divorciou. // Foi presidente da Câmara Municipal de Melgaço em 1841. // Morreu na Vila a 15/5/1872. // A sua ex-mulher finou-se em Via-na do Castelo. // Além dos filhos que gerou na esposa, foi pai também de Maria Tere-sa de Ascenção, gerada em Vitória Ventura da Cunha, solteira, a qual Maria Teresa casou com Joaquim José Nunes de Almeida. (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacen-ses”, vol. I, p. 50, de Augusto César Esteves).
SOARES, Caetano Maria. Filho de Caetano Maria Abreu Mosqueira Soares e de Ma-ria José Moreira da Cunha Rego, moradores intramuros. N.p. de Caetano José Abreu Soares e de Maria Teresa Mosqueira e Lira; n.m. de José António Moreira e de Ana Tomásia da Cunha Rego, de S. Pedro de Rates, Viana. Nasceu a 25/5/1829 e foi bati-zado na igreja de SMP no dia seguinte pelo padre Miguel Caetano Vaz, com licença do abade da Vila. Padrinhos: o avô materno (representado por seu genro, João Antó-nio Abreu Cunha Araújo, o novo, do Rio do Porto) e Rosa Maria Mesquita, tia do bati-zando, também de Viana (representada por Maria Bernarda Mosqueira e Lira). // O Dr. Augusto César Esteves diz que ele morreu a 28/10/1851 (ver O Meu Livro das Gerações Melgacenses, 1.º volume, p. 53).
SOARES, Caetano Maria. Filho de Maria Rosa Soares, jornaleira, do lugar do Paço, Santo Estêvão, Ponte de Lima. N.m. de Luísa Soares. Nasceu na Vila de Melgaço a 24/8/1871 e foi batizado a 29 desse mês. Padrinhos: Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja, da Vila de Melgaço, e Carolina Rosa Rodrigues, solteira, de Ponte do Mouro, Ceivães.
SOARES, Carlota Benedita. Filha de Diogo António Soares, de Chaviães, e de Maria Josefa Rodrigues, da Vila, onde residiam. N.p. de Ana Esteves, solteira, de Chaviães; n.m. de Francisco Xavier Rodrigues e de Rosa Liberata Gonçalves, da Vila. Nasceu a --/--/1814 e foi batizada na igreja de SMP a 18/8/1814. Padrinhos: João Manuel Rodri-gues Lima (representado por Tomaz José Gomes de Abreu, residente na Calçada), e a avó materna da neófita (representada por Maria Rita, filha do padrinho). // Faleceu a 14/2/1887 na Rua da Calçada, SMP, com 72 anos, viúva de António da Cunha, e foi sepultada no cemitério. // Não deixou filhos.
SOARES, Constantino António. Filho de Maria Teresa de Jesus Soares, solteira, resi-dente nas Carvalhiças. N.m. de Bento Soares Vasques e de Maria Benta Gonçalves, de Alveios, Tui. Nasceu a 13/11/1843 e foi batizado na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: AJR, mordomo, e Maria Teresa da Silva, das Carvalhiças.
SOARES, Eulália. Filha de Elvira Augusta Soares, doméstica, moradora na Vila. Neta materna de José Soares e de Maria Teresa Ferreira. Nasceu a 25/5/1915 e foi batiza-da na igreja de SMP a 2 de Junho desse ano. Padrinhos: Aurélio Augusto Costa, sol-teiro, empregado de cartório, e Florinda Rosa Vieira, casada, doméstica. // Nota: no Correio de Melgaço n.º 152, de 9/6/1915, diz-se que ela é filha de António Gonçalves e de Elvira Augusta Soares.
SOARES, Felisbela Cândida. Filha de Joaquim José Soares, oficial de diligências, e de Joana Cândida de Almada, doméstica, moradores na Rua de Baixo, Vila. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Josefa Rodrigues; n.m. de José Manuel de Almada e de Ana Joaquina Fernandes. Nasceu a 24/2/1857 e foi batizada a 4 de Março desse ano. Padrinhos: José Joaquim Nunes de Almeida, solteiro, e Josefa Luísa da Piedade, casada com Francisco José Gomes, todos da Vila. // Casou com Manuel Luís Lopes (Manelito), oficial de diligências. // Faleceu na Rua da Calçada, Vila, a 21/10/1902, com todos os sacramentos, com testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Sem geração.
SOARES, Filomena Rosa. Filha de Maria Carolina Soares, solteira, de SMP, jornalei-ra. N.m. de José Soares e de Maria Teresa Alves. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 19/11/1873, e foi batizada a 26 desse mês. Padrinhos: José Maria de Sousa, casado, negociante, e sua filha, Filomena Rosa, da Vila.
SOARES, Florêncio (Pata). Filho de Maria Angélica Soares (Pata), solteira, moradora na Rua Direita, Vila, e de Manuel Ventura da Costa Pinto, solteiro. Neto materno de Caetana Josefa Soares. Nasceu a 28/3/1846 e foi batizado na igreja de SMP a 31 desse mês e ano. Padrinhos: padre João Evangelista de Sá Sotomaior e Ana Joaqui-na, filha de Maria Rosa Gomes, solteira, do lugar da Cabana, freguesia de Rouças. // Foi admitido na Confraria das Almas da Vila a 29/3/1868, e na de Prado a 26/12/1886. // Por decreto de 12/3/1874 foi agraciado com a medalha de prata por ter tomado par-te no combate e extinção do incêndio que a 10/2/1874 lavrou no 2.º Cartório (Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, II parte, 2.º volume, página 193). // Casou em Prado a 9/1/1880 com Ludovina Rosa, filha de João Caetano Alves e de Maria Teresa do Sou-to Magalhães. // Teve a profissão de jornaleiro e mineiro. // Emigrou várias vezes para o Brasil, onde de todas elas pouco mais conseguiu amealhar do que a despesa das passagens. // Morreu no lugar do Buraco, Prado, a 6/11/1919. Por sua morte foi citado seu filho Manuel de Jesus, solteiro, emigrante no Brasil (JM 1280, de 7/3/1920). // A sua viúva finou-se a 16/1/1922, com 62 anos de idade.
SOARES, Francisco António. Filho de Maria Jacinta Rodrigues, de origem galega, residente intramuros. // Casou na igreja de SMP a 8/12/1796 com Maria Rosa, filha de Dionísio Lopes e de Maria Luísa Soares, naturais e moradores em Cecrinhos (S. Mi-guel), Tui. Testemunhas: AXTS, Luís Manuel de Araújo, e MPF, mordomo da igreja.
SOARES, Francisco António. Filho de Maria Joana. Neto materno de Maria Josefa (Soares?). Nasceu a 4/3/1824 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco António da Silva e sua esposa, Helena Pereira, todos moradores no bairro da Calçada, Vila de Melgaço.
SOARES, Francisco Luís. Filho de Diogo António Soares, boticário, de Chaviães, e de Maria Josefa Rodrigues, da Vila, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de Ana Esteves, solteira, de Chaviães; n.m. de Francisco Xavier Rodrigues e de Rosa Libera-ta, da Vila. Nasceu a 15/10/1816 e foi batizado na igreja de SMP a 23 desse mês. Pa-drinhos: Francisco José da Costa e sua esposa, Teresa Josefa Pinto Cardoso, resi-dentes na Vila de Melgaço.
SOARES, Hilário. Filho de Manuel Moreira Soares e de Isolina de Araújo. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1929 (Notícias de Melgaço n.º 4, de 10/3/1929). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 8, de 14/4/1929: «Batizou-se no passado domingo, na igreja matriz desta Vila, um filhinho do nosso amigo senhor Manuel Moreira Soares, 1.º cabo da Guarda Nacional Republicana. Foram padrinhos o senhor Hilário Gonçalves, comer-ciante desta praça, e sua esposa, Ofélia Reis…»
SOARES, Honório de Almeida. // Nasceu a 24/3/1891. // Esteve em Melgaço algum tempo como escrivão do Juízo de Direito (Jornal de Melgaço n.º 1283, de 28/3/1920). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 51, de 23/2/1930:
SOARES, Isabel Caetana. Filha de Luís Caetano Soares e de Maria Joana de Sousa. N.p. de Antónia Maria de Sousa, solteira; n.m. de Maria Josefa de Sousa, viúva, todos moradores intramuros. Nasceu a 3/11/1803 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Caetano de Araújo Teixeira e Isabel Ventura de Sousa, solteiros, residentes também na Vila.
SOARES, João (Dr. João Vaz Soares). // Natural de Chaves. // Foi juiz de fora em Melgaço entre 1795 e 1799, e provedor da SCMM. // Era casado com Luísa da Pie-dade Pereira de Almeida. // (OJM, de ACE, p. 84).
SOARES, João António. // Casou com Maria Manuela Esteves. // Morou na Calçada, Vila. // A sua esposa finou-se a 12/2/1808. // Ele faleceu a 15/10/1823, «de um estupor que o privou dos sentidos e da fala.»
SOARES, João José. Filho de Joaquim José Soares, proprietário, e de Joana Cândi-da Almada, recebidos na freguesia de Riba de Mouro e residentes na Vila de Melga-ço, intramuros. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Josefa Rodrigues; n.m. de José Manuel de Almada e de Ana Joaquina Fernandes. Nasceu a 7/4/1861 e foi bati-zado na igreja de SMP nesse mesmo dia. Padrinhos: João José de Almada, forneiro, e Ana Joaquina Fernandes, viúva, moradores intramuros.
SOARES, João Manuel. Filho de Diogo António Soares e de Maria Josefa, residentes no Campo da Feira de Fora. N.p. de Ana Esteves, solteira, do Barraço, Chaviães; n.m. de Francisco Rodrigues e de Rosa Liberata, moradores na Vila. Nasceu a 22/8/1815 e foi batizado na igreja de SMP a 25 desse mês. Padrinhos: João António de Abreu Cunha Araújo, capitão-mor do termo de Melgaço, e a Senhora do Rosário, cuja imagem se encontrava no altar colateral da igreja matriz da Vila.
SOARES, João Manuel Caetano (Padre Dr.) Filho de Caetano de Abreu Soares de Novais e de Caetana Maria Gomes de Abreu. N.p. de António Soares da Nóboa e de Margarida Gomes de Abreu; n.m. do capitão frei Domingos Gomes de Abreu e de Isabel de Faria. Nasceu na Vila a 8/2/1751. // Estudou na Universidade de Coimbra, onde acabou o curso na Faculdade de Cânones a 6/7/1786. // Foi admitido na Confra-ria das Almas de Prado a 16/12/1782 por 1.720$000 réis, e remido a 13/2/1784 por 640 réis. // Morreu na sua casa da Vila, frente à Misericórdia, a 2/6/1791, e foi sepul-tado na igreja.
SOARES, Joaquim José. Filho de Diogo António Soares, de Chaviães, e de Maria Josefa Rodrigues, da Vila, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de Ana Este-ves, solteira; n.m. de Francisco Xavier Rodrigues e de Rosa Liberata Gonçalves. Nasceu a 5/11/1817 e foi batizado na igreja de SMP nesse dito dia. Padrinhos: João Manuel Araújo Teixeira e a mãe de Jesus Cristo. // Oficial de diligências do Juizo. // Morou na Rua Direita, Vila. // Faleceu em sua casa a 4/10/1882, viúvo de Joana Cân-dida de Almada, e foi sepultado no cemitério. // Pai de José Joaquim, nascido em 1841, entre outros. // (Era gémeo de José).
SOARES, Joaquina. Filha de José Manuel Rodrigues Soares, negociante na Vila de Melgaço, e de Joana Gomes, solteira, de Ceclinhos, Tui. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1830 e seu pai, perante a autoridade eclesiástica, reconheu-a como filha. // Foi namorada de José Cândido Gomes de Abreu, nascido em 1825, comerciante, de quem teve uma filha: Paulina Cândida Gomes de Abreu, nascida no Barral, Pader-ne, a 24/7/1852. (ver).
SOARES, José. Filho de Diogo António Soares e de Maria Josefa Rodrigues, mora-dores no Campo da Feira de Fora. N.p. de Ana Esteves, solteira; n.m. de Francisco Xavier Rodrigues e de Rosa Liberata Gonçalves. Nasceu na Vila a 5/11/1817 e foi batizado na igreja de SMP nesse mesmo dia. Padrinhos: João Manuel de Araújo Tei-xeira e a “mãe” de Jesus Cristo.
SOARES, José António. // Morreu (segundo constava devido a uma pancada com uma sacha de crista que lhe enterraram na cabeça; dizia a vítima, antes de fechar os olhos, que fora um criado do José “Galo” e o próprio “Galo”). // Estava casado com Teresa Alves e moravam na Horta do (Sarou?), SMP. Foi sepultado na igreja matriz a 3/6/1847, com ofício de seis padres, por esmola. /// Comentário: estes crimes nor-malmente ficavam impunes, pois não havendo testemunhas era quase impossível provar que foi este, ou aquele, o criminoso. As investigações policiais eram pratica-mente nulas, pois Melgaço era um concelho pouco importante.
SOARES, José António Guerra. // Nasceu por volta de 1952. // Morreu na Vila de Melgaço a --/--/2020, com 68 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/3/2020).
SOARES, José Caetano. Filho de Caetano Luís Soares e de Antónia Luísa Pinto, mo-radores em Galvão. N.p. de Diogo Soares e de Maria Josefa da Conceição, residen-tes em Corujeiras, Rouças; n.m. de Francisco Pinto e de Maria Domingues, domicilia-dos em Galvão. Nasceu a 19/7/1804 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: padre António José Gomes e sua irmã, Clara Luísa Gomes, residentes em Corujeiras. // Lavrador. // Casou com Antónia Maria Soares. // Faleceu a 21/12/1890, em sua casa de morada, sita no lugar da Pena, freguesia de Chaviães, só com a ex-trema-unção, «por se achar falto de juízo», viúvo, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja de Chaviães.
SOARES, José Luís. Filho de Luís Caetano Soares (*) e de Maria Joana. N.p. de An-tónia Maria de Sousa, todos residentes intramuros; n.m. de avós incógnitos. Nasceu a 15/3/1801 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Manuel Pereira de Araújo e Maria Joaquina Rosa, solteiros, da Vila de Melgaço. /// (*) Luís Caetano faleceu no Bairro do Carvalho a 6/2/1808, no estado de pobreza.
SOARES, José Maria. Filho de Luís Soares e de Maria Ventura Monteiro, morador intramuros. Neto paterno de Maria Josefa (Caniça), residente na Vila; neto materno de Francisco Monteiro e de Maria Benita, de São Bartolomeu do Couto, Tui. Nasceu na Vila a 17 de Março de 1828 e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Bernardo Abreu e sua esposa, Maria Rosa Lopes, residentes na Rua da Calçada, freguesia da Vila de Melgaço.
SOARES, Josefa Maria. Filha de Caetano Soares e de Antónia de Sousa Pinto, mo-radores em Galvão. Neto paterno de Diogo Soares e de Maria Josefa Rodrigues, re-sidentes em Corujeiras; neto materno de Francisco Pinto e de Maria Domingues, de Galvão. Nasceu a 24/10/1806 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padri-nhos: José Maria Soares Calheiros e sua irmã, Rosa Maria do Souto. // Morou em Galvão, Vila. // Faleceu a 23/5/1896, com noventa (90) anos de idade, no estado de viúva de Luís Manuel Dantas. // Fizera testamento. // Deixou filhos.
SOARES, Luís Caetano. Filho de Pedro José Soares e de Antónia Maria Cardoso, moradores na Vila. Neto paterno do Dr. Sebastião Soares Salgado, natural de Rou-ças, e de Mariana Soares dos Santos, natural de Prado; neto materno de António Jo-sé Cardoso e de Bernarda Domingues, da Vila. Nasceu a 5/7/1770 e foi batizado na igreja de SMP a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Caetano de Sousa e Gama, capi-tão-mor de Melgaço, e Caetana Maria Isabel Soares, da Vila.
SOARES, Luís Caetano. Filho de Caetano Luís Soares e de Antónia Luísa Pinto, mo-radores em Galvão. N.p. de Diogo Soares e de Maria Josefa da Conceição, de Coru-jeiras, Rouças; n.m. de Francisco Pinto, de Caminha, e de Maria Xavier Salgado, de Galvão, Melgaço. Nasceu a 16/8/1801 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês. Padrinho: Dr. Luís Soares Calheiros.
SOARES, Luís (Maria) Leão. Filho de Josefa Teixeira, solteira. // Casou na igreja de SMP, a 13/11/1811, com Maria Ventura, filha de Francisco Monteiro e de Maria Antó-nia, moradores na Vila. Testemunhas: Francisco Xavier Torres Salgado, António de Sampaio, e Pedro António Castanheira, solteiro, todos da Vila.
SOARES, Manuel. // Em 1618 era vereador mais velho e juiz pela ordenação em Melgaço. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 117).
SOARES, Manuel (Dr. Manuel Azevedo Soares). // Foi juiz de fora em Melgaço de 1695 a 1697; assumiu também o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 61).
SOARES, Manuel. Filho do capitão António da Silva Soares. // Em 1747 era vereador e juiz pela ordenação. // Morou na Vila. // (OJM, de ACE, p. 129).
SOARES, Manuel. // Morou intramuros. // Estava viúvo de Ana Maria Luísa, falecida na Vila a 30/8/1805, quando casou novamente, na igreja de SMP, a 14/11/1807, com Domingas, filha de Bernardo Castilho e de Eusébia Gomes, da freguesia de Santiago de Parada, Tui, há muitos anos a residir em Melgaço. Testemunhas: padre Francisco Xavier Torres Salgado, António Eusébio Rodrigues, oficial de alfaiate, e Bento José Dias, mordomo da igreja, melgacenses. // Faleceu no Campo da Feira, onde residia, a 14/10/1818, no estado de pobreza.
SOARES, Manuel Caetano. Filho de Francisco António Soares, de Melgaço, e de Maria Rosa Lopes, de Cecrinhos, moradores na Vila. N.p. de Maria Jacinta Rodri-gues, solteira; n.m. de Dionísio Lopes e de Maria Luísa Soares. Nasceu a 9/4/1799 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano José de Abreu Soares, CHST, e Gaspara de Araújo.
SOARES, Manuel Campos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1552, de 25 de Abril de 1965:
SOARES, Manuel Joaquim. Filho de Diogo António Soares e de Maria Joaquina Fer-nandes, moradores intramuros. N.p. de Ana Esteves, solteira, de Chaviães; n.m. de Manuel Pedro Fernandes e de Maria Teresa Gomes, da Vila. Nasceu a 20/4/1804 e foi batizado na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Matias Joaquim Fer-nandes e Isabel Ventura de Sousa, ambos de Melgaço. // Casou na igreja de SMP a 6/5/1832 com Maria Josefa, filha de Francisco Manuel Lopes e de Luísa Gonçalves, todos melgacenses. Testemunhas: Manuel Joaquim, sargento de veteranos, José Joaquim Gomes e AJR, sacristão. // Moraram no sítio da Misericórdia, Vila. // Faleceu na noite de 18/1/1858, casado, e foi sepultado na igreja da SCMM, com licença do abade de SMP, com ofício de sepultura de 20 padres, com música.
SOARES, Manuel Joaquim. Filho de -------- Soares e de ---------------------------. Nas-ceu por volta de 1894. // Faleceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia a --/--/1914, com 20 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 95, de 12/4/1914).
SOARES, Manuel José. Filho de Honório Almeida Soares, escrivão de direito, natural de Viseu, e de Ermelinda Juliana Bravo de Faria Pereira, professora oficial, de Vala-dares, moradores na Vila de Melgaço. Neto paterno de José de Almeida Soares e de Maria da Assumpção Soares; neto materno de Manuel José de Faria Pereira e de Júlia Bravo. Nasceu a 14/12/1921 e foi batizado na igreja de SMP a 2/3/1922. Padri-nhos: José Maria de Barros, negociante, de Paredes de Coura, e Ana Barbosa de Barros, de Ponte de Lima, onde residiam.
SOARES, Manuel Maria. // Em 1931 era cabo da Guarda Nacional Republicana em Melgaço (Notícias de Melgaço n.º 101, de 15/3/1931). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 106, de 26/4/1931:
NM 149, de 8/5/1932
SOARES, Manuel dos Reis. Filho de Maria Rosa Soares, solteira, jornaleira, de Santa Estêvão da Facha, Ponte de Lima, moradora em Melgaço. Neto materno de Luísa Soares. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 31/12/1873, e foi batizado a 6/1/1874. Pa-drinhos: Manuel Alves Rodrigues, solteiro, escrevente na Fazenda Nacional, e Felis-bela Cândida Esteves, solteira, ambos da Vila.
SOARES, Manuela. // Casou com Cristovo Pinhon, de Cecrinhos (São Miguel), Tui. // Moraram na Quinta da Pigarra, Vila de Melgaço, talvez como caseiros. // Ela faleceu ali a 28/12/1814.
SOARES, Maria. Filha de Honório Almeida Soares e de Ermelinda Juliana Bravo Pe-reira, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Jose Almeida Soares e de Maria da As-sumpção; n.m. de Manuel José Faria Pereira e de Júlia Cândida Bravo. Nasceu a 14/3/1925 e foi batizada na igreja de SMP a 2/1/1926. Padrinhos: Dr. Luís Filipe Rodri-gues e esposa, Maria Malheiro Lima. // Casou em Remelhe, Barcelos, a 26/12/1949, com (João?) Pires Gonçalves Novo, de Meadela. Testemunhas: Cândido Augusto da Rocha e Sá, entre outros.
SOARES, Maria Angélica (Pata). Filha de Caetana Josefa Soares, da Vila. // Lavra-deira. // Faleceu solteira, a 7/10/1880, em sua casa da Rua do Carvalho, SMP, com cerca de 40 anos, e foi sepultada no cemitério municipal. // Mãe de Florêncio Soares (Pata), que tivera de Manuel Ventura da Costa Pinto.
SOARES, Maria Carolina. Filha de José António Soares e de Maria Teresa de Jesus. N.p. de Bento Soares e de Teresa Soares, de Alveios, Tui; n.m. de Maria Teresa Al-ves, de Rouças. Nasceu a 27/3/1838 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinho: José Joaquim Gomes da Ribeira.
SOARES, Maria da Conceição. Filha de Luís Caetano Soares e de Ana Joaquina da Cunha, lavradores. N.p. de Caetano Luís Soares e de Antónia Luísa Pinto; n.m. de José Cunha e de Antónia Maria, do lugar da Barbosa, Vila. Nasceu a 9/12/1837 e foi batizada na igreja de SMP a 13 desse mês. Padrinhos: Joaquim José Soares e sua irmã, Carlota Benedita, da Calçada. // Faleceu a 15/7/1870, em sua casa de morada, sita no lugar da Barbosa, com 32 anos de idade, casada com José Joaquim Alves, e foi sepultada na igreja matriz. // Fizera testamento. // Não deixou filhos.
SOARES, Maria Engrácia do Carmo. Filha de Pedro José Soares e de Maria Antónia Cardoso, moradores na Rua de Baixo. N.p. do Dr. Sebastião Soares e de Mariana Soares, de Prado; n.m. de António José Cardoso e de Bernarda Gonçalves, da Vila. Nasceu a 13/9/1761 e foi batizada na igreja de SMP a 20 desse mês. Padrinhos: Do-mingos José da Costa, solteiro, mercador, residente no Campo da Feira, e o padre Jácome Fernandes Lobo, abade de SMP.
SOARES, Maria Eunice. Filha de Honório Almeida Soares (*) e de Ermelinda Juliana Bravo de Faria. Nasceu na Vila a --/--/1925. /// (*) Esse senhor não era de Melgaço, mas em 1919 já aqui se encontrava – (ver Jornal de Melgaço n.º 1268, de 26/10/1919).
SOARES, Maria Joaquina. Filha de Maria Josefa Soares, moradora na Rua da Cal-çada. N.m. de João António Soares, de Santa Cristina de Baleixe, e de Manuela Soa-res, de S. João do Monte Redondo, Ourense, ambos da Galiza. Nasceu na Vila a 28/2/1791 e foi batizada na igreja de SMP a 2 de Março desse ano. Padrinho: João António Araújo, da Vila.
SOARES, Maria José. Filha de Manuel Joaquim Soares e de Maria Josefa Lopes, moradores junto à Misericórdia. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Joaquina Fernandes; n.m. de Francisco Manuel Lopes e de Luísa Gonçalves, da Vila. Nasceu a 5/3/1833 foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: José Luís Leite, casado, e Maria Josefa da Cunha, solteira, ambos residentes no Campo da Feira de Fora.
SOARES, Maria Josefa. Filha de pais espanhóis. // Faleceu a 19/4/1860, na Calçada, SMP, com 92 anos, casada com Manuel Teixeira. // Fizera testamento. // Deixou qua-tro filhos do primeiro matrimónio.
SOARES, Maria da Piedade. Filha de Joaquim José Soares e de Joana Cândida Al-mada, moradores intramuros. N.p. de Diogo António Soares, boticário, e de Maria Josefa Domingues, residentes na Rua da Calçada; n.m. de José Manuel Almada e de Ana Joaquina Fernandes, domiciliados no Bairro do Carvalho. Nasceu a 12/8/1851 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois pelo padre Domingos José Meleiro. Padrinhos: Francisco José Gomes e esposa, Josefa Maria da Piedade, todos da Vila de Melgaço. // Casou com Manuel José de Puga. // Venderam o seu terço da “Quinta de Porto Vivo”, sita em Chaviães, a António Joaquim Araújo Azevedo.
SOARES, Maria Teresa. Filha de Anacleto Correia Soares e de Mariana Antónia de Araújo. N.p. de Baltazar Correia Soares, de Monção, e de ------------------------; n.m. de Isabel de Araújo, solteira, de Melgaço. Nasceu na Vila a 8/10/1812 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Bernardo Pereira, servindo de madrinha João José de Barros, ambos melgacenses.
SOARES, Maria Teresa. Filha de Luís Soares e de ------------------------. Nasceu na Vila por volta de 1832. // Lavradeira. // Faleceu na Vila, no lugar da Barbosa, a 10/2/1910, com todos os sacramentos, com testamento, com 78 anos de idade, viúva de Damião José da Cunha, e foi sepultada no cemitério municipal. // Com geração.
SOARES, Mariana Perpétua (Pata). Filha de Caetana Josefa Soares (enjeitada), mo-radora na Vila. Nasceu em SMP a --/--/1829. // Morou no Bairro do Carvalho. // Fale-ceu na Vila, no hospital da Santa Casa da Misericórdia, solteira, a 18/1/1901, com todos os sacramentos, com 71 anos de idade, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Sem geração.
SOARES, Miguel Carlos. Filho de Joaquim José Soares e de Joana Cândida de Al-mada, moradores intramuros, SMP. N.p. de Diogo António Soares e de Maria Josefa Rodrigues Torres Salgado, residentes na Rua da Calçada; n.m. de José Manuel de Almada e de Ana Joaquina Fernandes, moradores no Carvalho, Vila. Nasceu a 21/9/1859 e foi batizado pelo frei António Monteiro, de Cavaleiros, a 25 desse mês e ano. Padrinhos: a avó materna e João José Almada, tio materno.
SOARES, Pedro José. // Em 1786 era tabelião em Melgaço.
SOARES, Rafael José. // Jornaleiro. // Faleceu solteiro, a 10/11/1887, na Rua do Car-valho, Vila, onde morava, com 35 anos de idade.
SOARES, Rita. Filha do Dr. João Vaz Soares, juiz de fora em Melgaço, e de Ana Luí-sa da Piedade Ruivo Almeida. N.p. de José Vaz e de Helena Maria Vitória; n.m. de Manuel Gonçalves Ruivo e de Ana Teresa de Almeida, todos de Abrantes. Nasceu a 4/1/1800 e foi batizada na igreja de SMP a 7 desse mês e ano. Padrinho: seu irmão, José Manuel Vaz Soares.
SOARES, Rosa Teresa. Filha de Josefa Maria Pinto Soares, moradora em Galvão de Baixo. N.m. de Caetano Luís Soares e de Antónia Maria Pinto, do dito lugar. Nasceu a 18/12/1830 e foi batizada na igreja de SMP a 21 desse mês. Padrinhos: padre Manuel Joaquim Quintela e Teresa Maria Teixeira, casada, residente em Prado.
SOARES, Venâncio de Jesus. Filho de Ana Teresa Soares, solteira, moradora com sua avó materna no Campo da Feira de Fora. N.m. de Maria Caetana Soares, solteira quando deu à luz a filha, e agora casada com Domingos Gonçalves, ferreiro. Nasceu a 5/3/1848 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês. Padrinhos: Manuel de Jesus Pisgo, sapateiro, e sua mulher, Maria da Natividade Rodrigues, da Vila.
SOLHEIRO
SOLHEIRO, Ana Caetana. Filha de Manuel Solheiro, de Carvalheda, Tui, e de Josefa Esteves, de São Pedro da Torre, Ourense, caseiros e jornaleiros, moradores no sítio da Beata, SMP. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes, todos galegos. Nasceu na Vila a 7/5/1796 e foi batiza-da no dia seguinte. Padrinhos: Caetano José Abreu Soares e Joana Sousa e Gama. // Casou na igreja matriz a 5/12/1822 com Joaquim José, filho de Lourenço José Dias e de Benta Pereira Fernandes, galegos, moradores na Quinta do Arrochal, Prado. // Faleceu a 20/1/1872, na sua casa de morada, sita no Carvalho, Vila, casada; foi se-pultada na igreja matriz. // Deixou filhos. // O seu viúvo morreu a 15/3/1873.
SOLHEIRO, Ângelo. Filho de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes, naturais de São Miguel de Carvalheda, Tui. Nasceu no século XVIII. // Casou na igreja de SMP, Melgaço, a 4/1/1807, com Maria Esteves, filha de Josefa Esteves, da Vila de Melga-ço. Testemunhas: o padre Francisco Xavier Torres Salgado, António de Sousa Gama, morador no Campo da Feira, Vila, e padre Manuel Fernandes, da freguesia e couto de Fiães. // Morou com a sua esposa e filhos na Rua do Cruzeiro, ou Rua de Baixo, den-tro das muralhas do castelo. // Morreu na Vila a 22 ou 28/9/1834, de repente; foi amor-talhado em hábito de São Bernardo e sepultado na igreja matriz com ofício de corpo presente de oito padres. // Era considerado pobre.
SOLHEIRO, António Bernardo. Filho de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves, morado-res na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de Josefa Esteves. Nasceu na Vila de Melgaço a 1/4/1814 e foi batizado pelo padre Car-los Domingues dois dias depois. Padrinhos: António Bernardo Gomes e sua filha, Jo-sefa Luísa, moradores em SMP. // Casou com Maria Joaquina, filha de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues, de Ceclinhos, Tui. // Faleceu, não estando em seu per-feito juízo, a 14/10/1857, no estado de casado, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de seis padres, por esmola. Não deixou quaisquer bens. // Com geração. /// {En-tre o 1.º filho, Teotónio José, e o 3.º, Hermenegildo, existe outro, nascido a 13/5/1838, e batizado a 18 desse mês e ano, tendo por padrinho José Manuel Gomes de Abreu, cujo nome o pároco não registou, provavelmente por razões que hoje desconhecemos; no entanto, podemos especular, dizendo que a mãe da criança (Rita Fernandes?) morreu de parto e o bebé morreu dias depois, lo-go após o batismo, talvez na igreja, pois tem padrinho; António Bernardo casou pouco tempo depois com Maria Joaquina Ribeiro.}
SOLHEIRO, António Caetano. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaqui-na Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na vila a 14/6/1842 e foi batizado na igreja de SMP pelo frei António Monteiro, de Cavaleiros, Rouças. Padrinhos: o dito frade, tocando na coroa da santa, por madrinha, Caetano Maria de Abreu Mosqueira, da Vila. (O padre de SMP era, nessa altura, Bernardino José Gomes). // S.m.n. // Nota: este assento foi feito apenas em Junho de 1859.
SOLHEIRO, António Rui. Filho de Armando Solheiro, natural da Vila, funcionário da Câmara Municipal de Melgaço, e de Maria Augusta Esteves, natural de Rouças, do-méstica. Neto paterno de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçalves da Mota; neto materno de Vitorino Esteves e de Carolina Júlia Esteves. Nasceu na Vila a 9/1/1954 e foi batizado na igreja matriz. Padrinhos: António Alberto Meleiro e Maria José Esteves Teixeira. // Estudou até ao antigo 5.º ano no Colégio da Barbosa, Melgaço; depois continuou os estudos em Monção; e dali partiu para o Liceu Sá de Miranda, em Braga (ano letivo de 1968/1969 – Notícias de Melgaço n.º 1731, de 6/7/1969), onde concluiu o antigo 7.º ano. // Em Lisboa frequentou o UNIVAC, curso de computadores. // A 15/6/1969 foi padrinho de Maria Filipa, filha de Jorge Manuel Salgado Soares e de Maria Alice de Barros, de Prado. // Em 1974 inscreve-se como militante do Partido Socialista. // Em 1975 ingressa no serviço militar, frequentando o Curso de Sargentos Milicianos. Obtida a disponibilidade, regressa a Melgaço. // O Par-tido nomeia-o «permanente político» do distrito de Viana (1977 a 1979). // No ano de 1979 arranjou emprego, como bancário, na União de Bancos Portugueses, pedindo transferência para a capital do Minho. // Entre 1979 e Dezembro de 1982 foi vereador da Câmara Municipal de Melgaço na oposição; na presidência estava a Aliança De-mocrática. // Na sua condição de bancário, e dinâmico como poucos, foi eleito para o Sindicato dos Bancários do Norte, mas não chegou a tomar posse devido a ter sido eleito presidente da Câmara Municipal de Melgaço. Isto em Dezembro de 1982. To-mou posse em Janeiro de 1983. Por imposição da lei, teve de abandonar esse cargo em 2013. Nos trinta anos de presidência, revolucionou o concelho. Antes dele e da sua equipa tomar posse, Melgaço era uma vila medieval; agora já é considerada uma pequena cidade. É certo que antes não havia dinheiro, os presidentes das Câmaras Municipais, quaisquer que eles fossem, mesmo cheios de boa vontade e sabedoria, nada podiam fazer sem o «vil metal». Com a entrada de Portugal na CEE, hoje União Europeia, o dinheiro começou a jorrar por todo o país e alguns concelhos souberam aproveitar essas enormes receitas para desenvolverem os seus atrasados concelhos. Mas o dinheiro, por si só, não é suficiente: são necessárias ideias, dinamismo, talento, equipa, informação, a fim de surgirem os projetos que vão melhorar a qualidade de vida de toda uma população. Em Melgaço apareceram, foram aprovados, e a pouco a pouco o rosto das freguesias do concelho foi sofrendo mudanças, umas excelente-mente conseguidas, outras nem tanto, mas o progresso é assim mesmo, a perfeição é impossível. Obras da Câmara, ou do Governo com a ajuda do município, foram iniciadas e concluídas. Construiram-se Escolas para Deficientes, Centros Escolares, Escola Secundária, Ensino Superior, uma nova estrada (Monção – São Gregório), um Lar para idosos e uma Creche para crianças, uma piscina municipal, o mercado mu-nicipal, a Casa da Cultura, Solar do Alvarinho, quartel da GNR, ponte internacional do Peso, Parque Industrial de Penso, Museus (do Cinema, do Emigrante, etc.), Tribunal, Centro de Estágios do Monte de Prado, avenidas, ruas, estradas municipais, melho-rou-se o cemitério, construiram-se edifícios para as Juntas de Freguesia, em 2010 deu-se início à recuperação das Termas do Peso, e prevê-se ainda a construção de outros equipamentos. Os Partidos da oposição, sobretudo o PSD e CDS, têm vindo, ao longo destes anos, a denunciar certos gastos desnecessários, megalomania por parte do presidente e vereadores socialistas, mas Rui Solheiro, político experiente, hábil, sagaz, tem superado todas essas críticas, contra atacando com vigor e tacto. A prova é que ao longo de trinta anos os eleitores deram lhe sempre a vitória. // Além de presidente da Câmara Municipal de Melgaço também experimentou a Assembleia da República, como deputado pelo distrito de Viana do Castelo: VII legislatura – de 27/10/1995 a 24/10/1999; VIII legislatura – de 25/10/1999 a 4/4/2002. Em 1996 falou pela primeira vez como representante do povo do Alto Minho. Por opção dele, ou do Partido, deixou de concorrer às eleições legislativas.
Assumiu também responsabilidades políticas no âmbito distrital, tendo sido nomea-do pelo Partido Socialista presidente da Federação Distrital de Viana, em 1992, cargo que teve de abandonar em 2010. // Casou com a Dr.ª Margarida, licenciada em Lín-guas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Franceses), professora do Ensi-no Secundário, filha de António Mário Fernandes e de Maria Rodrigues Lopes. // Em Fevereiro de 2013 concorreu, integrado na lista de Bruno de Carvalho, à Mesa da Assembleia do Sporting Clube de Portugal, tendo sido eleito vice-presidente a 23/3/2013. // No dia 10/6/2013 foi-lhe atribuída pelo presidente da República, Cavaco Silva, em Elvas, na comemoração do dia de Portugal, uma medalha: Ordem de Méri-to Civil de Comendador, «em reconhecimento dos actos e serviços prestados no exercício de funções públicas…»
Apesar de ter sido o melhor, ou um dos melhores presidentes da Câmara Munici-pal de Melgaço desde o século XIX, ao longo do seu mandato foi recebendo algumas críticas. O padre Júlio Vaz, a residir em Braga, escreveu: «Melgaço tem valores na sua terra natal, no país e no estrangeiro. Acontece, porém, que Rui Solheiro, talvez por não terem a sua inteligência e a sua entrega (?!) ao serviço público, sobrecarrega-se a ele próprio, com muitos lugares! Em 20 de Setembro, em en-trevista, disse: “É difícil conciliar todos os cargos; se calhar, estou a exagerar no acumular de alguns, sou presidente da Federação Distrital do Partido Socia-lista; sou membro da Comissão Política do partido a nível nacional; presidente da Associação de Municípios do Vale do Minho; presidente da ADRIMINHO, Associação de Desenvolvimento Regional, enfim, um conjunto de funções que muitas vezes me cria alguns problemas de agenda, mas que penso que é bas-tante estimulante.” Isto disse-o em 20/9/1996. Esqueceu-se de dizer que era também presidente da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia e presi-dente, ou lugar destacado, em Bombeiros, Cooperativa Agrícola (!), Clube de Caçadores, etc. // Os cargos são tão estimulantes que, não obstante ser “difícil conciliar todos os cargos”, como Rui Solheiro disse em entrevista, ainda esco-lheu mais um cargo: o de presidente da Assembleia Geral das Quintas de Mel-gaço! Rui Solheiro nomeou-se a si próprio, pura e simplesmente, e nomeou o Conselho de Administração, tendo recrutado os elementos na Câmara Munici-pal, de que é o presidente, certamente porque os têm preparados para funções desta natureza! O Jornal de Melgaço, de Novembro de 1996, faz perguntas que não abonam a escolha feita por Rui Solheiro, nem a formação que lhes haja da-do, pois o citado jornal escreve: “Quanto ao Conselho de Administração, sem pôr em causa as pessoas, enquanto pessoas, e não englobando nestas consi-derações o senhor Alberto Seixo Durães, que, muito bem, está a defender os seus interesses, perguntamos: - Que experiência têm de gestão e, ou, adminis-tração, os propostos? Que experiências têm de vitinicultura? Que diferença lhes faz que a uva e o vinho sejam pagos a x ou y? Quanto a isso, que lhes dói? E continua o Jornal de Melgaço: “Por outro lado, será que não sabem que fo-ram convidados não para administrar mas, apenas, e só, para cumprir as or-dens do presidente da Mesa da Assembleia Geral?” Será que Rui Solheiro agiu dessa maneira porque esse processo também “é bastante estimulante” para os seus áulicos, nesta avidez de presidente, transformado em topa a tudo? Ou se-rá que não há em Melgaço pessoa alguma, fora dos incondicionais, que já tra-balham na Câmara, que sejam capazes de desempenhar tais tarefas?! Ao fim de doze anos de poder absoluto em Melgaço, é tão grande o deserto?» // Júlio Vaz. // Em Março de 2021 estava muito doente; perdeu, segundo consta, cerca de vinte qui-los. A derrota para provedor da SCMM, a passagem infeliz pelo SCP, devem-no ter abalado bastante. // Pai de Verónica (nascida em 1983), de Hermenegildo José e de António Rui.
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SOLHEIRO, António Rui. Filho de António Rui Esteves Solheiro e da Dr.ª Margarida Maria Rodrigues Lopes Fernandes. Neto paterno de Armando da Mota Solheiro e de Maria Augusta Lopes Esteves; neto materno de António Mário Fernandes e de Maria Rodrigues Lopes. Nasceu a --/--/198-.
SOLHEIRO, Armando José. Filho de Hermenegildo José Solheiro e de Ana Maria Pereira César. Neto paterno de Armando da Mota Solheiro e de Maria Augusta Este-ves; neto materno de -------------------------- e de -----------------------. Nasceu - suponho que em Prado - a --/--/1977. // No ano 2000 tinha 23 anos de idade. // Ficou órfão de pai aos cinco anos de idade. // Em 2018 morava em Odivelas.
SOLHEIRO, Cândida. Filha de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribei-ro, moradores intramuros, Vila. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na vila a 17/2/1853 e foi batizada a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira, da Vila, e to-cou como madrinha o padre Simão António Meleiro de Castro, de São Paio.
SOLHEIRO, Carlos. Filho de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçal-ves da Mota. N.p. de Hermenegildo Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves; n.m. de Manuel José da Mota e de Maria das Dores Gonçalves. Nasceu em SMP a 3/12/1923 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Alberto Solheiro Oliveira, solteiro, e Leolinda da Conceição Solheiro, solteira, moradores em Prado. // Em 1934 frequenta-va o Colégio de Santa Teresinha do Menino Jesus, sito em Prado; no verão desse ano foi fazer exame do 2.º grau (4.ª classe) à escola Conde de Ferreira, ficando aprovado (NM 241, de 12/8/1934). // Em 1936 foi a Viana, ao Liceu Gonçalo Velho, fazer exame do 2.º ano (6.ª classe), tendo ficado aprovado. // Aquando da morte de sua mãe, ocorrida a 20/2/1974, falou-se dele.
SOLHEIRO, Cícero Cândido. Filho de Hermenegildo José Solheiro, emigrante no Brasil, e de Adelaide Joaquina Alves, proprietários, moradores em Galvão, SMP. Neto paterno de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; neto materno de Domingos José Alves, ferreiro, e de Maria Caetana Gaioso, lavradeira, moradores na Calçada, Vila. Nasceu em Galvão, SMP, a 30/12/1878 e foi batizado na igreja a 17/4/1879. Padrinhos: Hermenegildo José Solheiro, solteiro, irmão do batizando, e Belarmina Cândida Esteves, solteira, de Eiró, Rouças. // Ainda novo, emigrou para o Brasil. // No dia 21/1/1911 nasceu em Rouças o seu filho Lindolfo Cícero Alves Solhei-ro, que ele perfilhou a 9/4/1913. // Em 1912 nasceu em Rouças outro filho dele e de Maria Angelina Alves: José Manuel. // Nesse ano de 1912 sofreu um desastre de au-tomóvel quando vinha de Valença para Melgaço; não houve feridos graves (Correio de Melgaço n.º 9, de 4/8/1912). // Por decreto de 27/12/1913 foi nomeado administrador subs-tituto do concelho de Melgaço (Correio de Melgaço n.º 81, de 4/1/1914). // Em 1914 pediu licença à Câmara Municipal para explorar pedra no monte baldio “Costa de Sontra”, em Paderne. Aquela respondeu: «à Junta de Paróquia para informar» (Correio de Mel-gaço n.º 92, de 22/3/1914). Em sessão da Câmara de 1/4/1914 leu-se o parecer da Co-missão Paroquial de Paderne, negando essa licença (ver Correio de Melgaço n.º 94, de 5/4/1914). // Nos inícios de 1915 foi exonerado a seu pedido de administrador substituto do concelho (Correio de Melgaço n.º 136, de 9/2/1915). // Foi nomeado jurado por Prado, para as causas-crime, no 1.º semestre de 1915. // A 30/8/1915 Luís Araújo ia-lhe dan-do cabo do “Auto Melgaço”; o indivíduo, na ausência do motorista, põe o motor a tra-balhar e esbarra-se contra o muro; quase matava uma criança de 12 anos (Correio de Melgaço n.º 164, de 5/9/1915). // Casou na casa da Barronda a 11/9/1915, perante o oficial do Registo Civil, Dr. José Joaquim de Abreu, com Maria Angelina Alves, nascida na Póvoa de Varzim a 25/9/1893, moradora no lugar da Picota, Rouças, filha de António José Augusto e de Maria Teresa Alves. (*) Testemunharam o acto religioso: Sara Ma-ria Solheiro de Oliveira, Amália Augusta Ferreira de Araújo Solheiro, Aurélio Augusto Vaz, António Carlos Esteves, e Bento Secundino Boaventura Rodrigues. Seguiu-se um «lauto jantar» (Correio de Melgaço n.º 165, de 12/9/1915). // Logo a seguir partia de novo para Pará (Correio de Melgaço n.º 169, de 10/10/1015); embarcou no vapor inglês “Antony”, levando com ele a esposa e um filho (Correio de Melgaço n.º 175, de 21/11/1915). // Foi um homem assaz dinâmico. Em Abril de 1903, quando efetuava pesquisas, descobriu as águas da Fonte Nova, no Peso, cujos direitos a VMPS mais tarde lhe impugnou, mas – tendo o pleito subido até ao Supremo Tribunal de Justiça – ganhou a questão. O “Jornal de Melgaço” n.º 1135, de 13/7/1916, dá conta da luta por ele travada (ver tam-bém Correio de Melgaço n.º 207, de 16/7/1916, 1.ª página – Águas de Melgaço). // Ainda andou algum tempo pelo Estado de Pará, Brasil, a sacudir a “árvore das patacas”, mas em 1907 regressou, com alguma fortuna, segundo consta. Nesse ano de 1907 dissolveu a sociedade que tinha no Brasil com José Joaquim Marques, cuja firma era «J. Mar-ques & Companhia. // A 12/1/1912 foi empossado como administrador do concelho de Melgaço (substituto), cargo que exerceu pouco tempo (foi nomeado de novo a 30/12/1913). // A 24/5/1912 criou a “Auto Melgaço” e estabeleceu uma carreira auto-móvel diária entre Melgaço e Valença, cuja garagem ficava na Corredoura; o seu motorista chamava-se Emídio Augusto de Castro. // No dia 23/8/1913, no Peso, de-fronte à casa de residência que mandara construir, inaugurou o animatógrafo «Salão Melgaço», que encantou centenas e centenas de pessoas. // A 12/1/1914, sexta-feira, tomou posse como administrador substituto; fora nomeado por decreto de 27/12/1913. // Em 1915 mandou editar uma colecção de postais com paisagens do concelho. // Teve uma mercearia, a «Flor do Prado», na Corredoura, na casa onde antes estivera a «Pata Rica», de Joaquim Egas Afonso, casa essa que mais tarde José Augusto Ribeiro comprou e transformou. // A 9/3/1917 chegava de novo a Melgaço; usava um carro de marca “Alpin” (Correio de Melgaço n.º 241, de 18/3/1917). // Em 1919 dissolveu a sociedade que existia entre ele e José Pereira (JM 1241, de 6/4/1919). // Mandou cons-truir, na Serra, Prado, entre 1925 e 1930, a casa que depois foi de Amadeu Ribeiro. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 52, de 2/3/1930: «Os nossos pescadores do rio Minho já estão mais contentes porque alguns têm pescado o salmão. Há poucos dias os pescadores do senhor Cícero Cândido Solheiro pescaram um salmão que pesou nove quilos e setecentos gramas.»
Em 1931 foi nomeado delegado do Automóvel Clube de Portugal em Melgaço (No-tícias de Melgaço n.º 102, de 22/3/1931). // No “Notícias de Melgaço” n.º 137, de 31/1/1932, pode-se ler: «Editos de trinta dias. Pela 1.ª vara do Tribunal da Comarca de Lisboa, e cartório do 2.º ofício e escrivão Arnaldo Franco de Abreu, correm éditos de 30 dias, a contar da 2.ª publicação deste anúncio, no jornal desta localidade, citando os herdei-ros incertos de José Cândido Gomes de Abreu, falecido há mais de 20 anos (…) para assistirem a todos os termos até final da execução da sentença, que Leonarda de Miranda Solheiro promove contra Cícero Cândido Solheiro, e na qual aquele falecido é credor inscrito. Melgaço, 14/1/1932.» Não faço ideia como acabou este caso. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 147, de 24/4/1932: «No Peso, mudou o correio e telefone para a casa do senhor Cícero Solheiro» (acerca desta notícia, ver também Notícias de Melga-ço n.º 174, de 27/11/1932). // Muita mais coisa fez este homem empreendedor; e muito mais faria se a idade e a doença não o travassem. // Morreu na freguesia da Vitória, Porto, a 21/2/1947, em consequência de uma operação melindrosa. // Com geração. /// (*) Casaram na igreja de Prado a 23/6/1921.
SOLHEIRO, Clarisse. Filha de Hermenegildo José Solheiro e Maria Leonor Gonçal-ves da Mota. Neta paterna de Hermenegildo Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves; neta materna de Manuel José da Mota e de Maria das Dores Gonçalves. Nasceu a 7/3/1917. // Foi proclamada, juntamente com Margarida Pires, Adalgisa de Passos Almeida, Judite de Barros Durães, e Ema Pita Barros, mordoma das festas do Sagra-do Coração de Maria, a realizar na igreja matriz em 1935 (NM 237, de 24/6/1934). // Ca-sou a 4/8/1940 com Arlindo Cândido Pinto (5/12/1916-29/11/1979), agente técnico de engenharia, filho de Rufina da Ressurreição Pinto e do padre Armando Tito Domin-gues. // Faleceu no Porto, onde morava há muitos anos, a 1/11/1990. // Mãe de Mário José Pinto (29/8/1943-26/3/2006), comerciante e industrial que foi em Braga, e de Maria Armanda Pinto, nascida a 25/5/1941, casada com um senhor de apelido Pascoal… // Nota: os restos mortais dos defuntos estão sepultados no cemitério da Vila de Melga-ço, em jazigo de família.
SOLHEIRO, Emília de Jesus. Filha de ---------------- Solheiro e de ----------------- Vieira. Nasceu a --/--/19--. // Morou no Peso, Paderne. // Deu à luz, no hospital da SCMM, em finais de 1959 ou inícios de 1960, uma criança do sexo feminino (NM 1347, de 17/1/1960).
SOLHEIRO, Ermezenda (ela assinava Hermezenda). Filha de Hermenegildo José So-lheiro, emigrante no Brasil, e de Adelaide Joaquina Alves, doméstica, moradores em Galvão, SMP. Neta paterna de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribei-ro; neta materna de Domingos José Alves e de Maria Caetana Gaioso (defuntos). Nas-ceu em Galvão, SMP, a 9 ou 11/6/1887 (*) e foi batizada a 17 desse mês e ano. Pa-drinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, e Emília de Jesus de Sá Vilari-nho, ambos casados, moradores na Vila. // Casou na igreja de Prado a 15/11/1902 com o seu parente e conterrâneo António Carlos Esteves, comerciante, natural da Barbosa, SMP, filho de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho. // Enviuvou a 9/2/1931. // Em Setembro de 1949 estava muito doente (Notícias de Melgaço n.º 914, de 16/9/1949). // Faleceu na Corredoura, Prado, a 19/11/1949, e foi sepultada no cemitério da Vila. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 918, de 4/12/1949: «Com a idade de setenta e dois anos faleceu no pretérito dia vinte, na casa da Barronda, a virtuosa senhora D. HSE, mãe amantíssima do nosso prezado amigo, senhor Orlando Solheiro Esteves, a quem, bem como à demais família enlutada, enviamos sentidos pêsames. O seu fu-neral teve lugar no dia imediato para a igreja paroquial desta freguesia, onde foram rezados ofícios e missas de corpo presente, e dali para o cemitério da Vila, com grande acompanhamento, apesar da chuva que caía copiosamente. Que repouse em paz.» // Com geração. /// (*) O Dr. Augusto César Esteves disse que ela nasceu a 11/6/1877 – ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, II volume, página 206. // O seu irmão, Manuel José (ou José Manuel) teria nascido, segundo Augusto César Esteves, a 30/5/1877 (página 205). // É curioso que sejam gémeos com uma diferença de dez dias! No “Correio de Melgaço” n.º 150, de 23/5/1915, diz-se que ela fazia anos a 24 de Maio. // Ver, nos assentos de casamento de Prado, o matrimónio de Ermezenda Solheiro com António Carlos Esteves.
SOLHEIRO, Francisco. Nasceu na Galiza no século XVIII. // Lavrador. // Casou com Isabel Fernandes, também galega. // Não tenho a certeza se este casal veio para Melgaço com os filhos, a fim de trabalhar como caseiros numa das Quintas dos fidal-gos melgacenses; sei, isso sim, que o seu filho Ângelo veio, casou na igreja da Vila de Melgaço a 4/1/1807 com Maria Esteves, galega, e deixou descendência, em princí-pios do século XXI representada por Rui Solheiro, presidente da Câmara Municipal de Melgaço.
SOLHEIRO, Francisco Manuel. Filho de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de Josefa Esteves. Nasceu na Vila a 2/2/1808 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Pereira (*) e mulher, Ana Maria Araújo, moradores no Campo da Feira, SMP. // Casou na igreja de SMP a 4/3/1832, com Maria Engrácia, filha de Manuel António Gonçalves e de Maria Joaquina Rodrigues, moradores intramuros. Testemu-nhas: Manuel Joaquim Gonçalves, sargento de veteranos, Diogo Esteves e AJR, mordomo da igreja. // A sua esposa deve ter morrido pouco tempo depois do casa-mento, talvez de parto, pois ele voltou a matrimoniar-se, a 21/3/1836, desta vez com Josefa, filha de João António Esteves e de Antónia Lousada, de Crescente, Tui. /// (*) Deve tratar-se do comerciante que foi lesado pelo Tomaz das Quingostas.
SOLHEIRO, Hermenegildo (*). Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaqui-na Ribeiro. Neto paterno de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; neto materno de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na Vila a 10/12/1839 e foi bati-zado pelo pároco Bernardino José Gomes –> não consta a data e aparece junto com os assentos de 1852. Padrinho: Manuel José de Almeida, escrivão do público. // Que-rendo fugir ao trabalho ingrato da agricultura, ou ao empregozinho mal remunerado, ei-lo, ainda jovem, a caminho do grande Brasil. Trabalhou no comércio e ele próprio foi comerciante, tendo angariado ao longo dos anos algum pecúlio. Vinha a Melgaço sempre que podia e numa dessas visitas apaixonou-se por uma melgacense, mais nova do que ele sete anos, Adelaide Joaquina Alves (o Dr. Augusto César Esteves diz que ela é Adelaide Perpétua – “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, II volume, página 205), filha de Domingos José Alves, ferreiro, e de Maria Caetana Gaioso (também des-cendentes de galegos), com quem casou anos mais tarde, depois de terem o primeiro filho. // A 31/8/1867 foi padrinho de Miquelina de Jesus Trancoso, filha de Carolina das Dores Trancoso, nascida na Vila a 24 desse mês e ano; o curioso é que disse ao pá-roco da altura que ele, Hermenegildo, tinha casado em Pará, Brasil! (**) // Em 1882 foi juiz de uma confraria da Vila de Melgaço (NM 1436, de 27/5/1962). // Em Melgaço che-gou a ser vereador da Câmara, vice-presidente (ver Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, II parte, 2.º volume, página 216), 3.º juiz, substituto, de 1894 a 1899; militava no Parti-do Progressista. // Comprou a Quinta da Barronda, em Prado, onde faleceu, a 6/5/1912 (ver Correio de Melgaço n.º 39, de 2/3/1913). // A sua viúva finou-se a 10/12/1925, com 79 anos de idade. // Com geração. /// (*) Já adulto, acrescentou ao seu nome o sobrenome José, assinando Hermenegildo José Solheiro. /// (**) A ser verdade, e não acredito que mentisse ao padre, casou duas vezes, e com mulheres diferentes: no Brasil e em Portugal (Melgaço). Quando foi para a América do Sul era ainda um rapazinho e não admira nada que tivesse arranjado lá uma namorada, com quem contraiu matrimó-nio; é provável que tenha ficado viúvo, ou se tenha divorciado, a fim de casar com a sua conterrânea.
SOLHEIRO, Hermenegildo José. Filho de Hermenegildo Solheiro e de Adelaide Joa-quina Alves. Neto paterno de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; neto materno de Domingos José Alves, ferreiro, e de Maria Caetana Gaioso, morado-res na Calçada. Nasceu na Vila a 19/4/1868 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Pa-drinhos: Manuel José Esteves “Melgaço”, casado, do lugar de Eiró, Rouças, e tocou por madrinha José Manuel Nunes de Almeida, solteiro, morador na Vila. // Aos catorze anos de idade (1882) embarcou para o Brasil, para junto de seu pai, negociante nessa parte do planeta. Nunca esqueceu Melgaço. Logo que podia visitava a sua terra natal. A 22/4/1900 cá estava ele. Regressou ao Brasil, mas em 1907 voltava, em compa-nhia de Artur Pires Teixeira. Numa dessas visitas conheceu a sua futura esposa. // Morava em Prado, era solteiro, proprietário, quando casou na igreja de SMP a 17/9/1906 com Maria Leonor, de vinte e dois anos de idade, nascida em Miragaia, Porto, a 17/9/1884, filha de Manuel José da Mota, industrial portuense, e de Maria das Dores Gonçalves, neta materna de Manuel Caetano Gonçalves e de Marcelina da Glória da Rocha, e irmã de Julieta La Salete da Mota, casada com o Dr. Henrique Pinto Albuquerque Stockler. // A 9/6/1912, juntamente com seu cunhado, António Francisco de Oliveira, e outros, fundou o jornal «Correio de Melgaço», que termina no número 251, de 27/5/1917, e do qual foi proprietário e diretor. // Em 1913, aquando do recenseamento eleitoral, foi excluído, não podendo votar, devido a uma reclamação feita por António Evangelista Pereira. O visado recorreu para o tribunal superior, o qual considerou ter havido lapso, considerando-o apto a votar (Correio de Melgaço n.º 68, de 28/9/1913). Logo a seguir encabeça a lista de candidatos à Câmara (Correio de Melga-ço n.º 76, de 23/11/1913). // A 6/2/1914 embarca no vapor Hilary com destino a Pará (Cor-reio de Melgaço n.º 85, de 1/2/1914). // Nesse ano de 1914 foi eleito, por grande maioria dos votos, para o Conselho Fiscal da Companhia de Seguros Lloyd Paraense (Correio de Melgaço n.º 104, de 23/6/1914). // Em 1915 pertencia ao Conselho Fiscal da firma B. An-tunes & C.ª - Companhia Aviadora da Amazónia (Correio de Melgaço n.º 175, de 21/11/1915). // Chegou a Lisboa, vindo de Pará, a 30/4/1916. // Entre os anos de 1915 e 1919 mandou erguer, nos Esparizes, Galvão, uma linda vivenda, mais tarde conheci-da por “Vila Solheiro”, que ainda no século XXI se pode admirar. // Deu um salto a Portugal em Abril de 1916 (CM 196, de 23/4/1916); chegou à Barronda, Prado, a 20/5/1916, sábado; de Lisboa vinha acompanhado pela mãe, pela esposa, e filhos – Marieta e Hermenegildo. Parte novamente para Belém de Pará a 17 de Julho desse ano; chega ao Brasil com a esposa e filhos a 3/8/1916 (ver CM 207, de 16/7/1916, e CM 210). Logo a seguir toma conta da gerência do “Lloyd Paraense”; e por impedimento de António Alves da Silva é ele nomeado diretor do Banco de Crédito Popular (Correio de Melgaço n.º 220, de 15/10/1916). // Em 1922 estava em Melgaço, pois nesse ano, a 20 de Janeiro, foi padrinho de Maria de Lurdes Silva, nascida em Galvão de Baixo a 12/10/1921. // A 21/2/1926, com Ernesto Viriato Ferreira da Silva, Dr. José Joaquim Durães e professor Abel Nogueira Dantas, lançou o semanário político e noticioso «Melgacense». Ferreira da Silva era o diretor, Nogueira Dantas o editor, ele o redator. Durou até 1929 (surgindo nesse ano – 17/2/1929 - o «Notícias de Melgaço» - 2.ª versão). // Foi provedor da SCMM a partir de 1927 (nesse ano fez aprovar os seus estatutos, os quais vigoraram até 1981!) // Foi administrador do concelho e presidente da Comissão Administrativa (equivalente a presidente da Câmara) entre 1926 e 1931. No entanto, sur-preendentemente, lê-se no Notícias de Melgaço n.º 5, de 17/3/1929: «Câmara Munici-pal. Pediu a demissão de presidente da Comissão Administrativa o senhor Hermene-gildo José Solheiro, que no mesmo pedido não foi secundada pelos restantes vogais. Aguarda-se por isso a sua continuação à frente do município, ou a posse de uma no-va comissão de que há tempos se vem falando.» // Nesse período (1926-1931) cons-truiu-se o Mercado Municipal, o edifício dos Paços do Concelho, repavimentaram-se as Ruas da Calçada e do Rio do Porto, deu-se início à eletrificação da Vila. Tentou concretizar o projeto da construção da Avenida (Alameda Inês Negra) mas a vida não lhe deu mais tempo. Lutou pela vinda do comboio até Melgaço, mas nada conseguiu. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1, de 17/2/1929: «Tem estado em Lisboa a tratar de assuntos de grande interesse para este concelho, como seria a realização do em-préstimo para as grandes obras projetadas nesta Vila, e outros melhoramentos, o senhor HJS, ilustre presidente da Comissão Administrativa do Município e adminis-trador do concelho.» // Não era pessoa de meias medidas: em 1929, juntamente com os outros membros da Comissão Administrativa da CMM, padre Artur da Ascensão Almeida, Hilário Alves Gonçalves e José Caetano Gomes, obrigou o editor do “Notí-cias de Melgaço” a divulgar o autor de um artigo, designado «Por Melgaço», publica-do nesse jornal a 21/4/1929, o qual punha em causa, segundo a Comissão, algumas medidas tomadas por esta. O autor da “local” era o médico Dr. António Cândido Este-ves, irmão do Dr. Augusto César Esteves, republicanos convictos. O clínico foi obri-gado a dar a cara, declarando que não era sua intenção melindrar ninguém, apenas quis chamar a atenção dos leitores para alguns atos da administração, sobretudo aqueles que diziam respeito a gastos com viagens dos membros da dita Comissão, concretamente a Sevilha, cuja Exposição nada tinha a ver com os interesses de Mel-gaço.
Leia-se o artigo publicado no Notícias de Melgaço n.º 9, de 21/4/1929: «Por Melga-ço. No último número do “Notícias de Viana” vem publicada uma local sobre a política de Melgaço, e em que se pretende defender a actual comissão da Câmara Municipal. Foi, porém, infeliz o articulista. Ou ele não conhece o actual problema político melga-cense, ou a paixão (Deus dementa os que quer perder) não deixa ver claro. Protestos a favor dela? O assinado pelo clero concelhio? Pura delicadeza e não consciência dos factos. Simples atenção para um colega camarista e não hostilidade aos afectos da Ditadura que a querem ver prestigiada e aos bairristas que querem que o concelho progrida sensatamente. Pura e simples camaradagem para com um colega que, por um triz, quase ia a Sevilha à custa do município e não, e nunca má vontade ou não apoio a quem se propõe dignificar a República, honrar Melgaço e defender os bons princípios da Ditadura. Apenas o espírito religioso, e não o espírito crítico. E seja co-mo for, o que se não pode tolerar é que pessoas que em Melgaço não residem, embo-ra elas sejam do distrito, queiram intervir naquilo que só diz respeito aos melgacen-ses. Com que direito o Notícias de Viana afirma que só aos vianenses respeita este caso? Este caso respeita apenas a Melgaço, à Ditadura e à República. A Melgaço, porque somos nós que pagamos os passeios, e somos nós a vítima da má adminis-tração. À Ditadura, porque tendo sido feita para moralizar e bem administrar, não se salva em Melgaço. À República, porque enquanto o Estado é republicano e há-de ser republicano per omnia secula seculorum, sem ingerência de monárquicos, é aos re-publicanos de verdade que pertence a administração pública. E basta. Para prestígio da própria ideia que diz defender é melhor o jornal calar-se, para não a comprometer mais, comprometendo-se também. Porque quem defende a Ditadura conscientemen-te, quem a ela tem responsabilidades ligadas não pode defender quem gasta ao mu-nicípio mais de seis contos de réis em passeios que, ou se pagavam do bolso parti-cular, ou se não davam.»
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 11, de 5/5/1929, página 8: «Resposta a “A Gaze-ta”. O número 10 de “A Gazeta” de Lisboa publica uma correspondência de Melgaço em que a verdade falta desde a 1.ª à última linha. Nela se afirma que são os políticos do partido democrático local, desde há muito desavindos, que procuram derrubar aquela comissão da presidência digna e honrada do grande melgacense senhor Her-menegildo Solheiro, e que para isso se moveram intrigas, se amesquinharam e feri-ram as mais nobres reputações; que toda a gente de bem, em Melgaço, se revolta contra a baixa e infame política, seguida por esses corruptos, e termina por cantar hossanas à gerência da actual Comissão Administrativa, que tem sido honesta e im-pecável. // Ora vamos responder a este auto elogio, em tudo semelhante àqueles que por vezes lemos nas colunas de “A Voz”, outrora vimos nas de “A Época”, e em tem-pos que já lá vão não escaparam mesmo nas modestas colunas do “Melgacense” para assim repormos as coisas no seu devido pé. E vamos faze-lo serenamente, para ensinar aos ignorantes atrevidos, que de vez em quando armam em amigos do diabo, que melhor é estarem quietos e calados. O actual problema político de Melgaço tem sido visto a distância: umas vezes por indivíduos que dele, Melgaço, nada sabem, e outras por facciosos que pretendem fazer tomar por “Flores del Campo” a água fétida do lamaçal em que a referida comissão se atolou. Não são os antigos políticos do par-tido democrático local, ainda hoje desavindos, que pretendem derrubar a actual Co-missão Administrativa da Câmara Municipal, nem eles moveram intrigas ou amesqui-nharam e feriram as mais nobres reputações. É um concelho inteiro a pedir ao senhor Governador Civil que demita, pura e simplesmente, quem tão mal soube desempe-nhar o cargo para que foi nomeado. Não são os políticos que movem este protesto. Não. São os verdadeiros amigos da Ditadura; aqueles que com ela estiveram sempre, desde a primeira hora; aqueles que concorreram – [com a ideia e dinheiro] – para a espada de honra oferecida ao ex-ministro da Guerra, senhor Passos e Sousa (o se-nhor Hermenegildo Solheiro não sabe o que isso foi!) – que foram obrigados pelo povo a colocar-se à frente do seu protesto para mais uma vez prestigiarem a Ditadura e sal-varem Melgaço do descalabro financeiro que a gerência da actual Comissão repre-senta. Foi toda a gente de bem de Melgaço que se revoltou contra a baixa e infame, por ela, comissão, seguida, desde o regedor ao presidente da junta de freguesia, e desde o lavrador ao capitalista. Corruptos os políticos que estiveram à frente deste município? Mentira infame. Solenemente o afirmamos aqui, e haja quem nos peça responsabilidades. Há malandrices que nem para defender outros se dizem. Para se defender a ditadura não é preciso, nem se admite, que qualquer escriba insulte ho-mens de bem, que em toda a sua vida apenas cometeram um crime: ter ideais políti-cos e bater-se por eles, nobremente, à frente do município. Para se defender, à Dita-dura basta a sede nobre de salvar Portugal. O que é preciso é dignificar a Ditadura e prestigiar a República. E a República prestigia-se sendo administrada por republicanos e não por carneiros chefiados por qualquer sócio das juventudes monárquicas número sete mil e tantos. E a Ditadura dignifica-se tendo à frente de todos os municípios uma comissão de republicanos com’il faut; que não coma banquetes pagos pelo município, nem dê passeatas a Lisboa a 100$00 por dia; que não vá a Sevilha à custa do povo, nem faça obras públicas sem fiscalização. A Ditadura prestigia-se não tendo à frente de um município quem contraia um empréstimo de duzentos e cinquenta contos para uns sonhados paços do concelho sem previamente se fazer um orçamento, se traçar uma planta, e sem se escolher local para ele – a 9% ao ano – para depois os colocar na Caixa Geral de Depósitos a render 4%. A Ditadura dignifica-se, e a República pres-tigia-se, quando, reconhecendo que se enganou, que a enganaram os homens que escolheu, os substitue e, se prevaricaram, os processa. E a Ditadura – honra lhe seja! – é assim que costuma agir. Tenhamos, por isso, toda a confiança nela. Confiemos todos em que está empenhada a ensinar em Portugal como se faz uma política hon-rada e honesta. // Confie também a “Gazeta”, porque aqueles corruptos políticos que elegeram Hermenegildo Solheiro presidente da sua Câmara, honroso cargo que ele aceitou, não são os que agora se vão sentar nas cadeiras do município. E, sobretudo, ó melgacenses bairristas, que sonhais – como eu – um Melgaço maior, tenhamos nós confiança, muita confiança no homem de bem que está à frente do distrito, porque ele há-de fazer justiça a toda esta região, que ele bem conhece, e tão desprezada tem sido pelos poderes de Lisboa.» // A resposta tem a data de 27/5/1929. Não sei como as coisas ficaram, só sei que o médico Dr. Esteves fez parte da lista negra do desig-nado Estado Novo, embora a sua hostilidade fosse pacífica.
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 15, de 2/6/1929: «Uma declaração. A requeri-mento de Hermenegildo José Solheiro, padre Artur de Ascensão Almeida, Hilário Al-ves Gonçalves e José Caetano Gomes, todos desta comarca e membros da Comis-são Administrativa da Câmara Municipal deste concelho fomos judicialmente notifica-dos para indicarmos o autor e responsável de a local “Por Melgaço” publicada no NM de 21 de Abril findo. Em juízo apresentamos já essa declaração, dizendo que a referi-da local nos foi entregue, com pedido de publicação, pelo Ex.mo Sr. Dr. António Cân-dido Esteves, distinto médico desta vila. - O editor do Notícias de Melgaço, Adriano Augusto da Costa. // DECLARAÇÃO. O editor deste jornal foi notificado a requeri-mento dos senhores HJS, padre AAA, HAG e JCG, todos desta comarca e membros da C.A. da CMM para declarar quem foi o autor e responsável da local “Por Melgaço”, publicada neste semanário em 21 de Abril findo. O seu autor foi o signatário. E como aqueles senhores se julgaram melindrados com a referida local e apelaram para a lei da imprensa cumpre-nos o dever de declarar: que na local “Por Melgaço”, publicada neste semanário, não houve qualquer propósito de injuriar ou difamar aqueles verea-dores da Câmara Municipal, mas tão-somente apreciar actos da administração muni-cipal, que a este concelho interessam, e nessa livre apreciação e crítica manifestou simplesmente o seu desacordo no dispêndio de mais de seis contos de réis em via-gens feitas pelo presidente da C.A. e principalmente na ida de um vereador como re-presentante à exposição de Sevilha, deliberação que nos termos em que foi tomada tudo leva a crer que fosse à custa do município, por ser completamente escusada, porque a essa exposição não nos consta que, ao menos, levássemos qualquer pro-duto industrial ou agrícola. Não há, portanto, no referido escrito, matéria que possa ser ofensiva da dignidade de qualquer desses senhores vereadores, como, de resto, da simples leitura desse artigo ressalta manifestamente. – Melgaço, 27/5/1929. Antó-nio Cândido Esteves, médico.»
Apesar do seu prestígio, alcançado sobretudo no Brasil, ainda havia em Melgaço quem o criticasse. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 33, de 6/10/1929: «Paderne, 1/10/1929. Está-se a aproximar o inverno e, de maneira, que a nossa Câmara tem descurado as obras de Paderne, às quais lhe não tem ligado importância algu-ma, a avenida que mandou abrir entre os dois lugares da Portela de Baixo e de Cima, unindo-os, está-se a desfazer de uma maneira tal que já não vão ao lugar de Baixo, não só diversos veículos, mas também logo deixarão de por ali transi-tar carros de bois que conduzem lenhas e o mais que faz falta para as necessi-dades mais urgentes dos vizinhos do lugar. Ora isto, dá-se agora que estamos a passar do verão para o inverno, o que será logo que este seja rigoroso e as águas pluviais, que ali acorrem, comecem a arrastar na sua corrente a pouca terra que lhe resta; deixará de ser avenida, caminho, ou como lhe queiram cha-mar, para se tornar num despenhadeiro onde cairão veículos de toda a ordem, gados de toda a espécie, e toda a gente que por ali tente transitar. Se olharmos para a estrada municipal de Prado a Paderne, e que dá ingresso para aquela avenida, vemos que, desde o aqueduto dos Lameiros até à Corredoura, está – já há uns poucos de anos – sem caixa cascalhar, sem calcetamento de qualidade nenhuma; apenas se veem ali umas pedras que aparecem pelo meio da caixa e que as águas pluviais para ali arrastaram por ocasião de uma trovoada que houve, e – mais nada! Nem valeta suficiente que contenha as águas que ali aflu-em e as leve ao seu lugar, sem ofender a caixa (se a tivesse) notando-se ali em frente da casa da residência a falta de um aqueduto que ali receba as águas, que são muitas, porque atendendo à distância que a valeta é obrigada a levar a água (aqueduto dos Lameiros) não a pode comportar, o avanço à estrada é cer-to, como certo é o mal que ela faz, e o grande prejuízo que tem causado. A Câ-mara Municipal de Melgaço já gastou nas obras de Paderne alguns contos de réis, e não pode abandoná-los porque é hoje uma propriedade do município, aonde ela manda cobrar os seus réditos. Urge pois proceder aos reparos mais urgentes, de maneira que não fique impedido o trânsito público, pois que na-quela parte da estrada – desde os Loureiros à Corredoura – já quase a todos os veículos lhes custa subir, e desde que não subam (o que logo acontecerá) o comércio tem de paralisar, e deixará de pagar à Câmara alguns contos de réis, que bem falta lhe há-de fazer. O dinheiro resultante das contribuições que cada uma das freguesias do concelho paga para o cofre do município não se pode destinar a gastá-lo somente na freguesia da Vila, porque decerto não é esta fre-guesia que mais paga ao dito cofre. Desse dinheiro – depois de satisfeitas as despesas obrigatórias, as quais estão em primeiro lugar – o restante que se relaciona com as despesas facultativas deve ser repartido pelas diversas fre-guesias, na medida do possível, e em obras de maior necessidade, incluindo neste número os caminhos, alguns dos quais se acham intransitáveis, visto que todos têm direito a gozar dos frutos, poucos ou muitos, que o seu dinheiro possa produzir. E a freguesia de Paderne não será, talvez, a que menos contri-buições paga e, por isso mesmo, com direito a ser olhada pela Excelentíssima Comissão Administrativa com olhos de misericórdia (?) Parece que é.» Corres-pondente Nóvoas.
No Notícias de Melgaço n.º 36, de 4/11/1929, lê-se: «Consultório. // Sr. Diretor do Notícias de Melgaço: como o prometido é devido, e a palavra é o melhor dom do cri-ador à criatura, e como tal se deve conservar e ter, eu não quero fugir a esse dever, embora tenha havido tardança no seu cumprimento, mercê de motivos estranhos à minha vontade. Feita esta justificação, se é que o satifaz, eu com o assentimento de V., com a vénia do respeitável público, e paciência dos ilustrados leitores, vou abrir um consultório nas colunas do seu conceituado jornal. Há uma sombra no meio da fulgurante colaboração do Notícias de Melgaço, mas completará o quadro. A receita, hirta e líquida destas consultas reverterá a favor do Estado, a ver se os respeitáveis poderes públicos têm olhos de piedade para com as freguesias sertanejas deste con-celho, porque também são gente e têm direito a algum benefício do erário público, onde entram as suas contribuições, produto do seu suor. É que da linda Vila de Mel-gaço, saibam Suas Excelências, deve sair um ramal de estrada que vem a dar um grande incremento às freguesias de Rouças, São Paio, Cousso, Parada do Monte, Cubalhão, etc. // O dispêndio com tal estrada seria altamente compensado pela fonte de receita que vinha abrir, pois a vida em grande parte destas freguesias está bastan-te paralisada devido à falta de comunicações, pois as poucas que há são horríveis. É o isolamento, o abandono do Estado... Já são numerosas as consultas que tenho no meu dossier, e há esperanças de uma larga e farta concorrência. A primeira fita é à queima-roupa, por um rapaz dos seus dezassete anos, que serviu já de padrinho, ver-sou sobre o motivo por que os párocos não deixam repicar os sinos em todos os ba-tismos, pois isso parece odioso. O rapaz é filósofo e quer saber. Também eu, meu rapaz, tenho reparado em haver regiões no nosso lindo Portugal onde as estradas se cruzam como os fios em uma teia de aranha e cá, por estas alturas, não haver uma para amostra. Sabeis dizer-me a razão? É porque gastam o dinheiro todo nas outras estradas, em jardins, em flores, em luz elétrica, enfim, em todas as comodidades e confortos que o progresso faculta, e nós … ficamos a ver navios. // Não respondeste mal, meu rapaz. Eu conheço uma Comissão Administrativa que tem empenhado até às orelhas o município e os munícipes, em plantar flores, fazer repuxos de água, à beira do Minho, cujas águas se encarregavam, talvez na próxima enchente, de fazer limpeza, e as obras de grande necessidade que o concelho reclama, ficam para as calendas gregas. É que esses cavalheiros esquecem-se de que o ótimo é inimigo do bem, e que primeiro está o útil do que o belo. // Falas como um doutor, meu rapaz. Prometo-te, na primeira ocasião, explicar porque o sino não toca em todos os batis-mos. Ficará satisfeita a tua curiosidade pelo teu Doutor Verdades.»
No Notícias de Melgaço n.º 70, de 27/7/1930, Manuel Nóvoas, natural de Paderne, escreveu: «A nossa Câmara Municipal ainda não tocou a reunir, ainda se não fez ou-vir o seu clarim a anunciar às juntas de freguesias que com ela se reunissem em ses-são conjunta para [a uma só voz] pedirem ao senhor ministro da Agricultura, por in-termédio do senhor Governador Civil deste distrito, a resolução do problema pecuário. // A hora que passa é grave… Estamos no mês de Julho, tempo este em que o cofre da recebedoria se abriu para à sua boca se pagarem as diferentes contribuições do Estado. // E como pagá-las, se o contribuinte não tem cinco réis para mandar cantar um cego? Ficando, além disso, empenhadíssimo em trabalhos e despesas que fez para agricultar as suas terras? // Como pagá-las, se teve necessidade de vender al-guns alqueires de milho para matar a fome a si e a seus filhos? // Como pagá-las, agora que não tem milho e precisa de o comprar, e porque não tem dinheiro, nem quem lho empreste, e os débitos são muitos, em que condições há de meter à boca um bocado de pão para sustentar as forças a si e aos seus, cujos organismos já se encontram depauperados? // Para onde se há de virar o contribuinte? Vende as ter-ras? Mas a maior parte delas estão hipotecadas e desta forma não ficará sem terras e sem dinheiro? Para onde caminhamos? As terras, com o aumento das contribuições, baixaram de preço e, por falta de dinheiro, há pouco quem as queira; e se por ventura aparece uma ou outra pessoa que as pretenda, só por baixo preço as poderá com-prar, atendendo a que tem de pagá-las duas vezes, sendo uma ao senhor notário, cujos emolumentos e mais despesas inerentes à feitura dos documentos são assom-brosas, e outra aos respetivos vendedores. Que fazer então? Deixar relaxar os co-nhecimentos e prosseguindo a execução fiscal seus termos, de todos é sabido a sorte que nos espera!... E logo mais? O contribuinte, vendo-se sem terras e sem dinheiro, não só para pagar as contribuições mas também para as despesas mais instantes da vida, o remédio é abandoná-las e, com este abandono, vem a necessidade de aban-donar a sua família também, a fim de ver se nessas terras longínquas ganha, pelo suor do seu rosto, o negro pão de cada dia; pão que ainda tem de vir mitigar a fome a seus filhos, e a todos aqueles que lhes são caros! // A terra despovoa-se! Não raras vezes vemos passar bandos de homens (que se lastimam), para a França, pela frontei-ra terrestre e, olhando para os campos que noutros tempos se viam repletos de gente a granjear os frutos dependentes da futura colheita, veem-se agora como que deser-tos: sem gente apta para o trabalho, mostrando bem à evidência a decadência da nossa lavoura, a sua morte! Amiudadas vezes ouvimos dizer: - «Já entreguei o gado ao patrão, que cuide dele. As terras, essas, também já lhas entreguei. E agora vou por esse mundo fora ganhar o pão que a nossa pátria nos nega.» O gado não se ven-de, a lavoura morreu! É realmente a verdade. // Assim (…) é sabido de todos que a doença que matou a lavoura afetou de tal forma o comércio e a indústria que, a nosso ver, não há médico que a cure, o remédio é morrerem também! Como os organismos que devem intervir neste momentoso assunto se não incomodam, porque decerto serão abastados, e nenhuma falta lhes fará o ganho do gado bovino, nós, pequenos e humildes como somos, vamos formular, em nome do povo deste concelho, ao senhor ministro da agricultura, o nosso pedido…»
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 78, de 21/9/1930: «No dia 16 do corrente, seri-am 10 horas, sentimos o sinal de alarme na torre da igreja de Prado, e seguida-mente na desta Vila. Tinha-se manifestado incêndio num alpendre pertencente ao senhor HJS, em Galvão. Para ali seguiram imediatamente os BVM que, com um agulheta, extinguiram o fogo com grande rapidez, não obstante já uma parte do madeiramento do telhado se encontrar em chamas, visto o alpendre estar cheio de palha, que rapidamente se inflamou. Os populares e bombeiros auxili-ares tinham já localizado o fogo; mas, se aqueles não fossem, não conseguiri-am dominá-lo. Felizmente os prejuízos foram pequenos.»
HJS não recebia só elogios. Também tinha os seus críticos. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 79, de 23/9/1930: «Quando é que a Comissão Administrativa da nossa Câmara se resolve a pôr em execução a deliberação que tomou de tornar obrigatória a vacinação anti-rábica dos canídeos? Está à espera que se dê algum caso grave, como sucedeu nas povoações acima citadas? (Caminha, Ervedosa e Famalicão). Porque não foi aceite o oferecimento do senhor Dr. Jaime Robalo Cardoso que, por intermédio de um nosso colaborador, se pôs à disposição da Câmara para vir vacinar os canídeos do nosso concelho? Estamos cansados de pedir, mas tudo tem ficado na sombra do silêncio. Não pretendemos melindrar ninguém, mas exigimos, para bem da humanidade, que os nossos apelos sejam tomados em consideração.»
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 91, de 21/12/1930: «No dia dezassete do corren-te, pelas doze horas, manifestou-se um incêndio na chaminé do prédio do senhor HJS, em Galvão…» A seguir compareceram no local os bombeiros que, com a ajuda de uma agulheta, extinguiram de imediato o incêndio.
Hermenegildo José Solheiro morreu em Galvão a 21/8/1931, sexta-feira; os seus restos mortais jazem no cemitério municipal de Melgaço. // Alguém escreveu depois da sua morte: «era, como se costuma dizer, o homem certo no lugar certo; era, sobre-tudo, um sólido carácter e o expoente máximo da correcção e honestidade.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 122, de 23/8/1931: «Morreu Hermenegildo Solheiro. Embora soubéssemos que há oito dias as parcas andavam dançando em torno dos fios da sua existência e que sob o seu nome no livro dos vivos jazia uma esponja sempre pronta para o apagar, longe de nós esvoaçava o pen-samento do seu tão rápido desenlace. // A triste notícia, correndo veloz às primeiras horas de sexta-feira, deixou-nos surpreso, dolorosamente emoci-onado. Ainda na véspera o tínhamos visto a caminho dos Paços do Conce-lho, sorridente, sonhando, talvez, com um Melgaço maior, passeou nas ruas da nossa Vila e ninguém viu nele o homem, cansado pelos anos ou abatido pelos desgostos, que andasse dizendo o eterno adeus à sua terra ou dirigin-do as últimas saudações aos seus amigos. // O seu ânimo viril enganou-o, decerto, quando mediu as suas forças físicas, porque não meteu (*) em linha de conta as energias desbaratadas em uma tenaz luta pela existência na cidade do Pará, e o seu arcaboiço rijo ludribiou também os nossos olhos, porque ninguém se lembrou que os fortes baqueiam, como os fracos, quan-do a morte surge. // H.S. morreu! Perante o seu falecimento curvem-se os melgacenses, agora, porque perante a majestade da morte a ninguém fica mal manifestar respeito. // Provedor da SCMM, Administrador e Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço durante o úl-timo período político (**), H.S. deixa uma obra que a História há-de classifi-car serena e imparcialmente (***). Mas seja qual for o veredictum do futuro, o concelho deve reconhecer H.S. como um melgacense que dedicou os úl-timos anos da sua vida ao engrandecimento da sua [e nossa] terra. // É cedo, sem dúvida, para se fazer a história política dos últimos anos, porque as pai-xões ainda se entrechocam e os ódios refervem (****); mas quando aquelas acalmarem e estes arrefecerem, quando a paz voltar aos espíritos e o bom senso de novo os iluminar, talvez todos reconheçamos que H.S. combateu por um Melgaço maior, sacrificando-se pelo seu engrandecimento e, quiçá, por causa deste abreviou os últimos dias da sua vida. // Conforme tinha sido marcado, chegou às dez horas o Excelentíssimo Senhor Governador Civil do distrito, acompanhado dos Excelentíssimos Senhores major António Ramos e capitão Licínio Presa. À entrada na câmara funerária havia olhos mareja-dos de lágrimas na vasta assistência e aos ilustres recém-chegados, como-vidos, viu-se-lhes borbulhar nos olhos as lágrimas sentidas da perda irrepa-rável. De seguida organizou-se o funeral, com um acompanhamento nume-rosíssimo, dia pardo e de neblina – que, como crepes, rodeava a Vila enluta-da, e uma chuva miudinha caía, chorando por ele, e representando-nos a todos. Até a atmosfera estava triste, pesada – bem a par de todos os cora-ções a repercutir-se toda no sentimento geral. Agora, na carreta dos nossos bombeiros, que o acompanharam na sua máxima força, segue o cortejo fú-nebre ao som de uma marcha que contagia e faz vibrar tristemente a sensi-bilidade. A chave da urna é conduzida por Sua Excelência, o Senhor Gover-nador Civil. Foram organizados, até à igreja matriz da Vila, os seguintes tur-nos: 1.º - major Dr. António Ramos, capitão Licínio Presa, capitão Luís Au-gusto de Carvalho, alferes Manuel Joaquim. // 2.º - Conselheiro Dr. Manuel Fernandes Pinto, Dr. Augusto César Ribeiro Lima, Dr. Sérgio Saavedra, Frederico Augusto dos Santos Lima, João Pires Teixeira, João Barros Du-rães. // 3.º - Dr. José Joaquim da Rocha, João Eugénio da Costa Lucena, José Caetano Gomes, José Luís Lopes, António José de Barros, Bento Fer-nandes Pinto. // 4.º - Francisco A. Guimarães, António Joaquim de Sousa, Mário Ranhada, Gaspar de Figueiredo, Raul Vilarinho, António Rocha. // E da igreja para o cemitério: 1.º - capitão Augusto de Carvalho, alferes Manuel Joaquim, João Lucena, Luís Manuel de Vasconcelos. // 2.º - Sargento Eleuté-rio P. Mendonça, Cândido Augusto Esteves, Hilário Alves Gonçalves, José Maria Pereira. // 3.º - Angel Valverde, Jesus Valverde, José Reina, Manuel Gonçalves da Costa. // 4.º - Ricardo Cordeiro Junior, António Mendes, Do-mingos Alves Silva, António José Alves. // Os senhores Dr. Henrique Fer-nandes Pinto, residente em Lisboa, e Eng.º Júlio José de Brito, do Porto, fizeram-se representar pelo senhor Duarte de Magalhães, e o senhor Antó-nio José de Pinho, presidente da Câmara Municipal de Monção, pelo senhor Dr. Augusto Lima. À missa e ofício de corpo presente assistiram catorze eclesiásticos, os quais se encorporaram também no funeral. A ornamenta-ção da igreja, a cargo do senhor Aurélio de Azevedo, nada deixou a desejar. Sobre o féretro, coberto com o estandarte da Câmara Municipal de Melga-ço, foram depostas muitas coroas e bouquês, oferecidas pela família do ilus-tre extinto e de pessoas das suas relações e amizade. Desde que foi conhe-cida a sua morte, o comércio da Vila e de Prado, em sinal de sentimento, ficaram com meias portas abertas e à passagem do funeral encerraram to-talmente. Nos edifícios públicos viu-se a bandeira nacional a meia adriça. // Nesta hora de profundo luto para todo o concelho o Notícias de Melgaço apresenta à ilustre família do finado a expressão bem sincera e muito senti-da da sua condolência.»
(*) /// Leia-se: «porque não teve, ou levou, em linha de conta...» /// (**) Foi presidente da Comissão Administrativa da CMM, de 1926 (após a queda da I República) até à sua morte, em Agosto de 1931. /// (***) Fez muito, comparando com o que outros antes dele fizeram, e sem dinheiro nos cofres da Câmara; no entanto, pouco deixou feito, tendo em conta o muito que havia para fazer. Quando aconteceu o 25 de Abril de 1974, Melgaço podia considerar-se uma vila medieval: ruas sujas, empedradas, várias casas em ruínas, bastante gente, muita pobreza, analfabetismo, etc. Felizmente surgiu em cena o seu neto, Rui Solheiro, que – embora muito criticado pela oposição – continuou a obra de seu avô paterno. /// (****) Não nos esqueçamos que ele, ao aceitar aquele cargo político, acabou por se tornar inimigo declarado dos republicanos da 1.ª República.
Escreveu J. Ribeiro no Notícias de Melgaço n.º 122, de 23/8/1931 (Prado, 23/8/1931): «Melgaço está de luto! O principal baluarte da sua fortaleza financial ruiu por terra ao sopro devastador da morte. Todos os melgacenses cobrem crepes nesta ocasião, pois um filho da terra de Melgaço tombou sob a fria lousa do sepulcro: Hermenegildo Solheiro. Querido ente melgacense: adeus! // Quem não admira a obra financial deste verdadeiro homem público? Quem, conhecendo de perto o seu amor acrisolado pela sua terra natal lhe regateará os méritos a que fez jus? Ninguém; posso afirmá-lo sem pejo. Desde que, em terras de Santa Cruz, começou a exercer a sua atividade como verdadeiro financeiro, já como diretor do Banco de Crédito Popular no Pará, já como diretor da Companhia de Seguros Lloyd Paraense, já como chefe gerente da Casa Comercial Solheiro & Companhia, era de prever que ao tomar conta do espinhoso cargo de administrador do erário público de Melgaço se havia de impor pelo engran-decimento desta terra que lhe serviu de berço, pois amava a sua terra como um filho ama a sua mãe. // Tudo revela bairrismo em Hermenegildo Solheiro. Não é preciso enumerar os seus serviços pelo engrandecimento da sua terra durante a sua gestão governamental. São coisas palpáveis que o afirmam e que ficam legadas às gerações vindouras como relíquias do passado, engrandecimento cada vez maior do nome do seu augusto filho. // Melgaço está de luto, digo eu, pois o coração de todo o melga-cense que se preze deve estar altamente sensibilizado com o prejuízo que acaba de sofrer. // A obra iniciada por Hermenegil Solheiro deve ter um continuador e Deus queira que com qualidades bairristas e elevadas como as do que hoje todo Melgaço pranteia. A política posta de parte, o amor concentrado por esta terra que principiou, embora tarde, a entrar na senda do progresso, são os principais factores para a reali-zação do ressurgimento regional de Melgaço. Assim eu cheguei a compreender o gigante que caiu! // Assim é que devem ser os continuadores da sua obra. // Uma pre-ce a Deus pela sua alma! Uma recordação constante dos seus feitos é a que todo o filho de Melgaço deve sentir para maior engrandecimento dos seus méritos, perante Deus e perante os homens.»
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 123, de 6/9/1931: «Das poucas vezes que leio jornais diários apresso-me sempre a ver se encontro notícias da minha terra. Em correspondência de Melgaço, o Comércio do Porto, de 22, transmitia a to-dos os meus patrícios, ausentes em terras estranhas, a triste notícia do faleci-mento, no dia 21, do conterrâneo ilustre, que em vida se chamou HJS. // A mor-te, em sua garra adunca, acaba de levar para o além a alma daquele que entra-nhadamente amava a sua terra natal. Esta compungidora notícia veio enlutar o meu coração de melgacense, porque a esta hora também se encontra de luto a terra que me viu nascer. Os crepes lutuosos da tristeza adejam por sobre as rotas muralhas do velho burgo, que o pulso férreo do que agora jaz por terra, se a morte o não prosta, teria conseguido fazer (do mesmo) uma terra progres-siva e uma das mais encantadoras do nosso Minho. // A obra de embelezamento de Melgaço, começada por HJS, sobre o impulso da sua vontade, seria grandi-osa (*), se a morte, com o seu brusco repelão, a não vem interromper. // Fica órfã, e eternamente vaga, a sua cadeira no município de Melgaço, porque ho-mens da envergadura de HS são, nos tempos que correm, de um egoísmo utili-tário como os meteoros que só de séculos a séculos passam por sobre a terra, deixando da sua passagem um rasto de luz, que o tempo apaga, mas de quem a recordação fica a perpetuar-lhe a memória. // Eu, como melgacense, que ama enternecidamente a sua terra, daqui, deste cantinho que se debruça sobre as águas do Lethes, ou Lima, rio saudoso, que foi cantado por Bernardes e Feijó, associo-me à dor que o povo da minha terra neste transe amargurado sente pela perda irreparável do eminente cidadão que tão devotadamente se empe-nhava pelo seu caminhar progressivo. // Que a terra-mãe o receba amorosamen-te em seu seio; e que as lágrimas de saudade de todo o povo do concelho lhe vão orvalhar a sepultura com o pranto da sua gratidão; gratidão bem merecida, por aquele que somente mantinha a ambição de fazer alguma coisa verdadei-ramente grande e que deixa uma lacuna, que não sei quando se preencherá. // Terra minha, querida, por que desejas guardar em teu seio um corpo, que con-tinha em si os mais amplos projetos do teu embelezamento? // Guarda-o com os (…) afetos que ele te tributava e que os vindouros lhe reverenciem a sua memória, digna da vossa eterna gratidão.» L. A. Rodrigues. Ponte de Lima, 22/8/1931.
No dito jornal, Noticias de Melgaço n.º 123, lê-se: «Para presidir aos destinos do nos-so município foi escolhido o nosso estimado amigo senhor João de Barros Durães, farma-cêutico pela Universidade de Coimbra. // Acertada escolha, tanto mais que o recém-nomeado, privando de perto com o saudoso HS, sabia bem o programa traçado para o engrandecimento de Melgaço. Parabéns aos melgacenses.»
«HJS – Missa do 30.º dia – Convite. A CMM convida todas as pessoas a assistir a uma missa que, no dia 21 do corrente, pelas nove horas, mandará rezar na igreja ma-triz desta Vila, sufragando a alma do seu saudoso presidente, senhor Hermenegildo José Solheiro. Desde já agradece. Melgaço, 10/9/1931.» NM 124, de 13/9/1931.
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 135, de 10/1/1932: «Homenagem: verdadeira, perfeita, significante, foi a de hoje. Inauguração dos Paços do Concelho, discursos, romagem ao cemitério da Vila; tudo o que necessário era para pôr à evidência, altis-sonante, o mérito de alguém. Que beleza em tudo! Agora, é o valor intrínseco, desse alguém, que é apresentado tal qual o merecia; logo, o respeito que todos os melga-censes, que prezam esse nome, lhe tributaram; finalmente para Hermenegildo (…) Que beleza em tudo! Beleza, porque esta palavra significa o que é belo no seu senti-mento, no coração. E houve alguém que não tivesse sentimentos belos na homena-gem [que se fez no] cemitério no dia de hoje? Foi um preito de homenagem a HS. // Não é preciso dizer mais nada. O nome deste homem encerra em si o valor do pre-sente que todos devemos e temos obrigação de admirar; e (quiçá?) o futuro, a que igualmente todos nós, os melgacenses, temos obrigação de aspirar. Eis o motivo por que eu digo que foi bela a manifestação de hoje. O concelho de Melgaço sabe cor-responder ao respeito que merecia o inesquecível HS, presidente da Câmara Munici-pal de Melgaço, afluindo na sua maior parte, ao tributo que lhe foi prestado e que re-presentou uma verdadeira apoteose.» Prado, 6/1/1932. J. Ribeiro.
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 150, de 22/5/1932, um artigo escrito pelo capitão Luís A. de Carvalho, onde se fala de H.J.S.: «Finalizando, diremos ao correspondente a razão por que invocamos e invocaremos o nome do saudoso Solheiro. Era homem de carácter, e pelos factos que vamos contar é que o apreciamos. Dias depois de aqui chegarmos fomos às Águas do Peso. Ali encontramos o Governador Civil e o hoje falecido Solheiro. Cumprimentamos, e como com ambos mantínhamos boas relações pessoais, juntando, às do primeiro, boa camaradagem que tínhamos tido, pedimos melhoramentos para a nossa terra e, ao primeiro, o seu valioso concurso de Magistrado Administrativo. Tempos depois, ainda não conhecíamos o meio, falando com alguém da conversa havida, foi-nos dito: “o Solheiro é impolítico; se tivesse lar-guezas políticas tinha nomeado o Dr. António Cândido Esteves, e com isto conquista-va as amizades políticas deste e da sua família.” Mais adiante, em uma conversa, depreciava-se a acção da sua obra… Dizia-se: “fê-lo devido à situação excepcional, e mesmo assim deixa o povo carregado de impostos e de encargos [sobretudo de juros à CGD] por largos anos… etc.” Pois os autores dos ditos, eram, como presenciamos, alguns bajuladores e que diante dele curvavam a espinha. E ele, sempre altivo, sorri-dente, deixava-os… e passava adiante, e não vendera o seu carácter por uma nome-ação… Entendam-me bem. Por isso, ao ele passar à última jazida, nas nossas since-ras palavras, exteriorizamos o que nos ia na alma.
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 160, de 7/8/1932: «A Câmara Municipal deste concelho, comemorando o 1.º aniversário da morte do seu saudoso presidente, Her-menegildo José Solheiro, convida todas as pessoas a assistirem a três missas, que no dia vinte e dois do corrente, pelas dez horas oficiais, manda rezar na igreja matriz desta vila. Desde já, agradece.» Melgaço, 5/8/1932.
No Notícias de Melgaço n.º 162, de 28/8/1932, José Augusto Alves diz-nos que já decorreu um ano depois da sua morte: «Com a devida vénia gostosamente transcre-vemos do Diário do Minho de 21 do corrente o que se diz acerca deste ilustre melga-cense por ocasião do seu 1.º aniversário fúnebre – “Ao galgar, na voragem que pas-sa, a escarpada encosta do tempo, encontrei lá em baixo, no vale do passado, junto dos nossos caros irmãos de além campa, o frio túmulo do saudoso H.S. // As suas cinzas venerandas humecidas ainda pelas lágrimas quentes dos amigos e orvalhadas pelo rocio suavíssimo das preces ferverosas dos crentes, descansam à sombra re-confortante da cruz, em que Cristo agonizou; daquela cruz que é a mais alta cátedra de ensino que o mundo viu e que ainda na sua muda linguagem nos dá as lições elo-quentes do maior mestre; daquela cruz, leito augusto do salvador dos homens, lenho sagrado onde se passou a maior e mais emocionante epopeia de amor: daquela cruz que é o símbolo mais perfeito e completo da liberdade, igualdade e fraternidade. // É ali, na região dos mortos, que descansa aquele que foi em vida o maior melgacense dos últimos tempos. Franco, leal, sincero, justo, equitativo, H.S. passou como um me-teoro fulgurante, deixando um rasto luminoso a mostrar o caminho que deviam seguir os seus sucessores e a vincar os princípios que os deviam orientar no desempenho da sua missão. // Dificuldades, não deixou. Essas – tantas, e tamanhas que eram – re-moveu-as ele. Dotado de uma grande força de vontade, de uma coragem insuperá-vel, e de uma dedicação extrema pelo nosso rincão querido, tomou-o carinhosamente nos seus braços e colocou-o na vanguarda do progresso. // Andava embrenhado nes-ta augusta missão quando a morte o veio [roubar] ao convívio dos seus [parentes] e dos amigos. Intransigente com os princípios, homem de ordem e de caráter, H.S. nunca atendeu pedidos que comprometessem a sua autoridade ou que truncassem os princípios da equidade e da justiça. // A maior das suas aspirações, aspiração palpitan-te, fascinadora, que bem o pode colocar na vanguarda dos mais intrépidos paladinos que se tem batido por Melgaço, era o engrandecimento de tudo que se ligasse com o interesse da sua terra. - «O meu fim, o meu intento» - escrevia-me ele antes de morrer - «é trabalhar sempre por bem servir a minha terra, removendo por completo a sua face.» E quase a terminar: - «enquanto Melgaço precisar de mim continuarei a servi-lo, a orientar os seus destinos, depois entrego.» Não chegou a entregar. Esgo-tou-se, e sucumbiu vítima do seu amor, do seu carinho por Melgaço. // Melgaço cho-rou amargamente a sua morte e vai-a pagando bem caro. // Desfolhando sobre a fria campa de H.S. pétalas de saudade, respeito e veneração, faço votos porque apare-çam homens de igual envergadura, de igual nobreza de caráter, firmeza e sincerida-de, a continuarem a sua obra, ao mesmo tempo que peço preces pelo seu eterno descanso.» JAA // Comentário: embora Hermenegildo José Solheiro mereça alguns elo-gios, não se pode exagerar nessa oferta, tendo em conta que ele pouco fez quando havia imenso para fazer no diz respeito a obras públicas. A obra principal realizada pela sua equipa foi sem dúvida o Paço (ou Paços) do Concelho, pois aquele que havia (mais tarde o Solar do Alvarinho) era exíguo e estava ultrapassado no tempo e entalado entre ruas estreitas. Pediu dinheiro emprestado à CGD para esse fim, expropiou um terreno de João Pires Teixeira, e o “palacete” tornou-se uma realidade. Acontece, porém, que legou uma grande dívida aos que lhe sucederam no governo da Câmara Municipal.
A sua viúva finou-se em Galvão, na “Vila Solheiro”, a 20/2/1974, com oitenta e nove anos de idade. // Pai de Armando, de Hermenegildo José, de Manuel, de Carlos, de Marieta, de Clarisse e de Maria Leonor. // A lembrá-lo, há na Vila um Largo e uma Rua com o seu ilustre nome. Quanto a mim, somente o Largo é que devia ostentar o seu nome. Existiram pessoas que desde o século XII fizeram por Melgaço tudo o que estava ao seu alcance, por exemplo José Cândido Gomes de Abreu (a lembrá-lo tem apenas uma pequeníssima rua), e jazem no esquecimento. // O seu dinamis-mo deve ter surpreendido todos os melgacenses da altura, pois estavam habituados ao marasmo, à doce sonolência, onde tudo se prometia nas campanhas eleitorais, mas logo estas terminadas tudo se esquecia. Ele agiu e obrigou outros a agirem em prol do concelho. O dinheiro era escasso, mas ele recorreu à banca (o primeiro presi-dente da Câmara em Melgaço a fazê-lo, segundo consta), e a obra surgiu. Era um prag-mático, mas se tivesse vivido mais uns anos, talvez entrasse em choque com a políti-ca salazarista.
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SOLHEIRO, Hermenegildo José. Filho de Armando da Mota Solheiro, aspirante da CMM, de Prado, e de Maria Augusta Esteves, de Rouças. N.p. de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçalves da Mota; n.m. de Vitorino Esteves e de Caroli-na Júlia Lopes. Nasceu em Galvão a 17/9/1948 e foi batizado em Novembro desse ano. // Foi estudante durante uns anos. // Na idade própria ingressou no serviço militar; com 21, ou 22 anos, com a patente de furriel miliciano, embarca para a Guiné-Bissau, a fim de combater os soldados do PAIGC. Em 1972 regressou da terrível guerra colo-nial. Nesse dito ano é admitido no Banco Borges & Irmão, na agência de Melgaço. // Com um emprego estável, casa com Ana Maria Pereira César, no Santuário de Nos-sa Senhora do Faro, Ganfei, Valença, a 22/8/1976 (*), (natural do Peso, Paderne?). // Em Melgaço toda a gente gostava dele: era uma ótima pessoa, brincalhão, popular. Consta que quando o “Neu” (irmão só por parte do pai) veio do Brasil visitar Melgaço, sua terra natal, ele falou-lhe e deu-lhe um grande abraço, chamando-lhe mano, o que revela o seu carácter justo. // Não sei se devido ao excesso de álcool, ou a doença má, a sua vida foi curta. Em Março de 1982, com 34 anos de idade apenas, deixa-nos. Morreu em Prado a 23/3/1982; o seu corpo foi sepultado no cemitério dessa fre-guesia melgacense. // Pai de Armando José, nascido por volta de 1978. /// (*) Já viúva, envolveu-se com o marido da Maria da Luz Vilas, destruindo completamente esse lar, acabando em um divórcio litigioso.
SOLHEIRO, Hermenegildo José. Filho de António Rui Esteves Solheiro e da Dr.ª Margarida Maria Rodrigues Lopes Fernandes. Neto paterno de Armando da Mota So-lheiro e de Maria Augusta Esteves; neto materno de António Mário Fernandes e de Maria Rodrigues Lopes. Nasceu a --/--198-.
SOLHEIRO, Jerónimo José. Filho de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves. Neto pa-terno de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neto materno de Josefa Esteves (mulher de Manuel Solheiro, do Carvalho). (*) Nasceu em SMP a 23/10/1825 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Jerónimo José Ribeiro Codesso e sua esposa, Margarida Clementina Lima e Castro, de Paderne. /// (*) Não será erro do padre que redigiu o assento? Se não for, Josefa Esteves teve aquela filha quando era solteira e depois casou com Manuel Solheiro.
SOLHEIRO, João António. Filho de Manuel Solheiro, de Carvalheda, e de Josefa Es-teves, de São Pedro da Torre, galegos, moradores no Campo da Feira de Dentro, SMP. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes. // Nasceu na Vila de Melgaço a 27/10/1798 e foi batizado pelo padre Francisco Xavier Torres Salgado dois dias depois. Padrinho: capitão João An-tónio de Araújo (deve ser da Casa do Rio do Porto). // Casou na igreja de SMP a 20/12/1829 com Ana Joaquina Rodrigues, viúva de Manuel Ventura, de Prado. Tes-temunhas: padre M.J. Quintela, Diogo Manuel de Castro, morgado de Galvão, e AJR, mordomo da igreja. // [Faleceu a 14/9/1838, e foi sepultado na igreja matriz a 16, um indivíduo de nome João Solheiro, que pode ser o mesmo].
SOLHEIRO, João Manuel. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores intramuros, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na vila a 15/2/1857 e foi batizado na igreja a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Ventura da Costa Pinto, comerciante na Calçada, e tocou como madrinha João Vitorino Correia dos Santos Lima, solteiro, caixeiro de seu pai, João Correia dos Santos Lima, moradores na Vila. // S.m.n.
SOLHEIRO, José Manuel. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Este-ves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na vila a 1/4/1843 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Al-meida, viúvo, escrivão em Melgaço, e Maria Rosa, do Outeiro, Cristóval. // S.m.n.
SOLHEIRO, José Maria. Filho de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, moradores intramuros. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes, de Carvalheda, Tui; n.m. de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes, de São Pedro da Torre, Ourense. Nasceu em SMP a 6/4/1804 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Bento Costa e sua mulher, Maria Rosa Áurea, melgacen-ses. // Sem mais notícias.
SOLHEIRO, José Maria. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Este-ves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu a 15/1/1846 e foi batizado na igreja de SMP, pelo padre João Evangelista, a 20 desse mês e ano. Pa-drinho: Manuel José de Almeida, escrivão, e serviu de madrinha o padre Simão Antó-nio Meleiro, da Rasa, São Paio.
SOLHEIRO, Lício (Dr.) Filho de Luís Manuel Solheiro e de Leonarda Miranda. Neto paterno de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; neto materno de -------- Miranda e de -----------------------------. // Nasceu a --/--/18--. // Em 1912, ele e Lauro Solheiro, fizeram na capital do país o 6.º e 7.º ano do liceu, ficando aprovados. // No ano de 1913 frequentava a Faculdade de Letras da Universidade de Toulouse, em França (ver Correio de Melgaço n.º 58, de 20/7/1913). // Em 1914 concluiu a sua forma-tura no Curso Superior de Letras na Universidade de Toulouse (Correio de Melgaço n.º 92, de 22/3/1914). // Nesse ano de 1914 partiu de Lisboa para Milão (Correio de Melgaço n.º 103, de 9/6/1914). // Regressou a Lisboa (Correio de Melgaço n.º 157, de 18/7/1915). // Casou em Lisboa a 11/9/1915 com Maria Teresa, filha de Alexandre Pacheco de Novais e de Rosalina Pacheco de Novais (Correio de Melgaço n.º 166, de 19/9/1915). // Colaborou no “Correio de Melgaço” sob o pseudónimo «Castro Fauus». // Em 1916, juntamente com outros, fundou a «Empresa das Águas Minerais de Melgaço, L.da»: «para os efeitos legais se torna público que por escritura celebrada a 24/1/1916, no notário Eu-génio de Carvalho e Silva, de Lisboa, foi constituída entre Luís Manuel Solheiro, Lício Miranda Solheiro, e Bento Fernandes Pinto, uma sociedade comercial por quotas, de responsabilidade limitada, sob as cláusulas e condições seguintes: 1.ª – A sociedade destina-se à exploração de águas minero-medicinais, especialmente no concelho de Melgaço, obter concessões para essas explorações, respeitantes a descobertas já feitas ou a outras que se venham a descobrir. 2.ª – Terá a sua sede em Melgaço e adopta a denominação “Empresa das Águas de Melgaço, Lda”. 4.ª – O capital social é de 6.000$00, dividido em três quotas de 2.000$00. // 7.ª – A gerência compete ao só-cio Bento Fernandes Pinto.» // Pelos vistos a sociedade não vingou, pois o correspon-dente do Correio de Melgaço em Pará dá-nos a notícia de que ele chegou ali a 5/8/1916, no paquete “Bahia”, acompanhado de sua esposa, «que aqui vem exercer a sua actividade no comércio ou no professorado (…); tinha o curso de letras de Tou-louse, sendo também hábil musicista, cujas produções têm conquistado e continua-vam a conquistar a maior simpatia e agrado público» (Correio de Melgaço n.º 213, de 27/8/1916). // No Jornal de Melgaço n.º 1167, de 21/7/1917 lê-se: «No Juizo de Direito da comarca de Melgaço e cartório do 3.º ofício correm editos de trinta dias a contar da 2.ª publicação deste no Diário do Governo a intimar Luiz Manuel Solheiro e Lício de Miranda Solheiro, ausentes em parte incerta dos Estados Unidos do Brazil, para os fins dos artigos 81 a 84 do Código do Processo Comercial na acção comercial que contra eles move a Empresa das Águas de Melgaço (*), sob pena de revelia. Melga-ço, 13/7/1917. Verifiquei – o juiz de direito, Borges d’Oliveira. O escrivão, Albano Au-gusto Pereira.» // E no Jornal de Melgaço n.º 1203, de 20/4/1918, voltamos a ler: «No juízo de direito da comarca de Melgaço, cartório do escrivão interino do 1.º ofício, Manuel Rodrigues, e nos autos de acção de processo ordinário em que é autora A Empreza da Águas Minerais de Melgaço, e réus a viscondessa do Pezo, D. Francisca Rosa de Antas Bacelar e Barbosa, Luís Manuel Solheiro, Lício de Miranda Solheiro, e outros, correm editos de 90 dias, a contar da 2.ª e última publicação deste anúncio no Diário do Governo, citando os réus, Luís Manuel Solheiro e Lício de Miranda Solheiro, como representantes da Empreza das Águas Minerais de Melgaço, L.da, residentes em parte incerta do Brazil (…) Melgaço 15/4/1918. O juiz de direito: Borges de Olivei-ra.» // No Jornal de Melgaço n.º 1212, de 29/6/1918, volta-se a falar no assunto: [aca-ba de ser resolvido o incidente da incompetência em razão da matéria que na acção com processo ordinário que a Empresa das Águas Minerais de Melgaço (**) neste juízo move contra a viscondessa do Pezo e outros, entre os quais sobressai a Empre-sa Limitada, por ordem do senhor Governador Civil do distrito o delegado do Procura-dor da República levantou ultimamente, julgando «incompetente este juízo para se ocupar da causa, portanto dos seus incidentes e apensos, declinando-a para a juris-dição administrativa.» Subscreve esta sentença, escrita em dez páginas, o presidente da Comissão Municipal Administrativa, servindo de juiz o padre Francisco Leandro Álvares de Magalhães!] // Nota: acerca deste assunto das águas ver também o Jornal de Melgaço n.º 1241, de 13/7/1918. /// (*) Já existia, há muitos anos, uma empresa chamada “Empresa das Águas de Melgaço”. /// (**) Deve ser Empresa das Águas de Mel-gaço.
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SOLHEIRO, Luís Manuel. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores intramuros, SMP. Neto paterno de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; neto materno de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu a 9/8/1854 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Ribeiro, tio materno, e Emília de Jesus, prima materna. // A 18/6/1883, na igreja matriz de SMP, foi padrinho de Laura Vieira (neta materna do seu padrinho), nascida na Vila a 15 desse mês e ano; era ainda solteiro, proprietário, e morava em Prado. // Em Setembro de 1883 (ver “Valenciano”) embarcou para o Brasil. // Casou com Leonarda Miranda. // Arrematou a 28/7/1901 um edifício no lugar da Serra, Prado, posteriormente vendido a António Francisco Oliveira, casado com Sara Solheiro, ao qual lhe deu o nome de «Vila Sa-ra», prédio esse que fora à praça pelo falecimento de António Joaquim Araújo de Azevedo, casado com Elisabeth Matthey, por inventário orfanológico de seu filho Jor-ge, e pela base de licitação de um milhão e oitocentos mil réis. // Em 1912 foi co-fundador do jornal «Correio de Melgaço», que durou até 1917. // A 29/1/1913, e depois de umas férias em Melgaço, partia para Pará, juntamente com a esposa, no navio “Antony” (Correio de Melgaço n.º 34). // Ele e seu filho Lauro vieram de Lisboa, onde resi-diam ultimamente, visitar a família melgacense (Correio de Melgaço n.º 159, de 1/8/1915). // Em Agosto de 1915 morava na Avenida da Liberdade, 215-1.º (CM 161). // A 20/9/1915 saía de Lisboa para o Rio de Janeiro (CM 166); logo a seguir voltou para Lisboa (Correio de Melgaço n.º 177, de 5/12/1915). // Pelo natal de 1915 mandou de Lisboa 20$00 para serem distribuídos por 40 pobres de Melgaço (Correio de Melgaço n.º 179). // A 24/1/1916, com seu filho Lício, e Bento Fernandes Pinto, constituiu a “Empresa das Águas de Melgaço, L.da” // A 27/2/1916, juntamente com a esposa e filho Lauro, chegava no-vamente ao Brasil (Correio de Melgaço n.º 193, de 2/4/1916). // No Correio de Melgaço n.º 203, de 18/6/1916, pode ler-se um escrito vindo de Pará: «na lista negra que a “Folha” publicou dos comerciantes que o governo inglês considera inimigos constam mais os nomes dos senhores J.A. Monteiro e coronel Luís Manuel Solheiro, desta praça; pa-rece-nos que há confusão destes nomes, pois é sabido e conhecido que ninguém pode considerar inimigos dos aliados a estas importantes firmas.» // Em 1918 sentou-se no banco dos réus, acusado por “Águas Minerais de Melgaço”, uma empresa sua concorrente. // Nota: acerca dele ver também Correio de Melgaço n.º 216, de 17/9/1916, e Correio de Melgaço n.º 218.
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SOLHEIRO, Manuel. Filho de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes, de Carva-lheda (São Miguel), Tui. Nasceu nessa localidade galega na segunda metade do século XVIII. // Veio para Melgaço, onde trabalhou como caseiro e jornaleiro. // Casou na igreja de SMP, a 24/1/1796, com Josefa, filha de Francisco Esteves e de Rosa Fer-nandes, de São Pedro da Torre, Ourense. Padrinhos da boda: Caetano José Abreu e Joana de Sousa e Gama. Testemunhas: Miguel Caetano Torres Salgado, Manuel José Gomes, e MPF, mordomo da igreja. Moraram no Bairro do Carvalho, SMP, in-tramuros. // Morreu no estado de viúvo, a 21/11/1851, e foi sepultado na igreja matriz, com ofício de nove (9) padres, pago pelos seus parentes. Escreveu o padre: «era po-bre e nada tinha de seu.»
SOLHEIRO, Manuel José. Filho de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves. Neto paterno de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neto materno de Josefa Esteves. Nas-ceu em SMP a 5/6/1823 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Bernardo Esteves e Rosa Solheiro, solteira, tia do batizando, residen-tes na Vila. // S.m.n.
SOLHEIRO, Manuel José (*). Filho de Hermenegildo Solheiro, emigrante no Brasil, e de Adelaide Joaquina Alves. N.p. de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; n.m. de Domingos José Alves e de Maria Caetana Gaioso, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu em Galvão a 12/7/1877 (confrontar a data de nascimento de sua irmã, Ermezenda) e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel de Jesus Puga e José Cândido Gomes de Albreu, solteiros, comerciantes. // Depois da instru-ção primária foi arranjar emprego no Porto na área do comércio. // Embarcou para Pará por volta de 1893; no Brasil trabalhou na firma Solheiro & Mota, passando depois a ser sócio da mesma, agora com a designação de Solheiro & C.ª. // Nos inícios de 1916 as firmas comerciais com sede em Pará, “Solheiro & C.ª” e “Silva & Loureiro”, compostas exclusivamente de melgacenses, adquiriram por compra, do [ou ao] Ban-co de Crédito Popular, o vapor “São Pedro”, destinado à navegação fluvial das Ilhas, a serviço das suas casas aviadoras e de outras que quisessem utilizar o paquete; a inauguração da nova linha teve lugar a 24/1/1916 à noite (Correio de Melgaço n.º 188, de 27/2/1916). // Casou civilmente, na administração do concelho, a 10/7/1912, com Amá-lia Augusta, filha dos proprietários da “Farmácia Araújo”, Domingos Ferreira de Araujo e Amália Correia dos Santos; casaram na igreja de Prado a 11/7/1912 (Correio de Melgaço n.º 6). Padrinhos no civil: Júlia Correia dos Santos e Dr. Vitoriano Figueiredo e Castro (noiva); Leolinda Solheiro e Cícero Cândido Solheiro (noivo). No religioso: Amália Ferreira de Araújo e Domingos Ferreira de Araújo (noiva); Sara Solheiro de Oliveira e Hermenegildo José Solheiro (noivo). // Seguiram ambos para o Brasil, che-gando a Pará a 10/10/1912, onde ele era comerciante, com a firma “Solheiro & Com-panhia” (Correio de Melgaço n.º 19, de 13/10/1912). // No dia 3/12/1914 chegaram a Lisboa vindos do Brasil (Correio de Melgaço n.º 128, de 8/12/1914). // A 28/1/1915 a sua esposa deu à luz um nado-morto, o qual foi sepultado no cemitério da Vila; morava no lugar da Serra, Prado (Correio de Melgaço n.º 135, de 2/2/1915). // Em 1916 regressa a Melgaço (Correio de Melgaço n.º 194, de 9/4/1916). // Embarca novamente para Pará a 20/1/1917, chegando ao destino a 11/2/1917 (Correio de Melgaço n.º 237, de 18/2/1917). // Ele faleceu em Pará, Brasil, em Fevereiro de 1926. // A sua viúva finou-se em São Paio dos Ar-cos de Valdevez a 12/7/1969. // Pai de Luís Manuel e de Vasco. // Nota: fora ele quem mandara construir a casa e plantar a vinha junto ao posto da Guarda-Fiscal de Mou-rentão. /// (*) O Dr. Augusto César Esteves chama-lhe José Manuel e diz que nasceu a 30/5/1877; a sua irmã Ermezenda teria nascido, segundo ele, a 11/6/1877. (Ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, II volume, p.p. 205 e 206). Seria, portanto, gémeo de Er-mezenda, mas com uma diferença de dez dias!
SOLHEIRO, Manuel José. Filho de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçalves da Mota. N.p. de Hermenegildo Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves; n.m. de Manuel José da Mota e de Maria das Dores Gonçalves. Nasceu em Galvão de Baixo, SMP, a 27/10/1922, e foi batizado a 25/12/1922. Padrinhos: Raul Solheiro Esteves, estudante, de Melgaço, e Hortense Gonçalves da Mota, do Porto, solteiros. (A madrinha não pôde estar presente, tendo sido representada por Maria Emília Du-rães). // Frequentou o Colégio de Santa Teresinha do Menino Jesus, na Barronda, Prado. Em 1934 esse Colégio levou-o a exame do 2.º grau, na escola Conde de Fer-reira, ficando aprovado (NM 241, de 12/8/1934). // Em 1936 foi a Viana, ao Liceu Gonça-lo Velho, fazer exame do 2.º ano (6.ª classe), ficando aprovado (NM 319). // Casou na paróquia da Sé de Faro, Algarve, com Maria Severiana, filha de Albano J. R. Fontai-nhas e de Maria da Conceição da Silva. Fixaram residência em Campolide, Lisboa. // Maria Severiana foi, durante anos, colaboradora do jornal “A Voz de Melgaço”. // Mor-reram ambos já no século XXI. // Ideologicamente, eram os dois conservadores, che-gando mesmo a pôr em causa alguns projetos realizados em Melgaço, pela equipa de Rui Solheiro, presidente da Câmara Municipal, e seu parente.
SOLHEIRO, Manuel José (Neu). Filho de Margarida do Rosário Gonçalves, solteira, natural da Vila, moradora em Galvão, e de Armando da Mota Solheiro, solteiro, natural de Prado, residente no lugar de Galvão. Neto paterno de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor da Mota; neto materno de Luís Gonçalves e de Ermezenda da Cruz Durães. Nasceu na Vila de Melgaço a 13/10/1940. // Em virtude da sua mãe se ter ca-sado a 22/10/1950 com Henrique da Rocha Fernandes, emigrante no Brasil, ele foi pa-ra esse país em 1952. // Aos vinte e poucos anos, numa namorada brasileira, gerou uma filha, Margarete, a qual criou, ou melhor, a Margarida do Rosário criou, pois a mãe da criança entregou-lha para esse fim. Suponho que a Margarete é professora de cri-anças. // Em 1966 veio para Portugal na companhia do seu conterrâneo Alfredo da Rocha, primo do padrastro; visitou Melgaço, abraçou um seu irmão por parte do pai, Hermenegildo José, emigrou para França, onde esteve alguns meses, mas regressa ao Brasil desiludido com a Europa. // Casou a 29/1/1972, no Rio de Janeiro, com uma bra-sileira, Maria da Graça do Lago. Tem (do casamento) duas crianças: a filha é inválida, anda em cadeira de rodas. // (ver VM 355).
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SOLHEIRO, Maria. Filha de Rosa Solheiro (*), de Carvalheda, Tui, moradora no lugar do Forte, Vila. Neta materna de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes. Nasceu na Vila de Melgaço a 5/9/1799 e foi batizada pelo padre Carlos Domingues no dia seguin-te. Padrinhos: Manuel Solheiro, casado, morador no dito lugar do Forte, e Josefa An-tónia, solteira, moradora no Bairro do Carvalho, SMP. // S.m.n. /// (*) Rosa Solheiro (17--/1830) casou mais tarde com Bernardo (que pode ser o pai da Maria), filho de António Esteves e de Maria de Aparício, de Arnoia, Ourense, e gerou mais filhos.
SOLHEIRO, Maria Armanda. Filha de Margarida do Rosário Gonçalves, doméstica, da Vila, e de Armando da Mota Solheiro, aspirante da Câmara Municipal, de Prado, ambos solteiros na altura, moradores em Galvão. Neta paterna de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor da Mota; neta materna de Luís Gonçalves e de Ermezenda da Cruz Durães. Nasceu a 29/9/1938 e foi perfilhada por seu pai em Maio de 1942. // Devido ao facto da sua mãe ter casado com Henrique da Rocha Fernandes, também da Vila, emigrante no Brasil, teve de acompanhar a progenitora para aquele país. // Casou no Rio de Janeiro a 28/11/1961 com um português, de seu nome Virgílio Bernardino, e deu à luz duas meninas. Na década de sessenta, teria ela cerca de trinta anos de idade, a família veio para a Amadora, na altura ainda freguesia de Oeiras. // Um dia a Maria Armanda decide ir, com o marido e filhas, visitar a família de França. Tinha lá um pri-mo, António Joaquim Inácio, filho de António de Jesus Merim Inácio (Ronha) e de Cori-na da Conceição Gonçalves, que se apaixona loucamente por ela, o que não era difícil tendo em conta que era uma mulher bonita e vistosa. Ela deixa-se seduzir e às tantas fica grávida. O bebé, do sexo masculino, é registado como sendo filho do Virgílio Ber-nardino. Entretanto o marido da Armanda resolve voltar para Portugal. Traz com ele a esposa e as três crianças. Ela veio, mas contrariada, pois passado algum tempo decide divorciar-se do marido e casar com o primo emigrante, o que viria a acontecer mais tarde. // A separação de pessoas e bens é decretada por sentença de 17/4/1974; essa separação foi convertida em divórcio por sentença de 13/1/1978 (confirmar). // Volta a esse país com os três filhos. O António Joaquim, sabendo que o rapaz era seu e não do Virgílio, faz um acordo com este: ele, António, fica com a Armanda e com o miúdo, e ele, Virgílio, fica com as duas moças. Tudo bem: as duas meninas vêm para Portugal e entram num Colégio a fim de estudarem. Acontece que quando atingiram a maioridade emigram para França. O Virgílio perde as filhas mas refaz a sua vida, casando, ou jun-tando-se com uma senhora. A Armanda casou na Conservatória do Registo Civil de Creusot, França, a 13/9/1978. // Continua em França com o seu António e com os fi-lhos: as duas jovens nascidas no Brasil, mais o David e Melanie, salvo erro. // Segundo consta, o rapaz usa agora o apelido do António Joaquim Gonçalves Merim!
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SOLHEIRO, Maria Benedita. Filha de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de João Peres (!) e de Josefa Este-ves, de São Bartolomeu de Ponteadeva, Ourense. Nasceu em SMP a 13/12/1819 e foi batizada sete dias depois pelo padre Carlos Domingues. Padrinhos: os fidalgos Tomaz António Gomes de Abreu e sua irmã, Maria Benedita, moradores na Calçada. // S.m.n.
SOLHEIRO, Maria Helena. Filha de Maria Rita Solheiro (1801-1863). Neta materna de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1822. // Faleceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 18/12/1895, com 73 anos de idade, solteira, e foi sepultada no cemitério. // (Com geração?).
SOLHEIRO, Maria Joaquina. Filha de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, galegos, moradores em Melgaço. Neta paterna de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neta materna de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes. Nasceu na Vila de Melga-ço a 24/3/1807 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: António Caetano de Sousa e Rita Maria Joaquina, melgacenses. // Lavradeira. // Casou com Manuel Inácio, filho de Bernardo José Baleixo e de Ana Maria. // Em 1843 morava nas Carvalhiças. Residiu também em Galvão. // Faleceu neste último lugar, onde tinha a sua casa, a 19/1/1880, viúva, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou um filho: António José (nasceu a 4/1/1843).
SOLHEIRO, Maria Leonor. Filha de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçalves da Mota. Neta paterna de Hermenegildo Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves; neta materna de Manuel José da Mota e de Maria das Dores Gonçalves. Nas-ceu em Galvão de Baixo, SMP, a 16 ou 26/12/1920, e foi batizada a 17/9/1921. Padri-nhos: Dr. Manuel Fernandes Pinto, de Mazedo, Monção, juiz de Direito em Lisboa, e Ludovina Rosa Fernandes Pinto. // A 19/7/1930, na escola Conde de Ferreira, sita na Vila de Melgaço, fez exame do 2.º grau, 4.ª classe, ficando distinta (NM 73, de 17 de Agosto de 1930). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 75, de 31/8/1930: «Quando fize-mos a reportagem da visita ministerial, por lapso, deixamos de focar um aspecto inte-ressante da recepção em Prado, que muito sensibilizou os ilustres visitantes. Foi a linda saudação proferida pela menina Maria Leonor da Mota Solheiro, de nove anos de idade. Os ministros beijaram a interessante menina, o mesmo fazendo a esposa e filha do senhor presidente.» // Completou o 3.º ano em Junho de 1934 e o 4.º no ano seguinte, com 10 valores, no liceu feminino Dona Filipa de Lencastre, em Lisboa, transitando para a 5.º ano em 1935 (Notícias de Melgaço n.º 277, de 14/7/1935). // Depois das férias escolares, passadas em Melgaço, em 1936 partia para a capital do país a fim de continuar os seus estudos. // Casou na freguesia dos Anjos, Lisboa, a 4/7/1948, com o eng.º Francisco (ou Fernando) José Vendrell Barros Henriques. // Mãe de Maria Teresa (nasceu a 28/9/1950).
SOLHEIRO, Maria Leonor. Filha de Armando da Mota Solheiro e de Maria Augusta Esteves. Neta paterna de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçalves da Mota; neta materna de Vitorino Esteves e de Carolina Júlia Lopes. Nasceu a 14/1/1946 e foi batizada na capela da Cabana, Rouças, a 22/10/1946. Padrinhos: Germano Henrique Alves (Carabel) e Deolinda Esteves. // Professora. // Casou em 1968, com Fernando, de Monção, filho de Manuel Mendes, proprietário da “Garagem Alegre” e de Laurinda Ferreira. O almoço da boda teve lugar na “Vila Solheiro”, sita em Galvão, SMP. // Um dos filhos do casal, Luís Roberto, morreu em 1990, num de-sastre de viação ocorrido em Friestas (estrada Monção-Valença) – tinha apenas 21 anos de idade. (VM 929, de 1/12/1990).
SOLHEIRO, Maria Rita. Filha de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, lavradores, galegos, residentes intramuros, SMP. Neta paterna de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neta materna de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes. Nasceu na Vila de Melgaço a 19/3/1801 e foi batizada pelo padre Carlos Domingues a 22 desse mês e ano. Padrinhos: padre José Joaquim Pereira da Cunha, de Valença, e Maria Antónia Ribeira, de Prado. // Foi mãe solteira de Maria Helena Solheiro, mas depois casou com António Ribeiro, de quem ficou viúva a 26/1/1845. // Faleceu no Carvalho, SMP, a 24/12/1863, e foi sepultada na igreja matriz. // Do marido não teve filhos.
SOLHEIRO, Marieta Adelaide. Filha de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leo-nor Gonçalves da Mota. N.p. de Hermenegildo José Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves; n.m. de Manuel José da Mota e de Maria das Dores Gonçalves. Nasceu a 27/5/1912 e foi batizada a 11 de Julho desse ano. // A 2/11/1934 começou a funcionar em Prado um posto de ensino, numa sala da Casa da Serra; ela passou a ser regente desse posto (NM 237, de 24/6/1934, e NM 250, de 28/10/1934). Em 1937 continuava com esse emprego. Contudo, teve de abandoná-lo, pois nesse ano de 1937, a 17 de Maio, foi pedida em casamento pelo médico veterinário em Estarreja, Dr. António da Mota Godinho Madureira, nascido em Lisboa a 5/12/1912. Tinham-se conhecido em Mel-gaço, onde ele fora veterinário e inspetor municipal de sanidade e pecuária durante algum tempo; tomara posse a 1/5/1936. // Casou na igreja matriz da Vila de Melgaço a 9/10/1937. Padrinhos: mãe da nubente e Armando Solheiro, irmão (noiva); Dr. Aleixo Patinho, delegado de saúde, e Dr. Eduardo Costa, advogado em Estarreja, como pro-curadores dos marqueses de Santa Iria (noivo). Depois da boda foi servido na casa da mãe da noiva o copo-d’água; a seguir partiu com o marido para a sua nova casa. // Faleceu em 1985. // O seu viúvo morreu a 16/3/1996, com 83 anos de idade. // Não deixou filhos. // O marido ergueu, com a ajuda da Câmara Municipal, na freguesia de Beduído, Estarreja, em sua homenagem, a «Casa Museu Marieta Solheiro Madurei-ra», com belas peças de arte, muito visitada, segundo consta.
SOLHEIRO, Rosa. Filha de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes. Nasceu em Carvalheda (São Miguel), bispado de Tui, no século XVIII. // Casou com Bernardo, filho de António Esteves e de Maria de Aparício, de Arnoia, Ourense. // Moraram na Vila de Melgaço, no Bairro do Carvalho e também no lugar do Forte. // Faleceu aqui, a 3/1/1830, casada; foi amortalhada com hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de 16 padres. // Antes de casar teve uma filha, Maria, nascida na Vila de Melgaço a 5/9/1799. // Depois do casamento teve dois filhos.
SOLHEIRO, Rosa Margarida. Filha de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrá-cia Gonçalves, moradores na Vila de Melgaço. Neta paterna de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; neta materna de Manuel António Gonçalves e de Maria Joaquina Ro-drigues. Nasceu na vila a 17/1/1833 e foi batizada na igreja matriz de SMP a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Diogo Esteves, sapateiro, e sua mulher, Rosa Áurea Lopes, residentes no lugar do Forte, Campo da Feira de Fora, SMP. // Casou com José Ma-ria de Sousa (o Rainha), comerciante na Rua do Campo da Feira de Fora, Vila, filho de Escolástica Esteves, solteira, de Prado. // Mãe de Filomena de Sousa (Vila de Mel-gaço, 1856 – Pedroso, Gaia, 1944). // Morreu primeiro do que o marido; este faleceu na Rua Direita, Vila, a 18/12/1890, com 65 anos de idade.
SOLHEIRO, Sara Maria. Filha de Hermenegildo José Solheiro e de Adelaide Joaqui-na Alves, proprietários, moradores no lugar de Galvão de Baixo, SMP. Neta paterna de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; neta materna de Domin-gos José Alves e de Maria Caetana Gaioso (defuntos). Nasceu na freguesia da vila, SMP, a 28/11/1880, e foi batizada na igreja a 22/1/1881. Padrinhos: Francisco José Cerdeira e sua mulher, Maria de Nazaré Esteves, proprietários. // A 24/7/1895 foi ma-drinha de Roberto Rodrigues, nascido em Nogueira, Paderne, a 15 desse mês e ano. O padrinho era Lindolfo dos Santos Solheiro, ambos solteiros, proprietários. // Morava em Prado quando casou na igreja dessa freguesia melgacense a 16/9/1903 com o “brasileiro” de Pará, António Francisco de Oliveira, de 29 anos de idade, solteiro, co-merciante em Terras de Vera Cruz, nascido em Macieira de Cambra, freguesia de Roge, concelho de Vale de Cambra, filho de Francisco de Oliveira e de Maria Joaqui-na. Testemunhas presentes: José Cândido Gomes de Abreu, casado, negociante, e Albina Gomes, solteira, proprietária, ambos da vila de Melgaço. // Em 1915 ela e seus filhos, Alberto e Lindoso, partiram para Lisboa, onde iriam fixar residência por algum tempo (Correio de Melgaço n.º 168, de 3/10/1915). // Em Janeiro de 1934 vivia em Campolide, Lisboa, e encontrava-se gravemente doente (NM 221, de 28/1/1934). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 238, de 8/7/1934: «À sua vivenda Vila Sara, em Prado, regressou no dia 25 do mês findo, vinda da sua casa de Campolide, Lisboa, a nossa prezada conterrânea Sr.ª D. Sara Solheiro de Oliveira, a qual, como temos noticiado, sofre duma grave doença que muito a tem martirizado. Fez a viagem no confortável automóvel do importante comerciante da praça de Lisboa, Sr. Marcelino Nunes Correa, vindo acompanhada por seu querido filho, Sr. Alberto Solheiro de Oli-veira, por sua dilecta sobrinha, Sr.ª D. Marieta Adelaide da Mota Solheiro, e pelas suas dedicadas amigas, Sr.ª D. Leopoldina Nunes Correa e sua galante filha, D. Ro-sa Nunes Correa; tendo saído de Lisboa às 6,15 chegou à Serra, Prado, pelas 18.30 relativamente bem-disposta. Logo que foi conhecida a chegada da ilustre enferma, e ainda diariamente, dirigem-se à Vila Sara muitas pessoas das suas relações e amiza-de a informar-se do estado de saúde da bondosa senhora e a suavizar-lhe com as suas palavras amigas as torturas do seu grande sofrimento…» // Faleceu a 28/9/1934, às dezasseis horas, na dita casa do lugar da Serra, Prado, comprada pelo marido a Luís Manuel Solheiro, acrescentado-lhe o 2.º andar, agora designada “Vila Sara”, em sua homenagem. O seu cadáver foi sepultado no cemitério da vila de Mel-gaço no dia seguinte, em jazigo de família. // O seu viúvo finou-se em Lisboa a 16/1/1956. // Mãe de Alberto (casou com Regina Evangelista); de António (morreu em 1912, ainda menino); de Lindoso (nasceu a 21/6/1904; em 1907 esteve gravemente doente, segundo informa o Jornal de Melgaço n.º 705, de 17 de Outubro desse ano; casou em segundas núpcias com Maria Fernanda, filha de Jorge Mendes e de Glicí-nia Trancoso; deste último casamento nasceu a 8/2/1953 Maria Laura, a qual foi bati-zada na igreja de Prado a 10/6/1956; do 1º matrimónio nascera António José Pinto Barbosa Solheiro Oliveira); e de Manuel José (nasceu a 19/7/1908 e morreu na Rua Marquês de Fronteira n.º 183, Lisboa, a 9/4/1956). // Nota 1: no “Notícias de Melgaço” n.º 1194, de 15/4/1956, dá-se a notícia de que morreu em Lisboa, no princípio do ano de 1956, Manuel José Solheiro de Oliveira, filho de Sara Maria e de António Francis-co, casado com Maria Laura Madeira Marques Craveiro, irmão de Lindoso e de Alber-to, e pai de Francisco José Craveiro de Oliveira, o qual tinha, na capital do país, uma Casa de Modas. Quer dizer: pai e filho morreram pela mesma altura! // Nota 2: em Maio de 1908, António Francisco veio passar umas férias na sua magnífica vi-venda do lugar da Serra, Prado, que comprara ao tio da esposa (Jornal de Mel-gaço n.º 735); julgo que Sara Maria nunca foi para o Brasil.
SOLHEIRO, Teotónio José. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Rita Fer-nandes (*). Neto paterno de Ângelo Solheiro e de Maria Josefa Esteves; neto materno de Manuel Fernandes e de Maria Josefa Pinto. Nasceu na Vila a 18/2/1837 e foi bati-zado na igreja matriz nesse dia. Padrinhos: José Manuel Gomes de Abreu e sua filha Balbina. // Foi morar, desde tenra idade, para a freguesia de Chaviães. // Lavrador e pedreiro. // Casou na igreja de Paderne (tendo, para o efeito, obtido licença), com Maria Rosa, solteira, nascida em Chaviães a 22/8/1842, filha de Joaquim José Esteves e de Maria Rita de Sousa. Testemunhas: MCR, caixeiro, da Portela de Paderne, e o pai da noiva. // Morreu a 19/2/1872, às oito horas da manhã, em sua casa, sita no lugar das Lajes, Chaviães «por haver recebido um tiro em brinquedos (**) do Entrudo…». De-pois de feita a autópsia do cadáver, foi sepultado na igreja de Chaviães. // Deixou dois filhos: Estefânia Cândida e Manuel António (ver em Chaviães). A sua viúva voltou a ca-sar. /// (*) Das duas, uma: ou o padre se enganou no nome da esposa de António Bernar-do Solheiro, ou então ele casou em primeiras núpcias com Maria Rita Fernandes. Eu perfilho a primeira hipótese. /// (**) Leia-se, brincadeiras.
SOLHEIRO, Vasco. Filho de Manuel José Solheiro e de Amália Augusta de Araújo. N.p. de Hermenegildo José Solheiro e de Adelaide Perpétua Alves; n.m. de Domingos Ferreira de Araújo e de Amália Correia dos Santos. Nasceu a --/--/19--. // Em 1935 frequentava o Liceu Sá de Miranda, Braga; passara, nesse ano, do 3.º para o 4.º ano, com 12 valores (NM 277, 14/7/1935). // Não sei a razão por que desistiu dos estudos; sei que embarcou, ainda nesse ano, para São Paulo, Brasil, a fim de se dedicar à vida comercial (NM 285).
SOLHEIRO, Verónica (Dr.ª) Filha de António Rui Esteves Solheiro, bancário e políti-co, e da Dr.ª Margarida Maria Rodrigues Lopes Fernandes, professora. Neta paterna de Armando da Mota Solheiro e de Maria Augusta Esteves; neta materna de António Mário Fernandes e de Maria Rodrigues Lopes. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1983. // Tirou o curso de Bioquímica. // Casou a --/8/2009 com o seu conterrâneo Marco de Sousa, polícia de Segurança Pública, filho de Justino de Sousa, dono de um Café na Calçada. // Em 2015, juntamente com seu marido, criou a empresa «Prados de Melgaço, L.da», a qual tem como objetivo a produção de queijo de cabra. Poder-se-á afirmar que esta iniciativa foi um verdadeiro êxito. Poucos anos bastaram para que este produto ficasse conhecido em todo o país. // Nos dias 9 e 10 de Outubro de 2015 esteve na Quinta da Vinha, Braga, numa feira de produtos regionais, tentando vender e divulgar este maravilhoso queijo. // Todos os anos é entrevistada na rádio televisão. // Com geração.
SOTTO
SOTTO, Maria Josefa. Nasceu por volta de 1825. // Morou nas Carvalhiças, SMP, casada com Francisco Colmeiro. // Lavradeira. // Faleceu no dito lugar, a 30/1/1885, com 60 anos de idade, e foi sepultada no cemitério. // Deixou marido e filhos.
SOTTO, Maria Ventura. Nasceu em SMP. // Costureira. // Morou na Rua do Carva-lho, Vila. // Faleceu solteira, a 26/4/1875, e foi sepultada na igreja do extinto convento de Santo António, construído nas Carvalhiças.
SOTOMAIOR
SOTOMAIOR, Antónia Narcisa. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Rua da Calçada. N.p. de João de Abendanho Sotomaior, de Santa Cristina, Vigo, e de Rosa Maria Azevedo, de Rou-ças; n.m. de Francisco Xavier da Costa, da Vila, e de Maria Álvares, solteira, da Vár-zea, Paderne. Nasceu a 20/4/1785 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês. Padrinhos: José Pedro e Maria Xavier, irmãos da batizante.
SOTOMAIOR, Bernarda Mosqueira Tavares. // Era natural da Casa de Paravedra, São Cristóvão de Mourentão, bispado de Tui. // Como era solteira, e entrada já em idade, veio para Melgaço, para casa de seu sobrinho, Caetano Maria de Abreu Mos-queira. Foi aqui que ela morreu, repentinamente, a 14/8/1847, sendo sepultada na igreja matriz de SMP com missas e ofício geral, além da música, que tudo pagou o tal sobrinho, morgado da Casa de Paravedra.
SOTOMAIOR, Bernardo José. Filho de Manuel António de Abendanho Lira Sotomaior e de Páscoa Maria de Abreu. Neto paterno de João Júlio de Abendanho Lira Soto-maior, da Vila de Cangas, arcebispado de Santiago, Galiza, e de Rosa Maria de Aze-vedo Lira, natural de Rouças; neto materno de Manuel dosGuimarães Brito, capitão de infantaria, e de Ana Alves Godim, de Cerdal, Valença. Nasceu a 8/3/1759 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinho: padre Bernardo Araújo, da Vila, residente no Campo da Feira.
SOTOMAIOR, Clara Narcisa. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso de Azevedo, moradores na Calçada. N.p. de João Júlio de Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria de Azevedo Lira, moradores que foram na Quinta do Carvalho de Lobo, Rouças; n.m. de Francisco Xavier da Costa, da Vila, e de Maria Álvares, solteira, da Várzea, Paderne. Nasceu a 9/10/1789 e foi batizada na igreja de SMP a 30 desse mês. Padrinhos: Leandro de Sotomaior Abreu e mulher, Antónia Narcisa Cardoso de Macedo, de Guimarães, e ao sacramento do batismo assistiu João José de Abendanho Lira Sotomaior e sua irmã, Maria Xavier, por procu-ração.
SOTOMAIOR, Joana Constança. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Calçada. N.p. de João Júlio de Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria Azevedo Lira; n.m. de Francisco Xavier da Costa, morador na Calçada, e de Maria Álvares, solteira, residente na Várzea, Pader-ne. Nasceu a 19/2/1787 e foi batizada na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padri-nhos: Manuel Alexandre de Palhares, de Monção, e Maria Álvares, solteira, de Rou-ças, e ao sacramento do batismo assistiu José Pedro, irmão da batizanda.
SOTOMAIOR, João Evangelista de Sá (Padre). Filho de Caetana Luísa Soares de Meneses Sotomaior (Pereira de Castro, de Eiró), solteira, moradora nas Adegas, Rou-ças, e de (*). Neto materno de Agostinho Pereira de Castro e de Luísa Caetana de Nostrosa Lira Sotomaior. Nasceu por volta de 1793. // Por decreto de 15/4/1843 no-mearam-no abade colado da freguesia da Vila. Sucedeu ao padre Bernardino José Gomes, de Corujeiras. // Faleceu a 20/11/1878, em sua casa de residência, sita na Rua da Igreja, Vila, com 85 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal, em caixão de granito, no qual foi gravado o seu nome e data de falecimento, caixão esse que há uns anos atrás estava junto à igreja do convento das Carvalhiças! // Constava, na altura, que era homem santo. Dá gosto ler os assentos de batismo, casamento e óbito, por si redigidos, pois tinha uma caligrafia lindíssima. // Ocupou o seu lugar o padre Francisco Gomes Barreiros. /// (*) Segundo o Dr. Augusto César Esteves, o pai da criança seria o padre Francisco Lúcio de Sá Sotomaior Leonês, pároco de Rouças (ver O Meu Livro das Gerações Melgacenses, I volume, p. 257).
SOTOMAIOR, Joaquina Clara. Filha de Manuel António de Abendanho Lira Sotomai-or e de Páscoa Maria de Abreu Brito, moradores no Campo da Feira. N.p. de João Júlio de Abendanho e de Rosa Maria de Azevedo, de Rouças; n.m. do sargento-mor Manuel dosGuimarães e Brito e de Ana Álvares Godim. Nasceu a 31/3/1768 e foi ba-tizada na igreja de SMP a 3 de Abril desse ano. Padrinhos: Matias e irmã, Damiana Teresa, solteiros, filhos de João Manuel de Sousa, da Quinta, Remoães.
SOTOMAIOR, Joaquina Rosa. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores no Rio do Porto, Vila. N.p. de João Júlio Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria Azevedo Lira, residentes na Quinta de Carva-lho de Lobo, Rouças; n.m. do Dr. Francisco Xavier da Costa, do Campo da Feira de Fora, e de Maria Álvares, solteira, da Várzea, Paderne. Nasceu a 20/1/1777 e foi bati-zada na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Luís José Pereira da Gama, solteiro, e sua mãe, Maria, ambos residentes no Campo da Feira.
SOTOMAIOR, José. Filho de João de Sá Sotomaior, morgado do Reguengo. Nasceu em Paredes de Coura em 1825, mas deve ter vivido a maior parte da sua vida em Melgaço. // Em 1874 era vogal do Conselho Municipal (OJM, de ACE, p. 157). // Em 1879 e 1892 era 4.º substituto do juiz de direito. // Militou no Partido Progressista. // Foi vereador e vice-presidente da CMM, tornando-se presidente da mesma em Outubro de 1905, antes de João Pires Teixeira assumir a presidência da Comissão Administra-tiva (Jornal de Melgaço n.º 724, de 5/3/1908). // Em consequência de um decreto de 15/2/1908 voltou a tomar posse daquele cargo (ver JM 758, de 5/11/1908). Os seus vere-adores eram: padre Francisco José Dias, Domingos Ferreira de Araújo, Francisco Pires, e José Augusto Pires. A gente do “Jornal de Melgaço” não estava de acordo com a sua maneira de gerir o município, apoiava incondicionalmente João Pires Tei-xeira. // Em Setembro de 1908 ainda era presidente da CMM, pois no Jornal de Mel-gaço n.º 752 pôs um anúncio para o preenchimento da vaga de secretário da Câma-ra, com o vencimento anual de 180$000 réis. // Faleceu solteiro, sem geração, na Quinta do Reguengo, a 27/3/1912. // Apesar de morrer solteiro gerou alguns filhos, pois no juízo de direito da comarca de Paredes de Coura foi intentada uma ação de paternidade, constando haver mais dois filhos que se preparavam para intentar idênti-ca ação (Correio de Melgaço n.º 13, de 1/9/1912).
SOTOMAIOR, Luís Gonzaga da Rocha (Dr.) – Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 7, de 7/4/1929: «Regressou de Viana do Castelo com sua (…) esposa o senhor Dr. Luís Gonzaga da Rocha Sotomaior, muito digno contador do Juízo de Direito desta comar-ca.» // Ver também o Notícias de Melgaço n.º 18, de 23/6/1929, página 2. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 56, de 6/4/1930: «A seu pedido, acaba de ser transferido para a comarca de Valença o senhor Dr. LGRS, que aqui exercia o cargo de contador e distribuidor de juízo de direito desta comarca. Cavalheiro distinto, lamentamos a sua ausência e felicitamos os povos do concelho de Valença pelo distinto funcionário que vão ter.»
SOTOMAIOR, Rita Genoveva. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Rua da Calçada. N.p. de João Júlio Abendanho Sotomaior, de Santa Cristina, Vigo, e de Rosa Maria Azevedo Lira, de Rouças; n.m. de Francisco Xavier Costa, da Vila, e de Maria Álvares, solteira, da Vár-zea, Paderne. Nasceu a 5/7/1782 e foi batizada na igreja de SMP quatro dias depois. Padrinhos: José Pedro e Maria Xavier, irmãos da batizanda. Testemunhas: Domingos José Rodrigues e MPF, ambos da Vila.
SOTOMAIOR, Teresa Maria. Filha de Bento José Abendanho e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores no Rio do Porto, Vila. Neta paterna de João Júlio Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria de Azevedo; neta materna do Dr. Francisco Xavier da Costa e de Maria Álvares. Nasceu a 23/11/1779 e foi batizada na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: padre Caetano José Abreu Cunha Araújo, da Vila, e Mariana de Abendanho Sotomaior, de Alvaredo. Testemunhas: FPM, MPF, mordomo, e Manuel José de Faria, de Barcelos.
SOTOMAIOR, Vitorino Joaquim. Filho de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Calçada. N.p. de João Júlio Aben-danho Sotomaior e de Rosa Maria de Azevedo; n.m. de Francisco Xavier da Costa e de Maria Álvares, solteira. Nasceu a 2/1/1793 e foi batizado na igreja de SMP a 7 des-se mês. Padrinhos: João José Abendanho e irmã, Joaquina Rosa Abendanho, da Vila. Testemunha: Francisco António de Abendanho.
SOUSA
SOUSA, Adelaide. Filha de Ana Joaquina de Sousa, solteira. Neta materna de José António de Sousa e de Maria Rosa Alves, todos lavradores, residentes na Pigarra, Vila. Nasceu a 2/12/1862 e foi batizada na igreja de SMP quatro dias depois. Padri-nhos: o seu avô materno e Adelaide Procópia, casada com José Luís Calheiros, mo-radores nas Carvalhiças.
SOUSA, Adelino José. Filho de Carlota Cândida de Sousa, solteira, da Vila. Nasceu em SMP a --/--/18-- e foi batizado na igreja de SMP a 11/11/1877. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda da Câmara, e Maria Caetana de Sousa, da Vila, ausente em Viana do Castelo, representada por Aurélia Cândida de Sousa, também da Vila. // A sua mãe, alegando pobreza, requereu à Câmara Municipal a inserção do filho no hospício, o qual foi aceite. // A 20/3/1878 apresenta o bebé na Câmara, fican-do registado no livro dos expostos sob o n.º 320. // A criança continuou a viver com a mãe, recebendo esta cerca de 800 réis mensais. // A 31/10/1884 «pelo pouco regular comportamento da mãe deste exposto, e estando ele a completar a idade de sete anos, lhe cessaram os vencimentos, e ficou entregue à mãe…»
SOUSA, Adelino Vitorino. Filho de Carlota Cândida de Sousa, solteira, criada de ser-vir, de SMP. Neto materno de José Joaquim de Sousa, alfaiate, da Vila, e de Mariana Carolina Marques, de Cristóval. Nasceu na Rua da Calçada, SMP, a 1/11/1878, e foi batizado a 8 desse mês. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, ca-sado, e Maria Caetana de Sousa, viúva (tia materna do participante!). // Nota: este assento foi redigido pelo padre J.J. Douteiro, por ordem do Arcebispo Primaz, com data de 22/2/1892.
SOUSA, Adérito Ilídio. Filho de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Nas-ceu na Vila a --/--/1937. // Casou na igreja de SMP a 17/2/1957 com Rosa Cândida Esteves Afonso, filha dos caseiros do Dr. José Joaquim de Abreu, salvo erro, natural de Chaviães. // Residiram no lugar do Escuredo. // Morreu-lhes um filho, Rui José, vítima de atropelamento, a 9/9/1962, com apenas três anos de idade. // Emigraram para França. // Depois da aposentação regressaram a Melgaço, fixando a sua resi-dência no Escuredo, Chaviães. // Faleceu a 5/2/2014, com setenta e sete (77) anos de idade. // Deixou a viúva e uma filha já casada.
SOUSA, Adolfo Ilídio. Filho de Oceano Cândido de Sousa e de Violeta da Conceição de Castro. Neto paterno de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas; neto materno de Jerónimo José de Castro e de Maria de Jesus Domingues. Nasceu na Vila de Mel-gaço a --/--/1938 (ou 1939). Quando foi à inspeção militar ficou isento, devido a ser baixo (pouco mais de metro e meio), e ainda não ter rebentado a guerra colonial. // Jogou futebol no Melgacense, e era considerado um bom jogador. // Aos vinte e tal anos emigrou para França, onde morreu. // A sua alcunha, “Pirilau”, está relacionada com o Semanário Infantil «Pirilau», editado por Henriques Torres, Rua de São Bento, 279, Lisboa, a partir de 1939, que ele certamente leria com imenso prazer. // Casou com ------------------------. // Pai de Carlos, de Henrique, e de Elisabete.
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SOUSA, Adozindo Raul. Filho de Raul Gomes de Sousa e de Maria do Carmo Tábo-as. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1930 (NM 90, de 14/12/1930).
SOUSA, Adozindo Raul. Filho de Raul Gomes de Sousa e de Maria do Carmo Tábo-as, moradores em Galvão. Nasceu a 5/9/1931. // Faleceu atropelado por uma camio-neta da carreira às 18 horas do dia 6/4/1959. // Será o de cima?
SOUSA, Alberto (Bé). Filho de Alberto José de Sousa, português, melgacense, e de Vicência Barros, brasileira, de etnia tupi, salvo erro. Nasceu nesse país da América do Sul, na Vila de Mosqueira, Belém de Pará, a --/--/1919. // Em Julho de 1932 fez o exame do segundo grau, ou quarta classe, na escola Conde de Ferreira, Vila de Mel-gaço, ficando aprovado (NM 158, de 24/7/1932). // Viera para Melgaço ainda novo, trazi-do por seu pai, e por aqui ficou, aprendendo a arte de barbeiro com o “António da Isaura”. // Também andou no pequeno contrabando. // Foi jogador num clube de fute-bol de Melgaço e deixou desse tempo boas recordações, pelo que dizem os mais ve-lhos. // Casou na igreja de SMP a 21/4/1946 com Virgínia de Jesus, nascida em Lis-boa em 1929 mas a morar em Melgaço, filha de Ramiro Pousa Mendes e de Lídia Ribeiro, proprietários da Pensão Braga. // Abriram uma pensão na Rua Hermenegildo Solheiro. // Tiveram três filhos: Argentina, Alberto José e Raquel. // Um dia abandonou a esposa e as crianças e partiu para Moçambique com uma antiga namorada, de quem teve geração. // Depois da independência das colónias regressou a Portugal com a companheira e filhos … // Morreu por volta do ano 2000, na Costa da Capari-ca, concelho de Almada, onde morava.
SOUSA, Alberto Caetano (Carriço). Filho de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igre-jas. Nasceu a 4/4/1919. // A 19/7/1933 fez exame da 4.ª classe e ficou aprovado. // Depois aprendeu o ofício de funileiro. // Foi com o seu metro e sessenta de altura à inspecção militar, a 10/7/1939, ficando apurado para todo o serviço. A 15/7/1940 par-tiu para Braga, Regimento de Infantaria 8; passou a ser o soldado n.º 404; dali seguiu para os Açores. Passou à disponibilidade a 4/2/1941. Na caderneta ficaram registados alguns louvores e outros tantos castigos. // No regresso à terra jogou no Sport Clube Melgacense, andou nas cobranças de taxas e impostos municipais, foi admitido na Câmara Municipal, ficando a seu cargo a cobrança da água canalizada e a detecção de avarias no sistema. A 17/4/1950 foi empossado de vigilante dos Serviços das Águas, cobrador (NM 930, de 23/4/1950), função que, com a aposentação de Mâncio Alves de Melo, passou a acumular com a de vigilante do Matadouro Municipal. // En-trou para a legião portuguesa a 15/5/1959 (legionário do 1.º escalão n.º 3070/32214). // Casou com Angelina, filha de Frederico Esteves, na altura regente escolar. Deste ca-samento houve dois filhos: um rapaz e uma menina. // Faleceu a --/4/1994. // Antes de casar gerou em Maria Perfeita de Nazaré Melo uma criança, à qual deram o nome de Maria Alberta, que ele mais tarde perfilhou. // (ver A Voz de Melgaço n.º 1006, de 1/5/1994, p. 8).
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SOUSA, Alberto Emiliano. Filho de Orlando Vitorino de Sousa e de Glória Gonçalves Monteiro. Nasceu na Vila a --/--/1940 (NM 483, de 25/2/1940). // Penso que faleceu ainda bebé.
SOUSA, Alberto José (Violas). Filho de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, doméstica, moradores na Rua de Baixo, Vila. N.p. de José Joa-quim de Sousa e de Mariana Carolina Marques; n.m. de Caetano Maria Esteves e de Maria de Jesus Soares, residentes na Rua da Misericórdia. Nasceu a 10/3/1879 e foi batizado na igreja matriz a 12 desse mês e ano. Padrinhos: avô materno e Silvana Rosa Esteves, tia materna do neófito. // Emigrante no Brasil. // Em 1907 esteve inter-nado no hospital de D. Luís I, sito em Pará (Jornal de Melgaço n.º 711). No ano seguinte voltou a ser internado (Jornal de Melgaço n.º 743). // Em 1912 deve ter estado em Melga-ço pois nesse ano requereu à Câmara Municipal de Melgaço o terreno necessário para uma sepultura no cemitério municipal (Correio de Melgaço n.º 23, de 10/11/1912). // Em 1914 era sócio de Luís Manuel Marques de Sousa, natural de Chaviães; estavam estabelecidos na praia Chapeu Virado com “A Nossa Casa”. Nesse ano dissolveram a sociedade que tinham sob a firma A. de Sousa & C.ª, saindo o Alberto José embolsa-do dos seus haveres, e exonerado de responsabilidades; o Luís Manuel ficou com o ativo e passivo da empresa. Constava que o Alberto ia novamente estabelecer-se na mesma Vila do Mosqueiro (CM 97, de 26/4/1914). De facto, estabeleceu-se de novo, na dita Vila, num prédio de sua propriedade (Correio de Melgaço n.º 101, de 24/5/1914). // Em 1922 esteve em Melgaço, pois regressou àquele país a 13/2/1922. // Era dele o prédio onde esteve instalada a “Pensão Minhota”. Deu metade desse edifício à sua irmã, Isaura de Sousa, além de algum dinheiro, por ter tomado conta de seu filho. // Morreu solteiro (*) e doente, no Largo Hermenegildo Solheiro, Vila, a 7/11/1945, e foi sepulta-do no cemitério municipal de Melgaço. // Era irmão também de Ilídio, de Carolina, de Berta, de Joaquina... /// (*) Embora solteiro, foi pai de Alberto, gerado em Vicên-cia Barros, brasileira, de etnia tupi, salvo erro; filho esse que trouxe para Mel-gaço, onde jogou futebol no clube local e casou com Virgínia de Jesus Ribeiro Pousa Mendes; no Brasil ficara outro filho, também gerado na dita Vicência, cujo nome desconheço.
SOUSA, Alberto José. Filho de Alberto Barros de Sousa (Bé), barbeiro, nascido em Vila de Mosqueira, Pará, Brasil, em 1919, e de Virgínia de Jesus Ribeiro Pousa Men-des, doméstica, nascida em Lisboa em 1929, moradores na Vila de Melgaço. Neto paterno de Alberto José de Sousa, melgacense, emigrante, e de Vicência Barros, bra-sileira; neto materno de Ramiro Pousa Mendes, brasileiro, e de Lídia Ribeiro, de Re-moães, Melgaço. Nasceu na Vila de Melgaço a 4/12/1948. // Depois da 4.ª classe começou a aprender a arte de barbeiro. // Jogou futebol no clube da terra, tendo sido um bom jogador. // Ainda jovem partiu para a capital do país e empregou-se num sa-lão de cabeleireiro. // Aos vinte anos ingressou no serviço miltar, tendo cumprido uma missão em Moçambique, como 1.º cabo enfermeiro; nessa colónia encontrou seu pai, há muitos anos ali a residir. // Depois da tropa fixou-se em Lisboa. // Casou na igreja paroquial de Alcabideche, a 11/3/1973, com uma colega de trabalho, Cremilda Men-des da Conceição Ferreira (“Tina”), e ambos geraram uma criança: a Rita (nasceu a 9/9/1975), licenciada em Jornalismo. // Por motivos que eu desconheço, separaram-se – divórcio decretado por sentença de 13/7/1983. // Ambos voltaram a matrimoniar-se mais tarde com outras pessoas. O Alberto José desta vez casou civilmente, na Con-servatória do Registo Civil da Amadora, a 28/3/1985, com Maria Guilhermina Borges Ferreira (“Mina”), também cabeleireira, mais nova do que ele seis anos, mas não tive-ram filhos. // O casal abriu na Amadora um Salão de Cabeleiro e, segundo consta, tem bastante clientela.
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SOUSA, Alfredo. Filho de João Rodrigues de Sousa, barbeiro, natural da freguesia da Sé, Porto, e de Arlete Augusta do Paço, da Vila de Melgaço. Neto paterno de Alfredo de Sousa e de Maria das Dores Rodrigues; neto materno de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira. Nasceu a 12/2/1924 e foi batizado na igreja de SMP a 19 de Março desse ano. Padrinhos: Gabriel Serafim, barbeiro, e sua esposa, Inocência Ro-drigues, ambos de Monção, residentes em Melgaço.
SOUSA, Alfredo Augusto. Filho de Ana Joaquina Gomes de Sousa, solteira. Nasceu na Vila por volta de 1871. // Em 1894 foi preso, acusado de crime de estupro de uma criança de oito anos; no entanto, conseguiu fugir para a Galiza, com o objetivo de emigrar para o Brasil; porém, o administrador do concelho obteve a sua captura, me-tendo-o novamente na cadeia (ver “Valenciano” n.º 1459, de 14/6/1894). Não sei o que se passou a seguir, se houve julgamento, qual foi a sentença. Sei que quando tinha 24 anos de idade, no estado de solteiro, negociante, a morar na Assadura, casou na igre-ja de SMP, a 3/10/1895, com Felismina Adelaide, de 17 anos de idade, solteira, lavra-dora, filha de Francisco Joaquim Fernandes e de Angelina Cândida Esteves. Teste-munhas: António Joaquim Dias, viúvo, e José Dias, casado, lavradores, todos de SMP. // Algum tempo depois foram morar para o lugar de Chão de Cancela, Fiães, onde lhes nasceu, a 30/1/1898, o seu filho Ismael.
SOUSA, Amália. Filha de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Nasceu a --/--/1945. // Casou a um domingo, 27/12/1964, com António Gonçalves dos Santos (Valongo), trabalhador da Câmara Municipal de Melgaço, e bombeiro. Lê-se no Notí-cias de Melgaço n.º 1540, de 3/1/1965:
// Residiram na Assadura, na antiga estrada romana. // Teve uma venda de frutas e legumes na Praça da República (que já fora da avó paterna e da mãe), mas vendo que o negócio estava fraco, arranjou um emprego nas limpezas da Câmara Munici-pal. // Em 1993 deu uma queda, fracturando a coluna vertebral (VM 996). // Mãe de Bento, nascido em 1965, casado e com geração; e de Lídia, casada e com geração.
SOUSA, Amélia de Jesus. Filha de José Inácio de Sousa e de Maria Caetana Reinal-da. N.p. de Francisca Codesso, de Melgaço; n.m. de Manuel Reinaldo e de Maria Antónia Fernandes, do Couto, Tui. Nasceu na Vila a 29/7/1841 e foi batizada na igreja de SMP a 12 de Agosto desse ano. Padrinhos: João Rodrigues Armada e esposa, Maria do Carmo, da Vila de Melgaço.
SOUSA, Ana Joaquina. Filha de Manuel Luís Gomes de Sousa, natural de Paderne, e de Mariana Gertrudes Soares, natural de Rouças, moradores no Campo da Feira de Fora, Vila. N.p. de António Lourenço de Sousa e de Ana Gomes, padernenses; n.m. de Diogo Soares e de Maria Josefa da Conceição, roucenses. Nasceu a 29/6/1799 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte pelo padre António Soares, de Rouças, tendo sido ele o padrinho.
SOUSA, Ana Joaquina. Filha de António Joaquim de Sousa, natural da Vila, e de Francisca Luísa (ou Francisca Maria) Esteves, natural de Chaviães, lavradores. Neta paterna de Miguel António de Sousa e de Caetana Maria; neta materna de Manuel Esteves e de Isabel Alves. Nasceu por volta de 1827. // Faleceu no estado de solteira, no lugar das Várzeas, SMP, a 9/2/1862, com 35 anos de idade, e foi sepultada na igreja matriz. // Não fizera testamento, por ser pobre. // Sem geração.
SOUSA, Ana Joaquina. Filha de --------- de Sousa e de -----------------------------. Nas-ceu por volta de 1833. // Em 1913 tinha oitenta anos de idade, morava na Assadura, e era entrevada; nesse ano recebeu uma esmola, enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro (Correio de Melgaço n.º 54, de 22/6/1913). // No natal de 1915 recebeu a importân-cia de 1$00, enviada do Brasil pelo dito senhor (Correio de Melgaço n.º 180, de 2/1/1916). // Pelo natal de 1916 recebeu outra esmola de 1$00 (Correio de Melgaço n.º 231, de 7/1/1917). // Em Abril de 1917 voltou a receber nova esmola de 1$00 (Cor-reio de Melgaço n.º 246, de 22/4/1917).
SOUSA, Ana Maria. Filha de Emiliano de Sousa e de Maria de Lurdes Ribeiro Antu-nes. Nasceu em SMP (confirmar) a 6/11/196-. // Foi com seus pais para o Canadá.
SOUSA, António (Dr.) Filho de Custódio Manuel de Sousa, de Labrujó, e de Rosa Pereira, de Vascões, Paredes de Coura, proprietários. Nasceu em Labrujó, Ponte de Lima, por volta de 1850. // Veio para Melgaço em 1877, ano em que terminara o curso de Medicina e Cirurgia na Universidade de Coimbra, a fim de assumir o cargo de fa-cultativo municipal. // Em 1896 esteve em Castro Laboreiro e declarou que era urgen-te tomar providências com o objetivo de extinguir a doença chamada «influenza», que ali grassava. // Em 1897 tornou-se administrador efetivo do concelho de Melgaço, tendo como substituto o Dr. Durães (pai). // Em 1898 pediu a exoneração de cirurgião-ajudante do exército (Valenciano n.º 1835, de 27/2/1898). // Em Junho de 1907 era de novo administrador do concelho, mas logo pediu a demissão (JM 693, de 25/7/1907). // Em 1908 deslocou-se a Viana a fim de prestar juramento como administrador do concelho de Melgaço; era na altura Governador Civil do distrito o Dr. Luís Augusto de Amorim, cuja posse lhe tinha sido dada recentemente (JM 724). // Tomou posse de administra-dor a 10/3/1908. // Nesse ano de 1908 era ele o chefe do Partido Progressista em Melgaço e diretor clínico da Empresa das Águas Minerais do Peso (JM 732, de 7/5/1908). // A 19/4/1909 foi padrinho de António Rodrigues, nascido na Vila a 13 desse mês e ano; a madrinha era Maria Joaquina Pires, solteira, proprietária. // Depois de Outubro de 1910 o regime mudou, vieram os republicanos tomar conta do poder, foi demitido de médico municipal pelo presidente da Comissão Administrativa, João Pires Teixeira; ele interpôs recurso à Comissão Distrital, que o reintegrou, recebendo todos os ven-cimentos em atraso (Correio de Melgaço n.º 74, de 9/11/1913); a partir daí abandonou a polí-tica ativa. // No jornal citado, n.º 74, alguém lhe dedicou um poema. // A 1/12/1912 foi nomeado diretor clínico, interino, do hospital da SCMM. // Morreu na sua casa de Eiró de Baixo, Rouças, a 17/5/1914, domingo, no estado de solteiro, com sessenta e qua-tro anos de idade, e foi sepultado na terça-feira no cemitério público, no jazigo de Emí-lia de Barros Durães (ver Correio de Melgaço n.º 101, de 24/5/1914). // O Dr. António Fânze-res, médico em Paredes de Coura, candidatou-se ao seu lugar, mas não foi escolhido (Correio de Melgaço n.º 106 e 108). O escolhido pela Câmara a 16/7/1914 foi o Dr. Miguel Pereira da Silva Fonseca, de Barcelos, mas penso que não chegou a vir para Melga-ço. // Finalmente foi substituído, como facultativo, pelo Dr. Germano Augusto Fernan-des, de Monção, tomando posse a 23/1/1915; mas, apesar de ter recebido dinheiro da Câmara Municipal, não apareceu ao serviço, deixando-se ficar por Famalicão. Veio depois o Dr. Manuel Pinto de Magalhães, médico em Lousada, o qual foi nomeado pela Câmara Municipal em reunião extraordinária de 24/5/1915. // A Casa e Quinta de Eiró foram por ele e seu irmão Francisco, contador do juízo, casado com Maria Pia Pereira de Castro, da Casa de Galvão, doados à Santa Casa da Misericórdia de Mel-gaço a fim dali ser instalado um Asilo para pobres, o que veio a acontecer depois de 20/9/1936. Daí chamar-se Lar Pereira de Sousa, em homenagem aos dois irmãos. // Além do Francisco, tinha outro irmão: José António Pereira de Sousa, casado, advo-gado, residente na Vila dos Arcos de Valdevez. // Nota: embora no seu assento de óbito se diga que morreu solteiro e sem filhos, consta que gerou em Maria Pires, sua empregada, uma criança do sexo masculino, à qual deram o nome de António, mais tarde comerciante na Vila, conhecido por “António Xinto”. Verdade? Mentira?
SOUSA, António. Filho de José Augusto Gomes de Sousa, relojoeiro, natural de Pra-do, e de Emília dos Prazeres Dias, doméstica, natural de São Paio. Nasceu a 20/7/1942. // S.m.n.
SOUSA, António (Dr.) Filho de ---------- de Sousa e de ----------- Gonçalves. Nasceu em Barcelos a --/--/19--. // Em 1991 era notário em Melgaço (VM 934); foi transferido para Valença em 1995 (VM 1028).
SOUSA, António Agostinho. Filho de --------------- Sousa e de -------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // A 10/7/1933 fez exame do 2.º grau, quarta classe, ficando distin-to (NM 203, de 6/8/1933).
SOUSA, António Augusto. // Até 1908 foi ele o regente da banda da Associação “Cen-tro Artístico Melgacense”; a 26/1/1908 retirou-se para Valença. // (Jornal de Melgaço n.º 719).
SOUSA, António Augusto (Tostas). Filho de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igre-jas. Nasceu na Vila a 2/7/1912. // Em 1930 alistou-se como bombeiro voluntário; era o número oito. // Casou a --/1/1935 com Lídia (NM 258, de 20/1/1935), de 24 anos de idade, filha de Celestino Augusto Fernandes e de Maria Emília de Araújo, naturais de Vila Verde. // Foi fiscal dos impostos indiretos municipais; como o ordenado era baixo, a esposa trabalhava com a sogra na sua venda de frutas e legumes. // Faleceu a --/--/1981 (VM 715). // Com geração. // Nota: ainda solteiro namorou com uma moça de Chaviães, na qual gerou uma criança do sexo masculino, que teve a mesma alcunha do pai; esse rapaz depois de crescido emigrou; em 2014 ainda vivia.
SOUSA, António Caetano. Filho de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e de Mariana Carolina Marques, moradores no Campo da Feira de Dentro. Neto paterno de José Tomaz de Sousa e de Gertrudes Gonçalves; neto materno de Ana Rosa Marques, solteira, costureira, residente na Vila. Nasceu a 11/6/1862 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira, casado, pro-prietário, tocando com a coroa da Senhora do Rosário, por madrinha, frei A. Santa Isabel Monteiro. // Nota: deve ser o mesmo senhor que em 1908 era emigrante no Brasil (ver Jornal de Melgaço n.º 723).
SOUSA, António Inácio. Filho de Francisco de Paula de Sousa, soldado da Guarda-Fiscal, natural de Paderne, e de Felismina Cardoso, natural de Rouças, moradores na Vila. N.p. de António Rodrigues de Sousa, guarda-fios, e de Carolina Rosa Gonçalves, lavradreira, ambos de Paderne; n.m. de José Joaquim Cardoso e de Maria Justina Gonçalves, lavradores, de Rouças. Nasceu a 9/3/1891 e foi batizado 22 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Durães, bacharel em Direito, Conservador da Co-marca, casado, e Dalinda do Loreto Roma de Lemos Puga, casada, proprietária, mo-radores na Vila.
SOUSA, António Joaquim. Nasceu em SMP por volta de 1787. // Lavrador. // Faleceu de repente, a 27/5/1880, em sua casa da Rua do Espírito Santo, Vila, no estado de viúvo, com 93 anos de idade, e foi sepultado no cemitério. // Deixou filhos.
SOUSA, António Joaquim. Filho de Miguel António de Sousa e de Caetana Maria (de-funtos), do lugar das Várzeas, SMP. // Casou na igreja de SMP a 14/1/1822 com Francisca Luísa (ou Francisca Maria), moradora nas Carvalhiças, filha de Manuel Este-ves e de Isabel Alves, da Bouça, Chaviães. Testemunhas: João Luís Abreu, lavrador, João Manuel Pinto, negociante, e AJR, mordomo da igreja.
SOUSA, António Joaquim. Filho de Joaquina Rosa, solteira, moradora no Carvalho. N.m. de Antónia Maria de Sousa. Nasceu a 29/10/1806 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Novembro desse ano. Padrinho: Bento Isidoro Gomes; por madrinha to-cou Francisco Bernardo, solteiro, da Calçada.
SOUSA, António Joaquim. Filho de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Marques. N.p. de José Tomaz de Sousa, da Vila de Melgaço, e de Maria Gertrudes Gonçalves, de Cecrinhos (São Miguel), Galiza; n.m. de Ana Rosa Marques, solteira, de Cristóval. Nasceu na Vila a 4/3/1845 e foi batizado na igreja de SMP pelo encomen-dado, padre Caetano Celestino Soares Calheiros. Padrinhos: padre António Monteiro, de Cavaleiros, Rouças, e Vitorino da Rocha [Gonçalves], da Vila. // Faleceu na Vila a 4/5/1919, solteiro. // Nota: deve ser o senhor que recebeu a esmola de $50, dinheiro enviado do Brasil por Luís Manuel Solheiro; também receberam essa importância Ce-sário Augusto, Marília de Abreu, Ermelinda Manola, Guiomar Costa, Conceição “Lato-eira”, Teresa “Ferradora”, Francisca Colmeiro, e Maria da Conceição Exposta (CM 180, de 2/1/1916).
SOUSA, António Joaquim. Filho de -------- de Sousa e de --------------------------. Nas-ceu na Vila a --/--/18--. // Sapateiro. // A 15/1/1914 foi à festa de Santo Amaro, em Prado; ao terminar a romaria, quando a Filarmónica Nova, regida por Rafael Paulo Fernandes, vinha saindo do arraial, tocando um ordinário, originou-se uma desordem, tendo sido agredido este António Joaquim, que vinha acompanhando a dita filarmóni-ca, com bengaladas dadas por Manuel Joaquim Barreiros, solteiro, lavrador, de Pra-do; o agredido pegou numa pedra e atirou-a à cabeça do agressor, causando-lhe um ferimento na cabeça «fazendo-lhe jorrar sangue em abundância.» «Depois, prisões, socos, revólveres em cena, o diabo, terminando por António Joaquim de Sousa ter dado entrada na cadeia e o Barreiros ter-se ido curar a uma farmácia; dizem que, a causa desta desordem são rixas velhas entre rapazes da Vila e da freguesia de Pra-do» (Correio de Melgaço n.º 83, de 18/1/1914).
SOUSA, António Maria. // Tomou posse de secretário da Câmara Municipal de Mel-gaço a 19/10/1907. No entanto, o presidente da Câmara e os seus pares não reco-nheceram autoridade ao Governador Civil para esta nomeação, pelo que não o acei-taram! // (Jornal de Melgaço n.º 705).
SOUSA, Aparício. Filho de Manuel António de Sousa (Noia) e de Maria Amália, lavra-dores, residentes na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Inácio de Sousa (*) e de Maria Es-teves (defuntos); n.m. de Maria Leonora Exposta (defunta). Nasceu na Vila a 16/3/1884 e foi batizado na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: José Albano (ou José Manuel) Nunes de Almeida, proprietário, e Camila Augusta Pedreira, solteiros, da Vila. // Emigrou para a América do Sul. // Casou com Rosa Cunha. // Foi negociante na cidade de Santarém, Estado de Pará, Brasil. // Nota: existe alguma confusão neste assento de batismo (ver o apelido Noia). /// (*) Em outra parte apare-ce como neto paterno de Domingas Noia.
SOUSA, Arcélio José Pereira (Padre). Filho de --------------------- e de -----------------------. Nasceu na freguesia de Poiares, Ponte de Lima, a 1/1/1983. // Ordenou-se sacerdote a 27/7/2008. // Morou na Rua Dr. Alfredo de Magalhães, 2, Apartado 2, Gandra, Valen-ça. // Em Setembro de 2018, vindo de Valença do Minho, tomou posse como pároco de algumas freguesias do concelho de Melgaço. (Telemóvel 965510720; arceliosou-sa@gmail.com). // Em 2018 esteve no Panamá a fim de assistir às Jornadas da Juventu-de (VM 1425, de 1/2/2019). (ver A Voz de Melgaço de 1/12/2022, página 24). // Pároco in solidum, moderador das paróquias de Alvaredo, Chaviães, Cristóval, Fiães, Paços, Penso, Rouças, Remoães, Prado, Melgaço (SMP); vice-presidente do Instituto Católico de Viana do Castelo; Diretor da Biblioteca Diocesana; Diretor da Livraria Dioesana; ca-pelão da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // «O reverendo padre Arcélio José Pereira de Sousa é dispensado da paroquialidade de Divino Salvador de Gandra, San-ta Marinha de Taião, São Félix de Sanfins, São Tiago de Boivão e São Cristóvão de Gondomil, no arciprestado de Valença, e nomeado pároco “In Solidum” na condição de moderador, das paróquias de Alvaredo, Chaviães, Cristóval, Fiães, Paços, Penso, Rouças, Remoães, Prado, e SMP, no arciprestado de Melgaço, juntamente com o re-verendo padre Carlos Alberto da Cruz Faria Martins que de vigário paroquial passará a pároco “In Solidum” das mesmas paróquias.» // «Padre Arcélio José Pereira de Sousa é dispensado de diretor do secretariado de liturgia, mantendo os outros ofícios que lhe estão confiados.»
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SOUSA, Argentina. Filha de Alberto Barros de Sousa, brasileiro, e de Virgínia de Je-sus Ribeiro Pousa Mendes, lisboeta. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1946 e foi bati-zada a 10 de Novembro daquele ano. Padrinhos: João Hilário Gonçalves e Lucinda Celeste Rodrigues Ribeiro, os quais tinham sido padrinhos de casamento dos pais. // Estudou até ao 5.º ou 7.º ano do liceu e depois empregou-se na Conservatória do Re-gisto Civil, tendo sido colocada em Loures, como ajudante. // Ali conheceu o futuro marido, Manuel Batista, funcionário da UCAL e bombeiro; casaram na Vila de Melga-ço a 26/11/1972. // O casal tem apenas uma filha, Liliana, nascida em Loures por volta de 1974, licenciada em Marketing e Publicidade.
SOUSA, Arlinda. Filha de Francisco de Sousa, soldado da marinha, natural de Antas, Penalva do Castelo, e de Josefa da Luz Domingues, de SMP, Melgaço. N.p. de Joa-quim de Sousa e de Maria Rosa; n.m. de José Luís Domingues e de Maria Rosa Vas-ques. Nasceu em Galvão, Vila, a 13/7/1905, e foi batizada na igreja de SMP a 20 des-se mês e ano. Padrinhos: Dr. António Pereira de Sousa, médico, e Josefa da Luz Sousa de Araújo, viúva, proprietária.
SOUSA, Armando Alberto (Papa-Café). Filho de Raul Gomes de Sousa e de Maria do Carmo Táboas, moradores em Galvão. Nasceu nesse lugar da freguesia da Vila a 26/01/1936. // Emigrou para França. // Casou com Adelaide Esteves. // Morreu em França a --/--/1997, com 61 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // Pai do Dr. José Luís. // (ver VM 1065).
SOUSA, Armando Américo. Filho de Júlio César de Sousa e de Benezinda dos Anjos Rodrigues. Neto paterno de Isaura de La Salete de Sousa; neto materno de Manuel Baião Rodrigues e de Maria da Natividade Alves. Nasceu em SMP a --/--/1941. // Trabalhou com seu pai, na barbearia, até ir para a tropa. No regresso do serviço mili-tar conseguiu um emprego na Câmara Municipal de Melgaço. // Namorou com a Su-zana, filha do “Lucas”, regedor da freguesia da Vila, em quem gerou uma filha – Filo-mena (a qual casou com António, filho de Adriano Cerdeira). // Depois namorou com a Fátima, filha de Abílio Costa e de Maria das Dores Gomes, sua conterrânea também, com quem casou. // Foi comandante dos BVM, a primeira vez de 1975 a 1982; voltou a sê-lo, mas em 1996 demitiu-se. // Dirigiu o grupo musical dos BVM, do qual fazia parte. // A 2/1/1999, e depois de ter estado afastado durante uns tempos, tomou no-vamente posse do posto de comandante dos BVM. // Em 2010 já estava retirado de todas as atividades. // Em Junho de 2015 foi operado no hospital de Viana do Castelo a um aneurisma na cabeça; dali passou para o hospital de Braga. // Morreu a 24/8/2019, sábado (confirmar), com 77 anos de idade, tendo tido todas as honras pres-tadas pelos BVM.
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SOUSA, Augusto Cândido. Filho de ----------- de Sousa e de --------------------------------. Nasceu em ---------------, a --/--/19--. // Faleceu no lugar de Galvão a --/--/1996. // (A Voz de Melgaço n.º 1050).
SOUSA, Augusto Manuel. Filho de Manuel Contente de Sousa e de Maria Ludovina Ribeiro Lima. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1423, de 14/1/1962:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1436, de 27/5/1962:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1479, de 28/7/1963:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1542, de 24/1/1965:
Penso que atingiu o posto de major (ver na internet).
SOUSA, Áurea Augusta. Filha de Raul de Sousa e de Maria do Carmo Táboas. Nas-ceu na Vila a --/--/1932 (NM 179, de 8/1/1933).
SOUSA, Aurélia [Cândida]. Filho de José Maria de Sousa e de Rosa Margarida Gon-çalves, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Escolástica Esteves, do Cerdedo, Pra-do; n.m. de Francisco Ângelo e de Maria Engrácia Gonçalves, residentes que foram intramuros, Vila. Nasceu a 27/10/1858 e foi batizado a 2 de Novembro desse ano. Padrinhos: Manuel José Esteves e mulher, Jerónima Gonçalves, tia da batizanda. // Tinha 28 anos de idade, era solteira, quando casou na igreja matriz de SMP a 2/10/1886 com Francisco Pratas Joaquim Pedro, de 21 anos de idade, solteiro, em-pregado no Telégrafo, da freguesia de Santa Engrácia, província de Barcelona, filho de Francisco Pratas e de Caloma Goriga. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Vitorino Joaquim Gonçalves, por procuração do comendador Carlos João Ribeiro, casado, morador na Vila.
SOUSA, Aureliano Augusto. Filho de Francisco José Gonçalves de Sousa e de Mi-quelina Luísa de Sousa e Castro, comerciantes no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Bernardo José Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa, de Remoães; n.m. de Luís José de Sousa e Castro e de Rita Rosa de Sousa, da Quinta da Torre, Paderne. Nas-ceu a 19/7/1846, pelas duas horas da tarde, e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Frederico Justiniano de Sousa e Castro e sua irmã, Cândida Jú-lia, tios maternos do neófito.
SOUSA, Ausíria (ou Alzira?). Filha de António Rodrigues de Sousa, guarda-fios, e de Carolina Rosa Gonçalves, lavradeira, naturais de Paderne. Nasceu em Paderne por volta de 1887. // Faleceu na Rua da Igreja, Vila de Melgaço, com apenas dois anos de idade, e foi sepultada no cemitério municipal.
SOUSA, Belarmina de Jesus. Filha de -------- de Sousa e de -----------------------------. Nasceu em -------------, por volta de 1877. // Faleceu na Vila a --/--/1927, com 50 anos de idade.
SOUSA, Caetana Josefa. Filha de Luís António de Sousa e de Maria Manuela, mora-dores na Rua de Baixo. N.p. do capitão Francisco de Sousa Caldas e de Joana de Abreu, de Santiago de Cossourado, termo de Barcelos; n.m. de Manuel José Lamego e de Andreza Pereira da Rosa. Nasceu a 25/4/1769 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Bernardo de Araújo, cura de SMP, a 2 de Maio desse ano. Padrinhos: pa-dre Manuel Gomes e Santo António.
SOUSA, Caetano Celestino. Filho de António Joaquim de Sousa, natural da Vila, e de Francisca Luísa Esteves, do lugar de Bouça, natural de Chaviães. Neto paterno de Miguel António de Sousa e de Caetana Maria Araújo; neto materno de Manuel Este-ves e de Isabel Alves. Nasceu na Vila a 7/10/1823 e foi batizado pelo padre António José Gomes na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: padre Caetano Ce-lestino, de Galvão, e sua irmã, Rosa Caetana Soares. // Exerceu a profissão de alfaia-te e foi mordomo da igreja de SMP durante muitos anos; por esse facto, e por estar sempre à mão de semear, foi padrinho de mais de duzentas crianças! // Casou na dita igreja a 22/8/1844 com Francisca Teresa, natural de Chaviães, padeira, filha de Fran-cisco Gonçalves e de Maria Teresa Gonçalves. Testemunhas: Francisco José Rodri-gues e António Joaquim Rodrigues, mordomo da igreja, ambos da Vila. // A sua espo-sa faleceu a 17/1/1895, com setenta e quatro anos de idade. // Ele finou-se a 8/1/1906, na sua casa sita na Rua Direita, SMP, com todos os sacramentos, sem tes-tamento, e foi sepultado no cemitério. // Com geração.
SOUSA, Cândida Augusta. Filha de Maria Ludovina de Sousa, solteira, moradora na Rua de Baixo, SMP. Neta materna de Inácio de Sousa e de Maria Caetana. Nasceu a 22/3/1854 e foi batizada por frei António Monteiro, de Cavaleiros, Rouças, a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves e Caetana Maria de Barros, solteira, am-bos da Vila de Melgaço.
SOUSA, Carlos Alberto (Cartuxo). Filho de Manuel Oceano Gomes de Sousa, soldado da Guarda-Fiscal, e de Teresa de Jesus Marinho, doméstica. Neto paterno de Raul Gomes de Sousa e de Maria do Carmo Táboas; neto materno de Artur José Marinho e de Saturnina Rebolho Martins. Nasceu na vila de Melgaço a --/02/1952 (Notícias de Melgaço n.º 1012, de 10/2/1952). // Fez alguns estudos. // Casou com -----------------------------. // A sua esposa faleceu a --/--/20--. // Ele morreu no lugar de Galvão, vila de Mel-gaço, a --/--/2022, com 70 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/8/2022, página 20).
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SOUSA, Carlos Alberto. Filho de José Maria de Sousa (o Rainha), natural de Prado, e de Rosa Margarida Gonçalves Solheiro, natural da Vila, onde tinham comércio. N.p. de Escolástica Teresa Esteves, solteira, de Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrácia Gonçalves, da Vila. Nasceu a 16/9/1863 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Real Fazenda, e sua esposa, Jerónima Rosa Gonçalves. // Era corcunda; apesar desse defeito físico, ingressou nos Correios, tendo sido chefe da Estação Telégrafo-Postal de Melgaço. // Casou na igreja matriz da Vila a 10/3/1907 com a sua conterrânea Es-meralda Augusta, de 16 anos de idade, filha de Félix Igrejas e de Conceição Costas. Testemunhas: Francisco Pires, proprietário, e Francisco Augusto Igrejas, alfaiate. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 15/1/1917, segunda-feira. // A sua viúva voltou a casar. // Cunhado de Feliciano Barroso.
SOUSA, Carlos Francisco. Filho de José Inácio de Sousa e de Maria Caetana Reinal-da. N.p. de Francisca Codesso, solteira; n.m. de Manuel Reinaldo e de Maria Antónia Fernandes, da Vila do Couto, Tui. Nasceu a 28/12/1837 e foi batizado na igreja de SMP a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José de Passos e esposa, Catari-na, de Braga.
SOUSA, Carlos João. Filho de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina de Araújo Marques, moradores no Campo da Feira de Dentro, SMP. N.p. de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gonçalves; n.m. de Ana Rosa Marques, solteira, to-dos moradores na Vila. Nasceu a 24/6/1854 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinho: Agostinho Gonçalves, solteiro, de Castilha, Espanha.
SOUSA, Carlos Maria. Filho de Caetano Celestino de Sousa e de Francisca Teresa Gonçalves, moradores na Rua da Misericórdia. N.p. de António Joaquim de Sousa e de Francisca Luísa Esteves, das Várzeas, Vila; n.m. de Francisco Gonçalves e de Maria Teresa Gonçalves, do Barreiro, Chaviães. Nasceu a 24/3/1846 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Manuel José Esteves, filho natural da Vi-centa, casada com João Vasques, ferrador, e tocou como madrinha Domingos Antó-nio Lopes, todos da Vila. // Forneiro. // Casou com Maria Joaquina de Sousa, natural de Chaviães. // Faleceu no lugar da Fonte, Chaviães, onde morava, a --/--/1913 (Cor-reio de Melgaço n.º 74, de 9/11/1913). // Com geração (ver em Chaviães).
SOUSA, Carlota Cândida. Filha de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina de Araújo Marques, residentes no Campo da Feira de Dentro. N.p. de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gonçalves; n.m. de Ana Rosa Marques, solteira. Nasceu a 24/5/1859 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: JCGA e Carlota Cândi-da, filha de João Correia dos Santos, todos moradores na Vila. // Faleceu na Rua da Calçada, Vila, a 7/1/1912, solteira. // Mãe de Adelino José e de Esménia das Dores de Sousa.
SOUSA, Carolina Cândida (Violas). Filha de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, moradores no Largo (ou Praça) do Comércio, Vila. N.p. de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Marques (defuntos); n.m. de Caetano Maria Esteves, oficial da CMM, e de Maria Soares. Nasceu a 25/5/1885 e foi batizada na igreja de SMP a 31 desse mês e ano. Padrinho: Dr. António Joaquim Durães, mo-rador na Vila. // Casou na CRCM a 6 ou 7/12/1913 com José António, “artista” e car-cereiro, de 26 anos de idade, morador em Melgaço, natural da freguesia de Lavradas (São Miguel), Ponte da Barca, filho de António Luís de Brito, artista, e de Maria Isabel. Testemunhas: Cândido Augusto Esteves, solteiro, negociante, e Benezinda Cândida Lourenço, solteira, de SMP. // Tiveram uma Casa-Pensão na Vila. // Em 1934 esteve no hospital de Santo António em observações e tratamento (NM 221, de 23/1/1934). // Faleceu na Vila a 18/5/1964. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1512, de 24/5/1964:
SOUSA, Carolina Rosa. Filha de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Mar-ques, moradores na Rua Direita. Neta paterna de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gonçalves; neta materna de Ana Rosa Marques, solteira. Nasceu a 3/11/1843 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: frei António de Santa Isabel Monteiro, de Cavaleiros, Rouças, e Vitorino da Rocha Gonçalves, do Campo da Feira de Dentro.
SOUSA, Cecília Augusta. Filha de ----------- Gomes de Sousa e de ------------------------. Nasceu a --/--/19--. // A 12/7/1916 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de «ótima» (Correio de Melgaço n.º 207, de 16/7/1916).
SOUSA, Clara Isabel. Filha de António Bernardo Gomes (!). // Morou na Rua Direita, Vila. // Faleceu solteira, a 28/5/1829; foi amortalhada com hábito de Santa Clara e sepultada na igreja matriz com ofício de 20 padres.
SOUSA, Diocleciano Augusto. Filho de Ana Joaquina Gomes de Sousa, moradora na Rua da Calçada, SMP. Neto materno de Maria Vitória Rodrigues. Nasceu a 25/12/1859 e foi batizado a 6/1/1860. Padrinhos: Caetano José de Abreu Cunha Araú-jo, do Rio do Porto, solteiro, e Francisco José Gomes, do C.F.F., secretário da admi-nistração na Vila de Melgaço.
SOUSA, Domingos José. Filho de José Inácio de Sousa e de Maria Caetana Reinal-da, moradores na Rua de Baixo. N.p. de Francisca, da Vila de Melgaço; n.m. de Ma-nuel Reinaldo e de Maria Antónia, de Vilar de Couto, Tui. Nasceu a 29/12/1825 e foi batizado na igreja de SMP 3/1/1826. Padrinhos: Domingos José Gonçalves e Rosa Maria Codesso, ambos da Vila.
SOUSA, Eduarda Augusta. Filha de Elísia Júlia de Sousa, solteira, costureira. N.m. de Manuel António de Sousa e de Maria Amália de Almeida, lavradores, todos residentes em SMP. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 6/10/1892, e foi batizada a 31 desse mês. Padrinhos: José Maria Pereira, empregado da administração do concelho, e sua es-posa, Josefa de Oliveira.
SOUSA, Emília. Filha de Maria Ludovina de Sousa, solteira, moradora na Rua de Bai-xo, Vila. Neta materna de José Inácio de Sousa e de Maria Caetana de Sousa, mora-dores intramuros. Nasceu a 13/9/1856 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padri-nhos: Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja, e Emília Cândida, filha natural da criada de Manuel Joaquim Vilarinho, comerciante na Vila de Melgaço.
SOUSA, Emiliano. Filho de António Augusto de Sousa, funcionário da Câmara Muni-cipal de Melgaço, e de Lídia Fernandes, vendedora de fruta e legumes. Nasceu na Vila a 12/10/1940. // Foi criado pelo tio, e padrinho, Emiliano Igrejas, taxista; depois de seu tio falecer tomou ele conta do táxi. // Casou a 6/1/1960 com Maria de Lurdes Ri-beiro Antunes, filha de Amândio Antunes e de Ermelinda Ribeiro, tendeiros, naturais de Valença do Minho, salvo erro. // Tendo a família da esposa emigrado para o Cana-dá, ele, sua mullher e filhos, partiram para esse país em 1991 (A Voz de Melgaço n.º 951). // Morreu no Canadá em Julho ou Agosto de 2022.
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SOUSA, Ernestina Augusta. Filha de Ilídio de Sousa (*), artista, e de Amália Augusta Igrejas, doméstica. Neta paterna de Ilídio Vitorino de Sousa e de Maria Miquelina Es-teves; neta materna de Félix Igrejas e de Conceição Costas. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 5/3/1910, e foi batizada na igreja a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas, casado, alfaiate, e Isolina Reis, solteira, de serviço doméstico. // Ca-sou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 1/11/1932 e na igreja de SMP a 18/11/1932 com Adolfo, de 24 anos de idade, natural da freguesia de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção, filho de Luís António Vieira e de Rosa Pereira Pinto. Lê-se no NM 178, de 24/12/1932:
O noivo era negociante, e tinha como seus colaboradores Artur Teixeira e António Pedroso de Lima, residentes na Vila de Melgaço; negociavam em «tripa seca, tabaco e volfrâmio para a Espanha e depois para a Alemanha, negócio interrompido por a França ter sido libertada» (Diário de Notícias de 26/1/1997). No mencionado número do jornal também são mencionados José Valas e António Rodrigues. // Ela, Ernestina Augusta, também se dedicou aos negócios, sobretudo com os galegos. // O marido era um mulherengo e como tinha dinheiro gastava-o com as amantes, as quais, qua-tro, lhe deram sete filhos. Por isso, em 1952 a Ernestina separou-se dele. Lê-se no “Diário de Notícias” de 30/1/1997: «… casado com Ernestina, senhora da Vila vizinha de Melgaço, cedo abandonou o lar, deambulando atrás deste ou daquele rabo de saia.» E comenta Joaquim Brito, presidente da Junta de Freguesia de Monção: «Se calhar, porque a legítima nunca lhe pôde dar filhos.» // Ela depois da separação, ocor-rida por sentença do tribunal judicial da comarca de Monção de 1/5/1955, lá se foi aguentando, tornou-se tendeira, andava de feira em feira a vender roupas e afins. // Adolfo morreu em Março de 1973 (NM 1815), com sessenta e dois anos de idade, num hospital, tendo apenas no banco cerca de 400 contos de réis, ele, que tivera muitos milhares. // A Ernestina continuou a morar em Monção, tendo em sua companhia du-as sobrinhas, que a ajudaram no seu comércio. // Finou-se naquele concelho a 27/6/1986. /// (*) Quando Ernestina nasceu os seus pais ainda não estavam casados.
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SOUSA, Esménia das Dores. Filha de Carlota Cândida de Sousa, solteira, costureira, moradora na Rua Direita, Vila. Neta materna de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Marques. Nasceu a 13/12/1881 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padri-nhos: António Manuel Pires Teixeira e Laureana Joaquina Esteves, solteiros. // Mora-va no Bairro do Carvalho quando casou na igreja de SMP a 11/12/1902 com António Gonçalves de Oliveira, de 28 anos de idade, solteiro, nascido em Ponte de Lima (San-ta Maria dos Anjos), residente na Vila de Melgaço, empregado da Companhia dos Ta-bacos, filho de António Gonçalves Novo, de Vitorino de Peães, e de Francisca Luísa (de Oliveira?), de Santa Maria dos Anjos, ambos de Ponte de Lima. Testemunhas: Gaspar Eduardo de Almeida, solteiro, proprietário, e Maria Caetana de Sousa, viúva, de SMP. // Deve ter enviuvado, pois casou na Conservatória de Viana do Castelo a 1/7/1926 com Armando do Carmo, de 33 anos de idade, filho de Manuel da Rocha e de Amélia Júlia do Patrocínio Pereira, natural da freguesia de Santa Maria Maior, Via-na. // Ambos faleceram nessa freguesia de Viana: o marido a 18/8/1964 e ela a 14/1/1970.
SOUSA, Feliciano. Filho de Ana de Sousa. Nasceu na Vila por volta de 1866. // Fale-ceu também na Vila, onde morava, a 30/1/1919, solteiro, com 53 anos de idade.
SOUSA, Fernando Martins (Dr.) // Nasceu em Vila Praia de Âncora. // Tomou posse de Conservador dos Registos Civil e Predial de Melgaço a 17/8/1962, sucendo nesse cargo ao Dr. José Joaquim de Abreu. // Era casado.
SOUSA, Filomena. Filha de José Maria de Sousa (o Rainha) e de Rosa Margarida Gonçalves Solheiro, comerciantes na Rua do Campo da Feira de Fora, Vila. N.p. de Escolástica Teresa Esteves, solteira, de Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrácia Gonçalves, de SMP. Nasceu a 16/10/1856 e foi batizada a 22 des-se mês. Padrinhos: Manuel José Esteves e mulher, Jerónima, tia materna da batizan-da. // Faleceu em Vila Nova de Gaia (freguesia de Pedroso), a 19/10/1944.
SOUSA, Francisca. // Morou intramuros. // Faleceu solteira, a 12/5/1805.
SOUSA, Francisco. Filho de Custódio Manuel de Sousa, de Labrujó, Ponte de Lima, e de Rosa Pereira, de Vascões, Parede de Coura. Nasceu na dita freguesia de Labrujó por volta de 185-. // Veio para Melgaço como contador do juizo de direito. Como tinha aqui o seu irmão médico, Dr. António Pereira de Sousa, por aqui se deixou ficar. // Casou em 1916 (pelo civil na freguesia de Rouças, onde residia, e pelo religioso nos Arcos de Valdevez – ver Correio de Melgaço n.º 210, de 6/8/1916, e n.º 211, de 13/8/1916) com Maria Pia Pereira de Castro, da Casa de Galvão. // Morreu a 14/2/1919. // A sua viúva finou-se a 24/11/1935. // Sem geração. // Por ter doado a Casa e Quinta de Eiró de Baixo à SCMM esta, em sua homenagem, deu ao Asilo o nome de “Lar Pereira de Sousa”.
SOUSA, Francisco José (Gonçalves e). Filho de Rita Joaquina de Sousa. // Em 1820 estava estabelecido por conta própria com loja de mercearia no lugar de São Gregó-rio, Cristóval; depois de 1839 abriu uma loja na Vila, SMP, no Campo da Feira de Dentro, onde anos mais tarde esteve instalado o Café Melgacense (Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, p. 106). // Segundo o Dr. Augusto César Esteves (ver Melgaço, Sen-tinela do Alto Minho, página 105, ele combateu ao lado de D. Pedro IV contra o exército de D. Miguel). Depois de terminada a guerra civil trabalhou na Câmara Municipal onde desempenhou o cargo de vereador fiscal. // Desde 13/3/1844 explorava, como rendei-ro, as pesqueiras outrora pertencentes ao mosteiro de Paderne e desde 1825 na pos-se da família Velho Moscoso, da Brejoeira. Morava na Vila. (André Leite. «As Pesquei-ras do Rio Minho», página 90).
SOUSA, Francisco Ladislau. Filho de Francisco José Gonçalves de Sousa e de Mi-quelina Luísa de Sousa e Castro, negociantes no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Bernardo José Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa, de Remoães; n.m. de Luís José de Sousa e Castro e de Rita Rosa de Sousa e Castro, da Quinta da Torre, Pa-derne. Nasceu a 12/7/1849 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Ladislau Benevenito, alferes de Infantaria 3, e Cândida, tios maternos do batizando. // Faleceu a 15/5/1850.
SOUSA, Glória Júlia. Filha de Manuel António de Sousa e de Maria Amália, lavrado-res, residentes intramuros, SMP. N.p. de José Inácio de Sousa e de Maria Antónia Noia; n.m. de Maria Leonor Exposta. Nasceu a 10/9/1864 e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Puga, escrivão da administração, e tocou com a coroa da santa José Joaquim Carvalho, solteiro, lavrador.
SOUSA, Gregório. // Morava no lugar de Lages, Chaviães, quando casou (com licença do pároco da sua freguesia) na igreja de SMP, a 29/8/1859, com Maria do Carmo, filha de João Bento Gomes e de Maria Rosa de Castro, da freguesia de São Bartolomeu do Couto, Galiza. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e JMP, cabo veterano.
SOUSA, Hermenegildo Alberto. Filho de Júlio César de Sousa e de Benezinda dos Anjos Rodrigues. Nasceu na Vila a --/--/1936 (Notícias de Melgaço n.º 311). // Aprendeu com seu pai a arte de barbeiro; mais tarde, depois de casado, tirou um curso de cabe-leiro, abrindo um salão onde antes fora a barbearia. // Casou com a sua conterrânea e colega de profissão, Maria Belarmina, filha de Miguel Ângelo Lira Ribeiro e de Maria Judite Rodrigues, a 5/10/1958. Padrinhos da boda: Dr. Augusto César Esteves (em cuja casa a noiva se criara) e Maria Amélia Nunes de Castro, esposa do médico Dr. Ribeiro. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1473, de 2/6/1963:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1549, de 28/3/1965:
Durante muitos anos, salvo raras exceções, aos domingos ia à pesca à cana no rio Minho, adquirindo uma técnica e um saber surpreendentes. Quase sempre levava para casa dezenas de peixes, enquanto os outros pescadores poucos pescavam. // Em 1973 pertencia à ANP. // Pai de Júlio César e de Miguel.
SOUSA, Humberto. Filho de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Neto paterno de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas; neto materno de Celestino Augusto Fernandes e de Maria Emília de Araújo. Nasceu a --/--/1950 ou 1951. // De-pois da 4.ª classe concluída foi trabalhar para a construção civil. // Aos vinte anos de idade ingressou no exército; ao fim de alguns meses de treino, foi mobilizado para Angola. // Antes, ou depois do serviço militar, fez parte, como ator, do grupo de teatro de Vasco de Almeida. // Casou com Maria das Dores Alves de Sousa, de Monção. // Enviuvou ainda jovem, em 1990, tinha a esposa apenas 35 anos de idade. // Bombeiro voluntário. // Pai de Tiago Alexandre (a 26/10/1997 foi promovido a bombeiro de terceira) e de Tânia Alexandra.
Maria das Dores Alves
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SOUSA, Idalina. Filha de ------------- Rodrigues de Sousa e de ------------------ Oliveira. Nasceu a --/--/19--. // A 20/7/1933 fez exame do 2.º grau do ensino primário, ficando aprovada (NM 204, de 13/8/1933).
SOUSA, Ilídio. Filho de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, doméstica, moradores no Campo da Feira. Neto paterno de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e de Mariana Carolina Marques (defuntos); neto materno de Caetano Maria Esteves, oficial da Câmara Municipal, e de Maria de Jesus Soares, todos da Vila de Melgaço. Nasceu a 18/9/1887 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: padre António Joaquim Monteiro, da Granja, Cristóval, e Laureana Esteves, solteira, mora-dora intramuros. // Em 1910 já vivia maritalmente com a sua futura esposa. // Em 1913 era sócio da Associação Artística Melgacense. // A 30/1/1918 foi nomeado pela Comissão Administrativa zelador interino da Câmara Municipal de Melgaço e, posteri-ormente, “ascendeu” ao lugar de contínuo da mesma Câmara (Jornal de Melgaço n.º 1193). // Casou em 1925 com a sua companheira, Amália Augusta, filha de Félix Igre-jas e de Conceição Costas, vendedora de fruta e legumes, sua conterrânea. // Mora-ram perto do Solar do Alvarinho. // Em 1931 era 2.º patrão dos BVM (NM 132, de 6/12//1931). // Morreu na Vila a 25/3/1949. // Com geração.
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SOUSA, Ilídio. Filho de António Augusto de Sousa, empregado da Câmara Municipal de Melgaço, e de Lídia Fernandes, doméstica e vendedora de fruta e hortaliças. Nas-ceu na vila de Melgaço a 14/11/1942. // Aos vinte anos de idade ingressou na vida militar, tendo ali permanecido três anos, dois dos quais na guerra colonial em África. Leia-se uma carta sua, publicada no Notícias de Melgaço n.º 1567, de 5/9/1965: «Carta ao Diretor. De um nosso conterrâneo, em serviço de soberania em Moçambique, recebemos a seguinte carta, com pedido de publicação, o que gosto-samente fazemos. – Ex.mo Sr. Diretor do jornal “Notícias de Melgaço”. Peço, me conceda licença para publicar no jornal que Vossa Excelência mui dignamente dirige, esta carta, endereçada a todos os meus colegas melgacenses no ultramar. Caros colegas. As minhas melhores saudações. Sou um como vós, que luta e se debate pela mesma pátria e animado da mesma vontade. Todos nós fomos chamados a de-fende-la, em uma hora grave, em que são grandes as nossas dificuldades e fundas as nossas preocupações. Seria bom para todos nós que a nossa tarefa se desenrolasse em clima de paz e de tranquilidade, mas a guerra não se evita, só por a não desejar-mos ou por nela não vermos nem sentido, nem justiça. Para nós, portugueses, che-gou a hora de lutar e de sofrer em defesa de direitos sagrados e de um património de séculos que tem sido a razão maior do nosso orgulho. Sabemos hoje, pelo menos, que é connosco que temos de contar e que só na nossa coragem, ou no nosso dea-lento, encontraremos a verdadeira explicação das vitórias e dos fracassos. Acima de tudo precisamos de nos manter dignos perante o mundo, perante os pais, perante Deus, e perante os nossos filhos que serão um dia herdeiros do nosso triunfo e da nossa derrota. A dignidade terá de ser esforço, sacrifício, bravura consciente no com-bate que nos imponham, mesmo que a morte nos venha, enquanto nestes lindos so-nhos andamos embalados. Ela mais não fará do que, a letra de oiro, gravar na nossa folha de serviço, a citação honrosa de ser morto e servir a Pátria. É a maior lembran-ça que podemos deixar aos nossos pais e aos nossos filhos, entre lágrimas e orgulho, dizerem bem alto: “o meu filho, ou o meu pai, morreu como sempre o desejou, firme no seu posto, a servir a Pátria”. // Aproveito a ocasião para mandar abraços a meus pais e restante família, e os meus respeitosos cumprimentos a todos vós. // Ilídio de Sousa, soldado número 2967/1963…»
No jornal Notícias de Melgaço n.º 1569, de 19/9/1965, publicou-se um poema da sua autoria. Leia-se:
Regressou em Junho de 1966 (ver Notícias de Melgaço n.º 1600, de 26/6/1966). // Casou com Maria Soares. // Emigraram para França. // Pai de Elizabete (casou com Fer-nando da Costa Silva e é mãe de David); e de Estela (comerciante em França; casou na igreja de Saint Germain, Compiegne, em 1997, com David Merlin, francês, cons-trutor civil).
SOUSA, Ilídio Alberto. Filho de Alberto Caetano de Sousa (Carriço), funcionário da Câmara Municipal de Melgaço, e de Maria Angelina Esteves, regente escolar. Nasceu na Vila a 2/7/1955. // Estudou até ao 9.º ano no Colégio da Barbosa. // Penso que fi-cou isento do serviço militar. // Aos vinte e tal anos de idade ingressou nos CTT, tendo sido colocado nos Correios da Amadora. // Em “A Voz de Melgaço” n.º 673, de 1/12/1979, inseriram a seguinte notícia: «A seu pedido foi transferido, sendo colocado no Departamento Postal dos CTT em Viana, o nosso conterrâneo Sr. Ilídio Alberto de Sousa, que durante cinco anos prestou serviço como técnico de exploração postal em Lisboa.» // Parece que o ambiente não lhe agradou na capital do Alto Minho, pois regressou às margens do Tejo. // Ali casou na década de oitenta com Ana Paula Re-vez, alentejana, funcionária do “Pronuclear”. // Devido a alguns excessos, os médicos descobriram em 1997, ou 1998, que ele sofria de uma doença chamada hepatite C; devido a esse facto, teve de ser aposentado. // Reside com a esposa e o filho, André Filipe, em Queluz. // Escreve bem, e diz possuir alguns textos para publicação. Con-sultando os seus blogues 42º 9’ 15’’ e «Melgaço, do Monte à Ribeira», encontram-se ali textos interessantes.
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SOUSA, Ilídio Cândido. Filho de José Maria de Sousa (o Rainha), comerciante na Vila, e de Rosa Margarida Gonçalves Solheiro, moradores na Calçada. N.p. de Escolástica Esteves, solteira, do Cerdedo, Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrácia Gonçalves, da Vila. Nasceu a 30/7/1854 e foi batizado na igreja a 6 de Agos-to desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, comerciante, e Ma-ria José da Piedade, casada com Francisco Gomes, vulgo o “Carteiro”, todos da Vila.
SOUSA, Ilídio Vitorino. Filho de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Mar-ques, jornaleiros, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gonçalves; n.m. de Ana Rosa Marques, solteira, residen-te na Vila. Nasceu a 20/9/1856 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Cae-tano José de Abreu Cunha Araújo, solteiro, da Casa do Rio do Porto, e Ludovina, pri-ma do padrinho. // A 11/2/1875 foi padrinho de João da Mata Teixeira, que no dia an-terior fora colocado à porta de um senhor de Chaviães. // Em 1885 morava na Vila e era alfaiate; nesse ano, a 10 de Maio, foi padrinho de Vitorino Augusto Paramez. // Casou com Maria Miquelina, filha de Caetano Maria Esteves, oficial da Câmara Mu-nicipal de Melgaço, e de Maria de Jesus Soares, da Vila. // Faleceu na Rua do Espírito Santo, Vila, a 20/8/1903, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // Com geração.
SOUSA, Inácia de Ascensão. // Faleceu na Vila a --/--/1925. // Mãe de José Maria de Ascensão e Sousa, comerciante em Setúbal, e sogra de Miguel Frederico Pita de Vasconcelos, escrivão-notário em Benguela, e de João Maria Ferreira Gonçalves, comerciante no Porto.
SOUSA, Inocência. Filha de João Rodrigues de Sousa e de Arlete Augusta do Paço. N.p. de Alfredo de Sousa e de Maria das Dores Rodrigues; n.m. de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira. Nasceu na Vila a 10/5/1927 e foi batizada na igreja a 16 de Junho desse ano. Padrinhos: Gabriel Serafim e Inocência Rodrigues.
SOUSA, Isabel Ventura. // Foi casada com António Bernardo Gomes e morou no lu-gar do Carvalho, Vila de Melgaço. // Faleceu a 20/6/1814.
SOUSA, Isaura Ernestina. Filha de Júlio César de Sousa (António da Isaura) e de Be-nezinda dos Anjos Rodrigues. Nasceu na Vila a --/--/1951. // Casou com Augusto José dos Santos Fernandes, natural de Caminha, guarda da floresta e presidente da Junta da Freguesia da Vila de Melgaço, primo do comerciante melgacense, Manuel Esteves (VM 927, de 1/11/1990). // O casal tem um filho.
SOUSA, Isaura de La Salete. Filha de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, doméstica, moradores no Largo da Misericórdia. Neta paterna de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e de Mariana Carolina Marques; neta materna de Caetano Maria Esteves, oficial da CMM, e de Maria de Jesus Soares, todos da Vila. // Nasceu a 1/6/1881 e foi batizada a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Augusto dos Santos Lima, negociante, e Florinda da Glória dos Santos Lima, solteira, de SMP. // Faleceu na Vila de Melgaço a 24/4/1950 (NM 931, de 30/4/1950).
Foi mãe solteira de Maria Celeste. // Consta que era parteira não diplomada. // A 28/8/1920 perfilhou, na Conservatória do Registo Civil de Melgaço, uma criança do sexo masculino, a quem fora posto o nome de Júlio César, o qual tinha sido colocado à porta de Maria Delfina Dias, casada, rodeira, moradora na Orada, SMP, no dia 13/5/1912. Segundo se veio a descobrir mais tarde, o pai do bebé era Artur César Esteves, comerciante em Manaus, Brasil, natural de Galvão, SMP. Quanto à mãe biológica, há quem diga que era uma fidalga de Melgaço. Os filhos de Júlio César afirmam que a verdadeira mãe é a Isaura de La Salete. Certezas não existem. O cer-to é que a Sr.ª Isaura começou a chamar-lhe “António”, ficando, a partir dali, a ser conhecido por “António da Isaura”.
SOUSA, Jerónima Rosa. Filha de José Maria de Sousa (o Rainha) e de Rosa Margari-da Gonçalves Solheiro, comerciantes, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Escolástica Esteves, de Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrá-cia Gonçalves, da Vila. Nasceu a 16/8/1865 e foi batizada a 21 desse mês e ano. Pa-drinhos: Ilídio Cândido de Sousa, irmão da batizanda, e Jerónima Rosa Gonçalves, tia da neófita. // Faleceu na Vila de Melgaço a 15/9/1953.
SOUSA, Jerónimo José. Filho de Carlos Maria de Sousa e de Maria Joaquina de Sousa, lavradores, residentes nas Várzeas, SMP. Neto paterno de Caetano Celestino de Sousa, mordomo, e de Francisca Teresa Gonçalves, moradores na Rua do Espíri-to Santo, Vila; neto materno de Inácio Luís de Sousa e de Maria Ludovina de Sousa, lavradores, de Chaviães. Nasceu a 5/5/1880 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Jerónimo José Pereira e Teresa Joaquina Lopes, casados, moradores no Bairro do Carvalho, Vila.
SOUSA, Jesuína. Filha de Carlota de Sousa, solteira, costureira, moradora na Rua da Calçada, Vila. N.m. de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Marques (de-funtos). Nasceu a 28/9/1884 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Elias José Marques a 5 de Outubro desse ano. Padrinhos: José Maria Pereira, alfaiate, e Maria das Dores, criada de servir, ambos da Vila. // Faleceu no hospital da Vila a 22/11/1944.
SOUSA, Joana Joaquina. // Morou junto à igreja da Misericórdia, Vila. // Morreu na pobreza, a 4/11/1820, viúva de António Rodrigues.
SOUSA, Joana Luísa. Filha de António Bernardo Gomes e de Isabel Ventura de Sou-sa. // Faleceu solteira, cega, no Convento das Carvalhiças, por volta de 1857.
SOUSA, Joana Maria Engrácia. // Faleceu a 31/12/1807 e foi sepultada na igreja do convento das Carvalhiças (Senhora da Conceição).
SOUSA, João. Filho de Alfredo de Sousa e de Maria das Dores Rodrigues. Nasceu na freguesia da Sé, Porto, a --/--/1900, e o seu nascimento ficou registado na 4.ª Con-servatória. // Veio para Melgaço nos inícios de 1922, trabalhar como barbeiro na “Bar-bearia Moderna” de seu tio Gabriel Serafim (*), sita na Calçada. // Casou na Vila de Melgaço a 12/10/1922 com Arlete Augusta, nascida na Praça do Comércio, SMP, a 28/10/1902, filha de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Moreira. // Após a morte do tio, tomou conta da dita barbearia. Em 1953 requereu licença e alvará. Em reunião da Câmara Municipal de 20 de Maio desse ano foi deliberado publicar os editais para efeitos de reclamação; um mês depois a Câmara passava-lhe esses documentos a fim de ele poder legalmente exercer a actividade de barbeiro e cabeleireiro. // Faleceu na Rua da Calçada a 18/11/1969, e foi sepultado no cemitério da Vila de Melgaço. // Pai de Maria das Dores e de Maria Inocência. /// (*) Gabriel Serafim nasceu em Monção por volta de 1882 e morreu em Melgaço a 3/3/1939, com 57 anos de ida-de; era filho de José Serafim e de Albina Rosa Sarandão; veio para Melgaço ainda novo; aqui casou, a 8/9/1904, com Inocência, nascida também em Monção por volta de 1881, filha de Justino Manuel Rodrigues e de Rosa Cardoso.
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SOUSA, João Augusto. Filho de Francisco de Paula Gonçalves (de Sousa?), soldado da Guarda-Fiscal em serviço no concelho de Melgaço, natural de Paderne, e de Fe-lismina Cardoso, lavradeira, natural de Rouças. N.p. de António Luís Exposto, guarda-fios do telégrafo-postal da Vila de Melgaço, e de Carolina Gonçalves, lavradeira, de Paderne; n.m. de José Joaquim Cardoso e de Maria Justina Gonçalves, lavradores, de Rouças. Nasceu na Rua do Pio, Vila, a 16/8/1889, e foi batizado a 5/9/1889. Padri-nhos: João Augusto de Carvalho, casado, chefe da Guarda-Fiscal na Secção de Mel-gaço, e sua esposa, Vitória do Patrocínio de Carvalho. // Casou em Braga a 27/5/1915 com Maria da Presentação Dias, de São João de Brito, Braga. // Faleceu em São Vítor, Braga, a 23/9/1958.
SOUSA, João Augusto Gomes Figueiredo (Dr.) // Delegado do Procurador da Repú-blica. // Veio para Melgaço a --/--/1953 (confirmar), a fim de substituir o Dr. Octávio Ma-nuel Soares Medeiros, que se encontrava em Melgaço desde 26/2/1951. // Permane-ceu neste concelho apenas uns meses; foi transferido para Valença.
SOUSA, João Batista. Filho de Manuel Luís Gomes de Sousa, de Paderne, e de Ma-riana Gertrudes Soares, de Rouças, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de António Lourenço de Sousa e de Ana Gomes, padernenses; n.m. de Diogo Soares e de Maria Josefa da Conceição, roucenses. Nasceu na Vila a 18/8/1793 e foi sopeado em casa por João Manuel de Araújo Teixeira, cirurgião, por julgarem que a criança morria; recebeu os santos óleos na igreja a 24 desse mês e ano, tendo por padrinho o dito cirurgião. Testemunhas: padres Bernardino José Soares Salgado e António José Soares Salgado, ambos de Rouças.
SOUSA, João Batista. Filho de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, doméstica. Neto paterno de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Marques; neto materno de Caetano Maria Esteves e de Maria de Jesus Soares. Nas-ceu na Rua Direita a 30/10/1900 e foi batizado na igreja de SMP a 5 de Novembro desse ano. Padrinhos: João Batista dos Reis, solteiro, funileiro, e Merícia Esteves, solteira, filha-família. // Emigrou para o Brasil, onde se tornou comerciante, e ali casou (*) com Maria Veiga. // Em 1972 esteve em Melgaço. // Faleceu em Belém, Estado de Pará, em 1973, com 72 anos de idade. // Pai de Dagoberto Vitorino, também comer-ciante no Brasil, e avô de João Carlos Santos de Sousa, nascido em Belém do Pará por volta de 1960. // Tio por afinidade de Cândida Susi, brasileira, aluna na altura da Escola de Belas Artes de Pará, a qual veio com ele e com a esposa, ficando por aqui, por ter casado com o melgacense Augusto Lemos de Melo. /// (*) Talvez tenha ca-sado também com uma senhora chamada Isaura Tinoco.
SOUSA, João Epifânio. Filho de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Nasceu a --/--/1948 (ou 1949). // Depois da instrução primária andou a aprender me-cânica com o Amadeu Mendes, de Alvaredo, com oficina na Vila, mas não concluiu a aprendizagem. No entanto, na tropa, mais concretamente em Angola, teve a especia-lidade de mecânico. // Ingressou nos Bombeiros Voluntário de Melgaço, tornando-se motorista da Corporação; em 1992 já era bombeiro de 1.ª classe. // Casou com Rosa Caldas Gomes, de Valadares, Monção, empregada doméstica. // A sua esposa fale-ceu no Hospital Escolar de São João, Porto, em 1991, com apenas 44 anos de idade (VM 947). // Pai de Humberto e de João Marco.
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SOUSA, João Luís. Filho de Humberto Gomes de Sousa e de Helena Maria de Sousa Gonçalves. Neto paterno de João Epifânio de Sousa e de Rosa Caldas Gomes; neto materno de ------------------------- e de ----------------------------. Nasceu em ------------, a --/--/19— e foi batizado na igreja matriz da Vila a --/--/1996. Padrinhos: João Marco Gomes de Sousa, tio paterno, e Lurdes Sandra de Sousa Santos.
SOUSA, João Pedro. Filho de Miguel de Sousa, cabeleireiro de homens, e de Maria do Rosário Silva. N.p. de Hermenegildo Alberto de Sousa e de Maria Belarmina Ribei-ro, cabeleireiros; n.m. de Albino da Silva e de Maria de Melo, lavradores. Nasceu na Vila por volta de 1989. No dia 31/5/2008 prestou juramento de bandeira como aluno da Academia Militar de Lisboa. (VM 1298).
SOUSA, Joaquim. Filho de Rosa de Sousa (1876-1948). // Em 1948 era soldado da G.N.R. na vila de Melgaço (ver NM 847, de 25/1/1948).
SOUSA, Joaquim José. Filho de António Bernardo Gomes e de Isabel Ventura de Sousa. // Foi sacristão da SCMM. // Faleceu a 1/8/1849.
SOUSA, Jorge Manuel. Filho de Manuel Augusto de Sousa, bancário, natural de Rou-ças, e de Maria Teresa Bermudes Rodrigues, chefe de secretaria da CMM, natural da Vila. Nasceu a --/--/19--. // Em 1997 ainda era estudante.
SOUSA, José Alberto (Zé do Mi). Filho de Orlando Vitorino de Sousa, natural de Mel-gaço, e de Glória Gonçalves Monteiro, natural da Galiza, moradores na Vila. Neto paterno de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas; neto materno de --------- Gon-çalves e de Maria Rosa Monteiro. Nasceu a 3/3/1944. // Esteve até aos vinte anos de idade na sua terra natal; depois passou três anos na tropa, dois dos quais (1966-1967) na guerra colonial em Angola. Numa das suas cartas aos amigos, escrita em 17/8/1966, dizia que tenciona casar logo que pudesse; isso nunca aconteceu. // No regresso foi trabalhar para França. Durante os primeiros anos viveu em um bairro de casas pré-fabricadas, salvo erro. Comprou uma mota, na qual se deslocava para todo o lado; mais tarde morou em casa de uma irmã: Maria do Rosário ou Maria Isabel. Após a morte dessa irmã voltou para Melgaço, tendo sido internado no Lar Pereira de Sousa no ano 2000. // Nunca teve uma profissão, por isso teve de trabalhar na cons-trução civil, como ajudante de pedreiro. Como ganhava pouco, nunca constituiu famí-lia. Quando era moço, gostava de brincar, jogar à bola, etc. De estudar não gostava; depois de concluir a 4.ª classe do ensino básico não estudou. A sua avó paterna, que o ajudou a criar, talvez por ele não cumprir corretamente a sua orientação, batia-lhe constantemente, assim como outros parentes chegados, criando-lhe alguns comple-xos; depois a guerra em África agravou a sua doença de nervos. // Morreu no hospital de Viana no dia 14/8/2018.
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SOUSA, José António // (José António Gomes de Sousa). // Em 1809 era juiz pela ordenação e vereador. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 132).
SOUSA, José António. Filho de Manuel António de Sousa (Noia) e de Maria Amália, moradores intramuros, Vila. N.p. de Maria Antónia Noia; n.m. de Maria Leonor Expos-ta, solteira. Nasceu a 28/10/1871 e foi batizado a 2 de Novembro desse ano. Padri-nhos: José Manuel Gonçalves, casado, taberneiro, e sua prima, Antónia Joaquina Gonçalves, casada, da Vila. // Emigrou para a América do Sul. // Casou com Maria Luísa de Sousa. // Em 1912 era negociante na cidade de Santarém, Estado de Pará, Brasil. // Nota: existe alguma confusão neste assento de batismo (ver o apelido Noia).
SOUSA, José Armindo. Filho de ---------- de Sousa e de ------------- Correia. Nasceu em Ponte de Lima na década de cinquenta ou sessenta do século XX. // Veio para Melgaço trabalhar como empreiteiro da construção civil. Aqui abriu um Café, Solar XXI, em sociedade com um pasteleiro, que mais tarde saiu para ter o seu próprio ne-gócio. // Em 1990 (VM 923) foi homenageado, na Pensão Boavista, sita no Peso, por ter sido promovido a árbitro nacional.
SOUSA, José Augusto. Filho de Alfredo Augusto de Sousa, negociante, e de Felismi-na Adelaide Fernandes, lavradeira, moradores na Assadura, SMP. N.p. de Ana Joa-quina Gomes; n.m. de Francisco Joaquim Fernandes e de Angelina Cândida Esteves. Nasceu a 16/7/1896 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José Ferreira Las Casas, casado, proprietário, e Orminda Pinto de Carvalho Las Casas.
SOUSA, José Cândido. Filho de Ana Joaquina Gomes de Sousa, solteira, moradora na Rua da Calçada, SMP. N.m. de Maria Vitória Rodrigues, solteira. Nasceu a 10/8/1865 e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel Rodrigues, casado, de intramuros, e Rosa de Jesus da Costa Pinto, solteira, da Rua da Calçada.
SOUSA, José Carlos. // Nasceu na Vila de Melgaço. // Casou com Rosa de Araújo Leal, nascida na freguesia de Miranda, Arcos de Valdevez. // Em 2022 residiam no lugar de Galvão de Baixo, SMP (ver A Voz de Melgaço de 1/12/2022).
SOUSA, José Inácio. // Alfaiate. // Morou intramuros. // Morreu a 5/4/1844, casado com Caetana. // Não lhe fizeram ofício por ser semana santa. // Era muito pobre.
SOUSA, José Joaquim. Filho de José Tomaz de Sousa, de Melgaço, e de Maria Ger-trudes Gonçalves, de Ceclinhos, bispado de Tui. Nasceu por volta de 1820. // Casou na igreja de SMP a 10/11/1840 com Mariana Carolina, filha de Ana Rosa Marques, natural de Cristóval. Testemunhas: Caetano Maria de Abreu Mosqueira e sua mulher, Maria (Moreira?), da Vila. // Alfaiate. // Faleceu a 20/8/1873, de repente, na sua casa junto à igreja da Santa Casa da Misericórdia, com 53 anos de idade, e foi sepultado na igreja matriz. // Deixou filhos.
SOUSA, José Joaquim. Filho de Jerónimo José Rodrigues de Sousa e de Maria Te-resa de Magalhães, moradores na Calçada. N.p. de Manuel António Rodrigues [de Sousa?] e de Ana Joaquina Gomes, do Cortinhal, Chaviães; n.m. de Rosalia da Ribei-ra, de São João de Alveios, Tui. Nasceu a 26/4/1832 e foi batizado na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Diogo António Soares e sua filha Carlota Benedita, solteira.
SOUSA, José Justino. Filho de Raul Gomes de Sousa e de Maria do Carmo Táboas, moradores em Galvão. Nasceu em SMP a 5/1/1927 e foi batizado na igreja católica a 16 de Dezembro desse ano. // Depois da quarta classe empregou-se no comércio. Trabalhou durante muitos anos na Loja Nova, tornando-se mais tarde dono desse es-tabelecimento. // Casou com Maria Albertina de Abreu. // Pai de Saudade Maria, estu-dante em 1991 de Direito na Universidade Católica do Porto. // Morreu em Outubro de 2009. // Apesar de possuir somente o 2.º grau da instrução primária, era um indivíduo com alguma cultura, adquirida através de leituras várias, e um bom conversador. // Na foto, está no meio de dois amigos.
SOUSA, José Justino. Filho de José Augusto Gomes de Sousa, relojoeiro, natural de Prado, e de Emília dos Prazeres Dias, doméstica, natural de São Paio. Nasceu a 12/6/1937 (confirmar). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1578, de 5/12/1965:
NOTA: não sei se se trata do mesmo senhor.
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SOUSA, José Manuel. Filho de Luís António de Sousa, alferes de infantaria, e de Ma-ria Manuela Rosa. N.p. de Francisco Sousa Caldas e de Joana de Abreu, de Santiago de Cossourado, Barcelos; n.m. de Manuel Pires Lamego, natural de Caminha, ajudan-te de infantaria na praça de Melgaço, e de Andreza Pereira Rosa, melgacense. Nas-ceu a 15/4/1761 e foi batizado na igreja de SMP a 22 desse mês. Padrinhos: o avô materno e Ana Maria da Silveira, esposa de João Manuel Pereira da Costa e Araújo, da Vila de Melgaço.
SOUSA, José Manuel. Filho de António Bernardo Gomes, tabelião, e de Isabel Ventu-ra de Sousa, da Vila. // Foi tenente-ajudante da praça de Monção. Em 1846 era presi-dente da Câmara Municipal de Melgaço. // Nota: pode ser o mesmo de baixo.
SOUSA, José Manuel (Gomes). // Morou no Convento das Carvalhiças, SMP. // Mor-reu a 13/5/1846 e foi sepultado na igreja matriz com ofício e missa cantada. // Não fizera testamento. // Era irmão do abade, vulgo o “Tecla”.
SOUSA, José Maria. Filho de Miguel António de Sousa, de Prado, e de Caetana Ma-ria Araújo, das Várzeas, Vila, onde moravam. N.p. de Maria de Freitas, solteira, de São Paio; n.m. de Luís António [Araújo] e de Bernarda Esteves, naturais que foram do lugar dos Moinhos, Vila. Nasceu a 5/7/1797 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: António Caetano de Sousa Gouveia e Joana Maria Engrácia, mo-radores no Campo da Feira de Fora. Testemunhas: Miguel Luís e MPF.
SOUSA, José Maria. Filho de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Mar-ques. Neto paterno de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gonçalves; neto materno de Ana Rosa Marques, solteira. Nasceu na Vila a 10/10/1841 e foi batizado na igreja de SMP a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mos-queira e sua esposa, Maria José.
SOUSA, José Maria. Filho de Manuel Bento de Ascensão e Sousa e de Antónia Ca-lheiros, proprietários. Nasceu na freguesia de São João Batista, Ponte da Barca, a 16/3/1851. // Casou com Inácia Beatriz Cerqueira. // Foi chefe de Repartição de Fi-nanças em Vila Nova de Cerveira, de onde, a 30/8/1895, saiu para exercer igual car-go em Melgaço. // Faleceu nas Carvalhiças, Vila de Melgaço, onde morava, a 21/5/1906, sem sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // Pai de José Maria, de Maria Aurora, de Lucinda da Glória, e de Raquel das Dores.
SOUSA, José Maria. // Nasceu em Monção. // Casou com -------------------------. // Veio para Melgaço por volta de 1930, onde abriu, na Praça da República, um estabeleci-mento comercial, ao qual batizou de “Loja Águia d’Ouro” (fazendas de lã, algodão, calçado, chapéus, mercearias, etc.). Também era agente da Sociedade Portuguesa de Seguros. // Em 1933 levou a tribunal Francisco de Freitas e mulher, moradores na Vila, aos quais foram penhorados 60 litros de milho e 24 litros de vinho, bens que seri-am arrematados à porta do tribunal no dia 10 de Dezembro, pelas 12 horas, para pa-gamento da dívida (NM 215, de 3/12/1933). // Nesse ano de 1933 publicou alguns artigos no Notícias de Melgaço, com o título “Praias e Termas”, criticando a guarda-fiscal (ver NM 215, de 3/12/1933). // O negócio não lhe correu bem, pois declarou falência a 28/2/1936. // Partiu ele e a família para o Porto nesse ano. Confessou ao jornalista: «Fui infeliz nos meus negócios durante a minha estada em Melgaço.» // (Notícias de Melgaço n.º 271, de 12/5/1935, n.º 299, e n.º 308).
SOUSA, Josefa. Filha de Ludovina Rosa de Sousa, solteira, da freguesia de Urrô, concelho de Paredes (*), com residência temporária na Rua Direita, Vila de Melgaço. N.m. de Rosa Maria, do lugar dos Poços, de Urrô (S. Miguel). // Nasceu a 31/7/1885 e foi batizado na igreja de SMP a 6/8/1885. Padrinhos: José Maria Pereira, alfaiate, e Josefa de Oliveira, casados, da Vila. /// (*) Como freguesia, só encontrei Urrô no conce-lho de Arouca.
SOUSA, Josefa Luísa (Gomes da Cunha). // Morou intramuros. // Faleceu solteira, a 1/2/1858, e foi sepultada na igreja do Convento das Carvalhiças, com ofício geral, quase trinta padres, e missas gerais, de 240 réis cada; todo o funeral foi acompanha-do com música.
SOUSA, Júlia da Glória. Filha de José Maria de Sousa (o Rainha), comerciante, e de Rosa Margarida Gonçalves Solheiro, moradores na Vila. N.p. de Escolástica Teresa Esteves, solteira, do Cerdedo, Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrácia Gonçalves, lavradores, da Vila. Nasceu na Calçada a 29/9/1851, e foi bati-zada a 12 de Outubro desse ano pelo padre João Evangelista de Sá Sotomaior, abade colado de SMP. Padrinhos: frei António de Santa Isabel Monteiro, de Cavaleiros, Rouças, e Maria Luísa Gonçalves, solteira, da Vila. (Encomendado: padre José Joa-quim de Abreu). // Nota: deve ter morrido ainda bebé.
SOUSA, Júlia da Glória. Filha de José Maria de Sousa (o Rainha), negociante, e de Rosa Margarida Gonçalves Solheiro, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Escolásti-ca Teresa Esteves, do Cerdedo, Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Ma-ria Engrácia Gonçalves, lavradores, residentes intramuros. Nasceu a 29/9/1860 e foi batizada a 4 de Outubro desse ano. Padrinhos: frei António de Santa Isabel Monteiro, de Rouças, e Maria Luísa Gonçalves, tia da neófita. // Casou com Feliciano Cândido de Azevedo Barroso, narural de Prado, comerciante. // Com geração. // Faleceu na Vila a 14/10/1921. // Com geração. // Nota: como o assento não foi feito na altura pró-pria, elaborou-se a 26/1/1879, por despacho do arcebispo de Braga, João Crisóstomo Pessoa, datado de 30/10/1876.
SOUSA, Júlio Cândido. Filho de Francisco José Gonçalves de Sousa e de Miquelina Luísa de Sousa e Castro, moradores no Campo da Feira de Dentro. Neto paterno de Bernardo José Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa, de Remoães; neto materno de Luís José de Sousa e Castro e de Rita Rosa de Sousa, da Quinta da Torre, Pader-ne. Nasceu a 28/10/1844, às sete horas da noite, e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: a avó materna e Frederico Justiniano de Sousa e Castro, tio materno do neófito. // Sem mais notícias.
SOUSA, Júlio César. Filho de Adelaide Gomes de Sousa, solteira, costureira, mora-dora na Vila. Neto materno de Teresa Gomes de Sousa. Nasceu na Vila de Melgaço a 16/4/1895 e foi batizado na igreja de Rouças a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Antó-nio Rodrigues e mulher, Teresa de Jesus da Costa, caseiros na Quinta do Fecho, Rouças. // Escreveu o padre encomendado, José António Alves Salgueira: «Aquela criança me foi apresentada com o pretexto de não quererem que fosse batizada na freguesia da Vila, mas só nesta de Rouças.» // Fez exame do 1.º grau, na Escola Conde de Ferreira, Vila, a 15/7/1907, obtendo um «ótimo». // S.m.n.
SOUSA, Júlio César. // No dia 13/5/1912 foi colocado à porta de Maria Delfina Dias, casada, rodeira, moradora na Orada, Vila. Aparentava ter cinco dias de idade. Batiza-ram-no na igreja de SMP a 26 de Junho desse ano. Padrinhos: António Joaquim de Sousa Ferreira, casado, marinheiro, e Maria Berta de Sousa, casada, doméstica. // Foi tratado a expensas da Câmara Municipal de Melgaço, que o entregou (não sei quando) a Isaura de La Salete de Sousa, solteira, da Vila, que o viria a perfilhar quan-do a criança tinha oito anos, ou seja, a 28/8/1920, sendo-lhe atribuído então o apelido Sousa, que transmitiu aos seus descendentes. A mãe adotiva começou a chamar-lhe António, ficando a ser conhecido por “António da Isaura”. // Depois da 4.ª classe aprendeu a profissão de barbeiro, sendo um dos melhores na sua arte. Quando abriu a sua oficina, na década de trinta, no Largo Hermenegildo Solheiro, que batizou de “Barbearia Sport” (NM 318, de 5/7/1936) granjeou imensos clientes, quer pelo seu profis-sionalismo, quer pela sua simpatia. Aos miúdos não cobrava um tostão, pois dizia que quando fossem adultos e ganhassem dinheiro seriam com certeza seus clientes. // Casou a 16/1/1936, na Conservatória do Registo Civil de Melgaço, com Benezinda dos Anjos, nascida na Vila a 16/5/1915, filha de Manuel Baião Rodrigues e de Maria da Natividade Alves. Padrinhos da boda: Carolina de Sousa e Alberto José de Sousa, representado por seu filho Alberto. Em casa do noivo foi servido chocolate e doce aos convidados. // Em 1962 inscreveu-se como irmão da SCMM (VM 1089). // Ambos os cônjuges faleceram na Vila: a esposa a 28/11/1988 e ele a 6/8/1992. // Nota 1: quanto ao seu pai, pode ler-se no “Notícias de Melgaço” n.º 946, de 10/9/1950: «Por notícias recebidas do Amazonas, fomos informados de que no dia 13 de Agosto findo faleceu na cidade de Manaus o nosso conterrâneo Artur César Esteves, antigo comerciante e sócio da extinta Casa Comercial “A Melgacense”, daquela praça brasileira. A seu filho Júlio César de Sousa, e a toda a família, apresenta o “Notícias de Melgaço” as suas condolências.» // Comentário: o leitor desprevenido ficará atordoado com esta afir-mação – Júlio César era filho de Artur César Esteves! Como souberam? Então se os progenitores o não aceitaram quando ele nasceu, por quê agora dar essa notícia?! Se sabiam quem era o pai, provavelmente também saberiam quem era a mãe – seria a própria Isaura de La Salete? Há quem diga que sim e há quem diga que a mãe era uma fidalgota da terra melgacense. São mistérios que jamais se desvendarão. // Nota 2: o jornal “A Voz de Melgaço”, dirigido pelos padres Vaz, também fala da morte do “brasileiro”: «Por notícias recebidas, sabemos ter falecido em Manaus, Brasil, onde se encontrava há mais de cinquenta anos o Sr. Artur César Esteves, de Galvão, SMP. Era pai do Sr. Júlio César de Sousa, irmão das senhoras Rosa e Belarmina Esteves, e do senhor Cândido Esteves, desta Vila.» // Não há dúvida: toda a gente sabia quem era o pai do senhor “António da Isaura”! Existirá base legal para terem feito aquela afirmação? Então, se era público, por que é que os seus descendentes não usam o apelido Esteves, mas sim Sousa?!
SOUSA, Júlio César. Filho de Hermenegildo Alberto de Sousa e de Maria Belarmina Rodrigues Ribeiro. Neto paterno de Júlio César de Sousa e de Benezinda dos Anjos Rodrigues; neto materno de Miguel Ângelo Lira Ribeiro e de Maria Judite Rodrigues. Nasceu a 6/8/1959. // Deve ter feito o ensino secundário, pois foi funcionário do Minis-tério das Finanças. // Casou com Helena Maria Lima Montes da Silva a 10/9/1992, na freguesia de Meadela, Viana. // Faleceu no hospital do Porto a 24/2/2012, devido a problemas do coração; estava ligado a uma máquina, à espera que surgisse um cora-ção compatível, mas infelizmente isso não aconteceu. // Deixou viúva e um filho com oito anos de idade. // (ver A Voz de Melgaço n.º 927 e n.º 1063).
SOUSA, Laureana Rosa. Filha de Caetano Celestino de Sousa e de Francisca Luísa Gonçalves, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de António Joaquim de Sousa e de Francisca Luísa Esteves, das Várzeas, Vila; n.m. de Francisco Gonçalves e de Teresa Gonçalves, do Barreiro, Chaviães. Nasceu a 20/1/1848 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, solteiro, com loja de ferragens na Vila de Melgaço, e tocou como madrinha Domingos António Lo-pes, solteiro, da Vila. // Casou com João Evangelista Lourenço, proprietário. // Faleceu na Rua de Baixo a 13/3/1914, sexta-feira, de madrugada, vítima de prolongada doen-ça (Correio de Melgaço n.º 91, de 15/3/1914). // Com geração.
SOUSA, Lindalva Augusta. Filha de Raul [Gomes] de Sousa e de Maria do Carmo Táboas. Nasceu na Vila a --/--/1938. // (Notícias de Melgaço n.º 417). // Casou com o seu conterrâneo Álvaro Augusto Cortes, emigrante em França. Lê-se no Notícias de Mel-gaço n.º 1547, de 7/3/1965:
Com geração.
SOUSA, Lucinda da Glória. Filha de José Maria de Ascensão e Sousa, chefe da Re-partição de Finanças em Melgaço, e de Inácia Beatriz Cerqueira. // Casou em primei-ras núpcias com o farmacêutico José Augusto, filho de Joaquim Pires, de Chaviães, e de Ana Luísa Domingues, de Paderne. // Enviuvou a 20/3/1913. // Em segundas núp-cias casou a 9/1/1929, no Porto, com o comerciante melgacense Armindo de Lurdes, filho de João Evangelista Lourenço e de Laureana de Sousa, viúvo de Gomercinda Barbeitos.
SOUSA, Ludovina Maria. Filha de Raul Arménio Gomes de Sousa, bancário, e de Maria da Conceição Rocha, doméstica, moradores em Galvão. Nasceu a --/--/19--. // Fez alguns estudos e empregou-se como técnica bibliotecária na Casa da Cultura de Melgaço. // É sindicalista. // Mãe solteira de Cláudia Rafaela, gerada por Benjamim Gonçalves, eletricista, falecido em Angola, a qual foi perfilhada pelo pai.
SOUSA, Luís. // … Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1553, de 2/5/1965.
SOUSA, Luís António. // Morreu antes de 1805, pois nesse ano, a 18 de Junho, finou-se a sua viúva, Maria Manuela da Rosa, natural e moradora intramuros, Vila de Mel-gaço.
SOUSA, Luís Manuel. Filho de Raimundo José de Sousa e de Joana Barbosa, (de Caule?), Paderne (*). Nasceu nessa freguesia por volta de 1812. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 11/2/1839 com Maria Caetana, filha de João António de Araújo e de Maria Fernandes, das Carvalhiças. Testemunhas: António Joaquim de Araújo e João Manuel de Araújo, irmãos do noivo. // Faleceu a 17/9/1872, na sua casa de mo-rada, sita nas Carvalhiças, SMP, com cerca de 60 anos de idade, no estado de viúvo, e foi sepultado na igreja do Convento da Vila. // Fizera testamento. // Não deixou fi-lhos. /// (*) Escreveu o pároco: «agora deste concelho de Melgaço». Quer dizer: Paderne, em 1839, já fazia parte do concelho de Melgaço.
SOUSA, Manuel. Filho de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Este-ves, moradores no Campo da Feira, SMP. N.p. de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e de Mariana Carolina Marques (defuntos); n.m. de Caetano Maria Esteves, oficial da CMM, e de Maria de Jesus Soares, todos da Vila. Nasceu a 16/5/1883 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinho: o seu avô materno.
SOUSA, Manuel. Filho de Manuel Isidoro Contente de Sousa (*) e de --------------------. Nasceu no Tramagal, Abrantes, por volta de 1907. // Foi funcionário superior dos Ser-viços de Contabilidade da CP no Entrocamento. // Casou em Melgaço a 29/8/1936 com Maria Ludovina, filha do Dr. Augusto César Ribeiro, Conservador do Registo Predial de Melgaço, e de Maria Carolina Pires. // Em 1952 foi promovido a chefe de secção (NM 1010, de 27/1/1952). // Além do emprego na CP, também exerceu a ativida-de de árbitro de futebol da 1.ª divisão. Em 1991 a Associação de Futebol de Santa-rém, e também o Conselho de Arbitragem, atribuíram-lhe a medalha de ouro, pelos bons serviços prestados ao futebol português. // Morreu em Melgaço, no Lar Pereira de Sousa, em 1992, com 85 anos de idade, no estado de viúvo (VM 977). // Pai do ma-jor Augusto Manuel (**), casado com a advogada, Dr.ª Maria Delfina Rosa Floxo, de Olhão, moradores em Lisboa, e avô de Carlos, de Francisco, de Maria João, e de Maria Teresa. /// (*) Esse sehor foi chefe da CP na estação do Entrocamento, sal-vo erro, onde morreu a 3/2/1958. /// (**) Em 1999 o major Augusto Manuel estava a reconstruir na Vila de Melgaço a velha casa da família pela parte da mãe.
SOUSA, Manuel Carlos. Filho de José Maria de Sousa (o Rainha) e de Rosa Marga-rida Solheiro, negociantes, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Escolás-tica Esteves, solteira, de Cerdedo, Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro, sapatei-ro, e de Maria Engrácia Gonçalves, moradores intramuros. Nasceu a 10/1/1868 e foi batizado a 25 desse mês. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, e mulher, Jerónima Rosa Gonçalves, da Vila.
SOUSA, Manuel Eduardo. Filho de Oceano Cândido de Sousa e de Violeta da Con-ceição de Castro. Nasceu na Vila a 13/12/1947 e foi batizado na igreja a 12/1/1948. // Em Melgaço frequentou o Colégio da Barbosa, tendo ali feito o 5.º ano do liceu, salvo erro. // Ainda novo, antes dos 20 anos de idade, foi para Luanda, para casa da irmã, Maria de Jesus, e do cunhado, João Magno Pereira de Castro. Na capital de Angola trabalhou no Banco Pinto Soto Maior. // Aos vinte anos de idade ingressou no serviço militar, tendo participado na luta contra o MPLA e a UNITA. Regressou a Portugal três anos depois da revolução dos cravos, ou seja, em 1977, e logo depois emigrou para o Canadá. // Casou com Maria da Conceição da Silva Otrelo, nascida a 7/7/1950. // Pai de Jorge Miguel, nascido a 24/3/1980, engenheiro mecânico, casado com Susana Costa, nascida a 8/5/1981 (geraram Ethan, do sexo masculino, nascido a 24/5/2011 e Au-dey, do sexo feminino, nascida a 14/5/2014); e de Sandra Mónica, nascida a 22/11/1984, diretora de uma Escola de Infância, casada com Jerry Santos, nascido a 29/11/1982 (geraram Sabrina, nascida a 20/3/2010). // Em 1994, vindo de Toronto, Canadá, visitou Melgaço, com esposa e filhos. // (A Voz de Melgaço n.º 1014).
SOUSA, Manuel de Jesus. Filho de Manuel Luís Gomes de Sousa, de Paderne, e de Mariana Gertrudes Soares, de Rouças, moradores no Campo da Feira de Fora, Vila. N.p. de António Lourenço de Sousa e de Ana Gomes, padernenses; n.m. de Diogo Soares, de Rouças, e de Maria Josefa da Conceição Torres, de Chaviães. Nasceu a 29/10/1788 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Novembro desse ano. Padrinhos: Dr. João Manuel de Araújo e sua irmã, Mariana Gertrudes, ambos da Vila.
SOUSA, Manuel Joaquim. Filho de José Luís de Sousa e de Maria Gonçalves. // Ca-sou na igreja de SMP a 13/2/1836 com Isabel, filha de Manuel José Gomes e de Joa-na Teresa (Caldas?), de Lapela. Testemunha: AJR, mordomo da igreja.
SOUSA, Manuel José. Filho de Luís António de Sousa e de Maria Manuela da Rosa, moradores na Vila. N.p. do capitão Francisco de Sousa Caldas e de Joana João de Abreu, de Coussorado, Barcelos; n.m. de Manuel Gomes Lamego e de Andreza Pe-reira da Rosa, da Vila de Melgaço. Nasceu a 11/6/1770 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês e ano. Padrinhos: o padre batizante, Manuel Gomes Ribeiro, e Josefa Maria, filha do Dr. José Luís Pinto Cardoso e de Inês Pereira da Rosa.
SOUSA, Manuel José. Filho de Francisco de Sousa, 1.º grumete da armada, natural de Antas, Penalva do Castelo, e de Josefa da Luz Domingues, doméstica, da Vila de Melgaço. N.p. de Joaquim de Sousa e de Maria Rosa; n.m. de José Luís Domingues e de Isabel Maria Vasques. Nasceu no Rio do Porto, Vila, a 11/3/1908, e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Gonçalves Pereira, soltei-ro, criado de servir, e Adélia Augusta Gonçalves, solteira, criada de servir.
SOUSA, Manuel Luís. // Morou no Campo da Feira de Fora, Vila. // Faleceu a 14/6/1818 e foi sepultado na igreja do convento das Carvalhiças. // Deixou testamen-to, o que significa que tinha bens.
SOUSA, Manuel Oceano (República). Filho de Raul Gomes de Sousa e de Maria do Carmo Táboas, moradores no lugar de Galvão de Baixo, freguesia da Vila, SMP. Nasceu a 30/11/1928 e foi batizado a 1 de Janeiro de 1929. // Foi soldado da Guarda-Fiscal. // Casou na igreja matriz da Vila de Melgaço a 22/12/1951 com Teresa de Je-sus Marinho (Cartuxa). Padrinhos: Adozindo Táboas e Ermesinda Gonçalves (NM 1007, de 5/1/1952). // A sua esposa faleceu em Galvão de Baixo a 9/7/2013. // Ele finou-se a --/--/20--. // Pai de Carlos (Cartuxo).
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SOUSA, Maria Alberta. Filha de Alberto Caetano de Sousa (Carriço), funcionário da CMM, solteiro (*), e de Maria Perfeita de Nazaré de Melo, doméstica, solteira, ambos da Vila, onde moravam. N.p. de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas; n.m. de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas. Nasceu a 17/12/1949. // Depois da 4.ª classe fez a admissão aos liceus, tendo sido aprovada. Depois dos estudos liceais tirou o Curso do Magistério Primário. Este concluído, foi colocada nos Arcos de Val-devez, e dali foi transferida para o Barreiro, perto de Lisboa. // Casou em 1979 com Libório, natural de Monção, filho de Firmino José Fernandes e de Lealdina Rodrigues, funcionário da Carris em Lisboa. // Mãe de Bruno José (nasceu a 23/5/1980). /// (*) Alberto Caetano casou mais tarde com Angelina Esteves, que lhe deu dois filhos.
SOUSA, Maria Albertina. Filha de Oceano Cândido de Sousa (Ná) e de Violeta da Conceição de Castro. Nasceu a 15/10/1936. // Casou na igreja da Senhora da Penha, Guimarães, com Rodolfo Pinto de Carvalho, filho de Manuel de Carvalho e de Cecília H. Carvalho, proprietários, natural de Cabana Maior, Arcos de Valdevez. Padrinhos da boda: Aprígio Abreu Cerqueira e sua esposa, Maria Gisela de Sousa, tios da noiva; e José e Celeste, irmãos do noivo. O almoço foi servido no Hotel da Montanha a seten-ta convidados. // Emigrou com o marido para Toronto, Canadá. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1583, de 9/1/1966:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1596, de 15/5/1966:
Regressaram muitos anos depois a Portugal, a fim de se dedicarem a empreendi-mentos turísticos (ver A Voz de Melgaço n.º 955, de 15/1/1992). Fixaram residência no norte do país, em Afife. // Enviuvou a --/--/20--. // Faleceu em um lar, sito no concelho da Maia, a 17 ou 18/01/2025, com 88 anos de idade, e foi sepultada a 19/01/2025 no ce-mitério municipal de Melgaço em jazigo de família (agência funerária Mira). // Mãe de Eduardo, casado com Paula...
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SOUSA, Maria Aurora. Filha de José Maria Ascensão e Sousa, chefe da Repartição de Finanças em Melgaço, e de Inácia Beatriz Cerqueira. Nasceu em Ponte da Barca em 1877. // Casou na Vila de Melgaço a 17/5/1902 com Miguel Frederico, filho de João Luís Pita Vasconcelos e de Maria Benta da Cunha. // Enviuvou em Setembro de 1928. // Faleceu em Lisboa a 11/9/1956.
SOUSA, Maria Beatriz. Filha de Júlio César de Sousa, barbeiro, e de Benezinda dos Anjos Rodrigues, doméstica. Nasceu a --/--/1939. // Casou a 27 de Agosto de 1961 com Luís Manuel, filho de Maria da Conceição Gonçalves (e de José Valas), com ofi-cina de serralheiro.
SOUSA, Maria Berta. Filha de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, doméstica, moradores no Campo da Feira de Fora, Vila. N.p. de José Joa-quim de Sousa e de Mariana Carolina Marques; n.m. de Caetano Maria Esteves, ofi-cial da CMM, e de Maria de Jesus Soares. Nasceu a 27/6/1890 e foi batizada a 5 de Julho desse ano. Padrinhos: Comendador Carlos João Ribeiro Lima e esposa, Ludo-vina Rosa dos Santos Ribeiro Lima, proprietários, de SMP. // Faleceu a 28/9/1890.
SOUSA, Maria Berta. Filha de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves, moradores na Calçada, SMP. N.p. de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e de Mariana Carolina Marques; n.m. de Caetano Maria Esteves, oficial da CMM, e de Maria de Jesus Soares. Nasceu a 15/11/1891 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. António Joaquim Durães, Conservador na comarca de Melgaço, casa-do, de Paços, e invocou-se a Virgem Maria, com cuja coroa tocou Vitorino Augusto dos Santos Lima, casado, proprietário, da Vila. // Casou a 26/5/1912 com António Jo-aquim de Sousa Ferreira, da freguesia de Melo, Gouveia. // Faleceu a 21/10/1958, em Miragaia, Porto. // Mãe de Heitor (ver Notícias de Melgaço n.º 329, de 18/10/1936), de Odete Aline (casou com Américo Martins Nunes, natural do Porto; emigraram para o Brasil, onde lhes nasceu a filha Argentina Aline, casada com ----------- de Freitas); e de Vasquina (casou no Porto em 1935 com ----------- Ferreira – Notícias de Melgaço n.º 287).
SOUSA, Maria Caetana. José Joaquim de Sousa e de Mariana Joaquina Marques. N.p. de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gonçalves, moradores intramu-ros; n.m. de Ana Rosa Marques, solteira, de Paços. Nasceu a 9/11/1850 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Caetano Maria Abreu Mosqueira e Maria Caetana Marques, solteira, residentes na Vila.
SOUSA, Maria do Carmo. Filha de Orlando Vitorino de Sousa (Mi), português, e de Glória Monteiro Gonçalves, galega. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/193-. // Foi cri-ada na Vila de Monção por sua tia paterna, Ernestina de Sousa. // Segundo consta, foi namorada do Isidoro do Paço, seu conterrâneo. // Depois de a sua tia falecer, tornou-se comerciante, fazendo as feiras do Alto Minho. // Solteira. // Sem geração.
SOUSA, Maria Celeste. Filha de Isaura de La Salete de Sousa, solteira, da Vila. Neta materna de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Miquelina Esteves. Nasceu na Vila a --/--/19--. // Casou na igreja paroquial da freguesia de Montador (deve ser Mon-taria), Viana da Castelo, a 17/10/1934, com José Afonso Perre, sargento de artilharia 15, aquartelada no Castelo de Santiago, Viana. Finda a cerimónia religiosa dirigiram-se os noivos e convidados em cinco automóveis para a casa da tia da noiva, Maria Caetana de Sousa, sita na Rua Grande, Viana do Castelo, onde lhes foi servido um fino chá… (NM 250, de 28/10/1934). // S.m.n.
SOUSA, Maria do Céu. Filha de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Nasceu na Vila a 14/11/193-. // Casou a 21/11/1954 com José Alves de Almeida (Zeca Chatice), seu conterrâneo, filho de Jacob de Almeida e da sua primeira esposa. // De-pois do casamento foi viver para França com o marido.
SOUSA, Maria da Conceição. Filha de Alberto Caetano de Sousa, funcionário da Câmara Municipal de Melgaço, e de Maria Angelina Esteves, ajudante de enfermeira no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1958 (ou 1959). // É solteira e sem geração.
É a terceira (de óculos) a contar da esquerda
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SOUSA, Maria das Dores. Filha de João Rodrigues de Sousa, barbeiro, natural do Porto, e de Arlete Augusta do Paço, natural de Melgaço. N.p. de Alfredo de Sousa e de Maria das Dores Rodrigues; n.m. de Lourenço do Paço e de Albina Cândida Morei-ra. Nasceu na Rua Velha, Vila, a 18/9/1922, e foi batizada a 10 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Gabriel Serafim, barbeiro, e Inocência Rodrigues, casados, morado-res na Vila de Melgaço. // S.m.n.
SOUSA, Maria del Carmen Rodrigo Frias Soares. // Nasceu por volta de 1931. // Fa-leceu no lugar da Barbosa, Vila de Melgaço, a 2/04/2024, com 93 anos de idade.
SOUSA, Maria Eduarda. Filha de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Neta paterna de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas; neta materna de Celesti-no Augusto Fernandes e de Maria Emília de Araújo. Nasceu na Vila a --/--/1935 (NM 259, de 27/1/1935). // Segundo me informaram, ainda moça foi para Monção, para casa de sua tia Ernestina Augusta de Sousa. // Casou a 3/5/1952 na igreja do Sameiro, Braga, com Humberto C. Ferreira, de Fafe, comerciante. Lê-se no Notícias de Melga-ço n.º 1024, de 11/5/1952:
Mãe de Humberto Adolfo (nasceu a 15/10/195-).
SOUSA, Maria Ernestina. Filha de António Augusto de Sousa e de Lídia Fernandes. Neta paterna de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas; neta materna de Celesti-no Augusto Fernandes e de Maria Emília de Araújo. Nasceu a 2/2/1939. // Foi criada por Ernestina de Sousa (casada com Adolfo Pinto Vieira), sua tia paterna, que morava em Monção. // Aí por volta de 1957 veio para a casa dos pais, na Vila de Melgaço, e aqui conheceu o Amândio António Fernandes “Castilha”, sapateiro, filho de Otília Fer-nandes, com quem casou a 5/10/1958. Moraram na Rua Direita. // O marido emigrou para França em 1961, adquiriu uma grave doença e morreu. // Ela foi admitida na Câmara Municipal de Melgaço (reunião de 12/X/1975), como servente de limpeza a tempo inteiro. // Mãe de José António, casado e com geração, e de Otília.
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SOUSA, Maria Estrela. Filha de António Joaquim de Sousa, natural de Chaviães, e de Esmeralda Cândida da Ponte, natural da Vila, lavradores. Neta paterna de Teresa de Jesus de Sousa; neta materna de Manuel Inácio da Ponte e de Ana Joaquina Rodri-gues. Nasceu na Vila a 25/2/1917 e foi batizado na igreja a 1 de Março desse ano. Padrinhos: Joaquim Emídio de Sousa, solteiro, residente em Chaviães, e Maria Estre-la Oliveira, viúva, moradora na Vila, lavradores.
SOUSA, Maria de Fátima. Filha de Manuel Augusto de Sousa, bancário, natural de Rouças, e de Maria Teresa Bermudes Rodrigues, chefe de secretaria da Câmara Municipal de Melgaço, natural da Vila. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Alexandre Táboas. // Ela e o marido são funcionários da Câmara Municipal de Melgaço; ela é a presidente da União de Freguesias Vila de Melgaço-Rouças.
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SOUSA, Maria Genoveva (ou Genoveva Maria). // Nasceu na Vila por volta de 1817. // Lavradora-caseira. // Casou com José Delfim Lourenço. // Faleceu a 5/2/1890, em sua casa de morada, sita no lugar do Louridal, freguesia de Chaviães, sem sacramen-tos, por ter morte súbita, com 73 anos de idade, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Mãe de Augusto Cândido Lourenço (ver na Vila).
SOUSA, Maria Gisela (ou Guisele) da Conceição. Filha de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas. Nasceu a 7 ou 8/12/1921 (ver NM 1535, de 22/11/1964) e foi batiza-da na igreja de SMP 17/1/1923. Padrinhos: António dos Reis, solteiro, e Isolina dos Reis, solteira, ambos da Vila. // Em 1938 foi mordoma da festa da Pastoriza, Carva-lhiças, juntamente com Rosa Lima, Maria de Nazaré Rodrigues, Maria do Céu Lima, Maria Amélia de Almeida e Maria Antonieta Pereira. A comissão era composta por José Rodrigues, Flórido Esteves e Francisco Esteves (NM 408, de 7/8/1938). // Casou a 3/10/1949 com Aprígio Abreu Cerqueira, comerciante. Testemunhas da boda: Adolfo M. Faria, de Monção, e António Maria de Abreu Cerqueira, residente na Vila de Mel-gaço. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 914, de 16/9/1949:
Tiveram comércio na Calçada e também uma Escola de Condução. // Enviuvou a 27/1/2008. // Faleceu a 3 ou 4/11/2013, com 91 anos de idade. // Com geração.
SOUSA, Maria Helena. Filha de José Augusto Gomes de Sousa, relojoeiro, natural de Prado, e de Emília dos Prazeres Dias, natural de São Paio. Nasceu na Vila a --/--/1933 (NM 205, de 20/8/1933). // Faleceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melga-ço a 9/3/1952. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1017, de 16/3/1952:
Gémea de Merceana de Jesus Gomes de Sousa.
SOUSA, Maria Inocência. Filha de João Rodrigues de Sousa, barbeiro, e de Arlete Augusta do Paço, doméstica. Nasceu na Vila a --/--/1927. // Nota: julgo que faleceu a 28/8/1927 (confirmar).
SOUSA, Maria Isabel. Filha de Orlando Vitorino de Sousa e de Glória Monteiro. Nas-ceu na Vila por volta de 1950. // Quando na década de sessenta foram para a Valinha, Monção, acampanhou seus pais.
SOUSA, Maria de Jesus. Filha de Oceano Cândido de Sousa (Ná) e de Violeta da Conceição de Castro. Nasceu em SMP a 11/1/1943. // Quando jovem aprendeu a arte de cabeleireira em Ourense, Galiza. Depois abriu um salão na Calçada, SMP. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1531, de 25/10/1964: «A fim de fazer parte de um cur-so de aperfeiçoamento de cortes e penteados de cabelos, encontra-se desde há dias em Paris, França, a nossa estimada conterrânea, Maria de Jesus de Sousa, com ate-liê de cabeleireira na rua da Calçada, desta Vila.» // Esteve ali, na Calçada, até 1971. Nesse ano casou com João Carlos Magno Pereira de Castro, da Casa de Galvão, nascido também na Vila, a 26/3/1945, o qual ficara em Angola após o serviço militar cumprido. Estiveram em Angola, África, até 1975, altura em que essa ex-colónia se tornou independente. No regresso fixaram residência em Braga, onde a “Juju”, como é tratada carinhosamente, trabalha como cabeleireira, com salão próprio, ou como diretora. // Mãe de Sofia Alexandra e de Carlos Alexandre Magno, ambos com licen-ciatura em Economia.
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SOUSA, Maria Joana. Filha de Luís António de Sousa, alferes de infantaria, e de Ma-ria Manuela da Rosa, moradores na Rua de Baixo. N.p. do capitão Francisco de Sou-sa Caldas e de Joana João, de Santiago de Cossourado, termo de Barcelos; n.m. de Manuel Pires Lamego, tenente de infantaria, de Caminha, e de Andreza Pereira da Rosa, melgacense. Nasceu a 17/6/1762 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Manuel Gomes Ribeiro a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Gomes, artilheiro, e sua esposa, Andreza Gomes, moradores na Rua da Torre, Melgaço. // Nota: deve ser a mesma senhora que casou com Luís Caetano Soares Calheiros, a qual faleceu a 30/7/1850, na Vila, onde morava, tendo sido sepultada na igreja matriz a 1 de Agosto; era mãe de José Luís Calheiros, nascido na Vila (ver).
SOUSA, Maria Joaquina. Filha de Manuel Luís Gomes de Sousa, de Paderne, e de Mariana Gertrudes Soares, de Rouças, moradores no Campo da Feira de Fora, Vila. N.p. de António Lourenço de Sousa e de Ana Gomes, padernenses; n.m. de Diogo Soares e de Maria Josefa da Conceição, roucenses. Nasceu na Vila a 6/6/1790 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Manuel Fernandes da Costa e esposa, Maria Angélica de Lira, residentes em Santa Maria dos Anjos, Monção; ao sacramento do batismo assistiu o padre António Soares, pároco de Rouças. // Proprie-tária. // Faleceu solteira, a 15/5/1882, em sua casa da Rua da Calçada, Vila, com 91 anos de idade, e foi sepultada no cemitério. // Sem geração.
SOUSA, Maria Joaquina. Filha de José Tomaz de Sousa e de Maria Gertrudes Gon-çalves, moradores intramuros. N.p. de Francisca Dias, residente abaixo do pelourinho, Vila; n.m. de Vicenta Gonçalves, de Cecrinhos, Tui. Nasceu a 5/6/1833 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Manuel Armada e sua filha, Maria Joaquina Armada, solteira, do lugar do Carvalho.
SOUSA, Maria Joaquina. Filha de Caetano Celestino de Sousa e de Francisca Luísa Gonçalves, moradores no Campo da Feira de Dentro. Neta paterna de António Joa-quim de Sousa e de Francisca Luísa Esteves; neta materna de Francisco Gonçalves e de Teresa Gonçalves. Nasceu a 30/1/1850 e foi batizada na igreja de SMP a 4 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: o avô paterno e Maria Marcelina, tia materna da neó-fita. // Deve ter falecido ainda criança.
SOUSA, Maria Joaquina. Filha de Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e de Maria Mique-lina Esteves, costureira, moradores na Rua Direita, SMP. N.p. de José Joaquim de Sousa e de Mariana Marques; n.m. de Caetano Maria Esteves e de Maria de Jesus Soares. Nasceu a 27/7/1897 e foi batizada a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: José Dias, casado, proprietário, e Maria Joaquina de Sousa, casada, padeira, da Vila. // Casou a 6/9/1924 com Abel Augusto (Barrenhas), de 24 anos de idade, natural da Vila, filho de Maria Joaquina Rodrigues. Moraram muitos anos perto do Cine Pelicano. Ele era marceneiro e ela trabalhava em casa e cultivava uma pequena horta que arrenda-ra. // Faleceu na Vila a 2/6/1979. // Com geração.
SOUSA, Maria Joaquina da Glória. Filha de Caetano Celestino de Sousa e de Fran-cisca Luísa Gonçalves, moradores no Campo da Feira de Dentro. Neta paterna de António Joaquim de Sousa e de Francisca Luísa Esteves, das Várzeas, Vila; neta ma-terna de Francisco Gonçalves e de Teresa Gonçalves, do Barreiro, Chaviães. Nasceu a 13/10/1856 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinho: frei António de Santa Isabel Monteiro, de Cavaleiros, e tocou por madrinha José Luís Rodrigues Cardoso, do Rio do Porto, SMP. // Padeira. // Casou com José Dias. // Em 1897, a 2 de Agosto, foi madrinha de Maria Joaquina, filha de Ilídio Vitorino de Sousa e de Maria Miquelina Esteves. // Faleceu a 20/10/1918.
SOUSA, Maria Josefa. // Faleceu na Vila, no estado de viúva, a 28/1/1816.
SOUSA, Maria Ludovina. Filha de José Inácio de Sousa e de Maria Caetana Reinal-da, moradores na Rua de Baixo. N.p. de Francisca Codesso, solteira, da Vila de Mel-gaço; n.m. de Manuel Reinaldo e de Maria Antónia Fernandes, do Couto de Vilar, Tui. Nasceu a 16/2/1833 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padri-nhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves, solteiro, do Campo da Feira de Dentro, e João Correia dos Santos Lima, residente na Vila de Melgaço. // Morou na Rua de Baixo, Vila. // Faleceu a 18/2/1857 e foi sepultada na igreja matriz com ofício de sete padres (tudo pago, segundo constava, por João Correia dos Santos Lima, que servira de madrinha aquando do batismo da defunta). Os padres só cobraram as missas competentes; tudo o mais, perdoaram, por ela ser muito pobre.
SOUSA, Maria Natércia. Filha de Raul Arménio Gomes de Sousa, bancário, e de Ma-ria da Conceição da Rocha, doméstica, moradores em Galvão. Nasceu a --/--/19--. // Em 2012 morava em Lisboa, salvo erro.
SOUSA, Maria do Rosário. Filha de Orlando Vitorino de Sousa e de Glória Monteiro, moradores na Vila. Nasceu a --/--/195-. // Saiu de Melgaço para a Valinha, Monção, com seus pais. // Dali emigrou para França. // Faleceu naquele país ainda não teria cinquenta anos de idade.
SOUSA, Maria Teresa. Filha de Caetana Gomes de Sousa. Nasceu por volta de 1823. // Costureira. // Faleceu a 13/4/1893, na Rua da Calçada, SMP, onde morava, com 70 anos, viúva de José Dionísio Santana. // Deixou filhos.
SOUSA, Maria Vitória. // Faleceu na freguesia da Vila, sua terra natal, a 5/1/1844, viúva de João Manuel Nunes, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de sepultura, por ser dia impedido e «igualmente muito pobre».
SOUSA, Maria Vitória (Gomes). Nasceu por volta de 1819. // Proprietária. // Morou na Rua da Calçada, SMP. // Faleceu a 26/11/1884, com 65 anos de idade, viúva, e foi sepulta no cemitério municipal. // Deixou filhos.
SOUSA, Matias. // Morou nas Várzeas, SMP. // Faleceu solteiro, a 2/11/1825. // Era irmão da Confraria das Almas. // Pobre.
SOUSA, Merceana de Jesus. Filha de José Augusto Gomes de Sousa, relojoeiro, de Prado, e de Emília dos Prazeres Dias, de São Paio. Nasceu na Vila a --/--/1933 (NM 205, de 20/8/1933). // Casou com Carlos Manuel de Araújo, filho de Filipe de Araújo Borges, marinheiro, destacado no posto da Assadura, Melgaço, e de Maria José Nu-nes, ambos de Castelo Branco. O seu marido nascera na maternidade Alfredo da Costa, Lisboa, a 11/11/1938, e viera para Melgaço com os pais; após alguns anos em terras melgacenses, partiu para a capital do país, conseguindo arranjar emprego na Câmara Municipal de Sintra, na Secção de Obras. O casal morou em Alcolombal, Sintra. // Carlos Manuel morreu a --/--/1993, dentro da ambulância, quando ia a cami-nho do hospital; tinha apenas 54 anos de idade. // Mãe de Maria José e de Madalena. // Gémea de Maria Helena Gomes de Sousa.
SOUSA, Miguel. Filho de Hermenegildo Alberto de Sousa e de Maria Belarmina Ribei-ro. Neto paterno de Júlio César de Sousa e de Benezinda dos Anjos Rodrigues; neto materno de Miguel Ângelo Lira Ribeiro e de Maria Judite Rodrigues. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/196-. // Depois da instrução primária aprendeu a arte de barbeiro. // Casou com Maria do Rosário, filha de Albino Cardoso da Silva e de Maria de Lurdes Alves de Melo, lavradores. // Tem uma barbearia na Alameda Inês Negra (antiga Ave-nida das Tílias), e segundo consta é um bom profissional, com muita clientela.
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SOUSA, Oceano Cândido (Ná). Filho de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas. Neto paterno de Ilídio Vitorino de Sousa e de Maria Miquelina Esteves; neto materno de Félix Igrejas e de Conceição Costas. Nasceu na Vila a 15/10/1914. // Aprendeu a profissão de alfaiate com seu tio Francisco Augusto Igrejas (A Voz de Melgaço n.º 1057). // Casou a 19/12/1935 com Violeta da Conceição, doméstica, filha de Jerónimo José de Castro e de Maria de Jesus Domingues. // A sua esposa faleceu a 14/12/1968, com 55 anos de idade. // Ele morreu em Braga, a 23/11/1986, em casa da filha Maria de Jesus, com quem residia, mas foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // Pai de Maria Albertina, de Adolfo Ilídio, de Maria de Jesus, e de Manuel Eduardo.
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SOUSA, Olindo António. Filho de António Joaquim de Sousa e de Esmeralda Cândida da Ponte, trabalhadores, residentes no lugar dos Chãos. N.p. de Teresa de Jesus de Sousa; n.m. de Manuel Inácio da Ponte e de Ana Joaquina Rodrigues. Nasceu a 5/9/1915 e foi batizado na igreja de SMP três dias depois. Padrinhos: o seu avô ma-terno, casado, trabalhador, e Sara da Ponte, solteira. // Sem mais notícias.
SOUSA, Orlando Vitorino (Mi). Filho de Ilídio de Sousa e de Amália Augusta Igrejas. Nasceu na Vila a 27/5/1917. // Em Julho de 1933 fez exame do 2.º grau, quarta clas-se, ficando aprovado (NM 203, de 6/8/1933). // Casou a --/--/193- com Glória, nascida na Galiza a 15/8/1920, filha de --------- Gonçalves e de Maria Rosa Monteiro. // Moraram em Chaviães e depois na Rua de Baixo, Vila. À entrada da porta existia um azulejo quadrado com a seguinte frase: «cá em casa manda ela, mas nela mando eu.» // Um dia, na década de sessenta, resolveram ir para a Valinha, onde o casal abriu uma ta-berna, e onde morreram: ele a 12/9/1993 e ela a 29/6/1998. Estão ambos sepultados no cemitério municipal de Melgaço. // Pai de Maria do Carmo, de Maria Albertina, de José Alberto, de Maria do Rosário, de Maria Isabel, e de Fátima. // Nota: ainda soltei-ro, gerou um filho em Zoé Noémia Fernandes, ao qual deram na igreja católica o no-me de Dario.
SOUSA, Paulo José. Filho de Hortênsia Adelaide de Sousa (ver em Noia), de SMP, moradora na Travessa do Paço do Concelho. Neto materno de Manuel António de Sousa e de Amália Maria Almeida. Nasceu a 20/4/1906 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Paulo José da Cunha, casado, lavrador, e Maria José de Almeida, casada, doméstica. // Casou a 16/6/1946 na igreja do Sacramento, Lisboa, com Jose-fina de Jesus, natural de Paialvo, Tomar. // A sua esposa faleceu na freguesia do Sa-cramento, Lisboa, em Julho de 1956.
SOUSA, Petronila Aurora. Filha de Francisco José Gonçalves de Sousa e de Miqueli-na de Sousa e Castro, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Bernardo José Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa, de Remoães; n.m. de Luís José de Sousa e de Rita Rosa de Sousa, da Quinta da Torre, Paderne. Nasceu a 17/9/1847 e foi batizada na igreja a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Justiniano e Cândi-da Júlia, tios maternos da neófita.
SOUSA, Porfírio Augusto. Filho de António Joaquim de Sousa e de Esmeralda Cândi-da da Ponte, lavradores, residentes na Pigarra. N.p. de Teresa de Jesus de Sousa; n.m. de Manuel Inácio da Ponte e de Ana Joaquina Rodrigues. Nasceu no sobredito lugar a 29/5/1914 e foi batizado na igreja de SMP a 19 de Junho desse ano. Padri-nhos: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Cândida Álvares de Barros, sol-teira. // Faleceu no lugar da Pigarra a 17/5/1916 (Correio de Melgaço n.º 200, de 21/5/1916).
SOUSA, Raquel. Filha de Alberto Barros de Sousa, brasileiro, e de Virgínia de Jesus Ribeiro Pousa Mendes, lisboeta. Nasceu na Vila a --/--/1951. // Costureira. // Casou com Artur Silva, alfaiate, monçanense, com ateliê na Vila de Melgaço. // Tem dois filhos.
SOUSA, Raquel das Dores. Filha de José Maria de Ascensão e Sousa, chefe da Re-partição de Finanças de Melgaço, e de Inácia Beatriz Cerqueira. Nasceu na Vila de Ponte da Barca por volta de 1884. // Tinha 19 anos de idade, era solteira, proprietária, quando casou na igreja de SMP, Vila de Melgaço, a 7/10/1903 com João Maria, de 35 anos de idade, solteiro, proprietário, natural de Vilarinho do Bairro, Anadia, residente em Arroios, Lisboa, filho de José Maria Bento Gonçalves e de Maria Rosa Ferreira. Testemunhas: Miguel Frederico Pita de Vasconcelos e José Dias, proprietários, de SMP. // S.m.n.
SOUSA, Raul Arménio. Filho de Raul Gomes de Sousa, relojoeiro, natural de Prado, e de Maria do Carmo Táboas, doméstica, natural da vila, moradores no lugar de Gal-vão. Neto paterno de José Justino de Sousa e de Maria Rita Ribeiro; neto materno de Caetano Maria Táboas e de Maria Ludovina Domingues. Nasceu na vila de Melgaço, no dito lugar de Galvão, a 20/6/1940. // Ingressou em um banco como contínuo, mas depois de 25/4/1974 foi promovido a bancário administrativo; trabalhou na União de Bancos, agência de Melgaço, aposentando-se na década de noventa. // Aderiu ao Partido Socialista, de cujas listas fez parte várias vezes para a Assembleia Municipal. // Em 1992 foi presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Melga-ço. // Casou na igreja de SMP a 7/3/1965 com Maria da Conceição da Rocha, de 28 anos de idade, natural de Prado, filha de Rafael da Rocha e de Conceição Domin-gues. // Morreu na freguesia de Vitória, Porto, a 19/1/2005. // Com geração.
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SOUSA, Romeu Fernando Martins (Dr.) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1444, de 19/8/1962:
// Em 1966 era Conservador do Registo Civil em Melgaço e advogado, com escri-tório na própria Conservatória (ver Notícias de Melgaço n.º 1602, de 17/7/1966).
SOUSA, Rosa Maria. // Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1792. // Teve a profis-são de criada de servir. // Faleceu a 9/2/1862, solteira, com cerca de 70 anos de idade, em casa de Vitória da Costa, da Casa do Crasto, freguesia de Penso, onde servia. // Fizera testamento. // Nota: o padre desconhecia o nome dos pais dela, e também não sabia se deixara filhos; quando morreu não estava em seu perfeito juízo.
SOUSA, Rui José. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1447, de 16/9/1962:
SOUSA, Sofia Adelaide. Filha do Dr. Francisco de Meireles Leite Pereira de Abreu e Sousa, juiz de Direito na comarca de Melgaço, e de Maria Clementina de Vasconce-los Sousa Castro e Melo, moradores na Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço. N.p. do Dr. Francisco de Meireles Leite, de Cabeceiras de Basto, e de Francisca da Estrela Leite Pereira de Abreu e Sousa, da Vila de Ceia; n.m. de Francisco de Vasconcelos Sousa Castro Melo, de Vila do Conde, e de Augusta Adelaide da Costa Rebelo, de Vila Real. Nasceu em SMP a 15/11/1885 e foi batizada a 10 de Dezembro de esse mesmo ano. Padrinhos: Artur Pinheiro de Aragão, de Lamego, e Sofia Augusta de Meireles Leite, de Joane, Vila Nova de Famalicão. // Casou na Conservatória do Re-gisto Civil de Vila do Conde a 19/4/1928 com Manuel André dos Santos. // Enviuvou a 20/7/1935. // Faleceu a 9/5/1974, em Vila do Conde.
SOUSA, Tomaz. // A 15/6/1799 era juiz (homem bom) na Vila de Melgaço. // (Organi-zação Judicial de Melgaço, de Augusto César Esteves, p.p. 22 e 23).
SOUSA, Vitorina Rosa. Filha de António Joaquim Gomes de Sousa e de Joana Joa-quina Gomes, lavradores, de Chaviães. Nasceu nessa freguesia de Melgaço por volta de 1818. // Faleceu no lugar da Pigarra, SMP, onde tinha casa, a 29/8/1892, com 74 anos de idade, viúva de Luís Vicente de Araújo Azevedo, e foi sepultada no cemitério municipal. // Deixou filhos.
SOUSA, Vitorino de Jesus. Filho de Carlota Cândida de Sousa, solteira, servente, da Vila. N.m. de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e de Maria Carolina Marques, serven-te. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 24/3/1889, e foi batizado a 7/4/1889. Padrinhos: Vitorino Joaquim Lourenço, casado, negociante, e Maria das Dores Lopes, solteira, servente, ambos da Vila. // Faleceu na Rua Direita, SMP, a 8/10/1889.
SOUSES
SOUSES, Maria de Todos-os-Santos. Filha de Benita Souses (devia ser galega; fale-ceu antes de 1882). // Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1850 (?). Na altura do seu nascimento a sua mãe Benita não a levou à igreja a fim de ser batizada. Assim, por sua iniciativa, com mais de trinta anos de idade, e para se casar, batizou-se na igreja de SMP a 24/3/1882. (Ver assento de casamento desse ano).
SOUTO
SOUTO, Antónia Maria. Filha de Antónia do Souto, galega, moradora em Chaviães. N.m. de Lourenço do Souto e de Joana (Forbes?), de Covelo, Tui. Nasceu a 2/5/1768 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre encomendado Manuel Bento de Lima a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Simões, de São João de Lobeiros, Tui, e Jacinta Simões, daquele bispado. Testemunhas: Francisco Pedro da Silva e Gregório Salga-do, ambos da Vila. // Faleceu em Galvão de Baixo a 26/5/1839, e foi sepultada na igreja matriz.
SOUTO, Carlos José. Filho de Adelaide Joaquina do Souto, solteira, natural de Paços, moradora na Vila. Neto materno de Maria Francisca do Souto. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 6/11/1873, e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Caeta-no Celestino Sousa, mordomo da igreja, e Maria Teresa de Jesus, solteira, ambos da Vila. // Casou na igreja de Paços a 28/10/1895 com Francisca, de 21 anos de idade, natural daquela freguesia de Melgaço, filha de Manuel Joaquim Douteiro e de Maria Pires. // Faleceu na dita freguesia de Paços, a 20/1/1956. // Com geração (ver em Paços).
SOUTO, Manuel Lourenço (Padre). // Faleceu na Vila a 2/7/1772.
SOUTO, Maria Isabel. // Os seus pais eram espanhóis, assim como ela. // Faleceu intramuros, Vila de Melgaço, a 21/1/1861, casada com José Maria Pereira, soldado veterano. // Foi sepultada na igreja matriz a 23. // Não deixou filhos.
SOUTO, Rosa Maria. Filha de Manuel do Souto e de Rosa Maria Marques, morado-res em Galvão. N.p. de Domingos do Souto e de Maria Monteiro, de Prado; n.m. de Domingos Marques e de Isabel Vaz Durães, da Vila. Nasceu a 29/7/1759 e foi batiza-da na igreja de SMP a 3 de Agosto desse ano.
STOCKLER
STOCKLER, Luís Manuel. Filho do Dr. Henrique Pinto de Albuquerque Stockler, dele-gado do Procurador da República em Almeida (*), e de Julieta de La Salete Gonçal-ves da Mota. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1913 e foi batizado a 17 de Fevereiro desse ano (Correio de Melgaço n.º 33 e n.º 38, de 23/2/1913). // Parece que foi capitão do exército. // Chegou a visitar Melgaço algumas vezes. /// (*) Ainda nesse ano de 1913 foi transferido para Vila Nova de Ourém (Correio de Melgaço n.º 77, de 30/11/1913).
SUSANO
SUSANO, Manuel Gomes Craveino. // Este senhor deve ser filho de algum funcionário público que esteve em Melgaço em serviço durante alguns anos. É óbvio que o conhecimento que tinha da terra, o conhecimento do concelho em geral, é diminuto. No entanto, e porque assinava o jornal, ou jornais, mel-gacenses, ia-se apercebendo das lutas partidárias, das rivalidades, dos ódios e paixões descontroladas. Formou uma opinião, a sua opinião, sobre as gen-tes de Melgaço, sobretudo das pessoas que habitavam a sede do concelho. Em 1929 ainda não existia eletricidade nem água canalizada, nem todas as freguesias tinham escola do ensino primário, o analfabetismo era geral, em cada cem pessoas, pelo menos setenta não sabiam ler nem escrever! O com-boio chegou a Monção em 1915 e não passou dali. Não havia estrada para Castro Laboreiro, a freguesia com mais área, nem para outras freguesias do concelho. Caminhava-se a pé, ou de burro, como há milhares de anos atrás. O castelo estava em ruínas, as pedras das muralhas eram utilizadas para se construírem habitações. Enfim, Melgaço, em 1929, era uma Vila medieval. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 12, de 12/5/1929: «Saudação. Foi com a maior alegria que li no “Novidades”, e em vários jornais da capital, a inaugu-ração oficial da humanitária associação dos BVM. Desde o início da sua or-ganização segui sempre com o maior interesse o seu desenvolvimento, e es-perava ansioso pela sua realização. Chegou finalmente o dia tão ambiciona-do, não só dos melgacenses, mas de todos os amigos de Melgaço. E a esse número honro-me de pertencer. Melgaço não me serviu de berço mas lá pas-sei os melhores anos da infância. E por isso dedico-lhe tanta estima e amiza-de como à minha terra natal. É sempre para mim motivo de imenso júbilo quando vejo acentuar-se o seu desenvolvimento. Melgaço, terra de belezas e encantos, que prendem a atenção daqueles que pela primeira vez pisam o seu solo, não podia permanecer eternamente na indigência e na indiferença dos seus habitantes. Chegou, enfim, a hora de despertar do seu letargo. O seu progresso impõe-se como uma grande necessidade. É preciso, pois, unir fileiras e trabalhar mutuamente para o engrandecimento da linda vila minho-ta. Lance-se um espesso véu sobre o passado e acabe-se com ódios e res-sentimentos, que só servem para amesquinhar e rebaixar um povo. Congre-guem-se todas as energias para que amanhã Melgaço possa caminhar na vanguarda das [vilas] suas circunvizinhas. Será difícil? É, mas não é impos-sível. Não há dificuldade, por maior que seja, que não possa vencer-se quando, para isso, haja o esforço e a boa vontade de todos. Um povo só se torna grande quando não deixa enraizar no seu seio o vício maldito da políti-ca. Não quero dizer que cada um vá abdicar das suas convicções. Não! Que-ro lembrar apenas que – quando se trata de engrandecer a terra que nos viu nascer – devem guardar-se no fundo da alma as crenças e as convicções e ter em vista somente o bem comum. Logo após o movimento militar de 28 de Maio [de 1926] um conhecido homem público disse aos seus partidários: aba-tamos as nossas bandeiras. Pátria ao alto e política para o lado; trabalhemos todos para o engrandecimento do nosso querido Portugal. Eu direi também ao povo melgacense: abatei as vossas retaliações, Melgaço ao alto e política para o lixo. Trabalhai todos para o ressurgimento da vossa querida terra. E só assim podereis rivalizar um dia com as vossas congéneres. E quando as vos-sas forças não bastem para mover grandes empresas, como seja a continua-ção do caminho-de-ferro de Monção a Melgaço, cujo plano há muito está tra-çado, ireis junto dos poderes públicos, reclamar a pretensão a que – com toda a justiça – tendes direito. Eu quisera nesta hora levar pessoalmente as mi-nhas homenagens e os meus votos de prosperidades aos intrépidos bombei-ros melgacenses, mas não o podendo fazer como era meu desejo, a minha alma voa até junto de vós e acompanha-vos nas vossas alegrias e nos vos-sos empreendimentos. Todos vós sois rapazes amigos e conhecidos e junto de vós vivi alguns anos como se vive no seio da família. Nunca esquecerei a vossa leal amizade. Para todos vão neste momento, com um abraço de sau-dades, as minhas humildes mas sinceras saudações. Do vosso trabalho e da vossa dedicação muito tem a esperar a vossa terra. Trabalhai com amor e afe-to para o bem-estar da vossa vila, e amanhã agradecer-vos-á, dando-vos a coroa de glória, como a pátria dá aos seus mártires. Não quero esquecer tam-bém a Ex.ma Direcção, que muito trabalhou para a vossa organização, em especial o Ex.mo Sr. Dr. Augusto César Esteves. Ela é composta de criaturas de considerado valor e todas elas creio estarem animadas dos melhores de-sejos para bem servirem a vossa benéfica associação. Daqui lhes envio os meus sinceros cumprimentos e a expressão do meu maior respeito e conside-ração.» // Manteigas, Abril de 1929.
TÁBOAS
TÁBOAS, Abraão José (Caganitas). Filho de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Maria Ludovina Domingues, lavradeira, da Vila. Neto paterno de João Manuel Táboas e de Joaquina Rosa Cerdeira; neto materno de José Maria Do-mingues e de Isabel Maria Vasques. Nasceu em Galvão a 27/9/1909 e foi batizado a 3 de Outubro desse ano. Padrinhos: João Cândido de Carvalho, solteiro, carpinteiro, e Márcia Otília Pinto, solteira, costureira. // Foi o bombeiro voluntário n.º 38. // Casou na CRCM a 20/10/1934 e na igreja da freguesia de Prado a 24/11/1934 com Sílvia, filha de José Eugénio Gonçalves Pereira e de Maria da Costa Barreto, residentes naquela freguesia. // Enviuvou a 14/11/1991. // Faleceu no Lar Pereira de Sousa a 24/2/1993. // Com geração.
TÁBOAS, Adozinda Augusta. Filha de Abraão José Táboas e de Sílvia Gonçalves Pereira. Nasceu na Vila a 7/1/1939. // (Notícias de Melgaço n.º 432). // Mãe de Maria José, nascida a 11/12/1959 e batizada a 19/4/1960.
TÁBOAS, Adozindo. Filho de Caetano Maria Táboas e de Maria Ludovina Domingues. Nasceu em -------------, a --/--/1---. // Casou com Ermezenda de Sousa.
TÁBOAS, António Augusto (Dr.) Filho de --------- Táboas e de ------------------------------. Nasceu em ------------, Melgaço, a --/--/19--. // Casou com Rosa Maria Ventura Dias. // Foi médico em Tarouca (ver A Voz de Melgaço n.º 956, de 1/2/1992). // Pai de Liliana Sofia e de Carolina Sofia, estudantes em 1994.
TÁBOAS, António José. Filho de Abraão José Táboas e de Sílvia Gonçalves Pereira. Nasceu em (talvez em Prado), a 8/6/1946. // Casou a 9/4/1967 com Maria da Concei-ção, filha de Henrique Napoleão Gonçalves, sapateiro, e de Palmira Rosa Alves de Melo, peixeira, nascida na Vila a 8/12/1949. // Ambos emigraram para França, onde se mantiveram até à sua aposentação. // Faleceu em Melgaço a 28/11/2014. // Pai de Henrique e de Raul António (este casou a 27/7/1990 em Vila de Pales, Ponferrada, Espanha, com Berta, filha de António Gonzalez Arias e de Carmen Gonzalez Garcia. Padrinhos da boda: José Lavandeira e Pascuela Vidal).
TÁBOAS, Arménio José. Filho de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Maria Ludovina Domingues, lavradeira, da Vila, moradores em Galvão de Baixo. N.p. de João Manuel Táboas, de Santa Cristina de Baleixe, Galiza, e de Joa-quina Rosa Cerdeira, da Vila de Melgaço, lavradores; n.m. de José Luís Domingues e de Isabel Maria Vasques, lavradores, de SMP. Nasceu a 7/10/1893 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Dias e esposa, Maria Joaquina de Sousa, lavrado-res, residentes na Rua Direita, SMP. // Casou com Aurora Marinho, galega.
TÁBOAS, Augusta de Nazaré. Filha de Caetano Maria Táboas e de Maria Ludovina Domingues. Nasceu em --------------, a --/--/1---. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1539, de 27/12/1964:
TÁBOAS, Augusta de Nazaré. Filha de Abraão José Táboas e de Sílvia Gonçalves Pereira. Nasceu em --------------, a 4/9/1953.
TÁBOAS, Áurea Augusta. Filha de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Maria Ludovina Domingues, lavradeira, natural da Vila. N.p. de João Ma-nuel Táboas e de Rosa Maria Cerdeira; n.m. de José Luís Domingues e de Isabel Ro-drigues. Nasceu em Galvão em Baixo 8/1/1901 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Esteves, casado, negociante, e Áurea Augusta Gonçal-ves, solteira, das Carvalhiças. // Faleceu a 23/12/1982 (confirmar).
TÁBOAS, Benezinda Cândida. Filha de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Ludovina Maria Domingues, lavradeira, natural da Vila, moradores em Galvão de Baixo. N.p. de João Manuel Táboas e de Joaquina Rosa Cerdeira; n.m. de José Luís Domingues e de Isabel Maria Vasques. Nasceu a 30/1/1896 e foi batizada a 8 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: José Dias, lavrador, e Maria Joaquina de Sou-sa, padeira, casados. // Casou a --/--/1923 com Agostinho Araújo, pedreiro. // Faleceu nas Carvalhiças a --/--/1927. // Com geração.
TÁBOAS, Esmeraldino Cândido. Filho de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Maria Ludovina Domingues, lavradeira, natural da Vila. N.p. de João Manuel Táboas e de Joaquina Rosa Cerdeira; n.m. de José Maria Domingues e de Isabel Maria Vasques. Nasceu no lugar das Várzeas, SMP, a 10/11/1903, e foi batiza-do a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Cândido Esteves, solteiro, estudante, e Anésia Esteves, solteira, proprietária. // Casou a 7/4/1927, na CRCM, com Maria Ro-drigues de Moraes. // No Notícias de Melgaço n.º 1601, de 10/7/1966, diz-se que ele veio nesse ano do Rio de Janeiro passar umas férias a Melgaço. Nessa altura tam-bém vieram Joaquim Domingues e António Meleiro (Cabana).
TÁBOAS, Eugénio José. Filho de Abraão José Táboas e de Sílvia Gonçalves Pereira. Nasceu em -----------, a 15/5/1935.
TÁBOAS, Lindalva Augusta. Filha de Caetano Maria Táboas e de Maria Ludovina Domingues, moradores em Galvão. N.p. de João Manuel Táboas e de Rosa Joaquina Cerdeira; n.m. de José Luís Domingues e de Isabel Maria Vasques (ou Isabel Rodri-gues). Nasceu na Vila a 17/1/1915 e foi batizada na igreja a 15 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: João Cândido Carvalho, artista, e Arlinda Augusta, doméstica, resi-dentes na Vila. // Casou na Vila de Monção a --/--/1937 (ou 1939) com José Rodrigues, de quem enviuvou. // (ver Notícias de Melgaço n.º 370). // Casou em segundas núpcias a 16/1/1953 com Henrique Lucena, natural de Penso, Melgaço, fiscal das obras cama-rárias. // Faleceu a 28/2/1983. // Teve uma menina do segundo marido, Maria Natér-cia, mas morreu ainda criança, a 23/9/1950 (NM 950, de 8/10/1950).
TÁBOAS, Luzindo José. Filho de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Maria Ludovina Domingues, lavradeira, da Vila. N.p. de João Manuel Tá-boas e de Joaquina Rosa Cerdeira; n.m. de José Maria Domingues e de Isabel Maria Vasques. Nasceu no lugar das Várzeas a 30/10/1906 e foi batizado a 5 de Novembro desse ano. Padrinhos: José Manuel Lopes, solteiro, proprietário, e Maria Amélia Egas Afonso, solteira, proprietária. // Casou na igreja de SMP a 28/1/1944 com Ermezinda Rosa da Cunha, sua conterrânea. // Faleceu na Vila a 20/10/1986.
TÁBOAS, Maria do Amparo. Filha de Abraão José Táboas e de Sílvia Gonçalves Pe-reira. Nasceu em -----------------, a 12/10/1945.
TÁBOAS, Maria do Carmo. Filha de Caetano Maria Táboas, pedreiro, natural de São Paio, e de Maria Ludovina Domingues, lavradeira, natural da Vila, moradores em Gal-vão de Baixo. Neta paterna de João Manuel Táboas e de Joaquina Rosa Cerdeira; neta materna de José Maria Domingues e de Isabel Maria Vasques. Nasceu em SMP a 26/7/1898 e foi batizada na igreja a 31 desse mês e ano. Padrinhos: José Dias, pro-prietário, e Maria Joaquina de Sousa, padeira, casados. // Casou a 21/4/1921 com Manuel, de 27 anos de idade, natural de Paderne, filho de José Augusto Meixeiro e de Maria do Carmo Pereira. // O marido morreu na sua freguesia natal a 24/9/1921. // Casou em segundas núpcias, a 12/5/1926, com Raul Gomes de Sousa, de 25 anos de idade, nascido em Prado, filho de José Justino Gomes de Sousa e de Maria Rita Ri-beiro. // Ambos os cônjuges faleceram na Vila: o 2.º marido a 6/11/1962 e ela a 3/9/1964. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1526, de 13/9/1964:
Mãe de Clarisse Meixeiro (--/--/1922-12/2/1949), etc.
TÁBOAS, Raul Abraão. Filho de Abraão José Táboas e de Sílvia Gonçalves Pereira. Nasceu em ----------------, a 1/3/1948 e foi batizado na igreja paroquial de Prado a 16 de Outubro de 1948. Padrinhos: Raul Gomes de Sousa, cobrador dos impostos indire-tos municipais, e sua esposa, Maria do Carmo Táboas de Sousa (NM 877, de 31/10/1948).
TÁBOAS, Rui Adozindo. Filho de Abraão José Táboas, natural da vila de Melgaço, SMP, e de Sílvia Gonçalves Pereira, natural de Prado. Nasceu em ------------, a 27/4/1951. // Ainda jovem emigrou para França, mas devido a problemas surgidos com o consulado, teve de regressar a Portugal a fim de cumprir o serviço militar. En-contrava-se no quartel da Amadora quando se deu o 25 de Abril de 1974; junto com a sua companhia foi para a baixa lisboeta dentro de um unimog, carro de combate. Ain-da chegou a dar uma entrevista a um jornalista francês. Felizmente as coisas corre-ram bem, deixou a tropa, voltou para França, onde trabalhou na indústria hoteleira, salvo erro, organizou a sua vida e casou. Aquando da aposentação, voltou para Mel-gaço. // Com geração.
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TAVARES
TAVARES, Henrique. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1685, de 23/6/1968:
TAVARES, Joaquim Maria. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 246, de 30/9/1934: «Da tesouraria da Fazenda Pública da Vila de Caminha foi transferido para a tesoura-ria de Melgaço, tendo tomado posse, o tesoureiro Sr. Joaquim Maria Tavares…» // Em 1937 despedia-se dos melgacenses e da Tesouraria da Fazenda Pública de Mel-gaço, onde trabalhara como tesoureiro. Ia ser colocado em Souzel (Notícias de Melgaço n.º 338, de 10/1/1937).
TAVARES, Maria. Filha de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Soares (ou Este-ves). Nasceu na freguesia de Bela, concelho de Monção, a --/--/1894. // Casou a --/--/191- com Agostinho Vilas, nascido na freguesia de Ceivães, concelho de Monção, pedreiro e soldado da Guarda Nacional Republicana, filho de Maria Vilas. // Em 1919 nasceu-lhe o primeiro filho: Agostinho. // Veio com o marido e filho para a Vila de Mel-gaço, onde lhe nasceram os restantes bebés. // Como o seu marido foi dispensado da Guarda Nacional Republicana em 1927, ela teve de se agarrar à venda de peixe para ajudar no sustento da família. // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/1981, com 87 anos de idade.
TÁVORA
TÁVORA, António (Dr.) // Foi juiz de fora na Vila de Melgaço de 1599 a 1601. // Exer-ceu também o cargo de provedor da SCMM, tendo acabado as obras da ermida de Santo António, onde se cantou missa a 27/3/1600. // Era casado com Maria de An-ciães. // Nasceram-lhe dois filhos em Melgaço: Jerónimo, batizado a 16/1/1600, e Marta, batizada a 11/6/1601. // (ver Organização Judicial de Melgaço, de Augusto César Esteves, p. 48).
TEIXEIRA
TEIXEIRA, Agostinho. Filho de Manuel dos Santos, lavrador, natural de Melo, Gou-veia, e de Maria do Rosário Teixeira, lavradeira, natural de Freixo da Serra, Gouveia. Nasceu na freguesia de Freixo da Serra, concelho de Gouveia, por volta de 1916. // Veio para o Minho como soldado da Guarda-Fiscal. // Quando esteve no posto de Cevide, Cristóval, conheceu a futura esposa, Maria das Dores, filha de Francisco Guerreiro e de Maria Rosa Veiga, galaico-portuguesa, nascida a 9/3/1921. Casaram a 21/9/1944. Estiveram alguns anos em Cevide, onde – em Julho de 1944 – foram pa-drinhos de Joaquim Agostinho, filho de Maria Leonor da Rocha. // Mais tarde residi-ram numa parte do convento das Carvalhiças, SMP (ver NM 1003, de 2/12/1951), onde nasceu, a 15/12/1951, na maternidade do hospital da SCMM, a sua única filha, Maria de Fátima, e dali passaram para uma casa da Rua Velha, Vila, SMP [lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1553, de 2/5/1965:
], onde ele morreu, a 28/4/1992, com setenta e seis (76) anos de idade. // Chegou ao posto de 2.º cabo (ver Notícias de Melgaço n.º 1487, de 6/10/1963, e NM 1553, de 2/5/1965). // A sua viúva foi morar em Braga, com a filha e o genro, ambos professores do ensino básico, onde se finou, a 6/11/2005.
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TEIXEIRA, Ana da Graça. Filha de João António Teixeira (*), guarda-fiscal, e de Je-suina Maria Faria, doméstica, naturais de Santa Eulália de Negreiros, Barcelos. Nas-ceu em Paranhos, Porto, por volta de 1896. // Deve ter vindo para Melgaço com os pais ainda criancinha, pois a 15/7/1907 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, sita na Vila de Melgaço, obtendo um ótimo. // Casou muito nova, a 11/4/1914, na CRCM, com Emiliano Augusto, alfaiate e taxista, filho de Félix Igrejas e de Conceição Costas. // Nesse ano de 1914 nasceu-lhes uma menina, Alzenda, mas morreu bebé, e nunca mais tiveram filhos. // O casal morou durante muitos anos na Avenida das Tílias. // Finou-se a 27/3/1968, com 72 anos de idade. /// (*) João António Teixeira morreu na Vila de Melgaço a 7/7/1948, com 78 anos de idade.
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TEIXEIRA, Antónia Caetana. Filha de João Manuel de Araújo Teixeira e de Maria Vi-tória de Sousa, moradores na Rua Direita. Neta paterna do padre Manuel Nunes de Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria de Araújo, solteira, do lugar da Corveira, Chaviães; neta materna de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nasceu a 18/2/1787 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Antó-nio Manuel Caetano Abreu Soares, tesoureiro-mor na Colegiada de Santo Estêvão da Vila de Valença, o qual serviu de padrinho.
TEIXEIRA, Antónia Luísa. Filha de Matias Manuel Teixeira e de Maria Rosa Gonçal-ves, moradores no Carvalho, intramuros. N.p. de António Teixeira e de Bernarda Sil-va, residentes intramuros; n.m. de José Gonçalves e de Joana Fernandes, de S. Ve-ríssimo de Cela Nova, Ourense. Nasceu a 28/2/1806 e foi batizada na igreja de SMP a 2 de Março desse ano. Padrinhos: João Manuel Rodrigues e Antónia Luísa, da Vila de Melgaço.
TEIXEIRA, António José. Filho de António Teixeira, soldado infante, e de Bernarda da Silva (*), moradores na Rua da Misericórdia, Vila. Neto paterno de António Teixeira e de Brázia Rodrigues, de São Nicolau da vila de Cambeses, comarca de Guimarães; neto materno de Manuel da Silva Soares, solteiro, residente na Rua da Misericórdia, e de Maria Rodrigues, solteira, de Alveios, Tui. Nasceu a 12/6/1777 e foi batizado três dias depois. Padrinhos: António José Araújo Pereira, escrivão na Vila, e Jerónima da Silva, solteira, filha de Matias da Silva Soares, solteiro, escrivão da Câmara Municipal de Melgaço, e de Caetana Maria de Figueiroa, solteira, da Vila. // Morou na Rua de Baixo, intramuros. // Faleceu solteiro, a 13/4/1844, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de corpo presente. // Fizera testamento, embora fosse pobre. /// (*) Bernarda da Silva faleceu no estado de viúva, a 20/4/1819, na condição de pobre; morava então na Rua de Baixo.
TEIXEIRA, António Manuel. // Morou no Campo da Feira de Fora, casado com Joana de Sousa e Gama. // Faleceu na Vila a 24/1/1806.
TEIXEIRA, António Manuel. Filho de Teresa Pires Teixeira, solteira, proprietária. Nas-ceu por volta de 1862. // Deve ter sido emigrante. // Proprietário. // Tinha 42 anos de idade, era solteiro, capitalista, quando casou na igreja de SMP a 14/7/1904, com Eme-renciana Preciosa, de 25 anos de idade, solteira, proprietária, filha do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico, e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mou-rão. Testemunhas: Aníbal de Vasconcelos Mourão Passos, irmão da noiva, e Gaspar Eduardo de Almeida e sua esposa. // Faleceu a 4/2/1907, na sua casa da Rua da Cal-çada, sem sacramentos, sem testamento, com 50 (!) anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // A sua viúva finou-se a 7/12/1952. // Com gera-ção.
TEIXEIRA, Artur. Filho de João Manuel Pires Teixeira, melgacense, e de Ursulina Lopes da Silva, brasileira. Neto paterno de Teresa Pires Teixeira; neto materno de Bernardina Maria de Jesus. Nasceu em -------------, a 16/2/18-- (*). // Viveu grande parte da sua vida no Brasil, continuando os negócios de seu pai. // Segundo o Correio de Melgaço n.º 191 ele era «chefe de uma das mais importantes casas comerci-ais…» // Em 1907 veio passar uns dias a Melgaço. // A 13/4/1908 inaugurou o seu novo estabelecimento de sapataria, situado na Rua de Santo António, cidade de Pará, Brasil. // Casou com Alzira Rodrigues. // Em 1914 tencionava regressar a Pará, acompanhado de seu pai, e de sua irmã Palmira; estava na Suíça «em procura de melhoras à sua saúde bastante alterada» (Correio de Melgaço n.º 106, de 7/7/1914). // Em finais de 1915 ia sendo morto a tiro, no Mosqueiro, por Mário Rocha, solicitador (ver Correio de Melgaço n.º 180, de 2/1/1916). // Esse Mário Rocha, que assassinara Filinto Elí-sio, e atentara contra a vida de Artur, foi condenado a sete anos de prisão (Correio de Melgaço n.º 191, de 19/3/1916). // A 16/2/1916, dia do seu aniversário, o seu tio José Joa-quim Marques ofereceu-lhe «um esplendoroso baile». // No Correio de Melgaço n.º 193, de 2/4/1916, pode ler-se: «do “corso” de terça-feira de entrudo destacava-se o automóvel do senhor Artur Pires Teixeira, armado em florido caramanchão de apura-do gosto…» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 163, de 4/9/1932: «Acha-se na dire-ção da Empresa Funerária desta capital (Pará), como seu diretor, o nosso ilustre ami-go, senhor APT. Por tão acertadíssima distinção, temos o maior prazer em registar esta notícia, transmitindo àquele ilustre amigo os nossos mais sinceros parabéns.» // Morreu a 10/5/1961. // Com geração. /// (*) No Jornal de Melgaço n.º 1194, de 9/2/1918, diz-se que ele nasceu no dia 9 de Fevereiro.
TEIXEIRA, Artur. Filho de António Manuel Pires Teixeira e de Emerenciana Preciosa Vasconcelos Mourão Passos, proprietários. Neto paterno de Teresa Pires Teixeira, solteira; neto materno do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. Nasceu na Vila de Melgaço a 30/4/1905 e foi bati-zado a 17 de Outubro desse ano. Padrinhos: Artur Pires Teixeira e Palmira Pires Tei-xeira, solteiros, proprietários, primos do batizando. // Quanto a estudos, não sei se ul-trapassou a 4.ª classe (2.º grau), a qual fez no Porto em Julho ou Agosto de 1917, com distinção (JM 1171, de 18/8/1917). // Em 1935 era sócio da firma Júlio Esteves & C.ª, com sede na Vila (Notícias de Melgaço n.º 274, de 16/6/1935). // Foi dono de uns arma-zéns na Calçada, aos quais o professor Ribeiro da Silva lhe dedicou uma das suas gazetilhas, com o título “Os Armazéns da Garage” (ver Notícias de Melgaço n.º 372, de 17/10/1937).
Nesse local teve a sua sede a empresa de transportes “Auto Viação Melgaço”, da qual ele era sócio. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 17, e a 18/10/1937 na capela de Golães, com Laura da Conceição, filha de José Esteves (Cabana), “capitalista” no Rio de Janeiro, e de Rosa Alves Salgado. Padrinhos do noi-vo: Palmira Pires Teixeira e Vitorino Esteves (Cabana). Padrinhos da noiva: a sua mãe e Ursulina Lopes da Silva Teixeira. Passaram a lua-de-mel no Porto e no Buçaco. // Logo depois do casamento, a 24/10/1937, uns miúdos arrombaram uma das portas dos sobreditos armazéns e dali furtaram três garrafas de vinho do Porto e vários ma-ços de tabaco, no valor aproximado de 300$00. O jornal não revelou o nome dos la-rápios, tendo em conta a sua pouca idade (ver NM 374, de 31/10/1937). // Abraçou com ambas as mãos o regime corporativista. // Em 1937 chegou a ser vogal do Conselho do Município. // Em 1938, além de comerciante era também correspondente bancário no concelho, abrindo uma Casa de Câmbios, muita ativa até à década de sessenta, altura em que começaram a aparecer em Melgaço as agências bancárias. // Consta que durante a II Guerra Mundial, juntamente com outros, forneceu volfrâmio aos ale-mães, através da Espanha franquista. Lê-se no Diário de Notícias de 26/1/1997 e 30/1/1997: {o DN sabe que Artur Teixeira, de Melgaço, e entretanto falecido, seria um dos líderes, ou mesmo o cabecilha, da quadrilha, confirmando a informação dos ser-viços secretos americanos que, em 1945, o referenciavam como membro de uma «sociedade de contrabando»}. Devido ao facto de Salazar se ter mantido no poder, ele e muitos mais nunca foram castigados. // Apesar do seu muito dinheiro era consi-derado um forreta. Na ocasião dos reis, os rapazes da Vila iam-lhe cantar à porta, mas fazia de conta que não os ouvia, só para não dar uma simples moeda. Os miú-dos, depois de uma longa espera, gritavam: «esta casa cheira a unto, morreu aqui um defunto», e retiravam-se pacificamente, com receio de que ele lhes acirrasse o cão. // Em reunião da Câmara Municipal de Melgaço de 21/4/1952, foi presente o processo com o respetivo auto de vistoria referente ao pedido que ele fizera para lhe ser con-cedida licença para habitar o seu prédio recentemente construído na Rua da Calçada. Parecer da Câmara: «passe-se a respetiva licença.» // A 14/6/1955 assinou, junta-mente com outros, um requerimento onde se pedia ao ministro da Justiça para casti-gar, afastando-o de Melgaço, o Dr. José Joaquim de Abreu, pelas suas manifestas insolências e abusos. O advogado respondeu-lhes à letra (ver o livro por ele publicado “Denúncia Caluniosa”). Em outro livro publicado pelo Dr. Abreu, “Vil perseguição a um advogado por um delegado do Ministério Público”, publicado em 1955, pode ler-se, referindo-se a Artur Teixeira: «Só favores, me devia. A título de exemplo: em 1941, vendo-o muito aflito com falta de dinheiro, emprestei-lhe, sem qualquer garantia, trinta contos. Mas deve-me maiores favores.»
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1559, de 20/6/1965: «Escolas da Vila. Assistência escolar. Quase ninguém, além dos respetivos serviços, se apercebe das dificuldades com que se luta nas nossas escolas para que todos os alunos tenham o preciso – o mínimo indispensável – em ordem a não notarem diferenças entre ricos, pobres e remediados. A caixa escolar (que vive com pouco mais do que as modestíssimas quotas dos alunos) despendeu no decurso deste ano largas centenas de escudos – já ultrapassa os dois milhares – no fornecimento de batas e de livros, e de outros artigos escolares aos alunos mais desamparados da fortuna. Lutava, por isso, com um défici-te de algumas centenas de escudos. Tal facto chegou ao conhecimento de alguém a quem a fortuna não consegue cegar e foi o bastante para que, espontaneamente, me dissesse ficar à minha disposição, para saldar o déficite da caixa escolar, a quantia de 500$00. Foi isto no memorável dia da inauguração da nossa linda escola. Há dois di-as, pesaroso por ter apenas prometido 500$00, o senhor Artur Teixeira entregou-me mil escudos para a caixa escolar, com a condição expressa de eu nada dizer do fac-to. Atos destes não podem esconder-se e, por isso, com os sinceros agradecimentos da Caixa Escolar e das crianças suas protegidas, aqui o relato para que o nobre exemplo seja imitado. Em breve me ocuparei da “Cantina Escolar”. Até lá, e mais uma vez, muito obrigado, senhor Artur Teixeira.» // Ascensão Afonso.
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1586, de 6/2/1966: «Mais uma prova. Em Junho do ano findo o senhor Artur Teixeira ofereceu espontaneamente à Caixa Escolar das escolas desta Vila a quantia de mil escudos. Há dias quis ter novamente a bondade de – também sem ninguém lho pedir – entregar mais quinhentos escudos à mesma Caixa Escolar. Com esses quinhentos escudos calçaram-se no dia de São Braz nove crianças das nossas escolas, aquelas que se apresentavam em piores condições. E que contentes elas ficaram com as suas botas novas! Bem-haja, e desculpe, senhor Teixeira!» // Morreu na sua casa da Calçada, por ele mandada construir, com oitenta e cinco anos de idade, a 24/10/1990, realizando-se o seu funeral num dia de chuva. // A sua viúva finou-se depois de 1996. // Com geração.
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TEIXEIRA, Bernardo António (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1748 a 1750. // Exerceu também o cargo de provedor da SCMM, tomando posse a 2/7/1750, dia de festa. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 70).
TEIXEIRA, Caetana Luísa. Filha de João Manuel de Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa e Gama, moradores na Rua Direita. Neta paterna do padre Manuel Nunes Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria Araújo, solteira, da Corveira, Chaviães; neta materna de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nasceu a 8/8/1783 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Dr. Luís Soares Calheiros, solteiro, e Caetana Josefa de Sousa, solteira, da Vila. Teste-munhas: José Gomes, mordomo, e padre Caetano José Abreu Cunha Araújo.
TEIXEIRA, Deolinda. Filha de ----------- Teixeira e de ---------------------------------------. Nasceu em ------------, por volta de 1920. // Faleceu no hospital da Santa Casa da Mi-sericórdia de Melgaço a --/--/1937, com 17 anos de idade. // (NM 367, de 5/9/1937).
TEIXEIRA, Francisco (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1700 a 1702. // Era cava-leiro professo na Ordem de Cristo. (OJM, de ACE, p. 61). // Usava também o nome de Francisco de Sousa Teixeira.
TEIXEIRA, Francisco Caetano. Filho de João Manuel de Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa, moradores na Vila. Neto paterno do padre Manuel Nunes de Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria de Araújo, de Corveira, Chaviães; neto materno de Maria Josefa de Sousa, da Vila, e de Lourenço Gomes, do lugar das Lages, Penso. Nasceu a 3/10/1779 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Cae-tano José de Abreu Soares e Maria Josefa de Sousa, da Vila.
TEIXEIRA, Guilhermino. Filho de Domingos da Silva Teixeira, português, e de Elvira Gonçalves, galega, comerciantes na vila de Melgaço. Nasceu a 16/5/1952 (ver Notícias de Melgaço n.º 1025, de 18/5/1952). // Ainda menino, foi para Lisboa com os pais.
TEIXEIRA, Jerónimo. // Em 1689 era depositário dos bens de raiz. // Em 1712 era vereador e juiz pela ordenação. // (OJM, de ACE, p. 125).
TEIXEIRA, João António. // Morreu na vila de Melgaço a 7/7/1948, com 78 anos de idade. O seu funeral realizou-se no dia seguinte. // Era pai de Ana da Graça, esposa de Emiliano Igrejas, alfaiate e taxista.
TEIXEIRA, João Batista. Filho de João Manuel de Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa, moradores na Rua Direita. Neto paterno do padre Manuel Nunes Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria Araújo, solteira, de Chaviães; neto materno de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nasceu a 10/6/1785 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Pedro Rodrigues de Sousa, de Chaviães, e Caetana Maria Nunes, solteira, da Vila.
TEIXEIRA, João José. Filho de António Teixeira e de Bernarda da Silva, moradores na Rua da Misericórdia. N.p. de António Teixeira e de Brázia Rodrigues, de São Nico-lau, vila de Cambeses, Guimarães; n.m. de Manuel da Silva Soares, solteiro, morador na dita Rua da Misericórdia, e de Maria Rodrigues, solteira, de São João de Alveios, Tui. Nasceu a 19/9/1781 e foi batizado na igreja de SMP a 22 desse mês e ano. Pa-drinhos: Dr. João Manuel Caetano de Abreu Soares, solteiro, residente na Vila. Tes-temunhas: Caetano José Abreu Soares e o padre Joaquim Daniel Torres Salgado, ambos da Vila. // Morou na Rua de Baixo, SMP. // Morreu solteiro, a 28/5/1830, não estando já em seu perfeito juizo; foi amortalhado com hábito de São Francisco e se-pultado na igreja matriz com ofício de corpo presente de 10 padres.
TEIXEIRA, João José. Filho de Matias Manuel Teixeira e de Maria Rosa Gonçalves, moradores intramuros. N.p. de António Teixeira e de Bernarda da Silva, de Melgaço; n.m. de José Gonçalves e de Joana Fernandes, de São Veríssimo de Cela Nova, Ou-rense. Nasceu a 11/3/1804 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: João Manuel da Costa Pinto e Josefa Luísa Gomes, solteiros, melgacenses.
TEIXEIRA, João Manuel (*). Filho de Teresa Pires Teixeira, galega, solteira, moradora no Campo da Feira de Dentro, Vila, e de João Manuel Domingues Marques, solteiro, natural de Remoães. Neto materno de José Teixeira e de Maria Pires, da freguesia de Molon, bispado de Ourense; neto paterno de Maria Benta Marques. Nasceu a 26/7/1858 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: José Maria Pe-reira, soldado veterano, e Ermelinda Rosa Rodrigues, da Vila. // Ainda novo emigrou para o Brasil, instalando-se em Pará, onde conseguiu na sua atividade comercial ar-ranjar uma razoável fortuna. // Casou (**) na década de oitenta do século XIX com Ursulina Lopes da Silva, nascida por volta de 1865 em Belém de Pará, Brasil, filha de Bernardina Maria de Jesus. // A partir de certa altura começou a vir a Melgaço com alguma regularidade. E para mostrar que tinha dinheiro, e que era um bom católico, mandou sobradar à sua custa a capela da Orada, além de outras melhorias. // A 3/7/1898 dotou a expensas suas o lugar das Carvalhiças com um fontanário público e um tanque para lavar roupa, o qual esteve ativo até à década de setenta do século XX. // Meteu-se nos negócios das águas minerais do Peso, mas os lucros não devem ter sido significativos, pois eram sete cães para um osso, e as inimizades que arranjou foram mais do que muitas. // A 8/12/1903 comprou à porta do tribunal a Francisco Joaquim Lobato, de Riba de Mouro, e a sua mulher, Ermelinda da Glória de Sousa e Castro, de Paderne, Melgaço, uma casa (e campos anexos) na Rua da Calçada, a qual mandou recontruir e ampliar, casa essa que anos mais tarde pertenceu a Miguel Pe-reira (Macarrão). // Como bom “brasileiro” que era, meteu-se na política, tomando pos-se de presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal a 2/1/1908; o vice-presidente era o padre Manuel Bento Gomes (Jornal de Melgaço n.º 716). Substituía no cargo a José de Sá Sotomaior, mas teve de lhe devolver o lugar logo após o regicídio (Jornal de Melgaço n.º 723, de 27/2/1908). // Até 1910 foi regenerador; depois da queda da monarquia passou a ser republicano, para não perder a sua influência na Câmara, tomando posse de presidente da Comissão Republicana a 10/10/1910. A 12/6/1912 eram seus assistentes (vereadores): Justiniano António Esteves, António Evangelista Pereira, e Aurélio A. Azevedo. Não sei ao certo quanto tempo permaneceu nesse pos-to, mas julgo que se aguentou até 1926. // De 1912 a 1914 foi secretário da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // A 30/11/1913 houve eleições camarárias e ele, como independente, ganhou-as com a vantagem de 111 votos; o seu adversário político, Hermenegildo José Solheiro, conseguiu eleger dois vereadores, salvo erro (ver Correio de Melgaço n.º 78, de 7/12/1913). // A 30/5/1916 lançou uma nova carreira de autocarros (auto-onibus) entre Melgaço e Monção. // No Correio de Melgaço n.º 206, de 9/7/1916, pode ler-se: «João Pires Teixeira comprou aos herdeiros de José de Sá Sotomaior a propriedade da Folia, em domínio público, como livre e alodial. Essa pro-priedade, porém, e sabiam-no bem tanto o comprador como os vendedores, não era livre e alodial, por isso que estava aforada por escritura de 1837 à família de Manuel Esteves. Para não se deixarem expoliar daquilo que legalmente lhes pertencia, vieram aquele Manuel José Esteves e mulher embargar de terceiro, protestando contra a venda, feita com ciência, mas sem consciência, embargos que foram distribuídos ao escrivão Monteiro…» Esse escrivão era amigo de João Pires Teixeira, tudo levando a crer que o favoreceria. // No Correio de Melgaço n.º 214, de 3/9/1916, alguém o anali-sa «sob o ponto de vista moral e político, e como presidente do senado melgacense.» No número seguinte desse jornal um tal “Roberto” publica um diálogo em verso, com a finalidade de o achincalhar: «- Meu amor abre-me a porta, não me demores na rua. / - Vai chamar o Juan Galego que traga a sua gazua. / - Vem gozar a noite bela, que a lua no céu já brilha. / - Tenho medo, que o Pipotes saia c’ a sua quadrilha. / - Quem será aquele vampiro que à custa de outros tem autos? / - Tem de ser o Juan Pipotes, que suga o sangue aos incautos. / - Quem será aquele fantasma, aquele espantalho tão teso? / - Deve ser o Juan Galego, que só come águas do Peso. // Ainda no rescal-do de umas eleições, o tal “Roberto”, derrotado nas urnas, não desarma e chicoteia cruelmente, agora na forma de um soneto com o título de O coração do “Pipotes”: «Conheci no impudico serralho, / Como um sultão lascivo e imoral, / De brio e honra andando sempre falho, / Longe da virtude e praticando o mal. / Porque faria Deus essa criatura, / Só pele e ossos, olhar de salteador, / Vivendo da rapina e da impostu-ra? / É já cadáver e [inda] causa horror. / Na câmara ardente para ali jazia, / Hirto e gelado! Eu assim ao vê-lo, / Em provisória aula de anatomia, / - Feios entes a nature-za gera! - / Abri-lhe então o peito com o escalpelo / E encontrei um coração de fe-ra…» (ver Correio de Melgaço n.º 224, de 12/11/1916). // A 4/11/1917 houve eleições admi-nistrativas, que a sua lista venceu (ver JM 1181, de 27/10/1917, e JM 1183, de 10/11/1917). Tomou posse de presidente a 2/1/1918 (ver JM 1190, de 12/1/1918). De nada lhe serviu essa tomada de posse, pois com a revolução de Dezembro de 1917, chefiada por Sidónio Pais, é nomeada uma Comissão Administrativa para o substituir, a qual durará até à queda do ditador. // Na qualidade de gerente da «Empresa das Águas Minerais de Melgaço» apresenta queixa ao juiz de direito da comarca contra a Comissão Ad-ministrativa, presidida pelo padre Francisco Leandro Álvares de Magalhães, a qual dera instruções a Alberto Manuel Gomes, casado, da Folia, Remoães, para apreender seis caixotes que continham garrafas de água da dita empresa (ver JM 1219, de 17/8/1918). // Apesar das duras críticas que lhe eram feitas, como político, em 1919 toma novamente posse como responsável camarário; o seu vice-presidente continua a ser Frederico José de Puga (JM 1262, de 14/9/1919). // A última vez a tomar posse, por ter ganho as eleições, ocorreu em 1923 (Notícias de Melgaço n.º 40). // Durante a sua pre-sidência construiu-se o matadouro e o lavadouro municipais, além de outras pequenas obras. // Em 1930, já com 72 anos de idade, em plena ditadura militar, expropriaram-lhe o Campo da Vinha (Sulcalcos do Rio do Porto), sendo requerente a Câmara Muni-cipal de Melgaço, à frente da qual se encontrava Hermenegildo José Solheiro, nome-ado pelos militares em 1926. Nesse terreno foram construídos os novos Paços do Concelho. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 63, de 1/6/1930: «Por este juízo e cartório do 1.º ofício no processo de expropriação por utilidade pública do prédio Campo da Vinha, ou Sucalcos do Rio do Porto, em que é requerente a Câmara Municipal e re-querido João Pires Teixeira, solteiro, maior, proprietário, desta Vila, correm editos de trinta dias citando quaisquer interessados incertos para no prazo de vinte dias após a 2.ª publicação deste, reclamarem o que lhes possa pertencer na indemnização depo-sitada. Verifiquei: o Juiz de Direito, Carlos Saavedra. // O escrivão do 1.º ofício, João Afonso.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 95, de 25/1/1931: «Agradecimento. A todas as pessoas, umas pelo obséquio de me visitarem e outras pelo incómodo de mandar pedir informações do meu estado de saúde, durante a minha longa e grande enfermidade de que fui atingido, venho, por este meio, manifestar a minha gratidão e agradecimento pela amabilidade com que para comigo se dignaram praticar.» JPT // Morreu no Porto a 27/10/1932 (ver NM 171, de 30/10/1932, e NM 174, de 27/11/1932). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 171, de 30/10/1932: «A parca, com a sua fouce roça-doura arrebatou do número dos vivos, no dia 27/10/1932, pelas catorze horas, este ilustre melgacense. Apesar de há bastante tempo estar doente, com algu-mas alternativas de melhoras, não se esperava um desenlace tão prematuro, pois não era um velho (!) e os 74 anos que completou não os demonstrava, pois era um combativo enérgico. No concelho de Melgaço não havia ninguém que não conhecesse JPT. E, fora daqui, o seu nome circulava por muitas terras de Portugal e Brasil. Não cabe num modesto artigo de jornal biografar o que foi o extinto, pois tendo falecido na quinta-feira e realizando-se o seu funeral na sex-ta [da parte da tarde] não houve, pois, tempo, nem a serenidade precisa para se descrever o que tanto fez. Limitamos-nos por isso, neste assunto, a descrever o seu funeral, deixando para mais tarde as referências que [merece.] // Estando destinado o seu funeral para as dezasseis horas de sexta-feira, durante o dia foi uma romaria à sua casa da Calçada. À hora do saimento a Rua Nova de Melo e residência achavam-se apinhadas de povo, tendo vindo muitas pessoas de Monção, Arcos, etc. // Desde os mais elevados magistrados judiciais - incluindo os do Supremo Tribunal –, funcionários, e todas as classes sociais melgacen-ses ao povo humilde (incluindo crianças das escolas), tudo ali estava para o acom-panhar à sua última jazida. Entre a numerosa assistência, viam-se muitos olhos chorosos e outros em que a comoção lhes embargava a voz. Em sua casa, a estremosa esposa, filha, e outros parentes, soltavam ais de dor, a que numero-síssimas senhoras que enchiam o vasto salão onde o caixão repousava, tenta-vam dar um lenitivo. Os BVM, sob o comando do senhor alferes Peres, na sua máxima força, compareceram com a sua carreta. Para ela foi a rica urna em que repousa o cadáver do extinto. Coberta literalmente de flores, sobre ela foi es-tendida a bandeira nacional dos bombeiros. // O funeral (a cargo da agência desta Vila, cujo proprietário é o probo comerciante senhor Aurélio de Araújo Azevedo) foi ci-vil, e dirigido pelo referido senhor e pelo senhor Duarte Augusto de Magalhães, digno secretário da Câmara Municipal de Melgaço. // O féretro desceu a Rua Nova de Melo, passou pela Praça da República, lado sul, e seguiu pela Rua do Rio do Porto em direitura ao cemitério. Quando o funeral passava por estas ruas, as janelas dos prédios achavam-se apinhadas de gente e, ao descer a Rua do Rio do Porto, via-se a enorme mole de povo que a enchiam desde a Praça da República até ao fundo da ladeira. A par do ataúde seguia o senhor Dr. António Francisco de Sousa Araújo, que conduzia a chave, e um grupo de crianças da escola empunhando ramos de flores. Foram organizados os seguintes turnos, pelos Ex.mos Senhores: 1.º - juiz conselheiro Dr. Manuel Fernandes Pinto; juiz de direito da comarca Dr. José Luís de Almeida; conservador do registo predial Dr. Augusto César Ribeiro Lima; Dr. Germano Amorim, dos Arcos; Dr. António José de Pinho, de Monção; presidente da CMM e administrador do concelho Dr. João de Barros Durães. // 2.º - Frederico Augusto dos Santos Lima; Dr. Augusto César Esteves; João Eugénio da Costa Lucena; José Caetano Gomes; Abel No-gueira Dantas; Joaquim Domingues Peres. // 3.º - Capitão Luís Augusto de Car-valho; tenente Manuel Joaquim; Eleutério Pereira de Mendonça; José Augusto da Cunha; Herculano Pinheiro; Gregório Ferreira. // 4.º - José Domingues; An-tónio José de Barros; Carlos Manuel da Rocha; António Joaquim Soares; Ave-lino Júlio Esteves; José Maria Pereira. // 5.º - António Augusto Alves; José Luís Gonçalves; António Luís Fernandes; Cândido Augusto Esteves; José Joaquim de Almeida; Armando Solheiro. // 6.º - Antenor da Encarnação Pereira; Ricardo Cordeiro; Mário Ranhada; António Manuel Gonçalves; Ricardo Martins. // No cemitério, o senhor capitão LAC pronunciou um breve discurso de improviso. Disse que o sentimento que unia ali aquela numerosa assistência não era só um sentimento de afeto para com aquele que em vida se chamou JPT, mas também o sentimento de gratidão, para quem foi um bom e dedicado melgacense. Me-lhor do que ele (capitão), o conhecia aquela assistência. Era um democrata por excelência; tanto falava ao mais elevado cidadão como ao humilde plebeu. A sua bolsa estava sempre aberta para os desgraçados e para os humildes. Du-rante muito tempo foi presidente da CMM e a sua preocupação constante foi o engrandecimento de Melgaço. Introduziu bastantes melhoramentos no conce-lho e se mais não fez é porque os réditos municipais não lhe davam largas para maiores empreendimentos, e não queria por forma alguma sobrecarregar o po-vo com impostos. Para mostrar o quanto ele era amigo do povo e pugnava pelo engrandecimento do concelho, apesar de afastado da atividade pública e doen-te, citou o caso de que tendo o orador escrito em 31/7/1932 um artigo no Notí-cias de Melgaço sobre a estrada da Castro Laboreiro (…), em que fazia uma exposição acerca daquele melhoramento ao senhor ministro das Obras Públi-cas e Comunicações e presidente da JAE, o finado o chamara a sua casa e lhe dissera: - «o seu artigo está bem, mas é preciso ir a Lisboa falar pessoalmente àquelas entidades e pedir-lhes que a construção da estrada se inicie de Melga-ço, pois quando em tempos eu falei nisso havia o pensamento nas estâncias oficiais de que ela viesse de lá para Castro Laboreiro. Vai você e mais dois mel-gacenses. Dinheiro arranja-se para as despesas, sem serem onerados.» Não se realizou essa démarche por o orador não aceitar. Por aqui se vê que estamos em uma idade em que esse melhoramento não o beneficiava; ele, no interesse do concelho, queria que a estrada partisse daqui. Terminando, disse: pranteia-se hoje aqui o que se chama um distinto cidadão e um bom e dedicado melga-cense. // O Ex.mo Sr. Dr. Manuel José de Sousa Morato, interrégimo juiz de Di-reito em Viana do Castelo, e que durante um sexénio desempenhou essas fun-ções nesta comarca e que foi sempre um amigo dedicado de JPT, chegou na sexta-feira às dezanove horas para assistir ao seu funeral; como não chegou a tempo, foi ao cemitério desfolhar um ramo de saudade e ainda assistiu à solda-gem do caixão. Ele nos disse que se o finado – como algumas vezes lhe [suge-riu] – sobrecarregasse mais um bocado o povo, e contraísse um empréstimo, cabia-lhe a ele a glória dos Paços do Concelho e outros melhoramentos; mas a sua dedicação pelo bem do povo, que já o achava bastante onerado, punha de parte esses meios. Esperava sempre pode-los fazer com a cedência das pedras da muralha e com os recursos ordinários. // Paz à sua alma.» // Também no Notí-cias de Melgaço n.º 171, de 30/10/1932, se pode ler: «Como noutro lugar noticiamos, também no dia 27 do corrente, faleceu nesta Vila, na sua casa da Calçada, o senhor João Pires Teixeira. O finado deixou viúva a senhora D. Ursulina da Silva Teixeira, e era pai da senhora D. Palmira Pires Teixeira, residente em casa do falecido, e do se-nhor Artur Pires Teixeira, ausente na cidade de Belém do Pará, Brasil, e tio do senhor Artur Passos Pires Teixeira.» // A sua viúva finou-se na Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, a 19/9/1956, com noventa e um anos de idade. // Pai de Artur (a 28/7/1912 inaugurou em Pará o serviço de viação ferro-carril; era proprietário de uma empresa) e de Palmira. // Era irmão, só por parte do pai, de Rosa Miquelina Marques, casada com Manuel Maria Esteves, natural de Chaviães (ver Jornal de Melgaço n.º 1303, de 29/8/1920). /// (*) Era conhecido por “Zé dos Pipotes”, alcunha que lhe foi posta pelos progressistas. Acerca dele ver o artigo «Chegou o Senhor», escrito por “Mosquito” (Correio de Melgaço n.º 236, de 11/2/1917). Ver também JM 717, de 16/1/1908; JM 758, de 5/11/1908; JM 1014, de 18/12/1913; Correio de Melgaço n.º 230, de 24/3/1916, CM 231, e CM 232. /// (**) No Jor-nal de Melgaço n.º 1181, de 27/10/1917, diz-se que ele nesse ano ainda era solteiro; e no JM 1219, de 17/8/1918, diz-se a mesma coisa; será que o casamento efetuado no Brasil não era válido em Portugal?!
TEIXEIRA, João da Mata. Filho de Carlota Teixeira, de Valença. // A 10 de Fevereiro de 1875, seriam onze horas da noite, alguém o colocou à porta de Manuel Joaquim de Carvalho, morador no Escuredo, Chaviães; aparentava ter três a quatro dias de idade. // O regedor dessa freguesia mandou-o levar à Câmara Municipal, ficando registado no livro dos expostos sob o n.º 300. // No dia 11 o pároco da Vila batizou-o; teve por padrinhos Ilídio Vitorino de Sousa, alfaiate, e Teresa de Jesus Rodrigues, solteiros, de intramuros. // Após o batismo foi entregue à ama-de-leite, Francisca Rita Vieites, de Covelo, Paderne. // A 17/6/1875 as autoridades de Melgaço entregaram-no à mãe, não lhe exigindo as despesas feitas em virtude dela ser pobre.
TEIXEIRA, Joaquim António. Filho de João Manuel de Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa e Gama, moradores na Rua Direita. N.p. do padre Manuel Nunes de Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria de Araújo, solteira, de Corveira, Chaviães; n.m. de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nas-ceu a 20/9/1781 e foi batizado na igreja de SMP a 24 desse mês. Padrinhos: padre Francisco Manuel Pereira da Gama, batizante, e sua irmã, Isidora Joana Pereira da Gama, solteira. Testemunhas: FPM, MPF, e Francisco José da Costa, todos da Vila.
TEIXEIRA, Joaquim José. Filho de João Manuel Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa, moradores intramuros. N.p. do padre Manuel Nunes de Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria de Araújo, solteira, de Chaviães; n.m. de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nasceu a 26/11/1788 e foi batizado na igreja de SMP nesse mesmo dia. Padrinho: o padre batizante. // Nota: o padre Francisco Xavier Torres Salgado, batizante, fez por escrito a seguinte declaração: «declaro que lhe pus neste assento o nome do avô paterno pelo pai do batizando me mostrar a perfilhação que tinha de Sua Majestade.»
TEIXEIRA, José Augusto. Filho de Pedro Alberto Teixeira e de Maria da Natividade Rodrigues, moradores na Vila. N.p. de José Luís Teixeira e de Maria Luísa Domin-gues; n.m. de Francisco José Rodrigues e de Maria Josefa de Abreu. Nasceu na Vila a 2/3/1851 e foi batizado a 7 desse mês. Padrinho: Adriano Cândido de Puga, irmão (pela parte da mãe) do batizando. // Tinha 38 anos de idade, era solteiro, escriturário da Fazenda em Melgaço, quando casou na igreja de SMP a 21/4/1889 com Teresa de Jesus, de 29 anos de idade, solteira, doméstica, sua conterrânea, filha de Luís Manuel Rodrigues e de Carlota Joaquina de Sousa, moradores na Vila. Testemunhas: Manuel de Jesus Puga, casado, recebedor da comarca, irmão (pela parte da mãe) do noivo, e José Cândido Gomes de Abreu, solteiro. // Em 1907 foi transferido de Famalicão, on-de era 1.º aspirante da Fazenda, para idêntico lugar em Gaia; no mesmo ano mudou-se para os Arcos de Valdevez (Jornal de Melgaço n.º 693). // Em 1912 regressou a Melgaço a fim de substituir Tito José Cerqueira, aspirante de Finanças, que fora colo-cado em Monção (Correio de Melgaço n.º 24, de 17/11/1912). // Em Janeiro de 1918 foi-lhe dada posse pelo administrador do concelho como membro da Comissão Administrati-va da Câmara Municipal, em virtude da Câmara eleita ter sido suspensa pelo Gover-nador Civil, em nome do governo de Sidónio Pais (JM 1192, de 26/1/1918). // Faleceu no lugar de Reiriz, Troviscoso, Monção, a 6/7/1918, mas foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. «Sucumbiu aos estragos de uma úlcera gástrica» (Jornal de Melgaço n.º 1215, de 20/7/1918).
TEIXEIRA, José Carlos. Filho de Francisco da Silva Teixeira, de São Vítor, Braga, e de Maria Alcinda Gomes, de Rouças, Melgaço. N.p. de José Maria Teixeira e de Emí-lia Rosa da Silva; n.m. de Isidoro José Gomes e de Maria Olinda Gomes. Nasceu na Vila de Melgaço a 11/6/1950. // Foi, ainda criança, com os pais e a irmã, Maria do Carmo, para o Brasil. Dali foram para a Argentina. Alguns anos mais tarde voltaram ao Brasil e dali o pai foi para França e ele, mãe e irmãs, vieram para a Amadora, ar-redores de Lisboa. // Cumpriu o serviço militar na força aérea. // Estudou alguma coi-sa, foi decorador e fotógrafo, chegando a ter estúdio próprio. // Casou na Junta de Freguesia de Santa Iria de Azoia, Loures, a 22/7/1978, com Maria Teresa Penedo Correia. // Pai de Miguel e de Ricardo.
TEIXEIRA, José David (Dr.) Filho de David da Silva Teixeira, comerciante, e de Leo-nor Rodrigues Branco, galega, doméstica. Nasceu a 29/8/1944. // Depois da 4.ª classe saiu de Melgaço a fim de continuar os estudos. Foi aluno do Colégio D. Nuno, da Pó-voa de Varzim, antes de entrar na Universidade. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1519, de 19/7/1964: «Vindos de França encontram-se nesta Vila os nossos particula-res amigos David da Silva Teixeira e seu filho José David.» Nota: esta notícia deixa-nos com algumas dúvidas. Eram turistas ou emigrantes? // Fez a tropa como oficial miliciano da marinha; em Dezembro de 1969 regressou de Moçambique – tinha então a patente de 1.º tenente fuzileiro. // Depois do serviço militar cumprido ingressou no Estado, como professor do ensino secundário. // Casou com Judite Elisete, filha do professor Ascensão Afonso. // Um dia pediu licença sem vencimento e tornou-se ad-ministrador da Fábrica de Confecções SOTEX, sita em Famalicão. // Na década de noventa voltou ao ensino, a fim de obter uma pensão de aposentação. // Em 1998 reuniram-se os antigos alunos do citado Colégio, entre eles, o professor António de Jesus Soares e o tenente Abílio Francisco Conde, também melgacenses; o encontro verificou-se na Póvoa a 26 de Setembro desse ano, onde houve almoço e festa (VM 1102). // Pai de quatro filhos.
TEIXEIRA, José Joaquim. Filho de Maria Florinda Teixeira. Neto materno de Maria Francisca Teixeira, solteira. Nasceu na Vila de Melgaço a 15/11/1845 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinho: José Dionísio, sargento de tropas, casado na Vila de Melgaço. // Faleceu a 1/3/1866, intramuros, com apenas vinte (20) anos de idade, no estado de solteiro, e foi sepultado na igreja matriz.
TEIXEIRA, José (?) Luís. // Constava que nascera em Alvaredo. // Faleceu na Vila de Melgaço, a 1/6/1844, na casa de Francisco Pereira, viúvo, e foi sepultado na igreja matriz com ofício que lhe mandou fazer, por esmola, António Máximo [Gomes de Abreu], solteiro. // Era viúvo; a sua mulher aparecera morta em Paços, onde estava internada, segundo se dizia.
TEIXEIRA, José Manuel. Filho de João Manuel Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa. Neto paterno do padre Manuel de Araújo Teixeira, natural da Vila, e de Benta Maria Araújo, natural de Chaviães; neto materno de Lourenço Domingues, natural de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, natural da Vila. Nasceu a 27/3/1793 e foi batiza-do na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Daniel Torres Salga-do e Maria Joaquina, melgacenses.
TEIXEIRA, Josefa Caetana. // Morou na Vila de Melgaço. // Aí faleceu, a 8 de Setem-bro de 1841; foi sepultada na igreja matriz no dia seguinte.
TEIXEIRA, Luísa Caetana. Filha de João Manuel de Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa, moradores na Vila. Neta paterna do padre Manuel Nunes Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria Araújo, solteira, de Corveira, Chaviães; neta materna de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nasceu a 17/12/1780 e foi batizada na igreja nesse dia. Padrinhos: Dr. Luís Soares Calheiros e Caetana Maria Nunes, solteiros, residentes na Vila. Testemunhas: padre Manuel Pe-dro Loné, pároco de SMP, e MPF.
TEIXEIRA, Manuel. Filho de Manuel Teixeira e de Inácia Maria, de Vila Garcia (Divino Salvador) (*), Amarante. Nasceu nessa freguesia por volta de 1769. // Tinha 42 anos de idade, mais ou menos, era solteiro, almocreve, quando casou na igreja de SMP, a 30/8/1811, com Maria Josefa, galega, moradora na Calçada, SMP, filha de João An-tónio Soares e de Maria Manuel Esteves, viúva (e com filhos) de Miguel Inácio Gaioso, também galego. Testemunhas: Manuel José Gomes, casado com Antónia Maria, e João Manuel Fernandes, solteiro, morador na Vila. // Residiram na Rua da Calçada, SMP. // Faleceu na Pigarra (onde era lavrador), repentinamente, a 25/1/1864, com 95 anos de idade, viúvo de Maria Josefa, e foi sepultado na igreja matriz. // Fizera tes-tamento. // Não deixou filhos. /// (*) Esta freguesia pertencia nessa altura ao concelho de Celorico de Basto, comarca de Guimarães, arcebispado de Braga.
TEIXEIRA, Manuel Nunes de Araújo (Padre). Filho de Jerónimo Teixeira e de Isabel de Araújo. Neto paterno do capitão Jerónimo Teixeira e de Maria Rodrigues; neto ma-terno de Manuel Esteves da Costa e de Isabel de Araújo, do Campo da Feira, SMP. Nasceu no século XVIII. // A 22/5/1766 comprou por dezasseis mil réis a seu tio, Ma-nuel Nunes Coelho, uma leira de souto e carvalheira, no Louridal, que lhe havia calha-do nas partilhas da herança de sua mãe Maria Rodrigues. // Embora sacerdote, foi pai de João Manuel de Araújo Teixeira, gerado em Benta Maria Araújo, solteira, natural de Chaviães.
TEIXEIRA, Maria Angélica. Filha de José Luís Teixeira, de Unhão, termo de Felguei-ras, e de Maria Joaquina Rodrigues, de Melgaço. Neta paterna de José Teixeira e de Maria Josefa, solteiros, de Unhão; neta materna de Manuel Rodrigues, de Crecente, e de Maria Antónia de Castro, de Achas, Tui. Nasceu a 2/4/1788 e foi batizada na igreja de SMP a seis desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Araújo e Maria Josefa, viú-va, melgacenses.
TEIXEIRA, Maria do Carmo (Dr.ª) Filha de Francisco da Silva Teixeira, de São Vítor, Braga, e de Maria Alcinda Gomes, de Rouças, Melgaço. N.p. de José Maria Teixeira e de Emília Rosa da Silva; n.m. de Isidoro José Gomes e de Maria Olinda Gomes. Nasceu na Vila a 15/2/1949. // Foi, ainda criança, com os pais para o Brasil. Daquele país passaram para a Argentina, onde nasceu a sua irmã Fátima. Anos depois o casal e os três filhos voltaram ao Brasil e dali vieram para Portugal, mais concretamente para a Amadora. O Francisco foi para França arranjar alguns francos e os filhos estu-daram. // É licenciada em História. // Arranjou emprego num laboratório de medica-mentos, na área administrativa, chegando a diretora de pessoal. // Ideologicamente estava próxima do PCP – militava no MDP-CDE. // No dia 11/7/1998, sábado, na igre-ja de Queluz, foi madrinha de Ricardo Manuel, nascido a 18/2/1998, filho dos enge-nheiros Manuel Peres Alonso e Celeste Maria da Rocha Fernandes, moradores na cidade da Amadora. O padrinho foi o Santo Senhor dos Passos. // Solteira.
TEIXEIRA, Maria de Fátima. Filha de Joaquim da Silva Teixeira e de Beatriz do Nas-cimento Araújo. Nasceu na vila de Melgaço a --/--/19--. // Casou com Hermínio Car-doso da Silva. // Em 2022 estava viúva. // Mãe de Sofia Beatriz e de Ivete Lígia, am-bas naturais de Viseu (ver A Voz de Melgaço de 1/10/2022, página 17).
TEIXEIRA, Maria de Fátima. Filha de Agostinho dos Santos Teixeira, cabo da Guarda Fiscal, e de Maria das Dores Guerreiro, proprietária. Neta paterna de Manuel dos San-tos e de Maria do Rosário Teixeira; neta materna de Francisco Guerreiro e de Maria Rosa Veiga. Nasceu na maternidade do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço a 15/12/1951 (NM 1006, de 25/12/1951). // Depois da instrução básica foi para Braga estudar, concluindo o Curso do Magistério Primário. // Casou a 1/1/1972 com o seu conterrâneo e colega de profissão, professor José Albano Domingues. // Fixaram residência na capital do Minho. // Ambos se aposentaram aos cinquenta e poucos anos de idade, tendo-se então mudado para uma casa, com alguns terrenos à volta, a alguns quilómetros de Braga. // Mãe de José Pedro e de Júlio Manuel.
TEIXEIRA, Maria Fernanda. Filha de Artur Teixeira, comerciante, e de Laura da Con-ceição Esteves, doméstica. Nasceu na Vila de Melgaço a 19/8/1938. // Lê-se no Notí-cias de Melgaço n.º 1508, de 12/4/1964:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1526, de 13/9/1964:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1568, de 12/9/1965:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1581, 26/12/1965:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1592, de 10/4/1966:
TEIXEIRA, Maria Florinda. Filha de Maria Teixeira. Nasceu em SMP por volta de 1822. // Faleceu a 5/12/1873, na sua casa, perto da Misericórdia, com 51 anos de ida-de, casada com José Dias, e foi sepultada na igreja matriz. // Não deixou filhos.
TEIXEIRA, Maria Francisca. Filha de Matias Manuel Teixeira e de Maria Rosa Gon-çalves, moradores intramuros. Neta paterna de António Teixeira, de Canavezes, e Bernarda da Silva, de Melgaço; neta materna de José Gonçalves e de Joana Fernan-des, naturais de São Veríssimo de Cela Nova, Ourense. Nasceu a 8/11/1801 e nesse dia foi batizada em casa por Maria Francisca Velha, por pensarem que a criança cor-ria risco de vida; recebeu os santos óleos na igreja dois dias depois. Padrinhos: Nico-lau e Cosme e sua mulher, Maria Francisca, moradores em Melgaço. // Em 1845 es-tava solteira e morava na Rua de Baixo. Nesse ano «deixou a José Manuel Gonçal-ves, de Entre Portas, a quantia de setenta e sete mil réis, e não tendo dinheiro para lhe pagar e muito menos ainda para satisfazer os legados de seu tio Pedro Bento de Mu-gueimes, vendeu àquele o Cerrado de Marrocos com uma casa dentro, mas obrigou-o a pagar os referidos legados e um era entregar trinta mil réis a “Nossa Senhora das Dores que está à Portaria do extinto convento desta vila para ajuda de lhe fazer um nicho de madeira com sua pintura aonde chegar.” // Nota: deve ser a mesma senhora que morou intramuros e faleceu solteira, a 19/5/1856, tendo sido sepultada na igreja matriz com ofício de 16 padres, pago pela Confraria das Almas, de que era irmã; tinha a alcunha de “Pena Suga”.
TEIXEIRA, Maria Joaquina. // Morou na Calçada, SMP. // Faleceu solteira, a 20/12/1830; foi amortalhada com hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de corpo presente de 20 padres.
TEIXEIRA, Maria Joaquina. // Morou no Campo da Feira de Dentro, SMP. // Faleceu solteira, a 18/8/1833; foi amortalhada em hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de corpo presente de dez padres. // Pobre.
TEIXEIRA, Maria Joaquina Clara. Filha de António José Teixeira (Viana) e de Juliana Maria Fernandes, moradores na Vila de Melgaço. Neta paterna de Manuel Teixeira Azevedo e de Maria Benta, residentes em Santa Maria Maior, Viana do Castelo; neta materna de Tiago Fernandes e de Rosa Maria, de Barreiros, Santa Maria de Coura. Nasceu a 12/7/1781 e foi batizada na igreja de SMP a 14 desse mês e ano. Padri-nhos: João António de Araújo e Maria Joaquina Clara [de Macedo], solteiros, morado-res na Vila. Testemunhas: Gonçalo de Carvalho, condestável da Vila de Melgaço, e Luís António Pinheiro de Macedo.
TEIXEIRA, Maria José. Filha de Artur Passos Teixeira, empresário, natural da Vila, e de Laura da Conceição Esteves, doméstica, natural de Rouças, moradores na Calça-da. Nasceu na Vila a 25/5/1940 e foi batizada a 29 de Julho daquele ano. // Depois da morte do pai ficou com a gerência da «Auto Viação Melgaço, L.da». // Faleceu soltei-ra, em um hospital do Porto, a 13/12/2013, sexta-feira.
TEIXEIRA, Maria Leonor. Filha de David da Silva Teixeira e de Leonor Rodrigues Branco. Nasceu a 15/2/1942 (ou 1943). // Quando nova, apesar de baixa, era dotada de uma beleza fora do comum. // Tirou o Curso do Magistério Primário a fim de ser professora. // Casou com ---------------------, bancário, natural de Valadares, Monção.
TEIXEIRA, Maria Ventura. Filha de João Manuel Araújo Teixeira e de Maria Vitória de Sousa. N.p. do padre Manuel Nunes de Araújo Teixeira, da Vila, e de Benta Maria Araújo, solteira, de Chaviães; n.m. de Lourenço Domingues, de Penso, e de Maria Josefa de Sousa, da Vila. Nasceu a 13/11/1790 e foi batizada na igreja de SMP a 18 desse mês. Padrinhos: Jerónimo José Gomes Magalhães e a Senhora do Rosário.
TEIXEIRA, Matias (Pena Sugo). // Morou com a sua mulher, Maria Rosa, no Bairro do Carvalho, SMP. // Aquela morreu a 31/1/1833, de repente; foi amortalhada em hábitos mulheris e sepultada na igreja matriz.
TEIXEIRA, Palmira. Filha de João Manuel Pires Teixeira, de Melgaço, emigrante no Brasil, e de Ursulina Lopes da Silva, brasileira. N.p. de Teresa Pires Teixeira; n.m. de Bernardina Maria de Jesus. Nasceu em ----------, a 25/3/1883. // Casou com Fernando C. Araújo. // Faleceu no Porto a 31/1/1975, com 92 anos de idade. // (ver Jornal de Melgaço n.º 726, de 19/3/1908).
TEIXEIRA, Paulina Perfeita. Filha de Pedro Alberto Teixeira e de Maria da Natividade Rodrigues, moradores no CFF, Vila. Neta paterna de José Luís Teixeira (antigo portei-ro na Vila de Melgaço) e de Maria Luísa Domingues; neta materna de (?). Nasceu a 8/4/1853 e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna e João António Gonçalves, cunhado da mãe da neófita.
TEIXEIRA, Pedro Alberto. Filho de José Luís Teixeira, porteiro na Vila de Melgaço, e de Maria Luísa Domingues. N.p. de António Teixeira e de Maria Joana Domingues, de Alvaredo; n.m. de António José Domingues e de Maria Benta Pires, de Cristóval. Nasceu na Vila a 14/9/1822 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues. Padrinhos: Pedro de Sousa e Castro e sua mãe, Ana José de Castro, viúva, lisboeta, residente na Vila de Melgaço. Testemunhas: Manuel de Sá Vilarinho, caixeiro de Francisco José Pereira, e António Máximo Gomes de Abreu. // Proprietário. // Casou na igreja de SMP a 29/5/1850 com Maria da Natividade Rodrigues, viúva de Manuel de Jesus Puga, moradores no Campo da Feira de Dentro, extramuros. Testemunhas: João Correia dos Santos Lima, negociante na Vila, frei António de Santa Isabel Monteiro, e António Máximo Gomes de Abreu, proprietário. // A sua esposa finou-se a 6/3/1886, com 68 anos de idade. // Ele faleceu a 10/2/1888, no Campo da Feira de Fora, Vila, e foi sepultado no cemitério público. // Deixou filhos.
TEIXEIRA, Sebastião António. Filho de Jerónimo Teixeira e de Isabel de Araújo. Neto paterno do capitão Jerónimo Teixeira e de Maria Rodrigues; neto materno de Manuel Esteves da Costa e de Isabel de Araújo. Nasceu no século XVIII, depois de 1716, ano em que os seus pais casaram. // Lê-se em «O Meu Livro das Gerações Melgacen-ses», de Augusto César Esteves, página 538: «Por causa da honra e virgindade de Maria Rosa de Araújo, solteira, da Vila, foi querelado no tribunal de Melgaço, mas a moça lhe perdoou a ofensa no dia 23/4/1754 (confirmar, se possível, o ano de 1754).
TEIXEIRA, Teotónio da Rocha (Padre). // Faleceu na Vila a 5/1/1727.
TEIXEIRA, Teresa. Filha de José Teixeira e de Maria Pires, galegos, do bispado de Ourense. Nasceu em Molon, bispado de Ourense, a --/--/1831. // Faleceu na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, a 25/2/1901, com 70 anos de idade, com todos os sacra-mentos, solteira, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no cemitério municipal.
TEIXEIRA, Teresa de Jesus. Filha de ---------- Teixeira e de -----------------------------. Nasceu por volta de 1861. // Faleceu na vila de Melgaço a 23/11/1948, com oitenta e sete anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 880, de 28/11/1948).
TELES
TELES, Frederico João. // Alferes do Regimento de Infantaria n.º 8. // Morreu no es-tado de viúvo, a 30/4/1876, com 47 anos de idade, na Rua Direita, Vila de Melgaço, em casa de Luís Manuel Rodrigues, e foi sepultado na igreja do convento de Santo António, sito nas Carvalhiças, SMP. // Deixou filhos.
TEMPLANA
TEMPLANA, Maria. Filha de Miguel Templana e de Maria Joaquina Barros. Nasceu em Barbeita, Monção, por volta de 1862. // Peixeira. // Faleceu na sua casa da Rua do Rio do Porto, Vila de Melgaço, a 15/7/1907, sem sacramentos, sem testamento, com 45 anos de idade, casada com Simão Pedro Borges, e foi sepultada no cemitério mu-nicipal de Melgaço. // Deixou filhos.
TENREIRO
TENREIRO, Auxiliadora dos Anjos. Filha de Joaquim de Sá Tenreiro, guarda da Al-fândega, e de Maria Emília da Cunha, moradores na Rua Nova de Melo, Vila de Mel-gaço. N.p. de António José de Sá Tenreiro e de Maria José de Sá Tenreiro (defuntos); n.m. de Luís da Cunha, carpinteiro, e de Ana Joaquina Gomes, residentes em Cha-viães. Nasceu a 10/9/1885 e foi batizada a 20 desse mês e ano. Padrinhos: António Miguel da Cunha, fiscal do real d’água, e Delfina de Barros, solteiros, da Vila.
TENREIRO, Cândida de Jesus. Filha Joaquim de Sá Tenreiro, escrevente, e de Maria Emília da Cunha, moradores na Rua Nova de Melo, SMP. N.p. de António José de Sá Tenreiro, tenente de Infantaria 8, e de Maria José de Sá Tenreiro, residentes em Bra-ga; n.m. de António Luís da Cunha e de Ana Joaquina Gomes, da Vila de Melgaço. Nasceu a 27/10/1879 e foi batizada a 10/1/1880. Padrinhos: Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja, e Ana Joaquina Gomes, ambos casados, da Vila.
TENREIRO, Elzidra de La Salete. Filha de Joaquim de Sá Tenreiro e de Maria Emília da Cunha, lavradores (!), residentes na Rua Direita, Vila de Melgaço. N.p. de António José de Sá Tenreiro, tenente de Infantaria 8, e de Maria José de Sá Tenreiro, mora-dores em Braga; n.m. de António Luís da Cunha e de Ana Joaquina Gomes, de Mel-gaço, lavradores, residentes na Rua Direita. Nasceu a 2/4/1878 e foi batizada a 10 desse mês. Padrinhos: Manuel Benedito de Barros, solteiro, negociante, e Júlia da Glória de Sousa, solteira, ambos da Vila.
TINOCO
TINOCO, António Lopes (Dr.) // A 5/6/1674 era juiz de fora no concelho de Melgaço. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 57).
TINOCO, Joaquim Carvalho. // Foi chefe dos CTT em Melgaço. // Era casado com Justina Miranda de Andrade. // Nasceu-lhes aqui, na freguesia da Vila, a 26 de Maio de 1949, uma filha, cujo nome ignoro (ver NM 901, de 5/6/1949).
TOGA
TOGA, Teresa Joaquina. Filha de Pedro Marinho Peres e Toga, da freguesia de San-ta Marinha do Barro, e de Fulgência Sanches, de Santa Maria de Mecouça, ambos do bispado de Santiago, Galiza, negociantes de feira, não tendo residência certa. N.p. de Francisco Peres Toga e de Maria Toga, lavradores, de Santa Marinha do Barro; n.m. de Maria Sanches, de Mecouça. Nasceu no Campo da Feira, Vila de Melgaço, a 10/7/1866, e foi batizada a 12 desse mês. Padrinhos: João Manuel Domingues, taber-neiro, de SMP, e Teresa Joaquina (Ninó?), da Rua das Casas Novas, São Vítor, Bra-ga, solteira.
TOJO (?)
TOJO (?), Benta Ferreira. Filha de António do (Tojo?) e de Ana Maria Ferreira, mora-dores na Rua Nova, São Vítor, Braga, feirantes. N.p. de Caetana do (Tojo?), solteira, galega; n.m. de António e de Antónia Maria Coche, moradores na Rua Nova de São Vítor, Braga, feirantes. Nasceu na Vila de Melgaço, a 9/2/1870, e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: António Miguel, casado, do Campo da Senhora-a-Branca, e Benta Teixeira, casada, todos (diziam eles) de São Vítor, Braga, feirantes.
TORRES
TORRES, Ana Joaquina. Filha de Manuel José Torres, de Lugores, Tui, e de Luísa Domingues, de Riba de Mouro, Valadares, moradores no Rio do Porto, Vila de Melga-ço. N.p. de Pedro Miguel Torres, de Santiago de Galiza, e de Maria Monteiro, de Guimarães; n.m. de Leixandre Domingues e de Isabel Álvares, de Riba de Mouro. Nasceu a 8/4/1790 e foi batizada na igreja de SMP a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Matias de Sousa e Castro e sua filha, Ana Joaquina de Sousa e Castro.
TORRES, Ana Luísa. Filha de Manuel José Torres, de Lugores, Tui, e de Luísa Do-mingues, de Riba de Mouro, Valadares, moradores no Rio do Porto, Vila de Melgaço. N.p. de Pedro Miguel Torres e de Maria Monteiro; n.m. de Leixandre Domingues e de Isabel Álvares. Nasceu a 6/3/1792 e foi batizada na igreja de SMP a 12 desse mês. Padrinhos: António Gomes e Maria Luísa, ambos de Prado.
TORRES, António. Filho de Manuel Torres, de São Martinho de (Ferime?), arcebis-pado de Compostela, Galiza, ferrador, e de Teresa Domingues, de São Pedro da Tor-re, bispado de Ourense, lavradeira, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu em SMP por volta de 1878. // Era caixeiro (empregado numa loja) quando faleceu, na Calçada, Vila de Melgaço, a 17/4/1896, com apenas dezoito (18) anos de idade. // Foi sepultado no cemitério municipal.
TORRES, Inocêncio José da Gaia (Padre). // Em 1850 era encomendado na fregue-sia de SMP.
TORRES, João Luís. Filho de Manuel José Torres, de Lugores, Tui, e de Luísa Do-mingues, de Riba de Mouro, termo de Valadares. N.p. de Pedro Miguel Torres, de Santiago, Galiza, e de Maria Monteiro, de Guimarães, residentes em Prado, Melgaço; n.m. de Leixandre Domingues e de Isabel Álvares, de Riba de Mouro. Nasceu a 21/8/1786 e foi e foi batizado na igreja de SMP a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Jo-ão Manuel e sua irmã, Domingas Álvares, de Riba de Mouro.
TORRES, Joaquim. Filho de Joaquim Rodrigues Torres e de --------------------------. Nasceu em ---------, a --/--/1---. // Casou com Henriqueta Rodrigues Meltrão. // Fale-ceu a 15/12/1938 (NM 425, 18/12/1938). // A sua viúva finou-se a 9/3/1939. // Ambos morreram na Vila, em casa de Francisco de Sousa Cardoso, compadre do casal.
TORRES, Joaquim Daniel. Filho de Belchior Rodrigues Torres, escrivão dos órfãos, e de Maria Gomes Salgado, doméstica, moradores na Rua de Baixo. Neto paterno do padre Pedro Rodrigues Torres, antigo pároco de Chaviães, e de Maria Rodrigues, solteira, natural de Chaviães; neto materno de Sebastião Afonso e de Catarina Go-mes. Nasceu na Vila a 20/9/1755 e foi batizado na igreja de SMP a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José e sua mulher, Rosa Maria Pereira (?), moradores no Campo da Feira.
TORRES, Joaquina. // Morreu na Rua de Baixo, SMP, a 29/1/1844, solteira, idosa, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de mais de 30 padres.
TORRES, José (ou João) António. // Tenente de Infantaria 3 da 1.ª Companhia. // Morreu em Melgaço a 1/1/1849 e foi sepultado na igreja matriz, de caixão e música, tudo de esmola! // Dizia-se que era casado e natural de Viana (e mais nada sabiam!)
TORRES, Josefa Maria. Filha de Belchior Rodrigues Torres e de Maria Gomes, mo-radores na Rua de Baixo. Nasceu a 20/3/1758 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre António José de Sousa e Gama, abade de Chaviães, a 24 desse mês. Padri-nho: o sacerdote batizante. // Nota: deve ser a mesma pessoa que faleceu na Vila, solteira, a 19/10/1842, tendo sido sepultada na igreja matriz a 21 desse mês e ano.
TORRES, Josefa Maria de Araújo. Filha de Mariana, solteira, costureira. Nasceu por volta de 1814. // Casou com João José de Araújo Cunha, proprietário. Moraram na Quinta de São Julião, SMP, onde ela morreu, a 2/6/1872, com cerca de 58 anos de idade, casada. // Foi sepultada na igreja matriz. // Fizera testamento. // Mãe de Caroli-na da Cunha Araújo, casada com o Dr. João Luís Palhares, de Prado, entre outros.
TORRES, Luísa. // Faleceu em SMP a 9/4/1837 e foi sepultada na igreja matriz.
TORRES, Manuel. Filho de João Torres e de Felicidade Torres. Nasceu em São Mar-tinho de Padrão, bispado de Santiago de Compostela, Galiza, por volta de 1842. // Veio morar para Melgaço, onde exerceu a profissão de ferrador. // Casou com Teresa Domingues, também galega. // Faleceu na Rua da Calçada, SMP, a 2/7/1903, com 61 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, com filhos, e foi sepulta-do no cemitério municipal.
TORRES, Manuel. Filho natural de Manuel Torres, ferrador, de Trine, Corunha, e de Teresa Domingues, lavradeira, de São Pedro da Torre, Ourense. N.p. de João Torres e de Felicidade Torres; n.m. de avós ignorados. Nasceu no Rio do Porto, Vila de Mel-gaço, a 18/2/1876, e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís Lo-pes, casado, oficial de diligências, e Pureza da Paixão Gomes, casada, ambos da Vila. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 29/9/1901 com Maria, de 32 anos de idade, natural de Chaviães, filha de Manuel Joaquim de Carvalho, de São Paio de Melgaço, e de Florinda de Jesus Gonçalves, de Chaviães. Testemunhas: Manuel Ma-ria Esteves e sua esposa, Rosa Miquelina Marques, camponeses, moradores em Chaviães. // Faleceu a 21/11/1943 no lugar de Carvalheiras, Chaviães. // A sua viúva finou-se a 2/5/1955.
TORRES, Maria Joana. Filha de Manuel José Torres, de Lugores, Tui, e de Luísa Domingues, de Riba de Mouro, termo de Valadares, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Pedro Miguel Torres e de Maria Monteiro; n.m. de Leixandre Do-mingues e de Isabel Álvares. Nasceu a 6/8/1788 e foi batizada na igreja de SMP a 11 desse mês pelo padre Francisco Manuel Pereira da Gama, de Prado. Padrinhos: o padre batizante e sua irmã, Isidória Joana Pereira da Gama.
TORRES, Silvestre Teixeira. // Teve estabelecimento comercial no Campo da Feira de Fora. // Lutou bastante para que a Ordem Terceira viesse para Melgaço; por isso, frei João das Chagas, padre privincial da Ordem, nomeou-o a 20/9/1746 síndico do convento das Carvalhiças (Senhora da Conceição). // Casou com Jacinta da Gama. // Enviuvou a 29/6/1743. // Morreu a 15/5/1757. Está sepultado no referido convento, cujo epitáfio sepulcral diz: «aqui jaz depositado Silvestre Teixeira Torres, primeiro sín-dico que foi deste convento; era de 1759.» // Pai de Manuel António.
TORRES, Vitória Ventura. Filha de Belchior Rodrigues Torres e de Maria Gomes. Neta paterna do padre Pedro Rodrigues Torres, antigo abade de Chaviães, nascido no Barral, Paderne, e de Maria Rodrigues, solteira, de Chaviães; neta materna de Sebas-tião Afonso, da Vila, e de Caetana Gomes, de Prado. Nasceu a 27/4/1761 e foi bati-zada na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Matias da Silva Fajardo e esposa, Catarina de Puga, da Vila. // Morou em São Julião, com seu sobrinho, Dr. Miguel Torres. // Faleceu solteira, a 24/12/1845, e foi sepultada na igreja matriz. // Fi-zera testamento, deixando por seu herdeiro o dito sobrinho.
TRANCOSO
TRANCOSO, Adelaide Procópia. Filha de Maria Benedita Trancoso. Neta materna de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia, das Várzeas, Vila. Nasceu a 22/11/1839 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Joaquim Gomes da Ribeira, da Vila, e Teresa Maria Teixeira, de Prado.
TRANCOSO, Albino Cândido. Filho de Jerónimo José Trancoso, natural da Vila, e de Maria Teresa Esteves, natural de Rouças, lavradores, residentes no lugar das Vár-zeas, SMP. Neto paterno de Maria Benedita Trancoso (defunta); neto materno de João Manuel Esteves e de Maria Teresa Pires, lavradores, de Rouças (defuntos). Nasceu na vila a 1/8/1885 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Albino Cân-dido Ferreira Pinto da Cunha, oficial do exército, e Joaquina Júlia Gomes, solteira, de SMP. // Rural. // Casou na igreja de Prado a 26/4/1906 com Maria Augusta Afonso, de 27 anos de idade, camponesa, nascida em Prado, filha de José Afonso e de Mariana de Jesus Gomes. Testemunhas presentes: Veríssimo Amador Vaz e Flávia da Cunha, solteiros, naturais de Prado. // Ele morreu em Prado a 22/5/1961. // Pai de Amália Al-bertina, de Bento, entre outros (ver em Prado).
TRANCOSO, Álvaro. Filho de Carolina das Dores Trancoso. Neto materno de Rosa Maria Trancoso, ambas solteiras, camponesas, residentes na Rua de Baixo, Vila. Nasceu na vila a 21/5/1884 e foi batizado a 1 de Junho desse ano. Padrinhos: José Albano Nunes de Almeida, proprietário, e Laurinda Cândida Pinto, solteiros, da Vila.
TRANCOSO, Ana Joaquina. Filha de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas, Vila. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Luísa, do dito lugar; n.m. de Rosa Quintela, de Rouças. Nasceu a 18/6/1832 e foi batizada na igreja de SMP 26 desse mês e ano. Padrinhos: Luís de Sousa e Gama, da Serra, Pra-do, e Ana Joaquina de Sousa e Castro Menezes, de Galvão, SMP.
TRANCOSO, Ana Joaquina. Filha de Maria Benedita Trancoso, solteira, jornaleira, moradora nas Várzeas. N.m. de Margarida Joaquina Trancoso, do dito lugar. Nasceu a 25/9/1833 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Carlos Câncio Gomes Ribeira e Maria Luísa Marinho, casada, dos Moinhos. // Foi ama matriculada. // Faleceu solteira, a 18/3/1874, nas casas de Gaspar Pereira [de Castro], de Galvão, onde trabalhava à jorna, e foi sepultada na igreja do extinto convento das Carvalhiças. // Deixou filhos.
TRANCOSO, Antónia Maria. Filha de Maria Joaquina Trancoso, moradora nas Vár-zeas. N.m. de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela. Nasceu a 11/2/1848 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: José Joaquim Trancoso, tio materno, e Antónia Maria, solteira, filha de Lourenço “Caçolas” e de sua mulher, Maria Joaquina Trancoso, todos da freguesia da Vila. // Faleceu na Vila a --/--/1922, com 75 anos de idade.
TRANCOSO, António Augusto. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. N.p. de Júlia Cândida Trancoso, solteira (*), e de Alberto de Araújo, solteiro (*); n.m. de José Cândido Dantas e de Rosalina Domingues. Nasceu a 11/8/1945. // Emigrou ainda novo para França onde casou, aos 22 anos de idade, com uma fran-cesa, mais velha do que ele cinco anos, que lhe deu duas filhas. // Devido a uma que-da no trabalho ficou sem uma das pernas por amputação. // Voltou para Portugal, com uma pensão de invalidez, e logo esqueceu a francesa. // Na sua terra natal casou em segundas núpcias com Fátima Vilas, de Vila Verde, sobrinha do soldado da Guar-da Nacional Republicana, Álvaro Vilas, que a trouxera anos antes para a sua compa-nhia em Melgaço. // Como a pensão de França (**) não dava para sustentar a nova família, teve que trabalhar. Arranjou tarefas variadas, conforme as suas possibilidades físicas, servindo à mesa em restaurantes, esplanadas, etc. // O casal teve dois filhos: Fernando (1978) e Maria Amélia (1980). // Como lhe bebia bem, arranjou alguns pro-blemas de saúde, os quais lhe causaram a morte a 16/7/2004. // Nota: por desconhe-cimento, o António, quando casou com a Fátima, ainda estava casado com a france-sa; um advogado resolveu esse problema. /// (*) Tanto um como o outro casaram mais tarde com outras pessoas e tiveram mais filhos. /// (**) À sua pensão foi retirada uma percentagem para alimento das filhas francesas até à sua maioridade.
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TRANCOSO, António Batista. Filho de José Jerónimo Trancoso, da Vila, e de Rosa Trancoso, de Rouças, lavradores, residentes na Rua Direita, Vila. N.p. de Ana Joaqui-na Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu a 13/6/1896 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês. Padrinhos: António Joa-quim Batista, solteiro, negociante (representado por António Joaquim Esteves) e Claudina Joaquina Trancoso, solteira. // Casou na CRCM a 3 ou 13/10/1921 com Or-telinda Rosa, de 22 anos, de Prado, filha de Maria das Dores Barreiro. // Ambos mor-reram em Prado: a esposa a 19/12/1962 e ele a 30 de Setembro ou 1 de Outubro de 1973.
TRANCOSO, António Joaquim. Filho de Isolina de Jesus Trancoso. Neto materno de Carolina das Dores Trancoso e de Manuel António da Cunha. Nasceu na Vila de Mel-gaço a 14/9/1921 e foi batizado a 1/4/1928. Padrinhos: Marcos Afonso e Maria da Cunha Trancoso.
TRANCOSO, António José. // Nasceu por volta de 1952. // Morreu na Vila de Melga-ço a --/--/2021, com sessenta e nove anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/4/2021).
TRANCOSO, Augusto José. Filho de Miquelina de Jesus Trancoso, solteira, criada de servir, moradora no lugar da Pigarra, SMP. Neto materno de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu a 11/9/1895 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Paulo José da Cunha e Jerónima Rosa Trancoso, solteira, lavradora. (A madrinha assinou! O padrinho era analfabeto!).
TRANCOSO, Bento Luís. Filho de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui, Galiza, moradores nas Várzeas, Vila de Melgaço. N.p. de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz; n.m. de António Preto e de Ana Álvares, todos galegos. Nasceu no século XVIII. // Casou a 1/8/1804 com Ma-ria José Quintela, filha de Rosália Quintela, de Rouças. Testemunhas: padre Pedro Domingues, Luís Manuel Domingues, e A.E.R., mordomo da igreja. // Morreu nas Várzeas a 9/12/1855; a sua viúva faleceu a 24/8/1866, no mesmo lugar, com 87 anos de idade; ambos os cônjuges foram sepultados na igreja matriz. // Pai de Manuel Vi-cente (ver em Cristóval), entre outros.
TRANCOSO, Caetano José. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia; n.m. de Rosália (ou Rosária) Quintela, solteira, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 7/10/1819 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês. Madrinha: Maria [de Castro], fidalga, de Eiró, Rouças.
TRANCOSO, Carlos da Cruz. Filho de Joaquina Rosa Trancoso, solteira, lavradora, residente na Rua Direita, SMP. Neto materno de Rosa Maria Trancoso, solteira, de Melgaço, moradora na dita Rua. Nasceu a 26/4/1878 e foi batizado a 3/5/1878. Padri-nhos: Manuel José Esteves, casado, escrivão da Fazenda em Melgaço, e Felisbela Soares, solteira, moradora na Rua do Carvalho, SMP.
TRANCOSO, Carlota. Filha de Rosa Maria Trancoso, moradora nas Carvalhiças, SMP. Nasceu por volta de 1839. // Faleceu solteira, a 11/9/1864, no dito lugar, com 25 anos, e foi sepultada na igreja do convento da Vila. // S.g.
TRANCOSO, Carolina das Dores (Cortiça). Filha de Rosa Maria Trancoso. Nasceu na Vila por volta de 1846. // Quando em 1866 morreu a esposa de Manuel António da Cunha, da Pigarra, juntou-se com ele, ou foi sua criada, e dele teve vários filhos. // Faleceu no dito lugar da Pigarra a 2/9/1932, com 86 anos de idade, e teve um funeral quase de luxo, talvez pago pelo seu filho José Augusto da Cunha, comerciante em Lisboa (ver Notícias de Melgaço n.º 163, de 4/9/1932, e NM 165, de 18/9/1932).
TRANCOSO, Claudino. Filho de Maximiano Trancoso (Dente de Ouro), soldado da GNR, de Valadares, Monção, e de Argentina Pureza de Oliveira, de São Paio de Mel-gaço. N.p. de Manuel José Trancoso e de Maria Filipe; n.m. de Inácio de Oliveira e de Maria Justina Domingues. Nasceu na Vila a 6/4/1925 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: os avós paternos. // Morreu vítima de desastre em Strasbourg, França, a 18/10/1958, e foi sepultado no cemitério de São Paio.
TRANCOSO, Eduardo José. Filho de José Augusto Trancoso, pedreiro, pescador, etc., e de Maria Amélia Dantas, doméstica. Nasceu na Vila de Melgaço a 10/8/1958. // Depois da quarta classe parece que aprendeu a arte de carpinteiro. // Foi durante al-guns anos funcionário da Câmara Municipal de Melgaço, no setor das obras. // Soltei-ro. // Mora no lugar das Carvalhiças, perto da igreja do antigo convento dos francisca-nos, na casa da família.
TRANCOSO, Fernando. Filho de António Dantas Trancoso e de Genoveva de Fátima Vilas. Nasceu a 3/9/1978. // Estudou até à sexta classe; depois aprendeu a arte de marchante, empregando-se num talho da Calçada. // Mais tarde casou com uma ga-lega e foi viver para a Galiza.
TRANCOSO, Francelina. Filha de Maximiano Trancoso (Dente de Ouro), soldado da GNR, de Valadares, Monção, em serviço em Melgaço, e de Argentina Pureza de Oli-veira, de São Paio de Melgaço. Nasceu a 15/2/1928.
TRANCOSO, Francisco José. Filho de José Augusto Trancoso, pedreiro, e de Maria Amélia Dantas, doméstica. Nasceu na Vila a --/--/1952. // Depois da 4.ª classe embar-cou para a Guiné-Bissau, onde já se encontravam os seus irmãos Hilário e Mário, trabalhando na área do comércio. // Entre 1972 e 1974 cumpriu o serviço militar na colónia da Guiné. // Devido à independência dessa ex-colónia teve de regressar a Portugal, emigrando logo a seguir para o Canadá. // Casou com Maria Adelaide, natu-ral dos Arcos de Valdevez, filha de Manuel Coelho e de Gracinda de Melo, caseiros em Melgaço de Isaulinda Colmeiro; a cerimónia realizou-se na igreja paroquial de Jol-da, Arcos de Valdevez, em 1979. Padrinhos da boda: António Trancoso e Genoveva Fátima Vilas, irmão e cunhada do noivo (VM 658). // Em Agosto de 2013 veio do Que-bec passar uns dias de férias a Melgaço. // Pai de Ana Maria e de Carla.
TRANCOSO, Francisco Daniel. Filho de Rosa Maria Trancoso, moradora nas Vár-zeas. Neto materno de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela. Nasceu a 18/5/1830 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Ma-nuel da Cunha e esposa, Maria Rita, do Outeiro, Chaviães.
TRANCOSO, Francisco Joaquim. Filho de Carolina das Dores Trancoso. Neto ma-terno de Rosa Maria Trancoso, solteiras, lavradoras, da Vila. Nasceu na Rua do Pio a 15/9/1876 e foi batizado pelo padre José Joaquim Pires, então pároco de SMP, a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, casado, farmacêutico, morador no Largo da Igreja, e Virgínia Adelaide Mosqueira de Almeida, solteira, da Rua de Baixo. // Nota: este assento apenas foi feito a 16/11/1894, por ordem do arce-bispo primaz; os padrinhos ainda estavam vivos – por isso, assinaram. O jovem deve ter pedido este documento para emigrar, ou para quaisquer outros fins.
TRANCOSO, Francisco José. Filho de José Augusto Trancoso, pedreiro, e de Maria Amélia Dantas, doméstica. Nasceu na Vila a --/--/1952. // Depois da 4.ª classe embar-cou para a Guiné-Bissau, onde já se encontravam os seus irmãos Hilário e Mário, trabalhando na área do comércio. // Entre 1972 e 1974 cumpriu o serviço militar na colónia da Guiné. // Devido à independência dessa ex-colónia teve de regressar a Portugal, emigrando logo a seguir para o Canadá. // Casou com Maria Adelaide, natu-ral da freguesia de Rio Cabrão, Arcos de Valdevez, filha de Manuel Coelho e de Gra-cinda de Melo, caseiros em Melgaço de Isaulinda Colmeiro; a cerimónia realizou-se na igreja paroquial de Jolda, Arcos de Valdevez, em 1979. Padrinhos da boda: António Trancoso e Genoveva Fátima Vilas, irmão e cunhada do noivo (VM 658). // Em Agosto de 2013 veio do Quebec passar uns dias de férias a Melgaço. // Em 2022 residiam no Canadá – tinham dupla nacionalidade (ver A Voz de Melgaço de 1 de Dezembro de 2022, página 23). // Pai de Ana Maria e de Carla.
TRANCOSO, Hilário Augusto. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas, moradores no lugar das Carvalhiças. Neto paterno de Júlia Cândida Tranco-so; neto materno de José Cândido Dantas e de Rosalina Domingues. Nasceu na Vila a 1/3/1935 (juntamente com ele nasceu o seu irmão gémeo, José Dâmaso, falecido ainda bebé). // Aos doze anos de idade partiu para Lisboa, onde foi empregado de comércio. Dali embarcou para África. // Em 1962 esteve em Melgaço de visita (Notí-cias de Melgaço n.º 1450, de 21/10/1962). // Casou na igreja matriz da Vila (por procu-ração, pois encontrava-se na Guiné-Bissau), a 22/12/1962, com Maria Filomena, filha de Darlindo Esteves (Caçolas). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1458, de 13/1/1963: «Na igreja matriz desta vila realizou-se no passado dia 22 do mês findo o casamento por procuração do nosso amigo e assinante senhor Hilário Augusto Trancoso, filho do senhor José Augusto Trancoso e da senhora Maria Amélia Dantas, com a menina Maria Filomena Esteves, filha do senhor Darlindo Hernani Fernandes Esteves, guar-da-fiscal, e da senhora Maria Gomes Rego Esteves. O noivo foi representado pelo pai da noiva, servindo de padrinhos do ato os pais do noivo. A noiva seguiu de avião para Bissau, onde se vai juntar a seu marido. Que passem uma dulcíssima lua-de-mel são os votos sinceros do Notícias de Melgaço.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1600, de 26/6/1966: «Da Guiné, acaba de chegar a esta vila, acompanhado de sua esposa e filho, o nosso amigo e assinante senhor Hilário Augusto Trancoso, funcionário da C.U.F. naquela nossa província ultramarina. Que goze entre os seus familiares as suas bem merecidas férias, são os nossos ardentes desejos.» // Viveu muitos anos em Bissau, onde foi comerciante, mas por volta de 1974 regressa a Portugal com a mulher e dois filhos, Carlos Manuel (nascido em 1964) e Rosa, e fixa a residência em Lisboa, onde lhe nasceu a filha Sónia. Decide então voltar para Melgaço com a espo-sa e filhos, e na sua terra natal abriu uma peixaria. Comprou nas Carvalhiças uma pequena quinta, com uma ótima casa, onde passaram a residir. Entretanto os filhos cresceram, estudaram, e o Carlos Manuel, em 2010, residia em Lisboa, era enfermei-ro, estava casado (casou no convento das Carvalhiças, SMP, em 1990, com Ana Margarida, lisboeta, filha de Orlando Alves Pires e de Maria de Lurdes Lourenço Bara-ta) e era pai de um menino; a Rosa esteve empregada nas «Quintas de Melgaço», depois foi para Valença, e em 2017 trabalhava em Viana do Castelo; e a Sónia era técnica de emprego em Valença do Minho. // No início de Dezembro de 2010 o Hilário Augusto foi internado de urgência no Hospital de São Marcos, em Braga, devido a problemas de coração. O médico aconselhou-o a ser operado. Depois de vários me-ses a tomar medicamentos, foi submetido a uma intervenção cirúgica no hospital de São João, Porto, em Janeiro, ou Fevereiro, de 2012. Correu tudo bem. // Enviuvou em Abril de 2015. // Morreu no hospital de Viana do Castelo no dia 4/10/2017, depois de uns dias de internamento.
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TRANCOSO, Idalina Amélia. Filha de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. Nasceu a 10/6/1948. // Casou com António Lourenço, emigrante, e foi viver para França. // O seu marido morreu na década de noventa, devido a acidente de viação. // Depois de viúva passou a residir na terra do falecido marido, Valadares, perto de Monção. // Mãe de David, de Isabela, e de Jorge.
TRANCOSO, Idalina da Cruz. Filha de Júlia Cândida Trancoso, solteira, natural de Rouças, e de Alberto Álvaro Araújo (*), artista, natural da Vila. N.p. de José Joaquim de Araújo e de Ana Joaquina Domingues; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Ma-ria Teresa Esteves. Nasceu no Bairro do Carvalho, Vila de Melgaço, a 12/2/1910, e foi batizada a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Francisco Migueis, marinheiro, e esposa, Laura da Cruz Trancoso, lavradeira, tios maternos da neófita. // Casou a 18/3/1940, na 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, com ---------------------? // Enviuvou a 3/7/1981. // Faleceu a 31/1/1997 na freguesia do Lumiar, Lisboa. /// (*) Alberto Álvaro esteve presente na igreja aquando do batismo e disse ao padre, peran-te testemunhas, que era ele o progenitor.
TRANCOSO, Ilídio Augusto. Filho de Maximiano Trancoso (Dente de Ouro), soldado da GNR, natural de Valadares, Monção, e de Argentina Pureza de Oliveira, natural de São Paio de Melgaço. Nasceu na Vila a --/--/1926. // Faleceu com apenas seis dias de vida.
TRANCOSO, Inácio Luís. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela. Neto paterno de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta; neto materno de de Rosália Quintela, solteira, do lugar do Telheiro, Rouças. Nasceu a 10/4/1802 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Araújo de Castro e sua mãe, Maria de Castro, de Rouças.
TRANCOSO, Isolina de Jesus. Filha de Carolina das Dores Trancoso (Cortiça), soltei-ra, jornaleira, moradora na Rua de Baixo, e de Manuel António da Cunha, viúvo, la-vrador, da Pigarra, ambos de SMP. Neta materna de Rosa Maria Trancoso. Nasceu a 29/1/1887 e foi batizada a 9 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Vitorino Augusto dos Santos Lima, solteiro, negociante, morador no Campo da Feira, e Miquelina de Jesus Trancoso, solteira. // Mãe solteira de José Augusto (nasceu em 1916) e de António Joa-quim (nasceu em 1921). Mãe também de Clarice de Lurdes Rodrigues (nasceu em 1931). // Casou em 1925 com Joaquim José Rodrigues (*). // Faleceu na Vila a 14/1/1941. /// (*) Penso que se trata do senhor que morreu na Pigarra, SMP, por volta de 1934 (ver, na Vila, José Cândido de Carvalho).
TRANCOSO, Jerónima Rosa. Filha de Carolina das Dores Trancoso (Cortiça), soltei-ra, jornaleira, e de Manuel António da Cunha, viúvo. Nasceu na Rua Direita a 18/11/1872 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, casado, escrivão da Fazenda, e Filomena de Sousa, solteira, ambos da Vila. // Fale-ceu na Vila a 6/10/1958.
TRANCOSO, Jerónimo José. Filho de Maria Benedita Trancoso, solteira, de Várzeas, Vila; n.m. de Maria Trancoso, solteira, do dito lugar. Nasceu na Vila por volta de 1844. // Tinha 24 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de SMP a 26/9/1868 com Maria Teresa Esteves, de 20 anos de idade, solteira, filha de João Manuel Esteves e de Maria Teresa Pires, de Aldeia, Rouças; neta paterna de Manuel Luís Esteves e de Maria da Conceição, e neta materna de Maria Pires, solteira, todos estes de Rouças. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Vitorino Lourenço Es-teves, casado, caseiro na Quinta de Galvão. // Ficou a residir na freguesia da esposa. // Faleceu na Vila a 1/2/1922, com 79 anos de idade (NM 45, de 5/2/1922). // A sua viúva finou-se também na Vila, a 11/1/1942, com 95 anos de idade. // Pai de Laura, de Claudina, de Rosa, de Albino, de Júlia, de Maria da Luz, todos casados, e ainda de Vitorino.
TRANCOSO, Joana Rita. Filha de Maria Joaquina Trancoso, galega, moradora na Vila de Melgaço, intramuros. Neta materna de Vitorino Henriques e de Benta Camila, de Alveios, Tui. Nasceu a 31/1/1802 e foi batizada na igreja de SMP a 1 de Fevereiro desse ano. Padrinho: Manuel Pedro Fernandes, viúvo, mordomo da igreja.
TRANCOSO, João Francisco. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quinte-la, moradores nas Várzeas, Vila. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia, galegos; n.m. de Rosália Quintela, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 6/7/1826 e foi bati-zado na igreja de SMP a 11 desse mês e ano. Padrinhos: João Francisco Cília, da Ilha de Malta, residente na Vila de Melgaço, e Rosa Maria, irmã do batizando.
TRANCOSO, Joaquina. Filha de Ana Joaquina Trancoso, de Várzeas, SMP. N.m. de Maria Benedita Trancoso, do dito lugar. Nasceu a 14/1/1858 e foi batizada a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel de Oliveira Leal, guarda da saboaria, e Maria Joaquina Trancoso, prima da batizanda. // Faleceu a 12/6/1869.
TRANCOSO, Joaquina Rosa. Filha de -------- Trancoso e de -----------------------. Nas-ceu a --/--/18--. // Em 1913 comprou, à Câmara Municipal, terreno para uma sepultura (Correio de Melgaço n.º 80, de 21/12/1913).
TRANCOSO, José Augusto. Filho de Carolina Rosa Trancoso, solteira, e de Manuel António da Cunha, viúvo, da Pigarra. Neto materno de Rosa Maria Trancoso, solteira, lavradora, residente na Rua de Baixo, SMP. Nasceu a 15/10/1882 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, viúvo, farmacêutico, e Teresa da Purificação Almeida Mosqueira, solteira, moradores na Vila. // Partiu ainda jovem para a capital do país, pois em 1908 já ali era comerciante (Jornal de Melgaço n.º 746). // Casou na 3.ª Conservatória de Lisboa a 21/12/1911 com Maria de Jesus, de Sobral, Oleiros, filha de José Fernandes Pereira e de Joaquina Ferreira. // Esteve muitos anos estabelecido na Rua Presidente Arriaga, Lisboa, com a mercearia “Pérola da Pampu-lha”, que em 1944 trespassou a um galego de apelido Alvarez. Posteriormente dedi-cou-se a negócios de exportação e importação. Deve ter ganho algum dinheiro, pois comprou a casa e quinta do Convento das Carvalhiças, Melgaço, que em 1948 ven-deu ao médico, Dr. António Cândido Esteves. // Em 1915 ele e a família hospedaram-se no Novo Hotel Quinta do Peso, a fim de fazerem uso das águas minerais (Correio de Melgaço n.º 166, de 19/9/1915, e CM 168). // Faleceu no hospital de Santa Maria, freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 11/1/1962. // Usou o apelido Cunha, embora não fosse perfilhado.
TRANCOSO, José Augusto (Zé Corujo). Filho de Júlia Cândida Trancoso, solteira, na-tural de Rouças, e de Alberto Álvaro de Araújo, solteiro, pedreiro, natural da Vila. Neto materno de Jerónimo José Trancoso, da Vila, e de Maria Teresa Esteves, de Rouças. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 27/2/1906 e foi batizado a 4 de Março desse ano. Pa-drinhos: Caetano José Mosqueira de Almeida, recebedor do concelho, e Esmeralda da Ascenção Esteves, solteira, proprietária. // A 20/7/1917 fez exame do 1.º grau, ob-tendo um ótimo. // Casou a 6/10/1934 na CRCM com Maria Amélia, sua conterrânea, filha de José Cândido Dantas e de Rosalina Domingues. Moraram nas Carvalhiças, numa casa perto da Senhora da Pastoriz. // Trabalhou como pedreiro, lavrador, e pescador de pesqueira. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 905, de 17/7/1949: «José Augusto Trancoso fracturou a perna esquerda no dia 11/7/1949, perto do lugar da Cabana, quando regressava da festa de São Bento de Fiães. Depois de um ligeiro tratamento no hospital da SCMM seguiu para o hospital de Santo Antonio, Porto.» A partir dessa altura começou a coxear. // Deu nova queda em 1962. A notícia foi dada pelo Notícias de Melgaço n.º 1429, de 11/3/1962: «deu entrada no hospital com fractu-ra patológica dos ossos da perna esquerda; foi enviado para Viana do Castelo e o Dr. Manuel Gonçalves Ribeiro pensa que vai ser necessário amputar-lhe a perna doen-te.» // Morreu na Vila a 26/8/1983. // A sua viúva passou a residir com o filho António e nora, Fátima. // Foi pai de dezasseis filhos; sete deles morreram bebés.
TRANCOSO, José Augusto. Filho de Isolina de Jesus Trancoso. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1916 (ver Correio de Melgaço n.º 204 e Jornal de Melgaço n.º 1133). // A 12 de Abril de 1930, na Escola Conde de Ferreira, sita na Vila, em uma festa que ali se reali-zou, leu um texto em prosa “O senhor Grulha” (Notícias de Melgaço n.º 58, de 27/4/1930). // A 22/7/1930, na dita escola, fez exame do 2.º grau, 4.ª classe, ficando distinto (Notí-cias de Melgaço n.º 73, de 17/8/1930).
TRANCOSO, José Bento. Filho de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz, galegos. Nasceu em Santa Cristina de Baleixe no século XVIII. // Lavrador. // Casou com An-dreza Antónia, de Mourentão, Galiza, filha de António Preto e de Ana Álvares. // Mora-ram no lugar das Várzeas, Vila de Melgaço. // A sua esposa faleceu a 24/11/1830, foi amortalhada em hábitos mulheris, e sepultada na igreja matriz. // Ele morreu a 13/2/1832, no dito lugar, foi amortalhado com hábito de São Francisco, e sepultado na igreja matriz.
TRANCOSO, José Dâmaso. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dan-tas. Nasceu na Vila, SMP, a 1/3/1935 (Notícias de Melgaço n.º 264, de 10/3/1935). // Morreu bebé. // Era gémeo de Hilário Augusto Trancoso.
TRANCOSO, José Eduardo. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dan-tas. Nasceu na Vila, SMP, a 1/3/1936. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1431, de 8/4/1962: «Com fratura do fémur da perna esquerda foi socorrido no banco do hospi-tal desta vila o menor José Eduardo, filho de JAT e de MAD, o qual depois de exami-nado pelo diretor clínico Dr. António Cândido Esteves seguiu para o hospital subregio-nal de Viana onde já há dias se encontra também internado seu pai por sofrer de fra-tura exposta da tíbia da perna esquerda.» // Também se lê no Notícias de Melgaço n.º 1489, de 27/10/1963: «Com fractura do braço esquerdo recebeu curativos no banco do nosso hospital o menor José Eduardo Trancoso, filho do senhor José Augusto Trancoso e da senhora Maria Amélia Dantas, do lugar das Carvalhiças, desta Vila.» (*) // Ainda novo partiu para Lisboa, onde se empregou no ramo do comércio. // Casou com Dália Lourenço Correia. // Teve uma loja de frutas em Campolide. // A esposa foi proprietária e gerente de uma Casa de Idosos, ou Lar da terceira idade. // Morreu a 16 ou 17/3/2018. // Pai de Ana Paula Trancoso e de José Trancoso. /// (*) NOTA: é pro-vável que se trate de seu irmão Eduardo José, nascido em 1958, pois José Eduardo em 1963 já era adulto.
TRANCOSO, José Jerónimo. Filho de Ana Joaquina Trancoso, solteira, moradora em Várzeas, SMP. Neto materno de Maria Benedita Trancoso, do referido lugar. Nasceu na Vila a 4/2/1865 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Jerónimo Trancoso, solteiro, pedreiro, do sobredito lugar, e Maria Benedita Trancoso, solteira, da Calçada, SMP. // Tinha 30 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de SMP a 23/12/1895 com a sua parente no 2.º grau de consaguinidade, Rosa de Jesus, de 24 anos de idade, solteira, de Rouças, moradora na Vila, filha de Jerónimo José Trancoso, de SMP, e de Maria Teresa Esteves, de Rouças. Testemunhas: António Joaquim Esteves, solteiro, e Caetano Celestino de Sousa, viúvo, ambos da Vila. // Faleceu na Vila a --/10/1942. // Com geração.
TRANCOSO, José Joaquim. Filho de Antónia Maria Trancoso, solteira, lavradora, da Vila. Nasceu por volta de 1873. // Tinha 21 anos de idade, era solteiro, cocheiro, mo-rava no Bairro do Carvalho, SMP, quando casou a 23/12/1894 com Maria José, de 49 anos (!) de idade, solteira, peixeira, filha de Ana Gonçalves, também solteira, lavrado-ra, ambas da freguesia de Bela, Monção. Testemunhas presentes: Caetano Celestino de Sousa e Joaquim António Vaz, casado, das Carvalhiças, Vila.
TRANCOSO, José Luís. Filho de Ana Joaquina Trancoso, lavradeira, moradora nas Várzeas. Neto materno de Maria Benedita Trancoso, solteira. Nasceu na Vila a 17/11/1861 e foi batizado na igreja a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José Luís Ca-lheiros, lavrador, e Maria Joaquina Trancoso, viúva, todos da Vila. // Faleceu no lugar dos Chãos, SMP, a 31/7/1866, e foi sepultado na igreja matriz.
TRANCOSO, José Luís. Filho de Joaquina Rosa Trancoso. N.m. de Rosa Maria Trancoso. Nasceu a 3/5/1875 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Sebasti-ão José de Campos e Aurélia Cândida de Sousa, proprietários em Melgaço.
TRANCOSO, José Manuel (Zé Querido). Filho de José Jerónimo Trancoso, de SMP, e de Rosa de Jesus Trancoso, de Rouças, lavradores, residentes na Pigarra, SMP. N.p. de Ana Joaquina Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Es-teves. Nasceu na Pigarra, Vila, a 14/12/1899 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José Manuel Rodrigues de Castro e sua esposa, Emília de Jesus de Sá Vilarinho. // A 13/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado. // Lavrador-caseiro. // Casou a 13/1/1920, na CRCM, com Maria de Naza-ré, mais conhecida por “Maria Querida”, de 23 anos de idade, filha de José Joaquim de Caldas e de Ludovina Rosa Lourenço. // Enviuvou a 28/12/1962. // Faleceu no Lar Pereira de Sousa a 9/4/1970. // Não deixou filhos. // Era uma figura popular, sempre bem-disposto.
TRANCOSO, Judite Carolina. Filha de Isolina de Jesus Trancoso. N.m. de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu na Rua Direita a --/12/1913 e foi batizada a 2/3/1914. Padrinhos: Vítor Manuel Calheiros e Vitorina Martins Rodrigues, casados, proprietá-rios. // Faleceu na Vila a --/--/1915, com apenas catorze meses de idade (Correio de Melgaço n.º 141, de 16/3/1915).
TRANCOSO, Júlia da Ascensão. Filha de José Jerónimo Trancoso e de Rosa de Je-sus Trancoso, lavradores, residentes na Pigarra. N.p. de Ana Joaquina Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Vila a 16/8/1911 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Este-ves, solteiro, e Júlia [Cândida] Trancoso, solteira, rurais. // Casou com José de Castro, nascido na freguesia da Vila no mesmo ano de 1911. // Foram caseiros na Quinta do Caneiro. // Enviuvou a 14/2/1976. // Faleceu a 18/3/2005. // Ambos estão sepultados no cemitério municipal de Melgaço. // Com geração.
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TRANCOSO, Júlia Augusta. Filha de Júlia Cândida Trancoso, natural de Rouças, moradora no Bairro do Carvalho, Vila. Neta materna de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Vila a 7/3/1912 e foi batizada na igreja de SMP a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Aurélio de Araújo Azevedo, solteiro, negociante, e Júlia Augusta Esteves, solteira, proprietária. // Casou com José de Castro (irmão do pai do “Manel da “Quina”), mais conhecido por “Zé da Dázema”, nascido em 1911. // O seu marido morreu a 14/3/1977. // Ela finou-se no hospital de Viana a 2/9/2001, e foi sepul-tada no cemitério de Melgaço. // Mãe de António de Castro (Meia Pràs Cinco), entre outros.
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TRANCOSO, Júlio. Filho de Jerónimo José Trancoso, da Vila, e de Maria Teresa Es-teves, de Rouças, lavradores, residentes no lugar do Caneiro, SMP. N.p. de Maria Benedita Trancoso; n.m. de João Manuel Esteves e de Maria Teresa Pires. Nasceu a 6/12/1887 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Gomes, administrador do concelho, e Júlio Cândido Pinto da Cunha.
TRANCOSO, Júlio Augusto. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dan-tas. Nasceu na Vila a --/--/1937 (NM 372). // Faleceu a --/--/1938, com apenas dez me-ses de idade (Notícias de Melgaço n.º 411).
TRANCOSO, Laura dos Reis. Filha de José Jerónimo Trancoso e de Rosa de Jesus Trancoso, lavradores, de SMP. N.p. de Maria Benedita Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Pigarra, SMP, a 6/1/1909, e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Francisco Migueis, marinheiro, e esposa, Laura da Cruz Trancoso, doméstica. // Lavradeira. // Casou na CRCM a 8/9/1928 com Diamantino António de Freitas, mais conhecido por “Tino Garrilha”, la-vrador. // Moraram nas Carvalhiças. // Em 1966 deu uma queda e teve de ir para o hospital de Viana (ver VM 353). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1595, de 1/5/1966: «Com fratura dos ossos da bacia produzida por uma queda, recebeu curativos no banco do hospital Laura dos Reis Trancoso, casada com DAF, que depois de pensa-da seguiu na ambulância da SCMM para o hospital regional de Viana do Castelo, on-de ficou internada.» // Faleceu na Vila de Melgaço a 24/7/1977. // Com geração.
TRANCOSO, Laureano Augusto. Filho de Ana Joaquina Trancoso, solteira, jornaleira. Neto materno de Maria Benedita Trancoso, naturais de SMP, moradoras nas Carva-lhiças. Nasceu nesse lugar a 13/8/1870 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padri-nhos: Joaquim Gonçalves, casado, carpinteiro, e Josefa Otero, solteira, ambos resi-dentes no sobredito lugar. // Faleceu a 3/9/1870.
TRANCOSO, Luís Joaquim. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas. Neto paterno de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui; neto materno de Rosália Quintela, do Telheiro, Rouças. Nasceu na Vila a 8/1/1829 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Luís de Sousa Gama, da Casa da Serra, Pra-do, e Ana Joaquina de Sousa e Castro, de Galvão, Vila.
TRANCOSO, Manuel Francisco. Filho de Maximiano Trancoso e de Argentina da Pureza de Oliveira. Nasceu em Melgaço a 3/09/1922. // Carpinteiro. // Em 1956 emi-grou para o Brasil.
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TRANCOSO, Manuel Joaquim. Filho de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui, moradores no lugar das Vár-zeas, Vila de Melgaço. N.p. de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz; n.m. de António Preto e de Ana Álvares, todos galegos. Nasceu a 17/1/1792 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: padre Manuel Pedro Loné, pároco da freguesia da Vila, e Margarida Carlita de Castro Meneses, melgacenses.
TRANCOSO, Manuel Vicente. // (ver em Cristóval).
TRANCOSO, Margarida Joaquina. Filha de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui. N.p. de Domingos Tran-coso e de Cristina Vaz; n.m. de António Preto e de Ana Álvares. // Nasceu na segunda metade do século XVIII. // Faleceu solteira, a 27/1/1848, no lugar de Várzeas, SMP, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de corpo presente de 10 padres, que mandou fazer por esmola sua filha Maria Joaquina, nascida em Prado a 9/12/1805, casada com Lourenço Caetano Rodrigues “Caçolas”.
TRANCOSO, Maria Amélia. Filha de António Dantas Trancoso, natural da Vila de Melgaço, e de Genoveva de Fátima Vilas, natural de Vila Nova de Cerveira. Neta pa-terna de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas; neta materna de ------------ e de -------------. Nasceu em Melgaço a 14/1/1980. // Fez os seus estudos - básico e secundário - no concelho de Melgaço; depois estudou no CICOPN. É técnica de Con-trolo de Qualidade. // Trabalhou na empresa AngoIACA-Construções, SA. Em 2013 residia em Huambo, Benguela, Angola.
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TRANCOSO, Maria Benedita. Filha de Margarida Joaquina Trancoso. Neta materna de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta. // Nasceu por volta de 1802. // Morou no lugar de Várzeas, SMP. // Morreu a 5/12/1868, com 66 anos de idade, na Rua da Calçada, em casa de Maria Joaquina Trancoso, viúva, da Vila, e foi sepultada na igreja matriz. // Deixou filhos.
TRANCOSO, Maria Engrácia. Filha de Joaquina Rosa Trancoso, solteira, jornaleira, da Vila. Neta materna de Rosa Maria Trancoso. Nasceu a 26/1/1873 e foi batizada a 2 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, e sua mulher, Jerónima Rosa Gonçalves. // Casou a 14/11/1910 com João José, de 56 anos, natural de Prado, filho de José Luís do Val e de Luísa Vitória Lourenço. // Enviu-vou a 11/1/1931. // Foi durante quinze anos enfermeira do hospital da SCMM. // Fale-ceu na Vila a 2/3/1962. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1428, de 4/3/1962:
// Em Março de 1962 foi apresentado à Mesa da SCMM, pelo provedor, um voto de pesar pelo seu falecimento, por ser mãe do secretário da Mesa, Ezequiel Augusto do Vale. // Era mãe também de José Luís do Vale.
TRANCOSO, Maria Irene. Filha de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dan-tas. Nasceu na Vila a 23/1/1943. // Casou a 20/8/1967 com Manuel Joaquim da Cruz, filho de Laura da Cruz, de Mosteiró, Vieira do Minho, na altura a trabalhar na barra-gem galega, no lugar da Frieira, em frente a Cevide. Padrinhos da boda: Henrique José Fernandes e esposa, Maria Helena Esteves; Ilda Gonçalves da Cruz e Amândio Rodrigues, mais conhecido por “O 27”, proprietário da Pensão Flor do Minho, em Melgaço. // Depois de terminarem as obras da barragem partiram para a região de Lisboa, onde fixaram residência. // Um dos seus filhos, Paulo, faleceu em 1997, devi-do a doença. Além desse, tem mais dois filhos: José, o mais velho, e Cristina, a mais nova (em 2000 estava casada com Jean Luc, francês).
TRANCOSO, Maria Joaquina. Filha de Margarida Joaquina Trancoso, solteira. Nas-ceu em 1805 (ver em Prado).
TRANCOSO, Maria Joaquina. Filha de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quinte-la, moradores nas Várzeas, Vila. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta, galegos; n.m. de Rosália Quintela, solteira, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 1/4/1824 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Francisco Perei-ra, do Campo da Feira, e Rosa Maria, irmã (?) da batizanda. // Nota: dever ser a mesma senhora que teve a profissão de lavradeira, a qual faleceu solteira, a 15/10/1884, na Rua Direita, Vila, demente, tendo sido sepultada no cemitério munici-pal, deixando uma filha de maior idade.
TRANCOSO, Maria Júlia. Filha de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. Nasceu na Vila a --/--/1939.
TRANCOSO, Maria Margarida. Filha de Isolina de Jesus Trancoso, moradora na Rua Direita. N.m. de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu a 30/3/1912 e foi batizada na igreja de SMP a 30 de Junho desse ano. Padrinhos: José Dias, casado, proprietário, e Jerónima Trancoso, solteira, doméstica.
TRANCOSO, Maria de Nazaré. Filha de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. Nasceu na Vila de Melgaço a 4/2/1955. // Depois da 4.ª classe empregou-se num restaurante e depois numa papelaria. // Fez parte, como atriz amadora, do teatro do Vasco de Almeida. // Casou em 1977 com José Manuel da Rocha, comerciante, nascido em Cevide, Cristóval, a 4/9/1941, na altura dono de “O Nosso Café”, sito no vila de Melgaço. // O marido trespassou o Café e abriram então a “Papelaria e Livraria Né”, também na Vila de Melgaço. // Em 1991 trespassaram o estabelecimento a um ex-emigrante, e ambos se retiraram do comércio. // Mandaram construir uma boa casa perto das muralhas do castelo, onde residem. // Mãe de Bruno José, doutorado em Economia por uma universidade inglesa, e de Eunice Mafalda, licenciada em Re-lações Internacionais pela Universidade de Coimbra, funcionária pública no Ministério das Finanças.
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TRANCOSO, Maria Rita. Filha de Margarida Joaquina Trancoso, moradora nas Vár-zeas. N.m. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta. Nasceu a 10/1/1824 e foi batizada na igreja de SMP a 11 de Fevereiro desse ano. Padrinho: António Ro-drigues, mordomo. // Faleceu a 19/1/1831.
TRANCOSO, Maria Urbana. Filha de Isolina de Jesus Trancoso, solteira. Neta mater-na de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 3/4/1906, e foi batizada a 11 desse mês e ano. Padrinhos: António Luís da Cunha, casado, proprietá-rio, e Maria Engrácia Trancoso, solteira, doméstica. // Casou na CRCM a 4/8/1929 com Marcos Adão, filho de Manuel Luís Afonso e de Maria Rosa Domingues, lavra-dor, nascido na Vila de Melgaço a 26/3/1903. // O seu marido morreu em Prado a 11/6/1951. // Ela faleceu na Vila a 2/8/1986 e foi sepultada no cemitério municipal, ao lado de seu defunto marido. // Com geração.
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TRANCOSO, Mário Eduardo. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. Nasceu na Vila a --/5/1941. // Embarcou para a Guiné-Bissau ainda jovem, regressando a Portugal depois da independência dessa ex-colónia. // Casou em 1967 na igreja de Santo António, Campolide, com Maria Alice, filha de Albano Teixeira Dias e de Laudecena Sousa, de Penafiel. Padrinhos da boda: José Dantas Trancoso, irmão do noivo, e esposa, Dália; Luís Manuel Rodrigues Fernandes e esposa, Maria Emília, pela noiva (NM 382, de 1/8/1967). // Explorou uma pedreira na terra da esposa, em soci-edade com o cunhado, mas as coisas não lhe correram bem. // Emigrou então para o Canadá. // Faleceu a --/--/2---. // Pai de Albano; de Ana Maria; de Carla; de Elisabete; e de Nuno.
TRANCOSO, Miguel Carlos. Filho de Maria Benedita Trancoso. Neto materno de Margarida Joaquina Trancoso. Nasceu a 27/2/1841 e foi batizado na igreja de SMP a 3/3/1841. Padrinhos: Carlos Câncio Gomes e Isabel (Serra?).
TRANCOSO, Miquelina de Jesus. Filha de Carolina das Dores Trancoso (Cortiça), solteira, jornaleira, moradora intramuros, e de Manuel António da Cunha, viúvo, lavra-dor, da Pigarra, Vila. Neta materna de Rosa Maria Trancoso, solteira. Nasceu a 24/8/1867 e foi batizada a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Hermenegildo José Solhei-ro (disse ao pároco ser casado no Pará, Brasil) e Miquelina Rosa Rodrigues, solteira, costureira, todos da Vila. // Faleceu na Vila, SMP, a 7/4/1947. // Mãe solteira de Rei-naldo Assunção Trancoso, o qual cedo partiu para Lisboa.
TRANCOSO, Nazária Rosa. Filha de José Jerónimo Trancoso e de Rosa de Jesus Trancoso. N.p. de Ana Joaquina Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Pigarra, Vila, a 20/10/1904 e foi batizada a 27 des-se mês e ano. Padrinhos: Júlio Cândido Ferreira Pinto da Cunha, solteiro, proprietário, e Rosa de Jesus Meleiro, solteira, proprietária. // Faleceu a 17/8/1905, no lugar onde nascera, e foi sepultada no cemitério.
TRANCOSO, Orávia Maria. Filha de Júlia Cândida Trancoso, lavradeira, natural da Vila de Melgaço. Neta materna de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Este-ves. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 2/3/1908, e foi batizada na igreja a 8 des-se mês e ano. Padrinhos: Cícero Cândido Solheiro, solteiro, proprietário, e Maria Ca-rolina da Lama, solteira, criada de servir. // Ainda nova partiu para Lisboa, onde traba-lhou como empregada doméstica. Por lá arranjou um namorado, casou (confirmar), e geraram duas crianças: uma do sexo feminino, que morreu ainda bebé, e outra do sexo masculino, Orlando, emigrante, o qual morreu com 40 ou 50 anos de idade. // Orávia, já sexagenária, morou com o filho, nora, e netos no estrangeiro (Suíça, salvo erro); porém, ao fim de algum tempo, voltou para a capital do país. O seu sobrinho Hilário, na década de setenta, regressado da Guiné, trouxe-a para Melgaço. Quando chegou a sua vez foi internada no Lar Pereira de Sousa, onde permaneceu cerca de trinta anos. // Faleceu no referido Lar a 14/10/2010, com 102 anos de idade! Os seus restos mortais jazem no cemitério municipal da Vila de Melgaço. // Irmã de Júlia, Idali-na…
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TRANCOSO, Reinaldo Assunção. Filho de Miquelina de Jesus Trancoso, solteira, criada de servir, de SMP. Neto materno de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu na Rua Direita a 17/6/1902 e foi batizado a 13 de Agosto desse ano. Padrinhos: José Au-gusto da Cunha Trancoso, solteiro, empregado comercial, tio materno do batizando, e a Senhora do Rosário, com cuja coroa tocou Abel da Assunção Gonçalves, solteiro, empregado comercial. // Na sua juventude partiu para Lisboa. // Morreu na freguesia de Santos-o-Velho, Lisboa, a 17/7/1950.
TRANCOSO, Rosa Maria. Filha de Margarida Joaquina Trancoso, solteira, moradora no lugar das Várzeas. Neta materna de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta. Nasceu na Vila a 20/7/1815 e foi batizada a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António de San Payo, mordomo da igreja, e Maria Rodrigues, solteira, moradora na Calçada. // Teve a profissão de rodeira, na Casa da Roda. // Faleceu solteira, a 14/1/1875 (ou 1895), na Travessa da Misericórdia, SMP. // Deixou filhos.
TRANCOSO, Sónia. Filha de Hilário Augusto Trancoso e de Maria Filomena Esteves, naturais da Vila de Melgaço. Nasceu em Lisboa a --/--/197-. // É técnica de emprego na cidade de Valença do Minho. // Militante do PSD em Melgaço.
TRANCOSO, Vitorino. Filho de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves, jornaleiros. Nasceu em SMP por volta de 1878. // Morreu a 14/9/1903, numa casa do Bairro do Carvalho, Vila, com todos os sacramentos, com apenas 25 anos de idade, solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério municipal.
TRAVASSOS
TRAVASSOS, Francisca Joaquina. Filha de Maria Joana Travassos, solteira, galega, moradora no lugar da Orada, ou Assadura, Vila de Melgaço. N.m. de Estêvão Travas-sos e de Manuela de Campos, de Louredo, Galiza. Nasceu a 17/5/1822 e foi batizada na igreja de SMP a 22 desse mês. Padrinhos: Manuel Joaquim Salvador, residente no Campo da Feira, e Francisca Antónia Pereira, moradora na Orada.
TRAVASSOS, Francisco Manuel. Filho de Maria Joana Travassos, solteira, natural de São Bento do Rabinho, Ourense, moradora na Assadura, Vila de Melgaço. Neto ma-terno de Estêvão Travassos e de Manuela de Campos. Nasceu a 2/7/1825 e foi bati-zado na igreja de SMP a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Barros, sol-dado veterano, da Vila, e Francisca Alves, de Alveios, Tui.
TRAVASSOS, Maria Joana. Filha de Estêvão Travassos e de Manuela de Campos, da freguesia de São Bento de Rabinho, Ourense. Deve ter nascido em finais do sécu-lo XVIII ou início do século XIX. // Casou na igreja matriz da Vila de Melgaço a 1/4/1830 com António Carneiro, galego, já viúvo de duas esposas, filho de Pedro Car-neiro e de Ângela Rodrigues, de Santa Maria de Massendo, Ourense. Testemunhas: Manuel António Pereira de Castro e José Joaquim Gomes. // O seu marido morreu na Assadura, SMP, a 30/10/1842; ela faleceu também no dito lugar, onde moravam, a 27/10/1854, e foi sepultada na igreja matriz, junto do esposo defunto, com ofício de treze padres. // Mãe de Joaquim Maria, João Bento, Manuel António e Antónia Joa-quina (desta senhora descendem os «Carneiro» do Rio do Porto).
TRAVASSOS, Maria Luísa. Filha de Maria Joana Travassos, solteira, de São Bento do Rabinho, Ourense, moradora na Assadura, Vila de Melgaço. Neta materna de Estêvão Travassos e de Manuela de Campos, galegos. Nasceu a 4 de Dezembro de 1827 e foi batizada na igreja de SMP nesse dito dia. Padrinhos: António Vicente da Silva e sua esposa, Maria Luísa, residentes em Rouças.
TRIGO
TRIGO, António José Pinto (Dr.) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1467, de 7/4/1963:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1503, de 1/3/1964, acerca da tomada de posse do Dr. Gil Pereira Moreira dos Santos: «Vem substituir o Ex.mo Sr. Dr. António José Pinto Trigo que durante um ano exerceu, interinamente, com grande aprumo e digni-dade, o difícil cargo de Agente do Ministério Público e que entre os melgacenses go-zava de merecida simpatia, justo prestígio, e lhes deixou a maior saudade.»
TUNES
TUNES, Joaquim Maria. Filho de ----------- Tunes e de ------------ Rodrigues. Nasceu por volta de 1861. // Morreu na Vila de Melgaço a --/--/1915, com cinquenta e quatro anos de idade (Correio de Melgaço n.º 160, de 8/8/1915).
TUNES, Teresa. // Faleceu na Vila de Melgaço a 27 ou 28/12/1839, e foi sepultada na igreja matriz.
VALADARES
VALADARES, Manuel Bernardo. Filho de Manuel Valadares e de Maria Fernandes, moradores intramuros. N.p. de Pascoal Valadares e de Clara Alves, de Santa Maria de Grave, Galiza; n.m. de António Fernandes e de Domingas Alves, de Vilar, bispado de Tui. Nasceu a 20/8/1767 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padri-nhos: Manuel da Cunha e sua esposa, Paula Gomes, da Vila.
VALADARES, Manuel Luís. Filho de Manuel Valadares e de Maria Fernandes, natu-rais de São Jorge de Vilar, Tui, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Pascoal Vala-dares e de Clara Alves; n.m. de António Fernandes e de Domingas Alves. Nasceu a 15/5/1761 e foi batizado na igreja de SMP nesse dia pelo padre João Pereira, de Pra-do. Padrinhos: Manuel Luís Pereira da Gama, familiar do Santo Ofício, e esposa, Ma-ria de Araújo, residentes no Campo da Feira. Testemunhas: padre António Ventura Araújo, morador na Pigarra, e o padre Manuel Gomes Ribeiro, melgacenses.
VALADARES, Maria Josefa. Filha de Manuel Valadares e de Maria Fernandes, mo-radores no Campo da Feira de Fora. N.p. de Pascoal Valadares e de Clara Alves; n.m. de António Fernandes e de Domingas Alves. Nasceu na Vila a 13/12/1764 e foi batizada na igreja de SMP a 15 desse mês e ano. Padrinhos: capitão Manuel Gomes Pinheiro, com procuração de José Gaspar da Cunha, de Paredes de Coura, e Bárba-ra Gertrudes, solteira, moradora no Campo da Feira. Testemunhas: José Gomes e Bento Fernandes, carpinteiro, de São Salvador do Souto, termo de Guimarães.
VALAS
VALAS, António Maria (António Pequeno). Filho de Manuel Martins e de Maria das Do-res. Nasceu em Vilar de Mouros, Caminha, por volta de 1877. // Caiador. // Veio para Melgaço trazido pelo conterrâneo, António Maria Guerreiro Ranhada, a fim de traba-lhar nas obras do seu hotel. // Tinha 24 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de SMP a 25/12/1902 com Deolinda Augusta Pedroso Gomes, de 23 anos de idade, solteira, da Vila de Melgaço, moradora na Rua de Baixo, filha de Carolina Rosa Gomes. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu, negociante, e sua mulher, Ana Joaquina Vasques. // Reconstruiu e aformoseou a casa situada no Largo da Igre-ja Matriz. // A 18/5/1913 resolveu ir à festa de São Félix, em Ponte de Mouro; montou na sua bicicleta, pedalou tranquilamente, mas ao chegar à Valinha foi vítima de um desastre, ficando ferido na face direita (Correio de Melgaço n.º 51, de 25/5/1913). // Enviu-vou a 17/10/1941. // Morreu na Vila a 14/5/1952. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1025, de 18/5/1952: «Na sua casa de residência, sita na Largo da Igreja Matriz desta Vila, faleceu no passado dia 14, com a idade de 78 anos, o senhor António Maria das Valas, pai amantíssimo das senhoras Maria e Lucinda Gomes Valas, e do nosso es-timado assinante, senhor José Cândido Gomes Valas, e sogro do nosso amigo se-nhor Manuel da Silva, zeloso guarda da fiscalização externa dos tabacos nesta Vila. O seu funeral, realizado no dia seguinte, foi muito concorrido, pois o extinto era geral-mente estimado, tendo-se organizado da igreja para o cemitério vários turnos para pegarem às borlas…» // Era baixinho, muito simpático, de enxada nas mãos até ao fim, para cuidar da horta.
VALAS, José Cândido (Zé Pequeno). Filho de António Maria Valas e de Deolinda Au-gusta Augusta Pedroso Gomes. Nasceu na Vila a 9/6/1905 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu e Ana Joaquina Vasques. // A 12/7/1916 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classifica-ção de «ótimo» (Correio de Melgaço n.º 207, de 16/7/1916). // No verão de 1918 fez exame do 2.º grau e foi aprovado com distinção (JM 1220, de 24/8/1918). // Foi comerciante e contrabandista. O professor Ribeiro da Silva dedicou, ao seu estabelecimento comer-cial, uma das suas famosas gazetas (ver NM 390, de 20/3/1938). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 50, de 17/2/1930:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 123, de 6/9/1931, na rubrica “Cartas de Penso”, com data de 29/8/1931: «No último dia 28 deu à luz uma criancinha do sexo feminino a menina Lénia Esteves, ex-namorada do Sr. José Cândido Valas.» // Também gerou em Maria Gonçalves, moça solteira, da Vila, a Armando, a José Henrique, e a Luís, crianças que não perfilhou. // Também consta que gerou uma menina, Palmira, em Rosa Joaquina Alves, de Chaviães. // Dizem que emigrou para França ou para o Bra-sil com uma namorada e nunca mais voltou a Melgaço.
VALAS, Lucinda Cândida. Filha de António Maria Valas, artista, de Vilar de Mouros, Caminha, e de Deolinda Augusta Pedroso Gomes, doméstica, de Melgaço. Neta pa-terna de Manuel Martins e de Maria das Dores; neta materna de Carolina Rosa Go-mes. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 21/5/1904 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu e Ana Joaquina Vasques, casados. // No verão de 1914 fez exame na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de «ótima». // A 22/8/1916 fez exame do 2.º grau na dita escola, ficando distinta. // Teve uma mercearia na Rua Direita, perto da igreja matriz, que manteve aberta até à sua velhice. // Namorou imensos anos com António Reis, ex-combatente da grande guer-ra, empregado da Câmara Municipal, mas o casamento jamais aconteceu. // Faleceu na Vila a 30/6/1982, solteira, sem geração.
VALAS, Maria Augusta. Filha de António Maria Valas, artista, de Vilar de Mouros, Caminha, e de Deolinda Augusta Pedroso Gomes, doméstica, de SMP, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Manuel Martins e de Maria das Dores; n.m. de Carolina Ro-sa Gomes. Nasceu na Rua Direita a 20/8/1907 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Artur Pires Teixeira e Palmira Pires Teixeira, solteiros, proprietários. // A 20/7/1917 fez exame do 1.º grau, com a professora Augusta de Brito, obtendo um ótimo. // Casou a 8/12/1932, na CRCM, com Manuel da Silva, guarda dos tabacos. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 176, de 11/12/1932:
O seu marido morreu na Vila de Melgaço a 6/12/1969. // Sempre que podia ajuda-va a sua irmã na loja. // Ela faleceu na dita Rua Direita a 4/12/1994. // Mãe de Manuel José, conhecido por Tom-Tom, oficial de diligências, casado com Saudade Alves, funcionária do Centro de Saúde de Melgaço.
VALE
VALE, Cecília Maria. Filha de Ezequiel Augusto do Vale e de Cordália Ferreira dos Santos. Nasceu a --/--/194-. // Casou com o Eng.º Mac Grady, inglês, e passou a re-sidir no país do marido. // Com geração. // (ver A Voz de Melgaço n.º 964 e n.º 982).
VALE, Elvira. Filha de António Ferreira do Vale (Junior) e de Aureliana dos Prazeres Regueira. Nasceu na Vila, SMP, a --/--/1931 (NM 98, de 22/2/1931).
VALE, Ezequiel Augusto. Filho de João José do Vale, proprietário, natural de Prado, e de Maria Engrácia Trancoso, natural da Vila, onde moravam. N.p. de José Luís do Vale e de Luísa Vitória Lourenço; n.m. de Joaquina Rosa Trancoso. Nasceu na Vila a 10/4/1916 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Secundino Augusto da Cunha, solteiro, proprietário, e Júlia Augusta da Cunha, solteira, proprietária. // Fez a 1.ª co-munhão em 1921. // Casou em Junho de 1937 com Cordália Ferreira dos Santos, natural de Penso (NM 359). // Foi marçano em Lisboa (ver Notícias de Melgaço n.º 928, de 26/3/1950, e NM 988, de 5/8/1951), na loja de José Augusto Trancoso “Cunha”, melgacen-se, mas verificando que trabalhar para os outros não enriquece ninguém, voltou para a terra natal, abrindo uma loja de roupas e calçado perto do hospital da SCMM. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 995, de 30/9/1951, que em reunião da CMM de 20 de Setembro de 1951, foi lido um seu requerimento, no qual solicitava à Câmara licença para construir um prédio urbano «sito às ruas Nova Nova de Melo e Rua Velha.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1026, de 1/6/1952: «Foi presente um requerimento (na reunião da CMM de 20/5/1852), acompanhado de planta e memória descritiva, no qual Ezequiel Augusto do Vale, desta vila, pedindo licença válida por 180 dias, para a con-tinuação total do seu prédio sito à Rua Nova de Melo, esquina com a Rua Velha, nes-ta vila, com o alinhamento previsto no plano de urbanização e em harmonia com a planta que junta. Obteve o despacho seguinte: “À Comissão Municipal de Higiene.”» Comprara na Rua Velha, Vila de Melgaço, a Francisco de Jesus Vaz, a casa de mo-rada, e no gaveto da dita rua com a da Rua Nova de Melo adquiriu outra casa, que reconstruiu para aí instalar o seu estabelecimento comercial, o qual depois da sua morte, ocorrida a 6/5/1978, passou para o seu empregado, Armando Gonçalves. // A sua viúva finou-se a --/--/1996, com 74 anos de idade (VM 1046). // Com geração.
VALE, João Francisco. Filho de Ezequiel Augusto do Vale e de Cordália Ferreira dos Santos. Nasceu a 11/4/1940. // Parece que tirou o curso do Magistério Primário, mas não exerceu essa profissão. // Em 1975 trabalhava como bancário nos Arcos de Val-devez. // Casou com a professora Maria de Lurdes Barros Taveira.
VALE, José António da Cunha. // Antes de 1907 foi comandante da Guarda-Fiscal na Vila de Melgaço. // O seu irmão, João Constantino Alves do Vale, capitão de infanta-ria, suicidou-se em 1907 na ilha da Madeira. // (Jornal de Melgaço n.º 703).
VALE, José Luís. Filho de João José do Vale, natural de Prado, escriturário da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, e de Maria Engrácia Trancoso, natural da Vila, on-de residiam. Neto paterno de José Luís do Vale e de Luísa Vitória Lourenço; neto ma-terno de Joaquina Rosa Trancoso. Nasceu a 20/7/1912 e foi batizado a 30 de Agosto desse ano. Padrinhos: Secundino Augusto da Cunha, solteiro, e Júlia Augusta da Cu-nha, solteira, proprietários. // Comerciante. // Casou em Penso a 8/10/1936 com Maria Amélia Ferreira dos Santos. // Em 1937 tinha um Café na Vila, ao qual o professor Ribeiro da Silva, no Notícias de Melgaço n.º 378, de 5 de Dezembro, lhe dedicou uma das suas gazetilhas. // Nesse ano roubaram-lhe 13.000$00 em dinheiro, português e espanhol, que guardava na mesa-de-cabeceira, em sua casa de morada (Notícias de Melgaço n.º 339, de 17/1/1937). // Era dele a casa onde depois esteve instalado o Grémio da Lavoura. Também lhe pertenceu uma pequena quinta ao fundo das Carva-lhiças, no caminho que leva ao rio, mais tarde adquirida por António Marinho (Chen-cho). // Faleceu a --/--/19--. // A sua esposa finou-se a 23/9/1972, com 62 anos de ida-de. // Com geração.
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VALE, Luís Manuel. Filho de José Luís do Vale e de Maria Amélia Ferreira dos Santos. Nasceu a 8/10/1940. // Fez exame de Estado em Julho de 1960. // Exerceu a profis-são de professor do ensino básico até à sua aposentação, ocorrida em 1995, salvo erro. // Tinha como desportos favoritos a pesca e a caça. // Casou com Maria Isabel, filha de Fernando Saraiva (Menano) e de Claudina Augusta Pereira. Depois de Abril de 1974 aderiu ao PS, fazendo parte das listas desse partido para a Câmara Municipal de Melgaço, chegando a ser durante anos o vice-presidente da mesma. // Foi diretor do jornal “Melgaço Hoje”, criado em 1994 pela Associação Inês Negra. // Reside com a família em uma casa reconstruída, perto da igreja da Santa Casa da Misericórdia. // Com geração.
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VALE, Maria Amélia. Filha de Luís Manuel dos Santos Vale e de Maria Isabel Saraiva. Nasceu na Vila a --/--/19--. // Em 1990 ganhou o 1.º prémio de desenho, nos II Jogos Florais de Melgaço. // No ano 2000 ganhou o 1.º prémio de fotografia (canto Primave-ril), nos XII Jogos Florais de Melgaço.
VALE, Maria Fernanda (Dr.ª) Filha de José Luís do Vale e de Maria Amélia Ferreira dos Santos. Nasceu a 20/4/1939. // Fez exame de Estado na Escola do Magistério Primário de Braga em 1958. // Exerceu a profissão de professora do ensino básico, mas após ter conseguido uma licenciatura passou a professora do ensino secundário. // Desde nova que não vive em Melgaço.
VALE, Maria de Lurdes dos Prazeres. Filha de António Ferreira do Vale e de Aureliana dos Prazeres Regueira. Nasceu em SMP a --/--/1932 (NM 143, de 20/3/1932).
VALE, Sofia Isabel. Filha de ------------------------ e de --------------------------------. Nas-ceu em Melgaço a --/--/19--. // Em 2000 ganhou o 2.º prémio de fotografia (Padro Sal-saparrilha), nos XII Jogos Florais de Melgaço. // NOTA: deve ser irmã de Maria Amélia.
VALE, Vítor Manuel (Dr.) Filho de Ezequiel Augusto do Vale e de Cordália Ferreira dos Santos. Nasceu a 14/4/194-. // Estudou no Externato Liceal de Melgaço (ver Notícias de Melgaço n.º 1520, de 26/7/1964). // Professor do Ensino Secundário. // Casou com Odete Barreto, funcionária do Cartório Notarial de Viana do Castelo.
VALÉRIO
VALÉRIO, António César. // Em 1907 era escrivão em Melgaço. // Em Setembro des-se ano concorreu aos exames de escrivão de Fazenda de 2.ª classe em Viana do Castelo.
VASCONCELOS
VASCONCELOS, Adélia da Conceição. Filha de João Luís Pita de Vasconcelos, aju-dante de engenheiros, e de Maria Benta da Cunha [Araújo], moradores na Rua de São Julião, SMP. N.p. de Luís José de Vasconcelos e de Carlota Amélia Pita, proprietá-rios, moradores na freguesia da Sé, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira; n.m. de João José de Araújo Cunha, de São Paio, e de Josefa Torres Araújo, da Vila, proprietários, residentes na Rua de São Julião, Melgaço. Nasceu a 23/12/1878 e foi batizada a 13/12/1879. Padrinhos: João José Pain da Terra Brun, comerciante, e sua mulher, Adelaide Vasconcelos Pain da Terra Brun, moradores em Lisboa, naturais de Angra do Heroísmo (representados por Gregório Betencourt Pita, casado, engenheiro de obras públicas, morador na Vila de Valadares, e Higina Cândida de Magalhães, soltei-ra, da Vila de Melgaço, moradora na Rua da Calçada). (Padre José Joaquim de Abreu). // Residiu em Lisboa. // Em 1908 tinha à venda o campo designado “Estrada” e a casa da Botica, em São Julião, Vila de Melgaço.
VASCONCELOS, António Augusto. Filho de João Luís Pita de Vasconcelos e de Ma-ria Benta da Cunha, moradores na Rua de S. Julião, SMP. N.p. de Luís José de Vas-concelos e de Carlota Amélia Pita; n.m. de João José Araújo Cunha e de Josefa Tor-res Araújo. Nasceu a 17/5/1882 e foi batizado a 15/7/1882. Padrinhos: Dr. António Pereira de Sousa, médico do município, e Beatriz Augusta dos Santos Lima (*), soltei-ros. // Faleceu a 20/4/1883, e foi sepultado no cemitério público. /// (*) Ela assinou Beatriz Augusta Ribeiro Lima.
VASCONCELOS, António Bandeira Monteiro Subagoa (Dr.) // Foi juiz de fora de Mel-gaço de 1803 a 1806. // Era fidalgo da Casa Real. // Residiu na Rua da Calçada, mais tarde conhecida por Rua Velha.
VASCONCELOS, Cristina da Conceição. Filha de João Luís Pita de Vasconcelos e de Maria Benta Araújo da Cunha, moradores na Rua de S. Julião, SMP. N.p. de Luís José de Vasconcelos e de Carlota Amélia Pita; n.m. de João José Araújo da Cunha e de Josefa Torres Araújo. Nasceu a 13/2/1881 e foi batizada a 15/7/1882. Padrinhos: Eduardo Francisco Sampaio e a viscondessa do Cartaxo, de Lisboa (representados por Dr. António Pereira de Sousa, médico do município, e Higina Cândida da Rocha de Sá Magalhães, solteiros), // Faleceu na freguesia da Pena, Lisboa, a 9/8/1956.
VASCONCELOS, Eduardo. Filho de Miguel Frederico Pita Vasconcelos, de Lisboa, e de Maria Aurora de Ascenção e Sousa, de Ponte da Barca, proprietários. N.p. de Jo-ão Luís Pita Vasconcelos e de Maria Benta de Araújo e Cunha; n.m. de José Maria de Ascenção e Sousa e de Inácia Beatriz Cerqueira. Nasceu em São Julião, Vila de Mel-gaço, a 4/5/1908, e foi batizado a 25/6/1910. Padrinhos: Dr. António Pereira de Sousa, solteiro, médico municipal, e Adelaide Pita Pom de Terra Brum, representada por Ida-lina Torres, substabelecida de Lucinda de Ascenção e Sousa Pires, solteira. // Exer-ceu a função de chefe de secção na Junta Nacional dos Produtos Pecuários. // Casou na 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa a 17/10/1945 com Sara do Carmo Teixeira Campos, natural da freguesia da Sé, Lisboa. // A sua esposa faleceu na fre-guesia de Lousa, Loures, a 13/10/1948. // Casou em segundas núpcias a 24/12/1957 com Maria Rosa do Carmo Mourinho, natural da freguesia de Sobral da Adiça, conce-lho de Moura. // Morreu em Odivelas, Loures, a 5/3/1986.
VASCONCELOS, João Cândido Almeida de Gusmão (*). Filho de Herculana do Ro-sário de Almeida, solteira, costureira, moradora na Rua da Calçada, SMP. N.m. de Maria Caetana de Almeida. Nasceu a 6/10/1887 e foi batizado no dia seguinte. Padri-nhos: Diogo Manuel Pinto e Mariana de Jesus Vasques. /// (*). Por despacho do Juiz de Direito da Comarca de Melgaço, de 1/5/1936, foi autorizado a usar o apelido Vasconcelos. E por despacho do Juiz de Direito, de 2/12/1937, foi autorizado a adicionar ao seu nome o apelido Gus-mão.
VASCONCELOS, João Luís. Filho de Luís José de Vasconcelos e de Carlota Amélia Pita, de Angra do Heroísmo. Nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, por volta de 1847. // Ajudante de engenheiros. // Veio para Melgaço na altura da construção da estrada nova, que substituiu a antiga, do tempo dos romanos! Aqui casou, na igreja de SMP, a 18/10/1873, tinha 26 anos de idade, era solteiro, com Maria Benta, da mesma idade, também solteira, batizada em Rouças, moradora na Vila, filha de João José de Araújo Cunha, de São Paio, e de Josefa Torres de Araújo, da Vila de Melgaço. Testemunhas: Gregório Francisco de Betencourt Pita, diretor da estrada pública, e sua esposa, Isabel Ermelinda Pereira Pimenta de Castro. /// Curiosidade: a noiva não sabia assinar!
VASCONCELOS, João Luís. Filho de Miguel Frederico Pita Vasconcelos, da fregue-sia de Santa Isabel, Lisboa, e de Maria Aurora Ascenção e Sousa, da Vila de Ponte da Barca. N.p. de João Luís Pita de Vasconcelos e de Maria Benta de Araújo Cunha; n.m. de José Maria de Ascensão e Sousa e de Inácia Beatriz Cerqueira. Nasceu em São Julião, Vila de Melgaço, a 3/8/1905, e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padri-nhos: o general Miguel Maria de Araújo Cunha e Cristina da Conceição Pita Vascon-celos, solteira, proprietária, representada por Carolina de Oliveira e Cunha, casada, proprietária. // Casou a 30/10/1929 (NM 41, de 8/1271929) com a sua conterrânea, Maria Amanda, filha de António Filipe de Barros e de Isabel Sofia Pereira Pimenta de Castro. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 36, de 4/11/1929:
// Saiu de Melgaço e embarcou para Angola, fixando residência no Huambo, onde foi secretário de finanças. // Em 1935 veio visitar a terra natal com a esposa e filhos (No-tícias de Melgaço n.º 282, de 18/8/1935). // Faleceu a 15/8/1974 em Alcântara, Lisboa.
VASCONCELOS, Luís. Filho de João Luís Pita de Vasconcelos e de Maria Benta de Araújo Cunha (*), proprietária, moradores na Rua de São Julião, SMP. N.p. de Luís José de Vasconcelos e de Carlota Amélia Pita; n.m. de João José de Araújo Cunha e de Josefa Maria Torres de Araújo. Nasceu, e foi batizado, na freguesia de Santa Isa-bel, Lisboa. // Faleceu a 28/4/1879, na dita Rua de São Julião, com apenas dois anos e dois meses de idade, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. /// (*) Maria Benta Araujo Cunha faleceu a 12/4/1896, com 48 anos de idade, viúva.
VASCONCELOS, Maria Benta. Filha de Miguel Frederico Pita Vasconcelos, de Santa Isabel, Lisboa, e de Maria Aurora da Ascenção e Sousa, de Ponte da Barca. N.p. de João Luís Pita de Vasconcelos e de Maria Benta de Araújo Cunha; n.m. de José Ma-ria de Ascensão e Sousa e de Inácia Beatriz Cerqueira. Nasceu em São Julião, Vila de Melgaço, a 7/7/1904, e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: José Augus-to Pires, solteiro, farmacêutico, e Adélia da Conceição Pita de Vasconcelos, solteira, proprietária, representada pela avó materna da batizanda. // No verão de 1919 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «ótima»; frequentava uma escola par-ticular no lugar da Calçada (JM 1256, de 27/7/1919). // Casou a 19/10/1935, na 1.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, com José Emiliano da Costa, adjunto da Direção Geral dos Produtos Pecuários. // Faleceu na freguesia das Mercês, Lisboa, a 20/12/1984.
VASCONCELOS, Maria Carolina. Filha de Miguel Frederico Pita Vasconcelos, natural da freguesia de Santa Isabel, Lisboa, e de Maria Aurora de Ascenção e Sousa, da Vila de Ponte da Barca. N.p. de João Luís Pita de Vasconcelos e de Maria Benta de Araú-jo Cunha; n.m. de José Maria da Ascensão e Sousa e de Inácia Beatriz Cerqueira. Nasceu em São Julião, Vila de Melgaço, a 20/3/1903, e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: general Miguel Maria de Araújo e Cunha, casado, e Carolina de Oli-veira e Cunha, casada, proprietária, ambos de SMP. // Casou a 31/7/1920, na povoa-ção de Belmonte, sede da circunscrição Silva Porto, com José Agostinho de Oliveira, comerciante em Nova Iorque (!).
VASCONCELOS, Maria José. Filha de Miguel Frederico Pita de Vasconcelos, da freguesia de Santa Isabel, Lisboa, e de Maria Aurora de Ascenção e Sousa, da fre-guesia de São João Batista, Ponte da Barca. N.p. de João Luís Pita de Vasconcelos e de Maria Benta de Araújo Cunha; n.m. de José Maria de Ascenção e Sousa e de Iná-cia Beatriz Cerqueira. Nasceu em São Julião, Vila, a 16/7/1907, e foi batizada a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Miguel Maria de Araújo Cunha, casado, general do exército, e Adélia da Conceição Pita Vasconcelos, solteira, proprietária. // Casou na administração de Benguela a 10/10/1916 com o Dr. António Adérito, adido à Embai-xada de Portugal em Madrid, e filho do antigo presidente da República, marechal An-tónio Óscar Fragoso Carmona, e de Maria do Carmo Ferreira da Silva. // Faleceu em Lisboa a 16/1/1972. // Mãe de Maria Luísa, de Maria do Carmo, e de Miguel Óscar.
VASCONCELOS, Miguel. Filho de Miguel Frederico Pita de Vasconcelos e de Maria Aurora Ascenção e Sousa. N.p. de João Luís Pita Vasconcelos e de Maria Benta de Araújo Cunha; n.m. de José Maria de Ascenção e Sousa e de Inácia Beatriz Cerquei-ra. Nasceu em São Julião, Vila, a 3/4/1910, e foi batizado a 25 de Junho desse ano. Padrinhos: Augusto Jaime Mosqueira de Almeida, solteiro, proprietário, e Idalina Tor-res, solteira, proprietária. // Foi funcionário público em Lisboa. // Casou na igreja de Santo Estêvão, Valença, a 6/9/1934, com Maria das Dores, filha de Armando da Cos-ta Maciel e de Margarida Taipas. Na residência da mãe da noiva, já viúva, foi servido «um fino copo-d’água» (Notícias de Melgaço n.º 245, de 23/9/1934). // Faleceu na freguesia de Arroios, Lisboa, a 21/12/1939.
VASCONCELOS, Miguel Frederico. Filho de João Luís Pita Vasconcelos, de Angra do Heroísmo, e de Maria Benta de Araújo Cunha, de SMP, Melgaço. Nasceu na freguesia de Santa Isabel, Lisboa, por volta de 1874. // Foi escrivão interino do juízo de direito em Melgaço. // Tinha 27 anos de idade quando casou na igreja de SMP a 17/5/1902 com Maria Aurora, de 24 anos de idade, solteira, natural da Vila de Ponte da Barca, filha de José Maria de Ascenção e Sousa e de Inácia Beatriz Cerqueira. Testemunhas: general Miguel Maria de Araújo e Cunha e Carolina Rosa de Oliveira e Cunha. // Partiu a 6/11/1907 para Lisboa, acompanhado da sua filha Maria Carolina, a fim de fazer con-curso de escrivão e tabelião (JM 708). // Na manhã de 11/9/1908 manifestou-se um incêndio na sua casa da Vila, o qual logo seria extinto. // Em 1913 embarcou com a esposa para a cidade da Praia, Cabo Verde (Correio de Melgaço n.º 37, de 16/2/1913). // Em 1918 era escrivão-notário em Cabo Verde; nesse ano veio a Melgaço visitar a família (JM 1224, de 28/9/1918). Partiu para Cabo Verde em Março de 1919 (JM 1238, de 16/3/1919). // A 17/7/1919 saiu de Cabo Verde com a família, a seu pedido, para Bié (JM 1255, de 20/7/1919). // Parece que faleceu em Benguela em Setembro de 1928, para onde fora trabalhar como notário, deixando cinco filhos. // Era primo co-irmão de António Filipe de Barros. // Em 1935 a sua viúva residia na capital do país (NM 282, de 18/8/1935), tendo falecido nessa cidade a 14/9/1956.
VASCONCELOS, Rita Maria Joaquina. // Faleceu na Quinta das Várzeas, SMP, a 14/3/1847, viúva de António Caetano de Sousa Gama, e foi sepultada na igreja matriz. Deixou testamento, feito em notas do escrivão Fonseca; solicitava que lhe dissessem, por sua alma, cem missas, mais dez pelos terços que não rezara, dez mais pelas pe-nitências mal cumpridas, mais vinte pelas almas de seus filhos, Gaspar e António, todas de esmola do costume.
VASCONCELOS, Teresa Joaquina Rosa Botelho. // Casou com Jerónimo José Ma-galhães, da Quinta da Calçada. // Faleceu a 16/10/1823, no estado de viúva. // Deixou testamento.
VASQUES
VASQUES, Adriano. Filho de Maria Antónia Vasques, solteira, moradora na frente do CFD, Vila. N.m. de Clara Vasques, solteira, e de (constava) Francisco Moreira, soltei-ro, vulgo o “Zaranga”, «que vivem juntos há muitos anos amancebados.» Nasceu a 27/1/1853 e foi batizado a 31 desse mês. Padrinhos: Caetano Celestino de Sousa, mordomo, e Ana Rosa, criada de Francisco José Gomes, escrivão da administração.
VASQUES, Ana Joaquina. // Faleceu na Vila a 20/4/1832, casada com Inácio [José] Pires, barbeiro; foi amortalhada em hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de sepultura, por ser semana santa. // Com geração.
VASQUES, Ana Joaquina. Filha de João Manuel Vasques, ferrador, e de Maria Vi-centa Gomes, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de João António Vas-ques e de Leandra Teresa Rodrigues, de Melgaço; n.m. de Ventura Gomes e de Ma-ria Antónia Vasques, de S. João de Alveios, Tui. Nasceu a 26/4/1833 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Manuel Joaquim Teixeira e esposa, Ana Maria, de Braga (representados por Tomaz António Gomes de Abreu e seu filho, José Cândido, da Vila de Melgaço). // Viveu maritalmente com o referido José Cândido Gomes de Abreu, comerciante, mas quase a findar o século XIX casaram. // Enviu-vou em 1908. // Faleceu a 1/8/1917. // Sem geração. // Deixou por sua morte bens à Santa Casa, pois lê-se no Jornal de Melgaço n.º 1197, de 2/3/1918: «EDITAL – Frede-rico Augusto dos Santos Lima, provedor da SCMM e hospital da Vila de Melgaço – Faz público que a Mesa Administradora da Santa Casa e Hospital da Misericórdia desta Vila de Melgaço resolveu, em sua sessão extraordinária de 28 de Fevereiro findo, convocar a Assembleia Geral dos seus irmãos para o dia 10 do corrente, pelas catorze horas, na Secretaria do Hospital, a fim dos mesmos se pronunciarem sobre a aceitação ou não do legado deixado por D. Ana Joaquina Vasques de Abreu à mes-ma Santa Casa da Misericórdia desta Vila, ficando no entanto a sua resolução de-pendente da aprovação do Ministério do Interior nos termos do art.º 5, n.º 2, do decre-to de 25/5/1911. Melgaço e Secretaria do Hospital, 1/3/1918.» // Aos bens por ela dei-xados habilitou-se Ana Cândida Pinto, casada com Arnaldo Reis de Sousa Rebelo da Silva, moradora em Viana do Castelo (JM 1198, de 9/3/1918).
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VASQUES, Ana Maria. // Faleceu intramuros, Vila, a 25/1/1827, solteira.
VASQUES, Antónia Clara. Filha de João António Vasques, do Paço, Santa Cristina de Baleixe, Tui, e de Leandra Teresa Rodrigues, de Arcozelo, Ponte de Lima, moradores no Louridal, Vila de Melgaço. N.p. de Cristina Vasques; n.m. de Gaspar Rodrigues e de Rosa Maria. Nasceu a 4/1/1788 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: António Eusébio Rodrigues e Eugénia Maria Clara, da Vila.
VASQUES, António Joaquim. Filho de Clara Joaquina Vasques. Neto materno de João António Vasques e de Leandra Teresa Rodrigues. Nasceu a 19/5/1839 e foi bati-zada na igreja de SMP a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José (ou João) António Monteiro e Clara Joaquina, da Vila.
VASQUES, Benita. Filha de Roque Vasques, lavrador, e de ----------------------. Nasceu na freguesia de (Sendelhe?), diocese de Ourense, por volta de 1801. // Faleceu na Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, a 24/4/1891, solteira, com 90 anos de idade, e foi sepultada no cemitério municipal. // Deixou filhos.
VASQUES, Benedito Cândido. Filho de Clara Joaquina Vasques. N.m. de João Antó-nio Vasques e de Leandra Teresa Rodrigues. Nasceu a 24/10/1818 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Pinto da Costa e Tomaz José Gomes de Abreu, tabeliães do público, da Vila.
VASQUES, Bernarda Maria. Filha de Bernardo Vasques e de Maria Gonçalves (*), moradores na Rua do Carvalho, intramuros. N.p. de João Vasques e de Agostinha Vasques, de S. Roque do Freixo, Crescente, Tui; n.m. de Estêvão Gonçalves e de Maria Simão, de Vidim, Santa Maria de Arbo, Tui. Nasceu a 20/10/1784 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: António Manuel Gomes, solteiro, e sua mãe, Caetana do Souto, do lugar da Oliveira, freguesia da Vila. /// (*) Maria Gonçalves faleceu a 19/5/1818, viúva e pobre.
VASQUES, Caetana Joaquina. Filha de João António Vasques, do lugar do Paço, Santa Cristina de Baleixe, Galiza, e de Leandra Teresa Rodrigues, de Arcozelo, Ponte de Lima, moradores no Louridal, Vila de Melgaço. N.p. de Cristina Vasques; n.m. de Gaspar Rodrigues e de Rosa Maria. Nasceu a 1/8/1789 e foi batizada na igreja de SMP a 6 desse mês e ano. Padrinhos: António Eusébio Rodrigues e Caetana Lopes, solteira.
VASQUES, Clara Joaquina. Filha de João António Vasques, do Paço, Santa Cristina de Baleixe, Tui, e de Leandra Teresa Rodrigues, de Arcozelo, Ponte de Lima, morado-res na Vila de Melgaço, intramuros. N.p. de Cristina Vasques; n.m. de Gaspar Rodri-gues e de Rosa Maria. Nasceu a 30/12/1798 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: António Xavier Torres Salgado e sua filha, Joaquina Rosa, mel-gacenses. // Padeira. // Faleceu solteira, a 23/5/1891, com 92 anos de idade, na Rua da Calçada, Vila. // Deixou filhos.
VASQUES, Francisco José. Filho de Clara Joaquina Vasques, moradora intramuros. N.m. de João António Vasques e de Leandra Teresa Rodrigues. Nasceu a 24/5/1831 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês. Padrinhos: Francisco José Abreu, solteiro, e Luís Senra de Sousa, comerciante, galego, residente na Vila de Melgaço.
VASQUES, Francisco Manuel. Filho de Tomásia Rita Vasques, moradora intramuros. N.m. de Inácio José Pires e de Ana Joaquina Vasques (Morcega). Nasceu a 4/10/1828 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês. Padrinhos: João António de Abreu Cunha Araújo (o Novo) e sua esposa, Maria Francisca da Cunha Moreira Rego, da Quinta do Rio do Porto.
VASQUES, Isolina Augusta. Filha de Teresa de Jesus Vasques, solteira, criada de servir, de SMP. N.m. de João Maurício Vasques e de Maria Marcelina Gonçalves. Nasceu no Carvalho, SMP, a 18/9/1889, e foi batizada a 7 de Novembro desse ano. Padrinhos: Albino Cândido Ferreira Pinto da Cunha, tenente de Caçadores 7, e sua esposa, Júlia Gomes da Cunha, representado por Júlio Cândido Ferreira Pinto da Cu-nha, solteiro, proprietário, de Ponte da Barca.
VASQUES, João Manuel. Filho de Manuel Vasques e de Isabel Barreira, moradores na Rua de Baixo, Vila. N.p. de António Vasques e de Francisca Feijó, de Padrenda; n.m. de João Barreiro e de Isabel Quintela, da Jugaria, Fiães. Nasceu a 9/8/1763 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Belchior Rodrigues e sua filha, Lina Josefa, da Rua de Baixo.
VASQUES, João Manuel. Filho de João António Vasques e de Leandra Teresa Rodri-gues, moradores intramuros, Vila. Nasceu em SMP por volta de 1793. // Ferrador. // Casou na igreja de SMP a 21/5/1826 com Maria Vicenta, filha de Ventura Gomes (defunto) e de Maria Antónia Vasques, de Alveios, Tui, moradora na Vila de Melgaço. Testemunhas: Francisco António da Silva, Jerónimo José Rodrgues Araújo, e AJR, mordomo da igreja. // Faleceu em sua casa da Rua da Calçada, Vila, a 10/1/1879, com 86 anos, casado com Maria Vicenta Gomes, e foi sepultado no cemitério muni-cipal. // Deixou filhos.
VASQUES, João Maurício. Filho de -------- Vasques e de --------------------------. Nas-ceu a --/--/18--. // Casou com Maria Marcelina Gonçalves. // Faleceu na Vila a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 183, de 23/1/1916).
VASQUES, José Francisco. Filho de Francisca Vasques, viúva, galega, moradora intramuros, SMP. N.m. de Manuel Vasques e de Francisca Vaz, de Quintela, Leirado, Tui. Nasceu a 15/3/1853 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: José Máximo Coe-lho, solteiro, da Calçada, e Helena (mal casada, porque não fazia vida com seu mari-do).
VASQUES, Manuel António. Filho de Jacinto Vasques e de Maria do Val, da freguesia de Parada d’Amoeiro, bispado de Ourense. // Casou na igreja de SMP a 12/9/1816 com Maria Josefa, filha de Bernardo Lourenço e de Isabel Alves, de S. Paio, morado-res na Quinta de Corujeiras, SMP (incluindo a noiva). Testemunhas: padre António José Gomes, de Corujeiras, SMP, Manuel José Gomes e Joaquim da Silva, morado-res intramuros, Vila. // Faleceu a 26/7/1853, em Galvão de Baixo, onde era caseiro, juntamente com a esposa, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de sete padres, a que todos eles assistiram por esmola. // Nota: é pai, salvo erro, de -------------------, nascida na Vila a 11/5/1821 e batizada na igreja de SMP dois dias depois, tendo por padrinhos o padre Manuel Joaquim, da Vila, e Rosa Joaquina, de Barata, S. Paio, a qual faleceu a 15/4/1901.
VASQUES, Manuel António. // Morou em Galvão, SMP. // Foi casado com Maria Luí-sa Dias. // Faleceu a 23/11/1858, sendo sepultado na igreja da SCMM com ofício de sepultura, por ser pobre.
VASQUES, Marcelina Rosa. Filha de --------- Vasques e de -----------------------. Nas-ceu por volta de 1831. // Faleceu na Vila a --/--/1923, com 92 anos. // (NM 44, de 11/2/1923).
VASQUES, Maria Benedita. // Casou com José Marinho e foram caseiros no lugar dos Moinhos, SMP. // Faleceu de parto, a 9/2/1845; foi sepultada na igreja matriz, no dia seguinte, com ofício de 12 padres.
VASQUES, Maria Josefa. Filha de Clara Joaquina Vasques. Nasceu na Vila por volta de 1825. // Faleceu na Rua da Calçada a 12/4/1899, sem sacramentos, com 74 anos de idade, solteira, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Sem ge-ração.
VASQUES, Mariana Antónia. Filha de -------- Vasques e de -----------------------. Nas-ceu na Vila por volta de 1828. // Faleceu a 18/7/1908, na sua casa da Rua da Calça-da, só com o sacramento da extrema-unção, com 80 anos de idade, solteira, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Com geração.
VASQUES, Mariana de Jesus. Filha de João Manuel Vasques e de Maria Vicenta Gomes, rurais, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de João António Vas-ques e de Leandra Teresa Rodrigues; n.m. de Ventura Gomes e de Maria Antónia Vasques, de Alveios, Tui. Nasceu a 6/11/1830 e foi batizada na igreja de SMP quatro dias depois. Padrinhos: Vitorino Joaquim Gonçalves, solteiro, e Mariana Marques, solteira, da Assadura. // Casou com Diogo Manuel Pinto. // Faleceu na Rua da Calça-da, Vila, a 8/5/1902, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Com geração.
VASQUES, Rita Maria do Carmo. // Faleceu na Vila a 24/5/1857, casada com António Rodrigues, e foi sepultada na igreja matriz a 26 desse mês e ano, com ofício de 18 padres, tudo pago pela Confraria das Almas, por ser irmã e pobre.
VASQUES, Rosa Joaquina. Filha de Manuel António Vasques e de Maria Josefa Lou-renço. Nasceu em SMP por volta de 1822. // Lavradeira. // Casou com José Avelino. // Faleceu no lugar das Várzeas, SMP, onde residia, a 15/4/1901, com todos os sa-cramentos, viúva, com 79 anos de idade, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério público.
VASQUES, Rufina Cândida. Filha de Mariana de Jesus Vasques, solteira, moradora na Rua da Calçada, SMP. Neta materna de João Manuel Vasques e de Maria Vicenta Gomes. Nasceu a 11/6/1857 e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu e Jerónima Rosa Alves, casada com Manuel José Este-ves, todos da Vila.
VASQUES, Tomásia. // Natural de Caveiras, Galiza, moradora na Rua Direita, Vila de Melgaço. // Faleceu a 5/10/1807, solteira.
VAZ
VAZ, Amália. Filha de Joaquim António Vaz, exposto, oficial de diligências, batizado na igreja de SMP, e de Maria da Encarnação Raimundo, da freguesia da Senhora da Encarnação, Alenquer, moradores nas Carvalhiças, Vila de Melgaço. N.p. de avós desconhecidos; n.m. de João Raimundo e de Antónia Maria da Conceição. Nasceu a 13/12/1894 e foi batizada a 18/1/1895. Padrinhos: Domingos Ferreira de Araújo, far-macêutico, de São Salvador, Ribeira da Pena, e sua esposa, Amália da Conceição Correia dos Santos, de Cristóval, moradores na Vila de Melgaço. // Em Maio de 1920 foi pedida em casamento (JM 1290, de 23/5/1920). // Casou civilmente na 2.ª Conserva-tória do Registo Civil do Porto, a 29/1/1921, com Alfredo Maria Ferreira. // Enviuvou a 31/1/1981. // Faleceu na freguesia de Cedofeita, Porto, a 12/8/1981.
VAZ, Ana Maria. Filha de Manuel Vaz, de Padrenda, Galiza, e de Isabel Quintela. Nasceu na Vila a 28/7/1756 e foi batizada a 1 de Agosto desse ano. Padrinhos: João Manuel Távora e esposa, Ana Maria da Silveira.
VAZ, André. // Em 1669 era juiz (homem bom) em Melgaço; cedeu esse lugar ao juiz de fora, Sebastião Lusão da Cunha. // (OJM, de ACE, p. 57).
VAZ, Ângela. // Nasceu por volta de 1935. // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/2020, com 85 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/9/2020).
VAZ, António Augusto. Filho de Ana Joaquina Vaz, viúva, de Cela de Baixo, Fiães, moradora no lugar da Corga, SMP. Neto materno de Manuel Vaz e de Rosa Alves, lavradores, do dito lugar da Cela. Nasceu a 4/5/1866 e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: António Alves e sua mulher, Maria Rosa Gonçalves, lavradores, da Jugaria, Fiães.
VAZ, António Fernando. // Em 1995 foi transferido da Vila de Melgaço, agência do Banco Borges & Irmão, para a Vila de Monção, onde ia exercer as funções de geren-te do mesmo Banco; partia com ele a sua colega Ana Maria Barbosa, natural de Va-lença. // (A Voz de Melgaço n.º 1043).
VAZ, Armanda Otília de Jesus. Filho de Francisco de Jesus Vaz, oficial de diligências, e de Belmira de Jesus Pires, taberneira, moradores na Vila. Nasceu a 3/6/1925. // Ca-sou na igreja matriz de SMP a 30/6/1951 com Armando Demóstenes, filho de João Marques Morais e de Aida dos Santos Lima, padeiros. // Faleceu a 16/12/1958. // Dei-xou duas crianças de tenra idade. // O seu viúvo finou-se em Dezembro de 1998, ca-sado com outra senhora, e com mais filhos.
VAZ, Casimiro. // Em Agosto de 1912 era ajudante do Registo Civil.
VAZ, Clara. Filha de Joaquim António Vaz, oficial de diligências, e de Maria da Encar-nação Raimundo, doméstica, moradores na Vila. Nasceu a --/--/18--. // Faleceu na Rua Velha, Vila, 2/6/1942.
VAZ, Elvira. Filha de Joaquim António Vaz, oficial de diligências, e de Maria da En-carnação Raimundo, doméstica, moradores na Vila. Nasceu a --/--/18--.
VAZ, Escolástica Maria. Filha de Ana Maria Vaz, solteira, natural da Cabana, Rouças. N.m. de José Vaz e de Francisca Gonçalves, do dito lugar e freguesia. Nasceu a 30/4/1788 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Francisco Xavier Torres Salga-do, com licença do abade Francisco Lúcio de Sá Sotomaior. Padrinhos: José Manuel Pereira da Gama e Escolástica Maria Pereira da Gama. Testemunhas: António Xavier Torres Salgado e MPF, sacristão.
VAZ, Filipe Joaquim. Filho de Maria Vaz, solteira, moradora na Vila. Neto materno de Maria Gonçalves, solteira, também residente na Vila, no Bairro do Carvalho. Nasceu a 23/4/1814 e foi batizado na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Filipe Gomes e sua esposa, Teresa Joaquina.
VAZ, Francisco de Jesus (Chico da Serra). Filho de Joaquim António Vaz (Exposto), oficial de diligências, e de Maria da Encarnação Raimundo, moradores no Campo da Feira, Vila. N.p. de avós desconhecidos; n.m. de João Raimundo e de Antónia Maria, residentes em Lisboa. Nasceu a 23/1/1887 e foi batizado a 13 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: José de Jesus Esteves, solteiro, morador na Vila, e Clara Joaquina Fer-nandes, casada, moradora no Viso (!), Prado. // Em 1913 a sua casa foi assaltada; a polícia descobriu os ladrões, os quais foram presos (Correio de Melgaço n.º 67, de 21/9/1913). // Em 1914 era oficial do Juízo de Direito (Correio de Melgaço n.º 103, de 9/6/1914). // Casou em Dezembro de 1923 com Belmira de Jesus Pires, filha de Ange-lina Rosa Pires, taberneira na Vila. // Mandou construir, às Portas de Baixo, a casa que mais tarde pertenceria a Manuel Lourenço. // Em 1929, Julho ou Agosto, tomou de trespasse a Casa de Hóspedes, sita à Rua Direita, que fora da sua sogra. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 26, de 18/8/1929: «Francisco Vaz, tendo tomado conta por trespasse da antiga e acreditada casa de Angelina Rosa Pires, sita à Rua Direi-ta, desta Vila, espera dever aos seus amigos a fineza de a visitarem, na certeza de que na mesma serão sempre bem tratados. Melgaço, 17/8/1929. F.V.»
// Enviuvou a 8/9/1934. // Morreu na Vila a 26/5/1951, já aposentado. // Com geração. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 979, de 27/5/1951: «Na sua casa de residência nesta vila faleceu ontem, com a idade de 64 anos, Francisco de Jesus Vaz, oficial de diligências aposentado, pai de Armanda de Jesus e de Joaquim António…»
VAZ, Herculana. Filha de Maria Albina Vaz, solteira, costureira, moradora na Rua da Calçada, SMP. Neta materna de Rosa Vaz, solteira, de Alvaredo, residente na Vila de Melgaço. Nasceu a 24/6/1887 e foi batizada na igreja a 29 desse mês e ano. Padri-nhos: Matias de Sousa Lobato, mestre-escola, e Ana de Sousa Lobato, casada, mo-radora na Rua do Rio do Porto.
VAZ, Inácio. Filho de Francisco Vaz e de Ana Isabel da Ribeira, de Paços. // Casou na igreja de SMP a 28/7/1839 com Ana Joaquina Fernandes, da Vila. Testemunhas: José Batista e António Joaquim, da Vila.
VAZ, Joaquim António. // Nasceu por volta de 1843. // Oficial de diligências no tribunal de Melgaço. // Faleceu no lugar das Carvalhiças, Vila, a 7/9/1910, com todos os sa-cramentos, sem testamento, com cerca de 67 anos de idade, casado com Maria da Encarnação Raimundo, e foi sepultado no cemitério municipal. // A sua viúva finou-se na Rua Velha a 2/8/1940, com 92 anos de idade. // Com geração.
VAZ, Joaquim António. Filho de Francisco de Jesus Vaz, oficial de diligências, e de Belmira de Jesus Pires, taberneira, moradores na Vila. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1932. (*) // Morreu no Sanatório do Caramulo a --/8/1956. /// (*) Deve ter nascido a 29/7/1932 (ver o Notícias de Melgaço n.º 159, de 31/7/1932, e NM 161, de 21/8/1932).
VAZ, Joaquina Rosa. Filha de ----------- Vaz e de -------------------------------------. Nas-ceu na Vila por volta de 1869. // Em 1937 recebeu de esmola a quantia de 2$50, mandada por Eusébio Pinto, residente no Bié. // (NM 351). // Faleceu no hospital da SCMM a 24/5/1945, com 76 anos de idade.
VAZ, José Augusto. Filho de Ventura de Jesus Vaz e de Martinha da Soledade Alves. Nasceu na Vila a 26/10/1962. // Em 2000 estava casado, tinha a profissão de trolha, e morava no lugar da Boavista, Rouças. // (VM 1131). // O Ministério Público movia-lhe um processo por «crime de ofensas à integridade física simples.»
VAZ, José Cândido. Filho de Sebastião José Vaz, cirurgião, de Rouças, e de Rosa Joaquina Rodrigues Soares e Castro, de Prado, moradores na Vila. N.p. de Joaquim José Vaz e de Francisca Esteves, de Perzes, Rouças; n.m. de Luís António Rodrigues Soares de Castro e de Maria Josefa Esteves, da Corredoura, Prado, todos lavradores. Nasceu na Vila a 30/4/1864 e foi batizado na igreja de SMP a 1 de Maio desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, comerciante, e Maria José Soa-res, casada com Manuel José de Puga. // Morreu a 2/5/1864.
VAZ, José Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Vaz e de Ana Rosa Gomes, lavradores (*), naturais de São Paio. Nasceu nessa freguesia de Melgaço por volta de 1879. // Morreu no lugar da Oliveira, SMP, a 27/1/1896, com 17 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal. /// (*) Deviam ser caseiros na Oliveira.
VAZ, José Joaquim. Filho de Joaquim António Vaz (Exposto), oficial de diligências, e de Maria da Encarnação Raimundo, moradores na Rua da Calçada, SMP. Neto pa-terno de avós incógnitos; neto materno de João Raimundo e de Antónia Maria, da comarca de Alenquer. Nasceu a 30/9/1884 e foi batizado a 26 de Outubro desse ano. Padrinhos: José Caetano Marques e Clara Joaquina Fernandes, proprietários, do lu-gar do Rego, Prado.
VAZ, José Maria. Filho de Francisco de Jesus Vaz, oficial de diligências no tribunal de Melgaço, e de Belmira de Jesus Pires, taberneira. Nasceu na Vila a 4/6/1929 (ver Notí-cias de Melgaço n.º 16, de 9/6/1929, e Notícias de Melgaço n.º 21, de 14/7/1929). // Morreu na Vila a --/--/1929, com apenas dois meses de idade (NM 25, de 11/8/1929).
VAZ, Manuel Carlos. Filho de Ventura de Jesus Vaz e de Martinha da Soledade Alves. Nasceu na Vila de Melgaço a 4/10/1965. // Teve a profissão de trolha. // Em 2000 es-tava solteiro; nesse ano o Ministério Público movia-lhe um processo de «co-autoria material e na forma consumada de um crime de ofensas à integridade física sim-ples…» (A Voz de Melgaço n.º 1142). // A sua última morada conhecida era no lugar da Igreja, freguesia de Rouças.
VAZ, Manuel Joaquim. Filho de ---------- Vaz e de ------------------------------------. Nas-ceu a --/--/18--. // Em 1914 morava na Vila. // Nesse ano a Câmara nomeou-o coveiro do cemitério municipal (Correio de Melgaço n.º 86, de 8/2/1914).
VAZ, Manuel Maria. Filho de Manuel Joaquim Vaz, solteiro, ferrador, da Vila de Pa-drão de Corunha, residente em Melgaço (o qual disse, na presença dos padrinhos, que era o pai da criança, assinando o assento de batismo) e de Teresa Domingues, solteira, criada de servir, natural de São Pedro da Torre, bispado de Ourense. Neto paterno de avós ignorados; n.m. de Fernando (Mateus?) e de Madalena Domingues. Nasceu no Campo da Feira de Fora, SMP, a 11/5/1872, e foi batizado a 19 desse mês. Padrinhos: Manuel Alves Rodrigues, solteiro, barbeiro na Vila, e Maria Joaquina Gregório, solteira, criada de servir, da Gave. // Morreu a 10/7/1873.
VAZ, Maria Augusta. // Nasceu por volta de 1936. // Faleceu na freguesia da Vila de Melgaço a --/--/2023, com 87 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/3/2023).
VAZ, Maria José. Filha de Francisco de Jesus Vaz, oficial de diligências, e de Belmira de Jesus Pires, taberneira. N.p. de Joaquim António Vaz e de Maria da Encarnação Raimundo; n.m. de Angelina Rosa Pires. Nasceu na Vila a 27/9/1927 e foi batizada a 23 de Outubro desse ano. Padrinhos: José Carvalho e Maria do Resgate. // Faleceu na Vila a 26/4/1929, com apenas dezoito meses de idade (NM 10, de 28/4/1929).
VAZ, Maria Rosa. Filha de Ana Vaz. Nasceu em Santa Eulália, Valadares, por volta de 1858. // Faleceu na Vila de Melgaço, onde morava, a 18/1/1918, com sessenta anos de idade, no estado de solteira.
VAZ (ou Vasques), Maria Vitória. // Casou com João de Almeida. // Moraram na Vila de Melgaço, intramuros. // Faleceu no estado de viúva, e pobre, a 4 de Março de 1823. // Com geração.
VAZ, Palmira da Luz. Filha de Maria Igrejas Vaz, solteira, moradora na Rua de Baixo, SMP. Neta materna de Manuel Igrejas Vaz e de Joaquina Vaz, lavradores, de São Paio. Nasceu a 20/6/1887 e foi batizada a 27 desse mês e ano. Padrinhos: José Joa-quim Igrejas Vaz, tio da batizanda, e sua mulher, Encarnação Alves, do lugar de Pen-tilles, Santa Cristina de Baleixe, Galiza.
VAZ, Paulo. // Em 1624, e apesar de analfabeto, era vereador mais velho e juiz pela ordenação em Melgaço. // (OJM, de ACE, página 118).
VAZ, Rosa. Filha de ---------- Vaz e de -----------------. Nasceu por volta de 1837. // Fa-leceu na Vila a --/--/1912, com 75 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 24, de 17/11/1912).
VAZ, Rosa Maria. Filha de Manuel Vaz e de Isabel Quintela, moradores na Rua de Baixo, Vila. N.p. de António Vaz e de Francisca (Feijó?), do lugar da Fonte, São Cipri-am de Padrenda, jurisdição de Milmanda, Tui; n.m. de João Barreiro e de Isabel Quin-tela, solteira, da Jugaria, Fiães. Nasceu a 16/4/1759 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês pelo padre Manuel António Pinheiro de Figueiroa, de Rouças. Padri-nhos: padre Jácome Fernandes Lobo, pároco da Vila, e Rosa Maria Teresa, da Quinta de Cavaleiros, Rouças.
VELHA
VELHA, António José. Filho de Nicolau Pena Velha e de Bernarda Rodrigues, de Bi-lhermide (S. Salvador), bispado de Benavente, Galiza, moradores nas Carvalhiças, Vila de Melgaço. N.p. de José Pena Velha e de Josefa Gonçalves; n.m. de José Gonçalves Rubinas e de Ângela Rodrigues, todos galegos. Nasceu a 1/9/1787 e foi batizado na igreja de SMP três dias depois. // Padrinho: Francisco António Pereira da Gama.
VELHA, Clara Joaquina. Filha de Nicolau Pena Velha e de Bernarda Rodrigues, de Bilhermide, Benavente, Galiza, moradores nas Carvalhiças. Nasceu a 13/7/1797 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: Francisco Ventura da Silva e Felícia Maria Marques, melgacenses.
VELHA, José Maria. Filho de Nicolau Pena Velha e de Bernarda Rodrigues, de Bi-lhermide, Benavente, Galiza, moradores em Melgaço. Nasceu em Prado (!) a 20/4/1790 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois pelo padre Francisco Xa-vier Torres Salgado, com licença do padre Francisco Manuel Pereira da Gama, vigá-rio colado da freguesia de Prado. Padrinhos: Caetano José de Abreu Soares e sua esposa, Maria Teresa de Sousa e Gama.
VELHO
VELHO, Adelino Manuel (Xô-Mula). Filho de Carlos Augusto da Costa Velho, natural da Vila, e de Angelina Crispim, natural de Rouças, lavradores. Neto paterno de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; neto materno de João Manuel Crispim e de Maria Joaquina Rodrigues. Nasceu no lugar da Pigarra, SMP, a 28/5/1903 e foi batizado na igreja de SMP a 1 de Junho desse ano. Padrinhos: Manuel Joaquim da Lama e Maria Estrela de Oliveira, lavradores, residentes no lugar dos Chãos. // A 12/7/1916 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo um «bem» (Correio de Melgaço n.º 207, de 16/7/1916). // Casou na CRCM a 14/2/1927 com Rosa de Jesus, nascida em Paderne em 1906, filha de Damião José da Rocha e de Maria da Conceição Cerqueira. // Faleceu na freguesia de São Jorge de Arroios, Lisboa, a 12/10/1981. // Com geração.
VELHO, Alberto César. Filho de Manuel José da Costa Velho, natural de Rouças, e de Florinda Rosa Alves, natural de Chaviães, lavradores. Neto paterno de António Velho e de Antónia Maria da Costa; neto materno de Maria de Jesus Alves. Nasceu na Quinta de São Jullião (onde os seus pais deviam ser caseiros) a 19/3/1871 e foi bati-zado na igreja de SMP a 29/5/1871 (fora batizado provisoriamente, em casa, no dia em que nasceu, devido a correr perigo de vida). Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima e Maria Benta de Araújo Cunha, solteira, da sobredita Quinta. // Um dia resolveu ir até ao Brasil, abanar a árvore das patacas, mas a fortuna virou-lhe as costas, a ár-vore estava quase seca. Voltou para Melgaço e com ele trouxe Mariana Nunes da Rocha (!), nascida na freguesia de Santa Ana, Rio de Janeiro, filha de José Machado Nunes e de Mariana de Jesus Nunes, com quem casara. // Passados uns anos re-gressou ao Brasil, sozinho, onde morreu. // A sua viúva finou-se na Rua Direita, Vila de Melgaço, a 22/1/1950, com 74 anos de idade, e foi sepultada no cemitério munici-pal. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 924, de 5/2/1950:
Acerca desta senhora fala-nos o “Correio de Melgaço” n.º 136, de 9/2/1915: «De-sordens – Na Rua de Baixo, e na casa de uma tal “Mariana Picota”, todos os dias há forrobodó, que se prolonga até altas horas da noite. Devido a questões de amores, tem havido divergências entre os frequentadores, originando-se algumas desordens, felizmente sem consequências de maior.» // Com geração. // Sogro de José Golim, de Raul Ferreira Cardoso…
VELHO, Amílcar Augusto. Filho de Lucrécia Augusta da Costa Velho, solteira, vende-dora de peixe, e de José Maria Alves (Zinona), serralheiro. Neto paterno de João An-tónio Alves e de Maria Teresa Lourenço; neto materno de Manuel José da Costa Ve-lho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu na Vila a 11/12/19--. // Em 1947 e anos seguin-tes residia em Cascais. // Em 1948 começou a assinar o Notícias de Melgaço.
VELHO, António Joaquim. Filho de Lucrécia Augusta da Costa Velho, solteira, da Vila. Neto materno de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu na Rua de Baixo 14/9/1909 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José da Costa Velho, casado, proprietário, e Cacilda da Glória de Melo, solteira.
VELHO, Aurélio de Jesus. Filho de Luís César da Costa Velho e de Palmira de Jesus Alves. N.p. de Alberto César da Costa Velho e de Maria Nunes da Rocha; n.m. de Maria das Dores Alves. Nasceu na Vila a 28/9/1929 (ver Notícias de Melgaço n.º 37, de 10/11/1929) e foi batizado a 11 de Outubro desse ano. Padrinhos: Aurélio Augusto Araújo de Azevedo, solteiro, natural da Vila, e Maria Rosa Alves, solteira, natural de Prado. // Casou em São Paio a 22/8/1957 com Teresa de Jesus Alves.
VELHO, Belchior Gonçalves. // Em 1615 morava na sua Quinta de Galvão. // Foi ve-reador, juiz pela ordenação, e irmão da SCMM. // Era dele a “Vinha das Cernadas”, junto das muralhas da Vila. // (OJM, de ACE, p. 117).
VELHO, Bento. Filho de Alberto César da Costa Velho, lavrador, de SMP, e de Mari-ana Nunes da Rocha, natural da freguesia de Santa Ana do Rio de Janeiro, Brasil, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. N.p. de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; n.m. de José Machado Nunes e de Mariana de Jesus Nunes. Nasceu na Rua Direita a 2/5/1906 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Bento Fernandes Pinto, solteiro, proprietário, e Maria Carolina Pires, soltei-ra. // Faleceu a 20/5/1906.
VELHO, Caetana Joana. Filha de Sebastiana Rosa Velho, solteira, moradora na Rua do Carvalho. Neta materna de João Velho e de Jacinta Peres, de Ribadávia, bispado de Ourense. Nasceu a 13/3/1784 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês. Madrinha: Maria Caetana, da Vila, solteira.
VELHO, Camilo Alfredo. Filho de Manuel José da Costa Velho, natural de Rouças, e de Florinda Rosa Alves, natural de Chaviães, lavradores, residentes na Rua Direita, Vila. N.p. de António Velho e de Antónia Maria da Costa, de Rouças; n.m. de Maria de Jesus Alves, solteira, de Chaviães. Nasceu 2/4/1879 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Augusto Correia dos Santos Lima e sua irmã, Florinda da Glória Correia dos Santos Lima, solteiros, moradores no Campo da Feira, Vila. // Ca-sou na igreja de Chaviães a 9/7/1900 com Angélica Rosa, de 20 anos de idade, soltei-ra, camponesa, natural de Chaviães, residente no lugar da Bouça, filha de José Maria Meleiro e de Florinda Rosa Gomes. Testemunhas: Manuel Alves e sua mulher, Adeli-na da Glória de Magalhães. // Faleceu a --/--/19--. // A sua viúva finou-se em Chaviães a 4/2/1948. // Pai de Firmino Manuel, nascido em Chaviães em 1922. // Nota: a sua madrinha, na assinatura, omitiu o apelido Lima!
VELHO, Camilo Alfredo. Filho de Carlos Augusto da Costa Velho, natural da Vila, e de Angelina Crispim, natural de Rouças. N.p. de Manuel José da Costa Velho e de Flo-rinda Rosa Alves; n.m. de João Manuel Crispim e de Maria Joaquina Rodrigues. Nas-ceu na Vila a 15/7/1911 e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: João Cândi-do de Carvalho, solteiro, artista, e Angelina Rosa Meleiro, casada, lavradeira. // Traba-lhou como lavrador e pedreiro, foi bombeiro, tendo perdido uma mão num acidente laboral, numa obra do “Lima Azeiteiro”. // Mais tarde arranjaram-lhe emprego como varredor da Câmara Municipal, usando um gancho para segurar a vassoura. // Era um homenzarrão, mas apesar da sua estatura casou em 1941 com uma mulher bai-xinha, Clementina Rosa Soares, de São Paio, mais velha do que ele. // A sua esposa faleceu a 29/6/1972, com 76 anos de idade. // Ele finou-se a 28/12/1991, com 80 anos de idade.
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VELHO, Carlos Augusto (Picota). Filho de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves, moradores intramuros, Vila. N.p. de António Velho e de Antónia Maria da Costa, residentes no lugar da Picota, Rouças; n.m. de Maria de Jesus Alves, de Cha-viães. Nasceu a 9/3/1877 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos Al-berto de Sousa e Júlia da Glória de Sousa, solteiros, negociantes, da Vila. // Em 1913 era sócio da Associação Artística Melgacense. // Casou com Angelina, filha de João Manuel Crespim e de Maria Rodrigues. // Em 1917 a Câmara Municipal nomeou-o «zelador municipal e levadeiro da água do Ranhadouro» (JM 1166, de 14/7/1917). // A sua mulher finou-se nas Carvalhiças a 5/12/1949, com 81 anos de idade. // Ele fale-ceu na Vila de Melgaço a 5/3/1955. // Com geração.
VELHO, Ema de Lurdes. Filha de Adelino Manuel da Costa Velho, natural da Vila, e de Rosa de Jesus da Rocha, natural de Paderne. Nasceu na Vila a 12/9/1931. // Ca-sou em Lisboa em Novembro de 1956 com José Rosa Miguel, nascido no concelho da Batalha a 1/5 ou 20/5/19-- (ver Notícias de Melgaço n.º 1435, de 20/5/1962), funci-onário da Companhia de Seguros Império, em Lisboa, onde o casal residia. // O seu marido morreu a 10/3/2015. // Nota: no estado de solteira deu à luz um filho, José Carlos (gerado por um indivíduo de Paredes de Coura, salvo erro, de seu nome Domin-gos Rodrigues; o José Carlos, embora gerado em Melgaço nasceu na Maternidade Alfre-do da Costa a 22/5/1953/4; é licenciado em Filosofia e Proteção Civil; aos 17 anos de ida-de alistou-se na Marinha de Guerra, onde foi fuzileiro, tendo sido mobilizado para a Gui-né-Bissau antes de 1974; no regresso, foi funcionário da Telecom Portugal, em Setúbal; em 1992, era vereador da Câmara Municipal de Almada, e Secretário Nacional do Sindica-to Democrático dos Trabalhadores das Telecomunicações e Correios; casou com Maria Claudina Nabais, natural de Vilar Formoso; é pai de Marta Sofia). // Ema de Lurdes não teve geração do marido.
VELHO, Florinda Cacilda. Filha de Lucrécia Augusta da Costa Velho, solteira, peixei-ra, moradora na Rua de Baixo. Neta materna de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu a 4/12/1911 e foi batizada na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José da Costa Velho, casado, proprietário, e Cacilda da Glória de Melo, solteira.
VELHO, Henrique Albertino. Filho de Ilda da Conceição da Costa Velho, solteira, cos-tureira, residente na Vila. Nasceu a 17/10/1921 e foi batizado na igreja de SMP a 12/2/1923. Madrinha: Reinalda do Nascimento da Costa Velho, solteira, da Vila. // Ca-sou a 14/12/1944 com Mercedes Domingues Espinosa, de São Miguel de Ceclinhos, Galiza.
VELHO, Henrique Augusto. Filho de Lucrécia Augusta da Costa Velho, solteira. Neto materno de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu na Vila a 29/10/1921 e foi batizado a 6 de Novembro desse ano. Padrinhos: Belchior Herculano da Rocha, lavrador, e Lígia Isaura de Almeida. // Faleceu com apenas um ano de ida-de (Notícias de Melgaço n.º 41, de 14/1/1923).
VELHO, Ismael Augusto. Filho de Carlos Augusto da Costa Velho, natural da Vila, e de Angelina Crispim, natural de Rouças. Neto paterno de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; neto materno de João Manuel Crespim e de Maria Joaqui-na Rodrigues. Nasceu na Rua Direita a 20/10/1908 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Ilídio de Sousa, solteiro, artista, e Elvira Joaquina Fernandes, solteira, criada de servir. // Há quem diga que era um bebé perfeito, mas atroz doença pros-trou-o em uma cama até ao resto dos seus dias. Deve ter frequentado a escola, e assimilado muito bem a matéria, porque mais tarde, para ganhar uns cobres, dava explicações em sua casa a alunos do ensino primário. // Era uma pessoa agradável, bom conversador, e mesmo ali deitado pedia livros para sua leitura. // Morreu no lugar das Carvalhiças a 12/2/1970, no estado de solteiro.
VELHO, Jalsemina Augusta. Filha de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves, lavradores, residentes na Rua Direita, SMP. N.p. de António Velho e de Antónia Maria da Costa, de Rouças; n.m. de Maria de Jesus Alves, de Chaviães. Nasceu a 5/8/1881 e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos San-tos Lima, negociante, e Josefina Augusta Passos, solteiros, da Vila. // Faleceu a 7/9/1882 e foi sepultada no cemitério municipal.
VELHO, João Manuel. Filho de Adelino Manuel da Costa Velho e de Rosa de Jesus da Rocha. N.p. de Carlos Augusto da Costa Velho e de Angelina Crispim; n.m. de Damião José da Rocha e de Maria da Conceição Cerqueira. Nasceu na Vila a 22/10/1928 e foi batizado na igreja de SMP a 18 de Novembro desse ano. Padrinhos: João Manuel Esteves e Maria de Jesus da Rocha. // Casou na igreja matriz da Vila a 23/12/1951 com Flávia Augusta de Freitas. Padrinhos: José Esmeraldino Gonçalves e Ema de Lurdes da Costa Velho. // Morreu na sua casa de Galvão, SMP, a --/--/2008, com 80 anos de idade. // Pai de Maria João, de Maria Angelina e de Madalena. // Ir-mão de Ema, Maria da Graça, Madalena, Palmira, José Carlos... // (VM 1299).
VELHO, José Augusto. Filho de Lucrécia Augusta da Costa Velho, peixeira. Neto ma-terno de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu na Vila a 18/12/1905 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Euclides Pinto, casado, barbei-ro, e Almira Augusta, solteira, taberneira.
VELHO, José Carlos da Costa. Filho de Adelino Manuel da Costa Velho e de Rosa de Jesus da Rocha. Nasceu na Vila a 11/8/1952 (ou 22 de Maio?; ver Notícias de Melgaço n.º 1596, de 15/5/1966, página 4). // Depois da 4.ª classe frequentou com escassa regu-laridade, em 1962 e 1963, na Vila de Melgaço, o Curso Elementar de Aprendizagem Agrícola, lecionado pelo professor Ascensão Afonso. // Partiu novo para Lisboa, tirou o curso de artes gráficas na Escola António Arroios. Trabalhou no hospital Curri Cabral. // Aos vinte anos de idade foi para a tropa, como soldado, sendo mobilizado para An-gola. // Casou com Elisabete Henriques. // Morreu na capital do país a 2/7/1997, com apenas 44 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. A chave da urna foi conduzida pelo seu sobrinho, Dr. José Carlos da Costa Velho Rodrigues. // Pai de Samuel e de Samanta. Está sepultado no cemitério municipal de Melgaço.
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VELHO, José Domingues Vaz. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1446, de 2 de Se-tembro de 1962:
VELHO, Libânia de Jesus. Filha de Lucrécia Augusta da Costa Velho, proprietária, da Vila. Neta materna de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu na Vila a 17/10/1915 e foi batizada na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padri-nhos: Manuel José da Costa Velho, viúvo, e Ilda da Costa Velho, solteira, costureira. // Faleceu na Vila a 19/10/1918.
VELHO, Lucrécia Augusta (Picota). Filha de Manuel José da Costa Velho, proprietário, natural de Rouças, e de Florinda Rosa Alves, natural de Chaviães, moradores na Rua Direita, Vila. Neta paterna de António Velho e de Antónia Maria da Costa, lavradores, do lugar da Picota, Rouças; neta materna de Maria de Jesus Alves, solteira, lavrado-ra, do lugar da Redonda, Chaviães. Nasceu a 20/3/1885 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima, negociante, e Lucrécia Augusta de Melo Chaves e Lemos, solteiros, da Vila. // Peixeira. // Teve vários filhos de José Maria Alves “Zinona”, serralheiro, também da Vila. // Em 1913 a Câmara Mu-nicipal passou-lhe, a seu pedido, um atestado de pobreza (Correio de Melgaço n.º 42, de 23/3/1913). // Já com alguma idade, casou com o viúvo Adriano Augusto da Costa (Merda Seca), dono do jornal “Notícias de Melgaço”, não havendo descendência deste matrimónio. // Faleceu na Calçada, Vila, a 20/12/1944.
VELHO, Luís (Marmita). Filho de ---------- Costa Velho e de ------------------------------------. Nasceu na Vila a --/--/18--. // Residiu no Barral. // Faleceu no hospital da SCMM a 1/5/193-, com setenta e oito anos de idade.
VELHO, Luís César. Filho de Alberto César da Costa Velho, pedreiro, de SMP, Mel-gaço, e de Mariana Nunes da Rocha, do Rio de Janeiro, Brasil. N.p. de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; n.m. de José Machado Nunes e de Mariana de Jesus Nunes. Nasceu na Rua Direita a 1/10/1902 e foi batizado na igreja de SMP a 5 de Novembro desse ano. Padrinhos: Luís Maria Monteiro e sua esposa, Margarida Monteiro, proprietários, moradores na Vila de Melgaço. // Casou na CRCM a 26/9/1929 com Palmira de Jesus Alves, de 24 anos de idade, filha de Maria Alves (Rebela), natural de Rouças. // Morreu na Vila a 1/5/1973. // Com geração.
VELHO, Manuel José. Filho de Lucrécia Augusta da Costa Velho, da Vila. Neto ma-terno de Manuel José da Costa Velho, de Rouças, e de Florinda Rosa Alves, de Cha-viães. Nasceu na Rua de Baixo a 15/2/1914 e foi batizado a 5 de Março desse ano. Padrinhos: Manuel José da Costa Velho, viúvo, proprietário, e Margarida Celeste da Costa Velho, solteira.
VELHO, Margarida Celeste. Filha de Alberto César da Costa Velho, artista, de SMP, Melgaço, e de Mariana Nunes da Rocha (!), doméstica, natural da freguesia de Santa Ana, Rio de Janeiro. N.p. de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; n.m. de José Machado Nunes e de Mariana de Jesus Nunes. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 10/6/1904, e foi batizada a 4 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Bento Fer-nandes Pinto, solteiro, proprietário, e Maria Carolina Pires, solteira, proprietária. // Ca-sou a 13/4/1924, na CRCM, com José Augusto Golim, de 24 anos de idade, seu con-terrâneo, filho de Jacinto Golim e de Maria da Conceição Gomes de Abreu. // Enviu-vou a 29/6/1976. // Faleceu na Vila, tal como o seu marido, a 14/12/1981. // C.g.
VELHO, Margarida Celeste. Filha de Luís César da Costa Velho, natural da Vila, SMP, e de Palmira de Jesus Alves, natural de Rouças. Nasceu na Vila a --/--/1939.
VELHO, Maria Alzira. Filha de Alberto César da Costa Velho, artista, natural de SMP, e de Mariana Nunes da Rocha (!), doméstica, natural do Rio de Janeiro, Brasil. Neta paterna de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; neta materna de José Machado Nunes e de Mariana de Jesus Nunes. Nasceu na Rua Direita a 8/4/1908, ou a 28 de Agosto (ver o Notícias de Melgaço n.º 1483, de 1/7/1963 e o “No-tícias de Melgaço” n.º 1524, de 23/8/1964, página 2) e foi batizada a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Fernandes Pinto, solteiro, proprietário, e Esmeralda Esteves, solteira, proprietária. // Casou na CRCM a 6/10/1924 com Raul Ferreira Cardoso, de vinte e dois (22) anos de idade, filho de José Ferreira Alves Cardoso e de Generosa Miquelina Barreiros, funileiro, natural da freguesia de São Nicolau, Porto. // Teve um pequeno restaurante e taberna na Rua Direita, perto do Solar do Alvarinho. A matéria-prima para as refeições, tais como couve, cebola, pimento, etc., cultivava-a numa pequena horta que arrendara. Era ela que fornecia a comida aos presos da cadeia. // O seu marido morreu na Vila a 18/3/1976. // Ela faleceu também na Vila de Melgaço a 10/2/1983. // Mãe de sete filhos.
VELHO, Maria dos Anjos. Filha de Alberto César da Costa Velho, melgacense, e de Maria Nunes da Rocha, brasileira. Neta paterna de Manuel José da Costa e de Florin-da Rosa Alves; neta materna de José Machado Nunes e de Maria de Jesus Nunes. Nasceu na Rua Direita a 2/5/1906 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Bento Fernandes Pinto e Maria Carolina Pires. // Faleceu a 30/5/1906 e foi sepultada no ce-mitério municipal. // Gémea de Bento.
VELHO, Maria Estrela. Filha de Carlos Augusto da Costa Velho, da Vila, e de Angelina Crispim, de Rouças, lavradores. Neta paterna de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; neta materna de João Manuel Crespim e de Maria Joaquina Rodrigues. Nasceu na Rua de Baixo a 31/12/1904 e foi batizada na igreja de SMP a 6/1/1905. Padrinhos: Luís Cândido Lamas, solteiro, camponês, e Maria Estrela de Oli-veira, casada, lavradeira. // Faleceu a 15/9/1906, em uma casa da Rua Direita, SMP, e foi sepultada no cemitério municipal.
VELHO, Maria da Graça. Filha de Adelino Manuel da Costa Velho e de Rosa de Je-sus da Rocha. Nasceu na vila de Melgaço a --/3/1942.
VELHO, Maria de Lurdes. Filha de Luís César da Costa Velho, natural da Vila, e de Palmira de Jesus Alves, natural de Rouças. Nasceu na Vila a 5/7/1931 (NM 118, de 19/7/1931). // Casou com António Cândido Rodrigues. // Em 2001 residia em Paderne e já estava viúva. // Mãe de Maria Amélia Rodrigues.
VELHO, Maria Madalena. Filha de Adelino Manuel da Costa Velho e de Rosa de Je-sus da Rocha. Nasceu a 7/9/19-- (Notícias de Melgaço n.º 910, de 4/9/1949)… // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1611, de 2/10/1966: «Na igreja matriz desta Vila realizou-se no passado dia 1 do corrente o enlace matrimonial da gentil menina MMCV, filha do senhor Adelino Manuel da Costa Velho e da senhora Rosa de Jesus da Rocha, desta Vila, com o senhor Acácio Ferreira Rodrigues, vindo há pouco da Alemanha, filho do senhor António Rodrigues e da senhora Olívia Ferreira, naturais do concelho de Ar-mamar. Paraninfaram o acto, por parte da noiva, sua irmã e cunhado, D. Ema da Cos-ta Velho e o senhor José Rosa Miguel, residentes em Lisboa; e por parte do noivo, o senhor Armando Ferraz, de Luso, e a irmã da noiva, menina Palmira Augusta (!) da Costa Velho. Findo o acto religioso, dirigiu-se o cortejo nupcial para casa dos pais da noiva, onde foi servido um magnífico almoço aos numerosos convidados, habilmente confecionado pelo cozinheiro Adozindo de Sousa. Aos brindes usou da palavra o se-nhor José Rosa Miguel, que em um bem delineado discurso fez o elogio dos noivos, brindando-se pelas suas prosperidades pessoais.»
VELHO, Palmira Ângela. Filha de Adelino Manuel da Costa Velho e de Rosa de Jesus da Rocha. Nasceu em SMP a 18/11/1946. // Casou a 14/8/1968 com Carlos Alberto do Paço (irmão do Alfredo, Pachorrego), também da Vila. // Com geração.
VELHO, Palmira Augusta. Filha de Luís César da Costa Velho, natural da Vila, e de Palmira de Jesus Alves, natural de Rouças. Nasceu a 18/11/193-. // Penso que em 1950 ainda vivia em Melgaço (ver NM 956, de 26/11/1950). // O NM 1533, de 8/11/1964, informa os seus leitores de que ela faz anos no dia dezoito.
VELHO, Reinalda do Nascimento. Filha de Lucrécia Augusta da Costa Velho, peixei-ra. Neta materna de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves. Nasceu na Rua de Baixo, Vila, a 20/12/1907, e foi batizado na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Anselmo Augusto Fernandes, solteiro, artista, e Almira Augusta Fer-nandes, solteira, doméstica.
VELHO, Teresa de Jesus. Filha de Carlos Augusto da Costa Velho, da Vila, e de An-gelina Crispim, de Rouças, lavradores, residentes na Rua Direita, SMP. N.p. de Ma-nuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; n.m. de João Manuel Crispim e de Maria Joaquina Rodrigues. Nasceu a 9/11/1896 e foi batizada a 12 desse mês e ano. Padrinhos: António Perestrelo de Freitas e Maria Teresa Gonçalves, solteiros. // Casou a 14/10/1919 com Gaspar Rufino Araújo. // Ambos faleceram na Vila: o marido a 6/4/1954 e ela a 27/10/1984.
VELHO, Teresa de Jesus. Filha de Luís César da Costa Velho, natural da Vila, e de Palmira de Jesus Alves, natural de Rouças. Nasceu na Vila a --/--/1933 (NM 191, de 23/4/1933).
VELHO, Ulderico. Filho de Manuel José da Costa Velho, proprietário, e de Florinda Rosa Alves, moradores na Rua Direita, Vila. N.p. de António Velho (defunto) e de An-tónia Maria da Costa, lavradores, de Rouças; n.m. de Maria de Jesus Alves, lavradei-ra, de Chaviães. Nasceu a 12/8/1883 e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima, negociante, e Lucrécia Augusta de Chaves e Lemos Melo, solteiros, residentes na Vila. // Faleceu a 24/8/1884 e foi sepultado no cemitério municipal.
VELHO, Virgílio Augusto. Filho de Carlos Augusto da Costa Velho, natural da Vila, e de Angelina Crispim, natural de Rouças, lavradores, residentes na Rua Direita, SMP. N.p. de Manuel José da Costa Velho e de Florinda Rosa Alves; n.m. de João Manuel Crispim e de Maria Joaquina Rodrigues. Nasceu a 10/11/1896 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Basílio Ferreira Paulino, casado, cocheiro, e Ana Joaquina Gon-çalves, casada. // Faleceu em Monção a 9/9/1952. // Nota: é gémeo de Teresa de Jesus; no entanto, a sua irmã nasceu a 9/11/1896.
VELOSO
VELOSO, Luís Lourenço. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 102, de 22 de Março de 1931:
VELOSO, Maria. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 975, de 29/4/1951: «No passado dia 23 faleceu no lugar da Assadura a senhora Maria Veloso que contava a idade de 83 anos.»
VELOSO, Rosa Gomes. // Nasceu por volta de 1811. // Lavradeira. // Morou na Rua do Carvalho, SMP. // Faleceu a 24/2/1875, com cerca de 64 anos de idade, no estado de viúva de José Joaquim de Carvalho, e foi sepultada na igreja do convento de San-to António, Carvalhiças. // Deixou filhos.
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VIANA
VIANA, Ângela Merícia. Filha de Teresa Gonçalves Viana, natural de Monserrate, Viana do Castelo. N.m. de Joaquim Afonso e de Maria Gonçalves Viana. Nasceu no Bairro do Carvalho, Vila de Melgaço, a 15/9/1906, e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Vitorino Manuel Esteves, solteiro, criado de servir, e Ângela Merícia Esteves, solteira. // Faleceu em Monserrate, Viana, a 18/5/1995.
VIANA, Luís de Passos. // Em 1915 veio transferido de Penamacor, onde era secretá-rio de finanças, para Melgaço, a fim de ocupar o mesmo cargo (Correio de Melgaço n.º 146, de 25/4/1915). // Em Fevereiro de 1918 já se falava que ia ser transferido pa-ra Valença (JM 1195, de 16/2/1918). // Por decreto de 30/1/1918 foi de facto transfe-rido para Valença; para o substituir vinha de Cabeceiras de Basto Ernesto Viriato dos Passos Ferreira da Silva (JM 1197, de 2/3/1918).
VIDAL
VIDAL, Daniel. Filho de ----------- Vidal e de -----------------------------------------. Nasceu em ------------, a --/--/19--. // Possuiu uma loja na estrada Rio do Porto, Melgaço, com fornecimento e colocação de tacos, parquet, lamparquêt, soalho, forro, vistas, roda-pés, e cortiças. // Era agente das tintas Garpintex. // (A Voz de Melgaço n.º 1125, de 15/10/1999).
VIDAL, Francisca Isidória. Filha de António Fernandes Vidal, de Santa Isabel de Oro-zo, Tui, e de Maria Gertrudes Souto, de São João de Ribadávia, moradores na Vila de Melgaço, intramuros. N.p. de Maria Luísa Vidal, solteira, de Orozo; n.m. de Diogo An-tónio Souto e de Francisca Ramero, de Ribadávia. Nasceu a 15/11/1790 e foi batiza-da na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: o padre batizante, Francisco Manuel Pereira da Gama, pároco de Prado, e sua irmã, Isidória Joana.
VIEIRA
VIEIRA, Abílio Augusto. Filho de José Manuel Vieira, de Valença, sapateiro, e de Ma-ria Josefa de Puga (galega), moradores na Rua do Carvalho, intramuros, SMP. N.p. de Ana Joaquina Vieira, solteira, de Ganfei, Valença; n.m. de Manuel de Puga e de Maria Antónia de Castro, da freguesia de Achas, Tui. Nasceu a 15/7/1868 e foi batiza-do a 21 desse mês. Padrinhos: José Joaquim Gomes e esposa, Teresa da Cunha. // A profissão que escolheram para ele, pedreiro, foi-lhe fatal. A 31/5/1883, no monte da Quinta de Galvão, quando trabalhava, ficou soterrado. O seu corpo foi sepultado no cemitério municipal.
VIEIRA, Albertina Cândida. Filha de João Augusto Novais Vieira, tabelião do Juizo de Direito de Melgaço, e de Florinda Maria de Gouveia Osório, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Lourenço José Novais Vieira e de Teresa Augusta de Novais, de Santo Ildefonso, Porto; n.m. de Maria Rosária, proprietária, de Santa Maria da Ventosa, Viseu. Nasceu a 28/8/1879 e foi batizada a 31/12/1879. Padrinhos: JCGA, solteiro, e Carlos João Ribeiro Lima, casado, vice-consul de Sua Majestade Católica na Vila de Melgaço.
VIEIRA, Alcino Alberto. Filho de ------- Vieira e de ------------------. Nasceu em ---------, a --/--/19--. // Casou com Esmerilda de Sousa. // Comandou a Secção da Guarda-Fiscal de Melgaço de 1955 a 19--, com o posto de alferes e de tenente. // Deixou um filho em Melgaço, José Augusto, casado com Maria Eduarda, filha do comerciante Manuel Nunes de Castro. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1500, de 9/2/1964:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1515, de 14/6/1964:
VIEIRA, Amadeu. Filho de Manuel José Vieira, guarda-fiscal, e de Emília da Graça Ribeiro, moradores na Rua de Baixo. N.p. de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Ma-ria Josefa de Puga; n.m. de Luís Ribeiro, alfaiate, e de Maria Angélica Esteves, resi-dentes na dita Rua. Nasceu a 17/2/1888 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padri-nhos: Francisco de Paula de Sá, guarda da Alfândega, e João Evangelista Pires, tam-bém guarda da Alfândega, a cavalo, todos moradores na Vila de Melgaço. // Faleceu a 16/9/1889 e foi sepultado no cemitério municipal.
VIEIRA, António Máximo. Filho de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga, moradores intramuros, SMP. N.p. de Ana Joaquina Vieira, solteira, de São Teotónio de Ganfei, Valença; n.m. de [Manuel de Puga] e de Maria Antónia de Castro, solteira, de Alveios, Tui. Nasceu a 18/10/1860 e foi batizado a 26 desse mês. Padri-nhos: JCGA, morador no Campo da Feira de Fora, e Maria Delfina Salvador, morado-ra na Calçada, SMP. // Faleceu a 15/8/1864 e foi sepultado na igreja matriz.
VIEIRA, Arminda Cândida. Filha de Manuel José Vieira, soldado da Guarda-Fiscal, natural da Vila de Valença, e de Emília da Graça Ribeiro, doméstica, da Vila de Mel-gaço. N.p. de José Manuel Vieira e de Maria Josefa Puga; n.m. de Luís Ribeiro e de Maria Angélica Esteves. Nasceu no Largo da Misericórdia a 21/4/1902 e foi batizada a 27 desse mês e ano. Padrinhos: José Dias, casado, proprietário, e Silvana Rosa Este-ves, solteira, costureira, ambos residentes na Vila de Melgaço. // Faleceu na Rua de Baixo, SMP, a 2/2/1906.
VIEIRA, Aurélia Cândida. Filha de Manuel José Vieira, pedreiro, e de Emília da Graça Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.m. de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga; n.m. de Luís Ribeiro e de Maria Angélica Esteves, lavrado-res, de SMP. Nasceu a 28/4/1881 e foi batizada a 5 de Maio desse ano. Padrinhos: JCGA e Aurélia Cândida de Sousa, solteiros, da Vila. // Faleceu na sobredita Rua a 4/8/1889.
VIEIRA, Feliciano Augusto. Filho de Manuel José Vieira, mestre pedreiro (e mais tarde empregado da Guarda-Fiscal), e de Emília da Graça Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, intramuros, Vila. N.p. de José Manuel Vieira e de Maria Josefa de Puga, resi-dentes na Rua do Carvalho, SMP; n.m. de Luís Ribeiro, alfaite, e de Antónia Angélica Esteves. Nasceu a 20/6/1886 e foi batizado a 4 de Julho desse ano. Padrinhos: Felici-ano Cândido Azevedo Barroso, negociante, morador no Campo da Feira, e sua mu-lher, Júlia da Glória de Sousa. // Faleceu a 19/5/1900, na Rua da Misericórdia, Vila, sem sacramentos, e foi sepultado no cemitério municipal.
VIEIRA, Felicidade Vitória Adelaide. Filha legitimada (por matrimónio celebrado no mesmo dia do batismo) de João Augusto Novais Vieira, escrivão e tabelião do Juizo de Direito da Comarca de Melgaço, e de Florinda Maria de Gouveia Osório, morado-res na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Lourenço José Novais Vieira e de Teresa Au-gusta de Novais, de Santo Ildefonso, Porto; n.m. de Maria Rosária, de Santa Maria de Aventosa, diocese de Viseu. Nasceu a 13/1/1874 e foi batizada a 27/4/1876. Padrinho: padre Manuel José Gonçalves, pároco encomendado da freguesia de Prado, pela pessoa de João Álvares de Moura, cónego capitular da Catedral do Porto, etc. // Fale-ceu em Miragaia, Porto, a 23/1/1956.
VIEIRA, Francisca Micaela da Mota (Dr.ª) // Nasceu em Braga. // Assumiu as funções de juíza de direito no tribunal de Melgaço em 1993. // (VM 996).
VIEIRA, Francisco Augusto. Filho de Manuel José Vieira, soldado da Guarda-Fiscal, natural de Valença, e de Emília da Graça Ribeiro, lavradeira, natural de SMP, Melga-ço. Neto paterno de José Manuel Vieira e de Maria Josefa de Puga; neto materno de Luís Ribeiro e de Maria Angélica Esteves. Nasceu no Rio do Porto, Vila, a 8/4/1900, e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco António Esteves, viúvo, pro-proetário, e Anésia Esteves. // Faleceu a 28/11/1900, na Rua da Misericórdia, SMP, e foi sepultado no cemitério municipal.
VIEIRA, Francisco José Gildo. Filho de António Vieira e de Mónica Álvares, naturais da freguesia de Redondelo, termo de Chaves, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Manuel Vieira e de Maria Fernandes; n.m. de Luís Álvares e de Isabel Álvares, todos de Chaves. Nasceu a 1/6/1767 e foi sepultado na igreja de SMP dois dias depois pelo padre Manuel Álvares, encomendado da igreja da Vila. Padrinhos: José Fernandes e esposa, Francisca Gonçalves de Araújo, da Vila. Testemunhas: padre Bento de Mo-gueimes e o Dr. Inácio Luís Ribeiro, da Vila.
VIEIRA, João Augusto. Filho de Lourenço José Novais Vieira e de Teresa Augusta de Novais. Nasceu e foi batizado na freguesia de Santo Ildefonso, Porto, por volta de 1823. // Tinha 53 anos de idade, era solteiro, escrivão e tabelião do Juizo de Direito na Comarca de Melgaço, quando casou na igreja de SMP a 27/4/1876 com Florinda Ma-ria de Gouveia Osório, de 27 anos de idade, solteira, de Santa Maria de Ventoso (*), diocese de Viseu, filha de Maria do Rosário, dessa freguesia. Testemunhas: padre Manuel José Gonçalves, pároco encomendado de Prado, António Joaquim Baião e Gaspar Eduardo Lopes da Fonseca, ambos casados, escrivães e tabeliões do Juizo de Direito na Comarca de Melgaço, moradores na Vila. // Nota: os nubentes apresen-taram no acto quatro filhos: António Augusto (de Lafões) e Vítor Augusto (de Albergaria), ambos nascidos e batizados na freguesia de (Bouçelho?), concelho do mesmo nome (!!!), diocese de Viseu; Felicidade Vitória de Adelaide e João Augusto, ambos nascidos na Vila de Melgaço. /// (*) Deve tratar-se de um lugar na freguesia de Arrifana, concelho de Vila Nova de Poiares.
VIEIRA, João Augusto. Filho de João Augusto Novais Vieira e de Florinda Maria de Gouveia Osório, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Lourenço José Novais Vieira e de Teresa Augusta Novais; n.m. de Maria Rosária. Nasceu a 26/12/1875 e foi batizado a 28/4/1876. Padrinhos: António Augusto de Lafões Novais Vieira, irmão do batizando, solteiro, e a Senhora do Rosário, em cuja coroa tocou Vítor Augusto da Albergaria Vieira, também irmão do neófito.
VIEIRA, João Augusto. Filho de João Augusto Novais Vieira, escrivão do Juizo de Direito, e de Florinda Maria de Gouveia Osório, moradores em Melgaço. N.p. de Lou-renço José Novais Vieira e de Teresa Augusta de Novais; n.m. de Maria Rosária. Nasceu a 26/12/1876 e foi batizado a 28/1/1877. Padrinhos: António Augusto de La-fões, e tocou na coroa da Senhora do Rosário Vítor Augusto de Albergaria, irmãos do batizando.
VIEIRA, João Paulo Torres (Padre). Nasceu na Feitosa (ou freguesia de Rebordões, Souto), concelho de Ponte do Lima, a 7/5/1974. // A 14/9/2008 foi nomeado pároco da vila de Melgaço e Penso a fim de substituir o padre Justino Domingues. A 21 daquele mês, de Prado e Remoães. // Exercia a profissão havia dez anos: em Cabana Maior, Grave, Carral Covo e Paço, nos Arcos de Valdevez (seis anos); Lanhelas e Vilar de Mouros, em Caminha (VM 1299, de 1/8/2008). // É arcipreste de Melgaço desde Janeiro de 2009. // Em Agosto ou Setembro de 2018 deixou Melgaço a caminho de Ponte de Lima (VM 1419, de 1/8/2018).
VIEIRA, Joaquim António. Filho de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga, moradores intramuros, SMP. N.p. de Ana Joaquina Vieira, de Ganfei, Va-lença; n.m. de Manuel de Puga e de Maria Antónia de Castro, de Achas, Galiza. Nas-ceu a 14/9/1866 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: padre Manuel José Gon-çalves, encomendado de Prado, e Maria Delfina Salvador Fonseca. // Morreu a 16/8/1867.
VIEIRA, José Augusto. Filho do tenente da Guarda-Fiscal, Alcindo (ou Alcino) Alberto Vieira, e de Esmeralda de Sousa. Nasceu em Massarelos, Porto, a 16/9/1936. // Aos 18 anos de idade completou o Curso Geral do Comércio na Figueira da Foz. // Em 1957 cumpriu o serviço militar; dois anos depois embarca para Angola, onde teve a profissão de empregado de escritório durante quatro meses. // Ainda em 1959 entrou para os quadros administrativos, tendo sido aspirante e chefe de posto. // Como seu pai comandou a Secção da Guarda-Fiscal em Melgaço, aqui conheceu a sua futura esposa. // Casou na capela do Hotel Ranhada, no Peso, a 22/3/1959, com Maria Edu-arda, filha de Manuel Nunes de Castro e de Conceição Rodrigues. // Em 1964 o casal veio a Portugal passar férias e decidiram ficar em Melgaço. // Em 1968, altura em que os bancos começaram freneticamente a abrir agências no concelho, devido às re-messas dos emigrantes, arranjou aqui um emprego como bancário no Banco Portu-guês do Atlântico. Também ajudava no comércio da família da esposa. // Morreu na vila de Melgaço a --/--/2024 com 88 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1 de De-zembro de 2024). // Pai de Eduardo José, professor, e de Pedro Jorge.
VIEIRA, José Joaquim. Filho de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga, moradores no Carvalho, SMP. N.p. de Ana Joaquina Vieira, solteira, de Ganfei, Valença; n.m. de [Manuel de Puga] e de Maria Antónia de Castro, solteira, de Alveios, bispado de Tui. Nasceu a 9/5/1859 e foi batizado a 12 desse mês. Padrinhos: Manuel Joaquim Pinheiro, solteiro, negociante na Vila, e Maria Delfina Salvador, da Vila.
VIEIRA, José Joaquim. Filho de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga. N.p. de Ana Joaquina Vieira, solteira; n.m. de Manuel de Puga e de Maria An-tónia de Castro. Nasceu na Vila a 27/7/1870 e foi batizado na igreja a 1 de Agosto desse ano.
VIEIRA, José Manuel. // Nasceu por volta de 1818. // Morou no Carvalho, SMP. // Sapateiro. // Morreu a 16/4/1886, com 68 anos, casado com Maria Josefa de Puga, e foi sepultado no cemitério municipal. // Deixou filhos.
VIEIRA, Laura. Filha de Manuel José Vieira, pedreiro, e de Emília da Graça Ribeiro, moradores no Largo da Misericórdia, Vila. N.p. de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga, moradores na Rua do Carvalho, SMP; n.m. de Luís Ribeiro (defunto) e de Maria Angélica Esteves, lavradeira, residente no Largo da Misericórdia. Nasceu a 15/6/1883 e foi batizada a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel So-lheiro, solteiro, proprietário, residente em Prado, e Maria Joaquina Ribeiro, viúva, da Vila. // Faleceu na Vila de Melgaço a 14/10/1938. // Nota: é provável que se trate da mesma senhora, já casada, que emigrou para o Rio de Janeiro em 1913; a dúvida consiste no facto de o jornal lhe chamar Isaura (Correio de Melgaço n.º 45, de 13/4/1913).
VIEIRA, Manuel José. Filho de José Manuel Vieira e de Maria Josefa de Puga. N.p. de Ana Joaquina Vieira; n.m. de Manuel de Puga e de Maria Antónia de Castro. Nas-ceu por volta de 1857 e foi batizado na igreja de Santa Maria dos Anjos, Valença. // Tinha 22 anos de idade, era solteiro, pedreiro (*), morava no Bairro do Carvalho, Vila de Melgaço, quando casou na igreja de SMP a 20/10/1879 com Emília da Graça, de 15 anos de idade, lavradeira, filha de Luís Ribeiro e de Maria Angélica Esteves, bati-zada na dita igreja de SMP, moradora na Rua de Baixo. Testemunhas: Caetano Ce-lestino de Sousa e Abílio Pinto, solteiro, morador no Campo da Feira. // Pai de Isaura. // Nota: todos assinaram! /// (*) Depois da morte terrível do irmão, Abílio Augusto, co-meçou a pensar na mudança de profissão – em 1888 já estava na Guarda-Fiscal.
VIEIRA, Maria. Filha de António Joaquim Vieira e de Claudina Gonçalves. Nasceu na Vila por volta de 1907. // Faleceu na Vila a 7/1/1920, com apenas 13 anos de idade.
VIEIRA, Maria Joaquina. Filha de José Manuel Vieira, sapateiro, de Ganfei, Valença, e de Maria Josefa de Puga, galega, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Ana Joa-quina Vieira, solteira, de Ganfei, Valença; n.m. de Manuel de Puga e de Maria Antónia de Castro, da freguesia de Achas, Tui. Nasceu a 10/12/1862 e foi batizada na igreja de SMP a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Salvador, recebedor do concelho, e tocou a coroa da mãe de Jesus, João Nepomuceno de Castro Marinho, solteiro, advogado na Vila. // Faleceu intramuros a 19/8/1864, e foi sepultada na igreja matriz.
VIEIRA, Maria Teresa (Mantana). Filha de Manuel José Vieira, soldado da Guarda-Fiscal, de Santa Maria dos Anjos, Vila de Valença, e de Emília da Graça Ribeiro, la-vradeira, da Vila de Melgaço, moradores no Largo da Misericórdia, SMP. N.p. de José Manuel Vieira, sapateiro, e de Maria Josefa de Puga; n.m. de Luís Ribeiro e de Maria Angélica Esteves. Nasceu a 29/6/1895 e foi batizada na igreja de SMP a 7 de Julho desse ano. Padrinhos: Justiniano António Esteves, solteiro, proprietário, e Teresa da Purificação de Almeida, solteira, da Vila. // Casou a --/--/1912 com José João, 1.º ma-rinheiro. Padrinhos da boda: Augusto Jaime de Almeida e Teresa da Purificação de Almeida. // A 20/6/1912 foram ambos julgados em polícia correcional acusados de ofensas corporais; ele foi condenado em 35 dias de prisão militar, e ela foi absolvida. // Faleceu na Vila a 6/11/1967, no estado de viúva. // Nota: parece que foi ela que deixou em testamento uma casa a Maria Lopes (Maria Galega).
VIEIRA, Moisés Augusto. Filho de José João, marinheiro, natural de São Sebastião, Guarda, e de Maria Teresa Vieira, trabalhadora, de Melgaço, moradores na Rua de Baixo. Neto paterno de João Simão Perico e de Domingas Rosa (ou Rosada); neto materno de Manuel José Vieira e de Emília da Graça Ribeiro. Nasceu na Rua de Bai-xo, Vila, a 7/5/1913, e foi batizado na igreja de SMP a 13 de Outubro desse ano. Pa-drinhos: Manuel José Vieira, casado, guarda-fiscal, e Emília da Graça Ribeiro, casa-da, de serviço doméstico. // Sem mais notícias.
VIEIRA, Napoleão Junot. Filho de Manuel José Vieira, soldado da Guarda-Fiscal, e de Emília da Graça Ribeiro, lavradeira. N.p. de José Manuel Vieira e de Maria Josefa de Puga; n.m. de Luís Ribeiro e de Maria Angélica Esteves. Nasceu na Rua da Miseri-córdia, SMP, a 14/12/1892, e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Artur Na-poleão de Matos Teixeira Pinto, casado, telegrafista em Melgaço, de Vila Flor, e Tere-sa de Jesus da Silva, casada, de SMP. // Faleceu na rua onde nascera, a 7/9/1899, e foi sepultado no cemitério municipal.
VIEIRA, Pedro Jorge (Engenheiro). Filho de José Augusto Vieira e de Maria Eduarda Nunes de Castro. Neto paterno do tenente da Guarda-Fiscal Alcindo Alberto Vieira e de Esmeralda de Sousa; neto materno de Manuel Nunes de Castro e de Conceição Rodrigues, comerciantes. Nasceu na Vila de Melgaço (confirmar), a --/--/196-. // Ca-sou com Maria Filipa, médica, filha dos professores Jorge Manuel Soares (ver em Pra-do) e de Maria Alice Barroso. // Com geração.
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VIEIRA, Rufina. Filha de José Manuel Vieira, sapateiro, de Ganfei, concelho de Va-lença, e de Maria Josefa de Puga, de São Sebastião de Achas, Galiza, moradores na Vila de Melgaço. Neta paterna de Fernando Cabral (!) e de Ana Joaquina Vieira, sol-teira; neta materna de Manuel de Puga (!) e de Maria Antónia de Castro, solteira. Nasceu a 15/6/1865 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José da Silva, marchante, e sua esposa, Josefa Correia Meleiro, moradores na Vila. // Mor-reu a 17/11/1865 e foi sepultada na igreja matriz.
VIEITES
VIEITES, Artur José. Filho de Guilherme Vieites (ou Beites), natural de Paderne, e de Carminda Augusta da Ponte, natural da Vila, lavradores, residentes na Vila de Melga-ço. N.p. de Maria Joaquina Vieites; n.m. de Manuel Inácio da Ponte e de Ana Joaqui-na Rodrigues. Nasceu na Vila a 19/11/1916 e foi batizado a 6/1/1917. Padrinhos: José Joaquim Domingues e Otília Pinto, casados, proprietários, moradores na Vila. // Casou com Alice da Glória Trancoso.
VIEITES, Francisca Luísa. Filha de Domingas Ermida, solteira, de Noia, Santiago, Galiza, residente no Campo da Feira de Dentro, Melgaço. N.m. de Manuela Vieites, de Noia. Nasceu a 5/12/1793 e foi batizada na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Madrinha: Francisca Martins, casada com José Arenas, melgacenses.
VIEITES, Francisco José. Filho de Domingas Ermida, natural de Noia, Santiago, Gali-za, moradora no lugar do Forte, Vila de Melgaço. Neto materno de Manuela Vieites, de Noia. Nasceu a 5/9/1796 e foi batizado na igreja de SMP dois dias mais tarde. Pa-drinhos: Manuel José Gomes e Francisca Alves. // S.m.n.
VIEITES, José Manuel. Filho de Domingas Ermida, solteira, da Vila de Noia, arcebis-pado de Santiago, Galiza, moradora no Campo da Feira de Dentro, Vila de Melgaço. N.m. de Manuela Vieites, galega. Nasceu a 16/1/1792 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Manuel Gomes e Maria Josefa, solteiros, melga-censes.
VIEITES, Maria dos Anjos. Nasceu a --/--/1934. // Faleceu na vila de Melgaço (SMP), a 13/02/2025, com noventa (90) anos de idade, e foi sepultada no cemitério municipal (agência funerária MIRA).
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VILAR
VILAR, Ana Joaquina. Filha de Diogo Vilar e de Maria Rosa Durães, moradores em São Julião, SMP. Neta paterna de Bento Vilar e de Joana Oleiros, de Santa Maria de Prado do Minho, Ourense; neta materna de António Durães e de Domingas Salgado, de Chaviães. Nasceu na Vila a 2/8/1806 e foi batizada na igreja de SMP a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Rodrigues e sua esposa, Ana Joaquina Go-mes, residentes em Melgaço.
VILAR, António Joaquim. Filho de Diogo Vilar e de Maria Rosa Durães, moradores em São Julião. N.p. de Bento Vilar e de Joana Oleiros; n.m. de António Durães e de Domingas Salgado. Nasceu a 14/5/1808 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: António Jacinto Araújo e sua irmã, Teresa Joaquina de Araújo, ambos de Chaviães.
VILAR, José Manuel. Filho de Diogo Vilar e de Maria Rosa Durães, moradores na Orada. Neto paterno de Bento Vilar e de Joana Oleiros; neto materno de António Du-rães e de Domingas Salgado. Nasceu a 19/8/1810 e foi batizado na igreja de SMP a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Tomaz José Gomes de Abreu e invocaram por ma-drinha a Senhora da Porta, padroeira da Vila de Melgaço.
VILARINHO
VILARINHO, Domingos Rodrigues. // Em 1655 residia na Vila de Melgaço. Penso que era vereador da Câmara Municipal. // (ver OJM, de ACE, página 56).
VILARINHO, Emília de Jesus. Filha de Manuel Joaquim de Sá Vilarinho e de Maria Teresa Ribeiro, comerciantes, moradores no Vila. Nasceu em SMP por volta de 1842 ou 1844. // Casou com José Manuel Rodrigues, nascido em Prado em 1836. // A 16/11/1893, na igreja de Prado, foi madrinha de Luís Gomes de Sousa, nascido nessa freguesia a 9 desse mês e ano. // Enviuvou a 23/3/1911. // Faleceu na Vila a 20/7/1922, com cerca de setenta e oito anos de idade. // Sem geração.
VILARINHO, Jaime de Sá. // Veio para Melgaço com a categoria de aspirante de fi-nanças; esteve aqui como interino até Maio de 1919, mês em que foi colocado em Ponte da Barca (Jornal de Melgaço n.º 1249, de 8/6/1919).
VILARINHO, José Maria. Filho de ------------- Vilarinho e de ----------- Marques. Nas-ceu em São João de Sá, Monção, a --/--/19--. // 1.º Sargento. // No dia 3/10/1995 as-sumiu o comando do posto da Guarda Nacional Republicana de Melgaço, substituindo o cabo Delfim Rodrigues, o qual ficou como seu addjunto.
VILARINHO, Manuel Augusto. Filho de ---------- Vilarinho e de ---------- Sousa. Nasceu em ----------, a --/--/19--. // Em 1991 era ajudante no Cartório Notarial de Melgaço. // (A Voz de Melgaço n.º 942).
VILARINHO, Manuel Joaquim de Sá. // Nasceu por volta de 1797. // Proprietário. // Faleceu solteiro, a 7/8/1885, na sua casa da Travessa do Campo da Feira, SMP, com 88 anos, e foi sepultado no cemitério municipal. // Deixou uma filha, maior, natural e reconhecida.
VILARINHO, Maria Miquelina de Sá. // Nasceu por volta de 1842. // Faleceu no lugar das Carvalhiças a --/--/1930, com oitenta e oito anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 54.A, de 23/3/1930).
VILAS
VILAS, Agostinho. Filho de Maria Vilas. Nasceu em Ceivães, concelho de Monção, em 1891. // Depois da instrução primária aprendeu a arte de pedreiro. // Após o servi-ço militar cumprido casou com Maria Tavares, de Bela, Monção. // Veio para Melgaço com a esposa, em 1920, como soldado da Guarda Nacional Republicana. Como foi dispensado dessa Guarda no ano de 1927, talvez por se ter oposto à ditadura militar, ficou por Melgaço, exercendo a profissão de pedreiro. // Ele e o filho Manuel construí-ram algumas casas, entre elas a Nova Samaritana, de Hilário Alves Gonçalves. // Foi reintegrado na Guarda Nacional Republicana em 1952, para se aposentar. // Em Mel-gaço nasceram-lhe quase todos os filhos. Residiu na Rua Direita, perto da igreja ma-triz. // Aqui morreu, a 12/2/1974, com 83 anos de idade. // A sua viúva finou-se em 1981, com 87 anos de idade (VM 711). // Pai de Manuel, de Agostinho, de Palmira, de Arlindo, de José, de João FRancisco, de Maria Augusta, de Dinora, e de Armanda. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 940, de 23/7/1950 (o dia é 14/7/1950):
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VILAS, Agostinho. Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Maria Tavares, co-merciante, ambos de Monção. Nasceu por volta de 1921. // Pedreiro. // Casou na dé-cada de cinquenta com Deolinda, filha de João do Anjo Rodrigues, pedreiro, natural de Feitosa, Ponte de Lima, e de Maria Rosa da Silva, doméstica. // Emigrou para França, onde trabalhou na construção civil (ver Notícias de Melgaço n.º 1601, de 10/7/1966); regressou a Melgaço na década de oitenta, aposentado. // Morou com a mulher e fi-lhos no lugar da Assadura, Vila. // Morreu no hospital de Santa Luzia, Viana do Caste-lo, a 5/4/1999, com setenta e oito anos de idade. // A sua viúva finou-se a 25/10/2014, com oitenta e oito anos de idade. // Pai de João (licenciado), de Arlindo, de Agostinho, de José, de Dinora, de Alberta, de Rosário, e de Cristina.
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VILAS, Agostinho. Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Deolinda da Silva Rodrigues, doméstica. Neto paterno de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; neto ma-terno de João do Anjo Rodrigues e de Maria Rosa da Silva. Nasceu em -------------- a --/--/195-. // Sem mais notícias. // Nota: verificar se a fotografia corresponde à pessoa biografada.
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VILAS, Alberta. Filha de Agostinho Vilas, pedreiro, natural de Melgaço, e de Deolinda da Silva Rodrigues, doméstica, natural de Ponte de Lima. Neta paterna de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; neta materna de João do Anjo Rodrigues e de Maria Rosa da Silva. Nasceu a 17/5/1952. // Aprendeu a profissão de costureira. // Namorou al-gum tempo com José Domingos da Rocha, nascido na Vila de Melgaço em 1943, bancário em Ponte de Lima, mas casou com José Emídio Esteves, também conter-râneo, de quem ficou viúva. // Mora no lugar das Carvalhiças, SMP. // Mãe de Maurí-cio, gerente da cadeia de supermercados LIDL, casado e com dois filhos (mora em Valença do Minho).
VILAS, Álvaro Augusto. Filho de ---------- Vilas e de ---------------------------------. Nasceu em Cerveira (ou Valença) a 15/6/1919. // Veio para Melgaço na década de quarenta como soldado da Guarda Nacional Republicana. // Aqui casou a 7/4/1947 com Aurora Germana, filho de José Augusto Fernandes e de Isaulinda Augusta Colmeiro. // Na década de sessenta pediu licença sem vencimento e emigrou, juntamente com a sua esposa, para França. O trabalho duro, a que não estava habituado, arruinou-lhe a sa-úde. Morreu a 10/12/1989. // A sua viúva voltou para a Vila de Melgaço, sua terra na-tal; residiu numa bela vivenda, mas no século XXI foi para o Lar, sito no lugar de Eiró, Rouças. // Sem geração.
VILAS, António Joaquim. Filho de João Francisco Vilas e de Maria Luísa Rodrigues, moradores nas Carvalhiças. Neto paterno de Pedro Claro e de Maria Vilas, de Cres-cente (São Pedro), Tui; neto materno de João Rodrigues (de Moura), da Portela do Couto, Chaviães, e de Maria Luísa da Silva, de São Pedro da Torre, Valença. Nasceu a 13/5/1784 e foi batizado na igreja de SMP a 16 desse mês e ano. Padrinhos: António Caetano de Sousa e Gama e sua mãe, Joana Maria Engrácia de Sousa e Gama, re-sidentes no Campo da Feira de Fora.
VILAS, Arlindo. Filho de Arlindo Augusto Vilas, mestre alfaiate, e de Jósina Benedita da Costa Cerdeira, doméstica. Neto paterno de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; neto materno de António Augusto Cerdeira e de Maria Cândida da Costa. Nasceu na Vila a 19/11/1953. // Depois da 4.ª classe ingressou no Colégio da Barbosa; mais tarde concluiu (no Porto, salvo erro) o Curso do Instituto Industrial. Foi professor em uma escola dessa cidade, ou arredores. // Vai muitas vezes a Melgaço, nos fins-de-semana, onde possui casa. // Casou com Catarina --------------------. // Na sua juventu-de foi jogador do SCM. // Sem geração.
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VILAS, Arlindo Agostinho. Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Deolinda da Silva Rodrigues, doméstica. Neto paterno de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; neto materno de João do Anjo Rodrigues e de Maria Rosa da Silva. Nasceu em ------------------, a --/--/195-. // Sem mais notícias. // Nota: verificar se a fotografia corresponde à pessoa biografada.
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VILAS, Arlindo Augusto. Filho de Agostinho Vilas e de Maria Tavares, naturais de Monção, residentes em Melgaço. Neto paterno de Maria Vilas; neto materno de Joa-quim Tavares e de Maria Joaquina Soares (ou Esteves). Nasceu a 16/2/1924 e foi ba-tizado na igreja de SMP a 2/4/1926. Padrinhos: Maximiano Trancoso e sua esposa, Argentina Trancoso, residentes em São Paio. // Em 1937 fez exame do segundo grau na escola da Vila, ficando distinto (NM 364). // Alfaiate. // Casou na igreja matriz de SMP a 13/6/1948 com Jósina, de dezanove anos de idade, filha de António Augusto Cerdeira e de Maria Cândida da Costa. Padrinhos da boda: António Pedroso de Lima e sua esposa, Maria da Rocha. O copo de água foi servido em casa da noiva. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 992, de 9/9/1951: «CMM, reunião de 5/9/1951 – No pas-sado dia 5 do corrente, no edifício dos Paços do Concelho, e sala das sessões da Câmara Municipal, onde se encontrava o respetivo presidente, sr. Dr. Carlos Luís da Rocha, com a assistência do vice-presidente, senhor Manuel Luís de Pinho Gonçal-ves, e os vereadores senhores Hilário Alves Gonçalves e José Martins da Costa Lobo Maia. Expediente – Foram presentes requerimentos de Arlindo Augusto Vilas, casado, alfaiate, desta Vila, pedindo licença para reconstrução de um prédio urbano sito à Rua do Espírito Santo, desta Vila, para o que juntou a competente planta. À Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para dar parecer…» // Diz-se no Notícias de Melgaço n.º 1485, de 22/9/1963:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1582, de 2/1/1966:
Foi considerado mestre na sua arte. Enquanto outros emigraram, ele manteve-se sempre em Melgaço, e nunca lhe faltaram clientes. // // Em 2010 estava muito doente. // Morreu a 26/10/2012. // Com geração.
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VILAS, Armanda. Filha de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Maria Tavares, co-merciante, ambos naturais de Monção, residentes em Melgaço. Neta paterna de Ma-ria Vilas; neta materna de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Soares (ou Esteves). Nasceu na Vila a --/--/1932 (NM 168, de 9/10/1932). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 905, de 17/7/1949, a seguinte quadra: «à Armanda Vilas. – Meus amores, sois ando-rinhas/e os meus olhos são beirais;/não vades vós enjeitar,/ai que trabalho me dais!» - Ribeiro da Silva. // Viveu na terra natal até aos trinta e três anos de idade; a par-tir daí casou com Orlando Augusto Carvalho, natural de São João da Pesqueira, tra-balhador na barragem da Frieira, Galiza, salvo erro, e partiu com o marido para o es-trangeiro. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1602, de 17/7/1966:
Na década de noventa voltou para Melgaço, talvez no estado de viúva. Trouxe com ela dois filhos: Nuno e Sandro. // Faleceu na Vila de Melgaço a 19/4/2014.
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VILAS, Catarina Maria. Filha de Arlindo Augusto Vilas, mestre alfaiate, e de Jósena Benedita da Costa Cerdeira, doméstica. Nasceu a --/--/1966. // Em 2011 era escriturá-ria superior na Conservatória do Registo Civil, Predial, e Comercial de Melgaço. // Solteira.
VILAS, Cristina. Filha de Agostinho Vilas e de Deolinda…
VILAS, Dinora. Filha de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Deolinda da Silva Ro-drigues, doméstica. N.p. de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; n.m. de João do Anjo Rodrigues e de Maria Rosa da Silva. Nasceu em Maio de 1950. // Ainda jovem, foi para Lisboa trabalhar como empregada doméstica. // Casou com -----------------------------. // Consta que se aposentou em 2014; trabalhava no Ministério das Finanças, na capital do país.
VILAS, Dinora da Conceição. Filha de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Maria Tavares, comerciante, ambos do concelho de Monção, residentes no concelho de Melgaço. Neta paterna de Maria Vilas; neta materna de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Soares (ou Esteves). Nasceu na Vila a 9/4/1929 e foi batizada na igreja de SMP a 29 de Setembro desse mesmo ano. Padrinhos: Júlio Gonçalves e Ortelinda da Conceição Esteves, solteiros, moradores na Vila. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 905, de 17/7/1949, uma quadra, escrita pelo professor Ribeiro da Silva: «Vê, filha, o que por aí vai/enquanto não fores mulher;/à primeira qualquer cai/à segunda cai quem quer. // Emigrante. // Casou em Toronto, Canadá, com Fernando Janeiro, a 5/10/1968. // Faleceu naquele país da América do Norte a --/--/2---.
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VILAS, Florinda. Filha de Maria Inácia Vilas, solteira, moradora nas Carvalhiças. Neta materna de João Francisco Vilas e de Maria Luísa Rodrigues. Nasceu a --/--/18-- e foi batizada na igreja de SMP a 29/3/1820. Padrinhos: Tomaz António Gomes de Abreu, residente na Calçada, e Maria Joana Botelho, das Carvalhiças. // Sem mais notícias.
VILAS, Francisco Caetano. Filho de José Joaquim Vilas e de Maria Josefa Fernan-des. Neto paterno de Maria Inácia Vilas, solteira; neto materno de Manuel José Fer-nandes e de Maria Josefa Pinto, todos das Carvalhiças. Nasceu a 19/1/1856 e foi ba-tizado a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Abreu Mosqueira, solteiro, e Teresa de Araujo Cunha, casada com António de Araújo Azevedo, todos de SMP. // Sem mais notícias.
VILAS, João Francisco. Filho de Pedro Claro e de Maria Vilas, naturais de Crescente, Tui. // A sua viúva, Maria Luísa da Silva Rodrigues, faleceu na Vila de Melgaço a 23/6/1821, na condição de pobre. // Pai de António Joaquim Vilas.
VILAS, João Francisco (Batata). Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, natural de Ceivães, e de Maria Tavares, comerciante, natural de Bela, ambos do concelho de Monção. Neto paterno de Maria Vilas; neto materno de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Soares (ou Esteves). Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/193-. // Depois da 4.ª classe foi aprender a arte de alfaiate, mas devido a essa profissão estar já muito saturada, acabou por emigrar.
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VILAS, João Manuel (Dr.) Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Deolinda da Silva Rodrigues, doméstica. Neto paterno de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; neto materno de João do Anjo Rodrigues e de Maria Rosa da Silva. Nasceu na vila de Melgaço a 25/11/1960. // Tirou um Curso Superior de Letras, Humanísticas, na Uni-versidade do Minho, Faculdade de Letras. // É poeta e pintor, além de comediante. Publicou um primeiro livro de poemas na sua juventude, e no final do século XX, ano 2000, publicou «Do Sublime ao Grotesco», e foi fundador do grupo «Riso Minhoto», atuando com António Gomes, de Ponte de Lima, e Zé Mokuna, dos Arcos de Valde-vez. // É professor em Vila Praia de Âncora, na Cooperativa de Ensino. Leciona por-tuguês e expressão dramática. // Reside em Viana do Castelo desde a década de oi-tenta, onde foi professor na escola secundária de Monserrate e Santa Maria Maior. // Em Novembro de 2014 foi galardoado com o 1.º prémio, ex-aequo com um outro pintor, pela Fundação Bienal de Vila Nova de Cerveira, no concurso «Prémio Artistas do Alto Minho e Galiza». Apresentou-se ao júri com dois óleos sobre tela, com os títu-los «Dia de Festa» e «Jogos Tradicionais». // Casou com ------------------. // Em 2015 estava divorciado. // Tem uma filha nascida por volta de 2004. // Lê-se em “A Voz de Melgaço” de 1/10/2022: «Verão a rir, com António Gomes e o melgacense João Vi-las…»
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VILAS, José. Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, de Ceivães, e de Maria Tava-res, comerciante, de Bela, ambos de Monção, residentes em Melgaço. Neto paterno de Maria Vilas; neto materno de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Esteves. Nas-ceu a 15/12/1925 e foi batizado na igreja de SMP em Abril de 1926. Padrinhos: Maxi-miano Trancoso e sua esposa, Argentina Trancoso, residentes em São Paio. // Em 1938 fez exame do 2.º grau na escola da Vila, com o professor Abílio Domingues, ficando distinto (Notícias de Melgaço n.º 413). // Trabalhou e viveu em Lisboa.
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VILAS, José. Filho de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, e de Deolinda da Silva Rodri-gues, doméstica. N.p. de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; n.m. de João do Anjo Rodrigues e de Maria Rosa da Silva. Nasceu a --/--/195-.
VILAS, José Augusto. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 302, de 22/10/1933: «Pelas 9 horas de sexta-feira, 20, foi morto pelo senhor José Augusto Vilas, na rua da Cal-çada, desta vila, um cão raivoso que na ocasião mordeu um filho menor do senhor Vilas. O cão mordeu outros cães, alguns dos quais foram também mortos. Trazia co-leira, mas não indicava o nome do dono, que dizem ser da freguesia de Valadares, concelho de Monção.»
VILAS, José Joaquim. Filho de Maria Inácia Vilas, solteira. Neto materno de João Francisco Vilas e de Maria Luísa da Silva Rodrigues, todos moradores nas Carvalhi-ças. Nasceu na vila de Melgaço a 25/3/1814 e foi batizado na igreja de Prado dois dias depois, com licença do pároco da Vila. Madrinha: Maria Joana Botelho, solteira, do lugar das Carvalhiças. // Casou com Maria Josefa Fernandes. // Com geração.
VILAS, Manuel Augusto (Neu Vilas). Filho de Manuel Augusto Vilas, mestre pedreiro, e de Deolinda Augusta Lourenço, doméstica. Neto paterno de Agostinho Vilas e de Ma-ria Tavares; neto materno de Carlos José Lourenço e de Teresa de Jesus Rodrigues. Nasceu na Vila (ou em Prado) a --/--/1939. // Foi aprendiz de alfaiate na oficina de seu tio Arlindo, mas antes do serviço militar emigrou para França. // Casou a 20/1/1963 com Rosa (*), filha de Esperança de Carvalho (Baetas). Padrinhos da boda: Arlindo Vilas e sua filha, Maria da Luz. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1460, de 3/2/1963: «Na igreja matriz realizou-se no passado dia 20 o casamento de Manuel Augusto, filho de M.A.V. (já falecido) e de D.A.L., com Rosa de Carvalho, filha de Esperança de Carvalho, servindo de padrinhos Arlindo Augusto Vilas, alfaiate, e sua filha, Maria da Luz Vilas.» // Depois do casamento exploraram a “Pensão Baetas, sita na Vila de Melgaço, na Rua Velha (ver NM 1486, de 29/9/1963). // A pensão deve ter sido um fracasso, pois acabaram por emigrar. // A esposa, embora analfabeta, fintou os fran-ceses: cadidatou-se a um emprego numa fábrica, onde era necessário ter pelo menos o ensino básico – disse que mais tarde entregaria os documentos, fez a prova, que era muito simples, e consegiu o emprego! // Depois da aposentação voltaram a Mel-gaço e abriram um Café na Alameda Inês Negra, mas as coisas não correram bem, sobretudo por falta de clientes, e em 1998 já o tinham a trespasse. /// (*) Gémea de Maria, que casou com Armando Baleixo (Mandinho), comerciante.
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VILAS, Manuel Augusto. Filho de Agostinho Vilas, natural de Ceivães, mestre pedrei-ro, e de Maria Tavares, natural de Bela, comerciante, ambos de Monção, residentes na Vila de Melgaço. Neto paterno de Maria Vilas; neto materno de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Esteves. Nasceu (talvez em Monção) a 20/1/1919. // A 23/7/1931 fez exame do 2.º grau, ficando aprovado (NM 119, de 26/7/1931). // Foi pedreiro distinto. Foi ele o mestre que construiu a casa de Hilário Alves Gonçalves, comerciante, na Rua Afonso Costa; deu-a por concluída (parte de pedreiro), em finais de 1947 (ver NM 837, de 26/10/1947). // Casou «in articulo mortis» com Deolinda Alberta (ou Deolinda Augusta), com quem vivia maritalmente há muitos anos, filha de Carlos José Lourenço e de Teresa de Jesus Rodrigues, de Prado. // Morreu na Rua de Baixo, Vila, a 10/1/1955. // Deixou três filhos de tenra idade, e outros já mais crescidos.
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VILAS, Maria Augusta. Filha de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, natural de Ceivães, e de Maria Tavares, comerciante, natural de Bela, ambos de Monção. Neta paterna de Maria Vilas; neta materna de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Soares (ou Esteves). Nasceu na Vila a 7/7/1927 e foi batizada a 29/9/1929. Padrinhos: Júlio Gon-çalves e Ortelinda da Conceição Esteves, solteiros, residentes na Vila. // Emigrante. // Em 1994 visitou Melgaço vinda do Canadá, onde se encontrava há muitos anos, ca-sada com Pedro ------------. // (A Voz de Melgaço n.º 1015).
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VILAS, Maria Augusta. Filha de Manuel Augusto Vilas e de Deolinda Augusta Louren-ço. Neta paterna de Agostinho Vilas e de Maria Tavares; neta materna de Carlos José Lourenço e de Teresa de Jesus Rodrigues. Nasceu a 27/7/1941. // Casou com ------------------------------ e saiu de Melgaço.
VILAS, Maria Inácia. Filha de João Francisco Vilas, de Crescente, Tui, e de Maria Luísa Rodrigues da Silva, de São Pedro da Torre, Valença, moradores nas Carvalhi-ças. Neta paterna de João Martins e de Maria Vilas, galegos; neta materna de João Rodrigues de Moura, de Melgaço, e de Maria Rodrigues da Silva, de Valença. Nasceu a 27/8/1788 e foi batizada na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Inácio Rodrigues da Silva e sua esposa, Ana Domingues, melgacenses. Testemunhas: Pe-dro Francisco Martins e MPF.
VILAS, Maria Jósina. Filha de Arlindo Augusto Vilas e de Jósena Benedita da Costa Cerdeira. Nasceu na vila de Melgaço a 8/8/1950 (ver Notícias de Melgaço n.º 942, de 13/8/1950, Notícias de Melgaço n.º 1039, de 7/9/1952, e Notícias de Melgaço n.º 1563, de 28/7/1965). // Teve a profissão de professora do ensino básico, ou 1.º ciclo. // Solteira.
VILAS, Maria da Luz. Filha de Arlindo Augusto Vilas, mestre alfaiate, e de Jósena Be-nedita da Costa Cerdeira, doméstica. Neta paterna de Agostinho Vilas e de Maria Ta-vares; neta materna de António Augusto Cerdeira e de Maria Cândida da Costa. Nas-ceu na Vila de Melgaço a 29/7/1949. // Terminada a quarta classe, ingressou no Colé-gio da Barbosa. Depois foi para Braga, salvo erro, onde concluiu o Curso do Magisté-rio Primário. Dedicou-se a ensinar crianças do ensino básico durante mais de trinta anos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1478, de 21/7/1963: «Externato Liceal de Melgaço. No Liceu Nacional de Viana prestaram provas do 1.º ciclo dos liceus, 2.º ano, os alunos deste nosso estabelecimento de ensino: ---------- Amélia Domingues, José Seixo Durães, Leonardo de Carvalho, Leonor de Fátima Alves, Manuel António Esteves, Manuel José Lopes Gonçalves, Maria da Conceição Domingues, Maria José Ferreira Gonçalves, Maria Julieta de Melo, Maria da Luz Vilas, Maria Manuel Gil Lima, Maria Palmira Dias, Odília Iolanda Pereira César, e Rosa de Fátima Fernandes. Qua-tro destes alunos ficaram dispensados das provas orais e os restantes foram todos aprovados.» // Casou na igreja de SMP a 22/12/1973 com Armandino, professor de Educação Física no Ciclo Preparatório, natural do lugar de Alcobaça, freguesia de Lamas de Mouro, filho de Oliveiros Domingues (Cabano) e de Angelina Domingues. Padrinhos da boda: Adriano António Cerdeira e sua esposa, Maria de Lurdes Gonçal-ves, pela noiva; Manuel Domingues e Maria Gonçalves, pelo noivo. // O marido (na década de oitenta) trocou-a pela viúva de Hermenegildo José Solheiro (1948-1982). // Teve uma filha, Adriana Maria, nascida em 1975, orgulho de seus familiares, mas o cruel destino não quis que ela vivesse muitos anos. Era aluna da Faculdade de Far-mácia, em Coimbra, estava prestes a acabar o seu Curso, quando um rapazola dro-gado a atropelou mortalmente com o seu carro, a 28/3/1998, quando ela viera visitar os pais a Melgaço. A Maria da Luz perdera o marido e agora perdia a filha! Foi castigo demasiado para ela, uma joia de senhora.
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VILAS, Palmira. Filha de Agostinho Vilas, mestre pedreiro, natural de Ceivães, Mon-ção, ex-soldado da Guarda Nacional Republicana, e de Maria Tavares, natural de Bela, Monção, vendedora de peixe em Melgaço. Neta paterna de Maria Vilas; neta materna de Joaquim Tavares e de Maria Joaquina Esteves. Nasceu na Vila a 22/3/1922 e foi batizada a 26 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Avelino Domingues e Carolina Vilas, casados, lavradores, residentes em Ceivães, Monção. // Ajudou a mãe nas vendas. // Faleceu a 11/3/2004, solteira, e foi sepultada no cemitério munici-pal de Melgaço.
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VILAS-BOAS
VILAS-BOAS, Vasco Machado Ferreira. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1421, de 24/12/1961:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1437, de 3/6/1962:
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1452, de 11/11/1962:
Em 1964 ainda era o comandante do posto da Guarda-Fiscal em Melgaço. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1497, de 12/1/1964: «Por portaria de 1 de Dezem-bro findo, que será confirmada na Ordem do Exército, foi promovido ao posto de capitão Vasco José de Oliveira Vilas Boas, filho do tenente Vasco Machado Ferreira Vilas Boas, comandante da Secção da Guarda-Fiscal deste concelho, e de sua esposa, Aurora de Oliveira [Vilas Boas].» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1507, de 5/4/1964: «Tenente Vilas Boas. Cumprimentos de despedida. Na impossibilidade de o fazer a todos pessoalmente, despede-se por este meio das Excelentíssimas autoridades, clero e povo de Melgaço, e agradece a todos as atenções e gentilezas com que sempre o distinguiram. Melgaço, 28/3/1964.»
XIMENES
XIMENES, António José. Filho de António Silva Ximenes e de --------- Couto. Nasceu no Porto em 1953. // O pai era protésico e vinha regularmente a Melgaço a fim de tratar os dentes dos melgacenses. Desde novo que o António José o acompanhou. // Tirou o Curso de Odontologista. // Na Vila de Melgaço conheceu aquela que viria a ser sua esposa, Dr.ª Ana Maria Fernandes, professora do Ensino Secundário. // Faleceu na sua cidade natal a 20/8/2000, com apenas 46 anos de idade, devido a doença, mas jaz no cemitério de Melgaço. // Deixou uma filha, Carla, estudante nessa altura, a qual casou em 2012.
ZILHÃO
ZILHÃO, Manuel António Correia (Tenente). // Foi comandante da Guarda-Fiscal em Melgaço. No dia 1/12/1946 as praças ofereceram-lhe um almoço de despedida, pois ele fora transferido para Monção (NM 801, de 8/12/1946). // No entanto, lê-se no Notícias de Melgaço n.º 926, de 26/2/1950:
ZINK
ZINK, Maria Alice. Filha de Décio Zink (1895-1948), solteiro, natural de Soure, residente em Lisboa, e de Maria Leonor da Rocha (1908-1985), solteira, natural da vila de Melga-ço. Neta paterna de João Zink e de Maria Amélia de Sousa; neta materna de Belchior Herculano da Rocha e de Maria Libânia Alves. // Foi gerada em Lisboa mas nasceu na Vila de Melgaço a 15/12/1928. // A 2/7/1941 fez exame do 1.º grau (3.ª classe); o diploma foi-lhe passado em 1956. // Durante vinte anos permaneceu na terra natal, trabalhando como empregada de serviços domésticos. // Depois de 1941 foi empre-gada de Idalina Augusta da Glória Lopes, moradora em São Gregório. // Logo a seguir à morte de seu pai, ocorrida em 1948, e dos avós maternos, foi para a capital do país, em 1949, trabalhar na dita profissão. Aí conheceu Ernesto da Fonseca (*), empregado de comércio, e ambos geraram um filho, ao qual deram o nome de Ernesto (nasceu em Melgaço a 26/6/1952). O namorado embarcou para o Brasil, voltando somente na década de 90, com mulher e duas filhas. // Ela foi ter a criança a Melgaço e aqui ficou até 1955, salvo erro, pois nesse ano obteve um alvará que lhe permitia vender toa-lhas, lenços, alfinetes, agulhas, etc., e depois partiu novamente para a capital do país, entregando o rapaz a uma ama, Rosa, que o tratou como se fosse seu filho. // Casou na década de sessenta (Novembro de 1968) com Ricardo Fernandes, transmontano, funcionário civil da Academia Militar, com quem já vivia maritalmente. // A 3/1/1966 nascia-lhes uma menina: Celeste Maria (engenheira química). // A partir de 1966, ou 1967, o casal foi morar para a Amadora. // O seu marido, Ricardo, morreu nessa ci-dade a 29/3/2011. // Ela faleceu na mesma casa da Amadora a 28/3/2017, cheia de sofrimento, devido a várias doenças que teve. /// (*) Morreu em Lisboa, na manhã de 19/10/2010, com 82 anos de idade.
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ZUNIGA
ZUNIGA, Pedro Falcão. // Militar, com a patente de capitão. // Foi destacado pelo conde de Prado para a praça de Melgaço em 1665. // Casou logo no ano seguinte com Catarina Távora Coutinho, filha de Diogo Hortis de Távora e de Leonor de Sousa e Castro Araque e Alarcão, e por este casamento senhoreou a Quinta de Pontizelas, em Paderne. // Inscreveu-se na Confraria das Almas da Vila em 1666. // Morreu em Monção a 2/10/1684. // A sua viúva finou-se em Paderne, Melgaço, uns dois anos depois. // Sem geração.
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