GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO
Freguesia de SMP (Vila)
Por Joaquim A. Rocha
REINALDO
REINALDO, Josefa Rita. Filha de Maria Caetana Reinaldo, do
Couto de Rovies (ou Rouces), bispado de Tui. Neta materna de Manuel José
Reinaldo e de Maria Antónia, galegos. Nasceu a 7/3/1822 e foi batizada na
igreja de SMP a 19 desse mês. Padrinhos: António Correia, negociante, de
Barcelos (representado por Inácio Peres, da Vila de Melgaço) e Tomásia Rita,
filha do padrinho.
REIS
REIS, Abílio Simões Pires. // Contador e distribuidor. //
Por despacho de 3/3/1919 veio transferido de Avis para a comarca de Melgaço (JM
1241, de 6/4/1919).
REIS, Adelina Josefa (*). Filha de Maria da Rocha Reis (ou
Maria Angelina) (**). // Nasceu em Petelos, Porrinho, Pontevedra, Galiza (***),
a 8/1/1912 (confirmar).
// Exerceu a atividade de tendeira. // Como mãe solteira teve três filhos:
Judite, António, e Mercedes. // Mais tarde casou com Cipriano, lavrador,
nascido em Santa Marta, Viana do Castelo, por volta de 1911, filho de António
de Jesus Pinto e de Maria Alves Pinto, e desse matrimónio nasceu em 1943 o
Armando Reis Pinto. // Começou a aparecer nas feiras de Melgaço ainda mulher
nova e por aqui foi ficando. // Juntamente com o seu «homem», Cipriano,
explorava jogos de azar, em cima de uma pequena mesa de madeira: cartas
(sobretudo a vermelhinha), roleta, etc.; devido a essa atividade era conhecida
por “Caçambra”, “Piretes”, e “Tiborne”, palavras que ela usava para despertar a
atenção das pessoas e impressionar os potenciais apostadores. // Depois do
marido desaparecer de cena (por morte?) ela começou a vender roupa e outros
artigos, tais como pentes, dedais, linhas, agulhas, um sem fim de coisas. //
Era uma mulher alegre e desinibida, capaz de uma gargalhada bem timbrada! Toda
a gente a conhecia e respeitava. À sua beira não havia tristeza. // Residiu com
os quatro filhos em uma casinha junto à Avenida (Alameda Inês Negra), encostada
à muralha. Antes já morara na Rua do Pio, perto da igreja da Santa Casa da
Misericórdia. // Aos quarenta e tal anos de idade, e já com os filhos
“arrumados”, juntou os trapinhos com Belmiro Nabeiro, viúvo, com filhos, tal
como ela, também uma pessoa alegre, folgazão. Moraram na casa dele, na Rua
Direita. // Geraram uma criança do sexo feminino, mas faleceu bebé. // Faleceu
a 26/9/1988. // Deixou saudades. /// (*) No
assento de nascimento de seu filho Armando ela assinou como Adelina da Rocha
Reis, mas no casamento dos filhos António e Mercedes já aparece com o nome de
Adelina Josefa dos Reis. /// (**) Esta senhora faleceu em
Paredes de Coura a 5/1/1962, com 68 anos de idade. Lê-se no Notícias de
Melgaço n.º 1422, de 7/1/1962:
REIS, António. (*) Filho de João Batista Reis, funileiro,
natural de Monção, morador em Melgaço, e de Laureana Joaquina Esteves,
melgacense, solteiros. Neto paterno de avós incógnitos, por seu pai ter sido
exposto; neto materno de Caetano Maria Esteves, oficial da Câmara Municipal de
Melgaço, e de Maria de Jesus Soares, doméstica, da Vila. Nasceu na Rua Direita,
SMP, a 25/6/1892, e foi batizado na igreja a 14 de Julho desse ano. Padrinhos:
António Joaquim Esteves, solteiro, negociante, morador em SMP, e Silvana Rosa
Esteves, solteira, costureira, da Vila. // Para cumprir o serviço militar
mandaram-no comparecer entre 12 a 15 de Maio de 1913 em Infantaria 3, Viana (Correio de Melgaço n.º 45, de 13/4/1913). Deve ter ficado na reserva, pois em 1917 foi chamado
novamente e embarcou a 15 de Abril desse ano para França, incorporado no Corpo
Expedicionário Português, numa Companhia de Infantaria 3, 4.ª Brigada de
Infantaria (Brigada do Minho), como soldado raso, com a chapa de identificação
n.º 49563, a fim de combater os alemães, tendo sido feito prisioneiro aquando
da batalha de La Lys, ocorrida a 9/4/1918, e levado para o campo de
prisioneiros de Friedrichsfeld; depois da guerra partiu para França, onde embarcou
no navio inglês Orita a 13/2/1919, desembarcando em Lisboa a 16 de Fevereiro
desse mesmo ano – a seguir regressou a Melgaço. // Antes de ir para a guerra
teve várias brigas e fez propaganda contra a guerra (ver «Frágeis Elos», p.p.
65 a 70). // Foi músico da banda, funileiro-picheleiro e contínuo da Câmara
Municipal. // Em 1935 fazia parte da comissão administrativa da Junta de
Freguesia da Vila, juntamente com Manuel J. de Carvalho e Manuel Regueira (NM
283, de 1/9/1935). // Em 1936 era zelador da CMM (NM 315). // Embora solteiro,
gerou uma filha (Maria de Lurdes Ferraz) em Teresa dos Remédios Ferraz, natural
de Paderne, a qual – filha - casou com José Eugénio Gonçalves Pereira “Zé
Gorro”, alfaiate e músico. // Namorou durante muitos anos com a Lucindinha,
comerciante, mas nunca chegaram a casar. // Faleceu na Vila de Melgaço a
6/5/1958. /// (*) Foi legitimado pelo
casamento dos pais, ocorrido a 4/7/1907.
REIS, António. Filho de Adelina da Rocha Reis, ou Adelina
Josefa dos Reis, tendeira. Neto materno de Maria Angelina. Nasceu na Vila de
Monção a 20/9/1935. // Veio ainda novo para Melgaço com sua mãe e irmãs. //
Trabalhou nas obras de construção civil. // Foi guarda-redes do Sport Clube
Melgacense e chegou a jogar num clube da 2.ª divisão. Em 1958 o Desportivo de
Monção contratou-o, mas só permaneceu ali uma época (NM 1302). // Tinha 28 anos
de idade quando casou na igreja matriz da Vila, a 27/1/1963, com Maria Augusta,
de 23 anos de idade, empregada doméstica na casa do médico Ribeiro, melgacense,
filha de Agostinho de Araújo e de Emília Rosa Bermudes. Lê-se no Notícias de
Melgaço n.º 1460, de 3/2/1963: «Na igreja
matriz desta vila realizou-se no passado dia 27 o casamento de Maria Augusta,
filha de Agostinho de Araújo e de Emília Bermudes, com António da Rocha Reis,
filho de Adelina Reis. Serviram de padrinhos da noiva o Dr. Manuel Joaquim
Gonçalves Ribeiro e esposa, Maria Amélia Nunes de Castro, e por parte do noivo
Manuel José Igrejas e esposa, Lindalva de Melo.» // Depois do casamento
emigraram para França. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1517, de 28/6/1964:
«Por notícias recebidas de França sabemos
ter tido a sua feliz dèlivrance, numa das clínicas de Drancy-Baurget, dando à
luz uma interessante menina, a nossa conterrânea Maria Augusta de Araújo,
esposa do nosso estimado assinante, senhor António da Rocha Reis. Ao feliz
casal os nossos parabéns e à recém-nascida as maiores felicidades.»
REIS, Cândido Augusto. Filho de João Batista Reis, solteiro, funileiro, de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção, morador na Rua da Calçada, Melgaço, e de Laureana Joaquina Esteves, solteira, costureira, de SMP, moradora na Rua da Misericórdia. N.p. de avós incógnitos; n.m. de Caetano Maria Esteves e de Maria de Jesus Soares. Nasceu a 9/2/1898 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Cândido Augusto Esteves, solteiro, caixeiro, e Silvana Rosa Esteves, solteira, costureira. // Faleceu a 25/1/1899 e foi sepultado no cemitério.
REIS, Edite. Filha de Adelina da Rocha Reis (ou Adelina
Josefa dos Reis), tendeira. Neta materna de Maria Angelina. Nasceu em
--------------, a --/--/193-. // Veio com a mãe e irmãos, António e Mercedes,
para Melgaço no início da década de quarenta. // Contava-se uma história
engraçada, passada com ela e seus irmãos: um dia a “Tia Adelina” fez uns bolos
secos e guardou-os para uma ocasião solene; acontece que os bolinhos desapareceram!
Chama os filhos e pergunta-lhes: «quem comeu os bolos?» Os mais novos respondem
de pronto: «foi a Edite». A moça vira-se para o irmão e dispara: «foi o
António». Este acusa a Mercedes, e esta por sua vez diz que o larápio tinha
sido o Armando! «Está bem, está bem», diz a progenitora; «estou a ver que foram
todos». Riram-se com vontade e a coisa ficou por ali, sem quaisquer
consequências. // Por volta de 1960 foi servir para o Porto. // Consta que
casou e partiu com seu marido para o Brasil. // Parece que nunca mais voltou a
Melgaço!
REIS, Eulália. Filha de João Batista Reis e de Laureana
Joaquina Esteves. (!)
REIS, Firmino. Filho de Nuno José dos Reis, viúvo (teve o
referido filho de uma manceba – provavelmente sua empregada – chamada Maria Inocência
de Almeida, com quem casou a seguir ao nascimento da criança), moradores em
SMP, padeiros. Neto paterno de Manuel Luís e de Luísa Rosa [dos Reis], de São
Romão de Carnaxide, Lisboa; neto materno de Ricardo José de Almeida e de Maria
Joaquina, da freguesia de São Pedro de Miragaia, Porto. Nasceu na Vila de
Melgaço a 10/8/1859 e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês e ano.
Padrinhos: Dr. João Luís de Sousa Palhares, médico, e Teresa da Conceição Cunha
Araújo, solteira, de São Julião, Melgaço. // Sem mais notícias.
REIS, Gomesinda Cândida. Filha de Nuno José dos Reis e de
Maria Inocência de Almeida, padeiros, ele de Carnaxide, Lisboa, e ela de São
Pedro de Miragaia, Porto, moradores no Campo da Feira de Fora, Vila de Melgaço.
Neta paterna de Manuel Luís e de Luísa Rosa; neta materna de Ricardo José de
Almeida (Ricardo Velho) e de Maria Joaquina. Nasceu em SMP a 29/8/1862 e foi
batizada a 10/9/1862. Padrinhos: Caetano José de Abreu Cunha Araújo,
proprietário, e Cândida Almada (assinou Cândida Júlia Rodrigues Armada),
solteira, de SMP.
REIS, Hilário Batista (Caga-na-Pá). Filho natural de Isolina Augusta Esteves Reis, solteira,
da Vila, e de Álvaro José da Cunha, de Prado. Neto paterno de Vitorino José da
Cunha e de Carlota Rosa Gomes de Abreu; neto materno de João Batista Reis e de
Laureana Joaquina Esteves. Nasceu a 10/12/1919. // Em 1935 obteve um prémio,
juntamente com José Gregório, em um certame catequístico (Notícias de Melgaço
n.º 290, de 10/11/1935). // Foi empregado no Café “Chave d’Ouro”, sito na Praça
da República, Vila de Melgaço, propriedade de seu tio por afinidade, Hilário
Alves Gonçalves (Notícias de Melgaço n.º 296, de 1935). // Embora fraca figura
de homem, foi um conquistador de saias. Namorou algumas raparigas da Vila mas,
como eram pobres, deixava-as para trás. Um dia soube que uma senhora galega,
bela mulher, ficara viúva de um sargento carabineiro, e com uma menina nos
braços. Começou a rondar-lhe a porta, disse-lhe que tinha lojas e o Cinema em
Melgaço, assim como alguns terrenos, e a dita senhora deixou-se levar. Trouxe-a
para a sua terra, Melgaço, para a casa da mãe, depois arrendaram uma casita na
Rua Direita, e aqui a galega viu a armadilha em que caíra, pois ele era mais
pobre do que Job. Entretanto ela ficou grávida e deu à luz uma menina. Às
tantas a senhora, farta dele e da sua miserável condição, deixou-o e foi para a
Galiza, levando as duas crianças. Ele, vendo-se abandonado, vai para Lisboa,
onde reencontra uma das suas antigas namoradas, a Esperança, filha de João
Barreiros (Almeida), mais conhecido por “João Cataluna” e de Olímpia Rodrigues.
Juntam-se, emigram para França, e nesse país casam. Ainda geraram um filho,
João Carlos, nascido, salvo erro, na década de sessenta. // Aí pelos anos
oitenta do século XX aposentaram-se ambos e vieram residir em Melgaço, na
antiga casa dos pais da Esperança. // Ele faleceu na Vila de Melgaço a
16/10/1997. // A sua viúva continuou a viver em Melgaço com o filho, mas por
volta de 1999 partiu com o rapaz para a Amadora, perto de Lisboa. A casa de
Melgaço foi vendida, com o recheio, por quinze (15) mil contos, dinheiro
distribuído pelos herdeiros de João e Olímpia.
REIS, Isolina Augusta. Filha de João Batista Reis,
funileiro, exposto na Roda de Monção, o qual reconheceu no ato de batismo a
criança como sendo sua filha, e de Laureana Joaquina Esteves, solteira,
costureira, de Melgaço. Neta materna de Caetano Maria Esteves, oficial da
Câmara Municipal de Melgaço, e de Maria de Jesus Soares, doméstica, melgacenses.
Nasceu na Rua Direita a 18/4/1890 e foi batizada a 5 de Maio desse ano.
Padrinhos: José do Nascimento Pereira, solteiro, filho-família, da Vila de
Monção, e Silvana Rosa Esteves, solteira, costureira, de SMP. // Em 1907
(Jornal de Melgaço n.º 716) era actriz amadora do grupo dramático “Centro
Artístico Melgacense”; a 1 e 6/1/1908 apresentaram as peças «Casamento do
Descasca Milho», comédia em um acto, e «Batizado do Filho do Descasca Milho», e
a opereta «Vida Airada», e ainda a comédia «Consequências de Inconsequências.»
// Faleceu na Vila de Melgaço a 28/9/1968. // Foi mãe solteira de Hilário
Batista. O pai da criança chamava-se Álvaro José da Cunha e era de Prado.
REIS, João Batista. // Foi exposto na Roda de Monção em 1855
ou a seguir a essa data. // Veio residir em Melgaço, abrindo ao público uma
oficina de funileiro e picheleiro, na Rua da Calçada, no ano de 1880. Tornou-se
hábil fabricante de gasómetros a cetilene, num tempo em que não existia a
eletricidade, criando o sistema “sem rival”, muito divulgado dentro e fora do
concelho. // Arranjou uma companheira, Laureana Joaquina, melgacense, filha de
Caetano Maria Esteves e de Maria de Jesus, com quem viveu maritalmente até se
casarem, a 4/7/1907, tinha ele 52 anos e ela de 45 anos. Nesse ano era ele
vogal da Associação de Socorros Mútuos. No ano seguinte, 1908, foi nomeado
regedor substituto da Vila de Melgaço (Jornal de Melgaço n.º 727). // Em 1914
era diretor da Associação Artística Melgacense (Correio de Melgaço n.º 87, de
15/2/1914). // Em 1916 era vice-presidente dos representantes da indústria em
Melgaço; o presidente era Manuel da Silva Almeida (Correio de Melgaço n.º 187).
// Morreu em Melgaço a 20/5/1931 (no “Notícias de Melgaço” ficou registado que
ele morreu com 72 anos de idade, o que a ser verdade teria nascido em 1859). //
Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 110, de 24/5/1931: «No dia 20 do corrente
faleceu em sua casa nesta vila João Batista Reis, pai de António, cunhado e
sogro respetivamente de Cândido Augusto Esteves e de Hilário Alves Gonçalves.
Foi lamentado o seu passamento visto contar neste meio muitos amigos.
Funcionário aposentado da Câmara Municipal, nunca deu lugar à mais pequena
censura por parte dos seus superiores; era, pois, uma alma bem formada. No
préstito incorporou-se grande número de pessoas, fazendo-se representar o corpo
ativo dos BVM com um piquete de aspirante, bem como a associação de socorros
mútuos de Monção. Esta associação conservou a sua bandeira a meia haste, na sua
sede, desde que teve conhecimento do falecimento até à hora em que foi
sepultado. Foram organizados vários turnos, com as pessoas de mais prestígio
desta vila…» // A sua viúva finou-se a 5/11/1950. // Podemos considerá-lo o
principal fundador da banda da Associação Artística Melgacense. // Devia ser boa
pessoa, pois foi ele que recolheu e ensinou a sua arte, e a música, a Raul
Ferreira Cardoso (Raul Cataluna), mais tarde ótimo artista. // Era cunhado de
Cândido Augusto Esteves, da redação do dito jornal. // Com geração.
REIS, Júlia Adélia. Filha de Nuno José dos Reis, de São
Romão de Carnaxide, Lisboa, e de Maria Inocência de Almeida, de São Pedro de
Miragaia, Porto, padeiros, moradores no Rio do Porto, Melgaço. N.p. de Manuel
Luís e de Luísa Rosa [dos Reis]; n.m. de Ricardo José de Almeida e de Maria
Joaquina. Nasceu em SMP a 12/2/1865 e foi batizada a 3/3/1865. Padrinhos:
Caetano Maria Mosqueira, proprietário, e Júlia Máxima Ferreira de Magalhães,
solteira, da Vila de Valença. // Casou a 16/3/1949, na igreja de Alcântara,
Lisboa, com --------------------.
REIS, Manuel António. Filho de Francisco José Rodrigues e de
Maria Lourenço dos Reis, proprietários, moradores em Golães, Paderne. / Irmão
de Maria Luísa dos Reis, casada com João António de Abreu Cunha Araújo, da Casa
do Rio do Porto, capitão-mor da Vila de Melgaço e seu termo. Todos eles
nascidos no século XVIII. // Manuel António sofreu durante muitos anos de
demência. Morreu solteiro, a 4/10/1857. Foi sepultado no dia seguinte na igreja
do extinto Convento das Carvalhiças, Vila, com ofício e missas gerais. Seu
sobrinho, João António, da Casa do Rio do Porto, mandou-lhe fazer dois ofícios,
cada um de 25 padres. «Não testou, por
não ter juízo.»
REIS, Mercedes da Rocha. Filha de Adelina da Rocha Reis (ou
Adelina Josefa dos Reis), tendeira. Nasceu na Vila de Monção a --/--/1939. //
Veio de tenra idade com a mãe e dois irmãos, Judite e António, para Melgaço. //
Casou na igreja de SMP a 28/1/1962 com João Fernando (Polinhas), mais ou menos da mesma idade, filho de José Salvador
Gonçalves e de Rosa da Mota Exposta. // Emigraram ambos para França. // Vinham todos os anos passar umas férias na sua
casa da Vila de Melgaço. // Depois da aposentação, vieram residir em Melgaço.
// Sem geração.
REIS, Nuno José. Filho de Manuel Luís e de Luísa Rosa
[Reis]. Neto paterno de José Luís e de Pulquéria Maria; neto materno de Nuno
dos Reis e de Feliciana Rosa. Foi batizado na freguesia de Carnaxide, Lisboa.
// Tinha 42 anos de idade, era viúvo, padeiro, quando casou, na igreja matriz
de SMP, a 5/6/1861, com Maria Inocência, de 28 anos de idade, solteira,
batizada na freguesia de São Pedro de Miragaia, Porto, filha de Ricardo José de
Almeida e de Maria Joaquina, moradores na Cordoaria, Porto, neta paterna de
Francisco de Almeida Coelho e de Maria Joaquina, do lugar da Boavista,
freguesia (de Amede?), e neta materna de António Pinto e de Maria Joaquina.
Testemunhas: Caetano José de Abreu Cunha Araújo, casado, proprietário, e
Caetano Celestino de Sousa.
REIS, Ofélia La Salete. Filha de João Batista Reis, solteiro
(*), funileiro, da Vila de Monção, morador na Rua da Calçada, e de Laureana
Joaquina Esteves, solteira, costureira, da Vila de Melgaço, residente na Rua do
Espírito Santo. N.p. de avós incógnitos; n.m. de Caetano Maria Esteves e de
Maria de Jesus Soares. Nasceu na Rua do Espírito Santo, Vila, a 30/1/1902, e
foi batizada a 2 de Março desse ano. Padrinhos: Manuel José dos Santos,
solteiro, proprietário, de Remoães, e Silvana Rosa Esteves, solteira,
costureira, tia materna da neófita. // A 19/7/1913 fez exame do 1.º grau na
escola da Vila, obtendo a classificação de «bom» (Correio de Melgaço n.º 59). //
Casou a 13/8/1920, na CRCM, com Hilário, filho de Adriano Alves Gonçalves e de
Maria Pires, de Pinheiros, Monção, que viera para Melgaço ainda moço trabalhar
como marçano. // O seu marido tornou-se comerciante, abriu loja na Praça da
República, Vila, a conhecida “Samaritana”, e foi dono do “Cine Pelicano”, palco
de festas de carnaval, teatro e cinema. O negócio corria bem, pois mandaram
erguer um prédio, ao lado da “Samaritana”, onde outrora estivera o Café “Chave
d’Ouro”, que destinaram a comércio. (Foi desse prédio que caiu o eletricista
Torcato, morrendo de seguida). // O seu marido faleceu a 5/1/1985. // Ela
finou-se na Vila a 29/6/1990. // O casal teve quatro filhos: três raparigas e
um rapaz. /// (*) Casou mais tarde, em 1907, com a mãe dos seus filhos.
REIS, Silvana Cândida. Filha de João Batista Reis, solteiro,
funileiro, exposto na Roda de Monção, morador na Praça do Comércio, Vila de
Melgaço, «o qual disse que reconhecia por
sua filha esta criança», e de Laureana Joaquina Esteves, solteira,
costureira, de SMP, moradora na Rua do Espírito Santo. N.m. de Caetano Maria
Esteves e de Maria de Jesus Soares. Nasceu a 22/3/1895 e foi batizada a 10 de
Abril desse dito ano. Padrinhos: o seu avô materno e Silvana Rosa Esteves,
solteira, tia materna da neófita. // Faleceu a 8/11/1899, antes de seus pais se
casarem, na Rua do Espírito Santo, e foi sepultada no cemitério público.
RENTE
RENTE, Augusto. Filho de Francisco Rente e de Josefa de
Jesus, lavradores, naturais de Freches, Trancoso, onde ele nasceu. // Tinha 27
anos de idade, era solteiro, guarda da alfândega, quando casou na igreja de
SMP, Vila de Melgaço, a 25/10/1885, com Adelina, de 23 anos de idade, filha de
António Joaquim Baleixo, sapateiro, e de Maria Joaquina Coelho, doméstica, de
Melgaço, moradores na Rua da Calçada. Testemunhas: António Ferreira,
escriturário, e Caetano Celestino de Sousa, sacristão. // Faleceu na Rua da
Calçada, Vila, a 9/2/1887, e foi sepultado no cemitério público. // Com
geração.
RENTE, Jesuína Augusta. Filho de Augusto Rente, guarda da
alfândega, de Freches, Trancoso, e de Adelina Baleixo, costureira, de Melgaço,
moradores em SMP. N.p. de Francisco Rente e de Josefa de Jesus; n.m. de António
Joaquim Baleixo e de Maria Joaquina Coelho. Nasceu a 7/7/1886 e foi batizada a
20 desse mês. Padrinhos: Francisco Joaquim Pacheco, casado, guarda, de
Cerveira, morador em São Gregório, Cristóval, e Miquelina da Anunciação
Almeida, residente também em São Gregório, representada por Maria do Carmo
Baleixo, moradora na Rua da Calçada, SMP. // Em virtude do seu pai ter falecido
a 9/2/1887 e a sua mãe a 24/6/1895, levaram-na à Câmara Municipal a 3/7/1895, a
fim de ser admitida no hospício, ficando registada no livro dos expostos sob o
n.º 393. // Nesse mesmo dia foi entregue à ama, Maria Joaquina Coelho, da Vila,
que deve ser a sua avó materna. // Faleceu em São Sebastião da Pedreira,
Lisboa, a 14/10/1961.
REPINCHO
REPINCHO, João Vieira (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço
de 1688 a 1690 (Organização Judicial de Melgaço, de Augusto César Esteves, p.
58).
RIBA DE VILA
RIBA DE VILA, José Manuel. Filho de Maria Inácia Riba de
Vila, solteira. Neto materno de João Riba de Vila e de Maria Luísa, todos
moradores nas Carvalhiças. Nasceu a 3/6/1808 e foi batizado na igreja de SMP a
7 de Julho desse ano. Padrinhos: José Joaquim Teixeira, residente no Campo da
Feira, e Rosa Maria Fernandes, moradora nas Carvalhiças.
RIBEIRA
RIBEIRA, António Gomes. // Morou no lugar da Oliveira,
freguesia da Vila. // Faleceu no estado de viúvo a 10/1/1807.
RIBEIRA, António Manuel Gomes. // Morou no lugar da
Oliveira, SMP. // Faleceu solteiro, a 6/2/1831, e foi amortalhado em hábito de
S. Francisco e sepultado na igreja matriz com ofício de corpo presente de dez
padres. Deixou testamento.
RIBEIRA, Carlos Câncio Gomes. // Faleceu solteiro, em SMP, a
8/4/1851, sem testamento, por ser pobre, e foi sepultado na igreja matriz com
ofício de corpo presente das almas, de 15 padres.
RIBEIRA, Carlos Joaquim Gomes. // Morou no lugar de
Corujeiras. // Faleceu solteiro, em SMP, a 23/10/1833, e foi amortalhado em
hábito de São Bernardo e, por baixo, com túnica de São Francisco, e sepultado
na igreja matriz com ofício de corpo presente de mais de 40 padres!
RIBEIRA, Gregório Gomes (Padre).
// Faleceu na Vila a 10/3/1749.
RIBEIRA, Inácio Vaz. // Lavrador. // Morou na Rua Direita,
SMP. // Faleceu a 4/4/1884, com 65 anos de idade, viúvo de Ana Joaquina
Rodrigues, e foi sepultado no cemitério público. // Fizera testamento. // Não
deixou filhos.
RIBEIRA (ou Ribera), José. Filho de José Ribera e de Josefa
Fernandes, de Crespos, Ourense. Nasceu na paróquia de Crespos, Galiza. // Casou
na Vila de Melgaço, a 18/10/1821, com Caetana Josefa, filha de Bernardo do
Costal e de Luísa Vitória, moradores intramuros. Testemunhas: Luís José Faria
Machado, padre Luís Esteves, da freguesia e couto de Fiães, e António J.
Rodrigues, solteiro, mordomo da igreja. // Morou no Bairro do Carvalho, SMP. //
Exerceu o cargo de porteiro na Vila de Melgaço. // Morreu a 27/12/1844, casado,
e foi sepultado na igreja matriz. Era considerado pobre.
RIBEIRA (ou Rivera),
Josefa. // Lavradeira. // Faleceu na sua casa do Campo da Feira, SMP, a
5/10/1880, com 60 anos de idade, casada com Ramão (ou
Romão) Fernandes, e foi sepultada no
cemitério público. Não deixou filhos.
RIBEIRA, Manuel (Padre). //
Foi pároco da freguesia da Vila de Melgaço. // Também exerceu o cargo de
provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço em 1736. // Parece que tinha
em sua companhia uma irmã, de seu nome Francisca. // Faleceu a 16/12/1756. //
Sucedeu-lhe o padre Jácome Fernandes Lobo.
RIBEIRA, Manuel Caetano. Filho de José Ribera e de Caetana
Josefa do Costal. // Casou em SMP, a 24/1/1854, com Ludovina Francisca, filha
de Domingos José Gaioso e de Francisca Maria Vaz, todos de Melgaço.
Testemunhas: Manuel José de Puga e Caetano Celestino de Sousa.
RIBEIRA (ou Rivera),
Manuel Caetano. // Alinterneiro. // Faleceu a 21/3/1883, em sua casa da Rua da
Calçada, SMP, no estado de viúvo, com 52 anos de idade, e foi sepultado no
cemitério público. Não deixou filhos.
RIBEIRA, Maria da Glória. Filha de Margarida Ribeira,
solteira, criada de servir, de SMP. Neta materna de José Ribeira e de Caetana
Josefa do Costal. Nasceu na Oliveira, SMP, a 15/7/1866, e foi batizada a 23
desse mês e ano. Padrinho: Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja.
RIBEIRA (ou Ribera),
Maria Joaquina. Filha de Maurício Alexandre Ribera e de Rosaria Teixeira, de
Alveios, Tui. // Faleceu a 2/3/1816, solteira, na casa de Matias de Sousa, de
Galvão, SMP, e foi sepultada na capela da Casa de Galvão, com doze padres.
RIBEIRA, Mariana Josefa Rodrigues. // Morou no lugar da
Oliveira, SMP. // Faleceu a 31/3/1828, foi amortalhada com hábito de freira e
sepultada na igreja matriz. Fizera testamento.
RIBEIRA, Pedro Gonçalves. // Casou com Constança Teresa
Fernandes Codesso. // Moraram no Campo da Feira, Vila. // A sua esposa finou-se
no estado de viúva a 29/4/1822, com testamento.
RIBEIRO
RIBEIRO, Adalberto José. Filho de Celestino Augusto Ribeiro,
1.º cabo da Guarda-Fiscal, e de ----------------------------. Nasceu em
----------, a --/--/192-. // Em 1938 fez exame do 2.º grau na escola da Vila,
com o professor Abílio Domingues, ficando distinto (NM 413, de 18/9/1938). // Morreu
a 5/6/1942.
RIBEIRO, Alda das Dores. Filha de Manuel José Ribeiro,
lavrador, natural de Prado, e de Etelvina Cândida Rodrigues,
trabalhadora, natural da Vila, ainda solteiros quando nasceu esta menina. N.p.
de Manuel Joaquim Ribeiro e de Francisca Clara Cerqueira; n.m. de Manuel
Fernandes Rodrigues e de Ermelinda Rosa Rodrigues. Nasceu na Rua da Calçada,
SMP, a 12/12/1904, e foi batizada a 18 desse mês e ano. Madrinha: Maria
Henriqueta de Sá Tenreiro, solteira, proprietária. // Faleceu a 2/10/1905 e foi
sepultada no cemitério municipal.
RIBEIRO, Alfredo (Dr.). // Exerceu em Melgaço durante alguns
anos o cargo de delegado do Procurador da República. // Saiu desta comarca por
ter sido promovido a juiz de direito, tendo sido colocado em Caminha e depois
em Braga. // Foi depois promovido a desembargador e colocado na Relação de
Lisboa; dali transferiram-no para a Relação do Porto, onde esteve até à sua
aposentação por limite de idade // Faleceu às sete horas da manhã em Caldelas,
onde se encontrava em tratamento, a 19/10/1933 (NM
302, de 22/10/1933).
RIBEIRO, Alfredo (o bruxo). Filho de ---------- Ribeiro e de
----------------------------------. Nasceu em Cerdal, concelho de Valença, por
volta de 1890. // Não frequentou a escola primária, permanecendo, toda a sua
vida, analfabeto, mas apesar disso ninguém o enganava. // Na sua mocidade andou
com os ciganos, aprendendo com eles algumas habilidades, como sobreviver em
meios hostis. // Um dia, na década de trinta, veio para Melgaço com a esposa,
Deolinda Maria Alonso, e filhos, fazer as feiras semanais, pois era tendeiro, e
por aqui foi ficando. Morou em uma casa perto da igreja da Santa Casa da Misericórdia
de Melgaço. // A mulher faleceu e ele então arranjou uma companheira, Rosa de
Jesus, natural de Vieira do Minho, tendeira como ele, a qual se finou na Vila
de Melgaço a 31/1/1952, com sessenta anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 1011, de 3/2/1952). // Deixou passar algum tempo após a morte da amante, e
então arranja uma namorada, Maria Leonor da Rocha, solteira, mas com filhos, nascida
na Vila de Melgaço em 1908, com quem viveu maritalmente, na casa dela, perto do
Cine Pelicano, entre meados de 1954 e inícios de 1956. Era um tipo estranho. Em
casa praticava magia negra: bruxaria, espiritismo, esmagava pedras de sal com
os pés nus... Dava berros medonhos, contorcia-se todo; a Leonor, contagiada, e
com algumas malgas de vinho já ingeridas, ajudava no festival. Uma criança
assistia a tudo isso e chorava com medo. // Como não tinha conta no Banco, com
os pequenos lucros obtidos comprava ouro, usando nos dedos grossos anéis. // Morreu
em Valença a 27/9/1969. // Pai de Ermelinda, de Florinda, de Olívia, entre
outros.
RIBEIRO, Alfredo. // Natural de Paredes de Coura, salvo
erro. // Em 1934 trabalhava na tipografia de Adriano Augusto Costa (NM 225, de 11/3/1934). //
Publicou uma carta no Notícias de Melgaço n.º 228, de 8/4/1934, aconselhando os
pais das crianças a darem-lhe uma boa educação. // Lê-se no Notícias de Melgaço
n.º 1530, de 18/10/1964: «Com a idade de 74 anos faleceu nesta vila no passado
dia 12 a senhora Narcisa Rosa Ribeiro (a cabreira), viúva de António José
Rodrigues, natural da vila de Paredes de Coura e há muito residente em Melgaço.
Era mãe de Alfredo Ribeiro, tipógrafo em Monção, a quem, como à demais família
enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames.»
RIBEIRO, Amabélia Bessa E. // Nasceu por volta de 1926. // Faleceu
na freguesia da vila a --/--/2023, com 97 anos de
idade (A Voz de Melgaço de 1/1/2024).
RIBEIRO, Ana Maria. Filha de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Teixeira Salgado, moradores no Louridal. N.p. do capitão Jerónimo
Ribeiro e de Guiomar Nunes de Figueiredo; n.m. de Gregório Teixeira Salgado e
de Mariana da Rosa, todos da Vila. Nasceu em SMP a 28/5/1786 e foi batizada a 1
de Junho desse ano. Padrinhos: Manuel António Fernandes Codesso, natural de
Paderne, e a mãe de Cristo.
RIBEIRO, Ana Maria. Filha do capitão Jerónimo Ribeiro, natural da
Vila de Melgaço, e de Guiomar Nunes de Figueiredo, de Moselos, Paredes de
Coura. Neta paterna de João Ribeiro e de Maria Monteiro; neta materna de
António Gonçalves de Figueiredo e de Maria Rodrigues. Nasceu a 6/2/1732. //
Casou na igreja de SMP a 24/7/1767 com Manuel António Fernandes Codesso,
militar, mais tarde sargento-mor das ordenanças da Vila e termo de Valadares.
// Faleceu no lugar da Portela de Paderne, onde morara, a 27/10/1793. // O seu
viúvo finou-se no dito lugar a 16/1/1820. // Mãe de Maria Teresa (nasceu na Portela de Paderne a 4/2/1772 e foi batizada na igreja
do convento cinco dias depois); de
João Vicente (nasceu na Portela de Paderne a 4/12/1774 e foi
batizado na igreja do convento quatro dias depois); de Ana (faleceu na Portela de
Paderne, solteira e demente, a 19/3/1811); de Josefa Caetana (casou com Dionísio
António Pereira de Castro Marinho – Castro Marinho, de São Paio); Maria Manuela (nasceu na Portela de Paderne a 8/4/1773 e casou na igreja do
mosteiro a 7/7/1800 com Matias, filho de Matias de Sousa Lobato e de Quitéria
Maria Esteves, da Casa do Rego, em Alvaredo – no dito lugar da Portela se
finaram ambos -> o marido a 30/6/1806 e ela a 2/9/1819).
RIBEIRO, Ana Maria Lourenço. Filha de Armanda (......) // Nasceu por volta de 1980. // Residiu
muitos anos em casa de José Félix Igrejas, carcereiro, por a mãe dela ser ali
empregada doméstica; quando esse casal morreu, sem filhos, deixou-lhe em
testamento a casa e o terreno à volta. // Casou com -----------------------,
natural de Rouças. // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/2022, com apenas 42
anos de idade (A Voz de Melgaço de 1 de Maio de 2022).
RIBEIRO, Aniceto Joaquim. Filho de Luís Ribeiro, natural de
Cecriños, Galiza, e de Maria Esteves, natural da Vila de Melgaço. // Faleceu no
lugar da Oliveira, SMP, a 19/7/1864, e foi sepultado na igreja matriz. (Tinha
apenas um ano de idade; seus pais casaram em SMP a 21/9/1856).
RIBEIRO, Antónia Joaquina. Filha de Maria Joana Gonçalves
Ribeiro, solteira, moradora no Bairro do Carvalho. Neta materna de Maria Benita
Antónia, solteira. // Nasceu na Vila a 19/10/1811 e foi batizada a 23 desse mês
e ano. Padrinho: Manuel de Barros, viúvo, residente na Vila, e serviu de
madrinha António José da Cunha, de Giela, termo dos Arcos de Valdevez. //
Padeira. // Faleceu na Rua do Rio do Porto, SMP, a 24/2/1894, viúva de Manuel
José Conde, e foi sepultada no cemitério público. // Fizera testamento. // Não
deixou filhos.
RIBEIRO, António. // Morou no Bairro do Carvalho, SMP. //
Faleceu a 26/1/1845, casado com Maria Rita Solheiro, e foi sepultado na igreja
matriz com ofício de sepultura. // Era pobre. // A sua viúva faleceu também no
sítio do Carvalho, a 24/12/1863.
RIBEIRO, António. Filho de Manuel José Ribeiro, trabalhador,
natural de Prado, e de Etelvina Cândida Rodrigues, trabalhadora, natural
da Vila. N.p. de Manuel Joaquim Ribeiro e de Francisca Clara Cerqueira; n.m. de
Manuel Fernandes Rodrigues e de Ermelinda Rodrigues. Nasceu no Rio do Porto,
Vila, a 11/2/1910, e foi batizado três dias depois. Padrinhos: Dr. António
Pereira de Sousa, médico municipal, e Margarida Augusta Pires, solteira,
proprietária. // Frequentou a escola de Rouças, fazendo exame da 4.ª classe em
1924. // Trabalhou como caixeiro no estabelecimento comercial de drogas e
tintas de Manuel Joaquim Pires, situado na Praça da República, Vila. // Depois
do serviço militar cumprido, ingressou na Guarda-Fiscal. // Casou a 25/6/1935
na CRCM, em primeiras núpcias, com Aurora da Ascenção, filha de Benjamim
Barreiros e de Joaquina Esteves, natural de Castro Laboreiro. //
Enviuvou a 5/9/1938. // Casou em Rouças em segundas núpcias, a 29/7/1939, com
Libânia, de 18 anos de idade, filha de Manuel Guerreiro (Nelo
de Cevide, ou Nelo Morgado), e de Teresa
Fernandes. // Faleceu em Rouças a 26/12/1998.
RIBEIRO, António Gomes (Padre).
// Ver no apelido Gomes.
RIBEIRO, António José. Filho de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Teixeira Salgado, moradores no Louridal, Vila. N.p. do capitão
Jerónimo Ribeiro, da Vila de Melgaço, e de Guiomar Nunes de Figueiredo, de
Moselos, termo de Paredes de Coura; n.m. de Gregório Teixeira (Salgado) e de
Mariana da Rosa, da Vila de Melgaço. Nasceu a 8/8/1779 e foi batizado na igreja
de SMP a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Fernandes Codesso e Ana
Maria Ribeiro [Nunes de Figueiredo], do lugar da Portela, couto de Paderne.
Testemunhas: Dr. Inácio Luís Ribeiro, Pedro Gonçalves da Ribeira, e MPF.
RIBEIRO, António Manuel da Silva. Nasceu a --/--/1960. // Morreu na vila de Melgaço a 10/08/2025, com 64 anos de idade (agência funerária Mira).
RIBEIRO, Artur. Filho de Manuel José Ribeiro, natural de Prado, e de Etelvina Cândida Rodrigues, natural da Vila. Nasceu em --------, a --/--/19--. // Morreu num desastre de bicicleta na curva da Barqueira, na terça-feira de Páscoa de 1936.
RIBEIRO, Bruno. // «Funcionário público da Câmara Municipal
de Melgaço». // Ver “A Voz de Melgaço” de 1 de Setembro de 2023, página 17.
RIBEIRO, Caetana Antónia. Filha de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Teixeira Salgado, moradores no Louridal. Nasceu na Vila e foi
batizada na igreja de SMP a 14/3/1774. Padrinho: padre Manuel António Caetano
de Abreu. // Casou com Francisco António, filho de José António e de Mariana da
Silva, natural de São Pedro da Polvoreira, termo de Guimarães. // Mãe de
Cipriano José, nascido a 16/3/1802.
RIBEIRO, Cândida Rosa. Filha de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Rodrigues, moradores no Louridal, Vila. Neta paterna de António
José Ribeiro e de Caetana Maria Salgado; neta materna de Bernardo António
Rodrigues e de Rosa Maria da Ribeira, da Corga. Nasceu a 9/1/1829 e foi
batizada dois dias depois. Padrinhos: João Cândido Pita Bezerra e Helena Ana
Ribeiro Codesso, avó do padrinho, moradores no Campo da Feira de Fora. // Casou
na Vila a 15/12/1851 com Francisco, filho de Manuel Esteves e de Teresa
Fernandes, os três naturais do lugar de Lordelo, freguesia de Ostriz, Ourense.
// Enviuvou a 6/9/1889. // Com geração.
RIBEIRO, Carlos João. Filho de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Rodrigues, lavradores. Neto paterno de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Teixeira Salgado; neto materno de Bernardo António Rodrigues e de
Rosa Maria (ou Rosa Antónia) Gomes.
Nasceu no Louridal, Vila, a 3/12/1826, e foi batizado a 6 desse mês e ano.
Padrinhos: Manuel José Rodrigues Lima e sua irmã, Josefa Antónia, tios do
batizando, da Vila. // Emigrou para o Brasil, onde trabalhou em várias
atividades até se fixar nos negócios. Deve ter sido nesse país que lhe
atribuíram uma comenda. // Era solteiro, proprietário, morava na Rua da
Calçada, quando casou na igreja de SMP a 22/4/1866 com Ludovina Rosa dos Santos
Lima, de 22 anos de idade, natural da Vila, filha de João Correia dos Santos
Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, acrescentando ao seu nome o
apelido Lima. Testemunhas: o pai do noivo e irmã da noiva, Carlota Clara dos
Santos Lima. // Em 1874 era vogal do Conselho Municipal (OJM, de ACE, p. 157). //
Foi presidente da Câmara Municipal de Melgaço «a que prestou relevantes serviços», segundo o “Valenciano” n.º
1651, de 10/5/1896. // Era abastado proprietário e vice consul da Espanha em
Melgaço. // No “Diário do Governo” n.º 37, de 17/2/1881 pode ler-se: «Pelo juízo de direito da comarca de Melgaço,
e cartório do escrivão do 3.º ofício abaixo-assinado, correm editos de 30 dias,
a citar D. José Boceta Lemos Abraldes, cirurgião, residente em parte incerta da
província da Galiza, reino de Espanha, a fim de falar aos termos da execução
hipotecária que lhe move Carlos João Ribeiro Lima e sua esposa, D. Ludovina
Rosa dos Santos Lima, desta Vila de Melgaço, para no prazo de dez dias,
posteriores ao de trinta dias (…) a contar da publicação do 2.º anúncio na
folha oficial do governo, pagar conjuntamente com sua mulher (…) D. Rita Alves
Magalhães, moradora na Casa da Barqueira, Alvaredo, desta comarca, como
herdeiros de sua tia finada, D. Josefa Antónia da Costa Pinto, moradora que foi
na mesma Vila, a quantia de 63$000 réis aos mesmos exequentes, com os seus
respectivos juros, sob pena de que não o fazendo seguirá a execução seus
devidos e legais termos na forma da lei. Melgaço, 12/2/1881 – António Joaquim
Baião. O juiz de direito, 1.º substituto: Lourenço José Ribeiro Figueiredo e
Castro.» // Interessou-se pela vinha, indo a Berlim em 1883 a fim de expor
os vinhos da sua quinta. // Parece que foi ele que abriu uma farmácia na Vila,
mais tarde propriedade do Dr. João Durães (ver “À la Recherche de mes Racines”,
p. 28). // Deu algum dinheiro à SCMM para a construção do hospital. // Faleceu
de repente, na sua casa da Praça do Comércio, Vila, a 5/5/1896. // A sua viúva
finou-se a 25/3/1909. // Ver a sua descendência no apelido Lima.
RIBEIRO, Carlos Luís (Dr.) Filho de Luís Augusto Ribeiro,
técnico de Farmácia, e de Belarmina de Oliveira, doméstica. Neto paterno de
(Luís Augusto Gonçalves) e de Maria Rosalina Ribeiro; neto materno de David
Augusto Oliveira e de Constância Esteves. Nasceu a --/--/197-. Depois dos
estudos secundários ingressou, em 1993 (VM 997), na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, onde
se licenciou em Ciências Farmacêuticas no ano de 2000. // Passou a ser o
Diretor Técnico da Farmácia Durães.
RIBEIRO, César Augusto. Filho de Francisco José Ribeiro,
alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, Monção,
moradores em Melgaço. Neto paterno de Zeferino António Ribeiro e de Francisca
Rosa de Oliveira; neto materno de Florinda Lira. Nasceu na Praça do Comércio,
Vila, a 10/10/1908, e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Augusto
César Esteves, solteiro, estudante, e Anésia Esteves, solteira, proprietária.
// Partiu novo para a capital do país, onde teve a Electro-Lisboa. // Uma sua
filha, Maria Helena Duarte Ribeiro, casou na igreja de São João de Brito, freguesia
de Alvalade, a 18/12/1960, com o arquiteto Silvestre, de Afife, filho de Luís
Afonso Lomba, funcionário da Câmara Municipal de Viana, e de Cristina Lomba. //
Faleceu nas Caldas da Rainha a 7/7/1986.
RIBEIRO, Cipriano José. Filho de Francisco António e de
Caetana Antónia Ribeiro, moradores na Assadura. N.p. de José António e de
Mariana da Silva, de S. Pedro de Polvoreira, termo de Guimarães; n.m. de
António José Ribeiro e de Caetana Maria Salgado, moradores no Louridal, Vila.
Nasceu 16/3/1802 e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês. Padrinhos:
Cipriano da Costa Freitas e sua esposa, Helena Ana, residentes no Campo da
Feira de Fora.
RIBEIRO, Emília da Graça. Filha de Luís Ribeiro e de Maria
Angélica Esteves, caseiros, moradores no lugar dos Chãos, SMP. N.p. de Miguel
Ribeiro e de Josefa Rodrigues, de Cecriños, Galiza; n.m. de Francisco Esteves e
de Maria Joana, lavradores, de SMP. Nasceu a 16/3/1865 e foi batizada a 25
desse mês e ano. Padrinhos: frei António de Santa
Isabel Monteiro, do lugar de Cavaleiros, e Emília de Jesus, casada,
moradora no Campo da Feira de Fora, Vila. // Nota: não sei onde se disse que ela faleceu a 12/8/1868, pois
aparece-nos casada com Manuel José Vieira, de Valença, pedreiro em Melgaço; o
casamento realizou-se na igreja de SMP a 20/10/1879. No dia da boda ela tinha
cerca de quinze (15) anos de idade, o que corresponde de certo modo à data de
nascimento.
RIBEIRO, Ermelinda. Filha de Alfredo Ribeiro e de Deolinda
Maria Alonso, naturais de Cerdal. Deve ter nascido nessa freguesia de Valença
por volta de 1920. // Veio para Melgaço com os pais, que eram tendeiros. //
Casou com Amândio Antunes, tendeiro como ela. Residiram numa casa perto do
regato, na estrada nacional, onde mais tarde passou a ser a Rua Dr. Augusto
César Esteves. // Na década de sessenta foram todos para o Canadá. // Mãe de
cinco filhos: Lurdes, Carlos, Fernanda, Isabel, e ainda outra, cujo nome
esqueci.
RIBEIRO, Estela da Glória. Filha de ---------- Ribeiro e de
--------------------. Nasceu em ----------, a --/--/192-. // Em 1938 fez exame
do ensino primário na escola da Vila, com a professora Emília de Magalhães,
ficando aprovada. // (Notícias de Melgaço n.º 409).
RIBEIRO, Etelvina (Dr.ª) Filha de Joaquim José Ribeiro,
proprietário e comerciante na Vila de Melgaço, e de ------------- Oliveira.
Nasceu a --/--/18--. // Em 1908 concluiu na Escola Médica do Porto o curso de
Farmácia. // Tinha irmãos. // (Jornal de Melgaço
n.º 744).
RIBEIRO, Fernanda Maria. Filha de Luís Augusto Ribeiro,
técnico de Farmácia, e de Belarmina de Oliveira, doméstica. Neta paterna de
Maria Rosalina Ribeiro (e de Luís Augusto Gonçalves); neta materna de David Augusto
Oliveira e de Constância Esteves. Nasceu a --/--/197-. // Em 1997 era ainda
estudante. // S.m.n.
RIBEIRO, Flora Jovita. Filha de Francisco José Ribeiro,
alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, Monção,
moradores na Praça da República, Vila de Melgaço. N.p. de Zeferino António
Ribeiro e de Francisca Rosa de Oliveira; n.m. de Florinda Lira. Nasceu a
28/3/1911 e foi batizada a 27/4/1912. Padrinhos: padre
Abílio Augusto de Magalhães e Virgínia de Magalhães, solteira, doméstica.
// Em 1952 devia residir em Lisboa; assinava o Notícias de Melgaço (NM 1018, de 23/3/1952). // Em
1965 ainda vivia (NM 1548, de 14/3/1965). // Sem mais notícias.
RIBEIRO, Francisco José. // Morou no lugar de Corujeiras de
Cima, Quinta do Morgado de Galvão. // Morreu em SMP, vila de Melgaço, a
23/7/1825, no estado de casado com Antónia Maria Alves.
RIBEIRO, Francisco José. Filho de Zeferino António Ribeiro, natural
da Caniçada, Vieira do Minho, e de Francisca Rosa de Oliveira, de Ceivães,
Monção. Nasceu em Messegães, Monção, por volta de 1871. // Veio, no estado de
solteiro, para a Vila de Melgaço, onde exerceu a profissão de alfaiate. Abriu
ao público melgacense, a 1/6/1898, a “Alfaiataria Moderna”, na Praça do
Comércio, nos baixos da casa armoriada que ali existia. // A 27/8/1899 foi
padrinho de Álvaro Francisco da Cunha, o qual nascera na freguesia de Chaviães
a 17 desse mês e ano. // No dia 3/10/1901 foi padrinho de Alice de Jesus Nunes
de Castro, nascida na freguesia de Prado a 20 de Setembro desse ano. // Casou
com a idade de 33 anos, na igreja de SMP, a 13/8/1904, com a sua conterrânea e
parente no 4.º grau de consanguinidade, Maria Joaquina Lira, de 32 anos de
idade, solteira, doméstica, de Messegães, moradora na Vila de Melgaço, filha de
Florinda Lira. Testemunhas: Abílio Augusto de Magalhães, estudante, Aurélio
Araújo de Azevedo, comerciante, e Ludovina da Rocha Gonçalves Fernandes Pinto.
// Em 1915 sofreu um acidente em Valadares, quando se avariou o carro onde
seguia, caindo por uma espécie de rampa, ficando uns dias de cama, assim como
outros passageiros (Correio de Melgaço n.º 161, de
15/8/1915). // Morreu na Vila de Melgaço a
12/3/1933, com 63 anos de idade. // A sua viúva finou-se também em Melgaço a
18/1/1958. // Com geração.
RIBEIRO, Francisco José (Chico Zé). Filho de Miguel Ângelo Ribeiro, alfaiate, e de Maria
Judite Rodrigues, doméstica. Neto paterno de Francisco José Ribeiro e de Maria
Joaquina Lira, de Messegães, Monção; neto materno de Mercedes dos Prazeres
Rodrigues, de SMP. Nasceu na Vila de Melgaço a --/6/1945. Depois de ter
completado a antiga 4.ª classe na terra natal foi para Lisboa trabalhar no
comércio com um tio paterno, César Augusto. // Na capital tirou o Curso
Comercial. // Mais tarde empregou-se no Círculo de Leitores, tendo-se retirado
dessa Empresa em 2002 ou 2003. // Casou com Maria Cristina Viana, nascida por
volta de 1951, secretária na Direção da Orquestra Metropolitana de Lisboa (VM 1058, de 1/10/1996). //
Através de «A Voz de Melgaço» n.º 1101, de 15/9/1998, ficamos a saber que é
proprietário do Centro de Fisioterapia de Campo de Ourique, Lisboa (Delta-Vida,
Energia e Reabilitação, Lda). // Herdou algum
do humor do pai, mas os tempos são outros, as pessoas evoluíram. // A sua
esposa faleceu a 4/9/2018. // Pai de Alexandra, licenciada em Direito pela
Universidade de Lisboa, e de Nuno, estudante em 1999.
RIBEIRO, Helena Ana. Filha de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Gomes Rodrigues, moradores no Louridal, Vila. N.p. de António
José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; n.m. de Bernardo António
Rodrigues e de Rosa Antónia Gomes. Nasceu a 10/11/1824 e foi batizada na igreja
de SMP dois dias depois. Padrinhos: Jorge Caetano de Figueiredo, dos Correios,
e Helena Ana Codesso Ribeiro, residentes no Campo da Feira de Fora. //
Lavradeira. // Casou a 18/12/1860 com João Manuel de Araújo Azevedo, lavrador,
filho de Caetana Joaquina de Araújo Azevedo, de Chaviães. Para que não houvesse
dificuldades financeiras, o irmão da noiva, Carlos João, emigrante no Brasil,
mandou-lhe 200$000 réis. // Ambos faleceram no lugar de Outeiro, Chaviães: ela
a 28/2/1894, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na
igreja; e o seu viúvo a 21/3/1905. // Com geração.
RIBEIRO, Helena Maria. Filha de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Gomes Rodrigues, moradores no Louridal, Vila. N.p. de António
José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; n.m. de Bernardo António
Rodrigues e de Rosa Antónia Gomes. Nasceu no sobredito lugar a 1/1/1819 e foi
batizada na igreja de SMP a 4 desse mês e ano. Padrinhos: padre Manuel Caetano de Freitas e sua mãe, Helena Ana
Ribeiro Codesso, moradores no Campo da Feira de Fora.
RIBEIRO, Henrique. Filho de Francisco José Ribeiro,
alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, moradores na
Vila de Melgaço. N.p. de Zeferino António Ribeiro e de Francisca Rosa de
Oliveira; n.m. de Florinda Lira. Nasceu a 20/7/1905 e foi batizado na igreja de
SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Aurélio de Araújo Azevedo, solteiro,
caixeiro, e Ludovina da Rocha Fernandes Pinto, casada, proprietária. // A
12/7/1916 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a
classificação de «ótimo» (Correio de Melgaço n.º 207, de
16/7/1916). // No verão de 1918 fez exame do 2.º
grau, tendo sido aprovado com distinção (Jornal
de Melgaço n.º 1220, de 24/8/1918). //
Partiu novo para Lisboa, onde morreu em 1923.
RIBEIRO, Inácio Luís. Filho de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Salgado, moradores no Louridal. Neto paterno do capitão Jerónimo
Ribeiro e de Guiomar Nunes de Figueiredo; neto materno de Gregório Salgado e de
Mariana da Rosa. Nasceu a 5/8/1770 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse
mês e ano. Padrinhos: Dr. Inácio Luís Ribeiro e sua irmã, Ana Maria Ribeiro,
todos da Vila. Testemunhas: Bento de Araújo e António Bernardo.
RIBEIRO, Jerónimo. Filho de João Ribeiro e de Maria
Monteiro. Nasceu no século XVII e foi batizado na igreja de Cristóval a
12/3/1682. // Alcançou a patente de capitão, mas suponho que começou como
soldado raso; para ser promovido como foi deve ter sobressaído na guerra que os
portugueses travaram contra os espanhóis depois de 1640. // Casou com Guiomar
Nunes de Figueiredo, filha de António Gonçalves de Figueiredo e de Maria
Rodrigues, moradores em Cristóval, concelho de Melgaço, mas naturais de
Mozelos, Paredes de Coura, e irmã do padre José Gonçalves de Figueiredo, pároco
de Cristóval. A noiva foi dotada pelo irmão e pela mãe em doze mil cruzados,
além de outros benefícios. // Foi cavaleiro professo da Ordem de Cristo e
fidalgo da Casa Real. // O casal morou em Cristóval, onde ele faleceu em 1745.
// A Confraria da SCMM acompanhou o funeral. // Com geração.
RIBEIRO, Jerónimo José. Filho de António José Ribeiro (*) e
de Caetana Maria Teixeira Salgado, moradores no Louridal, Vila. Neto paterno do
capitão Jerónimo Ribeiro, da Vila de Melgaço, e de Guiomar Nunes de Figueiredo,
de Mozelos, Paredes de Coura; neto materno de Gregório Teixeira Salgado e de
Mariana da Rosa, da Vila de Melgaço. Nasceu a 4/8/1782 (**) e foi batizado três
dias depois pelo padre João Luís Pereira Caldas. Padrinhos: Jerónimo José e
Helena, solteiros, filhos de Manuel António Fernandes Codesso, da Portela de
Paderne. // Aos onze anos de idade ficou órfão de pai. // Casou na igreja de
SMP a 13/2/1809 com Antónia Teresa, filha de Bernardo António Rodrigues e de
Rosa Antónia Gomes, residentes no lugar da Corga, Vila. Testemunhas: padre
Manuel Lopes de Azevedo, padre Francisco Xavier Torres Salgado, e João Ribeiro
de Campos, tenente da Companhia da Vila de Melgaço, todos moradores intramuros.
// Exerceram a atividade de lavradores e residiram no Louridal, freguesia da
Vila. // Enviuvou a 27/11/1853. // Pai de Carlos João (1826-1896), entre
outros. /// (*) António
José Ribeiro nasceu em Cristóval e casou na igreja de SMP a 9/10/1766; faleceu
na freguesia da Vila a 27/10/1793 e a sua viúva a 6/5/1822.
/// (**) Nasceu acidentalmente em
Paderne, na Casa da Portela (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, I
volume, p.p. 510 e 511).
RIBEIRO, João. // Nasceu no século XVII. Foi batizado em
Neiva, Viana do Castelo, a 12/3/1682 (deve ter
sido aquando do casamento). // Casou com Maria Monteiro,
batizada a 12/8/1654. // Morou na Vila de Melgaço. // Ingressou na Confraria
das Almas a 20/10/1683. // Morreu em Cristóval, Melgaço, a 14/10/1745. // Pai
de Mariana Ribeiro e do capitão Jerónimo Ribeiro.
RIBEIRO, João Batista. Filho de Cornélia (ou
Camila) Fernandes. // Natural de Pinheiro,
Vieira do Minho, distrito de Braga. // Tinha 28 anos de idade, era solteiro,
soldado de Caçadores 7, quando faleceu, a 29/6/1873, no quartel da tropa
estacionada na Vila de Melgaço, repentinamente, sendo sepultado na igreja
matriz de SMP.
RIBEIRO, João José. Filho de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Rodrigues, moradores no Louridal, Vila. N.p. de António José
Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; n.m. de Bernardo António Rodrigues
e de Rosa Antónia Gomes. Nasceu a 15/2/1823 e foi batizado na igreja de SMP
dois dias depois. Padrinhos: padre Manuel Caetano da Costa Codesso e sua irmã
Maria, residentes no Campo da Feira. // Casou na igreja de SMP a 19/1/1856 com
Maria Manuela, filha de Francisco Lopes e de Teresa Simões, do lugar de
Mendelas (ou Mandelos), Cecriños, Tui.
Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa, Luís Caetano Araújo e Azevedo, e Pedro
Alberto Teixeira. // Morreu afogado, a 15/3/1862,
depois das oito horas da manhã, nas pesqueiras da Costa, Rio Minho, próximo da
Vila. O seu cadáver apareceu (segundo constava) na paróquia de Cela, Galiza, onde foi enterrado. // Na
igreja da Vila de Melgaço fizeram-lhe um ofício, a 28/4/1862, de oito padres.
// Estava casado. // Era lavrador e morava no Louridal, freguesia da Vila. //
Deixou uma filha.
RIBEIRO, João Pedro Sales (Dr.) // Foi juiz de fora na Vila
de Melgaço entre 1778 e 1784. // Mandou construir a Fonte do Jordão, em granito
da região, tendo sido colocada na Assadura. Mais tarde deslocaram-na para a
Praça da República. // (Organização Judicial de Melgaço, de Augusto César
Esteves, p. 80).
RIBEIRO, Joaquim [José]. Filho de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Gomes Rodrigues, moradores no Louridal. Neto paterno de António
José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira; neto materno de Bernardo António
Rodrigues e de Rosa Antónia Gomes. Nasceu a 25/2/1813 e foi batizado na igreja
de SMP dois dias depois. Padrinhos: Jorge Caetano de Figueiredo e Maria Teresa,
solteira, do Campo da Feira de Fora.
RIBEIRO, José. Nasceu na Galiza. // Morou na Pedreira,
Carvalhiças, nas casas de Tomás Gomes de Abreu, da Calçada, Vila de Melgaço. //
Faleceu em SMP, no estado de casado, a 5/12/1831, e foi amortalhado em túnica
de São Francisco, e sepultado na igreja da SCMM. // Era pobre.
RIBEIRO, José António. Filho de José Ribeiro, porteiro, e de
Caetana Josefa Costa, moradores no Bairro do Carvalho. N.p. de José Ribeiro e
de Josefa Fernandes, de S. João de Crespos, Ourense; n.m. de Bernardo Costal e
de Luísa Vitória, de Melgaço. Nasceu a 30/10/1832 e foi batizado na igreja de
SMP nesse mesmo dia. Padrinhos: António Joaquim Rodrigues, sacristão, e Maria
Vaz, solteira, natural de Rouças.
RIBEIRO, José Augusto. Filho de Manuel José Ribeiro,
artista, de Prado, e de Etelvina Cândida Rodrigues, doméstica, da Vila. N.p. de
Manuel Joaquim Ribeiro e de Francisca Clara Cerqueira; n.m. de Manuel Fernandes
Rodrigues e de Ermelinda Rosa Rodrigues. Nasceu na Calçada, Vila, a 16/2/1907,
e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: José Ferreira Las Casas Junior,
solteiro, proprietário, e Júlia Cândida Esteves, solteira, proprietária. //
Faleceu em Marrocos. // Sem geração.
RIBEIRO, José Cândido. Filho de Luís Ribeiro, lavrador, e de
Maria Angélica Esteves, moradores intramuros, SMP. N.p. de Miguel Ribeiro e de
Josefa Rodrigues; n.m. Francisco José Esteves e de Joana Martins. Nasceu a
28/11/1860 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes
de Abreu, negociante, morador no CFF, e Emília de Jesus, moradora em casa de
Manuel Joaquim Vilarinho. (Ambos assinaram).
RIBEIRO, José Joaquim. Filho de Maria Manuela Ribeiro. Neto materno
de Maria Joana Ribeiro. Nasceu a 9/9/1824 e foi batizado na igreja de SMP no
dia seguinte. Padrinhos: José Manuel Gonçalves e Maria Joaquina de Almeida,
ambos da Vila de Melgaço.
RIBEIRO, José Joaquim. Filho do médico Dr. Manuel Joaquim
Gonçalves Ribeiro, natural de Lisboa, e de Maria Amélia Nunes de Castro,
doméstica, natural da Vila de Melgaço. Nasceu na Vila a 5/1/1958. // Depois do
ensino secundário empregou-se na CGD, agência de Melgaço. // Casou a --/--/1983
com Maria Duque, natural de Cousso, de quem enviuvou. // Pai de Moisés
Manuel, nascido em 1984 e falecido em 2019, e de Maria Amélia, nascida por
volta de 1986.
RIBEIRO, Luís. Filho de Miguel Ribeiro e de Josefa
Rodrigues, de Cecriños, Tui. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 21/9/1856
com Maria Angélica, filha de Francisco José Esteves e de Maria Joana Martins,
moradores intramuros. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Manuel Joaquim
Domingues. // Faleceu a 8/8/1880, em sua casa do Largo da Misericórdia, Vila de
Melgaço, com 50 anos de idade, casado, e foi sepultado no cemitério público. //
Deixou filhos.
RIBEIRO, Luís Manuel. Filho do médico Dr. Manuel Joaquim
Gonçalves Ribeiro e de Maria Amélia Nunes de Castro. Nasceu na Vila a
--/--/1972. // Em 2001, com 29 anos de idade, ainda estava solteiro; era
enfermeiro no Centro de Saúde de Melgaço.
RIBEIRO, Madalena. Filha de Francisco José Ribeiro,
alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, moradores na
Vila de Melgaço. Nasceu a --/--/19--. // Sem mais notícias.
RIBEIRO, Manuel. Filho de Luís Ribeiro e de Maria Angélica
Esteves, moradores intramuros, SMP. N.p. de Miguel Ribeiro e de Josefa
Rodrigues; n.m. de Francisco José Esteves e de Maria Joana Martins. Nasceu a
4/7/1857 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Joaquim de Sá
Vilarinho, solteiro, comerciante na Vila de Melgaço, e sua criada, Maria
Emília. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 938, de 9/7/1950: «Quando há dias
Manuel Ribeiro, guarda-fiscal da secção de Melgaço, se dirigia a esta vila,
vindo de Monção, ao chegar perto da freguesia de Valadares, daquele concelho,
surgiram-lhe em uma curva dois ciclistas, ficando um com um braço e uma perna
fraturada. O imprevidente ciclista, indo fora de mão, foi estampar-se contra a
motocicleta que seguia em direção contrária, tendo imediatamente (!) sido
conduzido para um hospital do Porto, por o seu estado ser de gravidade.»
RIBEIRO, Manuel António. Filho de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Salgado, moradores no Louridal, SMP. Neto paterno do capitão
Jerónimo Ribeiro e de Guiomapr Nunes de Figueiredo; neto materno de Gregório
Teixeira e de Mariana da Rosa. Nasceu na Vila a --/--/17--. // Casou em
Chaviães a 17/9/1801 com Maria Vitória Gomes, filha de Manuel Gomes e de Maria
Coelho da Ribeira. // Moraram no lugar do Barraço. // Enviuvou a 11/10/1841. //
Morreu a 30/5/1856.
RIBEIRO, Manuel Caetano. Filho de José Ribeiro e de Caetana
Josefa do Costal, moradores na Vila. N.p. José Ribeiro e de Josefa Fernandes,
de Crespos, Ourense; n.m. de Bernardo do Costal e de Luísa Vitória. Nasceu a
10/9/1822 e foi batizado na igreja de SMP nesse dito dia.
RIBEIRO, Manuel Cerqueira (Dr.) // Nasceu em Gove, Baião,
distrito do Porto, no século XVIII. // Casou com Lourença do Carmo Nascimento
Magalhães. // Foi juiz de fora em Melgaço no ano de 1824. Não o foi por mais
tempo porque morreu a 22/8/1824, de repente. Sepultaram seu corpo na igreja
matriz de SMP. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, p. 105).
RIBEIRO, Manuel Joaquim (Dr.) Filho de José Joaquim
Gonçalves Ribeiro e de Isaura Antunes Morgado Ribeiro. Nasceu em Lisboa por
volta de 1925. // Em reunião da Câmara Municipal de Melgaço de 20/6/1952
deliberou-se: «nomear interinamente para
exercer o cargo de médico do 1.º partido o Dr. Manuel Joaquim Gonçalves
Ribeiro, lugar que há mais de quatro anos se encontra vago por o seu titular,
Sr. Dr. Sérgio da Silva Saavedra, ter sido nomeado, também interinamente, para
o 2.º partido, visto o titular deste último partido, Sr. Dr. Cândido Augusto da
Rocha e Sá, ter ido ocupar, também interinamente, o lugar de Delegado de Saúde
deste Distrito.» Em seguida, por unanimidade, foi deliberado: - nomear
interinamente para exercer o cargo de médico do 1.º partido o Dr. Manuel
Joaquim, filho de José Joaquim Gonçalves Ribeiro e de Isaura Antunes Morgado
Ribeiro, lugar que há mais de quatro anos se encontra vago por o seu titular,
Dr. Sérgio da Silva Saavedra ter sido nomeado, também interinamente, para o 2.º
partido, visto o titular deste último partido, Dr. Cândido Augusto da Rocha e
Sá ter ido ocupar, também interinamente, o lugar de delegado de saúde deste
distrito.» // No passado dia 21, pelas 15 horas, tomou posse do lugar do 2.º
partido médico deste concelho o Dr. Sérgio da Silva Saavedra, que já vinha
desempenhando idênticas funções no 1.º partido médico. Tal facto deu-se em
virtude de há tempos ter sido provido definitivamente no lugar de delegado de
saúde distrital o Dr. Cândido Augusto da Rocha e Sá, que durante muitos anos
desempenhou neste concelho o lugar de subdelegado de saúde e médico municipal
do 2.º partido. Foi a vaga deixada pelo atual delegado distrital que deu
origem: 1.º - à transferência do 1º para o 2.º partido médico do Dr. Sérgio
Saavedra. 2.º - à nomeação interina do Dr. Manuel J. G. Ribeiro para médico
municipal do 1.º partido médico. Fica assim preenchido o quadro dos serviços de
saúde deste concelho, o que representa um benefício de real interesse. Melgaço
precisava realmente de mais um médico. O Notícias de Melgaço cumprimenta os
novos empossados e deseja-lhes muitas felicidades de um modo especial ao jovem
clínico Dr. Ribeiro, que veio agora estabelecer-se na nossa terra.» (Notícias de
Melgaço n.º 1035, de 3/08/1952). «Foi presente um requerimento em que o Dr.
Manuel Joaquim Gonçalves Ribeiro, médico interino do 1.º partido desta Câmara,
pede, para efeitos de concurso, se lhe certifique se está quite com o
município. Foi deliberado julga-lo quite com o município, considerando-se esta
ata imediatamente aprovada nesta parte.» // NM nº1038,
de 24/8/1952 (reunião da CMM de 20/8/52).
Notícias de Melgaço n.º 1040, de 28/9/1952 (reunião da C.M.M. de 5/9/52).
Afinal de contas
seria nomeado médico do 2.º partido municipal a 20/8/1952. A partir de 1954
passou a ser médico do hospital da SCMM, com o ordenado de 400$00 por mês; era
então provedor o Dr. Júlio de Lourdes Outeiro Esteves, de São Gregório (VM 1046, de 1/3/1996). //
Casou na capela do Reguengo, Peso, a 24/8/1955, com Maria Amélia, filha de
Manuel Nunes de Castro e de Ascenção Ramos Rodrigues, comerciantes. Residiram
na Rua Velha, em uma casa contígua à de Ezequiel do Vale, comerciante. //
Apesar de Maria Amélia ser dona de casa, teve sempre com ela uma empregada para
a ajudar a cuidar das crianças. // Tinha fama de bom médico. // Ficou viúvo
muito cedo, porque a esposa morreu de doença. // Lê-se no Notícias de Melgaço
n.º 1532, de 1/11/1964: «Em estado grave, seguiu em maca para a cidade do
Porto, a fim de se sujeitar a um tratamento especializado, o nosso amigo e
distinto médico municipal, senhor Dr. Manuel Joaquim Gonçalves Ribeiro. Fazemos
votos pelo restabelecimento da sua saúde.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º
1571, de 3/10/1965:
Pai
de três filhos: Maria Teresa, José Joaquim, e ------------------.
RIBEIRO, Manuel Luís. Filho de António José Ribeiro e de Caetana Maria Salgado, moradores na Vila. N.p. do capitão Jerónimo Ribeiro e de Guiomar Nunes de Figueiredo, de Cristóval; n.m. de Gregório Salgado e de Mariana Rosa, residentes na Vila. Nasceu a 4/6/1767 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. Inácio Luís Ribeiro e sua esposa, Manuela Luísa (*). Testemunhas: Fernando Rodrigues, soldado infante do destacamento da praça de Melgaço, e Lourenço Gonçalves, do mesmo destacamento. /// (*) Manuela Luísa Fernandes Codesso, moradora no Campo da Feira de Fora, faleceu a 2/10/1819, no estado de viúva.
RIBEIRO, Manuel Luís. Filho de ---------- Ribeiro e de
------------------------------. Nasceu em --------------, a --/--/19--. // Enfermeiro
no Centro de Saúde de Melgaço. // Casou com Edite Gouveia, funcionária da Caixa
Geral de Depósitos em Monção. // Pai de Ariana, nascida em 198-.
RIBEIRO, Manuel Tomaz. Filho de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Gomes Rodrigues, moradores no lugar do Louridal, Vila. Neto paterno
de António José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; neto materno de
Bernardo António Rodrigues e de Rosa Antónia Gomes. Nasceu a 13/11/1809 e foi
batizado na igreja de SMP a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Caetano e sua
mãe, Helena, moradores no Campo da Feira. // Era caixeiro de Helena Ana Ribeiro
Codesso – e morava na casa dela, no Campo da Feira de Fora – quando faleceu, a
21/12/1830, sendo o seu corpo amortalhado em hábito de São Bernardo e sepultado
na igreja matriz com ofício de dez padres. // Solteiro, sem geração.
RIBEIRO, Margarida Joaquina. Filha de José Ribeiro e de
Caetana Josefa Costal, moradores na Vila. N.p. de José Ribeiro e de Josefa
Fernandes, de Crespos, Ourense; n.m. de Bernardo Costal e de Luísa Vitória,
residentes na Rua de Baixo, Melgaço. Nasceu a 10/2/1826 e foi batizada no dia
seguinte. Padrinhos: Manuel de Barros e Margarida Joaquina de Carvalho, da
Vila.
RIBEIRO, Margarida Joaquina. Filha de ---------- Ribeiro e de
-------------------------------. Nasceu na Vila por volta de 1836. // Faleceu
no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço a 9/4/1910, com todos os
sacramentos, com 74 anos de idade, sem testamento, solteira, e foi sepultada no
cemitério municipal. // Com geração.
RIBEIRO, Maria Amélia. Filha de José Joaquim de Castro
Gonçalves Ribeiro, bancário (CGD), natural de SMP, vila de Melgaço, e de Maria
Duque, natural de Cousso. Nasceu na Vila a --/--/1986.
RIBEIRO, Maria Belarmina. Filha de Miguel Ângelo Lira
Ribeiro e de Maria Judite Rodrigues. Nasceu na Vila a 2/12/193-. //
Cabeleireira. // Casou com o seu colega de profissão, e conterrâneo,
Hermenegildo Alberto de Sousa. Têm salão em comum. // Com geração.
RIBEIRO, Maria das Dores. Filha de João José Ribeiro e de
Manuela Lopes, moradores no Louridal, SMP. N.p. de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Rodrigues, de SMP; n.m. de Francisco Lopes e de Teresa Simões,
de Cecriños. Nasceu a 24/5/1856 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos:
Manuel Joaquim de Sá Vilarinho, comerciante na Vila de Melgaço, e Helena Ana,
tia paterna da batizanda.
RIBEIRO,
Maria Fernanda. Filha de ---------- Ribeiro e de -----------. Nasceu em
-----------a --/--/1932. Faleceu na vila, SMP, (confirmar) a 19/11/2018, com 86 anos de idade (agência funerária
Mira).
RIBEIRO, Maria Florinda. Filha de Suzana Ribeiro, solteira,
galega. Nasceu a 18/5/1807 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte.
Padrinhos: Domingos José Rodrigues, morador na Vila de Melgaço, e Jerónima
Francisca Cardoso, solteira, residente no lugar da Oliveira, Vila.
RIBEIRO, Maria Joaquina. Filha de António José Ribeiro e de
Caetana Maria Teixeira Salgado, moradores no Louridal. Neta paterna do capitão
Jerónimo Ribeiro e de Guiomar Nunes de Figueiredo; neta materna de Gregório
Teixeira Salgado e de Mariana da Rosa. Nasceu a 9/9/1776 e foi batizada na
igreja de SMP a 14 desse mês e ano. Padrinho: capitão Jerónimo José Gomes de
Abreu Magalhães, da Quinta da Calçada. // Morou no Louridal. // Faleceu no
Louridal, freguesia da Vila, a 6/10/1826, no estado de solteira e sem geração.
// Deixou testamento.
RIBEIRO, Maria de Lurdes. Filha de Francisco José Ribeiro,
alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, moradores em
Melgaço. N.p. de Zeferino António Ribeiro e de Francisca Rosa de Oliveira; n.m.
de Florinda Lira. Nasceu na Praça do Comércio, Vila de Melgaço, a 8/9/1906, e
foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Hermenegildo José Solheiro,
solteiro, proprietário, e Maria Leonor Gonçalves da Mota, solteira,
proprietária. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau, obtendo a
classificação de «ótima». Nesse dia fizera também exame: Duartina Gomes de
Barros «ótima», Rosalina Madalena Fernandes «ótima», Seladina Augusta da Silva
«ótima», entre outras (Correio de Melgaço n.º 157, de
18/7/1915). // A 10/8/1917 fez exame do 2.º grau
e ficou aprovada (JM 1170).
// Casou a 17/1/1934, na Conservatória do Registo Civil de Monção, com Manuel
António Pires. // Enviuvou a 26/8/1968. // Faleceu em Messegães, Monção, a
17/12/1986.
RIBEIRO, Maria de Lurdes (Gigi). Filha de Miguel Ângelo Lira Ribeiro e de Maria Judite
Rodrigues. Neta paterna de Francisco José Robeiro e de Maria Joaquina Lira;
neta materna de Mercedes dos Prazeres Rodrigues. Nasceu na Vila de Melgaço a
--/--/194-. // Casou com o seu conterrâneo, Manuel José Rodrigues, filho de
Henrique Manuel Rodrigues (Rique Niceto) e de Maria Bernardete Domingues. //
Emigrou com o marido para França. // Mãe de Marco.
RIBEIRO, Maria de Nazaré. Filha de Francisco José Ribeiro, alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, Monção. Neta paterna de Zeferino António Ribeiro e de Francisca Rosa de Oliveira; neta materna de Florinda Lira. Nasceu na Vila, SMP, a 18/12/1916 (Correio de Melgaço n.º 183, de 23/1/1916). // Costureira. // Casou a 7/3/1943 com João Manuel, de Arcozelo, Ponte de Lima, cabo da Guarda-Fiscal, filho de João António Lima e de Maria Madalena Sousa. // O casal residiu em prédio próprio, sito na Rua Direita, SMP, perto da antiga cadeia e tribunal, mais tarde Solar do Alvarinho. // Faleceu a --/--/----. // Mãe de Henrique Lima, nascido no ano de 1945.
RIBEIRO, Maria Otília. Filha de João Ribeiro e de Ilda Augusta Rodrigues. Nasceu na Vila a --/--/1937. // (Notícias de Melgaço n.º 372). // Partiu para Lisboa, onde casou com Rogério Fernandes, funcionário da Caixa de Previdência, filho de Maria dos Anjos Fernandes, da Vila de Melgaço, e de Bernardo Esteves, do Peso, Paderne. // Moraram na Damaia e em Belas. // Mãe de João Manuel, nascido a 12/6/1959.
RIBEIRO, Maria Teresa. Filha de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Gomes Rodrigues, moradores no Louridal, Vila. Neta paterna de
António José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; neta materna de
Bernardo António Rodrigues e de Rosa Antónia Gomes, do lugar da Oliveira.
Nasceu a 9/6/1817 e foi batizada na igreja de SMP a 12 desse mês e ano.
Padrinhos: Manuel Caetano da Costa Codesso, clérigo in minoribus, e sua irmã,
Maria Teresa, residentes no Campo da Feira de Fora. // Deve ter morrido ainda
bebé.
RIBEIRO, Maria Teresa. Filha de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Rodrigues, moradores no Louridal, Vila. Neta paterna de António
José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; neta materna de Bernardo
António Rodrigues e de Rosa Antónia Gomes. Nasceu a 9/8/1820 e foi batizada na
igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: João Vicente, solteiro, morador no
Campo da Feira, e sua irmã Maria Teresa, solteira.
RIBEIRO, Maria Teresa. Filha de José Ribeiro, porteiro da
Vila, e de Caetana Josefa do Costal, moradores intramuros. N.p. de José Ribeiro
e de Josefa Fernandes, de Crespos, Ourense; n.m. de Bernardo Costal e de Luísa
Vitória (Formiga).
Nasceu a 3/12/1829 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte pelo
coadjutor padre Bernardino José Gomes. Padrinhos: João José Álvares de Barros,
residente no Campo da Feira de Fora, e Maria Vaz, solteira, moradora na
Calçada.
RIBEIRO, Maria Teresa (Dr.ª) Filha do médico Dr. Manuel
Joaquim Gonçalves Ribeiro e de Maria Amélia Nunes de Castro, doméstica. Nasceu
na Vila de Melgaço a --/--/1956 (ou 1957). // Tirou o Curso de Medicina. //
Mais tarde montou consultório em Melgaço. // Casou com o Dr. António José Rodrigues
(ver em São Paio), filho de Manuel António Rodrigues e de Julieta de Nazaré dos
Santos Lima, médico ortopedista em Viana do Castelo. // Morreu nova.
RIBEIRO, Mariana. Filha de João Ribeiro e de Maria Monteiro.
Nasceu no século XVII. // Ingressou na Confraria das Almas da Vila a 13/4/1698,
pagando duzentos réis de joia. // Casou na igreja de SMP com António Gomes. //
Mãe do padre António Gomes Ribeiro.
RIBEIRO, Mariana Gertrudes. Filha de Jerónimo José Ribeiro e
de Antónia Teresa Rodrigues, moradores no Louridal. N.p. de António José
Ribeiro e de Caetana Maria; n.m. de Bernardo Rodrigues e de Rosa Maria Gomes.
Nasceu a 26/2/1815 e foi batizada na igreja de SMP a 2 de Março desse ano.
Padrinhos: António Manuel Gomes e sua irmã Maria Josefa (representada por Maria
Fernandes, solteira, moradora intramuros), residentes no lugar da Oliveira.
RIBEIRO, Melchior Luís (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço
de 1833 a 1834; daqui partiu para Monção. // (Organização Judicial de Melgaço,
de ACE, p. 110).
RIBEIRO, Miguel Ângelo. Filho de Francisco José Ribeiro,
alfaiate, e de Maria Joaquina Lira, doméstica, ambos de Messegães, Monção,
moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Zeferino António Ribeiro e de Francisca
Rosa Oliveira; n.m. de Florinda Rosa Lira. Nasceu na Praça da República a
20/4/1914 e foi batizado a 2 de Outubro desse ano. Padrinhos: Dr. Augusto César
Esteves, solteiro, notário, e Anésia Esteves, solteira, proprietária. //
Exerceu a profissão de alfaiate. // Casou com Maria Judite Rodrigues (Ratinha),
filha de Mercedes dos Prazeres Rodrigues. // Ficou famoso no concelho devido às
suas brincadeiras. Quando alguém se queixava com dores, logo os "malandrecos" aconselhavam: «vá ao Ângelo, ele tem o remédio para os seus males.» O incauto
ia ter com o alfaiate, convencido de que este possuía de facto alguma mezinha
para o seu mal, mas logo percebia que não passava de uma brincadeira, pois o
que o Ângelo lhe mostrava, dentro de uma caixa de sapatos, era um boneco das
Caldas. O ingénuo ficava zangado, mas acabava quase sempre por perdoar. Também
havia os sisudos, menos tolerantes, e aí tinha de ouvir nomes desagradáveis,
mas tudo fazia parte da paródia. // Deixou este mundo em Fevereiro de 1999, no
estado de viúvo. Estava internado no Lar Pereira de Sousa (A Voz de Melgaço n.º 1110 e A Voz de Melgaço n.º 1111, de
15/2 e 1/3/1999). // Com geração.
RIBEIRO, Moisés Manuel. Filho de José Joaquim de Castro Gonçalves Ribeiro, empregado da Caixa Geral de Depósitos, natural da Vila, e de Maria Duque, natural de Cousso. Neto paterno do Dr. Manuel Joaquim Gonçalves Ribeiro e de Maria Amélia Nunes de Castro; neto materno de Manuel Luís Duque e de Maria Armanda Rodrigues. Nasceu na Vila de Melgaço a 3/6/1984. // Em 2001 frequentava o 12.º ano na Escola Secundária de Melgaço. // Segundo consta, não tirou um curso superior. Optou por trabalhar em Penso, Melgaço, na zona industrial. // Morreu por volta das três horas da madrugada (hora portuguesa), do dia 3/2/2019, em um desastre de automóvel ocorrido em Arbo, perto da ponte do Peso; ia ao lado do condutor, também melgacense, o qual ficou ferido. O jovem que conduzia o automóvel, Francisco Miguel Durães, filho do Dr. Aladino (ver em São Paio) tinha trinta e dois anos de idade; como acusou álcool no sangue, ficou detido em Espanha. O carro caiu de uma altura de vários metros, só parando na linha do comboio.
RIBEIRO, Olívia. Filha de Alfredo Ribeiro e de Deolinda
Maria Alonso, tendeiros. Nasceu em Cerdal, Valença, a 28/6/1928. // Ainda
jovem, veio com seus pais para Melgaço. // Tinha pouco mais de vinte anos
quando se apaixona por Oliveiros Joaquim Domingues, nascido no Arrochal, Prado,
nos inícios de 1927, casado, e com filhos. // Vai com ele para Angola a
3/3/1953. // Após vencer algumas dificuldades, torna-se comerciante em Lobito.
// Depois da morte de Maria Higina, esposa de Oliveiros Joaquim, decidem casar.
// Em finais de Julho de 1975, devido à descolonização, regressam a Portugal.
Instalaram-se na capital do país, salvo erro. Passado algum tempo fixam residência
em Melgaço, mais propriamente no lugar do Arrochal, continuando a sua atividade
comercial. Ele também era taxista, com carro próprio. // Enviuvou em 2007. //
Residiu sozinha, visto que não teve filhos, na Avenida Salgueiro Maia, Vila de
Melgaço, em um prédio de apartamentos. Depois de resolvido o problema das
partilhas, foi morar no Arrochal, Prado, onde faleceu a 1 ou 2/9/2014.
RIBEIRO, Rosa Cândida. Filha de Jerónimo José Ribeiro e de
Antónia Teresa Rodrigues, lavradores. Nasceu a --/--/183-. // Casou com
Francisco Esteves. // Faleceu no Louridal, Vila, a 8/7/1911, com 74 anos de
idade. // Com geração.
RIBEIRO, Salvador (Dr.) // Foi juiz de Direito na comarca de
Melgaço em 1907 e em 1908 (JM 688, de
20/6/1907, e JM 729, de 9/4/1908). // Em
1914 era juiz de direito em Paredes de Coura; nesse ano foi promovido à 2.ª
classe e colocado em Estremoz (Correio de Melgaço
n.º 104, de 23/6/1914).
RIBEIRO, Teresa. // Foi criada de servir de Manuel Joaquim
de Sá Vilarinho, comerciante na Vila de Melgaço. // Faleceu em SMP, a
31/3/1857, sendo sepultada na igreja matriz com ofício de 17 clérigos e música,
tudo pago pelo seu patrão. // continua...