sábado, 14 de fevereiro de 2026

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia da Vila (SMP)

Por Joaquim A. Rocha





                                 MAGARINHOS

 

MAGARINHOS, Dolores. Filha de -----------  // Nasceu em Ponteareias, Galiza. // Morou na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, onde exerceu, salvo erro, a profissão de funileira! // Faleceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço a 25/1/1900, com todos os sacramentos, sem testamento, no estado de viúva, com filhos, e foi sepultada no cemitério municipal.

 

MAGARINHOS, Manuel Francisco. Filho de Alexandra Magarinhos, viúva, de Ponte Areas, Galiza. Neto materno de André Magarinhos e de Maria Rodrigues, galegos. Nasceu em SMP a 31/10/1858 e foi batizado nesse mesmo dia. Padrinhos: Manuel Francisco Ferreira e sua mulher, Clara Rosa Gonçalves, de Remoães.       

 

MALHEIRO

 

MALHEIRO, Amândio. Filho natural de Henriqueta Alves Malheiro, solteira, e, segundo consta, de Amândio Araújo (Maneco do Simão), também solteiro, nascido no Brasil, a residir em Melgaço na Vivenda Iracema. Nasceu na Vila a --/--/1932 (Notícias de Melgaço n.º 141, de 28/2/1932, e NM 142, de 6/3/1932). // Morreu com apenas quarenta dias de vida. 

    

MALHEIRO (*), Amândio (**). Filho de Henriqueta Alves Malheiro. Nasceu na Vila em finais de 1933 ou inícios de 1934 (NM 220, de 21/1/1934). // Faleceu na Vila a --/--/1934, com apenas quatro meses de idade (NM 231, de 6/5/1934). /// (*) Aquando da sua morte, o jornal atribui-lhe o apelido Calheiros. /// (*) Aquando do seu nascimento o jornal atribui-lhe o nome de Amâncio.

 

MALHEIRO, Armando Joaquim (Requitau). Filho de Henriqueta Alves Malheiro, solteira, moradora na Vila de Melgaço. Neto materno de Rodrigo Alves Malheiro e de Antelmina (ou Etelvina) Leontina da Costa. Nasceu na Vila a 12/10/1921 e foi batizado na igreja a 23 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Germano Rodrigues Alves (Carabel), natural de Castro Laboreiro, e Aurora Rodrigues, natural de São Paulo, Brasil, proprietários, residentes em São Julião, Vila. // Depois da 4.ª classe foi aprendiz de sapateiro na Calçada, perto da loja do Ezequiel, com Zorobabel M. Rodrigues, e depois com Domingos da Rocha. // Logo que regressou do serviço militar montou oficina própria, no Largo Hermenegildo Solheiro, onde mais tarde o Gildo (Hermenegildo de Sousa) teve um Salão de Cabeleireiro. // Consta que foi um bom jogador de futebol. // Casou a 20/1/1945 com Maria do Carmo Lopes, natural de Vila Nova de Cerveira. Testemunhas: Amândio Araújo e Francisco Augusto Igrejas. // Vendo que o ofício de sapateiro mal dava para comer, resolveu emigrar na década de 50 ou 60 para França, chamando para a sua beira, logo que pôde, a família. Nesse país chegou a ser árbitro da 2.ª divisão, salvo erro. // Em 2000 contribuiu com 10.000$00 para os BVM, a fim de estes restaurarem o quartel velho (VM 1151). // Morreu em França por finais de Julho de 2013. // A sua viúva faleceu em Tours, França, em finais do ano de 2017, com 97 anos de idade. // É pai de duas filhas, nascidas em Melgaço. // Em 2000 já tinha um bisneto.   

 

MALHEIRO, Henriqueta. Filha de Rodrigo Alves Malheiro e de Antelmina Leontina da Costa. Nasceu por volta de 1890. // Foi mãe solteira de Armando Joaquim Alves Malheiro, nascido a 12/10/1921, sapateiro na Vila de Melgaço e depois emigrante em França, e de Amândio Alves Malheiro, nascido em 1932 e falecido ainda bebé, gerado por Amândio Araújo (Maneco do Simão), nascido no Brasil em 1913, solteiro, nessa altura a residir em Melgaço, com quem viveu maritalmente durante algum tempo na Vivenda Iracema, sita na Vila. // Faleceu «após doloroso sofrimento», e confortada com os sacramentos da igreja católica, a 27/4/1948, com cinquenta e oito anos de idade (ver Notícias de Melgaço n.º 856, de 2/5/1948).    

 

MALHEIRO, Maria Armanda (Dr.ª) Filha de Armando Joaquim Alves Malheiro e de Maria do Carmo Lopes. Nasceu na Vila a 5/12/1945. // Emigrou para França, onde exerceu a profissão de economista (VM 1079). // Em 1999 visitou a Vila de Melgaço; veio com seus pais (VM 1125). 

 

MALHEIRO, Maria Henriqueta. Filha de Armando Joaquim Alves Malheiro e de Maria do Carmo Lopes. Nasceu na Vila a 28/6/1948. // Emigrou para França.

 

MALHEIRO, Rodrigo. Filho de António José Alves Malheiro, oficial de diligências (defunto) e de Ana de Sousa, de Ganfei, Valença, residente em Monção. Nasceu na freguesia de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção, por volta de 1856. // Tinha 27 anos de idade, era solteiro, sapateiro, morava na dita Vila, quando casou na igreja de SMP a 3/5/1883 com Antelmina Leontina, de 25 anos de idade, solteira, nascida na freguesia do Salvador, Arcos de Valdevez, filha de José Jerónimo da Costa, sapateiro, e de Maria do Cabo da Silva, moradores em Melgaço. No ato religioso declararam que reconheciam por seu filho a Simplício, de dezasseis meses, o qual se achava presente. Testemunhas: padre Elias de Jesus Marques, natural de Prado, e Caetano Celestino de Sousa, sacristão.

 

MALTEZ

 

MALTEZ, Américo (Dr.) Filho de Alexandre Quinciano Maltez e de Ana de Freitas Coutinho. Nasceu na freguesia de Margaride, Felgueiras, por volta de 1888. // A 6/1/1916 tomou posse do lugar de delegado do Procurador da República em Melgaço; vinha de Almada (Correio de Melgaço n.º 181, de 9/1/1916). // Partiu para Felgueiras de visita em Janeiro de 1918 (JM 1193, de 2/2/1918). Nesse ano foi anunciado o seu casamento com Maria Elvira, nascida no Brasil por volta de 1896, filha de Afonso Pereira Nunes, de Varziela (JM 1207, de 25/5/1918). // Em 1918 foi promovido à segunda classe e transferido para Lousada; para o substituir vinha da Alfândega da Fé o Dr. Carlos Augusto Fontes Saavedra, natural de Valença. Os seus amigos de Melgaço ofereceram-lhe um jantar de despedida no hotel Quinta do Peso (JM 1217, de 3/8/1918). // Voltou a Melgaço, como juiz de direito, nos anos de 1925 e 19--. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 7, de 7 de Abril de 1929: «Foi ultimamente promovido à 2.ª classe o meretíssimo juiz de direito desta comarca, senhor Dr. Américo de Freitas Coutinho Maltez, sendo colocado, muito a seu gosto, na vizinha comarca de Monção. Se é certo que sentimos profundamente a sua ausência, nem por isso deixamos de felicitá-lo, porque o Notícias de Melgaço não ignora o muito que o digno magistrado fez por esta terra, interessando-se pelo seu progresso, a par da honestidade e elevado carácter que sempre revelou. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1431, de 8 de Abril de 1962:

 

 

MALTEZ, Maria Helena (ou Selena). Filha do Dr. Américo de Freitas Coutinho Maltez e de Maria Elvira Nunes. N.p. de Alexandre Quinciano Maltez e de Ana de Freitas Coutinho; n.m. de Afonso Pereira Nunes e de Elvira Luísa Teixeira. Nasceu na Vila de Melgaço a 1/2/1926. // Casou na igreja do Sameiro, Braga, a 12/4/1956 com Fernando Augusto Cardoso Ribeiro, natural da freguesia de Eiras, Chaves. // Enviuvou a 8/10/1981.  

 

 

MANSA (?)

 

MANSA (?), Maria Guilhermina de Jesus. Filha de Maria Rosa (Mansa?), moradora no sítio do Forte, Vila de Melgaço. N.m. de Maria Manuela (Mansa?), solteira, de Desteriz, Galiza. Nasceu em SMP a 18/5/1854 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: José Luís Soares Calheiros, solteiro, e Maria do Carmo, tia materna da batizanda, casada com Caetano Alves (Gaiteiro), moradores na Calçada.  

 

*

 

MANUEL JOAQUIM. Filho de Rufina Exposta. Nasceu em Valadares, Monção, a --/--18--. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 117, de 12/7/1931: «Posse – no dia 6 deste mês, tomou posse do comando da secção da Guarda-Fiscal o senhor alferes Manuel Joaquim, que vinha exercendo iguais funções em Valença do Minho. O novo empossado é um oficial inteligente e reto, que tem deixado, por onde tem passado, somente amizades e admiradores do seu caráter. Quase nosso conterrâneo, pois que é natural do vizinho concelho de Monção, e de uma freguesia próxima ao nosso, receba Sua Ex.ª os nossos cumprimentos de boas vindas.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 138, de 7/2/1932: «Acaba de ser promovido ao posto de tenente o distinto alferes da Guarda-Fiscal, senhor Manuel Joaquim, digno comandante da secção do nosso concelho. A promoção do distinto oficial ao posto imediato não nos surpreendeu, pois que a esperávamos já há tempos. Agora só nos resta enviar-lhe os nossos cumprimentos e fazer votos para que continue por muitos anos a ocupar o espinhoso cargo que lhe está confiado.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 141, de 28/2/1932: «Pelo distintíssimo tenente, senhor Manuel Joaquim, digno comandante da Secção da Guarda-Fiscal, foram enviados ao poder judicial José Francisco Bernardo e Luís Manuel Esteves, ambos da freguesia de Cristóval, por - em São Gregório - resistirem e desobedecerem às praças da mesma guarda, quando estas conduziam para o posto fiscal uns bois a fim de se certificarem a quem pertenciam e qual o seu destino legal.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 152, de 5/6/1932: «A fim de ver as obras que andam no posto da GF em São Marcos, esteve ali o senhor Manuel Celestino Cruz, distinto capitão de infantaria e digno comandante da 3.ª companhia. Vinha acompanhado do senhor Manuel Joaquim, distinto tenente da GF e comandante da secção no nosso concelho. Retiraram muito satisfeitos, pela maneira como encontraram o serviço.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 160, de 7/8/1932: «Pela Guarda-Fiscal vem sendo feita uma forte vigilância sobre os traficantes de contrabandos, lutando estes com enormes dificuldades para o internar dentro do país e mesmo no seu trânsito cá dentro, como o provam as constantes e boas apreensões ultimamente feitas em Valadares pelos distintos tenentes da GF senhores Manuel Joaquim e Barroso Lopes, bem como o senhor Manuel Celestino Cruz, digníssimo capitão e comandante da 3.ª companhia.» // A. Certo. // Em 1933 ainda exercia o comando da Secção da Guarda-Fiscal em Melgaço, com a patente de tenente (Notícias de Melgaço n.º 196, de 28/5/1933). // Em 1935 pediu em casamento Margarida Augusta, natural de Prado, Melgaço, filha de Gaspar Gomes Pinheiro e de Marcelina Pereira de Lima Bacelar (NM 269, de 28/4/1935). Casaram na igreja de Messegães a 29/7/1935 e ficaram a morar na Vila de Melgaço (Notícias de Melgaço n.º 282, de 18/8/1935). // A 1/7/1936 tomou posse de comandante da Guarda-Fiscal de Melgaço o tenente Fernando José Lopes, nascido em 1894. // No Notícias de Melgaço n.º 851, de 14/3/1948, jornal que ele (Manuel Joaquim) passa a assinar, confirma-se que era natural de Valadares. Em 1949 morava nessa freguesia de Monção (Notícias de Melgaço n.º 892, de 13/3/1949). // Enviuvou a 10/12/1950. // Morreu em Messegães a 22/3/1957 e foi sepultado no cemitério de Ceivães. // Ele era irmão (!) de Maria de Sousa, casada com António Torres, industrial na Valinha, Monção.

 

*

 

MARIA DO CARMO. // Faleceu na Vila a --/--/1933, com setenta e cinco anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 201, de 16/7/1933).

 

MARIA MADALENA DO SACRÁRIO. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 952, de 22 de Outubro de 1950:

 

 

MARINHO

 

MARINHO, Adão. Filho de António [de Azevedo] Ferreira (ou Ribeiro) Marinho e de Rosa Ribeiro Pimenta. Nasceu em Joane, Famalicão, por volta de 1915. // Veio para Melgaço ainda novo, e empregou-se na Loja Nova, propriedade da família Esteves (António Joaquim Esteves & Filhas). // Em 1948 o seu irmão, Dr. Álvaro Ribeiro Marinho, médico, pediu para ele a mão da namorada (Notícias de Melgaço n.º 874, de 3/10/1948). Casaram a 17/1/1949. A noiva chamava-se Sergina, era filha do médico Dr. Sérgio da Silva Saavedra e de Maria Angélica Morais. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1007, de 5/1/1952: «

 

 

     No entanto, abriu na Praça da República, Melgaço, perto da Farmácia Durães, um armazém de venda por grosso: bacalhau, entre outras coisas. Em 1990 esse estabelecimento comercial estava em trespasse. // Tal como seu sogro, na casa do qual residia, sita na Rua Velha, também ele era homem de poucas falas. // Morreu a 25/9/1994. // Deixou viúva, três filhos, noras, netos…   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                        ---------------------------------------------------------------

 

MARINHO, Adélia Áurea (*). Filha de Teresa de Jesus, solteira, moradora em Corujeiras, Vila, e de Inocêncio José Marinho, solteiro. Nasceu a 23/1/1894 e foi batizada na igreja de SMP a 3 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Abrízio Gualdino Ferreira, casado, e Adélia Augusta Gonçalves, solteira, das Carvalhiças, ambos da Vila. // Faleceu na freguesia de São José, Lisboa, a 2/11/1974. // Com geração. /// (*) Foi legitimada pelo casamento de sua mãe com seu pai, ocorrido a 3/7/1905, na igreja de SMP. 

 

MARINHO, Alexandrina Augusta. Filha de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus. Nasceu na Vila de Melgaço a 17/1/1897 e foi batizada a 24 desse mês e ano. // Faleceu também na Vila, a 12/7/1917. 

 

MARINHO, Alvarina. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes na Assadura, SMP. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho; n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 2/11/1893 e foi batizada a 18 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Dias, casado, tio da batizanda, e mulher, Silvéria Gonçalves Maia, moradores na Assadura. // Faleceu a 26/11/1893.

 

MARINHO, Álvaro Jorge. Filho de Adão Gonçalves Azevedo Marinho, comerciante, e de Sergina Morais Frias Saavedra, doméstica. Neto paterno de António Ferreira Marinho e de Rosa Ribeiro Pimenta; neto materno do Dr. Sérgio da Silva Saavedra e de Maria Angélica Morais. Nasceu na Vila a 12/1/1950. // Depois da 4.ª classe saiu de Melgaço a fim de estudar. // Frequentou o Curso de Economia, desistindo quase no final, salvo erro. // Foi empregado administrativo em uma escola. // Casou com Maria Isabel da Costa Lobo Maia. // Penso que reside no Porto, ou arredores.  

 

 

 

 

 

 

                          

 

MARINHO, Ana. Filha de José Marinho e de Brandina Marinho, de Alveios, Galiza, moradores em Melgaço. N.p. de Ângela Marinho, de São Miguel de Carvalheda, Tui; n.m. de José Marinho e de Jacinta Alves, de Alveios, Tui. Nasceu por volta de 1847. // Tinha 28 anos de idade, morava no Louridal, quando casou na igreja de SMP a 12/2/1875 com Augusto Cândido Lourenço, de 24 anos de idade, solteiro, filho de José Delfim Lourenço e de Genoveva Maria de Sousa, do lugar dos Moinhos, SMP; neto paterno de Manuel Fernandes e de Maria Bento Lourenço, de Santa Cristina, Galiza; e neto materno de Maria Rosa, solteira, de Badim, Monção. // Faleceu a --/--/1---. // O seu viúvo morreu na Vila a 16/7/1920. // Mãe de Lucrécia Cândida Lourenço.       

 

MARINHO, Ana Joaquina. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias. Nasceu a 8/12/1878, antes de seus pais se matrimoniarem. // (ver, na Vila, Ana Joaquina Dias). 

 

MARINHO, Angelina Cândida. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes na Assadura, SMP. Neta paterna de José Marinho e de Brandina Marinho (defuntos); neta materna de António Joaquim Dias, ferreiro, e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 11/10/1882 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim de Sousa, alfaiate, e Maria Joaquina Sarandão, lavradeira, solteiros, de SMP. // Casou na igreja de SMP a 4/4/1907 (na CRCM deve ter casado a 28 de Março) com Adriano Augusto da Costa, de vinte e um anos de idade, nascido na cidade do Porto, filho de Olímpia Rosa Alves da Costa. // Faleceu na Vila a 30/7/1933. // O seu viúvo voltou a casar, agora com Lucrécia da Costa Velho, mas deste matrimónio não houve filhos. // Mãe de Fabiano Costa, entre outros. 

 

MARINHO, António. Filho de Francisco da Rosa e de Isabel Falcoa Marinho, salvo erro. // Foi capitão das ordenanças, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço em 1683, cavaleiro da Ordem de Cristo, etc. // Em 1689 era escrivão das sisas (OJM, de ACE, p. 125). // Faleceu a 21/2/1705.

    

MARINHO, António Augusto (Chencho). Filho de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus, lavradores, de SMP. Nasceu na Pigarra, Vila, a 30/6/1909, e foi batizado a 2 de Julho desse ano. Padrinhos: António Joaquim de Sousa, solteiro, criado de servir, e Fausta Cândida Marinho, solteira, criada de servir. // Casou na CRCM a 7/5/1932 com Albina de Jesus, filha de Manuel Joaquim de Carvalho e de Maria Esteves. // Foi negociante em carnes; comprava cabritos, abatia-os, e depois vendia a sua carne a particulares e aos talhos. A pele dos animais vendia-as a uma fábrica de curtumes, salvo erro. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1032, de 13/7/1952 (reunião de 5/7/1952):

 

 

     A 2/11/1966 foi admitido como irmão da SCMM; fora sacristão da mesma no tempo em que Duarte Augusto de Magalhães era provedor. // Era um homem das arábias: um dia, já com cerca de quarenta anos de idade, meteu-se a caminho da França, a pé, arranjou por lá um razoável pé-de-meia, graças a um trabalho duro de várias horas diárias, a uma alimentação de segunda categoria, a um alojamento péssimo, e a muita poupança. Só voltou de lá com cerca de setenta anos de idade, e com uma pensão. Uma das primeiras coisas que fez quando chegou, foi comprar uma pequena quinta perto do regato da Pontepedrinha a José do Vale, a qual trabalhou com garra. Produzia vinho, milho, etc. // Morreu no Lar Pereira de Sousa a 16/1/1995. // A sua viúva finou-se a --/2/2000. // Com geração. 

 

MARINHO, António Augusto. Filho de António Augusto Marinho e de Albina de Jesus Carvalho. Nasceu a --/--/1944 (confirmar). // Antes do serviço militar emigrou. // Casou com Natividade. // Em 2000 visitou Melgaço (VM 1138). // Faleceu na Austrália a 30/7/2003. // Pai de Natália e de Nicole.  

 

MARINHO, Arnaldo José. Filho de João Cândido Marinho, natural da Vila, e de Maria Delfina Dias, natural de Paços. // (confirmar a freguesia de seu nascimento; em 1935, aquando da morte de sua mãe, ele estava vivo). 

 

MARINHO, Artur José (Cartucho). Filho de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus, camponeses. Neto paterno e neto materno de avós incógnitos. Nasceu na Pigarra, Vila, a 1/3/1907, e foi batizado na igreja de SMP a 4 desse mês e ano. Padrinhos: João Cândido Carvalho, solteiro, artista, e Vitalina Marinho, solteira, criada de servir. // Casou a 30/4/1931, em Filgueira, Creciente, Pontevedra, com Saturnina Rebolho Martins, natural daquela terra galega, e passou a residir em Galvão. // Foi soldado da G.N.R. // Faleceu na Vila de Melgaço a 22/11/1967. // Pai de Teresa de Jesus e de Isaura Augusta. // Sogro de Manuel Oceano Gomes de Sousa, guarda-fiscal, e de Manuel Maria Pereira.    

 

MARINHO, Brandina. Filha de José Marinho e de Jacinta Alves, de Alveios, Tui. // Faleceu em sua casa do Louridal, SMP, a 14/2/1882, com 59 anos, casada com José Marinho, e foi sepultada no cemitério municipal. // Lavradeira. // Deixou filhos.    

 

MARINHO, Camila. Filha de ---------- Marinho e de --------------------------------. Nasceu em --------, a --/--/18--. // Faleceu no lugar da Corga, Vila, a --/--/1927, com 90 anos. 

 

MARINHO, Diogo António. Filho de Bento Pereira Marinho, de Braga «o qual usava do ministério da cirurgia nesta freguesia da Vila [de Melgaço], e mais comezinhas.» // Faleceu solteiro, a 26/11/1811.

 

MARINHO, Emília. Filha de José Marinho e de Brandina Marinho, caseiros em Galvão (e no Rio do Porto?). N.p. de Ângela Marinho, solteira; n.m. de José Marinho e de Jacinta Alves, de Alveios, Tui. Nasceu a 21/11/1852 e foi batizada a 23 desse mês. Padrinhos: Manuel Marinho, tio paterno da criança, e Violante Gonçalves, solteira, caseiros na Quinta de Corujeiras, Vila.

 

MARINHO, Emília dos Anjos. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes no lugar da Corga, SMP. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho (defuntos); n.m. de António Joaquim Dias, ferreiro, e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 9/9/1884 e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: José Manuel Rodrigues e Emília dos Anjos Marinho, lavradores, de SMP.   

 

MARINHO, Fausta Cândida (*). Filha de Inocêncio José Marinho, lavrador, e de Teresa de Jesus, criada de servir, moradora na Vila, solteiros. Nasceu nas Carvalhiças a 10/8/1891 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Paulo José da Cunha, solteiro, lavrador, e Hermínia Cândida Gonçalves, solteira, lavradora, ambos da Vila. // Casou a 4/2/1939 com José Rodrigues (Zé Barrenhas), solteiro, de 28 anos de idade, também da Vila. // Residiram perto da igreja da Misericórdia. // Era uma mulher magra e ágil; tinha uma horta, que trabalhava diariamente. // Faleceu na Vila de Melgaço a 13/6/1976. /// (*) Foi legitimada pelo casamento de sua mãe com seu pai, contraído a 3/7/1905.

 

MARINHO, Fausta Cândida. Filha de António Augusto Marinho e de Albina de Jesus de Carvalho. Nasceu na Vila de Melgaço, SMP, a --/--/1934 (Notícias de Melgaço n.º 238, de 8/7/1934). // Casou a 18/1/1959 com Manuel Abreu, alfaiate, natural de Paderne. // Parece que residiu no lugar do Peso. // Faleceu a --/09/2023, com 89 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/10/2023).  

 

MARINHO, Georgina Cândida. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes no lugar da Assadura. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho, moradores no lugar do Louridal; n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 13/9/1880 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim de Sousa, alfaiate, e Georgina Cândida Soares Calheiros, da Vila. // Casou na igreja de SMP a 3/12/1905, com Mâncio Rosa, de 24 anos de idade, filho de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, oficial de diligências e depois fiscal do matadouro. // Ambos faleceram na Vila: o seu marido a 26/1/1957 e ela a 17/2/1961. // Nos últimos anos da vida moraram no Bairro do Carvalho, perto das muralhas do castelo. // Com geração.   

 

 

 

 

 

 

 

                     

 

MARINHO, Geraldina dos Anjos. Filha de Adélia Isaura Marinho, criada de servir. Neta materna de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus Exposta. Nasceu na Vila a 8/5/1915 e foi batizada a 27 de Outubro desse ano. Padrinhos: António Alves, solteiro, negociante, e Fausta Cândida Marinho, solteira, criada de servir. // Casou a 13/1/1935 na Conservatória do Registo Civil do Montijo com Álvaro Maria de Oliveira. // O seu marido morreu a 10/5/1987. // Ela faleceu no Montijo a 7/6/2000.

 

 

MARINHO, Hernâni José. Filho de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes na Assadura. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho; n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 16 de Janeiro ou 16/2/1897 e foi batizado na igreja de SMP a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José Ferreira Las Casas, casado, proprietário, e Maria Escolástica Las Casas, solteira.

 

MARINHO, Inocêncio José. // Foi exposto na roda de Melgaço por volta de 1847. // Trabalhador rural. // Casou em primeiras núpcias com Maria Teresa de Jesus, exposta em Valadares, concelho de Monção, de quem enviuvou (*). // Viveu depois maritalmente durante anos com Teresa de Jesus, solteira, também exposta na roda, por volta de 1871, com quem casou na igreja de SMP a 3/7/1905 – ele tinha então 58 anos de idade e ela 34 anos, legitimando seus filhos perante a lei. Testemunhas da boda: Belchior Herculano da Rocha e João Batista dos Reis, ambos expostos. // Faleceu a 9/2/1919. // Pai de Vitalina, de Fausta Cândida, de Adélia Áurea, de Alexandrina Augusta, de Liceu Cândido, de Jesufina Herculana, de João António, e de Óscar Augusto. /// (*) Maria Teresa de Jesus faleceu na sua casa da Rua da Misericórdia, SMP, a 5/6/1904, com 69 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço.

 

MARINHO, Inocêncio José. Filho de António Augusto Marinho e de Albina de Jesus Carvalho. Nasceu na Vila a --/--/1936 (ou 1937). // Antes do serviço militar emigrou para a Austrália. // Veio à terra casar com Maria de Lurdes, filha de David Augusto Oliveira e de Constança Esteves, caseiros do Dr. Esteves. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1559, de 20/6/1965: «No passado domingo, 13 do corrente, realizou-se nesta Vila e na igreja do convento de Nossa Senhora da Conceição, nas Carvalhiças, o casamento do senhor Inocêncio José, filho de António Augusto Marinho e de Albina de Jesus de Carvalho, com a menina M.L.O., filha de David Augusto de Oliveira e de Constança Esteves. Serviram de padrinhos o senhor Luís Augusto Ribeiro e a irmã da noiva, Belarmina de Oliveira. Findo o enlace, que se realizou entre família, foi servido em casa dos pais da noiva um magnífico almoço. Aos recém-casados, desejamos as maiores felicidades e uma perene lua-de-mel.» Regressou àquele país da Oceania algum tempo depois do matrimónio, sem a esposa, que só voltou a ver passados catorze anos, salvo erro. Dizia-se que não a vinha visitar porque as viagens ficavam caras! Não a levava, porque se isso acontecesse, tinha de lhe arranjar uma casa digna desse nome e comprar alimentos de gente. // Depois da aposentação veio viver para Melgaço com a mulher. // Morreu a --/3/2003. // Julgo que o casal não teve filhos.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 MARINHO, Augusta. Filha de Artur José Marinho, soldado da Guarda Nacional Republicana, e de Saturnina Rebolho Martins. Nasceu a 2 ou 3 de Novembro de 1934. // Casou a --/--/195- com Manuel Maria, filho de Manuel Maria Pereira e da sua segunda esposa, Maria das Dores Inácio.

 

 

MARINHO, Jesufina Herculana. Filha de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus. Nasceu no lugar da Oliveira, Vila, a 16/9/1902, e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Belchior Herculano da Rocha e Mercedes dos Prazeres Rodrigues. // Casou na freguesia de Santo António das Antas, Porto, a 21/9/1957, com Joaquim Pereira Guedes, de 79 anos de idade!

 

MARINHO, João António. Filho de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus. Nasceu na Pigarra, Vila, a 7/5/1905, e foi batizado na igreja de SMP a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Belchior Herculano da Rocha, casado, taberneiro, e Maria Jacinta Rodrigues, viúva, proprietária. // Viveu maritalmente com Maria Saraiva, mais conhecida por “Maria do Sabino”, mãe solteira, e ambos exploraram uma taberna no local onde mais tarde abriu o restaurante regional Sabino. // Faleceu na Vila a 6/1/1984.  

 

MARINHO, João Cândido. Filho de José Marinho e de Brandina Marinho, caseiros no Louridal, SMP. Neto paterno de Ângela Marinho, solteira, de São Miguel de Carvalheda, Tui; neto materno de José Marinho e de Jacinta Gonçalves, de Alveios, Tui. Nasceu em Melgaço a 18/3/1857 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: João Rodrigues Armada e sua filha, Cândida Júlia, do Rio do Porto, Vila. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 12/12/1879, com Maria Delfina Dias (Rodeira), de 23 anos de idade, solteira, natural de Paços, moradora na Vila, filha de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro, moradores na Assadura. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa, mordomo, e António Joaquim de Sousa, solteiro, alfaiate, morador no Campo da Feira. // Enviuvou a 16/8/1935. // Casou em segundas núpcias com Maria Ferreira. // A 3/2/1936 roubaram da sua casa oito galinhas, acontecimento que deu notícia para o jornal da terra. // Faleceu no lugar do Viso, Chaviães, a 29/4/1943, e foi sepultado no cemitério da Vila. // Da 2.ª esposa não houve geração.       

 

MARINHO, João Cândido. Filho de António Augusto Marinho e de Albina de Jesus Carvalho. N.p. de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus; n.m. de Manuel Joaquim Carvalho e de Maria Esteves. Nasceu na Vila a 25/2/1940. // Fez a 4.ª classe com catorze ou quinze anos de idade. Tinha muito jeito para o desenho. // Antes da tropa deu o salto para França, tendo ido a pé por essa Espanha fora, segundo consta. Nesse país trabalhou como um escravo. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1484, de 8/9/1963: «No hospital da SCMM foi operado a uma hérnia anguinal esquerda o nosso amigo senhor João Cândido Marinho, desta vila.» // Casou com Maria Teresa, das Carvalhiças, filha de José Narciso Esteves e de Alice Augusta Fernandes, mais velha do que ele, e com problemas de audição e fala. No entanto, foi a mulher ideal para ele: poupada, trabalhadora, humilde. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1588, de 27/2/1966: «Na igreja matriz desta Vila, e sob a presidência do reverendo padre Justino Afonso, pároco da freguesia de Prado, no impedimento de seu tio, o virtuoso abade da Vila, consorciou-se no passado dia 20 a menina Maria Teresa, filha de José Narciso Esteves, já falecido, e de Alice Fernandes, com o senhor João Cândido, filho de António Augusto Marinho e de Albina de Carvalho. Serviram de padrinhos por parte da noiva seu irmão, senhor Manuel José Esteves, e esposa, Idalina Alice de Lima, comerciantes na nossa praça, e por parte do noivo, sua tia Ortelinda de Carvalho e seu primo, Fernando de Carvalho Ferreira. Findo o enlace foi servido pela acreditada casa “Augusto Domingues”, desta Vila, um opíparo almoço aos numerosos convidados, brindando-se durante o repasto pelas felicidades de ambos os nubentes. Ao novo lar desejamos as maiores felicidades.» // Pai de duas filhas: Maria João (nasceu por volta de 1970 – tinha 32 anos em 2002), a qual casou, emigrando para França; e de Rosa (nasceu por volta de 1977 – em 2002 tinha 25 anos e estava licenciada; casou com --------------, de quem se divorciou; morava no Porto; em 2015 vivia maritalmente com o filho de Hilário Trancoso, chamado Carlos Manuel, nascido na Guiné-Bissau, também divorciado, e com um filho). // O João, depois de regressar de França, meteu-se no negócio de compra de casas velhas, que recuperava para posterior venda. No tempo das lampreias ia a Viana do Castelo comprá-las, pois as do rio Lima são mais baratas; depois vendi-as em Melgaço. // Há quem diga que ficou rico. // Enviuvou há uns anos. // Agora é vê-lo na Vila, apoiado a um cajado (bengala custa dinheiro), cumprimentando toda a gente com um «olé». Apesar de forreta, é uma figura simpática. // Morreu na Vila de Melgaço a --/--/2022 (A Voz de Melgaço de 1/8/2022).     

 

MARINHO, João Nepomuceno (Padre). Filho do Dr. João Nepomuceno de Castro Marinho, natural de Paderne, e de Maria Joaquina Cerdeira Coutinho, natural da Vila (confirmar). N.p. de Dionísio António Pereira de Castro Marinho e de Josefa Caetana Ribeiro Codesso; n.m. de Domingos Coutinho e de Maria Joaquina Cerdeira. Nasceu em SMP por volta de 1844. // Faleceu nos campos de Galvão, a 19/11/1871, andando à caça nos arrabaldes da Vila, repentinamente, com 27 anos de idade, e foi sepultado na igreja do convento de Santo António, Carvalhiças. 

 

MARINHO, José. Enteado (ou filhastro) de Nicolau, latoeiro, galegos, moradores em Melgaço. // Faleceu a 28/3/1858 e foi sepultado na igreja matriz com ofício de 7 padres. // Era pobre.

 

MARINHO, José. Filho de Ângela Marinho, solteira, de São Miguel de Carvalheda, Tui. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 15/4/1844, com Maria Benedita, filha de Manuel António Vasques e de Maria Josefa Lourenço, caseiros, do Outeiro Alto, SMP. Testemunhas: Diogo Manuel de Sousa e Castro, morgado da Casa de Galvão, e AJR, mordomo da igreja. // Enviuvou de Maria Benedita. // Voltou a casar, novamente na igreja de SMP, a 28/8/1847, com Brandina, lavradeira, filha de José Marinho e de Jacinta Alves, de Alveios, Tui. Testemunhas: José Agostinho de Sousa e Castro Feijó, da Quinta da Cordeira, Rouças, e AJR, mordomo da igreja. // A sua mulher, Brandina, faleceu na Vila a 14/2/1882, com 59 anos de idade. // Deve ser ele que morreu no Louridal, Vila, com 80 anos de idade, a 30/10/1885, viúvo. // Foi sepultado no cemitério público. // Deixou filhos.

 

MARINHO, José. Filho de José Marinho e de Maria Benedita Vasques, moradores no lugar dos Moinhos, freguesia da Vila, caseiros. N.p. de Ângela Marinho, solteira, de Carvalheda, Tui; n.m. de Manuel António Vasques e de Maria Josefa Lourenço, residentes em Outeiro Alto, caseiros. Nasceu a 9/2/1845 e foi batizado na igreja de SMP nesse mesmo dia. Padrinhos: Diogo de Sousa e Castro, da Casa de Galvão, e sua filha primogénita.  

 

MARINHO, José Bouçada. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1438, de 17/6/1962: «Inesperadamente, e após a festa da Senhora da Orada, recolheu à companhia o cabo da GNR, Paulino da Costa e Silva, que aqui estava há tempos a comandar o posto. Já está preenchido o comando pelo senhor José Bouçada Marinho e por isso daqui fazemos votos para que os nossos conterrâneos sintam e tenham na G.N.R. a melhor das defesas.»  

 

MARINHO, Laurinda Elisa. Filha de José Marinho e de Brandina (ou Blandina) Marinho, lavradores, residentes no Louridal, Vila. N.p. de Ângela Marinho, de Carvalheda, partido de Ribadávia, Tui; n.m. de José Marinho e de Jacinta Alves, de Alveios, Tui. Nasceu a 3/2/1860 e foi batizada na igreja matriz a 12 desse mês e ano. Padrinhos: João António Rodrigues Armada, negociante, e sua mulher, Maria do Carmo Vasques de Puga, moradores no Rio do Porto, SMP. // Casou a 12/2/1881 com Manuel Joaquim, filho de Constantino José Barreiros e de Maria Clemência Rodrigues. // O seu marido morreu a 31/1/1930. // Com geração.  

 

MARINHO, Leonardo. Filho mais novo de António Augusto Marinho e de Albina de Jesus de Carvalho. Nasceu na Vila a --/--/195-. // Antes do serviço militar emigrou. // Sem mais notícias.

 

MARINHO (*), Liceu (ou Eliseu) Cândido. Filho de Inocêncio José Marinho, solteiro, e de Teresa de Jesus, solteira, lavradora. Neto paterno e materno de avós desconhecidos. Nasceu em Galvão a 7/3/1900 e foi batizado na igreja de SMP a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Belchior Herculano da Rocha, natural de SMP, solteiro, caiador, e Cândida Beatriz de Castro, solteira, camponesa, natural de Chaviães. // Pertenceu à Guarda Nacional Republicana. // Casou a 30/1/1930, na CRCM, com Alice de Jesus Araújo, natural da freguesia de Chaviães. // Enviuvou a 8/2/1974. // Morreu a 9/7/1996 no lugar da Igreja, Chaviães, no estado de viúvo, com 96 anos de idade, e foi sepultado no cemitério dessa freguesia. // Deixou filhas, irmão, sobrinhos… Na mesma campa está sepultada a sua esposa (27/1/1901-8/2/1974). /// (*) A 30/7/1934 foi autorizado pelo juíz de direito, de acordo com o Código do Registo Civil, a utilizar o apelido «Marinho».

 

 

 

 

 

 

                                      

 

MARINHO, Luís Amadeu. Filho de ------- Marinho e de ------------------------------. Nasceu na Vila a --/--/19--. // Em 1996 residia em São Gregório. Nesse ano foi operado ao coração no hospital da Universidade de Coimbra. // (VM 1047).

 

MARINHO, Manuel António. Filho de Ângela Marinho, de Carvalheda, Tui. Nasceu nessa localidade galega por volta de 1818. // Tinha 53 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de SMP a 31/7/1871 com Antónia Maria, viúva de João Manuel Fernandes, de Prado, ali moradora, filha de António José Soares e de Maria Pires Gil. Testemunhas: José Joaquim Esteves, casado, e sua filha, Maria Carlota, solteira, dos Raposos, Prado. // Faleceu no Louridal, Vila, a 29/8/1879, com cerca de 60 anos de idade, com um ataque asmático «procedido de ter vadiado o rio Minho várias vezes», e foi sepultado no cemitério público. // Deixou filhos.

 

MARINHO, Manuel Vicente. Filho de José Marinho e de Brandina Marinho, caseiros no Louridal, SMP. N.p. de Ângela Marinho, solteira, galega; n.m. de José Marinho e de Jacinta Alves, galegos. Nasceu a 8/2/1855 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Vicente Marinho e irmã, Manuela, de Alveios.

 

MARINHO, Maria Alexandrina. Filha de José Marinho e de Brandina Marinho, caseiros no Rio do Porto, Vila. Neta paterna de Ângela Marinho, solteira, de Carvalheda, Tui, Galiza; neta materna de José Marinho e de Jacinta Alves, de Alveios, Tui. Nasceu a 25/4/1851 e foi batizada na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco António Prudêncio de Sousa Gama, da Quinta das Várzeas, e Ana de Castro, da Quinta de Galvão. // Casou com António José de Castro. // Faleceu a --/--/1930 (ou 1931), com 79 anos de idade, no lugar da Corga, SMP (NM 94, de 18/1/1931, e NM 95). // Mãe de Luís António de Castro (emigrante em Santos, Brasil) e de Adelina das Dores de Castro, casada com Adelino Lamas (emigrante em Santos, Brasil).  

 

MARINHO, Maria Arminda. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho; n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu no lugar da Assadura a 27/7/1899 e foi batizada a 30 de Agosto desse ano. Padrinhos: Manuel José Gonçalves da Mota, estudante, e Maria Leonor Gonçalves da Mota, naturais de Miragaia, Porto. // Faleceu no lugar onde nascera, a 3/2/1900, e foi sepultada no cemitério municipal. 

 

MARINHO, Maria da Ascenção. Filha de Matilde dos Anjos Marinho, solteira, lavradora, residente no Louridal, Vila. Neta materna de José Marinho e de Brandina Marinho (defunta). Nasceu a 5/5/1885 e foi batizada na igreja de SMP a 2/6/1885. Padrinhos: António José de Castro e Camila Marinho, casados, lavradores, de SMP. // Faleceu na freguesia da Vila a 20/12/1976.  

 

MARINHO, Maria da Ascensão. Filha de Vitalina Marinho, de SMP. Neta materna de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus Marinho. Nasceu nas Carvalhiças a 2/1/1909 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Abel Pinto da Cunha, solteiro, estudante, e Maria da Ascensão, solteira, trabalhadora. // Casou na 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa a 4/6/1936 com José Joaquim Freire Junior. // Enviuvou a 11/11/1968. // Faleceu na freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 15/7/1998.

    

MARINHO, Maria José. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes no lugar da Corga, Vila. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho (defuntos); n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 3/10/1886 e foi batizada na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: João Lourenço, cantoneiro, e Maria [José] da Lama, moradores no dito lugar da Corga. // Casou na igreja de SMP a 25/1/1908, com Francisco, de 22 anos de idade, natural de Rouças, filho de Manuel António de Freitas e de Joaquina Rosa Codesseira. // O seu marido morreu na Vila de Melgaço a 9/2/1964. // Ela faleceu em Paderne a 26/2/1976. // Mãe de Margarida Augusta, etc.   

 

MARINHO, Maria Josefa. Filha de José Caetano Teixeira Marinho e de Guiomar Abendanho Lira Sotomaior, moradores nos arrabaldes da Vila. Nasceu a 6/11/1759 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre BLM a 10 desse mês e ano. Padrinhos: padre Francisco Gomes de Abreu e sua irmã, Sabina Josefa Gomes de Abreu. 

 

MARINHO, Maria Rosa de Castro. // Morou no Rio do Porto, SMP. // Morreu a 23/10/1842 e foi sepultada na igreja matriz no dia seguinte. 

 

MARINHO, Matilde dos Anjos. Filha de José Marinho, de Carvalheda, Tui, e de Brandina Marinho, de Alveios, Tui, rurais, moradores no Louridal, Vila de Melgaço. N.p. de Ângela Marinho, solteira; n.m. de José Marinho e de Jacinta Gonçalves. Nasceu a 25/9/1862 e foi batizada na igreja de SMP a 2 de Outubro desse ano. Padrinhos: João Luís Cerdeira, carpinteiro, e sua esposa, Ana Benedita Gomes Veloso, residentes no Rio do Porto, Rouças. // Faleceu na Assadura, SMP, a 26/4/1951.    

 

MARINHO, Miquelina dos Remédios. Filha do Dr. João Nepomuceno Pereira de Castro, natural de Paderne, e de Maria Joaquina Coutinho, natural da Vila (confirmar). Neta paterna de Dionísio António Pereira de Castro Marinho e de Josefa Caetana Ribeiro Soares de Figueiredo; neta materna de Domingos Coutinho e de Maria Joaquina Cerdeira. Nasceu no Largo da Misericórdia a 10/6/1848. // Faleceu com dezasseis anos de idade, no Campo da Feira de Fora, a 25/12/1864. 

 

MARINHO, Nélia Maria. Filha do Dr. Álvaro Ribeiro Marinho e de Maria do Céu Esteves Cunha. Nasceu na Vila a --/--/1937 (NM 380, de 19/12/1937) e foi batizada na igreja matriz a 27 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Manuel José Gonçalves da Cunha, avô materno da neófita, capitalista, e Maria Ivone Ferreira da Silva, residente no Porto. // Casou a 16/11/1957 com Fernando Teixeira Carneiro Geraldes, natural de Marco de Canaveses.  

 

MARINHO, Ortelinda de Jesus (ou Ortelinda Cândida). Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Ribeiro Dias, jornaleiros, moradores na Assadura, Vila. Neta paterna de José Marinho e de Brandina Marinho; neta materna de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro, caseiros, de Prado. Nasceu na Vila a 26/11/1888 e foi batizada na igreja de SMP a 12 de Dezembro desse ano. Padrinhos: João Lourenço, cantoneiro, e sua mulher, Maria José da Lama, residentes na Vila. // Casou a 20/3/1909 com João Batista (ou João Evangelista) Alves, da Vila, filho de Bento Alves e de Cândida Augusta de Sousa. // Faleceu nas Astúrias em Julho de 1962. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1441, de 22/7/1962: (…)

 

MARINHO, Óscar Augusto. Filho de Inocêncio José Marinho e de Teresa de Jesus, lavradores. Nasceu no lugar da Pigarra, Vila, a 2/12/1911, e foi batizado 9 desse mês e ano. Padrinhos: Mário Teixeira Pinto, solteiro, marchante, e Maria da Natividade Alves, lavradeira. // Teve a profissão de funileiro, foi canalizador, e fabricante de máquinas de sulfatar. // De 1928 a 1930, juntamente com Aldemar (Mário de Prado) recebeu lições de música com mestre Manuel Rodrigues Morais; estreou-se na banda dos BVM em 1931, tocando saxofone tenor (VM 978). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 265, de 17/3/1935: «Os senhores Óscar Augusto Marinho e José Rodrigues, desta vila, membros da Comissão promotora dos bailes carnavalescos denominados “Formosas”, tiveram a amabilidade de oferecer ao hospital da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila a quantia de 40$30, produto líquido de todas as despesas dos referidos bailes…» // Casou com Isaura da Glória, filha de João Rodrigues Nabeiro e de Maria Joaquina Sacramento Lopes. // A sua esposa explorou a “Pensão Minhota”, que depois foi trespassada. // Após a aposentação, dedicou-se a trabalhos artísticos em miniatura, feitos de latão e cobre, criando verdadeiras obras de arte, que já foram apresentadas em diversas exposições e na televisão, no programa “Praça da Alegria”. Na cidade da Maia, por exemplo, os seus trabalhos estiveram expostos de 26 de Maio a 7 de Junho de 1998. // Enviuvou em 1981. // Faleceu a 19/6/2001. /// (ver VM 978, de 1/2/1993; VM 1096; e VM 1163, de 1/7/2001). // Pai de Óscar Augusto Marinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

                           

MARINHO, Óscar Augusto. Filho de Óscar Augusto Marinho e de Isaura da Glória Rodrigues Nabeiro. Nasceu na Vila a 15/2/1936. // Depois da 4.ª classe ingressou no Seminário em Braga, o qual abandonou, ficando com habilitações correspondentes ao 7.º ano do liceu. // Foi admitido no Ministério da Justiça, tendo sido empossado com a categoria de copista a 7/1/1959 no tribunal de Vimioso. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1547, de 7/3/1965:

 

 

Manteve-se no dito Ministério até à sua aposentação, alcançando ali lugar cimeiro, ou seja, inspetor judicial. // Casou a 30/9/1961 com Maria Armanda, filha do médico Dr. António Cândido Esteves e de Marieta Zilda da Cunha. // Moraram muitos anos em Barcelos. Depois da aposentação fixou a residência na Vila de Melgaço, e abriu um escritório de solicitador. // É um apaixonado por selos e postais antigos, sobretudo postais com motivos melgacenses. Em Novembro de 1990 expôs em Bissau, no Hotel Sheraton, a convite da embaixada portuguesa na República da Guiné-Bissau (VM 929). // Recebeu um prémio na exposição de filatelia de Leon (VM 970, de 15/9/1992). // Em Madrid, de 6 a 14/10/2000, no Palácio Cristal, realizou-se uma exposição mundial de filatelia (Espanha 2000), cujo objetivo era comemorar os 150 anos do 1.º selo emitido pelos correios desse país. O Óscar concorreu com a coleção “Portugal Clássico”, emissões em relevo de 1853 a 1870, composta por selos dos reis D. Maria II, D. Pedro V, e D. Luís, tendo-lhe sido atribuída a medalha de Vermeil – prata dourada. // Morreu a 13/9/2017 e foi sepultado no dia seguinte no cemitério municipal. // Tinha apenas um filho: Dr. Óscar Paulo, professor do Ensino Secundário (ver VM 1107, p. 12). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                      

 

MARINHO, Óscar Paulo. Filho de Óscar Augusto Marinho e de Maria Armanda da Cunha Esteves. Neto paterno de Óscar Augusto Marinho e de Isaura da Glória Rodrigues Nabeiro; neto materno do Dr. António Cândido Esteves e de Marieta Zilda da Cunha. Nasceu na vila a --/--/196-. // Depois do 12.º ano ingressou na Universidade, onde tirou o curso de ----------------------------------. // Lecionou durante anos no Ensino Secundário, na Vila de Melgaço. // Segundo consta, é muito doente. // É solteiro e reside com sua mãe numa casa situada perto da igreja da Santa Casa da Misericórdia. 

 

 

 

 

 

 

 

               

 

                                

 

MARINHO, Renato Jorge. Filho de Adão Gonçalves Azevedo Marinho e de Sergina Morais Frias Saavedra. Neto paterno de António Ferreira Marinho e de Rosa Ribeiro Pimenta; neto materno do Dr. Sérgio da Silva Saavedra e de Maria Angélica Morais. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1966. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1592, de 10/4/1966:

 

 

     Depois da 4.ª classe saiu da terra natal, a fim de estudar. // Tirou um curso de enfermagem, exercendo a sua atividade na cidade de Braga. // Casou na igreja de Fiães a 24/7/1999 com Ana Maria Bravo.   

 

 

 

 

 

 

 

                           

 

MARINHO, Sérgio Rui (Dr.) Filho de Adão Gonçalves Azevedo Marinho e de Sergina Morais Frias Saavedra. Nasceu na Vila a 11/1/1955. // Depois da 4.ª classe saiu de Melgaço para estudar. // Tirou o curso de médico dentista, exercendo a sua profissão na cidade do Porto. // Casou com Maria Adelaide Gonçalves Pereira, natural de Monção, professora do ensino básico. // O casal possui um apartamento em Moledo, onde costuma passar as férias de verão. // Pai de Rui e de Diogo.    

 

MARINHO, Silvéria Cândida. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho; n.m. de António Joaquim Dias, ferreiro, e de Maria Benedita Ribeiro, de Prado. Nasceu na Assadura a 12/5/1892 e foi batizada na igreja de SMP a 5 de Junho desse ano. Padrinhos: José Cândido Dias e esposa, Silvéria Gonçalves Maia, proprietários, tios maternos da batizanda. // Casou a 13/4/1912 com António de Jesus Lourenço. // Nesse ano de 1912, a 15 de Julho, foi julgada em audiência de polícia correcional, juntamente com Maria Marinho e Elvira Soares; eram acusadas de ofender a moral pública; foram as três condenadas em 30 dias de multa a 100 réis/dia (Correio de Melgaço n.º 7). // Faleceu em Rouças a 1/12/1956, mas foi sepultada no cemitério municipal, em Corujeiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                          

MARINHO, Teresa de Jesus. Filha de Artur José Marinho (Cartucho), soldado da Guarda Nacional Republicana, e de Saturnina Rebolho Martins. Nasceu em SMP a --/--/1932 (NM 155, de 3/7/1932). // Casou a 22/12/1951 com Manuel Oceano Gomes de Sousa, soldado da Guarda-Fiscal. // Em Fevereiro de 1952 deu à luz um menino (NM 1012, de 10/2/1952). // Faleceu em Galvão de Baixo a 9/7/2013. // Mãe de Carlos.

 

MARINHO, Vitalina [Augusta]. Filha de Teresa de Jesus (*), exposta na Roda de Melgaço, solteira, criada de servir, moradora em SMP, e de Inocêncio José Marinho. Nasceu na Rua de Baixo, Vila, a 22/11/1889, e foi batizada a 1 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Alberto César da Costa Velho, solteiro, lavrador, natural de Rouças, residente na Vila, e Hermínia Cândida Gonçalves, solteira, lavradora, natural da Vila. // Em 1949, residindo em Lisboa, tinha à venda a sua quinta das Carvalheiras, sita nos limites da Portela do Couto, Chaviães, com casa de morada à margem da estrada (NM 892, de 13/3/1949). // Faleceu em São Jorge de Arroios, Lisboa, a 14/9/1970. /// (*) Em 1916 recebeu a esmola de $21 (Correio de Melgaço n.º 229, de 17/12/1916). // Nota: foi legitimada pelo casamento de sua mãe com seu pai, Inocêncio José Marinho, ocorrido a 3/7/1905.  

 

MARIZ

 

MARIZ, António Faria (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço no período de 1612 a 1614. // (OJM, de ACE, p. 49). 

 

MARQUES

 

MARQUES, Ana Pereira. // Faleceu a 11/10/1877, na sua casa de morada, sita na Vila, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou filhos.   

 

MARQUES, António. // Morou em Galvão. // Faleceu solteiro, a 2/9/1804.

 

MARQUES, António Esteves. // Nasceu por volta de 1938. // Morreu na Vila de Melgaço a --/02/2021, com 83 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/3/2021). 

 

MARQUES, Clara Joaquina. Filha de Francisco Manuel Monteiro Marques, de Santa Cristina de Baleixe, Galiza, e de Maria Rosa Rodrigues, de Paderne, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. N.p. de João António Gomes e de Francisca Monteiro Marques; n.m. de Manuel Rodrigues e de Ana Gonçalves. Nasceu a 21/3/1795 e foi batizada na igreja de SMP a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José Pereira, solteiro, caixeiro de Domingos Pereira Pinto, dos Arcos.

 

MARQUES, Domingos. // Devia ser carpinteiro, pois foi ele que fez, por encomenda do padre de SMP, Manuel da Ribeira, a caixa das esmolas da capela da Pastoriza (Obras Completas de ACE, volume I, tomo II, página 451).   

 

MARQUES, Eduardo. Filho de Ana Maria Marques, solteira (*). Neto materno de Maria Rosa Lopes, solteira, de Campos, Vila Nova de Cerveira. Nasceu a 11/5/1859 e foi batizado na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: João Bernardo Oliveira, alferes do destacamento n.º 3, destacado na praça de Melgaço, e sua esposa. /// (*) Vivia em concubinato com José Custódio Pereira «que dizem casado, mas ninguém conhece a legítimas esposa»; desta união ilegítima já existiam três filhos.   

 

MARQUES, Felícia Maria. Filha de Isabel Marques, solteira, de Fiães, moradora na Calçada, Vila. Nasceu a 26/10/1762 e foi batizada na igreja de SMP a 29 desse mês. Padrinhos: Domingos José da Costa, mercador, e Felícia Maria, solteira, melgacenses.  

 

MARQUES, Francisco. Filho de Francisco Manuel Monteiro Marques e de Maria Rosa Rodrigues, moradores intramuros, Vila. N.p. de João António Gomes e de Francisca Monteiro Marques, galegos; n.m. de Manuel Rodrigues e de Ana Gonçalves, de Paderne. Nasceu a 4/1/1798 e foi batizado na igreja de SMP a 11 desse mês e ano. Padrinho: Tomaz José Gomes de Abreu.  

 

MARQUES, Francisco Caetano. Filho de Francisco Manuel Monteiro Marques, do lugar de Sabei, Santa Cristina de Baleixe, Galiza, e de Maria Rosa Rodrigues, de Paderne, concelho de Valadares, moradores intramuros, Vila de Melgaço. N.p. de João António Gomes e de Francisca Monteiro Marques; n.m. de Manuel Rodrigues e de Ana Gonçalves. Nasceu a 16/10/1788 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês. Madrinha: Caetana Josefa de Sousa, solteira. 

 

MARQUES, Hermínia de Jesus (Dr.ª) Filha de Luís António Marques e de Laurinda da Ressurreição. Nasceu em Trancoso, distrito da Guarda, a 29/9/1951. // Ainda nova partiu para Lisboa, onde trabalhou como funcionária pública. // Aos 18 anos de idade retoma os estudos; após o secundário, ingressa na Universidade Clássica de Lisboa, Faculdade de Direito. Acabou o curso em 1980. Frequentou a seguir o Centro de Estudos Judiciários e fez um estágio trienal de magistratura. // Em 1985 foi colocada na comarca de Melgaço, onde exerceu o cargo de juíza de direito.

 

MARQUES, Isaura Augusta. Filha de -------- Marques e de ---------------------------. Nasceu a --/--/19--. // No verão de 1913 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «ótima»; frequentava o ensino particular (colégio).

 

MARQUES, João Manuel. Filho de Felícia Maria, de Melgaço, moradora intramuros. N.m. de Isabel Marques, solteira, natural de Fiães. Nasceu a 12/2/1794 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Araújo Teixeira e Ana Rosa, ambos da Vila. Testemunhas: Domingos Castanheira e José Joaquim Torres Salgado.  

 

MARQUES, Joaquim Francisco. Filho de Francisco Manuel Monteiro Marques, galego, de Santa Cristina de Baleixe, e de Maria Rosa Rodrigues, de Paderne, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de João António Gomes e de Francisca Monteiro Marques, galegos; n.m. de Manuel Rodrigues, do Barral, e de Ana Gonçalves, de Crastos, Paderne. Nasceu a 24/11/1785 e foi batizado na igreja de SMP a 12 de Dezembro desse ano. Padrinhos: António Bernardo Gomes e sua esposa, Isabel Ventura de Sousa, melgacenses.

 

MARQUES, José Jerónimo. Filho de Manuel José Marques e de Maria Clementina da Gândara, moradores nas Carvalhiças, SMP. // Faleceu em casa dos pais, a 2/3/1881, com apenas dois anos de idade, e foi sepultado no cemitério.

 

MARQUES, José Maria. Filho de ------------- Marques e de -------------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Emigrou para o Brasil, tendo sido negociante em Pará. // Chegou à Vila de Melgaço, vindo daquele país, a 18/4/1913, a fim de gozar uns dias de repouso (Correio de Melgaço n.º 46, de 20/4/1913). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 163, de 4/9/1932: «O nosso particular amigo e conterrâneo, senhor JMM, importante comerciante desta praça, de algum tempo a esta parte o vem impressionando o estado de saúde em que se encontra sua estimada filha de criação, senhorita Judite Adelaide Costa, pois nem os cuidados médicos, nem os carinhos de sua família, têm obstado, infelizmente, os seus sofrimentos…» // Em 1933 remodelou o seu estabelecimento de Pará – “Fábrica Flor do Minho”, à Rua Siqueira Mendes, com novos fornos, onde fabricava pão, doces, massas, etc., tudo movido a eletricidade (NM 197, de 11/6/1933).

 

MARQUES, Lúcia Maria. Filha de António Esteves Marques, dono do Café-Bar “Stop”, e da professora Margarida Domingues Gonçalves. Nasceu em Monção em 1967. // Faleceu em casa dos pais, no Largo da Calçada, Vila de Melgaço, solteira, com 27 anos de idade, a 25/1/1995, e foi sepultada em Melgaço.

 

MARQUES, Manuel Joaquim. Filho de João Manuel Domingues Marques, natural de Remoães, e de Plácida Antónia Alves, natural de Chaviães. Nasceu na Vila (confirmar) por volta de 1867. // Foi emigrante no Brasil. // Casou na igreja de Chaviães (mas, em virtude de estar ausente, fez-se representar pelo seu procurador) a 30/7/1900, com Cândida Augusta Alves, nascida em Chaviães em 1871. // Pai de António Joaquim Marques (ver em Chaviães).

 

MARQUES, Manuel José. Filho de Ana Maria Marques, solteira, amancebada com José Custódio Pereira, casado, que não vive com a legítima esposa, moradores na Vila de Melgaço. N.m. de Maria Rosa Marques, solteira, de Vila Nova de Cerveira. Nasceu em SMP a 25/9/1853 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria Pereira, soldado veterano, e Maria Josefa Soares Calheiros, solteira, da Vila.

 

MARQUES, Maria José. Filha de Ana Marques, solteira, concubina de José Custódio Pereira, oficial de diligências do Juízo de Direito de Melgaço. Neta de avós desconhecidos. Nasceu a 22/10/1856 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Domingos José Domingues, oficial de diligências em Melgaço, e sua mulher.

 

MARQUES, Maria Josefa. Filha de Francisco Manuel Monteiro Marques, de Santa Cristina de Baleixe, Galiza, e de Maria Rosa Rodrigues, de Paderne, moradores intramuros, Vila. N.p. de João António Gomes e de Francisca Monteiro Marques; n.m. de Manuel Rodrigues e de Ana Gonçalves. Nasceu a 15/1/1792 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: padre Manuel José Gomes e Maria Domingues, melgacenses.  

 

MARQUES, Maria de Lurdes C. // Nasceu por volta de 1937. // Faleceu na vila de Melgaço a --/--/2023, com 86 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/3/2023).

 

MARQUES, Maria Vitória. Filha de Felícia Maria Marques, solteira, moradora na Vila, intramuros. Neta materna de Isabel Marques, solteira, natural de Fiães. Nasceu a 18/11/1797 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: José António Pinto e Maria Alves, de Prado.

 

MARQUES, Mariana. Filha de uma espanhola, cujo nome se desconhece. // Faleceu no estado de solteira, a 23/5/1860, com setenta anos de idade, em uma casa de São Julião, Vila de Melgaço, e foi sepultada no dia seguinte na igreja do extinto convento de Santo António dos Capuchos, Carvalhiças, com ofício solene de mais de vinte padres. // Fizera testamento. // Deixou uma filha.  

 

MARQUES, Mariana Carolina. // Faleceu a 14/10/1881, em sua casa, sita no Largo da Misericórdia, SMP, com 54 anos de idade, no estado de viúva de José Joaquim de Sousa, alfaiate, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou filhos.

 

MARQUES, Rosa. // Casou com Manuel do Souto. // Faleceu em Galvão, Vila, a 29/5/1813, no estado de viúva.

 

MARQUES, Rosa Miquelina. Filha de João Manuel Domingues Marques, de Remoães, e de Plácida Antónia Alves, da Vila, onde residiam. Nasceu na freguesia da Vila por volta de 1871. // Casou na igreja de Chaviães a 4/9/1892 com Manuel Maria, natural de Paços, de 20 anos de idade, solteiro, filho de José Miguel Esteves e de Dolores Coutinho. // Faleceu no lugar onde morava, Escuredo, Chaviães, a 13/3/1923, com 52 anos de idade, viúva, e foi sepultada no cemitério dessa freguesia de Melgaço. // Mãe de Maria de Nazaré e de Palmira Augusta. // Era irmã, por parte do pai, de João Manuel Pires Teixeira (ver Notícias de Melgaço n.º 2, de 18/3/1923).

 

MARQUES, Rui Miguel (Dr.) Filho de António Esteves Marques, natural de Segude, Monção, proprietário do Café-Bar “Stop” (*), sito na Calçada, e da profesora Margarida Domingues Gonçalves, natural de Melgaço. Nasceu em Vila Nova de Gaia a --/--/1975. // Em 1995 frequentava o 2.º ano na Faculdade de Direito da Universidade do Porto. // Terminou em 2000 o seu curso na Escola Superior de Jornalismo (Imprensa) na cidade do Porto. Fez o estágio no semanário portuense “Vida Económica”. // (VM 1146). // Colaborou regularmente no “Jornal de Melgaço”. // Em 2011, juntamente com um brasileiro, fundou a Revista Sotaques (Brasil/Portugal). /// (*) A 6/12/1996 deu um prémio de cinco mil contos na raspadinha a um melgacense, cujo nome não revelou. // (VM 1059). 

 

MARTINEZ

 

MARTINEZ, Bernarda. // Nasceu na freguesia de São Pedro de Betença, Galiza. // Morava na Vila de Melgaço quando faleceu a 24/8/1888, à porta principal da igreja da SCMM, quase repentinamente; perdera os sentidos. Era solteira, mendiga, e tinha cerca de 70 anos de idade. // Deixou filhos e foi sepultada no cemitério público. // Era pároco da Vila nessa altura José Joaquim Douteiro. 

 

MARTINS

 

MARTINS (*), Américo Armando. Filho de Eduardo Augusto Queirós (ou Martins), de Cervães, Vila Verde, e de Miquelina Rosa Rodrigues, da Vila de Melgaço, lavradores, residentes na Rua de Baixo. Neto paterno de António de Queirós e de Ana Afonso, de Cervães, Vila Verde; neto materno de Francisco António Rodrigues e de Maria Jacinta Rodrigues, de Melgaço. Nasceu na freguesia da Vila a 7/6/1879 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Benedito de Barros, solteiro, negociante, e Filomena Rosa de Sousa, solteira, ambos de SMP. // Casou a 19/12/1897 com Margarida Adelaide, de 22 anos de idade, sua conterrânea, lavradeira, filha de António José de Castro e de Maria Ludovina Marinho. // Morreu na cidade de Santos, Brasil, a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 212, de 20/8/1916). // Irmão de Vitorina Cândida Rodrigues, casada com Vítor Manuel Calheiros. // Pai de Sara Judite. /// (*) Os seus pais deviam ser solteiros, pois o jornal citado, quando anuncia a sua morte, não lhe atribui o apelido Martins ou Queirós, mas sim Rodrigues.

 

MARTINS, Ana Maria. // Morou no Forte (Campo da Feira de Dentro), Vila. // Faleceu solteira, a 16/1/1823, com testamento.

 

MARTINS, Antónia Joaquina. Filha de António Martins, de São João de Alveios, Galiza, e de Maria Luísa Rodrigues, de Paderne, moradores na Pigarra, Vila de Melgaço. N.p. de Álvaro Martins e de Francisca Engrácia, de Alveios; n.m. de José Rodrigues e de Maria Ricoa, de Paderne. Nasceu a 21/8/1797 e foi batizada na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinho: João António de Araújo.

 

MARTINS, Antónia Maria. Filha de Maria Benta, solteira, da Vila. Neta materna de Pedro Martins e de Josefa Ribeira, moradores em Rouças. Nasceu a 26 de Dezembro de 1767 e foi batizada na igreja de SMP a 6/1/1768. Padrinhos: Pedro José Soares e esposa, Antónia Maria Cardoso, da Vila. Testemunhas: António Machado, soldado infante da praça de Melgaço, e António Lourenço, de Corujeiras, Vila.

 

MARTINS, Antónia Maria. Filha de Pedro Francisco Martins e de Maria Gonçalves, moradores na Vila de Melgaço, intramuros. N.p. de Maria Alonso, solteira, de Deva de Petan, Tui; n.m. de Isabel Gomes, solteira, de São Cristóvão de Mourentão, Tui. Nasceu a 25/9/1797 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Gonçalves da Cunha e esposa, Antónia Maria, melgacenses.

 

MARTINS, António José. // Casou com Ângela Meixeiro. // Faleceu na Vila de Melgaço a 29/7/1813. // A sua viúva morava no Campo da Feira, onde se finou a 27/8/1819, na condição de pobre.

 

MARTINS, José. // Natural de Monção. // Cirurgião-dentista. // Em 1919 instalou-se na hospedaria João Braga; ali receberia todos aqueles que necessitassem dos seus serviços (JM 1269, de 2/11/1919).

 

MARTINS, José Joaquim. Filho de Vicenta Martins. Neto materno de Vicente Martins e de Josefa Martins, de Aros, Tui, moradores em Melgaço. Nasceu a 23/10/1841 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Inácio Pinto e sua esposa, Caetana Luísa Araújo, da Vila.

 

MARTINS, José Luís. Filho de Maria Antónia Martins, solteira, moradora na Vila de Melgaço. Neto materno de Pedro Martins, de Atens, e de Maria Josefa Carreira, de Santa Cristina de Lavadores, bispado de Tui. Nasceu a 21/10/1777 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinho: padre João Luís de Araújo, da Vila. Testemunhas: José Gonçalves da Cunha, negociante, residente no Campo da Feira de Fora, e Francisco Pinto de Matos, da Vila. 

 

MARTINS, José Maria. Filho de Bernarda Martins, da freguesia de São Pedro de Betanços, bispado da Corunha, moradora na Vila de Melgaço, intramuros. Neto materno de Pedro Martins e de Filipa Berguindana. Nasceu na Vila, SMP, a 14/10/1860 e foi batizado na igreja a 16 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria Pereira, soldado veterano, e Clara Leandra, residente no Campo da Feira de Dentro, Melgaço. // Devido ao facto da sua mãe se encontrar numa situação de miséria, demente, alguém requereu à Câmara Municipal a aceitação da criança na Roda, tendo sido entregue a 7/12/1860, ficando registado sob o n.º 222. // Nesse dia 7/12/1860 foi entregue à ama Maria Rosa Sarandão, casada com Manuel Joaquim Sanches, moradora intramuros. // A 1/7/1862 passou para a ama Maria José de Sousa, do lugar de Mós, freguesia de Penso, por assim o pedir Maria Rosa Sarandão, a quem a mãe do menino incomodava. // Tornou-se o sócio n.º 5975 do Montepio Geral em sessão de 30/10/1890, subscrevendo a quantia de 600$000 réis, pagando de jóia 42$000 réis, e uma quota mensal de 2$520 réis. // Foi habilitado pensionista em sessão de 13/5/1914 (*). // Por despacho de 12/12/1918 reassumiu os seus direitos, civis somente, não sendo obrigado a restituir a pensão recebida; devia, contudo, ser pensionista, mas a pensão a legar seria igual à que legaria se continuasse a sê-lo. /// (*) A 13/5/1914 tinha ele 53 anos de idade e quase 24 anos de quotas pagas, o que era insuficiente, quanto a mim, para ter direito a uma pensão; deve ter sido aposentado através de uma junta médica; logo que melhorou, deram-lhe alta. 

 

MARTINS, Ludovina. // Teve consultório de dentista na “Pensão Braga” de Junho de 1947 a 23/1/1948.

 

MARTINS, Luís Maria. // Em 1962 era motorista da Auto Viação Melgaço, L.da. // Casou com Maria Lina da Costa Martins. // No ano de 1962 a sua esposa deu à luz, na maternidade do hospital, uma criança (ver Notícias de Melgaço n.º 1435, de 20/5/1962).

 

MARTINS, Maria Joana. Filha de Pedro Francisco Martins e de Maria Gonçalves, residentes intramuros. Neta paterna de Maria Alonso, solteira, de Deva de Petan, Tui; neta materna de Isabel Gomes, solteira, de São Cristóvão de Mourentão, Tui. Nasceu na Vila a 13/2/1802 e foi batizada na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. João Manuel de Araújo, viúvo, e Maria Durães, viúva, moradores no Rio do Porto, Vila.   

 

MARTINS, Maria Luísa. Filha de ----------- Martins e de -----------------------------. Nasceu em -----------, a --/--/189-. // Em 1908 era aluna da escola primária da Vila de Melgaço, sexo feminino. // (Jornal de Melgaço n.º 728). 

 

MARTINS, Maria Rosa. Filha de José Arenas, de Ourense, e de Francisca Martins, de Pereiras, Sangonhedo, Tui, moradores no Rio do Porto, Vila de Melgaço. N.p. de Luísa Lemos, solteira, de Ourense; n.m. de Pedro Martins e de Josefa Ribeira, do sobredito lugar de Pereiras. Nasceu a 22/6/1790 e foi batizada na igreja de SMP a 26 desse mês. Padrinhos: padre Manuel José Gomes e Maria Rosa, solteira, de Paderne.

 

MARTINS, Pedro Francisco. Filho de Maria Alonso, solteira, natural de Deva de Petan, Tui, moradora em Melgaço, intramuros. Neto materno de Pedro António e de Catarina de Barria (?), naturais de Petan. // Casou na Vila de Melgaço a 7 de Setembro de 1796 com Maria, filha de Isabel Gomes, solteira, natural e moradora em São Cristóvão de Mourentão, Tui, neta materna de Francisco Gomes e de Maria Gonçalves, de Mourentão. Padrinhos da boda: José Gonçalves da Cunha e sua esposa, Antónia Maria, melgacenses. Testemunhas: AXTS, Miguel Caetano Torres Salgado, e o mordomo da igreja, MPF. // Estava viúvo de Maria Gonçalves, morava no sítio da Misericórdia, SMP, quando morreu, a 26/4/1847, não estando em seu perfeito juízo, e foi sepultado na igreja matriz. // Deixou por sua alma 15 missas, e mais três por alma de seus pais, e mais duas por penitências mal cumpridas.

 

MARTINS, Rita Maria. Filha de José Augusto da Costa Martins, de Vila Nova de Cerveira, e de Maria da Glória Besteiro, de Alvaredo, Melgaço, moradores nas Carvalhiças, SMP. Nasceu a --/--/196- e foi batizada na igreja matriz da Vila a --/--/1968. Padrinhos: José Carlos de Sousa e Marília Augusta da Costa Martins (NM 1705, de 8/12/1968). 

 

MARTINS, Rosa. // Morou nas Carvalhiças. // Faleceu a 8/3/1806.

 

MARTINS, Rosa do Souto. Filha de Manuel do Souto Martins e de Ana Brites, trabalhadores, naturais de Moreira. Nasceu nessa freguesia de Monção por volta de 1876. // Criada de servir. // Faleceu em uma casa de morada da Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, a 18/11/1908, sem sacramentos, com apenas 32 anos de idade, solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço. 

 

MARTINS, Rosa Teresa. Filha de Francisca Martins, solteira, residente no Campo da Feira de Fora, Vila. Neta materna de Pedro Martins, de Atens, e de Maria Josefa Ribeira, de Santa Cristina de Vigo, ambos do bispado de Tui. Nasceu a 5/9/1777 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Carneiro, caixeiro do mercador Pedro Gonçalves Ribeira, da Vila. Testemunhas: António Gonçalves da Silva, mercador na Vila, e o padre Manuel Gomes Fernandes, de Rouças.    

 

MARTINS, Sara Judite. Filha de Américo Armando Martins, carpinteiro, e de Margarida Adelaide de Castro, lavradeira, moradores no Louridal, Vila. N.p. de Eduardo Augusto [Martins] e de Miquelina Rosa Rodrigues; n.m. de António José de Castro e de Maria Ludovina Marinho. Nasceu no lugar do Louridal a 1/4/1898 e foi batizada na igreja de SMP a 6 desse mês e ano. Padrinhos: JCGA, casado, e Maria Escolástica de Las Casas, casada. // Nota: deve ter ido para o Brasil com seus pais.   

 

MARTINS, Teresa da Conceição. // A 26/10/1947, na maternidade do hospital da SCMM, deu à luz uma criança do sexo masculino.

 

MARTINS, Vitorina Cândida. Filha de Eduardo Augusto Martins e de Miquelina Rosa Rodrigues. // Ver no apelido Rodrigues.  

 

MATEUS

 

NM 1013, de 17/2/1952.

 

 

MATOS

 

MATOS, António Joaquim. // (ver Maria do Carmo Gonçalves).

 

MATOS, Inês Antónia. Filha de José António Pinto Matos e de Maria Antónia (ou Antónia Maria), moradores na Rua da Misericórdia. N.p. de Manuel Lopes Lima, de Viana, e de Francisca Micaela da Silva, de Caminha (onde tinham casado); n.m. de José Gomes Ribeiro e de Isabel Domingues, residentes na Vila de Melgaço. Nasceu a 13/5/1778 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: Francisco José Costa, solteiro, familiar da casa do mercador Domingos José da Costa, e Inês Antónia Pereira da Rosa, esposa do Dr. José Luís Pinto Cardoso, moradores na Vila. Testemunhas: José Maria Loné e MPF.

 

MATOS, José António. Filho de --------- de Matos e de ------------------------------. Nasceu por volta de 1852. // Faleceu na Vila a --/--/1916, com 64 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 221, de 22/10/1916). 

 

MATOS, Joaquim António. Filho de Antónia Caetana Matos, viúva, natural de Caminha, moradora no Bairro do Carvalho, Vila de Melgaço. Neto materno de Francisco Pinto de Matos, de Melgaço, e de Mariana Moreira de Lima, de Ponte de Lima. Nasceu a 10/5/1785 e foi batizado na igreja de SMP pelo padre João Rodrigues, pároco de Prado, dois dias depois. Padrinhos: Joaquim José de Castro e sua tia, Cândida Restituta, solteiros, da Quinta do Peso.     

 

MATOS, José Maria. Filho de --------- de Matos e de ---------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Fiscal de 1.ª classe dos impostos. // Em 1912 veio transferido de Caminha para Melgaço (Correio de Melgaço n.º 28, de 15/12/1912). // Em Julho de 1914 despedia-se dos melgacenses; ia para Viana (Correio de Melgaço n.º 108, de 24/7/1914).   

 

MATOS, José Maria. Filho de ---------- de Matos e de -------------------------------. Nasceu em Santo Tirso por volta de 1932. // Veio para Melgaço ainda novo; trabalhava num circo, salvo erro. Em Melgaço dedicou-se aos biscatos: como jornaleiro, pequenas obras, etc. // Casou com -----------------------. // Faleceu no lugar do Bairro do Futebol (Senhora da Graça) a --/--/1991, com 59 anos de idade. // Pai de Paulo, de Laura, e de Maria José. // Sogro de Elisabete de Magalhães e de António Pacheco. 

 

MATOS, Maria Engrácia do Carmo. Filha de José António Pinto de Matos e de Antónia Maria, moradores na Vila. N.p. de Manuel Lopes Lima, de Viana, e de Francisca Micaela da Silva, de Caminha; n.m. de José Gomes Araújo e de Isabel Domingues, residentes na Rua de Baixo, Vila. Nasceu 16/12/1776 e foi batizada na igreja de SMP a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. João Manuel Caetano de Abreu e sua irmã, Caetana Maria Isabel Abreu Soares, solteiros, da Vila de Melgaço.  

 

MATOS, Maria Fernanda. Filha de António Joaquim Gonçalves de Matos, negociante (*), de Ponte de Lima, e de Maria do Carmo Gonçalves. Nasceu na Vila a --/6/1917. No batismo teve por padrinhos José Mendes, de Braga, e Preciosa Teixeira, da Vila de Melgaço. // Faleceu a 26/10/1918, com apenas dezasseis meses de idade. // A sua mãe morrera havia poucos dias. /// (*) Trespassou em 1919 o seu estabelecimento, sito na Rua Teófilo Braga (antiga Rua da Calçada), a José Maria Pereira (JM 1262, de 14/9/1919).

 

MATOS, Maria Joana. Filha de Francisco de Matos e de Joana Maria. Nasceu na freguesia do Campo Grande, Lisboa, por volta de 1811. // Faleceu a 10/5/1901, em casa de Maria Rosa Las Casas, sita na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, só com o sacramento da extrema-unção, no estado de viúva, com cerca de 90 anos de idade, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço. 

 

 MEDEIROS

 

MEDEIROS, Octávio Manuel Soares (Dr.) // Já tinha mais de trinta anos de idade quando «… foi nomeado para o lugar de Delegado interino do Ministério Público da comarca de Melgaço no dia 26 de Fevereiro do ano de 1951» (verVil Perseguição a um Advogado por um Delegado do Ministério Público”, de José Joaquim de Abreu, advogado; edição de autor, 1955). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 970, de 18/3/1951:

 

 

     No início da sua permanência em Melgaço tornou-se amigo do Dr. Abreu, acima citado. Porém, com o tempo, essa amizade morreu, transformando-se em ódio. // Foi transferido de Melgaço por despacho publicado no Diário do Governo de 8/7/1953 (Denúncia Caluniosa, edição do Dr. José Joaquim de Abreu, ano de 1957, página 36). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1543, de 31/1/1965:

 

 

 

MEIRA

 

MEIRA, Aníbal. Filho de Manuel Luís Meira, polícia fiscal do real d’água, de São Nicolau de Mazarefes, Viana do Castelo, e de Carlota Joaquina Barbeitos, lavradeira, de Barbeita, Monção, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de José Luís Meira e de Antónia da Costa Lima, lavradores, de Marefes; n.m. de Luís Manuel Barbeitos, lavrador, de Barbeita, e de Elvira Guilhermina da Piedade, de Lisboa. Nasceu na Rua da Calçada, Vila, a 26/5/1891, e foi batizado a 13/6/1891. Padrinhos: Adriano Vicente Barbeitos, casado, natural de Barbeita, residente na freguesia de Penso, Melgaço, e sua mulher, Maria Joaquina Afonso. 

 

MEIRELES

 

MEIRELES, Alice. Filha de ----------- Meireles e de --------------- Vieira Andrade. Nasceu em -----------, a --/--/18--. // Casou com o capitão José Pires Louro de Oliveira a 24/4/1926. // Enviuvou a 11/12/1947.

 

MEIRELES, Ilídio Gonçalves. Filho de -------------------- e de -------------------. Nasceu em ----------, a --/--/1901 (confirmar). // Foi gerente, ou fiscal, da “Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas”, e também delegado em Melgaço da Liga dos Combatentes da I Grande Guerra. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1449, de 7/10/1962:

 

 

MEIRELES, Olinda. Filha de ---------- Meireles e de ------------- Andrade. Nasceu no Brasil a --/--/1881. // Faleceu em Melgaço a 25/3/1955. // Cunhada do capitão José Pires Louro de Oliveira.

 

MEIRIM

 

MEIRIM, José. Filho de --------------- Meirim e de ---------------- Alves. Nasceu a --/--/19--. // A 13/7/1912 fez exame do 1.º grau com o professor António José de Barros, obtendo a classificação de «ótimo».

 

MEIXEIRO

 

MEIXEIRO, Alzira Augusta. Filha de Manuel Inácio Meixeiro, guarda-fiscal, natural de Paderne, e de Maria Emília Duarte, natural de Campanhã, Porto. N.p. de Francisco António Meixeira e de Maria Joaquina Rodrigues; n.m. de Joaquim António Duarte e de Maria Emília da Silva. Nasceu na Calçada, Vila de Melgaço, a 27/10/1908, e foi batizada na igreja de SMP a 4 de Novembro desse ano. Padrinhos: Cândido Maria Saraiva, casado, guarda-fiscal, e Esmeralda Augusta Cerdeira, solteira, doméstica. // Faleceu a 8/11/1909 e foi sepultada no cemitério municipal.  

 

MEIXEIRO, António José. Filho de Rosa da Ascensão Meixeiro. Nasceu na freguesia da Vila a --/--/1938 (NM 427, de 1/1/1939).

 

MEIXEIRO, Aparício Duarte. Filho de -------- Meixeiro e de ------------------------. Nasceu em ------------, a --/--/189-. // Fez exame do 1.º grau na escola da Vila de Melgaço em Julho de 1908, obtendo um «bom».

 

MEIXEIRO, Clarisse. Filha de Manuel Meixeiro, natural de Paderne, e de Maria do Carmo Táboas, natural da Vila. Neta paterna de José Augusto Meixeiro e de Maria do Carmo Pereira; neta materna de Caetano Maria Táboas e de Maria Ludovina Domingues. Nasceu em -----------, a --/--/1922. // Faleceu em Galvão a 12/2/1949, vitimada pela tuberculose, e foi sepultada no dia seguinte (NM 889, de 17/2/1949).

 

MEIXEIRO, Seladina Irene. // Nasceu por volta de 1938. // Faleceu no lugar de Galvão, SMP, a --/--/2020, com oitenta e dois anos de idade (“A Voz de Melgaço” de 1/3/2020).

 

MELEIRO

 

MELEIRO, Damião. // Em 1627 era vereador mais velho e juiz pela ordenação em Melgaço. // (OJM, de ACE, p. 118).

 

MELEIRO, Domingos José (Padre). // Em 1851 era cura em SMP.

 

MELEIRO, Françoise Yvette Tessier. // Nasceu em França a 13 de Julho de 1944. // Faleceu no lugar de Galvão, Vila de Melgaço, a 18/11/2020, com setenta e seis anos de idade (ver “A Voz de Melgaço n.º 1445, de 1/12/2020, e CFAM).

 

 


MELEIRO, José Bernardino. // A 25/4/1814 era vereador da Câmara Municipal de Melgaço.

 

MELEIRO, José Gomes. // Em 1800 era vereador e juiz pela ordenação. // (OJM, de ACE, p. 132).

 

MELEIRO, Josefa Correia. // Faleceu a 3/9/1882, em sua casa, sita intramuros, Vila, com 46 anos, viúva de Francisco José da Silva, marchante, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou filhos menores.

 

MELEIRO, Manuel António. Filho de António Luís Meleiro e de Teresa Caetana Meleiro (defunta), do Nogueiral, São Paio. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 26/12/1859 com Teresa Clara, filha de Maria Peregrina de Sousa e Gama (defunta), de Várzeas, SMP. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Apolinário José Rodrigues, ambos da Vila. // Faleceu a 21/12/1877, no lugar das Várzeas, SMP, com 58 anos de idade, casado, e foi sepultado no cemitério público. // Deixou uma filha.

 

MELEIRO, Maria José. Filha de Manuel António Meleiro, lavrador, e de Teresa Clara Gama, doméstica, moradores nas Várzeas, Vila. Neta paterna de António Luís Meleiro e de Teresa Caetana Meleiro; neta materna de Maria Peregrina de Sousa e Gama. Nasceu a 16/1/1861 e foi batizada na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Guilherme Cândido Meleiro, solteiro, lavrador, residente no Nogueiral, São Paio, e a Senhora do Rosário.   

 

MELEIRO, Maria Teresa. // Proprietária. // Faleceu a 1/4/1886, intramuros, SMP, onde morava, com 84 anos de idade, no estado de viúva. // Não deixou filhos.         

 

MELEIRO, Narinda Rosa (*). Filha de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara da Gama, lavradores, residentes no lugar das Várzeas, Vila de Melgaço. Neta paterna de António Luís Meleiro e de Teresa Caetana Meleiro, do Nogueiral, São Paio; neta materna de Maria Peregrina de Sousa e Gama, solteira. Nasceu a 18/2/1864 e foi batizada na igreja de SMP a 14 de Março desse ano. Padrinho: Gaspar Pereira, proprietário, de Galvão. /// (*) Confirmar o nome.

 

MELEIRO, Rosa. Filha de -------- Meleiro e de -----------------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // A 20/7/1918 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de ótima; frequentava a escola do sexo feminino, cuja professora era Maria Augusta de Passos Brito (JM 1216).

 

MELO

 

MELO, Abel Júlio. Filho de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. Neto paterno de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; neto materno de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias. Nasceu na Vila a 15/4/1916 e foi batizado na igreja de SMP a 10 de Julho desse ano. Padrinhos: Abel Pinto da Cunha, solteiro, proprietário, e Júlia Esteves, solteira, proprietária. // Em Julho de 1933 fez exame do 2.º grau, quarta classe, ficando aprovado (NM 203, de 6/8/1933). // Depois do serviço militar cumprido, ingressou na Guarda-Fiscal. Prestou serviço no posto de Cevide (ver NM 1010, de 27/1/1952), etc. // Quando jovem, foi dirigente do Sporting Clube Melgacense. // Casou na década de quarenta com Olinda da Ascenção Pereira de Lemos, nascida em 1922, filha de Germano Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes. // Aposentou-se em 1972. // Faleceu em São Julião, Vila, onde morava, a 4/12/1995. // A sua viúva finou-se em 2006. // Com geração.     

 

MELO, Alberto. Filho de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. Neto paterno de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; neto materno de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias. Nasceu a 14/4/1910. // Foi caiador da construção civil. // Casou a 20/3/1955 com Guiomar Augusta, nascida no lugar de Baratas, São Paio, a 26/4/1895 (ou 1896), filha de Francisco Dias e de Miquelina Rodrigues, jornaleiros. Moraram durante vários anos nas Carvalhiças. // Em 1965 deu uma queda grave e teve de ser transportado para o Hospital de São João, no Porto. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1576, de 21/11/1965:

 

 

     A sua esposa faleceu no Asilo, em Eiró, Rouças, a 3 ou 8/2/1972. // Ele ainda viveu mais algum tempo, pois morreu a 6/2/1978. // Como o casal não tinha filhos, criaram duas sobrinhas da esposa: Alice e Guiomar.

 

 

 

 

 

 

 

                                    

 

MELO, Almira Augusta. Filha de Ilídio Cândido de Melo, viúvo, e de Olímpia dos Anjos Rodrigues, viúva. Neta paterna de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; neta materna de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu na Rua de Baixo, Vila de Melgaço, a 3/2/1901, e foi batizada na igreja a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria Alves, solteiro, serralheiro, e Almira Augusta, solteira, ambos da Vila. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «bom». // Casou a 20/6/1923 com Edmundo, de 23 anos de idade, seu conterrâneo, funileiro, filho de Caetano Maria Dias e de Palmira Rosa Gonçalves. // Ela faleceu a 29/4/1982 e o seu viúvo a 22/1/1985, com 85 anos de idade, e ambos foram sepultados no cemitério municipal de Melgaço. // Tiveram sete filhos.     

 

 

 

 

 

 

 

                            

MELO, Amândio César. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches, lavradores, residentes na Rua do Pio, SMP. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão. Nasceu a 17/1/1897 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. Augusto César Ribeiro Lima, solteiro, advogado, e Ana Joaquina Vasques de Abreu, casada. // Faleceu na Rua do Pio a 20/10/1899 e foi sepultado no cemitério municipal.

 

MELO, António. Filho de Júlia da Glória de Melo, solteira, natural de SMP, moradora na Rua Direita. Neto materno de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. Nasceu a 31/12/1894 e foi batizado 6/1/1895. Padrinhos: António Severo de Freitas, viúvo, escrivão e tabelião na comarca de Melgaço, natural de Ponte de Lima, e Josefa de Oliveira, casada, vendeira, espanhola, moradora na Vila de Melgaço. // Quando era pequeno dizia «rô» em lugar de arroz e por isso ficou conhecido por António “Rô”. // Foi trabalhador da construção civil, jornaleiro, e músico na Banda dos BVM. // Em 1917 partia para França, integrado no exército português, a fim de combater os alemães. Apesar de tudo teve sorte, pois regressou da maldita guerra, mas com algumas mazelas. // Em 1922 casou na igreja da Vila com Maria Augusta (1898-1988), filha de António Joaquim Durães e de Rosa de Araújo, natural de Rouças, para onde ele foi viver. // Em 1944 já estava com graves problemas de saúde – as consequências da guerra faziam-se notar cada vez mais. A 17 (ou 18) de Setembro desse ano, pereceu, submerso, no rio Minho. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 703, de 24/9/1944: «Afogado. No passado dia 18, pelas sete horas, apareceu junto à margem do rio Minho o cadáver do senhor António de Melo, mais conhecido por “António Rô”. O infeliz, que há dias faltava de casa, vinha sofrendo de alienação mental. Foi combatente da Grande Guerra e deixa na orfandade seis filhos menores   

 

 

 

 

 

MELO, António. Filho de Sofia de Jesus Maria Alves de Melo, peixeira, moradora na Vila. Neto materno de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches. Nasceu a 3/7/1916 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Abílio César Pinto e Umbelina da Cunha, casados, proprietários. // Faleceu logo a seguir, em Agosto, com apenas 48 dias de vida (Correio de Melgaço n.º 213, de 27/8/1916). 

 

MELO, António Augusto. Filho de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neto paterno de Cacilda da Glória de Melo; neto materno de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila a 3/3/1926 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Emigrou para o Brasil em 1950 (NM 942, de 13/8/1950). // Nesse país da América do Sul, a 30/3/1966, encontrou a morte mais brutal. Alguém escreveu no jornal: «Precisamente naquele dia fatídico em que uns anos atrás o Arlindo tinha deixado a sua vida no rio Minho, era ele assassinado brutalmente, por um ex-amigo, devido a uma cena de ciúmes.» (NM 1592, de 10/4/1966). // Morreu no Rio de Janeiro, solteiro, sem geração. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1592, de 10/4/1966: «Por notícias recebidas do Rio de Janeiro sabemos ter falecido vítima de agressão o nosso conterrâneo AAM, de trinta e nove anos de idade, filho de HAM, residente naquele Estado do Rio. A sua morte foi muito sentida entre nós, pois o saudoso extinto era por todos muito estimado…»

 

 

MELO, António José (Zé Truta). Filho de Júlia da Glória de Melo. Neto materno de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, todos da Vila. Nasceu na Rua Direita a 21/4/1909 e foi batizado na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: António Cândido Esteves, solteiro, estudante, e Olímpia dos Anjos Esteves, solteira, criada de servir. // Como a sua mãe morreu em 1910, ele foi entregue à sua tia, Cacilda da Glória de Melo, que o criou. // Trabalhou na agricultura e na pesca (rio Minho). // Casou na CRCM a 3/3/1949 com Rute Piedosa de Castro, nascida na Vila a 12/10/1908. // A sua esposa faleceu a 27/6/1977. // Ele ainda durou mais uns anos, pois finou-se a 3/7/1995, no hospital de Viana. // Com geração.      

 

MELO, António José. Filho de Roberto José Alves de Melo, da Vila, e de Constança Rodrigues, de Penso. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Manuel Rodrigues e de Maria da Conceição Bernardes. Nasceu na Vila a 6/1/1924 e foi batizado na igreja de SMP a de Março desse ano. Padrinhos: António Rodrigues, casado, de São Cristóvão de Mourentão, Pontevedra, residente na Vila de Melgaço, e Maria de Nazaré Gomes, solteira, melgacense. // No verão de 1938 fez exame do 2.º grau na escola da Vila, com o professor Abílio Domingues, ficando aprovado (NM 413, de 18/9/1938). // Depois da 4.ª classe aprendeu com o pai a profissão de caiador. // Casou a 27/2/1949 com a sua conterrânea Ema Rosa Sarandão, nascida em Galvão em 1928. Padrinhos da boda: Dr. Artur Anselmo (advogado) e esposa, Maria Alberta Pereira de Castro (proprietária). // Emigrante. // A sua esposa faleceu em Creusot, França, em 1980. // Ele morreu em Melgaço, no Lar Pereira de Sousa, em 2013. // Pai de Maria Fernanda, Maria Eduarda, Maria ----------, António e Artur.      

 

MELO, António José. Filho de António José de Melo e de Rute Piedosa de Castro. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de Jerónimo José de Castro e de Maria de Jesus Domingues. Nasceu em SMP a --/--/1932 (NM 145, de 17/4/1932). // S.m.n.

 

MELO, Armando (Furão). Filho de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Ludovina Gonçalves. Nasceu na Vila a 11/4/1926 e foi batizado na igreja de SMP a 13 de Junho desse ano. Padrinhos: Leopoldino Cândido de Melo e Ascenção de Campos Carvalho. // Foi trabalhador da construção civil, pescador no rio Minho, e pequeno contrabandista. Nesta última actividade, viu companheiros seus morrerem afogados, por terem caído da pequena embarcação. // Casou a 24/3/1962 com Marieta Augusta, filha de Américo Gonçalves e de Miquelina Rodrigues, e irmã da esposa do seu irmão Mâncio Alves de Melo, de Prado. // Na década de sessenta emigrou para França. O trabalho duro, falta de condições de alojamento, por vezes má alimentação, contribuíram para a sua ruína física, apesar de ser um homem rijo. No dia 8/5/1979, na cidade de Tours, com 53 anos de idade, despediu-se deste mundo.   

 

MELO, Artur Augusto. Filho de Mâncio Rosa Alves de Melo, oficial da administração, e de Georgina Cândida Marinho, doméstica. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Ribeiro Dias. Nasceu na Assadura a 11/12/1909 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Artur Augusto Alves, solteiro, trabalhador, e Constança Antónia Alves, solteira, doméstica. // No inverno de 1912, e estando sozinho em casa, aproximou-se da lareira, a fim de se aquecer; pegou fogo na roupa e, devido a queimaduras graves, viria a falecer no dia 20/11/1912; era quarta-feira, quatro horas da manhã.   

 

MELO, Augusto. Filho de Abel Júlio Alves de Melo e de Olinda da Ascensão Pereira de Lemos. Neto paterno de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho; neto materno de Germano Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes. Nasceu a 3/10/1947. // Depois da 4.ª classe partiu para a Póvoa de Varzim, a fim de frequentar a Escola Industrial e Comercial. Lê-se no NM 1478, de 21/7/1963:

 

 

 Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1522, de 9/8/1964:

 

  

     No verão de 1965 concluiu o 5.º ano «com ótima classificação» (NM 1565, de 15/8/1965). // Em 1966, por despacho do Ministro da Justiça, foi nomeado e colocado no Tribunal Judicial de Ponte de Lima como escriturário efetivo. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1593, de 17/4/1966:

 

 

     Cumpriu o serviço militar obrigatório, alcançando o posto de furriel da Polícia Militar, tendo sido mobilizado para Angola, cujo regresso se verificou em 1972. Vem então para Melgaço passar uns dias de merecido descanso, e eis que aqui encontra a sua futura esposa, Cândida Susi, aluna da Escola de Belas Artes de Pará, Brasil, que tinha vindo a Melgaço passar férias com os seus tios Maria Veiga (*) e marido, João Batista Esteves de Sousa, este último nascido na Vila de Melgaço em 1900, comerciante no Brasil. // Cândida Susi de Moura Veiga regressa à sua terra natal, mas um dia volta; casam na capela da Orada a 3/5/1975. // Em 1977 nasceu-lhes o único filho, Nuno Augusto, o qual foi batizado em 1978, tendo por padrinhos Augusto José dos Santos Fernandes e sua esposa, Isaura Ernestina de Sousa, ainda solteiro em 2012. // A sua esposa, a partir de 1981, é admitida como funcionária da Câmara Municipal de Cerveira. // Desde 1979 que Augusto ocupa o cargo de Chefe de Secretaria no Tribunal de Vila Nova de Cerveira. // Aposentou-se em 2010. // De vez, em quando, desloca-se a Melgaço a fim de visitar parentes e amigos, e dar uma vista de olhos na casa e terrenos que os seus pais lhe deixaram. /// (*) Maria Veiga era irmã da mãe de Cândida Susi.

 

MELO, Aurora Augusta. Filha de Cacilda da Glória de Melo, solteira, criada de servir. N.m. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. Nasceu na Rua Direita a 2/10/1900 e foi batizada na igreja de SMP a 7 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria Alves, solteiro, serralheiro, e Aurora da Cruz Rodrigues, solteira, ambos da Vila. // Casou a 20/12/1918, na CRCM, com António Maria de Araújo, soldado da GNR, nascido em 1897. // Por simples curiosidade transcrevo o que se escreveu no “Notícias de Melgaço” n.º 1470, de 5/5/1963: «Melgaço está vencendo aos pontos o Entroncamento, pois além dos fenómenos já anunciados neste jornal apareceu agora na casa da senhora Aurora de Melo, desta Vila, uma galinha, que de quinze em quinze dias põe um ovo descomunal, cujo peso atinge 170 gramas! Nos restantes dias da quinzena o ovo posto é normal, mas aqueles contêm dentro um ovo normal e afora isso duas claras e uma gema! Para combater a carestia da vida não está mal achada uma coisa destas, não lhes parece, leitores?!» // Ambos os cônjuges faleceram na Vila de Melgaço: o marido a 20/10/1953 e ela a 13/8/1971. // Mãe de Sebastião Augusto, António, Mário Francisco, Isabel Augusta, Maria de Lurdes, Maria Teresa, Isilda de Jesus, e Fernando Melo de Araújo. 

 

MELO, Aurora de Jesus. Filha de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neto paterno de Cacilda da Glória de Melo; neto materno de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila a 1/2/1933 (NM 183, de 17/2/1933). // Embarcou com seus pais para o Brasil. // Casou nesse país da América do Sul com Joaquim Pereira Ventura, comerciante, natural de Vila Nova de Gaia. // Mãe de Célia e de Celma de Fátima (gémeas), e ainda de Sónia Cristina. Avó de Guilherme, de Vítor, de Joana, e de Kelly Cristina.    

 

 

                                

MELO, Brandina Cândida. Filha de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, jornaleiros, de SMP. // Faleceu na Rua do Assento, Vila, a 6/7/1889, com apenas cinco anos de idade, e foi sepultada no cemitério.

 

MELO, Cacilda da Glória (*). Filha de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. N.p. de Ana Joaquina Gonçalves, sardinheira, moradora no Carvalho, SMP; n.m. de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento, moradores no dito lugar. Nasceu na Rua Direita, a 28/7/1875, e foi batizada a 2 de Agosto desse mesmo ano. Padrinhos: Ilídio de Sousa, solteiro, alfaiate, e Júlia da Glória de Sousa, solteira, negociante, moradores intramuros. // Teve um filho e uma filha como mãe solteira, mas em 1915 casou com o popular José António Penha, conhecido por “Zé Tringuelheta”, varredor municipal (ver Correio de Melgaço n.º 143, de 30/3/1915). // Em 1913 recebeu uma esmola, em nome dos órfãos de sua falecida irmã, Júlia, que ela estava a criar, enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro (Correio de Melgaço n.º 54, de 22/6/1913). // Enviuvou a 30/12/1950 (**). // Faleceu a 7/7/1956. // Do matrimónio não houve geração. /// (*) Ao elaborar o assento de batismo o padre enganou-se e escreveu: «… um indivíduo do sexo masculino, a quem dei o nome de Cacildo da Glória». Claro que isso teve consequências, pois na altura das inspecções militares lá estava o nome dela, afixado à porta da igreja matriz. /// (**) Ver “Notícias de Melgaço” n.º 961, de 7/1/1951.

 

MELO, Celeste. Filha de Mâncio Rosa Alves de Melo, oficial da administração, e de Georgina Cândida Marinho, doméstica. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Ribeiro Dias. Nasceu na Assadura a 20/9/1906 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: António Gonçalves da Mota e Hortênsia de Lurdes Gonçalves da Mota, solteiros, proprietários. // Casou a 6/11/1930 com Salatiel José da Rocha, mais conhecido por “Zé da Júlia”, nascido na Vila a 12/3/1906, trabalhador da construção civil. // Enviuvou a 26/9/1964. // Faleceu no Lar Pereira de Sousa (s.e.) a 15/1/1985. // Foi mãe de sete filhos.  

 

MELO, Deolinda Adelaide. Filha de Júlia da Glória de Melo, solteira, lavradora. Neta materna de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. Nasceu na Rua Direita a 23/5/1900 e foi batizada na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Belchior Herculano da Rocha, solteiro, caiador, e Hortênsia Adelaide de Sousa, solteira, padeira, da Vila. // Faleceu na Rua Direita, Vila, a 12/10/1901, e foi sepultada no cemitério municipal. 

 

MELO, Deolinda Augusta. Filha de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas, rurais, moradores na Vila. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 10/4/1936. // Casou com Aníbal Esteves, natural de Fiães, soldado da Guarda-Fiscal. // Enviuvou a 1/11/2004. // Sem geração.  

 

MELO, Deonilda Augusta. Filha de Júlia da Glória de Melo, solteira. Neta materna de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. Nasceu na Rua de Baixo a 1/2/1906 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Mário Teixeira Pinto, solteiro, proprietário, e Cacilda da Glória de Melo, solteira, doméstica. // Faleceu na Rua Direita a 12/9/1909 e foi sepultada no cemitério.

 

MELO, Duarte Rui. Filho de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. N.p. de Cacilda da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 23/4/1919. // Emigrou para o Brasil. // Habitou no Município de São Fidélis, perto do Estado da Baía. // Casou com Aurélia Flórida, filha de portugueses. // Enviuvou antes de 1997. // Faleceu a 30/4/2000 (*). // Pai do Dr. Eduardo Flórido, nascido a 12/8/19--, médico-cirurgião, casado com a Dr.ª Maria de Fátima Araújo, médica cardiologista, natural da Póvoa de Varzim. Residem no Brasil. // Avô de Luís Eduardo e de Marco Aurélio. /// (*) Ver “A Voz de Melgaço” n.º 1114, de 15/1999 (p. 8) e n.º 1139 (p. 16).    

 

MELO, Duartina de Fátima. Filha de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. N.p. de Cacilda da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 30/9/1935. // Embarcou para o Brasil com seus pais. // Casou nesse país com António Carlos Guimarães, agente comercial. // Mãe de Márcia (psicóloga); e de Márcio (professor de educação física).

 

 

 

MELO, Emília. Filha de Ilídio Cândido de Melo e de Olímpia dos Anjos Rodrigues. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu a 17/9/1916 (*). // Casou a --/--/1939 com António Manuel (**), da Portela de Chaviães, da mesma idade, filho do professor Rodolfo Augusto Esteves e de Ana Cândida Rodrigues. // A partir de certa altura foi residir para Viana, acompanhando o marido, que fora colocado nessa cidade. Lê-se no Notícias de Melgaço 1522, de 9/8/1964:

 

 

// Enviuvou a 18/3/1966. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1590, de 20/3/1966:  

 

 

     /// (*) Ver Correio de Melgaço n.º 221, de 22/10/1916. /// (**) António Manuel foi promovido em 1964 a 1.º oficial do Quadro da Direcção Geral das Contribuições e Impostos, acumulando com o cargo de Chefe da 1.ª Secção daquela Direcção de Finanças de Viana do Castelo (NM 1522, de 9/8/1964).     

 

MELO, Ernestina. Filha de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, lavradores, moradores na Rua do Pio, SMP. Neta paterna de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; neta materna de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão. Nasceu a 10/4/1895 e foi batizada a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Amadeu Carlos José Ribeiro Lima, solteiro, estudante, e Emília de La Salete de Barros, solteira, proprietários. // Faleceu a 2/2/1896.         

 

MELO, Fernando. Filho de Roberto José Alves de Melo, da Vila, e de Constança Rodrigues, de Penso. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Manuel Rodrigues e de Maria da Conceição Bernardes. Nasceu a 23/4/1935. // Suponho que, tal como seu pai, trabalhou na construção civil. // Casou na igreja de Chaviães a 26/7/1964 com Maria Emília, filha de Darmindo de Castro Esteves e de Anésia (ou Amélia) da Conceição Pinto, do lugar de Lages, Chaviães. Padrinhos da boda: Augusto e Amélia Pinto, primos da noiva. // Foi emigrante em França (Ver “Notícias de Melgaço” n.º 1582, de 2/1/1966, e NM 1610, de 25/9/1966). // Morreu a 31/10/1990, no Lar de Idosos de Viana do Castelo, onde se encontrava internado. // Com geração.  

 

MELO, Francisca da Glória (Chiquita). Filha de Sofia de Jesus Maria Alves de Melo (e de António “Ferrador”, segundo consta). Neta materna de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches. Nasceu por volta de 1908. // Suponho que foi residir para Paços, Melgaço, pois em 1929 nasceu-lhe, nessa freguesia, um bebé, a quem pôs o nome de António Augusto. // S.m.n. 

 

MELO (*), Francisco Maria. Filho de Ana Joaquina Gonçalves, vendedora de peixe, solteira, moradora no lugar do Carvalho, Vila. Neto materno de Vicenta Antónia Gonçalves, solteira, galega. Bisneto de José Pires e de Isabel Gonçalves, galegos. Nasceu na Vila de Melgaço a 21/12/1835 e foi batizado na igreja de SMP pelo padre Bernardino José Gomes, autorizado pelo abade João Evangelista de Sá Sotto Mayor, nesse mesmo dia. Padrinho: Francisco José Gomes, da Rua da Calçada. (Este assento de batismo foi elaborado apenas a 29/4/1861, a fim dele poder casar). // Tinha 25 anos de idade, era solteiro, moleiro e também sapateiro, quando casou na igreja de SMP a 2/5/1861, às seis horas da manhã, com Teresa Joaquina, de 28 anos de idade, solteira (**), natural da Vila, ama registada, filha de Francisco António Alves, mendigo, e de Joana Antónia Sarmento, moradores no Bairro do Carvalho. Testemunhas: José Maria Pereira, viúvo, cabo de veteranos, e Caetano Celestino de Sousa. // Ele faleceu na Rua Direita a 18/3/1891, no estado de casado. // A sua viúva, Teresa Joaquina, morreu também na Rua Direita, a 21/1/1907. // Com geração. /// (*) Quando casou ainda usava o apelido Gonçalves; passou a usar o apelido Melo certamente porque seu pai (Francisco Maria de Melo Barreto?) antes de se finar, depositou uma carta nas mãos do pároco da Vila, autorizando o seu filho bastardo a usar um dos seus apelidos. Isso aconteceu com alguma frequência. Um irmão do Francisco Maria passou a usar o apelido Almeida (certamente porque seu pai teria esse apelido). /// (**) Era solteira mas mãe de Albina da Conceição Alves (1852-1905), a qual teve três filhos de Gaspar de Brito e Rocha (Baltazar José, Belchior Herculano e Gaspar), e depois dele morrer (Gaspar de Brito e Rocha) casou com Manuel Francisco Barbeitos (ver).

 

MELO, Gaspar Herculano (Pala). Filho de Júlia da Glória de Melo (1868-1910), solteira, lavradora, residente na Rua Direita, SMP, e de (*). Neto materno de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. Nasceu a 29/6/1897 e foi batizado na igreja matriz de SMP a 3 de Julho desse ano. Padrinhos: Belchior Herculano da Rocha, solteiro, criado de servir, e Sara dos Prazeres Azevedo, solteira, ambos da Vila de Melgaço. // Agricultor (**). Tinha umas terras no lugar das Várzeas, onde ia todos os dias cultivá-las. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 15/9/1921 com Julieta, natural de Rouças, filha de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Esta senhora vendia, sobretudo nos dias de feira, os produtos da terra: hortaliça, cebola, tomate, etc., além de ovos, frangos e galinhas. // Ele faleceu na Vila a 7/6/1982. // A sua viúva morreria muitos anos depois, com 102 anos de idade! // O padrinho um dia chamou-lhe “Pala”, por ele ser muito pálido, alcunha que transportou toda a vida, e que passou para os filhos. /// (*) Consta que o seu progenitor era Maximiano Perfeito de Magalhães, de Alvaredo, antigo secretário da Câmara Municipal de Melgaço. /// (**) O “Notícias de Melgaço” n.º 1511, de 10/5/1964, informa os seus leitores de que ele obteve um 3.º prémio, no valor de 50$00, em um concurso pecuário promovido pelo Grémio da Lavoura aquando das festas do concelho; concorreu com bois de ceva.

 

 


                         

MELO, Guilherme António. Filho de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias. Nasceu a 14/7/1918. // Na década quarenta foi guarda-redes de um clube de futebol de Melgaço. // Casou a 10/8/1943 com Merciana dos Ramos Barreiros, de Prado, nascida em 1926, filha de Deolinda dos Anjos Barreiros. // Viveu alguns anos em Prado, onde nasceram seus filhos, e depois emigrou para França. // Faleceu a 13/4/1994, deixando viúva e cinco filhos.   

 

MELO, Horácio. Filho de Perpétua dos Anjos Alves de Melo. Neto materno de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. Nasceu na Vila a --/--/1931. // Teve imensa dificuldade na escola – somente em Agosto de 1954 é que conseguiu fazer exame do ensino primário. // Trabalhou como trolha durante alguns anos, mas vendo que não tinha grande futuro na sua terra natal emigrou para Espanha, onde casou com Carmen Sanches. Dessa união nasceram quatro filhos. // Morreu em 1965, com apenas trinta e quatro anos de idade, em Rio Moliños, Quintela de Leirado, Ourense (ver Notícias de Melgaço n.º 1573, de 24/10/1965). 

 

 

 

 

 

 

 

                        

MELO, Ilídio. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, lavradores, residentes na Rua de Baixo, SMP. Neto paterno de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; neto materno de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão (defuntos). Nasceu a 24/1/1887 e foi batizado a 2/2/1887. Padrinhos: Ilídio Maria de Melo (deve ser o Ilídio Cândido, tio paterno da criança) e Maria Josefa Rodrigues. // Faleceu a 1/10/1887. 

 

MELO, Ilídio Cândido. Filho de Francisco Maria de Melo, sapateiro (*), e de Teresa Joaquina Alves, doméstica. N.p. de Ana Joaquina Gonçalves, solteira; n.m. de Francisco António Alves, de SMP, e de Joana Antónia Sarmento, de Santa Cristina, bispado de Tui. Nasceu no Bairro do Carvalho a 22/4/1866, e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Ilídio Cândido de Sousa, solteiro, da Rua da Calçada, e Vitória Florinda Lourenço, casada, de intramuros. // Lavrador e jornaleiro. // Casou a 12/11/1892 com Hermínia Cândida, de 26 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Joaquim Gonçalves, carpinteiro, de Mazedo, Monção, e de Maria Miquelina Fernandes, lavradeira, de Melgaço, residentes na Vila. // O casamento não durou muito tempo, pois essa senhora faleceu a 26/2/1893, em consequência do parto. // Matrimoniou-se em segundas núpcias, a 19/9/1897, com Olímpia dos Anjos (1869-1955), de 24 anos de idade, nascida (!) e batizada em SMP, moradora em Carvalho de Lobo, Rouças, viúva de Germano de Araújo, e filha de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho, ambos da Vila. Testemunhas: José Dias, proprietário, e Belchior Herculano da Rocha, criado de servir, moradores na Vila. // O Correio de Melgaço n.º 211, de 13/8/1916, diz-nos que ele negociava em farinhas (**); a notícia aparece por causa de uma multa de 2$00 que lhe foi aplicada, por ter transgredido a lei de subsistências, deduzindo-se daí que o seu negócio era ilícito. O mesmo jornal, n.º 225, de 19/11/1916, fala novamente nele: «Foi enviado (para juízo) Ilídio de Melo, vulgo o Cuco, porque transgrediu a lei da caça, usando furão, o que é punível com 20$00 de multa…» (Um cantoneiro ganhava por essa altura 6$00/mês). // Em 1918 o casal teve mais sarilhos com a justiça, porque o administrador do concelho, Custódio Costa Brito, lhes apreendeu milho, farinha e sacos, metendo na cadeia Olímpia dos Anjos. Ele, Ilídio Cândido, teve de recorrer a um advogado, Dr. António Francisco de Sousa Araújo, a fim de libertar a esposa. // Enfim, estava-se no período da I Grande Guerra, escasseavam os bens, e quem os tinha negociava como podia. // Apesar de tantos dissabores, morreu de senilidade, a 30/8/1952, na Rua Direita, Vila. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1039, de 7/9/1952: «No passado 30 do mês findo faleceu em sua casa de residência na rua Direita desta vila o senhor Ilídio Cândido de Melo que contava a bonita idade de 86 anos. O seu funeral, que se realizou no dia seguinte, foi muito concorrido, pois o extinto era geralmente estimado no nosso meio. Paz à sua alma e os nossos sentidos pêsames à família enlutada.» // Com geração: Laura Cândida do 1.º casamento e vários do segundo matrimónio. /// (*) Mais tarde aparece como moleiro. /// (**) É possível que nessa data tivesse um moinho.

 

MELO, Inês do Nascimento. Filha de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neta paterna de Cacilda da Glória de Melo; neta materna de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 25/12/1937. // Embarcou com seus pais para Brasil, onde é comerciante. // Casou com Arménio Pires de Castro, de Vila Verde, emigrante como ela. // Mãe de Vera Lúcia (bióloga); Elaine (advogada); e Arménio (comerciante). // Avó de Rafael e de Rodrigo.   

 

MELO, Isaías Francisco. Filho de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, lavradores, de SMP. N.p. de Ana Joaquina Gonçalves (*), solteira; n.m. de Francisco António Alves, melgacense, e de Joana Antónia Sarmento, galega. Nasceu na Rua Direita a 22/5/1871 e foi batizado a 28 desse mês. Padrinhos: Diogo Pinto, sacristão da SCMM, e tocou com a coroa de Nossa Senhora, Francisco Pedreira, solteiro, de Rouças. /// (*) O padre atribuiu-lhe o apelido Abreu, em lugar de Gonçalves.

 

MELO, João Cândido. Filho de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias. Nasceu na Vila a 21/9/1913. // Casou na freguesia de Cristóval a 28/4/1940 com Hermínia Augusta Correia, tendo ido viver para essa freguesia. // Faleceu em Cristóval a 12/1/1982. // Pai de Carlos, nascido na década de quarenta.

 

MELO, Jorge Alberto (Dr.) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1590, de 20/3/1966:

 

 

MELO, José. Filho de Ilídio Cândido de Melo, moleiro, e de Olímpia dos Anjos Rodrigues, doméstica. Neto paterno de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; neto materno de José Manuel (ou José Joaquim) Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu a 6/4/1920. Testemunhas presentes na CRCM: Manuel Luís Lopes, viúvo, Francisco de Jesus Vaz, solteiro, maior, oficial de diligências, e Mâncio Rosa Alves de Melo, casado, caiador, todos da Vila. // Com 16 anos de idade, talvez na companhia de seu irmão Leopoldino Cândido, emigra para o Brasil. // Penso que jamais visitou a família e a terra onde nascera. // Em 1997, segundo informações de familiares, ele estava vivo, era solteiro e sem geração.

 

MELO, José. Filho de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. Neto paterno de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; neto materno de Maria Ludovina Gonçalves (confirmar). Nasceu a 11/8/1924. // Em Julho de 1938 concluiu o 2.º grau da instrução primária, com o professor Abílio Domingues (NM 413). // Foi sapateiro e trabalhador da construção civil. // Casou a 28/6/1948 com Maria Olinda, filha de Luís Gonçalves e de Ermezenda da Cruz Durão. // Na década de cinquenta emigrou para França; nos anos oitenta regressou a Portugal, já aposentado. // Teve a sua residência perto do Solar do Alvarinho. // A 28/6/1998 o casal festejou as bodas de ouro (VM 1098, de 15/7/1998). // Morreu a 25/3/2016, com noventa e um anos de idade. // Pai de Maria e de José Luís.

 

 

 

                              

 

MELO, José Albano. Filho de Gaspar Herculano de Melo, da Vila, e de Julieta Costas, de Rouças. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila a 22/9/1927 e foi batizado a 16 de Outubro desse ano. Padrinhos: os avós maternos. // Em 1938 fez exame do ensino primário na escola da Vila, com o professor Abílio Domingues, ficando aprovado (NM 409). // Depois do serviço militar ingressou na Guarda-Fiscal. // Em 1951 partia para Elvas (*). Pediu a transferência para Melgaço e aqui esteve até se aposentar. // Casou com Umbelina Rosa, filha de Raul Afonso e de Joana da Conceição Cerqueira, natural de São Paio. // A sua esposa faleceu em SMP em 2001 (VM 1157), com 72 anos de idade. // Chegou a ser membro da Direção dos BVM. // Faleceu a 8/11/2011. // Com geração. /// (*) Ver “Notícias de Melgaço” n.º 996, de 7/10/1951.

 

 

 

                           

                             -------------------------------------

 

MELO, José Duarte (Dr.) // Filho de António Caetano da Silva e Melo e de Maria Clara de Queirós, naturais de Valença. Nasceu nessa Vila minhota por volta de 1828. // Foi o 1.º delegado do Procurador Régio em Melgaço, nomeado por decreto de 5/12/1855 e empossado a 17/1/1856. // Tendo sido promovido a juiz em 1864, daqui saiu para a comarca do Sabugal, onde foi juiz de direito. // Era grande admirador das paisagens melgacenses, pelo que a esta terra vinha passear os seus ócios, parte das suas férias. // Não sei se voltou a exercer a sua profissão em Melgaço, mas aqui morreu, com 40 anos de idade, a 24/2/1868, solteiro, sendo sepultado na igreja da Santa Casa da Misericórdia. // A Rua Nova de Melo, cuja abertura a ele se deve, e agregada à Rua da Calçada depois do 25 de Abril de 1974, lembrou aos melgacenses durante mais de cem anos a sua passagem por este concelho de fronteira.     

 

MELO, José Joaquim. Filho de Teresa Joaquina Alves, solteira, moradora na Rua Direita, Vila, e de Francisco Maria de Melo, solteiro (*). N.m. de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento, residentes na dita Rua; n.p. de Ana Joaquina Gonçalves. Nasceu a 26/1/1859 e foi batizado na igreja de SMP a 28 desse mês. Padrinhos: José Joaquim Pires, viúvo, também morador na Rua Direita, e Teresa de Jesus, solteira, de Paços. // Ficou isento da tropa, a pedido do avô materno, nessa altura já viúvo. (Ver D.G. n.º 1, de 2/1/1880). // Jornaleiro. // Casou na igreja de SMP a 1/4/1881 com Delmira (ou Belmira) Rosa, de 18 anos idade, filha de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão, todos de Melgaço. Testemunhas: Policarpo José Gonçalves, casado, das Carvalhiças, e CCS. À cerimónia presidiu o padre Elias de Jesus Marques, com licença do abade Francisco Gomes Barreiros. // Em 1913 era o encarregado da limpeza da Vila. Leia-se o “Correio de Melgaço” n.º 31, de 5/1/1913: «A limpeza foi entregue a José Joaquim Alves de Melo pela quantia de 36$000 réis.» // Faleceu na Vila a 15/8/1920, já viúvo. // Com geração. /// (*) Os seus pais, Teresa Joaquina Alves e Francisco Maria de Melo, casaram na igreja de SMP a 2/5/1861. 

 

MELO, José Luís. Filho de José Alves de Melo e de Maria Olinda Gonçalves. Neto paterno de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves; neto materno de Luís Gonçalves e de Ermezenda da Cruz Durães. Nasceu a 30/3/1949. // Fez a 4.ª classe, jogou futebol no clube da terra (Sport Clube Melgacense) e foi bombeiro voluntário; ainda jovem resolveu alistar-se, como voluntário, na Marinha de Guerra, atingindo a patente de cabo. // Casou com Alcinda de Fátima Domingues, natural de Paços. A sua esposa trabalhou em uma Casa de Móveis nessa freguesia, cujo proprietário era de Paços de Ferreira. // Andou no mar algumas vezes, e em Lisboa foi responsável pelo bar dos marinheiros, onde também esteve o marinheiro Dantas. Aos cinquenta e tal anos reformou-se e foi morar para Paços. // Pai de Alexandra Maria (nasceu a 20/1/1974; ingressou na marinha, onde atingiu a patente de sargento) e de Pedro Jorge (nasceu a 8/9/1976 – é engenheiro).     

 

 

 

 

                            

 

MELO, José Manuel. Filho de António José de Melo e de Rute Piedosa de Castro. Neto paterno de Júlia da Glória de Melo; neto materno de Jerónimo José de Castro e de Maria de Jesus Domingues. Nasceu a 25/2/1948. // Foi motorista dos Bombeiros Voluntários de Melgaço. // Casou com Maria Belarmina Gomes, também da Vila. Em 1998 residiam em Corujeiras (VM 1096). // Enviuvou a --/--/1---. // Esteve internado em um lar dos Arcos de Valdevez; logo que houve vaga passou para um lar de Melgaço. Em 2018 estava internado no Lar de Paderne (ou da SCMM). // Morreu no Lar a 1 de Abril de 2021 (ver A Voz de Melgaço de 1/5/2021). // Pai de Julião de Melo, guarda (Guarda Nacional Republicana), e de Patrícia Rute.  

 

MELO, José Maria. Filho de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neto paterno de Cacilda da Glória de Melo; neto materno de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu no lugar dos Chãos a 29/10/1921 e foi batizado a 3 de Novembro desse ano. Padrinhos: José Domingues, empregado de comércio, da Vila, e Maria Rodrigues, de Rouças. // Embarcou para o Brasil a 27/8/1939, chegando ao Rio de Janeiro a 13 de Setembro desse ano. Saíra de Lisboa num paquete inglês, Hensigton Court, afundado pelos submarinos alemães na viagem seguinte, mais concretamente a 22/9/1939. // Casou a 27/11/1954 com Judite Marques, de origem brasileira, de quem se divorciou em 1960. Dessa união nasceu, a 25/8/1955, um filho, Fávio, mais tarde comerciante. // Uniu-se depois a Luísa de Castro, também divorciada, mas deste casamento não houve geração. Em “A Voz de Melgaço” n.º 1061, de 15/11/1996, Manuel Igrejas escreveu: «A Luísa de Castro, esposa do José de Melo, foi prestar contas ao Criador. Criatura maravilhosa, prestativa, amiga desinteressada, passou a vida servindo ao próximo. Querida por quantos a conheciam, no dia sete de Outubro encerrou sua passagem por este vale de lágrimas. Natural de Viseu, veio com os pais ainda menina para esta terra. Seu matrimónio com o nosso conterrâneo e parente durou mais de trinta anos de plena felicidade. Que Deus a tenha entre seus eleitos.» // Casou pela 3.ª vez, com Alice de Faria, natural de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, funcionária pública aposentada, viúva sem filhos (VM 1113, 1/4/1999). // Morreu no Brasil em Março de 2009 (VM de 1/4/2009).      

 

MELO, Judite de Lurdes. Filha de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas, moradores na Vila. Neta paterna de Júlia da Glória de Melo; neta materna de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 23/3/1930 e foi batizada na igreja de SMP a 22 de Junho desse ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou a 25/7/1949 com Augusto Miguel Domingues (Carlota), barbeiro, também da Vila. // A 7/9/1949 deu à luz um menino (Notícias de Melgaço n.º 914, de 16/9/1949). // Teve um restaurante na Rua do Rio do Porto. // Enviuvou a --/--/19--. // Foi mãe de três filhos.    

 

MELO, Júlia Cândida. Filha de António José de Melo e de Rute Piedosa de Castro. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de Jerónimo José de Castro e de Maria de Jesus Domingues. Nasceu a 24/12/1944. // Casou a 28/7/1968 com Abel, filho de Jacob de Carvalho Almeida e de Leopoldina Dias, funcionário da Câmara Municipal de Melgaço. Padrinhos da boda: Emiliano de Sousa e Lindalva da Ascensão de Melo. // Teve um Café na Rua da Fonte da Vila, o qual trespassou em 1996. // Com geração (ver em Carvalho). 

 

MELO, Júlia da Glória. Filha de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, trabalhadores agrícolas. Neta paterna de Ana Joaquina Gonçalves (ou Abreu), solteira; neta materna de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento. Nasceu a 7/9/1868 e foi batizada a onze desse mês e ano. Padrinhos: padre João Evangelista de Sá e Joaquina Júlia, menor, filha do bacharel José Joaquim Gomes e de Teresa da Cunha, todos da Vila. // Deve ter trabalhado como empregada doméstica, ou vendedeira de peixe, ou até jornaleira. // Viveu a vida à maneira dela, teve alguns namorados, foi mãe solteira. // A doença surgiu, e aos 42 anos de idade partia para uma viagem sem regresso. No assento de óbito pode ler-se: «a 4/9/1910, às duas horas da noite, na Rua Direita, faleceu – não tendo recebido os sacramentos – Júlia Cândida (*) de Melo, de 40 anos (**), solteira, natural e moradora nesta freguesia, filha de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, a qual não fez testamento, deixou filhos e foi sepultada no cemitério público. – O abade, Manuel José Domingues.» /// (*) A uma sua neta puseram-lhe o nome de Júlia Cândida, julgando estarem a dar-lhe o nome da avó. /// (**) Por regra os padres não consultavam os assentos de batismo; daí os enganos.   

 

MELO, Julião. Filho de José Manuel de Melo e de Maria Belarmina Gomes. Neto paterno de António José de Melo e de Rute Piedosa de Castro; neto materno de -----------Gomes e de -------------------------. Nasceu a --/--/19 - -. // É guarda da G.N.R.   

 

MELO, Laura Cândida. Filha de Ilídio Cândido Alves de Melo e de Hermínia Cândida Gonçalves, lavradores, residentes na Vila. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, moleiros; n.m. de Joaquim Gonçalves, carpinteiro, de Mazedo, Monção, e de Maria Miquelina, lavradeira, de Melgaço. Nasceu na Pigarra a 13/1/1893, e foi batizada a 22 desse mês. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, comerciante, e Cândida de Jesus Araújo Azevedo, viúva, proprietária, residente em SMP. // Ficou órfã de mãe a 26/2/1893. // Seu pai voltou a casar, a 19/9/1897. // S.m.n.  

 

MELO, Leopoldino Cândido. Filho de Ilídio Cândido de Melo e de Olímpia dos Anjos Rodrigues, lavradores-caseiros, moradores na Rua de Baixo. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu a 25/8/1898 e foi batizado a 26 de Setembro desse ano. Padrinhos: Justiniano António Esteves, solteiro, proprietário, e Vitorina Cândida Martins, solteira. // Apenas a 13/7/1912 é que fez exame do 1.º grau da instrução primária (CM 6, de 14/7/1912), conseguindo obter um «ótimo». // Emigrou ainda jovem para o Brasil, mas regressou algum tempo depois, começando então a aprender o ofício de serralheiro com o seu cunhado António Gonçalves “Ferreinho”, na sua serralharia, sita na Rua de Baixo, Vila. // Em 1926 foi padrinho do seu parente, Armando Alves de Melo, nascido a 11 de Abril desse ano. // Nos anos trinta, vendo que na terra natal não passava da cepa torta, retorna ao solo brasileiro. Os anos passam e torna-se comerciante; depois arranja uma namorada e casa-se. // Foi pai de Maria, de Emília, de João e de Leopoldino, e avô de imensos netos. // Faleceu por lá, na América do Sul, na década de noventa, salvo erro.         

 

MELO, Lindalva da Ascensão. Filha de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas, rurais, moradores na Vila. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 19/5/1933. // Foi uma jovem muito ativa: com 17 anos de idade fazia parte de uma Comissão que tinha como objetivo angariar fundos para o hospital da SCMM; para atrair mais pessoas, organizaram uma corrida de bicicletas (NM 947, de 17/9/1950). // Casou a 20/6/1954, domingo, com Manuel José, filho de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré Cintrão, proprietário do “Café Melgacense”, sito na Rua Afonso Costa. // Mais tarde encerraram o dito Café e abriram no mesmo espaço um minimercado, o qual mudaram para o edifício que mandaram construir na dita Rua Afonso Costa. // Faleceu na vila de Melgaço a 2/10/2025, com 92 anos de idade. // Mãe de Maria do Céu, de Maria Manuel, e de Fernando Manuel.

 

 

----------------------------------------------------------

 

MELO, Mâncio. Filho de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. Neto paterno de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira (ou Delmira) Rosa Sanches; neto materno de Ludovina Gonçalves. Nasceu a 21/6/1930. // Trabalhador da construção civil. // Casou na igreja de Prado a 30/5/1954 com Maria da Conceição, de 22 anos de idade, natural de Bouços, filha de Américo Gonçalves e de Miquelina Rodrigues. Padrinhos da boda: Maria Rosa Alves da Silva Calheiros e seu tio, José Maria Pereira, comerciante. // Morreu no dito lugar de Bouços, Prado, a 24/02/2021, com noventa anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/3/2021 e a agência funerária Mira). // Pai de Vítor Manuel. 

 

 

                               

 

MELO, Mâncio Rosa. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches, lavradores, residentes na Rua do Espírito Santo. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, lavradores, residentes na Rua Direita; n.m. de Manuel Joaquim Sanches, espanhol, e de Maria Rosa Sarandão, de Melgaço, (defuntos à data do seu nascimento). Nasceu a 25/12/1881 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Mâncio Rosa Botelho, casado, escrivão de Direito, e Isolina Gomes Barreiros, moradores na Vila. // Casou na igreja de SMP a 3/12/1905 com Georgina Cândida, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, sua conterrânea, filha de João Cândido Marinho (Cândido da Orada) e de Maria Delfina Dias (rodeira). Testemunhas: Carlos Bento Fernandes, solteiro, carpinteiro, e José Dias, casado, mordomo da igreja. // De 1905 a 1913 foi oficial de diligências, significando isso que tinha, pelo menos, a 4.ª classe, o que era óptimo para aquela época. Não conheço as razões, porém o “Correio de Melgaço” n.º 68, de 28/9/1913, informa-nos de que ele foi suspenso pelo Administrador do Concelho, pelo período de 30 dias, com perda de vencimentos, tendo sido substituído por Leonel Bermudes. O dito jornal, n.º 81, de 4/1/1914, dá a cruel notícia: «Por se ter negado a acompanhar o digno Sub-Delegado de Saúde, na sua visita sanitária à freguesia de Castro Laboreiro, foi demitido do lugar de oficial de diligências da administração do concelho, Mâncio Rosa Alves de Melo.» Compreende-se: nessa altura havia em Castro uma epidemia de febres, a qual matou dezenas de castrejos. O “Jornal de Melgaço” 1017, de 15/1/1914, diz que ele, depois de despedido, requereu à Câmara Municipal atestado de comportamento moral e civil. // A vida não deve ter sido nada fácil para o casal; fizeram pequeno contrabando, mas no “Correio de Melgaço” 235, de 4/2/1917, escreve-se que à Georgina foi apreendida uma pequena quantidade de bacalhau (3,5 kg), que se destinava a um comerciante de Pousa, na Galiza. Decorria então a I Grande Guerra. // Em 1927 era fiscal, ou vigilante, do matadouro; sabe-se isso porque pediu à CMM, presidida por Hermenegildo José Solheiro, um aumento de salário. Em reunião da Câmara, os vereadores contornaram a questão: «Para resolver oportunamente». // Aposentou-se a 15/2/1952 (ver NM 1001, de 18/11/1951), por limite de idade. // Morreu quase cinco anos depois, a 26/1/1957. // A sua viúva finou-se a 17/2/1961. // Com geração.    

 

 

 

  

                            

MELO, Manuel Augusto. Filho de Fernando Alves de Melo, da Vila, e de Maria Emília Esteves, de Chaviães. N.p. de Roberto José Alves de Melo e de Constança Rodrigues; n.m. de Darmindo de Castro Esteves e de Anésia da Conceição Pinto. Nasceu no Hospital da SCMM a 15/9/1968 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Augusto Lemos de Melo e sua mãe. // Devido a um lamentável acidente, perdeu a vida em 1987, com apenas dezanove anos de idade. 

 

MELO, Manuel Augusto. Filho de Abel Júlio Alves de Melo, soldado da Guarda-Fiscal, e de Olinda da Ascenção Pereira de Lemos, doméstica. N.p. de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho; n.m. de Germano Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes. Nasceu a --/--/1944. // Faleceu ainda criança, a --/--/1947.   

 

MELO, Manuel José. Filho de Francisco Maria de Melo (o padre escreveu Alves), sapateiro, e de Teresa Joaquina Alves, padeira, moradores intramuros, SMP. N.p. de Ana Joaquina Gonçalves (o padre escreveu Abreu), solteira; n.m. de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento. Nasceu a 10/7/1862 e foi batizado na igreja de SMP a 13 desse mês e ano. Padrinho: padre Manuel José Gonçalves, pároco encomendado da freguesia de Prado. // S.m.n.    

 

MELO, Manuel José. Filho de Roberto José Alves de Melo, da Vila, e de Constança Rodrigues, de Penso. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Manuel Rodrigues e de Maria da Conceição Bernardes (ou Fernandes). Nasceu a 6/5/1929 e foi batizado na igreja de SMP a 6 de Outubro desse ano. Padrinhos: Manuel Rodrigues, casado, e Angelina Rodrigues, solteira, moradores em Penso. // Depois da 4.ª classe, aprendeu a profissão de pintor da construção civil. // Na sua juventude foi jogador de futebol no clube local e, segundo consta, um bom jogador. // Casou a 20/12/1959, na igreja de Chaviães, com Maria Augusta, nascida nessa freguesia a 2/4/1931, filha de Alípio Manuel Lourenço e de Filomena de Jesus Pinto, das Lages, Chaviães. // Morou na Vila, perto do Centro de Saúde. // Morreu a 22/2/2008. // A sua viúva faleceu a 19 ou 20/2/2018. // Pai de Rita Maria.    

 

MELO, Manuel José. Filho de António José de Melo (Zé Truta) e de Rute Piedosa de Castro. Nasceu na Vila a --/--/1937 (NM 380). // Faleceu no Caneiro, SMP, a --/--/1938, com um ano de vida (NM 427).

 

MELO, Manuel Roberto. Filho de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila a --/12/1938 (NM 428, de 15/1/1939) // Faleceu a --/6/1940.

 

MELO, Margarida das Dores. Filha de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. N.p. de Cacilda da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu na Vila de Melgaço a 2/9/1930 e foi batizada na igreja de SMP a 1 de Novembro desse ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Foi com seus pais para o Brasil. // Casou nesse país a 18/12/1954 com o emigrante melgacense Manuel Félix Igrejas, nascido também na Vila a --/--/1928, filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes, artista plástico, contista, poeta, colaborador assíduo de “A Voz de Melgaço”, ex-diretor da Casa do Minho no Rio de Janeiro. // Mãe de Regina da Paz e de Deise Lúcia (faleceu a 15/3/1995). Avó de Maria Clara, de Ana Cristina, de Carolina Maria e de Caio Filipe. 

 

 

MELO,  Maria. Filha de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches; n.m. de Ludovina Gonçalves. Nasceu a 21/7/1930 e foi batizada na igreja de SMP a 24 de Agosto desse ano. Padrinhos: Mâncio do Nascimento Marques Pereira, oficial de justiça, e Duartina Esteves, ambos da Vila. // S.m.n.  

 

MELO, Maria. Filha de Timóteo Joaquim Alves de Melo, caiador, solteiro, natural da Vila, e de Palmira Augusta Esteves, doméstica, solteira, natural do Escuredo, Chaviães. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Manuel Maria Esteves e de Rosa Miquelina Marques. Nasceu na Vila em Junho de 1932 (NM 157, de 17/7/1932). // Faleceu em Galvão de Baixo, SMP, a 25/8/1933 (ver Notícias de Melgaço n.º 157, de 17/7/1932, e NM 206, de 27/8/1933).  

 

MELO, Maria. Filha de José Alves de Melo e de Maria Olinda Gonçalves. Neta paterna de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves; neta materna de Luís Gonçalves e de Ermezenda da Cruz Durães. Nasceu a 1/11/1947. // Casou a 21/2/1965 com Manuel Henrique (Zorro), nascido em Paderne por volta de 1941, filho de Jacob Carvalho de Almeida e de Leopoldina Esperança Dias. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1546, de 28/2/1965:

 

 

 

// Ambos emigraram para França, mas em finais da década de setenta, quando o governo francês resolveu dar algum dinheiro aos emigrantes para regressarem à sua terra, eles aceitaram a oferta. // Em Janeiro de 1978, salvo erro, abriram – na Vila de Melgaço – no Largo da Igreja Matriz, um bar, ao qual atribuíram o nome de “Cantinho do Adro”. No verão alugavam à Câmara Municipal um espaço, na Praça da República, a fim de montarem esplanada. // Na década de noventa, devido a infidelidades por parte do marido, ela resolveu separar-se dele. // Mãe de Maria José (licenciada; casou com um arquitecto e foi residir em Paderne); Anabela e Natália (gémeas; a segunda concluiu, com alta classificação, no ano de 1997, o Curso de Comunicação Social na Universidade do Minho).

 

MELO, Maria Armanda. Filha de Armando Alves de Melo e de Marieta Augusta Gonçalves. N.p. de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves; n.m. de -------------------------- Gonçalves e de --------------------------. Nasceu a 22/4/1954. // Casou com -------------------------------. // Com geração. 

 

MELO, Maria Augusta. Filha de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas. Neta paterna de Cacilda da Glória de Melo; neta materna de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 9/6/1928 e foi batizada na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou a 5/1/1948 (*) com António Augusto, nascido em Prado a 18/9/1923, filho de António Xavier Alves e de Filomena Albina de Castro. Padrinhos da boda: António Augusto de Melo e Delfina Domingues. // Foram para África. O “Notícias de Melgaço” n.º 1492, de 24/11/1963, dá-nos a seguinte notícia: «Vindo de Angola, onde se encontrava, partiu para o Rio de Janeiro com sua esposa, Maria Augusta de Melo, o nosso amigo António Augusto Alves.» Mãe de Fernando Augusto Alves. /// (*) (ver Notícias de Melgaço n.º 845, de 11/1/1948).

 

 

 

MELO, Maria Beatriz. Filha de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Ludovina Gonçalves. Nasceu na Vila a --/--/1937 (NM 373, de 24/10/1937). // Casou a 10/5/1956 com Armando José, sapateiro, com oficina na Rua Direita, nascido na Vila a --/--/1924, filho de Constantino José Esteves e de Gracinda de Araújo. // Emigrou com o marido e filho, Armando José, para França.   

 

MELO, Maria Fernanda. Filha de José Albano de Melo, soldado da Guarda-Fiscal, e de Umbelina Rosa Afonso, lavradeira. Neta paterna de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas; neta materna de Raul Afonso e de Joana da Conceição Cerqueira. Nasceu a --/--/195-. // Faleceu a --/--/2.00-. 

 

MELO, Maria da Glória. Filha de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas, moradores na Vila. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu a 28/4/1923 e foi batizada na igreja de SMP a 13 de Maio desse ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Consta que quando era nova teve dois filhos: um do Amândio, moço brasileiro, filho do Simão Araújo, e outro do médico, Dr. Esteves. Ambas as crianças morreram no parto. // Quando a sobrinha (engenheira Maria Manuel de Melo Igrejas) casou, em meados da década de oitenta, foi com ela e o marido para a cidade do Porto. // Faleceu no estado de solteira a 10/01/2024, com cem anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/02/2024).     

 

-----------------------------------------------------------------

 

MELO, Maria da Graça. Filha de José Albano de Melo, soldado da GF, e de Umbelina Rosa Afonso. // Comerciante. // Foi casada com António, filho do Isidoro do Paço, de quem se divorciou. // Casou em segundas núpcias com ---------------------------------.  

 

MELO, Maria José. Filha de José Albano de Melo, soldado da Guarda-Fiscal, e de Umbelina Rosa Afonso. N.p. de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas; n.m. de Raul Afonso e de Joana da Conceição Cerqueira. Nasceu em SMP a --/--/195-. // Professora do Ensino Secundário.   

 

MELO, Maria Julieta. Filha de Ilídio Cândido de Melo, moleiro, natural da Vila, e de Olímpia dos Anjos Rodrigues, doméstica, natural de Rouças. Neta paterna de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; neta materna de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu na Rua de Baixo a 11/7/1909 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês e ano. Padrinhos: José Pires, oficial veterinário do exército, representado pelo Dr. Vitoriano de Castro, e Maria Benedita Pires, solteira. // Casou muito nova, a 20/6/1926, com António Gonçalves, mais conhecido por “Ferreirinho”, de Monção, que viera para Melgaço a fim de aprender o ofício de serralheiro com o mestre “Zinona” (José Maria Alves). // Logo que puderam abriram uma loja de ferragens na Rua do Rio do Porto, à frente da qual ficou ela (Leta do Ferreirinho), visto que ele tinha uma oficina de serralheiro. // Tudo corria sobre rodas, mas o destino, ou o diabo, está sempre a pregar partidas às pessoas. Em Agosto de 1946 houve um incêndio, assim noticiado nos jornais da terra: «No passado dia 8, pelas duas horas da madrugada, manifestou-se um pavoroso incêndio numa casa do Caneiro pertencente a Gaspar Magno Pereira de Castro, não sendo possível salvar-se nada, ficando tudo reduzido a escombros. Arderam todos os utensílios ali existentes, bem como uma vaca, sendo os prejuízos avaliados em muitos milhares de escudos.» A notícia está exagerada, visto que não se tratava de uma casa, mas de uma corte de gado. Os prejuízos foram insignificantes. A maior perda foi a morte do pobre animal. A Polícia Judiciária esteve em Melgaço, analisou tudo ao pormenor, e chegou à conclusão que não tinha havido crime de fogo posto, mas sim neglicência de algum trabalhador do campo. As coisas ficaram por ali, mas passados uns anos (1952) um melgacense, de alcunha “Ranilha”, a trabalhar nas minas (da Panasqueira, salvo erro), já com os “copos” diz aos seus camaradas de trabalho que fora ele que pegara fogo ao palheiro, tendo para esse fim recebido dinheiro de António Gonçalves e de Maria Julieta de Melo, inimigos figadais do Sr. Gasparinho. Nas mesmas minas trabalhava um indivíduo algarvio, Penúrias, que estava casado em Melgaço, o qual foi contar o sucedido ao proprietário da referida corte de gado. Este transforma o caso num autêntico drama de terror. Vai com a GNR de Melgaço prender o tal “Ranilha”, mete em tribunal o “Ferreirinho” e a “Leta”, e por artes mágicas ei-los a serem condenados a penas pesadíssimas, como se tivessem matado o Salazar ou o presidente da República. // As causas do conflito são muito simples: o pai de Gaspar Magno Pereira de Castro tinha, uns anos antes, cedido um terreno, 30 ou 40 metros quadrados, perto do tal palheiro, ao casal, para a “Leta” cultivar uma hortinha; em troca, o “Ferreirinho” far-lhe-ia certamente alguns trabalhos da sua especialidade. Acontece que quando o dito senhor morre, o filho, Gaspar Magno, dá ordens determinantes ao casal para abandonar o dito terreno, sob pena de os expulsar através da justiça. As coisas azedaram-se, argumentou-se de parte a parte, trocaram-se palavras menos corretas, e depois aconteceu o incêndio. // O certo é que ambas as famílias sofreram com o caso: o “Ferreirinho” e a “Leta” foram para a Penitenciária de Lisboa, onde permaneceram vários anos, mais ela do que ele, e o tal “Ranilha” morreu por lá em 1954. A oficina encerrou e a loja ficou a dirigi-la o filho do casal, Manuel do Nascimento Gonçalves, um homem doente, que não conseguiu dar conta do recado. // Acerca da pesada pena de prisão, lendo o que se escreveu no livro “Vil perseguição a um advogado por um delegado do Ministério Público”, editado em 1955 pelo Dr. Abreu, páginas 107 a 113, fica-se com outra impressão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NM 1021, de 20/4/1952.

 

     O seu marido morreu a 13/3/1983. // Ela finou-se no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde estava internada, a 20/8/1999, com 90 anos de idade. O seu corpo jaz no cemitério municipal de Melgaço.            

 

MELO, Maria Julieta. Filha de António José de Melo e de Rute Piedosa de Castro. N.p. de Júlia da Glória de Melo; n.m. de Jerónimo José de Castro e de Maria de Jesus Domingues. Nasceu a 21/2/1935. // Camponesa. // Casou a 5/10/1958 com António, filho de Inocêncio Pereira e de Rosa Ferreira. Padrinhos da boda: Augusto Miguel Domingues (Carlota), barbeiro, e José Albano de Melo, soldado da Guarda-Fiscal. // O marido ainda foi emigrante em França, mas depois voltou e tomaram conta de terras agrícolas, como caseiros. // O seu marido morreu a --/--/2004 (confirmar). // Faleceu na freguesia da Vila a 17 ou 24/5/2013. // Com geração. 

 

MELO, Maria Julieta. Filha de José Albano de Melo e de Umbelina Rosa Afonso. N.p. de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas; n.m. de Raul Afonso e de Joana da Conceição Cerqueira. Nasceu a 14/10/1948. // Estudou no Colégio da Barbosa até ao 5.º ano do Liceu, e depois fez o Curso do Magistério Primário. É professora do ensino básico. // Casou a 25/7/1971 na igreja da Vila de Melgaço, por procuração, com Domingos Fernando da Rocha, funcionário do Banco Nacional de Angola, natural de Fafe, filho de Elias Costa da Rocha e de Rosa da Costa. Depois do casamento seguiu para Angola, para junto de seu marido. Depois da independência dessa ex-colónia regressaram a Portugal. Estão em Fafe.

 

MELO, Maria Leonor. Filha de Ilídio Cândido de Melo, natural da Vila, e de Olímpia dos Anjos Rodrigues, natural de Rouças. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu na Rua de Baixo a 14/1/1907 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Batista, solteiro, proprietário, e Maria do Carmo Esteves, solteira, proprietária. // Faleceu no estado de solteira, em Viana do Castelo, a 12/8/1988. 

 

MELO, Maria Leonor. Filha de Timóteo Joaquim Alves de Melo, caiador, da Vila de Melgaço, e de Rosa Araújo Saraiva, doméstica, de Vila Verde, moradores em SMP. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de José Saraiva e de Ana Alexandrina Araújo. Nasceu a --/--/1941. // Casou a 5/2/1961, na igreja matriz da Vila, com Manuel do Livramento (*), filho de Diamantino António de Freitas e de Laura dos Reis Trancoso. Padrinhos da boda: Armando da Costa Lopes e esposa, Maria da Conceição Lourenço. // Mãe de Maria Rosa (nasceu em Digoin, França, a 21/11/1966); e de Laura Maria (nasceu em Digoin, França, a 8/3/1969). /// (*) O noivo encontrava-se em França – delegou no seu irmão, Germano.    

 

MELO, Maria de Lurdes. Filha de Sofia de Jesus Maria Alves de Melo (e de António “Ferrador”, segundo consta). Neta materna de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches. Nasceu na Rua do Espírito Santo a 6/6/1910 e foi batizada na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: António Rodrigues, casado, padeiro, e Maria Angélica Esteves, solteira, criada de servir. // Faleceu a 17/11/1916, com apenas seis anos de idade. // Os jornais locais “Correio de Melgaço” e “Jornal de Melgaço” deram a notícia com algum destaque. // No seu assento de óbito pode ler-se: «Às 9.30 horas de 17/11/1916 faleceu, de tuberculose intestinal, Maria de Lourdes Alves de Melo, filha de pai incógnito e de Sofia de Jesus Maria Alves de Melo, solteira, doméstica, da Vila. A falecida vai ser sepultada no cemitério desta Vila. A declaração de óbito foi feita por Belchior da Rocha, casado. Depois de este registo ser lido e conferido com o seu extracto, vai ser assinado por mim, José Joaquim de Abreu, oficial do Registo Civil, e pelas testemunhas Aniceto José Rodrigues, proprietário, e José Maria Pereira, lavrador, ambos solteiros, desta Vila, não assinando o declarante por não saber 

 

MELO, Maria de Lurdes. Filha de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Ludovina Gonçalves. Nasceu a 19/2/1928 e foi batizada na igreja de SMP a 12 de Agosto desse ano. Padrinhos: João Alves e Henriqueta Alves Malheiro. // Casou na Vila a 15/1/1956 (ou 1960) com Albino Cardoso da Silva, camponês, de Oleiros. // Foram caseiros de uma pequena quinta. // Faleceu já viúva, a --/4/2011. // Com geração.

 

MELO, Maria da Natividade. Filha de Júlia da Glória Alves de Melo, da Vila. Nasceu a 21/3/1892 e foi batizada na igreja de SMP a 17 de Abril desse ano. Padrinho: José Cândido Gomes de Abreu. // S.m.n.

 

MELO, Maria Perfeita de Nazaré. Filha de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas, moradores na Vila. Neta paterna de Júlia da Glória de Melo; neta materna de José Albano Costas e de Maria Rodrigues. Nasceu em SMP a 11/7/1926 (*). // Enquanto seus pais foram vivos, residiu sempre com eles. // Teve um namorado, Alberto Caetano de Sousa (Carriço), funcionário da Câmara Municipal de Melgaço, e ambos geraram uma menina: Maria Alberta, que ele anos mais tarde perfilhou, apesar de ter casado com outra senhora. // Em reunião da Câmara Municipal de Melgaço de 20/5/1960 leu-se um requerimento seu pedindo internamento no hospital de São João, Porto, a fim de ser operada, o qual foi deferido. // Solteira. // Faleceu a 25/3/2016. /// (*) Noutro lado aparece uma Perfeita de Melo, filha dos mesmos pais, nascida a 11/6/1925, e batizada na igreja de SMP a 21 de Julho desse ano, tendo por padrinhos os seus avós maternos.

 

MELO, Maria Teresa. Filha de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves, moradores no Bairro do Carvalho, SMP. Neta paterna de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; neta materna de Maria Ludovina Gonçalves. Nasceu na Vila a --/--/1932 (NM 170, de 23/10/1932). // Faleceu a --/--/1933, com apenas nove meses de idade (NM 198, de 18/6/1933).

 

MELO, Maria Teresa. Filha de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves, moradores no Bairro do Carvalho. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Maria Ludovina Gonçalves. Nasceu a --/--/1935 (NM 269, de 28/4/1935). // Casou na igreja matriz da Vila de Melgaço a 31/12/1951, com António Vilas Domingues, agricultor e pedreiro, de Ceivães, Monção. // Em 1952, e na maternidade do hospital da SCMM, deu à luz um menino (NM 1027, de 8/6/1952). // O seu marido morreu em Digoin, França (onde era emigrante desde os anos cinquenta), a 12/1/1979, com 52 anos de idade, mas o seu corpo foi inumado no cemitério municipal de Melgaço. // Ela reside no Bairro do Carvalho, perto do Museu de Cinema. // Mãe de Manuel Augusto, de António e de Vasco, todos emigrantes em França.      

 

MELO, Mário. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches, jornaleiros. Neto paterno de Francisco Maria de Melo (1836-1891) e de Teresa Joaquina Alves (1833-1907), moleira; neto materno de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão, jornaleiros. Nasceu na Rua do Espírito Santo a 31/8/1892 e foi batizado a 25 de Setembro desse ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima, negociante, e irmã, Florinda da Glória dos Santos Lima, solteiros, da Vila. // A primeira notícia que temos da sua pessoa, é-nos dada pelo jornal “Correio de Melgaço” n.º 13, de 1/9/1912. Diz-nos que integrava a Comissão de Festas da Pastoriza, que se realizou em Agosto desse ano. // Outra notícia acerca dele aparece no “Correio de Melgaço” n.º 45, de 13/4/1913. Informa-nos de que é, nesse ano, recruta do exército, e ia assentar praça em Infantaria 3, Valença. // Mais outra, desta vez veiculada pelo “Correio de Melgaço” n.º 100, de 17/5/1914. Comentam, no dito jornal, que devido a estarem as tabernas abertas até às duas horas da manhã, houve uma desordem, tendo o Mário batido no lavrador João Lopes. // Tornou-se novamente notícia (Correio de Melgaço n.º 189, de 5/3/1916): «Foi preso para averiguações Mário de Melo (o Cuco), acusado pelo Sr. Joaquim do Carmo Álvares de Barros de haver induzido o seu filho Artur, menor de nove anos, para distrair duma cómoda 10$00 em papel, não se tendo apurado coisa alguma sobre o facto.» Isto é, não havia provas. Nesse caso, tinha direito a uma indemnização, mas quem estava disposto a defender os humildes? // Em 1917, com 25 anos de idade, partiu para a guerra. O “Jornal de Melgaço” n.º 1223, de 14/9/1918, dá a notícia do seu regresso: «Veio ontem o Cuco – quem me ler, diz: é mentira! Pois, quem há-de crer, que fosse o dia de ontem o da chegada do cuco? Como é sabido, o cuco regressa pelo São Bento, isto é, a 11 de Julho. Pois desta vez regressa o cuco ao seu lar em 9 de Setembro. Não chamais ao Mário de Melo “Cuco”? Pois este herói, que andou em França a combater os alemães, regressou ontem a esta linda terra. Os nossos cumprimentos de boas vindas.» Quer dizer: cumprira o serviço militar na altura própria e em 1917 é mobilizado para a guerra! Aposto que os filhos dos ricos e dos poderosos não puseram lá o seu delicado pé. Malditos! // Ainda outra notícia, esta por causa dos salários em atraso, devido à má administração do concelho, a que presidiu até 1919 Custódio da Costa e Brito e António Xavier Ribeiro de Figueiredo e Castro, irmão do médico, Dr. Vitoriano; o actual administrador era o Dr. Augusto César Esteves. Lê-se no jornal: «… e até o pobre Mário Cuco está sem receber 31$90, provavelmente por serviços prestados ao Hospital desta Vila» (“Jornal de Melgaço” n.º 1239, de 23/3/1919). // Casou a 1/12/1921 com Filomena Rosa Fernandes, natural de Chaviães. Foi residir então para essa freguesia e jamais deu azo a notícias. // Morreu ali, em sua casa, sita no lugar da Portela, a 23/10/1937. Era ainda um homem novo, mas a guerra, as privações, o trabalho duro, arruinaram a sua saúde. // Foi pai de Pureza de Jesus (ver em Chaviães).        

 

MELO, Mário. Filho de Vítor César Alves de Melo e de Florinda da Natividade Gonçalves. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de Maria Ludovina Gonçalves. Nasceu a --/--/1944. // Depois da 4.ª classe começou a trabalhar como trolha, a fazer vindimas e outros trabalhos sazonais. Gostava imenso de dançar. Aos domingos, a partir de Maio, havia sempre festas nas aldeias, e o Mário lá ia arranjando uma moça para bailar ao som do altifalante. Nos bailes de carnaval era vê-lo a mexer-se ao ritmo da orquestra galega ou melgacense. // Cansado de ser explorado na sua terra, aos 18 anos emigra para França. Nesse país de liberdade e bem-estar, arranjou emprego e casou-se com uma francesa, de nome Chantal. Desse matrimónio nasceu uma menina, a quem deram o nome de Sílvia. // De vez, em quando, vinha a Melgaço abraçar os familiares e amigos. // Morreu em França a um domingo, 23/9/2012. // A sua viúva finou-se também em França no mês de Dezembro do ano de 2013.    

 

MELO, Miguel Homem Azevedo Queiroz Silveira Sampaio (Dr.) // Filho do juiz de direito da comarca de Viana. // Casou com uma filha do Dr. Queiroz Lacerda, notário e advogado na dita comarca. // Em 1908 veio para Melgaço como delegado do Procurador Régio: «tomou posse na última terça-feira». Substituiu o conselheiro Sebastião Avelino da Silva Dias, que fora colocado no quadro magistrativo do Ministério Público, sem exercício, mas com vencimento. // (ver Jornal de Melgaço n.º 730; JM 752, de 24/9/1908; e JM 753, de 1/10/1908). 

 

MELO, Palmira Rosa. Filha de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches; n.m. de João Cândido Marinho (Cândido da Orada) e de Maria Delfina Dias (Rodeira). Nasceu a 19/11/1923 e foi batizada na igreja de SMP a 25 de Dezembro desse ano. // Foi a filha mais nova do casal. // A 4/11/1946 casou com Henrique Napoleão, sapateiro, também da Vila, filho de João Gonçalves, sapateiro, e de Isolina Gonçalves, peixeira. // Em Janeiro ou Fevereiro deu à luz uma menina; depois teve mais cinco filhos. // Morou na zona histórica da Vila. // Faleceu a 3/9/2002 e foi sepultada no cemitério municipal, ao lado do seu defunto marido.    

 

 

                               

MELO, Patrícia Rute. Filha de José Manuel de Melo e de Maria Belarmina Gomes. N.p. de António José de Melo e de Rute Piedosa de Castro; n.m. de ------------------ Gomes e de ------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Casou com -------------------. 

 

MELO, Perpétua dos Anjos. Filha de Mâncio Rosa Alves de Melo e de Georgina Cândida Marinho. N.p. de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira (ou Delmira) Rosa Sanches; n.m. de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Ribeiro Dias. Nasceu na Assadura a 23/3/1908 e foi batizada a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Justino de Aguiar, solteiro, criado de servir, e Perpétua dos Anjos, solteira, camponesa. // Trabalhou durante muitos anos como empregada doméstica. // Morou algum tempo no Bairro do Carvalho, Vila, perto do quartel da Guarda-Fiscal, hoje Museu do Cinema. // Era uma mulher alegre, sem quaisquer preconceitos. Nas festas e romarias era vê-la divertir-se, juntamente com as amigas, como se o tempo lhe passasse ao lado. // Faleceu no Lar Pereira de Sousa a 3/2/1983. // Mãe solteira de Horácio (1931-1965). 

 

 

  

 

 

MELO, Raul Cândido. Filho de Ilídio Cândido de Melo e de Olímpia dos Anjos Rodrigues, lavradores. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de José Manuel Rodrigues e de Emília Marinho. Nasceu na Rua de Baixo a 29/11/1903, e foi batizado a 6 de Dezembro desse ano. Padrinhos: António Joaquim Batista, solteiro, proprietário, e Laura Rodrigues, solteira, camponesa. // Fez exame do 1.º grau da instrução primária a 12/7/1916, na escola Conde de Ferreira, obtendo um «ótimo»; com ele fez também exame Manuel António Domingues, entre outros, o qual obteve a mesma classificação (Correio de Melgaço n.º 207, de 16/7/1916). // Faleceu ainda um jovenzinho, a 24/1/1918.   

 

MELO, Recordina Cândida. Filha de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, rurais, residentes na Rua de Baixo. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, residentes na Rua Direita; n.m. de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão (defuntos). Nasceu a 12/7/1884 e foi batizada na igreja de SMP a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José Manuel Dias, casado, e Umbelina Rosa, solteira, moradores na Vila.

 

MELO, Rita Cacilda. Filha de Francisco Maria de Melo, sardinheiro, e de Teresa Joaquina Alves. N.p. de Ana Joaquina Gonçalves (o padre escreveu Abreu); n.m. de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 29/1/1874, e foi batizada a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar de Brito e Rocha (*), da Vila dos Arcos, diretor da Alfândega em Melgaço, e Benta Clara Teixeira da Cunha, solteira, da Vila de Melgaço. /// (*) Deve ter sido nesta altura que o Gaspar conheceu a Albina da Conceição, irmã, por parte da mãe, da recém-nascida; ficaram amantes e em 1876 nascia o 1.º filho – Baltazar. 

 

MELO, Rita Maria. Filha de Manuel José de Melo, da Vila, e de Maria Augusta Lourenço, de Chaviães. N.p. de Roberto José Alves de Melo e de Constança Rodrigues; n.m. de Alípio Manuel Lourenço e de Filomena de Jesus Pinto. Nasceu nas Carvalhiças, SMP, a 27/9/1966. // Tirou o Curso de Educadora de Infância. Exerceu primeiro a sua profissão numa das ilhas dos Açores, e mais tarde no Algarve, onde conheceu o seu futuro marido, Paulo Vicente, tipógrafo. // Em 2011 residia em Monção e dava aulas em Melgaço. // Com geração.   

 

MELO, Roberto José. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, lavradores. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão. Nasceu na Rua do Espírito Santo a 17/4/1900 e foi batizado a 7 de Maio desse ano. Padrinhos: José Ferreira Las Casas e Maria Rosa Las Casas, representada por Julieta dos Santos Lima. // A 13/6/1912 foi julgado em audiência de polícia correcional, juntamente com outros rapazes da Vila, acusado de no dia 1/6/1911 ter furtado lenha de um monte da Assadura, pertencente a Ana Joaquina Vasques, viúva de José Cândido Gomes de Abreu. O tribunal condenou-o a dez dias de prisão e três dias de multa, a 100 réis por dia (CM n.º 2, de 16/6/1912). Para atenuar as consequências da condenação, em sessão da CMM de 19/6/1912 foi-lhe passado um atestado de pobreza. // Foi trabalhador da construção civil. // A 31/3/1923 casou na CRCM com Constança, filha de Manuel Rodrigues e de Maria da Conceição Bernardes, nascida em Felgueiras, Penso, a 1/3/1896, doméstica e horticultora. // Devia ser muito católico, pois em 1953, ele e seu filho Manuel, deram cinco dias de trabalho gratuito às obras da igreja matriz (NM 1087, de 11/10/1953). // Em consequência de uma queda que deu, em Santa Rita, Rouças, morreu a 30/10/1966. // A sua viúva faleceu a 21/2/1986.

 

MELO, Sofia de Jesus. Filha de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches, jornaleiros, de SMP. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão. Nasceu nas Carvalhiças a 30/9/1888, e foi batizada a 7 de Outubro desse ano. Padrinhos: Vitorino Joaquim Lourenço, casado, taberneiro, e Maria das Dores Lopes, solteira, «empregada no governo de sua casa.» // Foi peixeira. O “Correio de Melgaço” n.º 70, de 12/10/1913, veicula a notícia de que ela (mais a Maria da Conceição Rodrigues e Lúcia Cândida) foi multada pelo oficial da Câmara, Severino Gomes, por ter lavado sardinhas no rego público da Feira Nova, multa que não chegou a pagar, porque as autoridades camarárias tiveram em conta o seu desconhecimento da lei, prometendo elas não voltarem a fazer a mesma coisa. // Constava que fora amante do António “Ferrador”, de quem teve duas filhas: Maria de Lurdes e Francisca da Glória (Chiquita). É possível que o texto que a seguir transcrevo, extraído do “Correio de Melgaço” n.º 198, de 7/5/1916, tenha a ver com esse galã: «Na taberna da Emília da Adelina houve, na quarta-feira, pelas nove horas da noite, luta renhida entre três mulheres (…): Sofia de Melo, Maria Lourenço (*) e Elvira da Glória, as quais – penteando-se mutuamente (pobres madeixas) – disputam a primazia sobre o amante comum. Não há dúvida que esta última obteve vitória (mas só na luta corpo a corpo, bem entendido) pois obrigou as antagonistas a gritar: - ó da guarda! Aparece neste comenos o digno secretário da Administração (**) para fazer entrar na cadeia, com armas e troféus, a triunfante Elvira. Mau negócio e pouca sorte!» // A Sofia, além das duas raparigas, ainda deu à luz um rapaz; sobreviveu apenas a primeira, nascida em 1908. // Sofia de Jesus faleceu em Fevereiro de 1923. /// (*) Deve tratar-se de Maria José Lourenço, que no ano transacto dera à luz um filho, a quem pôs o nome de João António, cujo pai se ignora. /// (**) Trata-se de Maker Luís Teixeira Pinto.

 

MELO, Timóteo Joaquim. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão. Nasceu na Rua do Espírito Santo a 20/8/1906 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Timóteo Joaquim de Barros, solteiro, proprietário, e Maria Angélica Esteves, solteira, criada de servir. // Caiador. // Viveu maritalmente com Palmira Augusta (*), nascida no lugar do Escuredo, Chaviães, a 7/3/1908, filha de Manuel Maria Esteves e de Rosa Miquelina Marques. A moça ficou grávida e em Junho de 1932 nasce-lhes uma menina, a quem puseram o nome de Maria, a qual morreu, em Galvão de Baixo, a 25/8/1933. A mãe da criança tinha morrido três meses depois de a ter dado à luz, a 3/9/1932, de pneumonia, no hospital da SCMM. // A 12/5/1940 casou com Rosa, nascida a 5/5/1914, filha de José Saraiva e de Ana Alexandrina Araújo, de Vila Verde, mas a residir em Melgaço. // Ele morreu a 25/8/1951, pelas quinze horas. O jornal “Notícias de Melgaço” n.º 991, de 2/9/1951, informa-nos da sua morte: «Devido a ter tocado nos fios eléctricos, caiu o caiador Timóteo Alves de Melo de uma altura de oito metros... Chegou ao hospital já sem vida. Deixa viúva e uma filhinha de tenra idade.» // A sua viúva voltou a casar, a 20/8/1953, desta vez com Ilídio Lourenço, lavrador, e viveu até 20/12/1978. // Pai de Maria (1932-1933) e de Maria Leonor (1941). /// (*) Segundo o “Notícias de Melgaço” n.º 163, de 4/9/1932, Palmira Augusta era sobrinha do capitalista, e antigo presidente da Câmara Municipal de Melgaço, João Pires Teixeira.  

 

 

 

                          

 

MELO, Umbelina Rosa. Filha de Francisco Maria de Melo, sapateiro, e de Teresa Joaquina Alves, rodeira, moradores na Rua de Baixo, SMP. Neta paterna de Ana Joaquina Gonçalves; neta materna de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento. Nasceu na Vila a 29/10/1863 e foi batizada na igreja de SMP a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Bernardo José Lopes, solteiro, lavrador, do Bairro do Carvalho, e Umbelina Rosa Fernandes, casada com João Fernandes, marchante na Vila de Melgaço. // Criada de servir. // Faleceu solteira, na Rua de Baixo, a 13/5/1887, com apenas 22 anos de idade, e foi sepultada no cemitério.    

 

MELO, Umberto Amadeu. Filho de Cacilda da Glória de Melo, solteira, criada de servir, moradora na Rua Direita. Neto materno de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves. Nasceu a 11/4/1897 e foi batizado na igreja de SMP a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Amadeu Carlos José Ribeiro Lima, proprietário, e Maria Escolástica Las Casas, solteiros. // Foi agricultor e enxertador. // Casou a 18/7/1918 com Urbana Augusta Costas, de 21 anos de idade, irmã da Julieta, casada com Gaspar Herculano de Melo. // Residiu muitos anos na sua terra natal, mas a 3/5/1951 embarca com a esposa e filhas solteiras, no navio argentino “Salta”, para o Brasil. No livro “Padre Carlos Vaz”, página 96, lê-se: «Tem-se registado ultimamente bastante movimento na capelinha de Santa Rita. No dia 7 foi ali celebrada a Santa Missa pelas intenções de Umberto de Melo e Família, da Vila, que embarcarão brevemente para o Brasil» (VM de 15/3/1951). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 976, de 6/5/1951: «Para junto de seus estremecidos filhos partiu para o Rio de Janeiro o nosso conterrâneo senhor Umberto de Melo, acompanhado de sua esposa e filhas.» // Não sei se o fizera antes, mas em 1973 veio visitar Melgaço. // Em 1978 voltou. // Morreu na terra de Vera Cruz a 5/7/1984.

 

                              

 

MELO, Vítor César. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves; n.m. de Manuel Joaquim Sanches e de Maria Rosa Sarandão. Nasceu na Rua do Espírito Santo a 22/10/1902 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: o Dr. Vítor César Esteves (filho família), solteiro, e Maria Templana, casada, doméstica, moradora na Rua de Baixo, SMP. // A 13/6/1912 foi julgado em audiência de polícia correcional, juntamente com outros rapazes da Vila, acusado de no dia 1/6/1911 ter furtado lenha de uma propriedade da Assadura, pertencente a Ana Joaquina Vasques, viúva de José Cândido Gomes Abreu. Por ser menor de 10 anos ficou isento de responsabilidades. // Teve a profissão de caiador. // Casou a 21/10/1923, na CRCM, com Florinda da Natividade Gonçalves, de 21 anos de idade, vendedora de peixe, filha de Maria Ludovina Gonçalves, solteira. // A sua esposa faleceu no Hospital da Universidade de Coimbra, a 31/3/1953, com tétano agudo, e foi sepultada no cemitério dessa cidade dos estudantes; tinha 50 anos de idade. // Ele morreu em Melgaço a 7/3/1960. // Foi pai de oito filhos.        

                                          //  continua...