DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO
Por Joaquim A. Rocha
MACRÓBIOS
Já se vai tornando normal morrer, em Melgaço, concelho do Alto Minho, com noventa ou mais anos de idade. Ainda não há muito tempo que faleceu lá uma senhora com cento e sete anos de idade! Isto não significa que não morram pessoas nesse cantinho de Portugal com menos idade. A população de Melgaço tem vindo a diminuir desde a década de sessenta do século XX. Devido à guerra colonial (1961-1974) os jovens melgacenses emigraram para outros países da Europa, arrastando com eles os pais, irmãos mais velhos, e namoradas, que se tornaram suas esposas. Enfim, Melgaço despovoou-se. De vinte mil habitantes, restam cinco ou seis mil. Por este andar...
VAZ, João
Manuel. Filho de Manuel Vaz e de Maria Josefa Rodrigues, lavradores. Nasceu em
Penso por volta de 1779. // Faleceu a 16/2/1872, em sua casa de Paradela, com cerca de noventa e três anos de idade, no estado
de viúvo de Maria Rosa da Rocha, e foi sepultado na igreja. // Deixou filhos.
VAZ, Maria Joaquina. Filha de Zeferino Vaz e de Rosa Emília Esteves
Cordeiro, moradores no lugar das Lages. Neta paterna de António Manuel Vaz e de
Mariana Esteves Cordeiro, do dito lugar; neta materna de Francisco António
Esteves Cordeiro e de Mariana Gonçalves, do Casal Maninho. Nasceu em Penso a
17/8/1856 e foi batizada no dia seguinte pelo padre Luís Manuel Domingues, de Alvaredo.
Padrinhos: João Manuel Esteves Cordeiro, clérigo in minoribus, e Joaquina Esteves Cordeiro, solteira, ambos
pensenses. // Casou na igreja de Penso, em primeiras núpcias, a 7/9/1876, com
Manuel José Domingues, de 23 anos de idade, natural de Paderne. // Faleceu em
Penso a 19/4/1952, com noventa e cinco anos de idade.
// Mãe de José Domingues (1882-1969), casado com Florinda da Silva.
VEIGA, Maria da Glória. // Deve ser filha de Francisco António da Veiga,
natural de Formariz, Paredes de Coura, e de Alexandrina Gomes, natural de
Penso, Melgaço (confirmar). Nasceu a 24 de Julho de 1911. // Faleceu a 16 de Agosto de 2001, com noventa anos de idade, e foi sepultada no
cemitério de Penso, ao lado de Perfeito Garcia Fernandes (1914-1967), provavelmente seu marido (a confirmar).
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