quarta-feira, 4 de julho de 2018

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO
 
Por Joaquim A. Rocha




AFOGADOS

      Os rios e mares têm destas contradições: dão peixe saboroso, a água para excelentes banhos nos meses quentes, mas também dão a morte àqueles que os atravessam sem os conhecimentos necessários de natação, ou nadam nas suas praias não vigiadas. No rio Minho, que tanto tem dado às gentes que vivem perto dele, já imensas pessoas ali deixaram a vida. Uns por descuido, outros fugindo aos carabineiros, outros por suicídio.

 

     // PODERÉ, Francisco Manuel (Padre). Filho de Miguel Caetano Álvares e de Antónia Maria de Araújo Azevedo Gomes (Poderé). Neto paterno de António Álvares e de Maria Soares; neto materno de Manuel de Castro Gomes e de Mariana de Araújo Simões. Nasceu na freguesia de Chaviães, concelho de Melgaço, em Maio de 1787. // Os seus pais fizeram-lhe património, a fim de seguir a carreira eclesiástica, a 15/10/1808, quando já recebera as ordens menores. // Ainda estudante de teologia, enamorou-se de Maria Joaquina de Magalhães, solteira, natural da Vila de Melgaço, e ambos geraram duas crianças: Maria Joaquina e Francisco Luís. // Ele quis casar, mas a família não deixou, sobretudo seu tio paterno, padre Diogo Manuel Álvares, levando-o para Braga, a fim de terminar o curso. // Um dia resolve embarcar para África, para Angola, mas morre pelo caminho, talvez atirando-se ao mar. // O Dr. Augusto César Esteves, em «O Meu Livro das Gerações Melgacenses», volume I, página 588, escreveu: «O seu nome de moço anda ligado a uma aventura amorosa com uma das senhoras da Casa dos Magalhães, de São Julião de Baixo (…); no entanto, o padre Francisco Manuel, com ajudas e incentivos dos seus expatriou-se…» // Faleceu a 14/1/1820. // Conta-nos o dito Dr. Augusto César Esteves, na página citada: [e segundo constou na terra natal deu-se o decesso «na viagem de Angola que afogou que andava embarcadiço por capelão e se soube por cartas que de lá vieram; se lhe fez o seu funeral nesta igreja (e) ofícios na forma do costume desta freguesia.»] // (ver os seus descendentes na Vila de Melgaço, no apelido Magalhães).       

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