segunda-feira, 20 de junho de 2022

 GENTES DO CONCELHO MELGAÇO 

Freguesia de Paderne

Por Joaquim A. Rocha


// continuação de 2/4/2022...

CALHEIROS

 

CALHEIROS, Albertina. Filha de José Manuel Gomes Calheiros e de Teresa de Jesus Esteves. Nasceu na Cividade a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 105, de 30/6/1914). // Casou com Albano Manuel, mais velho do que ela cerca de três anos, filho de Manuel Ventura de Abreu e de Constança Augusta de Sousa Lobato, de Alvaredo. // Enviuvou a 6/9/1953.  

 

CALHEIROS, João António. Filho de António Joaquim Gomes Calheiros, lavrador, natural de Prado, e de Marcelina Rosa da Cunha, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar do Pinheiro. N.p. de José Manuel Gomes Calheiros e de Delfina Rosa Fernandes Torres; n.m. de Vitorino Joaquim da Cunha e de Maria Angélica Rodrigues. Nasceu em Paderne a 7/12/1897 e foi batizado na igreja a 9 desse mês e ano. Padrinhos: João António da Cunha, solteiro, rural, e Rita Augusta da Cunha, solteira, doméstica, tios maternos do batizando. // Faleceu a 30/1/1898 e foi sepultado no adro da igreja.  

 

CALHEIROS, João António. Filho de António Joaquim Gomes Calheiros, lavrador, natural de Prado, e de Marcelina Rosa da Cunha, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar do Pinheiro. N.p. de José Manuel Gomes Calheiros e de Delfina Rosa Fernandes Torres; n.m. de Vitorino Joaquim da Cunha e de Maria Angélica Rodrigues. Nasceu a 7/3/1899 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: João António da Cunha, solteiro, rural, e Rita Augusta da Cunha, solteira, doméstica, tios maternos do batizando. // Em 1912 era aluno na escola de Remoães, onde lecionava o professor Carlos Manuel da Rocha; nesse ano foi fazer exame do 2.º grau na escola central de Valença, ficando distinto (Correio de Melgaço n.º 13, de 1/9/1912). // Casou na CRCM a 30/12/1927 e na igreja de Prado a 5/1/1938, com Blademir, filha de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. // Fez parte da Junta de Freguesia de Prado. // Ambos faleceram em Prado: a esposa a 10/9/1963 e ele a 24/6/1978.  

 

CALHEIROS, José Manuel. Filho de ---------- Gomes Calheiros e de ------------------------. Nasceu a --/--/18--. // No 1.º semestre de 1915 foi jurado por Paderne para as causas-crime (CM 132).

 

CALVO

 

CALVO, Armando de Lurdes. Filho de José Manuel Nogueira Calvo, pedreiro, e de Olívia Rodrigues, doméstica, moradores no lugar da Várzea. Neto paterno de Manuel Nogueira Calvo e de Angelina Pires; neto materno de Luís Rodrigues e de Jerónima Rodrigues. Nasceu em Paderne a 7/11/1909 e foi batizado na igreja a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Vasques, solteiro, trabalhador, e Maria Rosa Vasques, solteira, doméstica. // Faleceu a 9/12/1911. 

 

CALVO, Isaura. Filha de José Manuel Nogueira Calvo, pedreiro, de Sanfins de Tamel, Barcelos, e de Olívia Rodrigues, doméstica, de Paderne, moradores na Várzea. Neta paterna de Manuel Nogueira Calvo e de Angelina Pires; neta materna de Luís Rodrigues e de Jerónima Rodrigues. Nasceu a 18/5/1901 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Lamas, solteiro, jornaleiro, e Guilhermina Martins, solteira, doméstica.

 

CALVO, Maria da Glória. Filha de José Manuel Nogueira Calvo, pedreiro, natural de Sanfins de Tamel, Barcelos, e de Olívia Rodrigues, doméstica, natural de Paderne, onde moravam, no lugar da Várzea. Neta paterna de Manuel Nogueira Calvo e de Angelina Pires; neta materna de Luís Rodrigues e de Jerónima Rodrigues. Nasceu em Paderne a 3/11/1907 e foi batizada na igreja a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Nogueira, solteiro, trabalhador, e Angelina Pires, viúva, doméstica, avó paterna da neófita.    

 

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CAMILA. // Exposta à porta de João Manuel Lourenço, casado, de Estivadas, na noite de 15/7/1846. Nesse dito dia foi batizada na igreja do mosteiro pelo cura Francisco Garcia. Padrinhos: o dito João Manuel e esposa, Maria Luísa.

 

CAMILA RITA. // Nasceu em Penafiel por volta de 1814. // Faleceu a 14 de Dezembro de 1902, em sua casa de morada, sita no lugar da Várzea, Paderne, Melgaço, sem sacramentos, com 88 anos de idade, no estado de solteira, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja de Paderne.   

 

CAMPELO

 

CAMPELO, João Marcelino. Filho de Ana Rodrigues (Campelo?), solteira, moradora na Várzea. N.m. de Maria José Campelo. Nasceu a 14/8/1865 e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinho: António Manuel Esteves, lavrador, casado, natural de Alvaredo.   

 

CAMPOS

 

CAMPOS, Alberto Cândido. Filho de Jerónimo de Campos, da Vila de Monção, e de Petronila Júlia de Castro, natural de Paderne, caseiros na Quinta da Torre, Várzea. N.p. de António de Campos e de Joana Durães; n.m. de Adão de Castro e de Vitória Maria Marques. Nasceu em Paderne a 6/2/1884 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Justiniano de Sousa e Castro, viúvo, advogado, proprietário, morador na Vila, e Genoveva Augusta, solteira, filha de João José Lopes, proprietário, dos Bouços, Prado.     

 

CAMPOS, Alberto Magno. Filho de Jerónimo de Campos, da Vila de Monção, e de Petronila Júlia de Castro, natural de Paderne, Melgaço, moradores na Várzea. Neto paterno de António de Campos e de Joaquina Durães; neto materno de Adão de Castro e de Maria Vitória Marques, todos lavradores. Nasceu em Paderne a 12/9/1869 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Alberto Magno de Sousa e Castro (filho de Frederico de Sousa) e sua mãe, Mariana de Sousa, da Vila de Melgaço. // Faleceu a 14/9/1870.   

 

CAMPOS, Alberto Magno. Filho de Jerónimo de Campos e de Petronila Júlia de Castro. N.p. de António de Campos e de Joaquina Durães; n.m. de Adão de Castro e de Maria Vitória Marques, da Várzea. Nasceu na Quinta da Torre, Paderne, a 28/11/1871, e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Justiniano de Sousa e Castro (representado por Alberto Magno de Sousa e Castro) e Mariana Carolina Araújo Sousa e Castro. // Faleceu a 2/2/1873. 

 

CAMPOS, Emílio. Filho de António Azevedo de Campos, proprietário. Nasceu em Miragaia por volta de 1842. // Residiu na Rua de Santo António, n.º 137, cidade do Porto. // Faleceu a 11/9/1906, pelas duas horas da manhã, no Grande Hotel Ranhada, sito no Peso, Paderne, concelho de Melgaço, sem sacramentos, com 64 anos de idade, no estado de viúvo de Adelaide Augusta Carneiro Campos, com testamento, feito no Porto, e ia ser sepultado no cemitério de Agramonte, Porto, em jazigo de família. // Deixou cinco filhos. 

 

CAMPOS, Genoveva. Filha de Jerónimo de Campos e de Petronila Júlia de Castro, lavradores, residentes na Quinta da Torre, Paderne. N.p. de António de Campos e de Joana Durães; n.m. de Adão de Castro e de Maria Vitória Marques. Nasceu a 10/3/1886 e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: António Júlio Esteves, residente na Folia, Remoães, e Genoveva Augusta Lopes, residente em Bouços, Prado, solteiros, lavradores. // Casou na igreja do mosteiro a 22/10/1906 com o seu conterrâneo Manuel Ferreira, de 26 anos de idade, solteiro. // Ambos os cônjuges faleceram em Paderne: o marido a 1/7/1933 e ela a 31/1/1970. // Mãe de Aldemiro. 

 

CAMPOS, Jerónimo. Filho de António de Campos e de Joaquina Durão (ou Durães), do lugar de Vertizelo, Monção. Nasceu e foi batizado em Monção. // Tinha 28 anos de idade, era solteiro, morava em Paderne, quando casou na igreja do mosteiro a 19/10/1868, com Petronila Júlia, de 26 anos de idade, solteira, padernense, residente na Várzea, filha de Adão de Castro e de Maria Vitória Marques, lavradores, de Paderne. Testemunhas: FASV e Manuel Francisco Gonlaves, solteiro, ambos da Portela. // Enviuvou a 5/3/1904.   

 

CAMPOS, Júlio Albano. Filho de Jerónimo de Campos, de Monção, e de Petronila Júlia de Castro, de Paderne, caseiros na Quinta da Torre. N.p. de António de Campos e de Joana Durães; n.m. de Adão de Castro e de Vitória Maria Marques. Nasceu em Paderne a 7/1/1879 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Justiniano de Sousa e Castro, casado, advogado, e Felismina da Glória (ou Felismina do Rosário) de Almeida, solteira.

    

CAMPOS, Maria da Conceição. Filha de Jerónimo de Campos, de Monção, e de Petronila Júlia de Castro, de Paderne, lavradores, caseiros na Quinta da Torre. N.p. de António de Campos e de Joana Durães; n.m. de Adão de Castro e de Vitória Maria Marques. Nasceu em Paderne a 2/8/1876 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Francisco António dos Santos Vaz e sua mulher, Francisca Soares Coutinho (representada por Maria Rita Ribeiro, solteira). // Morreu na Quinta da Torre, Paderne, a 9/3/1886, e foi sepultada na igreja a 11.   

 

CAMPOS, Olímpia Aurora. Filha de Jerónimo de Campos, natural de Monção, e de Petronila Júlia de Sousa e Castro, natural de Paderne. N.p. de António de Campos e de Joana Durães; n.m. de Adão de Castro e de Vitória Maria Marques, todos lavradores, caseiros na Quinta da Torre, Paderne. Nasceu em Paderne a 12/1/1874 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: padre Luís José Vaz, de Remoães, e Felismina Aurora de Sousa e Castro, da Calçada, Vila. // Morreu na Várzea, a 12/12/1888, e foi sepultada na igreja.     

 

CARDADEIRO

 

CARDADEIRO, Mário Dias. Filho de António Francisco Cardadeiro e de Maria da Encarnação Santos Dias. Nasceu em Cantanhede a 9/1/1940. // Trabalhou até aos 17 anos na agricultura e no comércio com seu pai. Com essa idade torna-se ajudante de motorista. Permanecerá nessa actividade até aos 21 anos. // Em 1961 vai cumprir o serviço militar, aproveitando para tirar a carta de condução. Acabada a tropa, emprega-se como motorista na firma “Belarmino Santos Figueiredo”, passando depois para “Francisco Martins Povo”, em Mongofores, estando aí cerca de ano e meio. // Em 1963 resolve vir para Melgaço, como motorista, trabalhar na empresa “Sílvio Rodrigues Pires”, acabando por casar com Maria do Rosário, filha do seu patrão. // Decorridos dois anos, estabelece-se por conta própria, adquirindo um camião para transporte de materiais de construção. Alguns anos depois compra o alvará de aluguer de camiões, enveredando pelo serviço internacional, com vinte e duas unidades de camionagem e cerca de quarenta empregados. // Durante algum tempo experimentou a política, integrando as listas do PSD, sendo vereador da Câmara Municipal de Melgaço em dois mandatos, chegando a vice-presidente no último deles, e membro da Assembleia Municipal. // Pai de Vítor, Sílvio, e Mário João. // Nos últimos tempos, zangou-se com a esposa e foi viver com uma amante. // Nota: não sei se foi ele, ou o sogro, que comprou a Quinta e Solar do Reguengo (a esclarecer).    

 

CARDADEIRO, Víctor (Dr.) Filho de Mário Dias Cardadeiro, empresário, natural de Cantanhede, e de Maria do Rosário Lourenço, natural de (?). Neto paterno de António Francisco Cardadeiro e de Maria da Encarnação Santos Dias. Foi gerado na freguesia de Paderne na década de sessenta, ou setenta, do século XX, mas nasceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // No seu concelho de nascimento fez a instrução primária e a tele-escola «até ir estudar para o Porto, e daí para Coimbra, onde se licenciou em Economia» (A Voz de Melgaço n.º 1407, 1/8/2017). // No dia 30/4/2011, no decorrer da Festa do Fumeiro e do Alvarinho de Melgaço, foi entrevistado por uma jornalista da RTP-1; encontrava-se na Quinta do Reguengo, cujos donos são os seus pais. // Nessa Quinta produz-se um vinho alvarinho de qualidade. // Em 2017 candidatou-se pelo PSD e CDS à presidência da Câmara Municipal de Melgaço, mas perdeu. // Foi vereador da CMM.      

 

CARDOSO

 

CARDOSO, António. Filho de Francisco José Cardoso, jornaleiro, natural de São Paio, e de Joaquina Rosa Gomes de Sousa, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar de Sante. Neto paterno de Manuel Joaquim Cardoso e de Joaquina Rosa Dias; neto materno de José Joaquim Gomes de Sousa e de Maria Justina Dias. Nasceu em Paderne a 1/4/1904 e foi batizado na igreja a 3 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Domingues, casado, rural, e Emília Cândida Gonçalves, solteira, doméstica. // Casou na CRCM a 27/10/1927 com Maria da Pureza Durães. // Faleceu em Paderne a 26/8/1969. // Com geração.  

 

CARDOSO, Arquelinda Cândida. Filha de Francisco José Cardoso, ferreiro, natural de São Paio, e de Joaquina Rosa Gomes de Sousa, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar de Sante. Neta paterna de Manuel Joaquim Cardoso e de Joaquina Rosa Dias; neta materna de José Joaquim Gomes de Sousa e de Maria Justina Dias. Nasceu em Paderne a 14/2/1902 e foi batizada na igreja a 16 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Domingues Casal, casado, lavrador, e Emília Cândida Gonçalves, solteira, doméstica. // Casou na CRCM a 11/8/1927 com Manuel Francisco Lourenço. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 13/3/1979.        

 

CARDOSO, Emília da Glória. Filha de Albertina Cândida Cardoso. Nasceu em Paderne a --/--/1939 (NM 432).

 

CARDOSO, Glória Cândida. Filha de António Cardoso e de Maria da Pureza Durães. Nasceu em Paderne a --/--/1930 (Notícias de Melgaço n.º 84, de 2/11/1930). // Morou no lugar do Barral. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1520, de 26/7/1964: «Na maternidade do hospital da SCMM deu à luz uma menina a senhora Glória Cândida Cardoso.» // Faleceu em Paderne em 1997; era professora (A Voz de Melgaço n.º 1080). 

 

CARDOSO, Hermezinda D. C. // Nasceu por volta de 1939. // Faleceu no lugar de Sante, freguesia de Paderne, a --/--/2020, com oitenta e um (81) anos de idade (ver “A Voz de Melgaço” n.º 1445, de 1 de Dezembro de 2020).

 

CARDOSO, Maria Olívia. Filha de Francisco José Cardoso, jornaleiro, natural de São Paio, e de Joaquina Rosa Gomes de Sousa, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar de Sante. N.p. de Manuel Joaquim Cardoso e de Joaquina Rosa Dias; n.m. de José Joaquim Gomes de Sousa e de Maria Justina Dias. Nasceu a 16/12/1899 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Júlio Dias, solteiro, criado de servir, e Maria Joaquina Domingues, casada, doméstica.

 

CARDOSO, Marieta Cândida. Filha de Francisco José Cardoso, natural de São Paio, e de Joaquina Rosa Gomes de Sousa, natural de Paderne. Nasceu na freguesia de Paderne a --/--/1915 (Correio de Melgaço n.º 171, de 24/10/1915). // Faleceu no lugar de Sante, Paderne, em 1998 (A Voz de Melgaço n.º 1089).

 

CARDOSO, Olga do Céu. Filha de Marieta Cândida Cardoso. Nasceu em Sante, Paderne, a --/--/1938 (Notícias de Melgaço n.º 393). // Faleceu nesse ano, com três meses de vida (Notícias de Melgaço n.º 403). 

 

CARPINTEIRO

 

CARPINTEIRO, Alberto. Filho de César Augusto Carpinteiro, trabalhador, natural de São Paio, e de Joaquina Rosa Rodrigues, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar de Sante. Neto paterno de Francisco José Carpinteiro e de Carolina Lopes; neto materno de Manuel António Rodrigues e de Maria Teresa de Carvalho. Nasceu em Paderne a 26/4/1902 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: Manuel Joaquim Alves Garelha, casado, lavrador, e Maria Joaquina Rodrigues, casada, doméstica. // Casou na CRCM a 15/5/1926 com Laurinda da Pureza Afonso, natural de São Paio. // A sua esposa faleceu a 8/3/1984. // Ele morreu em São Paio a 19/4/1985.      

 

CARPINTEIRO, Carlos Augusto. Filho de César Augusto Carpinteiro, trabalhador, natural de São Paio, e de Joaquina Rosa Rodrigues, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar de Sante. Neto paterno de Francisco José Carpinteiro e de Carolina Lopes; neto materno de Manuel António Rodrigues e de Maria Teresa de Carvalho. Nasceu em Paderne a 24/7/1905 e foi batizado na igreja a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Alves Garelha, casado, rural, e Maria Joaquina Rodrigues, casada, doméstica. // Casou na CRCM a 23/9/1934 com a sua conterrânea Orádia (!) Cândida Cardoso. // Ambos os cônjuges faleceram em Paderne: a esposa a 15/6/1972 e ele a 18/5/1992. // Com geração.

 

CARPINTEIRO, Guilherme Augusto. Filho de Carlos Augusto Carpinteiro e de Urânia Cândida Cardoso. Nasceu em Paderne a --/--/1940 (NM 480, de 4/2/1940). 

 

CARPINTEIRO, Maria. Filha de Carlos Augusto Carpinteiro e de Orádia Cândida Cardoso. Nasceu em Sante, Paderne, a --/10/1935 (NM 290, de 10/11/1935). // Faleceu em 1938, com apenas três anos de idade (NM 425). 

 

CARVALHO

 

CARVALHO, Abílio. Filho de Constança de Carvalho, solteira, doméstica, moradora no lugar de Paúles. Neto materno de Bento de Carvalho e de Emília Ferreira Passos. Nasceu em Paderne a 16/3/1903 e foi batizado na igreja a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Daniel Carvalho, solteiro, trabalhador, e a avó materna do batizando, casada, doméstica. // Casou na CRCM a 21/11/1929 com Maria Vaz (Notícias de Melgaço n.º 41, de 8/12/1929). // Enviuvou a 16/6/1987. // Morreu em Paderne a 6/11/1990.

 

CARVALHO, Adelaide Mercedes. Filha de Albino de Carvalho e de Maria Esteves Vaz. Nasceu em Paderne a --/--/1935 (NM 263, de 3/3/1935).

 

CARVALHO, Adelino. Filho de Daniel de Carvalho e de Maria Rita de Abreu. Nasceu em Paderne a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 98, de 3/5/1914).

 

CARVALHO, Aida de Jesus. Filha de Juvêncio de Carvalho e de Deolinda do Rosário Domingues. Nasceu em Paderne a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 221, de 22/10/1916). 

 

CARVALHO, Albertina. Filha de Abílio de Carvalho e de Maria Esteves Vaz. Nasceu em Paderne a --/--/1931 (Notícias de Melgaço n.º 96, de 1/2/1931). // Faleceu no lugar de Poules, Paderne, a --/--/2021 (A Voz de Melgaço n.º 1455, de 1/10/2021).

 

CARVALHO, Alfredo. Filho de ----------- Carvalho e de ------------------------------. Nasceu a --/--/1---. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 259, de 27/1/1935: «Alfredo Carvalho, casado, lavrador, do lugar de Covelo, freguesia de Paderne, vem declarar que a procuração que passou a sua mulher deixa de ter efeito. Paderne, 23/1/1935.» // (ver também Notícias de Melgaço n.º 261, de 17/2/1935).

 

CARVALHO, Amadeu. Filho de Abílio de Carvalho e de Maria Esteves Vaz. Nasceu em Paderne a --/--/1937 (NM 376). 

 

CARVALHO, António do Carmo. Filho de Arminda do Carmo de Carvalho. Nasceu em Pomares, Paderne, a --/--/1938 (NM 393). // Faleceu nesse ano de 1938 com três meses de vida (NM 407). 

 

CARVALHO, António Manuel. Filho de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa Lobato, moradores em Poules. N.p. de Domingos José de Carvalho e de Maria Luísa Fernandes, da Cela, Cousso; n.m. de Matias de Sousa Lobato e de Joana Barbosa Lobo, de Poules, Paderne. Nasceu a 31/5/1836 e foi batizado a 1/6/1836. Padrinhos: António José de Sousa e esposa, Ana da Rocha, do Rego, Alvaredo. 

 

CARVALHO, António Manuel. Filho de Bento de Carvalho, de Paderne, e de Emília Ferreira Passos, de Penso, moradores em Poules. N.p. de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa Lobato; n.m. de Francisco Ferreira Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu no dito lugar a 13/12/1874 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: António Domingues Caldas e Benta Domingues Caldas, do Barbeito. // Casou na igreja de Alvaredo a 5/12/1900 com Maria, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Francisco Manuel de Araújo e de Maria José Gonçalves, natural de Alvaredo, residente no lugar de Ferreiros. Testemunhas: Bento de Carvalho, casado, lavrador, e Manuel Caldas, solteiro, também lavrador. // Pai de Jaime de Carvalho (ver em Alvaredo).      

 

CARVALHO, Bento. Filho de Luís António de Carvalho, natural de Cousso, e de Maria José de Sousa, natural de Paderne. N.p. de Domingos José de Carvalho e de Maria Luísa Fernandes, de Cousso; n.m. de Raimundo de Sousa e de Joana Barbosa, de Poules, Paderne. Nasceu a 23/7/1850 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Manuel e Mariana, filhos de Matias Gonçalves, do Barbeito. // A 6/8/1916 foi eleito membro substituto da Comissão Venatória concelhia (CM 211). // Era solteiro, lavrador, morava no lugar de Fontes, quando casou na igreja de Penso a 9/4/1873 com Emília, de 18 anos de idade, solteira, costureira, nascida em Penso e residente no lugar da Carreira, filha de Francisco Ferreira de Passos, de Alvaredo, e de Ana Luísa Esteves, de Penso. Testemunhas: pai da noiva e José Esteves, solteiro, de Felgueiras.   

 

CARVALHO, Clara Maria. Filha de Domingos José de Carvalho e de Maria Joana Lourenço, lavradores. Neta paterna de João Carvalho e de Ana Afonso; neta materna de Manuel Lourenço e de Luísa Teresa Lourenço, todos do lugar de Sante. Nasceu em Paderne a 8/5/1840 e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Codeço e Maria Luísa Dias, do dito lugar. // Faleceu a 18/3/1906, em sua casa de morada, sita no lugar de Sante, sem sacramentos, no estado de solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro. 

 

CARVALHO, Clara Rosa. Filha de José de Carvalho e de Maria Joaquina Lourenço, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1820. // Faleceu a 24 de Outubro de 1898, em sua casa de morada, sita no lugar de Covelo, sem sacramentos, com 78 anos de idade, no estado de casada com António Francisco Alves, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro.

 

CARVALHO, Constança. Filha de Bento de Carvalho, lavrador, de Paderne, e de Emília Ferreira de Passos, costureira, de Penso, moradores em Paules. N.p. de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa; n.m. de Francisco Ferreira de Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu a 14/5/1879 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Manuel Francisco Domingues e sua mulher, Rosa Esteves, lavradores, de Parada do Monte. // Faleceu em Paderne a 7/11/1952. // Mãe de Leonel de Carvalho.

 

CARVALHO, Daniel. Filho de Bento de Carvalho, natural de Paderne, e de Emília Ferreira Passos, natural de Penso, moradores no lugar de Poules. Neto paterno de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa; neto materno de Francisco Ferreira Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu em Paderne a 15/2/1885 e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinhos: António de Sousa Lobato e irmã, Ana, solteiros, do lugar do Rego, Alvaredo, todos lavradores. // Morou em Queirão. // Carpinteiro e proprietário. // Casou na igreja do mosteiro a 24/8/1910 com a sua conterrânea [Maria] Rita de Abreu, de 38 anos de idade, solteira, residente no lugar de Queirão, filha de Custódio José de Abreu e de Maria Angélica de Almeida, rurais, padernenses. // A sua esposa deve ter falecido de parto em 1914 (ver Adelino de Carvalho). // Casou em segundas núpcias com a sua conterrânea Emília Lourenço. // Ambos os cônjuges faleceram em Paderne: a esposa a 11/10/1954 e ele a --/12/1956.     

 

CARVALHO, Delfina. Filha de Manuel Joaquim de Carvalho e de Rosa Maria Lourenço. N.p. de Francisco José de Carvalho e de Teresa Alves Garelha; n.m. de José Francisco Lourenço e de Maria Joaquina Domingues, todos lavradores, de Sante. Nasceu a 6/4/1868 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: António José de Carvalho e Maria Alves, casada com Domingos Alves Pereira, lavradores. // Faleceu em Paderne a 10/8/1945.     

 

CARVALHO, Erminda de Jesus. Filha de Caetano Marques de Carvalho e de Carmen das Mercês (ou da Glória) Gonçalves. Nasceu em Paderne a --/--/1917 (Correio de Melgaço n.º 250, de 20/5/1917).

 

CARVALHO, Estrela da Luz. Filha de António Armindo de Carvalho e de -----------------. Nasceu no Barral, Paderne, a --/--/19--. // Casou com Carlos Alberto Rodrigues, emigrante em França. // A 17/1/1995 comemoraram as bodas de prata (25 anos de casados).

 

CARVALHO, Firmino. Filho de Bento de Carvalho, natural de Paderne, e de Emília Ferreira Passos, natural de Penso, moradores no lugar de Poules. Neto paterno de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa, padernenses; neto materno de Francisco Ferreira Passos e de Ana Luísa Esteves, pensenses, todos lavradores. Nasceu em Paderne a 31/12/1881 e foi batizado na igreja do mosteiro pelo padre MASL a 4/1/1882. Padrinhos: o sacerdote batizante e Maria Gonçalves, solteira, de Paderne. // Era solteiro, lavrador, quando casou na igreja do mosteiro a 12/6/1910 com a sua conterrânea Emília Pires, de 25 anos de idade, solteira, doméstica, residente no lugar de Queirão, filha de Ponciano Pires e de Joaquina Fernandes. Testemunhas: Daniel de Carvalho, solteiro, carpinteiro de profissão, morador no lugar de Paúles, e Francisco Manuel Fernandes, casado, lavrador, residente no lugar da Igreja.

 

CARVALHO, Francisco. Filho de Antónia Joaquina Carvalho, de Golães. // Lavrador. // Morreu nesse lugar, onde morava, a 14/2/1885, com 62 anos de idade, solteiro, e foi sepultado no adro da igreja. 

 

CARVALHO, Guilherme. Filho de José de Carvalho e de Maria Olinda Almeida Pinto, emigrantes em França. N.p. de António de Carvalho e de Maria da Conceição Alves Garelha, residentes em Sante; n.m. de Alexandre Queirós Pinto e de Margarida Vilela Almeida, moradores em Vila Real de Trás-os-Montes. // Fez a sua 1.ª comunhão a 15/8/1990, na capela da Senhora dos Remédios, Sante, Paderne. Presidiu à cerimónia o padre José Alberto de Sousa, acolitado pelo cónego António Luís Vaz.  

 

CARVALHO, Ismael Dias. // Nasceu em Fragoso, Barcelos, por volta de 1916. // Fez o Curso Geral dos Liceus em Viana e o Curso do Magistério Primário em Braga. Foi professor agregado em Capareiros e em Darque. Teve uma promoção ao quadro geral em 1940, sendo colocado na escola de Paderne, Melgaço. Aqui casou com Dulcinda, filha de António Manuel Gonçalves e de Dulcineia Nóvoas. // Desempenhou o cargo de vereador, secretário da União Nacional, presidente da Comissão Venatória, e presidente da Liga dos Antigos Combatentes. // Aquando das feiras de Paderne, era ele que impedia que alguns feirantes prendessem os seus cavalos nas árvores, estragando-as (ver NM 856, de 2/5/1948, página 4). // Morreu a 25/1/1948 (ver um artigo escrito pelo professor A. Pinho, natural de Paderne, no Notícias de Melgaço n.º 848, de 1/2/1948, página 2, e ainda outro artigo escrito pelo professor Ascensão Afonso, natural de Fiães, no Notícias de Melgaço n.º 849, de 17/2/1948, página 2). // O professor Ascensão Afonso escreveu outro artigo sobre ele no Notícias de Melgaço n.º 887, de 30/1/1949. // Deixou uma filha, Virgínia, com apenas dez meses de idade. // A sua viúva casou em segundas núpcias com o professor do ensino primário Manuel Pinho Gonçalves, e teve mais filhos.      

 

CARVALHO, Joaquim. Filho de Bento de Carvalho, lavrador, de Paderne, e de Emília Ferreira de Passos, doméstica, de Penso, moradores em Poules. N.p. de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa; n.m. de Francisco Ferreira de Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu a 30/4/1891 e foi batizado a 6/5/1891. Padrinhos: Joaquim Pereira, casado, professor oficial da freguesia de Penso, e Maria Rosa Martins Peixoto, casada, doméstica. // Faleceu a 10/11/1891 e foi sepultado no adro da igreja.

 

CARVALHO, José. Filho de Bento de Carvalho, lavrador, natural de Paderne, e de Emília Ferreira de Passos, doméstica, natural de Penso, moradores no lugar de Poules. Neto paterno de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa; neto materno de Francisco Ferreira de Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu a 12/2/1888 e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: António de Sousa Lobato, solteiro, lavrador, e Maria de Sousa Lobato, solteira, doméstica. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 65, de 15/6/1930: «Tivemos a honra de cumprimentar no nosso escritório o senhor José de Carvalho, do lugar de Poules, desta freguesia, e que poucos dias havia que tinha regressado do Brasil. Se por ventura não é assinante do Notícias de Melgaço a redação deverá mandar-lhe o jornal que é da sua terra e que ele, com certeza, não se negará a recebe-lo e, por consequência, a pagar a sua assinatura. Acompanhou-o um seu irmão e um sobrinho que sendo casado no vizinho reino de Espanha para lá foram residir. Logo que saibamos do seu nome lho indicaremos também para que o Notícias lhe leve lá fora as notícias da sua terra 

 

CARVALHO, José António. Filho de Manuel Joaquim de Carvalho e de Rosa Maria Lourenço, moradores no lugar de Sante. N.p. de Francisco José de Carvalho e de Teresa Alves Garelha; n.m. de José Francisco Lourenço e de Maria Joaquina Domingues. Nasceu em Paderne a 7/12/1865 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Manuel de Carvalho e Maria Alves, de Soutulho.    

 

CARVALHO, José António. Filho de -------- de Carvalho e de ------------------------. Nasceu em Paderne a --/--/19--. // É ajudante na Conservatória do Registo Civil de Melgaço. // Casou com Lídia ---------------. // Em 2012, em sociedade com seu filho Daniel, engenheiro informático, “casado” com Manuela Fernandes, de Nogueiró, Braga, abriu uma agência imobiliária na Vila de Melgaço, que batizaram de “UKUBO – Mediação Imobiliária, L.da” (Licença AMI n.º 9383). 

 

CARVALHO, José Joaquim. Filho de Manuel José de Carvalho e de Isabel Alves, lavradores, residentes em Covelo. Nasceu por volta de 1800. // Morreu no dito lugar, a 29/4/1883, com 83 anos de idade, no estado de solteiro, sem geração, e foi sepultado na igreja do mosteiro.

 

CARVALHO, José Joaquim. Filho de Caetano Marques de Carvalho, natural de Remoães, e de Carma das Mercês Gonçalves, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar do Souto. Neto paterno de José Severo de Carvalho e de Leopoldina Rosa Marques; neto materno de Manuel Francisco Gonçalves e de Miquelina Rosa de Castro. Nasceu em Paderne a 1/10/1903 e foi batizado na igreja a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Vicente Gonçalves, solteiro, trabalhador, e Esménia Gonçalves, solteira, doméstica, tios maternos do batizando. // Faleceu a 8/11/1910 e foi sepultado no adro da igreja.

  

CARVALHO, José Joaquim. Filho de ---------- de Carvalho e de ------------------------------. Nasceu por volta de 1908. // Faleceu no Barral, Paderne, a --/--/1915, com apenas sete anos de idade (Correio de Melgaço n.º 135, de 2/2/1915). 

 

CARVALHO, José Luís. Filho de Manuel António Gonçalves de Carvalho e de Joana Lourenço de Neiva, lavradores, residentes em Covelo. Nasceu em Sante por volta de 1814 e morreu nesse lugar, onde morava, a 14/3/1886, com 72 anos de idade, solteiro, e foi sepultado na igreja de Paderne a 16. // Fizera testamento. // Lavrador.

 

CARVALHO, José Luís Casal. // De Sante, Paderne. // Em 1881 estava solteiro. // Lê-se no “Diário do Governo” n.º 51, de 7/3/1881: «deve pagar ao exequente, Manuel José Esteves, casado, negociante, do Peso, a quantia de 17$615 réis 

 

CARVALHO, Juvêncio. // Casou com Deolinda do Rosário Domingues. // Morreu a 19/1/1949, no hospital da SCMM, sito na Vila, com 54 anos de idade. // Pai de António Cândido e de Aida de Jesus de Carvalho (NM 887, de 30/1/1949). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 64, de 8/6/1930: «Devido a uma pertinaz doença, que já há anos lhe vinha minando a existência, veio a traiçoeira morte pôr termo aos seus dias, à menina Maria de Carvalho, filha do senhor Juvêncio de Carvalho…»

 

CARVALHO, Leonel. Filho de Constança de Carvalho. Nasceu em Paderne a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 199, de 14/5/1916).

 

CARVALHO, Leonel. // Morreu no lugar de Queirão a --/--/1930, com apenas vinte e oito dias de idade (Notícias de Melgaço n.º 47, de 26/1/1930).  

 

CARVALHO, Luís Custódio. Filho de Daniel de Carvalho, carpinteiro, e de Rita de Abreu, doméstica, moradores em Queirão. Neto paterno de Bento de Carvalho e de Emília Ferreira de Passos; neto materno de Custódio José de Abreu e de Maria Angélica de Almeida. Nasceu em Paderne a 4/10/1910 e no dia seguinte foi batizado na igreja. Padrinhos: o seu avô materno e Delfina Alves, solteira, doméstica. // Faleceu a 30/6/1911. 

 

CARVALHO, Manuel. Filho de Bento de Carvalho, lavrador, de Paderne, e de Emília Ferreira de Passos, costureira, de Penso, moradores em Longarinha. N.p. de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa; n.m. de Francisco Ferreira Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu a 4/4/1877 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel de Sousa e sua mulher, Rosa Alves, rurais. 

 

CARVALHO, Manuel. Filho de --------- Carvalho e de --------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Lê-se no Jornal de Melgaço n.º 1291, de 30/5/1920: «Pelo Juízo de Direito da comarca de Melgaço, escrivão do 2.º ofício, correm editos de 30 dias a citar Manuel de Carvalho, solteiro, maior, ausente em parte incerta do Brasil, para assistir a todos os termos do inventário por óbito de Rosa Alves Garelha, que foi do lugar de Sante, freguesia de Paderne…»   

 

CARVALHO, Manuel. // Casou a --/--/1932 com Albertina Avieira (NM 153, de 12/6/1932).

 

CARVALHO, Manuel. Filho de ------- Carvalho e de ----------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Em 1976 morava no lugar do Souto e estava casado.

 

CARVALHO, Manuel António. Filho de Paulo de Carvalho e de Maria Joaquina Fernandes, lavradores, residentes em Sante. Neto paterno de Domingos José de Carvalho e de Maria Joana Lourenço; neto materno de João Manuel Fernandes e de Maria Teresa Domingues. Nasceu a 21/6/1877 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Esteves, solteiro, empregado da Alfândega, e Maria Petronila Fernandes, lavradeira, de Sante (que batizara a criança em casa, devido a correr risco de vida). // Casou na igreja de Cristóval a 8/7/1907 com Claudina, de 30 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar de Doma, Cristóval, de onde era natural, filha de Manuel José da Ribeira e de Maria Teresa de Araújo.  

 

CARVALHO, Manuel Francisco. Filho de Caetano Marques de Carvalho, trabalhador, natural de Remoães, e de Carmem das Mercês Gonçalves, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar do Souto. Neto paterno de José Severo de Carvalho e de Leopoldina Rosa Marques; neto materno de Manuel Francisco Gonçalves e de Miquelina Rosa de Castro. Nasceu em Paderne a 4/9/1905 e foi batizado na igreja a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Vicente Gonçalves, solteiro, trabalhador, e Esménia Gonçalves, solteira, doméstica. // Casou a 26/11/1936 com Iracema Monteiro. // A sua esposa faleceu a 11/8/1989. // Faleceu em Rouças a 2/1/2000.

 

CARVALHO, Manuel Joaquim. Filho de José de Carvalho e de Maria Joaquina Lourenço, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1819. // Rural. // Faleceu a 12/8/1903, em sua casa de morada, sita no lugar de Sante, com todos os sacramentos, com 84 anos de idade, no estado de casado com Carlota Dias, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja. 

 

CARVALHO, Manuel Joaquim. Filho de Francisco de Carvalho e de Teresa Alves Garelha, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1829. // Rural. // Faleceu em sua casa de morada, sita no lugar de Sante, a 17/10/1893, com todos os sacramentos da igreja católica, com 64 anos de idade, no estado de casado com Rosa Maria Lourenço, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja paroquial.

 

CARVALHO, Manuel Joaquim. Filho de José (ou João) Alves Carvalho e de Maria Joaquina Lourenço, de Covelo. Nasceu e foi batizado em Paderne. // Casou na igreja do mosteiro a 28/7/1859 com Rosa Maria, filha de Manuel de Jesus Gonçalves e de Antónia Maria Cerqueira. Testemunhas: Francisco Rodrigues e António Manuel Rodrigues, de Covelo. // Enviuvou. // Tinha 34 anos de idade, morava em Covelo, quando voltou a casar, na dita igreja, a 21/10/1868, com Florinda Rosa, da mesma idade, solteira, padernense, residente em Sante, sua parente no 3.º grau de consanguinidade, filha de José Francisco Lourenço e de Maria Joaquina Domingues (defunta), lavradores. Testemunhas: MCR, casado, e Daniel Lourenço, solteiro, irmão da noiva.     

 

CARVALHO, Manuel José. Filho de José de (Faro? Faria?) de Carvalho e de Antónia Joaquina Cerdeira, padernenses. // Tinha 32 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja do mosteiro a 2/2/1866, com Marcelina Rosa, de 33 anos de idade, solteira, também nascida e batizada em Paderne, filha de Ana Rosa Fernandes, solteira. Testemunhas: José Joaquim Rodrigues, casado, e Luís Manuel Fernandes, casado, do Pinheiro, lavradores.

 

CARVALHO, Manuel José. Filho de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa. N.p. de Domingos José de Carvalho e de Maria Luísa Fernandes, de Cousso; n.m. de Raimundo José de Sousa e de Joana Barbosa Lobo, de Poules. Nasceu a 18/4/1840 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre António de Sousa e sua irmã Emília, solteira. 

 

CARVALHO, Maria. Filha de Manuel António Carvalho e de Rosa Maria Lourenço. N.p. de Francisco de Carvalho e de Teresa Alves; n.m. de José Francisco Lourenço e de Maria Joaquina Domingues, todos de Sante, lugar de Paderne e São Paio. Nasceu a 24/10/1855 e foi batizada no dia seguinte pelo reitor Francisco António Soares Coutinho. Padrinhos: Manuel António Rodrigues Calhegas e Maria, filha de Manuel António Alves, de Sante. 

 

CARVALHO, Maria. Filha de Vitorino José de Carvalho, de São Paio, e de Maria Luísa de Carvalho, de Sante, lavradores, residentes em Sante. N.p. de Manuel António de Carvalho e de Joaquina da Rosa; n.m. de Manuel Francisco de Carvalho e de Maria Domingues. Nasceu a 23/4/1878 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Sebastião Alves, casado, lavrador, de Sante, e a Senhora dos Remédios. Escreveu o padre, mecanizado: «os quais sei serem os próprios.» // Casou na CRCM a 11/9/1912 com Manuel Joaquim, nascido em Real, São Paio, em 1883, filho de Joana Bermudes, galega. // Faleceu em Sante a --/--/1913 (Correio de Melgaço n.º 76, de 23/11/1913).  

 

CARVALHO, Maria… // Nasceu por volta de 1880. // Faleceu em Paderne a --/--/1931, com 51 anos de idade (NM 131, de 22/11/1931).

 

CARVALHO, Maria Angélica. Filha de Domingos José de Carvalho e de Maria Joana Lourenço, lavradores. N.p. de João de Carvalho e de Antónia Afonso; n.m. de Manuel Lourenço e de Luísa Teresa Lourenço, todos de Sante. Nasceu em Paderne a 30/1/1836 e foi batizada na igreja a 2 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Francisco José Codeço e Maria Luísa Lourenço, solteiros, do dito lugar. // Lavradeira. // Casou na igreja de São Paio a 8/1/1875, com Manuel José, de 35 anos de idade, rural, residente em Soutulho, filho de Manuel Joaquim Gonçalves e de Maria Joaquina Dias. // Enviuvou a 20/5/1877. // Faleceu a 21/1/1903, no lugar de Sante, com todos os sacramentos, no estado de viúva, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério de São Paio.  

 

CARVALHO, Maria Angélica. Filha de Maria da Conceição Carvalho, solteira, doméstica, moradora em Sante. Neta materna de Manuel Joaquim Carvalho e de Rosa Lourenço. Nasceu a 20/6/1888 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Maria Gomes, casado, lavrador, e Maria Angélica Afonso, solteira, doméstica. // Casou na CRCM a 22/1/1927 com Manuel José, de 55 anos de idade, de São Paio, filho de Daniel Lourenço, e de Maria Joaquina (Aires?). // Ambos faleceram em Paderne: o marido a 15 (de?) de 1956 e ela a 17/9/1965. 

 

CARVALHO, Maria Augusta. Filha de Daniel de Carvalho e de Emília Lourenço. Nasceu a 14/10/1926. // Doméstica. // Casou com -------------------------. // Emigrou para o Brasil no ano de 1952. // Mãe de Amélia da Glória e de Celeste de Jesus. // S.m.n.   

 

CARVALHO, Maria da Conceição. Filha de -------- de Carvalho e de ------------------------. Nasceu em Sante, Paderne, a 8/10/1861, mas foi registada na Conservatória do Registo Civil em 1913 (Correio de Melgaço n.º 56, de 6/7/1913).

 

CARVALHO, Maria da Conceição. Filha de Bento de Carvalho, lavrador, natural de Paderne, e de Emília Ferreira de Passos, doméstica, natural de Penso. Neta paterna de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa; neta materna de Francisco Ferreira de Passos e de Ana Luísa Esteves. Nasceu a 28/12/1892 e foi batizada na igreja a 1/1/1893. Padrinhos: Joaquim Pereira, casado, professor oficial de Penso, e Maria Rosa Martins Peixoto, casada, doméstica. // Faleceu na Amadora a 16/1/1952.  

 

CARVALHO, Maria das Dores. Filha de Manuel José (de Faria?) Carvalho e de Claudina (ou Marcelina) Rosa Fernandes. N.p. de José (de Faria?) Carvalho e de Antónia Joaquina Cerdeira; n.m. de Ana Rosa Fernandes. Nasceu a 26/8/1867 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Manuel José Lourenço, casado, lavrador, e Maria, tia paterna, todos do lugar do Pinheiro.

 

CARVALHO, Maria da Glória. Filha de Paulo José de Carvalho, lavrador, e de Maria Joaquina Fernandes, doméstica, moradores em Sante. N.p. de Domingos José de Carvalho e de Maria Joana Lourenço; n.m. de João Manuel Fernandes Cela e de Maria Teresa Domingues. Nasceu a 23/3/1888 e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Alves Garelha, casado, lavrador, e Clara Maria de Carvalho, solteira, doméstica. // Casou na CRCM a 26/5/1919 com Hipólito Vitorino Soares Calheiros. // Ambos os cônjuges faleceram em São Paio: o marido a 1/2/1944 e ela a 15/3/1980.     

 

CARVALHO, Maria da Glória. Filha de Caetano de Carvalho, trabalhador, natural de Remoães, e de Carma das Mercês Gonçalves, doméstica, natural de Paderne, moradores no lugar do Souto. Neta paterna de José Severo de Carvalho e de Leopoldina Rosa Marques; neta materna de Manuel Francisco Gonçalves e de Miquelina Rosa de Castro. Nasceu em Paderne a 23/8/1907 e foi batizada na igreja a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António Francisco Gonçalves, solteiro, trabalhador, e Leopoldina Rosa Marques, casada, doméstica. // Casou na CRCM a 20 de Novembro de 1929 com Lindoso César Gonçalves (Notícias de Melgaço n.º 41, de 8/12/1929). // O seu marido morreu a 22/8/1992. // Ela faleceu no lugar do Souto, Peso, a 28/12/1996. 

 

CARVALHO, Maria Joaquina. Filha de Manuel António de Carvalho e de Joana Lourenço de Neiva, lavradores, de Covelo. // Morreu em Sante, onde residia, a 11/3/1883, com cerca de 87 anos de idade, casada com Manuel António Alves, do lugar de Covelo, e foi sepultada na igreja do mosteiro. // Fizera testamento. // Deixou descendência. (JLPCM)

 

CARVALHO, Maria Joaquina Alves. Filha de Antónia Joaquina de Carvalho, solteira, doméstica. Nasceu em Paderne por volta de 1822. // Faleceu a 8/2/1902, em sua casa de morada, sita no lugar de Golães, com todos os sacramentos, com 80 anos de idade, no estado de solteira, com testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro da igreja paroquial.  

 

CARVALHO, Maria José. Filho de Manuel Joaquim de Carvalho e de Carlota Dias. N.p. de José de Carvalho e de Maria Joaquina Esteves, de Covelo; n.m. de Francisco Dias e de Maria ---------------, de Sante. Nasceu em Sante a 7/10/1871 e foi batizada a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Domingues Casal e Mariana Domingues, tios maternos da neófita.

 

CARVALHO, Maria Luísa. Filha de José Maria de Carvalho e de Maria Joaquina Esteves, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1811. // Faleceu a 5/5/1894, em sua casa de morada, sita no lugar de Sante, tendo recebido apenas o sacramento da extrema-unção, com 83 anos de idade, no estado de casada com Francisco José Alves de Macedo, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja paroquial.  

 

CARVALHO, Maria da Purificação. // Nasceu por volta de 1914. // Faleceu no lugar de Regueirigo a --/--/1930, com apenas dezasseis anos de idade (NM 65, de 15/6/1930).

 

CARVALHO, Maria Teresa. Filha de -------- de Carvalho e de ---------------------. Nasceu por volta de 1826. // Faleceu no lugar do Covelo a --/--/1913, com 87 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 65, de 7/9/1913).

 

CARVALHO, Maria Teresa. Filha de Francisco José de Carvalho de Teresa Alves Garelha, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1827. // Faleceu a 10/12/1905, em sua casa de morada, sita no lugar de Sante, sem sacramentos, com 78 anos de idade, no estado de viúva de Manuel António Rodrigues, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.

 

CARVALHO, Mariana. Filha de Luís António de Carvalho e de Maria José de Sousa. N.p. de Domingos José de Carvalho e de Maria Luísa Fernandes, de Cousso; n.m. de Raimundo José de Sousa e de Joana Barbosa Lobo, de Poules. Nasceu a 18/8/1843 e foi batizada a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel e Mariana, solteiros, filhos de Matias Gonçalves, do Barbeito.   

 

CARVALHO, Paula Eliana Rodrigues. // Nasceu por volta de 1985. // Faleceu no Pontilhão, Paderne, em 1996, com apenas 11 anos de idade, devido a doença. // Deixou pais, avós, irmão…

 

CARVALHO, Rosa Maria. Filha de Domingos José de Carvalho e de Maria Joana Lourenço, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1843. // Faleceu a 21/8/1899, em sua casa de morada, sita no lugar de Sante, apenas com o sacramento da extrema-unção, com 56 anos de idade, no estado de solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no adro da igreja. 

 

CARVALHO, Rosa Maria. Filha de Manuel Joaquim de Carvalho e de Rosa Maria Lourenço, lavradores. Nasceu em Paderne por volta de 1870. // Faleceu em Sante, onde morava, a 14/10/1887, com apenas 17 anos de idade, no estado de solteira, e foi sepultada na igreja do mosteiro.  

 

CARVALHO, Rosalina da Glória. Filha de Abílio de Carvalho e de Maria Vaz. Nasceu em Paderne a --/--/1932 (NM 179, de 8/1/1932).

 

CARVALHO, Rosalina de Jesus. Filha de Caetano Marques de Carvalho, natural de Remoães, e de Carmen das Mercês (ou da Glória) Gonçalves, natural de Paderne. Nasceu em Paderne a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 123, de 3/11/1914). // continua...

sábado, 18 de junho de 2022

FERREIRA DA SILVA

(Bracarense por nascimento e melgacense pelo coração) 

Casa do Dr. Juiz Pinto, sita na Praça da República.   

// continuação de 13/03/2022.


     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1475, de 23/6/1963: «ARCADES AMBO. // Lemos com agradável surpresa a local publicada em “A Voz de Melgaço”, de 15 de Junho, sob o título “Aquele Cruzamento” e assinada por A.A.A. // Dizemos com agradável surpresa porque afora o conteúdo a interpretamos como uma viragem louvável da “Voz”, no sentido de nos prestar a sua valiosa colaboração na campanha a que nos devotamos de valorização da nossa terra e de crítica objetiva do que nos parece merecer reparo e censura. Certos estamos de que reunindo às nossas as suas meritórias apreciações e comentários, num esforço comum de arejamento e de compreensão, mais fácil e rapidamente atingiríamos a meta ambicionada de repor no seu verdadeiro lugar aquilo que não está bem, de evitar atropelos à estética, pugnar por uma mais eficiente fiscalização e mais atento estudo dos melhoramentos locais, quer sejam públicos ou particulares. Se a nossa interpretação é exata, estaremos em boa companhia nesta inglória cruzada de Bem-Fazer por tudo quanto a Melgaço pode interessar em matéria de disciplina, de urbanismo, de bom gosto, de arte, de respeito pelo que existe e de progresso pelo que haverá de vir. // Simplesmente, pena foi que A.A.A. (estas três primeiras letras do alfabeto têm a pronúncia de uma gargalhada) escolhesse mal o tema do seu primeiro requisitório. O senhor Gargalhadas iniciou a retorcida local por arrombar uma porta aberta o que, francamente, não está ao nível da crítica construtiva que adotamos por escopo na nossa campanha, mesmo quando comete a heresia de ofender o Santo Nome de Deus, colocando-o como principal responsável dos fatídicos acidentes de viação, resultantes de excesso de velocidade e de comprovadas infrações dos preceitos do Código da Estrada. É do conhecimento geral que o “inestético mamarracho que chamam posto de gasolina”, no tal cruzamento, vai ser retirado pela SACOR e ali construído um elegante posto de distribuição, com as caraterísticas dos que se veem ao longo das estradas principais – bateria de quatro unidades de abastecimento, edifício com instalações sanitárias, possivelmente com snack-bar, arruamentos ajardinados, garagem, etc. // Para tanto, o proprietário do campo, que tantos engulhos causa ao Gargalhadas, não pôs nenhuma dúvida ou dificuldades na sua cedência para a implantação do referido posto, ao contrário da atitude de tantos outros que, mesmo tratando-se de fins altamente benéficos para o concelho, consideram intocável tudo o que é seu… // Talvez este esclarecimento dê a Gargalhadas a sugestão de tentar transferir o “inestético mamarracho” para um local utilitário do empório comercial, onde se pensa polarizar todas as atividades mercantis concelhias e no qual, mais mamarracho, menos mamarracho, não tira nem põe à estética daquele bem delineado e formoso arranjo urbanístico… // Quanto à casa dos terraços, estamos de acordo. Tem Gargalhadas muita razão. É preciso demolir, em nome dos interesses financeiros dos potentados do “empório comercial” aquela modesta relíquia do passado, igual a tantas outras – à quase totalidade – que constituem a parte habitacional da Vila, e onde se pratica honradamente, sem inveja e sem aldrabices, sem atropelos nem denúncias, desde 1890, a atividade comercial. // Está descoberto o calcanhar de Judas: a demolição oficial da casa da “Loja Nova” e concomitante transferência do seu movimento comercial para o centro universitário do olho vivo, com “ramalho” e tudo o mais (visto que ali bebe-se bem). E por que não demolir e transferir também a Igreja Matriz?! Que excelente via para canalizar os fregueses da Vila e consolidar o sonhado e apetecido monopólio sugador dos dinheiros galegos e melgacenses!... Estaria bem ali, e os negocistas talvez ficassem com cheiro de santidade…» // F.S.     

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1476, de 30/6/1963: «DESMAZELOS. // Na nossa terra, nesta abandonada terra, há o mau sestro de deixar tudo ao deus dará, como é de uso dizer-se, quando se trata das coisas e (…) do domínio municipal e, naturalmente, sob a fiscalização, conservação e reparação do pessoal dos serviços externos da Câmara. Os bens do município são propriedade dos munícipes, são bens comuns e no entendimento de peritos, são bens de todos e de ninguém. Este conceito leva certos vândalos, de todas as cidades, a danificar a propriedade municipal, destruindo ou estragando o que deveria ser conservado carinhosamente pelos serviços externos da Câmara cuidadosamente vigiado, exemplarmente (…) e rapidamente consertado. Mas há na nossa terra fiscalização municipal? Nas folhas de vencimentos do pessoal do quadro da Câmara, certamente que sim. Porém, de facto, praticamente não existe, o que quer dizer que ninguém dá pela existência dos zeladores municipais… Ao acaso, anotemos alguns estragos e acontecimentos que estão à vista de todos que não sejam cegos e olhem com algum carinho e interesse pelas coisas da Vila. No extremo norte da Praça da República, no canto fronteiro ao celebérrimo jardim do Cardoso, alguém, por malvadez ou pela ação de qualquer veículo motorizado, possivelmente de caminheta ou caminhão, deslocou e acavalou as pedras de cantaria que servem de guia e suporte entre o arruamento e a placa superior da praça. A fiscalização municipal averiguou quem foi o autor voluntário ou involuntário do estrago e participou o facto a quem de direito para efeito de ser exigida a concomitante responsabilidade e tomadas as providências necessárias à sua imediata reparação?! Tudo leva a crer que não, visto que há mais de um mês que verificamos o dano, pessoalmente, cujo conserto ocuparia uma hora de trabalho a qualquer jornaleiro e até à data aquilo ali continua a atestar a incúria e a negligência de tudo quanto com a Câmara está relacionado. E já que falamos no jardim do Cardoso que, perdoem-nos os leitores, é uma infecta cloaca ao ar livre em pleno coração da Vila. Quando é que os serviços externos da Câmara se decidem a acabar com o abuso de transformarem aquilo numa lixeira fedorenta e nauseabunda, causadora de espanto e vómitos aos visitantes que inadvertidamente dela se aproximam?! Quem olha da praça aquele recanto e admira através as janelas armadas em boa pedra lavrada o panorama e a beleza do pano do fundo formado pelas montanhas galegas, não resiste à tentação de se debruçar no que supõe ser um varandim sobre uma paisagem edénica digna de ser apreciada. Para que a ilusão seja completa, de ambos os lados dos janelões existem bancos em pedra que convidam os visitantes a sentarem-se para melhor receberem as emanações fétidas da nojenta lixeira em que o caminho subjacente está transformado!... A Câmara por intermédio dos seus serviços de fiscalização não poderia providenciar no sentido de, sob pesadas coimas, acabar de uma vez para sempre com o abuso e desvergonha de transformarem aquilo em um depósito de lixo?! Basta de tanto desaforo…

     E o que se passa com o velho relógio, o previdente amigo que chamava à oração e aos deveres os habitantes da terra melgacense e se intrometia, pacificamente, nos períodos de utilização das águas dos utentes das prezas de regadio? Ah! O velho e pachorrento relógio que nunca mais fez ouvir as suas badaladas depois da migração de Baltazar… Não compete aos serviços municipais dar corda e pôr em funcionamento o sonoro e útil instrumento de regulação e marcação do tempo? Há dias notamos grande número de crianças encantadas com o entretenimento de fazerem canais, poças, barragens e represas, na parte central da placa da praça, mesmo em frente à farmácia Durães. De onde viria a água para aqueles infantis trabalhos de hidráulica? Quisemos descortinar e verificamos que a sua proveniência era da canalização do abastecimento público, tendo-se para tanto semiaberto a torneira de rega do jardim, por detrás do banco esquerdo da meia laranja da parte central da praça. Aquilo não foi obra da petizada, pois que se tornou preciso utilizar um alicate na abertura parcial da torneira metálica de vedação. O jardineiro e os zeladores não têm o dever de fiscalizarem tudo isto? Fiquemos hoje por aqui. Prometemos continuar.» // F.S.     

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1477, de 7/7/1963: «ALERTA. // Lemos nos jornais Jornal de Notícias e em correspondência de Melgaço no Diário do Norte, do Porto, a alarmante notícia de que, no plano de melhoramentos do vizinho concelho de Monção está previsto o deslocamento do edifício da estação ferroviária e respetivos desvios do terrapleno anexo, sob o pretexto de remover o que se considera obstáculo à expansão da linda vila de Deu-la-Deu Martins. Ao que nos consta, projeta-se lançar uma avenida, prolongando a rua que conduz à estação até à estrada que liga a vila nossa vizinha à vila de Valença do Minho; e para tanto considera-se indispensável a remoção para outro local – antecedente – o edifício gare e anexos, atualmente destinados aos serviços de embarque, desembarque, carga, descarga, e mais operações do tráfego ferroviário. Temos a maior simpatia pelo bairrismo e justos anseios de desenvolvimento e de progresso dos monçanenses, porém, sem atropelo e sem prejuízo dos legítimos e não menos justos anseios e interesses melgacenses. O pretendido arranjo urbanístico, em nossa opinião, viria a privar e impossibilitar a nossa terra do benefício há tanto tempo almejado das comunicações ferroviárias, pela ligação prevista e prolongamento da linha Monção-Melgaço. O caminho-de-ferro não foi ultrapassado por outros meios mais aperfeiçoados de locomoção; generalizou-se em todo o mundo como um dos meios de locomoção mais cómodos, mais rápidos e mais acessíveis às classes populares; nos grandes percursos ainda é o meio mais eficiente e mais barato do transporte de mercadorias, sem limite de tonelagem e nas melhores condições de segurança e garantia. Melgaço está cansado de esperar o estabelecimento de comunicações ferroviárias que permitam aos melgacenses a sua ligação direta com o resto do país. Desde 15/7/1915, data da inauguração do prolongamento da linha de Valença-Monção, vivemos ansiosamente a esperança de verificarmos o início dos trabalhos de terraplanagem, aterros, desaterros, construção de viadutos, pontes, assentamento de carris, e o mais que forma a estrada de aço necessária ao andamento das locomotivas e atrelados. Não teria vivido Monção os mesmos anseios e esperanças quando em 6/8/1882 Valença viu concluída a sua ligação ferroviária, com a perspetiva de se tornar em testa do caminho-de-ferro do Minho, dada a sua sequente ligação à rede do país vizinho? Nessa altura Melgaço acamaradou com Monção, louvou e apoiou os seus esforços instantes em ordem a beneficiar do grande melhoramento – a sua ligação por via-férrea. É vidente que merece louvor e aplauso tudo quanto conduz ao bem-estar da humanidade e à comodidade e progresso das populações. Uma nação é rica e próspera, se ricos e prósperos são os seus naturais, e a riqueza nasce do intercâmbio volumoso e fácil entre as populações. O caminho-de-ferro é a mais justa e a mais antiga aspiração dos melgacenses e o prolongamento da via-férrea Monção-Melgaço previsto no plano geral aprovado por decreto de 27 de Novembro de 1902 estaria concretizado se por ocasião do arrendamento dos caminhos-de-ferro do Estado à C.P. o tivessem reclamado com decisão e forte querer. Assistimos indiferentes ao esbanjamento do Fundo Especial dos Caminhos-de-Ferro do Estado nas decantadas fantasias dos caminhos-de-ferro do Vale do Lima e da Régua-Lamego-Vila Franca das Naves, cujas obras de construção a ação do tempo e os interesses dos proprietários confinantes sumiram, restando apenas as formosíssimas pontes sobre o rio Douro, na Régua, hoje aplicada ao trânsito dos peões, e nas surribas do Varosa (em curva) que ali se eleva, majestosa, como monumento à loucura nacional… Pois acordemos deste sono letárgico tão pernicioso ao desenvolvimento, ao progresso e à grandeza da nossa terra, e clamemos ardente e vibrantemente pelo nosso direito de beneficiar do melhoramento a que temos jus, como povo desta ditosa Pátria que não pode ser, de forma alguma, a mãe de uns e madrasta de outros. Compete ao povo melgacense reunir as suas qualidades e virtudes atávicas; compete às autoridades que guardam os selos da administração; compete a todos, grandes e pequenos, ricos e pobres, naturais e residentes, das direitas e das esquerdas, a todos os que vivem nesta terra, tenham ou não por ela acrisolado amor, unir-se com entusiasmo e com fé, a reclamar de quem de direito a continuação da rede ferroviária do Minho e a denunciar a cavala desleal da barragem a que visa a demolição da estação de Monção – impedir a continuação da linha até Melgaço. Por Melgaço! Pelo caminho-de-ferro! Todos juntos, bem unidos, Alerta! Avante! // F.S.     

 

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     Lê-se No Notícias de Melgaço n.º 1478, de 21/7/1963: «AVANTE. // Sob o título “Monção e a sua expansão urbana” publicou o Jornal de Notícias, do Porto, uma local sobre o vasto programa de melhoramentos que, no entender do distinto articulista, interpretando certamente os anseios dos monçanenses, tem fatalmente de deixar de ser considerados aspirações. Segundo a notícia, o referido programa é dividido em duas partes: constitui o 1.º (…) a ampliação e melhoria das redes de abastecimento de águas e eletricidade, construção de pontes, embelezamento da vila, pavimentação e saneamento da parte histórica; na 2.ª parte inclui-se o palácio da justiça, o novo hospital, etc. // Porém, o que mais aflige Monção é a expansão urbanística da vila à qual obsta o edifício da estação do caminho-de-ferro e respetiva linha de manobra. // E a propósito do artigo publicado em “A Voz de Melgaço” a local esclarece que o nosso colega não tem razão de se insurgir contra a realização da obra de demolição reclamada, visto que: a) no anteplano de urbanização está previsto, no caso da continuação do caminho-de-ferro para Melgaço, o desvio da linha para distância, pondo de parte o anterior traçado naquelas imediações; b) o atual itinerário exigiria autorização da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em virtude de implicar nova perfuração das muralhas, cuja reconstrução e restauro estão a ser feitos à custa do Estado com dispêndio de alguns milhares de contos. Vem tudo isto a título de esclarecimento no receio de que os nossos protestos e reclamações possam dificultar o curso do desenvolvimento da ridente vila nossa vizinha. Já dissemos e repetimos que olhamos com a maior simpatia e apreço os legítimos anseios de progresso e expansão da linda terra de João Verde, pseudónimo de José do Vale, de quem fomos admirador e amigo; mas, como é óbvio, sem prejuízo dos interesses e justos anseios da nossa terra. Temos a convicção, a quase certeza, de que a demolição do edifício da estação ferroviária e linha de manobra, e consequente abertura de uma avenida em direção à estrada de Valença, prejudica irremediavelmente a aspiração dos melgacenses, de verem, mais tarde ou mais cedo, concretizar-se o prolongamento da via-férrea até Melgaço. O próprio articulista confirma a nossa asserção, ao apresentar óbices à continuação da via-férrea, baseado em razões que temos por infundamentadas. Os dois argumentos apresentados não nos convencem e a sua defesa é insustentável ou de resultado muito duvidoso. Na verdade. Toda a gente sabe que os projetos dos traçados de linhas férreas são da iniciativa e responsabilidade da Direção Geral dos Caminhos de Ferro (hoje possivelmente da C.P.), independentemente dos anteplanos urbanísticos das Câmaras Municipais. Estes situam-se no quadro dos interesses locais; ao passo que aqueles se projetam no plano regional ou nacional. A previsão do desvio da linha férrea a distância, pondo de parte o anterior traçado, estabelecida no anteplano de urbanização, não é pertinente ao âmbito da competência da Câmara, autora do referido plano; desta sorte, o argumento cai pela raiz e temo-lo como um narcótico visando a adormecer as energias melgacenses. Quanto à segunda razão apresentada ainda é mais inocente e porventura mais indefensável. A muralha nesta vila foi perfurada pela E.N. que liga Monção-Melgaço, de modo que no lanço rumo ao rio praticamente desapareceu; e no lanço rumo ao interior encontra-se em pé somente em uma escassa dezena de metros, à espera que as suas vetustas pedras cumpram os fados de enriquecerem os muros de vedação dos terrenos e propriedades rústicas circunvizinhas. Estamos certos de que em nada interferem com o prolongamento do caminho-de-ferro cujo traçado está feito e aprovado por decreto e até servido, inicialmente, por um viaduto, ao jeito de uma seta a sinalizar o rumo ao norte. Não. O problema tem a maior atualidade e sobre ele não podem os melgacenses continuar a dormir, sob pena de receberem o desgosto do comboio de Melgaço entrar no domínio dos sonhos irrealizáveis… Há que definir atitudes e tomar posições imediatas. Não podemos estagnar, indiferentes ao magno problema, na posição do Buda de ventre farto e rotundo de glutão, ou contaminados pelo fatalismo do árabe. Pertence ao senhor Presidente da Câmara tomar a iniciativa de um protesto formal, organizando uma comissão “Pró caminho-de-ferro” à qual seriam agregados os melgacenses de influência daqui e residentes na capital, em ordem a levar junto do Governo o seu angustioso apelo e as suas reclamações contra o esbulho a que estamos sujeitos se forem avante as demolições solicitadas pelos nossos vizinhos. Após os usuais telegramas que deveriam ser expedidos urgentemente a Suas Excelências os senhores Presidente do Conselho e Ministros das Comunicações e das Obras Públicas, pedir-se-ia ao senhor Governador Civil para solicitar de Suas Excelências uma audiência da Comissão Pró Caminho de Ferro e respetivos agregados, a qual, em representação do nosso concelho, acompanhada e apoiada por o magistrado superior do distrito, deputados eleitos por este círculo eleitoral e por outros, que os há, amigos de Melgaço, apresentariam, pessoalmente, a legítima aspiração dos melgacenses de beneficiarem de comunicações em via acelerada. Não faremos vibrar o clarim da guerra mas, em boa paz, com a consciência dos deveres que nos ligam a esta linda terra, incitamos o senhor presidente da Câmara a agir, a agir energicamente, reunindo todas as energias e boas vontades, e a caminhar com fé e com firmeza até Lisboa. Avante». // F.S.          

 

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     Notícias de Melgaço n.º 1478, de 21/7/1963: «A RELÍQUIA: // O nosso colega “A Voz de Melgaço” continua a dar guarida nas suas colunas à prosa de “Gargalhadas”, cujas locais ameaçam converter-se em ataques pessoais. Registamos o facto e dele tiramos as correspondentes ilações, em ordem à modificação da atitude que temos seguido quanto a certos acontecimentos que lhe tocam pela porta. “Gargalhadas” gosta que o enganem chamando-lhe equídeo em vez de asno e, porque ouviu a alguém alfabetizado que o grande escritor Eça de Queirós escreveu um belo livro intitulado A Relíquia, vai daí, mesmo sem lhe conhecer o enredo, pretendeu aplicar ao progresso e desenvolvimento de Melgaço a grosseira mentira simbolizada na pecaminosa camisinha dos devaneios amorosos, esquecida pelo virtuoso sobrinho à devoção da tia, como recordação da viagem à Terra Santa, no fundo da mala… A verdade é que “Gargalhadas” não trouxe nada de novo suscetível de modificar o juízo crítico que formamos sobre o seu anterior ou pequeno e modesto escrito, que mereça retificação em razão de erro plenamente verificado. O assunto foi tratado e esclarecido no nosso artigo “Árcades Ambo” quanto às aleivosas alusões insertas em “Aquele Cruzamento” e do que escrevemos nada temos a retirar ou a acrescentar. O tiro acertou no alvo? Ainda bem. Porém, nada de comparações sobre a seriedade dos negócios ou métodos de comércio usados na parte alta e na parte baixa da vila. Neste capítulo, efetivamente, é melhor ficarmos por aqui. Quanto ao resto, cebolório. Não merecia a pena a “Gargalhadas” desperdiçar tantos “efes” e “esses”, os quais poderemos reuni-los na forma verbal reflexa do imperativo do verbo que melhor traduz a nossa vontade de o mandar… passear. // Recomendamos-lhe juízo seu “Gargalhadas”, não vá a continuação dos seus dislates e aleivosias rematar, estrondosamente, numa gargalhada coletiva, numa risada geral!» // F.S.

 

Retificação: «O último número do nosso jornal foi fértil em erratas, algumas de fácil e intuitiva retificação, outras que exigem uma emenda mais extensa de modo a tornar compreensível o empastelamento do final do 3.º período da local “A Relíquia”. Esse final deve ler-se como o escrevemos: «esquecido pelo virtuoso sobrinho no fundo da mala, e entregue à devoção da tia como recordação piedosa da viagem à terra santa…» // Desta vez, a composição revelou-se fora de toda a tolerância, o que muito lamentamos.» (NM 1479, de 28/7/1963).    

     

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1479, de 28/7/1963: «SOMA E SEGUE. // Sob o título “Desmazelos” anotamos alguns reparos sobre outros tantos estragos e acontecimentos que mereciam providências imediatas e urgente solução de quem de direito. Tivemos o prazer de verificar que fomos ouvidos e que a verdade e a razão dos nossos comentários calaram fundo no espírito da edilidade municipal. Bem-haja, senhor Presidente da Câmara, pelas rápidas medidas tomadas, em ordem a mandar consertar as guias de suporte norte e delimitação da placa da Praça da República, serviço este que, aliás, ficou muito mal feito e ameaça voltar à situação anterior; é que o calcetamento das pedras das guias foi feito com simples cascalho, quando deveriam ter sido utilizados rebos ou pedras de maior volume de modo a consolidar a segurança e nivelamento superior das referidas guias. Não é preciso ser pedreiro para colocar as pedras das guias na posição correta; e de admirar é que a fiscalização consentisse em deixar aquilo no estado em que se encontra e aprovasse aquele triste remendo. Convidamos o senhor chefe da Repartição Técnica a fazer a verificação do que deixamos referido. Quanto ao Jardim do Cardoso é mais do que tempo de tomar sobre ele imediatas e drásticas providências. Aquilo como está não pode continuar: é uma vergonha a que urge pôr termo. Sobre este deplorável caso ousamos sugerir à Câmara a construção, em local adequado, de uma lixeira, para a qual seriam conduzidos, obrigatoriamente, todos os lixos da vila e dos quintais e casas dos seus habitantes os quais, convenientemente aproveitados após a fermentação, seriam vendidos aos proprietários como adubo excelente para a fertilização das terras de cultivo. Parece-nos que uma tal obra, de fácil execução e de custo insignificante, poderia ser levada a cabo, com a vantagem económica de, a sua despesa, constituir um gasto reprodutivo, de lucro certo para o município. Desta forma poder-se-ia encarar com toda a segurança, sem risco de ofensa às comodidades dos melgacenses, a abolição das vergonhosas lixeiras abusivamente constituídas e atentatórias da saúde pública, na parte mais central da vila, no regato do Rio do Porto, e nos muros da avenida. E já que o velho relógio deu sinal da sua existência e marca o tempo das nossas obrigações e devoções, não publicou a Câmara, há muitos anos, uma louvável postura obrigando os proprietários urbanos a caiarem e pintarem periodicamente a frontaria dos seus prédios? Estamos certo que sim. Pois se assim é, não será esta a quadra própria de mandar lavar a cara à nossa vila, de modo a que os visitantes, veraneantes e forasteiros excursionistas, levem da nossa terra uma boa impressão, ao menos, quanto à limpeza e asseio exterior, enquadrando-a sem parecer mal na beleza exuberante do panorama que a cerca?! Trata-se de exigir o mero cumprimento de uma disposição há muito votada e aceite livremente, que a Câmara não deve deixar cair no olvido e que, salvo opinião em contrário, deveria ser fiscalizada pelos próprios melgacenses, tanto ou mais interessados do que a administração municipal no bom aspeto externo do cortiço que lhe serve de residência. A Câmara deveria outrossim facilitar esta limpeza concedendo gratuitamente as respetivas licenças ou dispensando-as por esta vez. Fiquemos hoje por aqui. Como diz o anexim: Roma e Pavia não se fizeram num dia…» // F.S.   

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1480, de 4/8/1963: «… E CONTINUA. // Um dos melhoramentos que consideramos à cabeça de rol e para o qual ousamos solicitar a atenção e interesse da nossa edilidade é, sem dúvida alguma, a pavimentação, a paralelepípedos, da parte histórica da vila. Na realidade, o atual calcetamento à antiga portuguesa fez a sua época e não satisfaz as comodidades dos povos nem a estética dos agregados populacionais. Os arruamentos extra muralhas, na parte periférica da vila, estão praticamente concluídos, com exceção, salvo erro, da Rua Velha. Dentro da Vila, intramuralhas, na parte histórica, o calcetamento de piso irregular e descontínuo, por falta de reparação, torna difícil e incómodo o (trânsito?) e os arruamentos alagados formando poços durante a estação das chuvas, só de barco poderão ser transpostos. Na Rua de Baixo, por exemplo, desde o Largo da Misericórdia até ao extremo sul, o antigo calcetamento desapareceu e as poças e lagos alimentadas pelas águas pluviais mal permitem, quando permitem, aos seus residentes saírem das suas casas de habitação. A parte histórica da vila necessita de ser calcetada a paralelos e as ruas regularizadas em ordem a permitir o escoamento racional das águas e a dar-lhe um aspeto digno de terra civilizada a par da correlativa comodidade de trânsito. Supomos que este indispensável e urgente melhoramento poderia ser dividido em duas partes: a 1.ª, calcetando e regularizando a rua principal, que vai do Largo da Matriz até à porta poente da muralha, e do Largo da Misericórdia até ao extremo da chamada Rua de Baixo; a 2.ª parte englobaria todas as artérias vertentes que da Rua Direita vão desaguar perpendicularmente à Rua de Baixo, ao jeito de condutoras de águas de enxurro (…) // Não está certo que aos curiosos visitantes se deparem caminhos difíceis e em plena ruína, se quiserem visitar aquele glorioso monumento (torre de menagem, castelo) e extasiarem-se, lá do alto, com o panorama inédito e multicolor que dali se disfruta e satisfaz a sensibilidade mais requintada. Pois com um bocadinho de boa vontade, tratemos de completar a pavimentação da nossa vila, incorporando nesse melhoramento a sua parte histórica.» // F.S.                 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1480, de 4/8/1963, página 3: «Para a Vila Praia de Âncora retirou em gozo de férias o nosso querido Diretor, senhor EVPFS, que naquela praia conta demorar até ao fim do corrente mês de Agosto. Desejamos-lhe umas férias úteis em descanso e saúde, que bem merecidas são. Também se encontra na mesma praia o nosso amigo e distinto médico, Dr. António Cândido Esteves, que com a sua família ali está a passar a estação calmosa e a descansar dos mui fatigantes trabalhos profissionais 

 

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     Leia-se mais um seu artigo, no Notícias de Melgaço n.º 1482, de 25/8/1963, com o título “ENTRE ASPAS”: «… encontramos no miradouro central … o grupo de meninas de Melgaço que se prestaram à contrafação de representar o património etnográfico de Castro Laboreiro. Lindas moças… encantadoras meninas, na sua habitual indumentária e garridice, de cabelos cortados à garçone, lábios corados por toques de rubro “batom” e olhos a sobressair de pestanas e sobrancelhas enegrecidas por qualquer produto de beleza negro de fumo. Ficamos nós a pensar. Como é que aquele grupo de lindas raparigas (valorizadas por produtos), poderiam substituir a representação etnográfica autêntica das moças de Castro?! A substituição das toiletes habituais pela indumentária das castrejas, saia e blusa sobre o escuro e capas, seguras na cabeça por original capuz, polainas tricotadas pelas suas mãos, em lã churra e botas cardadas, pareceu-nos que não resolveria a pretendida falsificação, não só porque o desembaraço das substitutas, que o demo pintou para elas pintarem o diabo, se distingue, a distância, dos modos e hábitos da gente castreja, mas também porque na representação se notava o ar civilizado e semi docente da profissão – de professoras primárias oficiais. O hábito só faz o monge quando as maneiras dos respetivos cabides se confundem com os modelos originais. Quisemos, no entanto, verificar com os próprios olhos, como o grupo organizado pelo responsável da contrafação se desembaraçava da tão difícil missão. Deslocamo-nos por este motivo especial a ver o Cortejo Etnográfico e do Trabalho, organizado e levado a efeito na ridente princesa do Lima, capital do nosso distrito, com a assistência oficial do titular da pasta das Corporações e particular do titular da pasta da Marinha. O cortejo foi um espetáculo de animado folclore e de beleza sem par do ponto de vista da garridice polícroma dos trajes, mas bastante pobre como manifestação de autenticidade do valiosíssimo património etnográfico do Alto Minho… De verdadeiro, de autêntico, apenas a assustadiça cadela que uma das pretensas castrejas conduzia pela trela. A nossa representação passou despercebida, confundida com a do Soajo, tanto por parte da assistência como dos jornais – que nem a ela se referiram! Não nos parece boa norma este sistema de falsificação das coisas sérias e em manifestações oficiais, coisas que poderiam e deveriam constituir uma autêntica amostra da etnografia melgacense e de atração turística. Em nosso entender nem só Castro é Melgaço; neste aspeto, muito embora a consideremos a mais típica e curiosa das nossas freguesias, podendo completar-se a sua reduzida representação com as gentes de Parada do Monte, com a sua indumentária própria e os seus açafates levados à cabeça por lindas moçoilas e cobertos por toalhas de linho de uma alvura impecável…»

 

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1483, de 1/9/1963: «VINHO PARA A QUEIMA. // Não há memória no nosso concelho de um rendimento tão abundante na produção vinícola como a que se verificou no ano passado. Essa abundância refletiu-se, como é óbvio, no preço de venda, o qual se efetuou a tarifas aviltantes, que não cobrem os gastos do plantio e do tratamento e fabrico do nosso vinho. Como é natural, o nosso lavrador, perante a baixa oferta do único produto que, em certa medida, justifica e compensa a lavoura minhota, retraiu-se e esperou uma modificação desejável no aviltamento do preço unitário do vinho armazenado nas suas adegas. Porém, o êxodo da população masculina do nosso concelho em demanda de melhores e mais fáceis condições de vida, absorvida na quase totalidade pela emigração para terras gaulesas, a par de outras causas, diminuiu a capacidade do consumo interno, à qual se junta a falta de exportação para outras regiões, de menor produção vinícola. Por estes, e certamente por outros motivos, as adegas estão a abarrotar, e o lavrador, na falta de procura normal, esperou que o Governo tomasse medidas adequadas em ordem a consumir o excesso da produção do ano findo. Algumas medidas foram esboçadas em boa verdade, mas, como sempre, intempestivamente e sem a decisão firme de atacar de frente o problema. Considerou-se a possibilidade de lançar nos depósitos dos armazenistas cerca de cinquenta mil pipas de vinho verde de consumo, que seria possivelmente vendido até ao fim do ano corrente, protegido pela medida complementar de – só a partir de Janeiro do ano próximo – ser permitida a venda de vinho da colheita deste ano, sob pena de pesadas multas. Esta medida de largo alcance, e de resultado certo, foi iludida e inutilizada pelos armazenistas, sob o pretexto de que não possuíam o vasilhame necessário para armazenar tão grande quantidade de vinho; isto, não obstante a compra de vinhos de baixa graduação e de excesso grau de acidez volátil para compor os carrascões em balizas e misturas tanto do seu agrado e dos mixordeiros citadinos. Agora anuncia-se a queima dos vinhos armazenados, pagos por tuta e meia, em função do grau alcoólico e da acidez volátil, operação que terá lugar no vizinho concelho de Monção e para o efeito, e para já, que se saiba, apenas se ordenou a compra de umas toneladas métricas de lenha… Ora a queima, naquele concelho, abrangerá os concelhos de Melgaço, Monção, Valença e Cerveira, os quais destinaram a essa operação respetivamente 1114, 1809, 365 e 355, ou seja o total de 3643 pipas de vinho para a transformação em álcool vínico. E sendo certo que as instalações de queima de Monção não têm capacidade para mais de cinquenta pipas diárias segue-se, em boa aritmética, que serão necessários setenta e três dias para se completar a operação; cabendo a Melgaço vinte e três dias, ou seja, na hipótese improvável de se dar prioridade de queima ao nosso concelho, o preenchimento de todo o mês de Setembro, isto é, durante o período da nossa vindima. Entretanto o vinho continuará a estragar-se nas adegas por desdobramento gasoso, sem possibilidade de se encontrar um manicómio para tantos tolinhos. Assim se perderá não só quase todo o valor do vinho como as vasilhas terão de ser submetidas a um tratamento especial com carbonato de sódio, soda cáustica e permanganato ou meta bissulfito. Os lavradores que consigam manter são o vinho onde irão arranjar vasilhas para a envasa da nova colheita? Temos a impressão de que a Comissão de Viticultura nunca manifestou vontade de que se procedesse à queima do vinho das adegas e agora mesmo notamos certa resistência passiva como se a tolda dos vinhos esteja no seu propósito e estes se destinem à rega dos milhos… Dizemos isto porque, por informações colhidas, para duas mil e quinhentas pipas de vinho manifestadas para venda pelo Grémio da Lavoura aquela Comissão apenas remeteu cinquenta boletins para inscrição de queima, depois mais cem, pedidos telegraficamente, e finalmente mais duzentos e cinquenta, mercê de aflitiva chamada telefónica… Por via destas andanças os boletins de dez produtores só puderam ser enviados no dia 9 de Agosto findo e por este facto, da responsabilidade exclusiva da Comissão, esta pretende tomar a espantosa atitude de se recusar a atendê-los! O Grémio da Lavoura agiu a tempo e horas e preveniu todos os casos suscetíveis de beneficiar os seus associados em particular e os lavradores melgacenses em geral. É estranho e profundamente lamentável que organismos de natureza oficial se contentem com obras de fachada em vez de tomar as decisões práticas e necessárias ao bem-estar dos produtores e interesses legítimos da lavoura. Chamamos para estes factos a esclarecida atenção de Sua Excelência o Sr. Subsecretário da Agricultura e aguardamos as medidas urgentíssimas que o caso impõe antes que se tornem inúteis ou sejam desnecessárias. O lavrador contribui largamente para a manutenção do Estado e da Organização Corporativa e tem por isto o direito de ser protegido eficazmente contra a especulação dos intermediários e a indiferença dos organismos em que obrigatoriamente está agremiado.» // F.S.    

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1484, de 8/9/1963: «AINDA A QUEIMA. // Por motivos imprevistos de que não nos cabe qualquer parcela de responsabilidade, saiu com bastante atraso o artigo da nossa autoria, publicado no último número deste jornal, sob o título “Vinho para queima”. No fim e ao cabo a demora na publicação não se confirmou o que de pessimista ali registamos, mas ainda que os nossos cálculos estão muito longe da realidade dos factos. Assim, a capacidade das instalações de queima de Monção não excede uma destilação diária da ordem das trinta pipas o que, considerando o número de pipas manifestado para a queima, resulta um período de trabalho de cento e vinte e um dias consecutivos. Tenha-se em atenção que a queima começou no meio da semana em curso, exatamente em dez do corrente mês, o que tanto monta a dizer que se prolongará até ao fim do ano, na hipótese de se manterem estáveis os números referenciados e de se alternarem na queima, observada a devida proporção, os vinhos manifestados nos concelhos de Monção, Melgaço, Valença e Cerveira, para a destilação. A ser verdade o que até nós chega sobre o número de pipas de vinho estragado no nosso concelho, que à queima se destina, em bom estado de sanidade representa um volume em litros que excede as previsões mais pessimistas. Partimos do princípio, tido como verdadeiro, de que os maluquinhos (os vinhos com volta), encontraram manicómios particulares nas destilarias do Porto, para onde foram vendidos a rastos de barato, quase de graça. As nossas conclusões estão certas quanto aos prejuízos que o lavrador melgacense já suportou e, quiçá, terá ainda de sofrer, por falta oportuna de destilarias, em laboração, tardiamente postas a funcionar, enquanto os vinhos se estragaram nas suas adegas. E não falemos no tratamento a que terá de se submeter o vasilhame que se manteve com vinho estragado, se quiser servir-se dele no envasamento da nova colheita, tratamento que deverá fazer-se mais do que uma vez. Consideramos ainda que até se proporcionar a vez na queima muito vinho poderá sofrer as consequências da demora, ou como diria o Bandarra: “daqui até lá surpresas haverá”… A quem atribuir a responsabilidade desta inconcebível situação, que mais parece obra de loucos do que de pessoas equilibradas que, ponderada e tempestivamente, deliberassem encarar e resolver o problema do escoamento da colheita do vinho verde que, no ano de 1962, rondou pela cifra espantosa de setecentos mil pipas! O Conselho Geral da Federação iniciou a apresentação do problema em 30 de Março e incumbiu a Direção de ficar atenta às perspetivas da colheita deste ano, a fim de nivelar e melhorar os preços da intervenção. Na primeira quinzena de Maio foram convocados os grémios para reunião de 18 na qual, unanimemente, votaram pela necessidade urgente de se pedir a intervenção superior. Para se dar cumprimento à resolução dos Grémios deliberou-se pedir à Secção dos Vinhos da Corporação da Lavoura, bem com à Junta Nacional dos Vinhos, e Comissão de Viticultura, o seu patrocínio junto do Governo, em ordem à intervenção económica quanto ao preço mínimo da venda do vinho e uma intervenção de emergência quanto à retirada para queima ou armazenagem até ao montante de cinquenta mil pipas de vinho verde e, ainda, a modificação do grau alcoólico dos vinhos verdes relativamente ao dos vinhos maduros. Em 12 de Junho foi aprovada por unanimidade a resolução da Secção de Vinhos da Corporação da Lavoura em identidade com a Direção da Federação, de se solidarizar com os votos e moções dos Grémios. Finalmente, em 13 de Julho, o presidente da Comissão de Viticultura esclareceu que a Junta Nacional do Vinho precisaria de trinta e cinco mil contos para a intervenção de emergência preconizada, o que entendeu ser incomportável e desapontou e surpreendeu os Grémios, a despeito de a 26 de Julho o senhor Subsecretário de Estado do Comércio informar que daria àquela Junta os meios financeiros para a solicitada intervenção. A atuação negativa da Comissão de Viticultura não foi de molde a merecer os nossos louvores e até a sua atitude posterior deixou-nos a impressão, como referimos no artigo anterior, de que não simpatiza com a queima, e porventura teria protelado o seu início, o que reputamos de lamentável e temos por contrário aos interesses dos pobres lavradores da região dos vinhos verde.» // F.S.                

 

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1485, de 22/9/1963: «PARAGEM DA CARREIRA. // Em Maio do corrente ano foi entregue na Direção Geral de Transportes Terrestres uma exposição endereçada a Sua Excelência o Ministro das Comunicações, na qual se solicitava a sinalização com as respetivas placas de paragem nos locais intermédios entre as Vilas de Melgaço e de Castro Laboreiro. A exposição foi assinada por algumas dezenas de pessoas de representação no clero, comércio, indústria, e outros interessados particulares, e nela se fez (sentir) a urgente necessidade de se sinalizarem os locais de paragem obrigatória no percurso desta Vila (SMP) a Castro Laboreiro cuja carreira serve, subsidiariamente, as freguesias de Rouças, São Paio, Cousso, Gave, Parada do Monte, Cubalhão, Lamas de Mouro e Peneda. O documento seguiu os trâmites legais nos termos do Regulamento dos Transportes Automóveis e remetido para informação à Polícia de Viação e Trânsito que, para o efeito, se deslocou a esta Vila e ouviu sobre o assunto o concessionário da carreira e o primeiro signatário autor da exposição. Desde logo ficou estabelecido que a carreira Melgaço-Castro Laboreiro, a partir dessa data, passaria a parar obrigatoriamente ao quilómetro 99,326 da EN número 202, isto é, no local indicado na planta anexa da exposição a uns trinta metros aproximadamente da (…) do leque de concordância na confluência das duas estradas Melgaço-Castro Laboreiro-Monção. Agora, tornando oficial o que ficou estabelecido na presença do Chefe da Polícia de Viação e Trânsito de Monção, o signatário recebeu o ofício do (teor) seguinte: “Serviço da República. Ministério das Comunicações. Direção Geral dos Transportes Terrestres. 3.ª Repartição. Excelentíssimo Senhor Gerente da firma António Joaquim Esteves & Filhas, Limitada, (Estrada) do Rio do Porto, Melgaço. Sua Referência Exposição. Sua Comunicação = Maio de 1963. Ofício n.º (14996) – III – MTE. Processo n.º 2286. Lisboa. Portugal 18/9/1963. Assunto: placas de paragem de autocarros. Reportando-me à exposição em referência, dirigida a Sua Excelência o Ministro das Comunicações, e de que essa firma foi a primeira signatária, informo V. Excelência que nesta data, e depois de ouvida a Polícia de Viação e Trânsito, é solicitada à Junta Autónoma das Estradas a colocação de uma placa de paragem ao quilómetro 99, 326 da E.N. 202, para a carreira de Castro Laboreiro-Melgaço. A Bem da Nação. Pelo Engenheiro Diretor Geral J. E. Cunha. O caso, em nossa opinião, está incompletamente solucionado visto que, deu-se satisfação e deferimento à reclamação do primeiro signatário da exposição mas, deixou-se por resolver a sinalização dos locais intermédios do percurso daquela carreira, que dão acesso aos inúmeros lugares das oito freguesias antes aqui referidas. O assunto acha-se regulado pelos artigos 100.º e 187.º do Regulamento dos Transportes Automóveis, e não é favor conceder o que sancionam as citadas disposições legais. À polícia de viação e trânsito pareceu que resolvida a reclamação do primeiro signatário da exposição (daquele que não se cala nem se amedronta) resolvida estava a dos outros peticionários – resolvida por negação, evidentemente. O que se pediu na exposição foi a sinalização dos locais de paragem intermediários na estrada Melgaço-Castro Laboreiro e não, apenas, o único local de paragem obrigatório a que se refere o ofício transcrito. Em exame superficial parece que o caso não tem importância se, como é de esperar, o concessionário der aos condutores as devidas instruções, de pararem as caminhetas para entrada e saída de passageiros nos locais mais próximos dos caminhos de acesso às freguesias situadas ao longo do percurso. Mas não é assim. Além de não ser admissível que as gentes das aludidas oito freguesias fiquem na dependência da vontade dos condutores das caminhetas, variável com a sua boa ou má disposição do momento, há que atender a que a sinalização de todo o percurso, como se pediu, implica a criação de zonas e fixação de preços ou tarifas quilométricas, tornando as viagens mais económicas. Nisto falhou, não se sabe porquê, a intervenção da Polícia de Viação e Trânsito, na informação que superiormente foi chamada a dar. Nós, porém, não nos damos por satisfeitos e pugnaremos sem desfalecimentos pelos interesses do povo melgacense.» F.S. // continua...