quarta-feira, 13 de setembro de 2023

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia de Cousso

Por Joaquim A. Rocha 



// continuação de 19/06/2023.



ROLDÃO

 

ROLDÃO, Ana. Filha de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Joaquina Rodrigues, lavradores, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1835. // Camponesa. // Faleceu a 5/3/1907, no lugar de Pousada, onde residia, tendo recebido apenas os sacramentos da confissão e da extrema-unção, com 72 anos de idade, no estado de solteira, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.

 

ROLDÃO, António. Filho de José Joaquim Gonçalves Roldão e de Maria Joana Rodrigues, lavradores, ele natural de Cousso e ela natural de Penso, residentes no lugar de Pousada. N.p. de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Joaquina Gonçalves, de Cousso; n.m. de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Luísa Esteves, de Penso. Nasceu em Cousso a 22 de Março de 1879 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Gonçalves e Maria Luísa Gonçalves, solteiros, lavradores, residentes no lugar de Pousada. // Faleceu a 9/4/1881 e foi sepultado na igreja.   

 

ROLDÃO, António José. Filho de José Joaquim Gonçalves Roldão e de Maria Joana Rodrigues, lavradores, ele de Cousso e ela natural de Paranhão, Penso, com a residência em Pousada, Cousso. Neto paterno de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Maria Joaquina Gonçalves; neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Luísa Esteves. Nasceu a 14/7/1882 e foi batizado 16 desse mês e ano. Padrinhos: José Xavier de Castro e sua mulher, Mariana Esteves, de Penso.

 

ROLDÃO, António Manuel. Filho de Manuel Inácio Gonçalves Roldão e de Ludovina Gonçalves, lavradores, coussenses, residentes no lugar de Cerdeiras. Neto paterno de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Domingues; neto materno de Manuel Gonçalves e de Joaquina Gonçalves. Nasceu em Cousso a 30/7/1907 e foi batizado na igreja católica local no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Gonçalves, viúvo, lavrador, e Maria Gonçalves, viúva, camponesa. 

 

ROLDÃO, Bento Gonçalves. // Faleceu no lugar de Cerdeiras, freguesia de Cousso, com testamento, a 9/2/1858, e foi sepultado na igreja a 11 do mesmo mês e ano; era viúvo de Maria Luísa Rodrigues.

 

ROLDÃO, Bento. Filho de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues. Nasceu na freguesia de Cousso a 5/7/1828. // Lavrador. // Casou na igreja de Cousso a 24/5/1871 com Maria Luísa, nascida a 24/10/1843, filha de António Domingues Ramos e de Joaquina Domingues, todos lavradores, de Cerdeiras. Testemunhas presentes: Inácio Domingues e José Gonçalves Paradela, casados, lavradores, o primeiro de Cerdeiras e o segundo de Pousadas. // Faleceu a 30 de Novembro de 1894, na sua casa de morada, sita no lugar de Cerdeiras, com todos os sacramentos da igreja católica, com 66 anos de idade, no estado de casado com a dita Maria Luísa Ramos, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja.  

 

ROLDÃO, Carolina. Filha de António Luís Gonçalves Roldão e de Florinda Alves, moradores no lugar de Cerdeiras. N.p. de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Maria Joaquina Gonçalves; n.m. de Maria José Alves, solteira. Nasceu em Cousso a 5/6/1866 e foi batizada no dia seguinte. Madrinha: Rosa, solteira, irmã da neófita. // Faleceu em Pousadas a 5/12/1866 e foi sepultada na igreja.  

 

ROLDÃO, Deolinda. Filha de José Joaquim Gonçalves Roldão e de Maria Joana Rodrigues, lavradores, ele de Cousso e ela natural do Paranhão, Penso, residentes em Pousada, Cousso. Neta paterna de Francisco Manuel Gonçalves e de Joaquina Gonçalves; neta materna de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Luísa Esteves. Nasceu a 29/1/1884 e foi batizada na igreja no dia seguinte. Padrinhos: António (Lima?), solteiro, lavrador, do lugar de Pousadas, e Francisca Luísa Rodrigues, tia materna. // Faleceu na sua freguesia a 27/10/1966.    

 

ROLDÃO; Francisco. Filho de Manuel Gonçalves e de Maria Custódia Gonçalves. Nasceu em Cousso por volta de 1853. // Lavrador. // Faleceu a 25/1/1895, no lugar de Pousada, onde morava, com todos os sacramentos da igreja católica, com quarenta e dois anos de idade, no estado de casado com Maria Gonçalves, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no adro da igreja.

 

ROLDÃO, Francisco Manuel. Filho de Manuel Gonçalves Roldão e de Domingas Gonçalves. // Lavrador. // Faleceu em Pousada a 22/9/1861, com sessenta e oito anos de idade, no estado de casado com Maria Joaquina Gonçalves, com todos os sacramentos, sem testamento. // Deixou filhos.

 

ROLDÃO, Germana. Filha de Manuel Inácio Gonçalves Roldão e de Ludovina Gonçalves. Nasceu na freguesia de Cousso a --/--/1918 (Jornal de Melgaço n.º 1227, de 22/11/1918). // Casou com Manuel Gonçalves. // Mãe de Ilda Roldão Gonçalves…

 

ROLDÃO, Hilário. Filho de Manuel Inácio Gonçalves Roldão e de Ludovina Gonçalves. Nasceu em Cousso a --/--/1915 (Correio de Melgaço n.º 149, de 16/5/1915). // Nota: é provável que tenha participado na luta entre rivais, ocorrida a 10/10/1937, aquando da festa a Santo António, na qual morreu, abatido a tiro, Maximino de Lima, solteiro, natural de São Cosme, Gave (ver Notícias de Melgaço n.º 372, de 17/10/1937). 

 

ROLDÃO, Izaida. Filha de Justina Gonçalves Roldão, solteira, coussense, moradora no lugar de Cerdeiras. Neta materna de Manuel Joaquim Gonçalves Roldão e de Luísa Domingues. Nasceu em Cousso a 3/2/1908 e foi batizada na igreja católica local a 7 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Francisco Domingues Souto e sua mulher, Maria Esteves, proprietários. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 17/3/1989.

 

ROLDÃO, Joaquim. Filho de ---------- Gonçalves Roldão e de ---------------------------------. Nasceu em Cousso por volta de 1827. // Faleceu a 8/12/1889, no lugar de Cerdeiras, com todos os sacramentos da igreja católica, com 62 anos de idade, casado com Joaquina Afonso, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja paroquial. 

 

ROLDÃO, Joaquim. Filho de José Gonçalves Roldão e de Luísa Domingues, moradores no lugar de Cerdeiras. N.p. de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Rodrigues; n.m. de Manuel Francisco Domingues e de Maria José Gonçalves. Nasceu em Cousso a 16/7/1864 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Gonçalves Roldão e Maria Joana Gonçalves, solteiros, lavradores, de Cerdeiras.  

 

ROLDÃO, Joaquina. Filha de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1837. // Lavradeira. // Faleceu a 28/5/1880, no lugar de Cerdeiras, onde residia, com todos os sacramentos da igreja católica, com quarenta e três anos de idade, casada com Manuel Joaquim Gonçalves “Paradela”, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja paroquial. 

 

ROLDÃO, Joaquina. Filha de António Luís Gonçalves Roldão e de Florinda Alves, moradores em Cerdeiras. Neta paterna de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Maria Joaquina Gonçalves; neta materna de Maria José Alves, solteira. Nasceu a 14/7/1864 e foi batizada a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Gonçalves Roldão e Joaquina Gonçalves Roldão, solteiros, do dito lugar, todos lavradores. // Faleceu em Pousadas a 1/12/1866 e foi sepultada na igreja.

 

ROLDÃO, Joaquina. Filha de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Domingues, lavradores, de Cerdeiras. Neta paterna de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues; neta materna de António Domingues Ramos e de Joaquina Domingues. Nasceu em Cousso a 14/12/1876 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Faleceu na sua terra natal a 21/2/1960.

 

ROLDÃO, José. Filho de Manuel Gonçalves Roldão e de Domingas Gonçalves, lavradores. // Faleceu em Virtelo a 26/5/1862, com setenta anos de idade, no estado de casado com Maria José Rodrigues, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado na igreja. // Deixou filhos.

 

ROLDÃO, José. Filho de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Rodrigues, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1817. // Lavrador. // Faleceu a 8/7/1894, no lugar de Cerdeiras, onde residia, com todos os sacramentos da igreja católica, com setenta e sete anos de idade, no estado de viúvo de Luísa Domingues, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja.  

 

ROLDÃO, José Joaquim. Filho de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Maria Joaquina Gonçalves, camponeses. Nasceu em Cousso por volta de 1828. // Tinha cinquenta anos de idade, era viúvo, lavrador, morava no lugar de Pousada, quando casou na igreja de Cousso, a 30/10/1877, com Maria Joana, de 29 anos de idade, solteira, lavradora, residente no Paranhão, Penso, filha de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Luísa Esteves. Testemunhas: Manuel Luís Alves Lamas, casado, e Joana Enes, solteira, ambos do lugar de Cousso. // Faleceu a 2/12/1903, no lugar de Pousada, repentinamente, não tendo recebido os sacramentos da igreja católica, com setenta e cinco anos de idade, no estado de casado com a dita Maria Joana, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja.    

 

ROLDÃO, Justina. Filha de Bento Gonçalves Ródão e de Maria Luísa Domingues, lavradores, residentes no lugar de Cerdeiras. Neta paterna de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues; neta materna de António Domingues Ramos e de Joaquina Domingues. Nasceu a 15/7/1884 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos. // Faleceu na sua freguesia a 6/9/1953.  

 

ROLDÃO, Manuel Gonçalves. // Faleceu em Aldeia, Cousso, sem testamento, a 25/1/1858, e foi sepultado na igreja a 27 desse mês e ano; estava casado com Maria Custódia Gonçalves. 

 

ROLDÃO, Manuel Inácio. Filho de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Domingues, lavradores, residentes em Cerdeiras. N.p. de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues; n.m. de António Domingues Ramos e de Joaquina Domingues. Nasceu em Cousso a 22/7/1881 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Inácio Domingues Ramos, tio materno do bebé, e sua mulher, Maria Luísa Gonçalves, lavradores, do lugar de Aldeia. // Casou na igreja de Cousso a 5/11/1906 com Ludovina Gonçalves, de 29 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar de Cerdeiras, filha de Manuel Gonçalves e de Joaquina Gonçalves, coussenses. // Em sessão da Câmara Municipal de Melgaço de 4/3/1914 foi nomeado pela Comissão Executiva, juntamente com Manuel Gonçalves “Paradela”, delegado paroquial para os efeitos da administração escolar, a que se referia o artigo 63, do decreto de 29/3/1911 (Correio de Melgaço n.º 90, de 8/3/1914). // Ambos os cônjuges faleceram em Cousso: a esposa a 9/12/1947 e ele a 10/2/1956. // Com geração.   

 

ROLDÃO, Maria. Filha de ----------- Gonçalves Roldão e de ------------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Morou no lugar de Virtelo, freguesia de Cousso. // Faleceu por volta de 1919; por sua morte foi citado pelo Juízo de Direito da comarca de Melgaço, cartório do escrivão do terceiro ofício, Honório de Almeida Soares, Manuel Gonçalves Roldão, casado, ausente em parte incerta do Brasil, a fim de assistir a todos os termos do inventário orfanológico a que se procedia por óbito da parente (Jornal de Melgaço n.º 1272, de 23/11/1919).

 

ROLDÃO, Maria. Filha de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Domingues, moradores no lugar de Cerdeiras. N.p. de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues; n.m. de António Domingues Ramos e de Joaquina Domingues, todos lavradores. Nasceu em Cousso a 17/8/1873 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Domingues Ramos e Maria Gonçalves Roldão, casados, lavradores, tios da recém-nascida, do sobredito lugar. // Faleceu na sua freguesia natal a 17/3/1946 (?). 

 

ROLDÃO, Maria. Filha de Manuel Inácio Gonçalves Roldão e de Ludovina Gonçalves. Nasceu em Cousso a --/--/1912 (Correio de Melgaço n.º 13, de 1/9/1912).

 

ROLDÃO, Maria Custódia. Filha de José Gonçalves Roldão e de Maria Rodrigues. Nasceu em Cousso por volta de 1822. // Faleceu a 29/5/1898, na sua casa de morada, sita no lugar de Aldeia, com todos os sacramentos da igreja católica, com 76 anos de idade, viúva de Manuel Roldão, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja.  

 

ROLDÃO, Maria José. Filha de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Rodrigues, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1808. // Lavradeira. // Faleceu a 26/4/1876, no lugar de Aldeia de Virtelo, onde morava, com todos os sacramentos da igreja católica, com 68 anos de idade, no estado de viúva de José Gonçalves Rolo, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja.

 

ROLDÃO, Maria Luísa. Filha de José Gonçalves Roldão e de Maria José Rodrigues, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1835. // Faleceu a 20/5/1893, no lugar de Cerdeiras, apenas com o sacramento da extrema-unção, devido a se encontrar sem fala, com 58 anos de idade, aleijada, casada com Francisco Domingues Ramos, sem testamento, e foi sepultada na igreja paroquial. // Deixou um filho.

 

ROLDÃO, Olívia. Filha de Manuel Inácio Gonçalves Roldão e de Ludovina Gonçalves, lavradores, coussenses, residentes no lugar de Cerdeiras. Neta paterna de Bento Gonçalves Roldão e de Maria Luísa Domingues; neta materna de Manuel Gonçalves e de Joaquina Gonçalves. Nasceu em Cousso a 17/4/1910 e foi batizada na igreja católica local a 19 desse dito mês e ano. Padrinhos: Francisco Domingues Souto, proprietário agrícola, e Maria Gonçalves Roldão, solteira, camponesa. // Casou a 5/12/1934, na CRCM, com José Rodrigues Alves. // O seu marido morreu na freguesia de Cousso a 9/12/1981. // Ela finou-se também em Cousso, a 7/6/1985.       

 

ROLDÃO, Palmira. Filha de José Joaquim Gonçalves Roldão e de Maria Joana Rodrigues, lavradores, residentes em Pousada, Cousso. Neta paterna de Francisco Manuel Gonçalves Roldão e de Joaquina Gonçalves; neta materna de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Luísa Esteves, do Paranhão, Penso. Nasceu a 20/9/1886 e foi batizada a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Gonçalves Roldão, solteiro, irmão da batizanda, e Francisca Rodrigues, solteira.

 

ROLO

 

ROLO, Albano. Filho de Manuel Joaquim Gonçalves Rolo e de Custódia Gonçalves, lavradores. Neto paterno de João Manuel Gonçalves Rolo e de Joana Gonçalves; neto materno de Francisco Gonçalves Roldão e de Joana Rosa Gonçalves. Nasceu em Aldeia, Cousso, a 13/6/1881, e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Gonçalves e sua mulher, Joaquina Gonçalves, lavradores, residentes no lugar de Pousada. // Faleceu na sua freguesia a 11/2/1959. 

 

ROLO, António. Filho de Manuel Joaquim Gonçalves Rolo e de Custódia Gonçalves, lavradores, com residência no lugar de Aldeia, Cousso. Neto paterno de João Manuel Gonçalves Rolo e de Joana Gonçalves; neto materno de Francisco Gonçalves Roldão e de Joana Gonçalves. Nasceu a 13 de Junho de 1884 e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Gonçalves Roldão e Rosa Gonçalves Roldão, tia materna, lavradores. // Faleceu na sua freguesia a 24/10/1958.

 

ROLO, Augusto. Filho de Jerónimo Domingues Rolo e de Maria Pires. Nasceu na freguesia de Cousso a --/--/1915 (Correio de Melgaço n.º 170, de 17/10/1915).

 

ROLO, Felicidade. Filha de Manuel Gonçalves Rolo e de Maria Custódia Gonçalves, lavradores, residentes em Aldeia, Cousso. N.p. de João Manuel Gonçalves Rolo e de Joana Gonçalves; n.m. de Francisco Gonçalves Roldão e de Joana Rosa Gonçalves. Nasceu a 7/1/1888 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: o seu avô materno e Joana Gonçalves, solteira, lavradores. // Faleceu na sua freguesia a 9/10/1977.  

 

ROLO, João Manuel. Filho de Manuel Gonçalves Rolo e de Antónia Maria Domingues. Neto paterno de João Gonçalves e de Maria Domingues; neto materno de José Domingues e de Maria Rodrigues. // Rural. // Faleceu em Virtelo a 26/2/1860, com cinquenta anos de idade, no estado de casado com Joana Gonçalves, com todos os sacramentos e sem testamento. // Deixou filhos.

 

ROLO, José. Filho de Manuel Gonçalves Rolo e de Antónia Maria Domingues. Neto paterno de João Gonçalves e de Maria Domingues; neto materno de José Domingues e de Maria Rodrigues. // Rural. // Faleceu em Virtelo a 15/2/1860, com 48 anos de idade, no estado de casado com Maria Gonçalves Roldão, com todos os sacramentos e sem testamento. // Deixou filhos.  

 

ROLO, Manuel. Filho de --------- Gonçalves Rolo e de -------------------------------. Nasceu por volta de 1843. // Faleceu em Cousso a --/--/1915, com setenta e dois anos de idade (Correio de Melgaço n.º 136, de 9/2/1915).

 

ROLO, Manuel Joaquim. Filho de Manuel José Gonçalves Rolo e de Maria Joana Rodrigues, lavradores, de Aldeia. Neto paterno de José Gonçalves Rolo e de Maria Rosa Esteves; neto materno de Luís António Rodrigues e de Maria José Gonçalves. Nasceu em Cousso a 7/2/1861 e foi batizado na igreja a 10 desse mês e ano (já fora batizado em casa, devido a ter aspecto débil, por Maria Gonçalves Rolo, casada com Manuel Domingues, lavradores, residentes no lugar acima mencionado, os quais serviram de seus padrinhos). Tinha 26 anos de idade, era solteiro, lavrador, e morava no lugar de Aldeia, quando casou na igreja da sua terra natal, a 26/1/1887, com Carolina, de 26 anos de idade, solteira, lavradora, residente no lugar de Cerdeiras, filha de Joaquim Gonçalves e de Joaquina Afonso. Testemunhas presentes: Joaquim Afonso, do lugar de Aldeia, e João Afonso, do lugar da Tojeira, solteiros, lavradores.  

 

ROLO, Manuel José. Filho de José Luís Domingues e de Maria Luísa Dias, lavradores, coussenses. Nasceu na freguesia de Cousso por volta de 1809. // Faleceu a 25/10/1905, no lugar de Aldeia, onde residia, com todos os sacramentos, com noventa e seis (96) anos de idade, no estado de viúvo de Maria Gonçalves, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja. 

 

ROLO, Manuel José. Filho de José Gonçalves [Rolo] e de Maria Rosa Esteves. Nasceu por volta de 1815. // Faleceu a 31/11/1895, no lugar de Aldeia, Cousso, com todos os sacramentos da igreja católica, com 80 anos de idade, casado com Maria Joana Rodrigues, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no adro da igreja.

 

ROLO, Maria Joaquina. Filha de Manuel Gonçalves Rolo e de Maria Custódia Gonçalves. Neta paterna de João Manuel Gonçalves Rolo e de Joana Gonçalves; neta materna de Francisco Gonçalves Roldão e de Joana Rosa Gonçalves, todos lavradores, residentes em Aldeia de Virtelo. Nasceu em Cousso a 16/12/1875 e foi batizada a 18 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno e Maria Joaquina Gonçalves, tia da neófita. // Casou na igreja da sua terra natal a 15/5/1910 com António, de 32 anos de idade, seu conterrâneo, filho de José Afonso e de Maria Afonso. // Ambos os cônjuges faleceram em Cousso: o marido a 29/3/1930 e ela a 17/4/1961.

 

ROLO, Maria Luísa. Filha de José Gonçalves Rolo e de Maria José Gonçalves Roldão, lavradores, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1845. // Lavradeira. // Faleceu a 7/4/1907, no lugar de Aldeia, onde residia, com todos os sacramentos, com sessenta e dois anos de idade, no estado de viúva de Inácio Domingues Ramos, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja. 

 

ROLO, Rosa. Filha de Manuel Gonçalves Rolo e de Maria Joana Rodrigues. Neta paterna de José Gonçalves Rolo e de Maria Rosa Esteves; neta materna de Luís António Rodrigues e de Maria José Gonçalves. Nasceu em Cousso a 9/9/1857 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Afonso Morgado e sua mulher, Luísa Gonçalves, todos de Aldeia. // Faleceu na sua freguesia a 17/4/1939.  

 

 

SÁ, Margarida Vieira. // Em 1934 foi nomeada professora oficial da escola primária mista de Cousso (Notícias de Melgaço n.º 224, de 4/3/1934). 

 

SANTOS

 

SANTOS, Francisco. // Ver no apelido Afonso.

 

SANTOS, José Augusto. Filho de José Joaquim Coelho dos Santos e de Inácia Cândida da Silva Melo Coelho. Nasceu na freguesia de São João do Souto, Braga, por volta de 1876. // Proprietário. // Casou na igreja de Cousso a 10/9/1904 com Teresa de Jesus Paiva, da mesma idade, solteira, professora oficial, natural da freguesia de Santiago da Cividade, concelho de Braga, moradora na freguesia de Cousso, concelho de Melgaço, filha de Francisco José de Paiva e de Rita Felizarda de Paiva, bracarenses. Testemunhas presentes: Francisco Coelho dos Santos, casado, capitalista, residente na freguesia de São João do Souto, Braga, e Carolina de Paiva, solteira, costureira, moradora na freguesia de Cousso.

 

SERAFIM

 

SERAFIM, António Gonçalves. Filho de -------------- Gonçalves Serafim e de --------------------------------------. Nasceu por volta de 1848. // Faleceu no lugar de Virtelo, Cousso, a --/--/1920, com 72 anos de idade (Jornal de Melgaço n.º 1307, de 10/10/1920).

 

SILVA

 

SILVA, Adriano. // Por volta de 1950 fez exame do ensino primário na escola Conde de Ferreira (confirmar), sita na Vila de Melgaço, juntamente com outros alunos (Abel Valdemar Alves Lamas, António Afonso, Delfim Domingues Souto, Ilídio Covelo, Luís Enes, Célia de Jesus Alves Lamas, Maria Amélia Afonso, Maria Judite Afonso, Alfredo Rodrigues, Armando Fernandes, José Rodrigues, Manuel Bernardo, Manuel Luís Duque, Manuel, Maria Anésia Domingues, Maria Bernardo) ficando aprovado. // NOTA: ver o jornal “Notícias de Melgaço”.

 

SILVA, Eleutério. Filho de Maria Rosa, solteira, natural da Porta de São Francisco, freguesia da Sé Primaz, Braga, onde ele nasceu e foi batizado por volta de 1841; a mãe, devido a ser muito pobre, expô-lo, tendo sido levado para a freguesia de São Paio de Vila Verde, onde permaneceu até ser adulto. // Tinha 35 anos de idade, era solteiro, e morava no lugar de Cerdeiras, quando o padre José Douteiro o casou, na igreja de Cousso, a 21/6/1876, com Luísa, de 27 anos de idade, solteira, lavradora, residente no lugar de Cerdeiras, filha de Manuel Rodrigues e de Maria Domingues. Testemunhas presentes: Manuel Rodrigues e Maria Gonçalves Roldão, solteiros, lavradores, ambos de Virtelo. // Faleceu a 27/10/1886, no hospital da Vila de Monção, com todos os sacramentos da igreja católica, com 45 anos de idade, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério da Vila de Monção.    

 

SILVA, Rosália Maria. Filha de ----------- Silva e de -------------------------------. Nasceu em --------- a --/--/19--. // Faleceu em Virtelo, Cousso, em 2008 (VM 1298).

 

SOUSA

 

SOUSA, Adolfo. Filho de Rosa Maria de Sousa, solteira, sem profissão, natural de São Julião de Badim, concelho de Monção, moradora no lugar de Virtelo, freguesia de Cousso, concelho de Melgaço. Neto materno de Joaquina de Sousa. Nasceu em Cousso, no lugar de Virtelo, às seis horas da manhã do dia 8 de Fevereiro de 1893 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Pereira Caldas e sua mulher, Amália Rosa de Aguiar Pereira Caldas, proprietários, naturais de Badim. // Em 1917 foi mobilizado para a guerra. Era solteiro. Foi soldado servente do 5.º grupo de baterias de montadas do Regimento de Artilharia n.º 1 (quinto grupo de baterias de morteiros). Embarcou no cais de Alcântara, Lisboa, com destino a França, integrado no CEP, a 25/5/1917. Desembarcou dias depois no porto de Brest. Sabe-se que baixou ao hospital de sangue n.º 2 a 14/3/1918, tendo tido alta no dia 22 do mesmo mês e ano. No âmbito da reorganização do CEP, após a famosa batalha de La Lys, é colocado no 4.º grupo de baterias de artilharia a 30 de Abril. Perto do fim da guerra, em Novembro de 1918, foi punido por comportamentos julgados menos adequados. Assim, no dia 26/9/1918, foi punido «pelo senhor comandante com doze dias de detenção por ter faltado ao recolher no dia 24.» Uns meses depois, a 21/4/1919, foi novamente punido com quatro dias de detenção, pelo senhor comandante, «por se ausentar do seu boleto sem autorização, de noite, e ter sido encontrado a fazer barulho.» Sobreviveu à maldita guerra. Embarcou no porto de Cherbourg, França, em data que se desconhece. Desembarcou em Lisboa, no cais de Alcântara, a 19/5/1919. // Deve ter ficado na cidade, pois não há mais informações sobre a sua pessoa.

 

SOUSA, Aníbal. Filho de Rosa Maria de Sousa, solteira, costureira, natural de Badim, Monção, moradora em Cerdeiras, Cousso, Melgaço. Neto materno de Joaquina de Sousa, lavradeira, de Badim. Nasceu a 20/5/1897 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Alfredo Barbosa Pinto e sua mulher, Henriqueta Adelaide Pereira, proprietários em Badim. // Faleceu a 30/12/1897, no lugar de Cerdeiras, e foi sepultado no adro da igreja paroquial.  

 

SOUSA, Aurora. Filha de Rosa Maria de Sousa, solteira, de Badim, Monção, moradora em Cerdeiras, Cousso. Neta materna de Joaquina de Sousa, lavradeira. Nasceu a 17/3/1895 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: Bento Manuel de Sousa, solteiro, lavrador, e Rosa Emília Gonçalves, casada, lavradeira. // Casou com Abel Mendes, na Conservatória do Registo Civil de Monção, a 24/9/1930. // Enviuvou a 5/1/1977 e faleceu em Badim, Monção, a 6/10/1991.  

 

SOUSA, Hipólito de Jesus. Filho de Rosa Maria de Sousa, solteira, costureira, natural de São Julião de Badim, Monção, com a sua residência em Virtelo, Cousso. Neto materno de Joaquina Sousa, lavradeira, de Badim. Nasceu em Cousso a 19/4/1891 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel Pereira Caldas e sua mulher, Amália Rosa de Aguiar Pereira Caldas, proprietários, de Badim.

 

SOUSA, Manuel José. // Faleceu no lugar de Cousso a 4/9/1865, com cerca de setenta anos de idade, com todos os sacramentos, com testamento, viúvo de Joana Lopes, rural, e foi sepultado na igreja. // Não deixou filhos. 

 

SOUSA, Maria Teresa. // Nasceu na freguesia de Badim, Monção. // Lavradeira. // Faleceu no lugar da Cela, Cousso, a 28/11/1862, com noventa (90) anos de idade, no estado de viúva de Manuel Domingues, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja local. // Deixou uma filha.

 

SOUSA, Rosa. Filha de Manuel António de Sousa e de Luísa Domingues. // Lavradeira. // Faleceu no lugar de Cousso a 23/3/1862, com 78 anos de idade, casada com Manuel Luís Gonçalves, com todos os sacramentos, sem testamento. // Deixou filhos.

 

SOUTO

 

SOUTO, Albino. Filho de Francisco Domingues Souto e de Maria Esteves, lavradores, coussenses. Nasceu em Cousso por volta de 1900. // Faleceu a 8/10/1903, no lugar de Aldeia, com apenas três anos de idade, e foi sepultado no adro da igreja.

 

SOUTO, Alexandrina. Filha de João Domingues Souto e de Lina Domingues, lavradores, residentes no lugar da Cela. Neta paterna de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves; neta materna de Francisco José Domingues e de Ana Rosa Domingues. Nasceu a 14/8/1884 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: Félix José Domingues, casado, e Maria Rosa Domingues, solteira, ambos do lugar de Cousso. // Faleceu a 14/2/1888, no lugar da Cela, e foi sepultada na igreja.

 

SOUTO, Carlos. Filho de Rosa Domingues, camponesa, coussense, moradora no lugar de Cela. Neto materno de João Domingues Souto e de Lina Domingues. Nasceu em Cousso a 7/2/1909 e foi batizado na igreja local a 14 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Francisco Domingues Souto e sua esposa, Maria Esteves, proprietários. 

 

SOUTO, Conceição de Jesus. Filha de Manuel Domingues Souto e de Angelina Gonçalves, lavradores, residentes em Aldeia, Cousso. Neta paterna de José Domingues Souto e de Maria Luísa Domingues; neta materna de António Luís Gonçalves e de Florinda Alves. Nasceu a 14/6/1888 e foi batizada a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Alves e Marcelina Rosa Alves, solteiros, do lugar de Bouço, Riba de Mouro. // Faleceu a 14/4/1892 e foi sepultada na igreja.

 

SOUTO, Dario. Filho de Francisco Domingues Souto, capitalista, e de Maria Esteves, proprietária, moradores no lugar de Aldeia. N.p. de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Domingues; n.m. de José Esteves e de Maria Rosa Afonso. Nasceu em Cousso a 29/9/1907 e foi batizado na igreja católica local nesse mesmo dia, mês, e ano. Padrinhos: Manuel Inácio Gonçalves Roldão e sua mulher, Ludovina Gonçalves, agricultores. // Faleceu na freguesia de Troviscoso, concelho de Monção, a 13/7/1989.

 

SOUTO, Francisco. Filho de ---------- Domingues Souto e de ----------------------------------. Nasceu a --/--/1858 (confirmar). // Por alvará do Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo foi nomeado em 1912, juntamente com outros, membro da Comissão Municipal Administrativa (Correio de Melgaço n.º 28, de 15/12/1912). // Foi jurado para as causas-crime pela sua freguesia no segundo semestre de 1913 (Correio de Melgaço n.º 56, de 6/7/1913), e no primeiro semestre de 1915 (Correio de Melgaço n.º 132). // Concorreu às eleições camarárias de 4 de Novembro de 1917, na lista do Partido Republicano, como vereador (ver Jornal de Melgaço n.º 1181, de 27/10/1917). // Morreu no lugar de Virtelo a --/--/1931, com 73 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 123, de 6/9/1931).

 

SOUTO, Januário. Filho de Manuel Domingues Souto e de Angelina Gonçalves, lavradores, residentes em Aldeia, Cousso. N.p. de José Domingues Souto e de Maria Luísa Domingues; n.m. de António Luís Gonçalves e de Florinda Alves. Nasceu a 31/7/1892 e foi batizado a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Alves e sua irmã, Marcelina Rosa Alves, solteiros, lavradores. // Casou com Sofia, de 21 anos de idade, filha de Manuel José Domingues e de Teresa Domingues, de Castro Laboreiro, na CRCM, a 7/4/1915. // Morreu em Cousso a 22/3/1974. // Com geração.    

 

SOUTO, Jeremias. Filho de Januário Domingues do Souto e de Sofia Domingues Clemente. Nasceu em Cousso a --/--/1932 (NM 145, de 17/4/1932).

 

SOUTO, João. Filho de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves, moradores em Aldeia de Virtelo. Nasceu a 22/1/1833. // Era solteiro quando casou na igreja de Cousso, a 22/8/1872, com Lina Domingues, nascida a 16/3/1844, solteira e moradora no lugar da Cela, filha de Francisco José Domingues e de Ana Domingues. Testemunhas presentes: Pedro Domingues, casado, cunhado do noivo, e José Domingues, solteiro, seu sobrinho, de Aldeia de Virtelo. 

 

SOUTO, Joaquim. Filho de João Domingues Souto e de Lina Domingues, lavradores, residentes no lugar da Cela, Cousso. Neto paterno de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves, do lugar de Aldeia; neto materno de Francisco José Domingues e de Ana Domingues, do lugar da Cela. Nasceu em Cousso a 24/7/1882 e foi batizado na igreja nesse dia. Padrinhos: os seus avós maternos. // Era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de São Paio a 25/9/1909 com Rosa da Conceição de Puga, de 35 anos de idade, solteira, camponesa, natural de São Paio, filha de José Joaquim de Puga e de Margarida Vieites, rurais, sampaienses. Testemunhas: o padre José Joaquim Rodrigues, encomendado da freguesia de Remoães, e António Emílio Pires, viúvo, lavrador, natural de Cristóval. // Ambos os cônjuges faleceram na freguesia de São Paio: a esposa a 12/11/1953 e ele a 30/12/1964. // Com geração.    

 

SOUTO, Joaquina. Filha de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves. Nasceu em Cousso por volta de 1825. // Lavradeira. // Faleceu a 10/9/1885, no lugar da Aldeia, onde morava, de repente, sem sacramentos, com 60 anos de idade, casada com Pedro Domingues, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.  

 

SOUTO, José. Filho de João Domingues Souto e de Rosa Maria Rodrigues, lavradores. Nasceu por volta de 1791. // Faleceu em Aldeia de Virtelo a 29/6/1866, com cerca de 75 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, no estado de casado com Maria Luísa Gonçalves, e foi sepultado na igreja. // Deixou filhos.   

 

SOUTO, Júlia. Filha de Francisco Domingues Souto e de Maria Esteves, proprietários, naturais da freguesia de Cousso, Melgaço. Nasceu no Brasil por volta de 1898. // Faleceu a 17/2/1902, no lugar de Aldeia, freguesia de Cousso, com apenas quatro anos de idade, e foi sepultada no adro da igreja paroquial.

 

SOUTO, Laurinda. Filha de Francisco Domingues Souto, proprietário, e de Maria Esteves, lavradeira, coussenses, moradores no lugar de Aldeia. Neta paterna de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Domingues; neta materna de José Esteves e de Maria Rosa Afonso. Nasceu em Cousso a 8/4/1910 e foi batizada na igreja católica local a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Esteves, casado, lavrador, e Maria Esteves, solteira, camponesa. // Casou a 11/10/1942 na igreja da sua freguesia natal com Manuel Domingues Souto, seu conterrâneo. // Faleceu na freguesia de Troviscoso, concelho de Monção, a 18/6/1977.    

 

SOUTO, Luísa. Filha de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves. Nasceu em Cousso, no lugar de Virtelo, por volta de 1831. // Faleceu a 24/4/1901, com todos os sacramentos da igreja católica, com 70 anos de idade, casada com Félix José Domingues, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.   

 

SOUTO, Manuel. Filho de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves, de Aldeia, Cousso. // Faleceu a 8/5/1856 e foi sepultado na igreja de Cousso. 

 

SOUTO, Manuel. Filho de João Domingues Souto e de Lina Domingues, lavradores, residentes no lugar da Cela. Neto paterno de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves, de Aldeia; neto materno de Francisco José Domingues e de Ana Rosa Domingues, de Cela. Nasceu em Cousso a 13/5/1880 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos. 

 

SOUTO, Manuel. Filho de Januário Domingues Souto e de Sofia Domingues. Nasceu em Cousso a --/--/1917 (Correio de Melgaço n.º 248, de 6/5/1917).

 

SOUTO, Manuel Joaquim. Filho de Francisco Domingues Souto e de Maria Esteves, coussenses, lavradores, residentes no lugar de Aldeia. Neto paterno de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Domingues; neto materno de José Esteves e de Maria Rosa Afonso. Nasceu em Cousso a 15/4/1904 e foi batizado na igreja católica a 17 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Gonçalves Paradela, viúvo, lavrador, e Ludovina Gonçalves Pardela, solteira, camponesa. // Faleceu a 10/9/1905 e foi sepultado no adro da igreja paroquial.

     

SOUTO, Manuel Joaquim. Filho de Francisco Domingues Souto, capitalista, e de Maria Esteves, proprietária, coussenses, moradores no lugar de Aldeia. Neto paterno de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Domingues; neto materno de José Esteves e de Maria Rosa Afonso. Nasceu em Cousso a 5/12/1905 e foi batizado na igreja católica a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Gonçalves Paradela, viúvo, lavrador, e Ludovina Gonçalves Paradela, solteira, camponesa. // A 23/7/1917 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de ótimo; era aluno do professor Manuel Esteves Lira (Jornal de Melgaço n.º 1168, de 28/7/1917). 

 

SOUTO, Maria. Filha de João Domingues Souto e de Umbelina Domingues, residentes no lugar da Cela. Neta paterna de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves; neta materna de Francisco José Domingues e de Ana Rosa Domingues, todos lavradores. Nasceu em Cousso a 20/8/1873 e foi batizada no dito dia. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou na igreja da sua terra natal, a 9/4/1900, com Manuel Francisco, de 26 anos de idade, natural de Parada do Monte, filho de Narciso Alves e de Maria Engrácia Afonso. // Faleceu na sua freguesia a 15/6/1921. // Com geração.  

 

SOUTO, Maria Luísa. Filha de José Domingues Souto e de Maria Luísa Gonçalves, coussenses. Nasceu na freguesia de Cousso por volta de 1825. // Faleceu a 15/6/1898, no lugar de Aldeia, Cousso, com todos os sacramentos da igreja católica, com setenta e três anos de idade, no estado de viúva de Manuel Domingues, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.

 

SOUTO, Maria Rosa. Filha de Manuel Domingues Souto e de Angelina Gonçalves, lavradores, residentes em Aldeia, Cousso. Neta paterna de Manuel Domingues Souto e de Maria Domingues; neta materna de António Luís Gonçalves e de Florinda Alves. Nasceu a 20/10/1885 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: António Esteves, casado, lavrador, do lugar de Aldeia, e Rosa Gonçalves, solteira, tia materna da criança. // Casou com António Mendes, de 20 anos de idade, seu conterrâneo, filho de José Mendes e de Maria Afonso, na CRCM, a 3/9/1915. // Faleceu na sua freguesia a 19/7/1928. // O seu viúvo morreu a 24/3/1969. // Com geração.

 

SOUTO, Porfírio. Filho de ------------- Domingues do Souto e de ------------------------------. Nasceu a --/--/1---. // Em Agosto de 1950 estava solteiro, era agricultor, e morava no lugar de Virtelo, freguesia de Cousso.

 

SOUTO, Sara. Filha de Rosa Domingues do Souto. Nasceu em Cousso a --/--/1912 (Correio de Melgaço n.º 12, de 25/8/1912). // Faleceu no lugar de Cela, Cousso, a --/--/1995. // Deixou filhos, netos, e bisnetos (A Voz de Melgaço n.º 1037).

 

SOUTO, Sara das Dores. Filha de Francisco Domingues Souto e de Maria Esteves, coussenses, moradores no lugar de Aldeia. N.p. de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Domingues; n.m. de José Esteves e de Maria Afonso. Nasceu a 23/6/1902 e foi batizada na igreja católica a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco António Pires, casado, negociante, e sua esposa, Maria da Anunciação Nunes de Azevedo. // Faleceu a 10/11/1910, no lugar de Aldeia, e foi sepultada no adro da igreja paroquial. 

 

TOJEIRA

 

TOJEIRA, Joaquim. Filho de José Afonso Tojeira e de Joaquina Alves, lavradores, coussenses. Neto paterno de Manuel Joaquim Afonso (Tojeira) e de Josefa Maria Alves; neto materno de Joaquim Alves e de Rosa Teresa Barbeitos. Nasceu em Cousso a 12/10/1904 e foi batizado na igreja católica a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Agostinho Afonso, solteiro, lavrador, e Maria --------------. // Casou a 4 de Abril de 1985, na CRCM, com Maria de Jesus Domingues. // Faleceu a 11/11/1992, na freguesia de Senhora de Fátima, Lisboa.

 

TOJEIRA, Luís Manuel (Padre). Filho de Manuel Joaquim Afonso (Tojeira) e de Josefa Maria Alves, lavradores. Nasceu em Cousso por volta de 1851. // Foi pároco de Cousso desde 1889. // Faleceu a 28/4/1903, às onze horas da noite, na casa de residência paroquial da freguesia de Cousso, tuberculoso, com todos os sacramentos, com 52 anos de idade, sem testamento, e foi sepultado no adro da igreja paroquial.

 

TOJEIRA, Manuel (Padre). Filho de Manuel Joaquim Afonso e de Maria Josefa Álvares. Nasceu em Cousso por volta de 1838. // Faleceu a 28/7/1876, no convento de Almoster, sito na freguesia de Santa Maria, concelho de Santarém, com todos os sacramentos da igreja católica, com apenas 38 anos de idade, sem testamento, e foi sepultado no cemitério da freguesia de Santa Maria, concelho de Santarém.

 

TOJEIRA, Manuel. Filho de José Afonso Tojeira, natural de Cousso, e de Joaquina Alves, natural de Penso. Neto paterno de Manuel Joaquim Afonso Tojeira e de Josefa Maria Alves; neto materno de Rosa Teresa Barbeitos «que a perfilhou por uma escritura feita em Valadares aos vinte e dois dias de Dezembro de mil oitocentos e noventa e oito». Nasceu na freguesia de Cousso a 3/6/1901 e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Agostinho Afonso e Maria Alves, solteiros, lavradores. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 13/3/1929 com Arminda Alves Lamas, de 28 anos de idade, sua conterrânea, filha de Maria Alves Lamas (ver Notícias de Melgaço n.º 54.A, de 23/3/1930). // Enviuvou em 1966. // Ele morreu na freguesia da Vila de Melgaço a 5 de Dezembro de 1978.

 

VAZ

 

VAZ, Arminda de Jesus. Filha de Armindo Vaz e de Emília Gregório. Neta paterna de ----------- Vaz e de --------------------------------------; neta materna de Manuel Luís Gregório, natural da freguesia da Gave, e de Angelina Afonso, natural da freguesia de Lamas de Mouro, ambos do concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo. Nasceu na freguesia de ------------------, Melgaço, a 5 de Dezembro de 1926. // Emigrou para o Brasil no ano de 1947. 


VAZ, Armindo. Filho de ----------------- Vaz e de -----------------------------------------. Nasceu em --------------, a --/--/1---. // Casou na década de vinte do século XX com Emília Gregório, nascida em Cousso a 1 de Abril de 1904, filha de Manuel Luís Gregório, natural da freguesia da Gave, e de Angelina Afonso, natural da freguesia de Lamas de Mouro, ambos do concelho de Melgaço, moradores no lugar da Cela, freguesia de Cousso. // Emigraram para os Estados Unidos do Brasil. // Pai de Arminda de Jesus Gregório Vaz, nascida no concelho de Melgaço a 5 de Dezembro de 1926.

                 

VAZ, Caetana. Filha de Manuel António Vaz e de Rosa Gonçalves. Nasceu por volta de 1814. // Faleceu a 24/4/1897, no lugar de Pousada, Cousso, apenas com a extrema-unção, devido a estar demente, com 83 anos de idade, viúva de Manuel António Afonso Lima, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja paroquial. 

 

VAZ, Joaquina Rosa. Filha de Manuel António Vaz e de Rosa Gonçalves, naturais de Linhares, Riba de Mouro. Nasceu por volta de 1829. // Faleceu a 15/12/1889, no lugar de Aldeia, freguesia de Cousso, concelho de Melgaço, com todos os sacramentos da igreja católica, com sessenta anos de idade, no estado de casada com Manuel Rodrigues, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja.

 

VAZ, Olívia. Filha de Rosa Vaz, solteira, moradora no lugar da Cela, Cousso. Neta materna de Brígida Vaz, solteira, natural de Pomares, Paderne. Nasceu a 28/1/1898 e foi batizada a 1 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Manuel José Rodrigues, casado, e Germana Alves, solteira, lavradores. // Faleceu em Refojos de Basto, Cabeceiras de Basto, a 26/6/1985.  

 

VAZ, Rosa. Filha de --------------------- Vaz e de -------------------------------------------------------------. Nasceu por volta de 1884. // Faleceu no lugar da Cela, Cousso, a --/--/1934, com cinquenta anos de idade (NM 227, de 25/3/1934). 

 

VEIGA

 

VEIGA, Manuel. // Faleceu no lugar da Cela, Cousso, a 15/5/1857, sem testamento, e foi sepultado na igreja no dia seguinte; era casado com Josefa da Silva. 

 

VELHA

 

VELHA, Francisco Gonçalves Lira. // Faleceu em Cerdeiras, Cousso, a 18/11/1855, sem testamento, e foi sepultado na igreja no dia 19; era casado com Rosa Bicho, da freguesia de São Romão de Coronado, Santo Tirso, Porto. 

 

VELOSO

 

VELOSO, Adelino. Filho de Manuel Joaquim Veloso e de Clementina Gonçalves, lavradores, coussenses, residentes no lugar de Cerdeiras. Neto paterno de Maria José Veloso; neto materno de Joaquim Gonçalves Roldão e de Joaquina Afonso. Nasceu em Cousso a 11/9/1904 e foi batizado na igreja a 14 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Joaquim Veloso, casado, lavrador, e -------------------------. // Casou a 8/1/1927, na Conservatória do Registo Civil de Melgaço, com a sua conterrânea Alzira Domingues. // Faleceu a 18/9/1978, em França. // Com geração.   

 

VELOSO, Adelino. Filho de Adelino Veloso e de Alzira Domingues. Nasceu na freguesia de Cousso a --/--/1930 (Notícias de Melgaço n.º 72, de 10/8/1930).

 

VELOSO, Adelino. Filho de ----------- Veloso e de -----------------------------------. Nasceu em Virtelo, Cousso, a --/--/193-. // Faleceu a --/--/1937, com apenas seis meses de vida. // (Notícias de Melgaço n.º 371).

 

VELOSO, António. Filho de Maria José Veloso, solteira, moradora em Surribas, Cousso, lavradeira, natural de Gondoriz, Arcos de Valdevez. Neto materno de Antónia Joaquina Veloso, solteira, de Gondoriz. Nasceu em Cousso a 27/2/1878 e foi batizado no dia seguinte. Madrinha: Joaquina Veloso, solteira, lavradora, tia do neófito, residente em Aldeia, Cousso.     

 

VELOSO, António Luís. Filho de Joaquina Veloso, solteira, tecedeira, de Gondoriz, Arcos de Valdevez, residente em Cousso. Neto materno de Antónia Joaquina Veloso, solteira, de Gondoriz. Nasceu em Cousso a 14/9/1863 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: António Luís Veloso, tio do batizando, solteiro, pedreiro, de Gondariz, Arcos de Valdevez, e Luísa Domingues, solteira, de Cousso, Melgaço.  

 

VELOSO, Bibica (!). Filha de Joaquim Veloso e de Rosa Gonçalves, coussenses, lavradores, residentes no lugar de Cerdeiras. Neta paterna de Maria José Veloso; neta materna de Manuel Gonçalves e de Maria Esteves. Nasceu na freguesia de Cousso a 29/3/1908 e foi batizada na igreja católica local a 1 de Abril desse dito ano. Padrinhos: António Gonçalves, solteiro, lavrador, e Luísa Rodrigues, casada, lavradeira.  

 

VELOSO, Emília. Filha de Adelino Veloso e de Alzira Domingues. Nasceu em Cousso a --/--/1933 (NM 101, ou 201, de 16/7/1933).

 

VELOSO, Joaquim. Filho de Maria José Veloso, solteira, de Vilar de Mouro, Gondoriz, Arcos de Valdevez, moradora em Surribas, Cousso. Neto materno de Antónia Joaquina Veloso, solteira, de Vilar de Mouro. Nasceu em Cousso a 4/10/1870 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel João Esteves, casado, de Aldeia, e Joaquina Maria Veloso, solteira, tia do neófito, residente em Cerdeiras, lavradores. // Tinha vinte e cinco anos de idade (*), era solteiro, lavrador, morava no lugar de Surribas, quando casou na igreja da sua terra natal, a 3/6/1895, com a sua conterrânea Rosa Gonçalves, de vinte anos de idade, solteira, camponesa, residente no lugar de Pousada, filha de Manuel (**) José Gonçalves e de Maria [Luísa] Esteves. Testemunhas presentes: Francisco Gonçalves, lavrador, António Veloso, lavrador, e Manuel Veloso, também lavrador, todos residentes no lugar de Virtelo. // A sua esposa finou-se na freguesia de Cousso a 5/7/1911. // Ele faleceu também na sua terra de nascimento a 9/4/1941. /// (*) No seu assento de casamento o padre diz que ele tinha 35 anos de idade. /// (**) O padre chama ao pai da noiva Clemente José Gonçalves.

 

VELOSO, Joaquim. Filho de ----------- Veloso e de -------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Casou com Maria Duque a --/--/1913 (Correio de Melgaço n.º 40, de 9/3/1913).

 

VELOSO, Joaquim. Filho de Joaquim Veloso e de Rosa Gonçalves, coussenses, moradores no lugar das Cerdeiras. Neto paterno de Maria José Veloso; neto materno de Manuel José Gonçalves e de Maria Luísa Esteves. Nasceu em Cousso a 5/5/1902 e foi batizado na igreja católica a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Veloso e sua mulher, Clementina Gonçalves, lavradores. 

 

VELOSO, José. Filho de Maria José Veloso, solteira, moradora em Surribas. Neto materno de Antónia Joaquina Veloso, também solteira. Nasceu em Cousso a 17/1/1874 e foi batizado na igreja católica no dia seguinte. Padrinhos: José Mendes, solteiro, lavrador, e Maria Esteves, solteira, ambos do lugar de Virtelo. // Faleceu a 10/7/1874, no lugar de Surribas, e foi sepultado na igreja.

 

VELOSO, Manuel. Filho de Joaquim Veloso e de Rosa Gonçalves, lavradores, residentes no lugar de Cerdeira. Neto paterno de Maria Veloso; neto materno de Manuel Gonçalves e de Maria Esteves. Nasceu em Cousso a 2 de Janeiro de 1905 e foi batizado na igreja paroquial a 4 desse dito mês e ano. Padrinhos: Manuel Alves, solteiro, lavrador, e Delfina Alves, solteira, camponesa. // Casou na igreja de Fiães a 19/2/1951 com Dorinda Rosa Alves, natural da freguesia de Fiães. 

 

VELOSO, Manuel Joaquim. Filho de Maria José Veloso, solteira, de Vilar de Mouro, Arcos de Valdevez, moradora em Cousso. Neto materno de Antónia Joaquina Veloso, solteira, dos Arcos de Valdevez. Nasceu em Cousso a 11/10/1867 e foi batizado na igreja católica a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Rodrigues e sua mulher, Joaquina Rosa Vaz, do lugar de Aldeia. // Foi emigrante no Brasil. // Morava no lugar de Surribas quando casou na igreja da sua freguesia de nascimento a 14/1/1895 com a sua conterrânea Clementina das Dores Gonçalves, de 22 anos de idade, solteira, camponesa, filha de Joaquim Gonçalves e de Joaquina Afonso, moradora no lugar de Cerdeiras. Testemunhas presentes: João Afonso Tojeira, lavrador, e Manuel Joaquim Afonso, também lavrador, ambos coussenses. 

 

VELOSO, Maria José. Filha de Antónia Joaquina Veloso. Nasceu em Gondoriz, Arcos de Valdevez, por volta de 1845. // Camponesa. // Faleceu a 1/12/1905, no lugar de Cerdeiras, freguesia de Cousso, Melgaço, onde morava, com todos os sacramentos da igreja católica, com sessenta anos de idade, no estado de solteira, com testamento, com filhos, e foi sepultada no adro da igreja.

 

VELOSO, Maria dos Prazeres. Filha de Manuel Veloso e de Alexandrina Pereira. Nasceu em Cousso a --/--/1931 (NM 118, de 19/7/1931).

 

VELOSO, Maria Rosa. Filha de Maria José Veloso, solteira, lavradora, residente em Surribas, Cousso. Neta materna de Antónia Joaquina Veloso, solteira, de Gondoriz, Arcos de Valdevez. Nasceu em Cousso a 8/1/1876 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: José Mendes, solteiro, mestre sapateiro, morador em Virtelo (o qual passou procuração a Manuel Domingues, casado, lavrador, residente no dito lugar) e Maria Custódia, solteira, lavradora, do referido lugar. // Faleceu a 15/2/1877, no lugar de Aldeia, e foi sepultada na igreja paroquial.  

 

VELOSO, Rosa. Filha de Manuel Joaquim Veloso e de Clementina Gonçalves, rurais, coussenses, moradores no lugar de Cerdeiras. Neta paterna de Maria José Veloso; neta materna de Joaquim Gonçalves Roldão e de Joaquina Afonso. Nasceu em Cousso a 25/4/1907 e foi batizada na igreja católica no dia seguinte. Padrinhos: António Veloso, solteiro, lavrador, e Joaquina Veloso, solteira, camponesa. // Casou a 22/5/1929, na CRCM, com Abílio Afonso, seu conterrâneo. // Faleceu a 21/2/1984, na freguesia de Riba de Mouro, concelho de Monção.

 

VENTURA

 

VENTURA, Adelaide. Filha de Manuel Rodrigues Ventura e de Maria Rodrigues, lavradores, coussenses, residentes no lugar da Cela. N.p. de Manuel Rodrigues Ventura e de Rosa Rodrigues; n.m. de Francisco Joaquim Rodrigues e de Ludovina Fernandes. Nasceu na freguesia de Cousso a 24/2/1909 e foi batizada na igreja católica local a 28 desse dito mês e ano. Padrinhos: José Pires, solteiro, lavrador, e Adelaide --------------, solteira, camponesa. // Faleceu no lugar da Cela, Cousso, a 6/11/1929, ou 1939.

 

VENTURA, Américo. Filho de Manuel Rodrigues Ventura e de Maria Rodrigues, lavradores, coussenses. N.p. de Manuel Rodrigues Ventura e de Rosa Rodrigues; n.m. de Francisco Joaquim Rodrigues e de Ludovina Fernandes. Nasceu em Cousso a 10/2/1907 e foi batizado na igreja católica a 13 desse dito mês e ano. Padrinhos: José Pires, solteiro, lavrador, e Adelaide Marques, solteira, camponesa. // Casou na CRCM a 11/1/1931 com ------------------- (saber). // Faleceu em Cousso a 4/2/1989.

 

VENTURA, Manuel. Filho de Manuel José Rodrigues e de Ana Rodrigues, lavradores. Nasceu em Cousso por volta de 1820. // Faleceu a 3/10/1893, no lugar de Cousso, repentinamente, com 73 anos de idade, no estado de viúvo de Maria José Rodrigues, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja paroquial.

 

VENTURA, Manuel. Filho de ------------ Rodrigues Ventura e de ------------------------------. Nasceu por volta de 1853. // Faleceu em Cousso a --/--/1933, com oitenta anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 184, de 26/2/1933).

 

VENTURA, Maria Irene. Filha de Américo Rodrigues Ventura e de Anésia Dias. Nasceu a --/--/19--. // Casou com António Carlos Fernandes Maciel de Freitas, de Barroselas, Viana. Ficaram a residir no lugar da Cela, Cousso, onde tinham morado seus pais. // Por volta de 1970 adquiriram a “Leira do Ferrão”, com a área de 660 metros quadrados, sita no referido lugar de Cela, por doação verbal dos pais de Maria Irene.

 

VILARINHO

 

VILARINHO, Anselmo Rodrigues. // Nasceu por volta de 1936. // Morreu na freguesia de Cousso a --/01/2021, com 85 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/2/2021). // FIM

 

  

 

 

sábado, 9 de setembro de 2023

SONETOS DO SOL E DA LUA

Por Joaquim A. Rocha 


// continuação de 16/07/2023.



O RAPAZ DAS PINHAS


(147)

 

Trepava aos pinheiros com destreza,

Selecionava as melhores pinhas,

Esquecia aquelas dores mesquinhas,

Respirava no monte sã beleza.

 

De coisa alguma tinha a certeza,

Crenças dos outros não eram minhas;

Para todos os males havia mezinhas,

Ria-me da morte, da vil tristeza.

 

O tempo passou e eu fui crescendo,

  Entre oficinas, rios e serras,

A minha agilidade foi morrendo…

 

Meus olhos viram outras gentes, terras,

Minha juventude fui esquecendo,

No peito tenho punhais, salvaterras!


 

 A GRAÇOLA

(148)

 

Naquela minúscula oficina

Vê-se um rapaz a endireitar tacha,

Aos sapatos e botas põe-lhe graxa,

Cumprindo ordens, a sua rotina.

 

Na rua passa uma linda menina,

Levando à boca uma bolacha;

O moço atira-lhe uma chalaça,

Mas a ela não agrada, e afina:

 

«Seu maroto, atrevido, canalha,

Eu sou descendente de gente bem,

Não sou como tu, escumalha…

 

Tu, coitado, um pobre Zé-Ninguém, 

Jamais serás da minha igualha…

Vales menos do que reles vintém

 


 

O MEU LUGAR É AQUI

(149)

  

Ó deuses, dai-me a imortalidade,

Não me leveis deste mundo tão cedo;

Revelai, por favor, vosso segredo,

Dai-me novamente a mocidade.

 

Quero viver no tempo sem idade,

Sempre jovem, eternamente ledo;

Despojar do meu cérebro o medo,

A raiva, o ódio e a vaidade.

 

Não quero esquecer o que vivi,

Partir para longe, jamais voltar…

Meu corpo e espírito é daqui,

 

Este planeta é o meu lugar,

Nele, numa primavera, nasci…

Deixai-me neste cantinho ficar. 




// continua...

domingo, 3 de setembro de 2023

FERREIRA DA SILVA

Por Joaquim A. Rocha


 

     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1518, de 12/7/1964: «PERGUNTAR NÃO OFENDE. // A propósito do mutismo de que se envolvem os melhoramentos e conservação dos bens públicos da nossa Vila, fizemos no último número deste semanário algumas perguntas inocentes, sem intenção reservada ou objeto de censura, simplesmente como esclarecimento de todos nós munícipes interessados e, ainda, como incitamento das entidades responsáveis à sua imediata e breve resolução. Temos o convencimento de que as quatro perguntas formuladas constituem outras tantas interrogações que bailam no pensamento dos melgacenses com uma persistência e teimosia de obcecados. Os motivos da sua ansiedade são evidentes e por várias vezes os temos expostos em linguagem corrente e em termos acessíveis a todos os interessados, seja qual for o grau de entendimento e instrução. A experiência ensina-nos que em Melgaço a execução dos melhoramentos programados fica-se… nas tintas do papel de escrever se não houver quem espicace, anime e incite, as pessoas ou entidades a quem compete a sua realização. Isto de obras públicas não vai apenas com boa vontade, excelentes desejos e melhores intenções: exige movimento, dinamismo, energia, alor e decisão. Não basta programar, necessita de espírito de realização, certo como é que entre o pensamento e a execução medeia uma larga distância por vezes difícil de percorrer. Continuamos, aliás, como prometemos, a enunciação de mais algumas interrogações que registamos na ordem das realizações possíveis, já estudadas e de urgente execução. Sabemos que foi solicitado superiormente o empréstimo para a realização do saneamento e abastecimento de águas potáveis, em ordem a beneficiar da comparticipação do Estado e do subsídio prometido por Sua Excelência o Senhor Ministro das Obras Públicas, na sua última visita ao nosso concelho; e também sabemos que a Câmara tem há muitos anos um anteprojeto dessa importantíssima obra de salubridade pública indispensável à valorização física da população e ao arejamento civilizador da nossa terra. Não conhecemos o estudo e anteprojeto dessa urgentíssima obra pela qual tanto nos temos batido, mas natural é que precisem de ser atualizados já porque desde então as condições técnicas e económicas evoluíram, já porque a mão-de-obra se modificou na oferta e no preço. Poderemos saber o estado atual deste momentoso problema, que consideramos como o primeiro, o mais instante e o mais premente da escala dos problemas locais?! Consta-nos que a construção da casa dos magistrados encravou, sem que conheçamos a natureza e a extensão da avaria de engrenagem que paralisou o bom andamento desta útil e inadiável obra para a qual o Cofre dos Funcionários do Ministério da Justiça já havia transferido para aqui uma verba relativamente importante. À realização desta urgente obra está ligada a construção do novo mercado municipal visto que o antigo terá de ser objeto de demolição e ainda bem; o que para aí está, a que indevidamente se chama mercado, é um autêntico estábulo, cuja traça parece ter obedecido à ideia de construir um cortelho destinado a proteger e guardar gado, e jamais de ali expor à venda géneros e artigos frescos de consumo, indispensáveis à alimentação do povo. Trata-se de um velho, inestético e anti-higiénico barracão, sobre o comprido e sem outra aplicação que não seja a de recolha de animais nos dias ensolarados e quentes de verão, ou frígidos e chuvosos de inverno! Que se passa, então, acerca da casa dos magistrados cuja construção esteve em vias de ser iniciada?! Já se pensou no local destinado ao mercado municipal, uma vez que por disposição legal não é permitida, felizmente, a sua construção no terreno anexo ao recreio das novas escolas, no qual se haveria pensado, certamente, para completar o jogo dos disparates em que vivemos de há muito, em matéria de obras, nesta linda terra melgacense?! E não será tempo de encarregar alguém de elaborar a planta e projeto do novo mercado, e de pensar na verba e comparticipação ao mesmo mercado destinadas?! Finalmente, que se passa quanto à construção do silo, câmara de decantação, etc., da obra destinada a receber e a tratar os lixos e os restos inúteis da Vila que tanta falta faz e as mais elementares regras de higiene reclamam?! Perguntar não ofende. E nós, munícipes pagantes, salvo o devido respeito pela opinião dos centuriões, temos o direito de saber.» // F.S.         

 

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     No Notícias de Melgaço n.º 1519, de 19/7/1964, lemos: «INDÚSTRIA AGRÍCOLA: // Produziu grande celeuma na lavoura a oficialização do que se considera erro nefasto, de reduzir a agricultura à categoria de “indústria”. Nos jornais e nas revistas da especialidade, espíritos desempoeirados de lavradores e de economistas, têm como sofístico o processo de separar no complexo agrícola o proprietário do rendeiro, armando este em industrial. A definição fiscal de “indústria agrícola” é tida como locução de objetivos mal desenhados, dentro do conceito que atribui à propriedade agrícola o processo evolutivo de uma indústria sã. Vejamos o que se passa quanto à propriedade e sentido do palavrão oficializado pelo novo regime tributário. Em economia política a palavra “indústria” significa genericamente todas as operações que tendem à produção de valores e, no sentido mais geral, o conjunto de tudo o que o homem realiza para produzir ou fazer circular as riquezas. O seu desenvolvimento efetua-se pela divisão do trabalho. No seu sentido mais lato “SAY” classificou de extrativas as indústrias dos produtos da terra e “DUNOYER” dividiu e corrigiu a classificação do “SAY”, separando a agricultura das indústrias extrativas e definindo de indústrias agrícolas as que produzem substâncias da terra por meio de metamorfoses que o homem conhece pelas leis da vida animal e vegetal. Em última análise, a indústria agrícola pode sintetizar-se na que visa a modificar e aumentar a produção animal e vegetal. Por isto, não nos parece que a designação de “indústria agrícola” empregada no novo regime tributário, que tantas reações provocou nos órgãos representativos da lavoura e continua a ser objeto de diálogos apaixonados e veementes, mereça a estranheza e o sobressalto dos seus opositores. No prosseguimento da reforma fiscal publicou-se o decreto-lei n.º 45104, de 1 de Julho do ano findo, que insere o Código da Contribuição Predial e do Imposto sobre a Indústria Agrícola". Por estes diplomas separou-se do complexo agrícola a renda fundiária do lucro da exploração tornando passíveis aquela, de contribuição predial rústica, e esta, de imposto sobre a indústria agrícola quando ultrapasse o rendimento anual de trinta contos. Considerou-se, assim, a renda como parte do produto atribuível ao capital fundiário (prédio rústico), de lentas variações, e o lucro do capital investido na exploração, de consideráveis e inconstantes variações anuais. Na tributação separada de proprietários e rendeiros não se verificará o fenómeno que a lei e todos os economistas repelem, da “duplicação do imposto”?! Teoricamente parece que tal fenómeno não se verifica visto que ao rendimento coletável do prédio é abatido o lucro do cultivador. Porém, na prática, o problema tem aspetos curiosos se atendermos a que, o rendimento teórico (rendimento efetivo) é agravado de mais ou menos 10% respetivamente, nos anos de má ou boa produção. Regressemos à questão prévia da definição fiscal que constitui o tema destas ligeiras considerações. Desde longa data que a agricultura é tida como uma indústria no âmbito da economia política, muito embora entre nós, mesmo no aspeto da exploração, semelhante designação a consideremos imprópria se tivermos em atenção os seus princípios, leis e finalidades. Na realidade, a definição fiscal de “indústria agrícola” constitui uma expressão mal soante e uma inovação sem sentido tradicional, talvez porque se considerou utópica a ideia de separar radicalmente a renda fundiária do lucro da exploração agrícola, de se tornar difícil organizar um processo aceitável para o cálculo do lucro das culturas multianuais e, finalmente, porque carece do dimensionamento, organização, disciplina, contabilidade e modernização, ao menos aparente, das empresas industriais e comerciais. Esta questão para as pessoas menos versadas pode parecer de “lana caprina” (*); para nós, tem um sentido profundo e inculca-nos a ideia de que a agricultura se manterá fiel ao conceito da “arte de empobrecer alegremente”. /// (*) Coisa sem importância.        

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1520, de 26/7/1964: «ILUMINAÇÃO PÚBLICA. // Não há ou não pode haver, com justiça, duas opiniões discordantes sobre a distribuição e intensidade da iluminação pública do núcleo populacional da Vila. Pode afirmar-se com toda a afoiteza e verdade que a Vila, considerada nos seus limites urbanos, está muito bem servida e, pelo que conhecemos, é uma das localidades mais bem iluminadas do país, dentro da sua classe e ordem de classificação administrativa. Porém, fora do núcleo central, nas áreas periféricas constituídas pelos percursos Vila-Convento-Orada-Carpinteira-Prado, a iluminação pública parece irmã siamesa das lamparinas do Valverde que Deus conserve à sua guarda, em bom lugar, mas longe de nós. E não só no que respeita à intensidade luminosa nas lâmpadas, mas também ao número das que se mantêm acesas naqueles percursos, nomeadamente em alguns que desde tempos recuados gozam da preferência dos melgacenses para os seus passeios higiénicos depois do jantar – digamos, o trecho Calçada-Nossa Senhora da Orada. Sobretudo nesta quadra do ano em que o citado percurso ao longo da formosa estrada da Orada (?) é frequentadíssimo por grupos de interessantes melgacenses, em amena cavaqueira e boa disposição, sorvendo gostosamente a fresca aragem que ali sopra e os faz olvidar a temperatura asfixiante da caloreira do dia; nesta estação calmosa dizíamos, o sistema nada recomendável do 29-30, espera aí que eu já vou, da iluminação com lâmpada sim, lâmpada não, carece de qualquer justificação ou razão de ser e diminui o encanto do agradável e belo passeio naquela estrada. A quem pertence a responsabilidade ou a culpa desta falha tão fácil de remediar? À concessionária? Não. A concessionária cumpriu a sua obrigação contratual, dispondo ao longo dos percursos mencionados, em número suficiente, os postes e armaduras com as competentes lâmpadas de iluminação. Simplesmente, cremos que por economia, a Câmara mandou desligar, alternadamente, as respetivas lâmpadas, deixando sem luz longos espaços que se tornam em temerosos e escuros trajetos, quando se funde, ou por qualquer motivo se avaria alguma, ou algumas lâmpadas, o que é frequente. Por outro lado, a intensidade das lâmpadas de iluminação, nos percursos periféricos referenciados, é apenas de 25 watts, portanto insuficiente considerando a altura a que estão colocadas as armaduras nos respetivos postes e a área do espaço a iluminar. É evidente que esta insuficiência do poder iluminante das lâmpadas necessita de ser remediada urgentemente, dentro do que dispõe o caderno de encargos e constitui obrigação da concessionária. Vejamos: Nos termos do artigo 7.º do contrato da concessão, 6.º período, as lâmpadas de iluminação pública cuja potência não deverá ser inferior a 40 watts… Ora se não podem ser de potência inferior a 40 watts como se explica que se tenham instalado lâmpadas de 25 watts? Note-se que enquanto o poder iluminante em velas coincide com a potência em watts até 25, o mesmo não sucede com as de 40 watts cuja equivalência é de 50 velas. Desta forma, a iluminação dos percursos periféricos acha-se desfalcada duplamente, em potência iluminante e em número de lâmpadas instaladas mas propositadamente não acesas! Tudo isto por medida económica?! Não está certo. Não pode ser. O que se passa é ilegal e atentatório dos direitos e interesses dos munícipes. Quanto à instituição do pé-coxinho, 29-30, espera aí que já lá vou, poderia admitir-se, a título excecional, nos meses não considerados de estiagem, nunca nesta época em que o percurso da Orada é o favorito, mais atraente e frequentado pela população melgacense. É indispensável que a Câmara dê o exemplo do respeito pelos legítimos direitos dos munícipes e pela lei, que é a letra do contrato de concessão. De resto, são os consumidores de energia elétrica quem pagam a iluminação pública, com o contingente gratuito que a Câmara recebe da concessionária, equivalente a 50% do volume da energia faturada ao preço do 1.º escalão das tarifas I e II, acrescido de 25% do volume da energia faturada ao preço do 2.º escalão das mesmas tarifas. Será que as coisas que interessam a Melgaço, ou aos seus habitantes, constituem matéria proibida, por força do arbitrário índice da imitação fraudulenta da “Syllabus” que, para uso interno, foi decretada por quem carece de autoridade e poder para tanto?! // F.S.    

  

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1521, de 2/8/1964: «PLANTIO DA VINHA. // Temos notícia de que uma grande parte das propriedades aráveis adquiridas por compradores de terrenos rústicos, próprios para a cultura de cereais (milho em especial), têm sido adaptadas à cultura da vinha, sem atenção e sombra de respeito pelo que está determinado legalmente sobre o condicionamento e plantio de videiras. Este desvio da cultura de cereais para a cultura da vinha vem agravar a crise gravíssima que os nossos lavradores atravessam, assistindo aterrados de ano para ano ao aviltamento do preço do vinho de consumo da sua produção. É evidente que na medida em que aumenta a produção vinícola no nosso concelho, de consumo restrito, diminui o preço da venda, a ponto de se aproximar de limites aviltantes em que o custo da cultura se nivela, sensivelmente, com o apuro da venda. Tenha-se em vista que, se não fora a destilação, os nossos vinhos vender-se-iam a rastos de barato, não cobrindo a despesa de mão-de-obra, enxertia e tratamento fungicida e inseticida. E por mais que se reclame contra a alta de preços dos adubos e produtos químicos de tratamento e da mão-de-obra, de oferta cada vez menor e mais cara, resultante do êxodo da nossa população rural para terras gaulesas, e ainda das medidas governativas quanto à eliminação dos excedentes sobre o consumo, dia a dia mais reduzido por falta de consumidores, estabelecendo instalações de queima, o certo é que a produção necessita de ser limitada com base nas melhores castas regionais, tratamentos e cuidados de fabrico, em ordem à obtenção de boas qualidades em paladar, acidez e grau alcoólico. Ao contrário da escolha e preferência pelas castas regionais recomendadas oficialmente, a partir de estudos enológicos muito aturados e da maior utilidade, os nossos produtores inclinam-se para as castas estranhas, de grande produção, como o garnacho, grand-resir, mancia e produtores diretos, fabricando autênticas zurrapas, de caraterísticas inferiores que nem como água-pé se recomendam. Revertendo ao caso da adaptação das terras aráveis, próprias para a cultura de cereais, ao plantio de vinha, chamamos a atenção dos nossos leitores para o decreto-lei n.º 38525, de 23/11/1951, pelo qual se procurou modificar o condicionamento de plantio de videiras em ordem a melhorar a qualidade dos vinhos e a evitar os prejuízos de ordem económica e social. Na nossa região são proibidas, sob penas de multas pesadíssimas, as plantações de vinhas contínuas (bardos) não devendo sair-se das plantações em bordadura nos limites “caraterizadamente” materiais dos campos de cultura, com as castas tradicionais. Os produtores diretos, rigorosamente proibidos, apenas são permitidos em ramadas ou parreiras sobre terreiros, logradouros, poços, tanques junto das casas de habitação, com o fim ornamental ou para sombra. O plantio da vinha é passível de licença, na qual se indica o número de pés para o consumo dos casais e casas agrícolas, não carecendo de licença as plantações nas bordaduras dos campos (como já referimos) e ainda em bordadura de outras terras intensamente exploradas com culturas herbáceas ou pomareiras, destinadas à produção de uva de mesa. Nestas condições, é preciso ter o maior cuidado nas plantações, a que muitos dos nossos lavradores e simples proprietários de prédios rústicos procederam e estão a proceder para não sofrerem o desgosto do arranque das videiras e a aplicação de coimas elevadas. Aconselhamos a que consultem o Grémio da Lavoura, os Serviços Agrícolas, ou a Direção de Fiscalização dos mesmos Serviços, antes de procederem ao plantio de videiras nos terrenos ou em condições que a lei proíbe e formalmente condena. O que para aí está a fazer-se é arriscado e não prescreve com o tempo após o início da plantação.» // F.S.

 

 

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     NOTA: no Notícias de Melgaço n.º 1522, de 9/8/1964, o senhor Ferreira da Silva não publicou qualquer artigo em virtude de se encontrar no gozo de férias em Vila Praia de Âncora. 

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1523, de 16/8/1964: «FESTIVAL DE FOLCLORE. // Realizou-se no passado dia 9 do corrente mês, em Santa Marta de Portuzelo, sob o alto patrocínio de Suas Excelências os Ministros do Interior, das Corporações e de outras distintas entidades oficiais, o X Festival Internacional de Folclore, ao qual deram a sua colaboração a Espanha, França, Itália, Alemanha, Suíça, Holanda, Polónia e Israel, ao lado de quase todas as províncias portuguesas do continente, Cabo Verde, Angola e Goa. O produto deste brilhante festival foi destinado ao Movimento Nacional Feminino para a família dos nossos soldados e reuniu no vasto recinto muitas centenas de pessoas que tributou aos vários grupos folclóricos as mais vibrantes aclamações. Foi um lindo, colorido e apoteótico espetáculo no desfile e exibição curiosa dos grupos representativos das regiões etnográficas apresentadas neste interessante festival. Depois das palavras de esclarecimento e louvor pronunciadas pelo Diretor do Festival, Dr. Sousa Gomes, foram hasteados os pavilhões nacionais dos países concorrentes e toque dos respetivos hinos, seguindo-se a apresentação e saudação às bandeiras. Na 1.ª parte do programa marcou logo uma posição de notável destaque, que conservou até final, o Israel Folklore by “Hora” (Dance Groupe de Jerusalém) constituído por um grupo de gentis jovens e seus respetivos pares, o qual apresentou danças em conjunto de belo efeito coreográfico e admirável originalidade. A leveza e conceção dos bailados no estilo árabe, da música e das canções, produziu na assistência um frémito de agrado e entusiasmo que se traduziu em considerável ovação. O entusiasmo da assistência redobrou e quase atingiu o delírio quando este curioso e notável grupo folclórico apresentou a dança de roda portuguesa “Rosinha” cantada na nossa língua após um ensaio e aprendizagem de um período escasso de dez minutos! Depois deste excelente agrupamento etnográfico a nossa preferência recaiu no “Groupe Folklorique Polónia de Sochaux” que sobressaiu pelo contexto espetacular das danças de conjunto impecavelmente ensaiadas. Os restantes agrupamentos estrangeiros e nacionais não desmereceram e completaram a exibição folclórica, tornando-a num espetáculo movimentado, cheio de cor e de ineditismo, imprevisto e sedutor que despertou a curiosidade e os aplausos da numerosíssima assistência. Entre os grupos nacionais distinguiram-se os Ribatejanos, Douro Litoral, Minho e do Ultramar. Não há dúvida, porém, que o maior realce e agrado do público recaiu sobre o grupo do Estado de Israel, pela originalidade, leveza e cadência de movimentos, bizarria do contexto, singularidade de trajes e figuração coreográfica, tendo merecido, com justiça, fartos aplausos e grande ovação. Os organizadores deste belo espetáculo merecem os melhores encómios quanto à seleção dos grupos concorrentes e pena foi que não lhes tenha sido possível preparar razoavelmente o acesso ao local da exibição e um parque aceitável para o estacionamento dos centenares de autos dos assistentes. Notamos ainda, com infinito prazer, a presença do nosso conterrâneo, distinto melgacense Dr. António Durães, que ali foi enriquecer a sua valiosa e numerosa coleção, filmando as exibições de todos os agrupamentos, sendo de esperar que qualquer dia, quando o julgue oportuno, facilite a sua passagem no Salão Pelicano para que os melgacenses possam apreciar os grupos atuantes deste grandioso e belo Festival Internacional de Folclore.» // F.S.        

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1524, de 23/8/1964: «EMPRÉSTIMO MUNICIPAL. // Por despacho recente de Sua Excelência o Ministro das Finanças, foi autorizada a Câmara Municipal deste concelho a contratar com a CGDCP o empréstimo de quatrocentos e cinquenta contos de réis destinado ao abastecimento de águas e rede de esgotos da nossa Vila. Finalmente a nossa Câmara terá à sua disposição uma verba relativamente volumosa para iniciar as obras daqueles importantes e urgentes melhoramentos, pelos quais nos vimos batendo com denodo e com fé e que consideramos fundamentais à saúde da população. O montante do empréstimo concedido, aumentado da verba de trezentos contos de réis, oferecida por S. Ex.ª o Ministro das Obras Públicas na sua última visita ao nosso concelho, elevado ao dobro pela comparticipação oficial, atingirá o valor de mil e quinhentos contos, verba que permitirá ordenar os trabalhos e a execução das obras em grande extensão. O resto virá por acréscimo do produto de dádivas e comparticipações sucessivas na medida em que estes grandes melhoramentos se concretizem nos seus elementos essenciais de execução. Não há que recear quanto à falta de verba para o acabamento total desta obra importantíssima, visto que outras autarquias se viram em idênticos embaraços e que saibamos nenhuma delas deixou de as completar. Torna-se preciso, isso sim, iniciar imediatamente as obras e dar-lhe andamento consecutivo até ao esgotamento total da verba arrecadada, certos de que o empreendimento não ficará a meio e acabará por se concretizar objetivamente em toda a sua conceção e projeto. Não é de mais relembrar o que tantas vezes temos dito e de novo insistimos quanto à atualização do estudo e projeto elaborado em tempos e existente no arquivo municipal relativo ao saneamento da Vila. É natural ou mais propriamente, é quase certo, que o estudo e projeto referidos tenham de sofrer alterações, mais ou menos profundas, quanto à conceção, localização, custo, programa de trabalhos e prazo de realização. Por isto mesmo nós lembramos e voltamos a insistir, pela necessidade de chamar os técnicos a fim de que, novamente, se pronunciem sobre os trabalhos de gabinete e externos correspondente adaptação aos locais de execução. Temos de considerar que na rua do Rio do Porto já existe uma conduta central de despejo a qual terá de ser prolongada até às câmaras de decantação e acética, a construir em sítio apropriado do regato; os ramais individuais das casas de habitação e de uma forma geral dos prédios urbanos da citada rua terão de obedecer à situação da conduta existente e à circunstância desta vir a ser um nó do coletor dos despejos das moradias implantado desde a estrada e do bairro do Rio do Porto. O nosso propósito neste caso, como no de tantos outros, é incitar as autoridades responsáveis a andarem depressa, a abandonar o imobilismo que tanto tem prejudicado a nossa terra e os seus interesses, que lhes cumpre respeitar e defender. Não devemos ficar à espera de milagres; há que agir e agir, enérgica e diligentemente, em ordem a resolver os pequenos problemas iniciais dos melhoramentos a realizar: elaboração técnica de estudos e projetos, sua aprovação pelas estações (deve ser repartições) oficiais competentes, sua discussão e aclaração quanto à localização e programa de trabalhos, prazos de execução, resistência, qualidade e caraterísticas dos materiais a empregar, mapa das redes, locais de visita e ligação, etc. Há um sem número de estudos prévios a fazer antes do início dos trabalhos e, por agora, é a eles que nos queremos referir e pretendemos ver efetuados. Sem a sua resolução não é possível começar as obras, e tudo quanto represente retardamento refletir-se-á na execução, acabamento e concretização do saneamento e consequentemente na eliminação dos asquerosos cheiros e emanações pestilentas das ruas da Vila.» // F.S. 

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1525, de 6/9/1964: «CORTEJO ETNOGRÁFICO. // Enquadrado na castiça e tradicional festa da Senhora da Agonia realizou-se na linda princesa do Lima, capital do nosso distrito, o cortejo etnográfico do povo das bacias hidrográficas dos rios Lima e Minho. As festas de Viana sempre se impuseram pela grandiosidade, afluência de forasteiros e caráter estritamente minhoto, e no seu enquadramento destacam-se a tourada (!), representação etnográfica e festa do traje, que constituem grandes atrativos e brilhantes números do respetivo programa. Neste ano alguns dos números do seu cartaz decorreram com o habitual brilhantismo, especialmente a Festa do Traje, espetáculo sensacional e único, só possível em Viana, e do fogo-de-artifício, variado, feérico e numeroso, a projetar-se nas águas remansosas do rio Lima. O certame da Festa do Traje realizado a meio da tarde com extraordinária concorrência de (forasteiros), nacionais e estrangeiros, recebeu uma grande ovação de apreço e justificada admiração, à medida que as freguesias desfilavam chamadas por ordem alfabética de nomes. Bem merecidos foram os aplausos da assistência perante a riqueza, policromia e colorido do traje à (…), com as modalidades introduzidas nas diferentes aldeias em obediência aos atos em que são representados – mordomas, noivas e trabalhos rurais. Este número das festas, possivelmente o mais belo e sumptuoso, é sempre um acontecimento atraente e causador de admiração geral, tanto quanto ao traje como quanto à exposição de objetos de ouro: cordões, medalhas e outras joias de valor real, ostentadas galhardamente pelas lindas moçoilas em seus bustos constelados. A serenata e fogo-de-artifício no rio Lima constituiu um número de grande atração pelo seu ineditismo e pela profusão, beleza e artifício das suas peças, colorido, e efeitos de luz sobretudo, nos numerosos bouquets queimados e da apoteose final. Não diremos o mesmo quanto ao cortejo etnográfico que continua a merecer os nossos reparos quanto à abertura carnavalesca dos gigantones, cabeçudos, Zés Pereiras, e gaitas-de-foles, mais próprios de números das caraterísticas folionas do carnaval do que de uma representação séria e curiosa das atividades do povo do distrito. Na verdade, a abertura do cortejo provoca a mais desagradável impressão e reduz o interesse que deveria merecer, justamente, a vasta e admirável representação etnográfica da linda e afanosa região de entre Lima e Minho. Depois de um carro da cidade, representativo de uma nau dos velhos e gloriosos navegadores (com canhões indevidamente colocados abaixo da linha de flutuação) seguiram-se vários carros representativos das atividades rurais das freguesias, servidos por figurantes que bastas vezes usaram de propósitos e atitudes apalhaçadas que reputamos menos próprias da austeridade de um cortejo etnográfico mas que, no fim e ao cabo, estiveram em perfeita correspondência e ao nível da censurável abertura carnavalesca dos gigantones e cabeçudos. Após os carros, entremeados por bandas de música, seguiam representações de costumes e trajes das freguesias representadas, oferecendo um motivo curioso e dando uma nota muito interessante e agradável. Desejaríamos que os nossos ligeiros comentários chegassem aos ouvidos dos promotores de futuros cortejos etnográficos a fim de eliminar tudo quanto nele constitui ramboiada e folia carnavalesca e de substituí-las por representações sérias e dignas de serem mostradas e admiradas pela assistência.» // F.S.      

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1526, de 13/9/1964: «PERIGO DE INCÊNDIO. // Sob o título Soldados da Paz dissemos em artigo de fundo no número 1488 deste semanário, de 20 de Outubro, do ano findo: “O que neste concelho está a passar-se em matéria de prevenção e extinção de perigo de incêndio revela uma imprevidência criminosa, da qual só daremos conta quando tivermos de enfrentar um sinistro sério e extenso. Será, então, tarde; não conseguiremos debelar o inevitável”. O problema da prevenção e extinção de incêndios continua na ordem do dia a apresentar-se como uma ameaça terrível sobre as propriedades urbanas melgacenses, completamente expostas ao perigo de fogo, sem possibilidades de auxílio e de meios técnicos quanto à sua extinção. Neste capítulo das necessidades preventivas de Melgaço, estamos em piores condições do que as existentes há meio século pois que, naquele recuado período, não havia meios técnicos, mas não faltava dedicação e heroísmo em caso de sinistro ou de incêndio declarado. Os tempos eram outros, os prédios primavam pela construção em sólidas paredes de alvenaria exterior e interiormente, e os perigos de incêndio restringiam-se ao chão das lareiras e de simples combustão na fuligem das chaminés. Os melgacenses mais enraizados ao seu cortiço, e não contaminados pela corrente emigratória, acorriam prontamente, à compita, para debelar os sinistros, num admirável espírito de compreensão, de solidariedade e de humanidade. Presentemente os utensílios domésticos de transporte de água não constituem meios eficientes para debelar e extinguir fogos; os prédios estão mais sujeitos em virtude das matérias comburentes das tintas e plásticos, dos perigos de curtos-circuitos e outros, e do êxodo resultante da emigração, que arrastou para longe a população ativa e válida ou criou hábitos egoístas e sedentários, em que a solidariedade e a humanidade parecem não ter lugar. Temos um edifício que, ao que se diz, é a sede social dos BVM mas que na realidade está adaptado à realização de bailaricos, exposições e a garagem de particulares. Bombeiros voluntários de Melgaço?! // Onde estão os bombeiros?!

     Porventura alguém trata ou já tratou da organização de um corpo ativo que reacenda a chama da ética do bombeiro, criando-lhe o espírito de sacrifício, de abnegação e humanidade? Não! Em Melgaço não há bombeiros e, como não há bombeiros, é evidente que não há material de ataque a incêndios; não há escadas, não há manga, não há bombas, não há… nada! É, ou não, isto, verdade?! Imaginemos um incêndio na vila, de certo vulto, em prédio apalaçado ou de andar nobre. Na primeira fase do incêndio, e na melhor das hipóteses, assistiremos à gritaria barulhenta de algumas mulheres de boa vontade que, a par de impressionantes gritos de socorro, se prestam a ser aguadeiras, transportando diligentemente a água em cântaros e em baldes de uso doméstico. Quem despeja os baldes nos andares superiores sem meios de acesso? O fogo continua a destruir edifícios e recheios até que alguém se lembre de pedir, telefonicamente, auxílio aos soldados da paz da vizinha vila de Monção. Os monçanenses acorrem com o seu material e quando chegam ficam paralisados perante as ruínas fumegantes que um percurso de 24 quilómetros, demoras e paliativos não puderam evitar! Limitam-se a auxiliar a remoção do triste rescaldo da destruição total causada pelo sinistro que um pequeno corpo de bombeiros local poderia evitar. Ainda há dias no lugar dos Bouços, da freguesia de Prado, ardeu totalmente um edifício pertencente ao guarda-rios Manuel Augusto Gonçalves, cujo incêndio foi provocado por uma caseira ocupada na imprudente desinfeção de um poleiro de galináceos por meio do fogo! Salvo o gado, não se recuperou mais nada! Arderam todos os cereais, vinho e outros produtos da colheita. O edifício era de andar e a água não chegou à parte superior. Entretanto, da muralha da avenida que circunda a vila, grande multidão assistiu, curiosa, ao desenvolvimento do fogo! Lembra-nos o episódio do incêndio da velha Roma, provocado propositadamente pelos escravos do feroz tirano que passou à história com o nome de Nero, para que este sanguinário imperador (matricida?), assassino cruel, e ao que consta marido de todas as mulheres e mulher de todos os maridos, pudesse deleitar-se com o espetáculo inédito, e imponente, de ver uma cidade transformada em braseiro e os seus habitantes em fuga louca com medo de serem calcinados.» // F.S. // continua...