domingo, 7 de março de 2021

 GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

(Freguesia da Gave)

Por Joaquim A. Rocha 



// continuação de 21/10/2020...



DOMINGUES, Francisco. Filho de Manuel Domingues e de Maria Domingues, gavienses. Nasceu por volta de 1801. // Faleceu a 30/7/1881, no lugar e freguesia de Cousso, onde morava, com todos os sacramentos da igreja católica, com 80 anos de idade, viúvo de Ana Enes, sem testamento, e foi sepultado na igreja de Cousso. // Deixou uma filha.  

 

DOMINGUES, Francisco. Filho de António José Domingues e de Joaquina Gonçalves de Castro, do Lameiro. // Tinha 36 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava no dito lugar, quando casou na igreja da Gave, a 17/4/1867, com Maria Rosa, de 36 anos de idade, solteira, lavradora, filha de António José Domingues e de Joana Rosa Pires, de São Cosme. Testemunhas do ato religioso: FAV, escrivão, viúvo, e Manuel Carlos Rodrigues, viúvo, do lugar da Igreja, ambos gavienses.

 

DOMINGUES, Francisco. Filho de Luís Manuel Domingues e de Rosa Maria Afonso, lavradores, de Ferrão. N.p. de António José Domingues e de Joaquina Gonçalves, do Lameiro; n.m. de António Afonso e de Rosa Afonso, de Ferrão. Nasceu a 4/9/1866 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel José Domingues, do Lameiro, e Maria José Esteves, do Ferrão, solteiros, lavradores.   

 

DOMINGUES, Francisco António. Filho de Manuel António Domingues e de Maria Luísa Alves, de Cabenca, Riba de Mouro. // Casou na igreja da Gave a 6/12/1859, com Luísa Rosa Domingues, filha de António José Domingues e de Maria Rodrigues, do lugar do Val, freguesia da Gave.

 

DOMINGUES, Francisco Manuel. Filho de João Manuel Domingues e de Maria Genoveva. // Casou na igreja da Gave a 6/11/1859 com Maria José, filha de Alexandre Afonso e de Maria José Afonso, todos dos Chãos, Gave. // Nota: deve ser o mesmo senhor que morreu no lugar do Suadro, Gave, a --/--/1915, com oitenta e um (81) anos de idade (ver Correio de Melgaço n.º 163, de 29/8/1915).

 

DOMINGUES, Georgina Rosa. Filha de Ana Domingues, lavradeira, da Gave. Neta materna de José Domingues e de Rita Gregório. Nasceu a 2/5/1863 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: José Domingues e Ana Maria Fernandes, solteira. // Faleceu no lugar da Igreja, freguesia da Gave (onde a mãe, já casada – com o pai da criança? –, morava) a 24/12/1868, e foi sepultada na igreja paroquial.  

 

DOMINGUES, Germana. Filha de António Domingues e de Ana Maria Domingues, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neta paterna de António Joaquim Domingues e de Joaquina Gonçalves, do dito lugar; neta materna de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, do lugar do Cerdeiral. Nasceu na Gave a 26/7/1868 e foi batizada na igreja católica local nesse mesmo dia, mês e ano. Padrinhos: José de Araújo, casado, e Maria Joana Fernandes, viúva, ambos do lugar do Lameiro. // Tinha 22 anos de idade, era solteira, camponesa, morava em casa de seus pais, quando casou na igreja paroquial a 10/2/1891 com Manuel Joaquim Esteves Moreira, de 22 anos de idade, solteiro, lavrador, residente no lugar de Lijó, Riba de Mouro, onde nascera, filho de José Joaquim Esteves Moreira e de Maria Rodrigues, rurais. Testemunhas presentes: Manuel José Alves, casado, lavrador, residente no lugar dos Coelhos, e Francisco Domingues, viúvo, lavrador, residente no Lameiro.

 

DOMINGUES, Germano. Filho de Leonor Domingues, solteira, camponesa, moradora no lugar do Cerdeiral. Neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, camponeses, do dito lugar. Nasceu na Gave a 6/5/1867 e foi batizado na igreja católica local a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Rodrigues e Luísa Domingues, casados, lavradores, do lugar do Cerdeiral, freguesia da Gave. // Faleceu no lugar da Lage, Gave, a 22/8/1939.

 

DOMINGUES, Hermelinda. Filha de Manuel Domingues, natural de Parada do Monte, e de Madalena Rosa de Araújo, natural da Gave, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neta paterna de ------------ Domingues e de Maria Rosa Esteves; neta materna de Francisco de Araújo e de Rosa Maria Domingues. Nasceu na Gave a 23/5/1895 e foi batizada na igreja paroquial a 25 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó paterna e José Domingues, solteiro, tio paterno da neófita, rurais, moradores em Parada do Monte. 

 

DOMINGUES, Isabel. Filha de João Manuel Domingues e de Maria Luísa Esteves, lavradores, da Costa, Gave. / Faleceu no lugar da Igreja, Gave (onde residia), a 17/1/1872, com 68 anos, lavradeira, viúva de Francisco Esteves, e foi sepultada na igreja. Deixou duas filhas e um filho. 

 

DOMINGUES, Isaura. Filha de Beatriz Domingues. Nasceu na freguesia da Gave, concelho de Melgaço, a 2/2/1925. // Na sua juventude emigrou para França. // Em 1960 era solteira; nesse ano emigrou para o Brasil.

 

DOMINGUES, Joana Rosa. Filha de Manuel Domingues e de Maria Rosa Domingues. // Lavradeira. // Faleceu no Cerdeiral, onde morava, a 14/4/1886, com 80 anos, viúva de Manuel Joaquim Domingues, e foi sepultada na igreja. Deixou testamento.  

 

DOMINGUES, João. Filho de António José Domingues e de Maria José Domingues, moradores no Val. Neto paterno de Manuel Domingues e de Maria Domingues; neto materno de João Manuel Domingues e de Maria Luísa Esteves. // Tinha 36 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja da sua terra, Gave, a 15/10/1860, com Florinda, de 24 anos de idade, solteira, gaviense, filha de António Gregório e de Maria José Esteves, lavradores, residentes na Sobreira, neta paterna de Bento Gregório e de Maria Rosa Domingues, e neta materna de António Esteves e de Maria Luísa Alves. Testemunhas do ato religioso: Manuel Maria Soares, casado, lavrador, residente na freguesia de Prado, e Manuel Domingues, casado, lavrador, da freguesia da Gave.  

 

DOMINGUES, João Luís. Filho de António Domingues e de Rosa Maria Martins, lavradores, residentes no Ribeiro, Riba de Mouro. Nasceu nessa freguesia de Monção por volta de 1807. // Faleceu na Gave, a 26/11/1881, na residência onde morava, com 74 anos de idade, viúvo de Maria Teresa Domingues, e foi sepultado na igreja da Gave. // Com geração.  

 

DOMINGUES, João Manuel. Filho de António José Domingues e de Rosa Maria Afonso, lavradores, residentes no lugar dos Chãos. Neto paterno de Manuel António Domingues e de Rosa Maria Domingues; neto materno de Rosa Maria Afonso. Nasceu na Gave a 2/10/1859 e foi batizado nesse mesmo dia. Padrinhos: João Manuel Rodrigues e sua mulher, Maria Joaquina Domingues. // Tinha 31 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava no dito lugar dos Chãos, quando casou na igreja paroquial a 23/2/1891 com a sua conterrânea Maria Germana Esteves, de 29 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar dos Coelhos, filha de Manuel José Esteves e de Maria Rosa Gregório, rurais.  

 

DOMINGUES, João Manuel. Filho de --------- Domingues e de --------------------------------. Nasceu por volta de 1869. // Faleceu no lugar do Lameiro, Parada do Monte, a --/--/1918, com 49 anos de idade (Jornal de Melgaço n.º 1227, de 22/11/1918).

 

DOMINGUES, Joaquim. Filho de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso, moradores no lugar da Igreja. Neto paterno de João Manuel Domingues e de Maria Genoveva Domingues, do dito lugar; neto materno de Alexandre Afonso e de Maria José Afonso, do lugar de Eiriz. Nasceu na Gave a 16/3/1874 e foi batizado na igreja católica local a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Carlos Rodrigues, viúvo, carpinteiro de profissão, do lugar da Igreja, e Rosa Esteves, solteira, do lugar do Lameiro. // Tinha 34 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 25/5/1908 com a sua conterrânea Maria Fernandes, de 20 anos de idade, solteira, filha de Luís Fernandes e de Marcelina Rodrigues. Testemunhas presentes: Manuel Vitorino Rodrigues, casado, lavrador, e Albano Gonçalves, solteiro, artista, ambos gavienses. // Enviuvou a 24/5/1926. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 12/7/1957.

 

DOMINGUES, José. Filho de Bento Domingues e de Rosa Duque, lavradores, do lugar da Igreja. // Faleceu no dito lugar da Gave, a 26/9/1871, com 63 anos de idade, lavrador, casado com Rita Gregório, e foi sepultado na igreja. // Deixou um filho. 

 

DOMINGUES, José. Filho de João Manuel Domingues e de Maria Domingues. // Tinha 19 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava em Suadro, quando casou na igreja da sua terra, Gave, a 14/10/1867, com Mariana, de 18 anos de idade, solteira, lavradora, gaviense, moradora no lugar dos Coelhos, filha de António José Esteves e de Ana Maria Domingues. Testemunhas do ato religioso: Manuel Carlos Rodrigues, viúvo, lavrador, do lugar da Igreja, e Manuel Luís Carvalho, casado, lavrador, da Lage. // Nota: comparar com o assento a seguir.     

 

DOMINGUES, José. Filho de João Manuel Domingues e de Maria Domingues, do lugar do Suadro. Nasceu na Gave por volta de 1848. // Tinha 20 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava no dito lugar quando casou na igreja paroquial da sua freguesia natal a 3/12/1868 com a sua conterrânea e parente no 3.º grau de consanguinidade, Mariana Esteves, de 20 anos de idade, solteira, camponesa, residente no lugar dos Coelhos, filha de António José Esteves e de Ana Maria Domingues, do lugar do Val, moradores no lugar dos Coelhos. Testemunhas presentes: Manuel Carlos Rodrigues, viúvo, rural, do lugar da Igreja, e Manuel António Gregório, casado, camponês, do dito lugar da Igreja.    

 

DOMINGUES, José. Filho de Francisco Domingues e de Maria Domingues Machado, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neto paterno de António José Domingues e de Joaquina Gonçalves, do dito lugar; neto materno de António José Domingues Machado e de Joana Rosa Pires, do lugar de São Cosme. Nasceu na Gave a 25/7/1871 e foi batizado na igreja católica local nesse mesmo dia, mês e ano. Padrinhos: Manuel Domingues, solteiro, do lugar do Lameiro, e Maria Domingues, viúva, do lugar da Costa, rurais.

 

DOMINGUES, José. Filho de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso, lavradores, residentes no lugar da Igreja. Neto paterno de João Manuel Domingues e de Maria Genoveva Domingues, do dito lugar; neto materno de Alexandre Afonso e de Maria José Afonso, do lugar de Eiriz, todos rurais. Nasceu na Gave a 10/1/1872 e foi batizado na igreja católica local nesse dito dia, mês e ano. Madrinha: Maria Rosa Esteves, solteira, camponesa, do lugar da Igreja. // Tinha 30 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja paroquial a 7/3/1902 com a sua conterrânea Delfina Pereira, de 27 anos de idade, solteira, filha de Rosa Pereira. Testemunhas presentes: Manuel Serafim Pereira, casado, lavrador, residente no lugar de São Cosme, e João Agostinho Rodrigues, solteiro, lavrador, residente no lugar da Sobreira. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 18/1/1946.

 

DOMINGUES, José. Filho de António Joaquim Domingues e de Cândida Rosa Alves, rurais, moradores no lugar de Ferrão. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues; neto materno de José Joaquim Alves e de Maria Joaquina Domingues. Nasceu na Gave a 2/8/1873 e foi batizado na igreja católica local nesse mesmo dia, mês e ano. Padrinhos: José Pedro Alves e Violanta Alves, solteiros, tios maternos do neófito. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 23/6/1964.   

 

DOMINGUES, José. Filho de Luís Manuel Domingues e de Maria Clementina Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de São Cosme. Neto paterno de João Domingues e de Maria Luísa Gregório, camponeses, moradores no dito lugar; neto materno de Manuel Rodrigues e de Maria Rodrigues, rurais, moradores no lugar da Sobreira. Nasceu na Gave a 18/6/1886 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Rodrigues, tio materno do batizando, e Maria Adelaide Alves, solteiros, moradores no lugar da Sobreira. // A sua esposa, Almerinda (?) Esteves, faleceu a 21/8/1946 (confirmar).

 

DOMINGUES, José. Filho de António Joaquim Domingues e de Rosa Luísa Rodrigues, lavradores, residentes no lugar do Val. Neto paterno de Joaquim Manuel Domingues e de Rita Rodrigues, camponeses, moradores no dito lugar; neto materno de José Joaquim Rodrigues e de Maria José Esteves, rurais, também do lugar do Val. Nasceu na Gave a 23 de Agosto de 1893 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Manuel Rodrigues e Maria Luísa Domingues, casados, lavradores, residentes no lugar da Sobreira, desta freguesia da Gave. // Parece que faleceu ainda bebé.

 

DOMINGUES, José. Filho de António José Domingues e de Maria Luísa Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de Ferrão. Neto paterno de Luís Manuel Domingues e de Maria Rosa Afonso; neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Rosa Álvares. Nasceu na Gave a 26/3/1904 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Madrinha: Maria Rosa Domingues, solteira, camponesa.  

 

DOMINGUES, José. Filho de Félix Domingues e de Emília Afonso, lavradores, residentes no lugar de Pombal. Neto paterno de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso; neto materno de Manuel Maria Afonso e de Maria Rosa Rodrigues. Nasceu na Gave a 24/10/1909 e foi batizado na igreja paroquial a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Domingues e sua mulher, Maria Fernandes, camponeses. 

 

DOMINGUES, José Dario. Filho de Manuel Domingues e de Belarmina Esteves. Nasceu na Gave a --/--/1935 (NM 263, de 3/3/1935).

 

DOMINGUES, José Joaquim. Filho de Manuel António Domingues e de Maria Rosa Domingues. // Casou na igreja da Gave a 5/9/1855, com Florinda Rosa, filha de António José Domingues e de Maria José Domingues, todos do Val, Gave. Testemunhas do ato religioso: António José Domingues e João Manuel Rodrigues. 

 

DOMINGUES, José Joaquim. Filho de Manuel Domingues e de Florinda Rosa Afonso, lavradores, residentes no lugar de Ferrão. Neto paterno de João Manuel Domingues e de Ana Maria Gonçalves, do Lameiro; neto materno de Luís Manuel Afonso e de Maria Luísa Rodrigues, de São Cosme. Nasceu na Gave a 14/2/1856 e foi batizado ainda nesse mês e ano. Padrinhos: padre Luís Manuel Dias Monteiro e Maria Luísa Rodrigues, de São Cosme. // Tinha 28 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava no lugar de Ferrão, quando casou na igreja paroquial a 11/9/1884 com a sua conterrânea Maria Gregório, de 23 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar dos Chãos, filha de Pedro Manuel Gregório e de Maria Rosa Duque, rurais, residentes no dito lugar dos Chãos. Testemunhas presentes: Manuel José Gregório, casado, camponês, morador no lugar dos Cófaros, e Bento Manuel Afonso, casado, lavrador, residente no lugar de São Cosme, ambos gavienses.  

 

DOMINGUES, José Manuel. Filho de António José Domingues e de Ana Maria Domingues, moradores no Lameiro. Neto paterno de António Joaquim Domingues e de Joaquina Gonçalves, do dito lugar; neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, do Cerdeiral, todos lavradores. Nasceu a 7/6/1866 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: José de Araújo e Ana Domingues, casados, lavradores, do Lameiro. // Faleceu em casa dos pais, a 25/12/1868, e foi sepultado na igreja.    

 

DOMINGUES, José Maria (Padre). // Em Agosto de 1880 era pároco encomendado da Gave; em 1884 continuava nesta freguesia.

 

DOMINGUES, Justino. Filho de João Manuel Domingues e de Florinda Gregório, lavradores, residentes no lugar do Val. Neto paterno de António José Domingues e de Maria José Domingues; neto materno de António Gregório e de Maria José Esteves, todos rurais. Nasceu na Serra da Cumieira, freguesia de Cousso, a 7/2/1874, e foi batizado no dia seguinte por Maria Rosa Domingues, casada, do lugar de Aldeia de Virtelo, Cousso, por achar a criança em perigo de vida, em razão da mãe do bebé, vinda da feira de Valadares, ali a dar à luz. No dia seguinte, o pároco da Gave, padre João Luís Pereira de Castro Marinho, deu continuidade a esse batismo e atribuiu à criança o nome. // Faleceu no Val, Gave, a 27/3/1874, e foi sepultado na igreja desta freguesia.  

 

DOMINGUES, Justino. Filho de João Manuel Domingues e de Florinda Rosa Gregório, residentes no lugar do Val. Neto paterno de António José Domingues e de Maria José Domingues, do dito lugar; neto materno de António Gregório e de Maria José Esteves, do lugar da Sobreira. Nasceu na Gave a 26/4/1879 e no dia seguinte foi batizado na igreja católica local. Padrinhos: Justino Pereira e sua mulher, Maria Rosa Domingues, do lugar de Virtelo, freguesia de Cousso. // Faleceu na Gave a 9/4/1949.

     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 10, de 28/4/1929: «Gave, 25/4/1929. Tem estado muito doente o nosso amigo senhor Justino Domingues, comerciante e regedor desta freguesia, que na sua doença tem sido muito visitado por pessoas das suas relações e amizade. Contudo, vai experimentando melhoras; e oxalá, brevemente, o vejamos restabelecido.» Correspondente.  

     No Notícias de Melgaço n.º 30, de 15/9/1929, lê-se: «Esse devoto, talvez alguns leitores já adivinhassem quem seja: é o senhor Justino Domingues, muito digno regedor desta freguesia que, prostrado no leito da dor, não duvidou recorrer Àquela que é chamada com justo título a “saúde dos enfermos”, o “refúgio dos pecadores”, a “consoladora dos aflitos”; a sua fé inabalável e firme esperança não foram iludidas e agora, cheio de reconhecimento, quer publicamente, pela boca de um orador sagrado, cantar as glórias de Maria.» 

 

DOMINGUES, Justino. Filho de António Joaquim Domingues e de Cândida Rosa Alves, lavradores, residentes no lugar do Ferrão. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, camponeses, moradores no lugar do Cerdeiral; neto materno de José Joaquim Alves e de Maria Joaquina Domingues, rurais, moradores no lugar dos Chãos. Nasceu na Gave a 31/12/1884 e foi batizado na igreja paroquial a 1 de Janeiro de 1885. Padrinhos: José Domingues, irmão do batizando, e Florinda Rosa Duque, ambos solteiros, moradores no lugar do Ferrão. // Nota 1 – deve ser o mesmo indivíduo que casou com Maria Rosa Fernandes a --/--/1912 (ver Correio de Melgaço n.º 9, de 4/8/1912). // Nota 2 – deve ser o mesmo senhor que emigrou para o Rio de Janeiro, Brasil, em 1913 (ver Correio de Melgaço n.º 35, de 2/2/1913).

 

DOMINGUES, Justino. Filho de Manuel José Domingues e de Maria da Conceição Domingues, lavradores, residentes no lugar do Cerdeiral. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, camponeses, residentes no dito lugar; neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Rita Rodrigues, rurais, moradores no lugar do Val. Nasceu na Gave a 13/8/1888 e foi batizado na igreja católica a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim Rodrigues, lavrador, residente no lugar de São Cosme, e Luísa Domingues, solteira, tia materna do batizando, camponesa, moradora no lugar do Val. // Casou na CRCM a 28/7/1912 com Maria Rosa Fernandes. // Faleceu na sua freguesia natal a 6/4/1926.  

 

DOMINGUES, Justino. Filho de Luís Manuel Domingues e de Maria Clementina Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de São Cosme. Neto paterno de João Domingues e de Maria Luísa Gregório, camponeses, moradores no dito lugar; neto materno de Manuel Rodrigues e de Maria Rodrigues, rurais, moradores no lugar da Sobreira. Nasceu na Gave a 12/9/1892 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Rodrigues, tio materno do batizando, solteiro, camponês, morador no lugar da Sobreira, e Maria Felicidade Rodrigues, casada, lavradeira no lugar de São Cosme. // Casou na igreja da Gave a 20/1/1968 com Albertina Augusta de Sousa. // Faleceu a 25/11/1972.

 

DOMINGUES, Justino. Filho de José Domingues e de Delfina Pereira, lavradores, residentes no lugar da Barroca. Neto paterno de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso; neto materno de Rosa Pereira. Nasceu na Gave a 20/8/1903 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Domingues e Felicidade Domingues, solteiros, camponeses. // Morreu no sobredito lugar da Barroca, freguesia da Gave, a --/--/1929, com apenas 25 anos de idade (NM 16, de 9/6/1929, e NM 17, 16/6/1929).

 

DOMINGUES, Justino. Filho de António Domingues e de Maria Caldas. Nasceu na Gave a --/--/1931 (Notícias de Melgaço n.º 112, de 7/6/1931).

 

DOMINGUES, Justino. Filho de Amadeu Domingues e de Delízia Rodrigues. Neto paterno de Beatriz Domingues; neto materno de Antonio Joaquim Rodrigues e de Clementina Duque. Nasceu na Gave a 9/11/1952. // Construtor civil. // Casou civilmente em 1982 com Monique Marguerite Georgette Prieux, na Câmara Municipal de Cormontreuil (Masne), França. // O casamento foi dissolvido por divórcio decretado por sentença de 7/3/1994, proferida pelo tribunal de Melgaço. // Última morada conhecida: lugar da Igreja, Gave. // O tribunal judicial da comarca de Melgaço «faz saber que nos autos de processo comum colectivo n.º 26/99, que o Ministério Público nesta comarca move contra o arguido…, ao qual lhe é imputado um crime de homicídio, na forma tentada, p. e p. pelas disposições (…) em concurso real com um crime de detenção de arma proibida (…)» // Declarado contumaz. // (A Voz de Melgaço n.º 1119). // Nesse ano de 1999 encontrava-se ausente em parte incerta da França. O Ministério Público movia-lhe outro processo (execução de alimentos n.º 28-A/99). Lê-se em A Voz de Melgaço n.º 1130: «foi ordenada a penhora do direito de co-propriedade do prédio urbano composto por casa de morada e rossios, sito no lugar de Carvalho de Lobo, Rouças, com a área coberta de 168 m2…», para garantia e pagamento de 1.200.000$00. // Morreu na Gave a --/10/2020, com 67 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/11/2020).

 

DOMINGUES, Justino José. Filho de Albano José Domingues e de Maria Luísa Duque, moradores no lugar da Baldosa. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Pereira; neto materno de António José Duque e de Maria Florinda Afonso. Nasceu na Gave a 28/12/1901 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: os seus avós maternos, lavradores. // Casou na CRCM a 31/10/1923. // Faleceu na Gave a 14 de Outubro de 1939.

 

DOMINGUES, Justino José. Filho de ---------- Domingues e de -----------------. Nasceu em Barroca, Gave, a --/--/19--. // Casou a 7/8/1993 com Ester Machado, natural de Valpaços. 

 

DOMINGUES, Laurinda. Filha de José Joaquim Domingues e de Maria Gregório, lavradores, residentes no lugar de Cófaros. Neta paterna de Manuel Domingues e de Florinda Rosa Afonso; neta materna de Pedro Manuel Gregório e de Maria Rosa Duque. Nasceu na Gave a 20/6/1899 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: Bento Manuel Afonso, casado, e Ana Gregório, solteira, tia materna da criança. // Casou na CRCM a 15/1/1939 com o seu conterrâneo Manuel Joaquim Fernandes, de 22 anos de idade, filho de António Joaquim Fernandes e de Emília Esteves. Mais tarde celebraram o casamento católico.  

 

DOMINGUES, Leonor. Filha de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, lavradores, residentes no Cerdeiral. // Faleceu no dito lugar, a 25/10/1876, no estado de solteira, com cerca de 45 anos de idade, e foi sepultada na igreja da Gave. Fizera testamento. Deixou filhos. 

 

DOMINGUES, Lucrécia. Filha de António Domingues e de Conceição de Araújo, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neta paterna de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso; neta materna de João Luís de Araújo e de Mariana Gregório. Nasceu na Gave a 30/4/1904 e foi batizada na igreja paroquial a 3 de Abril desse dito ano. Padrinhos: Joaquim Domingues e Emília Domingues, solteiros, camponeses. // Foi crismada em 1923, com o nome de Maria. // Faleceu no sobredito lugar do Lameiro a --/--/1929, com 25 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 20, de 7/7/1929).  

 

DOMINGUES, Ludovina. Filha de João Manuel Domingues e de Florinda Gregório, lavradores, residentes no lugar do Val. Neta paterna de António José Domingues e de Maria José Domingues, do dito lugar; neta materna de António Gregório e de Maria José Esteves, do lugar da Sobreira, todos rurais. Nasceu na Gave a 3/6/1871 e no dia seguinte foi batizada na igreja católica local. Padrinhos: Justino Pereira e Maria Rosa Domingues, casados, camponeses, do lugar de Virtelo, freguesia de Cousso. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 20/1/1948.

 

DOMINGUES, Ludovina Rosa. Filha de António José Domingues e de Ana Domingues, lavradores, residentes no Lameiro. N.p. de António Domingues e de Joaquina Gonçalves; n.m. de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues. Nasceu a 19/7/1864 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: Manuel José Domingues e Leonor Domingues, solteiros.

 

DOMINGUES, Luís. Filho de António José Domingues e de Joaquina Gonçalves, lavradores, do Lameiro. Nasceu por volta de 1821. // Faleceu no lugar de Ferrão, freguesia da Gave (onde residia), a 4/1/1871, com 50 anos de idade, lavrador, casado com Maria Rosa Afonso, e foi sepultado na igreja. // Deixou dois filhos e duas filhas.

 

DOMINGUES, Luís Manuel. Filho de Manuel Domingues e de Florinda Rosa Afonso, lavradores, gavienses. Nasceu na Gave por volta de 1847. // Tinha 29 anos de idade, era solteiro, morava na sua terra natal, quando casou na igreja de Paderne a 31/7/1876 com Maria de Jesus Domingues, de 24 anos de idade, solteira, filha de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Pereira, rurais, naturais e moradores no lugar de Sainde, Paderne. Testemunhas: Manuel José Domingues e António Domingues, rurais, moradores no dito lugar de Sainde.   

 

DOMINGUES, Luís Manuel. Filho de João Domingues e de Maria Gregório, lavradores, residentes no lugar de São Cosme. Nasceu na Gave por volta de 1856. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, camponês, residia no lugar de São Cosme, quando casou na igreja paroquial a 19/2/1882 com Maria Clementina Rodrigues, de 21 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar do Sobreiro, filha de Manuel Rodrigues e de Maria Rodrigues, camponeses, moradores no lugar da Sobreira. Testemunhas presentes: Joaquim Tomás da Cunha, casado, lavrador, residente no lugar de São Cosme, e António Domingues Machado, solteiro, camponês, morador no dito lugar. 

 

DOMINGUES, Luísa. Filha de --------- Domingues e de -----------------------------. Nasceu por volta de 1839. // Faleceu no lugar do Val a --/--/1913, com 74 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 52, de 1/6/1913).   

 

DOMINGUES, Luísa. Filha de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Rita Rodrigues, lavradores, residentes no lugar do Val. Neta paterna de António José Domingues e de Maria Rodrigues, do dito lugar; neta materna de José Rodrigues e de Maria Rosa Dias, do lugar de São Cosme, todos rurais. Nasceu na Gave a 1/12/1867 e foi batizada na igreja católica local no dia seguinte. Padrinhos: Joaquim Rodrigues e Maria Domingues, do lugar do Val. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 18/10/1934.

 

DOMINGUES, Luísa. Filha de Leonor Domingues, solteira, camponesa, do lugar da Igreja. Neta materna de Manuel Domingues e de Joana Rosa Domingues, lavradores, do lugar do Cerdeiral. Nasceu na Gave a 6/3/1870 e foi batizada na igreja católica local nesse mesmo dia, mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís Rodrigues e Luísa Domingues, casados, lavradores, do lugar do Cerdeiral. // Faleceu no dito lugar do Cerdeiral, Gave, a --/--/1937, com 67 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 371).

 

DOMINGUES, Luísa Rosa. Filha de João Domingues e de Ana Maria Gonçalves, lavradores, residentes que foram no Lameiro. // Faleceu na Lage, Gave, a 16/3/1889, com 67 anos de idade, viúva de Manuel Bento Rodrigues, lavrador, moradores no lugar onde morreu. // Foi sepultada na igreja! // Com geração.

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de João Manuel Domingues e de Ana Maria Gonçalves, lavradores, do Lameiro. // Faleceu em Ferrão, Gave, a 22/7/1878, com 64 anos de idade, casado com Florinda Rosa Afonso, e foi sepultado na igreja. // Com geração.

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Luís Manuel Domingues e de Maria Rosa Afonso. Neto paterno de António José Domingues e de Joaquina Gonçalves; neto materno de Manuel António Afonso e de Maria Rosa Afonso. Nasceu a 10/11/1859 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Manuel Domingues e Ana Domingues. 

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Leonor Domingues, solteira, lavradora, residente no lugar do Cerdeiral. Neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, camponeses, do dito lugar. Nasceu na Gave a 5/5/1867 e foi batizado na igreja católica local nesse dito dia, mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Fernandes e Ana Maria Domingues, casados, lavradores, residentes no lugar do Cerdeiral. 

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Manuel José Domingues e de Maria da Conceição Domingues, lavradores, residentes no lugar do Cerdeiral. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Domingues, camponeses, do dito lugar; neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Rita Rodrigues, lavradores, residentes no lugar do Val. Nasceu na Gave a 25/7/1881 e no dia seguinte foi batizado na igreja católica local. // Morreu no lugar do Cerdeiral a 10/5/1883, com apenas um ano de vida, e foi sepultado na igreja.

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de José Joaquim Domingues e de Maria Gregório, lavradores, residentes no lugar de Ferrão. Neto paterno de Manuel Domingues e de Florinda Rosa Afonso, camponeses, moradores no dito lugar; neto materno de Pedro Manuel Gregório e de Maria Rosa Duque. Nasceu na Gave a 1/6/1885 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: o seu avô materno e Maria Rosa Domingues, tia paterna do batizando, casada, camponesa, moradora no lugar de São Cosme.

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Manuel José Domingues e de Maria da Conceição Domingues, lavradores, residentes no lugar do Cerdeiral. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues, lavradores, do dito lugar; neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Rita Rodrigues, camponeses, moradores no lugar do Val. Nasceu na Gave a 25/6/1885 e nesse mesmo dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: Vitorino Fernandes, solteiro, lavrador, residente no lugar da Sobreira, e Emília Domingues, solteira, camponesa, tia materna do batizando, moradora no lugar do Val. // Faleceu no lugar do Cerdeiral a 3/3/1886, com apenas nove meses de vida, e foi sepultado na igreja da freguesia.  

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de ----------- Domingues e de -------------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Casou a --/--/1912 com Maria Joana Domingues (Correio de Melgaço n.º 17, de 22/9/1912).

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Luís Manuel Domingues e de Maria Clementina Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de São Cosme. Neto paterno de João Domingues e de Maria Luísa Gregório, camponeses, moradores no dito lugar; neto materno de Manuel Rodrigues e de Maria Rodrigues, lavradores, residentes no lugar da Sobreira. Nasceu na Gave a 10/6/1888 e foi batizado na igreja paroquial a 12 desse mês e ano. Padrinhos: José Rodrigues, tio materno do batizando, rural, morador no lugar da Sobreira, e Maria Rodrigues, moradora no lugar de São Cosme, ambos solteiros. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 17/2/1915 com a sua conterrânea Mirandolina Rodrigues, de 19 anos de idade, filha de João Manuel Rodrigues e de Ana Domingues (Correio de Melgaço n.º 138, de 23/2/1915). // A sua esposa faleceu na freguesia da Gave a 18/6/1966. // Ele morreu também na Gave a 10/2/1978. 

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Virgínia Domingues, lavradeira, moradora no lugar de Eiriz. Neto materno de António José Domingues e de Maria Rosa Dias. Nasceu na Gave a 15/9/1897 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: António José Domingues, casado, e Angelina Alves, solteira, lavradores. 

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de António Domingues e de Conceição de Araújo, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neto paterno de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso; neto materno de João Luís de Araújo e de Mariana Gregório. Nasceu na Gave a 30/1/1900 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Domingues e Emília Domingues, solteiros, lavradores, tios paternos do batizando. // Casou na CRCM a 23/12/1931 com Belarmina Esteves. // Ambos os cônjuges faleceram na Gave: a esposa a 25/5/1977 e ele a 13/5/1987.  

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de Manuel Domingues, natural de Parada do Monte, e de Madalena Rosa de Araújo, natural da Gave, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neto paterno de Manuel Domingues e de Maria Rosa Esteves; neto materno de Francisco de Araújo e de Rosa Maria Domingues. Nasceu na Gave a 21/8/1904 e foi batizado na igreja paroquial a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís Afonso e sua mulher Palmira Augusta de Araújo, camponeses. // Casou na CRCM a 23/11/1927 com Germana Pires. // Faleceu em Parada do Monte a 7/1/1969.    

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de ------------ Domingues e de ------------------------------------. Nasceu por volta de 1910. // Faleceu no lugar da Cerdeira, Gave, a --/--/1912, com apenas dois anos de idade (Correio de Melgaço n.º 22, de 3/11/1912).

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de ---------- Domingues e de ------------- Gomes. Nasceu na freguesia da Gave a --/--/19--. // Casou com Esperança dos Prazeres Rodrigues, de Sistelo, Arcos de Valdevez. // Em 1997 moravam em Eiriz, Gave (VM 1083). 

 

DOMINGUES, Manuel. Filho de --------- Domingues e de ---------------------------. Nasceu na Gave a --/--/19--. // Foi emigrante. // Em 2012 residia em Braga.

 

DOMINGUES, Manuel António. Filho de José Domingues e de Maria Ana Esteves, lavradores, residentes no lugar da Igreja. Neto paterno de João Manuel Domingues e de Maria Genoveva Esteves, do dito lugar; neto materno de António José Esteves e de Ana Maria Domingues, do lugar dos Coelhos, todos rurais. Nasceu na Gave a 30/3/1868 e foi batizado na igreja católica local nesse dito dia. Padrinhos: António José Esteves, casado, e Joaquina Esteves, solteira, ambos do lugar dos Coelhos, camponeses. // Faleceu na Gave a 30/9/1869, com ano e meio de vida, e foi sepultado na igreja paroquial.  

 

DOMINGUES, Manuel Carlos. Filho de Francisco Manuel Domingues e de Maria José Afonso, lavradores, residentes no lugar da Igreja. Neto paterno de João Manuel Domingues e de Maria Genoveva Domingues, do dito lugar; neto materno de Alexandre Afonso e de Maria José Afonso, de Eiriz, todos rurais. Nasceu na freguesia da Gave a 2/3/1881 e no dia seguinte foi batizado na igreja católica local. Padrinhos: Manuel Carlos Rodrigues, viúvo, carpinteiro, residente no dito lugar da Igreja, e Rosa Maria Afonso, solteira, camponesa, tia materna do batizando, moradora no lugar de Eiriz. // Tinha vinte e cinco (25) anos de idade, era solteiro, lavrador, morava em casa de seus pais, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 26/5/1906 com a sua conterrânea Maria Esteves, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, residente no lugar dos Coelhos, filha de Manuel José Esteves e de Maria Rosa Gregório. Testemunhas presentes: Manuel Carlos Rodrigues e João Manuel Domingues, casados, lavradores, gavienses. // Ambos os cônjuges faleceram na Gave: a esposa a 19/7/1919 e ele a 4/3/1964 (ver Notícias de Melgaço n.º 1505, de 15/3/1964.   

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de António José Domingues e de Maria Rodrigues, lavradores. // Faleceu no Val, Gave, a 29/9/1878, com 54 anos de idade, casado com Rita Rodrigues, do dito lugar, e foi sepultado na igreja. // Com geração.

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Maria José Esteves, do lugar do Val. Nasceu na Gave por volta de 1846. // Tinha 29 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja paroquial a 15/12/1875 com a sua conterrânea Maria Joaquina Esteves, de 24 anos de idade, solteira, filha de António José Esteves e de Ana Maria Domingues, moradores no lugar dos Coelhos. // Pais de Felicidade, nascida antes do casamento, batizada a 8/4/1874.

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Pereira. Neto paterno de Isabel Domingues, solteira, natural de Cubalhão; neto materno de Luísa Pereira, dos Coelhos, Gave. Nasceu a 11/6/1855 e foi batizado nesse mesmo dia. Madrinha: Maria Rosa Pereira, solteira, do lugar dos Coelhos. // Tinha 51 anos de idade, era solteiro, artista, residia no lugar dos Coelhos, quando casou na igreja paroquial a 12/11/1906 com a sua conterrânea Delfina Gonçalves, de 28 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar de São Cosme, filha de Luís Gonçalves e de Maria Joana Fernandes. No ato matrimonial declararam ao sacerdote que já tinham três filhos: Aníbal, nascido a 7/10/1900 e batizado na igreja a 11 desse mês e ano; Manuel, nascido a 12/4/1903 e batizado na igreja nesse mesmo dia; e Felicidade, nascida a 5/10/1905 e batizada na igreja a 11 desse mês e ano.     

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de Leonor Domingues, solteira, camponesa, moradora no lugar do Cerdeiral. Neto materno de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues. Nasceu na Gave a 7/11/1857 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Joaquim Domingues e Maria Rodrigues, gavienses. // Era solteiro, alfaiate, quando casou na igreja paroquial a 26/3/1883 com Rosa da Cunha, nascida e batizada a 21/4/1859, solteira, lavradora, residente no lugar da Portela, freguesia de Riba do Mouro, concelho de Monção, filha de João Manuel da Cunha e de Maria Teresa Afonso, rurais.   

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de António José Domingues e de Rosa Maria Afonso, lavradores. Nasceu a 23/2/1858. / Faleceu nos Chãos, Gave, a 23/9/1879, solteiro, e foi sepultado na igreja.

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Rita Rodrigues. N.p. de António José Domingues e de Maria Rodrigues; n.m. de José Rodrigues e de Maria Rosa Dias, de São Cosme. Nasceu a 4/12/1859 e foi batizado pelo padre Elias de Jesus Marques, de Prado, ainda nesse mês. Padrinhos: Luís Manuel Esteves Codesso e mulher, Maria José Domingues, gavienses.    

 

DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de João Francisco Domingues, natural de Riba do Mouro, Monção, e de Genoveva Domingues, natural da Gave, Melgaço, lavradores, residentes no lugar da Barroca de Eiriz. Neto paterno de Manuel Joaquim Domingues e de Maria José Gil, camponeses, moradores no lugar de Requeixo; neto materno de Manuel José Domingues e de Maria Luísa Domingues, rurais, moradores no lugar da Barroca de Eiriz. Nasceu na Gave a 23/5/1886 e nesse dito dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: Manuel Joaquim Domingues, tio paterno do batizando, solteiro, camponês, morador no lugar do Requeixo, e Maria Ana Fernandes, solteira, camponesa, residente no lugar do Val de Eiriz. // Faleceu na Gave a 8/4/1953.    

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de Manuel José Domingues e de Maria Rosa Esteves. // Faleceu no Cerdeiral, Gave (onde residia), a 3/4/1870, com 70 anos de idade, lavrador, viúvo de Maria Rosa Esteves, e foi sepultado na igreja. // Deixou uma filha. 

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Domingues. Nasceu na Gave por volta de 1845. // Tinha 34 anos de idade, era solteiro, morava no lugar do Cerdeiral, quando casou na igreja paroquial a 2/7/1879 com a sua parente e conterrânea, Maria da Conceição Domingues, de 27 anos de idade, solteira, residente no lugar do Val, filha de Manuel Joaquim Domingues e de Rita Rodrigues, gavienses.

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de António José Domingues e de Ana Domingues. N.p. de António Domingues e de Joaquina Gonçalves; n.m. de Manuel Joaquim Domingues e de Joana Rosa Domingues. Nasceu a 9/9/1859 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Manuel José Domingues e Ana Domingues, do Lameiro.

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de Francisco Domingues e de Maria Rosa Domingues, lavradores, residentes no lugar do Lameiro. Neto paterno de António José Domingues e de Joaquina Gonçalves de Castro, do dito lugar; neto materno de António José Domingues e de Joana Rosa Pires, do lugar de São Cosme, todos rurais. Nasceu na freguesia da Gave a 14 de Junho de 1867 e foi batizado na igreja católica local a 19 desse mês e ano. Padrinho: Manuel José Domingues, solteiro, lavrador, do lugar do Lameiro. // Tinha 20 anos de idade, era solteiro, morava no lugar de São Cosme, quando casou na igreja paroquial a 29/6/1887 com Carlota Joaquina Vieira, de 20 anos de idade, solteira, moradora no lugar do Paço Velho, freguesia de São Miguel de Messegães, concelho de Monção, filha de António José Vieira e de Rosa Maria Rodrigues. Testemunhas presentes: Clementino Domingues, solteiro, lavrador, residente no lugar dos Chãos, e Francisco José Rodrigues, solteiro, camponês, morador no lugar da Igreja.    

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de ----------- Domingues e de ------------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Em Outubro de 1917 foi nomeado pela Câmara Municipal de Melgaço professor oficial da escola primária da Gave (Jornal de Melgaço n.º 1180, de 20/10/1917).

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de António José Domingues e de Maria Luísa Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de Ferrão. Neto paterno de Luís Manuel Domingues e de Maria Rosa Afonso; neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Rosa Álvares. Nasceu na Gave a 8/9/1901 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Madrinha: Maria Rosa Domingues, solteira, camponesa. // Faleceu a 21/9/1901.

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de António José Domingues e de Maria Luísa Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de Ferrão. Neto paterno de Luís Manuel Domingues e de Maria Rosa Afonso; neto materno de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Rosa Álvares. Nasceu na Gave a 23/9/1902 e no dia seguinte foi batizado na igreja paroquial. Madrinha: Maria Rosa Domingues, solteira, camponesa. // Casou na CRCM a 27/12/1930 com Maria Alves. // Enviuvou a 5/4/1941. // Faleceu em Prado, Melgaço, a 19/12/1988.   

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de Adriano Domingues e de Felicidade Domingues, lavradores, residentes no lugar do Cerdeiral. Neto paterno de João Manuel Domingues e de Florinda Gregório; neto materno de Manuel José Domingues e de Maria da Conceição Domingues. Nasceu na Gave a 18/4/1910 e foi batizado na igreja paroquial a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Justino Domingues e Carolina Domingues, solteiros, camponeses. // Faleceu a 25/10/1912.  

 

DOMINGUES, Manuel José. Filho de ------- Domingues e de -------------------. Nasceu a --/--/19--. // Casou com -----------------. Em 1996 residiam em Ferrão, Gave. // Moveu uma ação contra Alberto Carvalho, execução de sentença n.º 33-A/89, com última residência conhecida no lugar de Ferrão (VM 1063, de 15/12/1996). // continua...

quarta-feira, 3 de março de 2021

LINA - FILHA DE PÃ

(romance)

Por Joaquim A. Rocha 



19.º Capítulo

 

 

     No ano seguinte, em Julho, foram todos – com exceção dos filhos do Senhor Doutor Juiz – instalar-se nas Termas. Quase ninguém os reconheceu. Os primitivos donos dos Hotéis já tinham perecido, agora eram os seus descendentes, ou outras pessoas, por aquisição, ou trespasse, que os geriam. Notaram que havia menos hóspedes, menos pessoal de serviço. O Senhor Doutor Juiz perguntou ao gerente:

 

- Há anos estive aqui e este lugar estava a abarrotar de gente; agora quase que não se vê ninguém! O que se passa?

- O que se passa, Senhor Conselheiro, é que devido à guerra colonial os jovens emigraram. Primeiro foram sozinhos, a maioria deles solteiros. Depois casaram com raparigas de cá e levaram-nas para França, Luxemburgo, Alemanha, eu sei lá, para os países onde laboravam. O concelho perdeu já metade da população. Por este andar, daqui a uns anos, esta terra, que já teve mais de vinte mil habitantes, ficará deserta.

- E os Hotéis? E as Termas?! Pensa que vão acabar?

- Certamente. Não tenho quaisquer dúvidas. Sem empregados não há Hotel que resista. Nós já contratamos alguns de fora, mas por todo o país há menos gente, foge tudo, sobretudo jovens, e aqueles que ficaram, ou vieram da guerra do ultramar, querem chorudos ordenados, incompatíveis com os nossos lucros.

- A guerra colonial, a emigração, rouba-nos os jovens; que irá ser deste país sem eles?           

 

     Lina pediu ao marido que a levasse à freguesia onde nascera. Decidira não sair do carro, pois ainda podiam estar pessoas vivas do seu tempo, podiam reconhecê-la, apesar de estar muito diferente daquilo que fora. Ignorava se os irmãos moravam ali, talvez ainda morassem, pois com a sua idade o mais certo era não terem emigrado. O marido aquiesceu, até gostou da ideia, já lá fora há muitos anos, mal se lembrava, aproveitava para conhecer a igreja do convento por dentro e os sítios por onde Lina andara na sua meninice. Chamou o motorista e pediu-lhe que preparasse o automóvel, pois iam dar um passeio ali por perto.   

     O Luís, assim se chamava o motorista, correu a tratar do carro. Informou-se primeiro do estado das estradas camarárias, dos caminhos, e chegou à conclusão que precisaria de ter muito cuidado, pois o concelho estava pessimamente servido dessas vias. O Hotel forneceu-lhe um mapa das freguesias, que ele estudou com cuidado. Depois do almoço dirigiu-se para o automóvel. Passado pouco tempo apareceram os seus patrões, acompanhados da filha, genro e netos. Foram em dois carros; um deles era conduzido pelo engenheiro.

     Daquele lugar do Couto dirigiram-se a Prado Verde e dali subiram até à freguesa de Dernepa. A igreja do convento estava aberta e assim aproveitaram para a visitar. Lina disse:

 

- Sabem uma coisa: foi nesta igreja que me batizaram; e foi aqui que recebi a primeira comunhão; aqui assisti a muitas missas. Está na mesma – nada mudou! E estão a ver ao lado o convento? Dizem que ali viveram durante séculos frades e freiras. No meu tempo de criança eram lá as salas de aula.      

 

     Perguntaram a umas pessoas se podiam levar o carro mais acima, ao lugar onde Lina nascera.

 

- Isso é impossível. Naquele caminho que veem, só entram carros de bois; só se forem pela estrada de Castro da Serra. Tinham que ir à Vila e depois subiam pela Loja Moderna. A seguir passavam a Ponte da Ferreira…

- Isso é muito complicado, disse Lisete. Por acaso conhecem os senhores Acácio e Tomás?

- Nós não conhecemos, mas ali o dono da loja é de esse lugar. Vão lá e perguntem-lhe.

 

     Dirigiram-se todos para o estabelecimento. Ao balcão estava um senhor de idade. Perguntaram-lhe:

 

- O senhor conhece os senhores Acácio e Tomás, de Pomarães?

- Não conheço eu outra coisa. São meus amigos e clientes desde sempre. Agora estão sós com as mulheres, os filhos foram para França. Se desejam falar com eles têm de ir a pé até lá – uma boa hora de caminho. Mas posso fazer uma coisa: os senhores ficam aqui à espera e eu mando lá um rapaz chamá-los. Eles conhecem os atalhos e põem-se aqui num instante.   

   

     O juiz olhou para os restantes, a ver se lhes notava alguma reação negativa, mas verificou que todos estavam dispostos a esperar. Virou-se para o lojista e pediu-lhe:

 

- Então faça o favor de mandar lá o miúdo; nós esperamos.

- E quem deve anunciar?

- O moço que lhes diga que estão aqui uns parentes à sua espera. 

    

     O comerciante resolveu tudo em frações de segundos. Após isso, perguntou-lhes:

 

- Desejam comer alguma coisa? Tenho presunto e fumeiro daqui, de boa qualidade, tudo caseirinho; vinho verde, tinto e branco, também do lavrador. O pão, mistura de milho e centeio, é feito em minha própria casa, pela minha mulher e pela empregada, em forno de lenha, embora agora haja eletricidade, veio para cá há pouco tempo.

 

     Olharam uns para os outros, sem saberem o que fazer. Por fim o marido da Lisete diz ao dono da venda:

 

- Está bem, arranje-nos a merenda. Traga apenas um pratinho para ver se a qualidade corresponde às suas palavras.   

 

     O homem chamou pela cara-metade, num vozeirão, visto que a mercearia e tasca estavam no rés-do-chão da moradia.

 

- Alexandrina, traz broa e uns pratinhos lavados para uns clientes especiais; não te demores.

- Já vou, Arnaldo, já vou.

 

     Passados uns minutos apareceu a patroa. Olhou, com olhos de águia, para aquelas pessoas, voltou a olhar e fixou-se na Lina, que resolvera, após alguma hesitação, sair da viatura.

 

- Ia jurar que a conheço, mas há tantas pessoas parecidas. Não, não é quem eu pensava. Não pode ser. 

 

    Deixou de olhar e começou a limpar a mesa, uma mesa retangular, com uma toalha aos quadradinhos. Distribuiu os pratos e subiu ao primeiro andar a fim de trazer copos lavados. Notara que aqueles clientes eram de facto especiais, gente fina, da cidade. «O que estariam ali a fazer?» - perguntou a ela própria, visto que estava com receio de lhes perguntar diretamente. Lina ficara corada, mas reagiu, perguntando-lhe:

 

- A senhora chama-se Alexandrina? É engraçado que quando frequentei a escola, ali no Convento, tinha uma colega com esse nome: uma autêntica traquina. Nenhuma de nós concluiu a quarta classe na altura. É daqui?

 

     A mulher voltou a olhar para ela fixamente. Esforçou-se por se lembrar daqueles dois ou três anos que andara na escola primária, sem ter aprendido nada, diga-se a verdade, das companheiras da escola, da brincadeira. Por fim arriscou:

 

- Sou. Nasci aqui perto. Não me diga que é a Lina, a filha da senhora Clara, que Deus lá tem no céu. Se é ela está muito diferente, ninguém a reconhecerá por aqui, nem sequer os seus irmãos. Era a minha colega de carteira, a minha maior amiga.

 

     Lina aproximou-se da mulher e abriu-lhe os braços. As lágrimas correram pela cara de ambas.

 

- Tantos anos, tantos anos. Sabes o que se diz por aqui, e em todo o lado? Que já tinhas morrido! Como estás diferente! O teu rosto calmo, o olhar sereno, os cabelos todos brancos!

- Tu estás bem conservada. E as outras, as nossas amigas? Que é feito delas?

- Andam por aí; mas algumas foram com os maridos e filhos para França e para outros países. A nossa freguesia já tem pouca gente, mesmo assim ainda é das maiores do concelho.

 

     Não descurando as outras pessoas, pede-lhes:   

 

- Façam favor de se sentar; vou lá em cima buscar uns guardanapos.

 

    Lina estava indecisa se devia ou não apresentar-lhe os familiares. Provavelmente cometera um erro ao identificar-se. Pelos vistos, ninguém a reconhecia; podia andar à vontade.

    Sentaram-se todos à mesa e começaram a petiscar. Estava tudo ótimo. O Senhor Doutor Juiz fez sinal ao Luís para vir até ali comer qualquer coisa.

     De repente aparecem dois indivíduos. Eram os irmãos da Lina. Entraram na mercearia e perguntaram ao amigo quem queria falar com eles. À primeira vista pareciam rudes, estatura média, ombros largos, as mãos calejadas pelo uso constante da enxada e do arado.

    Lina levantou-se da mesa, e dirigiu-lhes a palavra:

 

- Fui eu que vos mandei chamar. Não se importam de ir ali fora, preciso de falar com vocês.

 

    Eles entreolharam-se. «Quem seria aquela senhora, com ar fino, bem vestida e melhor penteada?» Resolveram sair. Nada tinham a perder, por isso perguntaram-lhe:

 

- A senhora quer alguma coisa de nós? Não nos faça perder tempo, olhe que temos muito trabalho pela frente.

- Eu sei quanto trabalho tendes a fazer; antes de vocês nascerem já eu andava nos recados. Não vos lembrais de mim? Que raio de irmãos, que mal virei costas, me esqueceram!

 

     Olharam para ela, com mais insistência, e notaram que naquele rosto, naqueles olhos, na testa, existia qualquer coisa de familiar. Um deles, o mais falador, perguntou-lhe:

 

- Irmãos?! Quem é a senhora? Diga-nos primeiro quem é, e depois falamos. 

- Sou a vossa irmã, a Lina. Não se lembram de mim?

- Lina? A nossa irmã? Mas a Lina morreu na cadeia, em Lisboa!

- Quem vos disse tal coisa, palermas? E vós acreditastes? Que provas tendes disso? Devia dar-vos dois pontapés nesse rabo, bem os merecíeis.

    

      Ficaram perturbados: aquela era a Lina que eles conheceram – a voz, os gestos, aquele olhar funesto.

 

- Lina! Tu estás viva! Como é possível?! Vais voltar a viver aqui? Temos pouco, mas o que temos reparte-se contigo. Não te preocupes. 

 

    Correram ambos para ela e abraçaram-na com carinho. Ao fim, e ao cabo, e apesar da vergonha que passaram por causa dela, ao ponto de evitarem ir à Vila, era sua irmã, filha do mesmo pai e da mesma mãe.

 

- Deixai-vos estar com aquilo que tendes; eu, felizmente, vivo bem, embora longe da minha terra natal. Vim apenas aqui para vos ver e para visitar as campas dos nossos avós, pais e tios, caso as tenhais conservado. Se não se importam venham comigo ao cemitério e indiquem-mas.   

 

     Lina chamou os familiares, e apresentou-lhes os irmãos. Conversaram durante uns minutos e às tantas o seu cunhado chamou-os à parte e perguntou-lhes como ia a lavoura naquele ano.

 

- Má, muito má; este ano vai ser um desastre, mas apareça por lá, arranja-se sempre um chouriço e um garrafão de vinho. É pena o vosso carro não poder lá ir.

 

     O magistrado compreendeu de imediato a situação daquela gente: viviam com algumas carências. Esperou que a esposa viesse do cemitério e depois segredou-lhe:

 

- Os teus manos não vivem em abundância. Não seria melhor dares-lhe algum dinheiro? Eu não lhes ofereci com receio que não compreendessem o meu gesto. Tu és irmã deles…

- És um santo homem, marido. Dar-lhe-emos o que pudermos.

 

     Lina chamou os irmãos e pediu-lhes para aceitarem o dinheiro. Disse-lhes:

 

- Não se trata de uma esmola. Isto é um empréstimo. Quando puderem pagar, pagam. E mais: se virem que aqui estão com dificuldades, o meu genro arranja-vos trabalho na Quinta. Tirou da mala papel e caneta e escreveu a morada de sua filha, com quem já falara antes acerca desse assunto.

 

     Lisete aproximou-se dos tios e corroborou tudo aquilo que sua mãe já lhes dissera.

 

- Tios: se o trabalho aqui escassear não se preocupem – temos uma Quinta enorme, quartos não faltam, apareçam por lá.

 

     Além da direção, ficaram também com o número de telefone. Aproximava-se a hora da refeição no Hotel e por isso retiraram-se.

     Os dois irmãos nem acreditavam no que lhes estava a acontecer. Pensavam que a irmã ia meter-se lá em casa, que também lhe pertencia, pois nunca fizeram partilhas, ia comer o pouco que eles tinham, e para além disso, o mais grave, seria o falatório da vizinhança: «O bandalho regressou da Penitenciária!» «Não há duvida – o diabo protege-a! Estar viva ao fim de tantos anos na prisão!»

     Enfim, esperavam o pior. Receberem dinheiro da irmã? E oferecerem-lhe trabalho numa grande Quinta? E a sobrinha? Aquela senhora era aquela rapariguinha que fora um dia trabalhar no Hotel? Como os anos tinham passado! Tudo mudara – até as pessoas! E eles tinham ficado ali, não arredaram pé daqueles terrenos agrícolas, daquela casa de granito a cair de velha, laborando de sol a sol. E para quê? Afinal de contas o que tinham de seu?          

 

- Acácio – filosofa Tomás – o destino prega-nos destas partidas. Brinca connosco. A nossa irmã, cheia de crimes e atirada durante anos e anos para uma masmorra, aparece-nos agora aqui cheia de dinheiro, bom carro, com motorista, casada com o Senhor Doutor Juiz, que a abandonara grávida, quando ela era ainda uma garota, com a filha casada com um Senhor Engenheiro, ricos, poderosos, com uma grande propriedade, e nós?

- Perguntas bem, Tomás: e nós? Há mais de quarenta anos que trabalhamos as terras de sol a sol, ainda temos as duas pesqueiras no rio Minho, e para quê? Um ano ruim e eis-nos quase a mendigar uma esmola! Raios partam esta vida!

- Apesar de tudo, eu nunca deixarei a nossa velha casa, os nossos campos, as vinhas, tudo que é nosso. Prefiro o pouco aqui do que o muito noutro lado.

- Também acho; concordo inteiramente contigo. Continuaremos na nossa labuta, independentes, sem recebermos ordens de ninguém. Lina e Lisete, mais os maridos e filhos, que nos venham visitar; a casa não é grande, mas caberão lá todos. Na mesa de pobre há sempre lugar para mais um.  


 

      Lina e os familiares estiveram nas Termas durante duas semanas e meia. Dificilmente voltariam lá, pois verificaram que já se ouvia o toque de finados para elas. Era o fim de uma época áurea para aquele local paradisíaco. Talvez um dia voltasse ao seu apogeu, quem sabe, mas já eles estariam na graça do Senhor, ou no inferno a alimentar a fogueira da mãe do demo.

 

**

 

   Os anos passam depressa, sobretudo quando se vive bem consigo próprio, em harmonia. Lina e o Doutor Juiz envelheceram juntos, já tinham bisnetos. Um dia a filha mais nova de Pã diz para o marido:

 

- Diogo Nuno: qualquer dia teremos que prestar contas ao Desconhecido. Duvido que Ele me perdoe todo o mal que causei aos outros. Se me sobreviveres, gostaria que fizesses tudo que estiver ao teu alcance no sentido de eu ser sepultada no cemitério da minha freguesia, e na campa ficasse gravado: «Aqui jaz Lina, a mulher mais perversa que existiu em Melcarte. Perdoai-lhe.»

- Não é justo o que me pedes, esposa; não terei coragem sequer de mandar gravar isso no teu sepulcro. E quanto ao desejo de seres sepultada na tua freguesia de nascimento, isso não vai ser possível, pois como sabes temos os nossos jazigos de família; nenhum membro é enterrado noutro cemitério. É uma tradição com imensos anos de existência.      

- É assim que eu o desejo e assim se cumprirá. Vou fazer o mesmíssimo pedido à nossa filha. Certamente que não me vai negar esta minha última vontade.

- Eu, quando expirar, quero ser sepultado a teu lado. Em vida, estivemos demasiado tempo separados; depois de mortos devemos estar lado a lado, até à eternidade.   

- Lamento, mas não vai acontecer assim. Após a morte os nossos caminhos serão diferentes: eu vou seguir um rumo e tu seguirás outro. Eu sei isso já há algum tempo; não to disse antes para não te alarmares. Digo-to neste momento porque chegou a hora da partida.

- Eu abandonei-te, maldito seja esse dia, e agora abandonas-me tu. Porquê?!

- A razão é simples e complexa simultaneamente: os nossos destinos cruzaram-se por mero acaso. Os nossos corações bateram ao mesmo ritmo e nossos corpos uniram-se. Tu, porque oriundo de um meio mais elevado, prenhe de preconceitos, desprezaste o meu corpo e levaste contigo meu coração – esse pertenceu-te sempre. Agora chegou o momento da rutura. Os nossos corpos deixarão de pertencer-nos: já estou a vê-los serem devorados pelos vermes; os nossos corações deixarão de pulsar. Restarão as nossas almas, fluído ideal, voando, como aves, pelos espaços siderais, à procura do Ente Puro, do Eterno Desconhecido, buscando a doce harmonia, a paz.

- E não podemos seguir juntos em busca desse Ente Puro?

- É impossível! Nós somos apenas fragmentos de um todo; cada pedacinho busca encontrar-se com outro, e depois com outro, até formar um painel perfeito, que possa ser admirado por outros fragmentos que por ali esvoaçam.

- Isso significa que nós pertencemos a um todo, que outrora, em tempo incerto, foi despedaçado! Daí a atração!

- Exatamente. A atração não é mais do que a juntura de dois minúsculos corpos para, unidos, serem mais poderosos e assim poderem mais facilmente atraírem outros.     

- E o conhecimento? Quem foi que nos deu o conhecimento?

- Ninguém! As Escolas, as Universidades, apenas põem à disposição dos seus alunos aquele saber que gerações e gerações de seres, todos os entes vivos, vieram acumulando ao longo de milénios. O alfa e beta, ou seja: o conhecimento total, jamais se disponibilizou para a espécie humana. É por essa razão que, após a morte física do corpo, que voltará à primitiva forma, a chamada alma, ou espírito, o tal fluído ideal, parte para uma caminhada interminável em busca daquilo que ainda não sabe.

- Então a morte e a vida…

- São apenas rostos da mesma realidade; um antes e um depois. Repara nas plantas: surge o inverno e elas atrofiam-se; vem a primavera e renascem! Há animais que hibernam! São apenas efeitos do mesmo fenómeno: a raiz permanece.

- Dizes bem: a raiz! Estamos todos ligados, seres humanos ou não, à mesma raiz, ou seja, à mesma origem ancestral.

- E é essa origem que os fragmentos procuram, numa incessante caminhada sem fim, porque a origem, o alfa, se ainda existe, está algures, em parte incerta, fora talvez do nosso alcance.

- E as religiões, qual é o seu papel?

- As religiões são a ponte para uma procura, embora infrutífera, do caminho para uma felicidade sem fim. Como os resultados são nulos, recorre-se à fé; face ao fracasso, surge o desespero, que conduz à revolta, à tirania por vezes.           

- Lina: hoje tive a melhor lição da minha vida. Finalmente compreendi a razão da nossa existência, da nossa rotação. A deriva é apenas aparente. Tudo tende para o mesmo objetivo: a busca do ventre comum.

 

     Naquela noite ninguém dormira em casa da Lisete e do engenheiro. Expirara, por volta das vinte e três horas, o Senhor Doutor Juiz Conselheiro. Tinha setenta e cinco anos de idade. Tal como era tradição, a urna foi colocada no jazigo de família, onde se podiam ler nomes de antepassados famosos.

    Todos choraram a sua morte, menos a sua viúva. Lina sabia que as lágrimas eram o espelho da alma e a sua já não morava no seu corpo. Partira, havia algum tempo, para os confins do universo. O funeral foi grandioso: toda a família, um exército de padres, o bispo da diocese, que fez questão em acompanhar à sua última morada o ilustre juiz, muita gente, conhecidos e desconhecidos, os quais manifestaram vontade de se despedirem daquele homem que revolucionara a jurisprudência em toda a Europa. As suas obras, conhecidíssimas nos meios forenses, eram aconselhadas em todas as Faculdades de Direito por esse planeta fora. Em muitas ruas e praças já figurava o seu nome. Enfim, morrera um sábio.

 

     Lina faleceu cerca de dois anos depois. A vinte e três de Janeiro de mil novecentos e setenta e nove; no dia em que completava cinquenta e nove anos de idade. Depois da morte do marido passara a residir com a filha e genro. Fazia uma vida muito recatada, ouvia música, via televisão, mas os seus olhos já tinham dificuldade em distinguir as imagens, por isso pusera de lado o ecrã. Antes de morrer falou com a filha acerca do funeral:

 

- Lisete: aproxima-se a despedida. Vivi mais do que estava previsto. O meu percurso, como sabes, não foi fácil, mas por fim alcancei a paz interior. Tu foste muito importante na minha vida e na vida do teu pai. Faço votos para que continues a ser feliz junto do teu marido, filhos e netos. Não quero um enterro como o do teu pai, nem quero ser sepultada a seu lado. Ele era um homem famoso, um cientista, e eu sou uma pobre mulher de aldeia. Ele será recordado ao longo dos séculos pelas suas obras científicas e eu serei recordada, pelo menos em Melcarte, pelos meus nefandos crimes. Por isso não te esqueças: manda colocar meu corpo de defunta no cemitério da freguesia onde nasci. E na campa, rasa, ficará gravado o que aqui está escrito neste papel. Não te esqueças de cumprir o que agora te peço.        

 

**

 

     A filha, apesar de contrariada, cumpriu a sua última vontade. Levou o seu corpo para Melcarte, a fim de ser sepultada no cemitério de Dernepa, em campa rasa, perto dos seus pais e avós. E depois de tantos anos ainda hoje se pode ler, na pedra de mármore, embora com alguma dificuldade, pois os invernos rigorosos foram apagando aquela memória: «Aqui jaz Lina, a mulher mais perversa que existiu em Melcarte. Perdoai-lhe.»

     Há quem afirme que da sua sepultura se exalava um odor suave, apaziguador, e se ouvia uma música celestial... Lendas!  

 

 

 

          FIM