sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

LEMBRANÇAS AMARGAS
(romance)
 
Por Joaquim A. Rocha





Capítulo XXXIV
 

Nem sempre é princípio o fim

 

     Escutem, se puderem, esta interessante e comovedora conversa entre avô e neto:

 

- Avô, o senhor provedor vai deixá-lo entrar para o asilo.

- Parece que estás contente por isso!

- Contente e triste, ao mesmo tempo; preferia não ter de ir à tropa, ficar aqui consigo e com a minha mãe, apesar de ela ser como é.

- No meu tempo de jovem a vida militar era boa para alguns: ficavam lá, faziam vida daquilo, sempre tinham comida, roupa, uma cama para dormir e algum dinheiro.

- Ganhavam pouco…

- Quando fui às sortes, em 1909, toda a gente ganhava pouco neste país, excetuando uns quantos; por isso, ter um prato de comida, mesmo que não prestasse, já era bom.  

- Quando ouço falar as pessoas da sua idade fico com a ideia de que era melhor não terem nascido!

- Bem podes dizê-lo; muitas vezes desejei morrer ao longo da minha triste vida. Não calculas, mas tu também já passaste por isso, ter fome e não ter nada para comer, ter frio e não ter roupa para vestir, ter febre e não termos ninguém que nos refresque a testa. 

- Pobre avô.

- Mesmo assim penso que não foi mal ter nascido, ter visto e vivido tudo aquilo que vivi, ter comido o pão que o diabo amassou. Depois da morte terei milhares de histórias para contar àquelas almas que comigo estiverem, dessa maneira não nos aborreceremos no além.

- Sabe que às vezes penso nessa vida depois da morte? É uma sensação esquisita, estranha!

- Todos deviam pensar; seriam mais compreensivos, e tolerantes, uns para com os outros.

- O senhor padre Alberto disse na missa de domingo que os maus iriam todos arder no inferno; os bons iam para o paraíso; e aqueles que não são bons nem maus aguardarão no purgatório que deus ou o diabo os chamasse!

- Terão de esperar que haja vaga, como eu esperei agora para entrar no asilo, no quartel.

- É curioso: mesmo depois de morrer é preciso ir para a fila, aguardar a sua vez!

- Mas, uma vez no céu, fica-se lá para sempre.

- Deve ser bom viver lá.

- Para nós, os que aqui neste planeta vivemos mal, qualquer coisa melhor do que isto será bom.

- Se eu soubesse onde se encontra o seu filho…

- Quando entrei na vossa casa disse-te que nunca tivera notícias dele; isso não é completamente verdade. Há uns dez anos atrás recebi uma carta dele e da minha nora dizendo-me que qualquer dia apareceriam por aí a fim de nos visitarem; até hoje ainda não recebi essa visita!

- O avô respondeu à carta?

- O senhor Antunes da mercearia é que me fez o favor de responder; eu não sabia o que lhe falar, não tenho escolaridade nenhuma.     

- E a direção? Lembra-se da direção?

- A carta perdeu-se, deve ter ido parar à estrumeira, ou à fogueira; só me lembro que o lugar onde moravam se chamava Porrinho.

- Porrinho é na Galiza, já ouvi falar nesse nome.

- Seja onde for, eu não podia lá ir; nem dinheiro tinha para comprar comida, quanto mais para passeios!

- Vou perguntar a alguém, talvez ao senhor professor Romano, ele sabe tudo, se conhece essa localidade galega. Se fosse perto daqui e as viagens não ficassem muito caras dava lá um pulo; até pode ser que ele o venha buscar, nesse caso já não ia para o asilo.

- És tão generoso, mas olha que se ele se lembrasse do velho pai já cá tinha vindo buscar-me há muito, com certeza que também vive com dificuldades, os espanhóis não estão melhor do que nós, não penses. 

- Ele pode julgar que o avô ainda se encontra a trabalhar os campos, que a avó está viva, enfim, não lhe passará pela cabeça que as coisas correm deste jeito.

- Podes tentar saber, mas não tenho nenhumas esperanças.


 
 





XXXV


 

Nas entranhas do animal coabitam o bem e o mal

      Procuro colher informações sobre a localidade onde presumivelmente se encontra o meu pai. Quero tentar localizá-lo, a fim de lhe pedir que leve para a sua beira o meu avô Agostinho, evitando desse modo a sua entrada no asilo. Será que o vou conseguir?

 
 
- Senhor professor, onde fica o Porrinho?

- Na Galiza; ainda é um bocado longe daqui.
- Muito longe?
- Sabes onde é Valença? Já lá foste?
- Nunca lá fui, só a Monção, mas passei lá de comboio, há três anos, quando fui a Lisboa visitar os meus irmãos.
- Olha: o Porrinho fica mais ou menos frente a Valença. Claro que ainda são uns bons quilómetros; primeiro é necessário passar pela cidade de Tui.
- Fica caro lá ir.
- Mesmo assim deve ser mais barato do que ir a Lisboa.
- As viagens para Lisboa foram pagas pelos meus irmãos, eu e a minha mãe não tínhamos dinheiro.  
- Para que diabo queres tu ir ao Porrinho?
- É que o meu avô paterno vai ser internado no asilo e está triste por ir para lá, acha que é uma espécie de prisão, um quartel militar.
- E o que é…
- Bem, no Porrinho vive, segundo consta, o filho dele, o Olavo, que é o meu pai.
- E tu esperas encontrá-lo?
- Não sei, mas não custa tentar.
- Não vai ser fácil, mesmo que dês com essa terra. Não te vais pôr a bater a todas as portas, além disso deve haver imensas aldeias espalhadas por esse concelho; não vês Castro Branco, dista daqui da Vila cerca de trinta quilómetros.
- Então o que devo fazer, senhor professor?
- O melhor seria escrever-lhe primeiro, os Correios de lá tentariam entregar-lhe a carta, se viesse devolvida logo se veria, talvez recorrendo à Guarda Civil, ao Alcaide, quem sabe?
- É que já não tenho muito tempo, em Janeiro vou para a vida militar.
- Pois é! E por falares nisso quero desde já chamar-te a atenção para o seguinte: se fores apanhado nesta situação, isto é, quase a ires para a tropa, as autoridades pensarão que tu vais a fugir, prendem-te como desertor, é melhor não arriscares, quem te avisa teu amigo é.    
- Não tinha pensado nisso, mas o meu avô…
- O velhote não fica mal instalado no asilo, tem comida para comer, remédios, cama, roupinha lavada, que mais quer? Olha que não falta quem para lá queira ir, ele julga-se superior aos demais? E tens a certeza que o filho o quer em casa?
- Não é isso, senhor professor; o problema dele é perder a liberdade que tem tido; meteram-lhe na cabeça que no asilo é preciso cumprir horários para as refeições, para deitar, para levantar, para tudo!
- A isso chama-se regras, disciplina; tu também a vais ter a partir de Janeiro. E achas isso mal?
- Não; eu a bem dizer também uso horários para tudo, mas não são os outros a impormos, se eu quiser posso alterá-los.
- É certo, mas no asilo tem de ser assim, se não cada internado fazia o que queria, era uma anarquia total, impossível de controlar. Eu não fui à tropa, e tenho bastante desgosto não ter sido apurado, mas pertenço à Legião, e ali há disciplina, se há!
- Eu tenho visto; vestem e marcham como as forças militares.
- É praticamente a mesma coisa, e temos armas de fogo. E a marchar? Já viste como nós marchamos todos certinhos, dá gosto ver.
- E estendem a mão ao chefe…
- Isso é um sinal de obediência, de respeito pelo nosso superior, é como a dizer-lhe que pode contar connosco em todas e quaisquer circunstâncias. Daremos a vida pela Pátria, pela Nação, pelo Chefe.
- Eu não tenho jeito para essas coisas, o que gostaria é que me deixassem ficar aqui quietinho, a trabalhar no meu ofício; não nasci para vestir fardas.
- Quando voltares da tropa já pensarás de outra maneira, vais ver; até o corpo te cresce!   
- Estou é com medo da guerra.
- Quem me dera a mim poder ir, mas já não tenho idade para isso; olha que já me ofereci, é preciso defender a nossa querida pátria, seja na metrópole, seja em Angola, Moçambique ou Guiné. Já nos bastou termos perdido a Índia, esse maldito Nehru! Ainda bem que já morreu. Não tenhas receio, vais ser um verdadeiro herói, o orgulho da nossa terra. Quando regressarem, tu e os outros, nós aqui estaremos para vos prestarmos homenagem.
- Quanto ao meu pai…
- Se ele estivesse interessado em ver o velhote, ampará-lo na velhice, já cá tinha vindo; desconfio bem que o esqueceu, olha que se fosse rico não lhe largava a porta, são todos iguais.
- De qualquer maneira vou tentar.
- Antes de ires é melhor falares comigo; eu passo-te um salvo-conduto, a fim de poderes circular sem ninguém te incomodar.
- Obrigado, senhor professor.  
 
// continua...

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

SONETOS DO SOL E DA LUA
 
Por Joaquim A. Rocha




«SÃO ROSAS, SENHOR»




Isabel de Aragão, a maviosa,

"Mãe" dos pobrezinhos e dos mendigos,

Sem ódio no peito, sem inimigos,

Era a rainha mais bela e mimosa.

 

Não era fútil, febril, caprichosa.

Não falava aos súbditos por postigos;

No reino todos eram seus amigos,

À exceção de uma bruxa ronhosa.

 

Acusou-a ao soberano, el-rei,

Que tudo dava aos pobres por amor,

Aos deserdados, feridos da sorte…

 

Dom Diniz, dono da guerra, da lei,

Enfrenta a sua esbelta consorte…

 «Vede: são rosas, só rosas, senhor

 

 
 

* 

     E mil pétalas de rosas de várias cores voaram do seu regaço. Seu marido, emocionado, ajoelhou a seus pés, prometendo que jamais ouviria as vozes de gente má, invejosa. Os milagres nascem das lendas e estas nascem da imaginação do ser humano. 



 
// continua...
 
 
 

 

 


 


 



 



 



 


 



 



 

 
 

 








domingo, 19 de janeiro de 2020

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO
(Freguesia da Vila, SMP)
 
Por Joaquim A. Rocha





// continuação…
 
AFONSO

 
AFONSO, Abílio Augusto. Filho de Cândido Afonso e de Maria Preciosa Augusta da Silva. Neto paterno Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; neto materno de Américo Augusto da Silva e de Trinidad Marinho. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/19--. // Comerciante. // Casou na igreja de SMP a 25/1/1959 com Maria Helena Afonso. // A 25/5/1970 inaugurou o mini-mercado “Lena”. // Também tiveram um restaurante. // Morreu a 10/4/2009. // Pai de três filhos.




 

AFONSO, Abílio Augusto. Filho de Américo Augusto Afonso e de Albertina Anil. Nasceu a --/--/193-. // Casou com Ernestina Augusta Caldas. // Pai de Armando José, soldado da Guarda-Fiscal/Guarda Nacional Republicana, casado desde 1993 com Paula Albertina Gonçalves Fernandes, natural de São Paio.

 

AFONSO, Abílio de Jesus. Filho de António de Jesus Afonso e de Felicidade Rodrigues (Veloso). Neto paterno de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; neto materno de Maria Rodrigues (Veloso). Nasceu em SMP a 25/7/1928 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: professor Abílio Domingues e sua esposa, Leopoldina Cândida Afonso. // Casou na igreja matriz a 23/1/1955 com Maria Oliveira da Silva, de Ceivães, Monção, filha da Ângela, e irmã do Indalécio “Guena”. Padrinhos da boda: os mesmos do batismo. // Morreu na Vila de Melgaço a 29/11/2011. // Pai de Angelina e de Felicidade.   

 

AFONSO, Adolfo. Filho de Joaquim de Egas Afonso (Patarrica), proprietário, de Santa Eulália, Valadares, Monção, e de Maria José Meleiro, proprietária, de SMP. Neto paterno de Bento de Egas e de Maria Afonso, lavradores, da freguesia de Ribarteme, Tui; neto materno de Manuel António Meleiro, lavrador, de São Paio de Melgaço, e de Teresa Clara de Sousa e Castro, proprietária, de SMP. Nasceu no lugar das Várzeas, SMP, a 9/12/1891, e foi batizado a 29/2/1892. Padrinhos: Caetano José de Almeida Mosqueira, solteiro, de SMP, e Isabel Sofia Pereira Pimenta de Castro Pitta, solteira, de Pias, Monção. // Aquando da morte do pai, em 1914, encontrava-se ausente em parte incerta (CM 119, de 6/10/1914).  

 

AFONSO, Alexandre José. Filho de José António Afonso e de Maria Joaquina de Sousa, lavradores, valencianos. Nasceu em Ganfei, Valença, por volta de 1828. // Tinha 37 anos de idade, era solteiro, marceneiro, quando casou na igreja da Vila de Melgaço a 24/11/1865 com Constância Júlia, solteira, nascida a 24/12/1840, moradora em SMP, filha de José Manuel Gomes de Abreu (falecido em 1848) e de Joaquina de Jesus. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu, seu primo, e Teresa Mosqueira de Almeida, ambos da Vila. Depois do casamento foi viver com o marido para Ganfei. // Sem mais notícias.

 

AFONSO, Alfredo Augusto. Filho de Celestino Augusto Afonso e de Claudina Cândida Barreiro. Neto paterno de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; neto materno de António Joaquim Barreiro e de Maria Trancoso. Nasceu na Vila a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 202, de 9/6/1916). // Comerciante. // Casou em 1945 com Maria da Conceição Alves. // Da esposa teve os seguintes filhos: António José (casado com Jacqueline); Maria Fernanda (casada com Abílio Meleiro); e Maria da Luz (casada com Júlio de Sousa Domingues). // E na sua companheira, Maria das Dores Esteves, mais conhecida por “Maria das Adegas”, gerou dois rapazes: José Manuel (casado com Cristiana) e Alfredo Aristeu (casado com Maria Alberta Domingues). // Faleceu em Cavaleiros, Rouças, a 23/2/1991.

 

AFONSO, Alfredo Cândido. Filho de Duarte Cândido Afonso, de SMP, Melgaço, e de Teresa da Ponte, de Pias, Monção, trabalhadores. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de João da Ponte e de Carolina Mendes. Nasceu no lugar da Corga, SMP, a 20/4/1908, e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Alfredo Augusto Lopes, casado, trabalhador, e Cândida Augusta Afonso, solteira, doméstica. // Casou a 23/12/1931 na CRCM com Carlota Salgado, natural de Cristóval. // A sua esposa faleceu a 7/7/1957 na sua freguesia de nascimento. // Ele finou-se na dita freguesia de Cristóval a 28/4/1989.   

 

AFONSO, Alice. Filha de Joaquim de Egas Afonso, proprietário, de Valadares, e de Maria José de Sousa Gama e Castro Meleiro, proprietária, de Melgaço, moradores no lugar das Várzeas, SMP. N.p. de Bento de Egas e de Maria Afonso, galegos; n.m. de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa e Castro, melgacenses. Nasceu a 15/4/1897 e foi batizada a 22 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Esteves, casado, negociante, e Maria Amélia de Egas Afonso, irmã da batizanda. // Faleceu a 18/10/1917, solteira, no sobredito lugar de Várzeas.  

 

AFONSO, Amélia dos Anjos. Filha de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa Fernandes, lavradores, residentes no lugar da Assadura. N.p. de Caetano Luís Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama. Nasceu a 12/5/1900 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: José António Vaz, casado, proprietário, de Chaviães, e Amélia Estefânia, casada, da Vila. 

 

AFONSO, Américo Augusto. Filho de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama, lavradores. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama. Nasceu na Vila a 1/8/1907 e foi batizado a 4 desse mês e ano. Padrinhos: Inocêncio Gomes de Abreu, solteiro, proprietário, e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietária. // Casou a 13/11/1929, na CRCM, com Albertina Anil. // Enviuvou a 18/8/1976. // Faleceu a 30/8/1978. Ambos morreram na Vila. // Com geração.  

 

AFONSO, Ana Maria. // Morou nas Carvalhiças. // Faleceu a 16/12/1833 em SMP, casada com Bernardo Baleixo, e foi amortalhada em hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de corpo presente de sete padres, por ser pobre.

 

AFONSO, António. // Em 1874 pertencia ao grupo de influentes de Melgaço (ver Organização Judicial de Melgaço, de Augusto César Esteves, página 158).

 

AFONSO, António. Filho de Eduardo Joaquim Afonso e de Josefa Antónia Fernandes, lavradores, de SMP. // Faleceu a 8/8/1864, na Assadura, com apenas cinco anos de idade, e foi sepultado na igreja matriz.

 

AFONSO, António. // Escreveu-se no Jornal de Melgaço n.º 1286, de 25/4/1920: «Nas Carvalhiças, arrabaldes desta Vila, reside um homem de nome António Afonso, a quem desviaram uns feijões, milho e não sei que mais. Até hoje ninguém sabe ainda quem foi o gatuno, mas sabe toda a gente que o aqueduto da Orada, quando foi das últimas chuvas, fornecia grande quantidade de feijão, milho e não sei que mais...»    

 

AFONSO, António. Filho de Celestino Augusto Afonso e de Claudina Rosa Barreiro. N.p. de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; n.m. de António Joaquim Barreiro e de Maria Trancoso. Nasceu a --/--/19--. 

 

AFONSO, António. Filho de Marcos Adão Afonso e de Maria Urbana Trancoso. Nasceu a --/--/193-. // S.m.n.

 

AFONSO, António. [Filho de Duarte Cândido Afonso e de Teresa de Jesus da Ponte]. // Morou na Quinta da Oliveira, SMP, onde faleceu em 2001 (VM 1158). Deixou esposa e filhos.

 

AFONSO, António da Ascenção. Filho do professor António da Ascensão Afonso e de Olinda Dantas da Costa. N.p. de Joaquim Afonso e de Rosa Esteves; n.m. de ---------------------- e de ----------------------------. Nasceu a 5/4/194-. // Emigrante em França (s.e.) 

 

AFONSO, António Augusto. // Em Julho de 1932 fez o exame do segundo grau, quarta classe, ficando aprovado (Notícias de Melgaço n.º 158, de 24/7/1932).

 

AFONSO, António Cândido. Filho de Joaquim de Egas Afonso e de Maria José de Sousa Gama e Castro Meleiro. N.p. de Bento de Egas e de Maria Afonso; n.m. de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa e Castro. Nasceu nas Várzeas, SMP, a 23 de Novembro (ou Dezembro) de 1889 e foi batizado a 28 de Dezembro desse ano. Padrinhos: António Cândido de Sousa e Castro Morais Sarmento, viúvo, proprietário, fidalgo cavaleiro da Casa Real, da Quinta do Pombal, Remoães, e Palmira Augusta Camanho de Carvalho, solteira, proprietária, de Prado. // Aquando da morte do pai, ocorrida em 1914, encontrava-se em parte incerta.

 

AFONSO, António de Jesus. Filho de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama, lavradores. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama. Nasceu no lugar da Oliveira, SMP, a 13/4/1902, e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José António Vaz, casado, proprietário, do Escuredo, Chaviães, e Jósina da Conceição Cardoso, solteira, da Rua da Calçada. // Casou a 25/12/1922, na CRCM, com Felicidade Rodrigues Veloso, filha de Maria Veloso. // Ambos faleceram na freguesia da Vila: a sua esposa a 4/5/1954 e ele a 17/3/1965. // Com geração.

 

AFONSO, António Joaquim (Diabo). Filho de Maria Augusta Afonso, solteira, criada de servir, natural de Prado. Neto materno de José Afonso e de Mariana de Jesus Gomes. Nasceu na Rua de Baixo, Vila, a 20/5/1900, e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: António Joaquim Esteves, casado, negociante na Vila, e Adélia Gonçalves, solteira, das Carvalhiças, Vila. // Foi soldado da Guarda-Fiscal. // Casou a 10/5/1925, na CRCM, com Hebraína Judite (ver em Prado), de 29 anos de idade, filha de Joaquim Augusto Rodrigues e de Paulina das Neves Batista. // Morreu na Vila a 8/9/1977. // Nota: no seu assento de batismo só aparece o nome António.

 

AFONSO, António Luís (Pito-Cego). Filho de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves, lavradores. N.p. de Francisco Afonso, caiador, e de Rosa Maria Fernandes; n.m. de Francisco António Gonçalves e de Maria José Rodrigues, rurais, todos residentes na Assadura. Nasceu a 15/2/1864 e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves “Melgaço”, solteiro, de Eiró, Rouças, e Maria Rita Alves, criada do padrinho. // Tinha 23 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de Rouças a 15/11/1888 com Teresa de Jesus, de 20 anos de idade, solteira, camponesa, roucense, filha de Jerónimo José Lourenço e de Maria Romana, ou Ramona (*). // Testemunhas: padre MCAS, de Surribas, ACC, solteiro, e Manuel Coelho, casado, lavrador, do lugar da Igreja, Rouças. // Em 1926 incendiou-se-lhe a casa. // Pai de Carolina, nascida em 1897 (ver João Evangelista Esteves). /// (*) Os pais da noiva casaram já depois de ela ter nascido.    

 

AFONSO, Armanda das Dores. Filha de Cândido Afonso e de Maria Preciosa Augusta da Silva, caseiros. Nasceu a --/--/193-. // Durante alguns anos foi empregada doméstica na casa do Dr. Augusto César Esteves. // Casou a --/2/1959, com José João Nunes de Castro, comerciante na Vila. // Enviuvou a 21/5/1999. // Com geração.   

 

AFONSO, Armando José. Filho de Abílio Augusto Afonso e de Ernestina Augusta Caldas. Nasceu a --/--/19--. // É soldado da GF/GNR. // Casou a 1/8/1993, na igreja de São Paio, com Paula Albertina, de 20 anos de idade, do lugar da Costa, filha de António José Fernandes (Caldas), soldado da Guarda-Fiscal, e de Maria Madalena Gonçalves.  

 

AFONSO, Augusto Cândido. Filho de António Luís Afonso, de SMP, e de Teresa de Jesus Lourenço, de Rouças, moradores (como caseiros) na Quinta de São Julião, SMP. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Jerónimo José Lourenço e de Ramona de Jesus. Nasceu a 2/4/1895 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, casado, e Carolina de Oliveira Cunha, casada, proprietária, de São Julião. // Fez exame do 1.º grau na escola da Vila, em Julho de 1908, e obteve um bom. 

 

AFONSO, Aurélio. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1021, de 20/4/1952: «Quando no passado dia 15 o senhor Aurélio Afonso, solteiro, lavrador, do lugar da Assadura, desta Vila, se dirigia em bicicleta para a romaria de Nossa Senhora da Cabeça que, como dos mais anos, se realizou na freguesia de Penso, em consequência de uma grave queda sofreu uma luxação no braço direito, ficando pelo corpo muito contuso

 

AFONSO, Ausenda Celeste. Filha de Josefina Augusta Afonso, de SMP, lavradeira, moradora na Assadura. Neta materna de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves. Nasceu a 12/8/1911 e foi batizada na igreja matriz a 18 desse mês e ano. Madrinha: Cândida Augusta Afonso. // A 1/8/1935, ao atravessar o rio Trancoso, com destino à Galiza, escorregou e – para não cair sobre uma criança de tenra idade – vergou-se para trás, ferindo-se na cabeça e no corpo. Foi conduzida ao hospital da Vila no automóvel de Carlos Lourenço.

 

AFONSO, Avelino José. Filho de --------- Afonso e de ----------------------. Nasceu na Assadura, SMP, a --/--/193-. // Faleceu a --/--/1938, com quinze meses de vida (NM 407).

 

AFONSO, Beatriz de Lurdes. Filha de Duarte Cândido Afonso, da Vila de Melgaço, e de Teresa da Ponte, de Pias, Monção, trabalhadores rurais, moradores na Assadura. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de João da Ponte e de Carolina Mendes. Nasceu a 4/5/1912 e foi batizada a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José da Mota, casado, proprietário, e Florinda da Glória dos Santos Lima, solteira, proprietária. // Casou na igreja de SMP a 21 de Outubro de 1937 com Marciano Augusto Rodrigues, natural de Rouças. // Faleceu a 19 de Outubro de 19--. // O seu viúvo morreu em Paços a 14/1/1978.   

 

AFONSO, Bernardina Angélica. Filha de Josefina Augusta Afonso, criada de servir, de SMP. N.m. de Caetano Luís Afonso e de Maria Rosa Gonçalves. Nasceu na Corga, freguesia da Vila, a 25/10/1906, e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Alfredo Augusto Lopes, casado, lavrador, e Maria Angélica Afonso, solteira, camponesa. // Faleceu a 21/2/1907.  

 

AFONSO, Cândida Augusta. Filha de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves, residentes na Assadura, SMP. N.p. de Francisco Afonso e de Rosa Maria Fernandes, de Melgaço; n.m. de Francisco Gonçalves e de Maria José, de São João de Sá, Valadares, Monção, todos lavradores. Nasceu a 22/4/1879 e foi batizada a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Duarte Augusto de Magalhães e sua irmã, Higina Cândida de Magalhães, solteiros, de SMP, moradores na Rua da Calçada. // Casou a 3 e a 4/10/1915 com o seu conterrâneo José Maria Moreira, de 59 anos de idade, filho de Maria da Purificação Gaioso, de quem ficou viúva. // Casou em segundas núpcias a 8/1/1929 (!) com Emídio Augusto Veloso, natural de Rouças. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1, de 17/2/1929: «No dia 8 do corrente, na ermida de Nossa Senhora da Orada, subúrbios desta vila, realizou-se o enlace matrimonial de Cândida Augusta Afonso com Emídio Augusto Veloso, paraninfando por parte dos noivos Aurélio de Araújo Azevedo e sua esposa, Sara de Araujo Azevedo…» // Faleceu na Quinta da Amoreira, Vila de Melgaço, a 22/2/1948. // Nota: suponho que foi este casal que deixou em testamento a casa e “Quinta da Amoreira” a Leopoldina Cândida Afonso, sobrinha de Cândida Augusta Afonso, casada com o professor Abílio Domingues. 

 

AFONSO, Cândido. Filho de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama, lavradores. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama. Nasceu a 3/8/1911 e foi batizado na igreja matriz a 11 desse mês e ano. Padrinhos: padre Manuel José Domingues e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietária. // Casou a 18/2/1933 com Maria Preciosa Augusta, filha de Américo Augusto da Silva e de Trinidad Marinho. // Caseiros. // Morreu antes de 2000, pois nesse ano faleceu a sua viúva, no Largo da Calçada, SMP, com 87 anos de idade. // Pai de Abílio, de Gilberto, de José, de Luís, de Armanda, de Clementina, e de Maria Alberta.  

 

AFONSO, Cândido Augusto. Filho de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama. Nasceu na Oliveira, SMP, a 20/3/1909, e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Celestino Augusto Afonso, solteiro, trabalhador, e Maria da Conceição Afonso, solteira, trabalhadora. // Faleceu no dito lugar a 8/4/1911.

 

AFONSO, Carolina Augusta. Filha de António Luís Afonso (Pito-Cego), de SMP, e de Teresa de Jesus Lourenço, natural de Rouças, lavradores, residentes em São Julião. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Jerónimo José Lourenço e de Ramona de Jesus. Nasceu a 6/2/1897 e foi batizada a 7 de Março desse mesmo ano. Padrinhos: Baltazar Luís de Araújo Azevedo, solteiro, proprietário, e Carolina de Oliveira Cunha, casada. // Casou na CRCM, a 10/11/1923, com João Evangelista, de 21 anos de idade, da Vila de Melgaço, filho de Alfredo Augusto Esteves e de Ortelinda Augusta de Carvalho. // Faleceu em Chaviães a 12/7/1961. // Com geração.       

 

AFONSO, Celestino Augusto. Filho de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama, solteira, todos lavradores, de SMP. Nasceu na Assadura a 1 ou a 5/12/1893 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Dias, casado, “brasileiro”, da Assadura, e Maria Rita Alves, viúva, moradora na Rua da Calçada, SMP. // Casou a 20 ou 26/9/1914 com Claudina Cândida, de 20 anos de idade, filha de António Joaquim Barreira e de Maria Trancoso. Testemunhas: Aurélio Araújo Azevedo, solteiro, negociante, e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietária, residentes em SMP. // Em 1915 a sua esposa deu à luz um nado-morto (Correio de Melgaço n.º 147, de 2/5/1915). // Faleceu em Rouças a 29/1/1970. 

 

AFONSO, Claudina Cândida. Filha de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves, moradores na Assadura, SMP. N.p. de Francisco Afonso e de Rosa Maria Fernandes, do dito lugar; n.m. de Francisco António Gonçalves e de Maria José Rodrigues, de Corçães, Rouças. Nasceu a 23 ou a 25/3/1875 e foi batizada a 28 desse mês. Padrinhos: Manuel José Esteves “Melgaço” e esposa, Maria Rita Alves, proprietários da Quinta de Eiró.

 

AFONSO, Clemente José. Filho de Francisca Alonso, solteira, moradora na Orada. N.m. de José António Pereira e de Luísa Alonso, de Santa Cristina de Baleixe, Tui. Nasceu a 20/11/1827 e foi batizado na igreja de SMP três dias depois. Padrinhos: António Joaquim Rodrigues, mordomo, e Maria Joana Alves, da Orada.  

 

AFONSO, Clementina Rosa. Filha de Cândido Afonso e de Maria Preciosa Augusta da Silva. N.p. de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; n.m. de Américo Augusto da Silva e de Trinidad Marinho. Nasceu em SMP a --/--/1939. // Casou no Santuário do Sameiro, Braga, a 13/1/1966, com Henrique César, funcionário do Grémio da Lavoura de Melgaço, filho do Dr. Augusto César Esteves. // Passou a morar na Calçada, em casa do marido. // Enviuvou a --/--/19--. // Sem geração.  

 

AFONSO, Constantino. Filho de Américo Augusto Afonso e de Albertina Anil. N.p. de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; n.m. de ---------------------- Anil e de --------------------. Nasceu em SMP a --/--/1939. // Casou, na igreja de São Paio, a 7/4/1962, com Maria Amélia, filha de Ismael Augusto Carpinteiro e de Maria Augusta Torres. // Foi emigrante no Canadá. // Em 1993 o casal residia no lugar da Costa, São Paio (VM 986).  

 

AFONSO, Damião. Filho de Tomaz Alonso e de (Vitória?) Joaquina Fernandes, moradores na Corga, SMP. N.p. de Josefa Alonso, de S. Pedro de Crecente, Tui; n.m. de Matias Joaquim Fernandes e de Maria Joaquina de Abreu, da Corga, Melgaço. Nasceu a 30/4/1848 e foi batizado na igreja matriz a 7 de Maio desse ano. Padrinhos: Domingos José de Freitas e sua esposa, Maria Joaquina Domingues, de Surribas, Rouças.   

 

AFONSO, Daniel Marcos. Filho de José António Afonso e de Deolinda Domingues. Neto paterno de António Luís Afonso e de Teresa de Jesus; neto materno de José Domingues e de Delfina Fernandes. Nasceu a 5/11/1941. // Casou com Elisete Cândida, natural de Chaviães, filha de João Reis de Araújo, também de Chaviães, e de Júlia de Jesus Pires, de Paços. // Foi emigrante em França durante alguns anos, mas depois voltou para Melgaço, onde abriu uma loja de móveis, mais precisamente na Calçada, SMP, no prédio que fora de João Teixeira, emigrante no Brasil e 1.º presidente da Câmara Municipal de Melgaço no tempo da 1.ª República; depois mudou para o prédio da D. Anésia Esteves, sito na dita rua da Calçada. // Morreu na Vila de Melgaço a 3/3/2007. // É pai de Daniela Afonso, solicitadora.  

 

AFONSO, Daniela. Filha de Daniel Marcos Afonso, da Vila, e de Elisete Cândida Araújo, de Chaviães. Neta paterna de José António Afonso e de Deolinda Domingues; neta materna de João Reis de Araújo e de Júlia de Jesus Pires. Nasceu na Vila a 18/3/1976. // Solteira. // Morou na Avenida da Barbosa, 250. // Solicitadora, com escritório na Rua Dr. António Durães, 65, Vila de Melgaço. // Em finais de 2015 deu à luz uma criança do sexo masculino, ao qual deram o nome de Lucas; juntou-se com o pai do bebé e passou a residir na Galiza.

 

AFONSO, Deolinda Cândida. Filha de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de Ana Joaquina da Lama. Nasceu a 19/4/1913 e foi batizada na igreja de SMP a 4 de Maio desse ano. Padrinhos: Celestino Afonso e Leopoldina Afonso, solteiros. // Casou a 21/7/1934 com Aníbal Anil (Ferramentas), natural de Valadares, Monção. // Foram caseiros numa quinta das Carvalhiças. // Em 1963, devido a doença, seguiu para o Porto na ambulância dos BVM (Notícias de Melgaço n.º 1479). // Faleceu a --/--/19-- // Com geração.   

 

AFONSO, Domingos (Padre). // Foi coadjutor do abade da Vila e Provedor da SCMM em 1663. // Faleceu a 8/9/1708. // Nomeou seu herdeiro Jerónimo da Ribeira.

 

AFONSO, Duarte Augusto. Filho de Duarte Cândido Afonso, de SMP, e de Teresa de Jesus da Ponte, de Pias, Monção, lavradores, residentes no lugar da Oliveira, SMP. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de João Luís da Ponte e de Carolina Mendes. Nasceu a 27/6/1916 e foi batizado na igreja matriz a 2 de Julho desse ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima, solteiro, proprietário, e Cândida Augusta Afonso, casada, proprietária.   

 

AFONSO, Duarte Cândido. Filho de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves, residentes na Assadura, SMP. N.p. de Francisco Afonso e de Rosa Maria Fernandes, do dito lugar; n.m. de Francisco António Gonçalves e de Maria José Rodrigues, de Corçães, Rouças, todos lavradores. Nasceu a 15/5/1882 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Duarte Augusto de Magalhães e Higina Cândida de Magalhães, solteiros, de SMP. // Casou na igreja matriz da Vila a 15/1/1908 com Teresa de Jesus, de 31 anos de idade, solteira, criada de servir, natural de Pias, Monção, filha de João Luís da Ponte e de Carolina Mendes. Testemunhas: Alfredo Augusto Lopes e Cândida Augusta Afonso. // A sua esposa faleceu em Rouças a 1/12/1944. // Ele morreu também em Rouças, Melgaço, a 1/1/1961 (ou 1962). // Pai de José António, de Duarte Augusto, Alfredo Cândido. Tinha também filhas.   

 

AFONSO, Duartina de Jesus. Filha de António de Jesus Afonso e de Felicidade Rodrigues. Nasceu a --/--/1927. // Trabalhou como contínua na escola primária da vila de Melgaço. // Casou em 1959 com José Augusto Barros, de quem enviuvou. // Faleceu a 12/1/2018, com noventa e um anos de idade. // Com geração.  

 

AFONSO, Duzindo. Filho de Joaquim de Egas Afonso, de Monção, e de Maria José de Sousa Castro Meleiro, de Melgaço, proprietários. N.p. de Bento de Egas e de Maria Afonso, galegos; n.m. de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa e Castro, melgacenses. Nasceu nas Várzeas, SMP, a 6/9/1893 e foi batizado a 5/10/1893. Padrinhos: António Joaquim Esteves, casado, negociante, morador no Campo da Feira, e Maria Amélia de Egas Afonso, irmã do batizando. // Faleceu no lugar dos Moinhos, SMP, a 11/4/1894, e foi sepultado no cemitério público.

 

AFONSO, Ernesto. // Em 1938 veio de Valença a fim de trabalhar na estação telégrafo-postal da Vila de Melgaço; já aqui estivera antes (NM 396, de 8/5/1938).  

 

AFONSO, Fernanda. Filha de António de Jesus Afonso e de Felicidade Rodrigues, moradores em Galvão, SMP. N.p. de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; n.m. de Maria Rodrigues. Nasceu a 16/8/1930 e foi batizada a 8 de Setembro desse ano. Padrinhos: professor Abílio Domingues e Leopoldina Afonso, proprietária, casados. // Em 2012 ainda vivia.  

 

AFONSO, Fernando. Filho de António Luís Afonso, de SMP, e de Teresa de Jesus Lourenço, de Rouças, lavradores, residentes na Quinta de São Julião, como caseiros. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Rosa Maria Gonçalves; n.m. de Jerónimo José Lourenço e de Maria Ramona. Nasceu a 15/8/1893 e foi batizado a 8/10/1893. Padrinhos: Dr. António Pereira de Sousa, solteiro, médico da CMM, e Carolina de Oliveira Cunha, casada, moradora na Quinta de São Julião. // Faleceu no Asilo de Alcobaça a 3/3/1971.

 

AFONSO, Fernando Nuno. Filho do professor António de Ascensão Afonso e de Olinda Dantas da Costa. Nasceu a 26/1/1946. // Fez a instrução primária na escola da Vila e a seguir deve ter estudado qualquer coisa, talvez tenha feito o 5.º ano do liceu. // Emigrou para França.

 

AFONSO, Flávia de Jesus. Filha de Américo Augusto Afonso e de Albertina Anil. Nasceu a --/--/1933 (NM 187, de 19/3/1933). // Casou a 13/4/1958 com José Augusto, filho de Paulo José Caldas e de Alice da Ressurreição de Castro. // Faleceu na Vila a --/--/1991, com 58 anos de idade. // Mãe de Manuel José, casado com Ana Maria Caldas, e de Amália Flávia, casada com Fernando Gregório. // Irmã de Manuel Maria Afonso, comerciante na Vila, entre outros.   

 

AFONSO, Francelina. Filha de ----------- Afonso e de ---------------------. Nasceu a --/--/19--. // Em 1996 era Chefe dos Serviços de Segurança Social na Delegação da Vila de Melgaço (VM 1064).

 

AFONSO, Francisca. // Melgacense. // Em 1991 era proprietária, na Vila de Melgaço, do Salão “France Coiffure” (A Voz de Melgaço n.º 942). 

 

AFONSO, Francisco Cândido. Filho de Duarte Cândido Afonso, da Vila de Melgaço, e de Teresa da Ponte, de Pias, Monção, trabalhadores rurais. N.p. de Luís Caetano Afonso e de Maria Rosa Gonçalves; n.m. de João da Ponte e de Carolina Mendes. Nasceu na Assadura a 10/3/1910 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco de Jesus Vaz, solteiro, artista, e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietária. // Faleceu na Vila a 13/6/1939.

 

AFONSO, Francisco José. Filho de Luís Caetano Afonso e de Rosa Maria Gonçalves, lavradores, de SMP. Nasceu por volta de 1870. // Tinha 24 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava no lugar da Assadura, onde nascera, quando casou na igreja da Vila, a 15/10/1894, com Maria Angélica, de 32 anos de idade, solteira, lavradora, natural de São Paio, filha (por subsequente matrimónio dos pais) de Jerónimo José Lourenço e de Ramona (ou Romana) Antónia, lavradores, residentes na freguesia de São Paio. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e José Dias, casados, da Vila.   

 

AFONSO, Francisco José. // Nasceu por volta de 1876. // Faleceu no hospital da SCMM a --/9/1954, com 78 anos de idade.

 

AFONSO, Georgina. Filha do professor António de Ascensão Afonso e de Olinda Dantas da Costa. Nasceu em SMP a 15/7/1945. // S.m.n.  

 

AFONSO, Germano Augusto. Filho de Celestino Augusto Afonso e de Claudina Cândida Barreiro. N.p. de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; n.m. de António Joaquim Barreiro e de Maria Trancoso. Nasceu a --/--/1925. // Nota: deve ser o mesmo indivíduo que faleceu em Rouças em 2009, com oitenta e quatro anos de idade (confirmar).

 

AFONSO, Guilherme Cândido. Filho de Joaquim de Egas Afonso, empregado nas Obras Públicas, e negociante, e de Maria José Meleiro, proprietária, moradores nas Várzeas, SMP. N.p. de Bento de Egas e de Maria Afonso, de Santiago de Riberteme, bispado de Tui; n.m. de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa e Castro, melgacenses. Nasceu a 16/12/1887 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Guilherme Cândido Meleiro, solteiro, do Nogueiral, São Paio, e Maria Rosa Meleiro, viúva, de Prado. // Faleceu no dito lugar das Várzeas a 12/10/1899 e foi sepultado no cemitério municipal.

 

AFONSO, Helena. Filha de Franciso Afonso e de Rosa Maria Fernandes, moradores na Assadura. N.p. de Luís Afonso e de Teresa Fernandes, de Areoza, Viana; n.m. de António Manuel Fernandes e de Maria Florinda Araújo, residentes que foram nos Chãos, SMP. Nasceu a 20/7/1831 e foi batizada na igreja matriz a 25 desse mês e ano. Padrinhos: João Pita Bezerra, capitão de infantaria (*), e Helena Ana Ribeiro Codesso, viúva. /// (*) O capitão Bezerra pertenceu ao exército do rei D. Miguel; em 1834 foi morto pela população do Porto. 

    

AFONSO, Henrique. Filho de Celestino Augusto Afonso e de Claudina Cândida Barreiro. N.p. de Manuel Maria Afonso e de Clementina Rosa da Lama; n.m. de António Joaquim Barreiro e de Maria Trancoso. Nasceu a --/--/19 - -. // S.m.n.

 

AFONSO, Henrique Jorge. Filho de Guilherme da Silva Afonso, da Vila, e de Maria Emília Rodrigues. Neto paterno de [Abílio de Jesus Afonso e de Maria Oliveira Silva]; neto materno de ------------- Rodrigues e de ----------------------------. // Casou, a 6/8/1994, com Gina Maria, filha de Manuel José Vaz Pereira e de Rosa de Lurdes Durães, de São Paio.  

 

AFONSO, Hermínio. Filho de Américo Augusto Afonso e de Albertina Anil. Nasceu a --/--/1931. // Casou com Maria da Conceição. // Emigrante em França. // Faleceu nesse país em 1991, com 60 anos (VM 933, de 15/2/1991). // Irmão de Manuel Maria, comerciante na Vila, Constantino, Luís, Abílio, Flávia, e Maria…   

 

AFONSO, Hilário Cândido. Filho de ------------ Afonso e de ---------------------. Naceu na Vila a --/--/1941. // Casou com ------------------------------. // Faleceu em França, onde era emigrante, a 16/7/1995, com 54 anos. // Deixou mãe, esposa, filhos, irmãos…  

 

AFONSO, Hilário Manuel (Dr.) Filho de Manuel Maria Afonso e de Maria Helena Esteves, comerciantes na Vila. N.p. de Américo Augusto Afonso e de Albertina Anil; n.m. de Flórido Augusto Esteves e de Glória Pinto Rodrigues. Nasceu a 29/11/196-.   

 

AFONSO, Idalina. Filha de Joaquim Egas Afonso e de Maria José de Sousa Gama e Castro Meleiro. N.p. de Bento de Egas e de Maria Afonso; n.m. de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa e Castro Gama. Nasceu nas Várzeas a 8/11/1901 e foi batizada na igreja da Vila a 8/1/1902. Padrinhos: António Joaquim Esteves, negociante, e Maria Amélia Egas Afonso, irmã da neófita. // Casou a 18/2/1926, na CRCM, com Manuel, natural de Rouças, filho de José Covelo e de Angelina Pereira. // Faleceu a 29/11/1938, no lugar de Várzeas, SMP, julgo que de parto. // Com geração. 

 

AFONSO, Isabel. Filha de Joaquim Egas Afonso, de Valadares, Monção, e de Maria José de Sousa Gama e Castro Meleiro, de SMP, Melgaço, proprietários. N.p. de Bento de Egas e de Maria Afonso; n.m. de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa e Castro Gama. Nasceu nas Várzeas a 16/6/1899 e foi batizada a 13 de Agosto desse ano. Padrinhos: António Joaquim Esteves, casado, negociante, e Maria Amélia Egas Afonso, irmã da neófita. // Ainda nova ensandeceu. Andava quase sempre vestida de branco, proclamando aos quatro ventos que era a reencarnação da rainha Santa Isabel. Dizia-se, na década de cinquenta, que tinha debaixo da cama o caixão que a levaria à sepultura. // Faleceu a 4/6/1982. // Não teve funeral de rainha, mas a sua fama há-de perdurar por longos anos.    

 

AFONSO, Isabel Augusta. Filha de Josefina Augusta Afonso, solteira, lavradora, residente na Assadura, SMP. N.m. de Luís Caetano Afonso e de Rosa Maria Gonçalves. Nasceu a 14/3/1898 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Augusto Cerdeira, caiador, e Cândida Augusta Afonso, solteiros. // Faleceu a 25/4/1898 e foi sepultada no cemitério.

 

AFONSO, Jerónimo. Filho de Tomás Afonso, galego, e de Vitória Joaquina Fernandes, melgacense, lavradores, residentes na Corga, SMP. Neto paterno de Josefa Afonso, solteira, do lugar de Avelonda, São Pedro de Crescente, bispado de Tui; neto materno de Matias Fernandes e de Maria Joaquina de Abreu, da Corga, SMP. Nasceu na Vila de Melgaço a 20/3/1858 e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Jerónimo Esteves e sua mulher, Rosa Esteves, de Covilhós, Rouças. // Ferreiro. // Tinha 24 anos de idade quando o padre Elias de Jesus Marques, sob licença do abade de SMP, o casou na igreja da Vila, a 30/4/1882, com Agostinha, de 27 anos de idade, de São Miguel de Cequelinhos, bispado de Tui, filha de Miguel Fernandes e de Josefa Carvalho, lavradores, galegos. Testemunhas: Feliciano Cândido de Azevedo Barroso, negociante, e Caetano Celestino de Sousa. // Tinha 52 anos de idade, estava viúvo de Agostinha, quando casou na igreja de Rouças, a 29/12/1910, com Maria Rodrigues, de 36 anos de idade, solteira, camponesa, natural de Rouças, filha de Manuel Rodrigues, camponês, natural de Castro Laboreiro, e de Ana Maria Lourenço, lavradeira, natural de Rouças. Testemunhas: Luís Vicente de Oliveira, viúvo, lavrador, do lugar da Vinha de Cima, e Manuel Fernandes, solteiro, lavrador, do lugar da Igreja, ambos roucenses.   

 

AFONSO, João. Filho de Alzenda (ou Ausenda) Celeste Afonso. Neto materno de Josefina Augusta Afonso, ambas moradoras na Assadura. Nasceu em Santa Maria da Porta a --/--/1938 (Notícias de Melgaço n.º 415, de 2/10/1938).

 

AFONSO, João Luís. Filho de Francisco Afonso e de Rosa Maria Fernandes, moradores na Assadura. N.p. de Luís Afonso e de Teresa Fernandes, da [Areosa], Viana; n.m. de António Manuel Fernandes e de Maria Florinda Araújo, dos Chãos, SMP. Nasceu a 10/3/1823 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: João Luís Nogueira e Maria Antónia, da Vila.    

 

AFONSO, João Manuel. // Casou com Maria Benta. // Moraram no lugar da Oliveira, SMP. // Enviuvou a 12/10/1804. 

 

AFONSO, João Manuel. Filho de Marcos Aurélio Afonso e de Maria Idalina Esmeriz. N.p. de Marcos Adão Afonso e de Maria Urbana Trancoso; n.m. de ------------------------ e de --------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Nota: deve ser o mesmo que foi promovido a bombeiro voluntário de 2.ª classe no dia 26/10/1997, domingo.    

 

AFONSO, João Paulo. Filho de Jaime Afonso e de Alice Beatriz Rodrigues. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Aurora Martinez Dominguez. // Em 2001 (VM 1166) o casal criou a sociedade «Paulo Afonso, Lda», com sede na Rua da Fonte da Vila, Melgaço. O capital era de cinco mil euros e o objecto da empresa é o comércio de produtos diversos, tecidos, lanifícios, malhas, miudezas, calçado, vestuário e artigos de escritório, louças, vidros, quinquilharias e móveis para habitação. // Explora a “Casa Paris”.   

 

AFONSO, João Rodrigues (Joãozinho sem Pernas). // Nasceu nos Arcos de Valdevez por volta de 1920. // Andou muitos por Melgaço, a mendigar – já todos o conheciam. Durante anos a fio moveu-se com as mãos; depois alguém lhe arranjou uma cadeira de rodas sem motor. // Suponho que morreu no Lar Pereira de Sousa. 

 

AFONSO, Joaquim (Pata Rica). Filho de Bento de Egas (*) e de Maria Alonso (**), lavradores, naturais da freguesia de Santiago de Ribarteme, Pontevedra, bispado de Tui. Nasceu Valadares, Monção, a --/--/18--. // Veio para Melgaço ainda no século XIX, e estabeleceu-se na Corredoura de Prado, na casa que mais tarde seria de José Augusto Ribeiro (Carriço). // Parece que foi bem recebido em terras melgacenses. Ainda não tinha surgido o conturbado século XX já ele se casava com a fidalga Maria José, do lugar das Várzeas, SMP, filha de Manuel António Meleiro e de Teresa de Sousa Gama. // Nesse dito lugar, onde passou a residir, construiu um moinho para moer enxofre; teve uma máquina de fabricar rolhas; foi empreiteiro do 2.º lanço da estrada de Paderne (Pontilhão ao Convento), que iniciou a 1/11/1897 e concluiu a 20/7/1899; fez a mudança da “Fonte do Jordão” (***) da Assadura para a Praça do Comércio, pela quantia de 708$788 réis, obrigando-se a construir o tanque anexo (1903). // Foi também funcionário nas Obras Públicas. // Chegou a jurado pelos círculos da Vila e suas anexas em 1907 e 1908. // Em 1912 enviou um ofício à Câmara Municipal a pedir o pagamento de algumas obras que fizera nas ruas da Vila, o qual foi lido em sessão de 19/6/1912; teve de esperar algum tempo para receber o dinheiro. // A 27/2/1913 respondeu em julgamento de processo correcional, acusado de dano; com ele responderam Lucrécia da Costa Veiga, Joaquim Egas Afonso Junior, Manuel de Castro, e Aureliano Rodrigues. O defensor dos réus era o Dr. António Augusto Durães. O julgamento foi adiado para o dia 6 de Março. // No Correio de Melgaço n.º 76, de 23/11/1913, pode ler-se: «Joaquim de Egas Afonso – agente das casas mais importantes de tubos de ferro e acessórios para canalizações; bombas cilíndricas para poços de pequenas e grandes profundidades; motores a gasolina, petróleo e gás pobre; depósito de chapa-zincada e arame para latas; arame para vedações…» Também detectava água nos terrenos. // A 26/5/1914 foi julgada no tribunal da Relação do Porto a apelação-crime que ele tinha interposto da sentença que o condenara por pretenso crime de dano no muro que cerca a quinta de Galvão, de Manuel Dias, sendo proferido acórdão a seu favor (Correio de Melgaço n.º 102, de 31/5/1914). // Era um homem super activo, talentoso, com imensa imaginação. // Depois de uma longa vida de trabalho, morre em Melgaço, na sua casa das Várzeas, a 30/6/1914. // Após a sua morte, surge no Correio de Melgaço n.º 119 o seguinte anúncio: «Pelo juízo de direito da comarca de Melgaço, cartório do 1.º ofício, escrivão Brito, se processam uns autos de inventário orfanológico por óbito de Joaquim Egas Afonso, em que é inventariante sua viúva, Maria José Meleiro, de Várzeas, Vila, e nos mesmos correm éditos de 30 dias, a contar da publicação do 2.º anúncio no Diário do Governo, citando, sem prejuízo dos termos do inventário, os interessados ausentes em parte incerta, António Cândido e Adolfo, filhos do inventariado, para assistirem aos termos do dito inventário. Melgaço, 1/10/1914 – Verifiquei a exactidão. O juiz de direito, Araújo Ramos.» // A sua viúva ainda lhe sobreviveu alguns anos. /// (*) Bento Egas faleceu antes de 1886. /// (**) Maria Alonso finou-se nas Várzeas a 5/3/1891. /// (***) Fora mandada executar em 1789 pelo juiz de fora, Dr. João Pedro Sales Ribeiro.      

 

AFONSO, Joaquim. Filho de Joaquim de Egas Afonso, natural de Santa Eulália, Valadares, Monção, e de Maria José de Sousa e Castro Meleiro, natural de Melgaço. Neto paterno de Bento de Egas e de Maria Afonso; neto materno de Manuel António Meleiro e de Teresa Clara de Sousa Gama. Nasceu na vila, SMP, às sete horas da manhã do dia 15/3/1895 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Esteves, casado, negociante na praça de Melgaço, e Maria Amélia de Egas Afonso, irmã do batizando. // Foi combatente na I Grande Guerra. Era soldado do batalhão de infantaria número três, Viana do Castelo, quarta brigada do CEP, 2.ª divisão. Embarcou em Lisboa, no cais de Alcântara, com destino a França, integrado no CEP, Brigada do Minho, a 15/4/1917. Calhou-lhe o número 49561 na sua chapa identificativa. Durante o período de guerra recebeu várias punições por comportamento julgado não adequado em contexto militar, sobretudo por estar a decorrer um conflito de enormes proporções. A primeira punição aconteceu a 12/9/1917, rubricada «pelo comandante da companhia com seis dias de detenção, atendendo ao seu comportamento anterior, por haver faltado à instrução que no dia 11 teve lugar das treze às dezassete horas.» Uma segunda punição aconteceu a 2/10/1917, atribuída «pelo comandante da companhia com cinco dias de detenção por se ter ausentado ontem da área da companhia sem autorização.» A terceira punição verificou-se a 19/10/1917, desta vez dada «pelo comandante do batalhão com quinze dias de prisão correcional por não ter ido ao trabalho em “Krigs Cross” na manhã do dia dezasseis, declarando estar doente, doença que não foi confirmada em revista de saúde a que foi presente…» Os episódios de indisciplina não se ficam por aqui, recebendo novamente uma outra punição assinada a 18/2/1918 «pelo senhor comandante da quarta companhia, com duas guardas, por não tratar do arrumo da sua companhia como lhe fora determinado pelo cabo-chefe do grupo do seu alojamento.» Baixou ao hospital da base 1 a 24/10/1918, tendo tido alta a onze de Novembro desse dito ano, ficando ali a fazer serviço. Posteriormente seguiu para o quartel-general da base a 2/2/1919 «por ser dispensado do serviço daquele hospital.» A 6 de Fevereiro de 1919 passa a integrar o batalhão de infantaria número 6, quarta companhia. Embarcou no porto marítimo de Cherbourg, França, juntamente com o batalhão de infantaria 6, com destino a Portugal, no dia 15/4/1919, a bordo do navio inglês Northwestern, tendo desembarcado em Lisboa, no cais de Alcântara, a 19/4/1919. // No seu regresso à pátria, entrou para a PSP do Porto, mas aí por 1925 ensandeceu e internaram-no no Asilo Conde de Ferreira. // Morreu em Paranhos, Porto, às nove horas do dia 15/3/1959, no dia do seu aniversário!

 

AFONSO, Jorge. Filho do professor António de Ascensão Afonso e de Olinda Dantas da Costa. Nasceu a 19/8/194-. // S.m.n.