quinta-feira, 20 de abril de 2023

FERREIRA DA SILVA

(Bracarense por nascimento, melgacense por paixão) 




     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1503, de 1/3/1964: «ATIVIDADES PRIMÁRIAS. // Ainda se mantêm vivas as boas impressões deixadas na visita a este concelho pelo engenheiro Arantes e Oliveira, ilustre Ministro das Obras Públicas que, seguindo o seu louvável e inteligente hábito de verificar in loco as aspirações locais e de estudar com as autoridades administrativas responsáveis a viabilidade dos respetivos projetos, deixou na sua passagem um rasto de entusiasmo e de concretizações do escopo a atingir, rapidamente, dentro de uma escala racional de prioridades e de possibilidades financeiras. No entender esclarecido de Sua Ex.ª as atividades iniciais do nosso município deverão começar pelo abastecimento de água potável e do saneamento da nossa vila. Estas atividades primárias sobrelevam as demais e delas ficam a depender outras realizações de importância vital e de execução imediata quanto ao arranjo e às necessidades reais do nosso burgo. Para a realização inicial destas atividades S. Ex.ª destinou quatrocentos contos, sendo cento e cinquenta para o abastecimento das águas e duzentos e cinquenta para o início da rede dos esgotos, devendo a Câmara contrair na CGDCP o empréstimo para o seguimento e conclusão destes melhoramentos de importância vital o qual, será comparticipado pelo Estado nas condições normais. Nestes termos, deverá começar-se pela prospeção de maiores caudais de água das atuais nascentes e de outras e do assentamento simultâneo das redes de canalizações e condutas das águas e dos esgotos da Vila. Desta forma, evitar-se-ia o levantamento dos pavimentos das ruas mais do que uma vez, o qual deverá fazer-se em ordem a permitir, simultaneamente, o assentamento das canalizações de água e das condutas subterrâneas da rede de esgotos. Isto porque, como já dissemos, as condições da rede do abastecimento das águas terá de ser totalmente substituída por novas canalizações devidamente ensaiadas à pressão e à compressão, de modo a assegurar a distribuição da água com as necessárias condições de segurança e a evitar a triste realidade do rebentamento anormal das atuais; por outro lado, não se compreende nem está certo que se faça o levantamento dos pavimentos das ruas mais de uma vez para o assentamento e enterramento das condutas das redes de distribuição das águas e dos esgotos visto que, umas e outras se destinam à ligação das habitações, por meio de ramais de conduções saídos de cada uma das referidas redes. Com a contribuição inicial generosamente oferecida por Sua Excelência o Ministro, a Câmara deverá promover, desde já, o princípio dos respetivos trabalhos, os quais seriam continuados, sem interrupção, de harmonia com os projetos aprovados e os meios resultantes das importâncias do empréstimo e da comparticipação estabelecida. É preciso que se tenha em atenção que os preliminares do estabelecimento das redes de abastecimento de água e dos esgotos são operações demoradas, que exigem a elaboração de projetos de caráter geral e esquemas parciais das ligações individuais e respetivo custo, a pagar pelos utentes, operações estas que devem ser estudadas previamente em ordem a evitar improvisações, sempre nocivas, e demoras escusadas. Em nosso entender a Câmara deveria proceder ao estudo imediato do assunto e encarregar pessoa competente de elaborar os respetivos projetos e esquemas e distribuição e ligação das respetivas redes. De posse das estimativas dos custos das obras a realizar, solicitar das entidades competentes o empréstimo e as comparticipações devidas e adjudicar os trabalhos a quem der garantias de seriedade e perfeita execução, fazendo tudo quanto possível seja para que não haja demoras e as obras se executem, rápida e fracionadas (fracionamento), em ordem a causar os menores incómodos e prejuízos à vida normal da população. Não deverá deixar-se nada ao acaso; tudo deve ser ponderado e considerado, tanto no que respeita à execução dos trabalhos como à qualidade, resistência e garantia dos materiais, não esquecendo a caução de pelo menos 10% dos custos parciais, que será depositada à ordem da Câmara adjudicatária e mantida por um período de tempo a fixar. É tempo de começar. // F.S.      

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1504, de 8/3/1964: «FESTAS DO CONCELHO. // Ensina a História Religiosa que quarenta dias após a ressurreição apareceu Jesus aos seus discípulos em Jerusalém e levou-os ao Monte das Oliveiras. Depois de lhes ter reservado as promessas do Espírito Santo e declarado que seriam suas testemunhas em Jerusalém, na Judeia e na Samaria e até aos fins da terra, ergueu as mãos aos céus e abençoou-os. Nesse mesmo instante começou a elevar-se no espaço e não tardou que uma nuvem o ocultasse aos olhos dos assistentes. Jesus tinha predito a sua ascensão e dois anjos anunciaram que Ele voltaria do mesmo modo que os discípulos O viram do mesmo modo que os discípulos O viram subir. O Monte das Oliveiras fica a 812 metros de altitude acima do mar Mediterrâneo e a cerca de um quilómetro de Jerusalém onde se ergue o templo muçulmano chamado mesquita da Ascensão. A festa litúrgica da Ascensão que originariamente se celebrava no mesmo dia que a de Pentecostes (quinquagésimo dia depois da Páscoa) passou a ser celebrada separadamente a partir do Quadragésimo dia depois da Páscoa. O objeto desta solenidade é honrar o termo da missão do Redentor na Terra e a sua entrada na glória do céu. A Ascensão é uma das festas de preceito da Igreja: celebra-se à quinta-feira com rito dúplice de 1.ª classe, é precedida por três dias de Rogações e tem oitava privilegiada da 3.ª ordem (ver Grande Enciclopédia, volume 3.º). Foi escolhido pelo município melgacense este dia santificado – quinta-feira da Ascensão – para feriado municipal e dia das festas do concelho. Como se trata de uma data móvel – dia da Ascensão de Jesus, no quadragésimo dia depois da Páscoa, no ano corrente coincide com o dia sete de Maio, quinta-feira, e as festas do concelho celebram-se no dia 6, 7 e 8 do dito mês. Ao que parece, e nos informam, neste ano de graça de 1964 as festas concelhias prometem deslumbrar a nossa antiquíssima Vila, povoada e reedificada em 1170 pelo 1.º rei de Portugal, com a sua torre de menagem, a sua igreja matriz, templo românico do século XII, e a capela de Nossa Senhora da Orada, de grande beleza e puríssimo estilo românico, autêntica joia arquitetónica e monumento nacional, ligadas indissoluvelmente ao extraordinário e inconfundível quadro natural onde predomina a louçania verde do Alto Minho, em escadarias monumentais de socalcos que se estendem pelas encostas até se afogarem no rio, sob o olhar severo das montanhas de arrojo ciclópico, viverão três dias de euforia, de movimento e de veneração panorâmica. // Foi-nos dado conhecimento do programa provisório elaborado pela Comissão Promotora das Festas e, desde a procissão de velas e condução de Nossa Senhora da capela da Orada até à igreja matriz, no dia 6, à imponente procissão do dia 7, ilustrada com grande número de figurantes, da Missa Festiva a grande instrumental, da feira franca e do concurso pecuário no dia 8, com o patrocínio do Grémio da Lavoura, não faltarão grandes atrações no profano com concertos de afamadas bandas de música, iluminações, feérico fogo-de-artifício e arraial minhoto, abrilhantado por uma excelente orquestra espanhola. // Outros números estão em estudo pela Comissão, constituída por pessoas de grande dinamismo e amor pelas tradições melgacenses, que serão anunciados no respetivo programa definitivo. Espera-se que o comércio local não se limite a colher os benefícios do impulso dos bons negócios derivados dos festejos e contribua generosamente para que as Festas do Concelho passem a ter uma projeção digna da nossa terra e atraiam elevado número de romeiros e de forasteiros, tanto mais quanto é certo que, as autoridades fronteiriças facultarão a passagem da raia sem formalidades nos dias dos festejos e possibilitarão aos espanhóis vir aqui deixar o seu dinheiro, transformando muitos estabelecimentos em autêntica feira de São Miguel. Lembramos à Comissão que deveria esforçar-se pela organização dos inéditos “clamores”, que tanta vida davam a esta festa, ou sejam, as procissões de penitência vindas das freguesias do concelho e de fora – à cabeça Riba de Mouro – até à capela da Orada, onde rezavam as suas orações e entregavam as suas oferendas. A Câmara não deverá ficar indiferente a tudo isto, antes intervindo e facilitando a missão da Comissão Promotora, quer com um óbolo substancial, quer pondo ao seu dispor a influência que resulta de ser a entidade oficial mais importante da administração local, com especial autoridade para patrocinar e promover o pedido de facilidades de passagem fronteiriça e velar por intermédio da G.N.R. por tudo quanto interesse aos trabalhos da Comissão e à manutenção da ordem pública.» // F.S.

 

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1505, de 15/3/1964: «Proteção do Edifício Escolar. – Não é a primeira nem a segunda vez que atacamos neste semanário a triste e indefensável ideia da construção do futuro mercado municipal no terreno adjacente ao recreio do edifício das novas escolas da vila. Não nos inspirou nem inspira qualquer pensamento reservado ou ideia preconcebida, qualquer interesse oculto ou simples teimosia e vontade de discordar ou de dizer mal. Não! Quando tratamos de qualquer assunto neste jornal ou oralmente, fazemo-lo sempre com inteira boa-fé e ânimo de acertar, num espírito de cooperação e crítica construtiva em ordem a dar uma achega às entidades responsáveis para que optem pela melhor solução. Se algumas vezes apresentamos o nosso modo de ver com certa vivacidade não significa que pretendamos impor a solução preconizada e que esta seja filha de arrebatamento impensado ou do azedume incontido. Pretendemos, sim, evitar o crescimento dos erros verificados em tantos dos melhoramentos locais já realizados, que, além de pessoalmente nos arrepiar, se revelam em gritantes amostras de pouca ponderação, de falta de gosto e de atento estudo das soluções adotadas e concretizadas. Manifestamente aberta e francamente a nossa modesta opinião sobre a errada escolha do local em que se pensou construir o mercado municipal. Entendemos que deveríamos tratar do assunto com bastante antecedência a fim de abrir um período suficiente ao início do diálogo da discussão que se impõe. Segundo o Presidente Johnson dos E.U.A. qualquer cidadão tem algo a dizer e, pelo sistema democrático, o direito de ser ouvido; e há sempre uma solução local para cada problema local. Pois porque tínhamos algo a dizer, não hesitamos em afirmar que a construção do mercado municipal no terreno pegado ao recreio do edifício das escolas é de todo o ponto de vista inconveniente, errado e indefensável. Porquê? Porque é antipedagógico, anti-higiénico, e anti-humano. Na realidade um mercado é sempre um depósito de restos putrefactos de alimentos e outros que formam um habitat excelente à proliferação de insetos incómodos e perigosos para a saúde pública: moscas, mosquitos, e outros transmissores de infeções e doenças graves a que ficaria sujeita a população escolar. Junte-se a isto as escorrências e os cheiros de toda a ordem que constituiriam um duplo perigo para as crianças e professores e a formação de uma academia de linguagem reles e de convivência imoral, na qual a mocidade escolar não iria colher nenhum benefício, antes assimilaria a poluição dos fundamentos educativos e a negação da decência do ensino bem orientado e de salutar merecimento pedagógico. // Os nossos reparos indignados e a rejeição “in limine” da monstruosa solução teve, afinal, justa e flagrante confirmação no Parecer publicado no jornal O Primeiro de Janeiro n.º 66, ano 96, de 8 do corrente mês, que a seguir se transcreve: “Parecer da Procuradoria-Geral da República acerca da zona de proteção dos edifícios escolares. A propósito da construção em curso, de moradias a menos de oito metros do recreio do edifício escolar do núcleo de Alfândega da Fé, a Direção Escolar do respetivo distrito pretende embargar a obra, ao que se opôs a Direção-Geral de Urbanização, pelo que foi solicitado um parecer da Procuradoria-Geral da República. Esse parecer, ontem publicado no Diário do Governo, é do seguinte teor: “Em caso algum a lei consente se ergam construções a menos de doze metros de distância de um edifício escolar, ou de qualquer das suas dependências urbanas ou rurais. O artigo 2.º do decreto-lei n.º 37.575, de 8/10/1949, apenas ressalva a necessidade de, por razões urbanísticas ou arquitetónicas, ser necessária uma mais profunda zona de proteção aos edifícios escolares, a estabelecer segundo as legislações respetivas.” // Este Parecer, emitido acerca do núcleo escolar de Alfândega da Fé, adapta-se perfeitamente ao caso de Melgaço. Quando não se olhe, com olhos de ver, aos inconvenientes e aos perigos morais e físicos da construção do mercado municipal paredes meias com o recreio escolar, a lei (decreto 37.575, de 8/10/1949) melhor avisada e mais previdente do que os Serviços de Urbanização, não consentiria no inconveniente atentado à saúde e à educação da nossa mocidade. Ainda bem que o assunto fica, agora, completamente esclarecido e o pretendido local em via de ser escolhido para a construção do mercado, inteiramente rejeitado por clara e insofismável disposição legal. Com se vê tínhamos razão e se a Câmara ainda não lançou as suas vistas sobre outro local, lembramos-lhe o terreno onde se pensou fazer a feira do gado, oferecido pelo proprietário Gaspar Magno Pereira de Castro, por baixo da muralha da Avenida que, nos parece, reunir as indispensáveis condições de adaptação à construção em referência.» // F.S.

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1506, de 22/3/1964: «PROBLEMAS ATUAIS. // O Diário do Norte de 26 de Fevereiro último publica uma local do senhor Valentim Brandão na qual se afirma que não é de considerar a construção de uma ponte internacional no lugar do Peso, deste concelho, defronte a Arbo, melhoramento que foi lembrado e anotado por Sua Excelência o Sr. Ministro das Obras Públicas na sua visita ao Alto Minho. O articulista alude a que Melgaço possui já uma dessas pontes no lugar de São Gregório, a oito quilómetros da sede do concelho e a doze do referido lugar do Peso, e conclui que o local indicado para a construção de uma ponte internacional é, sem dúvida, junto da Vila de Monção, tanto mais que o Ayuntamiento de Salvatierra del Miño se propõe contribuir com 50% do custo da obra. Parece que a ponte de ligação do Peso com Arbo, para a construção da qual o Ayuntamiento daquela vila galega também se propõe contribuir com 50% do custo da respetiva obra, não prejudica a justa pretensão dos monçanenses, de obter idêntica ligação com Salvatierra del Miño. Uma e outra ponte teriam caraterísticas bem definidas e destinar-se-iam a servir a ambos os concelhos, dotando-os com uma via de comunicação cuja projeção se refletiria na comodidade, no intercâmbio populacional e nas condições turísticas de cada uma das respetivas regiões. A ideia da ponte internacional do Peso é velha: há muitos anos apresentada e estudada pelos dois municípios, encontrou defesa e decisivo apoio num alto espírito e ilustre expoente do professorado universitário português, ligado por laços de casamento com uma considerada família galega, a quem se deve a promessa de comparticipação oferecida pelo Ayuntamiento de Arbo. Supomos e convictos estamos de que a aludida ponte não prejudica a construção de outra ponte em Monção, uma e outra inteiramente viáveis e necessárias ao crescimento turístico e económico dos dois concelhos vizinhos. Pela nossa parte estamos dispostos a apoiar essa e outras reivindicações dos monçanenses e a contribuir com o nosso esforço e simpatia para o progressivo desenvolvimento e embelezamento da linda vila de Deu-la-Deu Martins. Não criemos situações embaraçosas e de interesses opostos, antes conjuguemos os nossos esforços e influências numa ação de utilidade comum. // No jornal O Primeiro de Janeiro de 14 deste mês lemos com justificado alvoroço e alegria a notícia de que vai ser celebrado contrato com o arquiteto Fernando da Cunha Guimarães para a elaboração do projeto do novo edifício da CGDCP em Melgaço. Este projeto custaria setenta contos. É uma notícia positiva, uma informação concreta, que nos enche de satisfação, pela qual temos trabalhado sem desfalecimento. Finalmente vão desaparecer da nossa sala de visitas - a Praça da República – as paredes esventradas do edifício onde outrora funcionaram as escolas primárias – Conde de Ferreira – e que ali se erguem num estado de conservação miserável, a clamar camartelo e urgente demolição. E não só a nossa vila vai ter um edifício condigno, mas também uma equipa de novos funcionários virá valorizar a sua vida económica e superintender nos serviços de uma grande organização nacional. // Para concluirmos, no dito jornal de 17 do corrente, em Diário de Viana, lemos o seguinte: “GOVERNO CIVIL. O senhor Dr. Alfredo Pinto, chefe do distrito, acompanhado das entidades oficiais de Caminha, Arcos e Ponte de Lima, esteve em Lisboa a tratar de assuntos do maior interesse para a região. O senhor Governador Civil contactou nos seguintes Ministérios: Obras Públicas, onde tratou de assuntos da urbanização da vila dos Arcos e da visita do titular desta pasta a Caminha; no das Corporações, onde ventilou assuntos referentes à Colónia Balnear Infantil em Vila Praia de Âncora e Festas da Cidade (!); no das Comunicações, abordando o problema dos transportes interurbanos; no da Economia, assuntos referentes à aquisição de uma ambulância para os Bombeiros Voluntários de Viana; Ultramar, onde solicitou a vinda de dois agrupamentos folclóricos ultramarinos para atuarem no Festival Internacional de Santa Marta de Portuzelo a favor do Movimento Nacional Feminino; Interior, onde pediu a reabertura da fronteira do Lindoso. Com o subsecretário de Estado da Presidência do Conselho tratou de vários assuntos, abordando principalmente o problema do “ferry boat” na foz do Minho.” // Como se vê, razão tínhamos nós quando recomendamos, no artigo ATIVIDADES PRIMÁRIAS, o estudo imediato das redes de distribuição da água potável e dos esgotos e o contrato de técnicos competentes para elaborar os respetivos projetos e esquemas, bem como as estimativas dos custos das obras a realizar. A execução de obra de tal monta exige planos minuciosos e diligências demoradas junto das entidades oficiais a quem cabe possibilitar a sua realização, concessão de empréstimos, comparticipações, obrigatoriedade das ligações, fixação de taxas, prazos de início e de conclusão, garantias, etc., de modo a que tudo seja previsto, ponderado e bem delineado. É evidente que estas diligências terão de ser efetuadas em Lisboa, junto dos Ministérios, da CGD e outras repartições centrais, patrocinadas pelo Excelentíssimo Governador Civil do distrito e utilizando todas as influências existentes. As Câmaras indicadas na notícia transcrita deram um exemplo que deveríamos imitar visto que mais do que um exemplo, a sua atuação constitui um paradigma a seguir.» // F.S.         

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1507, de 5/4/1964: «SIT TIBI TERRA LEVIS. // Morreu Augusto Esteves! Silêncio! Deixou de bater um grande e generoso coração; paralisou para sempre um cérebro em constante evolução; uma inteligência penetrante e esclarecida, em plena pujança, ansiosa de perfeição. Ao recordá-lo vivemos uma hora de amargo abatimento, de emoção e profunda concentração. Melgacense fiel e companheiro de lutas dedicado, passou entre nós como um raio de sol quente, acolhedor, leal, acariciador e benfazejo. O seu olhar franco e amigo espelhava o fogo interior dos seus nobres sentimentos, do seu entusiasmo e desejo de servir a sua terra, que tanto amou e para a qual viveu. Servir Melgaço sem limitações; servir com ânimo firme e de coração aberto a todas as causas justas; servir por devoção e por idealismo a sagrada causa da democracia e os grandes problemas em que se debate a humanidade. Disse um dos grandes do pensamento de todos os tempos, Gabriel d´Annunzio (1863-1938), referindo-se à morte de Wagner: “o mundo perdendo Wagner ficou menor…” E se é verdade que só os homens de sensibilidade rara se podem aperceber da perda que o mundo sofre com a morte de um dos seus elementos mais representativos, também os melgacenses devem sentir, amargamente, o que para Melgaço representa a morte de Augusto Esteves, como político, como bairrista até à loucura, como funcionário, como jornalista distinto, como polígrafo e historiador notável. Na visita que lhe fizemos há poucos dias, aparentemente o seu estado de saúde e a sua boa disposição na animada conversa que entretivemos, não nos revelou nada de grave que fizesse recear e prever o inesperado e chocante acontecimento da sua morte! Porém, a vida é um estágio efémero dentro da transformação da matéria, e o vendaval da morte não poupa ninguém; atinge os fracos e os fortes. // De compleição débil no conspecto físico, a sua vida interior revelava-se por verdadeiros clarões de entusiasmo e de acrisolado amor a tudo quanto de longe ou de perto está ligado a Melgaço e para ele, o distrito, o país, o seu único mundo, confinava-se nos limites estreitos desta terra melgacense. Existir e transitar no plano terreno é comum a todos os seres. Porém, viver e conviver é mais transcendente; é próprio dos seres humanos. Augusto Esteves não compreendia um homem só no seu mundo melgacense, alheado de tudo e de todos. E sim um mundo só, um único mundo, de todos os melgacenses. No seu admirável espírito iconológico o bairrismo cegava-o, ampliava desmesuradamente o valor e a beleza dos monumentos e da história dos sucessos a eles ligada. Para ele tudo era incomensuravelmente grande, enorme, ímpar, desde que tivesse existido, em qualquer época, nesta sua amada terra. A origem nativa era tudo e só isso contava; o resto estava fora de um mundo que não era o seu… Amigo de há quase meio século, o nosso coração veste de crepes nesta hora emocional e triste e os nossos lábios ciciam, baixinho, a oração que espontânea e amarguradamente a alma reza e a saudade dita. Morreu Augusto Esteves! Morreu para a vida mas a sua memória viverá na nossa recordação para todo o sempre. Desapareceu um companheiro de lutas, um correligionário, e um amigo lealíssimo que criou no nosso coração fundas raízes de amizade e de estima; que se impôs pelo espírito, pela austeridade, pela força e brilho do seu pensamento. Melgacenses: curvemo-nos respeitosamente perante o seu cadáver e elevemos a nossa alma em sentida prece para QUE A TERRA LHE SEJA LEVE! // F.S.    

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1508, de 12/4/1964: «GRÉMIO DA LAVOURA. A Direção do nosso Grémio da Lavoura acaba de publicar o Relatório, Balanço e Contas respeitantes à gerência do ano findo de 1963. Trata-se de um documento muito bem elaborado, ilustrado com numerosos mapas e elementos estatísticos, que revela com a maior clareza a afanosa atividade exercida naquela gerência e traduz os excelentes resultados obtidos. A despeito das incompreensões e até da hostilidade de muitos, a força de vontade e o amor que o digno e dinâmico Presidente da Direção demonstra, confirma o pensamento de Tremblay de que, “uma grande vontade gera um grande valor” e de Aristóteles: “ama mais o que se conquistou com mais trabalho”. A devoção absorvente, as qualidades de administrador e a capacidade de realização, do professor Ascensão Afonso estão patentes no elucidativo documento e a Lavoura de Melgaço muito deve ao seu enorme esforço e esgotante labor. Razão tínhamos nós em acompanhar o ilustre Presidente no seu propósito de abandono do cargo, num momento de desfalecimento, felizmente passageiro, resultante de aborrecimentos, deslealdades e falta de apoio em determinados casos, da parte de pessoas e entidades que tinham o dever e mais do que dever, a obrigação de auxiliar a resolver os graves problemas suscitados e as dificuldades enfrentadas, com a maior decisão e felicidade, na administração de um organismo que se mantém mercê da vontade firme e dos sacrifícios morais e materiais do seu mais direto responsável. Tenha-se em vista o estranho e lamentável caso da “Queima” que aqui tratamos larga e demoradamente, a incompreensível e espantosa atitude da Comissão de Viticultura e dos seus fiscais e, a pretensão de se elevar as taxas dos manifestos do vinho!... Quem olhar para trás, a muito pequena distância, verá o que foi a luta travada para vencer ou gorar tantas incompreensões, tantas faltas de cuidado e de zelo, tantas indelicadezas e desconsiderações, vindas daquele lado de que não deveriam vir, e atenção aos princípios em que se funda e se sustenta o regime corporativo. Adiante… Temos a satisfação de registar que valeu a pena lutar e que, contra a razão, não há argumentos válidos nem atitudes estáveis. Para cá de Monção, algumas vezes, mandam os que cá estão, e mais vezes poderiam afirmar a sua forte personalidade se, da parte dos melgacenses, houvesse mais amor pelas suas liberdades e pelos seus direitos. Em defesa dos problemas e interesses da lavoura melgacense o nosso grémio fez-se ouvir pela voz autorizada do seu Presidente, nas reuniões ordinárias e extraordinárias da Federação dos Grémios da Lavoura, Jornadas Cerealíferas e leiteiras e outras, nas quais aquele organismo e a nossa terra conquistaram larga nomeada. No relatório a que fazemos referência encontram-se elementos estatísticos quanto ao milho inscrito para entrega à F.N.P. Trigo, à distribuição de batata de semente, ao manifesto do vinho e taxas cobradas, aos vinhos estranhos entrados no concelho, preços médios de venda para consumo e para a queima, quotizações, mercadorias distribuídas e seu valor pecuniário, fornecimentos a crédito, situação financeira do Grémio, considerações sobre o estabelecimento da Adega Corporativa (!), assistência técnica, serviços do trator, nova sede do Grémio, e ainda elucidativos mapas, balancetes das contas do exercício, balanço de produtos armazenados por espécies e com grande desenvolvimento e clareza tudo quanto respeita às boas normas contabilísticas do útil organismo. // Limita-nos, nestas rápidas referências a anotar o que nos pareceu mais interessante e substancial no Relatório, Balanço e Contas da Direção do nosso Grémio da Lavoura no exercício de 1963 e entendemos que, aos melgacenses, não deve ser indiferente a boa administração e atividades de um organismo que honra a sua terra e que, indiscutivelmente, é o melhor e mais útil instrumento regulador das qualidades e dos preços dos produtos de que a Lavoura tem necessidade de comprar. Ou não será assim? // F.S.       

 

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     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1509, de 19/4/1964: «VALORIZAÇÃO DA VILA. // Conforme noticiamos no n.º 1506, de 22 de Março último, vai ser celebrado contrato com o arquiteto Fernando da Cunha Guimarães para a elaboração do projeto do novo edifício da CGDCP, a construir no terreno que foi ocupado outrora pelo edifício das escolas primárias de ambos os sexos, mandado erguer de conta do legado deixado para o efeito pelo benemérito e grande capitalista Conde de Ferreira. O projeto que custará setenta contos deve abranger os terrenos da antiga escola e dos respetivos recreios. A área aproveitável é suficiente para nela se implantar um edifício espaçoso e modelar, destinado ao funcionamento dos serviços da Caixa Económica Portuguesa, transferências, depósitos a prazo, voluntários e obrigatórios, e ainda às habitações do chefe da respetiva agência e possivelmente do tesoureiro da importante organização. A construção deste edifício e o funcionamento dos serviços que lhe ficam adstritos virão valorizar grandemente a nossa vila, não só porque frente à Praça da República e Rua Nova de Melo será erguido um prédio digno do local mas ainda porque Melgaço será dotado com pelo menos mais quatro unidades de funcionários que aqui estacionarão permanentemente, e contribuirão com os seus vencimentos para o enriquecimento do concelho. O problema tem pelo menos três aspetos: o embelezamento da vila com um edifício amplo, de linhas modernas, o estabelecimento de serviços públicos que muito beneficiarão o povo melgacense e um fator de riqueza económica, pelo aumento de novos e solventes consumidores, com os quais o comércio muito terá a lucrar, bem como a nossa atual vida de relação. Uma vez elaborado o projeto, supomos que imediatamente, se lhe seguirá a respetiva construção e, antes de se fixarem as linhas definitivas, parece que o senhor Presidente da Câmara deveria insistir na ideia do mesmo ser dotado com uma torre relógio em ordem a substituir o nosso velho relógio da torre de menagem, a ordenar os movimentos da população e para que esta saiba, ao certo, a quantas anda. Outro problema que supomos relacionado diretamente com a construção do novo edifício é o da remoção para outro local, do formoso chafariz que ali existe, nas traseiras do qual se estende uma parte do logradouro das velhas escolas.

 

Antigo jardim do Cardoso

 

     Salvo o devido respeito por outra opinião em contrário, o chafariz ficaria bem colocado no chamado Jardim do Cardoso, não só porque aformosearia aquele local como varreria de uma vez para sempre a indecência do sanitário que ali foi implantado, do qual o rapazio utiliza apenas as escadas… Seria uma boa ocasião para soterrar aquela tristíssima obra que parece ter sido concebida por um cérebro pouco esclarecido, salvo se o seu inspirador tinha alguma má vontade contra o falecido autor do Jardim e pretendesse desfeiteá-lo de modo tão contundente. Dir-se-á que sendo a Praça da República o local mais central da vila e junto à qual se realizam as feiras semanais, se torna útil a existência ali de um sanitário suscetível de ser utilizado pelos barraqueiros e feirantes. Pois bem, não é preciso enterrar o novo sanitário, tornando-o em abrigo subterrâneo, ao jeito de prevenir a hipótese de um bombardeamento aéreo: um pouco mais abaixo, servindo-se da parede do caminho da Fonte da Vila, poder-se-iam aplicar os materiais desmontados daquele abrigo subterrâneo, num tipo de sanitário parecido ou igual ao que se encontra implantado junto do Domus Municipalis. Não sendo onde indicamos, abundam por ali perto outros locais que se adaptariam perfeitamente ao fim em vista. Ali, no Jardim do Cardoso, não! É indecente, fétido e prejudica, irremediavelmente, uma das melhores panorâmicas da nossa vila. O chafariz faceando o passeio daquele ângulo da Praça, tendo à retaguarda, e lateralmente, artísticos canteiros de flores, parece-me bem. O tanque não é preciso, até porque passaram de moda as bestas que o utilizavam como bebedouro… // F.S.     

 

Praça da República

 

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     No Notícias de Melgaço n.º 1510, de 3/5/1964, páginas 1 e 4, foi publicado um artigo da sua autoria, com o título “Empréstimo Municipal”; esse artigo tem imenso interesse, pois lembra as carências do concelho em termos de distribuição da água potável, rede de esgotos, higiene das ruas, das pessoas, etc. // Leia-se: «Na última reunião do Conselho Municipal foi votado o pedido de um empréstimo camarário, no total de quatrocentos e cinquenta contos, destinado: duzentos e cinquenta contos à rede dos esgotos; cento e cinquenta contos à substituição da rede de canalização das águas potáveis; e cinquenta contos à prospeção das mesmas águas com vista ao aumento do respetivo caudal. O montante deste empréstimo, que já foi solicitado às entidades oficiais competentes, corresponde ao total da oferta que à vila, com o mesmo fim, foi feita por S. Ex.ª o Sr. Ministro das Obras Públicas na sua visita oficial de 15 de Fevereiro do ano corrente. Teremos assim a verba inicial de cerca de mil contos para dar começo aos importantíssimos melhoramentos do saneamento e da distribuição de água potável à vila, em quantidade suficiente. É evidente que esta verba é demasiadamente reduzida e insuficiente para custear os vultuosos melhoramentos a que se destina. Porém, há que contar com a comparticipação do Estado e com um complemento de generosidade de S. Ex.ª o Sr. Ministro. Para começar esta grandiosa e utilíssima obra, à qual ficará ligado para todo o sempre o nome do Presidente da Câmara que a levar a cabo, consideramos bastante esta verba inicial e maior ela se tornará se o nosso município conseguir das repartições oficiais um técnico que gratuitamente proceda ao estudo e elabore o respetivo projeto da rede dos esgotos. Ao serviço do Estado temos felizmente técnicos consagrados, de grande valor e experimentados, que podem dar à nossa Câmara não só assistência e, ainda, o plano minucioso e atento da execução de uma obra indispensável e necessária que, não interessa apenas à nossa vila, mas também à higiene, à saúde pública, e aos foros de civilização que o turismo reclama e justamente exige. É preciso não esquecer que Melgaço, pelas suas belezas naturais e monumentos históricos, pela situação especial e única que virá a usufruir com fáceis ligações ao país vizinho, e uma rede de comunicações excelente, após a inauguração das rodovias em construção, é uma terra com panorâmicas excecionais e magníficas condições de atração turística. Ora a verdade é que não há turismo sem saneamento e água em quantidade, sem uma rede de esgotos que elimine as náuseas e os vómitos provocados pela atual fedorentina das ruas e sem uma linfa, fresca e leve, captada nas nascentes rochosas das montanhas que nos cercam. Há muito tempo que vimos pugnando por estes melhoramentos fundamentais que, com o prolongamento da rede ferroviária, consideramos fatores primários do desenvolvimento e da urbanização da nossa terra. Como noutro lugar dissemos, esta obra momentosa do saneamento não é propriamente uma obra de fachada de que se tire o efeito das obras de superfície, mas é uma obra indispensável à saúde pública e higiene da povoação que nos acreditará como povo civilizado e limpo. Quanto à água potável em quantidade é uma obra essencial à higiene e limpeza dos habitantes da vila e possivelmente aos do seu termo no dia de amanhã. Em alguns países a distribuição e consumo de água potável é gratuito em algumas cidades e, sem não estamos em erro, isto verificava-se em Madrid há uns bons vinte anos. O nosso concelho é farto de águas; é fácil encontrar boas e fartas nascentes de água leve e puríssima que faz a delícia dos sequiosos, a despeito de existirem mais apreciadores do vinho do que de água… Uma parte do empréstimo, como dissemos, destina-se à substituição das canalizações atuais que fazem suar as estopinhas e põe a cabeça à roda do zelador Alberto, sempre à procura da rolha, a levantar e a refazer as calçadas e suportar as impaciências daqueles a quem (…) para as necessidades diárias das suas casas… Desta vez confiamos em que se proceda com todas as cautelas quanto à experiência e escolha das canalizações, submetendo-as a ensaios rigorosos de (…) e dos mais que assegurem a qualidade e a perfeição do fabrico e dos materiais, bem como a exigência das garantias aos fornecedores. É preciso descansar o Carriço; sem ele há muito tempo que não teríamos água…» // F.S. // continua...     

 

domingo, 16 de abril de 2023

 GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia de Prado

Por Joaquim A. Rocha


// continuação de 23/12/122


FERRAZ

 

FERRAZ, Hermano José. Filho de -------------- Ferraz e de -------------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Arlinda do Céu Dantas da Silva. // Em 1976 residiam no lugar do Cerdedo, freguesia de Prado.

 

FERREIRA

 

FERREIRA, Áurea. Filha de --------- Ferreira e de ----------- Fernandes. Nasceu em Prado a --/--/1939. // Casou com Domingos Pacheco, de Guimarães. // Em 1992 residiam no lugar de Santo Amaro (A Voz de Melgaço n.º 973). // Faleceu no lugar de Santo Amaro, freguesia de Prado, a --/--/2022, com 83 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/5/2022).

 

FERREIRA, Francisca de Paula. Filha de Ana Maria Ferreira, solteira, do lugar do Pinheiro, Paderne. Nasceu em Prado (ver, em Cubalhão, a biografia de seu filho, Manuel Ferreira, e também a de Andrés Gonçalves) na década de trinta do século XIX. // Casou na igreja de Paderne a 2/5/1859 com Luís Manuel Alves, filho de Teresa de Jesus Lourenço, do lugar do Coto, Prado. Testemunhas presentes: o padre Manuel António Alves Ribeiro e o padre João Luís Pereira de Castro Marinho. // Nota: ver, em Cubalhão, a biografia de José Vaz, filho de Francisco Vaz e de Ana Boaventura Pereira.

 

FERREIRA, Maria. Filha de José Ferreira, alfaiate, e de ---------------------------------. Nasceu em ----------, a --/--/19--. // Casou na igreja paroquial de Prado a 4/10/1948 com António Marques, natural de Corçães, Rouças (NM 875, de 10/10/1948).

 

FERREIRA, Perpétua. Filha de --------- Ferreira e de --------------------------------. Nasceu por volta de 1884. // Faleceu na freguesia de Prado a --/--/1912, com apenas vinte e oito (28) anos de idade (Correio de Melgaço n.º 5).

 

FERREIRA, Rosalina da Purificação. Filha de Joaquim Marcelino Ferreira e de Maria de Jesus. Nasceu em Prado a --/--/1930 (NM 52, de 2/3/1930).

 

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FILOMENA das DORES. – Foi colocada à porta de Constantino José Barreira, do lugar de Cerdedo, Prado, na noite de 3/11/1856 «vindo dentro de uma cesta envolvida em alguns folhatos de milho.» No dia seguinte levaram-na à igreja de Prado a fim de ser batizada. Padrinhos: Manuel Desidério Pereira da Gama e sua esposa, Ana Ventura, do lugar do Cerdedo.

 

FREITAS

 

FREITAS, Rosa Joaquina. Filha de ---------- Freitas e de -------------------------------------. Nasceu a --/--/1918. // Faleceu no lugar de Bouços, freguesia de Prado, com cento e um anos de idade (A Voz de Melgaço n.º 1426, de 1/4/2019).

                                   GAMA

 

GAMA, Alexandrina Augusta. Filha de Luís de Sousa Gama e de Maria Delfina do Amaral Correia da Silva. Neta paterna de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera e Peina; neta materna de José Correia da Silva, natural de Vermoim, Famalicão, emigrante no Brasil, e de Rosa Granjel do Amaral, nascida na cidade do Rio de Janeiro. Nasceu na Casa da Serra a 22/3/1825 e foi batizada na igreja de Prado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Alexandre José Picaluga (conselheiro) e sua esposa, Ana Rosa de Abreu, de Lisboa, representados por António de Sousa Gama e por Maria Benedita de Sousa Gama, tios da batizanda. // É provável que tenha feito a 4.ª classe da instrução primária e tenha aprendido na sua adolescência a costurar e a dirigir uma casa. // Casou a 13/2/1848 com Luís Vicente, nascido em 1829, filho de Manuel Inácio Gomes Pinheiro e de Maria Angélica de Araújo Cunha, da Casa da Gaia, tendo ido viver com seu marido para o Barral. Passados seis anos mudaram a residência para a Quinta da Serra, sita em Prado. // Em 1881 já estavam cansados um do outro: Luís Vicente parte para o Barral de Paderne e ela apresenta no tribunal uma petição pedindo a separação de bens, acusando o marido de fazer vida à parte, gastar o dinheiro mal gasto, e não lhe dar a ela e aos filhos o suficiente para viverem com dignidade. Mais tarde pede a separação de pessoas e bens, alegando ter ele uma amante, já com filhos dele, além disso filha adulterina de seu próprio marido, Luís Vicente! Apesar deste estendal de acusações, em 1882 reconciliaram-se! Era seu advogado José António de Abreu Cunha Araújo. // Alexandrina Augusta faleceu na Casa da Serra a 31/3/1897 e foi sepultada no cemitério da Vila, em jazigo de família. // O seu viúvo passou a morar na Quinta do Barral, onde morreu a 23/5/1902, sendo sepultado ao lado da sua mulher!      

 

GAMA, António. Filho de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera e Peina. Nasceu na Casa e Quinta da Serra a 8/7/1783 e foi batizado na igreja de Prado cinco dias depois. // Foi tenente de milícias do regimento dos Arcos de Valdevez. // Viveu na Casa da Serra. // A 23/7/1869 nomeou sua herdeira universal a sobrinha, Alexandrina Augusta. // Morreu solteiro. // Sem geração.  

 

GAMA, António José (Padre). Filho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado, da Casa da Serra, Prado. Neto paterno de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neto materno do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na dita Casa a 5/1/1713. // Foi cura (padre colado) da freguesia de Chaviães e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço (1758). // Em um documento escrito a 17/7/1790 confessava ser pai de uma menina e de um rapaz.

 

GAMA, António Manuel. Filho de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera e Peina. Nasceu na segunda metade do século XVIII. // Morreu no estado de solteiro em 1870. // Foi o último senhor da Casa da Serra, pois - por força da lei de 19/5/1863 - terminou o vínculo, ou morgadio, da Quinta da Serra. // Diz-nos o Dr. Augusto César Esteves: «Como não tinha filhos nem outros descendentes ou quaisquer ascendentes sucessores, instituiu sua herdeira a sobrinha, D. Alexandrina Augusta, casada com Luís Vicente Gomes Pinheiro, com residência então na Quinta do Barral, Paderne

 

GAMA, Cândida Rosa. Filha de Manuel de Assião Pereira da Gama e de Ana Ventura da Silva, moradores no lugar do Cerdedo, Prado. Neta paterna do padre Francisco Manuel Pereira da Gama, pároco que foi em Prado, e de Domingas Antónia de Sousa, solteira, do lugar do Cerdedo; neta materna de Francisco Ventura da Silva e de Maria Luísa Martins, do lugar das Carvalhiças, SMP. Nasceu em Prado a 2/10/1849 e foi batizada dois dias depois. Padrinho: António Manuel da Rosa, viúvo, do lugar de Gondomar, Remoães.   

 

GAMA, Carolina Augusta. Filha de Luís de Sousa Gama, melgacense, e de Maria Delfina do Amaral Correia da Silva, brasileira, moradores na Casa e Quinta da Serra, Prado. Neta paterna de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera, da dita Casa; neta materna de José Correia da Silva, de Vermoim, Vila Nova de Famalicão, e de Rosa Gragel de Amaral, do Rio de Janeiro. Nasceu na Casa da Serra a 22/12/1829 e foi batizada na igreja dois dias depois. Padrinhos: António Augusto Picaluga, de Lisboa (representado por António de Sousa Gama, da Quinta da Serra), e Mafalda Augusta Picaluga, de Lisboa (representada por Maria Benedita de Sousa Gama, da Casa da Serra). // Casou na igreja de Prado a 6/1/1867 com o seu conterrâneo Dr. João Luís de Sousa Palhares, de 33 anos de idade, bacharel formado em Medicina, viúvo de Teresa da Conceição Araújo Cunha. // Moraram no lugar de Ferreiros, Prado, onde ela faleceu a 25/2/1868, grávida de sete meses.           

 

GAMA, Clara Violante. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra na primeira metade do século XVIII. // A 1/5/1799 morava na dita Casa fidalga; nesse dia fez testamento, «por além de estar cega sentir-se adoentada com achaques da idade.» Deixava os seus bens aos filhos de seu irmão Luís Caetano e mulher, Maria Antónia, ou seja, a António Manuel, a Luís, a Diogo Luís, a Maria Benedita, a Maria Delfina, e a Maria Amélia Casimira, ficando o usufruto para a mãe dos sobrinhos. // Faleceu no estado de solteira, a 14/3/1800. // Sem geração.    

 

GAMA, Clemência Rita. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra a 7/6/1732 e foi batizada na igreja paroquial a 19 desse mês e ano. Padrinhos: João Luís Salgado Álvares Achioly de Vasconcelos e sua mulher, Francisca da Gama Cabral, moradores na vila de Ponte de Lima. // Como era a mais nova dos irmãos, foi escolhida para dama de companhia de sua irmã Francisca Luísa, casada em Sernancelhe. Nessa vila faleceu solteira e sem geração.

 

GAMA, Diogo Luís. Filho de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera e Peina. Neto paterno Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado; neto materno de Domingos António Lourenço de Peina e de Maria Ventura da Ribera Geraldes. Nasceu na Quinta da Serra a 16/11/1792 e foi batizado na igreja de Prado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Jerónimo da Ribera e sua mulher, Teresa Giraldes, galegos, do lugar da Torre da Ribeira. // Emigrou para o Brasil. // Em Fevereiro de 1842 escreveu uma carta curiosa a seu irmão Luís, publicada em «O Meu Livro das Gerações Melgacenses», páginas 643 a 646. // Morreu no Brasil em data desconhecida.  

 

GAMA, Diogo Manuel (Padre). Filho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neto paterno de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neto materno do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu em Prado a 8/2/1714. // Foi vigário de Bela, Monção, e de Penso, Valadares. // Escreveu o Dr. Augusto César Esteves na sua obra «O Meu Livro das Gerações Melgacenses», página 635: «Pelo testemunho escrito a seu pedido em 7/5/1783 apura-se ter sido este padre o reformador da fortuna da Casa da Serra, pois com o dinheiro do seu bolso particular pagou as dívidas dos pais, readquiriu os bens alienados por seus antepassados em horas amargas, melhorou os bens vinculados fazendo o canastro de pedra, o lagar e a respetiva casa, tomou a iniciativa de comprar outros bens e de nenhum deles, nem mesmo do seu património recebeu rendimentos tempo algum.» // Nomeou herdeiro o seu irmão, Luís Caetano.    

 

GAMA, Domingos José. Filho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neto paterno de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neto materno do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na freguesia de Prado no século XVIII. // Casou em Vila Real. // Com geração.  

 

GAMA, Francisca Luísa. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra, Prado, a 27/2/1719, e foi batizada na igreja paroquial a 12 de Março desse dito ano. Padrinhos: Gabriel Pereira da Costa e Araújo e D. Francisco de Santa Maria, por procuração do tesoureiro-mor Feliciano de Moura. // Aos trinta anos de idade casou com Luís Manuel de Afonseca Coelho, natural de Sernancelhe, filho de Manuel Ferraz Coelho e de Teresa Maria de Almeida Mascarenhas. // Com geração. 

 

GAMA, Francisco Manuel. Filho de Manuel de Assier Pereira da Gama e de Ana Ventura da Silva, moradores no lugar do Cerdedo, Prado. Neto paterno do padre Francisco Manuel Pereira da Gama e de Domingas Antónia de Sousa, ambos pradenses; neto materno de Francisco Ventura da Silva e de Maria Ventura Martins, do lugar das Carvalhiças, SMP. Nasceu em Prado a 2/3/1840 e foi batizado pelo padre José Domingues, do lugar de Corujeiras, Rouças, no dia seguinte. Padrinhos: Bernardo Pereira de Castro e sua esposa, Joana Maria Gomes, do lugar de Gondomar, Remoães. // Morreu a 11/3/1841.    

 

GAMA, Joana Maria Engrácia. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra na primeira metade do século XVIII. // Casou com António Manuel Teixeira da Gama. // Com geração (ver na vila, SMP). 

 

GAMA, João. Filho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neto paterno de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neto materno do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra a 20/7/1729 e foi batizado na igreja a 23 desse mês e ano. // Foi para a Índia portuguesa, talvez como militar, onde morreu em data incerta. // Sem geração.  

 

GAMA, Josefa Caetana. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu em Prado a 2/3/1715. // Faleceu solteira, sem geração. 

 

GAMA, Lourenço José. Filho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neto paterno de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neto materno do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu em Prado no século XVIII. // Morou em Ponte de Lima, cuja Casa de Ferreiros, sita nos arredores daquela vila lhe pertencia. Também era dono da Casa de Fraldejaes, em Santa Marinha de Arcozelo.  

 

GAMA, Luís. Filho de Luís Caetano de Sousa Gama, viúvo, capitão-mor do termo de Melgaço, natural de Prado, e de Maria Antónia da Ribera de Peina, solteira, natural de Alveios, Galiza, moradores na Casa e Quinta da Serra, Prado. Neto paterno de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado; neto materno de Domingos António Lourenço de Peina e de Maria Ventura da Ribera Geraldes. Nasceu a --/--/1790. // Assentou praça no Regimento de Artilharia de Viana em 1808. // Em princípios de 1809 foi admitido no número dos cadetes do seu regimento (artilharia). // A 16/10/1809, na situação de cadete de artilharia, entrou nas campanhas da Guerra Peninsular. // Depois embarcou para o Rio de Janeiro onde, a 14/5/1818, foi promovido a alferes da 2.ª Companhia de Caçadores, e em Outubro do mesmo ano a tenente. // A 26/2/1821, com mais dez cabecilhas, arrancou para o Rocio as forças do seu comando, com as quais, e com outras, se exigiu de D. João VI o juramento da Constituição. // Por decreto de 13/5/1821 foi nomeado capitão de infantaria e adido do Estado Maior do Rio de Janeiro. // A 26/6/1821 foi agraciado com o hábito de Cristo, cujas insígnias usou desde esse dia até à morte. // Regressou a Portugal, fazendo a sua apresentação no Quartel de São Julião da Torre. // Casou em Lisboa em 1826 com Maria Delfina, filha do “brasileiro” José Correia da Silva, de Vermoim, Famalicão, e de Rosa Grangel do Amaral, brasileira, do Rio de Janeiro, a qual foi dotada pelos pais em oito contos de réis. // Veio com a esposa para Melgaço, mas aqui viveu em sobressalto, devido à guerra civil. A maior parte dos fidalgos melgacenses abraçavam a causa de D. Miguel, estando assim em campos opostos ao dele, que defendia a Carta Constitucional mandada elaborar por D. Pedro IV. Os anos passaram, e a 19/4/1834 pôde enfim aclamar D. Maria II como legítima herdeira ao trono português. // Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço em 1838 e 1839. // Reformou-se em 1843 com a patente de major, passando a adido da Companhia de Veteranos de Valença, sendo então nomeado Governador Militar da Praça de Melgaço, cargo que desempenhou enquanto foi vivo, extinguindo-se com ele. // Morreu a 31/12/1870. // Com geração.         

 

GAMA, Luís António. Filho de Luís de Sousa Gama e de Maria Delfina do Amaral Correia da Silva, moradores na Quinta da Serra, Prado. Neto paterno de Luís Caetano de Sousa e Gama, capitão-mor que foi do termo de Melgaço, e de Maria Antónia de Ribera, moradores na dita Quinta; neto materno de José Correia da Silva, de Vermoim, Vila Nova de Famalicão, e de Rosa Gragel de Amaral, do Rio de Janeiro. Nasceu em Prado a 28/10/1827 e foi batizado a 31 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim do Souto Monteiro, cavaleiro da Ordem de Cristo, cónego honorário da Santa Igreja Primaz, abade do Salvador de Bente (por procuração que apresentou António de Sousa Gama), e Maria Delfina de Sousa e Gama, moradores na dita Quinta da Serra. // Morreu a 5/10/1828.     

 

GAMA, Luís Caetano. Filho mais velho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Nasceu a 20/12/1720 e foi batizado na igreja de Prado seis dias mais tarde. Padrinhos: Luís de Araújo, capitão-mor de Valadares, e sua filha, Luísa Teresa de Araújo Sotomaior. // Desde novo que iniciou a vida militar. // Foi capitão-mor do termo de Melgaço (nomeado a 29/5/1749), e possuiu o morgadio do vínculo da Serra, tornando-se assim senhor da Quinta e Casa da Serra; também exerceu o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, página 85). // Casou em 1756, em primeiras núpcias, com Isabel Maria de Brito de Magalhães Macedo e Lima, filha de Bento Luís de Brito Cassão de Lima e de Mariana de Magalhães Machado, moradores na Quinta e Casa de Magalhães, sita na freguesia de Ferreiros de Geraz, concelho de Lanhoso. // Deste primeiro casamento não houve filhos. // Casou em segundas núpcias, por volta de 1777, com Maria Delfina de Moura Coutinho, natural da vila de Mesão Frio, comarca de Lamego, filha de Luís Diogo de Moura Coutinho e de Josefa Maria Leite de Vasconcelos. // Deste segundo casamento também não teve geração. // Depois de alguns anos de “namoro”, e já com filhos, casou com Maria Antónia de Rivera, natural da freguesia de Alveios, Galiza. // De outra namorada, Josefa Durães, viúva, do termo dos Arcos, nasceu-lhe o filho Rodrigo António. // Morreu em Janeiro de 1799. // Pai de António Manuel, de Diogo Luís, de Luís Genaro… (nascidos do ventre da senhora galega, Maria Antónia da Ribera e Peina, a qual faleceu em Prado a 13/9/1827).  

    

GAMA, Margarida Teodora. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra a 9/2/1727. Padrinhos de batismo: Belchior Barbosa Soares de Castro e sua mulher, Joana Isabel de Loureiro Nápoles, do termo de Monção, representados por dois irmãos da neófita. // Faleceu no estado de solteira a 3/7/1787. // Sem geração.

 

GAMA, Maria Amélia Casimira. Filha de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera e Peina. Nasceu na Casa e Quinta da Serra. // Faleceu ainda criança.    

 

GAMA, Maria Benedita Petronila. Filha de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia da Ribera e Peina. Nasceu na Casa da Serra nos finais do século XVIII ou princípios do século XIX. // Casou na Vila de Melgaço a 2/10/1833 com Manuel Joaquim Salvador, comerciante no Campo da Feira de Fora. // Moraram na Rua da Calçada. // Faleceu na sua casa da Calçada, SMP, a 30/11/1878, com 86 anos de idade, casada com o dito Manuel Joaquim Salvador. // Proprietária. // Foi sepultada no cemitério público. // Fizera testamento. // O seu viúvo morreu em Prado, no lugar da Serra, a 3/4/1885, com 95 anos de idade. // Com geração (ver na vila, SMP, Maria Delfina Salvador).      

 

GAMA, Maria Delfina. Filha de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia de Rivera, moradores na Casa da Serra, Prado. Nasceu por volta de 1791. // Proprietária. // Casou na igreja de SMP a 27/5/1840 com Jerónimo Luís de Magalhães, viúvo de Rosa Caetana Soares Calheiros, pai de quatro filhos, salvo erro. // O seu marido morreu na Quinta de São Julião de Baixo, freguesia da Vila, a 8/10/1877. // Ela faleceu na mesma Casa da Calçada, SMP, a 20/1/1891, com cem anos de idade, no estado de viúva, e foi sepultada no cemitério municipal. // Não deixou descendência.    

 

GAMA, Maria Delfina. Filha de Manuel de Assier Pereira da Gama e de Ana Ventura da Silva, moradores no lugar do Cerdedo. Neta paterna do padre Francisco Manuel Pereira da Gama e de Domingas Antónia de Sousa, do dito lugar; neta materna de Francisco Ventura da Silva e de Maria Luísa Gonçalves, do lugar das Carvalhiças, SMP. Nasceu em Prado a 9/6/1845 e foi batizada na igreja paroquial a 11 desse mês e ano. Padrinho: António Manuel da Rosa, viúvo, do lugar de Gondomar, Remoães. // Casou com Francisco José Domingues (Ferreiro), mais conhecido por “Chico dos Bacelos”, por ter nascido em Bacelos, Golães, Paderne, por volta de 1840. // O seu marido morreu no lugar do Cerdedo, Prado, a 11/10/1906. // Ela faleceu a 9/2/1923. // Com geração.  

 

GAMA, Maria de Nazaré. Filha de Luís de Sousa Gama e de Maria Delfina Correia da Silva, moradores na Casa e Quinta da Serra. Neta paterna de Luís Caetano de Sousa e Gama e de Maria Antónia de Ribera, da dita Casa; neta materna de José Correia da Silva, de Vermoim, Famalicão, e de Rosa Gragel de Amaral, do Rio de Janeiro. Nasceu a 1/1/1832 e foi batizada na igreja a 14 desse mês (antes, por ter nascido frágil, fora batizada em casa pelo seu tio, António de Sousa Gama). Padrinhos: Alexandre José Picaluga, de Lisboa, representado por António de Sousa Gama, da Quinta da Serra, e Ana Rosa de Abreu Picaluga, de Lisboa, representada por Maria Delfina de Sousa Gama, da dita Casa da Serra. // Faleceu a 17/1/1836.     

 

GAMA, Matildes Narcisa da Assunção. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra na primeira metade do século XVIII. // Casou com o capitão João de Sousa Lobato, de Tangil. 

 

GAMA, Miquelina Rosa. Filha de Manuel A. Pereira da Gama e de Ana Ventura da Silva, moradores no lugar do Cerdedo. Neta paterna do padre Francisco Manuel Pereira da Gama e de Domingas Antónia de Sousa, ambos pradenses; neta materna de Francisco Ventura da Silva e de Maria Luísa Martins, do lugar das Carvalhiças, SMP. Nasceu em Prado a 11/2/1837 e foi batizada na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Bernardo Pereira de Castro e sua esposa, Joana Maria Gomes, do lugar de Gondomar, Remoães. // A 4/6/1860 deu à luz uma criança do sexo masculino, Bento Manuel, gerada pelo namorado, Vitorino José de Castro, tendo-a exposta no lugar da Charneca, Alvaredo; no dia 7, arrependidos, foram buscar o bebé à Roda. // Casou com o dito Vitorino José.     

 

GAMA, Pedro. Filho de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel da Gama Palhares. Nasceu no século XVII. // Tal como seu pai, foi capitão-mor (1700 a 1749) e provedor da SCMM (1703). // A 20/05/1706, por ordem do Mestre de Campo General Comandante das Armas da Província de Entre Douro e Minho, Sancho Faro de Sousa, guarneceu com duas companhias do seu distrito o posto do Porto dos Cavaleiros, próximo de Alcobaça, Lamas de Mouro, e desde o referido mês até Julho desse ano vemo-lo quer no lugar de Alcobaça, quer em Remoães, onde a 8/7/1706 embargou o passo aos espanhóis que – com um efetivo de 1.200 homens, armados e municiados – tentavam atravessar o rio no sítio chamado Salto. // Casou em primeiras núpcias com Constança de Abreu de Sá Sotomaior, filha de Agostinho Soares de Castro, fidalgo da Casa Real, e de Constança de Abreu e Sá Sotomaior. // Enviuvou a 5/10/1705. // A primeira esposa não lhe deu filhos. // Casou em segundas núpcias, em 1712, com Maria Teresa de Sousa Salgado, filha do Dr. Manuel de Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa, moradores no Campo da Vinha, Braga. // Foi ele quem mandou edificar a Casa, a capela dedicada a São Caetano, e fundou o Morgado da Serra, com bens herdados e outros que confrontavam com os mesmos, que comprou, a 22/4/1709, a Maria Almanza Pereira de Castro, galega. // Morreu a 13/6/1749. // A sua viúva faleceu a 4/4/1774. // Era irmão de Gaspar de Sousa Miguel, que professou na Ordem de Santo Agostinho, de Umbelina de São Bernardo, cisterciense, e de Francisca Gama Pito, entre outros. // Com geração.        

 

GAMA, Quitéria Teresa. Filha de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neta paterna de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neta materna do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra a 14 de Abril (de 1720? – confirmar). // Faleceu ainda criança.   

 

GAMA, Tomás Lourenço. Filho de Pedro de Sousa Gama e de Maria Teresa de Sousa Salgado. Neto paterno de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel Gama Palhares; neto materno do Dr. Manuel Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa. Nasceu na Casa da Serra na primeira metade do século XVIII. // Casou com Maria Gertrudes Pinheiro, natural de São Paio (Quinta de Alote). 

 

GIL

 

GIL, Adelaide Maria. Filha de António Gil, lavrador-caseiro, natural do lugar de Botafora, Paderne, e de Maria Lourenço, lavradeira, natural do lugar dos Raposos, Prado, onde moravam. Neta paterna de João Manuel Gil e de Marcelina Granjinha; neta materna de Florinda Lourenço, solteira. Nasceu em Prado a 26 de Janeiro de 1909 e foi batizada na igreja paroquial a 2 de Fevereiro desse mesmo ano. Padrinhos: a avó materna da neófita e José Manuel Gomes Calheiros, solteiro, camponês, do lugar dos Bouços, Prado.     

 

GIL, Angelina Perpétua. Filha de António Gil, natural do lugar de Botafora, Paderne, e de Maria Generosa Lourenço, natural do lugar dos Raposos, Prado, onde moravam, lavradores-caseiros. Neta paterna de João Manuel Gil e Marcelina Granjinha; neta materna de Florinda Rosa Lourenço, solteira. Nasceu em Prado a 5/1/1907 e foi batizada na igreja paroquial a 12 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: José Manuel Gomes Calheiros e Teresa Lopes, solteiros, do lugar de Bouços. // Casou na CRCM a 7/3/1929 com Lindolfo Domingues. // O seu marido morreu na freguesia de Cristóval a 21/3/1969. 

 

GIL, Luís Augusto. Filho de António Gil e de Maria Lourenço. Nasceu em Prado a --/--/1913 ou 1914 (Correio de Melgaço n.º 82, de 11/1/1914).

 

GIL, Rosa. Filha de João António Gil, natural de Paderne, e de Maria Generosa Lourenço, natural de Prado, lavradores, residentes no lugar dos Raposos. Neta paterna de João Manuel Gil e de Albertina Rodrigues; neta materna de Florinda Lourenço. Nasceu em Prado a 6/2/1905 e foi batizada na igreja paroquial a 12 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: José Gomes Calheiros e Teresa Lopes, ambos solteiros, lavradores, do lugar dos Bouços.

 

GOMES

 

GOMES, Adelino Emílio. Filho de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura. Neto paterno de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neto materno de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, do lugar de Surribas, Rouças, todos lavradores. Nasceu em Prado a 27/3/1867 e foi batizado na igreja paroquial a 31 desse mês e ano. Padrinhos: o padre José Joaquim Soares Calheiros e sua irmã, Rosa Luísa Soares Calheiros, solteira, ambos da Corredoura.   

 

GOMES, Adriano Alberto. Filho de Augusto Gomes (Tringlês), lavrador-caseiro, natural do lugar de Santo Amaro, e de Carolina Gomes de Sousa, lavradeira, natural do lugar da Corredoura. Neto paterno de Justina das Dores Gomes; neto materno de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria de Jesus Vaz. Nasceu em Prado a 9/7/1910 e foi batizado na igreja paroquial a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Alberto Augusto Gonçalves e Blandina Gomes, solteiros, camponeses, do lugar de Santo Amaro. // Casou em Ourense, Galiza. 

 

GOMES, Aida Joaquina. Filha de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso. Nasceu a --/--/1---. // Casou com Júlio Gonçalves (Ceprilho), filho de José Albano Gonçalves e de Albina do Rosário Dias, viúvo de Filomena Augusta Cerdeira (ver na Vila). // Mãe de Aida de Lurdes Gonçalves, de Bento Júlio Gonçalves, e de Justino José Gonçalves.

 

GOMES, Aida da Purificação. Filha de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão (ou Arzinda da Conceição) Pinheiro. Neta paterna de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neta materna de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu em Prado a 29/9/1931 (NM 130, de 15/11/1931) e foi batizada na igreja paroquial a 3/4/1933 (!). // Casou a 27/10/1955 com José Rodrigues Nabeiro, carteiro, natural da Vila. // Residem em Prado. // Com geração.

 

GOMES, Álvaro. Filho de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso. Nasceu a --/--/1902. // Casou na igreja de Chaviães a 19/5/1926 com Ermezenda Augusta Durães, nascida no lugar da Portela dessa freguesia em 1905, filha de José Joaquim Durães e de Vitorina Angelina da Silva. // Faleceu a 22 ou 23/5/1960. // A sua viúva finou-se a 18/5/1998.     

GOMES, Álvaro António, Dr. Filho de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. Neto paterno de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neto materno de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Maria Odete Pinheiro Calheiros, filha de José Henrique Pinheiro Calheiros e de Felicidade Augusta Gomes de Sousa. // Foi comerciante em Lisboa. // Em 1990 esteve na terra natal de visita. // Pai de Ana Sofia (terminou em 1999 o Curso de Ciências da Comunicação – Relações Públicas – na Universidade de Lisboa. VM 1127)

 

GOMES, Amândio João. Filho de Edmundo Álvares Gomes e de Virgínia da Glória Fernandes. Nasceu na freguesia de Prado a 24/08/1941. // Emigrou para o Brasil em junho de 1954. // Sem mais notícias.  

 

GOMES, Aniceto. Filho de Augusto Gomes (Tringlês) e de Carolina das Dores Gomes de Sousa. Neto paterno de Justina das Dores Gomes; neto materno de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria de Jesus Vaz. Nasceu em Prado a 26/9/1912 (Correio de Melgaço n.º 18, de 6/10/1912) (*). // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a --/9/1937 com Belarmina da Glória, nascida em 1914, filha de Serafim Francisco Sarandão e de Rosa Maria Esteves. // Faleceu a 17/7/1989 e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // A sua viúva finou-se em 2002. // Pai de Maria de Lurdes, nascida a 30/6/1938. /// (*) Na sua lápide ficou registada a data de 30/10/1912!   

GOMES, António (Padre). Filho de ---------- Gomes e de --------- Fernandes. Nasceu a --/--/1---. // Em 1932 era pároco de Prado; nesse ano foi substituído pelo padre Firmino Gonçalves, que paroquiava a freguesia de Sabadim, Arcos de Valdevez. O padre António foi tomar conta da paróquia de Santa Maria de Anais, Ponte de Lima (NM 174, de 27/11/1932). // Em 1935 veio visitar os seus amigos da Vila e de Prado (NM 283). 

 

GOMES, António Augusto. Filho de Augusto Gomes (Tringlês) e de Carolina das Dores Gomes de Sousa. Neto paterno de Justina das Dores Gomes; neto materno de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria de Jesus Vaz. Nasceu em Prado a 19/4/1916 (Correio de Melgaço n.º 200, de 21/5/1916). // Casou com Anésia Fernandes, filha de Pureza Fernandes, natural de São Paio. // Pai de Augusto António, nascido a 13/4/1945.  

 

GOMES, António Hilário. Filho de Estêvão Hilário Gomes e de Esmeraldina Natércia Domingues. Nasceu a 4/7/1953. 

 

GOMES, António Joaquim. Filho de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues Torres (defuntos), do lugar da Breia, Prado. Neto paterno de Leandro Gomes e de Maria Alves (defuntos), do dito lugar; neto materno de José Maria Rodrigues e de Maria Josefa Rodrigues, do lugar de Sante (São Paio e Paderne), defuntos. // Casou a 8/6/1850 na igreja de Prado com Manuela Posse, moradora em Raposos, Prado, filha de Rosendo Posse e de Manuela Barreiro (defuntos), de São Félix; neta paterna de Domingos Posse e de (?), e neta materna de Paulos Barreiro e de (?), defuntos, ambos da freguesia de Santa Suzana, cidade de Santiago, Galiza. Testemunhas: o padre Manuel António Gonçalves, de Remoães; Manuel Narciso Gomes, casado, lavrador, do lugar da Breia; e José Manuel de Sousa Palhares, solteiro, lavrador, do lugar de Ferreiros.        

 

GOMES, António Joaquim. Filho de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores na Corredoura, Prado. N.p. de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; n.m. de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa de Freitas, de Surribas, Rouças, todos lavradores. Nasceu a 11/6/1863 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: padre José Joaquim Soares Calheiros e sua irmã, Rosa Luísa Soares Calheiros, da Corredoura. 

 

GOMES, António Luís. Filho de Bernardo Gomes e de Maria Rodrigues. Nasceu no século XVIII. // Foi aceite na Confraria das Almas a 20/1/1752, por 240 réis. // Casou com Ana Maria, filha de Domingos Caldas e de Maria Lourenço, da Corredoura. // Com geração.

 

GOMES, António Luís. Filho de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. N.p. de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; n.m. de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu a 2/7/1934 e foi batizado a 9 de Setembro desse ano. // Foi comerciante em Lisboa. 

 

GOMES, Assumpção. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 251, 4/11/1934: «Pelas 13 horas do dia 29 de Outubro manifestou-se um incêndio num palheiro, no lugar de Santo Amaro, Prado, pertencente ao lavrador Assumpção Gomes, que o tinha emprestado para diversas pessoas ali guardarem feno, palhas e fascos. Foi um neto da Rosa Mamona, inquilina do Assumpção, que – com uma brasa de lume – pegou fogo ao feno. Ao regressar a Rosa Mamona do monte de Prado e ao abrir uma porta, onde guardava umas cabras, deu pelo incêndio e ao grito de socorro acudiram prontamente os vizinhos, que lhe puderam salvar as cabras e um porco, ardendo por completo todo o recheio do palheiro: feno, palhas e fascos, e abatendo o telhado. Os prejuízos são avaliados em 300$00. Quando as torres desta vila deram o sinal de alarme, seguiram de imediato os nossos bombeiros voluntários para o local do incêndio, não sendo necessários os seus serviços, pelo incêndio ter sido extinto pelos populares    

 

GOMES, Augusto. Filho de --------- Gomes e de --------------------------------------. Nasceu a --/--/1---. // Em 1915 morava no lugar de Santo Amaro; no natal desse ano recebeu uma esmola de $50, enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro (Correio de Melgaço n.º 180, de 2/1/1916).

 

GOMES, Augusto (Tringlês). Filho de Justina das Dores Gomes, solteira, camponesa, natural de Prado, onde morava. Neto materno de Manuel Narciso Gomes, de Prado, e de Maria Josefa Martins, de Alveios, Tui. Nasceu no lugar da Breia a 13/2/1885 e foi batizado na igreja paroquial a 24 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna, viúva, e Aurélio Augusto Vaz, solteiro, empregado do Juízo [de Direito] da comarca de Melgaço. // Lavrador. // Casou na igreja de Prado a 2/3/1908 com a sua conterrânea Carolina das Dores Gomes de Sousa, de 19 anos de idade, solteira, camponesa, filha de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria José (ou Maria de Jesus) Vaz. Testemunhas presentes: Guilhermino Ribeiro e Beatriz da Boa Nova Gomes de Sousa, solteiros, camponeses, naturais de Prado. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 221, de 28/1/1934: «Pelas treze horas do dia 27 deste mês os sinos da igreja da vizinha freguesia de Prado foram tocados a rebate, o que pôs em sobressalto os habitantes desta vila. Dado o sinal de alarme saíram em direção àquela freguesia os nossos bombeiros voluntários, conduzindo o respetivo material, por julgarem tratar-se de um incêndio. Ao chegarem, porém, ao lugar de Galvão tiveram conhecimento de que se tratava de uma desordem e não de um incêndio, pelo que recolheram ao seu quartel. Entretanto os sinos continuavam a tocar a rebate, o que fez juntar naquela freguesia enorme quantidade de povo. No interesse de informarmos os nossos leitores também ali fomos e pudemos colher as seguintes informações: há pouco tempo um indivíduo do lugar de Virtelo, Cousso, cujo nome não pudemos saber, vendera ao lavrador Augusto Gomes, o Tringlês, uma vaca e uma toura pela quantia de 1.200$00. Passados dias o Tringlês quis desfazer-se do negócio, entregando ao vendedor os animais, alegando que a toura sofria de gota. O vendedor não se conformou, mas disse ao Tringlês que lhe levasse a vaca e a toura a Virtelo. O Tringlês, por qualquer motivo, conservou os animais à sua guarda até ao dia 27, [dia] em que apareceu em Prado o vendedor, acompanhado por um seu vizinho, os quais procuraram convencer o Tringlês a fazer-lhe entrega dos animais que lhe vendera. Este porém exigia que lhe restituísse a quantia de 50$00 que tinha entregado de sinal. O vendedor recusou-se à entrega do dinheiro, originando-se então o conflito. O Tringlês recebeu diversas varadas pelo corpo e na cabeça, que o fizeram baquear por terra. Aos gritos de socorro, acudiram os vizinhos, na sua maioria mulheres, que foram impotentes para conter em respeito os agressores. Foi então que os sinos da igreja foram tocados a rebate, juntando-se enorme multidão, que fazia uma gritaria infernal. Os agressores, vendo a atitude agressiva do povo, foram-se defendendo com o seu jogo de pau, fazendo a retirada desde o terreiro de Prado, pela estrada de Paderne, até ao lugar do Barral, São Paio, onde foram cercados pelo povo que os perseguia, entregando-se à prisão. Conduzidos para esta vila, por entre as vaias e ameaças do povo que os acompanhava, foram entregues à digna autoridade administrativa. O Tringlês, muito ferido, foi pensado na farmácia Barreiros, desta vila, pelos distintos clínicos senhores doutores Saavedra e Esteves, recolhendo mais tarde a sua casa em Prado. Para evitar estes graves conflitos, e outros semelhantes, seria da maior conveniência que as dignas autoridades deste concelho pedissem a criação dum posto da Guarda Nacional Republicana nesta vila.» // Morreu na sua freguesia de nascimento a 27/10/1960. // Com geração.    

 

GOMES, Aurélia Augusta (*). Filha de António Joaquim Gomes e de Manuela Paula Posse, moradores no lugar de Santo Amaro, Prado. Neta paterna de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues Torres, da Breia; neta materna de Rosendo Posse e de Manuela Barreiro, da diocese de Santiago, Galiza, todos lavradores. Nasceu em Prado a 18/3/1863 e foi batizada a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Bento Joaquim de Azevedo e esposa, Narcisa Cândida Pereira, rurais, de Santo Amaro. // Lavradeira. // Casou na igreja de Prado a 12/7/1886 com António Maria [Barros], de alcunha “Toumaritão, de 32 anos de idade, soldado que foi do Regimento de Infantaria N.º 3 e agora (1886) guarda da Alfândega, natural de Santa Maria da Oliveira, Arcos de Valdevez, filho de Antónia Josefa, lavradeira, dos Arcos de Valdevez. Testemunhas presentes: José Veigas (casado com Rosalina Sarzeda?), empregado fiscal no posto de Mourentão, morador em Prado, e Manuel Joaquim Rodrigues, solteiro, rural, pradense. // Ela finou-se por volta de 1919; por sua morte foram citados pelo Juízo de Direito, a fim de assistirem a todos os termos do inventário, os seus filhos, Eduardo de Barros, ausente em Lisboa, e Manuel António de Barros, ausente em Lourenço Marques, África (Jornal de Melgaço n.º 1256, de 27/7/1919). // O seu marido morreu no lugar de Santo Amaro, Prado, a 25/12/1943. /// (*) No Jornal de Melgaço n.º 1256 diz-se que ela se chamava Amélia Augusta.   

 

GOMES, Baltazar Joaquim. Filho de António Maria, soldado da Guarda-Fiscal, natural de Santa Maria da Oliveira, Arcos de Valdevez, e de Aurélia Augusta Gomes, lavradeira, natural de Prado, onde habitavam. Neto paterno de Antónia Josefa, lavradeira, dos Arcos; neto materno de António Joaquim Gomes, de Prado, Melgaço, e de Manuela Paula Posse, de São Fins, diocese de Santiago, Galiza, rurais. Nasceu em Prado a 1/9/1888 e foi batizado na igreja paroquial a 7 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim da Cunha Sotomaior, casado, negociante em Prado, e Maria Carolina Fernandes, viúva, doméstica, da Vila de Melgaço. // Morreu a 4/12/1889.

 

GOMES, Beladmir (ou Blandina) Augusta. Filha de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. Neta paterna de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neta materna de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu a 5/8/1937 e foi batizada a 9/5/1938.  

 

GOMES, Bento Manuel. Filho de ---------- Gomes e de -----------------------------. Nasceu em ----------, a --/--/1---. // Foi proprietário da Farmácia Cruz, na Rua Costa Cabral, Porto. // Em 1933 e 1935, acompanhado da esposa, chegou à sua vivenda em Prado – “Vila Isolina”. // (ver NM 206 e NM 284, de 8/9/1935).  

 

GOMES, Bernardo. // Nasceu no século XVIII. // Casou com Maria Rodrigues. // Pai de Ana Umbelina, de António, de António Luís (ver), de Bernarda, de Luísa, de Manuel José, e de Maria. // Irmão de João, casado com Maria Costa. 

 

GOMES, Blandina da Glória. Filha de Justina das Dores Gomes, solteira, moradora no lugar da Breia. Neta materna de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, lavradores, do dito lugar. Nasceu em Santo Amaro a 15/3/1889 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: José Afonso, casado, empregado da Guarda-Fiscal, morador no lugar da Breia, e Ana Joaquina Baleixo, solteira, costureira, da Vila de Melgaço. // Casou na CRCM a 11/1/1922 com Manuel José Calheiros, nascido em Rouças, filho de Silvina Inocência Calheiros. // Faleceu em Prado a 11/5/1972. // Mãe de Paulino, casado com Carolina; de Margarida, casada com António Manuel da Costa, empregado de comércio na Vila.  

 

GOMES, Carolina Rosa. Filha de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura, Prado. Neta paterna de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neta materna de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, do lugar de Surribas, Rouças. Nasceu em Prado a 8/5/1857 e foi batizada na igreja a 10 desse mês e ano. Padrinhos: o padre José Joaquim Soares Calheiros e sua irmã, Rosa Luísa Soares Calheiros, solteira, do lugar da Corredoura. // Ficou cega. // Faleceu no sobredito lugar da Corredoura a 18/6/1905, no estado de solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério local.  

 

GOMES, Constância Rosa. Filha de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura. Neta paterna de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neta materna de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, do lugar de Surribas, Rouças. Nasceu em Prado a 7/10/1870 e foi batizada na igreja paroquial a 12 desse mês e ano. Padrinho: o padre Manuel Caetano Alves Salgado. // Casou com Manuel Joaquim Lourenço, filho de Bernardino José Lourenço e de Maria Joaquina da Costa. // Enviuvou a 18/2/1942. // Faleceu em Prado a 18/8/1945. // Mãe de Amélia, de Deolinda, de Filomena (casada com Manuel António Bernardo, de Lamas de Mouro), de Martins, de Maria José, de Perpétua, e de Vitalina. // Sogra de Maria de Lurdes Magalhães Machado, de Álvaro Gomes, de Ilídio Nóvoas, de António Marques, e de Abel Rocha.   

 

GOMES, Daniel Augusto. Filho de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura. Neto paterno de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neto materno de Manuel Caetano Alves Salgado e Maria Rosa de Freitas, do lugar de Surribas, Rouças, todos lavradores. Nasceu em Prado a 6/7/1876 e foi batizado na igreja paroquial a 9 desse mês e ano. Padrinhos: o padre José Joaquim Soares Calheiros e Rosa Luísa Gomes, solteira, camponesa, do lugar da Corredoura. // Foi admitido na Confraria das Almas a 8/12/1876 (!).  

 

GOMES, Eduarda da Conceição. Filha de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. Neta paterna de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neta materna de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu em Prado a 14/7/1928 e foi batizada na igreja a 6/1/1929. // Casou com Alfredo Nabeiro Pereira, alfaiate, natural da Vila. // Faleceu nova, a --/--/19--, e foi sepultada no cemitério de Prado. // Mãe da Dr.ª Eduarda do Sameiro Gomes Pereira, professora do ensino secundário.     

 

GOMES, Estêvão Hilário. Filho de Manuel Joaquim Gomes (Cabaças) e de Maria do Céu Barreiros. Nasceu a 19/8/1928 e foi batizado na igreja a 23 de Setembro desse dito ano. // Casou a 9/11/1952 com Esmeraldina Natércia, filha de Artur Ascensão Domingues e de Deolinda Neves Rodrigues. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1575, de 14/11/1965: «É com bastante mágoa que levamos ao conhecimento dos nossos leitores a notícia do falecimento em Herouville, St. Claire Caen, Calvados, França, do nosso conterrâneo E.H.G., que no dia 27 do mês findo foi vítima de uma queda de um 2.º andar, onde trabalhava, fraturando o crânio. O inditoso Estêvão, apesar de imediatamente socorrido e transportado ao hospital pelo encarregado da obra, o nosso também conterrâneo senhor Heitor Domingues, exalava o último suspiro naquele estabelecimento hospitalar. O seu corpo, sepultado no cemitério desta freguesia, foi transportado num avião da Air France, com partida de Orley às 23.30 horas do dia 7 do corrente e chegado a Lisboa à 1.30 do dia seguinte. Depois de cumpridas as formalidades legais foi conduzido para esta freguesia num auto fúnebre da Agência Magno. A notícia de tão lamentável desastre foi conhecida nesta freguesia por volta das 12 horas do dia seguinte e, após o sino da nossa torre dobrar a finados, poucos foram os rostos de pais, filhos ou esposas, que não escorressem uma lágrima de ternura e de sentimento por tão tragicamente se haver perdido mais uma vida e por mais um lar desfeito. O jovem Estêvão, que contava apenas 37 anos de idade, deixa na viuvez Esmeraldina Natércia Domingues e na orfandade um filho de 13 anos (nasceu a 4/7/1953), António Hilário, aluno do 1.º ano do Colégio de Melgaço. Pobre Estêvão! Como a morte foi impiedosa para ti! Como eu também sentidamente lamento a tua falta! Quando a vida te sorria, mercê do teu esforço e trabalho honesto, onde juntavas as tuas economias em labuta quotidiana nessas terras de França, nunca esqueceste aquela que te serviu de berço! De uma coisa estou certo e sem sombra de dúvida o posso afirmar: (continua)…»    

 

GOMES, Francisco Manuel. Filho de João José Gomes e de Rosa Maria Calheiros Alves, moradores no lugar da Corredoura. Neto paterno de António Luís Gomes e de Ana Maria Caldas; neto materno de António Alves e de Ana Maria Gomes Calheiros. Nasceu em Prado a --/--/18--. // Casou na igreja de Rouças a 29/5/1850 com Maria José Alves Salgado, filha de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, natural do lugar de Surribas, Rouças. Testemunhas presentes: o padre António Joaquim Durães e padre António Joaquim de Neiva. // Morreu a --/--/1881. // A sua viúva faleceu no lugar da Corredoura a 9/3/1907. // Com geração.   

 

GOMES, Idália Augusta. Filha de Manuel Joaquim Gomes (Cabaças) e de Maria do Céu Barreiros. Nasceu em Prado a 2/8/1930 (ver Notícias de Melgaço n.º 80, de 5/10/1930) e foi batizada a 4 de Setembro desse ano. // Casou na Vila de Melgaço a 26/10/1952 com Julião Augusto Alves, filho de Celeste Augusta Alves.  

 

GOMES, Isolina Rosa. Filha de Álvaro António Gomes, natural de São Paio, e de Rosa Luísa Rodrigues, natural de Prado. Nasceu em ---------------, a 28/11/1922, e foi batizada na igreja a 1/4/1923. // A 20/7/1933 fez exame do 2.º grau, quarta classe, ficando aprovada (NM 204, de 13/8/1933). // Casou a 7/4/1951 com Dário Gilberto Nova, natural de Matosinhos. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 974, de 22/4/1951: «Realizou-se ontem na paroquial desta freguesia o enlace matrimonial de Isolina Rosa Gomes, do lugar de Santo Amaro, com Dário Gilberto Nova, do Porto…»

 

GOMES, Joana Rosa. Filha de Manuel Caetano Gomes, do lugar de Bouça Nova, e de ------------------------. Nasceu a --/--/17--. // Foi admitida na Confraria das Almas de Prado a 12/12/1804. // Casou com Francisco António de Sousa Araújo (Besteiro).

 

GOMES, Joana Rosa. Filha de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, moradores no lugar da Breia, Prado. Neta paterna de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues Torres (defunta), do dito lugar; neta materna de Pedro Martins e de Mariana de Nóvoa (ou Névoa), solteiros (defuntos), do lugar de Moinhos, São João de Alveios, Caniça, Tui. Nasceu em Prado a 22/10/1848 e foi batizada na igreja três dias depois. Padrinhos: João José Lopes e Maria Inácia Teodora de Sousa, solteiros, do lugar de Bouços, Prado. // Casou na igreja de Prado a 22/6/1868 com Caetano Celestino, de 24 anos de idade, solteiro, natural de Galvão de Baixo, SMP, filho de Francisco António Domingues (Salgado) e de Maria Bernardo de Araújo, lavradores. Testemunhas: Manuel Caetano Gonçalves, solteiro, rural, do lugar de Bouça Nova; e Joaquim Daniel de Araújo viúvo, rural, do lugar do Coto. // Enviuvou a 17/11/1923. // Faleceu a 4/7/1928.

 

GOMES, João. // Nasceu no século XVIII. // Casou com Maria Costa. // Pai de Manuel António, e de Teresa (esta teve por marido João Domingues Caldas).

 

GOMES, João António. Filho de António Joaquim Gomes e de Manuela Posse, moradores no lugar dos Raposos, Prado. Neto paterno de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues, do lugar da Breia, Prado; neto materno de Rosendo Posse e de Manuela Barreiro, da freguesia de São Félix, arcebispado de Santiago, Galiza. Nasceu em Prado a 4/7/1852 e foi batizado na igreja no dia seguinte (fora sopeado em casa). Padrinho: João Manuel Marques, solteiro, do lugar da Costa, Remoães. // Morreu a 5/8/1856. // Gémeo de José Manuel.  

 

GOMES, João José. Filho de António Luís Gomes e de Ana Maria Caldas, moradores no lugar de Bouços. Neto paterno de Bernardo Gomes e de Maria Rodrigues; neto materno de Domingos Caldas e de Maria Lourenço, do lugar da Corredoura. Nasceu em Prado a --/--/17--. // Foi eleito ajudante das Ordenanças a 22/12/1810. // Casou com Rosa Maria Alves, filha de António Alves, da Fichoa, e de Ana Maria Gomes Calheiros.  

 

GOMES, José Henrique. Filho de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. Neto paterno de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neto materno de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu em ------------, a 11/9/1939, e foi batizado na igreja a 15 de Dezembro desse ano. // Foi comerciante na capital do país.

 

GOMES, José Joaquim. Filho de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, moradores no lugar da Breia, Prado. Neto paterno de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues, do dito lugar; neto materno de Pedro Martins e de Mariana de Nóvoa, solteiros, já falecidos, do lugar de Moinhos, Alveios, Tui. Nasceu em Prado a 12/12/1850 e foi batizado na igreja a 15 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Batista, solteiro, criado de servir na Casa do Rio do Porto, SMP, e Maria Inácia de Sousa, solteira, do lugar de Bouços, Prado. // Em 1903 residia na Rua da Calçada, Vila de Melgaço; no dia 6/12/1903 dirigiu-se à igreja de SMP a fim de reconhecer uma criança, Manuel José, como sendo seu filho, gerado em Júlia Cândida Pires, natural da Vila, filha de José Joaquim Pires e de Vitória Florinda Lourenço.   

 

GOMES, José Joaquim. Filho de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura, Prado. Neto paterno de João José Gomes (defunto) e de Rosa Maria Alves, viúva, do dito lugar; neto materno de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, de Surribas, Rouças. Nasceu em Prado a 30/12/1854 e foi batizado a 2/1/1855. Padrinhos: padre José Joaquim Soares Calheiros e sua irmã, Rosa Luísa Soares Soares Calheiros, solteira, ambos a morar na Corredoura de Prado.     

 

GOMES, José Manuel. Filho de António Joaquim Gomes e de Manuela Posse, moradores no lugar dos Raposos, Prado. Neto paterno de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues, do lugar da Breia, Prado; neto materno de Rosendo Posse e de Manuela Barreiro, galegos. Nasceu em Prado a 4/7/1852 e foi batizado na igreja no dia seguinte (fora sopeado em casa). Padrinho: João Manuel Marques, solteiro, do lugar da Costa, Remoães. // Morreu a 6/7/1852 (confirmar). // Gémeo de João António Gomes.

 

GOMES, José Manuel. Filho de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura, Prado. Neto paterno de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neto materno de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, de Surribas, Rouças. Nasceu em Prado a 5/3/1853 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Francisco José Alves Salgado, solteiro, do lugar de Surribas, e Rosa Joaquina Rodrigues, solteira, da Corredoura. // Morreu a 14/3/1854.

 

GOMES, José Manuel. // Nasceu por volta de 1867. // Morreu no lugar de Santo Amaro, Prado, a --/--/1930, com 63 anos de idade (NM 52, de 2/3/1930)

 

GOMES, Justina das Dores. Filha de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins. Nasceu por volta de 1860. // Em 1913 teria mais ou menos 50 anos de idade e morava em Santo Amaro; nesse ano recebeu, juntamente com outros pobres da freguesia, uma esmola enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro, para comemorar o 1.º aniversário do Correio de Melgaço, do qual fora fundador (Correio de Melgaço n.º 54, de 22/6/1913). // Faleceu no lugar de Santo Amaro, Prado, a --/--/1935, com 75 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 289, de 27/10/1935). // Mãe de Augusto, casado com Carolina Gomes de Sousa.

 

GOMES, Justiniano Augusto. Filho de Augusto Gomes (Tringlês) e de Carolina Gomes de Sousa. Neto paterno de Justina das Dores Gomes; neto materno de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria de Jesus Vaz. Nasceu em Prado a 22/7/1923 e foi batizado na igreja a 26 de Agosto desse mesmo ano. // Casou em Penso a 25/12/1954 com Maria Augusta de Castro.   

 

GOMES, Manuel. Filho de ---------- Gomes e de -------------------------------------. Nasceu a --/--/1---. // Em 1913 morava no lugar da Corredoura, Prado, e era cego e aleijado; nesse ano recebeu, juntamente com outros pobres da freguesia, uma esmola enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro, para comemorar o 1.º aniversário do Correio de Melgaço, do qual fora fundador (Correio de Melgaço n.º 54, de 22/6/1913).

 

GOMES, Manuel Joaquim (Padre). // Em 1826 era pároco encomendado da freguesia de Prado. 

 

GOMES, Manuel Joaquim. Filho de Manuel Narciso Gomes e de Josefa Martins, moradores no lugar da Breia, Prado. Neto paterno de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues, do dito lugar; neto materno de Pedro Martins e de Mariana de Nóvoa, solteiros, de Moinhos, Alveios, Tui. Nasceu em Prado a 14/5/1856 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: João Manuel Pedreira, do Cerdedo, e Ana Joaquina Esteves, de Santo Amaro, casados, pradenses.  

 

GOMES, Manuel Joaquim. Filho de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura, Prado. Neto paterno de João José Gomes e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neto materno de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, do lugar de Surribas, Rouças. Nasceu em Prado a 5/11/1859 e foi batizado na igreja dois dias depois. Padrinhos: Francisco José Salgado e sua esposa, Rosa Joaquina Simões, do lugar de Surribas, Rouças. // Morreu no lugar da Corredoura a 28/1/1916 (Correio de Melgaço n.º 185, de 6/2/1916). // Nota: ele e sua irmã Carolina foram contemplados com vinte mil réis cada um no testamento de seu tio, padre Manuel Alves Salgado, do lugar de Surribas, Rouças.   

 

GOMES, Manuel Joaquim (Cabaças). Filho de Maria Justina das Dores Gomes, solteira (e de Manuel Joaquim Gomes?). Neto materno de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins. Nasceu em Prado às duas horas da manhã do dia 27 ou 28 de Agosto de 1894 e foi batizado na igreja católica a 3 de Setembro desse dito ano. Padrinhos: Paulo António Domingues, solteiro, do lugar da Breia, e Maria Carolina Fernandes, viúva, criada de servir na vila de Melgaço. // Foi combatente da 1.ª Grande Guerra (1914-1918). Era soldado do batalhão de infantaria número três, Viana do Castelo, 4.ª brigada do Corpo Expedicionário Português, 2.ª divisão. Embarcou para França integrado no CEP a 7 de Agosto de 1917. Levava ao pescoço a chapa identificativa número 49064. Desembarcou no porto marítimo de Brest, França, a 11/8/1917. Até Fevereiro de 1918 não consta absolutamente nada no seu boletim individual. Depois dessa altura, dá entrada no hospital inglês número 30, a 5/2/1918, tendo tido alta a 15/3/1918. A 22 de Julho de 1918 entra em gozo de trinta dias para convalescer, por decisão de uma junta médica (ordem de serviço do quartel-general do CEP número duzentos, de 22/7/1918. Voltou a dar entrada no hospital, desta vez ao hospital da base 1, a 18/8/1918, tendo tido alta a 16/9/1918. A seguir, 18/9/1918, apresentou-se no esquadrão de remonta, vindo do depósito de infantaria, a fim de ficar adido ao dito esquadrão. Foi punido a 3/11/1918 pelo «senhor diretor do hospital da base 1 com oito dias de prisão disciplinar por ter sido encontrado embriagado.» A 7/5/1919 encontrava-se presente no comando militar do corpo de adidos, vindo do hospital da base 1 «por ter sido dispensado do serviço e fica aguardando oportunidade de ser repatriado. Seguiu para as prisões do comando militar do corpo de adidos no dia 8, com passagem…» Nesse dito dia já se encontrava presente nas prisões da base a fim de fazer parte do quadro permanente das mesmas. Foi repatriado juntamente com o corpo de adidos. Embarcou a 5/7/1919 no porto de embarque de Cherbourg, França; desembarcou em Lisboa, no cais de Alcântara, a 8 de Julho de 1919. // Casou na CRCM a 9/9/1926 (na igreja talvez a 4/10/1926) com Maria do Céu Barreiros, filha de Manuel Joaquim Barreiros e de Laurinda Elisa Marinho. // Morreu a 23/4/1934, no lugar do Cerdedo, Prado (NM 231, de 6/5/1934). // Com geração.  

 

GOMES, Manuel José. Filho de Bernardo Gomes e de Maria Rodrigues, moradores no lugar da Serra. Nasceu a --/--/17--. // Casou a 26/8/1769, na igreja de Paderne, com Rosa Maria Pinheiro, filha de Pedro de Freitas e de Maria Pinheiro, residentes que foram no lugar da Carpinteira, São Paio. // Morreu a 29/10/1814. // A sua viúva finou-se a 3/1/1845. // Nota: ver a sua descendência em Gomes Pinheiro.

 

GOMES, Manuel José (Morgado da Breia). Filho de Leandro Gomes, natural da Galiza, e de Guiomar Vaz Alves, natural do lugar da Breia, freguesia de Prado, Melgaço. Neto paterno de ------------ e de ----------------; neto materno de Estêvão Alves e de Domingas Vaz. Nasceu por volta de 1760. // Casou com Ana Joaquina, filha de Francisco Manuel Rodrigues, do lugar do Rego, e de -------------.  

 

GOMES, Manuel Narciso. Filho de Manuel José Gomes (Morgado da Breia) e de Ana Joaquina Rodrigues, moradores no lugar da Breia, Prado. Nasceu em Prado a --/--/18--. // Foi admitido na Confraria das Almas a 8/10/1843 por 2$400 réis. // Casou na igreja de Prado a 4/2/1845 com Maria Josefa Martins, filha de Pedro Martins e de Mariana da Nóvoa, de Moinhos, Alveios, Tui, moradora no lugar dos Bouços, Prado. Testemunhas: Fortunato José Alves, solteiro, do lugar de Santo Amaro; António Joaquim Gomes, solteiro, do lugar da Breia; e Manuel José Fernandes, casado, do lugar do Carvalhal, todos rurais. // Pai de José Joaquim, de Maria José, de Mariana (ou Maximiana) de Jesus…    

 

GOMES, Maria. Filha de --------- Gomes e de ------------------------------------------. Nasceu por volta de 1850. // Faleceu no lugar de Santo Amaro a --/--/1920, com setenta anos de idade (Jornal de Melgaço n.º 1304, de 12/9/1920). // Nota: ver Maria José Gomes.

 

GOMES, Maria Arlete. Filha de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. Neta paterna de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neta materna de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu a 6/2/1926 e foi batizada na igreja a 4 de Abril desse ano. // Casou a 27/12/1947 com Armando Domingos Alves Araújo.

 

GOMES, Maria do Céu. Filha de Américo Luís Gomes e de Adorinda da Paixão Pinheiro. Neta paterna de Justino José Gomes e de Constança da Conceição Afonso; neta materna de João Luís Pinheiro e de Genoveva Augusta Lopes. Nasceu a 11/6/1947 e foi batizada a 12 de Julho desse ano.

 

GOMES, Maria da Cruz. Filha de António Maria, soldado da Guarda-Fiscal, da freguesia de Santa Maria da Oliveira, Arcos de Valdevez, e de Aurélia Augusta Gomes, lavradeira, natural de Prado, onde moravam. Neta paterna de Antónia Josefa, camponesa, da dita freguesia dos Arcos; neta materna de António Joaquim Gomes, lavrador, natural de Prado, e de Manuela Paula Torres, natural da freguesia de São Fins (?), diocese de Santiago, Galiza. Nasceu no lugar de Santo Amaro, Prado, a 10/4/1887, e foi batizada na igreja a 17 desse mês e ano. Padrinhos: João José Fernandes, soldado da Guarda-Fiscal, de serviço em Melgaço, e sua esposa, Maria Carolina Fernandes, doméstica.     

 

GOMES, Maria Estrela. Filha de Edmundo Álvares Gomes e de Virgínia da Glória Fernandes. Nasceu em Prado a 15/06/1948. // Emigrou para o Brasil no mês de Abril de 1960. // Sem mais notícias.

 

GOMES, Maria Florinda. Filha de Manuel José Gomes (Morgado da Breia) e de Ana Joaquina Rodrigues. Neta paterna de Leandro Gomes e de Guiomar Vaz Alves; neta materna de Francisco Manuel Rodrigues e de -------------------. Nasceu em Prado a --/--/17--, por volta de 1808. // Foi admitida na Confraria das Almas a 15/1/1819. // Casou com António José Joaquim Araújo. // Faleceu nas Carvalhiças, SMP, a 13/1/1878, com 70 anos de idade, viúva de António Joaquim de Araújo, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou filhos.

 

GOMES, Maria José. Filha de José Caetano Gomes e de Vicência Rosa Ferreira, moradores no lugar de Malhagrilos, Prado. Neta paterna de José António Gomes e de Maria Josefa de Fontes; neta materna de José Luís Ferreira e de Bárbara Lourenço, do lugar de Apião, Paderne, termo de Valadares. Nasceu em Prado a 7/1/1835 e foi batizada na igreja paroquial no dia seguinte. Padrinhos: José Manuel Álvares Cordeiro, do lugar de Além, e Maria José Domingues, do lugar do Granjão, ambos de Paderne. 

 

GOMES, Maria José. Filha de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, lavradores, residentes no lugar da Breia, Prado. Neta paterna de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues (defunta), do dito lugar; neta materna de Pedro Martins e de Mariana de Nóvoa, solteiros (defuntos), dos Moinhos, São João de Alveios, Caniça, Tui. Nasceu em Prado a 7/3/1846 e foi batizada na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Fortunato José Alves, do lugar de Santo Amaro, e Maria Inácia Teodora de Sousa, do lugar de Raposos, solteiros. // Casou a 14/7/1870 com Manuel António (Granja), solteiro, lavrador, de 29 anos de idade, nascido no lugar da Granja, São Paio, filho de António Joaquim Domingues e de Marcelina Rosa Gonçalves. // Ambos faleceram em Santo Amaro: o marido a 11/5/1918 e ela a 7/9/1920. // Por sua morte foram citados pelo cartório do escrivão Brito -> Ermezinda Rosa Domingues e marido (filha e genro), Pureza Domingues e marido, Diniz Gonçalves (filha e genro), os quatro ausentes em parte incerta do Brasil; e António Domingues e esposa (filho e nora), ausentes em parte incerta da América do Norte, a fim de assistirem a todos os termos do inventário a que então se procedia (Jornal de Melgaço n.º 1312, de 21/11/1920).   

 

GOMES, Maria Justina das Dores. Filha de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, lavradores, residentes no lugar da Breia, Prado. Neta paterna de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues, do dito lugar; neta materna de Pedro Martins e de Mariana de Nóvoa, solteiros, de Moinhos, Alveios, Tui. Nasceu em Prado a 22/3/1861 e foi batizada na igreja dois dias depois. Padrinhos: José Manuel Lourenço e sua esposa, Ana Joaquina Esteves, do lugar de Santo Amaro, Prado, todos rurais. // Faleceu a 15/9/1935. // Mãe de Manuel Joaquim Gomes (1895-1934).  

 

GOMES, Maria Leonor. Filha de Augusto Gomes (Tringlês) e de Carolina Gomes de Sousa. Neta paterna de Justina das Dores Gomes; neta materna de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria de Jesus Vaz. Nasceu a --/--/1916. // Faleceu a 28/9/1918, com apenas dezoito meses de idade.

 

GOMES, Maria de Lurdes. Filha de Aniceto Gomes e de Belarmina da Glória Sarandão. Nasceu em Prado a --/--/1938 (NM 415). // Casou com António Augusto Lopes, natural da Vila, filho de Rogério Augusto Lopes e de Maria Colmeiro, na igreja matriz de SMP, a 21/1/1962, tendo por padrinhos da boda José Augusto Fernandes e sua esposa, Isaulinda Augusta Colmeiro, tios do noivo. Em casa dos pais da noiva, em Galvão de Baixo, serviu-se o almoço. // (ver Notícias de Melgaço n.º 1424, de 21/1/1962).   

 

GOMES, Maria de Lurdes. Filha de Edmundo Álvares Gomes e de Virgínia da Glória Fenandes. Nasceu em Prado a 25/4/1946. // Emigrou para o Brasil no ano de 1960. // Sem mais notícias.   

 

GOMES, Maria Madalena. Filha de Augusto Gomes (Tringlês) e de Carolina Gomes de Sousa. Neta paterna Justina das Dores Gomes; neta materna de António Augusto Gomes de Sousa e de Maria de Jesus Vaz. Nasceu em -------, a 11/8/1925 e foi batizada na igreja de ------------, a 28/3/1926. // Casou em Estarreja a --/--/195- com Tibério Correia de Sousa.

 

GOMES, Maria Rosa. Filha de ----------- Gomes e de --------------------------------. Nasceu por volta de 1858. // Faleceu no lugar de Santo Amaro a --/--/1917, com 59 anos de idade (Jornal de Melgaço n.º 1172, de 25/8/1917).

 

GOMES, Maria Rosa. Filha de Justina das Dores Gomes, solteira, moradora no lugar da Breia. Neta materna de Manuel Narciso Gomes e de Maria Martins, do dito lugar, todos lavradores. Nasceu em Prado a 17/12/1881 e foi batizada na igreja a 20 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna e Santo António. 

 

GOMES, Mariana de Jesus. Filha de Manuel Narciso Gomes e de Maria Josefa Martins, moradores no lugar da Breia, Prado. Neta paterna de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues (defuntos), do dito lugar; neta materna de Pedro Martins e de Mariana de Nóvoa, solteiros (defuntos), de Moinhos, Alveios, Caniça, Tui. Nasceu em Prado a 19/7/1853 e foi batizada na igreja a 21 desse mês e ano. Padrinhos: António Luís do Souto, do lugar do Buraco, e Maria Inácia Teodora, do lugar de Raposos, solteiros, de Prado. // Foi admitida na Confraria das Almas a 10/11/1872. // Casou na igreja de Prado a 12/9/1875 com José, de 21 anos de idade, solteiro, lavrador, do lugar de Virtelo, Cousso, filho de Francisco Afonso e de Luísa Gonçalves, rurais, do dito lugar. Testemunhas: Aurélio Augusto Vaz, estudante no Liceu de Braga, e Veríssimo Amador Vaz, também estudante, ambos da Breia. // Faleceu a 2/9/1919. // Com geração.       

 

GOMES, Rosa Isolina. Filha de Álvaro António Gomes, natural de São Paio, e de Rosa Luísa Rodrigues, natural de Prado. Nasceu em ---------------, a 9/6/1924, e foi batizada na igreja a 26 de Setembro desse ano. // Casou a 19/3/1956 com Aurélio Augusto Domingues, natural de Prado. // Com geração.

 

GOMES, Rosa Luísa. Filha de Francisco Manuel Gomes e de Maria José Alves Salgado, moradores no lugar da Corredoura, Prado. Neta paterna de João José Gomes (defunto) e de Rosa Maria Alves, do dito lugar; neta materna de Manuel Caetano Alves Salgado e de Rosa Maria de Freitas, do lugar de Surribas, Rouças. Nasceu em Prado a 6/5/1851 e foi batizada três dias depois. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou com Vítor Manuel, onze anos mais novo do que ela, filho de José Caetano Marques (Ganchola) e de Clara Joaquina Fernandes Torres. // Enviuvou em 1910. // Faleceu no lugar da Fichoa a 3/2/1931 (Notícias d Melgaço n.º 99, de 1/3/1931).   

 

GOMES, Vitorino José. Filho de António Joaquim Gomes e de Manuela Posse, moradores no lugar dos Raposos, Prado. Neto paterno de Manuel José Gomes e de Ana Rodrigues (defuntos), do lugar da Breia, Prado; neto materno de Rosendo Posse e de Manuela Barreiro (defuntos), da freguesia de São Félix, arcebispado de Santiago, Galiza. Nasceu em Prado a 20/7/1850 e foi batizado na igreja dois dias depois. Padrinhos: Vitorino José de Castro, solteiro, do lugar de Bouça Nova, Prado. // Morreu a 31/8/1850. 

 

GOMES, Zulmira dos Anjos. Filha de Manuel Joaquim Gomes (Cabaças) e de Maria do Céu Barreiros. Nasceu em Prado a 14/1/1933 (NM 184, de 26/2/1933). // continua...