quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO
 
Por Joaquim A. Rocha



desenho de Luís Filipe G. P. Rodrigues


ROUBOS
 
     Ao longo dos séculos foram acontecendo: uns mais violentos, outros menos, mas sempre deixando um rasto de desalento nas pessoas roubadas. Normalmente nós pensamos que isso só acontece aos outros, mas todos, sem exceção, estamos sujeitos a ser assaltados pelos ladrões, cada vez em maior número. Segundo a lenda, e isso lê-se na bíblia dos cristãos, no velho testamento, Eva roubou da macieira uma simples maçã; o deus Jeová não lhe perdoou, expulsando-a do paraíso! Agora, segundo consta, os tribunais não castigam com severidade; as penas são pequenas, deixando-nos a ideia de que o crime compensa.  


PEREIRA, Firmino. Filho de Bernardino Pereira e de Marcelina Esteves Cordeiro, residentes no lugar das Lages. Neto paterno de Francisco Pereira e de Maria Joana Gonçalves; neto materno de Francisco António Esteves Cordeiro e de Mariana Gonçalves, todos lavradores. Nasceu em Penso a 2/3/1872 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: os avós maternos, de Casal Maninho. // Proprietário. // Casou com Maria Amália da Cruz Rodrigues. // Em Junho de 1918, quando andava a sachar nas suas propriedades, os gatunos partiram o vidro de uma janela de sua casa, roubando-lhe um relógio e corrente de prata, dois cordões de ouro, uma aliança de ouro, e algum dinheiro, pouco, por não terem encontrado mais (Jornal de Melgaço n.º 1211, de 22/6/1918).   

 

*

 

ALMEIDA, Maria das Dores. Nasceu por volta de 1858. // Em 1918 a Câmara Municipal concedeu-lhe uma licença para ela vedar um seu quintal, sito à Feira Nova (JM 1198, de 9/3/1918). // Tinha a profissão de forneira. // A 26/4/1906 foi madrinha de Paulo José de Sousa. // A 9/3/1919, enquanto ela estava na feira, assaltaram-lhe a casa, de onde furtaram um cordão de ouro e 81$50 (JM 1242, de 13/4/1919). // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/1933, com 75 anos de idade. 

 

*

 

     No Jornal de Melgaço n.º 1264, de 28/9/1919, lê-se, referindo-se o autor da notícia à freguesia de Penso: «A vindima por aqui este ano faz-se, com raras excepções, muito antes do tempo, porque o lavrador, vendo a desenfreada roubalheira que todos os dias se nota, resolveu fabricar vinho novo, a fim de evitar a continuação de tais abusos 

Sem comentários:

Enviar um comentário