quinta-feira, 23 de maio de 2024

SONETOS DO SOL E DA LUA

Por Joaquim A. Rocha



// continuação de 11/02/2024.

 

JÁ A TARDE DORMENTE…

 

Já a tarde dormente a face inclina,

Ouve-se o toque da ave-maria,

Anunciando a noite, fim do dia…

Numa eternidade, longa rotina.

 

O mineiro, dentro da funda mina,

Sem o sol, nem cheirando maresia,

Até a brisa da tarde esquecia,

Paisagem que se avista da colina.

 

Assim decorre a minha existência,

Sem luz, na escuridão permanente,

Numa brava luta sem resistência…

 

Caminhando num planeta fervente,

Esgotando a pouca fé, paciência,

Num frémito soluço que se expende.

 

 

SE NASCEMOS DO VERBO…

 

Se nascemos do verbo, da palavra,

Quem criou isso que nos deu o ser?

Quem nos deu a morte, curto viver,

Quem tornou nossa pobre alma escrava?

 

Nascemos do barro, semente brava,

Não foi fácil nosso corpo erguer;

E logo a serpente nos faz sofrer,

Seu olhar a felicidade trava.

 

Onde mora o esquivo paraíso,

Se tudo se transforma em ruínas?

Não há entendimento, não há siso,

 

Não há mais heróis, santos, heroínas.

Perdeu-se tudo, até o alvo riso,

Deixa-se a honra pelas vis esquinas.

 



// continua...




domingo, 19 de maio de 2024

 GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia da Vila (SMP)

Por Joaquim A. Rocha





BATISTA

 

BATISTA, Albina. // Nasceu por volta de 1898. // Faleceu nas Carvalhiças, Vila de Melgaço, a --/--/1931, com apenas 33 anos de idade (NM 97, de 17/2/1931).

 

BATISTA, Filomena. Filha de José Joaquim Batista e de Carlota Joaquina Pereira. Nasceu em 1879. // Casou com Plácido Augusto, filho de António Joaquim Gonçalves e de Maria Joaquina Alves. // Faleceu a 28/10/1944. 

 

BATISTA, Honorato Anselmo. Filho de José Joaquim Batista e de Carlota Joaquina Pereira. // Faleceu a 27/1/1910.

 

BATISTA, José António. // Trabalhou como criado no Rio do Porto (talvez na Casa e Quinta dos Cunha Araújo). // Faleceu a 14/3/1851 e foi sepultado na igreja matriz, a 16, com ofício de vinte padres, segundo a disposição testamentária. 

 

BATISTA, José António. Filho de --------- Batista e de ---------- Domingues (*). Nasceu a --/--/19--. // Em 1938 fez exame do 2.º grau na escola da Vila, com o professor Abílio Domingues, e ficou aprovado (NM 413). /// (*) A mãe de José António Batista faleceu no lugar das Carvalhiças a 17/4/1964, com sessenta e cinco anos de idade, no estado de viúva (ver Notícias de Melgaço n.º 1509, de 19/4/1964).

 

BATISTA, José Joaquim. Filho de José António Batista, morador no Rio do Porto. Nasceu em 1824. // Foi admitido na Confraria das Almas de Prado a 19/2/1852. // Casou com Carlota Joaquina, filha de Domingos Gonçalves Pereira. // Faleceu em 1881.

 

BATISTA, José Joaquim. // A 17/1/1852 estava solteiro e era criado de servir na Casa do Rio do Porto, SMP. // Faleceu na Vila a 18/9/1907 (JM 701).

 

BATISTA, Ludovina Rosa. Filha de José Joaquim Batista e de Carlota Joaquina Pereira. Nasceu em 1850. // Casou com Manuel Joaquim Salgado. // Faleceu a 25/12/1933. // Mãe de Honorato Anselmo; Júlia da Glória; Amadeu; Isaura dos Prazeres; e Luís. 

 

BATISTA, Paulina das Neves. Filha de José Joaquim Batista e de Carlota Joaquina Pereira. Nasceu em 1867. // Casou com Joaquim Augusto Rodrigues. // Faleceu a 8/7/1930.

 

BATISTA, Virgínia Cândida. Filha de José Joaquim Batista e de Carlota Joaquina Pereira. // Faleceu a 17/4/1896.

 

BERMUDES

 

BERMUDES, Aida. Filha de Emília Rosa Bermudes (Latona), e de (*). Neta materna de Maria do Carmo Bermudes. Nasceu em SMP a 1/12/1924. // Em 1938 fez exame, na Vila, do ensino primário, ficando aprovada. A professora era Emília da Conceição Magalhães (Notícias de Melgaço n.º 409). // Casou a 30/3/1952 (ver NM 1021, de 20/4/1952) com António Alberto Fernandes, natural do lugar do Peso, freguesia de Paderne, soldado da Guarda-Fiscal (ou da Guarda Nacional Republicana). // Faleceu no lugar da Várzea, Paderne, a --/12/2015, com 91 anos de idade. /// (*) Consta que o seu pai era um juiz que estivera em Melgaço durante uns tempos.

 

BERMUDES, Aida da Purificação. Filha de Leonel Bermudes, natural de SMP, e de Germana Alves, de Riba de Mouro, Monção, moradores na Vila de Melgaço, onde ela depois teve um talho de carnes verdes. Neta paterna de Maria do Carmo Bermudes; neta materna de Maria Teresa Alves. Nasceu na Rua do Espírito Santo, SMP, a 15/2/1912, e foi batizada na igreja matriz. Padrinhos: Manuel Bernardo e Angelina Vitória. // Casou na Vila a 7/7/1946, somente pela igreja católica, com Manuel Luís Pinto Rodrigues (Macarrão), nascido em Rouças em 1910, “viúvo” de Maria da Glória Gonçalves Pereira (*). // A Aida da Purificação era uma mulher dinâmica – teve um restaurante, no Largo Hermenegildo José Solheiro, que soube gerir com eficácia, e uma pequena Quinta, nas Carvalhiças. // Em 1964 colocou a sua pensão a trespasse (ver NM 1521, de 2/8/1964). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1564, de 8/8/1965: «Trespassa-se, por motivo de retirada, a Pensão Bermudes, desta Vila, e arrendam-se as terras de cultivo, sitas no lugar das Carvalhiças, pertencentes à mesma proprietária. Falar com APB. Largo Hermenegildo Solheiro, Melgaço.» // “Enviuvou” a 21/11/1967. // Faleceu na Vila de Melgaço a 13/3/1997. Aquando da sua morte morava no Loteamento Carvalho de Lobo, Rouças. // Mãe de Maria Teresa, funcionária da CMM (viúva, em 2010, de Manuel Augusto de Sousa, ex-funcionário do BB&I). /// (*) O noivo já tinha casado há uns anos atrás com a mãe do Miguel Gonçalves Pereira (Macarrão) também só pela igreja! Essa senhora morreu muito nova.

 

BERMUDES, António Cândido. Filho de Maria do Carmo Bermudes, solteira, padeira, natural de Parada do Monte, moradora na Rua de Baixo. Neto materno de José Bermudes e de Maria Rosa Lença. Nasceu na Vila a 23/3/1899 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: António Carlos Esteves, solteiro, proprietário, e Ana Vasques de Abreu, casada, moradores em SMP. // Faleceu na Rua Direita, Vila, a 17/2/1900, e foi sepultado no cemitério municipal.  

 

BERMUDES, António Manuel. Filho de José Bermudes, barbeiro, e de Maria dos Anjos Colmeiro, doméstica. Neto paterno de Maria da Natividade Bermudes; neto materno de Artur Cândido Colmeiro e de Dulcinda de Carvalho. Nasceu na vila de Melgaço a 17/7/1957. // Casou com Laura Esteves, natural de Paderne. // É empregado da Câmara Municipal de Melgaço. // É conhecido por Garrincha. A razão desta alcunha tem a ver com o seu jeito para o jogo de futebol; o “Garrincha” brasileiro foi um dos melhores jogadores de todos os tempos, segundo dizem.

 

BERMUDES, António Xavier. Filho de Leonel Bermudes, artista, de SMP, Melgaço, e de Germana Alves, peixeira, de Riba de Mouro, Monção. N.p. de Maria do Carmo Bermudes; n.m. de Maria Teresa Alves. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 23/9/1910, e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: António Xavier Figueiredo Ribeiro e Castro, solteiro, secretário da Câmara Municipal, de Paderne, e Margarida Pires, solteira, proprietária. // Faleceu na Rua Basílio Teles, SMP, a 26/12/1910, e foi sepultado no cemitério municipal. 

 

BERMUDES, Artur Manuel. Filho de José Bermudes (Zé Cró), barbeiro, com oficina no Rio do Porto, ou Loja Nova, e de Maria dos Anjos Colmeiro, doméstica. Neto paterno de Maria da Natividade Bermudes; neto materno de Artur Cândido Colmeiro e de Dulcinda de Carvalho. Nasceu a 14 de Janeiro de 1956. // Morreu a 26/7/1985 e está sepultado no cemitério municipal da Vila de Melgaço. // Consta que foi um ótimo jogador de futebol do Sport Clube Melgacense; chamavam-lhe “Pelé”.

 

BERMUDES, Elvira Augusta. Filha de Leonel Bermudes e de Germana Alves. Nasceu na Vila a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 103, de 9/6/1914). // Faleceu com apenas seis meses, a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 124, de 10/11/1914).

 

BERMUDES, Emília Rosa. Filha de Maria do Carmo Bermudes, padeira, natural de Parada do Monte. Neta materna de José Bermudes e de Maria Rosa Lença. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 20/8/1906, e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco António de Araújo, casado, proprietário, e Emília Rosa da Costa, solteira, doméstica. // Foi mãe solteira de Aida Bermudes. // Casou na CRCM a 18/1/1930 com Agostinho, pedreiro, filho de José Joaquim de Araújo e de Ana Joaquina Domingues, viúvo e com filhos. // Morou nas Carvalhiças. // Viveu muitos anos casada somente pela CRCM, depois casou pela igreja, «in articulus mortii». // Foi mãe de muitas crianças, além da dita Aida, cerca de dez. // Ficou viúva a 11/9/1954 e teve de trabalhar imenso, no matadouro e nas hortas, para sustentar os filhos, sobretudo os mais novos. // Faleceu em casa, juntamente com a filha Teresa, devido a uma fuga de gás, a 1/1/1983; tinham-se esquecido de deixar uma frincha aberta para entrar o ar.     

 

BERMUDES, Ester. Filha de Maria do Carmo Bermudes, solteira, padeira, moradora na Rua da Calçada, SMP. Neta materna de José Bermudes, serralheiro, e de Maria Rosa Lença. Nasceu na Rua da Calçada de Baixo, a 25/3/1894, e foi batizada a 1/4/1894. Padrinhos: Justiniano António Esteves, solteiro, “brasileiro”, de SMP, e Miquelina de Jesus Cunha, solteira, da Pigarra, SMP.  

 

BERMUDES, Francisco Joaquim. Filho de ---------- Bermudes e de --------------------------. Nasceu em -----------, por volta de 1881. // Morreu na Vila de Melgaço no ano de 1928, com 47 anos de idade.

 

BERMUDES, Henrique Fernando. Filho de Maria da Natividade Bermudes (Cró). Neto materno de Maria do Carmo Bermudes. Nasceu a 3/3/1919. // Casou na freguesia de Prado a 19/11/1944 com Maria Adelina, filha de Maria da Glória Trancoso. // Foi funcionário (guarda) dos Serviços Florestais. Em 1947 foi colocado no concelho de Monção (NM 841, de 3/12/1947). // Morou no lugar dos Bouços, Prado. // Morreu a 24/6/1998 e foi sepultado no cemitério de Prado. // Com geração. // Nota: não era, como seu irmão José Bermudes, filho do juiz de direito.  

 

BERMUDES, Henrique José. Filho de José Bermudes e de Maria dos Anjos Colmeiro. Nasceu na Vila de Melgaço a 13/1/1954. // Consta que ingressou na marinha de guerra. // Mora em Lisboa.

 

BERMUDES, Homero Augusto. Filho de Maria do Carmo Bermudes, natural de Parada do Monte. Neto materno de José Bermudes e de Maria Rosa Lença. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 26/11/1909, e foi batizado a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas, casado, alfaiate, e Glória da Conceição Bermudes, solteira, doméstica. // S.m.n. 

 

BERMUDES, João Cândido. Filho de Maria do Carmo Bermudes, solteira, padeira, natural de Parada do Monte. Neto materno de José Bermudes e de Maria Rosa Lença. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 30/3/1901, e foi batizado a 2 de Abril desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, casado, negociante, e Beatriz do Nascimento Gomes, solteira, costureira. // Morreu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço a 6/11/1947 (ver Notícias de Melgaço n.º 838, de 9/11/1947).

 

BERMUDES, José. Filho de Maria da Natividade Bermudes (Maria Cró), solteira, e do (Dr. Manuel José – ou Manuel Luís – de Sousa Morato, juiz em Melgaço nessa altura). Neto materno de Maria do Carmo Bermudes. Nasceu na Vila a 11/9/1921 e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: João Barreiros (Almeida), solteiro, sapateiro, natural de Barcelos, morador em Melgaço, e Teresa Bernardes, solteira, lavradora, de Castro Laboreiro. // Casou na Vila a 2/12/1951 com Maria dos Anjos, filha de Artur Augusto Colmeiro (Serôdio) e de Dulcinda de Carvalho. // Barbeiro. // A vida nem sempre lhe correu de feição em termos financeiros; um dia, desesperado, teve de recorrer a atos ilícitos, manchando assim a sua imagem impoluta. // Foi um dos melhores jogadores de futebol do SCM. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1549, de 28/3/1965: «Por intermédio do agente n.º 18031, Miguel Henrique Gonçalves Pereira, desta vila, foram contemplados com doze resultados certos os seguintes senhores: José Bermudes, desta vila, na importância de ----$70, no 24.º concurso, de 24/02/1965». // Enviuvou a 11/11/1969. // Em 2000 encontrava-se internado no Lar Pereira de Sousa. // Faleceu a --/--/2---. // Com geração.    

 

BERMUDES, Leonel. Filho de Maria do Carmo Bermudes, solteira, nascida em Parada do Monte, a morar na casa dos pais. Neto materno de José Bermudes, serralheiro, e de Maria Rosa Lença, moradores na Rua da Calçada, SMP. Nasceu a 19/11/1887 e foi batizado a 1 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Vitorino Augusto dos Santos Lima e Dalinda do Loreto Roma Lemos Puga, todos de SMP. // Jornaleiro. // Casou na igreja de SMP a 16/12/1909, com Germana, de 16 anos de idade, jornaleira, nascida em Riba de Mouro, filha natural de Maria Teresa Alves, marchante, e de (Luís Silva?). Testemunhas: Diogo Manuel Pinto, viúvo, e Abílio César Pinto, casado, residentes na Vila. // Em 1912 ele e João Lopes andaram à pancada, saindo ferido da refrega João Lopes (Correio de Melgaço n.º 22, de 3/11/1912). // Em 1913 foi nomeado oficial de diligências, substituindo Mâncio Rosa Alves de Melo, por este ter sido demitido pelo administrador do concelho (Correio de Melgaço n.º 81, de 4/1/1914). // Foi nomeado oficial da Administração em Melgaço; tomou posse a 14/7/1916 (Correio de Melgaço n.º 209, de 30/7/1916). // Em 1933 trabalhava na Câmara Municipal de Valença; nesse ano, dia 4 de Agosto, pelas quatro horas da manhã, manifestou-se um incêndio na sua casa da Vila de Melgaço, mas os bombeiros voluntários não deixaram o fogo alastrar (NM 203, de 6/8/1933). // Faleceu na Vila a 6/5/1955, com geração. // A sua viúva morreu também na Vila a 3/1/1969, com 77 anos de idade.    

 

BERMUDES, Maria de Lurdes. Filha de Maria da Natividade Bermudes. Nasceu na Vila a --/--/1915 (Correio de Melgaço n.º 180, de 2/1/1916). // Faleceu na Vila a --/--/1916, com apenas onze meses de vida (Correio de Melgaço n.º 229, de 17/12/1916).

 

BERMUDES, Maria da Natividade (Maria Cró). Filha de Maria do Carmo Bermudes, padeira, natural de Parada do Monte, moradora na Rua de Baixo, Vila de Melgaço. Neta materna de José Bermudes e de Maria Rosa Lença. Nasceu a 23/1/1897 e foi batizada nesse mesmo dia. Padrinhos: António Filipe de Barros, casado, proprietário, e Teresa de Jesus Rodrigues Teixeira, casada. // Faleceu na Vila de Melgaço, no lugar de Galvão, a 25/2/1964. // Mãe solteira.

 

BERMUDES, Miguel. // Natural de Santa Eufémia, Ourense. // Sapateiro. // Em 1861 morava, mais a esposa, no lugar da Orada, SMP.  

 

BESALBA

 

BESALBA, António Júlio. Filho de Agostinho Besalba, ferreiro, de Paredes da Beira, São João da Pesqueira, e de Josefa Antero, galega, moradores nas Carvalhiças, SMP. N.p. de Domingos Besalba e de Luísa dos Santos Almeida, de São João da Pesqueira; n.m. de Agostinho Antero e de Maria Alexandrina Fernandes, de Carvalheda, Ourense. Nasceu a 21/1/1875 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: António Joaquim Baião, escrivão do Juizo de Direito (tabelião), casado, e Rita Clara Teixeira Gomes da Cunha, solteira, proprietária, residentes na Rua Direita, Vila de Melgaço.    

 

BESSA

 

BESSA, João Maria. // Nasceu por volta de 1888. // Faleceu na Vila em 1927, com 39 anos.

 

BESTEIRO

 

BESTEIRO, António Gomes (Padre). // Era (s.e.) irmão do padre Cristóvão Gomes Besteiro. // Faleceu na Vila a 28/10/1766. 

 

BESTEIRO, António Joaquim. Filho de Maria Mónica Besteiro, galega. N.m. de Manuel Besteiro e de Gertrudes Peres, da freguesia de Prado, Galiza. Nasceu a 13/6/1809 e foi batizado na igreja de SMP nesse dia. Padrinhos: Joaquim António da Silva Carvalho e Margarida Joaquina de Barros, moradores na Vila.

 

BESTEIRO, Cristóvão Gomes (Padre). // Foi provedor da SCMM em 1704. // Era sobrinho do padre Cristóvão Besteiro.

 

BESTEIRO, Francisco Antão Mendes Araújo. // Em 1788 era tabelião.

 

BESTEIRO, Maria Claudina. Filha de José Besteiro e de Maria Joana da Lama, caseiros na Orada, Melgaço. N.p. de Francisco Besteiro e de Joana Mendes, caseiros na Quinta da Carvalheda, Alvaredo; n.m. de José Luís da Lama e de Maria José de Castro, caseiros no lugar da Várzea, Paderne. Nasceu a 19/5/1846 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: o avô materno e tia materna, Joaquina Rosa.

 

BESTEIRO, Pero Mendes. // Em 1653 era vereador e juiz pela ordenação (OJM, de ACE, p. 121).

 

BESTEIRO, Simão Gomes. // Em 1648 era vereador e juiz pela ordenação. // Casou com Isabel Veloso. // Morou na Quinta do Lobo. // A 26/2/1646 vendeu a Bartolomeu Alves e mulher, Domingas Quintela, do Outeiro, Chaviães, um campo e uma vinha que possuía nessa freguesia, por 40.000 réis.  

 

BEZERRA

 

BEZERRA, Afonso [José]. Filho de João Pita Bezerra, natural de Darque, termo de Barcelos, capitão de Infantaria n.º 12, e de Maria Teresa de Jesus Ribeiro Costa, natural de Melgaço, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda, de Darque, termo de Barcelos; n.m. de Cipriano da Costa Freitas e de Helena Ana Ribeiro Codesso, residentes no dito Campo da Feira. Nasceu a 17/2/1830 e foi batizado na igreja de SMP a 20 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna e João Cândido, irmão do batizando. // Deve ter seguido em 1834 com sua mãe, já viúva, e seus irmãos, para Darque, terra do pai e avós paternos.

 

BEZERRA, Alexandre. Filho de João Pita Bezerra, tenente de Infantaria, e de Maria Teresa de Jesus Ribeiro Costa, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda, de Darque; n.m. de Cipriano da Costa de Freitas e de Helena Ana Ribeiro Codesso, do CFF. Nasceu em SMP a 25/9/1826 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinho: José da Purificação, cónego regular de São Vicente (representado por seu irmão, padre Manuel Caetano da Costa Ribeiro Codesso, tios do batizando), tios do batizando. // Nota: morreu ainda bebé.

 

BEZERRA, Alexandre. Filho de João Pita Bezerra e de Maria Teresa de Jesus Ribeiro Costa. N.p. de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda; n.m. de Cipriano da Costa de Freitas e de Helena Ana Ribeiro Codesso. Nasceu em SMP a 26/2/1828 e foi batizado a 1 de Março desse ano. Padrinhos: a sua avó materna e seu filho, João Vicente, tio do batizando. // Deve ter ido, em 1834, com os irmãos e mãe, já viúva, para Darque, termo de Barcelos, terra do pai e avós paternos.

 

BEZERRA, Helena Ana. Filha de João Pita Bezerra, militar, e de Maria Teresa de Jesus Ribeiro Costa Freitas, proprietária. Neta paterna de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda; neta materna de Cipriano da Costa Freitas e de Helena Ana Ribeiro Codesso. Nasceu em SMP a 11/9/1834 e foi batizada pelo padre Bernardino José Gomes, pároco da Vila, a 15 desse mês e ano. Padrinhos: a avó materna e seu neto, João Cândido, irmão da neófita. // Deve ter seguido ainda em 1834 com a mãe, já viúva, e seus irmãos, para Darque, termo de Barcelos, terra dos Pita Bezerra, a fim de escaparem a prováveis represálias por parte dos liberais, que muito sofreram com a fúria do capitão Bezerra. // Em 1874 ainda vivia.    

 

BEZERRA, João. Filho de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda, de Darque (São Sebastião), termo de Barcelos. // Era tenente do Regimento de Infantaria 21 quando casou na igreja do mosteiro de Paderne a 21/7/1823 com Maria Teresa de Jesus da Costa Freitas, filha de Cipriano da Costa Freitas e de Helena Ana Ribeiro Codesso, moradores em SMP. Testemunhas: padre João Manuel Esteves, de Queirão, e padre Francisco António Domingues, padernenses. // Em 1831 já era capitão (ver assento de batismo de Helena Afonso, nascida na Vila a 20/7/1831). // Morreu no Porto, durante a guerra civil, abatido pelos liberais e atirado ao rio Douro. A viúva e filhos refugiaram-se em Darque, em casa dos pais do militar miguelista.    

 

BEZERRA, João Cândido. Filho de João Pita Bezerra, natural de Darque, e de Maria Teresa de Jesus da Costa Codesso Freitas, natural de Melgaço. Neto paterno de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda; neto materno de Cipriano da Costa Freitas e de Helena Ana Ribeiro da Costa Codesso. Nasceu na Vila de Melgaço a 9/4/1824 e foi batizado na igreja a 12 desse mês e ano. Padrinhos: seu tio-avô, Jerónimo José Ribeiro, e sua avó, Helena Ana. // A 25/9/1829, na igreja de Chaviães, foi padrinho de José Joaquim; a madrinha era a sua própria avó e madrinha. // Devido ao facto de seu pai ter sido morto na cidade do Porto pelos liberais, aquando da guerra civil, ele e seus irmãos, juntamente com a mãe viúva, refugiaram-se em casa dos avós paternos, sita em Darque, termo de Barcelos. // Sem mais notícias.   

 

BEZERRA, Lourenço. Filho de João Pita Bezerra e de Maria Teresa de Jesus Ribeiro Costa. N.p. de João Pita Bezerra e de Francisca de Miranda; n.m. de Cipriano da Costa Freitas e de Helena Ana Ribeiro Codesso. Nasceu em SMP a 28/1/1833 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: a avó materna e seu neto, João Cândido, irmão do neófito. // Deve ter partido em 1834, com a mãe, já viúva, e seus irmãos, para Darque, terra do pai e avós paternos, a fim de evitarem represálias por parte dos liberais.      

 

BORGES

 

BORGES, Adelaide da Anunciação. Filha de Simão Pedro Borges, soldado da Guarda-Fiscal, de Saldanha, Macedo de Cavaleiros (ou Alfândega da Fé), Bragança, e de Maria Templana, lavradeira, de Barbeita, Monção, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. N.p. de António Manuel Borges e de Maria Carlota; n.m. de Miguel Templano e de Maria Joaquina Barreira (ou Barreiros). Nasceu a 13/3/1897 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Templano (Temprão), solteiro, pedreiro, e Elvira Joaquina Fernandes, solteira. 

 

BORGES, Alberto Cândido. Filho de Simão Pedro Borges, guarda-fiscal, da freguesia de Saldonha, Alfândega da Fé, e de Maria Templana, doméstica, de Barbeita, Monção. N.p. de António Manuel Borges e de Maria Carlota; n.m. de Miguel Templano e de Maria Joaquina Barreiro. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 5/8/1902, e foi batizado três dias depois. Padrinhos: António Rodrigues e sua mulher, Florinda Rosa Vieira, padeiros. // Faleceu na dita Rua de Baixo, SMP, a 20/12/1905, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço.

 

BORGES, Augusto Luís. Filho de Simão Pedro Borges, soldado da Guarda-Fiscal, de Saldanha, freguesia de São Martinho, Alfândega da Fé, e de Maria Templana, lavradeira, de Barbeita, Monção, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. N.p. de António Manuel Borges e de Maria Carlota; n.m. de Miguel Templano e de Maria Joaquina Barreiros. Nasceu a 16/2/1896 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Luís Templano, lavrador, solteiro, e Elvira Joaquina Fernandes, solteira. (O padrinho assinou Temprano). // Faleceu a 26/2/1896.   

 

BORGES, Augusto Luís. Filho de Simão Pedro Borges e de Maria Templana. Nasceu na Vila a 23/3/1899 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Luís Templano, de Barbeita, e Elvira Joaquina Fernandes, da Vila de Melgaço.   

 

BORGES, Carminda de Lurdes. Filha de Filipe Araújo Borges, de Castelo Branco, marinheiro, e de Joaquina Antunes Pereira, dos Arcos de Valdevez, com taberna na Vila de Melgaço durante longo período. // Nasceu em SMP a --/--/195-. // Casou na capela da Orada a 3/3/1968 com Manuel (ou Manuel António), filho de Manuel Afonso e de Maria Domingues, natural de São Paio. // Emigrantes. // O seu marido morreu em França em Maio de 2013.

 

BORGES, Filipe. Filho de Manuel Araújo Borges e de Maria Luísa. Nasceu em Escalos de Cima, Castelo Branco, em 1908. // Marinheiro. // Casou com Maria José Nunes, sua conterrânea. // O casal viveu em Lisboa até 1940; mas em virtude da esposa ter adoecido, o médico recomendou-lhe que se transferisse para uma terra com ares saudáveis a fim de ela melhorar; escolheram Melgaço. A esposa melhorou de facto, deu à luz um filho em 1941, mas a maldita doença voltou, e desta vez não lhe pôde fazer frente. Maria José faleceu em Corçães, Rouças, onde residiam, a --/9/1947. Deste casamento nasceram dois filhos: Carlos Manuel (Lisboa) e António (Melgaço). // Casou em segundas núpcias, a 20/10/1948, com Joaquina Antunes Pereira, de Miranda, Arcos de Valdevez, residente em Melgaço, filha de Jaime Antunes, latoeiro, de Vieira do Minho, e de Maria Rosa Pereira, tendeira, de Ponte da Barca, a qual Joaquina já tinha um filho, Manuel, nascido em 1945, gerado por seu marido Francisco Augusto de Castro (1908-1947). // A sua 2.ª esposa era taberneira na Praça da República, Vila de Melgaço. // Ele reformou-se a 20/5/1960. // Morreu na Rua Velha, SMP, a 17/2/1963, com 55 anos de idade. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1462, de 17/2/1963: «… faleceu no dia 17 na sua casa de morada sita à Praça da República, Filipe de Araújo, de 57 (!) anos de idade, marinheiro que foi do posto desta vila; era casado em segundas núpcias com Joaquina Antunes Pereira...» // A sua viúva morreria muitos anos depois, a 13/7/2010, com 91 anos de idade. // Do 2.º casamento houve duas filhas: Maria Natália e Carminda de Lurdes. 

 

BORGES, Maria Natália. Filha de Filipe Araújo Borges, natural de Castelo Branco, marinheiro, e de Joaquina Antunes Pereira, natural dos Arcos de Valdevez, taberneira em Melgaço. Nasceu em SMP a --/--/1949. // Casou a 10/9/1967 com Manuel Ferreira, nascido em 1941 ou 1942, motorista da “Auto Viação de Melgaço”, filho de António Ferreira e de Glória Fernandes, camponeses, naturais de Monção, caseiros em Melgaço. // Foi funcionária (s.e.) do Centro de Saúde de Melgaço. // Enviuvou em Junho de 2016. // Faleceu a --/11/2021, com 72 anos de idade; morava no lugar do Fecho, Rouças (A Voz de Melgaço n.º 1457, de 1/12/2021. // Com geração.  

 

BORGES, Miguel. Filho de Simão Pedro Borges, soldado da Guarda-Fiscal, da freguesia de Saldanha, Alfândega da Fé, e de Maria Templana, lavradeira, de Barbeita, Monção, moradores na Rua da Misericórdia, Vila de Melgaço. N.p. de António Manuel Borges e de Maria Carlota, lavradores, de Saldanha, Alfândega da Fé; n.m. de Miguel Templano (ou Temporão) e de Joaquina Maria Barreiro, de Barbeita, Monção. Nasceu a 31/7/1894 e foi batizado a 2 de Agosto do dito ano. Padrinho: o seu avô materno. // Faleceu a 22/2/1896.

 

BORGES, Pedro de Sousa. // Capitão de cavalos. // Uniu-se, por casamento, à Casa de São Julião, SMP, onde residiu. // Em 1740 era vereador e juiz pela ordenação (OJM, de ACE, p. 128).

 

BOTELHO

 

BOTELHO, Benedita Rosa. Filha de Maria Joana Botelho, solteira, das Carvalhiças, SMP. // Faleceu a 19/6/1825.

 

BOTELHO, Branca. Filha de Mâncio Rosa Botelho, escrivão de Direito, da Vila de Monção, e de Emília Clementina Pereira Bacelar, de Formariz, Coura, moradores em Melgaço. N.p. de António Mâncio Botelho (falecido antes de 1886) e de Maria Angelina Ferreira de Magalhães; n.m. de Manuel José da Cunha Bacelar e de Maria Ventura Pedreira de Brito (falecidos antes de 1886). Nasceu na Vila de Monção a 3/8/1876 e foi batizada na igreja matriz da Vila de Melgaço a 21/6/1886. Padrinho: Conselheiro José Guilherme Pacheco, residente no Porto (representado pelo Dr. Manuel Albino Pacheco Cordeira, médico do partido municipal de Monção, e este pelo padre Elias de Jesus Marques, de Prado, Melgaço).

 

BOTELHO, Maria Joana. // Morou nas Carvalhiças, SMP. // Faleceu solteira, de repente, a 18/3/1848, sem testamento, e foi sepultada na igreja matriz de SMP. No dia da sua morte a justiça foi tomar conta de tudo quanto ela tinha e lhe mandou fazer o enterro de dez padres. 

 

BOUCELHO

 

BOUCELHO, José. Filho de ----------------------- (?). Nasceu na Galiza. // Foi oficial de diligências e porteiro na Vila de Melgaço. // Morreu no lugar da Corga, SMP, onde morava, a 2/10/1850, sendo sepultado na igreja da SCMM no dia seguinte, de acordo com a disposição testamentária.

 

BOUCELHO, Josefa. // Morou na Rua Direita, SMP. // Faleceu a 29/11/1877, casada, e foi sepultada no cemitério público, recentemente inaugurado. Não deixou filhos.

 

BRAGA

 

BRAGA, Asdrúbal. // Em Agosto de 1946 estava casado e era aspirante de Finanças; morava na Vila de Melgaço. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1603, de 24/7/1966: «Terminou a licenciatura em ciências biológicas, com boa classificação, na Faculdade de Ciências da Faculdade do Porto, a jovem melgacense Amália, filha de Asdrubal Sotomaior Braga, funcionário de Finanças, e de sua esposa, Julieta da Conceição Costa, professora oficial, ambos aposentados e residentes naquela cidade. À nova doutora, bem como a seus pais, os nossos cumprimentos de felicitações.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1611, de 2/10/1966: «Acaba de ser nomeada professora do liceu de Chaves esta nossa distinta conterrânea a quem Notícias de Melgaço, como único semanário editado na nossa terra, se referiu ao terminar a licenciatura, em julho último, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Nada obsta a que tire, voluntariamente, outro curso na Faculdade de Letras onde se encontra inscrita. Das suas qualidades de estudante, e de explicadora, bastará apenas dizer que iniciou a carreira oficial ainda com vinte anos de idade. Que no bom clima flaviense goze da merecida felicidade são os nossos votos aos quais acrescentamos: parabéns      

 

BRAGA, João Fernandes. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 22, de 21/7/1929: «Tomou posse do cargo de tesoureiro da CMM o nosso amigo senhor JFB, amanuense adido da administração do concelho de Monção. Apresentamos-lhe os nossos cumprimentos.» // No “Notícias de Melgaço” n.º 364, de 8/8/1937, surge-nos esta surpreendente notícia: «no dia 27 do mês findo respondeu no tribunal judicial desta comarca, em tribunal coletivo, JFB, tesoureiro da Câmara Municipal deste concelho, acusado dos crimes de peculato e burla. Tendo sido provado apenas este último, foi condenado na pena de três anos de prisão maior celular, ou na alternativa na de quatro anos e meio de degredo em possessão de 1.ª classe; em 1.000$00 de imposto de justiça, adicionais, e na indemnização de escudos 25.000$00 ao município  

 

BRAGA, Lino Fernandes. // Alquilador (*). // A 3/5/1896 restabeleu a carreira de diligências entre as Vilas de Melgaço e Monção, só interrompida pelo falecimento do “Diós”. /// (*) Aquele que aluga, compra, ou vende, cavalgaduras para transporte de pessoas ou coisas.

 

BRAGA, Manuel José Nogueira Leite. // Tenente de Infantaria 3, em Viana do Castelo. // Foi o 1.º administrador de Melgaço após a revolução de 28/5/1926. Ainda nesse ano, Junho ou Julho, foi exonerado. 

 

BRANDÃO

 

BRANDÃO, Fernando Abreu Cardoso (Dr.) // Tomou posse na quinta-feira, 19 de Novembro de 1936, do cargo de delegado do Procurador da República na comarca de Melgaço.

 

BRANDÃO, Gil Esteves (Bordão). // Tomou parte na tomada da praça de Melgaço, por ser criado do mestre de Avis, D. João I.

 

BRANDÃO, João Francisco Gomes Vieira. // Em 1908 foi promovido a 2.º aspirante e colocado em Melgaço como empregado extraordinário da Repartição de Fazenda (JM 737).

 

BRANDÃO, Rogério. // Em 1938 era «conhecido mecânico no meio automobilista melgacense.» Nesse ano foi preso e respondeu a 15/9/1938 «por transgressão ao código das estradas.» Defendeu-o o Dr. João Durães (!) e julgou-o o 2.º substituto do juiz de direito, Dr. José Joaquim Abreu. Não encontrando qualquer culpa, foi absolvido (ver o Notícias de Melgaço n.º 413, de 18/9/1938).  

 

BRAZ

 

BRAZ, Carlos. Filho de Artur Braz e de Virgínia da Encarnação Braz. // Em 1948 morava em Paderne, Melgaço, e era soldado da Guarda-Fiscal, na Secção de Melgaço. // Em Dezembro de 1948, ou Janeiro de 1949, faleceu a sua mãe, com sessenta e seis anos de idade, residente no Bairro Madre de Deus, Lisboa (Notícias de Melgaço n.º 885, de 9/1/1949).

 

BRAZ, José Teixeira. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1018, de 23/3/1952: «... faleceu há dias no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, com a idade de 63 anos, o senhor José Teixeira Brás (o Zé das Hortas), natural de Marco de Canavezes e residente nesta vila

 

BRITO

 

BRITO, Alberto José. Filho de José António de Brito e de Carolina Cândida de Sousa. Nasceu a --/--/1917 (Jornal de Melgaço n.º 1176, de 22/9/1917). // Faleceu a 30/3/1918, com apenas seis meses de vida.

 

BRITO, Amândio. Filho de Custódio da Costa Brito e de Isabel Desdémona de Barros. Nasceu em SMP a --/--/1919. // Faleceu a 2/8/1920, com apenas quinze meses de vida (Jornal de Melgaço n.º 1300, de 8/8/1920).

 

BRITO, António de Figueiroa (Padre). // Foi pároco da Vila e provedor da SCMM em 1665. // Era irmão de Inês de Puga e de Maria Brito Figueiroa, as mesmas que doaram à Confraria do Senhor da Vila «um relicário de prata sobredourada com seu cordão de seda e ouro e sua bolsa que serve para levar o senhor que vai de noite fora, ou quando chove» (Notícias de Melgaço n.º de 29/11/1959).  

 

BRITO, Caetano Maria. Filho de José António de Brito e de Carolina Cândida de Sousa. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1916 (Correio de Melgaço n.º 204, de 25/6/1916). // Faleceu com apenas onze horas de vida (Correio de Melgaço n.º 204).

 

BRITO, Claudemiro (ou Claudino) José. Filho de Marcos (ou Manuel) José Pereira de Brito, marceneiro, de Bela, Monção, e de Emília de Jesus Pires, de Melgaço. N.p. de Ana Joaquina Pereira de Brito, solteira, de Bela, Monção; n.m. de José Joaquim Pires e de Vitória Florinda Lourenço, de Melgaço. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 21/12/1888, e foi batizado a 3/1/1889. Padrinhos: José Joaquim Alves de Magalhães, casado, proprietário, e sua esposa, Higina Cândida de Magalhães.

 

BRITO, Custódio. Filho de Francisco Nunes da Costa e Brito e de Margarida de Jesus Rebelo. Nasceu em Eira Vedra (São Paio), Vieira do Minho, por volta de 1889. // Em 1914 tomou posse como escrivão de direito na comarca de Melgaço (Correio de Melgaço n.º 117, de 22/9/1914). // Em 1915 pediu em casamento Isabel Desdémona, filha de António Filipe de Barros, capitalista (Correio de Melgaço n.º 169, de 10/10/1915). // Casaram a uma quarta-feira, 23/2/1916 (Correio de Melgaço n.º 188, de 27/2/1916). // A 14/11/1917 a sua esposa deu à luz uma criança do sexo feminino (Jornal de Melgaço n.º 1184, de 24/11/1917). // Em Abril de 1918, tomou posse - como administrador - do concelho de Melgaço (Jornal de Melgaço n.º 1203, de 20/4/1918). // Em Novembro de 1918 surge o seu nome no jornal como sendo «alferes de artilharia n.º 5» (Jornal de Melgaço n.º 1227, de 22/11/1918). // A 14/2/1919 cede o seu lugar de administrador ao Dr. José Joaquim de Abreu, de São Gregório. O povo gritava: «fora o Brito; viva o Dr. Abreu» (JM 1235). // Divorciou-se de Isabel Desdémona por sentença de 1944 e casou na 8ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa a 9/5/1948 com a irmã daquela, Ema da Conceição de Barros, nascida na Vila de Melgaço a 26/12/1906. // Faleceu na freguesia da Pena, Lisboa, a 11/1/1964. // A sua viúva voltou a casar.

 

BRITO, Esmeralda. Filha de Marcos José Pereira de Brito, marceneiro, natural de Bela, Monção, e de Emília de Jesus Pires, natural de Melgaço, moradores na Rua Direita, SMP. N.p. de Ana Joaquina Pereira de Brito (falecida antes de 1885); n.m. de José Joaquim Pires e de Vitória Florinda Lourenço, proprietários. Nasceu a 28/12/1884 e foi batizada a 13/1/1885. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, viúvo, farmacêutico, e Teresa de Jesus Rodrigues, solteira, de SMP. // Faleceu na Rua Direita a 28/5/1886 e foi sepultada no cemitério.

 

BRITO, Fulgêncio António da Costa. // Nasceu em Lisboa. // Veio para Melgaço como escrivão de Direito. // Foi nomeado por decreto administrador do concelho, tomando posse a 9/3/1915; era seu substituto Frederico Augusto dos Santos Lima (Jornal de Melgaço n.º 1081, de 29/4/1915, Correio de Melgaço n.º 141, de 16/3/1915, e CM 147, de 2/5/1915). // Em Junho desse ano foi exonerado; e em Julho já partia para a capital do país (Correio de Melgaço n.º 159, de 1/8/1915).

 

BRITO, Generosa Augusta. Filha de José António Barbosa e Brito, fiscal da Alfândega de Melgaço, e de Felicitas Pereira A. da Guerra. N.p. de Manuel António Antunes e de Vitória Maria de Brito, de Azias, Ponte da Barca; n.m. de António Luís Pereira Álvares Guerra e de Joana Vaz Gamalho, proprietários, da Vila de Monção. Nasceu na Vila de Melgaço a 22/7/1868 e foi batizada a 30 desse mês e ano. Padrinhos: José Manuel Barbosa Guerra e Olímpia, irmãos da batizanda.       

 

BRITO, Hermenegildo Cândido. Filho de José António de Brito e de Carolina Cândida de Sousa. Nasceu na Vila --/4/1915 (Correio de Melgaço n.º 145, de 18/4/1915). // Faleceu com apenas dezasseis horas de vida (Correio de Melgaço n.º 145).

 

BRITO, Isabel Gomes da Silva. // Nasceu por volta de 1929. // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/2022, com 93 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/01/2023).

 

BRITO, João António Pereira. Nasceu por volta de 1784. // Faleceu no Campo da Feira de Fora, SMP, a 1/8/1864, com oitenta anos de idade. // Era religioso presbítero professo da Ordem de Santo António. // Fizera testamento e foi sepultado na igreja da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço.

 

BRITO, João Evangelista. Filho de Joaquim Afonso de Brito e de Maria da Conceição de Sousa Araújo. Nasceu a 18/1/1948. // Morreu a 12/1/1949. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 903, de 26/06/1949: «No passado dia 17 do corrente chamou Deus à sua presença o menino João Evangelista…»

 

BRITO, João Evangelista. Filho de Joaquim Afonso de Brito e de Maria da Conceição de Sousa Araújo. Nasceu a --/--/1949 e foi batizado na igreja de Prado a 30/1/1949. Padrinhos: Rodolfo Fernandes e Albina Passos de Almeida. // Será o mesmo que morreu a 17/6/1949?

 

BRITO, Joaquim. Filho de João de Brito e de Teresa Afonso (*). Nasceu na freguesia de Cambezes, concelho de Monção, a 15/12/1924. // Veio para Melgaço com apenas treze anos de idade, trabalhar como aprendiz de António Gonçalves (Ferreirinho). // Em 1946 estabeleceu-se com oficina de serralharia, mudando-a depois para Santo Cristo. // Aqui casou, a 5/4/1948, na igreja matriz de SMP, com Maria da Conceição, filha de António Araújo e de Nazaré Gomes de Sousa, de Galvão. Padrinhos da boda: Albina Passos de Almeida e Rodolfo Fernandes. O almoço foi servido em casa dos pais da noiva. // Irmão de Fani, Maria, Manuel, João e Mário. // Morreu a --/--/2019, com noventa e cinco (95) anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/12/2019). /// (*) Teresa Afonso faleceu em Cambezes em 1964, com setenta e cinco (75) anos de idade, no estado de viúva (NM 1499, de 26/1/1964).

 

BRITO, José António. Filho de António Luís de Brito, natural de Cendufe, Arcos de Valdevez, e de Maria Isabel, natural de Bravães, Ponte da Barca. Nasceu na freguesia de Lavradas, Ponte da Barca, em 1887. // Aprendeu uma arte (sapateiro). // Veio para Melgaço ainda novo. // No dia 6/6/1912 foi julgado em tribunal por ofensas corporais; o juiz absolveu-o. // Casou na Vila, SMP, a --/--/1913, com Carolina Cândida de Sousa, tendo por padrinhos da boda Benezinda Cândida Lourenço e Cândido Augusto Esteves (Correio de Melgaço n.º 79, de 14/12/1913). // Em 1924 foi nomeado carcereiro (interinamente). // Em 1930 mudou a oficina da Rua Direita para o Largo da Feira Nova. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 64, de 8/6/1930: «O abaixo-assinado faz saber a todos os seus fregueses que mudou a sua oficina da Rua Direita para o Largo da Feira Nova, em frente à Praça, portanto espera que daqui para o futuro o continuem a procurar.» Também explorou uma casa de pasto no Largo Hermenegildo Solheiro (NM 304, de 12/11/1933). // Em 1935 ele e a esposa foram ao Porto assistir ao casamento da sobrinha, Vasquine de Sousa Ferreira (NM 287, de 6/10/1935). // Enviuvou a 18/5/1964. // Morreu na Rua de Santa Isabel, Vila de Melgaço, a 16/2/1965, com 78 anos de idade, aposentado de carcereiro, e foi sepultado no cemitério municipal. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1546, de 28/2/1965: «… no passado dia 16 faleceu nesta vila, com 78 anos de idade, José de Brito, carcereiro aposentado, viúvo de Carolina de Sousa (Violas), que entre nós gozava de estima geral…» // O casal tivera três filhos: Alberto José, Caetano Maria, e Hermenegildo Cândido; como todos os filhos morreram de tenra idade, tiveram na sua companhia uma sobrinha dele, Teresa Martins, natural dos Arcos de Valdevez, a qual faleceu na capital do país.

 

BRITO, José Augusto. Filho de Francisco António da Costa Brito, escrivão do juiz de Direito na Vila de Melgaço, e de Emília Rosa da Conceição Campos. N.p. de Francisco António da Costa Brito e de Maria Josefina dos Santos, da Vila de Tábua; n.m. de Francisco António de Campos e de Josefa Cândida de Assunção Arias, de Arganil, todos do bispado de Coimbra. Nasceu no CFF, SMP, a 8/1/1870, e foi batizado a 26/2/1870. Padrinhos: José Dias Ferreira e mulher, Amélia Dias Ferreira Pinto, de Arganil (representados por Joaquim Gomes, administrador do concelho, e sua esposa, Teresa Pinto da Cunha, moradores na Vila de Melgaço, intramuros).   

 

BRITO, Luís Manuel. Filho de Joaquim Afonso de Brito e de Maria da Conceição de Sousa Araújo. Nasceu a --/--/19--. // Técnico especialista de recuperação nos cuidados intensivos do hospital de Santo António (em 2000 já era chefe). // Casou com Adelaide, analista no dito hospital. // Pai de Rui. 

 

BRITO, Marcos José Pereira. Filho de Ana Joaquina Pereira de Brito. Nasceu em Bela, Monção, por volta de 1860. // Tinha 22 anos de idade, morava no concelho de Melgaço, quando casou na igreja de SMP, a 14/6/1882, com Emília de Jesus, de 20 anos de idade, melgacense, filha de José Joaquim Pires e de Vitória Florinda Lourenço, moradores na Rua Direita, SMP. Testemunhas: João José Almada, viúvo, forneiro, e Caetano Celestino de Sousa.   

 

BRITO, Maria Augusta. Filha de António Fortunato de Brito e de Ana Joaquina de Freitas, comerciantes em Viana do Castelo. // Nasceu em Monserrate, Viana, a 5/12/1867. // Veio para Melgaço como professora do ensino primário; em 1895 já dava aulas às raparigas da Vila. // Casou na igreja de São Paio em 1893 com Manuel José da Costa, natural dessa freguesia, aspirante e depois chefe da Fazenda em Melgaço. // Em 1933 o Estado concedeu-lhe a aposentação voluntária, passando a receber a pensão de 707$50/mês (NM 215, de 3/12/1933). // Em 1938, devido à morte do marido, tinha à venda a metade do casal, pró-indivisa, e seu filho, José Augusto da Costa, também vendia a sua parte (NM 412 e 419). // Faleceu (em São Paio?) a 12/1/1941. // Uma sua filha casou com António José Alves (Pé d’Anjo).

 

BRITO, Maria Gabriela. Filha de Custódio da Costa Brito e de Isabel Desdémona Pita Barros. Nasceu na Vila a --/--/1925. // Em 1927 foi com os pais e irmãos para Setúbal.

 

BRITO, Mário (Dr.) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1548, de 14/3/1965: «Acaba de tomar posse do alto cargo de corregedor judicial do nosso distrito o ilustre amigo e integérrimo juiz de direito Dr. Mário de Brito que em Melgaço iniciou a sua carreira na magistratura. O novo corregedor é um distintíssimo masgistrado cuja brilhante carreira constitui um modelo de competência profissional e de altas virtudes cívicas que o tornaram merecedor das difíceis funções de que acaba de ser investido. Ao inteligente e ilustre magistrado, que aqui exerceu o cargo de delegado do procurador da República, o Notícias de Melgaço apresenta as suas melhores saudações e respeitosos cumprimentos de felicitações, desejando-lhe todas as facilidades no seu novo cargo e as maiores felicidades pessoais 

 

BRITO, Marta Eliana. Filha de Alberto António Brito, gerente bancário, natural do lugar de São Gregório, freguesia de Cristóval, e da professora Ana Maria Peres Dias, da Vila. Nasceu por volta de 1985. 

 

BRITO, Mónica Odete. Filha de Alberto António Brito, gerente bancário, de São Gregório, Cristóval, e da professora Ana Maria Peres Dias, da Vila. Nasceu a 26/12/1982. // Em 2000 era estudante na Escola Secundária de Melgaço; frequentava o 12.º ano. 

 

BRITO, Rui. Filho de Custódio da Costa Brito (*), escrivão de Direito, natural de Vieira do Minho, e de Isabel Desdémona Pita Barros, natural da Vila de Melgaço. Neto paterno de Francisco Nunes da Costa Brito e de Margarida de Jesus Rebelo; neto materno de António Filipe de Barros e de Isabel Sofia Pereira Pimenta de Castro Pitta. Nasceu em SMP a 13/9/1916 e foi batizado na igreja somente a 1/5/1924. Padrinhos: o seu avô materno, de Santos-o-Velho, Lisboa, morador em Melgaço, e a avó paterna, viúva, de Eira Vedra, Vieira do Minho, onde habitava. // Em 1927 partiu com os pais e irmãos para Setúbal. // Em 1935 era aspirante na Aviação Naval (Notícias de Melgaço n.º 285); foi piloto de aviões. // Casou com Carmem. // Morreu de desastre de aviação a 27/1/1948, perto da Costa da Caparica, com a patente de 1.º tenente. Ia juntamente com o capitão Benjamim; tinham por objetivo encontrar uma maneira de entrarem em Lisboa de avião com nevoeiro cerrado, «para depois ensinarem aos outros pilotos». Uma carta enviada de Lisboa para Melgaço explica algo daquilo que se estava a passar com ele: «o avião levantou muito bem e durante 15 ou 20 minutos ouviu-se perfeitamente a voz do Rui a dar as posições do avião para terra. De repente emudeceu e não respondeu mais às chamadas que de terra se lhe fez. Minutos depois recebemos um telefonema a dizer que o avião se precipitara no chão… As causas do desastre não se sabem… O avião estava bom (…) de contrário o Benjamim, que era o chefe dos pilotos, e portanto chefe do Rui, não o teria escolhido. Só falta uma causa: é o estado do organismo do Rui ter falhado. Os estranhos admitem esta hipótese com muita reserva. Convém que eles pensem assim. O certo é que dias antes o Rui teve um deslize profissional que ninguém soube explicar dada a elevada categoria dele. Qual a razão? Sempre o mesmo mistério. A única pessoa que viu com clareza o fim que o Rui teria, se a vida particular dele se não modificasse, foi (…). Pobre rapaz! Foi sempre um mártir. Em solteiro, foi uma vítima dos pais (sobretudo da mãe); em casado foi uma vítima da mãe, do pai, e da mulher. (…) // O ar de criança resignada que ele tinha é que lhe dava a aparência de feliz. Quanto à saúde, desde há muito que ele se queixava de cólicas do fígado, sofrendo embora caladamente para evitar as impaciências da mulher. (…) // … sempre ouvi dizer que não havia chefe tão bom, tão compreensivo para as faltas dos outros e tão competente. Ninguém diria, ao vê-lo a comandar o avião, e coberto de galões dourados, que aquele chefe estimado por todos, na sua vida familiar não passava de um joguete ridículo nas mãos de uma mulher vulgar e medíocre e que se acobardava perante as taras da mãe.» /// (*) Custódio da Costa Brito veio para Melgaço como escrivão; aqui casou, e aqui foi administrador do concelho – tomou posse em 1918 (Jornal de Melgaço n.º 1203); seria transferido para Setúbal em 1927 (“Melgacense” 67, de 26/6/1927).         

 

BRITO, Sílvia Desdémona. Filha de Custódio da Costa Brito e de Isabel Desdémona Pita Barros. N.p. de Francisco Nunes da Costa Brito e de Margarida de Jesus Rebelo; n.m. de António Filipe de Barros e de Isabel Sofia Pereira Pimenta de Castro Pita. Nasceu em SMP a 25/3/1921 e foi batizada pelo padre Eduardo Boaventura Rego a 1/5/1924. Padrinhos: José Joaquim de Barros Durães, advogado, e Leonor de Barros Durães, ambos da Vila. // Partiu para Setúbal com seus pais e irmãos em 1927.

 

BRITO, Trajano Augusto. Filho de Marcos José Pereira de Brito, marceneiro, de Monção, e de Emília de Jesus Pires, de Melgaço, moradores na Rua Direita, SMP. N.p. de Ana Joaquina Pereira de Brito, solteira, de Bela, Monção; n.m. de José Joaquim Pires e de Vitória Florinda Lourenço, melgacenses. Nasceu a 24/4/1883 e foi batizado a 21/5/1883. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, viúvo, farmacêutico, e Teresa de Jesus Rodrigues, solteira, da Vila.

 

BRITO, Tude. Filho de Custódio da Costa Brito e de Isabel Desdémona Pita Barros. Nasceu em SMP a 4/1/1923 e foi batizado a 1/5/1924, juntamente com sua irmã Sílvia. Padinhos: Augusto Jaime Mosqueira de Almeida, recebedor, e Emília de Salette Barros Durães, doméstica. // Em 1927 partia com seus pais e irmãos para Setúbal. // Aquando da morte do irmão, a 27/1/1948, ele chegava a Lisboa, sem nada saber, vindo talvez de África. // Casou em Lisboa, a 8/9/1954, com Maria Adelina Olga de Gusmão Gomes.    

 

BRITO, Venceslau José de Jesus Cristo. Filho de Marcos José Pereira de Brito, marceneiro, e de Emília de Jesus Pires, moradores na Rua Direita, SMP. Neto paterno de Ana Joaquina Pereira de Brito; neto materno de José Joaquim Pires e de Vitória Florinda Lourenço, padeiros. Nasceu a 23/12/1886 e foi batizado a 1/1/1887. Padrinhos: Vitorino Joaquim Lourenço, proprietário, morador na Rua Direita, e Maria das Dores Lopes, solteira, moradora intramuros. // Sem mais notícias.

 

BUGALHO

 

BUGALHO, Vicenta. // Faleceu na Vila de Melgaço, a 27/10/1855, e foi sepultada na igreja da SCMM a 29. Os mesários e capelão da Misericórdia conduziram o seu corpo à sepultura. Andava a mendigar pelas ruas e casas de Melgaço, juntamente com um companheiro, o qual disse serem casados. Informou também que eram naturais da paróquia de Santa Maria Madalena de Montes, alcaidaria de Montes, arcebispado de Santiago, Galiza.    

 

BURBON

 

BURBON, Pedro de Barbosa Falcão de Azevedo (Dr.) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1451, de 28/10/1962: «Foi a 20 de Setembro findo surpreendido pela morte o senhor Dr. P.B.F.A.B., ilustre conde de Azevedo, que no Alto Minho – e sobretudo em Monção e Melgaço – teve uma viva atuação nos últimos anos da monarquia e nos primeiros da república. Possuiu em Melgaço a Quinta do Fecho, afora outros bens, e em Monção senhoreou a fidalga Casa do Hospital, na freguesia de Ceivães. Era pessoa de fino trato, que muito se dedicou à defesa dos interesses da lavoura minhota já no parlamento, onde foi deputado, já como espalhador de ideias e fundador de sindicatos. Por ser atencioso com todos, e amigo de toda a gente, comprometeu a sua grande fortuna, pelo que se afastou da política e levou depois uma vida apagada. Ao seu filho (e à demais família anojada), sentidas condolências  

 

CABRAL

 

CABRAL, Adelaide Sofia das Neves. Filha de ----------- Cabral e de -------------------------. Nasceu em ------------ a --/--/1---. // Faleceu na Vila de Melgaço a 28/8/1940, no estado de casada com o Dr. José Joaquim da Rocha, notário, natural de Monção (ver em Penso). // O seu viúvo finou-se a 12/8/1942.

 

CABRAL, Aurora. Filha de --------- Cabral e de ------------ Rodrigues. Nasceu por volta de 1899. // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/1934, com apenas 35 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 224, de 4/3/1934).

 

CABRAL, Lídia. Filha de --------- Cabral e de -------------------. Nasceu por volta de 1920. // Faleceu na Vila em 1934, com apenas catorze anos de idade (NM 224, de 4/3/1934).

 

*

 

CAÇOLINHAS, Ana. // Morou na Vila de Melgaço. // Em 1937 recebeu a quantia de 2$50, dada por Eusébio Pinto, residente no Bié (NM 351).

 

CAETANO

 

CAETANO, Dr.ª Claúdia Sofia da Silva Maia Rodrigues. // Em 1995 era juíza de Direito no concelho de Melgaço (A Voz de Melgaço n.º 1039). 

 

CAJÃO

 

CAJÃO, Dr. Manuel. // Em 1990 era médico em Melgaço, com consultório na Rua Dr. António Durães (VM 924, de 15/9/1990). // Deixou Melgaço em 1995 (VM 1040). // Casado.  

 

CALDAS

 

CALDAS, Adelino Manuel. Filho de Gaspar Rufino Araújo (Caldas) e da sua 2.ª esposa, Teresa de Jesus da Costa Velho. N.p. de José Joaquim de Araújo (Caldas) e de Ludovina Rosa Lourenço; n.m. de Carlos Augusto da Costa Velho e de Angelina Crespim. Nasceu em SMP a 30/5/1925 e foi batizado a 6 de Junho desse ano. Padrinhos: Adelino Manuel da Costa Velho e Elvira Esteves. // Faleceu bebé.  

 

CALDAS, Alberto Augusto. Filho de Mário Caldas e de Evangelina Ema Caldas, solteiros. Neto paterno de Paulo José Caldas e de Alice da Ressurreição de Castro; neto materno de Gaspar Rufino Araújo (Caldas) e de Teresa de Jesus da Costa Velho. Nasceu na Vila a --/--/196-. // Lavrador e jornaleiro (*). // Casou com Maria do Céu Carvalho Lourenço, filha do “Ministro” (**) de Rouças. // Morou no lugar das Carvalhiças, SMP. // Em Junho ou Julho de 2013, na sua atividade de bombeiro voluntário, ficou bastante ferido (queimaduras do 2.º grau), quando combatia um incêndio que ocorrera na zona industrial de Penso, pelo que teve de ser internado no hospital de Braga. // Pai de uma menina, nascida por volta de 1992. /// (*) Fui informado de que ele trabalhou numa loja de reparações de aparelhos de televisão e rádio. /// (**) O dito “Ministro” morreu a 18/12/2013.

 

CALDAS, Ana Marcelina. // Foi exposta por volta de 1816. // Casou com Manuel José Brandão, de Badim, Monção. // Morou em Melgaço. // Faleceu no lugar dos Moinhos, SMP, a 6/4/1896, com 80 anos, e foi sepultada no cemitério público de Melgaço. // Deixou um filho.  

 

CALDAS, Ângelo Augusto. Filho de Gaspar Rufino Araújo (Caldas) e de Teresa de Jesus da Costa Velho. Neto paterno de José Joaquim de Araújo (Caldas) e de Ludovina Rosa Lourenço; neto materno de Carlos Augusto da Costa Velho e de Angelina Crespim. Nasceu em SMP a 21/7/1928 e foi batizado a 4 de Agosto desse ano. Padrinhos: avós paternos. // Faleceu bebé.  

 

CALDAS, António Augusto. Filho de José Joaquim de Caldas, lavrador, da Vila, e de Rosa Ludovina, lavradeira, de Barata, São Paio. N.p. de Manuel Joaquim de Caldas e de Rosa Maria de Araújo; n.m. de Tomás Joaquim Lourenço e de Maria Lourenço. Nasceu nas Carvalhiças, SMP, a 6/9/1900 e foi batizado a 20 de Outubro desse ano. Padrinhos: António Cândido Esteves e Esmeralda da Ascenção Esteves, filhos-família, ambos da Vila. // Faleceu nas Carvalhiças, Vila, a 14/12/1913, com apenas treze anos de idade (Correio de Melgaço n.º 80, de 21/12/1913). 

 

CALDAS, António Augusto. Filho de Gaspar Rufino Araújo (Caldas) e de Teresa de Jesus da Costa Velho, lavradores. N.p. de José Joaquim de Araújo (Caldas) e de Ludovina Rosa Lourenço; n.m. de Carlos Augusto da Costa Velho e de Angelina Crespim. Nasceu nas Carvalhiças a 1/7/1922 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Aurélio de Araújo Azevedo, casado, de Chaviães, residente na Vila, e Elvira Joaquina Fernandes, solteira, doméstica, da Vila. // Faleceu ainda bebé.  

 

CALDAS, António José. Filho de José Luís de Caldas e de Maria Josefa Lopes, moradores no Carvalho, SMP. N.p. de Julião António da Silva e de Rosa Grácia de Caldas, de Aboim das Choças; n.m. de António José Lopes e de Antónia Lourenço, do Bairro do Carvalho, Melgaço. Nasceu a 13/1/1826 e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinhos: João António de Abreu Cunha Araújo, filho do capitão-mor de Melgaço, do Rio do Porto, e Rita Maria de Sousa Magalhães, da Rua de Baixo, Vila.

 

CALDAS, Artur José. Filho de José Joaquim Caldas e de Maria Isilda de Jesus Fonseca. Nasceu a --/--/19--. // Tirou o curso de enfermagem na Escola Superior de Viana (VM 1049, de 15/4/1996). É enfermeiro no Centro de Saúde de Melgaço (VM 1114). // Nas horas livres é organista e dirige o coro da igreja católica melgacense. 

 

CALDAS, Augusto António. Filho de José Joaquim Caldas, da Vila, e de Ludovina Rosa Lourenço, de São Paio, moradores nas Carvalhiças. Nasceu a 6/9/1900 e foi batizado a 20 de Outubro desse ano. Padrinhos: António Cândido Esteves e Esmeralda da Ascenção Esteves.   

 

CALDAS, Deolinda Augusta. Filha de Paulo José de Caldas e de Alice da Ressurreição de Castro. Nasceu por volta de 1935. // Faleceu no lugar das Carvalhiças, SMP, a --/--/2021 (A Voz de Melgaço de 1/4/2021).  

 

CALDAS, Ema Augusta. Filha de Manuel Joaquim Caldas e de Rosa Maria de Araújo, lavradores, residentes no lugar do Corujo (!). Neta paterna de Luísa Maria de Caldas, de Montarrão, Paderne (declarou ser casada com Manuel Joaquim Caldas); neta materna de João Manuel de Araújo e de Maria Teresa Calheiros, do lugar das Carvalhiças. Nasceu no lugar do Corujo, SMP, a 21/5/1868, e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Pereira de Castro, da Quinta de Galvão, e Florinda Rosa dos Santos Lima. // (Irmã gémea de Frederico Augusto).  

 

CALDAS, Ernestina Augusta. Filha de Paulo José Caldas e de Alice da Ressurreição de Castro. Nasceu na Vila a --/--/1939 (Notícias de Melgaço n.º 432). // Faleceu com apenas 19 dias de vida (Notícias de Melgaço n.º 435).

 

CALDAS, Estefânia. Filha de Manuel Joaquim Caldas e de Rosa Maria de Araújo, lavradores, residentes nas Carvalhiças. Nasceu a 14/11/1863 e foi batizada a 17 desse mês. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira e Ludovina Rosa dos Santos Lima, solteira. // Faleceu nesse lugar de SMP a 19/8/1864 e foi sepultada na igreja matriz.

 

CALDAS, Evangelina Ema (Lina). Filha de Gaspar Rufino de Araújo (Caldas) e de Teresa de Jesus da Costa Velho. Neta paterna de José Joaquim Caldas e de Ludovina Rosa Lourenço; neta materna de Carlos Augusto da Costa Velho e de Angelina Crespim. Nasceu em SMP a 9/8/1929 e foi batizada na igreja a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Rodrigues, casado, negociante, e Glória Esteves, solteira, doméstica, ambos da Vila de Melgaço. // Sofria imenso da asma, mesmo assim teve um filho do seu primo Mário Caldas. // Faleceu no estado de solteira, a 24/12/1991.

 

CALDAS, Florinda Rosa. Filha de Manuel Joaquim Caldas e de Rosa Maria Araújo, rurais, moradores nas Carvalhiças. Nasceu a 23/9/1861 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: o seu tio materno, Manuel Joaquim Araújo, lavrador, e Ana Maria Teixeira de Caldas, lavradeira, residentes no lugar de Montarrão, freguesia de Paderne. // Faleceu no lugar do Caneiro, SMP, a --/--/1939.

 

CALDAS, Frederico Augusto. Filho de Manuel Joaquim Caldas, de Paderne, e de Rosa Maria de Araújo, de SMP, lavradores, residentes no lugar de Corujo (!). N.p. de Luísa Maria de Caldas, de Montarrão, Paderne (declarou ser casada com Manuel Joaquim Caldas); n.m. de João Manuel Araújo e de Maria Teresa Calheiros, das Carvalhiças. Nasceu no dito lugar do Corujo, SMP, a 21/5/1868, e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Correia (!) Lima, negociante, e sua irmã, Florinda Rosa, solteiros. // Faleceu nas Carvalhiças, SMP, a 1/10/1906, com todos os sacramentos, solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério municipal. // (Gémeo de Ema Augusta).   

 

CALDAS, Gaspar Rufino. Filho de José Joaquim Caldas e de Maria Isilda de Jesus Fonseca. Nasceu por volta de 1968. // Penso que completou o ensino secundário. // Empregou-se na Câmara Municipal de Melgaço. // Em 1998 era comandante dos BVM, cargo de que se demitiu (ver artigo dele em “A Voz de Melgaço” n.º 999, de 1/1/1994); em 2014 foi indigitado pela Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) para assumir de novo esse cargo (ver “A Voz de Melgaço” n.º 1366, de 1/3/2014). // Colabora com a Cruz Vermelha Portuguesa.   

 

CALDAS, Jaida Cândida. Filha de Paulo José Caldas e de Alice da Ressurreição de Castro. N.p. de José Joaquim Caldas e de Ludovina Rosa Lourenço; n.m. de Jerónimo José de Castro e de Maria Domingues. Nasceu em SMP a 18/3/1928 e foi batizada a 14 de Agosto desse ano. Padrinhos: José Manuel (Franco, ou Trancoso) e Júlia Cândida Esteves. // Casou em Melgaço a 6/4/1958 com Albino M. Pereira de Castro. 

 

CALDAS, João Luís (Dr.) // Em 1935 instalou o seu escritório de advogado na casa de João Cândido de Carvalho, junto ao Largo Hermenegildo Solheiro (NM 262, de 24/2/1935). // Em 1937 foi nomeado notário público em Melgaço; era advogado em Monção (NM 362, de 25/7/1937). // Em Novembro desse ano era vogal do Conselho Municipal da CMM, talvez por inerência do cargo. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1022, de 27/4/1952. «Faleceu em Monção o senhor Dr. J.L.C., hábil causídico e distinto notário, que alguns anos passou nesta comarca, advogando nos tribunais e exercendo as funções de notário. Inteligente e culto, bom conversador, apreciava os gozos da vida e se com alguns contratempos esta o mimoseou soube-os vencer sempre, não lhe ligando importância e atirando com eles para trás das costas. O seu trato era lhano e afável e talvez por isso ele criou amizades em todas as terras por onde peregrinou. E porque o matou a diabetes, segundo ouvimos dizer, por nunca ligar (…)»

 

CALDAS, José Joaquim (Zé Querido). Filho de Manuel Joaquim Caldas, natural de Paderne, e de Rosa Maria de Araújo, natural da Vila, lavradores. Nasceu por volta de 1859. // Casou a 9/11/1890 com Ludovina Rosa Lourenço, natural de Barata, São Paio. Moraram nas Carvalhiças, SMP. // Morreu no local chamado Freijoas, perto do Poço do Inferno, a 20/8/1912; caíra na margem do regato de Prado quando arrancava silvas; umas raízes soltaram-se rapidamente e ele tombou sobre umas pedras, fendendo o crânio; com ele encontrava-se um dos filhos, que chamou por socorro, mas nada se podia fazer já; tinha 57 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 12, de 25/8/1912). // Deixou quatro filhos, ainda jovens. // A sua viúva faleceu a 22/3/1920.    

 

CALDAS, José Joaquim (Zé da Acha). Filho de Gaspar Rufino Araújo (Caldas) e de Teresa de Jesus da Costa Velho. Nasceu na Vila, SMP, a 27/6/1933. // Depois do seu nascimento verificou-se que tinha a coluna levemente curvada e desde criança que sofreu da asma. Isso não o impediu de ter uma vida quase normal. // Casou na igreja da Vila a 5/3/1967 com Maria Isilda de Jesus Fonseca, de Santiago de Armamar, Lamego. // Foi dono de uma loja na Rua Direita, perto da igreja matriz, onde vendia lenha, carvão, etc. // Aprendeu música (na banda dos BVM, salvo erro) e, para conseguir alguns trocos, tocava concertina nos bailes. // Depois dos anos sessenta, e graças ao dinheiro dos emigrantes, o negócio da fotografia começou a dar; rapidamente ele abre um estúdio, na Rua do Rio do Porto, ao qual batiza de “Foto Caldas” – foi um êxito. // Consta que a alcunha a ganhou no dia em que atira uma acha a um indivíduo que se meteu com ele. // Morreu em Janeiro de 2013. // Com geração. // A sua viúva faleceu na vila de Melgaço a 6 ou 7/3/2023.   

 

CALDAS, José Luís. Filho de -------------- Caldas e de ----------------------. // Marchante. // A 24/1/1833, na igreja matriz de SMP, foi padrinho de Teresa Joaquina Alves, nascida na Vila no dia anterior; a madrinha foi Teresa Joaquina Lopes, solteira. 

 

CALDAS, Laudelina das Dores Pereira. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 126, de 5/10/1931: «Foi há dias colocada definitivamente na estação telégrafo-postal desta vila a senhora D. Laudelina Dores Pereira Caldas, onde já se encontrava interinamente à frente da mesma estação. Endereçamos os nossos parabéns pois que - durante o tempo da sua estada - tem mostrado ser atenciosa para todo o público.» // Foi suspensa das funções de chefe de estação após Constantino da Encarnação, chefe da Secretaria dos Correios e Telégrafos de Viana, ter vindo a Melgaço proceder a averiguações sobre diversas queixas contra ela (Notícias de Melgaço n.º 277, de 14/7/1935). // (ver José António Soutinho Oliveira Rodrigues). 

 

CALDAS, Manuel Joaquim. Filho de Luísa Maria de Caldas (adulterino, por ser casada e ter este filho fora do matrimónio), do lugar de Montarrão, Paderne. Nasceu por volta de 1826. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 7/6/1857 (*) com Rosa Maria, filha de João Manuel de Araújo e de Maria Teresa Calheiros, das Carvalhiças. Testemunhas: padre José Joaquim Torres e Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja. // Morreu nas Carvalhiças, onde morava, a 16/12/1886, com 60 anos de idade, e foi sepultado no cemitério público. // Com geração. /// (*) No assento foi escrito 7/6/1855, mas deve ter sido engano.

 

CALDAS, Manuel José de Sousa Coelho. Filho de Luís António de Sousa e de Maria Manuela da Rosa, moradores intramuros, SMP. // Foi escrivão da CMM. // Faleceu solteiro, a 6/9/1803.

 

CALDAS, Marco Paulo (Frei). Filho de José Augusto Certal de Caldas, natural de Ceivães, Monção, e de Maria Isabel Domingues, natural de Rouças, Melgaço, moradores no lugar de Paçô, Rouças. N.p. de José Augusto de Caldas e de Joaquina Certal, de Ceivães, Monção, residentes em Melgaço; n.m. de Francisco Rodrigues (Carrocinha) e de Brazelina Domingues, de Paçô, Rouças. Nasceu na Vila a 19/12/1980. // De 1992 a 2001 frequentou o seminário da diocese de Viana. Concluiu o 12.º ano na Escola Secundária de Monserrate, Viana. Ingressou na Ordem dos Carmelitas Descalços, onde realizou um ano de experiência de vida carmelita (postulante) em Viana, Moçambique e Marco de Canaveses. Em Agosto de 2002 entrou no Noviciado, em Castellón, Valência, onde, após um ano, fez a primeira profissão de vida religiosa na Ordem dos Padres Carmelitas Descalços com os votos de pobreza, castidade e obediência. De 2003 a 2005 frequentou o 1.º e 2.º ano nas Faculdades de Teologia de Granada e de Salamanca. No ano de 2005 regressou a Portugal, vindo para o Porto, onde completou, em Julho de 2008, o Mestrado integrado em Teologia, na Universidade Católica do Porto. No mês de Setembro enviaram-no para Fátima – em Julho de 2009 ainda ali permanecia. Pensava dar início ao sacerdócio. Escreveu: «Em Agosto de 2009 consagrei a minha vida ao serviço de Deus e da Igreja na Ordem dos Carmelitas Descalços. No mês de Janeiro de 2010 fui destinado à comunidade de Braga, e no dia 25 de Abril sou ordenado diácono, dando início assim ao estágio pastoral. Em Julho de 2011, no dia 16, solenidade de Nossa Senhora do Carmo, fui ordenado sacerdote, no nosso Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas, Marco de Canaveses.» (VM n.º 1334, de 1/7/2011). // No dia 31/7/2011, às 16 horas, cantou missa nova na igreja do convento das Carvalhiças. // Lê-se em A Voz de Melgaço: «A razão deste texto deve-se à amizade. Ela é um campo sem fronteiras. Alguns amigos têm perguntado por mim. Eu, Marco Paulo Domingues Caldas, nasci a 1/12/1980 na vila de Melgaço. Sou filho de José Augusto Certal Caldas e de Maria Isabel Domingues. Fui batizado pelo padre António Esteves a 18/04/1981 na paróquia de Santa Marinha de Rouças. Para trás ficam passos dados e opções feitas: Seminário da diocese de Viana (1992 a 2001); Escola Secundária de Monserrate, Viana. Após um intenso discernimento vocacional ingressei na Ordem dos Carmelitas Descalços…» 

 

CALDAS, Maria Joana. Filha do Dr. João Pereira Caldas e de Rosa Maria Clara Domingues de Meira, moradores no lugar da Pedreira, arrabaldes da Vila. N.p. de Domingos Pereira de Castro e de Domingas de Caldas, moradores que foram em Cornes, Cerveira; n.m. de José Domingues da Costa, tenente de Cavalaria do Regimento de Chaves, e de Isabel Nogueira de Meira, residentes que foram na freguesia da Gave, termo de Valadares. Nasceu a 28/7/1766 e foi batizada na igreja de SMP a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: Bernardo Xavier Pereira da Costa e sua irmã, Maria Pereira Araújo, solteiros (em satisfação da 1.ª vocação da Senhora da Orada). Testemunhas: Francisco José Pereira Araújo e Domingos Torres Pereira, ambos da Vila.  

 

CALDAS, Maria de Nazaré (Maria Querida). Filha de José Joaquim de Caldas, da Vila, e de Ludovina Rosa Lourenço, de São Paio, lavradores, residentes nas Carvalhiças. N.p. de Manuel Joaquim de Caldas e de Rosa Maria de Araújo; n.m. de Tomás Joaquim Lourenço e de Maria Rosa Marques. Nasceu a 28/8/1896 e foi batizada a 6 de Setembro desse ano. Padrinhos: Justiniano António Esteves, solteiro, proprietário, e Etelvina de Sousa, solteira. // Em Julho de 1918, e depois de uma altercação qualquer, tentou pôr fim à vida, ingerindo sulfato de cobre; logo a seguir foi conduzida ao hospital da Santa Casa da Misericórdia onde o Dr. Manuel Pinto de Magalhães lhe fez uma lavagem ao estômago, salvando-a (Jornal de Melgaço n.º 1215, de 20/7/1918). // Casou na CRCM a 13/1/1920 com José Manuel (Zé Querido?), de 20 anos de idade, da Vila, filho de José Jerónimo Trancoso e de Rosa Trancoso. // Morava nas Carvalhiças quando foram à praça, a 7/6/1936, alguns bens dela, para pagamento de uma multa de 1.559$00, nos termos do art.º 58.º do decreto n.º 20282, aplicada pela inspeção dos géneros alimentícios (Melgaço, 13/5/1936). // Faleceu na Vila a 28/12/1962. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1457, de 6/1/1963: «Morreu a Maria Querida nesta vila numa destas noites friorentas da quadra natalícia sem a esta indigente qualquer amparo ter sido dado pela nossa Santa Casa. Caiu-nos, porém, debaixo dos olhos no dia seguinte uma lista da subscrição promovida por pobres como ela para se fazer face às despesas do enterro daquela melgacense e pena foi conter esse papel nomes de quem tinha obrigação de evitar à Mesa da Misericórdia mais esta vergonha! A vergonha de desconhecer o regime em que vive, pois a cargo da nossa Misericórdia está a assistência funerária dos indivíduos nos termos do n.º 5 do artigo 1.º dos respetivos estatutos

 

CALDAS, Mário Augusto. Filho de Paulo José Caldas e de Alice da Ressurreição de Castro. Nasceu em SMP a --/--/1932 (NM 141, de 28/2/1932). // Lavrador e jornaleiro. // Faleceu nas Carvalhiças a 9/4/2013. // Apesar de solteiro, é pai de Alberto Augusto, gerado em sua prima, Evangelina Ema Caldas.

 

CALDAS, Paulo José. Filho de José Joaquim de Caldas, natural da Vila, e de Ludovina Rosa Lourenço, natural de São Paio, lavradores, residentes nas Carvalhiças. N.p. de Manuel Joaquim Caldas e de Rosa Maria de Araújo; n.m. de Tomás Joaquim Lourenço e de Maria Rosa Marques. Nasceu a 25/1/1894 e foi batizado a 4 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Paulo José da Cunha, solteiro, lavrador, da Pigarra, e Etelvina de Sousa, solteira, padeira, ambos da Vila. // Casou a 6/11/1926 com Alice da Ressurreição, filha de Jerónimo de Castro (Regadinho) e de Maria Domingues. // Faleceu nas Carvalhiças a 9/11/1954. // Com geração.

 

CALDAS, Pulquéria. Filha de Manuel Joaquim Caldas e de Rosa Maria de Araújo, moradores nas Carvalhiças. N.p. de Luísa Maria de Caldas; n.m. de João Manuel de Araújo e de Maria Teresa Calheiros. Nasceu a 9/8/1859 e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: padre José Joaquim Torres e Maria Teresa da Silva, solteira, das Carvalhiças. // Sem mais notícias.

 

CALDEIRA

 

CALDEIRA, Albino Manuel. Filho de António Lopes Caldeira e de Guilhermina Cândida Rodrigues, moradores na Corga, SMP. N.p. de José Lopes Paulo e de Maria Caldeira Saraiva, da freguesia de S. Miguel de Passos, bispado de Coimbra; n.m. de José Manuel Rodrigues e de Clara Fernandes, lavradores, residentes no dito lugar da Corga. Nasceu a 29/11/1867 e foi batizado a 5/12/1867. Padrinhos: Manuel José Pires, escrevente (escrivão da fazenda) na Vila de Melgaço, e Adelaide Joaquina Alves, solteira, da Calçada, SMP.

 

CALDEIRA, António. Filho de José Lopes Paulo, natural da freguesia (de Calevelos?) e de Maria Caldeira Saraiva, de São Miguel de Passos, ambos da diocese de Coimbra. Nasceu em S. Miguel de Passos por volta de 1838. // Tinha 28 anos, era solteiro, quando casou, na igreja de SMP, a 29/10/1866, com Guilhermina Cândida, de 25 anos, solteira, filha de José Manuel Rodrigues e de Clara Fernandes, de Melgaço. Testemunhas: Francisco José Gomes, escrivão da administração, e Adelaide Joaquina Alves, solteira, ambos melgacenses.

 

CALDEIRA, Correia (*). // Foi deputado por Melgaço na década de 70 do século XIX (OJM, de ACE, página 155). /// (*) Deve tratar-se do Dr. António José Marques Correia Caldeira, que nasceu em Ponte de Lima a 19/10/1815 e faleceu a 2/11/1876; militou no Partido Cabralista.  

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

CALHEIROS

 

CALHEIROS, Alfredo Mário. Filho de José Luís Soares de Sousa Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 4/8/1850 e foi batizado a 7 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Eduardo Lopes da Fonseca e sua irmã, Guilhermina, residentes em Melgaço. // Foi chamado para a tropa em 1871; por engano, chamaram-lhe Alfredo Elísio! // S.m.n.

 

CALHEIROS, Amélia da Glória. Filha de Maria Ventura Soares Calheiros, solteira, moradora intramuros. Neta materna de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura. Nasceu a 1/5/1851 e foi batizada a 5 desse mês e ano. Padrinhos: José António de Castro, da Assadura, e serviu de madrinha Francisco Luís Gonçalves (o brasileiro), melgacenses. // Casou com o professor João Francisco Lopes. // Em 1915 pediu a aposentação (Correio de Melgaço n.º 150, de 23/5/1915). // Faleceu a 5/2/1931, em Cristóval, onde fora professora de 2.ª categoria. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 97, de 17/2/1931: «No dia 6 do corrente, pelas 10 horas, realizou-se o funeral de D. Amélia da Glória Soares Calheiros Lopes, do lugar de São Gregório, para o cemitério paroquial da freguesia de Cristóval, deste concelho. O enterro da extinta senhora foi muito concorrido por pessoas de todas as categorias sociais, das freguesias do concelho, incorporando-se nele a irmandade das almas e do sagrado coração de Jesus, constituindo o conjunto uma imponente manifestação de saudade e respeito pelas belas qualidades de que era dotada a falecida. // Era viúva, tinha 79 anos de idade, oriunda de uma nobre família do Rio do Porto, muito conhecida e apreciada no meio do professorado primário, pois que exerceu brilhantemente este magistério durante 40 anos, estando atualmente na situação de aposentada. Quem mais vai sentir a sua falta, não são seus filhos, por quem ela muito sofreu e que adorava, mas sim os pobrezinhos, que ela muito estimava e protegia, com esmolas e conforto nas horas das suas aflições. Paz à sua alma e que Deus a cubra de glórias, como ela cobria os nus, neste vale de lágrimas sem fim. // Era mãe de José Abílio Lopes, proprietário e automobilista, bem como de Maria Calheiros Lopes, distinta professora, e Idalina Calheiros Lopes, e sogra de Abel José Nogueira Dantas, professor e antigo administrador do concelho em várias conjunturas da situação democrática. À família enlutada endereçamos as nossas sentidas condolências e que nos perdoem o desabafo que traçamos ao correr do nosso pensamento, como homenagem a quem tanto queriam e estimavam nesta vida. Na igreja realizaram-se os ofícios do corpo presente celebrados pelo reverendo pároco da freguesia, Manuel José Pereira, que foi coadjuvado pelos de Paços, Chaviães, Fiães e Adedela. O funeral esteve a cargo de António do Outeiro Esteves, de São Gregório.» // Também exercera a sua profissão em Penso. // Mãe de José Abílio, Idalina Cândida, e da professora Maria Cândida, casada com o professor Abel Nogueira Dantas.         

 

CALHEIROS, Ana Maria. Filha de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, moradores nas Carvalhiças, SMP. N.p. de João Luís Calheiros e de Maria Pinto; n.m. de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso. Nasceu a 8/7/1869 e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinho: Manuel José Esteves “Melgaço”, proprietário, morador em Eiró, Rouças. // Faleceu a 20/7/1879.

 

CALHEIROS, Antónia Maria. // (ver Antónia Maria Fernandes).   

 

CALHEIROS, António. // Morou nas Carvalhiças, SMP. // Faleceu viúvo, a 1/6/1830, e foi amortalhado em hábito de S. Francisco e sepultado na igreja matriz, com ofício de corpo presente de 12 padres.

 

CALHEIROS, António. Filho de ----------- Soares Calheiros e de ------------------------------. Nasceu a --/--/1---. // Em 1935 era amanuese na CMM (NM 287).

 

CALHEIROS, António José. Filho de -------- Calheiros e de ------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Em 1914 já estava viúvo e morava nas Carvalhiças; em sessão da Junta de Paróquia de 18/1/1914, presidida por João Evangelista Lourenço, decidiram pedir-lhe o pagamento de 12$00, e juros de cinco anos, sendo nomeado para esse efeito o Barroso e o Valas, vogais da dita Junta (Correio de Melgaço n.º 85, de 1/2/1914). 

 

CALHEIROS, Aurora de Nazaré. Filha de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, lavradores, residentes nas Carvalhiças, SMP. N.p. de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto; n.m. de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso. Nasceu a 1/11/1871 e foi batizada a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves “Melgaço” e mulher, Maria Rita Alves, da Quinta de Eiró. // Casou a 13/12/1896 com Manuel, nascido em Rouças em 1869, filho de Camilo Fernandes e de Aurélia Rodrigues. // Faleceu em São Julião a 17/10/1914. // Com geração.

 

CALHEIROS, Avelino do Espírito Santo. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes Fonseca, moradores em SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, moradores intramuros; n.m. de João Lopes Fonseca e de Maria da Lapa, de Santo Ildefonso, Porto. Nasceu a 6/6/1854 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: José Luís, irmão do batizando, e Guilhermina, tia materna.   

 

CALHEIROS, Caetano Celestino (Padre). Filho do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Marques do Souto Monteiro, moradores em Galvão, SMP. N.p. de Manuel Soares, de Prado, e de Andreza Gomes, da Vila; n.m. de Manuel do Souto, de Prado, e de Rosa Maria Marques, da Vila. Nasceu a 7/4/1795 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinho: Caetano José de Abreu Soares, melgacense. // Morou em Galvão. // Em 1859 era encomendado na freguesia de SMP.

 

CALHEIROS, Clara Joaquina. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura, moradores na Vila. N.p. de Maria Josefa Teixeira, de Melgaço; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benta, de São Bartolomeu do Couto, Tui. Nasceu a 12/9/1826 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: António Joaquim Araújo, do CFD, e Maria Joaquina de Almeida, solteira, moradora intramuros. // Sem mais notícias.

 

CALHEIROS, Eduarda Virgínia. Filha de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores intramuros, vila de Melgaço. Neta paterna de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; neta materna de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, de Santo Ildefonso, Porto. Nasceu a 12/8/1846 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Gaspar Eduardo e sua irmã Guilhermina Arménia, tios maternos da neófita.     

 

CALHEIROS, Esménia Augusta. Filha de Silvina Inocência Calheiros, solteira, lavradora, residente em casa dos pais, nas Carvalhiças, SMP. Neta materna de José Luís Calheiros (ausente no Brasil) e de Adelaide Procópia Rodrigues, lavradeira. Nasceu a 28/12/1885 e foi batizada a 2/1/1886. Padrinhos: Joaquim do Carmo da Cunha e Joaquina Rosa da Cunha, solteiros, das Carvalhiças. // Faleceu a 16/8/1886.

 

CALHEIROS, Felicidade Cândida. Filha de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, lavradores, residentes nas Carvalhiças. N.p. de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto; n.m. de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso. Nasceu a 12/8/1866 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel de Jesus Rodrigues, tio materno da batizanda, e Maria Josefa de Puga, solteira, de Arbo, Galiza.

 

CALHEIROS, Fernanda. Filha de ----------- Calheiros e de -------------------------. Nasceu em -------------, a --/--/19--. // Foi chefe dos Correios em Melgaço (ver “A Voz de Melgaço” n.º 1057, de 15/9/1996). 

 

CALHEIROS, Florinda de Jesus. Filha de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto, moradores nas Carvalhiças. N.p. de António José Calheiros e de Ana Maria Fernandes, de Prado; n.m. de Gregório Pinto e de Mariana Alves, de Lágeas, Chaviães. Nasceu a 25/4/1834 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Manuel António Pinto, de Chaviães, tio da neófita, e Maria Joana Botelho, das Carvalhiças.

 

CALHEIROS, Francisco. Filho de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto, moradores na Vila. Neto paterno de António José Calheiros e de Ana Maria Fernandes, de Prado; neto materno de Gregório Pinto e de Mariana Alves, de Chaviães. Nasceu a 2/4/1842 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Francisco Lameiro e sua filha, Maria Luísa, de São Paio. // Sem mais notícias.  

 

CALHEIROS, Francisco. Filho de José Luís Soares de Sousa Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores em SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, de Santo Ildefonso, Porto. Nasceu a 23/12/1843 e foi batizado a 26 desse mês. Padrinhos: António Bernardo Gomes da Cunha, abade de São Paio, e Francisco José Rodrigues, viúvo, comerciante na Vila de Melgaço.                       

 

CALHEIROS, Francisco Manuel. Filho de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa (exposta). N.p. do Dr. Luís Soares Claheiros e de Rosa Maria Marques do Souto Monteiro. Nasceu a 11/6/1807 e foi batizado a 14 desse mês. Padrinhos: João Lopes, solteiro, da Vila, e serviu de madrinha Francisco Bernardo Pereira, solteiro, morador na Calçada. 

 

CALHEIROS, Gaspar. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 15/5/1855 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Gaspar Eduardo e Guilhermina, tios maternos do batizando. // Faleceu ainda bebé.  

 

CALHEIROS, Gaspar Eduardo. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, moradores no Carvalho, SMP; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 21/8/1858 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Gaspar Eduardo Lopes da Fonseca e sua mulher, Ludovina de Abreu Cunha Araújo.     

 

CALHEIROS, Georgina Cândida. Filha de Maria Ventura Soares Calheiros. Nasceu em 1855. // Faleceu em São Gregório, Cristóval, a 19/12/1930. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 92, de 4/1/1931: «Com 75 anos de idade finou-se, no lugar de São Gregório, G.S.C., que vivia na companhia de sua irmã Amélia Soares Calheiros, professora aposentada, e de seus sobrinhos, José Abílio Lopes, proprietário e automobilista, bem como de Maria Cândida Lopes, professora em Cristóval, e de Idalina Cândida Lopes. O seu funeral, a cargo de António do O. Esteves, realizou-se no dia 20 do mês findo, sendo muito concorrido por pessoas de todas as categorias sociais, tornando-se por isso impossível tomar nota dos nomes das pessoas que se incorporaram no préstito fúnebre, que foi uma verdadeira demonstração de simpatia de que gozava a bondosa senhora na freguesia de Cristóval…»   

 

CALHEIROS, Gomesinda Soares. Filha de Maria Josefa Soares Calheiros, solteira. N.m. de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, todos moradores na Vila de Melgaço, intramuros. Nasceu a 4/6/1854 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Gomes, vulgo o “Barbeiro”, e sua mulher, Josefa Luís (!), moradores na Rua da Calçada, SMP.

 

CALHEIROS, Guilhermina Etelvina. Filha de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, do Carvalho, Vila de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, de Santo Ildefonso, Porto. Nasceu a 18/5/1856 e foi batizada a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Eduardo e irmã, Guilhermina, tios maternos da batizanda.

 

CALHEIROS, Henrique Celestino. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 14/8/1852 e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês. Padrinhos: padre Caetano Celestino Soares Calheiros, de Galvão de Baixo, e Margarida, tia materna do neófito. // «Comerciante, cavaleiro da ordem de Cristo, membro da Real Sociedade de Beneficência e do Grémio Literário Português, no Brasil, etc. // (…). Contava apenas 12 anos de idade quando foi para o Brasil, muito bem recomendado, para se entregar à vida do comércio. Arranjou boa colocação na casa comercial importantíssima de Pará, Calheiros & Oliveira. Com o tempo, gozando sempre das maiores simpatias, e negociando também por conta própria, alcançou uma considerável fortuna. // Henrique Calheiros é membro da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, onde tem desempenhado o cargo de secretário, prestando serviços filantrópicos, aos seus compatriotas menos afortunados, e do Grémio Literário Português, em que foi secretário e tesoureiro. Vindo à pátria em 1885, casou em 12 de Setembro desse mesmo ano, em Braga, com Maria Angelina Ferreira Carmo Calheiros. No dia 1 de Novembro de 1887 recebeu a mercê do grau de cavaleiro da ordem militar de Cristo. Henrique Calheiros é sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa. Tem génio artístico, e nos seus ócios entretém-se em trabalhos curiosos, em pequeninas obras de arte de especial valor. Nestes trabalhos conta-se um navio em miniatura, com todos os utensílios apropriados, tudo feito com a maior correcção.» (consultar Dicionário Histórico, Biográfico, Bibliográfico, Heráldico, Corográfico, Numismático e Artístico, página 625. João Romano Torres – Editor. Lisboa 1903.)          

 

CALHEIROS, Inácio Manuel. Filho do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Marques do Souto, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Manuel Soares, de Prado, e de Andreza Gomes, da Vila; n.m. de Manuel do Souto, de Prado, e de Rosa Maria Marques, da Vila. Nasceu a 9/1/1789 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. Inácio Luís Ribeiro e sua esposa, Manuela Luísa, ambos da Vila. Testemunhas: Caetano José de Abreu Soares e MPF.   

 

CALHEIROS, Isabel Gonçalves. // Casou com Manuel de Sousa. // Morou nas Carvalhiças. // Faleceu viúva, a 22/1/1818. // Deixou testamento.

 

CALHEIROS, Joana Joaquina. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura, moradores na Vila. N.p. de Maria Josefa Teixeira, solteira, de Melgaço; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benta, do Couto, Galiza. Nasceu a 20/12/1816 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: João da Costa Coelho e esposa, Maria Joaquina, residentes na Pigarra. 

 

CALHEIROS, Joana Luísa. Filha de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana, moradores intramuros. N.p. de Antónia Maria de Sousa, solteira, de Melgaço; n.m. de avós incógnitos. Nasceu a 26/1/1798 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinho: capitão João António de Araújo, melgacense.

 

CALHEIROS, João. Filho de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura. N.p. de Maria Josefa Teixeira, solteira; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benita. Nasceu a 14/5/1821 e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: padre João Manuel Torres, vigário de Remoães, e Nossa Senhora.  

 

CALHEIROS, João Joaquim. Filho de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura, moradores na Vila. N.p. de Maria Josefa Teixeira, solteira; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benta. Nasceu a 1/12/1815 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: João Luís da Costa, solteiro, e Maria Joaquina, mãe do padrinho, da Pigarra. 

 

CALHEIROS, João Luís. Filho de António José Gomes Calheiros, das Carvalhiças, SMP, e de Ana Maria Fernandes, do lugar de Ferreiros, Prado. // Lavrador. // Casou (*), na igreja de SMP, a 2/1/1828, com Isabel Maria, filha de Gregório Pinto, dos Cotos, Chaviães, e de Mariana Alves, de Linhar, Chaviães. Testemunhas: padre M.J. Quintela, Manuel Joaquim Gonçalves (das Carvalhiças) e AJR, mordomo da igreja. // Faleceu nas Carvalhiças, a 9/3/1886, no estado de viúvo, com 73 anos de idade, e foi sepultado no cemitério público. // Com geração. /// (*) Casou com a idade de 15 anos, se acreditarmos que tinha 73 anos quando morreu.

 

CALHEIROS, João (*) Manuel Soares. // Faleceu em SMP, a 31/12/1845, no estado de casado com Maria das Dores, da Vila de Melgaço, e foi sepultado na igreja matriz, com ofício das almas, por ser pobre. /// (*) Ver José Manuel Soares Calheiros.

 

CALHEIROS, Joaquim Maria. Filho de Maria Ventura Soares Calheiros, solteira, residente na Rua Direita, Vila. N.m. de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro. Nasceu a 5/11/1844 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Bruno Gomes da Ribeira, solteiro, e Maria Josefa, tia materna do neófito. 

 

CALHEIROS, José Luís. Filho de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, moradores em SMP. Nasceu por volta de 1806. // Casou na igreja de SMP a 12/5/1841 com Carolina Etelvina, filha de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, moradores que foram na Rua Nova de Almada (?), Porto. Testemunhas: João Lopes da Fonseca (pai da noiva) e AJR, mordomo da igreja. // Faleceu na Rua da Calçada, SMP, a 14/3/1874, com cerca de 68 anos de idade, e foi sepultado na igreja do extinto convento das Carvalhiças. // Deixou viúva e filhos.    

 

CALHEIROS, José Luís. Filho de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto, lavradores, residentes nas Carvalhiças, SMP. N.p. de António José Gomes Calheiros e de Ana Maria Fernandes; n.m. de Gregório Pinto e de Mariana Alves, este de Cotos, Chaviães. Nasceu a 18/7/1831 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: José Luís Rodrigues e esposa, Antónia Narcisa de Abendanho, moradores no Rio do Porto. // Era solteiro quando casou na igreja de SMP a 16/5/1861 com Adelaide Procópia, de 20 anos idade, solteira, batizada em SMP, filha de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso, lavradores, residentes na Calçada, neta paterna de João Rodrigues e de Maria Josefa Domingues, e materna de Margarida Trancoso. Testemunhas: Manuel José de Puga, escrivão das côngruas paroquiais, e Maria Soares, costureira, todos moradores intramuros. // Enviuvou a 25/3/1909. // Faleceu na Rua Direita, Vila, a 30/10/1914. // Com geração.      

 

CALHEIROS, José Luís. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca. N.p. de Luís Soares Calheiros e de Joana Maria de Sousa; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa. Nasceu a 13/2/1842 e foi batizado a 16 de Março desse ano. Padrinhos: Manuel Alves Lopes da Fonseca e sua irmã, Margarida, tios do neófito.

 

CALHEIROS, José Manuel. Filho de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro. // Casou na igreja de SMP a 8/5/1844 com Maria das Dores, filha de José Manuel -------- e de Ana Maria Fernandes, todos moradores na Vila, intramuros. Testemunhas: frei Manuel da Conceição e AJR, mordomo da igreja. // (ver João Manuel Soares Calheiros).

 

CALHEIROS, José Maria. Filho do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Marques do Souto Monteiro, moradores em Galvão. N.p. de Manuel Soares, de Prado, e de Andreza Gomes, da Vila; n.m. de Manuel do Souto, de Prado, e de Rosa Maria Marques, da Vila. Nasceu a 10/1/1791 e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano José de Abreu Soares e esposa, Maria Teresa Sousa Gama. // Casou com cerca de 20 anos de idade, na Corredoura de Prado, com Maria Benedita, filha de Manuel José Vaz Torres e de Mariana Durães. // Em 1845 era presidente da Câmara Municipal de Melgaço e administrador do concelho (Melgaço, Sentinela do Alto Minho, II parte, 1.º volume, página 141). // Com geração (ver em Prado).  

 

CALHEIROS, Ladislau. Filho de Maria Ventura Soares Calheiros, solteira, moradora intramuros. N.m. de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, da Vila. Nasceu a 12/5/1848 e foi batizado três dias depois. Padrinhos: Manuel José de Almeida, escrivão no juízo de Melgaço, e serviu de madrinha José Manuel Gonçalves (Galo).

 

CALHEIROS, Ladislau. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores na Rua Direita, Vila. N.p. de Luís Caetano Soares e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria Lapa, do Porto. Nasceu a 27/6/1848 e foi batizado a 1 de Julho desse ano. Padrinhos: padre Simão António Meleiro de Castro, da Raza, São Paio, e serviu de madrinha Manuel José de Almeida, escrivão em Melgaço. 

 

CALHEIROS, Laureana Cândida. Filha de Maria Ventura Soares Calheiros, solteira, moradora na Rua de Baixo, Vila. Neta materna de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, de intramuros. Nasceu a 27/6/1846 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Manuel José de Puga, solteiro, de Crastos, Paderne, e Caetana Maria de Barros, filha de João de Barros, da Vila. 

 

CALHEIROS, Libânia Rita. Filha de Ana de Jesus Soares Calheiros. Neta materna de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura. Nasceu a 18/2/1841 e foi batizada na igreja de SMP nesse dito dia. Padrinho: Domingos José Gonçalves, de São Paio.

 

CALHEIROS, Luís Soares (Dr.) Filho de Manuel Soares Calheiros e de Andreza Gomes. Nasceu a --/--/17--. // Foi advogado em Melgaço no último quartel do século XVIII, juiz da igreja da Vila, etc. // Casou depois de 1777 com Rosa Maria Marques Souto Monteiro. // Morreu na Vila de Melgaço a 27/12/1812. // A sua viúva finou-se a 24/12/1820. // Com geração.

 

CALHEIROS, Luís Soares. // Faleceu na Vila de Melgaço, onde morava, a 20/10/1841, e a 22 foi sepultado na igreja matriz. 

 

CALHEIROS, Luís Caetano. Filho de Antónia Maria de Sousa, solteira, do Bairro do Carvalho, SMP. Neto materno de Maria Rodrigues, solteira. // Casou, na igreja da Vila, a 28/2/1797, com Maria Joana, filha de pais incógnitos. Testemunhas: Miguel Caetano, Manuel José Pereira, e MPF. // O casal ficou a residir no Carvalho.

 

CALHEIROS, Luís Caetano. Filho do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Marques Souto Monteiro, moradores em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Manuel Soares [Calheiros] e de Andreza Gomes; n.m. de Manuel Souto Monteiro e de Rosa Maria Marques. Nasceu a 26/5/1787 e foi batizado a 30 desse mês. Padrinhos: Caetano José de Abreu Soares e Andreza Gomes, viúva.      

 

CALHEIROS, Luís da Encarnação. Filho do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Marques do Souto Monteiro, naturais de Melgaço, proprietários. Nasceu por volta de 1787. // Foi religioso professo do Convento de Santa Cruz de Coimbra. // Faleceu em sua casa de Galvão de Baixo, SMP, às quatro horas da tarde de 17/8/1870, com 83 anos, no estado de demência, e foi sepultado na igreja do extinto Convento das Carvalhiças. // Não fizera testamento.   

 

CALHEIROS, Manuel José. Filho de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto, moradores nas Carvalhiças. Neto paterno de António José Calheiros e de Ana Maria Fernandes; neto materno de Gregório Pinto e de Mariana Alves, de Lágeas, Chaviães. Nasceu a 25/4/1834 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Manuel António Pinto e Maria Josefa Fernandes, solteira, do lugar da Oliveira, SMP. // Morreu criança. // Gémeo de Florinda de Jesus. 

 

CALHEIROS, Manuel José. Filho de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto, moradores nas Carvalhiças. N.p. de António José Calheiros e de Ana Maria Fernandes; n.m. de Gregório Pinto e de Mariana Alves. Nasceu a 6 de Janeiro de 1840 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Fernandes e sua esposa, Joana (Rita?) Domingues, de Prado. 

 

CALHEIROS, Manuel José. Filho de Silvina Inocência Calheiros. Nasceu na Vila a --/--/1900. // Artur Augusto Alves apresentou queixa contra ele às autoridades por o rapaz, então com 13 anos, ter a 2/1/1914, pelas 16 horas, furtado de sua casa 1$80 em dinheiro, dois anéis de ouro, e um alfinete para gravata, também em ouro, tendo sido remetido para juízo (Correio de Melgaço n.º 82, de 11/1/1914). // Casou em Novembro de 1922 com Blandina da Glória Gomes, nascida em Prado a 15/3/1889. // Devem ter residido na Galiza, pois em 1925 nasceu-lhes em Mourentão a filha Margarida, que casou em 1955 com António Manuel da Costa, da Vila de Melgaço (ver).

 

CALHEIROS, Maria Angélica. Filha de Luís Soares Calheiros, de Melgaço, e de Maria Ventura Monteiro, galega, solteiros (casaram posteriormente). Neta paterna de Maria Josefa Teixeira, solteira; neta materna de Francisco Vasques e de Benta Maria, de São Bartolomeu do Couto, Galiza. Nasceu a 31/7/1814 e foi batizada na igreja de SMP a 3 de Agosto desse ano. Padrinhos: Francisco Manuel Lopes e sua esposa, Luísa Gonçalves. // Morou na Vila de Melgaço, intramuros. // Faleceu a 27/8/1858, casada com José Joaquim Pires, e foi sepultada na igreja matriz com ofício da Confraria das Almas, de 15 padres, por ser pobre.

 

CALHEIROS, Maria Benedita. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, moradores intramuros. N.p. de Maria Josefa Teixeira, de Melgaço; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benita, de Sao Bartolomeu do Couto, Tui. Nasceu a 28/4/1829 e foi batizada dois dias mais tarde. Padrinhos: José Manuel Gonçalves, solteiro, alfaiate, natural da Vila de Melgaço, e a Senhora do Carmo.

 

CALHEIROS, Maria Dulce. Filha de Vítor Manuel Calheiros e de Vitorina Cândida Rodrigues, proprietários. N.p. de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues; n.m. de Eduardo Augusto e de Miquelina Rosa Rodrigues. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 15/1/1908, e foi batizada a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, casado, proprietário, e Amália Vaz, solteira, doméstica. // Faleceu a 12/1/1911 e foi sepultada no cemitério público.

 

CALHEIROS, Maria Eulália. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, moradores na Vila. N.p. de Maria Josefa Teixeira; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benita. Nasceu a 19/7/1825 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Bento José Dias e esposa, Maria Josefa Rodrigues, do Campo da Feira de Fora.

 

CALHEIROS, Maria Joaquina. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, moradores na Vila. N.p. de Maria Josefa Teixeira, solteira; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benta. Nasceu a 27/7/1823 e foi batizada a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Bernardo Pereira e sua esposa, Joaquina, de Remoães.  

 

CALHEIROS, Maria Josefa. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro. N.p. de Maria Josefa Teixeira, da Vila de Melgaço; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benita, de São Bartolomeu do Couto, bispado de Tui. Nasceu em SMP e foi batizada a 6/6/1819. Padrinhos: Manuel José Soares e Maria Pires, de Prado. // Faleceu repentinamente, a 23/6/1864, intramuros, SMP, solteira, pobre de profissão (!). // Sem geração. // Nota: o seu assento de batismo foi feito pelo padre Manuel António Esteves, porque o padre JESSM nessa altura não podia escrever.

 

CALHEIROS, Maria Luísa. Filha de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto. Neta paterna de António José Calheiros e de Ana Maria Fernandes; neta materna de Gregório Pinto e de Mariana Alves. Nasceu a 13/3/1837 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Domingues e sua filha, Maria Luísa Domingues, de São Paio.

 

CALHEIROS, Maria do Nascimento. Filha de Ana de Jesus Calheiros. Neta materna de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro. Nasceu a 21/12/1837 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Almeida, escrivão do público. // Sem mais notícias.

 

CALHEIROS, Maria Rosa Gomes. // Morou nas Carvalhiças. // Faleceu solteira, a 27/7/1822. // O seu irmão, António Gomes Calheiros, testamenteiro da defunta, por não dar parte a tempo da sua morte foi condenado pela igreja católica em 440 réis!   

 

CALHEIROS, Maria Teresa. // Morou no lugar das Carvalhiças, SMP. // Morreu no estado de viúva e também no estado de demência, a 30/6/1848, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de seis padres.

 

CALHEIROS, Maria Teresa. Filha de João Luís Gomes Calheiros e de Isabel Maria Pinto, moradores nas Carvalhiças. N.p. de António José Gomes Calheiros e de Ana Maria Fernandes; n.m. de Gregório Pinto e de Mariana Alves, do lugar de Cotos, Chaviães. Nasceu a 27/12/1828 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Diogo Manuel de Sousa e Castro, morgado de Galvão, e Maria Teresa Barros, solteira, moradora no Campo da Feira de Dentro.    

 

CALHEIROS, Maria Ventura. Filha de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro, moradores intramuros. N.p. de Maria Josefa Teixeira; n.m. de Francisco Monteiro e de Maria Benita. Nasceu em SMP a 1/12/1830 e foi batizada a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José Abreu e Domingos José Gonçalves, casado, ambos da Vila. // Faleceu na Rua de Baixo, Vila de Melgaço, a 15/5/1889, e foi sepultada no cemitério. // Apesar de solteira, deixou filhos.  

 

CALHEIROS, Matias. // Morou na Rua de Baixo, SMP. // Faleceu solteiro, a 6/10/1829, e foi amortalhado em túnica de São Francisco e sepultado na igreja matriz, com ofício de corpo presente de 20 padres, pago da Confraria das Almas, de que era irmão.

 

CALHEIROS, Miquelina do Nascimento. Filha de Maria Ventura Soares Calheiros, solteira. Neta materna de Luís Soares Calheiros e de Maria Ventura Monteiro. Nasceu a 23/12/1842 (!) e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinho: Carlos Câncio Gomes da Ribeira, da Vila. 

 

CALHEIROS, Modesta Cândida. Filha de Vítor Manuel Calheiros e de Vitorina Cândida Rodrigues. Neta paterna de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, lavradores, residentes nas Carvalhiças; neta materna de Eduardo Augusto e de Miquelina Rosa Rodrigues. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 25/8/1900 e foi batizada a 2 de Setembro desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu e esposa, Ana Joaquina Vasques. // Casou com Antenor da Encarnação, comerciante em Melgaço, filho de Álvaro Cândido Pereira e de Rosa da Encarnação Pereira. // Enviuvou a 11/1/1955. // Faleceu a 3/3/1957. // Com geração.

 

CALHEIROS, Olímpia da Glória. Filha de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, negociantes, moradores na Rua da Calçada, SMP. Neta paterna de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, da Vila de Melgaço; neta materna de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 4/10/1860 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Eduardo Lopes da Fonseca, contador (escrivão), morador na Calçada, SMP, e sua esposa, Ludovina Rosa Abreu Cunha Araújo.

 

CALHEIROS, Rosa Caetana. Filha do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Marques do Souto Monteiro, moradores em Galvão, SMP. N.p. de Manuel Soares, de Prado, e de Andreza Gomes, da Vila; n.m. de Manuel do Souto, de Prado, e de Rosa Maria Marques, da Vila. Nasceu a 23/2/1793 e foi batizada a 4 de Março desse ano. Padrinho: Caetano José Abreu Soares.

 

CALHEIROS, Rosa Caetana Soares. // Morou em Galvão de Baixo, SMP. // Faleceu a 11/12/1830, casada com Jerónimo Luís Gomes de Magalhães, e foi amortalhada em hábito de freira, e sepultada na igreja matriz com ofício de mais de 40 padres. // Nota: deve ser a mesma de cima. 

 

CALHEIROS, Secundino Augusto. Filho de Silvina Inocência Calheiros. Neto materno de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, todos lavradores, de SMP. Nasceu no lugar das Carvalhiças a 13/8/1892 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Madrinha: Aurora de Nazaré Calheiros, solteira, lavradora, de SMP, tia materna do batizando. // Foi recrutado pela Vila, juntamente com Mário Alves de Melo; tinha de se apresentar em Infantaria 3, Valença, entre 12 a 15/5/1913 (Correio de Melgaço n.º 45, de 13/4/1913). // Casou a 5/12/1916, no posto do Registo Civil de Vila Praia de Âncora, com Maria Emília Ferreira. // Foi ferroviário dos Caminhos-de-Ferro (CP). // Lê-se na sua caderneta militar: «Soldado da 2.ª companhia do batalhão de sapadores dos caminhos-de- ferro. (…) // À época da sua partida para a guerra encontrava-se casado, como já se disse, com Maria Emília Ferreira, desde 5/12/1916; morava em Vila Praia de Âncora. Embarcou em Lisboa, no cais de Alcântara, com destino a França, integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP), a 26/5/1917, em direção ao porto de Brest. Já em França, sabe-se que baixou ao hospital da base1 no dia 9/4/1918, dia da batalha de La Lys. No mesmo hospital foi julgado incapaz para todo o serviço por uma junta médica; teve alta no dia 2 de Maio. Posteriormente embarca no porto marítimo em Cherbourg com destino a Portugal, tendo desembarcado em Lisboa, no cais de Alcântara, a 17/5/1918.» // Enviuvou a 26/9/1972. // Morreu em Âncora a 28/5/1973.

 

CALHEIROS, Secundino José. Filho de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, lavradores. N.p. de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto; n.m. de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso. Nasceu em SMP a 4/6/1864 e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Nuno José dos Reis e Maria Joaquina dos Reis, padeiros. // Faleceu na Rua da Calçada a 6/8/1864 e foi sepultado na igreja matriz. (Gémeo de Silvina Inocência).  

 

CALHEIROS, Silvina Inocência. Filha de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues. N.p. de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto; n.m. de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso, todos lavradores. Nasceu em SMP a 4/6/1864 e foi batizada a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Nuno José dos Reis e Maria Joaquina dos Reis, padeiros. (Gémea de Secundino José). // Faleceu a 1/4/1956, com noventa e um anos de idade. // Com geração.

 

CALHEIROS, Vítor Manuel. Filho de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, rurais, moradores nas Carvalhiças. N.p. de João Luís Calheiros e de Isabel Maria Pinto; n.m. de Lourenço Caetano Rodrigues e de Maria Joaquina Trancoso. Nasceu a 3/4/1862 e foi batizado três dias depois. Padrinhos: Manuel José de Puga, casado, empregado da administração, e Maria Rita Alves, residente em Eiró, Rouças. // Estava viúvo de Paulina Amélia Vítor, morava nas Carvalhiças, quando casou a 13/11/1899, na igreja de SMP, em segundas núpcias, com a sua conterrânea Vitorina Cândida, de 18 anos de idade, residente na Rua Direita, SMP, filha de Eduardo Augusto [Martins] e de Miquelina Rosa Rodrigues. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu e sua esposa, Ana Joaquina Vasques. // No Diário do Governo n.º 42, de 21/2/1884, surge esta curiosa nota: «João Luís Calheiros e Maria Joaquina Trancoso, e mais Adelaide Perpétua (!) Rodrigues, pelo neto e filho, Vítor Manuel. – Apurado para o serviço militar. Freguesia de SMP.» // Aquando da morte do pai, ocorrida em 1914, ele era emigrante no Brasil; foi citado pelo juiz, Dr. Araújo Ramos, para efeitos de inventário (ver Correio de Melgaço n.º 127, de 1/12/1914). // Faleceu na Vila a 1/2/1938. // A sua viúva finou-se na Rua Direita, Vila, a 18/1/1967, com 85 anos de idade (Notícias de Melgaço n.º 1623).  

 

CALHEIROS, Xisto. Filho de Maria Rosa Calheiros. Neto materno de Luís António Calheiros e de Maria Josefa, de Ponte de Lima. Nasceu a 10/4/1836 e foi batizado na igreja de SMP três dias depois. Padrinhos: Xisto Miguel, natural de Amarante, e Maria Teresa, de Pico de Regalados.

 

CALHEIROS, Zélia Amália. Filha de Vítor Manuel Calheiros e de Vitorina Cândida Rodrigues, proprietários, moradores na Rua Direita. Neta paterna de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues; neta materna de Eduardo Augusto Martins e de Miquelina Rosa Rodrigues. Nasceu em SMP a 20/12/1914 e foi batizada a 20/1/1915. Padrinhos: António Joaquim Esteves, proprietário, e Amália Vaz, doméstica. // Constava que era hermafrodita, ou bissexual, caso raro em Melgaço; de facto, o seu comportamento foi sempre muito reservado, nunca ninguém a viu namorar, ir a festas ou bailes, nada! Depois de seus pais morrerem, geriu as suas terras, os seus bens, como pôde e soube. // Chegou a morar durante algum tempo em Carvalhos, Vila Nova de Gaia; já idosa, foi para o Lar Pereira de Sousa, em Melgaço, onde faleceu, no estado de solteira, a --/--/1999 (ver CM 134, de 26/1/1915 e VM 1129). 

 

CALHEIROS, Zulminda Rosa. Filha de Silvina Inocência Calheiros, solteira, de SMP. Neta materna de José Luís Calheiros e de Adelaide Procópia Rodrigues, todos lavradores. Nasceu nas Carvalhiças a 23/12/1889 e foi batizada a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Joaquim Maria de Almeida, solteiro, criado de servir, e Maria Rosa da Lama, solteira, lavradora, ambos de SMP. // Casou a 24/8/1912 com José Maria, de 19 anos de idade, natural de Chaviães, filho de Aníbal dos Anjos da Cunha e de Felisbela Cândida Alves. // O seu marido morreu em França, na I Grande Guerra, a 22/11/1917. // Ela voltou a casar, desta vez com José Gil, natural de Paderne, soldado da Guarda-Fiscal. // Enviuvou a 1/4/1955. // Faleceu na Vila a 4/8/1965. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1565, de 15/8/1965: «Com a idade de 75 anos faleceu no passado dia 4 do corrente, em sua casa de residência nesta vila, Z.R.C., viúva de José Gil, que entre nós gozava de gerais simpatias. A bondosa senhora era mãe de Marieta, Umbelina, Julieta e Fernanda, irmã de Secundino, Manuel e João Cândido Calheiros; sogra de Manuel Lourenço Lima, carteiro, e de António Cerqueira, ausente em França; avó de Maria Cândida da Cunha Esteves Menezes, professora, casada com o Dr. Rui Manuel Lisboa Menezes, funcionário da Diamang em Angola, e de Maria Armanda da Cunha Esteves Marinho, casada com Óscar Marinho, funcionário do tribunal judicial de Benavente, e das meninas Maria Manuel Gil Lima, Maria Fernanda, José, Maria Teresa e António Gil Cerqueira...» // Mãe de Umbelina Augusta e de Marieta Zilda (1.º casamento); e de Julieta e de Fernanda (2.º casamento).  // continua...