segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

Freguesia da vila (SMP)

Por Joaquim A. Rocha




 GONZALEZ

 

GONZALEZ, Luís Peres. Nasceu em Vieita, Ourense, Espanha, por volta de 1864 (segundo uma cédula que tinha no bolso). // Lavrador. // Faleceu no estado de solteiro, na Vila de Melgaço, em casa de Luís da Silva, a 27/12/1888, com apenas 24 anos de idade, não estando em seu perfeito juízo, e foi sepultado no cemitério municipal. 

 

GREGÓRIO

 

GREGÓRIO, Adelino Augusto. Filho de Francisco Joaquim Gregório, da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, da Vila, lavradores. N.p. de Camila Rosa Gregório; n.m. de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu nas Carvalhiças a 14/4/1903 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Adelino Colmeiro, solteiro, lavrador, e Almira Augusta, solteira, vendeira. // Faleceu a 27/4/1972.  

 

GREGÓRIO, Alberto Augusto. Filho de Francisco Joaquim Gregório, jornaleiro, da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, das Carvalhiças, SMP, moradores no Bairro do Carvalho, Vila. N.p. de Camila Rosa Gregório, solteira, da Gave; n.m. de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gandra, lavradores, residentes nas Carvalhiças. Nasceu a 8/5/1894 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Augusto Colmeiro, tio materno, e Albina Augusta, solteira, do lugar de Carvalho, SMP. // Faleceu na Rua Direita, Vila, a 11/2/1896.  

 

GREGÓRIO, Cândida da Conceição. Filha de Maria Joaquina Gregório, solteira, da Gave, criada de servir, moradora na Vila de Melgaço. Neta materna de Joaquina Rosa Gregório. Nasceu intramuros a 24/4/1874 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: JCGA e Aurélia Cândida de Sousa, solteiros, da Vila. // Faleceu no lugar do Cruzeiro, São Paio, a 2/4/1939.  

 

GREGÓRIO, Dúlia Augusta. Filha de Francisco Joaquim Gregório, natural da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, natural da Vila, trabalhadores rurais. N.p. de Camila Rosa Gregório; n.m. de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu nas Carvalhiças a 4/5/1905 e foi batizada na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Mário Teixeira Pinto, solteiro, proprietário, e Almira Augusta, solteira, taberneira. // Em 1927 deu à luz uma menina, Luísa Maria, cujo pai se ignora; e em 1932 teve um filho, Germano Gregório, gerado por Inocêncio Pereira (Caixa). // Devido à doença do sono e de parkinson que a acometeu, foi internada em 1940 no hospital da SCMM, e no Asilo Pereira de Sousa, onde faleceu a 1/7/1943, no estado de solteira.   

 

GREGÓRIO, Flávia Maria (Flavinha). Filha de José Augusto Gregório, solteiro, nascido em Souto, Sabugal, comerciante numa das colónias de África, e de uma senhora africana, solteira, de cor negra. Neta paterna de Manuel Gregório, natural de Castro Laboreiro, e de Isabel João, da dita freguesia do Sabugal. Nasceu em Angola a 30 de Abril de 1906, mas cedo o seu pai a trouxe para Melgaço, onde casara, em 1913, com Maria Amélia da Cunha Osório. // José Augusto voltou para África com a esposa, logo a seguir ao casamento, mas deixou a filha mulata em Melgaço, com Olívia Osório, professora do ensino particular. // Em 1917 fez o exame do 1.º grau, na Escola Particular, dirigida por Maria das Dores Teixeira, obtendo a classificação de ótimo (ver Jornal de Melgaço n.º 1171, de 18/8/1917). // Aqui cresceu e se tornou regente escolar, tendo feito provas de aptidão em Viana, em 1935 (Notícias de Melgaço n.º 286, de 29/1935), cuja média não foi além de dez valores. Apesar dessa classificação, as autoridades escolares nomearam-na em 1936 (NM 301 e NM 306) para o posto de ensino de Cavaleiro Alvo, freguesia de São Paio. Em 1938 continuava a dar aulas às crianças nessa freguesia. Tinha também, na Vila, uma escola privada de ensino elementar. // Viveu solteira, na Rua Direita, numa casa perto do castelo, onde mais tarde seria instalado o Núcleo Museológico (*). Ali faleceu a 20/7/1968, sem geração, sendo sepultada no cemitério municipal de Melgaço. /// (*) Essa casa foi penhorada a 6/6/2000 devido a se encontrar em ruínas e não se conhecerem os herdeiros, e vendida através de propostas apresentadas na Secretaria Judicial, as quais seriam abertas a 6/2/2001 (VM 1148; 1150). // É fácil identifica-la na fotografia, por ser mulata; é a segunda, a contar de cima.    


GREGÓRIO, Germano. Filho de Dúlia Gregório, solteira (e de Inocêncio Pereira, solteiro nessa altura), ambos da Vila. Neto materno de Francisco Joaquim Gregório e de Carlota Joaquina Colmeiro. Nasceu na vila de Melgaço a 23/4/1932. // Quase com dez anos de idade, com a 3.ª classe, perde sua mãe, que estava internada no hospital ou no asilo. Ele fora acolhido pelo hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, onde se manteve até aos onze, doze anos. Como levantava alguns problemas à Misericórdia de Melgaço vai para o Porto, para uma Instituição Social – ali começa a aprender a profissão de marceneiro. Aos quinze anos sai daquela Instituição e segue para a cidade da Guarda, para outra Instituição, onde lhe ensinam a arte de sapateiro. Joga também futebol. Fica ali até ir à inspeção e ingressar no serviço militar. Assentou praça a 27/4/1953. Fez tropa obrigatória de 1953 a 1954 – dezoito meses. Findo esse tempo, requere a continuação, agora como contratado. O requerimento é deferido. Esteve um ano em Mafra; dali parte para Braga, Infantaria 8, e neste quartel ficará até à sua passagem à reserva, em 1989, com as divisas de 1.º cabo-adjunto. Fora motorista de oficiais de alta patente. // Casou em Braga, em 1958, com Teresa de Jesus, filha de Firmino Vieira e de Adelina Antunes, natural de Vila Verde. // Tiveram três filhos: José Manuel (nasceu em Braga a 25/7/1964 e casou com Ana Rodrigues); Maria Domitília (nasceu em Braga a 18/10/1962 e casou com Fernando José Ferreira da Costa); e Maria das Dores (mãe solteira de uma menina – parece que casou posteriormente com outro namorado e emigrou para França). // Germano Gregório reformou-se em 1995 (VM 1036). // Morreu em Braga a 26/4/2007, e foi sepultado no cemitério Monte d’Arcos. // Nota: apesar de ter nascido na maior pobreza, foi equilibrando a sua vida, e acabou por viver feliz com a sua mulher e filhos. Somente uma coisa o entristecia: o não ter descoberto o paradeiro da sua irmã (por parte da mãe), Luísa Maria Gregório, nascida na vila de Melgaço a 19/6/1927, e levada para outra vila ou cidade, com doze ou treze anos de idade, por um juíz de direito e sua esposa, os quais a devem ter perfilhado e mudado o nome.         

                       

GREGÓRIO, Isolina Cândida. Filha de Francisco Joaquim Gregório, jornaleiro, natural da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, lavradeira, natural da Vila, moradores nas Carvalhiças. Neta paterna de Camila Rosa Gregório; neta materna de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu a 22/8/1890 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Fernandes, solteiro, lavrador, natural de Rouças, morador na Vila, e Emília Cândida da Cunha, solteira, lavradora, da Vila. // Casou civilmente, a 11/10/1914, com Gaspar Rufino de Araújo. // Faleceu na Vila a 20/10/1918. // Deixou uma filha, Albertina, a qual casou com Artur Alves (Lascas).  

 

GREGÓRIO, João Augusto. Filho de Francisco Joaquim Gregório, jornaleiro, da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, lavradora, de SMP, moradores nas Carvalhiças. N.p. de Camila Rosa Gregório; n.m. de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu a 1/4/1892 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: João Lopes e Júlia Augusta da Cunha, solteiros, lavradores, ambos de SMP. // Morreu na Rua Direita, SMP, a 3/2/1896.  

 

GREGÓRIO, José Augusto. Filho de Manuel Gregório, proprietário, natural de Castro Laboreiro, e de Isabel João, do Souto, Sabugal, diocese da Guarda. // Nasceu na dita freguesia do Sabugal por volta de 1884. // Esteve em Bailundo, Angola, onde foi comerciante, e nessa ex-colónia gerou uma filha numa rapariga negra, à qual deu o nome de Flávia, que mais tarde trouxe para Melgaço. // Casou na igreja de SMP, Vila de Melgaço, a 8/9/1913, aos 29 anos de idade, com Maria Amélia da Cunha Osório, de 21 anos de idade, melgacense, filha de Estefânia Olívia da Cunha Osório, e sobrinha de José Cândido da Cunha Osório, negociante em Pará, e de Luís Maria Monteiro, negociante no Rio de Janeiro. Testemunhas: Abel Gouveia Barreto de Lara, solteiro, comerciante, e Casimira Barreto de Lara, solteira, proprietária, residentes em Melgaço. // Alguns dias depois seguiram para África. // Faleceu em 1930, em Quimbale, Nova Lisboa (NM 52, de 2/3/1930). // Teve também filhos da esposa: Ivone (morreu em 1916); um rapaz (nasceu em 1916). O Notícias de Melgaço n.º 42, de 15/12/1929, dá a notícia do nascimento de uma filha do casal, cujo nome não menciona, em Nova Lisboa, teria a Maria Amélia 37 anos de idade.           

 

GREGÓRIO, José Herculano (Zeca). Filho de José Augusto Gregório e de Maria Amélia da Cunha Osório. Nasceu em -------------- (*), a --/--/19--. // O pai deve-o ter trazido para Melgaço durante algum tempo. // Fez exame da quarta classe, ou segundo grau, em Julho de 1932, ficando aprovado (NM 158, de 24/7/1932). // Em um certame catequístico que se realizou na Vila de Melgaço em 1935 obteve dezasseis valores. // (Notícias de Melgaço n.º 291). /// (*) Deve ter nascido em Nova Lisboa.

 

GREGÓRIO, Josefina Cândida. Filha de Francisco Joaquim Gregório, natural da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, natural da Vila, lavradores, residentes no lugar das Carvalhiças. Neta paterna de Camila Rosa Gregório; neta materna de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu em SMP às 8 horas da manhã de 13/4/1896 e foi batizada na igreja pelo presbítero Elias de Jesus Marques a 19 desse mês e ano. Padrinhos: José Lourenço, solteiro, lavrador, e Florinda Rosa Gregório, solteira. // Quando era nova teve um namorado, António Maria Fernandes, de alcunha “Olharapo”, filho da célebre «Ana Home», com quem viveu maritalmente numa minúscula casa. Geraram um filho, mas morreu ainda bebé. O companheiro morreu tuberculoso, em 1951, salvo erro. A “Fina”, como era conhecida, ficou sozinha, e lutou imenso para sobreviver. Sem nenhumas habilitações literárias, jornaleira, entregou-se ao amanho de hortas, e limpeza do Cine Pelicano. Teria metro e sessenta de altura, magra, sem quaisquer gorduras. Não gostava de toda a gente, mas com quem simpatizasse tornava-se uma companhia agradável. Nos anos sessenta esteve às portas da morte, devido a ter sido mordida por um cão de Castro Laboreiro que o juiz tinha à entrada da sua porta; a Fina ia lá para trabalhar na horta e afinal foi parar ao hospital da Santa Casa. // Todas as semanas ia ao monte buscar lenha, pinhas, carqueja, para poder cozinhar. Outras vezes trazia mato para a corte. // Faleceu na Vila, no hospital da SCMM, a 16/6/1980.  

 

GREGÓRIO, Luísa Maria. Filha de Dúlia Augusta Gregório, da Vila. Neta materna de Joaquim Francisco Gregório, natural da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, da Vila. Nasceu na Vila de Melgaço a 19/6/1927 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Ezequiel do Vale, comerciante, e Maria Engrácia. // Segundo me informou o seu irmão Germano, a Luísa Maria teria sido levada de Melgaço ainda criança, por um juiz, casado mas sem filhos, o qual certamente a adoptou e lhe alterou o apelido. // Nunca mais entrou em contacto com a sua família melgacense e não se consegue obter o seu assento de óbito.

 

GREGÓRIO, Manuel Augusto. Filho de Joaquim Francisco Gregório, da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, da Vila, onde moravam, jornaleiros. N.p. de Camila Rosa Gregório; n.m. de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu nas Carvalhiças a 26/9/1900 e foi batizado a 3 de Outubro desse ano. Padrinhos: Manuel Luís Lopes, casado, oficial de diligências, e Elvira (ou Elísia) Augusta, solteira, ambos da Vila. // Foi 2.º cabo da Guarda-Fiscal. // Casou a 17/6/1925 com Glória dos Anjos Rodrigues, em uma casa do lugar da Peneda. // Viveu na Peneda, Arcos de Valdevez. // Faleceu a 5/3/1983 na freguesia de Sabadim, Arcos de Valdevez.

 

GREGÓRIO, Olaia Augusta. Filha de Francisco Joaquim Gregório, da Gave, e de Carlota Joaquina Colmeiro, da Vila, jornaleiros, moradores na Rua do Carvalho, Vila. Neta paterna de Camila Rosa Gregório; neta materna de Agostinho Colmeiro e de Maria Ludovina da Gândara. Nasceu a 16/6/1898 e foi batizada pelo padre José Maria Fernandes a 19 desse mês. Padrinhos: Luís da Silva, cortador de carnes verdes, e Josefa de Oliveira, vendeira, casados. // Saiu de Melgaço para o Porto, ou para Lisboa, e jamais voltou à sua terra natal, segundo parece. // Nota: deve tratar-se de Eulália Augusta, mãe solteira de Manuel Augusto, criança que morreu na Vila a 19/12/1920, com apenas dezasseis (16) dias de vida.

 

GREGÓRIO, Serafim. Filho de Carolina Rosa Gregório. Nasceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 103, de 9/6/1914).

 

GRILO

 

GRILO, Manuel Bernardo. // Em 1914 tinha um talho de carnes verdes na Vila de Melgaço. Nesse ano pediu à Câmara Municipal para subir o preço da carne, mas não foi atendido (Correio de Melgaço n.º 94, de 5/4/1914).    

 

GUEDES

 

GUEDES, Constantino Henriques. Filho de Francisco Henriques e de Teodora de Jesus Guedes, de Minde. Nasceu em Minde, Alcanena, por volta de 1860. // Negociante. // Tinha 23 anos quando casou na igreja de SMP a 8/12/1883 com Albina da Glória, de 18 anos (*), filha de Luís Manuel de Almeida e de Maria Gertrudes Gonçalves, de Prado. Testemunhas: António Magalhães, viúvo, negociante, de Moimenta da Beira, morador em Lisboa, e Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja. /// (*) A licença para autorizar o casamento foi passada pelo juiz Dr. Domingos Moreira Guimarães.    

 

GUEDES, José de Sousa (Dr.) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1600, de 26 de Junho de 1966:

  

GUERRA

 

GUERRA, Berta Patrício. Filha de ---------- Guerra e de ------------- Peixoto. Nasceu em -----------, a --/--/1---. // Em 1936 trabalhava na Estação Telégrafo-Postal de Melgaço. Nesse ano foi transferida da Vila de Melgaço para a Vila de Caminha. Veio substituí-la Adelina Augusta Soares Menezes, que estava colocada na estação do Peso. // (Notícias de Melgaço n.º 329, de 18/10/1936).

 

GUERRA, Luís Figueiredo (Dr.) Filho de Joaquim da Conceição de Figueiredo da Guerra, de Condeixa, e de Mariana Benedita de Barros Araújo, de Viana do Castelo. Nasceu na casa do avô materno, em Viana, a 1/3/1853. // Bacharelou-se em Direito a 12/7/1879. // Nesse ano de 1879 casou-se. // Foi juiz de direito em Monção e noutros concelhos do país. // Em 1914 foi transferido de Vila Nova de Cerveira para Esposende (Correio de Melgaço n.º 108, de 24/7/1914). // Chegou a ser presidente do Instituto Histórico do Minho, do qual fora sócio fundador. // Escreveu muito sobre Melgaço, umas vezes acertadamente e outras vezes nem tanto. // Faleceu em Viana a 7/2/1931.

 

GUERRA, Ondina Ana da Paz. Filha de José Maria Guerra, marceneiro, e de Zulmira Soares, ambos da Vila de Ponte de Lima, residentes na Praça do Comércio, Vila de Melgaço. N.p. de Francisco de Sousa Guerra e de Clara Rosa da Silva; n.m. de Manuel José Ferreira e de Francisca Soares. Nasceu a 21/12/1899 e foi batizada na igreja de SMP a 28 desse mês e ano. Padrinhos: José Ferreira de Las Casas, capitalista, e Ana de Sousa Lobato, casada, residentes na Vila. // Faleceu na Praça do Comércio a 5/2/1901 e foi sepultada no cemitério municipal.      

GUERREIRO

 

GUERREIRO, Caetana Maria. Filha de Maria Rosa, solteira, galega, moradora em Melgaço. Neta materna de Pedro Guerreiro e de Gregória, naturais da freguesia de Santa Maria de Pao, bispado de Ourense. Nasceu a 24/9/1760 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre BLM a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Gregório Salgado e sua filha, Caetana Maria, solteira, da Vila de Melgaço. 

 

GUIMARÃES

 

GUIMARÃES, Ana Joaquina. Filha de José Bento da Costa Guimarães e de Maria Rosa Áurea, pobres. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1819. // Era cega e entrevada. // Morreu na sua casa da Calçada, SMP, com 48 anos de idade, solteira, a 10/8/1867, e foi sepultada na igreja matriz.

 

GUIMARÃES, Francisco. Filho de José Antunes de Oliveira Pereira Reis, proprietário, e de Maria do Carmo da Silva Guimarães, doméstica, naturais da freguesia dos Anjos, Ponte de Lima. Nasceu na dita freguesia de Ponte Lima por volta de 1869. // Casou por volta de 1895 com Maria das Dores da Silva Guimarães, mais nova do que ele cerca de um ano. // Morreu de cirrose na sua Quinta da Oliveira, Vila de Melgaço, a 29/8/1939, com 70 anos de idade, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. Declarou a sua morte, na Conservatória do Registo Civil, Carlos Francisco Ribeiro Lima, casado, funcionário das finanças, residente na Vila. // Era diretor de finanças aposentado. // A sua viúva, Maria das Dores, finou-se a 29/10/1944. // Nota: deve ter vindo para Melgaço em finais do século XIX, com a esposa e uma filha, Maria Esménia, a qual casou com o melgacense Dr. António Augusto Durães (1891-1976). // Pai também de Arnaldo (faleceu a 12/6/1940 – A Voz de Melgaço n.º 934, de 1/3/1991); de Décio (faleceu a 9/12/1926, com apenas 27 anos de idade); de Flávia Delfina (faleceu a 6/7/1946); de Gaspar (em Janeiro de 1934 foi internado no Sanatório Rodrigues Semide, vindo a morrer ali em Maio desse ano; foi sepultado no cemitério de Valença – ver NM 222, de 11/2/1934, e NM 233, de 27/5/1934); e de José.    

 

GUIMARÃES, Joaquim. Filho de --------- Guimarães e de --------------------------. Nasceu em -------------------, a --/--/1899. // Faleceu no lugar da Pigarra, Vila, a --/--/1926, com apenas 27 anos de idade.

 

GUIMARÃES, José. Filho de (--------- Silva Guimarães) e de Mariana Augusta de Oliveira. Nasceu em Monção a --/--/187-. // Tinha 26 anos de idade quando casou na igreja de SMP a 26/12/1898 com Elisa Cândida, de 30 anos de idade, solteira, criada de servir, de SMP, filha de Maria Ludovina. Testemunhas: Rafael Paulo Fernandes e Manuel Joaquim Domingues.

 

GUIMARÃES, José António da Costa. // Morava na Vila de Monção quando casou, na igreja de SMP, a 1/11/1852, com Claudina Rosa, filha de João Manuel Lopes e de Josefa Maria da Cunha, melgacenses. Testemunhas: CCS e Domingos António Lopes, irmão da noiva.

 

GUIMARÃES, José Bento da Costa. // Morou no Campo da Feira, SMP. // Morreu a 27 e foi sepultado a 28/9/1857, com ofício das almas, de 14 padres, por ser irmão da Confraria; viúvo de Maria Rosa Áurea.

 

GUIMARÃES, Maria Rita da Costa. // Faleceu no Campo da Feira de Fora, SMP, onde morava, a 19/2/1837, e foi sepultada na igreja matriz.

 

GUIMARÃES, Rita de Jesus. Filha de ------- Guimarães e de ---------------------. Nasceu a --/--/19--. // A 20/7/1917 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo um ótimo (Jornal de Melgaço n.º 1168, de 28/7/1917).      

 

HENRIQUES

 

HENRIQUES, Joaquim. Filho de António Batista Marques Henriques e de Júlia Maria Meira. Nasceu em Esposende a 2/3/1958. // No seu concelho concluiu o 5.º ano dos liceus; a seguir matriculou-se no liceu da Póvoa de Varzim. Passados dois anos entrou para a Escola do Magistério Primário de Viana, acabando o curso em 1978. Foi então colocado na escola da Mata, Fojo Lobal, Ponte de Lima. // Após uma curta interrupção para cumprir o serviço militar na Escola Prática de Transmissões, Porto, volta ao convívio com as crianças. // Em 1980 é colocado na Direcção Escolar de Viana. No ano seguinte é transferido para os Arcos, como delegado escolar, mantendo-se ali até 1984. A partir desse ano vem para Melgaço com as mesmas funções de delegado escolar. // Casou com Ana Maria Braga Inácio, também professora do ensino básico. // Em 1993 deixou a terra melgacense, passando a exercer as mesmas actividades em Monção. Sucedeu-lhe no cargo Armando Dias Canosa. // Pai de André Joaquim. // (ver VM 979). 

 

HENRIQUES, Vítor Manuel (Dr.) Filho de ------- Henriques e de --------- Ribeiro. Nasceu em -------------, a --/--/19--. // Tomou posse de delegado do Procurador da República em Melgaço a 17/7/1941. // Casou em Lisboa com a melgacense Dr.ª Maria de Jesus, filha de Armindo Augusto Alves e de Anésia Almeida. // Mais tarde foi desembargador. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1583, de 9/1/1966: «Por despacho do Ministério da Justiça foi há dias promovido a desembargador e colocado na Relação de Luanda o Dr. Vítor Manuel Ribeiro Henriques que exercia o cargo de juiz de 1.ª classe em Vila Pery, Moçambique. (…) nesta comarca exerceu o cargo de delegado do procurador da República; é casado com a nossa conterrânea Maria de Jesus Alves, da Quinta da Barbosa, a quem felicitamos, endereçando ao distinto magistrado os nossos parabéns e as maiores facilidades no alto cargo em que acaba de ser empossado.» // Pai de Carlos Augusto (nasceu a 23/11/194-); de Francisco (nasceu a --/--/19--; médico na capital – em 1992 visitou Melgaço e os seus familiares da Quinta da Barbosa – VM 957); de Manuel da Conceição (nasceu a 23/11/194-). 

 

HORA

 

HORA, Ana Sofia. Filha do Dr. Aventino Jorge Pereira da Hora, casado, e de ------------ Pinto, solteira, natural de Prado, Melgaço. Nasceu a --/--/----. // A sua mãe era empregada doméstica na casa do pai.  

 

HORA, Aventino Jorge (Dr.) Filho de Bernardino Pereira da Hora e de Maria Emília Dias, de Gemude, Castelo da Maia. // Médico na Vila de Melgaço. // Casou com Maria Alberta Pereira. // Em 1993 candidatou-se à presidência da Câmara Municipal de Melgaço, pelo PSD, mas no dia das eleições, 12 de Dezembro, foi derrotado por Rui Solheiro. // No ano 2000 abriu um novo consultório médico, na Praça Amadeu Abílio Lopes, ao qual atribuiu a designação de “Clínica da Calçada”. // Pai de três filhos, gerados no casamento, e de uma filha, gerada numa empregada. // (ver VM 1133).

 

HORA, Cláudio André. Filho do Dr. Aventino Jorge Dias da Hora e de Maria Alberta Pereira. Nasceu na maternidade do hospital Pedro Hispano, Matosinhos, a --/--/2000 e foi batizado na igreja paroquial de Lanhelas, Caminha. Padrinhos: o irmão, Jorge Daniel, estudante, e tia, Ana Paula da Silva Pereira. // (VM 1132, de 15/2/2000; e VM 1141, de 1/7/2000).

 

HORA, Jorge Daniel. Filho do Dr. Aventino Jorge Dias da Hora e de Maria Alberta Pereira. Nasceu em ------------, a --/--/----. // Em 2008 era estudante. (VM 1299, de 1/8/2008). Nesse ano fez uma viagem ao Brasil.

 

HORA, Nuno Felipe. Filho do Dr. Aventino Jorge Dias da Hora e de Maria Alberta Pereira. Nasceu em --------------, a --/--/19--.

 

IGREJAS

 

IGREJAS, Adolfo Mário. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Dinora Nabeiro. Nasceu a --/--/1939. // Na sua juventude jogou futebol no Sport Clube Melgacense. // Casou na Vila de Melgaço a 3/2/1963 com Maria de Lurdes, filha de Manuel António Pereira de Castro e de Adélia da Ascensão Rodrigues, lavradores-caseiros. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1461, de 10/2/1963: «Na igreja matriz desta vila realizou-se no passado domingo, 3 do corrente, o enlace de Maria de Lurdes, filha de Manuel António Pereira de Castro e de Adélia da Ascenção Rodrigues, com Adolfo Mário, filho de Francisco Augusto Igrejas e de Dinora Nabeiro. Paraninfaram o ato Anésia Esteves da Cunha e Henrique César Esteves.» // São emigrantes em França. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1525, de 6/9/1964: «Recordação. Ao meu grande amigo Armando de Sousa. // Afastei-me de ti, findou a brincadeira, / A saudade cresce em nossos corações, / Amizade forte como uma pedreira, / Onde nós deixamos nossas ilusões. / Recordas-te, Armando, daqueles bons tempos? / Quando nós andávamos atrás das verbenas? / Isso já lá foi junto com os ventos / Levando consigo também as pequenas. / Deves recordar, também, com certeza, / Todas essas festas de rara beleza!... / Também, como eu, essas caminhadas, / Em que só voltávamos nas madrugadas. / Todas estas coisas que por nós passou, / Campismo e praia, o tempo levou. / Mas descansa, já, tu não tenhas pressa, / Porque estas coisas passam bem depressa. / Deixa vir o tempo e a minha licença, / Que outros verão em letras de imprensa. / - Vivam lá as festas e os bailaricos; / Vão entrar em cena os dois mafarricos. / E depois, mais tarde, nós já de bengala, / E talvez até também de lunetas, / Diremos assim, já de fraca fala: / - Quem nos dera o tempo das nossas chupetas! // França, 25/08/1964. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1550, de 4/4/1965: (...)  

     Colaborou também em “A Voz de Melgaço”, com poesia. // Pai de Maria Laura (casou com Christóphe; é mãe de Paulina, nascida numa clínica da vila de Paray Le Monial); de Rita Maria (casou com Francisco Moreira; em 1994 deu à luz na maternidade de Chelles, França, um menino, a quem puseram o nome de Guilherme); e de Sílvia Maria (casou com David Declerke; é mãe de Meggie Laure, nascida em Dumkerque, França, e de Jordão Francis, nascido a 13/7/1992 e batizado a 25 de Dezembro desse ano, tendo por padrinhos Francisco Manuel Castro Igrejas e Karine Deschand, tios do neófito). // (ver A Voz de Melgaço n.º 1021)   

 

IGREJAS, Amália Augusta. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, doméstica, de Alveios, Tui, moradores na Rua de Baixo, Vila de Melgaço. Neta paterna de avós ignorados; neta materna de José Costas e de Maria Angélica Fernandes, lavradores, galegos, residentes nas Carvalhiças, Melgaço. Nasceu em SMP a 19/1/1887 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Domingos Ferreira de Araújo, solteiro, farmacêutico, e Delfina de Barros, solteira. // Casou civilmente, a 6/7/1925, com Ilídio, filho de Ilídio Vitorino de Sousa e de Maria Miquelina Esteves. // Ambos os cônjuges faleceram na Vila: o marido a 25/3/1949 e ela a 7/7/1970. // Morou em uma casa perto do Solar do Alvarinho e foi vendeira de fruta e legumes na Praça da República. Também vendia vinho e cervejas nos jogos de futebol do Monte de Prado (NM 312, de 1936). // Com geração.


IGREJAS, António Augusto. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Dinora Nabeiro. Nasceu a --/--/1946 (ou 1947). // Depois da 4.ª classe, aí por volta de 1961, arranjou emprego no Grémio da Lavoura de Melgaço. // Antes do serviço militar emigrou para França. // Casou com Amélia Rodrigues. // Depois da aposentação regressou ao país, fixando residência em Bragança, terra da esposa. // Com geração.  

 

IGREJAS, António Eduardo. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes. Neto paterno de Félix Igrejas e de Conceição Costas; neto materno de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Nasceu na Vila a 7/8/1920. // Em 1932 fez o exame da 4.ª classe com distinção (NM 158, de 24/7/1932). Depois trabalhou como alfaiate, com o pai e irmãos. Fundou, na década de trinta, a «União Artística Melgacense», grupo de futebol. Na década de quarenta fundou o «Rádio Futebol Clube». Também fez parte do teatro, criado pelo Vasco de Almeida. Cedo se revelou um artista na área do desenho e pintura. // Em Março de 1947 partiu para Lisboa, onde permaneceu cinco anos sem visitar a terra! Ali casou, a 21/2/1949, com a sua conterrânea Maria de Lurdes Fernandes, mais conhecida por “Mia do Garabelos”. Nessa cidade nasceu-lhes a filha, Conceição. Antes de embarcar para o Brasil, a 12/11/1954, onde tinha família chegada, tornou-se conhecido como damista, graças aos seus «Problemas de Damas», «publicados em jornais e revistas de destaque.» // Voltou a Melgaço a 6/6/1994, quarenta anos depois de ter partido, mas apenas de visita. Achou tudo mudado, para melhor. // Durante cerca de meio século trabalhou como pintor de azulejos, conseguindo atingir um extraordinário grau de perfeição. // Devido a uma rusga, habituais nesse país da América do Sul, uma bala perdida estilhaçou os pára-brisas do seu automóvel, cujos fragmentos o cegaram! // Morreu no dia 27/4/2009, depois de muitos sofrimentos. Como a sua esposa tinha morrido antes dele, deixou a filha, Conceição, viúva de Edgard Almeida, o neto, Dr. Eduardo António (médico), e o bisneto, Francisco. // Era irmão do Manuel Igrejas, artista plástico, e do Gú (poeta popular). // (ver VM 1012; VM 1112; e VM 1309, de 1/6/2009).

 

IGREJAS, Augusto Manuel (Pirata). Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Dinora Nabeiro. Nasceu na Vila a --/--/1944. // Depois da 4.ª classe deve ter trabalhado com seu avô na alfaiataria. // A alcunha foi-lhe posta porque andava sempre a brincar aos piratas; inspirava-se nos filmes que passavam no Cine Pelicano sobre esse tema. // Antes do serviço militar, emigrou para França. // Casou com a sua prima Maria de Fátima Igrejas Sabariz, empregada de farmácia, que depois do casamento foi para França com o marido. // Pai de Ana Maria, de Célia (ou Cecília), e de Sebastião. 

 

IGREJAS, Ausenda da Conceição. Filha de Emiliano Augusto Igrejas e de Ana da Graça Teixeira. Nasceu na Vila a --/--/1914 (Correio de Melgaço n.º 113, de 25/8/1914). // Faleceu ainda nesse ano, com apenas dois meses e catorze dias de idade (Correio de Melgaço n.º 123, de 3/11/1914).

 

IGREJAS, Beatriz Augusta. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, exposto na Roda de Ourense, e de Conceição Costas, lavradeira, de Alveios, Tui. N.m. de José Costas e de Maria Angélica Fernandes, lavradores, de Santa Cristina de Baleixe, Tui, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 5/2/1893, e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas e Maria José Igrejas, irmãos da batizanda, os quais assinaram! // Faleceu na Rua Direita, SMP, a 10/6/1893.

 

IGREJAS, Eduardo Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, costureira. N.p. de avós desconhecidos; n.m. de José Costas e de Maria Josefa Fernandes. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 21/7/1900, e foi batizado pelo padre (encomendado) José Joaquim Pinheiro a 28 desse mês e ano. Padrinhos: José António de Abreu Carneiro, solteiro, e Teresa de Jesus Fernandes, solteira, ambos da freguesia da Vila. // A 13/7/1912 fez exame do 1.º grau com o professor António José de Barros, obtendo a classificação de «ótimo». // «Morreu jovem, por suicídio» (ver A Voz de Melgaço n.º 1000).   

IGREJAS, Emiliano Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, lavradeira, de Alveios, Tui, moradores na Rua Direita, Vila de Melgaço. Neto materno de José Costas e de Maria Angélica Fernandes, lavradores, de Santa Cristina de Baleixe, Tui, moradores nas Carvalhiças, Melgaço. Nasceu a 3/7/1894 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Carmo Álvares de Barros, solteiro, “brasileiro”, e Ana Benedita Pires, solteira, lavradora, ambos da Vila. // Depois da instrução primária, aprendeu a arte de alfaiate. // A 17/2/1913, acusado de ofensas corporais, sentou-se no banco dos réus, tendo sido condenado em oito dias de prisão e três dias de multa, a 100 réis por dia. // Ainda nesse ano de 1913 teve outro problema: ele, mais o Abel Rodrigues Martins, e José da Costa, todos moradores na Vila, foram presos para averiguações «em virtude de queixa – feita contra eles - de tentativa de conspiração; a autoridade administrativa requisitou um agente policial para ajudar no caso; veio, de Viana do Castelo, Rodrigo Augusto dos Santos, chefe da polícia naquela cidade; depois de dois dias de inquérito foram postos em liberdade, sem nada se provar contra eles» (Correio de Melgaço n.º 61, de 10/8/1913). // Era conflituoso ou andava com azar, pois nesse ano de 1913, a 24 de Setembro, pelas 15 horas e 30 minutos, foi espancado na Praça da República por João António Teixeira, soldado de cavalaria, da secção da Guarda-Fiscal de Melgaço; o agressor, vestido à paisana e de cacete em punho, descarregou sobre o Emiliano diversas pancadas, e mais lhe teria dado se ele não se tivesse refugiado na casa do regedor, Francisco José Ribeiro. O caso foi entregue às autoridades (Correio de Melgaço n.º 68, de 28/9/1913). // Casou na CRCM a 11/4/1914 com Ana da Graça, de 17 (ou 18) anos de idade, de Paranhos, Porto (VM 941), filha de João António Teixeira e de Jesuína Maria Faria (tia Miquinhas), da freguesia de Santa Eulália de Negreiros, Barcelos. Testemunhas: António Luís Fernandes, solteiro, negociante, e Cândida Álvares de Barros, solteira, proprietária. // Tiveram uma filha, Alzenda, nascida em 1914, mas morreu bebé, com dois meses e catorze dias (CM 113, de 25/8/1914; e CM 123, de 3/11/1914). Por isso, criaram o afilhado, e sobrinho-neto, Emiliano, filho de António de Sousa e de Lídia Fernandes. Deram mais tarde esse nome, Alzenda, a uma afilhada, filha de Domingos da Rocha e Maria da Glória Gomes. Também foi compadre do eletricista galego Martinez (ver VM 964, de 1/6/1992, p. 5). // Aí por 1924 reconstruiu, junto à Alameda Inês Negra, a casa que comprara, onde o casal residiu toda a vida. Essa moradia fora de Maria Teresa Lourenço, viúva do serralheiro João António Alves. // Nesse ano de 1924 pôs um anúncio ultra moderno no Notícias de Melgaço n.º 29, de 12 de Outubro: «AO MODELO AMERICANO – Nova Alfaiataria de Emiliano Augusto Igrejas – Nesta oficina executa-se todos os trabalhos de alfaiataria, desde o fato mais simples e económico ao mais chic e luxuoso. Esta oficina encontra-se instalada na casa aonde vai ser montado o “Cinema Ideal” de Pires & Irmão.» // Foi alfaiate, recebedor de impostos (*), passava filmes antigos numa garagem em parceria com Manuel Pires. Teve também uma camioneta de carga (em sociedade, salvo erro) e depois comprou um táxi, que explorou até à sua aposentação. Acumulava tudo isso com a sua actividade de pescador; arrendara a pesqueira “Galgas” que todo o ano lhe dava peixe – chegava a pescar salmões de grande porte, que vendia por bom preço. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 68, de 13 de Julho de 1930: «… no dia 6 do corrente, seriam 15 horas, na estrada nacional e no sítio de Martingo, (…) chocou-se o automóvel de Manuel Luís Pires, 2.º (…) dos Caminhos-de-Ferro do Ultramar, que se encontrava a águas na estância do Peso, com o automóvel do senhor Emiliano Igrejas, resultando ficar aquele senhor Manuel Pires, a esposa e um filho bastante feridos. Imediatamente foram conduzidos a esta Vila no automóvel do senhor Adriano (de Freitas?), que casualmente ali passava e foram pensados pelo nosso amigo e hábil médico, Dr. António Cândido Esteves. O carro do senhor Manuel Pires ficou muito danificado. Averiguadas as causas do desastre, apuramos que o senhor Manuel Pires, indo desta [Vila] para o Peso, ao chegar ao local, que é uma curva apertada, como receasse fazer a curva, seguiu fora de mão. Eis que lhe surge o carro do senhor Emiliano; e não obstante ter travões, não evitou o desastre.»   

     Era uma figura simpática, assim como a sua esposa. // Ambos faleceram na Vila: a companheira a 27/3/1968, com 72 anos de idade, e ele a 23/12/1969 (ou 1985?).

     /// (*) Em sessão de 28/6/1933 a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço adjudicou-lhe os impostos indiretos municipais para 1933-1934 pela importância de 71.020$00 (NM 200, de 2/7/1933); os impostos indiretos foram-lhe também adjudicados a 20/6/1934 por 50.210$00 (NM 237, de 24/6/1934). Em sessão de 20/6/1935 também lhe foram adjudicados os impostos indiretos camarários (40.750$00), as taxas sobre vendedores ambulantes (3.050$00) e as taxas pelos lugares ocupados nos mercados e feiras (1.450$00). // Em sessão da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço de 5/12/1935 foi-lhe adjudicada a cobrança dos rendimentos municipais, referentes ao ano económico de 1936. Impostos indiretos: 92.400$00. Taxas por ocupação de lugares nos mercados e feiras: 3.750$00. Taxas sobre vendedores ambulantes: 5.920$00. // (NM 295).    

 

IGREJAS, Esmeralda Augusta. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, lavradeira, de Alveios, Tui. Neta paterna de avós ignorados; neta materna de José Costas e de Maria Angélica Fernandes, lavradores, de Santa Cristina de Baleixe, Tui, residentes em Melgaço. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 24/11/1890 (ou 1891), e foi batizada a 1 de Dezembro desse ano. Padrinhos: António Luís Rodrigues, solteiro, aprendiz de alfaiate, de Paços, e Filomena Augusta Costas, solteira, lavradeira, da Vila; ambos assinaram! // Casou na igreja de SMP a 10/3/1907 com Carlos Alberto, mais conhecido por “Carlinhos”, de 43 anos de idade, corcunda, chefe da estação telégrafo-postal de Melgaço, filho de José Maria de Sousa e de Rosa Margarida Gonçalves. Ele ensinou-lhe todo o serviço relacionado com o correio, ela prestou provas de admissão e foi efetivada. // Enviuvou a 15/1/1917. // Nesse ano de 1917, por despacho publicado no Diário do Governo, foi nomeada ajudante-jornaleira (Correio de Melgaço n.º 250, de 20/5/1917). // Depois da morte do marido, foi colocada nos Arcos de Valdevez, tendo chegado a chefe dos CTT nesse concelho. // Em 1919 «em comissão foi mandada fazer serviço na Ponte da Barca (…), que há alguns meses se encontrava em Valença» (JM 1252, de 29/6/1919). // Casou em segundas núpcias, por volta de 1919, com Abel Nogueira Pinto, de quem teve duas filhas: Luísa Augusta, nascida em Valença em 1920, a qual casou em Braga com o advogado José Tarroso Gomes, sendo mãe de José Manuel Tarroso Gomes, também advogado; e de Maria Eduarda, nascida em Ponte da Barca em 1923, a qual casou com Domingos Martins Eusébio, a residir em 1999 na capital do país. // Esmeralda Augusta ainda prestou serviço nos Correios de Braga, onde se aposentou. // Morreu em São João do Souto, Braga, a 24/3/1987. // (VM 937 e 1000).     

 

IGREJAS, Esmeralda Augusta. Filha de Francisco Augusto igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes. Nasceu a --/--/1918. // Durante a sua vida dedicou-se a cuidar dos sobrinhos. // Faleceu a 1/12/2012, sábado, com 94 anos de idade, solteira.


IGREJAS, Félix. // Foi exposto pelos seus progenitores na Roda de Ourense por volta de 1853, onde se manteve até à idade legal de deixar essa instituição. Logo que pôde veio para Melgaço, onde abriu uma oficina de alfaiate, arte que aprendera durante aqueles anos. Trazia com ele uma máquina de costura, a primeira que houve no concelho. // Tinha vinte e dois anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de SMP a 18/10/1876 com Conceição, de 19 (ou 24) anos de idade, solteira, lavradora, nascida e batizada na freguesia de Santa Cristina de Baleixe, Pontevedra, moradora no lugar das Carvalhiças, Melgaço, filha de José Costas e de Maria Isabel Fernandes, naturais dessa terra galega. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e José Costas. // Morreu a 26/4/1926, com 73 anos de idade. // A sua viúva finou-se a 7/1/1941, com 84 anos de idade. // Com geração.

 

IGREJAS, Fernando Manuel. Filho de Manuel José Igrejas e de Lindalva da Ascensão de Melo. N.p. de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão; n.m. de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas. Nasceu a 31/5/1969. // Bancário. // Casou a 3/1/1998, na igreja de Rouças, com Maria José, de Cavaleiros, filha de António Augusto Alves e de Maria de Jesus Almeida, emigrantes em França. Era sábado, e chovia, o que, segundo a antiga superstição, dá sorte. Presidiu à cerimónia religiosa o padre Carlos Nuno Vaz, de Rouças, mas a residir em Braga. Padrinhos da boda: Manuel António Almeida e esposa (tios da noiva); e Judite de Lurdes Melo (tia do noivo) e seu filho, Fernando Augusto Domingues (primo do noivo). Os nubentes foram passar a lua-de-mel à República Dominicana. // S.m.n. 

 

IGREJAS, Filomena Augusta. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, moleira, galega, moradores na Rua de Baixo, Vila. Neta materna de José Costas e de Josefa Fernandes, galegos, lavradores, residentes nas Carvalhiças, SMP. Nasceu a 25/8/1877 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou com António da Silva Cintrão. // Com geração.

 

IGREJAS, Francisco Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, doméstica, moradores na Rua de Baixo, Vila de Melgaço. Neto paterno de avós ignorados; neto materno de José Costas e de Josefa Fernandes, galegos, lavradores, residentes em Melgaço. Nasceu a 13/3/1880 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Pedreira, solteiro, morador na Rua do Rio do Porto, e Florinda Costas, solteira, moradora no lugar das Carvalhiças, SMP, lavradores. // Em 1896 emigrou para o Brasil, onde permaneceu apenas quatro anos. // Morava na Rua Direita quando casou na igreja de SMP, a 18/9/1902, com Deolinda Augusta, de dezasseis anos de idade, também da Vila, moradora na Rua do Rio do Porto, filha de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Testemunhas: Francisco Pires, negociante, e sua filha Margarida Pires. // Foi alfaiate, com oficina frente ao Hospital, e mordomo da igreja. Na Páscoa, de opa vermelha vestida, acompanhava o padre, levando a cruz a todas as casas da freguesia da Vila de Melgaço. No fim do dia, com a barriga cheia de doces e vinho fino, ele e os seus ajudantes carregavam as ofertas, entre elas, algum dinheiro para o pároco, pois os tempos eram difíceis. // A 7/7/1912 abriu uma Casa de Hóspedes na Rua Nova de Melo, à qual chamou “A Brasileira”, que – além de outras coisas – fornecia menus para piqueniques (Correio de Melgaço n.º 6). Não sei por quanto tempo a manteve ativa. // Nesse ano de 1912 fez parte de uma comissão para as festas da Senhora da Pastoriza, juntamente com Ilídio de Sousa, Amadeu Augusto Fernandes, e Mário de Melo (CM n.º 12, de 25/8/1912). // Em 1913 foi nomeado tesoureiro da Associação Artística Melgacense (Correio de Melgaço n.º 47, de 27/4/1913). // Estava previsto ser ele, juntamente com João Cândido da Rocha, Leonel Bermudes, e Claudino Rodrigues, a organizar a festa da Senhora da Orada de 1934 (NM 233, de 27/5/1934). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 910, de 4/9/1949: «Em benefífio da capela do hospital da SCMM realizou-se há dias o sorteio da rifa de um peru, cabendo o prémio ao senhor Francisco Augusto Igrejas, desta vila. Ao contemplado, os nossos parabéns. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1040, de 28/9/1952: (…) // Ambos os cônjuges faleceram na Vila: a sua esposa a 21/2/1963 e ele a 20/3/1966 (NM 1590, de 20/3/1966). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1590, de 20/3/1966:

 

IGREJAS, Francisco Augusto (Gu). Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes, moradores na Rua Nova de Melo. Neto paterno de Félix Igrejas e de Conceição Costas; neto materno de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Nasceu na Vila a 30/4/1916 e foi batizado a 10 de Maio desse ano. // Após o exame da 4.ª classe, realizado na escola conde de Ferreira em Julho de 1929 com distinção (ver Notícias de Melgaço n.º 23, de 28/7/1929), aprendeu o ofício de alfaiate com o pai, que exerceu até aos 23 anos de idade, desistindo dessa profissão. // Foi o bombeiro voluntário n.º 41, de 1937, e legionário. // Casou a 10/4/1939 com Dinora, filha de João Rodrigues Nabeiro e de Maria Joaquina Sacramento Lopes. // A 1/7/1940 foi empossado de cartulário da SCMM, cargo que desempenhou até 1982. // A 6/11/1959 fizera exame na Escola de Enfermagem do hospital de São João, Porto, tendo obtido o diploma de auxiliar de enfermagem, profissão que não exerceu oficialmente. No hospital fazia um pouco de tudo: arrancava dentes, dava injeções, fazia curativos, uns pontos, enfim toda a rotina de um hospital de província. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1608, de 11/9/1966: (...)

 Depois de Abril de 1974 passou a fazer parte do quadro dos funcionários do Centro de Saúde de Melgaço, com a categoria de 3.º oficial. // A 30/4/1986, após ter feito parte da Comissão Instaladora do Centro, aposentou-se com a categoria de 2.º oficial. // Era uma pessoa amável, mas sobretudo pragmática – nada de lamechices. // Ficou famoso em Melgaço, graças à sua colaboração no Notícias de Melgaço. Os seus poemas, de cariz popular, ruminantes, mordazes, mas nunca ofensivos, atingiam em cheio alguns alvos, sobretudo figuras carismáticas e conhecidas de todos. Havia sujeitos intocáveis, com dinheiro e poder, a esses era proibido tocar-lhes nos pergaminhos, nem que fosse de raspão. O seu primeiro poema apareceu a 17/7/1949. A Câmara Municipal editou em 1989 a sua poesia em livro, com o título “Poesia Popular” (caderno n.º 6). // Enviuvou a 21/3/1991. // Morreu a 15/3/1996. // Com geração.

  

IGREJAS, Graziela dos Inocentes. Filha de Francisco Augusto Igrejas, alfaiate, e de Deolinda Augusta Fernandes, doméstica. N.p. de Félix Igrejas e de Conceição Costas; n.m. de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Rodrigues de Azevedo. Nasceu em SMP a 10/1/1906 e foi batizada a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Aurélio de Araújo Azevedo e Maria Carolina Pires, solteiros, negociantes. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «ótima» (Correio de Melgaço n.º 157, de 18/7/1915). // Casou a 21/1/1923 com Manuel Sabariz, nascido na Vila de Monção a 28/12/1899, motorista da empresa de Artur Teixeira, filho de José António Sabariz e de Maria das Dores Gomes. // Residiram muitos anos em São Gregório, freguesia de Cristóval. // Enviuvou a 30/11/1979. // Faleceu a 20/3/1989. // Mãe de Maria de Fátima, nascida por volta de 1945. // Nota: como o casal não tinha filhos, isso só aconteceu por volta de 1945, vinte e dois anos depois de casados, o Sabariz arranjou uma amante em Remoães, que engravidou, dando à luz um menino, cujo nome desconheço.    

 

IGREJAS, Jalsemina (ou Gelsemina) Augusta. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, doméstica, galega, moradores em Melgaço. Neta materna de José Costas e de Josefa Fernandes, lavradores, galegos, residentes na Vila de Melgaço. Nasceu na Rua de Baixo, SMP, a 5/12/1888, e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: a sua avó materna e Francisco Augusto Igrejas, irmão da batizanda, que assinou! // Faleceu a 22/12/1909, na Rua Direita, com todos os sacramentos, no estado de solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério.   

 

IGREJAS, Joaquim Duarte. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes. Nasceu na Rua Nova de Melo a --/--/1912. // Faleceu na dita Rua a 22/1/1913, com apenas onze meses de idade. 

 

IGREJAS, José. Filho de Francisco Augusto Igrejas, funcionário do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, e de Dinora Nabeiro, doméstica. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1949 (ou 1950). // Antes dos vinte anos emigrou para França. // Por razões que só a família conhece, alguém lhe pôs fim à vida, com uma bala de pistola, salvo erro. // Nota: quando era criança puseram-lhe a alcunha de “Zé do Grelo”.


IGREJAS, José Augusto. Filho de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, galega, costureira (!), moradores na Rua Direita, Vila. Neto materno de José Costas e de Maria Josefa Fernandes, galegos, moradores em Melgaço. Nasceu a 10/10/1896 e foi batizado a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas, solteiro, alfaiate, e Maria José Igrejas, irmãos do neófito. // Emigrou para o Brasil por volta de 1912; embarcou em Vigo. Trabalhou primeiramente no Rio de Janeiro como alfaiate, profissão que exercera em Melgaço; depois tornou-se vendedor de casimiras e outros tecidos, percorrendo quase todo aquele imenso país. Em 1922, e já com algum dinheirinho, resolveu visitar a família e a terra natal. // No regresso casou com uma irmã de um seu colega alfaiate, chamada Beatriz, que o ajudou nas suas vendas. Resolveram mudar para Belo Horizonte, mas só andaram por lá alguns anos, regressando ao Rio de Janeiro. No Rio, em sociedade com seu primo José Costas (ver em Rouças), abre um armazém de tecidos, que mantiveram até à velhice. // Morreu nesse país da América do Sul a 6/5/1994, com 97 anos de idade, viúvo há quase vinte anos de Beatriz Aguiar, natural de Ferreirim, Sernancelhe. // Deixou uma filha, Conceição, e os netos, Elcio Rubem (casado com Leila e pai de Bruno Sérgio, nascido a 2/3/1998 – VM 1092; já tivera mais dois casamentos – do 1.º nascera Ana Carolina e Ana Beatriz; do 2.º nascera o Fábio); e Ronaldo. A outra filha de José Augusto Igrejas, Dalila, mãe do Ronaldo, falecera trinta anos antes, ainda nova.    

 

IGREJAS, José Augusto. Filho de ----------- Igrejas e de -------------------------------. Nasceu a --/--/1914. // Morreu a --/--/1914, com apenas doze dias de vida (Correio de Melgaço n.º 95, de 12/4/1914).

 

IGREJAS, José Augusto (Dr.) Filho de Ventura Duarte Igrejas e de Maria Armanda da Silva Saraiva. Nasceu na Vila a --/--/1974. // Em 1992, com 18 anos de idade, ingressou no ensino superior; no ano 2000 terminou o Curso de Biologia e Geologia (via ensino) na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (A Voz de Melgaço n.º 144).  

 

IGREJAS, José Félix (Geadas). Filho de Perfeita Augusta, ou Perfeita Cândida, Igrejas. Neto materno de Félix Igrejas e de Conceição Costas. Nasceu na Vila (!) a 31/3/1902 (*). // A 13/7/1912 fez exame do 1.º grau com o professor António José de Barros, obtendo a classificação de «ótimo». // A 14/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado. // Casou na igreja de SMP em 1923 com Esménia de Nazaré da Silva Cintrão, mais conhecida por “Amália” (NM n.º 22), nascida na freguesia de Prado, Melgaço, a 28/2/1901. // Foi o bombeiro voluntário n.º 25 (10/2/1929). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 202, de 23/7/1933: «Deu-se nesta vila o envenenamento de diversos indivíduos, que felizmente escaparam às garras da morte devido aos pronto-socorro prestados no hospital da Misericórdia pelo abalizado clínico, Dr. Cândido da Rocha e Sá, que foi incansável na aplicação dos tratamentos necessários para combater os terríveis efeitos do veneno. Na sexta-feira, quase noite, a mulher de José Félix Igrejas, com taberna no Largo Hermenegildo Solheiro, estava a fritar umas sardinhas quando apareceu Lucrécia Picota que lhe pediu para envolver as sardinhas em farinha. A criada, Maria de Lurdes Fernandes, tendo encontrado uma porção de farinha num armário, tratou de envolver as sardinhas que, depois de fritas, foram vendidas a diversos fregueses que se sentiram incomodados. Os donos da casa (…) comeram também, assim como dois filhos menores e a criada, sentindo os mesmos incómodos. De conjectura em conjectura, calculando que os incómodos que sentiram eram devidos às sardinhas terem-se estragado com o calor, ou ainda ao azeite com que foram fritas, só muito tarde, quase meia-noite, é que descobriram que a farinha em que tinham envolvido as sardinhas estava preparada com arsénico para matar os ratos e que o José Félix, por esquecimento, tinha deixado numa prateleira da casa. Recorrendo imediatamente ao Dr. Sá, este distinto clínico fez conduzir todas as pessoas que comeram as sardinhas para o hospital da Misericórdia onde, durante toda a noite, lhes prestou o socorro necessário para os salvar. Os envenenados foram, entre outros: José Félix Igrejas, mulher, dois filhos e criada, Francisco Romão Esteves, Joaquim Rodrigues, José Joaquim Nunes de Castro, e Manuel José Alves e mulher.» // A 1/12/1935, domingo, atropelou com a sua camioneta de carga, indo de Melgaço para o Porto, António de Pinho, de 53 anos de idade, oficial de diligências na comarca de Caminha, que ia montado na sua bicicleta, o qual teve morte imediata; o desastre deu-se na estrada do Camarido, entre Caminha e Moledo, afirmando-se que José Félix não tivera a culpa; contudo, foi detido pelas autoridades locais, exigindo-lhe a fiança de 8.000$00, que ele prestou, sendo logo restituído à liberdade (NM 293, de 8/12/1935). // Era homem de negócios: teve altifalantes e um Café (que mais tarde pertenceu ao filho, Manuel José) e dedicou-se a comprar vários produtos no Porto, que depois vendia aos galegos, sobretudo durante a guerra civil de Espanha (1936-1939). // A 2/1/1939, cerca das duas horas da manhã, verificou-se um incêndio na sua casa, no Bairro do Carvalho, Vila de Melgaço; graças aos vizinhos, que acorreram prontamente, as chamas pouco destruíram. Ainda compareceram no local os bombeiros, mas o fogo já estava praticamente extinto. Não teve grandes prejuízos, pois a casa estava no seguro. // Dois dias depois, a 4/1/1939, quando se dirigia para o Porto na sua caminheta de carga, ao chegar a Barbeita chocou contra outra viatura de carga, cujo dono era Joaquim Pereira, sendo, na altura, o condutor; felizmente não houve quaisquer feridos, apenas danos materiais (NM 428, de 15/1/1939). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 898, de 8/5/1949: (...) // Faleceu a 4/7/1992, com 90 anos de idade. // Pai de José, de Manuel José, de Maria Amália, de Maria da Conceição, de Maria de Lurdes, e de Esménia. /// (*) Aquando do seu casamento com Esménia de Nazaré o funcionário da Conservatória do Registo Civil de Melgaço escreveu que ele nascera na freguesia de São Lázaro, concelho de Braga.        

 

IGREJAS, José Félix (Zé Braguês). Filho de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão. Neto paterno de Perfeita Augusta Igrejas; neto materno de António Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu na Vila a 15/2/1927 e foi batizado a 6 de Outubro desse ano. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas e Maria Natércia… // Em 1938 fez exame na escola da Vila do ensino primário, ficando aprovado; era aluno do professor Abílio Domingues (NM 409). // Casou a 11/2/1951 com Maria dos Prazeres, natural de Remõaes, filha de João Caetano Esteves e de Gracinda da Glória. // Não tiveram filhos; no entanto, criaram a afilhada, filha de Henrique Dias e de Maria Alves de Melo, chamada Maria José. // Foi guarda prisional em Melgaço até à sua aposentação. A cadeia era no edifício onde mais tarde se instalou a Casa da Cultura. Um dos episódios mais conhecidos e comentados foi quando lhe fugiu da prisão a célebre Palina. // Na sua juventude jogou futebol no Sport Clube Melgacense. // Enviuvou no ano 2000. // Era um homem alto, mais de um metro e oitenta de altura. // Morreu a 23 ou 24 de Fevereiro de 2018.                                                                                                                        IGREJAS, Manuel António. Filho de Maria José Igrejas, solteira, jornaleira, moradora no lugar da Oliveira, Vila. Neto materno de Manuel Joaquim Igrejas e de Maria Joaquina Vaz, lavradores, residentes no dito lugar. Nasceu a 19/1/1884 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel José Igrejas e Marquelina (Miquelina?) Rosa Gonçalves, do Paço, São Paio de Melgaço.     

 

IGREJAS, Manuel Félix. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes. Neto paterno de Félix Igrejas e de Conceição Costas; neto materno de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Nasceu a 25/11/1928 e foi batizado a 25 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Manuel Sabariz e Conceição Costas. // Na terra, foi aprendiz de alfaiate. // Aos catorze anos apanhou uma doença, chamada tifo. // Como tinha uma letra bonita (calígrafo), foi auxiliar do solicitador Alvim. // Fez cartazes para o Cine Pelicano, etc. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 805, de 19/1/1947, página 4: «Quem é o Manuel Igrejas? Há muita gente que não sabe, mas nós, quando não temos assunto, servimo-nos de falar da vida alheia, isto é, quando ao menos não tenha graça que não ofenda, e é o que procuraremos fazer hoje, descrevendo o que é, e o que sentimos. O Manuel Igrejas é um rapazinho simpático, que às vezes cruza as ruas da Vila, sempre sossegado, parecendo-nos muito educado. É filho de um honrado e modesto artista, pai de muitos filhos, e que a nenhum pôde dar mais do que a sua profissão, embora tenhamos notado que alguns tinham uma vocação muito diferente. Como sabemos que aproveitar uma vocação é o aperfeiçoamento de um grande artista, é a razão de hoje dizermos algo a propósito deste bom rapaz. Este Manuel, filho talvez mais novo do senhor Augusto Igrejas, tem uma grande vocação para a pintura, dizemo-lo porque já tivemos ocasião de ver algumas obras, filhas da sua curiosidade. Não podemos chamar a um indivíduo que faz uma obra, sem que para isso fosse ensinado ou tivesse estudos, se não um curioso. Ora o Manuel Igrejas tinha direito a ser mais do que um curioso, tinha, no nosso modo de ver, talvez direito a ser um grande artista. Mas, por que o não é? Fácil é sabe-lo. É porque o seu pai não tem recursos para o mandar frequentar uma escola de belas artes. Sabemos, por já termos visto numa fita de cinema, que há um Instituto (cujo nome nos não ocorre) para submeter as criaturas a um exame de proficiência, o que achamos deveras muito interessante, mas também não nos consta que do nosso concelho tivesse ido alguém a esse Instituto para saber da sua competência e para ser aproveitada. De quem é a culpa? Não sabemos. A quem nos podemos dirigir para tal? Também não [sabemos]. O que nos dizem é que há países ainda mais adiantados do que o nosso e aonde se procuram as competências e que daí saem os grandes artistas, os grandes talentos. Lastimamos este caso; e, como este, há de haver muitas dezenas deles, por serem filhos de pais humildes e que os professores da instrução primária, os primeiros a conhecerem as aptidões dos alunos, não terem instruções para mandá-los a umas escolas onde a sua inteligência continuasse a ser cultivada. Também nos lembra como há tanta gente bafejada pela sorte, se houvesse uma alma bondosa que financiasse o curso do curioso pintor, Manuel Igrejas, e que ele um dia pagasse ao seu benfeitor com o produto do seu trabalho. Não seria uma satisfação na vida a quem gosta de praticar o bem? Um, satisfeito e radiante por ter praticado uma ação nobre e que garantiu o futuro de quem nada seria sem o seu auxílio; e o outro, com o seu eterno reconhecimento ao seu benfeitor, que sem ele não tinha tirado o curso. O dinheiro é tudo, e sem ele nada se consegue.» M. // Antes da tropa esteve tuberculoso; apesar disso, depois da inspeção militar apresentou-se no Regimento da Escola Prática de Cavalaria, em Torres Novas. O médico Dr. Esteves passara-lhe um atestado, no qual dizia: «sofre de tuberculose estacionária.» Não ligaram! // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 884, de 25/12/1948, página 4: «Tivemos conhecimento de que o nosso amigo e conterrâneo, o filho mais novo de Francisco Augusto Igrejas, aquele que todos sabem ter certa inclinação para o desenho, vai brevemente expor alguns trabalhos no Café Melgacense. Quase temos a certeza de que vai ser coroado de pleno êxito, e todo o bom melgacense lhe deverá dispensar um pouco da sua atenção. Cremos ainda de que esta pequena exposição é também uma manifestação de despedida, pois que o jovem artista melgacense nos deixará dentro em breve, para ir tentar melhor futuro noutros horizontes, onde espera encontrar melhor acolhimento e maior compreensão, para um dia vir poder honrar a terra com seu nome.» // Embarcou para o Brasil no ano de 1952, cuja carta de chamada lhe enviara seu tio, José Augusto Igrejas. O “Notícias de Melgaço” n.º 1036, de 10/8/1952, dá a notícia: «É com grande pesar que vemos partir para o Brasil este nosso amigo e conterrâneo, que nesta terra granjeou muitas simpatias. Conhecemos desde criança Manuel Félix, rapaz inteligente, bondoso, de fino trato, cuja alma de artista não se adaptava a esta vida de província e portanto vai procurar, cheio de esperanças, em terras de Santa Cruz, entre estranhos, a compreensão que nem sempre encontrou entre os seus compatriotas. De pequenino, o Manuel, como por todos era conhecido, entusiasmou-se pela pintura, começando por desenhar paisagens com tal gosto artístico que fazia admiração a todos que com ele conviviam. Com o tempo foi-se revelando nele uma grande vocação para a pintura. Com trabalho e perseverança chegou a ponto que – sem nunca ter conhecido um mestre, ou receber uma simples explicação sobre tão grande arte, -- conseguiu tirar a lápis e crayon retratos, com uma perfeição que rivalizavam com os tirados por aqueles que frequentaram escolas e receberam os ensinamentos dos mestres. Por todos foi muito admirada a exposição de desenhos a aguarelas que se encontrava no “Café Melgacense”. Pena é que estas vocações não sejam aproveitadas, porque se assim fosse o Manuel seria um dos contemplados com a ajuda necessária para bem poder desenvolver as suas aptidões mas, como assim não é, lá vemos partir o grande amigo que busca no Rio de Janeiro, para onde embarca, o carinho e amparo de que é digno, para assim poder vencer na vida. Daqui lhe endereçamos um saudoso abraço de despedida.» // Nesse país casou, a 18/12/1954, com a conterrânea Margarida das Dores, nascida a 2/9/1930, filha de Umberto Amadeu de Melo e de Urbana Augusta Costas, também ela emigrante. // Arranjou de início um emprego de despachante, mas logo verificou que não era essa a sua vocação; depois tornou-se artista plástico, na área da azulejaria, ao empregar-se numa oficina «de decoração de louças e pintura de azulejos.» Desenha, faz caricaturas, pinta, escreve contos, poemas, e colabora no jornal “A Voz de Melgaço” desde o seu aparecimento em 1946, e no “Melgaço Hoje”. // Parece que só veio visitar Melgaço duas vezes: uma em 1969 e outra em 2001. // No livro «Padre Júlio Vaz apresenta “Mário”, paginas 276 a 280, traça-se a sua biografia. // Ver também A Voz de Melgaço n.º 964, VM 999, VM 1008, VM 1089, VM 1198, VM 1249, de 15/6/2005, página 8, e o livro “Frágeis Elos”, páginas 51 e 52. // Morreu no Brasil a 13 de Maio de 2019. // Pai de Regina da Paz e de Deise Lúcia. // Avô de Maria Clara, Ana Cristina, Carolina Maria e Caio Filipe.    


IGREJAS, Manuel Joaquim. // Foi exposto em São Paio por volta de 1819 (*). // Tinha cerca de 54 anos de idade, era caseiro na freguesia da Vila, estava viúvo de Clara Joaquina Vaz, quando voltou a casar, na igreja de SMP, a 7/7/1873, com Rosa Joaquina de Freitas, de 48 anos de idade, viúva de Manuel Alves, de São Paio, moradora na Vila. Testemunhas: André da Paixão Igrejas, solteiro, filho do nubente, e Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja. // Casou pela 3.ª vez, na igreja de SMP, a 11/5/1891, com 70 anos de idade, mais ou menos, viúvo de Rosa Joaquina de Freitas, com Francisca Rosa, de 51 anos de idade, lavradeira, natural de Chaviães, moradora na Vila, filha de Tomaz José de Castro e de Ana Joaquina Paz, lavradores, chavianenses. Testemunhas: CCS e Joaquim Domingues, solteiro, lavrador, residente em SMP. // Faleceu na Rua da Misericórdia, Vila, onde morava, a 16/6/1895, com cerca de 74 anos de idade, casado, e foi sepultado no cemitério. // Com geração. /// (*) As datas são aproximadas; noutro documento surge a data de 1821.

 

IGREJAS, Manuel José (Pivão). Filho de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão. N.p. de Perfeita Augusta Igrejas; n.m. de António Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu a 15/4/1932. // Depois da 4.ª classe, começou a trabalhar com seu pai no Café, que mais tarde seria dele próprio. // Casou a 20/6/1954 com Lindalva Augusta, nascida na Vila a 19/5/1933, filha de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas. É um casal curioso: ele com mais de um metro e noventa de altura, e ela com menos de um metro e sessenta. // A 22/1/1961, domingo, abriu as portas do “Café Melgacense”, sito na Rua do Rio do Porto, em frente ao anterior. Nesse espaço abriria anos mais tarde um mini-mercado. // Na sua juventude foi um excelente jogador de futebol, tendo jogado em vários clubes locais. // Nos últimos anos da sua vida a doença não o largou, mas devido à sua compleição física foi-se aguentando heroicamente. // Em 2011 já tinha o estabelecimento encerrado. // Pai de Maria do Céu, de Maria Manuel, e de Fernando Manuel.      


IGREJAS, Margarida dos Ramos. Filha de Francisco Augusto Igrejas, alfaiate, e de Deolinda Fernandes, doméstica. N.p. de Félix Igrejas e de Conceição Costas; n.m. de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Nasceu na Rua Direita a 6/4/1908 e foi batizada a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos Alberto de Sousa, casado, funcionário dos CTT, e Margarida Pires, solteira, proprietária. // Faleceu a 18/7/1908 e foi sepultada no cemitério municipal.  

 

IGREJAS, Maria Amália. Filha de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão, moradores na Vila. N.p. de Perfeita Augusta Igrejas; n.m. de António Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu a 12/11/1929 (Notícias de Melgaço n.º 43, de 22/12/1929) e foi batizada na igreja de SMP a 19/3/1930. Padrinhos: Ilídio de Sousa, casado, e Ernestina de Sousa, solteira, da Vila. // Casou na igreja de SMP a 4/9/1946 com Fernando Cândido, filho de Abel Augusto Rodrigues (Barrenhas) e de Joaquina de Sousa (Violas), da Vila também. Embarcaram para Angola, onde estiveram até à independência dessa ex-colónia portuguesa. // Faleceu no estado de viúva, em finais de Fevereiro, ou inícios de Março de 2007. // Com geração.    

 

IGREJAS, Maria do Céu. Filha de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão, moradores na Vila. N.p. de Perfeita Augusta Igrejas; n.m. de António Cintrão e de Filomena Costas. Nasceu a 14/1/1925 e foi batizada na igreja de SMP a 12 de Abril desse ano. Padrinhos: Manuel Sabariz e Maria Igrejas. // Em 1937 fez exame do 2.º grau na escola da Vila, ficando aprovada. // (NM 364). Morreu tuberculosa, a 26/3/1941, com 16 anos de idade.   

 

IGREJAS, Maria do Céu. Filha de Manuel José Igrejas e de Lindalva da Ascensão de Melo. N.p. de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão; n.m. de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas. Nasceu a 4/2/1956 e foi batizada a 1 de Abril desse ano. Padrinhos: os avós paternos. // É professora do ensino básico. // Casou a 11/9/1976 com Humberto Jorge Silva Almeida, gerente bancário. // Ao fim de muitos anos de casamento, divorciou-se. // Mãe de Jorge Humberto e de Vítor Jorge.  

 

IGREJAS, Maria da Conceição. Filha de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão. Nasceu na Vila a --/--/1934 (NM 232, de 13/5/1934). // Casou a 18/5/1952 com João (Loca), filho de Fernando Rodrigues Nabeiro e de Mercedes Rodrigues. O seu marido era comerciante, com uma loja na Rua Afonso Costa, mercearia e artigos de pesca e caça. // A 1.ª filha que tiveram morreu-lhes com quatro ou cinco anos. Depois deu à luz mais três filhos: um rapaz e duas raparigas. // A “Mimi”, como era conhecida, ficou retida em casa durante muitos anos, devido a uma depressão.   

 

IGREJAS, Maria Esménia. Filha de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão, moradores na Vila. Nasceu a 2/3/1938. // (NM 393). // Casou a 21/10/1954 com Luís Gonzaga, filho de Justiniano Gonçalves Ribeiro e de Helena da Paz Soares Calheiros.

 

IGREJAS, Maria José. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, galega, moradores na Rua de Baixo, Vila. Neta materna de José Costas e de Josefa Fernandes, lavradores, residentes no lugar das Carvalhiças. Nasceu na vila a 7/6/1882 e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim de Carvalho e sua mulher, Maria Jacinta Rodrigues, lavradores, da Vila. // Casou a 3/7/1897 com Luís Augusto, filho de Lupiano Garcia e Ana Luísa Esteves. // Morreu jovem. // Com geração.

 

IGREJAS, Maria de Lurdes. Filha de José Félix Igrejas e de Esménia da Silva Cintrão, moradores na Vila. Nasceu a 18/6/1936. // Concluiu o curso do Magistério Primário em 1954, salvo erro. // Casou a 10 ou 19/5/1955 com Luís Bismark, nascido a 30/5/1932, filho de Luís Bismark Teixeira Pinto e de Dalila Batista da Rocha. Viveram em Angola até à independência dessa ex-colónia. No regresso fixaram residência em Oeiras, onde ela continuou certamente a lecionar. Deve-se ter aposentado antes do ano 2000. // Mãe do arquiteto José Luís, nascido em Luanda a 5/11/1955, casado com Ana Maria Martinho. // Avó de Tânia, nascida em 1985.  

 

IGREJAS, Maria Manuel (Eng.ª). Filha de Manuel José Igrejas e de Lindalva da Ascensão de Melo. N.p. de José Félix Igrejas e de Esménia de Nazaré da Silva Cintrão; n.m. de Gaspar Herculano de Melo e de Julieta Costas. Nasceu a 25/7/1964. // Tirou o Curso de Engenharia Eletrotécnica. // Casou a 1/12/1985 com o eng.º Ângelo Alves, Diretor do Departamento de Informática da Taylor, e foi viver com o marido para o Porto. // Professora do Ensino Secundário. // Mãe de Sofia Manuela e Hugo João.       

IGREJAS, Maria Natércia. Filha de Francisco Augusto Igrejas, alfaiate, e de Deolinda Augusta Fernandes, doméstica, moradores na Vila. Neta paterna de Félix Igrejas e de Conceição Costas; neta materna de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Nasceu na Rua Direita a 20/11/1909 (ver NM 1529, de 11/10/1964, página 2) e foi batizada 28 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos Alberto de Sousa, casado, empregado dos CTT, e Margarida Pires, solteira, proprietária. // Casou a 15/3/1930, na CRCM, com Rodolfo Amadeu Fernandes “Lucas”, carpinteiro e taberneiro, futuro regedor da Vila (ver Notícias de Melgaço n.º 54.A, de 23/3/1930). // Faleceu a 19/4/1975. // Mãe de Suzana e de Graziela. // (na fotografia tem ao colo a sua filha Suzana).


IGREJAS, Perfeita Cândida. Filha de Félix Igrejas, alfaiate, e de Conceição Costas, galega, moradores na Rua de Baixo, SMP. Neta paterna de avós ignorados; neta materna de José Costas e de Josefa Fernandes, lavradores, residentes nas Carvalhiças, SMP. Nasceu na vila a 30/10/1884 e foi batizada a 2 ou 6 de Novembro desse ano. Padrinhos: Cândido Augusto Correia dos Santos Lima, proprietário, e Maria das Dores da Cunha Araújo, solteiros, da Vila. // Foi mãe solteira de José Félix (Geadas), cujo pai se desconhece. // Ainda jovem, partiu para Braga, talvez trabalhar como empregada doméstica, onde o futuro marido a conheceu. // Morava na Rua da Ponte, São Lázaro, Braga, quando casou civilmente, na Conservatória de Braga, a 9/4/1930, com o Dr. Durval, solteiro, médico, de 53 anos de idade, nascido em São Vítor, Braga, filho de José Maria Gomes Belo e de Ana de Oliveira Mota Belo. Tiveram dois filhos muito antes do matrimónio: Aida, nascida na freguesia da Sé, Braga, a 21/7/1905; e Manuel, nascido na freguesia da Cividade, Braga, a 10/10/1907, os quais foram legitimados no ato do casamento dos pais. // Perfeita Cândida e seu marido, Dr. Durval, faleceram na freguesia de São Lázaro, concelho de Braga: ele a 7/4/1960 e ela a 8/3/1976, com noventa e um (91) anos de idade.

 

IGREJAS, Rita da Conceição. Filha de Francisco Augusto Igrejas e de Dinora Nabeiro. Nasceu a --/--/1955 (ou 1956). // Depois dela não nasceu mais nenhum filho ao casal. // Aprendeu a arte de cabeleireira e abriu um salão em frente ao antigo hospital da SCMM. // Casou com ----------------------. // Divorciou-se do marido. // Mãe de Marta e de Renato (este Renato publicou na editora Chiado um pequeno livro de estórias em 2016).  

 

IGREJAS, Ventura Duarte. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda Augusta Fernandes. N.p. de Félix Igrejas e de Conceição Costas; n.m. de Manuel Joaquim Fernandes e de Suzana Azevedo. Nasceu no Rio do Porto, Vila, a 14/1/1903 e foi batizado a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Pires, viúvo, negociante, e sua filha, Margarida Augusta Pires, solteira. // Em Junho de 1912 era estudante na escola de Cedofeita, Porto; nesse ano fez o exame do 1.º grau, obtendo um «ótimo» (Correio de Melgaço n.º 5). Devia residir em casa da tia-avó, Maria Augusta Costas (1871-1942 ou 1943). // A 14/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde Ferreira, Vila, ficando distinto. // Morreu em Luanda a 12/3/1921, com as febres.          

 

IGREJAS, Ventura Duarte. Filho de Francisco Augusto Igrejas e de Dinora Nabeiro. Nasceu na Vila de Melgaço a 17/7/1941. // Depois da 4.ª classe, e até ir para a tropa, deve ter trabalhado com seu avô na alfaiataria. // Cumpriu parte do serviço militar em Angola; tinha a especialidade de operador cripto. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1559, de 20/6/1965: «Depois do tempo regulamentar, regressou de Angola, onde se encontrava em serviço de soberania, o nosso estimado conterrâneo, senhor Ventura Igrejas.» // Despida a farda, ingressou na Câmara Municipal de Melgaço, aposentando-se em 1999, com 38 anos de serviço (*). // Casou na igreja de SMP a 19/8/1973 com Maria Armanda Saraiva, de Pico de Regalados, Vila Verde. // Pai de José Augusto, nascido em 1974, licenciado em Biologia e Geologia, e de Elisa, nascida em 1977, trabalha na creche da SCMM. // (ver A Voz de Melgaço n.º 1121). // Em 2012 já tinha netos. /// (*) Contaram-lhe todo o tempo do serviço militar

                                                                                                                   INÁCIO

 

INÁCIO, Américo dos Anjos. Filho de Joaquim Inácio (Ronha), cocheiro, e de Maria José Meirim, doméstica, de Longos Vales, ambos de Monção. Neto paterno de José Inácio e de Rosa Maria Gões; neto materno de Manuel José Meirim e de Maria Luísa Vasques. Nasceu na Praça do Comércio, Vila de Melgaço, a 11/9/1908, e foi batizado a treze desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Fernandes Rodrigues, casado, tipógrafo, e Mariana Nunes Martins, casada, de serviço doméstico. // Casou na Vila de Melgaço a --/--/1938 (NM 386, de 6/2/1938) com Maria das Dores Mendes, nascida em Prado, Melgaço, a 29/1/1911, filha de Maria Rosa Mendes (Mamona), natural de Cousso. // Emigrante em França. // Pai de Madeleine de Fátima (nascida em Guengnon a 31/7/1943); e de Denise das Dores (nascida em Lusy a 10/6/1954).   

 

INÁCIO, Américo José. Filho de António de Jesus Meirim Inácio e de Corina da Conceição Gonçalves. Nasceu em -------------, a 21/11/1952. // Vive em França. 

 

INÁCIO, António. Filho de ------------ Inácio e de ------------ Oliveira. Nasceu no concelho de Monção a --/--/19--. // Veio para Melgaço como empregado do “Café dos Caçadores”, propriedade de Ana Alves (Toupeira) e de António do Paço (Chivinho). // Casou na sua terra natal a 30/6/1957 com Maria da Glória Afonso Braga, sua conterrânea. // Os donos do dito Café trespassaram-no, e ele e a esposa mantiveram-se assim em Melgaço durante uns bons anos. Mais tarde regressou a Monção, onde tomou conta de um estabelecimento do mesmo género, ou ramo.   

 

INÁCIO, António de Jesus. Filho de Joaquim Inácio e de Maria José Meirim, ambos de Monção. Neto paterno de José Inácio e de Rosa Maria Gões; neto materno de José Manuel Meirim e de Maria Luísa Vasques. Nasceu na Vila a 7/8/1916 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Augusto, solteiro, e Carolina Inácio, viúva, residentes em Barbeita, lavradores. // Casou a 4/2/1940 com Corina da Conceição, filha de Luís Gonçalves e de Ermezenda da Cruz Durães. // Emigrante em França. // Faleceu nesse país com 82 anos de idade (VM 1111, de 1/3/1999). // Pai de Américo, de António Joaquim, e de Manuel.    

 

INÁCIO, António Joaquim. Filho de António de Jesus Meirim Inácio e de Corina da Conceição Gonçalves. Nasceu em ------------, a 28/9/1949. // Emigrou com os pais para França. Nesse país estudou alguns anos, concluindo o Curso do Magistério Primário, salvo erro. // Teria cerca de vinte anos quando aparece em França, como visita, a sua prima Maria Armanda, filha de Armando Solheiro e da sua tia Margarida Gonçalves. Tinha mais onze anos do que ele, era casada, com duas filhas. Ele não ligou a esses pormenores: engravida-a, pede-lhe que se divorcie, que case com ele. Ela assim fez: deixou o marido e casou com o primo, de quem teve duas ou três crianças. As filhas que ela tivera do marido, foram mais tarde para junto da mãe, segundo consta. 

 

INÁCIO, Aurélio de Jesus. Filho de Joaquim Inácio, cocheiro, e de Maria José Meirim, doméstica, ambos de Monção. N.p. de José Inácio e de Rosa Maria Gões; n.m. de Manuel José Meirim e de Maria Luísa Vasques. Nasceu na Praça do Comércio, Vila de Melgaço, a 6/8/1907, e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Gaspar Fernandes Rodrigues, casado, tipógrafo, e Mariana Nunes Martins, casada, doméstica. // Faleceu na Rua do Rio do Porto a 16/8/1907.

 

INÁCIO, Fernando Augusto. Filho de Joaquim Meirim Inácio e de Maria Amália Pereira. Nasceu em ---------------, a 23/9/1948. // S.m.n.

 

INÁCIO, Gaspar Augusto. Filho de Joaquim Inácio e de Maria José Meirim. Nasceu em ------------, a --/--/19--. // Casou com Amélia das Dores (ou Josefina?) Cortes.

 

INÁCIO, Joaquim (Ronha). Filho de José Inácio e de Rosa Maria Gões. Nasceu em Monção por volta de 1877. // Exerceu a profissão de cocheiro. Em Junho de 1912 apresentou uma proposta de 1$400 réis para transportar correio no trajeto compreendido entre Monção, Vila de Melgaço, e São Gregório. // Casou com Maria José, nascida em Barbeita, ou Longos Vales, Monção, por volta de 1875, filha de José Manuel Meirim e de Maria Luísa Vasques. // Moraram muitos anos em Melgaço e aí pelos anos quarenta ou cinquenta emigraram para França, fixando-se em Le Creusot. // Ele morreu (em França, salvo erro) a 23/5/1959, com 82 anos de idade. // A sua viúva faleceu no referido país a 2/10/1972. // Pai de Américo dos Anjos, de António de Jesus, de Augusto, de Joaquim, e de Maria, todos a viver em França.

 

INÁCIO, Joaquim. Filho de Joaquim Inácio (Ronha) e de Maria José Meirim. Nasceu em -------------, a 25/9/1919. // Em Julho de 1933 fez exame do 2.º grau, quarta classe, ficando aprovado (NM 203, de 6/8/1933). // Na sua juventude jogou futebol nos clubes de Melgaço. Dizem que era um bom jogador. // Casou na Vila de Melgaço a 10/7/1944 com Maria Amália, filha de Manuel Pereira e da sua 1.ª esposa, Leonídia Augusta Pires. Padrinhos da boda: José Cândido Araújo Azevedo e Maria Amélia Almeida. // Emigrou para França. // Em 1962 foi operado em uma clínica de Creusot a uma hérnia estrangulada (ver Notícias de Melgaço n.º 1448, de 23/9/1962). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1490, de 3/11/1963: (...) //  Com geração.                                  

INÁCIO, Manuel Joaquim. Filho de Joaquim Meirim Inácio e de Maria Amália Pereira. Nasceu em --------------, a 17/6 ou 17/7/1945.  

 

INÁCIO, Manuel José. Filho de Américo dos Anjos Inácio e de Maria das Dores Mendes (*). Nasceu em -------------, a --/--/19--. // Emigrante em França. // Visitou Melgaço em 1990 e em 1995. /// (*) Confirmar a filiação

 

INÁCIO, Manuel Luís. Filho de António de Jesus Meirim Inácio e de Corina da Conceição Gonçalves. Nasceu em -----------, a 13/1/1943. // Emigrante em França.

 

INÁCIO, Maria das Dores. Filha de Joaquim Inácio, cocheiro, natural da Vila de Monção, e de Maria José Meirim, de Longos Vales, também de Monção. N.p. de José Inácio e de Rosa Maria de Gões; n.m. de Manuel José Meirim e de Maria Luísa Vasques. Nasceu na Praça do Comércio, Vila, a 27/3/1911, e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Gabriel Serafim, casado, barbeiro, e Inocência Rodrigues, casada, doméstica. // Casou em primeiras núpcias com Manuel Maria, carteiro, filho de Alfredo Fernandes Pereira e de Ludovina Rosa Gonçalves, viúvo de Leonídia Augusta Pires. // Enviuvou a 12/4/1934. // Casou em segundas núpcias na CRCM, a 29/5/1948 com Manuel Martins Dias, natural de Rebordosa, concelho de Paredes.

 

INÁCIO, Maria José. Filha de Joaquim Meirim Inácio e de Maria Amália Pereira. Nasceu em ---------------, a 16 ou 17/6/1953.

 

INÁCIO, Maria Luísa. Filha de Joaquim Meirim Inácio e de Maria Amália Pereira. Nasceu em ----------------, a 23/6/1956. 

 

INÁCIO, Rosa. Filha de Joaquim Inácio e de Maria José Alves Merim. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1913 (Correio de Melgaço n.º 33, de 19/1/1913).

 

INÁCIO, Rosa. Filha de Joaquim Inácio, cocheiro, e de Maria José Alves Merim, doméstica, ambos de Monção. N.p. de José Inácio e de Rosa Maria Gões; n.m. de José Manuel Alves Meirim e de Maria Luísa Vasques. Nasceu na Vila de Melgaço a 18/12/1913 e foi batizada a 12/6/1915. Padrinhos: Gaspar Fernandes, casado, tipógrafo, e Mariana Nunes Martins, casada, doméstica. // Sem mais notícias.    

 

JACINTO, José Martins (Dr.). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1466, de 31/3/1963: // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1503, de 1/3/1964, a propósito da tomada de posse do delegado do Procurador da República, Dr. Gil Pereira Moreira dos Santos: «A posse foi-lhe conferida pelo Meretíssimo Juiz, Ex.mo Sr. Dr. José Martins Jacinto…» // Ver também Notícias de Melgaço n.º 1516, de 21/6/1964. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1531, de 25/10/1964: (...)


JANN

 

JANN, Éder Hammer. // Nasceu no Brasil. // Em 2024 «assume liderança da Comissão Administrativa do Sport Clube Melgacense» (“A Voz de Melgaço” de 1/8/2024). Tinha nacionalidade portuguesa; veio residir em Portugal em 2014.

 

JESUS

 

JESUS, Manuel do Espírito Santo. Filho de António de Jesus e de Silvina Gomes Lomba. Nasceu na Vila, SMP, a --/--/1929 (Notícias de Melgaço n.º 33, de 6/10/1929).

 

JESUS, Rodolfo César. Filho de Maria José de Jesus. Neto materno de Maria Teresa de Jesus, moradoras intramuros, SMP. Nasceu a 11/6/1875 e foi batizado a 18 desse mês. Padrinhos: Abílio César Pinto e Lucinda Aurora Pinto, moradores no Campo da Feira de Fora, solteiros, irmãos.

 

JESUS, Teresa Gomes. // Morou no lugar da Corga, Vila. // Faleceu solteira, a 30/8/1819. // Deixou testamento.  

 

LABRUJÓ

 

LABRUJÓ, Maria. Filha de Cristóvão de Labrujó, guarda da Alfândega, e de Maria das Dores Barbosa, moradores em SMP. N.p. de avós incógnitos; n.m. de José Narciso Barbosa e de Ana de Jesus Romeu, lavradores, de Vila Nova de Cerveira. Nasceu em Alvaredo a 13/7/1885 e foi batizada na igreja de SMP a 20/12/1885. Padrinhos: Vítor José de Sousa, guarda, e Maria José de Sousa, casados, de Penafiel.    

 

LACERDA

 

     De origem espanhola: la cerda, ou seja, o pêlo. Quando a criança nascia com lanugem, ficava com essa alcunha; mais tarde passou a apelido. (Ver também Veloso).  

 

LACERDA, Eleutério Correia. // Foi governador da praça de Melgaço de 1652 (?) a 1676; sucedera a António de Sousa Menezes, e sucedeu-lhe a ele Matias de Sousa e Castro, da Casa do Pombal, Remoães. // Foi também provedor da SCMM em 1666 e em 1667, oferecendo nesse último ano a coroa de prata da Senhora da Misericórdia, que ainda existe. // Faleceu no ano de 1676.

 

LACERDA, José Megre (Dr.) // Era natural, salvo erro, de Ponte da Barca. // Tomou posse no dia 15/3/1935 de chefe da Secretaria Judicial do concelho de Melgaço, substituindo nesse cargo Afonso Lares; o discurso de posse foi pronunciado pelo Dr. José Luís de Almeida, juiz da comarca (NM 265, de 17/3/1935; ver também NM 286, de 29/9/1935). // Em 1936 já se encontrava na comarca dos Arcos de Valdevez. Antes de partir ofereceu à igreja matriz a imagem da rainha Santa Isabel.

 

LAFUENTE

 

LAFUENTE, Alfredo Júlio. // Regeu a banda da Associação Artística Melgacense em 1912; em 23 de Junho desse ano deu um concerto na Praça da República.       

 

LAGO

 

LAGO, António Pereira. // Em 1695 era vereador e juiz pela ordenação. // Foi cavaleiro professo da Ordem de Cristo. // Morou na sua Quinta da Barqueira, juradia de Várzea. // (OJM, de ACE, p. 125).  

 

LAGO, Francisco Pereira. // Alferes de Infantaria. // Em 1679 era juiz e vereador da Câmara Municipal de Melgaço. // Voltou a sê-lo em 1707 e 1708. // Morou na Quinta do Souto, juradia de Várzea. // (OJM, de ACE, p.p. 63 e 123).

 

LAGO, José Luís. Filho de Julião António do Lago e de Rosa Garcia de Caldas, da freguesia de Santo Estêvão de Aboim das Choças, Arcos de Valdevez. // Casou na igreja de SMP a 7/7/1810 com Maria Josefa, filha de António José Lopes (defunto) e de Antónia Lourenço, da Vila de Melgaço. Testemunhas: padre FXTS, João Manuel Pinto, mercador, residente junto da igreja matriz, e seu irmão, António Pinto, solteiro.

 

LAGO, Manuel. Filho (incestuoso) de José Lago, marchante, da Vila de Melgaço. // Morreu de repente, a 27/12/1853, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de 8 padres, por esmola.

 

LALA

 

LALA, Francisco Maria. Filho de Francisco Maria Lala e de Ruta das Dores Furão. Nasceu na freguesia de Salvador, Serpa, a --/--/1910. // Marinheiro. // Casou em Melgaço na década de trinta com Lucília da Purificação, filha de Constantino Pimenta e de Leolinda Alves. // Residiu em Angola. // Com geração.  

 

LALA, Natalina. Filha de Francisco Maria Lala, da freguesia de Salvador, Serpa, e de Lucília da Purificação Pimenta, da Vila de Melgaço. Neta paterna de Francisco Maria Lala e de Ruta das Dores Furão; neta materna de Constantino Pimenta e de Olinda Alves. Nasceu na Vila de Melgaço a 15/9/1935. // Casou catolicamente, em Luanda, a 23/7/1953, com Orestes Alves da Cruz. // O casamento foi dissolvido por divórcio decretado por sentença de 5/4/1990, transitada a 27/4/1990, proferida pelo Círculo Judicial de Beja, 4.ª secção. 

 

LAMA

 

LAMA, Ana Joaquina. Filha de José António da Lama e de Maria Rosa Alves, caseiros na quinta da Pigarra. Nasceu por volta de 1841. // Às 24 horas de quinta-feira, 3/2/1916, deflagrou um incêndio na casa onde morava por arrendamento, propriedade de António José de Barros, sita na Assadura, quase a matando; fora ela que ao deitar-se adormecera com a luz a petróleo, ou vela de cera, acesa, a qual comunicou fogo a uma porção de maravalhas, e estas por sua vez ao leito onde ela dormia. Acordou sobressaltada, pedindo socorro, mas já estava bastante queimada, pelo que teve de recolher ao hospital. O fogo estendeu-se a outros compartimentos, habitados por Anselmo Augusto Esteves e sua esposa, Benilda de Jesus Peres, devorando móveis e roupas. // Ana Joaquina vivia naquela casa com uma neta, mas a moça nessa noite fora a um baile (ver Correio de Melgaço n.º 185, de 6/2/1916). // Faleceu no lugar de São Julião a --/--/1931, no estado de solteira, com 90 anos de idade, provavelmente em casa de sua neta e do marido desta, professor Abílio Domingues.   

 

LAMA, António. Filho de José da Lama e de Angelina da Luz Marinho Gomes de Abreu, lavradores, de SMP. N.p. de Manuel Joaquim da Lama e de Maria Estrela de Oliveira; n.m. de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho. Nasceu nas Carvalhiças a 20/1/1907 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Moreira, viúvo, proprietário, e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietária. // Morreu em Galvão, SMP, a 24/8/1929 (NM 28, de 1/9/1929).

 

LAMA, Artur. Filho de José da Lama e de Angelina da Luz Marinho Gomes de Abreu. Nasceu a --/--/1---. // Casou na Portela de Chaviães com Ana Cândida Esteves. // A 14/7/1943 um porco entrou em sua casa, sita na Assadura, e mordeu as mãos e as orelhas de uma sua filha de tenra idade.  

 

LAMA, Cândida Augusta. Filha de José da Lama (Felgueiras) e de Angelina da Luz Marinho Gomes de Abreu, lavradores. Neta paterna de Manuel Joaquim Lamas e de Maria Estrela de Oliveira; neta materna de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho. Nasceu na Rua de Baixo, freguesia da Vila, a 2/1/1905, e foi batizada na igreja a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Frederico Augusto dos Santos Lima, solteiro, proprietário, e Cândida Augusta Afonso, solteira, de serviço doméstico. // S.m.n.   

 

LAMA, Cândido José. Filho de Ana Joaquina da Lama, solteira. Neto materno de José António da Lama e de Maria Rosa Alves, todos caseiros na Quinta da Pigarra, SMP. Nasceu a 27/4/1865 e foi batizado a 3 de Maio desse ano. Padrinhos: Júlio Cândido de Carvalho, solteiro, pedreiro, morador intramuros, e Maria José da Lama, tia do batizando.

 

LAMA, Casimiro Alberto. Filho de José Joaquim da Lama, de SMP, e de Maria Joaquina de Castro, de Chaviães, caseiros na Quinta da Orada, SMP. N.p. de António José da Lama e de Maria Rosa Vaz; n.m. de Tomás José de Castro e de Ana Joaquina Paz. Nasceu a 26/6/1868 e foi batizado a 6/7/1868. Padrinhos: Alberto Magno, solteiro, e sua irmã, Ermelinda de Sousa e Castro, casada com Francisco Joaquim Lobato, proprietários, moradores na Calçada, SMP.

 

LAMA, Cassiano. Filho de Maria José da Lama, solteira. Neto materno de José António da Lama e de Maria Rosa Alves. Nasceu em SMP a 1/2/1859 e foi batizado a 3 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô materno e Brandina, casada com José Marinho, todos caseiros e moradores na Pigarra, SMP. // Morreu a 29/9/1863.

 

LAMA, Claudina Rosa. Filha de José Joaquim da Lama, da Vila, e de Maria Joaquina de Castro, de Chaviães, lavradores, residentes na Orada. N.p. de António José da Lama e de Maria Rosa Vaz; n.m. de Tomás José de Castro e de Ana Joaquina Paz. Nasceu a 6/10/1871 e foi batizada a 13 desse mês. Padrinhos: Manuel José Pires e mulher, Maria Rosa Meixeiro, lavradores, de Chaviães. // Casou na igreja de SMP a 11/5/1893 com José Manuel, filho de Joaquim Salgado e de Maria Joaquina Monteiro. // Faleceu em Prado a 24/7/1944. // O seu viúvo morreu a 22/8/1945. 

 

LAMA, Clementina Rosa. Filha de Ana Joaquina da Lama, solteira, moradora na Assadura, Vila. Neta materna de José António da Lama e de Maria Rosa Alves, caseiros. Nasceu a 25/5/1870 e foi batizada a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves “Melgaço”, casado, da Quinta de Eiró, Rouças, e Maria Joana Esteves, solteira, tecedeira, residente na Assadura. // Casou na igreja de SMP a 27/5/1891 com Manuel Maria, de 23 anos, seu conterrâneo, filho de Caetano Afonso e de Amália Rosa Gonçalves. // Faleceu em S. Julião (Quinta das Amoras), subúrbios da Vila, a 27/4/1936, em casa de seu genro, professor Abílio Domingues, casado com a sua filha Leopoldina.

 

LAMA, Constança Teresa. Filha de Adelino António da Lama, natural de Rouças, e de Adelina das Dores de Castro, natural da Vila, lavradores. Neta paterna de Manuel Joaquim da Lama, de São Paio, e de Maria Estrela de Oliveira, da Galiza; neta materna de António José de Castro e de Maria Alexandrina Marinho. Nasceu no lugar dos Chãos, SMP, a 18/10/1903, e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu e Ana Joaquina Vasques. // Nota: deve ter vivido no Brasil.    

 

LAMA, Jacinto. Filho de Antónia da Lama, de Santa Maria Madalena, Ribadávia, Galiza. // Morava em Melgaço quando casou na igreja de SMP a 19/3/1858 com Carmo, filha de Josefa Fernandes, solteira, de Desteriz, Tui, moradora em SMP desde criança. Testemunhas: Manuel Joaquim Salvador, recebedor na Vila de Melgaço, CCS, e Maria Delfina Salvador da Fonseca.           

 

LAMA, Jacinto Ventura. Filho de Antónia da Lama. Nasceu em Ribadávia (Santa Maria Madalena), Ourense, por volta de 1826. // Moleiro. // Casou com Maria do Carmo de Jesus. // Moraram na Rua de Baixo, SMP. // A sua mulher morreu a 26/9/1885, na estrada pública de Monção à Vila de Melgaço, com 58 anos, e foi sepultada no cemitério municipal. Não deixou filhos. // Faleceu no lugar da Calçada, SMP, a 23/8/1891, com 65 anos, viúvo, e foi sepultado no cemitério. // Deixou filhos. // (Será o mesmo de cima?).

 

LAMA, João Batista. Filho de José Joaquim da Lama, da Vila, e de Maria Joaquina de Castro, de Chaviães, caseiros. N.p. de José António da Lama e de Maria Rosa Vaz; n.m. de Tomás José de Castro e de Ana Maria Paz. Nasceu no lugar de Beatas, SMP, a 2/10/1873, e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria de Sousa e mulher, Ana Rosa Domingues, lavradores, de Cabreiros, Rouças.

 

LAMA, José (Felgueiras). Filho de Manuel Joaquim da Lama, natural de São Paio, e de Maria Estrela Oliveira, natural de Desteriz, Tui, moradores na Quinta do Mascanho, Carvalhiças, Vila. Neto paterno de José António da Lama e de Maria Rosa Vaz Alves; neto materno de Bernardo Oliveira e de Maria Rosa Domingues, galegos. Nasceu a 6/11/1877 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Camilo Gomes de Abreu e Virgínia Adelaide Nunes de Almeida, solteiros, proprietários. // Casou na igreja de SMP a 2/4/1899 com Angelina da Luz, nascida na Vila em 1874, solteira, camponesa, filha de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho. // Em 1908 o terrível cabo Freitas, depois de ferir com a sua caçadeira António de Castro, prendeu o José quando ele vigiava uma água para rega dos campos, e conduziu-o para a sede do concelho, acusando-o de ter contrabandeado uma porção de azeite que constava ter sido apreendida a uns moços à beira rio; era, nessa altura, caseiro. Esteve retido várias horas no quartel da Guarda-Fiscal e, ao anoitecer, foi levado para as cadeias da Vila e posto à disposição do juiz de direito. Dias depois, nada tendo sido provado contra ele, deram-lhe a liberdade (JM 747). // A 30/9/1929, ele e a sua esposa, venderam a Domingos da Rocha e irmã, Maria Leonor da Rocha, ou Leonor da Purificação da Rocha, solteiros, uma casa de habitação, com rocio, sita na Rua de Baixo, vila de Melgaço, descrita na Conservatória sob o n.º 4853, do livro B, 11, pelo preço de 400$00. // Morreu na sua casa da Assadura a 23/3/1950. // A sua viúva faleceu também no dito lugar a 12/6/1951. // Com geração (ver em Prado e na Vila, SMP). // Irmão de Adelino da Lama, casado com Adelina das Dores de Castro.       

LAMA, José Augusto. Filho de Claudina Rosa da Lama, solteira, lavradora, residente no lugar de Beatas, SMP. Neto materno de José Joaquim da Lama, de SMP, e de Maria Joaquina de Castro, de Chaviães, lavradores. Nasceu a 31/3/1893 e foi batizado a 13/4/1893. Padrinhos: Augusto Jaime de Almeida, solteiro, natural da Vila, e Teresa de Jesus Rodrigues, solteira, natural de Paderne. // Nota: foi legitimado pelo matrimónio subsequente de seus pais.  

 

LAMA, José Joaquim. Filho de José Joaquim (ou José António) da Lama, de Felgueiras, Penso, e de Maria Rosa Vaz, da Carreira, São Paio, lavradores. Nasceu na Vila (ou em Felgueiras) a --/--/1837. // Lavrador. // Tinha cerca de 30 anos de idade quando casou na igreja de SMP a 13/10/1867 com Maria Joaquina, de 29 anos de idade, solteira, chavianense, moradora na Vila, filha de Tomaz José de Castro e de Ana Joaquina Paz, de Linhares, Chaviães. // Faleceu a 17/10/1894, no lugar das Beatas, Vila, e foi sepultado no cemitério municipal. // Deixou filhos.

 

LAMA, José Lourenço. Filho de Ana Joaquina da Lama, solteira, de SMP. Neto materno de José António da Lama e de Maria Rosa Alves. Nasceu na Assadura, SMP, a 30/8/1874, e foi batizado a 5 de Setembro desse ano. Padrinhos: João Lourenço, escravo que veio do Brasil, morador em Prado, e Maria José (Lamas?) da Vila de Melgaço. 

 

LAMA, José Manuel. Filho de Maria José da Lama, solteira, lavradora, residente na Pigarra, Vila. N.m. de José António da Lama e de Maria Rosa Vaz, caseiros na Pigarra. Nasceu a 18/9/1863 e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: José Vieira, sapateiro, e esposa, moradores na Vila. // Faleceu a 1 de Julho (de 1867?).  

 

LAMA, Júlia da Conceição (Felgueiras). Filha de ----------- Lama e de ---------------------------. Nasceu a --/--/1871. // Faleceu na Vila a 14/3/1956, com 85 anos de idade.  

 

LAMA, Lídia Augusta. Filha de José da Lama (Felgueiras) e de Angelina da Luz Marinho Gomes de Abreu, lavradores. N.p. de Manuel Joaquim da Lama e de Maria Estrela Oliveira; n.m. de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho. Nasceu na Rua da Misericórdia a 22/6/1902 e foi batizada na igreja de SMP a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Augusto Jaime de Almeida e Teresa da Purificação Almeida, solteiros, proprietários. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 987, de 29/7/1951: (...) // Faleceu na Assadura a 14/5/1991. // Mãe de Júlia da Lama, casada com António Alves. // Irmã de Alzira, de Cândida, de Bento, e de Julieta.   

 

LAMA, Ludovina Rosa. Filha de Ana Joaquina da Lama, solteira. Neta materna de José António da Lama, de Felgueiras, Penso, e de Maria Rosa Alves, da Carreira, São Paio. Nasceu na Orada, SMP, a 29/1/1868 e foi batizada a 3 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Manuel Maria de Castro, solteiro, de Linhares, Chaviães, e Maria José da Lama, solteira, tia materna da neófita. // Morreu a 12/2/1872.  

 

LAMA, Luís Cândido. Filho de Manuel Joaquim da Lama, da Vila, e de Maria Estrela de Oliveira, de Desteriz, Tui, lavradores. N.p. de José Joaquim da Lama e de Maria Rosa Vaz, rurais, de Melgaço; n.m. de Bernardo de Oliveira, chapeleiro, e de Maria Sequeira, moleira, de Braga. Nasceu na Quinta dos Chãos, Vila, a 16/11/1889 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Camilo Gomes de Abreu, proprietário, e Josefa de Oliveira, casada, taberneira, moradora na Vila.

 

LAMA, Mâncio. Filho de Alfredo Augusto da Lama e de Felismina Adelaide Fernandes, melgacenses. N.p. de Ana Joaquina da Lama; n.m. de Francisco Caetano Fernandes e de Angelina Cândida Esteves. Nasceu no lugar da Assadura a 23/2/1899 e foi batizado na igreja de SMP a 4 de Março desse ano. Padrinhos: Manuel José Marques Pereira, oficial de diligências, e Belmira dos Prazeres Pires, da Rua de Baixo.   

 

LAMA, Manuel António. Filho de Manuel da Lama, de São Paio, e de Maria Estrela de Oliveira, de Cristóval, lavradores, residentes em São Julião, SMP. N.p. de José António da Lama e de Maria Rosa Vaz; n.m. de Bernardo de Oliveira e de Maria Cerqueira (ou Sequeira). Nasceu a 23/2/1875 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António Vasques Rodrigues, lavrador, de Concieiro, Padrenda, e Adelaide Mesquita, vendeira, de Ponte, Desteriz, solteiros.  

 

LAMA, Manuel José. Filho de José Lama e de Angelina da Luz Gomes de Abreu, lavradores. N.p. de Manuel Joaquim da Lama e de Maria Estrela; n.m. de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho. Nasceu em São Julião a 9/2/1900 e foi batizado na igreja de SMP a 16 desse mês e ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, negociante, e sua esposa, Ana Joaquina Vasques.

 

LAMA, Maria Caetana. Filha de Maria Jacinta da Lama, solteira, de Bouças, Alvaredo, moradora no Campo da Feira de Dentro, Vila. Neta materna de Manuel da Lama e de Maria Fernandes, alvaredenses. Nasceu a 11/2/1791 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: João Caetano Gomes de Magalhães, sargento-mor. 

 

LAMA, Maria do Carmo. Filha de Maria Jacinta da Lama, solteira, moradora na Rua Direita, Vila. N.m. de Manuel da Lama e de Maria Fernandes. Nasceu a 21/3/1809 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Diogo António Soares, solteiro, da Calçada, residente na Rua Direita, tocando como madrinha Francisco Luís de Araújo, negociante, morador em Cristóval

 

LAMA, Maria Carolina. Filha de José Joaquim da Lama e de Maria Joaquina de Castro, lavradores, residentes no lugar das Beatas, Vila. N.p. de José Joaquim da Lama e de Maria Rosa Vaz, da Carreira, São Paio; n.m. de Tomaz José de Castro e de Ana Joaquina Paz, de Linhar, Chaviães. Nasceu a 9/8/1879 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Maria de Castro e sua mulher, Maria Carolina Domingues, moradores em Galvão de Baixo, SMP. // Casou na igreja de SMP a 12/11/1908 com Vitorino Augusto, de 29 anos de idade, filho de José António Gomes e de Maria Augusta Lourenço. // Enviuvou a 14/12/1913. // Faleceu em Chaviães a 16/3/1969. 

 

LAMA, Maria do Céu. Filha de José Lama e de Angelina da Luz Gomes de Abreu, lavradores, de SMP. N.p. de Manuel Joaquim da Lama e de Maria Estrela de Oliveira; n.m. de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila marinho. Nasceu nas Carvalhiças a 29/9/1908 e foi batizada na igreja de SMP a 7 de Outubro desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, casado, e Cândida Augusta Afonso, solteira, proprietários.

 

LAMA, Maria Helena. Filha de Maria Jacinta da Lama, solteira, moradora na Vila. N.m. de Manuel Lama e de Maria Fernandes, de Alvaredo. Nasceu a 28/1/1811 e foi batizada a na igreja de SMP a 30 desse mês. Padrinhos: Francisco António Silva e esposa, Maria Helena Novais, residentes na Vila.   

 

LAMA, Maria Joana. Nasceu na Várzea, Paderne, por volta de 1818. // Casou com José Besteiro, de quem ficou viúva. // Faleceu na Assadura, SMP, a 26/12/1888, com cerca de 70 anos de idade, não estando em seu perfeito juízo, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou filhos. // Mendiga (provavelmente só nos últimos anos de vida).

 

LAMAS, Maria José. Filha de ----------- Lamas e de -------------------------------. // Nasceu em SMP, Melgaço, por volta de 1849. // Faleceu na sua casa de morada, sita no lugar da Oliveira, Vila, a 12/11/1910, com todos os sacramentos, com cerca de 61 anos de idade, viúva, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Sem geração.  

 

LAMAS, Romão. Filho de ----------- Lamas e de -----------------------------------------. Nasceu por volta de 1873. // Faleceu na Vila a --/--/1916, com apenas 43 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 205, de 2/7/1916).

 

LAMELA

 

LAMELA, Luís Ernesto de Andrade Faria. // Em 1962 era Chefe da Secção de Finanças do Concelho de Melgaço (Notícias de Melgaço n.º 1437, de 3/6/1962). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1472, de 26/5/1963: (...)

  

LARA

 

LARA, Abel Gouveia Barreto. // Em Setembro de 1913 era solteiro, comerciante, e morava na Vila de Melgaço. // Nesse mês e ano serviu de testemunha no casamento de José Augusto Gregório com Maria Amélia da Cunha Osório.

 

LARA, Casimira Barreto. // Em Setembro de 1913 era solteira, maior, doméstica, e residia na Vila de Melgaço. // Serviu de testemunha no casamento de José Augusto Gregório com Maria Amélia da Cunha Osório.

 

LARA, Luís Barreto. // Em 1912 já estava em Melgaço a comandar a Guarda-Fiscal, com o posto de alferes (Correio de Melgaço n.º 8); em Setembro de 1913 estava casado com Rita de Matos, proprietária, e continuava a comandar a Secção Fiscal deste concelho. // Ele e a esposa serviram de testemunhas no casamento de José Augusto Gregório com Maria Amélia da Cunha Osório. // Em 1914 já era tenente (Correio de Melgaço n.º 102, de 31/5/1914). // No verão de 1914 um seu filho, de nome Luís, fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de «ótimo»; frequentava o colégio de Nossa Senhora de Lurdes, sito na Vila de Melgaço, cuja diretora era Maria das Dores Teixeira da Costa (CM 106). // Em 1915 foi transferido de Melgaço para Viana (Correio de Melgaço n.º 152, de 9/6/1915). // Em 1917 foi promovido a capitão e colocado em Chaves a fim de comandar a Companhia da Guarda Fiscal ali estacionada (JM 1178, de 6/10/1917). // Em 1918 foi colocado em Valença como comandante da 13.ª companhia da guarda-fiscal (JM 1196, de 23/2/1918).

 

LARANJA

 

LARANJA, António da Conceição (Dr.) // Foi juiz em Melgaço. No dia 4/2/1947, no Hotel Ranhada, realizou- se um lauto banquete em sua honra, por deixar este concelho. O orador foi o padre e arcipreste Carlos Vaz. // Foi substituído pelo Dr. Manuel Pereira de Oliveira. Tomou posse a 7/2/1947.  

 

LARANJEIRA

 

LARANJEIRA, José Luís Pires. // (ver em Cristóval).

 

LARANJEIRA, Justino. Filho de Helena Fernandes Laranjeira. Nasceu a --/--/1901. // Pelas seis horas e trinta minutos da tarde de quinta-feira, 21/5/1914, passava no local da romaria da Ascensão, na Orada, um automóvel de Monção; ele pendurou-se no carro, mas ao chegar em frente do monte denominado do Cano, o condutor acelerou e o rapaz caiu, ficando prostrado na estrada, a jorrar sangue pelos ouvidos; socorrido por diversas pessoas, que por ali passavam, verificou-se que os ferimentos recebidos não eram muitos graves (Correio de Melgaço n.º 101, de 24/5/1914). // No “Jornal de Melgaço” n.º 1233, de 10/1/1919, alguém escreveu: «DIZEM que o nosso amigo Laranjeira, quando quer encher a caneca no marco fontanário da cadeia (*), pede o canudo à Belmira.» // Isto tem uma explicação: a Câmara Municipal não mandava colocar uma torneira no fontanário, obrigando as pessoas que queriam beber, ou levar água para casa, a pedir à Belmira, mulher do serralheiro José Maria Alves (mestre Zinona), um pedaço de cano para introduzir no buraco por onde a água escorria a fim de facilitar o enchimento dos cântaros. Tratava-se de uma crítica indireta à Câmara, descuidada como sempre. // Casou na Vila a --/--/1925 com Carolina Marques de Morais. /// (*) Junto ao Solar do Alvarinho. // É provável que tenha sido ele a escrever o seguinte artigo no jornal Notícias de Melgaço n.º 1009, de 20/1/1952: (...)

  

LARANJEIRA, Nestor Jofre. Filho de Justino Fernandes Laranjeira e de Carolina Marques de Morais, moradores em Melgaço. N.p. de Helena Fernandes Laranjeira; n.m. de João da Cunha Morais e de Rosa Marques. Nasceu na Vila a 17/3/1927 e foi batizado na igreja de SMP a 9/10/1930. Padrinhos: António José Amaral, sargento da Guarda-Fiscal, casado, e Ludovina Gonçalves, solteira, da Vila. 

 

LARES

 

LARES, Afonso. Filho de -------------- Lares e de ------------------------------. Nasceu em -------, a --/--/1---. // Foi chefe da secretaria judicial em Melgaço (NM 248, de 14/10/1934). // Casou com Maria Helena, filha do Dr. Manuel Fernandes Pinto e de Ludovina Amélia da Rocha Gonçalves. // Em 1934 morreu seu pai (NM 237, de 24/6/1934). // No final desse ano foi transferido para a Secretaria Judicial de Tondela (NM 257, de 6/1/1935). // Em 1936 já era chefe de secção do tribunal daquela comarca de Tondela (NM 324). // Em 1993 a sua esposa residia em Lisboa – costumava visitar Melgaço com a família.  

 

LARES, Maria Manuela. Filha de Afonso Lares e de Maria Helena da Rocha Fernandes Pinto. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1938 (NM 417). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1543, de 31/1/1965: «Com o engenheiro Francisco de Lemos Rebelo Pinto, celebrou-se em Lisboa o casamento de Maria Helena (!), filha de Maria Helena da Rocha Fernandes, casada com Afonso Lares. Ao venturoso par, que passou a lua-de-mel em excursão pelo país, desejamos as maiores felicidades.»   

 

LARROUQUER

 

LARROUQUER, José Augusto. Filho de Pedro Larrouquer e de Leocádia Gonçalves, padeiros na Vila de Melgaço. N.p. de Francisco Larrouquer e de Joana Listrade, naturais da paróquia de Santa Madalena de Lanes, Departamente de Sandes (ou Pandes), França; n.m. de Romão Gonçalez e de Catarina Andia (ou Analia), do bispado de Pamplona, província de Navarra. Nasceu a 12/11/1867 e foi batizado a 8/12/1867. Padrinhos: José Albano Nunes de Almeida, solteiro, da Vila de Melgaço, e Júlia de Magalhães, solteira, da Vila de Valença.

 

LAS CASAS

 

LAS CASAS, Elmino Amando. Filho de José Ferreira Las Casas, de Miragaia, Porto, e da sua 2.ª esposa, Maria Julieta dos Santos Lima, de Melgaço, onde habitavam. N.p. de José Ferreira Las Casas e de Maria Rosa; n.m. de Vitorino dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves. Nasceu na Calçada, Vila, a 4/10/1909, e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Ferreira Las Casas (Junior), solteiro, proprietário, e Maria de Nazaré Esteves dos Santos Lima, viúva, proprietária. // A 12/7/1918 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de ótimo; tinha por professora Ana Cândida de Magalhães (JM 1216, de 27/7/1918). // Morreu em Agosto de 1920, em Monção, em casa de Camila Pedreira, vitimado pela disenteria. «Muito vivo, muito inteligente, era ele o enlevo de seus carinhosos pais e a admiração de todos os que o conheciam e que ele cativava com os seus modos afáveis» (JM 1303, de 29/8/1920).    

LAS CASAS, José. Filho de ---------- Las Casas e de ---------- Ferreira. Nasceu em -----------, a --/--/18--. // Casou com Maria Rosa, do Porto, filha de José Monarca e de Matilde da Silva, falecida na sua casa da Vila de Melgaço a 29/9/1919, com 74 anos de idade, no estado de viúva (ver JM 1265, 5/10/1919). // Além dos filhos do casamento, dizem que também foi pai de uma filha ilegítima. 

 

LAS CASAS, José. Filho de José Ferreira Las Casas e de Maria Rosa da Silva Monarca. Nasceu no Porto a --/--/1873. // Casou em primeiras núpcias com Arminda Pinto de Carvalho, de quem se divorciou (*). // Deve ter vindo para Melgaço ainda jovem. // Em 1898 já cá se encontrava. Nesse ano lançou a ideia da criação dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, concretizando-se esse sonho apenas em 1927. // A 23/11/1902 entrou em Melgaço de automóvel – o 1.º a fazê-lo! // Era vice-cônsul do Brasil na Vila de Melgaço quando casou na igreja de Alvaredo, em segundas núpcias, a 16/6/1907, com Julieta Augusta, de 17 anos de idade, natural da Vila de Melgaço, filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima (**) e de Maria de Nazaré Esteves. // Nesse ano de 1907 foi nomeado administrador do concelho de Melgaço, tomando posse a 7/8/1907. Pediu a exoneração do cargo no ano seguinte, sendo substituído pelo médico, Dr. António Pereira de Sousa, que tomou posse a 10/3/1908. Na qualidade de administrador fez publicar um edital que ainda em nossos dias seria útil a sua aplicação: «Faz saber: 1.º - Que é proibido a qualquer pessoa, isoladamente ou em grupos, de dia ou de noite, percorrer as ruas e lugares públicos com vozearias, alaridos, gritos, descantes ou tocatas, de modo que seja perturbada a ordem pública e o sossego dos habitantes, ou que alguém seja ofendido ou provocado por palavras e acções. § 1.º - É expressamente proibido proferir-se palavras obscenas ou ofensivas da moral pública, embora só sejam ditas por uso ou mau hábito e sem intenção de ofender. § 2.º - As filarmónicas e orquestras poderão percorrer as ruas e tocar dentro das povoações, depois de se declarar à autoridade qual o assunto que se quer celebrar e qual a pessoa que toma a responsabilidade do cumprimento do disposto no art.º 1.º e mediante a respectiva licença daquela autoridade. 2.º - Da mesma sorte é defeso a qualquer indivíduo consentir em sua casa arruído ou barulho que perturbe o descanso dos vizinhos e dê lugar às suas justas declarações (reclamações). 3.º - Os indivíduos que exercerem profissões ou ofícios que possam perturbar o sossego dos vizinhos durante as horas de repouso, não poderão começar o seu trabalho antes de amanhecer nem terminá-lo depois das 11 horas da noite. § Único – são incluídos neste artigo os ensaios de qualquer filarmónica ou orquestra e os aprendizes de qualquer instrumento de metal ou palheta. 4.º - É expressamente proibido aos donos de hospedarias, estalagens e casas de jogo lícito estabelecer-se sem se munirem de prévia licença policial. 5.º - Igual licença é necessária para o fabrico, importação, venda ou uso de armas de fogo ou brancas. 6.º - É também do mesmo modo proibido aos donos de casa de jogo lícito, loja ou armazém de bebidas, botequins, Café e semelhantes, conservar a porta aberta ou dentro dela consentir fregueses depois da hora de recolher, sem licença especial, e aqueles que a obtiverem deverão fechá-las às 11 horas no inverno e meia-noite no verão. 7.º - Estas licenças serão passadas pela administração do concelho. 8.º - As pessoas que transgredirem as disposições do presente edital serão autuadas e entregues ao poder judicial para serem punidas segundo os artigos aplicáveis no código penal e quando este não prevenir o caso com as que são impostas aos desobedientes aos mandados legítimos da autoridade. Melgaço, 17/8/1907. // Não sei se o administrador seguinte revogou esse edital ou se o manteve em vigor. // Foi escrivão de direito em Melgaço, de cujo cargo tomou posse a 12/9/1910, e também na Boa Hora, Lisboa. // No dia 23/11/1910 ofereceu à Câmara Municipal de Melgaço um candeeiro de dois braços, que seria depois colocado ao centro da Praça da República. // Em sessão camarária de 31/7/1912 foi autorizado o pagamento de 2$690 réis, proveniente de uma certidão por ele passada, no recurso do ex-secretário da Câmara. // Foi diretor e proprietário do semanário “Melgacense”. // A 29/3/1913, sábado, o arrematante dos impostos, José Maria Durães, apreendeu perto de Galvão 180 kg de bacalhau e 200 kg de açúcar grosso, que vinham na carroça guiada pelo cocheiro Filipe, o qual não disse a quem se destinavam; então o arrematante mandou tudo para a Câmara; algum tempo depois apresentou-se a reclamar os géneros este José Ferreira Las Casas, escrivão do 1.º ofício, dizendo pertencerem a sua mãe, que os mandara vir para seu consumo. Em sessão da Câmara Municipal de 2/4/1913 decidiu-se que esses géneros fossem entregues à dita senhora (Correio de Melgaço n.º 44). // Em 1919 era escrivão de direito no tribunal da Boa Hora, Lisboa; nesse ano esteve em Melgaço em virtude de sua mãe ter aqui falecido (JM 1265, de 5/10/1919). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 29, de 8/9/1929: «Vindo de África, encontra-se nesta vila, de visita à sua família, o senhor José Ferreira Las Casas, escrivão de Direito naquela colónia.» // Em 1938 veio visitar Melgaço, acompanhado da esposa; vinham de uma ex-colónia africana. // Morreu em Lisboa a 17 de Dezembro de 1941, mas os seus restos mortais jazem no cemitério municipal de Melgaço. // Deixou viúva e filhos. // (ver JM 688; JM 695; JM 701; JM 724, de 5/3/1908; JM 736; “O Minho”, de Viana, 1908; NM 414, de 1938; e NM 567, de 21/12/1941). /// (*) No assento do seu segundo casamento diz-se que ele era viúvo, o que não corresponde à verdade. /// (**) Morreu antes do matrimónio da filha.

 

LAS CASAS, José. Filho de José Ferreira Las Casas e de sua primeira esposa, Arminda Pinto de Carvalho. Nasceu em Cedofeita, Porto, a --/--/1893. // Quando seu pai se separou da sua mãe ele ficou, por decisão do tribunal, com a progenitora, mas com a condição dela não sair do reino; ela, porém, não respeitou essa decisão, fugindo com a criança para o Rio de Janeiro, Brasil. Consta que devido a várias adversidades, a criança ficou praticamente abandonada. Alguém avisou o pai da situação e ele logo que pôde foi ao Brasil buscar o filho, encontrando-o a distribuir mercadorias pelas mercearias! Trouxe-o imediatamente com ele para Melgaço. // Aqui fez o exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira a 15/7/1907, obtendo um ótimo. No ano seguinte, 1908, fez exame do 2.º grau no Porto, conseguindo uma distinção. // Morreu em Melgaço a 22/10/1918, no estado de solteiro, vitimado pela terrível epidemia bronco pneumónica, que grassou com violência nesse Outono de 1918 (Jornal de Melgaço n.º 1227, de 22/11/1918). Era então noivo de Júlia Cândida, filha de Justiniano António Esteves. // (ver ainda “Jornal de Melgaço” n.º 718, de 23/1/1908, Jornal de Melgaço n.º 748, e “O Minho”, de 11/1/1908, números 250 e 251).    

 

LAS CASAS, Maria Celínia. Filha de José Ferreira Las Casas, proprietário, natural da freguesia de São Pedro de Miragaia, Porto, e da sua 2.ª esposa, Maria Julieta dos Santos Lima, proprietária, de SMP. N.p. de José Ferreira Las Casas e de Maria Rosa da Silva Monarca; n.m. de Vitorino dos Santos Lima e de Ana Maria de Nazaré Esteves. Nasceu na Calçada, Vila, a 8/6/1908, e foi batizada na igreja de SMP a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. Augusto César Ribeiro Lima, casado, Conservador do Registo Predial, e Maria Rosa da Silva Monarca, proprietária, viúva, avó paterna da neófita. // Casou na 7.ª Conservatória de Lisboa a 21/6/1935 com o eng.º Júlio José Neto Marques, natural da freguesia de Santiago, Lisboa. // Enviuvou a 10 de Novembro de 1983. // Ela faleceu a 6/6/2005 na freguesia de São Domingos de Rana, concelho de Cascais, quase com 97 anos de idade.    

 

LAS CASAS, Maria Escolástica. Filha de José Ferreira Las Casas, de São Pedro da Cova, Gondomar, e de Maria Rosa da Silva Monarca, da Senhora da Vitória, Porto. Nasceu na dita freguesia da Senhora da Vitória a --/--/1881. // Casou a 31/5/1897 com o Dr. Augusto César, filho de Carlos João Ribeiro Lima e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, naturais de Melgaço. // Faleceu em SMP a 27/12/1898, sem sacramentos, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal. // Em 1917 foi rezada na capela da Misericórdia uma missa por sua alma, e distribuídas a oito mulheres uma camisa de dormir, em cumprimento de um legado por ela deixado (Jornal de Melgaço n.º 1188, de 22/12/1917). // O seu viúvo casou em segundas núpcias com Maria Carolina Pires, natural de Paços.

 

LEBRE

 

LEBRE, José Fonseca. // Tenente de infantaria. // Em 1908 veio de Miranda do Douro para Melgaço como comandante da Guarda-Fiscal. // (JM 731).

  

LEITÃO

 

LEITÃO, António Maria. Filho de Maria Manuela Leitão, lavradeira, viúva de João Ribeiro. Neto materno de Francisco Lopes e de Teresa Simões, de Cecrinhos, Tui. Nasceu no Louridal, SMP, a 13/10/1867, e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: António Baleixo, casado, sapateiro, e Adelaide Alves, solteira, costureira, todos da Vila.

 

LEITÃO, Gil Gonçalves (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1589 a 1593. Foi por sua iniciativa, e com algum dinheiro do seu bolso, que se colocou o relógio na torre de menagem. // (OJM, de ACE, p. 47). 

 

LEITÃO, Luís. // Casou com Maria Pacheco. // Foi colaborador assíduo do “Notícias de Melgaço”. // Enviuvou em 1936. // Morreu em Lisboa no ano de 1940. // (ver NM 337). 

 

LEITÃO, Manuel António. // Era natural de Basto. // Morou na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, e foi irmão da Confraria das Almas. // Faleceu pobre, a 24/1/1825. 

 

LEITÃO, Pedro. Filho de Joaquim António Vieira Leitão e de Maria Manuela Ferreira de Araújo Leitão. Neto paterno de Joaquim dos Santos Leitão e de Eleusina Soledade das Dores Vieira; neto materno de José dos Santos Leitão e de Manuela Ferreira de Araújo (*). Nasceu em Lobito, Angola, a 16/12/1955. Veio para Braga com os pais ainda era criança. // Na sua juventude foi simpatizante do MRPP, movimento político dirigido pelo Dr. Arnaldo de Matos, que tinha como objetivo derrubar o regime corporativista de Salazar e Marcelo Caetano. // Fez alguns estudos, curso liceal, no Liceu Sá de Miranda, Braga, e foi admitido a 1/7/1974 como jornalista no Correio de Minho, depois no “Jornal de Notícias” (também colaborou no “Público”, no “Crime”, e no Alto Minho, na revista SIM, entre outras publicações). // Devido a divergências que surgiram no Jornal de Notícias, obrigando os seus responsáveis a reestruturações internas, chegou a um acordo com a administração, afastando-se definitivamente, recebendo em troca uma indemnização. // Em 2004 funda o jornal “Fronteira Notícias”, que tratava vários temas relacionados com alguns concelhos do Alto Minho (entre eles o de Melgaço) e da Galiza. // Possuía uma cultura vasta, sobretudo na área das ciências humanas, e uma inteligência viva e atuante. A prová-lo está a qualidade do jornal «Fronteira Notícias» – quase sozinho, apenas com a ajuda técnica dos filhos, Sérgio e Pedro, e de meia dúzia de colaboradores, apresentava todos os meses ao público um jornal excelente, igual, ou talvez melhor, do que alguns jornais de âmbito nacional. // Morreu a 28/3/2016, devido a grave doença, talvez provocada pelo excesso de consumo de tabaco. // Era casado com Ana do Sameiro Gomes Ferreira, natural de Braga, nascida por volta de 1957. /// (*) Esta senhora era filha de Domingos Ferreira de Araújo, formado em Farmácia no Porto, e de Maria de Sousa Viana. Ela, Manuela (ou Madalena), natural da vila de Melgaço, conheceu o seu marido quando ele foi para as Termas do Peso passar alguns dias.   

  

LEITE

 

LEITE, António Pedro Xavier Oliveira Barros (Dr.) // Foi juiz de direito na comarca de Melgaço. // Teve licença por 30 dias (D.G. n. 205, de 12/9/1882). // Teve mais 30 dias de licença (D.G. n.º 228, de 7/10/1884). // A seguir foi juiz de direito em Castelo Branco. // Faleceu a 12/4/1891, era domingo, em Moledo, Caminha, já aposentado (Valenciano n.º 1140, de 16/4/1891).

 

LEITE, Félix. Filho de Maria Bernarda Gomes Leite, solteira, moradora no Campo da Feira. N.m. de Jerónimo Gomes Leite, da Vila de Melgaço, e de Ana Gonçalves, de Santiago de Parada, Tui. Nasceu a 21/12/1782 e foi batizado na igreja de SMP dois dias depois. Padrinho: Dr. Felipe José Fradique, médico do partido, a exercer na Vila de Melgaço. Testemunha: padre MJG.

 

LEITE, João José. Filho de Manuel Luís Gomes Leite, do Campo da Feira de Dentro, Vila, e de Ana Maria do Souto, de Prado, moradores no lugar da Corga. N.p. de Jerónimo Gomes Leite, melgacense, e de Ana Gonçalves, de Barreiro, Parada, Tui; n.m. de Maria Antónia do Souto, solteira, de Carvalheda, Santa Cruz de Covelo, Tui. Nasceu a 23/1/1788 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Dr. João Pedro de Sales Ribeiro (representado po Jerónimo José Gomes de Magalhães), e Teresa…    

 

LEITE, José (Padre). // Nasceu na Vila de Melgaço no século XVII. // Faleceu em Braga a 28/3/1724. 

 

LEITE, José Narciso. Filho de Manuel Luís Gomes Leite, da Vila, e de Ana Maria do Souto, de Prado, moradores no lugar da Corga, freguesia da Vila. N.p. de Jerónimo Gomes Leite, melgacense, e de Ana Gonçalves, do lugar do Barreiro, Parada, Tui; n.m. de Maria Antónia do Souto, solteira, de Carvalheda, Santa Cruz de Cubelo, Tui. Nasceu na Vila a 12/8/1790 e foi batizado na igreja de SMP a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos João de Araújo e Azevedo e Teresa de Araújo e Azevedo, melgacenses.  

 

LEITE, Luís (Padre). // Em 1645 era provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Também foi pároco de Rouças. // Parece que era tio do padre José Leite. 

 

LEITE, Manuel Luís. Filho de Jerónimo Gomes Leite, melgacense, e de Ana Gonçalves, galega. // Morou no lugar da Corga, Vila de Melgaço. // Faleceu a 18/9/1825, casado com Ana Maria do Souto.

 

LEITE, Maria Bernarda. Filha de Jerónimo Gomes Leite e de Ana Gonçalves, moradores no Campo da Feira, Vila. N.p. de Domingos Rodrigues e de Isabel Esteves, residentes que foram no Campo da Feira; n.m. de Pedro Gonçalves e de -------- Branca, do lugar de Barreiros, freguesia de Parada, bispado de Tui. Nasceu na Vila a 1/5/1760 e foi batizada na igreja de SMP a 5 desse mês e ano. Padrinhos: padre Bernardo de Araújo e Inácia, solteira, filha de Domingos Tomaz Pereira e de Sebastiana da Costa, todos do Campo da Feira.

 

LEITE, Maria Rosa. Filha de Manuel Luís Gomes Leite, da Vila, e de Ana Maria do Souto, de Prado. N.p. de Jerónimo Gomes Leite, melgacense, e de Ana Gonçalves, galega; n.m. de Maria Antónia do Souto, solteira, de Carvalheda, Santa Cruz de Covelo, Tui. Nasceu a 23/8/1785 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Francisco António Pereira da Gama e Rosa Maria Pereira da Gama, ambos da Vila. Testemunhas: padre Inácio Luís Pinheiro de Castro, pároco de Riba de Mouro, e o padre Joaquim Daniel Torres Salgado.    

 

LEIVA

 

LEIVA, Manuel José. Filho de António José de Leiva e de Ana de Matos, naturais da freguesia de Santa Maria da Sé. N.p. de Bento de Leiva e de Benta Maria; n.m. de Manuel José de Matos e de Maria Antónia, todos da Sé. Nasceu a 3/2/1824 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Jerónimo José Rodrigues, da Calçada, tocando como madrinha Matias Fernandes, do lugar da Corga, Vila. 

 

LEMOS

 

LEMOS, Augusta da Conceição. Filha de Germano Augusto Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes. Nasceu na vila de Melgaço a --/--/1932 (NM 141, de 28/2/1932).

 

LEMOS, Augusto. Filho de Germano Augusto Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes, castrejos, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Ermelinda Domingues. // Emigrou para França. 

 

LEMOS, Aurora de Nazaré. Filha de Germano Augusto Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes, castrejos. Nasceu na Vila a --/--/1927. // Em 1938 fez exame na escola da Vila do ensino primário, com a professora Emília Cândida de Magalhães, ficando aprovada (Notícias de Melgaço n.º 409). // Casou na Vila a 18/5/1950 com Manuel Martins Moreira, guarda-fios dos CTT. Padrinhos do noivo: Joaquim Carvalho Tinoco, chefe dos CTT em Melgaço, e esposa. Padrinhos da noiva: Abílio Alves e Maria Teresa Alves (Carabeis). // Com geração.     

 

LEMOS, Braz. Filho de João de Lemos e de Maria Ramos Pereira. Nasceu na freguesia de Afife, concelho de Viana do Castelo, a 20/4/1866. // Foi soldado da Guarda-Fiscal em Castro Laboreiro, concelho de Melgaço. // Casou com Maria José Gonçalves, nascida em Castro Laboreiro a 5/6/1864, filha de Francisco Gonçalves e de Maria Teresa Domingues. // Morou também na freguesia de Cousso. // Morreu no lugar da Assadura, SMP, a 20/2/1953, com oitenta e sete anos de idade. // Pai de Adelino Augusto (morreu em França); de Angelina; de Francisco Maria (morreu no Brasil); de Germano Augusto; e de Maria Joaquina (ver em Castro Laboreiro, no apelido Lemos). // Na fotografia, é o mais idoso; o miúdo, é o neto Carlos.


LEMOS, Carlos (Dr.) Filho de Angelina Pereira de Lemos, solteira, doméstica, natural do lugar do Ribeiro, Castro Laboreiro, domiciliada no lugar da Assadura, Vila de Melgaço, e de (o seu pai era guarda-fiscal; chamava-se Domingos de Almeida e morava em Paços, Melgaço, mas nascera no Sabugal; casou com Rufina Rosa Veloso, nascida em Paços, Melgaço). Neto materno de Braz Pereira de Lemos e de Maria José Gonçalves. Nasceu na Assadura, Vila, a 29/8/1926. // Após o nascimento a sua mãe levou-o para Cousso, onde moravam os avós maternos da criança. // Frequentou a escola primária de Cousso e ali fez o exame da 3.ª classe. Em um certame catequístico que se realizou em 1935 obteve 16 valores (NM 291). // Com cerca de doze anos de idade trabalhou em uma pequena loja aberta pelo padre José Marques, nascido em Rouças em 1907, pároco de Cubalhão, a fim de fornecer produtos, sobretudo alimentares, aos trabalhadores da estrada que então se andava a construir para Castro Laboreiro. // Depois foi empregado no Café de Hilário Alves Gonçalves. // A seguir trabalhou em Monção, onde foi empregado no Bar Mané, e dali partiu para Lisboa. // Na capital do país permaneceu algum tempo, mas dali transferiu-se para as minas de volfrâmio da Panasqueira, perto do Fundão, onde trabalhava a sua mãe. Exerceu a sua atividade na secção de topografia, ajudando o engenheiro. As minas encerraram e ele voltou a Lisboa. Na Panasqueira conheceu um engenheiro, Segismundo de Castelo Branco, que o recomendou ao engenheiro Krus Abecassis, o qual lhe arranjou emprego na secção de serviços marítimos, em uma brigada de portos, que fazia estudos na baía de Cascais até ao Bugio. // Depois da 4.ª classe, concluída anos mais tarde, com 19 anos de idade, foi transferido para a Póvoa de Varzim, onde permaneceu uns anos; foi nessa vila que começou a assinar o Notícias de Melgaço (ver NM 911, de 18/9/1949). O 1.º e o 2.º ciclo, completou-os na Póvoa, ficando assim com o 5.º ano do liceu. Essas habilitações literárias permitiram-lhe ser integrado na Direção Geral dos Serviços Hidráulicos, como ajudante de topógrafo. Esses esforços deixaram marcas profundas, pois algum tempo depois apanhou uma pneumonia que o ia matando; salvou-se graças à penicilina. // Da Póvoa de Varzim mudou-se para a Figueira da Foz, e dali partiu para Vila Real de Santo António. Daqui foi transferido para Aveiro. // Emigrou para África, Limpopo, Moçambique, em Abril de 1953, um mês depois da morte de seu avô materno, como topógrafo de 1.ª classe, graças ao engenheiro Trigo de Morais, onde fez o 3.º ciclo (7.º ano do liceu). Na cidade de Natal, África do Sul, fez uma licenciatura em Ciências Sociais. Antes trabalhara como topógrafo «para investigação das costas marítimas portuguesas», exercendo essa profissão também em Timor. Antes de embarcar para Timor, em 1960, veio a Portugal tomar posse do cargo; nesse ano passou o natal na Gave, em casa de seu irmão António, onde se encontrava também a sua mãe Angelina. // É cônsul honorário de Portugal em Melbourne, Austrália, desde Maio de 1988, devido a ter criado em 1971 esse mesmo consulado, a funcionar no rés-do-chão da sua própria residência. // Casou por procuração a 24/1/1961 com Marion Molly Murray, de 23 anos de idade, natural de Durkan, África do Sul, filha de Archibald Murray, farmacêutico, e de Doris Norton, doméstica, quando ele trabalhava como topógrafo no concelho de Díli, Timor. A noiva era mestre em Psicologia, tendo feito o doutoramento na Austrália, graças a uma bolsa de estudo; estudava o comportamento dos zulus na África do Sul e os aborígenes da Austrália. // Em 1971 nasceu o seu filho Rui Carlos (*); a Ana Paula já nascera três anos antes. // No livro, página 219, lê-se: «De Paris seguimos para Tours, onde passamos uns dias com o sobrinho António e família, que tem filhos com a idade dos nossos. Continuamos depois para Portugal, onde ficamos quase um mês. Era verão, gozamos as praias e visitamos a família, amigos e lugares, tendo também como objetivo mostrar aos filhos a origem do pai e onde viveu a infância.» Isto aconteceu em 1979. // A 23/5/2002, o então presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, condecorou-o com a comenda da Ordem de Mérito. // No ano de 2016 publicou um livro: «História de Uma Vida». // Aceita a tese de que a Austrália foi descoberta por um português, Cristóvão de Mendonça. // Tem uma rua com o seu nome em Warrnambool. // Em Outubro de 2017 veio passar uns dias a Braga; instalou-se no antigo Hotel Turismo. A Câmara Municipal entregou-lhe uma medalha. // Na primavera de 2018 voltou a Braga, onde esteve uns dias. // Em Novembro de 2022 regressou a Braga, juntamente com a esposa, e a Melgaço, a fim de visitar parentes e amigos. Com quase cem anos de idade ainda consegue movimentar-se, embora com dificuldade, e apoiado a uma forte bengala. /// (*) O Rui Carlos, advogado, morreu em 2017 ou em 2018 (ver A Voz de Melgaço n.º 1417, de 1/6/2018, página 22).     

  

LEMOS, Domingos José da Mota (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço entre 1771 e 1777. // Apadrinhou Ana Joaquina, filha de Matias de Sousa e Castro e de Maria Sebastiana Sarmento, fidalgos de Galvão, batizada na igreja de Prado a 17/7/1771. A madrinha foi Clemência Rita Sousa Gama, da Casa da Serra. 

 

LEMOS, Júlio. Filho de José Viriato dos Reis Lemos e de Maria Rosa Braga Lemos, de Refojos, Ponte de Lima. // Nasceu nesse concelho a 7/9/1878. // Estudou em Viana, onde foi redator do jornal Aurora do Lima durante os anos de 1897 e 1898. // Em 1898 e 1899 frequentou o Seminário Diocesano de Braga. // Foi secretário da Câmara Municipal de Coura em 1901, desempenhando as mesmas funções na Câmara Municipal de Melgaço, onde se manteve até 1910, pois no ano seguinte já trabalhava na Câmara de Viana. // Era casado com Licínia do Carmo Dantas Pereira de Almeida, vianense. // Foi um escritor razoável. É nessa qualidade que em 1908 é visitado em Melgaço pelo grande ensaísta Óscar de Pratt «apreciado escritor lisbonense», segundo o Jornal de Melgaço n.º 752 «que na literatura tem firmado um nome querido sob a rubrica de Gil Moreno.» // Foi ele (s.e.) o fundador do Instituto Histórico do Minho. // Faleceu em Viana do Castelo a 2/2/1960, na casa 110 da Rua da Bandeira, freguesia de Santa Maria Maior, devido a hipertensão. // Na ficção é autor de “Campesinas” e de “Ares da Montanha”, entre outras obras.

 

LEMOS, Maria Amélia. Filha de Germano Augusto Pereira de Lemos e de Ana Maria Fernandes, naturais de Castro Laboreiro, residentes na Vila de Melgaço. N.p. de Braz Pereira de Lemos e de Maria José Gonçalves; n.m. de Domingos Fernandes e de Isabel Conde. Nasceu na vila a 4/2/1924 e foi batizada na igreja de SMP a 2 de Março desse ano. Padrinhos: José Bento Domingues, casado, proprietário, da Quinta de São Julião (representado por António Luís Fernandes, casado, comerciante, de São Paio, morador na Vila) e Delfina Fernandes, casada, lavradeira, de Castro Laboreiro, residente na Vila de Melgaço. // Casou com Francisco Nazário Cardoso, natural de Rouças. // Com geração.  

 

LEMOS, Olinda da Ascensão. Filha de Germano Augusto Pereira de Lemos, pedreiro, e de Ana Maria Fernandes, lavradeira, castrejos, moradores em São Julião, SMP. N.p. de Braz Pereira de Lemos e de Maria José Gonçalves; n.m. de Domingos Fernandes e de Isabel Conde. Nasceu na Vila a 10/5/1922 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós paternos. // Casou a --/--/194- com Abel Júlio Alves de Melo, soldado da Guarda-Fiscal, nascido na Vila a 15/4/1916. // Estiveram em Cevide e noutros postos da Guarda-Fiscal, mas depois fixaram residência em São Julião. // Enviuvou a --/12/1995. // Mãe de Manuel Augusto (1944-1947); e de Augusto (nasceu a 3/10/1947 e casou com Cândida Suzi, brasileira descendente de melgacenses). // Avó de Nuno Augusto (nasceu em 1977).

 

LEMOS, Rosa. Filha de --------- de Lemos e de ---------- Domingues. Nasceu em --------, a --/--/19--. // Faleceu nas Carvalhiças a --/12/1999 ou a --/1/2000. // (VM 1130).      

 

LEMOS, Sebastião de Castro. // Foi alcaide-mor em Melgaço no século XVIII. // Faleceu entre 1785 e 1791. // De acordo com uma carta dirigida pela Casa de Bragança ao juiz de fora de Melgaço, Dr. António José Pinto da Rocha, o castelo, à morte do alcaide dito, estava em ruínas. // (OJM, de ACE, p. 81).

 

LIMA

 

LIMA, Adélia Augusta. Filha de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, moradores no Campo da Feira de Fora, Vila. Neta paterna de António Correia dos Santos e de Joana Maria dos Santos, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azemeis; neta materna de Matias Gonçalves e de Clara da Rocha, de Melgaço. Nasceu na Vila, SMP, a 3/7/1859, e foi batizada pelo padre Caetano Celestino Soares, de Galvão, a onze desse mês e ano. Padrinhos: José Duarte da Silva e Melo, delegado do Procurador Régio, e sua irmã, Delfina Augusta da Silva e Melo.

 

LIMA, Aida. Filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves, proprietários, moradores no Largo da Baixa, SMP. Neta paterna de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves; neta materna de Manuel José Esteves e de Maria Rita Alves. Nasceu a 30/12/1895 e foi batizada a 16/1/1896. Padrinhos: José Ferreira Las Casas, casado, proprietário, e Maria Escolástica Las Casas, solteira. // A 4/5/1907 foi madrinha de Aida Leonor de Barros, nascida em Rouças a 27 de Abril desse ano. // Casou na CRCM a 10/4/1913 com João da Cunha Marques Morais, padeiro, de 23 anos de idade, da Vila de Monção, filho de João da Cunha Morais, negociante, e da sua 1.ª esposa, Rosa Joaquina Marques. No dia seguinte realizou-se o acto religioso, tendo por padrinhos a mãe da noiva e o irmão do noivo, Pedro Marques de Morais, empregado comercial em Monção (Correio de Melgaço n.º 45, de 13/4/1913). // Tiveram um forno de pão no Rio do Porto, Rouças. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 102, de 22/3/1931: «Edital. Manuel Jacinto Eloi Moniz Junior, engenheiro chefe da 1.º circunscrição industrial: (...) // O casal gerou dezanove filhos, alguns dos quais morreram ainda crianças. O mais novo, Procópio (Pi), nasceu em 1938. // O seu marido morreu em Paranhos, Porto, a 15/1/1964. // Ela finou-se na Vila de Melgaço a 18/1/1980.

 

LIMA, Alberto. Filho de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves, negociantes e proprietários, moradores no Largo da Baixa, Vila. N.p. de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves; n.m. de Manuel José Esteves (Melgaço) e de Maria Rita Alves. Nasceu a 13/4/1894 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: a avó materna do batizando, viúva, e o Dr. António Pereira de Sousa, médico, solteiro. // Em 1913 for mordido por um cão hidrófobo, pelo que teve de ir para Lisboa; com ele foram António dos Santos Lima, Adelina Isaura Marinho, Manuel Lourenço, e Manuel Gomes, também mordidos (Correio de Melgaço n.º 47, de 27/4/1913). // Nesse ano de 1913 embarcou em Leixões no vapor “Hilary”, rumo a Pará, Brasil (Correio de Melgaço n.º 65, de 7/9/1913). // No ano seguinte já estava de regresso (Correio de Melgaço n.º 121, de 20/10/1914). // Em sessão da Câmara de 5/6/1918 o vogal António Xavier de Figueiredo e Castro propôs a sua demissão de fiscal do matadouro municipal «por incompetente para exercer aquele lugar e porque a sua nomeação não tinha sido efectiva.» A sua proposta foi aprovada, pelo que o Alberto teve de ceder o seu lugar a Manuel da Silva Almeida, caiador. No entanto, lê-se no Jornal de Melgaço n.º 1210, de 15/6/1918: «na sessão de 12 do corrente em retificação àquelas propostas, demitiram, não Alberto dos Santos Lima, que não exercia aquele lugar de fiscal do matadouro, mas João Marques de Morais, que era quem realmente o exercia, e nomearam o referido Manuel da Silva Almeida.» // Casou a 8/2/1920 com Maria Augusta Domingues, de 22 anos de idade, natural de São Paio, filha de Daniel Luís Domingues e de Ana Cândida Cardoso. // Faleceu a 25/5/1928 em Dhess, Aesons, Baixos Pirineus, França. // Deixou dois filhos menores.      

 

LIMA, Albino. Filho de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu em Melgaço a --/--/1923. // Em 1937 fez exame do 2.º grau na escola da Vila de Melgaço, ficando aprovado. // Emigrou para África, onde foi industrial. // Casou no Lobito, Angola, a --/--/1961, com Alexandrina Teixeira Mateus. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1423, de 14/1/1962: «Melgaço ainda tem felizmente quem se interesse pelo desporto local, como o provam as ofertas feitas ao seu clube por dois melgacenses que das longínquas terras de Angola e América do Sul vieram em visita ao torrão natal. Como a direção do Sport Clube Melgacense não deu ao facto o relevo que merecia, daqui informamos os leitores de que pelo senhor Albino de Sousa Lima, funcionário em Lobito, foi oferecido àquele clube um novo equipamento azul branco e pelo senhor José do Nascimento Gonçalves, industrial na Venezuela, a quantia de 1.000$00 para calçado. Desportistas, há-os felizmente; o que falta é uma direção com “sangue na guelra”. // C. // Em 1966 visitou, com a sua esposa, a terra natal (NM 1598, de 5/6/1966). // Deve ter vindo para Portugal depois da independência dessa ex-colónia. // Faleceu em Cascais a --/--/1995, com 72 anos de idade, e foi sepultado no cemitério desse concelho. // (ver Notícias de Melgaço n.º 364 e A Voz de Melgaço n.º 1032).

 

LIMA, Alexandra Maria. Filha de Luís Loureiro de Lima, natural de Braga, e de Maria de Lurdes Dias, de Melgaço. Neta paterna de Francisco Gomes de Lima e de Catarina Gomes, bracarenses; neta materna de Edmundo Dias e de Almira Augusta de Melo, melgacenses. Nasceu a 9/1/1972 (confirmar esta data). // Trabalhou em Melgaço como empregada de balcão e depois emigrou para França. Arranjou lá um namorado negro, do qual ficou grávida. Deu à luz um menino. // Adoeceu gravemente, acabando por morrer em França, com apenas 38 anos de idade; o seu corpo veio para Portugal. Foi sepultada no cemitério municipal da Vila de Melgaço a 4/2/2011. A criança está agora em Melgaço, em casa dos avós maternos.    

 

LIMA, Álvaro Rodrigues. // Fidalgo galego. // Casou com Inês Sotomaior. // Abraçou o partido de Fernando I quando este rei português invadiu a Galiza em Junho de 1369. Perdida a causa de Portugal, refugiou-se no nosso país onde, a 2/7/1371, o Formoso lhe fez mercê da alcaidaria-mor do Castelo de Melgaço, que a manteve até 9/12/1382, data em que lhe sucedeu Vasco Gomes de Abreu. // Pai de Fernão Anes Lima (ver em Fiães).      

 

LIMA, Amadeu Carlos José. Filho de Carlos João Ribeiro [Lima] e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, proprietários. Neto paterno de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues, lavradores; neto materno de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, negociantes no Campo da Feira de Fora, Vila. Nasceu na Vila a 5/6/1875 e foi batizado na igreja de SMP a 3 de Julho desse ano. Padrinhos: São José e a mãe de Jesus, tocando na coroa do santo, por padrinho, Cândido Augusto dos Santos Lima, e pela madrinha Florinda dos Santos Lima, tios maternos do batizando. // Deve ter feito alguns estudos, pois foi escrivão judicial no juízo de direito da comarca (*). // No Jornal de Melgaço n.º 1154, de 7/4/1917, lê-se: «foi exonerado do lugar de escrivão de direito da comarca de Arouca, por não ter tomado posse, o senhor Amadeu…» // Casou a 10/3/1923 com Dominda Augusta de Carvalho, de 37 anos de idade, natural da Orada, Vila, filha de Joaquim de Carvalho e de Maria Rosa Pitães, com quem já vivia há muitos anos. // Faleceu em Paranhos, Porto, a 3/10/1937, onde residia havia muito tempo. // A sua viúva finou-se a --/--/1944 (ou em 25/4/1962 – confirmar). // Com geração. // Nota: foi sua a casa e rocios que depois seriam de Manuel Domingues (Mareco). // (Notícias de Melgaço n.º 372). /// (*) Em 1907 já desempenhava esse cargo

 

LIMA, Anabela do Rosário. Filha de Luís Loureiro de Lima, natural de Braga, e de Maria de Lurdes Dias, de Melgaço. N.p. de Francisco Gomes de Lima e de Catarina Gomes, bracarenses; n.m. de Edmundo Dias e de Almira Augusta de Melo, melgacenses. Nasceu a 3 de Outubro de (19--; confirmar). // É emigrante em França. 

 

LIMA, Angelina. Filha de António Lourenço Lima e de Maria Pereira Lopes. Nasceu em Geraz de Lima, Viana, a --/--/19--. // Veio para Melgaço ainda criança, com seus pais e irmãos. // Partiu para Angola, mas regressou no período da guerra colonial. // Casou em Lisboa. 

 

LIMA, Aniceto Fernando. Filho de -------------- Lima e de -------------- Ribeiro. Nasceu em -------------, a --/--/19--. // Casou com -------------------. // Morou na Rua José Cândido Gomes de Abreu, Vila. // Maria de Fátima Domingues Alves, residente em São Gregório, solteira, maior, outorgara a seu favor, a 12/8/1992, uma procuração, que mais tarde revogaria. // O BNU executou-o pela verba de 2.627.945$00, dando-lhe 20 dias para pagar, senão penhorava os bens hipotecados. // A 19/2/1993 já residia no Largo Rodrigo Sampaio, Esposende, onde tinha um restaurante e o snack-bar “Mananita”. // (VM 1104, de 1/11/1998). 

 

LIMA, António (*). Filho de Faustino Pedroso de Lima (de Famalicão?) e de Custódia Carvalho Duarte (**), natural de Santo André, Vila Nova de Poiares, moradora que foi em Vale de Cambra. Nasceu na freguesia de Casal de Ermio, Lousã, a 18/3/1909. // Passou por Paredes de Coura, onde conheceu a futura esposa, e veio para Melgaço na década de vinte, a vender azeite com um burro. Foi Belchior Herculano da Rocha que o acompanhou nos primeiros tempos pelas freguesias do concelho, até ele adquirir conhecimento dos lugares e clientes. // O negócio corria-lhe bem, as vendas aumentavam, foi enriquecendo paulatinamente; abriu armazém de azeite na Rua Nova de Melo em Novembro de 1929, onde se venderam depois outras mercadorias, tais como gorduras, vinhos, etc. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 39, de 24/11/1929: «Acaba de abrir um armazém de azeite na Rua Nova de Melo, o abaixo-assinado, rogando por isso a todas as pessoas deste concelho não comprem azeite sem primeiro visitar o referido armazém, pois ali encontrarão azeite de superior qualidade, assim como gorduras e sabão aos melhores preços. Desconto aos revendedores.» António Pedroso Lima. // Comprou na Calçada uma boa casa, onde morou com a esposa e filhos. // Casara na Conservatória de Paredes de Coura em 1929 com Maria Noémia (***), filha de Alfredo José da Rocha e de Maria Isaura da Rocha, nascida em Paredes de Coura a 12/11/1909. // Na década de trinta, com a guerra civil de Espanha, as coisas melhoraram para o seu lado. // Em 1937 a “Companhia Portuguesa dos Petróleos Atlantic” requereu licença para instalar um depósito subterrâneo de gasolina – 2000 L – com bomba auto medidora (…) na Rua Teófilo Braga, Vila de Melgaço, (…) no interior da parede do prédio habitado por António Pedroso de Lima. // Foi a partir daí que pôde instalar ao pé do armazém uma bomba de gasolina e lavagem de automóveis. // No Notícias de Melgaço n.º 375, de 7/11/1937, o professor Ribeiro da Silva dedicou uma gazetilha ao seu azeite de Tomar e Castelo Branco, e vinho dos Arcos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 992, de 9/9/1951: «Da adega de António Pedroso de Lima, comerciante desta praça, foram furtados, por meio de chave falsa, seis ou sete presuntos. O larápio, porque o carrego era grande, foi deixando pelo caminho, e ali para os lados de Eiró, num aqueduto que atravessa a estrada ultimamente feita para a quinta daquele nome, deixou ficar escondida parte da carga. Um cão, porém, farejou-a e alapardou-se com um dos presuntos furtados. Foi este novo polícia quem soltou o 1.º grito de alerta, o que levou os curiosos a revistarem o sítio, encontrando ainda dois outros, que já regressaram para casa do dono. Proezas destas são fáceis de fazer, mas quase sempre levam o seu autor a estagiar nas cadeias mais cedo ou mais tarde. Arrepie, pois, caminho o atrevido amigo do alheio, antes que se lhe quebre o cântaro no caminho.» // Morreu no hospital de Viana do Castelo a 1/7/1973, com 65 anos de idade, e foi sepultado no cemitério da Ordem Terceira, Viana. // A sua viúva finou-se na Calçada, Melgaço, a 17/6/1993, com 83 anos de idade, tendo sido sepultada em Viana, também no cemitério da Ordem Terceira. // Irmão de Sebastião Pedroso de Lima. (ver NM 306; NM 358; e VM 989). /// (*) Em Melgaço era conhecido por “Lima Azeiteiro”. /// (**) Essa senhora faleceu em Melgaço a 7/12/1941, com 72 anos de idade, viúva havia já 23 anos. /// (***) Sempre que ficava grávida, por volta dos oito meses ia ter a criança à terra do marido!

 

LIMA, António. Filho de António Lourenço Lima e de Maria Pereira Lopes. Nasceu em Geraz do Lima, Viana, a --/--/19--. // Veio para Melgaço ainda moço, com seus pais e irmãos. // (ver VM 1009, de 15/6/1994, p. 8).

 

LIMA, António. Filho de António Pedroso de Lima, natural da Lousã, e de Maria Noémia da Rocha, natural de Paredes de Coura. N.p. de Faustino Pedroso de Lima e de Custódia Carvalho Duarte; n.m. de Alfredo José da Rocha e de Maria Isaura da Rocha. Nasceu em Casal de Ermio, Lousã, terra natal de seu pai, a 3/12/1931 (*). A mãe trouxe-o algum tempo depois para Melgaço, onde tinham casa e negócios. // Não deve ter feito mais estudos do que a instrução primária. // Foi ele que tomou conta da bomba de gasolina e outros negócios da família. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 989, de 12/8/1951: «Expediente. Foram lidos requerimentos de António da Rocha Lima, desta Vila, pedindo licença para instalar uma bomba de gasolina na rua da Calçada, Vila de Melgaço, conforme croquis que juntou. Deferido.» // Casou com Lisete de Jesus Pinheiro. // Morreu a --/--/2---. // Pai de António, casado com Ana Cristina Ribeiro, natural de Prado. /// (*) Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 93, de 11/1/1931: «Teve há dias a sua delivrance, dando à luz uma robusta criança do sexo masculino a prezada esposa do nosso amigo e assinante, senhor António Pedroso Lima, acreditado comerciante de azeites e gorduras desta vila. As nossas felicitações.» 

 

LIMA, António Abraão Torres. // Nasceu por volta de 1959. // Morreu na vila de Melgaço a --/--/2023, com 64 anos de idade (A Voz de Melgaço de 1/1/2024).

 

LIMA, António Alcindo. Filho de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves, proprietários. Neto paterno de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves; neto materno de Manuel José Esteves e de Maria Rita Alves. Nasceu no Largo da Baixa, Vila, a 14/12/1902 e foi batizado a 15/2/1903. Padrinhos: Dr. António Joaquim Durães e Maria Rosa Las Casas. // Casou a 28/3/1928, com Maria de Nazaré, de 21 anos de idade, natural da freguesia de São Paio, filha de José Joaquim Gomes e de Rosa Joaquina de Caldas, proprietários. // Morou no lugar da Carpinteira. // Agricultor. // A sua esposa faleceu em São Paio a 19/1/1949. // Ele morreu na mesma freguesia a 5/10/1987 (ver a sua geração em São Paio).  

 

LIMA, António José. Filho de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu em -----------------, a --/--/19--. // Foi fiscal do Corpo de Fiscalização Externa dos Tabacos do Porto. // Casou a 19/9/1946 com Maria de Lurdes Vilarinho. // Em 1998 ainda vivia. 

 

LIMA, António José. Filho de Faustino Guimarães Lima e de Maria Elisa de Carvalho. Nasceu na Vila a --/--/195-. // Nos estudos, não deve ter ultrapassado o 9.º ano de escolaridade. Teve uma pequena empresa de venda de pneus e alguns serviços relacionados com o automóvel (Auto Pneus Melgacense – Estação de Serviço e Assistência Pneumática), situada em Santo Cristo, mas acabou por trespassar o negócio. // Casou com Maria Isolete, natural de Penso, filha de Maximiano Domingues e de Isaura Rodrigues. // Divorciou-se em Dezembro de 2006. O casal não tinha geração. Foi para Espanha e em Novembro de 2009 ainda vivia nesse país, tendo por companheira uma brasileira, mãe de três filhos, salvo erro. // Residiu em Braga, casou nessa cidade, aí morreu, deixando descendência.


LIMA, António Lourenço. Filho de António Lourenço Lima e de -------------------------------. Nasceu em Geraz de Lima, Viana do Castelo, a --/--/1---. // Na década de trinta do século XX emigra para França. Recebendo, porém, a notícia de que fora aprovado no concurso que antes fizera para carteiro, pega na trouxa e volta para o seu país. Foi colocado em Melgaço em 1934; tomou posse do cargo de carteiro rural a 23/4/1934 (NM 230, de 22/4/1934), onde trabalhou como distribuidor dos CTT até à sua aposentação. No entanto, lê-se no Notícias de Melgaço n.º 810, de 9/3/1947: «… sendo transferido a seu pedido para Geraz do Lima, na impossibilidade de se despedir pessoalmente de todas as pessoas e amigos, vem faze-lo por este meio…» É possível que tenha desistido da transferência. // Para este concelho trouxe a mulher, Maria Pereira Lopes, e sete filhos: Angelina, António, Armando, José, Manuel, Maria Madalena, e Valdemar. // A sua esposa feleceu em Geraz do Lima a --/3/1952 (Notícias de Melgaço n.º 1018, de 23/3/1952). // Voltou a casar e deste novo casamento nasceu um filho, que foi bancário, e em 2012 era o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1537, de 13/12/1964: (...)  

  

LIMA, António Manuel. Filho de António Lima e de Margarida Gomes, moradores em Pontepedrinha, Vila. Neto paterno de Fabião Gonçalves e de Maria de Lima, de Feitosa, couto de Braga; neto materno de Pedro Gomes e de Antónia Domingues, de São João de Engudes. Nasceu a 10/7/1755 e foi batizado na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: António Manuel (Caetano?) e Caetana Maria Isabel, filhos de Caetano de Abreu Soares e de Caetana Maria Gomes de Abreu, da Vila.

 

LIMA, António Raul. Filho de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves, proprietários. N.p. de João Correia dos Santos Lima, negociante, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azeméis, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, de Melgaço; n.m. de Manuel José Esteves, de Chaviães, e de Maria Rita Alves, da Vila, proprietários. Nasceu no Largo da Baixa, Vila, a 30/9/1892, e foi batizado a 20 de Outubro desse ano. Padrinhos: António Joaquim Durães, casado, bacharel formado em Direito, Conservador da Comarca, e Florinda da Glória dos Santos Lima, solteira, tia do batizando. // Morreu no Largo da Baixa a 14/11/1892.

 

LIMA, Armando. Filho de António Lourenço Lima e de Maria Pereira Lopes. Nasceu em Geraz de Lima a 3/2/19--. // Veio para Melgaço na década de trinta do século XX com seus pais e irmãos. // Nas férias escolares de verão ajudava o pai, quando este – nas suas licenças anuais de carteiro – andava de freguesia em freguesia a colher o sarro das pipas para vender à indústria química. Um dia o rapaz ficou preso dentro de uma pipa, mas lá conseguiu, com muita dificuldade, sair. // Trabalhou na Loja Nova, depois montou um pequeno negócio em Cubalhão, a seguir teve um Café no Peso, deixando-o para, a 1/1/1950, tomar de trespasse a Pensão Minhota, sita na Rua Hermenegildo Solheiro, de Alberto Barros de Sousa, que ia embarcar para África. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 922, de 22/1/1950: «PENSÃO MINHOTA – Pelo nosso estimado assinante, sr. Armando Lourenço Lima, foi tomada por trespasse esta Pensão, pertencente ao sr. Alberto Barros de Sousa, sita no Largo Hermenegildo Solheiro, desta Vila. Montada com higiene e asseio, num dos melhores locais da nossa terra, estamos certos que aquele nosso amigo singrará na vida, motivo por que sinceramente o feliitamos.» // O negócio não lhe deve ter corrido bem, pois no Notícias de Melgaço n.º 951, de 15/10/1950, já aparece um anúncio para a dita pensão ser trespassada: «Trespasse – Por motivo de retirada do seu proprietário, trespassa-se um estabelecimento situado num dos melhores locais desta Vila, e bem afreguesado. Tratar com Armando L. Lima, Pensão Minhota, Melgaço.» // Tomou-a de trespasse, salvo erro, Isaura Nabeiro, esposa de Óscar Marinho. // Emigrou para o Rio de Janeiro, Brasil, em Janeiro de 1951. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 963, de 21/1/1951: «Partiu há dias para o Rio de Janeiro o nosso estimado assinante sr. Armando Lourenço de Lima, que entre nós gozava da melhor simpatia. Ao nosso querido amigo deseja “Notícias de Melgaço” boa viagem e as melhores felicidades.» // Casou nesse país com a professora Élida, natural de Castelo, Estado do Espírito Santo, a 27/7/1957. // Em 1991 residia no Campo Grande, Matogrosso do Sul, e era dono da empresa ”DIMADA – Comércio e Representações, Lda.” Negociava em máquinas e equipamentos para empacotar cereais. // Em 1996 trabalhava na confeção “Plutonic”. // Pai de Maria Lúcia, casada com Valdir Mendonça Ferreira. // Avô de Fabiane (cinco anos em 1991); de Maiara (três anos em 1991); e de Vinícius (nascido a 12/8/1995). //// (VM 940; VM 995; VM 1009; VM 1036; VM 1061).

 

LIMA, Ascendina. Filha de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu em ---------------, a 7/7/19--. // Morou em Viana do Castelo.

 

LIMA, Augusto César (Dr.) Filho de Carlos João Ribeiro [Lima] e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, proprietários, moradores na Rua da Calçada, Vila. Neto paterno de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues; neto materno de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. Nasceu a 31/12/1866 e foi batizado na igreja de SMP a 10/1/867 (já fora sopeado em casa, no dia do seu nascimento, por sua tia materna, Carlota Clara dos Santos Lima). Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e sua esposa, Maria Gertrudes Pereira Gonçalves, moradores em Lisboa, representados pelo avô materno da criança, e tia materna, Teresa de Jesus dos Santos Lima. // Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra a 17/6/1895. // Tinha trinta anos de idade, era solteiro, advogado, quando casou na igreja de SMP a 31/5/1897 com Maria Escolástica, de dezasseis anos de idade (autorizada por sua mãe, viúva), proprietária, nascida e batizada na freguesia da Senhora da Vitória, Porto, moradora em Melgaço, filha de José Ferreira Las Casas, de São Pedro da Cova, Gondomar, e de Maria Rosa da Silva Monarca, de Vitória, Porto. Testemunhas: Vitorino Augusto dos Santos Lima, casado, Ludovina Rosa dos Santos Lima, viúva, e José Ferreira Las Casas, casado, todos proprietários e moradores na Vila. // Em breve ficou viúvo, pois a esposa finou-se dois anos depois do casamento. // Matrimoniou-se em segundas núpcias, a 10/4/1907, com Maria Carolina, de vinte e dois anos de idade, da Vila, filha de Francisco (José) Pires, de Paços, e de Laureana do Carmo Fernandes, da Vila, comerciantes, com loja de mercearia e ferragens na sede do concelho. Testemunhas: Francisco Pires e Teresa dos Santos Lima. // Foi Conservador do Registo Predial; juiz substituto de 1897 a 1900, e de 1902 a 1905; e presidente da Assembleia Geral dos BVM. // Escreveu-se no Notícias de Melgaço n.º 332, de 15/11/1936: «quando novo presidiu às sessões camarárias do burgo e entre os muitos benefícios que a Vila lhe deve desde então avulta o serviço da canalização da água potável.» // Em 1912 fazia parte da Comissão Municipal do Partido Republicano Evolucionista (CM 7). // Nesse ano pediu, e obteve, a demissão do cargo de subdelegado do Procurador da República «que de longa data vem desempenhando com proficiência e dignidade…» (Correio de Melgaço n.º 27, de 8/12/1912). // Foi nomeado júri para as causas-crime no 2.º semestre de 1913 (Correio de Melgaço n.º 56, de 6/7/1913). // Em Janeiro de 1914 foi nomeado de novo subdelegado do Procurador da República em Melgaço (Correio de Melgaço n.º 81, de 4/1/1914). // A 10/5/1914 foi novamente confirmado como presidente da Junta Municipal do Partido Republicano Evolucionista (Correio de Melgaço n.º 100, de 17/5/1914). // Exerceu o cargo de jurado para as causas-crime no 2.º semestre de 1914, juntamente com António Carlos Esteves, António Joaquim Esteves, e Francisco António Esteves (Correio de Melgaço n.º 106, de 7/7/1914). // Faleceu a 6/11/1936. // A sua viúva, Maria Carolina, finou-se a 28/5/1946. // Com geração.

        

LIMA, Beatriz Augusta. Filha de Carlos João Ribeiro [Lima] e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, proprietários, moradores na Rua da Calçada, Vila. N.p. de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues; n.m. de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. Nasceu a 12/6/1870 e foi batizada na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. José Vicente Correia dos Santos Lima e Carlota dos Santos Lima, tios maternos da batizanda. // Casou na dita igreja a 21/5/1889 com o Dr. António Joaquim Durães, de 31 anos de idade, natural de Paços. // Morreu no Campo da Feira, Vila, a 3/2/1894, quase uma miúda. // Deixou um filho, António Augusto, futuro advogado e Governador de Benguela.   

 

LIMA, Beatriz Augusta. Filha do Dr. Augusto César Ribeiro Lima e da sua 2.ª esposa, Maria Carolina Pires. Nasceu na Vila a 1/9/1913 e foi batizada na igreja a 12/4/1914. Padrinhos: José Ferreira Las Casas, casado, escrivão do 1.º ofício da comarca de Melgaço, e Maria Rosa Las Casas, viúva, proprietária. // Casou a 5 ou 15/1/1948, em Vila Verde, com Vasco da Gama Almeida, seu conterrâneo, mais velho do que ela dez anos, viúvo e com filhos, filho de Abel da Graça Almeida e de Umbelina Augusta da Cunha, funcionário da Central de Camionagem, e homem ligado ao teatro amador, cujas peças passavam no Cine Pelicano. // Consta que a família dela não gostou nada deste enlace, pois, segundo eles, representava um retrocesso no prestígio da família. // O seu marido faleceu em 1979. // Mãe de Maria Carolina (Carol).       

 

LIMA, Caetano José. Filho de António de Lima e de Margarida Gomes, moradores na Pontepedrinha. Nasceu a 30/8/1759 e foi batizado na igreja de SMP pelo padre BLM a 3 de Setembro desse ano. Padrinhos: Caetano José de Abreu Soares e Caetana Maria Isabel (representada por seu irmão António Manuel Caetano), filhos de Caetano de Abreu Soares e de Caetana Maria…

 

LIMA, Cândido Augusto. Filho de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves (Sá e Sousa), negociantes, moradores no Campo da Feira de Fora. Nasceu a 20/5/1848 e foi batizado na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim da Rocha e sua irmã, Marcelina Rosa da Rocha e Sá, de Ceivães, termo de Valadares. // Lê-se em Melgaço, Sentinela do Alto Minho, II parte, 2.º volume, página 139, quando se fala de correio, ou da irregularidade dele «Esta nova situação continuou até à inauguração da estrada macadamizada entre Monção e Melgaço, pois só nesse momento se estabeleceram as comunicações postais diárias entre as duas vilas. Para isso concorreu o melgacense Cândido Augusto dos Santos Lima, solteiro e comerciante, por estabelecer entre as duas povoações uma carreira diária de ida e volta, carreira convencionalmente associada em 1883 às Companhias de Viação Valenciana.» // Alguém deu a notícia no jornal Valenciano n.º 1686, e 13/9/1896: «… a Augusto Correia dos Santos Lima, foi concedido o exequatur à sua nomeação para vice-consul da Espanha em Melgaço.» // Morreu vitimado pela febre tifoide a 30/10/1898, numa casa da Praça do Comércio, SMP, sem sacramentos, solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério. 

 

LIMA, Carla Maria. Filha de João Adriano Torres Lima e de Maria Clorinda Esteves, talhantes na Vila de Melgaço. Nasceu em ------------, a --/3/1977. // Comerciante, com loja na Vila.

 

LIMA, Carlos. Filho de Dominda Augusta de Carvalho, solteira, doméstica, e de Amadeu Carlos José Ribeiro Lima, solteiro, escrivão de direito, ambos naturais da Vila de Melgaço. Neto paterno de Carlos João Ribeiro Lima e de Ludovina Rosa dos Santos Lima; neto materno de Joaquim de Carvalho (Leitão) e de Maria Rosa Pitães. Nasceu na Vila a 3/3/1915. // Casou na igreja do Carvalhinho, Porto, e na 3.ª Conservatória do Porto, a 9/5/1943, com Angelina Teixeira da Costa Cardoso, natural da freguesia de Massarelos, Porto. // Morreu em Paranhos, Porto, a 13/5/1991. // Nota: foi perfilhado pelo progenitor ainda em 1915, ficando com o nome completo de Carlos de Carvalho Ribeiro Lima; os seus pais casaram na CRCM a 10/5/1923.

 

LIMA, Carlos Francisco. Filho do Dr. Augusto César Ribeiro Lima, Conservador do Registo Predial, e da sua 2.ª esposa, Maria Carolina Pires, proprietária. N.p. de Carlos João Ribeiro Lima e de Ludovina Rosa dos Santos Lima; n.m. de Francisco Pires e de Laureana do Carmo Fernandes. Nasceu na Calçada, Vila, a 15/6/1908, e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Pires, viúvo, negociante, e Florinda da Glória dos Santos Lima, solteira, proprietária. // A 12/7/1918 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de ótimo; era sua professora Ana Cândida de Magalhães. // Em Setembro de 1934 foi nomeado tesoureiro interino da Fazenda Pública em Melgaço; exercia na mesma Repartição o cargo de proposto (NM 246, de 30/9/1934). // Em 1938 foi a Lisboa tomar parte no concurso para tesoureiro da Fazenda Pública; era na altura informador fiscal da Secção de Finanças de Melgaço (NM 419, de 30/10/1938). Ficou apurado, pois teve a categoria de aspirante na Repartição de Finanças de Melgaço até à sua aposentação, salvo erro. // Casou na igreja de SMP a 10/5/1939 com Maria Leonor Durães, de trinta e três anos de idade, filha do Dr. António Joaquim Durães e da sua segunda esposa, Emília de Salete Barros. Moraram em uma casa da Rua Velha; por baixo tinha a sua oficina de latoeiro Frederico Esteves. Contíguo à casa existia uma horta e um pomar. // O casal tinha empregada doméstica. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1582, de 2/1/1966: (NM 1583, de 9/1/1966). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1584, de 23/1/1966: (...) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1586, de 6/2/1966: (...) // Morreu a 28/3/1975. // Sem geração; contudo, adotaram Konrad Schneider, austríaco, que mais tarde casou com Gertrand Schneider; essa adoção deve estar relacionada com a 2.ª guerra mundial. Konrad esteve em Melgaço em 1965, com a esposa, onde passaram uns dias com os pais adotivos. // (ver “Notícias de Melgaço” n.º 419 e Notícias de Melgaço n.º 1560, de 4/7/1965).

 

LIMA, Carlota Clara. Filha de João Correia dos Santos Lima, de Vila Chã, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves de Sá e Sousa, de Melgaço. N.p. de António Correia dos Santos de Joana Maria, de São Pedro de Vila Chã, comarca da Feira; n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha de Sá e Sousa, de Melgaço. Nasceu a 30/11/1835 e foi batizada na igreja de SMP nesse mesmo dia. Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e sua mãe, Clara da Rocha, moradores na Vila, tio e avó maternos da batizanda. // Proprietária. // Faleceu na Praça do Comércio, SMP, a 27/1/1903, com todos os sacramentos, solteira, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal. 

 

LIMA, Damiana Teresa. Filha de Maria Rita Lima (!), solteira, costureira, moradora no lugar da Corga, Vila. Neta materna de Maria Bernarda Pereira (!), solteira, residente no Escuredo, Chaviães. Nasceu a 26/12/1863 e foi batizada na igreja de SMP a 1/2/1864. Madrinha: Clara Francisca Coelho, solteira, lavradora, das Adegas, Rouças.

 

LIMA, Domingos Caetano. Filho de António Lima e de Margarida Gomes, moradores na Pontepedrinha. N.p. de Fabião Gonçalves e de Maria de Lima, de Feitosa, couto da Mitra de Braga; n.m. de Pedro Gonçalves e de Antónia Gomes, de Engudes, Tui. Nasceu a 17/1/1763 e foi batizado na igreja de SMP a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Domingos José da Costa, mercador em Melgaço, e Caetana, filha de Caetano de Abreu Soares, da Vila de Melgaço.

 

LIMA, Eduardo do Nascimento. Filho de -------- Lima e de ------------------------. Nasceu em --------------, a --/--/19--. // Faleceu em Galvão, Vila, a --/--/2000. // (VM 1138).   

 

LIMA, Emília Antónia. Filha do Dr. Augusto César Ribeiro Lima e de Maria Carolina Pires. Nasceu na Vila a --/--/1919 (JM 1242, de 13/4/1919). 

 

LIMA, Emília Perfeita. Filha de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. N.p. de António Correia dos Santos e de Joana Maria, de Vila Chã, Oliveira de Azeméis; n.m. de Matias Gonçalves e de Clara da Rocha. Nasceu a 6/1/1840 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e Maria José Lopes, da Vila. // Casou com Francisco António Esteves, chefe da Guarda-Fiscal em Melgaço.

 

LIMA, Esmália de Nazaré. Filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves, proprietários. Neta paterna de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves; neta materna de Manuel José Esteves e de Maria Rita Alves. Nasceu no Largo da Baixa a 23/8/1900 (ver NM 1606, de 14/8/1966) e foi batizada na igreja de SMP a 10 de Dezembro desse ano. Padrinhos: João Pires Teixeira, solteiro, proprietário, e Maria Rosa Las Casas, viúva, proprietária. // Casou a 27/2/1930 (ver Notícias de Melgaço n.º 52, de 2/3/1930) com o então alferes Manuel José, natural do Porto, filho do general José Domingues Peres e de Petronila [Cândida] Pereira (ver em Chaviães). Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 52, de 2/3/1930: (...) // O seu marido, por razões de índole política, só chegaria a tenente, tendo sido expulso das forças armadas pelo regime corporativista; contudo, foi reintegrado em 1937. Sem grandes hipóteses de emprego, tornou-se solicitador. // Moraram na Praça da República, por cima da loja do “Xinto”. // Enviuvou a 20/4/1964. // Faleceu na Calçada a 17/12/1968, no estado de viúva. // Com geração.    

 

LIMA, Faustino. Filho de Joaquim Pedroso Lima e de Maria José Lopes Guimarães. Nasceu em Famalicão (confirmar) a 6/4/1928. // Veio para Melgaço, talvez na década de quarenta, trabalhar com seu tio, António Pedroso de Lima, da Lousã, e neste concelho minhoto casou a 16/12/1951 com Maria Elisa de Carvalho (Mizinha), nascida em Melgaço a 27/1/1928, ficando a morar no lugar do Carvalho, Vila de Melgaço. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1006, de 25/12/1951: «No passado dia 16 realizou-se na igreja matriz desta vila o enlace matrimonial do nosso amigo senhor Faustino Guimarães Lima, empregado comercial, com a menina Maria de Carvalho. Paraninfaram ao acto por parte do noivo seus tios, senhor António Pedroso de Lima e esposa D. Maria da Rocha Lima, e por parte da noiva o senhor Artur Teixeira e esposa D. Laura Esteves Teixeira. Finda a cerimónia religiosa, foi oferecido pelos padrinhos da noiva aos nubentes, e convidados, um lauto copo de água. Os noivos seguiram em viagem de núpcias para o sul do país. O “Notícias de Melgaço” deseja, ao jovem casal, muitas prosperidades.» // Trabalhou muitos anos na loja do tio, na Calçada, mas depois abriu o “Auto Mercado Lima”, na Loja Nova, em frente ao Lar Pereira de Sousa. // Morreu, ele e a sua esposa, em um desastre de viação, em Palmeira, Braga, a 9/5/1991. O motorista do autocarro que embateu contra o seu automóvel era sogro de sua filha! // Estão ambos sepultados no cemitério Monte d’Arcos, Braga. // Com geração. // (ver VM 939 e 940).   

   

LIMA, Fernando. Filho de Fernando Ernesto Marques da Silva Lima, de Monção, e de Maria Angelina Alves, da Vila de Melgaço. Nasceu no lugar da Barbosa, Vila, a --/--/1952. // Depois de alguns estudos feitos saiu de Melgaço. // Casou com ------------------. // Residiu em Caminha e ali foi presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista e deputado à Assembleia Municipal. // Morreu a 2/2/2013, na freguesia de Vilarelho, esmagado por um comboio que vinha de Viana em direção a Valença. Eram catorze horas e quinze minutos. Como nessa zona não era permitido as pessoas circularem, deduz-se que se trata de um suicídio. // Deixou viúva e uma filha.   

    

LIMA, Florinda da Glória. Filha de João Correia dos Santos Lima e de Perfeita da Rocha Gonçalves, moradores no Campo da Feira de Dentro, Vila. Neta paterna de António Correia dos Santos e de Joana Maria da Conceição, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azemeis; neta materna de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha, residentes no CFD. Nasceu a 15/12/1852 e foi batizada a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Tomaz José Gonçalves, cunhado da mãe da batizanda, e Florinda, tia materna. // Faleceu na Vila a 26/2/1943, com 90 anos de idade.

 

LIMA, Frederico Augusto. Filho de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves de Sá e Sousa, negociantes no Campo da Feira de Fora. Neto paterno de António Correia dos Santos e de Joana Maria, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azemeis; neto materno de Matias Gonçalves e de Clara da Rocha, de Melgaço. Nasceu a 23/1/1851 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: João J. A. Cunha e sua esposa, Maria Josefa Torres de Araújo, moradores em São Julião, Vila. // Teve comércio onde mais tarde se instalou a farmácia Durães, e foi também uma espécie de banqueiro. // A 2/9/1884 foi concedido o exequatur à sua nomeação para vice-consul da Turquia em Melgaço (ver Diário do Governo n.º 203, de 8/9/1884). // Em Março de 1894 tomou posse de administrador do concelho (também chegou a ser substituto de Fulgêncio A. C. Brito). // Foi agraciado pelo governo espanhol com a comenda de Isabel a Católica, a 8/1/1895, por ter sido vice-consul de Espanha em Melgaço. // Além de comerciante de prestígio foi provedor da SCMM de 1900 a 1927 e juiz substituto de 1900 a 1910 (ver Jornal de Melgaço n.º 776, de 25/3/1909). // Em 1908 era vice-consul da Turquia e em 1913 vice-consul do Império Otomano em Melgaço (Correio de Melgaço n.º 36). // A 20/10/1912 foi reeleito provedor da Santa Casa da Misericórdia (Correio de Melgaço n.º 21, de 27/10/1912). // A 6/6/1915 foi eleito provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. Tinha por secretário João Pires Teixeira, e por tesoureiro Justiniano António Esteves. Os vogais eram: Manuel José Lopes, Joaquim do Carmo A. Barros, Aurélio Araújo Azevedo, e Duarte Augusto de Magalhães (Correio de Melgaço n.º 152). // No Jornal de Melgaço n.º 1090, de 1/7/1915, lê-se: «Parabéns a Frederico Augusto dos Santos Lima por ter sido agraciado com 500$00 na lotaria de Santo António.» // E no Jornal de Melgaço n.º 1115, de 3/2/1916, também se pode ler: «PROCURATÓRIO – Temos o prazer de noticiar aos nossos (…) leitores que o Ex.mo Sr. FASL, nosso prezado amigo e probo negociante, é nesta Vila o agente do nosso Procuratório que na cidade do Rio de Janeiro acaba de abrir o Sr. Ernesto Gomes de Castro.» // Em 1916 era presidente dos representantes do comércio da Vila de Melgaço. Os seus colaboradores eram: Francisco Pires (vice-presidente), António Joaquim Esteves, Aurélio Araújo Azevedo, António Luís Fernandes, António Gonçalves de Matos, José Cândido Lopes, Francisco de Sousa Cardos o, todos vogais (ver Correio de Melgaço n. 187, de 20/2/1916). // Em 1920 esteve muito doente (JM 1311, de 14/11/1920). // O jornal “Melgacense” n.º 123, de 16/9/1928, veicula a má notícia: «Princípio de incêndio na casa de FASL, tesoureiro da Câmara Municipal de Melgaço (*), agente bancário.» // Embora sendo homem de negócios, com algumas posses, nunca se casou! No entanto, teve a sua namorada, Elisa Augusta Esteves, na qual gerou dois filhos: Frederico Augusto e Ângela Merícia, que não perfilhou, nem lhes deixou nada quando morreu, salvo erro. // Faleceu a uma quinta-feira, na sua residência à Praça da República, a 10/2/1938. // (ver Notícias de Melgaço n.º 386, de 17/2/1938). /// (*) Em Janeiro de 1918 já aparece como tal.

 

LIMA, Georgina Cândida. Filha de Maria Rita Lima. Nasceu em SMP por volta de 1855. // Tinha 22 anos de idade, era solteira, costureira, morava no lugar da Corga, SMP, quando casou na igreja matriz da Vila de Melgaço, a 27/12/1877, com José, de 52 anos de idade, solteiro, lavrador, nascido e batizado na freguesia de São Pedro Félix, Ourense, Partido Judicial de Carvalhiño, filho de Silvestre Reande e de Bernarda Lopes, morador em SMP. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Francisco Pires, solteiro, de Paços, negociante na Vila de Melgaço. 

 

LIMA, Guilhermina. Filha de Maria Rita dos Santos Lima. Nasceu em -------------------- a --/--/18--. // Por morte de sua mãe, ocorrida em 1884, habilitou-se como herdeira, juntamente com sua irmã Zulmira Rosa, a fim de poderem levantar da Caixa Geral de Depósitos a importância de 13$760 réis. // (Diário do Governo n.º 120, de 28/5/1884). // Ver, em Chaviães, Petronila Pereira.  

 

LIMA, Henrique Manuel. Filho de João Manuel de Sousa Lima, cabo da Guarda-Fiscal, e de Maria de Nazaré Lira Ribeiro, costureira, moradores na Rua Direita, na zona histórica da Vila, perto do castelo medieval e da antiga cadeia. Neto paterno de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa; neto materno de Francisco José Ribeiro e de Maria Joaquina Lira. Nasceu na Vila a 13 de Janeiro de 1945. // Depois da 4.ª classe da instrução primária ingressou no Seminário, do qual saiu anos depois, por ter chegado à conclusão que esse não era o seu caminho. Julgo que tirou um Curso de Contabilidade. // Cumpriu parte do serviço militar em Angola, com a patente de furriel ou alferes. // Casou e foi morar para o Porto, salvo erro. // Enquanto os seus pais estiveram vivos, visitava-os constantemente; depois da sua morte, poucas vezes vai à terra natal, salvo erro.  

 

LIMA, Horácio. Filho de Horácio Vitorino dos Santos Lima e de Lígia Isaura da Silva Almeida, ambos da Vila de Melgaço. N.p. de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves; n.m. de Manuel da Silva Almeida e de Josefa Maria de Carvalho. Nasceu a --/--/1941. // Depois da 4.ª classe foi trabalhar na loja do Sr. Manuel Lima, carteiro e comerciante. // Aos 20 anos ingressou no exército, onde permaneceu durante três anos, tendo-se livrado por um triz da maldita guerra colonial. // Depois da disponibilidade estudou alguma coisa e foi admitido num banco, BPM, depois União de Bancos, e Banco Melo, onde trabalhou numa sua agência em Melgaço atè à aposentação, na década de noventa. // Chegou a inscrever-se no Ensino Superior, mas não concluiu o Curso. // É militante do PCP e líder dos comunistas no concelho de Melgaço. // Casou na capela da Senhora da Graça, Eiró, a --/--/1973, com a prima em 2.º grau, Maria José, funcionária da Escola Secundária de Melgaço, filha de Aida Medusa dos Santos Lima Morais e de José Marques Afonso (Zequinha), de São Gregório, comerciante na Galiza. // Padrinhos da boda: José Augusto Esteves (Zeca da Cabana) e sua filha, Maria José Morais Esteves. // Pai de Horácio, de Joana, e de João.  

  

LIMA, Horácio Vitorino. Filho de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves, proprietários, moradores no Largo da Baixa, Vila. Neto paterno de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita Gonçalves da Rocha; neto materno de Manuel José Esteves e de Maria Rita Alves. Nasceu no Largo da Baixa a 22/8/1898 e foi batizado a 10 de Setembro desse ano. Padrinhos: Dr. Augusto César Ribeiro Lima, casado, proprietário, e Maria Rosa Las Casas, casada. // Foi funcionário da Conservatória do Registo Civil desde 1934 (ver Notícias de Melgaço n.º 219, de 14/1/1934) até à sua aposentação (em Maio de 1954 tinha a categoria de 3.º ajudante). // Casou em primeiras núpcias, na igreja de SMP, a 28/7/1932, com Maria de Nazaré, nascida na Vila a 17/5/1901, filha de José António Abreu Carneiro e de Deolinda Augusta Pereira. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 159, de 31/7/1932: (...) // A sua esposa faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 11/8/1934. Geraram uma filha: Maria Irene. // O Sr. Horacinho, como era conhecido, voltou a casar, a 30/3/1939, desta vez com Lígia Isaura da Silva Almeida, solteira, doméstica, de 33 anos de idade, sua conterrânea. Geraram quatro filhos, tendo o 1.º perecido ainda criança. // Morreu na Calçada, Vila, onde morava, a 12/11/1973. // O seu maior entretenimento era o jogo das damas.     

 

LIMA, Inácio dos Santos. // Dizia-se que era de Lamego e que fora tenente de Caçadores 8, do extinto exército de D. Miguel I, e casado com Ângela Maria «dizia ela», e moradores em Viana; andavam na freguesia da Vila de Melgaço a mendigar, e aqui ele morreu, a 25/12/1854, e foi sepultado na igreja da Santa Casa da Misericórdia, com ofício de cinco padres, tudo de esmola. 

 

LIMA, Joana. Filha de António Rodrigues Lima, industrial, e de Rosa Maria de Melo Silva, doméstica. N.p. de -------- Lima e de -------------; n.m. de Albino Cardoso da Silva e de Maria de Lurdes de Melo, agricultores. Nasceu em ----------, a --/--/19-- e foi batizada na igreja matriz da Vila a --/--/1996. Padrinhos: eng.º Carlos Antoninho e a Dr.ª Isabel Lima Montes Silva. O almoço foi servido no Restaurante Miradouro (VM 1060). 

 

LIMA, João. Filho de António Correia dos Santos Lima e de Joana Maria dos Santos (ou Maria Teresa Fernandes). Nasceu por volta de 1815 na freguesia de São Pedro de Vila Chã, comarca da Vila da Feira (desde 1986 Santa Maria da Feira), da qual comarca se desmembrou, entre outras terras, Oliveira de Azemeis (cidade desde 1984). // Em 1833 morava em Ceivães, termo de Valadares, comarca de Valença. // Casou na igreja de SMP a 7/7/1833 com Emília Perfeita, filha de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha de Sá e Sousa (Clara da Rocha), moradores no Campo da Feira de Dentro, Melgaço. Testemunhas: Carlos Câncio Gomes da Ribeira, José Joaquim Gomes da Ribeira, e António Joaquim Rodrigues, todos melgacenses. // Comerciante. Abriu uma loja no Campo da Feira de Fora. // A 31/5/1840, na igreja do Convento de Paderne, ele e a esposa foram padrinhos de Francisco Fernandes, nascido nessa freguesia três dias antes. // Em 1858 foi nomeado vice-consul de Espanha em Melgaço (Melgaço, Sentinela do Alto Minho, II parte, 2.º volume, de ACE, página 159). // Foi juiz de fora em Melgaço nos biénios 1866-1867 e 1868-1869. // Morreu em sua casa, sita no Campo da Feira, Vila, a 22/2/1873, com cerca de 58 anos de idade, casado, e foi sepultado na igreja do extinto convento de Santo António, erguido nas Carvalhiças, Vila. // A sua viúva finou-se também na Vila a 24/4/1910, com 96 anos de idade. // Deixou filhos. // Nota: a Vila da Feira também se chamou Terra de Santa Maria e Terra da Feira.    

LIMA, João. Filho de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. N.p. de António Correia dos Santos Lima e de Joana Maria; n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha de Sá e Sousa. Nasceu na Vila a 13/2/1841 e foi batizado na igreja de SMP a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e sua esposa, Rosa Joaquina Gomes, de Melgaço.

  

LIMA, João Adriano. Filho de ------------ Lima e de --------------- Rodrigues. Nasceu em Monção a --/--/19--. // Casou com Maria Clorinda Esteves, sua conterrânea. // Na década de setenta fixaram a sua residência na Vila de Melgaço, onde abriram um talho. // Pai de João Alberto (nasceu em Monção em 1976); de Carla Maria (nasceu em 1977); e de José Adriano (nasceu em Melgaço em 1982).     

 

LIMA, João António. Filho de --------- Lima e de --------------------------. Nasceu em Ponte de Lima a --/--/1890. // Foi chefe da Companhia da Guarda dos Tabacos em Melgaço. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 53, de 9/3/1930: (...) // Casou com Maria Madalena de Sousa. // Enviuvou a --/12/1947 (NM 842, de 14/12/1947). // Morreu a 28/8/1965, com setenta e cinco anos de idade. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1567, de 5/9/1965:

  

LIMA, João António (Eng.º). Filho de Horácio Vitorino dos Santos Lima e de Lígia Isaura da Silva Almeida. N.p. de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves; n.m. de Manuel da Silva Almeida e de Josefa Maria de Carvalho. Nasceu na Vila a 23/6/1950. // Depois da 4.ª classe continuou os estudos. Em 1964 fez exame do 2.º ano no Externato Liceal de Melgaço, obtendo 17 valores. // Depois do ensino secundário ingressou na Universidade do Porto (salvo erro), onde tirou o curso de engenharia eletrotécnica. // Não cumpriu o serviço militar. // Casou com Maria Helena Vilar Mendes. Ficaram a morar na Maia. // Pai de Maria Angelina (batizada na igreja matriz da Vila de Melgaço em 1990, tendo por padrinhos João Afonso dos Santos Lima e Maria Angelina de Almeida, esposa do Dr. Alberto Domingues, primos da batizanda); e de Francisco.   

 

LIMA, João Batista. Filho de António Lima e de Margarida Gomes, moradores na Pontepedrinha. N.p. de Fabião Gonçalves e de Maria de Lima, de Feitosa, Ponte de Lima, couto de Braga; n.m. de Pedro Gomes (ou Gonçalves) e Domingas (Antónia) Gomes, de Engudes, Tui. Nasceu a 7/10/1760 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel da Costa Araújo e sua esposa, Ana Maria Silveira, moradores na Rua Direita, Vila.

 

LIMA, João Manuel. Filho de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu na freguesia de Arcozelo, Ponte de Lima, a 24/6/19--. // Veio para Melgaço como guarda-fiscal. // Em 1938 era também chefe de secção da legião portuguesa em Melgaço; nesse ano foi com os outros legionários ao Porto, comemorar o 28 de Maio; as armas saíram do quartel da Guarda-Fiscal de Melgaço; no regresso marcharam do Largo José Cândido Gomes de Abreu, na Calçada, até à secção da Guarda-Fiscal, onde entregaram o armamento (Notícias de Melgaço n.º 399, de 5/6/1938). // Casou a 7/3/1943 com Maria de Nazaré Ribeiro, nascida na Vila de Melgaço, filha de Francisco José Ribeiro e de Maria Joaquina Lira. Padrinhos da boda: Ascendina (irmã do noivo) e o pai do noivo. // Residiram em prédio próprio, na Rua Direita, Vila. // Depois de provas prestadas, foi promovido a 2.º cabo e colocado no posto da Peneda; o seu colega, Joaquim António Marques, também promovido a 2.º cabo, foi colocado no posto de Lindoso (NM 919, de 11/12/1949). // Em 1962 foi operado no hospital da Vila de Melgaço a uma fístula da região sacro coexígea (ver Notícias de Melgaço n.º 1435, de 20/5/1962). // (VM 1090). // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1607, de 28/8/1966: «As Festas do Concelho para 1967.

                          

LIMA, João Manuel Rodrigues. // Morou às portas da Vila de Baixo, SMP. // Era escrivão do público. // Morreu no estado de solteiro, a 19/10/1832; foi amortalhado em hábito de Santo Agostinho e sepultado na igreja matriz, com ofício de corpo presente de 12 padres.

 

LIMA, Joaquim (Dr.) Filho de António Pedroso Lima e de Maria Noémia da Rocha. Nasceu em Casal de Ermio, Lousã, a 9/3/1932. Logo a seguir ao seu nascimento veio para Melgaço, onde os pais tinham casa e negócios. // Formou-se em medicina em Julho de 1960. // Casou com a Dr.ª Maria Helena Xavier Morais, médica dos Serviços de Investigação Científica de Coimbra. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1433, de 29 de Abril de 1962: (...) // Morreu em Coimbra (s.e.) a --/--/1992. // Pai de Luís e de Maria Cristina (em 1992 já era casada e tinha uma filha).

 

LIMA, José. Filho de António Lourenço Lima e Maria Pereira Lopes. Nasceu em Geraz do Lima, Viana, a --/--/19--. // Veio ainda moço para Melgaço com os pais e irmãos. // Na sua juventude trabalhou como caixeiro na loja de Hilário Alves Gonçalves. // Fez a tropa em Moçambique, onde ficou a viver depois do serviço militar cumprido. // Morreu antes de 1994. 

 

LIMA, José Adriano. Filho de João Adriano Torres Lima e de Maria Clorinda Esteves, talhantes na Vila de Melgaço. Nasceu na Vila (SMP) a 3/6/1982. // Em 2021 era vice-prsidente da Câmara Municipal de Melgaço; estava filiado no Partido Socialista. Era responsável pelos pelouros do Planeamento e do Urbanismo, Economia e Turismo, Proteção Civil e Freguesias. // Em 2025 era candidato a presidente.

  

LIMA, José António. Filho de ---------- Lima e de ------------ Pereira. Nasceu em ----------, a --/--/1---. // Em 1940 era 2.º cabo da Guarda Nacional Republicana; nesse ano veio para Melgaço como comandante do posto, constituído por quatro praças (NM 513, de 6/10/1940).

 

LIMA, José António. Filho de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu na Vila a --/--/1921 (confirmar). // Casou em primeiras núpcias com ---------------------- e foi morar para Cristóval, abrindo uma barbearia em São Gregório, mas vendo que o negócio era fraco, emigrou para França. // Matrimoniou-se em segundas núpcias com Maria da Luz. // Depois da aposentação veio para Cristóval, para o lugar de Tortim. // Faleceu no hospital de São Marcos, Braga, onde se encontrava internado, a --/--/2000, com 79 anos de idade. // Pai de Alexandre e de Hermenegildo. // Irmão de António José; de João Manuel, de Maria Rosa; e de Rosinda. // (ver VM 1134, de 15/3/2000; VM 1135; e VM 1138, p. 4).   

 

LIMA, José Vicente. Filho de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. N.p. de António Correia dos Santos Lima e de Joana Maria Conceição; n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha. Nasceu a 3/1/1846 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e sua irmã, Maria Florinda de Jesus, da Vila. 

 

LIMA, Judite. Filha de António Pedroso de Lima, natural da Lousã, e de Maria Noémia da Rocha, natural de Paredes de Coura. Nasceu em Casal de Ermio a 6/8/1935. // Embora fosse gerada em Melgaço, a mãe deu-a à luz nessa freguesia da Lousã. // Depois trouxe-a para Melgaço, onde os pais moravam. // Ainda chegou a fazer alguns estudos em Viana. // É solteira e passava praticamente o dia em casa, devido a problemas de saúde. // Faleceu na vila de Melgaço a --/--/2022, com oitenta e sete (87) anos de idade (A Voz de Melgaço de 1 de Setembro de 2022).  

 

LIMA, Júlio João. Filho de Horácio Vitorino dos Santos Lima e da sua 2.ª esposa, Lígia Isaura da Silva Almeida. Neto paterno de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves; neto materno de Manuel da Silva Almeida e de Josefa Maria de Carvalho. Nasceu na Vila a 15/9/1944. // Depois da 4.ª classe empregou-se na loja da Maria da Silvana, como caixeiro, mudando depois para a loja de Hilário Alves Gonçalves, num edifício novo, perto dos Correios, onde se manteve durante vários anos. // Aos 20 anos foi cumprir o serviço miltar, tendo sido mobilizado para a guerra colonial, permanecendo ali dois terríveis anos. // No regresso continuou a trabalhar com o Sr. Hilário, mas farto de ser empregado abriu um Café (Jota Lima), na Loja Nova, nos baixos dum prédio que ele próprio mandara construir. Depois de uns anos de imenso labor, trespassou-o. // Em 2012 continuava solteiro, vivendo de uma pensão e de alguns rendimentos, dando - de vez, em quando - uma ajuda nos estabelecimentos comerciais dos amigos e familiares.  

  

LIMA, Júlio José. Filho de Horácio Vitorino dos Santos Lima e da 2.ª esposa, Lígia Isaura de Almeida. Nasceu na Vila a --/--/1940. // Morreu bebé.

 

LIMA, Ludovina Rosa. Filha de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. N.p. de António Correia dos Santos e de Joana Maria da Conceição; n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha. Nasceu a 31/5/1843 e foi batizada na igreja de SMP a 4 de Junho desse ano. Padrinhos: Vitorino Joaquim da Rocha Gonçalves e Maria Florinda, tios maternos da batizanda. // Proprietária. // Casou a 22/4/1866 com o “brasileiro” Carlos João, comendador, filho de Jerónimo José Ribeiro (*) e de Antónia Teresa Rodrigues, nascido no Louridal a 3/12/1826. O marido adotou o apelido Lima. // Enviuvou a 5/5/1896. // Faleceu na sua casa da Praça do Comércio a 25/3/1909, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal. // Com geração. /// (*) Ver o Meu Livro das Gerações Melgacenses, p.p. 510 e 511.

 

LIMA, Luís Barbosa (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1714 a 1716. // (OJM, de ACE, p. 64).

 

LIMA, Manuel José. Nasceu por volta de 1801. // Alfaiate. // Faleceu repentinamente, a 4/2/1883, em sua casa do Campo da Feira, Vila, no estado de casado com Ana Gonçalves, e foi sepultado no cemitério municipal. // Não deixou filhos.   

 

LIMA, Manuel. Filho de António Lourenço Lima (Junior) e de Maria Pereira Lopes. Nasceu em Santa Leocádia, Geraz de Lima, Viana do Castelo, a 18/5/1922. // Fez a 4.ª classe numa escola de Viana do Castelo. // Veio para Melgaço antes dos doze anos, por seu pai ter sido colocado aqui como carteiro rural. // Começou logo a trabalhar como empregado de comércio, permanecendo nessa atividade até aos 20 anos de idade. Depois da tropa concorreu para distribuidor dos CTT, tendo sido colocado em Melgaço em 1947 (NM 820, de 15/6/1947 – ver também NM 907, de 7/8/1949, página 4). // Como o ordenado era baixo, tornou-se também comerciante, com loja de mercearia e artigos para sapateiros, em frente à casa do médico Passos. // Casou a 29/9/1946 com Julieta da Conceição, filha de José Gil e de Zulminda Rosa Rodrigues (Zaulinda Calheiros). // Foi presidente do antigo clube de futebol “Os Unidos”, e presidente do conselho fiscal do Sport Clube Melgacense, além de presidente das comissões das festas de Melgaço. Fez também parte, como dirigente, do grupo de teatro amador “São João Vem a Melgaço”. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1476, de 30/6/1963: (...) // Em 1972 foi eleito secretário da SCMM. A partir de 1978 tornou-se provedor da dita Instituição. // Foi membro da Assembleia Municipal pelo PS, vereador, e um dos grandes impulsionadores da criação do Lar da 3.ª idade, com capacidade para 50 internados e 20 pessoas de dia, além do Jardim de Infância. // Aposentou-se de carteiro em 1984. // Morreu na Vila a 7/1/2012 e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço. // Pai da professora Maria Manuel, viúva, com filhos, a residir em Caminha.

 

LIMA, Maria Augusta. Filha de Luís Loureiro Lima, natural de Braga, e de Maria de Lurdes Dias, de Melgaço. N.p. de Francisco Gomes de Lima e de Catarina Gomes, bracarenses; n.m. de Edmundo Dias e de Almira Augusta de Melo, melgacenses. Nasceu na capital do país a 7/3/1960. // Deve ter vivido algum tempo com seus pais na Vila de Melgaço; depois emigrou para França. // Casou com Mário Fernandes. // Mãe de Virgínia (nasceu a 1/10/1980).  

 

LIMA, Maria do Céu. Filha de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu em --------------, a 23/6/192-. // Em 1937 fez exame do 2.º grau na escola da Vila, ficando aprovada (NM 364). // Casou a 24/9/1950 com José Maria (Zeca do Antenor), filho de Antenor da Encarnação Pereira e de Modesta Cândida Calheiros. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 950, de 8/10/1950: «No passado dia 24 do mês findo realizou-se na igreja matriz desta vila o enlace matrimonial de Maria do Céu de Sousa Lima com José Maria Pereira, filho do comerciante Antenor da Encarnação Pereira. Findo o enlace foi servido em casa do pai da noiva um excelente copo de água.» Viveram muitos anos em África (Angola), só regressando depois de 25/4/1974. // O marido arranjou emprego como contínuo em Monção, e depois em Melgaço, na Câmara Municipal. // Faleceu no estado de viúva, a --/--/1998, no Montijo. // Mãe de três filhas, todas casadas e com geração. // (VM 1090). 

 

LIMA, Maria Esmália dos Santos. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1437, de 3 de Junho de 1962: «Encontra-se entre nós, a passar as costumadas férias, o tenente Manuel José Ferreira, provedor da Misericórdia do Entroncamento, que se faz acompanhar de sua esposa, Maria Esmália dos Santos Lima.»  

 

LIMA, Maria Guiomar Ferreira de Abreu (Dr.ª) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1431, de 8/4/1962: (...)

  

LIMA, Maria Helena. Filha de ------------ Lima e de ---------- Rodrigues. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1817. // Morou intramuros, Vila. // Padeira. // Faleceu a 28/5/1885, com 68 anos de idade, no estado de viúva de José Manuel Gonçalves, e foi sepultada no cemitério. // Fizera testamento. // Deixou filhos. 

 

LIMA, Maria Irene. Filha de Horácio Vitorino dos Santos Lima e da sua primeira esposa, Maria de Nazaré Pereira Carneiro. Neta paterna de Vitorino Augusto dos Santos Lima e de Maria de Nazaré Esteves; neta materna de José António Abreu Carneiro e de Deolinda Augusta Pereira. Nasceu na Vila por volta de 1932. // Na década de cinquenta ingressou no ensino, como regente escolar. // Morou no Rio do Porto, perto do regato. // Solteira e sem geração. // Faleceu na vila de Melgaço a 23/10/2024, com 91 anos de idade (agência funerária Mira).  

  

LIMA, Maria Joana. Filha de António de Lima, Feitosa, Braga, e de Margarida Gomes, de Engudes, Tui, moradores na Pontepedrinha, Vila. N.p. de Fabião Gonçalves e de Maria de Lima; n.m. de Pedro Gomes e de Antónia Domingues. Nasceu a 24/6/1766 e foi batizada na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel e sua irmã, Mariana Gertrudes, filhos do Dr. João António de Araújo, residentes no Rio do Porto, arrabaldes da Vila de Melgaço. Testemunhas: Manuel de Carvalho, da freguesia da (Malveira?), e Manuel Valadares, da Vila de Melgaço.

 

LIMA, Maria José. Filha de Faustino Guimarães Lima e de Maria Elisa de Carvalho. Nasceu na Vila de Melgaço a 5/10/195-. // Fez o Curso do Magistério Primário e exerceu a sua profissão de professora do ensino básico em Braga, onde casou com Manuel Barros da Costa, funcionário da União de Bancos nessa cidade (em 1994 estava no BEX). // Mãe de Carla Elisa da Costa. // (ver VM 928).

 

LIMA, Maria Julieta. Filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima, da Vila, e de Maria de Nazaré Esteves (viúva de Francisco António Cerdeira), de Rouças, proprietários. Neta paterna de João Correia dos Santos Lima, negociante, de Vila Chã, Oliveira de Azemeis, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, de Melgaço; neta materna de Manuel José Esteves, de Chaviães, e de Maria Rita Alves, da Vila, proprietários. Nasceu no Largo da Baixa, Vila, a 9/7/1889, e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinho: foi colocada debaixo da proteção de Santo António, pela piedade dos pais, tendo por madrinha Maria Rosa Las Casas, casada, moradora no Campo dos Mártires da Pátria, Porto, representada por Adélia Augusta da Rocha Gonçalves, solteira, proprietária, de SMP. // Casou na igreja de Alvaredo, Melgaço, a 16/6/1907, com José, de Miragaia, Porto, filho de José Ferreira Las Casas e de Maria Rosa Las Casas, já viúvo de Arminda Pinto de Carvalho. Testemunhas: Dr. Augusto César Ribeiro Lima, Conservador do Registo Predial, e António César Valério, escrivão da Fazenda. // Em 1948 residia em Lisboa; nesse ano visitou a terra natal (Notícias de Melgaço n.º 873, de 19/9/1948). // Ambos os cônjuges faleceram na freguesia de São José, concelho de Lisboa: o marido a 17/6 (ou 17/12) /1941 e ela a 7/5/1971. // Com geração.        

 

LIMA, Maria Ludovina. Filha do Dr. Augusto César Ribeiro Lima, Conservador do Registo Predial, e da sua 2.ª esposa, Maria Carolina Pires, proprietária. Neta paterna de Carlos João Ribeiro [Lima] e de Ludovina Rosa dos Santos Lima; neta materna de Francisco Pires e de Laureana do Carmo Fernandes. Nasceu na Vila a 10/3/1912 e foi batizada a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Amadeu Carlos José Ribeiro Lima, solteiro, escrivão do juízo de direito, e Emília Barros Durães, solteira, proprietária. // Casou na igreja de SMP a 29/8/1936 com Manuel, escriturário de 1.ª classe na CP do Entroncamento, e árbitro de futebol da 1.ª divisão, filho de Manuel Isidoro Sousa Contente e de Helena Pereira. Padrinhos da boda: o pai da noiva e Maria Emília Barros Durães; a mãe do noivo e seu tio Luís Pereira. Em casa dos pais da noiva serviu-se um fino chocolate e serviço de doce. // Faleceu na Vila de Melgaço a 1/12/1991. // Mãe do coronel de infantaria Augusto Manuel (*). // Avó de Carlos, de Francisco, de Maria João, e de Maria Teresa. /// (*) Este seu filho foi expedicionário a Goa em 1961, onde esteve prisioneiro, tendo regressado a Lisboa a 26/5/1962, casado com a Dr.ª Delfina Floxo.

 

LIMA, Maria Luísa. Filha de Luís Loureiro Lima, natural de Braga, e de Maria de Lurdes Dias, de Melgaço. Neta paterna de Francisco Gomes de Lima e de Catarina Gomes, bracarenses; neta materna de Edmundo Dias e de Almira Augusta de Melo, melgacenses. Nasceu na Vila de Melgaço a 22/9/1964. // Casou com João Pereira de Barros. // Mãe de Nuno Filipe (nasceu a 25/9/1982). 

 

LIMA, Maria da Luz Afonso. // Foi testemunha de casamento de Mário Cândido Marques, natural de Chaviães, com Laurinda Alves “Palina”, natural de Paderne, realizado na CRCM a 31/12/1992.   

 

LIMA, Maria Madalena. Filha de António Lourenço Lima e de Maria Pereira Lopes. Nasceu em Geraz de Lima, Viana, a --/--/19--. // Veio para Melgaço na década de trinta, com seus pais e irmãos. // Viveu algum tempo em Angola, mas regressou a Portugal, fixando residência na sua terra de nascimento. Ali casou, a 2/1/1949 (NM 885, de 9/1/1949), com Manuel Lopes de Carvalho, indo residir posteriormente para Coimbra.  

 

LIMA, Maria Manuel. Filha de Manuel Lourenço Lima, carteiro, e de Julieta da Conceição Gil, comerciante. Neta paterna de António Lourenço de Lima Junior e de Maria Pereira Lopes, naturais de Geraz de Lima, Viana do Castelo; neta materna de José Gil e de Zulminda Rosa Calheiros. Nasceu na vila de Melgaço a 4/6/1949 (Notícias de Melgaço n.º 902, de 19/6/1949) e foi batizada a 24 de Julho de 1949, tendo por padrinhos os seus avós paternos (NM 906, de 31/7/1949). // Depois dos estudos (*) casou com o engenheiro Luís Agostinho Pereira de Castro, técnico da Câmara Municipal de Caminha, responsável da Divisão de Obras e Urbanismo, e foi viver para esse concelho, onde o rio Minho desagua. // O seu marido morreu a --/--/1998, com quarenta e oito anos de idade; fora presidente dos BVC em 1984, tendo sido investido em 1990 comandante do corpo ativo; fora fundador e presidente do Rotary Clube de Caminha e presidente da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes. // Mãe de Luís José, aluno, em 1998, da Faculdade de Economia da Universidade de Lisboa, e de Maria Luísa, aluna, em 1998, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. // (A Voz de Melgaço n.º 1105). /// (*) Foi professora do ensino primário, ou básico.   

 

LIMA, Maria de Nazaré. Filha de João Correia dos Santos Lima, negociante, de Oliveira de Azemeis, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, da Vila de Melgaço, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de António Correia dos Santos Lima e de Joana Maria; n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha Sá e Sousa. Nasceu na Vila a 22/5/1834 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Miguel Caetano Torres e Maria Benta de Azevedo e Magalhães, da Vila. // Faleceu na sua casa, sita no Campo da Feira, Vila, solteira, a 27 ou 28/12/1872, com cerca de 38 anos de idade, e foi sepultada na igreja do convento das Carvalhiças. // Sem geração.    

 

LIMA, Maria de Nazaré. Filha de Horácio Vitorino dos Santos Lima, motorista, e de Maria de Fátima Ferreira Cardoso, taberneira. Nasceu a 12/6/1950. // Casou com Manuel Fernandes Codesseira, emigrante nos EUA, Estado de New Jersey, para onde ela foi. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1583, de 9/1/1966: (...) // Em 1993 visitaram a família em Melgaço (VM 980). // A sua filha, Maria Alberta, casou em 1994, na capela de Santo Cristo, Vila de Melgaço (!), com José, filho de Agostinho Pereira Lisboa e de Ilda da Silva Gonçalves, naturais de Chaves, emigrantes na América. Padrinhos da boda: os avós maternos da noiva e pais do noivo. O almoço foi servido no restaurante da Pensão Boavista, Peso. Segundo o jornalista, este casamento fora o 1.º que se efetuara nessa capela. // Em Setembro de 2018 a Maria de Nazaré já estava viúva e morava na Vila de Melgaço.  

 

LIMA, Maria Rita. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1832. // Criada de servir. // Faleceu no estado de solteira, a 1/2/1884, na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, com cinquenta e dois anos de idade, de repente, e foi sepultada no cemitério. // Fizera testamento. // Mãe de Guilhermina Lima, de Zulmira Rosa Lima, e de Petronila Cândida de Lima (ver, na Vila, Alberto Augusto Rodrigues).

 

LIMA, Maria Rosa. Filha de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa. Nasceu em ---------------, a 29/4/1919. // A 20/7/1933 fez exame do 2.º grau da instrução primária, ficando aprovada (NM 204, de 13/8/1933). // Casou a --/--/1940 com Hermenegildo José, regente escolar, nascido na Vila (ou em Prado) a 2/3/1914, filho de Hermenegildo José Solheiro e de Maria Leonor Gonçalves da Mota. // Embarcaram para Angola, onde se mantiveram até à independência dessa ex-colónia. // Enviuvou a 25/3/2009. // Faleceu a 15/5/2010. // Foram ambos sepultados no cemitério municipal de Melgaço.   

 

LIMA, Mariana. Filha de António de Lima e de Margarida Gomes, moradores na Pontepedrinha, arrabaldes da Vila. Nasceu a 6/3/1757 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre BLM a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. João António de Araújo e esposa, Mariana Gomes de Figueiroa, residentes na sua Quinta do Rio do Porto.

 

LIMA, Mário. Filho de João António Lima e de Maria Madalena de Sousa, moradores na Vila. N.p. de Manuel António de Lima e de Luísa Maria; n.m. de João José Ferreira de Sousa e de Antónia Teresa. Nasceu a 28/7/1926 e foi batizado na igreja de SMP a 7 de Agosto desse ano. Padrinhos: João de Sousa e Antónia de Sousa. // Sem mais notícias.

 

LIMA, Odete. Filha de António Pedroso de Lima e de Maria Noémia da Rocha. Embora gerada em Melgaço nasceu em Casal de Ermio, Lousã, terra natal de seu pai, a 5/10/19--. // A mãe trouxe-a logo depois para Melgaço, onde tinham casa e negócios. // Casou em Viana a 10/6/1959 com Domingos, filho de Armindo da Silva e de Maria Augusta da Silva Montes, chefe de vendas da Fiat Portuguesa no Porto. // Com geração.  

 

LIMA, Óscar (Dr.) Filho de António Pedroso de Lima, proprietário e comerciante na Vila de Melgaço, e de Maria Noémia da Rocha, doméstica. Nasceu em Casal de Ermio, Lousã, a --/--/19-- (*). // Veio logo a seguir ao nascimento para Melgaço, onde seus pais tinham casa e negócios, e aqui passou a sua infância. // Na idade própria ingressou na Academia Militar. Era alferes de cavalaria quando casou na igreja da Madre de Deus, Lisboa, a 18/5/1963, com Isabel Maria, filha de João José Teixeira e de Assunção Maria dos Santos Xavier. Lê-se no NM 1473, de 2/6/1963: (...) // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1530, de 18/10/1964: (...) //

     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1576, de 21/11/1965: «Por notícias recebidas do ultramar, onde se encontra a prestar serviço, sabemos ter sido promovido ao posto de capitão o nosso estimado assinante e conterrâneo (!) senhor tenente Óscar da Rocha Lima (…)». // Passou à reserva e reforma com a patente de major. // Pai de João José e de Maria. // Sogro do Dr. João Pereira da Costa, advogado. // Em 1998 residia em Lisboa (A Voz de Melgaço n.º 1086). /// (*) Julgo que foi ele que nasceu a 13/8/1938 (ver Notícias de Melgaço n.º 412, de 4/9/1938).

 

LIMA, Otília. Filha de Joaquim Pedroso Lima e de Maria José Lopes Guimarães. Nasceu em Famalicão a --/--/1923. // Casou na Vila de Melgaço a 20/2/1944 com Francisco, conhecido por “Chico Carvalhal”, de 37 anos de idade, filho de José Pires Reis, natural da Galiza, e de Alexandrina Rosa Figueiredo, de São Paio de Melgaço. // O seu marido morreu em Prado em 1999. // Irmã de Faustino Lima, comerciante.

 

LIMA, Rosinda. Filha de João António Lima e de Maria Madalena dos Anjos de Sousa, moradores em Melgaço. N.p. de Manuel António de Lima e de Luísa Maria; n.m. de João José Ferreira de Sousa e de Antónia Teresa. Nasceu na Vila a 24/2/1928 e foi batizada na igreja de SMP a 7 (ou 27) de Março desse ano. Padrinhos: Leonel Bermudes e Aida Bermudes. // Em 1998 ainda estava viva.

 

LIMA, Teresa de Jesus. Filha de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves. Neta paterna de António Correia dos Santos Lima e de Joana Maria; neta materna de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha de Sá e Sousa. Nasceu a 13/3/1838 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês e ano. Padrinhos: bacharel Miguel Caetano Soares e sua esposa, Maria Benta, da Vila. // Faleceu a 30/11/1930, com noventa e dois anos de idade. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 89, de 7/12/1930: (...) // (ver JM 725, de 12/3/1908, e NM 91, de 21/12/1930).  

 

LIMA, Valdemar. Filho de António Lourenço Lima e de Maria Pereira Lopes. Nasceu em Geraz de Lima, Viana, a 17/5/19--. // Veio para Melgaço ainda criança, com seus pais e irmãos. // Chegou a ser empregado da Farmácia Durães (*). // Casou com Maria Margarida Esteves Fernandes (em 1950 – NM 935, de 11/6 – deu à luz um menino). // Tomou uma loja na Calçada, por trespasse, que fora de Antenor da Encarnação Pereira, tendo para esse fim pedido dinheiro emprestado ao advogado José Joaquim de Abreu e depois a Artur Teixeira, segundo o afirmou o Dr. Abreu no seu livro “Denúncia Caluniosa”. Em consequência desse insignificante empréstimo teve de subscrever, com outras pessoas, à cabeça o tal Artur Teixeira, um abaixo-assinado, no qual se solicitava ao Ministro da Justiça a expulsão de Melgaço do dito advogado Abreu. // No livro acima mencionado, o Dr. José Joaquim Abreu escreveu: «13.º - Em dia que o contestante não pode precisar do mês de Fevereiro de 1955, tendo este participante adquirido, por trespasse, um estabeleciemnto comercial, dirigiu-se ao contestante pedindo-lhe que lhe emprestasse, por espaço de vinte dias, a quantia de dez mil escudos, o que este fez. 14.º - Passaram os vinte dias, um mês, dois meses, sem que ele cumprisse o prometido. Até que… 15.º - Notou o contestante que, depois de decorrerem os referidos vinte dias, o Valdemar o evitava, facto este que atribuiu a dificuldades no comércio, que principiara a exercer. Ora… 16.º - Nos primeiros dias do mês de Maio do referido ano de 1955, o respondente dirigiu-se ao seu devedor, pedindo-lhe o reembolso da mencionada quantia. 17.º - O Valdemar, falando em dificuldades de ordem financeira, declarou-se envergonhado por lhe não ter sido possível cumprir, garantindo-lhe que faria a restituição no primeiro sábado, ao que o respondente retorquiu que lhe concedia mais oito dias, por somente ao fim deles necessitar do dinheiro. 18.º - Findo aquele prazo e depois de muita insistência, em um domingo do referido mês de Maio, restituiu os dez mil escudos da dívida. 19.º - Soube o contestante que aquela importância foi emprestada ao Valdemar pelo também participante Artur Passos Teixeira. 20.º - Pelo exposto causou profunda impressão ao respondente, como sublinhou quando prestou declarações, saber que o Valdemar também participara contra ele.» // O Valdemar, vendo que o negócio estava péssimo, resolve partir para Lisboa, e dali para o Brasil, deixando ficar a esposa e um filho. // Constou em Melgaço que ele tinha tirado um curso de medicina, ou farmácia, mas veio a verificar-se que era mentira. // Mentira não foi de certeza a notícia da sua morte. // A sua viúva, natural de Paderne, residia em 1998 na Amadora. /// (*) Segundo a voz do povo, um certo dia foi aplicar uma injeção a uma moça, como o vinha fazendo havia já algum tempo, abusando cinicamente dela, não respeitando a doente, nem tendo em conta o facto de estar em casa dos pais dela. Essa rapariga morreu da doença, mas também de vergonha. // NOTA: ler um artigo, escrito por ele, no Notícias de Melgaço n.º 904, de 10/07/1949, sobre a morte de Aida Fernanda Gonçalves, jovem de 17 anos de idade, natural de Prado, Melgaço.

 

LIMA, Vitorino Augusto. Filho de João Correia dos Santos Lima, natural da freguesia de São Pedro de Vila Chã, comarca da Feira, e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, da Vila de Melgaço, moradores no Campo da Feira, Vila. N.p. de António Correia dos Santos e de Joana Maria da Conceição, de São Pedro de Vila Chã, Oliveira de Azemeis (!); n.m. de Matias Gonçalves e de Clara Vicência da Rocha, moradores no Campo da Feira, Vila. Nasceu a 13/4/1855 e foi batizado a 18 desse mês e ano (puseram-lhe os santos óleos a 21/6/1855, porque na altura não os havia). Padrinhos: Tomaz Gonçalves e sua esposa, tios do batizando. // Tinha 33 anos de idade, era solteiro, proprietário, quando casou na igreja de SMP a 2/9/1888 com Maria de Nazaré Esteves, viúva de Francisco António Cerdeira (falecido a 14/8/1887), moradora na Vila. Testemunhas: Dr. António Joaquim Durães, casado, Conservador do Registo Predial na comarca de Melgaço, e Francisco António Esteves, solteiro, proprietário, morador na Vila. (Abade: José Joaquim Douteiro). // Foi comerciante, vereador, e 4.º substituto do juiz de direito de 1894 a 1897, etc. // Em Dezembro de 1897 era ele o vice-presidente da Câmara Municipal. // Morreu vitimado pela diabetes, a 1/8/1904, na sua casa sita no Largo da Baixa, SMP, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // A sua viúva finou-se a 17/1/1953, com 93 anos de idade. // Com geração. // (ver a seu respeito o Diário do Governo n.º 203, de 8/9/1884).   

 

LIMA, Zulmira Rosa. Filha de Maria Rita dos Santos Lima. Nasceu em --------- a --/--/18--. // Em 1884 habilitou-se, juntamente com sua irmã Guilhermina, como herdeira de sua mãe, recentemente falecida, a fim de poderem levantar da Caixa Geral de Depósitos a importância de 13$760 réis. // (Diário do Governo n.º 120, de 28/5/1884).

 

// continua...

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