segunda-feira, 22 de julho de 2019

VÁRIOS
 
Por Joaquim A. Rocha





MARINHO, Abílio José. // Natural de Celorico de Basto. // Foi fiscal na empresa das Águas Minerais do Peso, Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas. // Casou com Irene dos Prazeres, natural de Melgaço. // Em 1935 trabalhava em Luanda. // Era casado e com geração (Notícias de Melgaço n.º 295, de 22/12/1935). // Lê-se no Notícias de Melgaço citado:

     «Carta de Luanda. Senhor Diretor do jornal Notícias de Melgaço –> se a carta, que segue, lhe parecer digna de publicidade, à falta de assunto de melhor interesse, e lhe possa evitar o dispêndio de uns momentos de trabalho para preenchimento do seu conceituado jornal, muito gostaria que o fizesse, como única afirmação de que em todos os cantos do mundo há filhos de Portugal que lhe interessava a vida da sua pátria. Pois outro valor não tem a carta que vou escrever, após a leitura dos três números do jornal a que nela me refiro. AUSENTE DA PÁTRIA. Depois de um dia de intenso trabalho, a mistura de contrariedades, que mais endurecem a missão que desempenho, maldizendo a sorte que o destino me reservou, regresso a casa cheio de nostalgia e, a passos lentos, faço o trajeto que me separa do escritório à casa onde resido, pisando o escabroso calcetamento das ruas da cidade, que roe as solas dos sapatos, como traça corta lã; vou desfolhando da memória as páginas de uma história que só de longe, a longe, me mostram trechos coloridos, mas sempre envoltos em sombras a abalarem-lhe o brilho que se perde a curta distância. // O relembrar o passado, e pensar no futuro tão incerto, torna-me tedioso, macambúzio, produto de uma neurastenia que este clima inóspito reserva aos seus hóspedes com que não deseja familiariedade. E, então, uma ideia me acode à mente como único lenitivo para o desfalecimento que estas agitações nervosas me causam. “Se eu encontrasse alguém da minha terra com quem falasse”!... Não é possível realizá-la; a distância é tamanha, e os atrativos tão poucos, que só forçados, os meus patrícios, roubariam uns anos da sua vida, que pertence à sua terra natal, para os deixarem nesta terra que nos recebe como enteados, armando-nos ciladas em todas as esquinas, como fazem agora os etíopes aos italianos para os expulsarem do seu território. // E, assim, passo o trajeto taciturno, só sentindo um pouco de alívio ao chegar a casa, quando ao meu encontro vêm a mulher e os filhos em saudação familiar. Mas este alívio é apenas um impulso do sol que apanhou o fraco de uma nuvem e a rompeu para se mostrar, e se esconde de repente como criança a jogar às escondidas. // A mulher retira-se, vai cuidar do amanho da casa; as crianças vão jogar a macaca, saltar a corda, e eu vejo-me de novo caído na solidão, entregue ao pensamento que me mortificou durante todo o trajeto. Porém, há sempre um dia que a providência nos reserva para nos dar força e coragem, para resistirmos às agruras com que a vida nos brinda. O meu dia também chegou – foi ontem. // Entro em casa, recebo as boas tardes da mulher, os costumados beijos da petizada, que em seguida desliza em correrias pela varanda fora ao encontro de outros que os esperam à porta e os vão recebendo de mãos dadas para entrarem no jogo da roda. A mulher, ao contrário dos outros dias, fica junto de mim, sem se preocupar com os arranjos da casa. Estranheza minha, que me arranca esta pergunta: - “Não tens hoje que fazer”?! – “Tenho sim, mas também te vou dar entretenimento para ti”. Puxando uma gaveta de uma velha mesa, tosca, feita de caixotes, estilo de mobília cá do burgo, presenteia-me com três exemplares do semanário Notícias de Melgaço, que um amigo, oriundo dessa encantadora vila minhota, fez o favor de me oferecer. Os meus olhos ficam inertes por um momento, fixos no cabeçalho que encima o semanário melgacense, para em seguida o percorrer do primeiro ao último extremo, ávido das suas notícias. // É o mensageiro que me vai falar da terra que me acolheu durante quatro anos, das pessoas com quem convivi, dos acontecimentos, das oscilações da sua vida, etc. // 1.ª parte – Um artigo de fundo intitulado “O FASCISMO NO MUNDO”. Revela a fé do seu autor no triunfo dos povos, nas novas ideias que defende com entusiasmo, eloquência; é um artigo onde se aprende, lendo com gosto. // Outra notícia: - “ É encontrada carbonizada à porta da sua residência, pelo Dinis do Lau, a tia Maria do Coto.” Conheço a vítima e o pouco feliz descobridor de tão triste achado macabro. Triste notícia, mas nem por isso desanimo. Fala-se de nomes que conheço. // Mais abaixo o falecimento do pai do senhor José Figueiroa; sinto-me pesaroso; é o nome de um amigo com quem sempre mantive as melhores relações, amigo que nunca mais posso esquecer, que está de luto pela perda de um dos seus entes mais queridos, seu pai. Os meus pêsames sinceros e um grande abraço ao senhor José Figueiroa.
 

desenho de Manuel Igrejas

 Outra local – Típica – Elegante. – As tradicionais festas e danças pelos aquistas e povo da terra! Um relâmpago de alegria me passa pela memória, vendo passar na minha frente corpos que se requebram em todos os sentidos, lábios que se riem, olhos fulgurantes que pedem … Am… (já fora dos meus anos), mas nem por isso esta notícia deixa de me deleitar. De repente sou invadido por uma melancolia que me deixa desfalecido; lembro que estou longe, lembro o tempo que vai e não volta, e quedo-me um pouco na leitura, a tomar fôlego para recomeçar. // Como tristezas não é alimento para quem deseja viver, depressa pus de parte tal aperitivo – recomecei a leitura. // Nós, quando estamos ausentes da pátria, somos mais patriotas; já o diziam os grandes poetas antigos nos seus versos, não é nova a afirmação. E, assim, gostamos de tudo quanto for patriotismo. // Esbarro com um artigo da autoria do senhor José Maria de Sousa, que não tenho a honra de conhecer, mas noto que é de um patriotismo digno de admiração – enche-me a alma. O senhor Sousa atira-se aos contrabandistas, que abundam naquela terra como aqui (…), e dá-lhes a eles e (…) que com eles partilham do tráfico, uma carga de antipatriotas que os deixa (…). É assim mesmo, senhor Sousa; só falta de patriotismo nos pode levar a valorizar o artigo estrangeiro e a desvalorizar o nosso! Mas…, senhor Sousa! Eu não o conheço, mas como sei que você é comerciante, dê-me licença que lhe ofereça um conselho: - “é melhor outro que não tenha negócio a assinar esses artigos, porque assim podem-lhe tomar o seu patriotismo pelo daquele sargento que depois de cinco anos de licenciado pediu de novo a sua reintegração no exército, após terminada a grande guerra, e quando os camaradas lhe perguntaram os motivos que o apaixonaram outra vez pelas armas e pela farda, batia com as mãos ambas na barriga, e dizia muito pesaroso: - “É que eu, [caros camaradas] via a pátria em perigo!” É claro, você tem muita razão, mas isto aqui para nós, que ninguém nos ouve: - esse povo do Peso é um má-língua, eu conheço-o… // Angola, Luanda, Outubro de 1935.»                  
 


     Pai de Maria Orminda dos Prazeres, nascida no Porto a 16/7/1927. Esta criança esteve em Melgaço, em casa da sua avó materna, residente na freguesia de Remoães, e concorreu mais tarde para telefonista dos CTT, tendo sido admitida. Estagiou seis meses na Batalha… (ver blogue de Ilídio de Sousa de 20/7/2019 - Melgaço, do Monte à Ribeira).
 
 
 X
 
 Nota: diz-se que a curiosidade aguça o engenho. É verdade. Eu li no blogue do meu amigo e conterrâneo Ilídio de Sousa algo sobre o senhor Abílio José Marinho e quis saber mais sobre esse homem que trabalhou durante quatro anos nas Termas do Peso. A sua carta, escrita em Luanda, no tempo do corporativismo, vem desmitificar, deitar por terra, algumas ideias feitas sobre a vida dos europeus em terras africanas. Os negros, salvo raras exceções, não queriam os brancos no seu território. Eu, que estive dois anos na Guiné-Bissau, senti isso mesmo. Nós éramos para eles os ocupantes, invasores, inimigos. Depois da independência das colónias as coisas parece que estão a melhorar, mas ninguém se iluda: a África é dos africanos negros. Tudo farão para serem eles a mandar, apesar das suas fragilidades óbvias. O tempo, esse dragão faminto, está, assim o penso, a seu favor.     
 
 
 
 

sexta-feira, 19 de julho de 2019

MELGAÇO: Padres, Monges e Frades...

Por Joaquim A. Rocha
 
 
 
capela do cemitério da freguesia de Chaviães
 
 



// continuação…

ALMEIDA, Artur Ascensão (Padre). Filho de Manuel António de Almeida e de Francisca Cerqueira. Nasceu em Monção a --/--/1875. // Foi nomeado pároco encomendado da freguesia de Penso a 16/6/1916, onde se manteve até 17/6/1956. // Foi vereador da Câmara Municipal de Melgaço e vogal do concelho municipal, tendo em 1934 pedido a exoneração (Notícias de Melgaço n.º 249, de 21/10/1934). Não sei se foi aceite, pois em Novembro de 1937 era novamente vogal, além de vice-presidente da União Nacional concelhia, e «um emérito orador sagrado». // Lê-se em A Voz de Melgaço n.º 1428, de 1/6/2019: «O padre Artur, de Penso, o mais consagrado orador da região, inspiradíssimo, como sempre, arrebatou os fiéis em prolongada dissertação; em dado momento exortou as crianças a pedirem perdão aos pais. Foi uma tremenda confusão. As crianças procuravam o pai ou a mãe, empurrando as pessoas. O Manel tinha visto o pai no coro, ia ser difícil passar pelo meio das criaturas e subir lá, sorte que a mãe estava perto e ele não vira, ela é que veio dar-lhe um abraço.» // Também foi vogal da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço (Obras Completas de ACE, volume I, tomo II, páginas 683 e 684). // Foi presidente, em Penso, da Comissão Fabriqueira; o secretário era Francisco Domingues Louriz. // Politicamente, esteve muito ligado ao regime saído do golpe militar de 1926, e ao ditador Salazar. // Na festa de São Bartolomeu, realizada em Penso a 24/8/1948, houve sermão, tendo sido ele o orador. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 876, de 17/10/1948: «O reverendo padre Artur de Almeida, ilustrado pároco de Penso, falou em seguida. Recordou a sua passagem pelas cadeiras da Câmara Municipal e disse como teve a seu lado o atual Governador Civil (capitão José de Ornelas Monteiro) nas pugnas oratórias dos primeiros anos do Estado Novo…» // Pode ler-se no Notícias de Melgaço n.º 938, de 9/7/1950: «Estava a fazer, durante uma semana, retiro espiritual no mosteiro beneditino de Singeverga, em Santo Tirso, o zeloso e distinto pároco desta freguesia (Penso), reverendo Artur da Ascensão Almeida.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 945, de 3/9/1950: «De Penso – Agosto, 29. – No dia 24 passado, realizou-se nesta freguesia a festividade em honra de São Bartolomeu, com o programa do costume: missa solene, sermão pelo ainda eloquente reverendo Artur da Ascensão Almeida, procissão e música de Riba de Mouro, exteriormente modesta, mas interiormente brilhante, como todas as festas que nesta freguesia se realizam, porque a pureza por dentro é sempre mais simpática do que o brilho que muitas coisas nos oferecem à vista.» // Pode-se ler no Notícias de Melgaço nº 950, de 8/10/1950: «São Gregório – Festa de Santa Bárbara – No domingo passado, dia 24, realizou-se, como nos anos anteriores, a festividade em honra de Santa Bárbara, única que se efetua neste pitoresco e encantador lugar. Apesar da pouca propaganda que se fez, foi muito concorrida, e revestiu-se de um certo brilho. Foi orador o reverendo padre Artur de Almeida, pároco da freguesia de Penso, que – como sempre – proferiu brilhante sermão, bem demonstrativo das suas altas qualidades de orador sagrado que lhe granjearam nome respeitado na arquidiocese.» // No Notícias de Melgaço n.º 954, de 5 de Novembro de 1950, lê-se o seguinte: «Tem estado com ligeiro ataque de gripe o reverendo Artur da Ascensão Almeida, muito digno pároco desta freguesia.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 972, de 1/4/1951: «… A palavra ainda fluente do nosso ilustre e querido pároco não desmereceu, apesar da sua provecta idade.» // Na festa da Senhora da Cabeça, realizada em Penso a 15/4/1952, botou sermão o reverendo AAA «orador sacro que toda a gente aprecia com excecional fanatismo…» (NM 1021, de 20/4/1952).

     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1023, de 4/5/1952: «No passado dia vinte e sete realizou-se nesta freguesia [de Penso], por iniciativa da Liga da Ação Católica, uma festa de homenagem ao reverendo AAA, que há perto de quarenta anos aqui exerce a sua missão evangelizadora com muito zelo e solicitude. Foi uma festa simples, mas que teve o brilho das grandes festas pelo entusiasmo de que se revestiu. Quase todos os chefes de família, acompanhados dos filhos, compareceram no local da reunião para manifestarem ao seu bondoso pároco a estima que lhe tributavam e que ante os seus corações se sentiam felizes por tê-lo ainda à frente dos destinos morais e religiosos da sua terra.

     A Ex.ma Dr.ª Maria Manuel Pereira, num bem elaborado discurso, dissertou sobre o significado da festa, demonstrando, com a maior clareza, o que é o pároco em uma freguesia, comparando-o aos verdadeiros apóstolos. E num entusiasmo comovedor descreve a orientação dada ao seu espírito pelo seu querido pároco, reverendo AAA, desde criancinha, enaltecendo as suas virtudes e a sua inconfundível cultura.      

     O Ex.mo Dr. Carlos Luís da Rocha, presidente da Câmara Municipal, em breves palavras, referiu-se às sublimes qualidades do homenageado, tanto dentro como fora da igreja, pelo que foi e é ainda hoje muito apreciado em todas as localidades e reuniões onde a sua palavra eloquente se faz ouvir.

     E o Sr. Carlos Manuel da Rocha, professor aposentado, leu um pequeno discurso, no qual se referiu ao bom entendimento que desde a vinda do reverendo AAA para Penso entre ambos sempre existiu, para o fim que a igreja e a escola têm em vista – formação de almas que serão amanhã as percursoras da nossa civilização tendo-se habituado a apreciá-lo pela sua nobreza de caráter, pelas suas altas qualidades de inteligência, e pela sua extrema generosidade para com os seus paroquianos.   

     Não faltaram palmas e vivas ao nosso ilustre e querido pároco que, comovido, agradeceu as referências elogiosas que lhe foram feitas. Uma menina, em nome das filiadas na Ação Católica, ofereceu ao seu bondoso orientador espiritual um ramo de flores, e um livro, como recordação deste dia festivo, recitando uma linda dedicatória que muito sensibilizou a assistência.

     Encerrou-se esta comovente homenagem com a exibição de um filme da vida de Santa Teresinha do Menino Jesus, fornecido pela Ex.ma e distinta professora D. Maria Alberta, que possui um aparelho comprado a expensas suas para a educação das suas discípulas.» O correspondente. // Morreu em Julho de 1956.  


desenho de Luís Filipe G. Pinto Rodrigues

 
ALPOIM, Luís Monteiro (Padre). // A 9/6/1820, na igreja de Penso, batizou Maria Joaquina, nascida três dias antes, filha de Francisco Fernandes e de Rosária Maria Rodrigues, moradores no lugar de Barro (ou Bairro) Grande. // A 20/5/1824, na igreja de Penso, batizou Maria Teresa, nascida nesse dito dia, filha de João Manuel Rodrigues e de Maria José Gomes, rurais, moradores no lugar das Lages. // A 11/11/1834, na igreja de Penso, batizou José Maria, nascido três dias antes, filho de Manuel António Afonso, natural de Parada do Monte, e de Maria Joaquina Rodrigues, natural de Penso, onde moravam.

 

ALVES, Américo (Padre). Filho de Júlio Alves e de Florinda da Rocha. Nasceu em Bela, Monção, a 19/7/1946. // Professor do Ensino Secundário. // Foi vice-presidente da Escola C+S de Melgaço depois de 1986, e presidente da Comissão Instaladora da Escola Secundária e Preparatória de Melgaço. // Dava aulas de latim. 

 

ALVES, António (Padre). // Natural do lugar de Sante, lugar meeiro das freguesias de Paderne e São Paio. // Faleceu na sua terra natal a 2/5/1804 e foi sepultado na igreja de São Paio, por assim o ter solicitado em testamento.

 

ALVES (ou Álvares), Diogo Manuel (Padre). Filho de António Álvares Ramos. // Em 1809 era cura da freguesia de Chaviães. // No dia 12/10/1809 batizou Maria Rita do Carmo, nascida em Chaviães dois dias antes, filha de Manuel José Gonçalves de Araújo e de Rosa Joana de Araújo, do lugar do Outeiro, da dita freguesia. // Morreu na sua casa de Soengas, Chaviães, a 9/12/1832 (ver Obras Completas de ACE, vol. I, tomo II, p. 519 e 520).   

 

ALVES, Domingos (Padre). // Natural do lugar de Sante, freguesia de São Paio. // Faleceu a 3/4/1773. 

 

ALVES (ou Álvares), Francisco Luís (Padre). // Com geração:

 

     [MAGALHÃES, Maria Joaquina. Filha do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, de Melgaço, e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso de Puga, de São Senjo, Santiago, Galiza. Neta paterna de Jerónimo Gomes de Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu; neta materna de Sefíbio Morfi Ervelle e Silva e de Joaquina Ervelle Gaioso de Puga. Nasceu a 2/11/1791 e foi batizada a 7 desse mês na igreja de SMP pelo padre Manuel Ferreira Lopes, pároco de Santa Eulália de Valadares, com licença do padre Manuel Pedro Loné, abade na Vila de Melgaço. Padrinhos: o sacerdote batizante e Mariana Gertrudes de Magalhães e Abreu, e ao sacramento assistiu o capitão-mor, Luís Caetano de Sousa Gama, com procuração. // Ainda novita, enamorou-se de um estudante de Teologia, Francisco Luís Álvares, natural de Chaviães, de quem teve dois filhos: Maria Joaquina e Francisco Luís. // Faleceu com apenas 36 anos de idade e solteira. // (ver “À la Recherche de mes Racines”, p.p. 94 e 95, e “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, II volume, p.p. 127 e 128).]     

 

     [MAGALHÃES, Maria Joaquina. Filha de Maria Joaquina de Magalhães, natural da Vila, e do padre Francisco Luís Álvares, natural de Chaviães. Neta paterna de Miguel Caetano Álvares e de Antónia Maria de Araújo Azevedo Gomes (Poderé); neta materna do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso de Puga. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1810. // Proprietária. // Casou com Manuel António Pereira de Castro. // Residiu na Quinta de Eiró, Rouças. // Faleceu a 28/1/1895, no lugar e Quinta de Eiró, com todos os sacramentos, com oitenta e cinco anos de idade, no estado de viúva, sem testamento, com dois filhos vivos: Bernardo António e Maria Joaquina Pereira de Castro, e foi sepultada no cemitério de Rouças.]   

 

ALVES, Francisco Manuel (Padre). Nasceu em Chaviães. // Com geração:

 

     [CASTRO, Manuel António. Filho de Maria Luísa Pereira de Castro, solteira, da Casa e Quinta de Eiró, Rouças. // Em 1827 era vereador e juiz pela ordenação (OJM, de ACE, p. 133). // Morava na dita Casa e Quinta quando casou na igreja de SMP, a 9/4/1834, com Maria Joaquina de Magalhães, filha de Maria Joaquina de Magalhães, solteira, natural da Vila, e do padre Francisco Manuel Álvares, natural de Chaviães. Testemunhas: Manuel da Cunha e Caetana Alves, de Chaviães. // Pai de Bernardo António, de Maria Joaquina, e de Manuel Vicente Pereira de Castro.]

 

ALVES, Gregório (Padre). Filho de Francisco Alves. Nasceu no século XVII. // Morou em Chaviães. Em 1679 a sua família tinha um conflito com Inês de Puga e Brito e sua irmã Maria de Brito Figueiroa, por causa da Quinta de Porto Vivo, sita em Chaviães (ver Obras Completas de Augusto César Esteves, vol. I, tomo II, página 514).

 

ALVES, José Rodrigues (Padre). Filho de António José Alves e de Clara Maria Rodrigues Torres, moradores em Sante. Neto paterno de Manuel Alves e de Maria Manuela de Sousa; neto materno de António Codesso Rodrigues Torres e de Ana ou Joana Maria Gonçalves. Nasceu no lugar de Sante a --/--/18--. // O seu tio padre Miguel Rodrigues Torres deixou-lhe em testamento cinquenta mil réis, um relógio em ouro, cadeia também em ouro, e todos os livros que ele possuía. 

 

ALVES, José António (Padre). Filho de ---------------- Alves e de -------------------------. Nasceu a --/--/18--. // Ordenou-se sacerdote no seminário de Braga no ano de 1906. // Em 1912 celebrou uma missa em honra de Santa Bárbara na capela de Anamão, sita em Castro Laboreiro. Nesse ano foi para Âncora, a banhos, regressando a 19 de Outubro.

 

ALVES, José Augusto (Padre). Filho de Manuel Alves, natural da Gave, Melgaço, e de Matilde Esteves, natural de Riba de Mouro, Monção, lavradores, residentes no lugar de Eiriz. Neto paterno de José Alves e de Maria Joaquina Esteves; neto materno de Manuel António Esteves Moreira e de Joaquina Rosa Afonso. Nasceu na Gave a 28/12/1906 e nesse dito dia foi batizado na igreja paroquial. Padrinhos: José Gonçalves, artista, e Germana Rosa Gonçalves, lavradeira, solteiros. // Ordenou-se sacerdote no seminário de Braga no ano de 1934; cantou missa nova na igreja da sua freguesia de nascimento a 22/7/1934; quem dirigiu o coro foi o seminarista Manuel António Bernardo “Pintor”, natural do lugar do Ribeiro, Castro Laboreiro (ver Notícias de Melgaço n.º 239, de 22/7/1934, e Notícias de Melgaço n.º 240, de 29/7/1934). // Em Outubro de 1934 foi nomeado pároco encomendado para as freguesias de Bico e São Martinho de Vascões, concelho de Paredes de Coura (Notícias de Melgaço n.º 248, de 14/10/1934). // Morreu na freguesia de Estorãos, Ponte de Lima, a 30/1/1988. // Era conhecido por “Padre Estanqueiro”.  

 

ALVES, José Manuel (Padre). // Em Abril de 1859 era pároco encomendado de Lamas de Mouro. // Nota: um sacerdote com este nome assinou, em sessão camarária de 19/4/1834, o Auto de Aclamação da rainha D. Maria II. 

 

ALVES, José Manuel (Padre). Filho de Manuel Álvares e de Manuela de Sousa, lavradores, residentes que foram no lugar dos Lourenços, São Paio. // Em Novembro de 1845 era pároco encomendado na freguesia de São Paio. // Além de padre, também era proprietário. // A 24/5/1865, na igreja de São Paio, serviu de testemunha no casamento de Manuel José Marques com Maria Josefa Marques. // Em 1874 pertencia ao grupo dos quarenta maiores contribuintes do concelho de Melgaço (Organização Judicial de Melgaço, de ACE, página 157). // Morreu no sobredito lugar a 18/11/1888 com os sacramentos da penitência e extrema-unção. // Tinha oitenta e nove anos de idade. // Fizera testamento e foi sepultado na igreja de São Paio.   

quarta-feira, 17 de julho de 2019

GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO
(Freguesia de Penso)
 
Por Joaquim A. Rocha





// continuação...

AFONSO, João Manuel. Filho de José Afonso e de Maria Afonso, lavradores, de Sago. Nasceu em Sago (São Miguel), Monção, por volta de 1794. // Rural. // Faleceu a 16/2/1872, em sua casa de Lages, Penso, com cerca de 78 anos de idade, casado com Pulquéria Esteves Cordeiro, e foi sepultado na igreja de Penso. // Fizera testamento. // Não deixou filhos.   

 

AFONSO, João Manuel. Filho de Francisco Manuel Afonso e de Antónia Maria Alves, lavradores, de Santa Eulália de Valadares. Nasceu nessa freguesia de Monção por volta de 1846. // Tinha 22 anos de idade, era solteiro, ferreiro, morava no lugar da Portela, quando casou na igreja de Penso a 15/1/1868, com Maria Luísa, de 19 anos de idade, solteira, nascida em Penso e moradora no lugar de Pomar, filha de Manuel Luís Vilas e de Maria Alves, rurais. Testemunhas presentes: Luís José Vilas, casado, carpinteiro de profissão, das Casas de Baixo, São João de Sá, e Manuel Vilas, solteiro, oficial de ferreiro, de Ceivães, ambos de Monção. 

 

AFONSO, José. Filho de ------------------ Afonso e de --------------- Malheiro. Nasceu a 5/7/1927. // Faleceu a 25 de Outubro de 1986 e foi sepultado no cemitério de Penso; a seu lado, foi inumada Rosalina Vila Pouca de Sá (1931-2003), presumivelmente sua esposa (a confirmar). // Com geração.    

 

AFONSO, José Maria. Filho de Manuel António Afonso, de Parada do Monte, e de Maria Joaquina Rodrigues, de Penso. N.p. de Manuel Afonso e de Francisca Alves, do Pereiro, Parada do Monte; n.m. de Pedro Rodrigues e de Maria Rosa, de Mós, Penso. Nasceu em Penso a 8/11/1834 e foi batizado pelo padre Luís Monteiro de Alpoim três dias depois. Padrinhos: Manuel José Afonso e sua mulher, Maria de Cubalhão, de Aldeia Grande, Parada do Monte. // Casou a 19/8/1862 com Joaquina Rosa Pereira, nascida a 23/7/1831, solteira, camponesa, filha de Francisco Pereira e de Maria Joana Gonçalves, moradores em Lages. Testemunhas: padre C.E.C. e António José Rodrigues de Azevedo, casado, lavrador, de Barro Grande. // Tinha 50 anos de idade, era lavrador, viúvo de Joaquina Rosa Pereira, morava no lugar das Lages, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 11/3/1885 com a sua conterrânea Camila Alves, de 45 anos de idade, solteira, jornaleira, residente no dito lugar, filha de João Manuel Alves e de Maria Rosa Rodrigues, rurais. Testemunhas presentes: Caetano Manuel da Rocha, viúvo, camponês, do lugar de Paradela… // Morreu a 27/3/1906, no lugar das Lages, apenas com o sacramento da extrema-unção, no estado de casado em segundas núpcias com Camila Alves, sem testamento, com filhos do primeiro matrimónio, e foi sepultado no cemitério local.     

 

AFONSO, Lourenço. Filho de José Afonso e de Joaquina Rosa Pereira, rurais, moradores no lugar das Lages. N.p. de Manuel António Afonso e de Joaquina Rodrigues, de Mós; n.m. de Francisco Pereira e de Maria Joana Gonçalves. Nasceu em Penso a 9/8/1866 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: José Joaquim Esteves Pires, solteiro, e sua irmã, Rosa Esteves Pires, solteira, jornaleira. // Era solteiro, guarda-fiscal, morava na cidade do Porto, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 7/4/1894 com a sua conterrânea Maria Teresa Rodrigues, de 28 anos de idade, solteira, camponesa, residente no lugar das Lages, filha de Manuel José Rodrigues e de Maria Rosa Esteves. Testemunhas presentes: Hermenegildo Rodrigues, solteiro, e Bernardino Afonso, casado, ambos da freguesia de Penso. // Com geração.     

 

AFONSO, Lourenço. Filho de Maria Afonso, solteira, jornaleira, moradora no lugar das Lages. Neto materno de José Maria Afonso e de Joaquina Rosa Pereira. Nasceu em Penso a 1/11/1886 e foi batizado na igreja nesse dia. Padrinhos: Lourenço Afonso e Maria Teresa Rodrigues, solteiros, rurais, do sobredito lugar. // Demente. // Morreu a 20/10/1898 e foi sepultado na igreja.

 

AFONSO, Luís Manuel. Filho de João Manuel Afonso, ferreiro, de Santa Eulália de Valadares, e de Maria Luísa Vilas, tecedeira, de Penso, moradores em Pomar. N.p. de Francisco Manuel Afonso e de Antónia Maria Alves; n.m. de Manuel Luís Vilas e de Maria Joaquina Alves. Nasceu a 29/9/1874 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Luís José Vilas, casado, carpinteiro, de São João de Sá. // Faleceu a 11/3/1878 e foi sepultado na igreja.   

 

AFONSO, Manuel. Filho de António Luís Afonso, jornaleiro, de Bela, Monção, e de Maria Joaquina Exposta, jornaleira, moradores no lugar de Mós. Neto paterno de Manuel José Afonso e de Rosa Afonso. Nasceu em Penso a 26/1/1887 e foi batizado na igreja a 2 de Fevereiro desse mesmo ano. Padrinhos: Manuel Afonso, solteiro, jornaleiro, da freguesia de Guilhade, e Balbina da Rita, solteira, jornaleira, de Mós. // Faleceu a 26/12/1887. 

 

AFONSO, Manuel. Filho de Eduardo Afonso, lavrador, de Penso, e de Augusta Domingues de Freitas, lavradeira, de Alvaredo, moradores em Pomar. N.p. de João Manuel Afonso e de Maria Luísa Vilas; n.m. de Benedita Domingues de Freitas. Nasceu em Penso a 26/7/1893 e foi batizado na igreja a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves Carvalho, solteiro, representado por José Bento Domingues de Freitas, e Maria Esteves Carvalho, solteira. 

 

AFONSO, Manuel. Filho de Bernardino Afonso e de Maria José Rodrigues, lavradores, residentes no lugar de Telhada Grande. Neto paterno de José Maria Afonso e de Joaquina Rosa Pereira; neto materno de Bento Rodrigues e de Teresa Rodrigues. Nasceu em Penso a 21/4/1898 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: o avô paterno, José Maria Afonso, e sua filha, Maria Afonso. // Faleceu a 17/5/1898 e foi sepultado na igreja paroquial. 

 

AFONSO, Manuel José. Filho de José Afonso, jornaleiro, de Tangil, e de Maria Rodrigues, jornaleira, de Segude. Nasceu em São Paio de Segude, Monção, por volta de 1839. // Jornaleiro. // Faleceu em Barro Grande, Penso, onde tinha a sua habitação, a 25/2/1881, com cerca de 42 anos de idade, casado com Balbina Garcia, e foi sepultado na igreja de Penso. // Não deixou filhos.

 

AFONSO, Maria. Filha de José [Maria] Afonso e de Joaquina Rosa Pereira, lavradores, residentes no lugar das Lages. Neta paterna de Manuel António Afonso e de Joaquina Rodrigues, de Mós; neta materna de Francisco Pereira e de Maria Joana Gonçalves, das Lages. Nasceu em Penso a 3/5/1864 e foi batizada na igreja a 5 de Junho desse mesmo ano. Padrinhos: Domingos Manuel Esteves Brás e sua irmã, Justina das Dores Esteves, solteiros, rurais, de Lages. // Era solteira, morava no lugar de Barro Grande, quando casou na igreja local a 12/10/1899 com Lourenço Lopes Rodrigues, de 39 anos de idade, solteiro, padeiro, natural da freguesia de Oleiros, bispado de Tui, filho de Bento Lopes e de Francisca Rodrigues. Testemunhas presentes: José Joaquim Esteves Braz, casado, e Albino José Domingues, solteiro, ambos camponeses, naturais de Penso. // Nota: deve ser a mesma senhora que faleceu no lugar das Lages em 1935 (ver Notícias de Melgaço n.º 264, de 10/3/1935).

 

AFONSO, Maria da Conceição. Filha de Lourenço Afonso, guarda-fiscal, e de Maria Teresa Rodrigues, lavradeira, moradores em Lages. N.p. de José Afonso e de Joaquina Rosa Pereira; n.m. de Manuel José Rodrigues e de Maria Rosa Esteves. Nasceu a 23/7/1897 e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Firmino Pereira e Maria Bernardes, solteiros, rurais, de Penso. // Faleceu na Vila de Melgaço a 2/5/1977. 

 

AFONSO, Maria Joaquina. Filha de João Manuel Afonso, ferreiro, de Santa Eulália de Valadares, e de Maria Luísa Vilas, tecedeira, de Penso, moradores no lugar de Telhada Grande. N.p. de Francisco Manuel Afonso e de Antónia Maria Alves, da Portela, Santa Eulália; n.m. de Manuel Luís Vilas e de Maria Alves, de Pomar. Nasceu em Penso a 23/6/1868 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: Modesto José da Costa, solteiro, lavrador, de Mamoa, Santa Eulália de Valadares, e Ana Joaquina Vilas, solteira, tecedeira, de Pomar, Penso. // Era solteira, camponesa, morava no lugar de Barro Pequeno, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 27/10/1889 com Adriano [Vicente] Barbeitos (*), de 26 anos de idade, solteiro, artista, natural de Barbeita, Monção, residente no lugar de Ponte de Mouro, filho de Luís Manuel Barbeitos e de Elvira Guilhermina da Piedade, artistas, naturais, ele de Barbeita e ela de Lisboa. Testemunhas presentes: Caetano Manuel da Rocha, viúvo, lavrador, do lugar de Paradela, e Manuel Fernandes, solteiro, rural, do lugar de Barro Pequeno. Faleceu em Penso, no lugar de Barro Grande, a 13/6/1934 (NM 238, de 8/7/1934). /// (*) Adriano [Vicente] Barbeitos era irmão de Manuel Francisco Barbeitos, sapateiro, que casou na vila de Melgaço a 4/6/1888 com Albina da Conceição Alves, ele de 21 anos de idade e ela de 36, mãe de Baltazar José da Rocha e de Belchior Herculano da Rocha 

 

AFONSO, Maria José. Filha de Rosa Afonso. Nasceu em Penso por volta de 1820. // Mendiga. // Faleceu a 3/2/1901, no lugar de Paradela, onde residia, com todos os sacramentos da igreja católica, com 81 anos de idade, no estado de viúva de Manuel Luís Esteves, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério desta freguesia.

 

AFONSO, Rosa. Filha de João Manuel Afonso, ferreiro, de Santa Eulália de Valadares, Monção, e de Maria Luísa Vilas, costureira, de Penso, moradores no lugar de Pomar. N.p. de Francisco Manuel Afonso e de Antónia Maria Alves, lavradores, de Santa Eulália; n.m. de Manuel Luís Vilas e de Maria Joaquina Alves, de Pomar. Nasceu em Penso a 29/9/1872 e foi batizada na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Luís José Vilas, carpinteiro, e esposa, Rosa Maria Alves, lavradeira, das Casas de Baixo, São João Batista de Sá, Monção. 

 

AFONSO, Vicente. Filho de António Luís Afonso, jornaleiro, da freguesia de Bela, concelho de Monção, e de Maria Joaquina Exposta, jornaleira, moradores no lugar de Mós. Neto paterno de Manuel José Afonso e de Rosa Afonso. Nasceu em Penso a 18/7/1882 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: José Varziela e Albina de Sousa, solteiros, jornaleiros, de Penso.

 

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ALFREDO FÉLIX - // Segundo um escrito apresentado ao pároco por António José Rodrigues, casado, jornaleiro, morador em Bouças, Alvaredo, esta criança nasceu na tarde do dia 22/3/1877. Ignorava-se a sua naturalidade e o nome dos pais. // Foi batizado na igreja de Penso a 24/3/1877. Padrinho: Policarpo Besteiro, solteiro, lavrador, residente no lugar de Bouças, Alvaredo. // Nota: o menino foi entregue, para criar, a Cândida Rodrigues de Azevedo, casada, moradora em Barro Grande, freguesia de Penso. 

 

ALMEIDA

 

ALMEIDA, Artur Ascensão (Padre). Filho de Manuel António de Almeida e de Francisca Cerqueira. Nasceu em Monção a --/--/1875. // Foi nomeado pároco encomendado da freguesia de Penso a 16/6/1916, onde se manteve até 17/6/1956. // Foi vereador da Câmara Municipal de Melgaço e vogal do concelho municipal, tendo em 1934 pedido a exoneração (Notícias de Melgaço n.º 249, de 21/10/1934). Não sei se foi aceite, pois em Novembro de 1937 era novamente vogal, além de vice-presidente da União Nacional concelhia, e «um emérito orador sagrado». // Lê-se em A Voz de Melgaço n.º 1428, de 1/6/2019: «O padre Artur, de Penso, o mais consagrado orador da região, inspiradíssimo, como sempre, arrebatou os fiéis em prolongada dissertação; em dado momento exortou as crianças a pedirem perdão aos pais. Foi uma tremenda confusão. As crianças procuravam o pai ou a mãe, empurrando as pessoas. O Manel tinha visto o pai no coro, ia ser difícil passar pelo meio das criaturas e subir lá, sorte que a mãe estava perto e ele não vira, ela é que veio dar-lhe um abraço.» // Também foi vogal da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço (Obras Completas de ACE, volume I, tomo II, páginas 683 e 684). // Foi presidente, em Penso, da Comissão Fabriqueira; o secretário era Francisco Domingues Louriz. // Politicamente, esteve muito ligado ao regime saído do golpe militar de 1926, e ao ditador Salazar. // Na festa de São Bartolomeu, realizada em Penso a 24/8/1948, houve sermão, tendo sido ele o orador. // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 876, de 17/10/1948: «O reverendo padre Artur de Almeida, ilustrado pároco de Penso, falou em seguida. Recordou a sua passagem pelas cadeiras da Câmara Municipal e disse como teve a seu lado o atual Governador Civil (capitão José de Ornelas Monteiro) nas pugnas oratórias dos primeiros anos do Estado Novo…» // Pode ler-se no Notícias de Melgaço n.º 938, de 9/7/1950: «Estava a fazer, durante uma semana, retiro espiritual no mosteiro beneditino de Singeverga, em Santo Tirso, o zeloso e distinto pároco desta freguesia (Penso), reverendo Artur da Ascensão Almeida.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 945, de 3/9/1950: «De Penso – Agosto, 29. – No dia 24 passado, realizou-se nesta freguesia a festividade em honra de São Bartolomeu, com o programa do costume: missa solene, sermão pelo ainda eloquente reverendo Artur da Ascensão Almeida, procissão e música de Riba de Mouro, exteriormente modesta, mas interiormente brilhante, como todas as festas que nesta freguesia se realizam, porque a pureza por dentro é sempre mais simpática do que o brilho que muitas coisas nos oferecem à vista.» // Pode-se ler no Notícias de Melgaço nº 950, de 8/10/1950: «São Gregório – Festa de Santa Bárbara – No domingo passado, dia 24, realizou-se, como nos anos anteriores, a festividade em honra de Santa Bárbara, única que se efetua neste pitoresco e encantador lugar. Apesar da pouca propaganda que se fez, foi muito concorrida, e revestiu-se de um certo brilho. Foi orador o reverendo padre Artur de Almeida, pároco da freguesia de Penso, que – como sempre – proferiu brilhante sermão, bem demonstrativo das suas altas qualidades de orador sagrado que lhe granjearam nome respeitado na arquidiocese.» // No Notícias de Melgaço n.º 954, de 5 de Novembro de 1950, lê-se o seguinte: «Tem estado com ligeiro ataque de gripe o reverendo Artur da Ascensão Almeida, muito digno pároco desta freguesia.» // Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 972, de 1/4/1951: «… A palavra ainda fluente do nosso ilustre e querido pároco não desmereceu, apesar da sua provecta idade.» // Na festa da Senhora da Cabeça, realizada em Penso a 15/4/1952, botou sermão o reverendo AAA «orador sacro que toda a gente aprecia com excecional fanatismo…» (NM 1021, de 20/4/1952).

     Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1023, de 4/5/1952: «No passado dia vinte e sete realizou-se nesta freguesia [de Penso], por iniciativa da Liga da Ação Católica, uma festa de homenagem ao reverendo AAA, que há perto de quarenta anos aqui exerce a sua missão evangelizadora com muito zelo e solicitude. Foi uma festa simples, mas que teve o brilho das grandes festas pelo entusiasmo de que se revestiu. Quase todos os chefes de família, acompanhados dos filhos, compareceram no local da reunião para manifestarem ao seu bondoso pároco a estima que lhe tributavam e que ante os seus corações se sentiam felizes por tê-lo ainda à frente dos destinos morais e religiosos da sua terra.

     A Ex.ma Dr.ª Maria Manuel Pereira, num bem elaborado discurso, dissertou sobre o significado da festa, demonstrando, com a maior clareza, o que é o pároco em uma freguesia, comparando-o aos verdadeiros apóstolos. E num entusiasmo comovedor descreve a orientação dada ao seu espírito pelo seu querido pároco, reverendo AAA, desde criancinha, enaltecendo as suas virtudes e a sua inconfundível cultura.     

     O Ex.mo Dr. Carlos Luís da Rocha, presidente da Câmara Municipal, em breves palavras, referiu-se às sublimes qualidades do homenageado, tanto dentro como fora da igreja, pelo que foi e é ainda hoje muito apreciado em todas as localidades e reuniões onde a sua palavra eloquente se faz ouvir.

     E o Sr. Carlos Manuel da Rocha, professor aposentado, leu um pequeno discurso, no qual se referiu ao bom entendimento que desde a vinda do reverendo AAA para Penso entre ambos sempre existiu, para o fim que a igreja e a escola têm em vista – formação de almas que serão amanhã as percursoras da nossa civilização tendo-se habituado a apreciá-lo pela sua nobreza de caráter, pelas suas altas qualidades de inteligência, e pela sua extrema generosidade para com os seus paroquianos.  

     Não faltaram palmas e vivas ao nosso ilustre e querido pároco que, comovido, agradeceu as referências elogiosas que lhe foram feitas. Uma menina, em nome das filiadas na Ação Católica, ofereceu ao seu bondoso orientador espiritual um ramo de flores, e um livro, como recordação deste dia festivo, recitando uma linda dedicatória que muito sensibilizou a assistência.

     Encerrou-se esta comovente homenagem com a exibição de um filme da vida de Santa Teresinha do Menino Jesus, fornecido pela Ex.ma e distinta professora D. Maria Alberta, que possui um aparelho comprado a expensas suas para a educação das suas discípulas.» O correspondente. // Morreu em Julho de 1956.

 

 

ALVES

 

ALVES, (sexo masculino). Filho de Maria do Carmo Alves, solteira, jornaleira. Neto materno de Caetano Alves e de Marcelina Rosa Lamas, de Barro Grande. Nasceu na casa da avó, viúva, a 26/9/1863, e foi ali batizado, por necessidade, nesse dia. Não teve padrinhos, nem lhe foi atribuído nome, por ter falecido no acto da cerimónia do batismo.

 

ALVES, Aduindo. Filho de Manuel Alves e de Maria Luísa Gonçalves, moradores em Rabosa. Nasceu em Penso a --/--/1912 (Correio de Melgaço n.º 24, de 17/11/1912).

 

ALVES, Ana Luísa. Filha de António José Alves e de Maria Josefa Rodrigues, lavradores. Nasceu em Penso por volta de 1812. // Lavradeira. // Faleceu em sua casa da Gaia, a 21/11/1872, com 60 anos de idade, casada com o seu conterrâneo José Joaquim Esteves Cordeiro, e foi sepultada na igreja. // Deixou filhos. // O seu viúvo casou em 1879 com Maria José Esteves Pires.

 

ALVES, Anacleto. Filho de Manuel Joaquim Alves e de Maria Ludovina Fernandes, lavradores, residentes no lugar de Felgueiras. N.p. de João Manuel Alves e de Maria Rosa Rodrigues; n.m. de Manuel António Fernandes e de Maria Caetana Esteves. Nasceu em Penso a 13/7/1874 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Bonifácio Rodrigues Marçães e sua esposa, Carlota Esteves Cordeiro, rurais. // Era solteiro, lavrador, morava no Coto de Santa Comba, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 24/10/1895 com Maria da Conceição Costas Sanches, de 17 anos de idade, solteira, vendedora de peixe, natural de Chaviães, residente no lugar de Felgueiras, Penso, filha de André Sanches e de Francisca Costas, naturais da província de Pontevedra, diocese de Tui. Testemunhas presentes: o professor Joaquim Pereira e Manuel Bernardes da Veiga, solteiro, camponês.    

 

ALVES, Antónia. Filha de José Bento Alves e de Teresa de Jesus de Sousa, jornaleiros, pensenses. Nasceu em Penso por volta de 1828. // Jornaleira. // Faleceu em Felgueiras (embora morasse em Mós), a 18/12/1885, com cerca de de 57 anos, solteira, e foi sepultada na igreja (!!!). // Não deixou filhos.

 

ALVES, António. Filho de Manuel Francisco Alves, de Santa Eulália de Valadares, e de Maria José Esteves, de Penso, rurais. Nasceu em Penso por volta de 1834. // Tinha 34 anos de idade, era solteiro, lavrador, morava em Barro Pequeno, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 26/4/1868 com a sua conterrânea, Maria Teresa, de 37 anos de idade, solteira, camponesa, moradora em Paradela, filha de Nestor Rodrigues e de Maria Luísa Esteves, rurais. Testemunhas: Caetano Manuel Esteves Cordeiro, casado, agricultor, de Paradela, e Domingos José Esteves Reguengo, casado, lavrador, de Barro Pequeno. // Faleceu em Barro Pequeno a --/--/1914, com 82 anos de idade (Correio de Melgaço n.º 127, de 1/12/1914).    

 

ALVES, António. Filho de Manuel José Alves e de Florinda Afonso, moradores em Telhada Grande. N.p. de António José Alves e de Maria Josefa Rodrigues, do dito lugar; n.m. de Manuel António Afonso e de Rosa Joaquina Rodrigues, do lugar de Mós. Nasceu a 24/12/1855 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel António Afonso e sua filha Maria Vitória, avô e tia do batizando.

 

ALVES, António. Filho de Maria Joaquina Alves, viúva, lavradeira, moradora em Pomar. N.m. de Luís António Alves e de Rosa Garcia. Nasceu a 12/4/1861 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Pires, casado, rural, e sua filha, Maria Joaquina Pires, solteira, ambos de Pomar.

 

ALVES, António. Filho de Camila Alves, jornaleira, solteira, moradora em Lages. N.m. de João Manuel Alves e de Maria Rosa Rodrigues. Nasceu a 15/2/1874 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Manuel Joaquim Garcia, casado, rural, e sua filha, Rosa Maria Garcia, solteira, de Alempassa. // Faleceu a 10/8/1874 e foi sepultado na igreja.  

 

ALVES, António. Filho de Manuel Alves e de Rosa Maria Esteves, lavradores, residentes no lugar de Casal Maninho. N.p. de Caetano Manuel Alves e de Maria Luísa Domingues; n.m. de Manuel Joaquim Esteves e de Maria Joaquina Gonçalves. Nasceu em Penso a 25/10/1881 e foi batizado na igreja paroquial no dia seguinte. Padrinhos: o seu avô materno, casado, rural, e Maria Vitória Afonso, solteira, criada dos pais do neófito. // Faleceu a 25/12/1881 e foi sepultado na capela sita no lugar de Felgueiras.   

 

ALVES, António. Filho de Manuel José Alves, artista, natural da freguesia de Santa Eulália de Valadares, Monção, e de Maria da Rocha, lavradeira, natural de Penso, onde moravam, no lugar de Telhada Pequena. Neto paterno de Manuel José Alves e de Rosa Josefa Alves; neto materno de José da Rocha e de Rosa Esteves. Nasceu em Penso a 19/9/1909 e foi batizado na igreja a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim da Rocha, casado, rural, e Maria do Patrocínio Alves, solteira, camponesa. // Casou na CRCM a 31/7/1935 com a sua conterrânea Virgínia Caldas (1904-1990). // Enviuvou a 28 de Fevereiro de 1990. // Morreu em Monserrate, Viana do Castelo, a 27 de Fevereiro de 1994 e foi sepultado no cemitério de Penso, ao lado de sua esposa. // Com descendência. 

 

ALVES, António Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Alves e de Maria Ludovina Fernandes, rurais, moradores em Rabosa. N.p. de João Alves e de Maria Rosa Rodrigues, de Lages; n.m. de Manuel António Fernandes e de Maria Caetana Esteves, de Barreiros. Nasceu a 13/3/1871 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Joaquim Fernandes, solteiro, de Felgueiras, ausente em Lisboa (representado por Francisco Luís Domingues, casado, lavrador, do mesmo lugar) e Maria Rosa Fernandes, casada com Francisco Luís Domingues, lavradores. 

 

ALVES, Bonifácio. Filho de José António Alves e de Sinforoza Esteves, moradores no lugar das Lages. N.p. de José Maria Alves e de Maria Rosa Lamas, de Crasto; n.m. de Domingos Esteves e de Ana Maria Esteves, de Lágeas. Nasceu a 21/5/1858 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Bonifácio Rodrigues, solteiro, de Cortinhas, e Caetana Esteves Reguengo, solteira, de Lágeas.  

 

ALVES, Caetano Manuel. Filho de João Alves e de Maria Luísa Pires, lavradores. Nasceu em Penso por volta de 1797. // Faleceu a 1/2/1872, em sua casa de Casal Maninho, com 75 anos de idade, viúvo de Maria Luísa Domingues, e foi sepultado na igreja. // Fizera testamento. // Deixou filhos.

 

ALVES, Cândida Augusta. Filha de Manuel José Alves, carpinteiro, e de Mariana da Cunha Lima, costureira, moradores em Telhada Grande. N.p. de Marcelina Rosa Alves, solteira; n.m. de Anastácio José de Lima e de Marcelina Gonçalves. Nasceu a 30/3/1876 e foi batizada a 4 de Abril desse ano. Padrinhos: Manuel de Araújo Lira Sotomaior e esposa, Joaquina Cândida de Mendonça Machado de Araújo, senhores da Casa do Rosal, em Valadares.   

 

ALVES, César Luís. Filho de Luís Soares Alves e de Maria José Fernandes. Nasceu a 7/9/1957. // Depois de concluído o 2.º ano do ensino preparatório tornou-se aprendiz de mecânico – trabalhou em Monção, na “Auto Reparadora Nato”. // Aos 17 anos parte para Lisboa. // Aos 20 anos ingressa na Força Aérea, onde foi condutor. // Com 22 anos regressa a Melgaço e começa a trabalhar com o pai na construção civil, onde permanece cerca de um ano; depois aceita o lugar de motorista na empresa “Freitas & Palhares, L.da”, onde esteve também um ano. Emigra para França, emprega-se na construção civil, mas passados uns meses ei-lo de volta a Melgaço. // Em 1981 casa com Rosa Maria Fernandes Rodrigues. // Em 1982 estabeleceu-se por conta própria, com uma casa de revestimentos e decoração. // Iniciou-se na política concelhia, tendo sido secretário da Assembleia da Junta de Freguesia de Penso. // Em 1993 foi candidato pelo Partido Socialista à Assembleia dessa freguesia. // Pai de Daniela.

 

ALVES, Clara Joaquina. Filha de Manuel Joaquim Alves e de Maria Joana Esteves, lavradores. Nasceu em Penso por volta de 1838. // Lavradeira. // Faleceu a 23/9/1901, no lugar do Crasto, com todos os sacramentos da igreja católica, com 63 anos de idade, no estado de casada com Domingos Vaz, sem testamento, com filhos, e foi sepultada no cemitério local.

 

ALVES, Conceição. Filha de Manuel José Alves, lavrador, de São João de Sá, Monção, e de Rosa Domingues, lavradeira, de Penso, moradores no lugar das Mós. Neta paterna de Manuel Joaquim Alves e de Maria Rosa de Passos; neta materna de Manuel José Domingues e de Maria do Carmo Esteves. Nasceu em Penso a 22/6/1885 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: a tia materna, Ana Domingues, solteira, camponesa, e José Manuel Esteves, solteiro, areador de açúcar, representado por Manuel Joaquim Domingues, casado, rural, tio materno da neófita. // Casou na 1.ª Conservatória de Lisboa a 24/8/1911 com Casimiro, de 36 anos de idade, seu conterrâneo, filho de Manuel José Rodrigues e de Maria Luísa Esteves. // O seu marido morreu em Penso a 10/9/1922. // Ela faleceu na freguesia da Graça, Lisboa, a 4/2/1963.   

 

ALVES, Constância. Filha de Maria Luísa Alves, solteira, jornaleira, moradora em Crasto. N.m. de Francisco Joaquim Alves e de Maria Joana Alves, do dito lugar. Nasceu a 7/2/1866 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: António Lourenço, casado, lavrador, de Telhada Pequena, e Marcelina Lamas, viúva, jornaleira, de Barro Grande. 

 

ALVES, Delfina. Filha de Miguel José Alves, lavrador, natural de Paderne, e de Maria Joana Alves, natural de Penso, lavradeira, moradores em Telhada Pequena. N.p. de José Joaquim Alves e de Ana Maria Rodrigues; n.m. de Marcelina Rosa Alves. Nasceu em Penso a 11/4/1878 e foi batizada a 14 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô paterno e a tia paterna, Ludovina Rosa Alves. // Mãe solteira de João Alves, nascido em Paderne a 10/1/1917.   

 

ALVES, Deolinda. Filha de Manuel José Alves, artista, natural de Valadares, Monção, e de Maria da Rocha, lavradeira, natural de Penso, onde moravam, no lugar de Telhada Pequena. Neta paterna de Manuel José Alves e de Rosa Josefa Alves; neta materna de José da Rocha e de Rosa Esteves. Nasceu em Penso a 6/7/1904 e no dia seguinte foi batizada na igreja. Padrinhos: Eugénio Rodrigues, solteiro, camponês, natural de Penso, e Maria do Patrocínio Alves, solteira, costureira, natural de Valadares, Monção, tia materna da neófita. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Cascais a 29/10/1927 com António de Matos. // Enviuvou a 21/5/1991. // Faleceu na freguesia de Santo António dos Olivais, Lisboa, a 6/12/1994.

 

ALVES, Deolinda das Dores. Filha de António Alves e de Angelina Caldas. Nasceu em Penso a --/--/1939 (NM 430). 

 

ALVES, Elvira. Filha de José António Alves e de Rosa Alves, jornaleiros, moradores em Lages. N.p. de José Maria Alves e de Rosa Maria da Lama; n.m. de João Manuel Alves e de Maria Rosa Rodrigues. Nasceu a 28/2/1891 e foi batizada a 1/3/1891. Padrinhos: Bonifácio Alves, casado, e Maria Alves, solteira, jornaleiros, irmãos da neófita. // Faleceu a 19/4/1891.

 

ALVES, Emília. Filha de Caetano Alves e de Marcelina Rosa Lamas, jornaleiros, moradores em Barro Grande. Nasceu em Penso por volta de 1839. // Trabalhadora à jorna. // Faleceu em Paranhão, onde morava, a 23/6/1881, com 42 anos, casada com Manuel José de Carvalho, e foi sepultada na igreja. // Deixou uma filha.    

 

ALVES, Emília. Filha de Manuel Alves e de Rosa Maria Esteves, lavradores, residentes no lugar de Casal Maninho. Neta paterna de Caetano Manuel Alves e de Maria Luísa Domingues; neta materna de Manuel Joaquim Esteves e de Maria Joaquina Gonçalves. Nasceu em Penso a 2/3/1877 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: o avô materno, casado, rural, e Maria Vitória Afonso, solteira, criada de servir, ambos de Penso. // Casou na CRCM a 5/5/1913 com Daniel Fernandes. // Faleceu em Penso a 18/4/1941.    

 

ALVES, Eugénio. Filho de Manuel José Alves, artista, natural de Valadares, Monção, e de Maria da Rocha, lavradeira, natural de Penso, onde moravam, no lugar de Telhada Pequena. Neto paterno de Manuel José Alves e de Rosa Josefa Alves; neto materno de José da Rocha e de Rosa Esteves. Nasceu em Penso a 31/8/1901 e foi batizado na igreja a 1 de Setembro do mesmo ano. // Padrinhos: Eugénio Rodrigues, solteiro, camponês, do lugar de Barro Grande, e Maria do Patrocínio Alves, solteira, costureira, de Valadares, Monção, tia paterna do batizando. // Casou a 12/6/1930 com Maria da Rocha, nascida em Penso em 1900. // A sua mulher faleceu na freguesia natal a 21/12/1972. // Ele morreu na freguesia do Bonfim, Porto, a 29/12/1975 e foi sepultado no cemitério de Penso, ao lado da sua esposa. 

 

ALVES, Felícia. Filha de António José Alves e de Maria Josefa Rodrigues. N.p. de Manuel Alves e de Maria Pires, de Felgueiras; n.m. de Constantino Rodrigues e de Rosa Cordeiro. Nasceu por volta de 1805. // Lavradeira. // Faleceu em estado de demência, em sua casa de Telhada Grande, a 3/10/1860, com 55 anos de idade, viúva de Manuel Francisco Lourenço. // Deixou quatro filhos.  

 

ALVES, Francisca Rosa. // Nasceu em Penso por volta de 1824. // Faleceu a 7/2/1908, numa casa de residência de Libânia de Magalhães, sita no lugar da Barqueira, Alvaredo, com todos os sacramentos, solteira, com oitenta e quatro anos de idade, sem testamento, sem filhos, e no dia 9 foi sepultada no cemitério daquela freguesia. // Era mendiga. 

 

ALVES, Francisca Rosa. Filha de João Manuel Alves e de Maria Rosa Rodrigues, jornaleiros. Nasceu em Penso por volta de 1837. // Lavradreira. // Faleceu em sua casa de Pomar, a 24/5/1876, com 39 anos de idade, casada com António Vaz, e foi sepultada na igreja. // Não deixou filhos. 

 

ALVES, Francisco. Filho de Manuel Francisco Alves e de Maria José Esteves. Nasceu em Penso por volta de 1836. // Tinha 41 anos de idade, era solteiro, proprietário, morava no lugar de Barro Pequeno, quando casou na igreja da sua freguesia natal a 7/1/1878 com a sua conterrânea Ana Maria Fernandes, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, moradora no lugar de Rabosa, filha de Caetano Manuel Fernandes, natural de Penso, e de Maria Joana Sarandão, natural da freguesia de Sela, diocese de Tui. Testemunhas presentes: o padre Custódio Esteves Cordeiro e Domingos José Esteves Reguengo, casado, camponês, morador no lugar de Barro Pequeno. // Nota: deve ser o mesmo senhor que morreu a --/--/1918, no lugar de Canhotos, Penso, «de moléstia repentina», com 82 anos de idade (Jornal de Melgaço n.º 1217, de 3/8/1918)

 

ALVES, Francisco. Filho de José Joaquim Alves e de Claudina Pires, lavradores. Nasceu em Penso por volta de 1847. // Faleceu a 21/11/1869, em casa dos pais, lugar do Coto, com apenas 22 anos de idade, solteiro, e foi sepultado na igreja.

 

ALVES, Francisco. Filho de Maria Joaquina Alves, lavradeira, viúva, moradora no lugar de Pomar. N.m. de Luís António Alves e de Rosa Garcia. Nasceu em Penso a 18/12/1862 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Pires, rural, e Ana Luísa Afonso, solteiros, ambos de Mós. 

 

ALVES, Francisco. Filho de Manuel Alves e de Rosa Maria Esteves, lavradores, residentes em Casal Maninho. N.p. de Caetano Manuel Alves e de Maria Luísa Domingues; n.m. de Manuel Joaquim Esteves e de Maria Joaquina Gonçalves. Nasceu a 9/2/1873 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: avô materno, casado, rural, de Carreira, e Maria Vitória Afonso, jornaleira. // Faleceu a 15/8/1873 e foi sepultado na capela de Felgueiras, com licença do pároco.    

 

ALVES, Francisco. Filho de Manuel José Alves, artista, de Valadares, Monção, e de Maria da Rocha, lavradeira, de Penso, moradores em Telhada Pequena. N.p. de Manuel José Alves e de Rosa Josefa Alves; n.m. de José da Rocha e de Rosa Esteves. Nasceu em Penso a 27/8/1898 e foi batizado a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim Durão, solteiro, cocheiro, residente na Vila de Monção, e Maria do Patrocínio Alves, solteira, criada de servir, de Valadares, tia paterna do neófito.