domingo, 28 de abril de 2019

QUADRAS AO DEUS DARÁ
 
Por Joaquim A. Rocha



deus Pã


A minha casa em Cevide

Parecia o reino animal:

Tinha ovelhas e coelhos,

Muitos porcos, um pombal.

 *
 O estudante de agora

Não gosta de estudar;


Passeia livros no braço

E no fim toca a chumbar.


*

 Sei que não procedi bem

Ao dizer-te o que sentia;


Agora brincas comigo,

Sou teu escravo, Maria.

 *


deus Pã
 


 Tens nome bíblico, mana,

Um nome antigo e lindo;

Belos olhos de cigana,


Lábios sempre sorrindo.
 
*
 
Quando eu era rapazito

Gostava de futebol;

Fiz uma bola de trapos

Com restos de um lençol.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO
 
Por Joaquim A. Rocha


Igreja de São Vicente, Braga

 
ROUBOS


(1936) - Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 333, de 22/11/1936: «Na madrugada do dia 14 deste mês os Filhos da Noite, temível quadrilha de gatunos que infestam o nosso concelho, penetraram na adega da Sr.ª Rosa Alves Domingues (Cabanal), no lugar da Corredoura, Prado, onde beberam todo o vinho que lhes apeteceu. Em seguida foram estroncar a fechadura da porta do estabelecimento comercial, pertencente ao Sr. Amadeu Ribeiro, mas não foram bem-sucedidos porque as portas e a fechadura resistiram à violência do ataque, não podendo por isso os gatunos fazer a projetada limpeza no estabelecimento. O Sr. Amadeu Ribeiro esteve com sorte. // Os filhos da noite assaltaram também o estabelecimento do Sr. Manuel José Lopes, no lugar de Pomares, Paderne, roubando alguns tecidos de algodão, lenços, meias, chocolates e outros objetos, assim como 60$00 em dinheiro. Calcula-se o valor do roubo em 300$00. // Uma das últimas noites os amigos do alheio também quiseram roubar o estabelecimento comercial que o Sr. Patrício Esteves possui no lugar da Telhada Pequena, Penso, tendo chegado a perfurar as portas com um trado. Pressentidos os assaltantes, conseguiu o Sr. Patrício Esteves persegui-los a tiro. // Na noite de 10 deste mês os Filhos da Noite introduziram-se por meio de arrombamento no estabelecimento do Sr. Manuel Luís Martins, do lugar de Felgueiras, Penso, roubando diversos objetos, entre os quais 1 relógio e corrente de prata, 1 retalho de cotim, riscados, ceroulas e miudezas no valor de 200$00. Os gatunos teriam feito maior razia no estabelecimento, pois tinham acondicionado em caixões muitos artigos que tiveram de abandonar por terem sido pressentidos por um grupo de rapazes que regressavam de um serão, pondo-se os gatunos em fuga. // Os gatunos roubaram ao Sr. Hilário Nunes, do lugar do Pomar, Penso, duas cabras, das melhores que tinha no rebanho.          

 

*

 

(1937) - Em 1937 os “filhos da noite” penetraram na residência do padre de Chaviães, roubando-lhe a carne de um porco, azeite, lençóis e outras coisas mais. A autoridade do concelho prendeu para averiguações diversos indivíduos daquela freguesia (NM 343, de 17/2/1937).

 

*

 

(1937) - CASTRO, Manuel. Filho de Joaquim Nunes de Castro, guarda-fiscal, natural de Messegães, Monção, e de Angelina Rosa Rodrigues, lavradeira, natural de Pontepedrinha, Prado de Melgaço. Neto paterno de Luís Manuel Nunes de Castro e de Marcelina Rosa Alves; neto materno de João Evangelista Rodrigues e de Maria da Encarnação Rodrigues. Nasceu na freguesia de Prado a 9/3/1903 e foi batizado na igreja paroquial a 16 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: a sua avó paterna e São Lourenço. // Aprendeu a profissão de serralheiro. // A 12/1/1936 iriam ser arrematados em hasta pública duas casas, ambas na Rua do Carvalho: a 1.ª por 2.000$00 e a 2.ª, metade pró-indiviso, com altos e baixos, por 500$00; além de uma leira na Fonte da Vila (produção de pão e vinho), por 2.000$00. Estes bens pertenciam ao viúvo António Rodrigues, que já morara na Vila, e iam à praça para pagamento do passivo descrito e aprovado no inventário feito por morte da mulher, do qual era credor Manuel Nunes de Castro, industrial. // A 15/3/1937 os ladrões assaltaram o seu estabelecimento comercial, sito no Largo Hermenegildo Solheiro (hoje rua), levando bacalhau, tabaco, sardinhas e atum em conserva, além de outros artigos, assim como 41$50 em dinheiro português e dez pesetas (NM 347). // A 27/12/1938 o dito estabelecimento foi ameaçado pelas chamas; na cave existia um forno de pão, e foi aí que o fogo começou, ardendo parte das traves, contudo não teve grandes consequências (NM 428). // Casou na CRCM a 24/8/1939 com Ascensão dos Ramos Rodrigues, solteira, doméstica, natural da vila, SMP, filha de Mercedes dos Prazeres Rodrigues (Graixa); casaram na igreja da vila a 15/2/1959. // Teve um Café e uma pequena fábrica de gasosas, além de uma loja de cal e tijolos, e outros artigos. // No ano de 1959 mandou construir um prédio na Rua Hermenegildo Solheiro, perto do edifício da Câmara Municipal, defronte à sobredita loja, onde residiu com a família, e em cujos baixos tinha comércio de materiais de construção civil. // Possuía uns terrenos no Barral, onde produzia um excelente vinho, segundo constava. Ele gabava-o muito: «o meu binho do Varral não tem igual.» // Morreu na freguesia de Ramalde, cidade do Porto, a 14/12/1982. // Com geração.  


quarta-feira, 24 de abril de 2019

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO
 
Por Joaquim A. Rocha
 
 
 






 
CASA DO RIO DO PORTO

      Sita na freguesia da Vila, SMP. As armas foram concedidas, a 1/9/1793, ao Dr. João Manuel Gomes de Abreu Cunha Araújo. / O primeiro membro dessa família a residir no Rio do Porto parece que foi o Dr. João António da Cunha Araújo, nascido no século XVIII, filho de Bento da Cunha Araújo e de Maria Gonçalves, ou Maria Martins (moradores na Rua do Campo, depois Rua do Espírito Santo, perto da igreja matriz da Vila), casado com Maria Gomes de Abreu, ou Mariana Gomes de Figueiroa (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, vol. I, p. 409). / Na obra citada, p. 410, lê-se: «Ora em 17/5/1748 D. António da Glória, mestre doutor de Sagrada Teologia na Universidade de Coimbra e Prior Donatário do Real Mosteiro do Salvador de Paderne e os mais padres conciliares emprazaram por três vidas aos fidalgos da Casa do Rio do Porto o prazo das Serenadas, que pertencera à família da mulher.» / No entanto, quem solicitou à rainha Maria I a justificação de nobreza e mandou colocar as pedras de armas no frontispício da Casa foi o Dr. João Manuel Gomes de Abreu Cunha Araújo, filho do Dr. João António de Araújo e de Mariana Gomes de Abreu, neto paterno de Bento da Cunha Araújo e de Maria Martins, e bisneto de Gonçalo da Cunha Araújo e de Catarina Esteves; e neto materno de João Gomes de Abreu e de Maria Gomes de Figueiroa, e bisneto de Manuel Gomes de Abreu e de Jerónima de Castro. // Este Dr. João Manuel casou, a 6/8/1768, com Isabel Maria, filha do capitão Manuel Luís Pereira da Gama e de Maria de Araújo, moradores no Campo da Feira de Fora, SMP, e faleceu em 1813. É curioso que esta Casa Solar tenha sido adquirida, na década de vinte do século XX, pelo então secretário de finanças em Melgaço, Ernesto Viriato dos Passos Ferreira da Silva, de Braga, casado em Melgaço a 21/9/1918 com Margarida Maria, neta ilegítima do fidalgo da dita Casa, Caetano José de Abreu Cunha Araújo, e de Margarida Carolina de Castro Álvares de Barros. O acontecimento gerou polémica, pois Ernesto Viriato era o chefe dos republicanos no concelho, e foi Governador Civil de Viana em 1925. Acusaram-no de monárquico, mas ele argumentou publicamente que comprara aquela Casa fidalga porque estava em ruínas e queria recuperá-la. O certo é que ali viveu com a família, com o peso daqueles brasões à porta de entrada.   



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                             CASA RODRIGUES


     (De Isaías Rodrigues). Aparelhagens sonoras, arcos e andores, instalações elétricas em ornamentações e em habitações, capelas e igrejas. Estava instalada em Cristóval, Melgaço (VM 1037, de 1/10/1995).      


 

                                    * 

CASA DE SÃO JOSÉ

     Sita em Castro Laboreiro. / Alojamentos.
 
 



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CASA E QUINTA DA SERRA

     Esta é uma das casas mais importantes de Melgaço, não pela sua arquitetura mas sim pela sua história. Foi construída junto da pequena estrada que vai de Prado a Paderne. É casa de fidalgos e tem capela, em honra de São Caetano. Embora não esteja situada no centro do lugar da Serra, mas sim acima (Cima de Serra – ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, página 614), a sua quinta («um dos prazos da insigne Colegiada de Santo Estêvão de Valença») abrangia esse lugar da freguesia de Prado. A tal quinta da Serra foi adquirida no século XVI pelo casal Ana de Castro de Sousa e Magalhães (filha de Lopo de Castro de Azevedo, 1.º senhor da Casa e Quinta do Fecho, Rouças, e de Leonor Veloso Bacelar de Sousa e Magalhães, e neta de Fernão de Castro, alcaide-mor de Melgaço), e João da Lama Y Puga, fidalgo galego. O instituidor do vínculo de morgadio, iniciado a 3/2/1715, foi Pedro de Sousa Gama, capitão-mor das ordenanças, descendente daquele casal, casado em segundas núpcias com Maria Teresa de Sousa Salgado, nascido no século XVII e cuja morte se verificou a 13/6/1749. Escreveu Aldomar Rodrigues Soares, mais conhecido por “Mário de Prado”: «… o capitão-mor Pedro de Sousa Gama, quando mandou levantar aquele enorme casarão, que ainda hoje admiramos, lá tinha as suas razões…» (Padre Júlio Vaz Apresenta Mário, página 142). // Uma das figuras mais ilustres desta Casa foi o major Luís de Sousa Gama, governador da Praça de Melgaço entre 1839 e 1870, falecido em 1871, do qual fala longamente o Dr. Augusto César Esteves, no seu “Melgaço e as Invasões Francesas” e em «As Minhas Gerações Melgacenses». Um dos últimos representantes dessa Casa foi Herculano Arsénio Gomes Pinheiro (1898-1972), chefe da Secretaria Municipal de Melgaço. / No final do século XX a Casa e Quinta da Serra foi vendida à família Enes, da freguesia da Gave. (Consultar também “Padre Júlio Apresenta Mário”, p.p. 141/2).  

GAMA, Pedro. Filho de Diogo de Sousa e Castro e de Isabel da Gama Palhares. Nasceu no século XVII. // Tal como seu pai, foi capitão-mor (1700 a 1749) e provedor da SCMM (1703). // A 20/5/1706, por ordem do Mestre de Campo General Comandante das Armas da Província de Entre Douro e Minho, Sancho Faro de Sousa, guarneceu com duas companhias do seu distrito o posto do Porto dos Cavaleiros, próximo de Alcobaça, Lamas de Mouro, e desde o referido mês até Julho desse ano vemo-lo quer em Alcobaça, quer em Remoães, onde a 8/7/1706 embargou o passo aos espanhóis que – com um efetivo de 1.200 homens, armados e municiados – tentavam atravessar o rio no sítio chamado Salto. // Casou em primeiras núpcias com Constança de Abreu de Sá Sotomaior, filha de Agostinho Soares de Castro, fidalgo da Casa Real, e de Constança de Abreu e Sá Sotomaior. // Enviuvou a 5/10/1705. // A primeira esposa não lhe deu filhos. // Casou em segundas núpcias, em 1712, com Maria Teresa de Sousa Salgado, filha do Dr. Manuel de Gouveia de Figueiredo e de Maria Caetana de Sousa, moradores no Campo da Vinha, Braga. // Foi ele quem mandou edificar a Casa, a capela dedicada a São Caetano, e fundou o Morgado da Serra, com bens herdados e outros que confrontavam com os mesmos, que comprou, a 22/4/1709, a Maria Almanza Pereira de Castro, galega. // Morreu a 13/6/1749. // A sua viúva faleceu a 4/4/1774. // Era irmão de Gaspar de Sousa Miguel, que professou na Ordem de Santo Agostinho, de Umbelina de São Bernardo, cisterciense, e de Francisca Gama Pito, entre outros. // Com geração.       




 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

SONETOS DO SOL E DA LUA
 
Por Joaquim A. Rocha


MALDADE
 
 

 

Paira nos ares a subtil maldade,
 
    Com seus fartos odres cheios de ódio;

Tem corpo esbelto, julga-se no pódio,
 
Simboliza um tempo sem idade.
 
Sempre cheia de orgulho e vaidade,
Queima mais do que o próprio sódio;
 Brilha bem mais do que o letal nódio,
Não tem amor, pena, honestidade.
 
Tem olhos de bruxa má, peçonhenta,
A vingança mora na sua mente;
É louca, senil, ladra, rabugenta…
 
Quando faz mal fica alegre, contente,
Essa coisa asquerosa, nojenta,
Mãe do terrível demo, vil serpente.



sábado, 20 de abril de 2019

LEMBRANÇAS AMARGAS
                                                          (romance)

Por Joaquim A. Rocha

 


 

 

XXIX


Aliada de Satanás por sentença do Homem

 
     A “Palina”, qual novo Fausto, conseguiu, com as suas demoníacas façanhas, atrair a atenção da criançada. Depois de termos admirado na tela do cinema as aventuras policiais de um Lino Ventura, de um Eddie Constantino, ou de um qualquer Poirot, que melhor nós queríamos do que ver ao vivo a GNR a correr atrás de uma aldeã com cérebro de Fantôme?

 

- A “Palina” foi presa, vai ser levada agora para a cadeia.

- Eh… pá! Vamos lá ver. A gaja é terrível. Sabes o que ela fez?

- Dizem que matou uma mulher com veneno.

- Com veneno?!

- Sim, Rina; com veneno dos ratos. Ia-lho dando, em pequenas quantidades, no chá.

- Então ela estava na casa da outra?

- Estava; era sua criada.

- E matou-a porquê?

- Dizem que andava amigada com o marido; se a matasse, casava com o seu viúvo.

- Ai a filha da mãe. E como descobriram?

- Uma parente, prima da vítima, desconfiou e veio fazer queixa à Guarda Republicana.

- E como sabem que foi com veneno dos ratos?

- Eh… pá! Isso são os médicos que descobrem, abrem as barrigas dos mortos e depois podem ver tudo lá por dentro.

- Ó Cândido: e ela já tinha casado com o tal senhor?

- Parece que não teve tempo, andavam a tratar dos papéis no Registo.

- Vamos então vê-la levar para a prisão?

- Vamos.

- Olha a gaja, até parece uma pastorinha embrulhada naquele xaile!

- Parece, parece, mas olha que de santa não tem nada, até há quem diga que ela fala com o diabo! Sabes que antes desta patifaria já tinha praticado outra?
 


 
- Outra? Eu não me lembro.
- Tu és um despassarado. Ela era criada doméstica de um velho, o senhor Mário César, conheces, e à noite, para o aquecer, deitava-se com ele; às tantas diz ao idoso que estava prenha. Encheu a barriga com uma almofada e foi comprar uma criancinha à aldeia por quinhentos escudos, vê lá! Arrancou as pestanas à criança para parecer ainda mais nova e disse ao homenzinho que era filho dele; e o velhinho, palerma, acreditou; queria apanhar-lhe a fortuna, mas os parentes e herdeiros dele começaram a investigar, viam a herança a fugir-lhes das mãos, até que acabaram por descobrir tudo.



- Ai a cabrona; que ladina ela é. E esteve presa?

- Esteves presa, fugiu da cadeia, depois foi apanhada e esteve lá cerca de dois anos, agora cometeu este crime.

- Nunca mais sai da prisão.

- Há quem diga que vinte, ou vinte e tal anos, apanha de certeza. Só tenho pena de uma filha pequena que ela tem, vai ficar durante muito tempo sem a mãe, esperemos que tenha avós.

- Também para ter uma mãe daquelas vale mais não ter nenhuma.

- Estas mulheres geralmente são muito boas para os seus filhos, são como alguns animais, defendem-nos com unhas e dentes.

- Tenho a impressão de que ela se vai baixar.

- Ai a cabrita; conseguiu fugir aos guardas. Como é que o conseguiu?!

- Não reparaste? Atirou-lhe com areia aos olhos.

- Nunca mais a apanham, meteu-se pelos campos de milho que está quase da altura de um homem.

- Fantástico; é mesmo uma mulher-diabo! Olha: eles ainda lhe atiram fogo, valerá de muito.

- Eu não te disse que era divertido virmos ver isto, que grande aventura; os outros vão cair de cú quando lhes contarmos.

- Os guardas estão furiosos, bem feito! A nós, por roubarmos fruta das árvores, levam-nos para o posto, cascam-nos, e ainda por cima nos ameaçam com a Casa da Correção; a ela, que matou uma mulher honrada, deixam-na escapar!

- Agora não vão descansar enquanto não a apanharem; eu não lhe queria estar na pele. 

- Desta vez ela é capaz de fugir para Espanha ou para França; sabe que se a pilham verá o sol aos quadradinhos o resto da vida.

- Que se lixe a mulher, é fogo; vamos mas é jogar a bola, que os outros já devem estar impacientes e a interrogar-se por nós ainda não termos aparecido.  


 

sexta-feira, 19 de abril de 2019


GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

 

VILA

 
 

Edição de autor

 

Ficha técnica

 
Título: Gentes do Concelho de Melgaço – Vila (SMP)

 

Autor – Joaquim Agostinho da Rocha

 

Capa – Brasão da freguesia

 

Fotografias – vários autores

 

Execução gráfica –

 

Tiragem –

 

Depósito legal –

 

ISBN –

 

Data de edição –

 

Correio eletrónico: joaquim.a.rocha@sapo.pt

Blogue: Melgaço, Minha Terra

Telemóvel: 965815648

 

Obras do autor

 

 

Obras a publicar

 

Poemas do Vento

Sonetos do Sol e da Lua

Quadras ao deus dará

Escritos Sobre Melgaço

Entre Mortos e Feridos (romance)

Lembranças Amargas (romance)

Gentes do concelho de Melgaço (micro biografias)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço (AZ)

A Minha Vida em Imagens

A minha religião e outros escritos

Auto da Palina

Frágeis Elos (2.ª edição)

Padres, Monges e Frades

 

Obras publicadas

 

Livros

 

Frágeis Elos (uma história familiar)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço (I e II volumes)

Lina – Filha de Pã (romance)

Os Meus Sonetos e os do frade

Os Novos Lusíadas (…)

Melgacenses na I Grande Guerra (…)

(em parceria com Valter Alves)

 

Separatas

 

A Origem de Algumas Famílias Melgacenses

A Febre Tifoide e os seus Protagonistas

Tomás das Quingostas (200 anos do seu nascimento)

A Provável Origem de Melgaço e Paderne

 

Prefácios nos livros de José A. Cerdeira e do Dr. Augusto César Esteves:

 

Tomaz das Quingostas

O Buraco da Serpe

A Adversidade por Madrasta

O Sonhador dos Montes da Aguieira

Nas Páginas do Notícias de Melgaço

 

Colaborações

 

No Boletim dos Serviços Sociais da CGD

No Boletim Cultural da Câmara Municipal de Melgaço

No jornal A Voz de Melgaço

No jornal Fronteira Notícias

Artigo sobre o santuário da Peneda no livro Lugares Sagrados

 de Portugal I, editado pelo Círculo de Leitores em 2016.

 

 Apresentação




 

     Concelho do distrito de Viana do Castelo, Alto Minho. Até meados do século XIX teve oito freguesias: Vila, Chaviães, Cristóval, Paços, Prado, Remoães, Rouças e São Paio. Depois dessa altura, devido a uma profunda reforma administrativa, foram-lhe acrescentadas mais dez: Alvaredo, Castro Laboreiro, Cousso, Cubalhão, Fiães, Gave, Lamas de Mouro, Paderne, Parada do Monte, e Penso. Recebeu foral de Afonso Henriques por volta de 1183. Depois da citada reforma, chegou a ter cerca de vinte mil habitantes, mas em 1991 só tinha 11018 pessoas, das quais 4.744 eram homens. Em 2001 apenas residiam aqui 9974 pessoas, sendo 4464 homens (ver Região do Minho, n.º 127, de 29/6/2001). A tendência é para diminuir a sua população, visto residirem no concelho poucos casais jovens. Passou de julgado a comarca, podendo ter juiz de direito, a 24/10/1855, devido a uma nova divisão judicial e administrativa do território nacional; por essa altura (nalguns casos uns anos antes) foram acrescentadas ao concelho, como acima se disse, mais dez freguesias, ficando com uma área superior a duzentos quilómetros quadrados. // A população viveu, durante séculos, da agricultura e da pesca, sobretudo no rio Minho. Produzia-se milho, batata, algum centeio, feijão, e vinho. A fruta era abundante, sobretudo na parte baixa do concelho: uva, castanha, noz, maçã, pera, laranja, tangerina, pêssego, cereja, dióspiro, etc.; porém, os pomares e as vinhas nunca foram cuidados com grande rigor. Outrora produziu-se linho, com que se faziam lençóis e toalhas. A alimentação era à base de carne de porco, o famoso fumeiro e presunto de Melgaço, cabrito nos dias de festa, borrego, alguma carne de vaca ou vitela, batata, hortaliça, de produção própria, alguma massa e arroz, adquiridos na mercearia. O bacalhau era consumido com regularidade, devido ao seu preço baixo, tal como a sardinha e o carapau. Durante a guerra civil de Espanha (1936-1939) a vida dos melgacenses piorou bastante.  


*

 … é provável que nos locais onde estiveram as cidades romanas Lucus Augusti, hoje Lugo, e Bracara Augusta, hoje Braga, houvesse povoações indígenas, como se deduz dos nomes locais (de divindades e de pessoas) que aparecem nas inscrições da época romana, por exemplo: (…), Melgaecus (talvez esta palavra contenha o radical de Melgaço, nome actual de uma vila do Alto Minho; confrontar também Melgidius em Holder, Thesouro, s.v.) (Religiões da Lusitânia, volume III, página 152. J.L.V. – IN/CM).  



                                               *
 



     No cemitério da Vila de Melgaço foi enterrada, a 3/2/1878, Maria Joaquina, falecida no dia anterior em Canle, Remoães. Justificou-se o pároco de Remoães: «por ordem superior 




*

 

Lugares: Assadura, Barbosa, Calçada, Campo da Feira de Dentro, Campo da Feira de Fora, Carvalhiças, Carvalho, Chãos, Corujeiras, Feira Nova, Fonte da Vila, Galvão de Baixo, Galvão de Cima, Loja Nova, Louridal, Mascanho, Moinhos, Orada, Outeiro Alto, Pigarra, Pontepedrinha, Praça do Comércio (Praça da República), Rio do Porto, Rua Direita, Rua do Espírito Santo, Rua Nova de Melo, Várzeas.

 

 
     Ver artigo de António Augusto Gonçalves Ribeiro no Notícias de Melgaço n.º 852, de 21/3/1948.


     Ver artigo de A.A.G.R. no Notícias de Melgaço n.º 854, de 18/4/1948, e no Notícias de Melgaço n.º 855, de 25/4/1948.
     Ver artigo de A.A.G.R. no Notícias de Melgaço n.º 858, de 23/5/1948.



 

 

 

ABENDANHO

 

ABENDANHO, Antónia Narcisa. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior (*) e de Rita Genoveva Cardoso de Azevedo (ou da Costa Marinho). Neta paterna de Julião de Abendanho Illoa Sotomaior e de Rosa Maria de Azevedo Lira; neta materna do Dr. Francisco da Costa Marinho, casado, e de Maria Alves, solteira. Nasceu na vila de Melgaço a 20 de Abril de 1785. // Casou na freguesia de Rouças a 17/8/1826 com José Luís Cardoso Rodrigues, filho de Manuel José Rodrigues e de Luísa Cardoso, moradores no lugar dos Colmeiros. // Faleceu no Rio do Porto, Vila (onde nascera e morava), a 31/10/1866, com 81 anos de idade; estava casada com José Luís Rodrigues Cardoso, lavrador. // Foi sepultada na igreja matriz. // Fizera testamento. // Não deixou filhos. /// (*) Ver em Rouças, AZEVEDO, Rosa Maria.

 

ABENDANHO, Clara Narcisa. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso de Azevedo (ou da Costa Marinho). Nasceu a 9/10/1769. // Morou no Rio do Porto. // Apareceu morta perto do Rio Minho, no sítio do Louridal, Vila, a 23/6/1857. // Era solteira. // Não fizera testamento «porque não tinha de quê…». Foi amortalhada e sepultada na igreja matriz, com ofício de quinze padres e música que, segundo disseram, mandou fazer José Luís Rodrigues Cardoso, cunhado da defunta.   

 

ABENDANHO, Joana Constança. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva da Costa Marinho, moradores no Rio do Porto. Nasceu na vila de Melgaço a 15/2/1786. // Sem mais notícias.

 

ABENDANHO, Joaquina Rosa. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva da Costa Marinho, moradores no Rio do Porto. Nasceu no dito lugar de SMP a 20/1/1777. // Sem mais notícias. 

 

ABENDANHO, Maria Xavier. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva da Costa Marinho, moradores no Rio do Porto. Nasceu em SMP a --/--/17--. // Morou no Rio do Porto, Vila. // Solteira. // Faleceu a 12/10/1854 e foi sepultada na igreja matriz, de eça e caixão, e música, e ofício de vinte padres. // Sem geração.

 

ABENDANHO, Rita Generosa. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva da Costa Marinho, moradores no Rio do Porto. Nasceu na Vila de Melgaço a 5/6/1782. // Em Janeiro de 1858, na Casa da Gaia, fez testamento; ali a tinham recolhido seus primos, António Caetano de Araújo Azevedo e esposa, Teresa de Jesus Araújo Cunha. // Faleceu no lugar de Crastos, Paderne, a 17/2/1874, no estado de solteira, sem filhos, com 92 anos de idade. // Deixou à sua parente Maria, filha dos senhores da Casa da Gaia, acima referidos, os prazos do Campo do Poço de Santiago e o Cerrado de Marrocos (ver O Meu Livro das Gerações Melgacenses, vol. I, p. 600).

 

ABENDANHO, Teresa Maria. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva da Costa Marinho, moradores no Rio do Porto. Nasceu em SMP a 23 de Novembro de 1779. // Sem mais notícias.

 

ABENDANHO, Vitorino Joaquim. Filho de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva da Costa Marinho, moradores no Rio do Porto. Nasceu na Vila de Melgaço a 2 de Janeiro de 1793. 

 

ABRALDES

 

ABRALDES, José Benito Boceta Lemos. Filho de António e de Maria Ângela Abraldes, vizinhos da Vila de Ribadávia, Galiza. Nasceu na Vila de Salvaterra, bispado de Tui. // Casou na Vila de Melgaço a 22/12/1856, com Rita, filha de Caetano Alves de Magalhães e de Vitória Ventura da Costa Rosa, de Penso. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e José Maria Pereira, veterano. // S.m.n.  

 

ABREU

 

ABREU, Amarília do Carmo (*). Filha de António Joaquim de Abreu e de Maria José Esteves, moradores em Moinhos, SMP. Neta paterna de António José de Abreu e de Ana Luísa Vieira, de Soengas, Chaviães; neta materna de Domingos António Esteves e de Ana Maria Esteves, de Lages, Penso. Nasceu a 31/5/1846 e foi batizada na igreja matriz a 1 de Junho desse ano. Padrinhos: João António Abreu Cunha Araújo, do Rio do Porto, e Ludovina, sobrinha do padrinho. (*) Ver Marília de Abreu.


 

ABREU, Ambrósio José Gomes. // Morou no lugar da Corga, SMP. // Faleceu a 4/11/1846. Fizera Testamento. Foi seu herdeiro João de Araújo (da Quinta de São Julião?). Deixou pagos três ofícios, cada um de oito padres, e trinta missas por sua alma, e pelas almas dos pais dez missas, à Senhora da Boa Morte três missas, ao anjo da sua guarda e santos do seu nome deixou duas, e esmolas do costume, cujas missas ele testador já as havia por aplicadas.

 

ABREU, Ana Gertrudes. Filha de Boaventura Gomes de Abreu e de Antónia Maria Gomes de Abreu, moradores na sua Quinta de São Julião da Calçada, arrabaldes da Vila de Melgaço. N.p. de Pedro Gomes de Abreu (morador que foi na dita Quinta) e de Paula Abreu (moradora que foi na Barbosa); n.m. de Sebastião Esteves do Souto e de Guimar Gomes de Abreu, da Quinta da Manhoza, Alvaredo. Nasceu a 15/9/1764 e foi batizada na igreja matriz de SMP dois dias depois. Padrinhos: Jerónimo José Gomes de Magalhães Abreu e sua irmã, Mariana Gertrudes da Natividade, da Quinta da Calçada. // Morou em S. Julião e ali faleceu, solteira, a 30/11/1803.  

 

ABREU, Ana Joaquina. Filha de Inácio “dos Quinteiros”. Nasceu em SMP por volta de 1825. // Faleceu a 1/8/1895 no Hospital da SCMM, com 70 anos de idade, solteira, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou filhos.

 

ABREU, Ana Maria. Filha de Manuel Abreu e de Maria Gomes Araújo, moradores no revelim da Vila. Nasceu a 13/9/1758 e foi batizada na igreja matriz a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Pedro Rodrigues e esposa, Mariana de Abreu, da Vila. 

 

ABREU, Ana Maria. // Morou entre portas, SMP, onde faleceu a 25/7/1831, no estado de viúva. Foi amortalhada em hábito de freira e sepultada na igreja matriz. Teve ofício de corpo presente de dezasseis padres.     

 

ABREU, Angelina da Luz. Filha de António Joaquim de Abreu, de SMP, e de Camila Marinho, de Alveios, Galiza, moradores no lugar da Corga, Vila de Melgaço. Neta paterna de Clara Joaquina de Abreu; neta materna de Brandina Marinho. Nasceu na vila a 17/5/1874 e foi batizada na igreja a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Marinho, tio materno, e mulher, Antónia Maria Soares. // Casou com José da Lama. // Ambos faleceram na Vila: o marido a 23/3/1950 e ela a 12/6/1951, na Assadura.

 

ABREU, Antónia. // Morou no lugar da Orada, SMP. // Morreu solteira, a 5/2/1844, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de 25 padres e de caixão. Antes de falecer fizera doação de tudo aquilo que possuía às sobrinhas, como dote de casamento.  

 

ABREU, António Gomes. // Foi tabelião em Melgaço na 1.ª metade do século XVIII. Em 1718 já exercia essa atividade (“Organização Judicial de Melgaço”, de ACE, p.p. 65 e 127). // Em 1729 foi vereador mais velho e juiz pela ordenação. // Era proprietário da “Casa da Calçada”. // Pertencia à família Magalhães.  

 

ABREU, António Joaquim. Filho de Clara Joaquina Gomes de Abreu, solteira, de SMP. N.m. de Lourenço José Gomes de Abreu (*). Nasceu em SMP por volta de 1837 (e foi batizado na igreja matriz de SMP a 5/7/1837, tendo por padrinhos António Joaquim Martins e Rosa Gonçalves, da Assadura). // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou a 2/5/1863 com Camila, de 25 anos de idade, solteira, lavradora, da freguesia de Lebosende, Ourense, moradora na Vila de Melgaço, filha de Brandina Marinho, de Alveios, Tui, moradora também em Melgaço. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Francisco Joaquim Esteves, escrevente do Município. // Morreu na Assadura, Vila, a 27/7/1908, com todos os sacramentos, com 71 anos de idade, com testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // Pai de Inocêncio, emigrante em Santos, Brasil. /// (*) Outra fonte diz-nos que é neto materno de Manuel Bernardo de Abreu e de Maria Joana (da freguesia do Couto, Galiza?)

 

ABREU, António Joaquim. Filho de Maria Joana Rodrigues, de Rouças. Nasceu por volta de 1806 e morou no lugar da Verdade, Rouças. // Lavrador. // Faleceu solteiro, a 12/1/1879, em casa do Dr. José António de Abreu Cunha Araújo (1827-1885), na Rua do Rio do Porto, SPM, com 73 anos de idade, e foi sepultado no cemitério público.  

 

ABREU, António José (Padre). // Faleceu na Vila a 19/5/1759.

 

ABREU, António Luís. Filho de João Manuel Abreu e de Maria Josefa Araújo, moradores na Corga, SMP. N,p. de João de Abreu (dos Santos?) e de Maria Josefa; n.m. de Maria Menina, solteira, galega. Nasceu a 9/6/1817 e foi batizada na igreja matriz a 13 desse mês. Padrinhos: João Luís da Costa, solteiro, da Pigarra, e invocaram como madrinha a mãe de Cristo.

 

 ABREU, António Manuel. Filho de Boaventura Gomes de Abreu e de Antónia Maria de Abreu, moradores na sua Quinta de São Julião, arrabaldes da Vila. N.p. de Pedro Gomes e de Paula de Abreu, de SMP; n.m. de Sebastião Esteves do Souto e de Guiomar Abreu, da Quinta da Barqueira, Alvaredo. Nasceu em SMP a 20/4/1756 e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: padre António Magalhães Abreu, seu tio, abade de Santa Cristina de Arons (representado pelo Dr. António de Araújo, da Quinta do Rio do Porto), e sua tia, Andreza Gomes de Abreu.

 

ABREU, António Maria. Filho de José Manuel Gomes de Abreu e de Joaquina de Jesus, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo, do dito lugar; n.m. de José Cardoso dos Santos, de Nossa Senhora da Piedade de Queimadela, e de Joana Maria da Purificação, de São João Batista de Raebe, Lamego. Nasceu a 29/8/1829 e foi batizado na igreja matriz a 3 de Setembro desse ano. Padrinhos: António Caetano de Sousa Gama e esposa, Rita Maria Joaquina de Vasconcelos, de Várzeas, SMP.  

 

ABREU, António Marinho. Filho e herdeiro de Francisco Xavier Marinho Gomes de Abreu. Nasceu a 30/12/1853. // Foi sexto administrador da capela da Pastoriza, que toda a vida senhoreou, mas por sua morte, por deliberação dos interessados, procedeu-se a inventário orfanológico, indo a mesma à praça, sendo arrematada pelo Dr. António Joaquim Durães, a 2/7/1893, pela quantia de duzentos e cinco mil réis. // Era senhor da Casa do Reguengo, em Jolda, Arcos de Valdevez. // Casou com Joana Pereira Pimenta de Castro, da Casa da Prova, no termo de Valdevez.   

 

ABREU, António Máximo. Filho de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa Pereira de Araújo. N.p. de Leão José Gomes de Abreu e de Maria Pereira Araújo; n.m. de Manuel António de Araújo e de Maria Gonçalves. Nasceu a 10/9/1806 e foi batizado na igreja matriz a 25 desse mês e ano. Padrinhos: António José de Araújo Lima e Ana Máxima de Araújo Lima. // Foi criado pelos tios maternos, Francisco José Pereira e Ana Maria de Araújo, comerciantes, com loja no Campo da Feira de Fora. // Foi administrador do concelho e juiz ordinário do julgado de Melgaço de Maio de 1838 a Fevereiro de 1844. Antes já fora provedor da Misericórdia. // Morou na Calçada. // Faleceu solteiro, em SMP, a 2/8/1858, e foi sepultado no Convento da Vila, com ofício de 21 padres, de caixão e música. // Era tio de José Cândido Gomes de Abreu.  

 

ABREU, António Xavier. Filho e herdeiro de Francisco Xavier Gomes de Abreu, fidalgo cavaleiro da Casa Real, 4.º administrador da capela da Pastoriza e vínculo do Louridal. // Casou em 1815 com Joaquina Barbosa Silva Brito de Melo Pacheco, filha do Dr. José Joaquim Brito de Melo, senhor da Casa de Arca, vereador da comarca de Ponte de Lima. // Residiu em Viana, na Rua da Rosa.  

 

ABREU, Aurélio Cândido. Filho de Maria Deolinda Gomes de Abreu, de SMP. Neto materno de Emília Gomes de Abreu. Nasceu na Rua de Baixo, Vila, a 20/2/1911, e foi batizado a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Aurélio de Araújo Azevedo, solteiro, negociante, e Cândida de Barros, solteira, doméstica. 

 

ABREU, Balbina da Glória. Filha de José Manuel Gomes de Abreu, escrivão camarário, e de Joaquina de Jascão. N.p. de Tomás José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo, de SMP; n.m. de José Cardoso de Campos e de Joana da Purificação, moradores no Porto. Nasceu por volta de 1827. // Costureira e proprietária. // Faleceu solteira, na Rua de Baixo, onde morava, a 29/8/1883, com 56 anos de idade, e foi sepultada no cemitério público. // Não deixou filhos.

 

ABREU, Bernardo (Frei). // Filho de Leão José Gomes de Abreu e irmão de Tomaz José Gomes de Abreu. // Professou na Ordem dos frades menores, no Convento de São Francisco, Porto, e passou a usar o nome de frei Bernardo de Nossa Senhora da Orada. // Faleceu na Calçada, SMP, a 15/6/1824, de repente, e foi sepultado no convento das Carvalhiças.     

 

ABREU, Boaventura. Filho bastardo de Pero Gomes de Abreu Magalhães e de Paula Abreu. Nasceu (ou morou) em São Julião. // Foi juiz pela ordenação em 1768, 1769, 1770 a 1773, e em 1776. // Uma sua filha casou com Bento Isidoro Azevedo (ver OJM, de ACE, p. 130).

 

ABREU, Brandina Rosa. Filha de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho, lavradores. N.p. de Clara Joaquina Gomes de Abreu, de SMP; n.m. de Blandina Marinho, de Alveios, Galiza. Nasceu a 5/3/1867 e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Marinho e Blandina (ou Brandina) Marinho, lavradores, de SMP. // Faleceu a 2/10/1882, em casa dos pais, no lugar da Corga, SMP, e foi sepultada no cemitério público.   

 

ABREU, Caetana Maria. // Casou com António Gomes. // Morou no lugar da Corga, Vila. // Faleceu viúva, a 17/2/1814.

 

ABREU, Caetana Maria. Filha de frei Domingos Coelho Novais Gomes de Abreu. // Casou com Caetano Abreu Soares, da casa armoriada de ao pé da Matriz.

 

ABREU, Caetano. Filho de João Manuel de Abreu e de Maria Josefa de Araújo, moradores na Corga, SMP. N.p. de João de Abreu e de Josefa Alves; n.m. de Maria Menina, solteira, galega. Nasceu a 17/9/1812 e foi batizado na igreja matriz dois dias depois. Padrinhos: Manuel Caetano, solteiro, e sua mãe, Helena, residentes no Campo da Feira de Fora.

 

ABREU, Constança Júlia. Filha de José Manuel Gomes de Abreu e de Joaquina de Jesus. N.p. de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo, de Melgaço; n.m. de José Cardoso dos Santos e de Joana Maria da Purificação, da freguesia da Sé, Porto. Nasceu a 24/12/1840 e foi batizada na igreja matriz a 16/1/1841. Padrinhos: Manuel Inácio de Sousa Araújo e Luísa Joaquina Coelho. // Nota: aparece outra Constança Júlia, filha e neta das mesmas pessoas, com os mesmos padrinhos, só diferindo as datas (nascimento 24/12/1841; batismo 15/1/1842). Será a mesma, tendo-se enganado o padre ao redigir o assento?     

 

ABREU, Constantino Gomes (Padre). // Faleceu na Vila a 2/7/1771.

 

ABREU, Domingos (Frei). Filho de Domingos Gomes de Abreu e de ------------ Coelho Novais. Nasceu na casa fronteira à Misericórdia a 21/1/1668. // Foi admitido na Confraria das Almas da Vila de Melgaço a 8/2/1692. // Armaram-no cavaleiro da Ordem de Cristo na igreja da Senhora da Conceição de Lisboa, a 31/12/1692, professando na mesma Ordem a 9/2/1693, no Convento de Tomar. Tinha de tença anual 30.000 réis. // Foi familiar do Santo Ofício e Feitor Geral das Alfândegas de Entre Douro e Minho. // Casou em Lapela, a 28/11/1700, com Isabel de Faria. // Em 1701 foi-lhe concedida carta de armas, fidalguia e nobreza, com que aformoseou as Casas de Melgaço (fronteira à Misericórdia) e de Lapela. // A 19/8/1705, por carta patente da regente Catarina de Bragança, foi nomeado Capitão das Ordenanças, cargo que exerceu até à data do falecimento. // Provedor da SCMM em 1706. // Em consequência de um voto que fez aquando da Guerra de Sucessão de Espanha, na Galiza, onde fora preso e torturado como espião, edificou no Coto da Pedreira a capela da Pastoriza, cuja provisão lhe foi concedida em Melgaço a 6/6/1707 pelo arcebispo Dom Rodrigo Moura Teles, e a autorização para ocupar o sítio - que era público e baldio - despachada pelo senado municipal a 21/1/1713. A capela, porém, apenas ficaria concluída em 1727, pois só a 17 de Agosto desse ano é que o abade de Rouças, padre Manuel Cunha Lira, a benzeu e nela cantou a 1.ª missa. // Vereador mais velho e juiz pela ordenação em 1744. (OJM, de ACE, p. 129). // continua...