sexta-feira, 29 de março de 2019


GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

 

CASTRO LABOREIRO

  




 

 

 

 

 

 

 

 

 
Edição de Autor


 

 

 

 

 

 

 

 

Ficha técnica

 


Título: Gentes do Concelho de Melgaço – Castro Laboreiro

 

Autor – Joaquim Agostinho da Rocha

 

Capa – brasão de Castro Laboreiro

 

Fotografias –

 

Execução gráfica –

 

Tiragem –

 

Depósito legal –

 

ISBN –

 

Data de edição –

 

Correio eletrónico: joaquim.a.rocha@sapo.pt

Blogue: Melgaço, Minha Terra


Telemóvel: 965815648

 

 
 





 











Obras do autor






 

 

Obras a publicar

 

Poemas do Vento

Sonetos do Sol e da Lua

Quadras ao deus dará

Escritos Sobre Melgaço

Entre Mortos e Feridos (romance)

Lembranças Amargas (romance)

Gentes de Melgaço (microbiografias)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço

A Minha Vida em Imagens

A minha religião e outros escritos

Auto da Palina

Frágeis Elos (2.ª edição)

Melgaço: Padres, Monges e Frades

 

Obras publicadas

 

Livros

 

Frágeis Elos (uma história familiar)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço (I e II volumes)

Lina – Filha de Pã (romance)

Os Meus Sonetos e os do frade

Os Novos Lusíadas (…)

Melgacenses na I Grande Guerra (e em outras guerras do século XX) - em parceria com Walter Alves –
 



Separatas
 



A Origem de Algumas Famílias Melgacenses

A Febre Tifoide e os seus Protagonistas

Tomás das Quingostas (200 anos do seu nascimento)

A Provável Origem de Melgaço e Paderne

 

Prefácios nos livros de José A. Cerdeira e do Dr. Augusto César Esteves:

 

Tomaz das Quingostas

O Buraco da Serpe

A Adversidade por Madrasta

O Sonhador dos Montes da Aguieira

Nas páginas do Notícias de Melgaço

 

Colaborações

 

No Boletim dos Serviços Sociais da CGD

No Boletim Cultural da Câmara Municipal de Melgaço

No jornal A Voz de Melgaço

No jornal Fronteira Notícias

Artigo sobre o santuário da Peneda no livro Lugares Sagrados

 de Portugal I, editado pelo Círculo de Leitores em 2016.

Etc.

 


Prefácio

       É impressionante a vida dos castrejos de Castro Laboreiro. Muito espaço, mas pouco dele aproveitável para a agricultura. Ali predomina a serra, penhascos medonhos, animais selvagens, sobretudo o lobo. Todos os anos os homens partiam, a pé, para a Beira Alta, para Trás-os-Montes, e para outras terras portuguesas, e também para Espanha, a fim de ganharem algum dinheiro para o sustento da família. Alguns deles morriam nesses lugares distantes, homens novos, ainda com tanto para viver. Os que regressavam vinham novamente a pé, traziam com eles algumas ovelhas e cabras com o objetivo de reforçarem o rebanho e substituir os animais que entretanto tinham morrido. // Em 1938 Castro tinha apenas duas escolas do ensino primário: uma no lugar da Vila e outra no lugar de Várzea Travessa (Notícias de Melgaço n.º 397, de 15/5/1938). Antes de 1961 tinha quase dois mil habitantes; em 2019 terá à volta de seiscentas pessoas!       

     A seguir vou escrever sobre aqueles que nasceram, habitaram, ou morreram em Castro Laboreiro. Começo pelos batismos de 1855, visto ser nesse ano que Castro deixou de ser um concelho e passou a integrar, como freguesia, o concelho de Melgaço. A ordem é a alfabética e não a cronológica, por ser mais fácil a consulta. Uma das coisas que me chamou a atenção foi o facto de existirem poucas crianças de mãe solteira, e a ausência quase total de expostos. Quando não menciono a profissão é porque se trata de lavradores (mais de 90%). 


                                 *
 





AFONSO


AFONSO, Abel. Filho de António Bento Afonso e de Antónia Alves. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/1935 (Notícias de Melgaço n.º 269, de 28/4/1935).

 

AFONSO, Abílio. Filho de Manuel José Afonso e de Maria Rosa Pires, residentes no lugar de Barreiro. Neto paterno de José Manuel Afonso e de Ana Rosa Monteiro; neto materno de José Bento Pires e de Isabel Alves. Nasceu a 21/3/1911 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Madrinha: a avó paterna. // Todos lavradores e naturais de Castro Laboreiro. // Casou a 21/10/1940 com a sua conterrânea, Ana Rosa Alves. // No Notícias de Melgaço n.º 759, de 16/12/1945, lemos: «Roubo e agressão – pelas duas horas da manhã de sexta-feira, 7/12/1945, três gatunos espanhóis assaltaram a casa de morada do senhor Abílio Afonso, residente em Adofreire, Castro Laboreiro, roubando objectos no valor de dezassete contos, aproximadamente, e agredindo barbaramente, a tiros de pistola, aquele Abílio e sua mulher, Ana Alves. Os ferimentos são de profundidade, principalmente na mulher daquele Abílio, pois - segundo se diz - uma das balas atingiu-lhe um dos pulmões.» // Morreu em Sá, Monção, a 12/3/1965.     

 

AFONSO, Abílio. Filho de Francisco Afonso e de Maria Rosa Afonso. Nasceu a --/--/1930 (NM 56, de 6/4/1930).

 

AFONSO, Adelino. Filho de António Afonso e de Maria Antónia Domingues, de Laceiras. N.p. de Pedro Afonso e de Maria Rodrigues; n.m. de Manuel Domingues e de Maria Esteves, de Mareco. Nasceu a 17/5/1889 e foi batizado no dia 20 desse mês. Padrinhos: António José Gonçalves, casado, pela pessoa de Pedro José Gonçalves, solteiro, e Maria Gonçalves, solteira, ambos da vila de Castro. // Casou com Rosalina Domingues, na CRCM, a 19/10/1914. // Morreu a 19/11/1928. 

 

AFONSO, Adelino. Filho de José Afonso e de Isabel Maria Esteves. N.p. de Pedro Afonso e de Maria Rodrigues; n.m. de Joaquim Esteves e de Antónia Maria Afonso. Nasceu a --/--/191-. // Residiu no lugar do Tezo. // Emigrou clandestinamente para França. // Casou com uma francesa e tiveram dois filhos. Um deles, Yves Afonso, nasceu a 13/2/1944 e foi famoso actor de cinema e de televisão. O Yves um dia, por razões profissionais, veio a Portugal. Num dos intervalos, deslocou-se a Castro Laboreiro a fim de procurar os parentes, tendo de início havido alguma dificuldade no relacionamento, em parte por ele não saber falar português, e a tia não falar francês. Arranjaram um tradutor e tudo ficou bem. Esta notícia chegou aos ouvidos do realizador Manuel de Oliveira, que a contou no filme “Viagem ao Princípio do Mundo” (ver Melgaço Hoje n.º 18, de Setembro de 1996). // O outro filho de Adelino, fotógrafo de profissão, faleceu de forma trágica, em Itália, decorria o ano de 2004. // Adelino, segundo consta, só veio visitar a família uma única vez. Aguentou toda a II Guerra Mundial em França. Morreu nesse país, de acidente. // Adelino era irmão de Domingos (chegou a estar num campo de concentração nazi), e de José; também era irmão de Maria Rosa Afonso (que recebeu o sobrinho Yves, representada no filme por Isabel de Castro), mãe de Almerinda, de António, e de Manuel “Bento”.    

 

AFONSO, Adelino. Filho de José Afonso e de Maria Joaquina Domingues. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/1936 (NM 306, de 29/3/1936). // Nota: penso que é o mesmo senhor que casou com Joaquina Rosa Alves, natural de Fiães. Em 1991 residiam em Alcobaça, Lamas de Mouro. Eram possuidores, entre outros bens, de um terreno com 500 m2 no lugar de Porto Ribeiro, Lamas de Mouro, aprovado para construção urbana (VM 942).

 

AFONSO, Adelino. Filho de --------- Afonso e de --------------------------------------. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/19--. // Casou a --/1/1960 com a sua conterrânea Maria Afonso (NM 1347, de 17/1/1960). 

 

AFONSO, Agostinho. Filho de Manuel António Afonso e de Maria Fernandes, lavradores, castrejos. // Faleceu em Varziela, a 14/2/1878, com 66 anos de idade, solteiro, lavrador. // Fizera testamento.

 

AFONSO, Aladino. Filho de António José Afonso e de Maria Rosa Gonçalves. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/1939 (NM 435, de 12/3/1939).

 

AFONSO, Albano. Filho de António Bento Afonso e de Antónia Alves. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/1937 (NM 369, de 26/9/1937).

 

AFONSO, Albina. Filha de Domingos Afonso e de Rosa Esteves, de Bico. N.p. de António Esteves e de Vitória Domingues; n.m. de Domingos Afonso e de Ana Rosa Gonçalves. Nasceu a 11/3/1881 e foi batizada a 13 (?) desse mesmo mês e ano. Madrinha: Maria da Graça Domingues, solteira, do lugar da vila de Castro. // Faleceu a 7/9/1895 e foi sepultada na igreja. // Estava demente.  

 

AFONSO, Albino. Filho de Joaquim Afonso e de Ana Esteves, moradores em Cainheiras. N.p. de António José Afonso e de Maria Antónia Afonso, de Bago de Baixo; n.m. de António Esteves e de Teresa Fernandes. Nasceu a 21/5/1880 e foi batizado na igreja a 23 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Francisco Alves e sua mulher, Isabel Gonçalves, de Dorna, todos lavradores. // Faleceu a 9/2/1884 e foi sepultado no adro da igreja.

 

AFONSO, Albino. Filho de Vicente Afonso e de Isabel Esteves, moradores em Ameixoeira. N.p. de António Afonso e de Maria Gonçalves, de Bago de Baixo; n.m. de Silvério Esteves e de Antónia Domingues. Nasceu a 14/4/1881 e foi batizado a 17 desse mesmo mês e ano. Madrinha: Maria Antónia Esteves, casada. // Nota: deve ser o mesmo indivíduo que em Janeiro de 1914 regressava do Brasil para a sua casa de Padrezouro. Um senhor com este nome faleceu nesse lugar de Padrezouro a 3/9/1952, com 71 anos de idade; era pai de Adelina, de Manuel António, e de Maria (NM 1040, de 28/9/1952).  

 

AFONSO, Albino. Filho de Manuel Afonso e de Rosa Domingues, moradores em Bico. N.p. de Domingos Afonso e de Ana Gonçalves; n.m. de Alexandre Domingues e de Caetana Bernardo, de Mareco. Nasceu a 21/7/1881 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: Manuel Esteves e mulher, Maria Afonso, de Corveira, todos lavradores. // Faleceu a 7/3/1884 e foi sepultado no adro da igreja. // Nota: segundo a Conservatória do Registo Civil de Melgaço, a sua esposa, Ana Maria Fernandes, faleceu a 9/11/1949 e ele a 3/9/1952! – Claro que se trata de um engano; provavelmente quem teria casado foi o de cima (confirmar).  

 

AFONSO, Alfredo. Filho de Joaquim Afonso e de Elvira Domingues. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/1936 (NM 306, de 29/3/1936). // Deve ter residido algum tempo em Remoães, onde seus pais compraram uma casa e terrenos.  

 

AFONSO, Álvaro. Filho de Manuel Afonso e de Deolinda Enes. Nasceu em Castro Laboreiro a --/--/1932 (NM 156, de 10/7/1932). // Faleceu no lugar de Queimadelo a --/--/1933, com treze meses de idade (NM 205, de 20/8/1933). 

 

AFONSO, Américo. Filho de -------- Afonso e de ------------------------. Nasceu a --/--/19--. // Casou com Requelinda Bernardo. // Em 1985 adquiriram – por doação verbal de Aurélio Bernardo e de sua mulher, Hortelinda Gonçalves – um prédio rústico, sito em Queimadelo, a confrontar a norte com Anabela Carvalho Gonçalves Moedas Perestrelo de Alarcão, do sul e nascente com Manuel Rodrigues, e do poente com José Maria Pires. // No ano de 2007 moravam em Adofreire.

 

AFONSO, Américo dos Santos (Prof. Dr.) Filho de José Augusto Afonso e de Almerinda Rodrigues. Nasceu em Castro Laboreiro a 1/12/1959. // Acabou o Curso de Medicina Dentária na Faculdade da Universidade do Porto em 1986. // Doutorou-se em 1998. // A partir de 1999 tornou-se professor associado da Faculdade de Medicina Dentária do Porto; trabalhava também em uma Clínica de Braga. // Em 2002 foi nomeado Diretor do Hospital de São Marcos, em Braga. // Professor Associado com Agregação da FMDUP em 2006. // Professor Catedrático em 2018. // Foi casado duas vezes e é pai de José Pedro e de Manuel.   
 


AFONSO, Ana. Filha de Manuel Afonso e de Rosa Esteves. Nasceu por volta de 1827. // Lavradeira. // Faleceu em Pontes a 18/1/1898, com 71 anos de idade, no estado de viúva de Domingos Bernardo, e foi sepultada no adro. // Com geração.

 

AFONSO, Ana. // Faleceu no estado de solteira, a 13/2/1858, no lugar de Bago de Baixo, menor de 25 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja paroquial no dia 15.   

 

AFONSO, Ana. Filha de Domingos Afonso e de Ana Rosa Gonçalves. Nasceu por volta de 1836. // Lavradeira. // Faleceu em Cainheiras, a 3/9/1894, com 58 anos de idade, casada com Manuel Monteiro, e foi sepultada na igreja. // Com geração. 

 

AFONSO, Ana (Estácia?). Filha de João Manuel Manuel Afonso e de Maria Rodrigues. N.p. de Manuel Afonso e de Ana (Estácia?) Domingues, de Pontes; n.m. de António Rodrigues e de Maria Conde, de Bico. // Faleceu em Cainheiras a 2/5/1860, com 55 anos de idade, viúva de Sebastião Fernandes, rural, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja no dia 4. // Deixou filhas e filhos.

 

AFONSO, Ana Maria. Filha de Manuel António Afonso e de Francisca Rodrigues. Neta paterna de António José Afonso e de Sebastiana Domingues, do lugar de Laceiras; neta materna de Francisco Rodrigues e de Maria Gonçalves, de Alagoa. Nasceu a 2/5/1856 e foi batizada pelo padre Francisco Esteves no dia 5. Madrinha: Maria Rodrigues, de Laceiras. // Sem mais notícias.

 

AFONSO, Ana Maria. Filha de Manuel Afonso e de Joaquina Fernandes, ela do lugar da vila de Castro e ele do Vido, onde moravam. N.p. de António Afonso e de Rosa Monteiro; n.m. de António Luís Fernandes e de Escolástica Domingues. Nasceu a 21/6/1872 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: Manuel Esteves (Valenciano) e mulher, Ana Domingues. (Gémea de Rosa da Conceição).  

 

AFONSO, Ana Maria. Filha de Manuel José Afonso e de Isabel Maria Esteves, residentes em Assureira. N.p. de Manuel António Afonso e de Maria Alves, do Barreiro; n.m. de Domingos Esteves e de Rosa Afonso. Nasceu a 27/7/1881 e foi batizada a 31 desse mesmo mês e ano. Madrinha: a sua avó materna. // Faleceu a 22/8/1881. 

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de Manuel Afonso e de Maria Domingues, lavradores, castrejos. // Faleceu no lugar de Covelo a 25/2/1881, com oitenta e dois anos de idade, no estado de viúva de Manuel Domingues. // Com geração.

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de Manuel Afonso e de Rosa Domingues, residentes em Portelinha. N.p. de Manuel Afonso e de Rosa Esteves; n.m. de Manuel Domingues e de Margarida Rodrigues. Nasceu a 1/3/1859 e foi batizada a 3 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Domingues e mulher, Marcelina Domingues, de Lamas de Mouro. (Este assento feito pelo padre FAG a 15/10/1883).

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de António Afonso e de Joaquina Domingues, moradores em Covelo. N.p. de José Afonso e de Ana Rosa Alves; n.m. de Manuel Luís Domingues e de Ana Rosa Afonso, todos lavradores. Nasceu a 9/4/1862 e foi batizada no dia seguinte. Madrinha: a sua avó materna. 

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de Tiago Afonso e de Maria Rodrigues, lavradores, residentes em Laceiras. N.p. de Manuel Afonso e de Rosa Rodrigues; n.m. de Manuel Rodrigues e de Catarina Afonso, lavradores. Nasceu a 18/6/1862 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: os seus avós maternos.

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de Francisco Afonso e de Antónia Alves, ela de Várzea Travessa e ele de Dorna, onde moravam. N.p. de Manuel Afonso e de Maria Esteves; n.m. de Manuel Luís Alves e de Ana Rosa Esteves. Nasceu a 15/4/1864 e foi batizada a 17 desse mesmo mês e ano. Padrinhos: Sebastião Alves e sua mulher, Isabel Maria Rodrigues, todos lavradores.

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de António José Afonso e de Maria Rosa Esteves, ele de Assureira e ela de Portelinha, onde residiam. N.p. de Pedro Afonso e de Maria José Fernandes; n.m. de Luís António Esteves e de Angélica Alves. Nasceu a 10/3/1872 e foi batizada no dia seguinte. Madrinha: Rosa Alves, solteira, todos lavradores.

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de Francisco Afonso e de Antónia Alves, ela de Várzea Travessa e ele de Dorna, onde moravam. Neta paterna de Manuel António Afonso e de Maria Esteves; neta materna de Manuel Luís Alves e de Ana Rosa Esteves. Nasceu a 31/7/1872 e foi batizada a 4 de Agosto desse ano. Padrinhos: António José Gonçalves e sua mulher, Luciana Alves.

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de Manuel Afonso e de Maria Rosa Fernandes, moradores no lugar de Podre. N.p. de António Afonso e de Joaquina Pires, de Ramisqueira; n.m. de José Fernandes e de Rosa Pires. Nasceu a 1/3/1889 e foi batizada no dia 3. Padrinhos: Domingos José Pires, casado, pela pessoa de José Manuel Afonso e sua mulher, Ana Rosa Pires. // Faleceu a 5/3/1889.

 

AFONSO, Ana Rosa. Filha de António Afonso e de Isabel Pires, moradores no Barreiro. Neta paterna de António Afonso e de Joaquina Pires; neta materna de Silvestre Pires e de Maria Domingues. Nasceu a 1/4/1893 e foi batizada no dia 2. Padrinhos: o avô materno, pela pessoa de Domingos Bernardo e sua mulher, Rosa Esteves, do lugar de Assureira. // Faleceu a 18/5/1893. 

 

AFONSO, Ângela. Filha de João Manuel Afonso e de Maria Rodrigues, lavradores, castrejos. // Faleceu no lugar das Cainheiras, a 8/4/1873, com setenta e sete anos de idade, no estado de viúva de Manuel Esteves. // Com geração. // continua...

quarta-feira, 27 de março de 2019


GENTES DO CONCELHO DE MELGAÇO

 

ALVAREDO

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

Joaquim A. Rocha

 

 

 

Edição de autor

 

 

 

 

 

 

 

Ficha técnica

 

Título: Gentes do Concelho de Melgaço – Alvaredo

 

Autor – Joaquim Agostinho da Rocha

 

Capa – Brasão da freguesia

 

Fotografias – vários autores

 

Execução gráfica –

 

Tiragem –

 

Depósito legal –

 

ISBN –

 

Data de edição –

 

Correio eletrónico: joaquim.a.rocha@sapo.pt

Blogue: Melgaço, Minha Terra

 
Telemóvel: 965815648

 

 

 

 

 

 

 

 

Obras do autor

 

 

Obras a publicar

 

Poemas do Vento

Sonetos do Sol e da Lua

Quadras ao deus dará

Escritos sobre Melgaço

Entre Mortos e Feridos (romance)

Lembranças Amargas (romance)

Gentes de Melgaço (biografias)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço

A Minha Vida em Imagens

A minha religião e outros escritos

Auto da Palina

Frágeis Elos (2.ª edição) 

Melgaço: Padres, Monges e Frades

 

Obras publicadas

 

Livros

 

Frágeis Elos (uma história familiar)

Dicionário Enciclopédico de Melgaço (I e II volumes)

Lina – Filha de Pã (romance)

Os Meus Sonetos e os do frade

Os Novos Lusíadas (2018)

Melgacenses na I Grande Guerra

(em parceria com Valter Alves)
 
 
 

Separatas

 

A Origem de Algumas Famílias Melgacenses

A Febre Tifoide e os seus Protagonistas

Tomás das Quingostas (200 anos do seu nascimento)

A Provável Origem de Melgaço e Paderne

 

Prefácios nos seguintes livros de José A. Cerdeira e do Dr. Augusto César Esteves:

 
Tomaz das Quingostas (JAC)

O Buraco da Serpe (JAC)

A Adversidade por Madrasta (JAC)

O Sonhador dos Montes da Aguieira (JAC)

Nas Páginas do Notícias de Melgaço (ACE)

 

Colaborações

 

No Boletim dos Serviços Sociais da CGD

No Boletim Cultural da Câmara Municipal de Melgaço

No jornal «A Voz de Melgaço»

No jornal «Fronteira Notícias»

Artigo sobre o santuário da Peneda no livro Lugares Sagrados

 de Portugal I, editado pelo Círculo de Leitores em 2016.

 
etc.
 

 

 

Apresentação


         Construir biografias perfeitas é, quanto a mim, impossível. Nem sequer as chamadas autobiografias, isto é, aquelas biografias feitas pelo próprio, são completas. Isso explica-se facilmente: para se fazer uma biografia perfeita era necessário seguir todos os passos do biografado desde a sua nascença até à sua morte; ora isso nunca acontece, nem poderá jamais acontecer. Cada ser humano segue o seu percurso, deixa normalmente a sua terra natal, por vezes emigra, casa no estrangeiro, etc. Quanto à autobiografia, seria mais fácil construí-la, mas para tal o biógrafo teria de se assumir como tal, o que raras vezes acontece. Normalmente conta parte da sua vida, geralmente em livro, quando atinge certa idade, e julga ter algo para dizer, ou legar, aos outros humanos. Penso que um camponês ou um operário, mesmo um simples empregado de escritório, não estará motivado para deixar aos vindouros a sua modesta biografia. Aqueles que viajaram muito, conhecendo outros povos, outras línguas, outros costumes, esses sim, desejarão registar tudo aquilo que observaram, tudo aquilo que aprenderam. Tendo isso em conta, direi, de cada um, aquilo que souber, sem acrescentar nada, nem amesquinhar quem quer que seja. Se mais não digo, é porque os documentos foram parcos na sua informação. Dos vivos gostaria de dizer muito mais – mas para isso teria de bater de porta em porta, sendo bem recebido nuns casos e mal noutros, correndo riscos desnecessários, e aumentando exponencialmente a despesa com a obra. Assim, registei aquilo que pude, e se houver uma 2.ª tiragem, como espero, as pessoas ajudar-me-ão, sem dúvida, já sem desconfianças, nem preconceitos de espécie alguma. É provável que nesta 1.ª edição omita alguns nomes. Peço desculpa se isso vier a acontecer, mas não me era de todo possível conhecer o nome de toda a gente. Sobre o caráter das pessoas não me pronuncio, pois não as conhecendo ser-me-ia impossível falar delas de uma forma mais profunda. Quanto às profissões, bens materiais, etc., da maioria pouco sabendo, ou nada, que posso eu dizer? Falarei mais de uns do que de outros, mas não pensem que se trata de uma seleção aristocrática. Não! A razão é simples: há indivíduos que pela sua formação, ou pela vontade de intervir, se destacam dos outros. Estes têm obra feita, quer individualmente, quer coletivamente, e por isso merecem mais umas linhas – é uma questão de justiça.               
 
 
     É bom nunca esquecer que a freguesia de São Martinho de Alvaredo pertenceu ao concelho de Valadares até 24/10/1855; a partir daí passou a pertencer ao concelho de Melgaço. Logo, todos os naturais desta freguesia que morreram antes de ela ser integrada no concelho de Melgaço não farão parte, salvo raras exceções, deste estudo.                                     

 


     A freguesia de Alvaredo tem diversos lugares: Barbeito, Bouças, Canda, Charneca, Coto, Esteves, Felgueiras, Ferreiros, Fonte, Granja (meeiro com Paderne), Maninho, Pereiro, Pinheiro, Sobreira, Souto, Vilar (meeiro com Paderne).

     Cada lugar tem as suas caraterísticas, apesar de fazer parte de um todo que é a freguesia; estas formam por si uma unidade, chamada concelho. Lugares e freguesias levaram séculos a afirmar a sua própria identidade. A religião católica teve um papel importante neste processo, sobretudo através da igreja paroquial e da capela. Há lugares, por exemplo em Castro Laboreiro, que realizam festas anuais a determinados santos. Por conseguinte, temos a festa da freguesia, que em princípio será a principal, e a festa deste ou daquele lugar, conforme o número de habitantes e o seu poder financeiro. Por vezes surge um emigrante, com algum dinheiro, disposto a suportar toda a despesa do arraial.

     Outrora, sobretudo antes da década de sessenta do século XX, quando a população emigrou em massa, faziam-se em algumas freguesias do concelho feiras mensais, ou anuais. Com a desertificação dos diversos lugares, agora, século XXI, já se torna quase impossível realizar essas feiras. Vai continuando a da sede do concelho, mas até essa qualquer dia desaparece, por falta de compradores. Hoje em dia tudo se vende nos supermercados, e eles espalharam-se por todo o país! As feiras quase que deixaram de fazer sentido.       



A ordem das micro biografias será alfabética (A - Z) e não cronológica.    


 
 



                         ABENDANHO








ABENDANHO, Francisco Joaquim. Filho de Francisco José de Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia Araújo Lira Abendanho. Neto paterno de Luís Mendes e de Maria de Abreu e Lima; neto materno de Luís de Araújo Lobarinhas e de Mariana Antónia de Abendanho Lira Sotomaior. Nasceu em Alvaredo nos inícios do século XIX. // Casou em Paços a 24/8/1834 com Ana Luísa, filha de Pedro Nóboa e de Francisca do Outeiro, morador em Sá. // Ambos os cônjuges faleceram sem geração.  





 

ABENDANHO, Luís Manuel. Filho de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia de Araújo Lira de Abendanho. Neto paterno de Luís Mendes e de Maria de Abreu e Lima; neto materno de Luís de Araújo Lobarinhas e de Mariana Antónia de Abendanho Lira Sotomaior. Nasceu em Alvaredo a --/--/17--. // Em 1819 tinha negócios em São Gregório. // Casou na freguesia de Cristóval a --/--/18— com Maria Teresa Benito de Puga, filha de Francisco de Puga e de Eufémia Esteves, residentes em São Miguel de Desteriz, Galiza. // Com geração (ver em Cristóval, no apelido Abreu).  

 

ABENDANHO, Manuel Alexandre. Filho de Francisco José de Abreu (Lima e Castro) e de Maria Engrácia de Araújo Lira Abendanho, naturais de Alvaredo. Nasceu por volta de 1802. // Casou na igreja de Paços a 7/6/1837 com Maria Joaquina Pires, filha de Manuel António Pires e de Antónia Maria da Ribeira, naturais de Paços. Testemunhas: Caetano José da Ribeira, do Outeiro, e Manuel Gonçalves, do Casal. // Faleceu no lugar de Merelhe, Paços, onde morava, a 27/10/1864, com 62 anos de idade, com todos os sacramentos da igreja católica, no estado de casado com Maria J. Pires, sem testamento, com filhos, e foi sepultado na igreja paroquial.  

 

ABENDANHO, Maria Engrácia. Filha de Luís de Araújo Lobarinhas, boticário, e de Mariana Antónia de Abendanho Lira Sotomaior. Nasceu em Alvaredo a --/--/17--. // Casou com Francisco José de Abreu Lima e Castro, filho de Luís Mendes e de Maria de Abreu e Lima, moradores no lugar de Apião, Paderne. // Faleceu em São Gregório, Cristóval, a 13/1/1850, no estado de viúva, e foi sepultada dois dias depois na igreja dessa freguesia de Melgaço. // Com geração.   

 

ABENDANHO, Maria José. Filha de Francisco José Abreu Lima Castro e de Maria Engrácia Araújo Lira Abendanho. Neta paterna de Luís Mendes e de Maria de Abreu e Lima; neta materna de Luís de Araújo Lobarinhas e de Mariana Antónia de Abendanho Lira Sotomaior. Nasceu no lugar do Maninho a 5/9/1805 e foi batizada no dia 9 do dito mês e ano. Padrinhos: padre José Domingues Costa, dos Bacelos, e a Senhora do Rosário. // Casou em Cristóval a 29/7/1829 com Manuel Ventura, filho de João Manuel Rodrigues Táboas e de Ana Domingues, de São Gregório. // Faleceu a 2/1/1871. // Nota: é descendente do padre Manuel de Araújo Caldas de Azevedo. 

 

ABENDANHO, Rosa Maria. Filha de Francisco José Abreu Lima e Castro e de Maria Engrácia Araújo Lira Abendanho. N.p. de Luís Mendes e de Maria de Abreu e Lima; n.m. de Luís de Araújo Lobarinhas e de Mariana Antónia de Abendanho Lira Sotomaior. Nasceu em Alvaredo 17/4/1809 e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Luís Mendes de Abreu e Sousa e sua sobrinha, Rosa Maria Mendes Abreu e Sousa, ambos da Portela do Couto de Paderne, termo de Valadares.   // continua...